BRPI0805111B1 - atuador combinado com freio de controle reológico - Google Patents

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BRPI0805111B1
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BRPI0805111-9A
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Andrea Spaggiari
Michele Pecora
Nazario Bellato
Eugenio Dragoni
Federico Lancioni
Stefano Fornara
Andrea Baldassari
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Magneti Marelli Powertrain S.P.A.
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Abstract

Atuador combinado com freio de controle reológico. O presente invento se refere a um atuador combinado (17) provido de um elemento móvel (19); um acionador (20) para deslocar o elemento móvel (19); e um freio de controle reológico (23), que é mecanicamente acoplado ao elemento móvel (19) para ajustar o elemento móvel (19); o freio de controle reológico (23) tem: duas câmaras de ajuste (25) contíguas; um fluido reológico (26) contido nas duas câmaras de ajuste (25); um pistão deslizante (28), que separa de forma estanque as duas câmaras de ajuste (25) e é mecanicamente conectado ao elemento móvel (19); pelo menos um tubo de conexão externo (29) que conecta reciprocamente as duas câmaras de ajuste (25); e um dispositivo de acionamento (30) que é acoplado ao tubo de conexão externo (29) para aplicar um campo magnético variável ao fluido reológico (26) contido no tubo de conexão externo (29) para variar a viscosidade do fluido reológico (26) entre um valor mínimo e um valor máximo

Description

Refere-se o presente invento a um atuador combinado comum freio de controle reológico.
O presente invento é vantajosamente aplicado a um atuador5 para um motor de combustão interna, ao qual será feita referência explícita na descrição a seguir sem portanto perder em generalidade.Um motor de combustão interna moderno compreendevários atuadores servo-controlados, que são controlados por uma unidade eletrônica de controle para automaticamente modificar a posição de membros de controle ou de ajuste10 do motor correspondentes.
Quando um ajuste ou membro de controle está para sermovido somente entre duas posições limites, i.e., quando o ajuste ou membro de controle está para assumir somente duas posições, são usados atuadores não progressivos, que podem ser atuadores elétricos ou atuadores pneumáticos/hidráulicos não balanceados (a15 escolha depende de exigências de custo, tamanho, potência e velocidade).
Quando o ajuste ou membro de controle deve ser capaz de assumir todas as posições compreendidas entre duas posições limite, são usados atuadores progressivos tais como atuadores elétricos ou atuadores pneumáticos/hidráulicos balanceados (a escolha depende de exigências de custo, 20 tamanho, potência e velocidade). No caso de potências pequenas ou médias, ambos os atuadores elétrico e pneumático/hidráulico balanceados são particularmente caros e incômodos; especificamente, os atuadores elétricos são incômodos e caros também devido à presença de controles eletrônicos, enquanto os atuadores pneumáticos/hidráulicos são incômodos e caros devido à presença de válvulas p, 25 solenóides e seus circuitos pneumáticos/hidráulicos.
O pedido de patente EP 1770264A1 descreve um atuador de controle de deslocamento progressivo compreendendo um elemento que se move ao longo de um trajeto linear, um acionador pneumático ou hidráulico para deslocar o elemento móvel ao longo do trajeto linear, uma câmara de ajuste, que acomoda parte do 30 elemento móvel e é preenchida com um líquido reológico, e um dispositivo de acionamento, que é adaptado para aplicar uma voltagem variável ao líquido reológico contido na câmara de ajuste para variar a viscosidade do líquido reológico entre um valor mínimo, no qual o deslocamento do elemento móvel é essencialmente livre, e um valor máximo, no qual o deslocamento do elemento móvel é bloqueado.
A patente US 6234060 B1 descreve um atuador de controlede deslocamento progressivo compreendendo um elemento que se move ao longo de um trajeto circular, um acionador pneumático para deslocar o elemento móvel ao longo do trajeto circular, uma câmara de ajuste, aue acomoda oarte do elemento móvel e é preenchida com um líquido reológico, e um dispositivo de acionamento, que aplica umàfyvoltagem variável ao líquido contido na câmara de ajuste para variar a viscosidade dolíquido reológico entre um valor mínimo, no qual o deslocamento do elemento móvel éessencialmente livre, e um valor máximo, no qual o deslocamento do elemento móvel ébloqueado. Os atuadores de controle de deslocamento progressivo descritos no pedidode patente EP 1770264A1 e na patente US 6234060 B1 são relativamente complexos ecaros, e não permitem obter um controle particularmente preciso da posição do elementomóvel ao longo do trajeto correspondente e apresentam eficiência de energia evelocidade de resposta relativamente baixas.
O objetivo do presente invento é o de prover um atuadorcombinado com freio de controle reológico que seja isento das desvantagens descritasacima e que seja de fabricar e com boa relação custo/benefício.
De acordo com o presente invento, é provido um atuadorcombinado com um freio de controle reológico como reivindicado nas reivindicaçõesanexas.
O presente invento será agora descrito com referência aosdesenhos anexos, que ilustram uma forma de realização não limitativa do mesmo, emque:- a figura 1 é uma vista diagramática de um motor de combustão interna provido de umdispositivo afogador do tipo tombador que é acionado por um atuador combinado comfreio de controle reológico, feito de acordo com o presente invento;- a figura 2 é uma vista diagramática do atuador combinado com freio de controlereológico da figura 1;- a figura 3 é uma vista diagramática seccionada com partes removidas por clareza deum freio de controle reológico do atuador combinado da figura 2;- a figura 4 é uma vista diagramática em perspectiva do freio de controle reológico dafigura 3;- a figura 5 é uma vista diagramática em perspectiva parcialmente seccionada compartes removidas por clareza, do freio de controle reológico da figura 3;- a figura 6 é uma vista em planta de um núcleo ferromagnético do freio de controlereológico da figura 3; e- a figura 7 é uma vista em planta de uma forma alternativa do núcleo ferromagnético dafigura 6.
Na figura 1, é indicado um motor de combustão interna (1)dotado de quatro cilindros (2) (somente um dos quais é mostrado na figura 1), cada umdos quais é conectado a um duto de admissão (3) por meio de pelo menos uma válvulade admissão (4) e a um duto de exaustão (5) por meio de pelo menos uma válvula de exaustão (6).
O duto de admissão (3) recebe ar fresco (i.e., ar provenience^ - V,v do ambiente externo) através de um tubo de alimentação (7) ajustado por uma válvula borboleta (8) e é conectado aos cilindros (2) por meio dos tubos de admissão (9) correspondentes (somente um dos quais é mostrado na figura 1), cada um dos quais é ajustado pela correspondente válvula de admissão (4). Similarmente, o duto de exaustão (5) é conectado aos cilindros (2) por meio de tubos de exaustão (10) correspondentes (somente um dos quais é mostrado na figura 1), cada um dos quais é ajustado pela válvula de exaustão (6) correspondente. Um tubo de exaustão (11), que termina com um silenciador (conhecido e não mostrado) para liberar os gases da combustão para a atmosfera, se origina do duto de exaustão (5).
De acordo com a forma de realização ilustrada, o combustível (p.ex., gasolina, diesel, metano, GLP, etc.) é injetado em cada tubo de admissão (9) por meio de um injetor (12) disposto próximo da válvula de admissão (4). De acordo com uma forma diferente de realização (não mostrada), os injetores (12) são dispostos para injetar diretamente o combustível em cada cilindro (2).
O duto de admissão (3) compreende um dispositivo afogador (13) do tipo tombador, que varia a seção transversal dos tubos de admissão (9) de acordo com a velocidade do motor (1). Como mostrado na figura 2, o dispositivo afogador (13) compreende, para cada tubo de admissão (9), uma válvula afogadora (14) que tem um corpo afogador (15) chaveado em um eixo (16) para girar sob influência de um atuador (17) em torno de um eixo de rotação (18) disposto transversalmente com relação ao tubo de admissão (9) correspondente.
Preferencialmente, é provido um único atuador comum (17) que é mecanicamente conectado aos corpos afogadores (15) das quatro válvulas afogadoras (14). Alternativamente, cada válvula afogadora (14) pode compreender seu próprio atuador (17), e assim ser mecanicamente independente das outras válvulas afogadoras (14); em outras palavras, os corpos afogadores (15) das quatro válvulas afogadoras (14) podem não estar mecanicamente conectados entre si e podem assim girar livremente um em relação ao outro.
Em uso, cada corpo afogador gira sob a influência do atuador (17) entre uma posição ativa (mostrada pela linha sólida na figura 2), em que o corpo afogador (15) reduz a seção de introdução de ar do tubo de admissão (9), e uma posição de descanso (mostrada por uma linha tracejada na figura 2), em que o corpo do afogador (15) não determina qualquer redução da seção de introdução de ar no tubo de admissão (9).
De acordo com uma forma de realização diferente (não mostrada), cada tubo de admissão (9) compreende dois canais e é provido um dispositivo afogador do tipo redemoinho, que é adaptado para variar a seção dos tubos de admissão ^Â-zí^7(9) de acordo com a velocidade do motor pelo ajuste de quatro válvulas afogadoráâ^■.dispostas dentro dos correspondentes canais dos quatro tubos de admissão (9), em vezdo dispositivo afogador (13) do tipo tombador.
Como mostrado na figura 2, o atuador (17) compreende umelemento móvel (19) (uma haste linear na forma de realização mostrada na figura 2) e umacionador pneumático (20) para deslocar o elemento (19) ao longo de um trajeto linear(21). Uma extremidade do elemento móvel (19) é presa a uma extremidade do eixo (16)por meio de um braço rígido (22) que constitui uma transmissão mecânica paratransformar o movimento linear do elemento móvel (19) em um movimento rotatório quegira o eixo (16) em torno do eixo de rotação (18).
O atuador (17) adicionalmente compreende um freio decontrole reológico (23), que é mecanicamente acoplado ao elemento móvel (19) paraajustar o deslocamento do elemento móvel (19) ao longo do trajeto (21); em outraspalavras, o freio de controle reológico (23) é adaptado para modificar a lei de movimentoconferida ao elemento móvel (19) pelo acionador (20).
Como mostrado na figura 3, o freio de controle reológico(23) compreende um corpo cilíndrico (24) tubular em que são definidas duas câmaras deajuste (25) contíguas que são preenchidas com um fluido reológico (26). Cada câmara deajuste (25) é delimitada por fora por uma tampa (27) vedada ao corpo cilíndrico (24)tubular e por dentro por um pistão deslizante (28), que separa de forma estanque as duascâmaras de ajuste (25) e é mecanicamente conectado ao elemento móvel (19) para semover integralmente com o próprio elemento móvel (19). O deslocamento do elementomóvel (19) determina um deslocamento similar do pistão (28) e portanto causa umaredução de volume numa câmara de ajuste (25) e um correspondente aumento devolume na outra câmara de ajuste (25).
O corpo tubular (24) tem pelo menos um tubo de conexão(29) externo, que reciproca mente conecta as duas câmaras de ajuste (25) e é dispostofora das próprias câmaras de ajuste (25); preferencial mente, o tubo de conexão externa(29) é disposto do lado de fora do corpo tubular (24) e é formado por uma material nãomagnético, i.e., é essencialmente isento de características ferromagnéticas. A presençado tubo de conexão externa (29) é necessária para permitir o deslocamento do pistão(28) e assim o deslocamento do elemento móvel (19) integral com o pistão (28); de fato, odeslocamento do pistão (28) causa uma redução de volume numa câmara de ajuste (25)e um aumento correspondente de volume na outra câmara de ajuste (25) e tal variaçãoem volumes das duas câmaras de ajuste somente é possível se ocorrer um fluxo similarde fluido reológico (26) entre as duas câmaras de ajuste (25) porque o fluido reológico(26) é essencialmente incompressível, como todos os fluidos.
Finalmente, o freio de controle reolóaico (231 oara as câmaras de ajuste (25) compreende um dispositivo de acionamento (30) que é acoplado^ ao tubo de conexão externo (29) para aplicar um campo magnético variável ao fluido reológico (26) contido no tubo de conexão externo (29) para variar a viscosidade do fluidoreológico (26) entre um valor mínimo (campo magnético zero), em que o fluido reológico (26) pode fluir livremente através do tubo de conexão externo (29), e um valor máximo(campo magnético de intensidade máxima), em que o fluido reológico (26) não pode fluir através do tubo de conexão externo (29).
De acordo com a forma preferida de realização mostrada nas figuras anexas, o fluido reológico (26) é magnetorreológico, i.e., varia sua viscosidade de acordo com o campo magnético ao qual ele está submetido, e especificamente aumenta sua viscosidade quando aumenta o campo magnético ao qual ele está submetido; neste caso, o dispositivo acionador (30) é adaptado para aplicar um campo magnético variável ao fluido reológico contido no tubo de conexão externo (29). De acordo com uma forma de realização diferente (não mostrada), o fluido reológico (26) é eletrorreológico, i.e., varia sua viscosidade de acordo com o campo elétrico ao qual ele está submetido e especificamente aumenta sua viscosidade quando aumenta o campo elétrico ao qual ele está submetido; neste caso, o dispositivo acionador (30) é adaptado para aplicar um campo elétrico variável ao fluído reológico (26) contido no tubo de conexão externo (29).
O dispositivo acionador (30) compreende um núcleo ferromagnético (31) tendo uma fenda (32) na qual é disposto o tubo de conexão externo (29). Além disso, o dispositivo acionador (30) compreende uma bobina (33) que é acoplada ao núcleo ferromagnético (31) (i.e., é enrolada em torno do núcleo ferromagnético 31), e um gerador elétrico (34) conectado à bobina (33) para fazer uma corrente elétrica de intensidade ajustável circular na bobina (33) para gerar um campomagnético de intensidade ajustável no núcleo ferromagnético (31).
De acordo com uma forma de realização preferida mostrada nas figuras de 3 a 6, o núcleo ferromagnético (31) tem o formato de anel aberto tendo uma interrupção que define a fenda (32) onde se posiciona o tubo de conexão externo (29); além disso, o núcleo ferromagnético (31) em forma de anel aberto é disposto em volta do corpo tubular (24) e assim é disposto em volta das câmaras de ajuste (25) dentro do corpo tubular (24). Preferencialmente, o núcleo ferromagnético (31) e as câmaras de ajuste (25) têm uma seção transversal circular e são reciprocamente coaxiais.
De acordo com uma forma de realização alternativa mostrada na figura 7, o núcleo ferromagnético (31) exibe um formato de duplo "C" tendo uma fenda central (32); neste caso, o núcleo ferromagnético (31) é disposto lateralmente com relação ao corpo tubular (24) e assim com relação às câmaras de ajuste (25).Como mencíonadn nrpviamonta n 6/8(29) é feito de material não magnético para evitar que o campo magnético se concentrena parede do tubo de conexão (29) e assim não dizendo respeito, ou somente^'marginalmente dizendo respeito, ao fluido reológico (26) dentro do tubo de conexão (29).
Como mostrado na figura 2, o acionador (20) é pneumático e compreende um pistão (35) mecanicamente conectado ao elemento móvel (19) e a um cilindro pneumático (36) para deslocar o próprio pistão (35). O cilindro (36) é conectado aum dispositivo alimentador de ar comprimido (37) (p.ex. consistindo de um tanque de arcomprimido mantido pressurizado por um compressor) por meio de uma válvula solenoide controlada por uma unidade de controle (39). De acordo com uma forma derealização diferente (não mostrada), o acionador pneumático (20) é substituído por um acionador hidráulico equivalente. Se o acionador (35) for provido com um único cilindro(36) (como mostrado na forma de realização da figura 2), então o pistão (35) é também acompanhado por uma mola (não mostrada) para garantir o movimento do próprio pistão(35) nas duas direções.
Um sensor (40) detecta a posição e/ou velocidade do elemento móvel (19) de tempo em tempo e comunica tal posição e/ou velocidade à unidade de controle (39). De acordo com a forma de realização mostrada na figura 2, o sensor (40) é acoplado ao elemento móvel (19) e assim detecta diretamente a posição do próprio elemento móvel (19). De acordo com uma forma de realização diferente (não mostrada), o sensor (40) é um codificador angular acoplado mecanicamente ao eixo (16) que recebe o movimento do elemento móvel (19); conseqüentemente, o sensor (40) detecta indiretamente a posição do elemento móvel (19) pela detecção da posição do eixo (16) que está mecanicamente conectado ao próprio elemento móvel (19).
A fim de deslocar o elemento móvel (19) (i.e., o eixo 16) a partir de uma posição inicial atual até uma posição final desejada, a unidade de controle (39) ativa o acionador (20) por meio da válvula solenoide (38) para mover o elemento (19) para a posição final; ao mesmo tempo, a unidade de controle (39), por meio do dispositivo acionador (30), aplica um campo magnético variável ao fluido reológico (26) contido no tubo de conexão (29) para variar a viscosidade do fluido reológico (26) e levar a viscosidade do fluido reológico (26) até um valor máximo em que o deslocamento do elemento móvel (19) é bloqueado quando o próprio elemento móvel atinge a posição final. Usando a informação de posição e/ou de velocidade do elemento móvel (19) fornecida pelo sensor (40), a unidade de controle (39) controla o retorno do campo magnético aplicado ao fluido reológico (26) no tubo de conexão (29); como variável de retorno, a unidade de controle (39) pode usar a posição e/ou a velocidade do elemento móvel (19). A escolha da variável de retorno a ser usada depende obviamente dos desempenhos estático e dinâmico do sistema.
Se necessário, a unidade de controle (39) varia o campo magnético aplicado ao fluido reológico (26) no tubo de conexão (29) para variar a viscosidade do fluido reológico (26) para fazer o elemento móvel (19) seguir um perfil de velocidade alvo predeterminado.
A descoberta dos fluidos magnetorreológicos e os primeiros estudos sobre seu comportamento foram conduzidos por Jacob Robinow, pesquisador do US National Bureau of Standards no final dos anos quarenta. Os fluidos magnetorreológicos pertencem aos chamados materiais espertos ou materiais mecatrônicos em virtude de suas características físico-químicas que podem ser eletricamente variadas; tais materiais podem de fato variar seu comportamento reológicode acordo com o campo magnético aplicado.
Esta propriedade não é limitada somente aos fluidos magnetorreológicos; há de fato uma outra categoria que pode mudar suas características reológicas: ela consiste de fluidos sensíveis a variações de campo elétrico que, por tal razão, são chamados de fluidos eletrorreológicos.
Para ambos fluidos magnetorreológicos e eletrorreológicos, a transformação do estado líquido para o estado gelatinoso ocorre simplesmente, rapidamente, e sobretudo, reversivelmente. Na ausência de um campo magnético, o fluido magnetorreológico se comporta como um fluido com viscosidade como a de um óleo, enquanto que, após aplicar o campo, o fluido magnetorreológico assume uma consistência semi-sólida. A alteração de estado ocorre repentinamente (da ordem de milisseg undos).
Os fluidos magnetorreológicos consistem principalmente de uma base líquida, geralmente de um óleo, em que são suspensas partículas finas polarizáveis de material ferromagnético; mais raramente, o líquido de suspensão é uma solução aquosa. As partículas suspensas têm um tamanho micrométrico usualmente de entre 1 e 10 μm.
Um momento magnético é induzido na presença de um campo magnético externo sobre as partículas ferromagnéticas. A interação magnética entre os dipolos das partículas leva o sistema a um estado energético de não balanço; consequentemente, as partículas tenderão a se mover e se rearranjar para reverter o sistema para uma nova configuração de energia mínima. Uma disposição energeticamente favorável é aquela em que as partículas estão unidas para formar cadeias paralelas às linhas de fluxo magnético. Enquanto aumenta o fluxo magnético, estas cadeias se agregam em colunas que, reduzindo a mobilidade do fluido magnetorreológico, são responsáveis pelo aumento macroscópico das características viscosas do próprio fluido magnetorreológico e pelo seu estado sólido aparente. A resistência viscosa dos fluidos magnetorreológicos é influenciada diretamente pelo fluxo magnético que os cruza.
O atuador (17) descrito acima exibe muitas vantagens, põlg que sendo os desempenhos iguais, ele tem melhor relação custo/benefício e é mais compacto que ambos atuadores pneumático/hidráulico e elétrico. Além disso, em virtude de sua construção simples, o atuador (17) descrito acima é preciso, rígido e simples de ser controlado. Em outras palavras, o atuador (17) descrito acima é um atuador linear que permite manter as vantagens dadas pelo sistema de atuação pneumático não balanceado, i.e., baixo custo e uso simples, sem entretanto estabelecer o simples controle liga-desliga que é típico desta tecnologia; de fato, em virtude do freio de controle reológico (23), ele é capaz de controlar o movimento do elemento móvel (19) atuando sobre a corrente que circula em uma simples bobina (33) de solenoide. Isto implica na controlabilidade do sistema pneumático em qualquer posição dele. Além disso, em virtude do fato de que ambos acionador pneumático (20) e freio de controle reológico (23) são dispositivos lineares (i.e., ambos operam com um deslocamento linear e não com rotação), o atuador (17) é extremamente integrado, simples de ser controlado, altamente modular e fácil de ser mantido.
Vale a pena enfatizar que o tubo externo permite uma montagem mais simples e a possível substituição do sistema magnético sem afetar a integridade do sistema hidráulico baseado nos fluidos magnetorreológicos; além disso, desta forma, o circuito magnético está sempre fixo (i.e., não é deslocado em cada atuação) e isto garante uma melhor eficiência de energia e menos riscos de falhas.
Em virtude do fato de que o campo eletromagnético é aplicado a uma quantidade limitada de fluido reológico (26), i.e., somente o fluido reológico (26) contido no tubo de conexão (29) que é uma parte mínima do fluido reológico (26) que é totalmente contido nas câmaras de ajuste (25), a potência elétrica consumida e a energia elétrica dissipada pela bobina (33) são baixas e as variações do campo magnético podem ocorrer muito rapidamente. Além disso, dada a pequena seção do tubo de conexão (29), é mais fácil focar o campo magnético e portanto alcançar tal voltagem tangencial inicial para bloquear todo o circuito e assim bloquear o deslocamento do pistão (28).
Finalmente, o tubo de conexão externo (29) permite uma aplicação simples de sistemas magnéticos ou eletromagnéticos tal como o dispositivo de acionamento (30) descrito acima; desta forma, a construção do freio de controle reológico (23) é simples e de boa relação custo/benefício.
Obviamente, à luz das muitas vantagens do atuador (17) descrito acima, tal atuador (17) pode ser usado para qualquer tipo de acionamento diferente de um sistema de redemoinho ou tombamento. Além disso, o atuador (17) descrito acima pode ser usado para controlar ambos acionadores lineares e rotatórios por meio de transmissões e alavancas apropriadas de quaisquer tipos.

Claims (10)

1. Atuador combinado (17), compreendendo:um elemento móvel (19);um acionador (20) para deslocar o elemento móvel ao longo de um trajeto (21); eum freio de controle reológico (23), que é mecanicamente acoplado ao elemento móvel (19) para ajustar o elemento móvel (19) ao longo do trajeto (21);o atuador (17) combinado sendo caracterizado pelo fato que o freio de controle reológico (23) compreende:pelo menos duas câmaras de ajuste (25) contíguas;um fluido magnetorreológico (26) contido nas duas câmaras de ajuste (25);pelo menos um pistão deslizante (28), que separa de forma estanque as duas câmaras de ajuste (25) e é mecanicamente conectado ao elemento móvel (19);pelo menos um tubo de conexão externo (29) que conecta reciprocamente as duas câmaras de ajuste (25) e é disposto fora das duas câmaras de ajuste (25); eum dispositivo de acionamento (30) que é acoplado ao tubo de conexão externo (29) para aplicar um campo magnético variável ao fluido magnetorreológico (26) contido no tubo de conexão externo (29) para variar a viscosidade do fluido magnetorreológico (26) entre um valor mínimo, no qual o fluido magnetorreológico pode fluir livremente através do tubo de conexão externo (29), assim permitindo o deslizamento do pistão (28), e um valor máximo, no qual o fluido reológico (26) não pode fluir através do tubo de conexão externo (29), assim impedindo o deslizamento do pistão (28), e sendo que o dispositivo de acionamento (30) compreende:- um núcleo ferromagnético (31), com formato de um anel aberto e tendo uma interrupção que define a fenda (32) onde se posiciona o tubo de conexão externo (29);- pelo menos uma bobina (33) que é acoplada ao núcleo ferromagnético (31); e- um gerador elétrico (34) conectado à bobina (33) para fazer uma corrente elétrica de intensidade adequada circular na bobina (33).
2. Atuador combinado, de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato que o tubo de conexão externo (29) é formado por um material não magnético.Δti isdnr rnmhinarln dp arnrdn rnm a rpivindirarãn 1 rarar+arÍ7adn npln fain
3. que o núcleo ferromagnético (31) na forma de anel aberto é disposto ao redor das câmaras de ajuste (25).
4. Atuador combinado, de acordo com a reivindicação 3, caracterizado pelo fato que o núcleo ferromagnético (31) e as câmaras de ajuste (25) têm uma seção transversal circular.
5. Atuador combinado, de acordo com uma qualquer dentre as reivindicações de 1 a 4, caracterizado pelo fato de compreender:um sensor (40) que detecta a posição do elemento móvel (19); euma unidade de controle (39) que é conectada ao sensor (40) e controla o dispositivo de acionamento (30) para controlar a posição do elemento móvel (19).
6. Atuador combinado, de acordo com a reivindicação 5, caracterizado pelo fato que o sensor (40) é acoplado ao elemento móvel (19) e detecta diretamente a posição do próprio elemento móvel (19).
7. Atuador combinado, de acordo com a reivindicação 5, caracterizado pelo fato que o sensor (40) é acoplado a um membro de controle que recebe o movimento do elemento móvel (19) e detecta indiretamente a posição do próprio elemento móvel (19).
8. Atuador combinado, de acordo com uma qualquer dentre as reivindicações de 1 a 7, caracterizado pelo fato que o acionador (20) é um cilindro pneumático.
9. Atuador combinado, de acordo com uma qualquer dentre as reivindicações de 1 a 7, caracterizado pelo fato que o acionador (20) é um cilindro hidráulico.
10. Duto de admissão, com um dispositivo afogador (13) para um motor de combustão interna (1) provido de um número de cilindros (2); o duto de admissão (3) compreendendo para cada cilindro (2) um tubo de admissão (7), que é adaptado para conectar o duto de admissão (3) ao cilindro (2); o dispositivo afogador (13) compreende para cada tubo de admissão (7) uma válvula afogadora (14), que é adaptada para variar a seção de introdução de ar através do tubo de admissão (7), e um atuador combinado (17), que é de acordo com uma qualquer dentre as reivindicações de 1 a 9, e é adaptado para atuar as válvulas afogadoras (14).
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