USO DE COMPOSTOS DE ARSÊNIO PARA O TRATAMENTO DE DOR E
INFLAMAÇÃO
Descrição da invenção
Este pedido reivindica prioridade para pedido provisório número de série 60/899.007, depositado em 2 de fevereiro de 2 007, aqui incorporado em sua totalidade por referência.
Campo da invenção
Esta invenção relaciona-se a métodos e composições 10 para o tratamento de dor e inflamação, bem como tratamento de distúrbios autoimunes e imunológicos que usam compostos de arsênio. Mais particularmente, os métodos e composições da presente invenção relacionam-se ao uso de meta arsenito de sódio (NaAsO2) , trióxido de arsênio (As2O3) e/ou hexóxido 15 de arsênio (As4O6) ou sais destes, para tratar dor, inflamação, e distúrbios autoimunes e imunológicos. Fundamento da invenção
A percepção à dor, ou nocicepção, é mediada pelos terminais periféricos de um grupo de neurônios sensoriais
2 0 especializados, denominados nociceptores. Uma ampla
variedade de estímulos físicos e químicos induz a ativação de tais neurônios em mamíferos, levando ao reconhecimento de um estímulo potencialmente danoso. A ativação inadequada ou excessiva de nociceptores, no entanto, pode resultar em dor debilitante aguda ou crônica.
Geralmente, a dor é experimentada quando as extremidades nervosas livres que constituem os receptores da dor na pele bem como em certos tecidos internos são submetidas a estímulos mecânicos, térmicos, químicos ou
3 0 outros estímulos prejudiciais. Os receptores de dor podem transmitir sinais junto aos neurônios aferentes no sistema nervoso central e, portanto, para o cérebro.
As causas da dor podem incluir inflamação, dano físico, doença infecciosa, dano químico ou anóxico, espasmo 5 muscular e a instalação de um evento ou síndrome neuropática. A dor tratada de modo ineficaz pode ser devastante para a pessoa que a experimenta por limitar a função, reduzir a mobilidade, alterar o sono, e interferir dramaticamente com a qualidade da vida.
Inflamação é uma condição fisiológica caracterizada na
forma aguda pelos sinais clássicos de dor, calor, rubor, edema e perda de função. A dor inflamatória pode ocorrer quando o tecido é danificado. Por exemplo, eventos físicos, químicos, e térmicos, cirurgia, infecção e doenças 15 autoimunes podem causar dano tecidual e inflamação. Quando um tecido é danificado, um hospedeiro de substâncias endógenas que induzem a dor, por exemplo, bradiquinina e histamina, podem ser liberadas a partir do tecido danificado. As substâncias que induzem a dor podem se ligar
2 0 a receptores nos terminais nervosos sensoriais e assim iniciam sinais de dor aferentes.
Adicionalmente, as substâncias que induzem a dor podem ser liberadas de terminais aferentes nociceptivos, e neuropeptídeos liberados dos terminais sensoriais podem 25 acentuar uma resposta inflamatória. Portanto, durante inflamação, pode haver desenvolvimento de fibras periféricas peptidérgicas e um conteúdo aumentado de peptídeo, com várias fibras mostrando um coexistência de substância P (SP) e peptídeo relacionado ao gene de 30 calcitonina (CGRP). A substância P pode induzir à contração das células endoteliais, que, por sua vez, causa extravasamento de plasma para permitir que outras substâncias (bradiquinina, AIP, histamina) tenham acesso ao local do dano e aos terminais nervosos aferentes. A 5 liberação de substância P pelo terminal nervoso sensorial também pode desgranular mastócitos. Acredita-se que esse processo seja um fator importante na inflamação neurogênica devido à liberação de mediadores inflamatórios como histamina e serotonina e a liberação de enzimas 10 proteolíticas que catalisam a produção de bradiquinina. CGRP aparentemente não produz extravazamento de plasma, mas é um poderoso vasodilatador e também age sinergicamente com SP e outros mediadores inflamatórios para aumentar o extravazamento de plasma. Todos os mediadores inflamatórios 15 acima listados podem sensibilizar nociceptores ou produzir dor. Portanto, a inibição da liberação de mediadores inflamatórios e/ou atividade pode ser útil no tratamento de doenças inflamatórias comuns como, por exemplo, asma, artrite, dermatite, rinite, cistite, gengivite, 20 tromboflebite, glaucoma, doenças gastrointestitais ou cefaléia.
Embora a dor inflamatória seja geralmente reversível e diminua quando 0 tecido danificado foi reparado ou o estímulo que induz a dor foi removido, os métodos atuais
2 5 para o tratamento de dor inflamatória crônica podem ter várias desvantagens e deficiências. Portanto, a administração típica oral, parenteral ou tópica de um fármaco analgésico para tratar os sintomas da dor, por exemplo, um antibiótico para tratar dor inflamatória, causa 30 fatores que resultam na distribuição sistêmica disseminada do fármaco e efeitos colaterais indesejados. Adicionalmente, a terapia atual para dor inflamatória sofre de curta duração da eficácia do fármaco, que necessita freqüente de readministração do fármaco com possível 5 aumento de tolerância e resistência ao fármaco, desenvolvimento de anticorpos e/ou dependência ao fármaco, todos sendo insatisfatórios. Além disso, a administração freqüente de fármacos aumenta os custos do regime para o paciente e pode requerer que o paciente se lembre do
esquema de dosagem.
Exemplos de tratamentos para inflamação e dor muscular incluem fármacos antiinflamatórios não esteróides (NSAIDs), que incluem aspirina e ibuprofeno; e opióides, como morfina.
NSAIDs aliviam a dor por inibição da produção de
prostaglandinas liberadas por tecidos danificados. Prostaglandinas são mediadores periféricos de dor e inflamação, bem como em doenças artríticas, e uma redução na sua concentração gera alívio para os pacientes. Foi
2 0 sugerido que as prostaglandinas estão envolvidas na
mediação de dor na medula espinhal e cérebro, o que pode explicar os efeitos analgésicos de NSAIDS em alguns estados de dor que não envolvem inflamação ou dano tecidual periférico. No entanto, prostaglandinas são apenas um dos
vários mediadores de dor. Como tal, NSAIDs têm um teto de atividade acima do qual doses aumentadas não geram mais alívio da dor.
Além disso, NSAIDs têm efeitos colaterais que limitam sua utilidade. Por exemplo, eles podem causar irritação do
3 0 trato gastrointestinal e o uso prolongado pode levar ao desenvolvimento de extensiva ulceração no intestino. Isso é particularmente verdadeiro em pacientes mais idosos que usam freqüentemente NSAIDs para suas condições de artrite.
As ações terapêuticas de opióides são sobre o sistema 5 nervoso central incluindo o cérebro e medula espinhal. Os opióides inibem a eficiência da neurotransmissão entre os aferentes sensoriais primários (principalmente fibras C) e os neurônios de projeção. Eles realizam isso ao causar hiperpolarização prolongada de ambos os elementos dessas 10 sinapses. O uso de opióides é eficaz no alívio da maioria de tipos de dor aguda e dor crônica causadas pelos tumores malignos. Essas são, entretanto, inúmeras condições de dor maligna crônica que são parcialmente ou completamente refratárias à analgesia por opióide, particularmente 15 aquelas que envolvem a compressão de nervos, por exemplo, por formação e crescimento tumoral. Infelizmente os opióides também têm efeitos colaterais indesejados que incluem depressão do sistema respiratório, constipação, e efeitos psicoativos que incluem sedação, euforia e 20 dependência a drogas. Esses efeitos colaterais ocorrem em doses similares àquelas que produzem analgesia e, portanto, limitam as doses que podem ser dadas aos pacientes. Adicionalmente, os opióides como morfina e heroína são drogas bem conhecidas por causarem dependência, o que leva 25 freqüentemente ao aumento rápido na tolerância à droga e dependência física. Com o desenvolvimento de tolerância, a dose e a freqüência da droga necessárias para produzir o mesmo efeito analgésico aumentam com o tempo. Isso pode levar a uma condição em que as doses necessárias para
3 0 aliviar a dor persistente crônica podem apresentar risco de vida devido a efeitos colaterais previamente mencionados. Como aqui usado, o termo "crônico" significa dor que perdura por um mês ou mais. "Dor aguda" é definida como dor de duração mais curta que a dor crônica e de alta 5 intensidade.
Embora a dor que surge de inflamação e espasmo muscular possa ser iniciada por estímulo mecânico ou químico do terminal livre do neurônio sensorial primário, a dor neuropática não requer um estímulo inicial para o 10 terminal nervoso livre, periférico. A dor neuropática é uma síndrome de dor persistente ou crônica que pode resultar de dano ao sistema nervoso, aos nervos periféricos, ao gânglio de raiz dorsal, raiz dorsal ou ao sistema nervoso central.
Dor neuropática envolve transmissão de sinal de dor na 15 ausência de estímulo, e resulta tipicamente de dano ao sistema nervoso. Na maioria dos casos, acredita-se que tal dor ocorra por causa da sensibilização nos sistemas nervosos central e periférico após dano inicial ao sistema periférico (por exemplo, via dano direto ou doença
2 0 sistêmica). Dor neuropática é tipicamente em queimação,
aguda e implacável em sua intensidade, e pode, algumas vezes, ser mais debilitante que o dano ou processo de doença inicial que a induz.
Os tratamentos existentes para a dor neuropática são 25 muito ineficazes. Opiáceos, como morfina, são potentes analgésicos, mas sua utilidade é limitada pelos efeitos colaterais adversos mencionados anteriormente, como o rápido desenvolvimento de tolerância ao fármaco, dependência física e propriedades de retirada, bem como
3 0 depressão respiratória, mudanças no estado mental, e motilidade intestinal diminuída com constipação concomitante, náusea, vômitos e alterações dos sistemas endócrino e nervoso autônomo. Além disso, a dor neuropática é freqüentemente não responsiva ou apenas parcialmente 5 responsiva aos regimes analgésicos opióides convencionais. Tratamentos que empregam o antagonista de N-metil-D- aspartato quetamina ou o agonista alfa(2)-adrenérgico clonidina podem reduzir a dor aguda ou crônica, e permitem uma redução no consumo de opióide, mas esses agentes são 10 freqüentemente pouco tolerados devido a significantes efeitos colaterais.
As síndromes de dor neuropática incluem alodínia, várias neuralgias como neuralgia pós-herpética e neuralgia do trigêmio, dor fantasma, e síndromes de dor regional 15 complexa, como distrofia simpática reflexa e causalgia. Causalgia é freqüentemente caracterizada por dor em queimação espontânea combinada com hiperalgesia e alodínia.
Infelizmente, não há métodos atuais para tratar adequadamente, previsivelmente e especificamente a dor 20 neuropática estabelecida (Woolf C. e cols., Neuropathic Pain: A etiology, Symptoms, Mechanisms, and Management, Lancet 1999; 353: 1959-64), uma vez que os métodos de tratamento atuais para dor neuropática consistem apenas em tentar ajudar o paciente a lidar com a dor através de 25 terapia psicológica ou ocupacional, em vez de reduzir ou eliminar a dor que o paciente sente.
Portanto, permanece uma necessidade por um método ou composto aperfeiçoado para o tratamento de dor aguda e crônica persistente, incluindo dor inflamatória. Há também
3 0 uma necessidade por melhores métodos e agentes para o tratamento de doenças e condições imunológicas e autoimunes. Isso é realizado pela administração de compostos de arsênio, de acordo com esta revelação.
Sumário da invenção 5 A presente invenção é direcionada às limitações
notadas para a técnica de fundamento e fornece novos métodos para a redução da inflamação e/ou dor, aguda e/ou crônica. A presente invenção é baseada, em parte, na descoberta e demonstração de que compostos de arsênio como 10 meta arsenito de sódio (NaAsO2) , trióxido de arsênio (As2O3) , e/ou hexóxido de arsênio (As4O6) ou sais destes, podem ser usados para reduzir inflamação e dor.
Esta revelação, de acordo com um aspecto da invenção, fornece métodos para o tratamento de um mamífero (por 15 exemplo, um ser humano) que sofre de dor aguda e/ou crônica. De acordo com certas modalidades deste aspecto da invenção, a revelação fornece métodos para o uso de compostos de arsênio, preferivelmente meta arsenito de sódio (NaAsO2) , trióxido de arsênio (As2O3) , e/ou hexóxido
2 0 de arsênio (As4O6) ou sais destes, para tratar ou prevenir
dor, incluindo, por exemplo, dor visceral (como pancreatite), dor relacionada ao câncer (como câncer metastático), síndrome de dor central (como a dor causada por AVC), síndromes de dor pós-cirúrgica (por exemplo, 25 síndrome pós-mastectomia), dor óssea e articular (osteoartrite), dor espinhal (por exemplo, dor lombar aguda e crônica), dor miofascial (dano muscular), dor pós- operatória, dor perioperatória e analgesia preventiva, dor crônica, dismenorréia, bem como dor associada a angina, e
3 0 dor inflamatória de origens variadas (por exemplo, asma, osteoartrite, artrite reumatóide).
Em uma modalidade de exemplo, a invenção fornece o uso de meta arsenito de sódio (NaAsO2) , trióxido de arsênio (As2O3) , e/ou hexóxido de arsênio (As4O6) ou sais destes, na 5 preparação de composição tópica, oral ou parenteral para tratar hiperalgesia aguda e crônica.
Em um aspecto da invenção, é fornecido um método para o tratamento de inflamação, que compreende a administração de uma quantidade terapeuticamente suficiente de um composto inorgânico de arsênico, por exemplo, meta arsenito de sódio (NaAsO2) , trióxido de arsênio (As2O3) ; e/ou hexóxido de arsênio (As4O6) a um mamífero, em que a administração do composto resulta em uma melhoria clinicamente significativa na condição inflamatória do mamífero. Em uma modalidade da invenção, a melhoria clinicamente significativa na condição inflamatória inclui um ou mais dos seguintes: a) uma diminuição ou inibição da dor; b) uma diminuição ou inibição do edema; c) uma diminuição ou inibição da vermelhidão; d) uma diminuição ou inibição da temperatura de um tecido afetado; e e) uma diminuição ou inibição da perda de função.
Há a teoria na qual os objetivos desta invenção não se baseiam em que a liberação de histamina, citocininas e de outros polipeptídeos ocorre provavelmente em condições 25 inf lamatórias, como nos pulmões de pacientes com asma. Portanto, em uma modalidade, os métodos da invenção envolvem a administração local ou sistêmica de meta arsenito de sódio para tratar inflamação e/ou dano tecidual apresentados, por exemplo, em vias aéreas de asmáticos e
3 0 necrose relacionada ao câncer. Em outra modalidade, os métodos da invenção fornecem a administração local de meta-arsenito de sódio, trióxido de arsênio e/ou hexóxido de arsênio para tratar inflamação em um tecido danificado em um indivíduo.
Em outras modalidades, a invenção fornece métodos de
tratamento de dor e/ou dano tecidual associados à inflamação, por exemplo, fibrose tecidual em doença relacionada ao câncer ou doença autoimune. Exemplos de doenças imunes e autoimunes que podem ser tratadas pelos 10 presentes métodos incluem doença imune e autoimune dos sistemas endócrino, neuromuscular, conjuntivo,
cardiopulmonar, esquelético e gastrointestinal. Em particular, os compostos de arsênio da invenção podem ser usados para tratar distúrbios autoimunes e distúrbios imunologicamente mediados como esclerose múltipla e outras condições imunes relacionadas.
Em outra modalidade, inflamação e dor causadas por doença infecciosa, incluindo infecções bacterianas, virais, parasíticas, são tratadas pelos métodos da invenção.
Os métodos da invenção compreendem a administração de
uma quantidade terapeuticamente eficaz de meta arsenito de sódio, trióxido de arsênio e/ou hexóxido de arsênio, como adequado. Em modalidades preferidas, a quantidade terapêutica está na faixa de cerca de 10 μg a cerca de 200 25 mg, preferivelmente em doses divididas que são administradas por via parenteral, intratecal, oral, via inalação ou tópica. Uma dose diária total preferida é de cerca de 0,5 mg a cerca de 70 mg, mais preferivelmente cerca de 10 mg/kg.
3 0 Há a teoria na qual os objetivos desta invenção não se baseiam em que meta-arsenito de sódio, trióxido de arsênio e/ou hexóxido de arsênio inibe e/ou reduz os leucócitos e linfócitos que estão envolvidos na produção de anticorpos autoimunes e no dano aos tecidos. Portanto, em uma 5 modalidade de exemplo, os métodos da invenção fornecem a administração local ou sistêmica de meta-arsenito de sódio, trióxido de arsênio e/ou hexóxido de arsênio para tratar inflamações autoimunes e/ou dano tecidual.
0 termo "hiperalgesia" ou "sensação hiperalgésica" como aqui usado refere-se a uma sensibilidade extrema à dor, que em uma forma é causada por dano aos nociceptores nos tecidos moles do corpo. Hiperalgesia pode ser experimentada em áreas focais, distintas, ou como uma forma mais difusa no corpo. Estudos de condicionamento estabeleceram que é possível experimentar uma hiperalgesia da última forma, difusa. A forma focal é tipicamente associada ao dano, e é dividida em dois subtipos: hiperalgesia primária descreve a sensibilidade à dor que ocorre diretamente nos tecidos danificados. A hiperalgesia secundária descreve a sensibilidade à dor que ocorre em tecidos não danificados circundantes.
Deve-se compreender que tanto a descrição geral antecedente quanto a descrição detalhada a seguir são apenas exemplares e explanatórias e não são restritivas da invenção, como reivindicado.
Breve descrição dos desenhos
A Figura 1 é um gráfico em barras de dados obtidos através de avaliação histopatológica de necrose óssea e inflamação causadas por carga tumoral em ratos tratados com
3 0 meta arsenito de sódio. Descrição detalhada da invenção
Esta invenção fornece métodos de tratamento de um mamífero (por exemplo, um humano) que sofre de dor e/ou doenças ou condições inflamatórias. Em modalidades 5 particulares, tais métodos incluem a administração local ou sistêmica de compostos de arsênio, preferivelmente meta arsenito de sódio (NaAsO2) , trióxido de arsênio (As2O3) , e/ou hexóxido de arsênio (As4O6) ou sais destes, para tratar inflamação e dor aguda e/ou crônica.
Em certas modalidades, meta arsenito de sódio
(NaAsO2) , trióxido de arsênio (As2O3) e/ou hexóxido de arsênio (As4O6) ou sais destes são usados para tratar ou prevenir dor, incluindo, por exemplo, dor visceral (como pancreatite, cistite intersticial, cólica renal, 15 prostatite, dor pélvica crônica), dor relacionada ao câncer, as "dinias", por exemplo, vulvodínia, dor de membro fantasma, avulsões radiculares, radiculopatia,
mononeuropatia traumática dolorosa, neuropatia compressiva dolorosa, síndrome do túnel do carpo, neuropatia ulnar, 20 síndrome do túnel tarsal, neuropatia diabética dolorosa, polineuropatia dolorosa, neuralgia do trigêmio), síndromes de dor central (potencialmente causadas por qualquer lesão em qualquer nível do sistema nervoso, incluindo, sem limitação, AVC, esclerose múltipla, dano à medula 25 espinhal), e síndromes de dor pós-cirúrgica (por exemplo, síndrome pós-mastectomia) , síndrome pós-toracotomia, dor óssea e articular (osteoartrite) , dor espinhal (por exemplo, dor lombar aguda e crônica, dor no pescoço, estenose espinhal), dor no ombro, dor de movimento
3 0 repetitivo, dor aguda como dor de dente, garganta, dor de câncer, dor miofascial (dano muscular, fibromialgia), dor pós-operatória, dor perioperatória e analgesia preventiva (incluindo, sem limitação, cirurgia geral, ortopédica e ginecológica), dor crônica, dismenorréia (primária e 5 secundária), bem como dor associada a angina, e dor inflamatória de origens variadas, incluindo reações imunológicas e doenças autoimunes (por exemplo, osteoartrite, artrite reumatóide, doença reumática, teno- sinovite e gota, espondilite anquilosante, bursite, Lúpus).
Os compostos de arsênio da presente invenção também
podem ser usados para o tratamento de cefaléia, incluindo cefaléia em salvas, enxaqueca incluindo uso profilático e agudo, AVC, trauma de cabeça fechado, câncer, sepsis, gengivite, osteoporose, hiperplasia prostática benigna e
bexiga hiperativa.
0 profissional habilitado perceberá que a dor é um distúrbio heterogêneo. Nos métodos e composições de acordo com a invenção, o termo "dor" deve se referir a todos os tipos de dor, incluindo dor aguda e persistente.
2 0 Preferivelmente, o termo deve se referir às dores
persistentes, como, sem limitação, neuropatia diabética, fibromialgia, dor associada a transtonros somatoformes, dor artrítica, dor de câncer, dor no pescoço, dor no ombro, dor lombar, cefaléia em salvas, cefaléia tipo tensão,
enxaqueca, neuralgia por herpes, dor de membro fantasma, dor central, dor dental, dor resistente a NSAID, dor visceral, dor cirúrgica, dor pós-operatória, dor de dano ósseo, dor durante o trabalho de parto, dor que resulta de queimaduras, incluindo queimaduras solares, dor pós-parto,
3 0 dor de angina, e dor relacionada ao trato genitourinário incluindo cistite. 0 termo dor persistente também deve se referir preferivelmente à dor nociceptiva ou nocicepção.
Em outro aspecto da invenção, é fornecido um método para o tratamento de inflamação, que compreende a administração de uma quantidade terapeuticamente suficiente de um composto inorgânico de arsênico, por exemplo, meta- arsenito de sódio (NaAsO2) , a um mamífero, em que a administração do composto resulta em uma melhoria clinicamente significativa na condição inflamatória do mamífero. Em uma modalidade da invenção, a melhoria clinicamente significativa na condição inflamatória inclui uma ou mais das seguintes: a) uma diminuição ou inibição da dor; b) uma diminuição ou inibição do edema; c) uma diminuição ou inibição da vermelhidão; d) uma diminuição ou inibição do calor; e e) uma diminuição ou inibição da perda de função.
A asma é uma doença das vias aéreas que contém elementos de inflamação e bronco-constricção. Os regimes de tratamento para asma são baseados na severidade da 20 condição. Casos leves são não tratados ou são apenas tratados com beta (B)-agonistas inalados que afetam o elemento de broncoconstricção, enquanto os pacientes com asma mais severa são tipicamente tratados regularmente com corticosteróides inalados que, em uma extensão ampla, são 25 antiinflamatórios em sua natureza.
Em outras modalidades da invenção, meta-arsenito de sódio é usado para tratar ou prevenir vias aéreas hiperreativas e para tratar ou prevenir eventos inflamatórios associados à doença das vias aéreas, por exemplo, asma incluindo asma alérgica (atópica ou não atópica), bem como broncoconstricção induzida por exercício, asma ocupacional, exacerbação por vírus ou bactéria da asma, outras asmas não alérgicas e "síndrome do lactente sibilante".
Doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) é outra
doença comum com componentes inflamatórios e broncoconstritivos. A doença é potencialmente letal, e a morbidade e mortalidade da condição é considerável. No momento, não há qualquer tratamento farmacológico conhecido capaz de modificar o curso da doença.
Os compostos de arsênio da invenção, por exemplo, meta arsenito de sódio de acordo com uma modalidade de exemplo da presente invenção, também podem ser usados para tratar doença pulmonar obstrutiva crônica, incluindo enfisema, 15 síndrome da angústia respiratória do adulto, bronquite, pneumonia, rinite alérgica (sazonal e perene), e rinite vasomotora. Eles também podem ser eficazes contra pneumoconioses, incluindo aluminose, antracose, asbestose, calicose, ptilose, siderose, silicose, tabacose e 20 bissinose.
Além disso, os compostos de arsênio da invenção, como meta arsenito de sódio, de acordo com outras modalidades da presente invenção, podem ser usados para o tratamento de doença intestinal inflamatória, incluindo doença de Crohn e 25 colite ulcerativa, síndrome do cólon irritável, pancreatite, nefrite, cistite (cistite intersticial), uveíte, distúrbios cutâneos inflamatórios como psoríase e eczema, artrite reumatóide e edema que resulta de trauma associado a queimaduras, torções ou fraturas, edema 3 0 cerebral e angioedema. Eles podem ser usados para tratar vasculopatia diabética, neuropatia diabética, retinopatia diabética, resistência pós-capilar ou sintomas diabéticos associados a insulite (por exemplo hiperglicemia, diurese, proteinúria e excreção urinária aumentada de nitrito e calicreína). Os compostos de arsênio da invenção, preferivelmente, meta arsenito de sódio, podem ser usados como relaxantes de músculo liso para o tratamento de espasmo do trato gastrointestinal ou útero. Adicionalmente, eles podem ser eficazes contra doença hepática, esclerose múltipla, doença cardiovascular, por exemplo,
aterosclerose, insuficiência cardíaca congestiva, infarto do miocárdio; doenças neurodegenerativas, por exemplo doença de Parkinson e Alzheimer, epilepsia, choque séptico, por exemplo, como agentes anti-hipovolêemicos e/ou anti- hipotensivos.
Em outra modalidade, os compostos de arsênio da invenção são usados para prevenir e/ou tratar doença hepática inflamatória ou esclerose múltipla.
Outra modalidade fornece, de acordo com a invenção, o uso de compostos de arsênio, em particular meta-arsenito de sódio, em uma composição tópica para tratar, reduzir ou prevenir inflamação local. Em uma modalidade, o composto de arsênio, por exemplo, meta-arsenito de sódio, é administrado a um mamífero para reduzir ou prevenir a liberação de histamina.
Em outras modalidades, de acordo com a presente invenção, meta-arsenito de sódio ou outro composto de arsênio(s) da invenção é administrado a um mamífero (por exemplo, um humano) para tratar ou reduzir os sintomas da inflamação imune-mediada e/ou associada a doenças autoimunes como, por exemplo, lúpus eritematoso disseminado (LED), artrite reumatóide autoimune (AR) , vasculite sistêmica; diabetes melito insulino-dependente (IDDM); diabetes tipo I, doença intestinal inflamatória (IBD), 5 doença errxerto-versus-receptor (GVHD) , doença celiaca, doença autoimune da tireóide, síndrome de Sjõgren, gastrite autoimune, colite ulcerativa; doença de Crohn; hepatite autoimune, cirrose biliar primária; cholangite esclerosante primária; doenças autoimunes cutâneas, cardiomiopatia 10 autoimune dilatada, esclerose múltipla (EM), miasthenia gravis (MG), vasculite (por exemplo, arterite de Takayasu e granulomatose de Wegener), doenças autoimunes do músculo, distúrbios neuromusculares autoimunes, como espondilite anquilosante, esclerose múltipla, e encefalite aguda 15 disseminada; neuropatias imune-mediadas; doenças autoimunes dos testículos, doença ovariana autoimune, uveíte autoimune, doença de Graves, psoríase, espondilite anquilosante, doença de Addison, tireoidite de Hashimoto, púrpura trombocitopênica idiopática, doença pulmonar 20 autoimune como doença de Wegener e síndrome de Churg- Strauss; doenças pulmonares imunológicas como asma, doença pulmonar infiltrativa, doença pulmonar de
hipersensibilidade e sarcoidose; dermatomiose incluindo escleroderma e polimiose; e vitiligo.
Espera-se que os métodos da invenção retardem ou
interrompam a progressão da inflamação, melhorem pelo menos alguns sintomas, funcionamento, e/ou aumentem a sobrevivência e recuperação.
De acordo com certos aspectos da presente invenção, 3 0 meta arsenito de sódio (NaAsO2) , trióxido de arsênio (As2O3) , e/ou hexóxido de arsênio (As4O6) ou sais destes podem ser usados para inibir e/ou reduzir leucócitos ou linfócitos e suas secreções, que estão associadas ao surgimento de distúrbios autoimunes em um humano. De acordo com uma modalidade desse aspecto da invenção, a administração de meta-arsenito de sódio pode resultar em uma redução nos níveis de auto anticorpos, células B que produzem auto anticorpos, e/ou células auto reativas. A redução em qualquer um desses tipos de células ou suas secreções pode ser, por exemplo, de pelo menos 10%, 20%, 30%, 50%, 70% ou mais quando comparado aos níveis de pré- tratamento.
De acordo com a presente invenção, os compostos de arsênio da invenção podem ser usados isoladamente ou em combinação com outras medicações para dor e/ou antiinflamatória como, por exemplo, NSAIDs. Combinações de compostos de arsênio são também contempladas.
Modelos animais das doenças e condições acima mencionadas são geralmente conhecidos na técnica, e podem ser adequados para avaliação de compostos da presente invenção para suas utilidades potenciais. Finalmente, os compostos da presente invenção são também úteis como ferramentas de pesquisa (in vivo e in vitro) .
Os métodos da invenção podem ser usados para tratar um mamífero que tem dor e/ou inflamação, por exemplo, dor associada à artrite reumatóide ou inflamação associada à asma. Exemplos de mamíferos incluem humanos ou outros primatas (por exemplo, chimpanzés), roedores (por exemplo, camundongo, rato, ou porquinho da índia), coelhos, gatos, cães, cavalos, vacas e porcos. Em alguns dos indivíduos afetados, espera-se que o tratamento resulte na inibição da progressão, e melhora da dor e/ou sintomas de inflamação. Método de Administração
Qualquer modo de administração adequado pode ser usado de acordo com a presente invenção, incluindo, sem limitação, administração parenteral como administração intravenosa, subcutânea, intramuscular e intratecal; administração oral, intranasal, retal ou vaginal também pode ser usada; diretamente ao tumor; emplastros transdérmicos; dispositivos de implante (particularmente para liberação lenta); inalantes, administração em depot de longa ação e, finalmente, administração tópica pode ser usadas. 0 modo de administração irá variar de acordo com o tipo de composto de arsênio sendo usado e da doença a ser tratada.
As composições farmacêuticas a serem usadas podem estar na forma de soluções estéreis fisiologicamente aceitáveis (aquosas ou orgânicas), suspensões coloidais, cremes, pomadas, pastas, cápsulas, drágeas e comprimidos. As composições farmacêuticas que compreendem os compostos de arsênio da invenção podem estar contidas em recipientes de vidro estéril selados e/ou ampolas. Além disso, o ingrediente ativo pode ser micro-encapsulado, encapsulado em um lipossomo, noisome ou lipofoam isoladamente ou junto com anticorpos direcionados. Deve-se reconhecer que as formas de administração de liberação lenta retardada ou sustentada são também incluídas.
Formulação
Os compostos de arsênio da invenção podem ser formulados em preparações farmacêuticas para administração a mamíferos para o tratamento de dor e inflamação.
Para administração oral, a preparação farmacêutica pode estar em forma líquida, por exemplo, soluções, xaropes ou suspensões, ou podem ser apresentados como um produto de medicamento para reconstituição com água ou outro veículo adequado antes do uso. Tais preparações líquidas podem ser preparadas por meio convencional com aditivos farmaceuticamente aceitáveis como agentes de suspensão (por exemplo, xarope de sorbitol, derivados de celulose ou gorduras comestíveis hidrogenadas) ; agentes emulsificantes (por exemplo, lecitina ou acácia); veículos não aquosos (por exemplo, óleo de amêndoa, ésteres oleosos, ou óleos vegetais fracionados); e conservantes (por exemplo, metil ou propil-p-hidroxibenzoatos ou ácido sórbico). As composições farmacêuticas podem tomar a forma, por exemplo, de comprimidos ou cápsulas preparados por meio convencional com excipientes farmaceuticamente aceitáveis como agentes de ligação (por exemplo, amido de milho pré-gelatinizado, polivinil pirrolidona ou hidroxipropil metilcelulose); preenchedores (por exemplo, lactose, celulose
microcristalina ou fosfato de hidrogênio cálcico); lubrificantes (por exemplo, estearato de magnésio, talco ou sílica); desintegrantes (por exemplo, amido de batata ou glicolato de amido de sódio); ou agentes umectantes (por exemplo, sódio lauril sulfato). Os comprimidos podem ser revestidos por métodos bem conhecidos na técnica.
As preparações para administração oral podem ser adequadas formuladas para gerar liberação controlada do composto ativo.
Para administração bucal, as composições podem tomar a forma de comprimidos ou losangos formulados de maneira convencional.
Para administração por inalação, os compostos para uso de acordo com a presente invenção são convenientemente liberados na forma de uma apresentação de spray em aerossol de embalagens pressurizadas ou um nebulizador, com o uso de um propelente adequado, por exemplo, diclorodifluormetano, triclorofluormetano, diclorotetrafluoretano, dióxido de carbono ou outro gás adequado. No caso de um aerossol pressurizado, a unidade de dosagem pode ser determinada ao fornecer uma válvula para liberar uma quantidade medida. Cápsulas e cartuchos, por exemplo, de gelatina para uso em um inalante ou insuflador podem ser formulados contendo uma mistura em pó do composto e uma base adequada de pó como lactose ou amido.
Os compostos podem ser formulados para administração parenteral por injeção, por exemplo, por injeção em bolo ou infusão contínua. Tais formulações são estéreis. Formulações para injeção podem ser apresentadas em forma de
2 0 dosagem unitária, por exemplo, em ampolas ou em recipientes
de multidose, com um conservante adicionado. As composições podem ter tais formas como suspensões, soluções ou emulsões em veículos oleosos ou aquosos, e podem conter agentes de formulação como agentes de suspensão, estabilizantes e/ou 25 de dispersão. Alternativamente, o ingrediente ativo pode estar em forma de pó para constituição com um veículo adequado, por exemplo, água estéril livre de pirógeno, antes do uso.
Os compostos também podem ser formulados em
3 0 composições retais como supositórios ou enemas de retenção, por exemplo, contendo bases convencionais de supositório como manteiga de cacau ou outros glicerídeos.
Em adição às formulações descritas previamente, os compostos também podem ser formulados como uma preparação de depot. Tais formulações de longa ação podem ser administradas por implante (por exemplo, subcutâneo ou intramuscular) ou por injeção intramuscular. Portanto, por exemplo, os compostos podem ser formulados com materiais poliméricos ou hidrofóbicos adequados (por exemplo, como uma emulsão em um óleo aceitável) ou resinas de troca iônica, ou como derivados moderadamente solúveis, por exemplo, como um sal moderadamente solúvel. Lipossomos e emulsões são exemplos bem conhecidos de veículos de liberação ou transportadores para fármacos hidrofílicos.
As composições podem, se desejado, ser apresentadas em uma embalagem ou dispositivo de liberação que pode conter uma ou mais formas de dosagem unitárias que contêm o ingrediente ativo. A embalagem pode, por exemplo, compreender metal ou folha de plástico, como uma embalagem em blister. A embalagem ou o dispositivo de liberação pode ser acompanhado por instruções para administração.
A invenção também fornece kits para a realização dos regimes terapêuticos da invenção. Tais kits compreendem um ou mais recipientes de quantidades terapeuticamente eficazes dos compostos de arsênio em forma farmaceuticamente aceitável. O composto de arsênio em um frasco de um kit da invenção pode estar na forma de uma solução farmaceuticamente aceitável, por exemplo, em combinação com solução salina estéril, solução de dextrose ou solução tamponada, ou outro fluido estéril farmaceuticamente aceitável. Alternativamente, o complexo pode ser liofilizado ou desidratado; nesse caso, o kit opcionalmente também compreende um recipiente, uma solução farmaceuticamente aceitável (por exemplo, solução salina, 5 solução de dextrose etc.), preferivelmente estéril, para reconstituir o complexo para formar uma solução para objetivos de injeção. 0 kit também pode incluir outro(s) agente(s) terapêutico(s) para o tratamento de dor e/ou inflamação em uma quantidade adequada. Tal outro agente 10 terapêutico pode ser formulado como uma combinação de fármaco com o composto de arsênio contido no kit, ou pode ser formulado separadamente.
Em outra modalidade, um kit da invenção também compreende uma agulha ou seringa, preferivelmente embaladas 15 em forma estéril, para injetar o complexo, e/ou um absorvente de álcool embalado. As instruções são incluídas opcionalmente para a administração de compostos de arsênio por um clínico ou pelo paciente.
A magnitude de uma dose terapêutica de um composto de
2 0 arsênio no controle agudo ou crônico de dor e/ou inflamação irá variar com a severidade da condição a ser tratada e da via de administração. A dose, e talvez a freqüência da dose, também irão variar de acordo com a idade, peso corporal, condição e resposta do paciente. Em geral, a dose 25 diária total varia para as condições aqui descritas e são geralmente de cerca de 10 μg a cerca de 200 mg administradas em doses divididas administradas por via parenteral ou oral ou tópica. Uma dose diária total preferida é de cerca de 0,5 mg/kg a cerca de 7 0 mg/kg do 30 ingrediente ativo; e mais preferivelmente cerca de 10 mg/kg.
A dosagem eficaz atingida em um animal pode ser convertida para uso em outro animal, incluindo humanos, com
o uso de fatores de conversão conhecidos na técnica. Veja, 5 por exemplo, Freireich e cols., Cancer Chemother. Reports 50(4):219-244 (1966) e Tabela 1 para fatores de dosagem de área de superfície equivalente.
Tabela 1.
de: Camundongo Rato Macaco Cachorro Humano para: (20g) (150g) (3,5 kg) (8 kg) (60 kg) Camundongo 1 0,5 0,25 0,17 0,08 (20g) Rato 2 1 0,5 0, 25 0,14 (150g) Macaco 4 2 1 0,6 0,33 (3,5 kg) Cachorro 6 4 1,7 1 0,5 (8 kg) Humano 12 7 3 2 1 (60 kg) Níveis sangüíneos desejados podem ser mantidos por uma
infusão contínua de um composto de arsênio como confirmado pelos níveis plasmáticos. Deve-se observar que o profissional sabe como e quando terminar, interromper ou ajustar a terapia a dosagem menor devido à toxicidade, ou disfunção da medula óssea, fígado ou rins. De modo inverso, 15 o profissional também deve saber como e quando ajustar o tratamento a níveis mais altos se a resposta clínica não for adequada (impedindo efeitos colaterais tóxicos).
Novamente, qualquer via de administração adequada pode ser empregada para fornecer ao paciente uma dosagem eficaz
2 0 de um composto de arsênio. Por exemplo, administração oral, retal, vaginal, transdérmica, parenteral (subcutânea, intramuscular, intratecal e outras) podem ser empregadas. As formas de dosagem incluem comprimidos, pastilhas, cápsulas, dispersões, suspensões, soluções, emplastros e outras (veja Remington1S Pharmaceutical Sciences).
As composições farmacêuticas da presente invenção 5 compreendem um composto de arsênio como o ingrediente ativo, ou um sal farmaceuticamente aceitável deste, e também podem conter um veículo farmaceuticamente aceitável, e, opcionalmente, outros ingredientes terapêuticos, por exemplo, medicações convencionais para terapia da dor. O 10 termo "sais farmaceuticamente aceitáveis" refere-se a sais preparados a partir de ácidos e bases não tóxicos farmaceuticamente aceitáveis, incluindo ácidos e bases inorgânicos e orgânicos.
As composições farmacêuticas incluem composições adequadas para vias oral, retal, mucosa, transdérmica, parenteral (incluindo subcutânea, intramuscular, intratecal e intravenosa), embora a via mais adequada em qualquer caso dependa da natureza e severidade da condição sendo tratada.
No caso em que uma injeção intravenosa ou composição
2 0 em infusão é empregada, uma faixa de dosagem adequada para uso é, por exemplo, de cerca de 0,5 mg a cerca de 150 mg de dose diária total.
Além disso, o veículo de arsênico pode ser liberado por meio de matrizes carregadas e não carregadas usadas
2 5 como dispositivos de liberação de fármaco como membranas de
acetato de celulose, também através de sistemas de liberação direcionados como lipossomos fusogênicos anexados a anticorpos ou antígenos específicos.
Em uso prático, um composto de arsênio pode ser
3 0 combinado como o ingrediente ativo em mistura com um veículo farmacêutico de acordo com técnicas de composição farmacêutica convencionais. 0 veículo pode ter uma variedade de formas que dependem da forma de preparação desejada para administração, por exemplo, oral ou 5 parenteral (incluindo comprimidos, cápsulas, pós, injeções ou infusões intravenosas) . Na preparação das composições para forma de dosagem oral, qualquer meio farmacêutico usual pode ser empregado, por exemplo, água, glicóis, óleos, alcoóis, agentes flavorizantes, conservantes, 10 agentes colorantes, e outros; no caso de preparações líquidas orais, por exemplo, suspensões, soluções, elixires, lipossomos e aerossóis; amidos, açúcares, celulose microcristalina, diluentes, agentes de granulação, lubrificantes, ligantes, agentes de desintegração, e 15 outros, no caso de preparações sólidas orais, por exemplo, pós, cápsulas e comprimidos. Na preparação das composições para forma de dosagem parenteral, como injeção ou infusão intravenosa, um meio farmacêutico similar pode ser empregado, por exemplo, água, glicóis, óleos, tampões, 20 açúcar, conservantes e outros conhecidos por aqueles habilitados na técnica. Exemplos de tais composições parenterais incluem, mas não se limitam a, Dextrose 5% v/v, solução salina normal ou outras soluções. A dose total do composto de arsênio pode ser administrada em um frasco de 25 fluido intravenoso, por exemplo, que varia de cerca de 2 ml a cerca de 2.00 0 ml. 0 volume de fluido de diluição irá variar de acordo com a dose total administrada.
Outras modalidades da invenção serão aparentes para aqueles habilitados na técnica a partir de consideração da especificação e prática da invenção aqui revelada. EXEMPLOS
Exemplo I. Uso de modelos animais para testar a atividade analgésica
Foram usados modelos animais para dor quimicamente 5 induzida para determinar a atividade analgésica de várias concentrações de meta arsenito de sódio e trióxido de arsênio.
Teste de formalina de camundongo. Meta arsenito de sódio ou trióxido de arsênio foi administrado por via oral (PO) ou via intraperitoneal (IP), respectivamente, a grupos de dez camundongos machos CD-I (Cri.) derivados que pesam
24 +/- 2 g. Meta arsenito de sódio e veículo (água destilada) ou trióxido de arsênio e veículo foram administrados uma hora antes da injeção subplantar de formalina 0,02 ml, 2% solução. A redução no tempo em que o camundongo lambe a pata induzido por formalina registrado em intervalos de cinco minutos durante o período seguinte de 0 a 35 minutos depois da injeção de formalina em 50% ou mais (50%) indicou uma atividade analgésica significativa. A análise estatística foi realizada com o uso de "One-way ANOVA" seguida por teste de Dunnett para comparação dos resultados obtidos com meta arsenito de sódio ou trióxido de arsênio àqueles obtidos com veículo (controle) isoladamente. Significância foi considerada em P<0,05. Os resultados são sumarizados abaixo:
Meta arsenito de sódio
Tratamento Via Dose tempo de lambida da pata posterior mg /kg (Média ± SEM) tempo (minutos) 35 0-5 5-10 10-15 15-20 20-25 25-30 30- Veículo oral - 66, 7± 0, 9± 10 , 1 + 81, 7± 72, 4± 30, 8± 4,8±10,6 6,4 0,9 4,3 20, 7 25, 4 10, 1 SMA oral 10 51,2 + 0, 1± 4,7± 6,5 ± 20, 5± 29, 2± 6,6+4,2 5,2 0,1 4,6 4 , 5 10, 8 7, 6 SMA oral 1 54 , 9 + 2 , 7 ± 7, 6± 44 , 6 + 55,7±1 45, 0± 21,3±9,7 6,3 1,8 2,8 13 , 5 3,9 19,3 SMA oral 0,1 76, 1± 4, 3± 24 , 0± 69, 4± 46,0±1 44, 6± 4,9±1,8 8,6 4,2 10,4 13 , 0 1,8 13 , 0 Morfina oral 30 20 , 8 + 0 , 1± 2 , 0± 2 , 0*± 10,4*± 16, 2± 3,3±1,8 3,6 0,1 1,8 2 , 0 8,2 8,4 SMA: meta arsenito de sódio
* P<0,05 versus p grupo de controle de veículo
Os resultados indicam que a administração oral de meta arsenito de sódio a 10 mg/kg gerou atividade analgésica significativa a 15-20 minutos depois da dose de formalina.
O padrão, morfina, gerou efeito analgésico significativo durante as primeiras (0-5 minutos) e últimas (15-25 minutos) fases depois da injeção de formalina, como esperado.
Trióxido de arsênio
Trata¬ Via Dose tempo de lambida da pata posterior mento mg/ kg (Média ± SEM) tempo (minutos) 0-5 5-10 10-15 15-20 20-25 25-30 30- Veículo IP- 5ml/kg X 78.9 8.5 40.5 58.7 78.8 61.3 20.7 12.4 SEM 6.8 2.7 10.5 18.8 15.0 20.2 AT IP lOmg/kg X 9.0* 0.3* 0.0* 0.0* 0.0* 0.0* 0.0 SEM 6.3 0.3 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0 AT IP 1 mg/kg X 74.6 2.6* 15.6* 40.0 57.1 53.5 30.0 SEM 11.3 1.5 5.5 13.3 18,1 15.3 18.8 Morfina IP 10 mg/kg X 29.7* 0.0* 0.7* 3.3* 22.8* 30.1 40.8 SEM 5.2 0.0 0.7 1.7 13.8 6.4 11.5 AT: Trióxido de arsênio
*: P<0.05 versus o grupo de controle de veículo com o uso de "one-way ANOVA" seguido por teste de Dunnett
Injeção intraperitoneal de trióxido de arsênio a 10 mg/kg causou inibição significativa da resposta de lambida à dose de formalina nos intervalos de 05, 5-10, 10-15, 15- 15 20, 20-25 e 25-30 minutos depois da dose de formalina, enquanto a resposta à menor dose de trióxido de arsênio (1 mg/kg) foi limitada aos intervalos de 5-10 e 10-15 minutos depois da dose. Cloridrato de morfina padrão administrado concomitantemente foi associado a um efeito analgésico em
2 0 0-25 minutos após a dose de formalina.
Ensaio de resposta à dor induzida por ácido acético. Meta arsenito de sódio foi avaliado para possível atividade analgésica no ensaio de resposta à dor de camundongo induzida por acido acético. Meta arsenito de sódio foi 25 administrado por via oral em doses de 10, 1 e 0,1 mg/kg para possível analgesia no camundongo. Água destilada foi usada como veículo. Uma hora antes da injeção de ácido acético (0,5%, 20 ml/kg IP), meta arsenito de sódio foi administrado por via oral a grupos de 10 camundongos machos
3 0 derivados de CD-I, que pesam 24 ± 2 g. Atividade analgésica significativa foi definida como uma redução no número de respostas de contorção em 50% ou mais (>50%) em relação aos grupos de controle a 5-10 minutos depois da administração de ácido acético.
A administração de 10 mg/kg de meta arsenito de sódio
foi associada a atividade analgésica significativa (média de 7 eventos de contorção versus 16 para controle) . Em menores doses, meta arsenito de sódio não teve efeito analgésico.
Exemplo 2. Uso de modelos animais para testar a atividade antiinflamatória de meta arsenito de sódio e trióxido de arsênio
Meta arsenito de sódio e trióxido de arsênio foram testados para possíveis efeitos protetores contra choque séptico induzido por lipopolissacarídeo em camundongos.
Produção de citocina pró-inflamatória induzida por LPS. Meta arsenito de sódio foi administrado por via oral em doses de 0,1, Ie 10 mg/kg, uma hora antes da dose com lipopolissacarídeo (LPS; 30 mg/kg IP; Escherechia coli 20 055 :B5) . Duas horas depois da dose de LPS, amostras de sangue de 0,1 ml foram retiradas do camundongo por via retro-orbital e centrifugadas para gerar plasma para as medições de citocina por Luminex. Depois da coleta de sangue, a mortalidade foi monitorada e registrada a cada 12 25 horas por um período de 3 dias. A redução na mortalidade em 50 por cento ou mais (>50%) indica uma proteção significativa. Os resultados são mostrados na tabela abaixo:
Meta arsenito de sódio:
3 0 Via Dose % de Proteção PO 10 mg/kg 25
PO 1,0 mg/kg 2 5
PO 0,1 mg/kg 12
Acetato de dexametasona 21 5 PO 3 mg/kg (75)
Os resultados mostrara que o meta arsenito de sódio em doses de 0,1, 1,0, e 10 mg/kg PO gerou proteção moderada contra choque séptico induzido por LPS em camundongos. Uma inibição significativa da secreção de IL-1β em doses de 1 e 10 10 mg/kg PO de meta arsenito de sódio e inibição de IL-6 (versus dexametasona a 3 mg/kg) a 10 mg/kg também foi observada. Meta arsenito de sódio não teve efeito sobre a secreção de TNF-α, KC ou MCP-I.
Neutrofilia induzida por LPS em tecido pulmonar. Meta 15 arsenito de sódio foi avaliado para possível atividade protetora em um modelo de camundongo de neutrofilia induzida por LPS em tecidos pulmonares. Meta arsenito de sódio em doses de 0,1, 1 e 10 mg/kg foi administrado por via oral (PO) duas horas antes da dose com LPS. Vinte e
2 0 quatro horas depois da dose com LPS, foi coletado fluido de lavagem broncoaveolar dos animais individuais para contagens de células totais e diferenciais.
Meta arsenito de sódio a 10 mg/kg por via oral não foi associado a quaisquer mudanças significativas em contagens 25 de células. No entanto, a 1 mg/kg, foi observada uma diminuição significativa nas contagens de leucócitos (total) e neutrófilos (diferencial) e de monócitos versus controles de veículo tratados com LPS.
Dexametasona a 1 mg/kg por via oral gerou significativa proteção em termos de supressão da contagem leucócitos totais, bem como da contagem de neutrófilos diferenciais e de monócitos em relação ao controle.
A 10 mg/kg, mas não a 1 ou 0,1 mg/kg, a administração de meta arsenito de sódio foi correlacionada a uma 5 supressão significativa de TNF-α similar à dexametasona, o padrão. A 1 mg/kg, mas não a 0,1 mg/kg ou 10 mg/kg, a administração de meta arsenito de sódio está correlacionada com uma redução significativa em KC similar a dexametasona.
O efeito de KC não pareceu ser relacionado à dose. Em nenhuma concentração de meta arsenito de sódio foi observada secreção de IL-1β, II-6 ou MCP-I em fluido de lavagem broncoaveolar.
Exemplo 3. Estudos de imunossupressão
Hiperplasia de linfonodos poplíteos (PLN) tem sido 15 usada como um indicador dependente de reação do sistema linfático em estudo de hospedeiro versus enxerto. O modelo de transplante cardíaco heterotrópico no rato tem sido usado de forma bem-sucedida para avaliar agentes imunossupressores. Uma combinação de ensaio de hiperplasia 20 PLN e modelo de transplante cardíaco foi usada para obter informação em relação à eficácia dos linfócitos do hospedeiro tanto em proliferação alo-reativa quanto em alo- rejeição. Os resultados mostram que meta arsenito de sódio tem efeitos imunossupressores.
Transplante cardíaco. Corações dos doadores foram
transplantados no camundongo receptor como descrito (Chen e cols., Transplantation, 56:661-666, 1993; Chen e cols., The Journal of Immunology, 152:3107-3318, 1994). Os corações do doador transplantados foram checados a cada dia e meta 3 0 arsenito de sódio foi administrado por duas semanas ou até que o enxerto fosse rejeitado, o que ocorresse primeiro.
No modelo de transplante cardíaco, a maior dose (10 mg/kg) de meta arsenito de sódio mostrou um leve efeito imunossupressor em animais tratados com aloantígeno e um 5 efeito geral positivo sobre o transplante. Parece que o meta arsenito de sódio pode comprometer a reação dos linfócitos do hospedeiro ao aloantígeno na dose maior. Portanto, os compostos de arsênio da invenção são também agentes imunossupressores.
Exemplo 4. Artrite induzida por colágeno tipo II.
Artrite por colágeno em rato é um modelo experimental de poliartrite que tem sido amplamente usado para teste pré-clínico de numerosos agentes anti-artríticos que estejam em investigação pré-clínica ou clínica ou são 15 atualmente usados como terápicos nessa doença. As características desse modelo são instalação confiável e progressão de inflamação poliarticular robusta, facilmente mensurável, destruição marcante da cartilagem com formação de pannus e leve a moderada reabsorção óssea e proliferação 20 óssea perióstea. Agentes terapêuticos que inibem a produção ou atividade de Il-I são especialmente ativos nesse sistema de teste, mas outros tipos de agentes antiinflamatórios têm atividade boa a excelente.
Esse estudo foi realizado para determinar a eficácia 25 da resposta à dose oral (PO) de meta arsenito de sódio e eficácia intraperitoneal (IP) de trióxido de arsênio, respectivamente, administrados diariamente para inibição da inflamação (edema da pata), destruição de cartilagem e reabsorção óssea que ocorrem no desenvolvimento de artrite 3 0 por colágeno tipo II em ratos. Os animais (8 por grupo, 4 por grupo para normais) foram anestesiados com Isoflurano e injetados com 300 μΐ de adjuvante incompleto de Freund (Difco, Detroit, MI) contendo 2 mg/mL de colágeno bovino tipo II (Elastin
products, Owensville, Missouri) na base da cauda e dois locais no dorso nos dias 0 e 6. A dosagem por via IP ou oral (QD em intervalos de 24 horas) foi iniciada no dia 0 do estudo e continuada até o dia 16. Grupos experimentais foram como se segue:
Meta arsenito de sódio:
Grupo N Tratamento: Oral, QD dias 0-16,5 ml/kq
1 4 controles normais mais água
2 10 Artrite mais água
3 10 Artrite mais meta arsenito de sódio 10 mg/kg 4 10 Artrite mais meta arsenito de sódio 5 mg/kg
10 Artrite mais meta arsenito de sódio 0,1
mg/kg
6 10 Artrite mais MTX 0,075 mg/kg Trióxido de arsênio:
2 0 Grupo N Tratamento QD dia 0-16, 10 ml/kg IP grupos
1-4
1 4 controles normais mais veículo IP
2 8 Artrite mais veículo
3 8 Artrite mais trióxido de arsênio 10 mg/kg IP 4 8 Artrite mais trióxido de arsênio 1 mg/kg IP
8 Artrite mais trióxido de arsênio 10 mg/kg PO
(5 ml/kg)
Os ratos foram pesados nos dias 0, 3, 6, 9-17 do estudo e medições de calibre de tornozelos foram feitas a 3 0 cada dia iniciando no dia 9 (ou dia 0 de artrite) . Depois da medição final do peso corporal no dia 17, os animais foram anestesiados para coleta de soro e «então sacrificados para coleta de tecido. As patas posteriores foram seccionadas no nível do maléolo mediai e lateral, pesadas e 5 colocadas em formalina, com joelhos, para microscopia. Fígado, baço e timo foram removidos de cada animal, pesados e descartados.
Uma amostra de PK foi feita nos dias 16 com o uso de 6 animais por grupo (artrítico) como se segue: sangue retirado dos animais 1, 2, 3 para amostras de pré-dose, 2 e 8 horas; sangue retirado dos animais 6, 7 e 8 para amostras de 1, 4 e 12 horas após dose.
A patologia morfológica de ratos tratados com meta arsenito de sódio foi investigada, mas nenhum estudo foi 15 conduzido para os animais tratados com trióxido de arsênio. Para esses testes, as articulações do tornozelo e joelho conservadas e descalcifiçadas foram cortadas na metade longitudinalmente (tornozelos) ou no· plano frontal (joelhos), processadas através de álcool graduado e um 20 agente de clarificação, infiltradas e incrustradas em parafina, seccionadas e coradas com azul de Toluidina. Todos os tecidos foram examinados por microscopia por um patologista veterinário certificado.
Tornozelos e joelhos com artrite por colágeno 25 receberam pontuações de 0-5 (0 = normal; 5 = severa) para inflamação, formação de pannus e reabsorção óssea. As análises estatísticas de peso corporal/da pata, parâmetros de AUC da pata (área sob a curvai) e parâmetros histopatológicos foram avaliados com o uso> de um teste T de 3 0 Student com significância estimada no nível de significância de 5%.
A inibição percentual de peso da pata e AUC foi calculada com o uso da seguinte fórmula:
% de inibição =A- B/A x 100 A= Média de Controle de Doença — Média Normal
B = Média Tratados — Média Normal
Resultados: Meta arsenito de sódio: a perda de peso corporal (devido à artrite) foi significativamente inibida por tratamento com 10 mg/kg de meta arsenito de sódio (100% 10 de inibição), ou MTX (96%), quando comparado aos ratos de controle de doença tratados com veículo. Valor calculado de ED50 = 1, 92 9 mg/kg.
Foi observada inibição significativa do diâmetro do tornozelo em ratos tratados com 10 mg/kg de meta arsenito de sódio (dias 9, 11-17) ou MTX (dias 10-17).
Inibição do diâmetro do tornozelo (AUC) foi significativa para ratos tratados com 10 mg/kg de meta arsenito de sódio (73% de inibição) , ou MTX (97%) , quando comparado a controles da doença. Valor calculado de ED50 = 8,499 mg/kg.
A inibição do peso da pata final foi significativa para ratos tratados com 10 mg/kg de meta arsenito de sódio (83%), ou MTX (95%), quando comparado aos controles de doença. Valor calculado de ED50 = 7,116 mg/kg.
Os pesos hepáticos relativos estavam aumentados, acima
do normal e controles artríticos para ratos tratados com 10 mg/kg de meta arsenito de sódio (17% de aumento sobre os controles da doença) .
Os pesos relativos dos baços foram reduzidos por
3 0 tratamento com 10 mg/kg de meta arsenito de sódio (10%) , ou MTX (10%), quando comparado a ratos de controles de doença.
Os pesos relativos dos timos foram significativamente reduzidos em ratos tratados com 1 mg/kg de meta arsenito de sódio (20%), quando comparados a controles de doença.
5 Todos os ratos de controle de doença tratados com
veículo tiveram sinovite marcante a severa e inflamação periarticular em pelo menos um, e comumente ambas as articulações do tornozelo com pannus e reabsorção óssea mínimos a moderados, e dano à cartilagem mínimo a marcante. 10 Em contraste, todos os parâmetros de histopatologia do tornozelo estiveram significativamente inibidos a normais em ratos tratados com 10 mg/kg de meta arsenito de sódio (85%) inibição, ou MTX (97%) . Valor calculado de ED50 = 7,080 mg/kg.
Todos os dez ratos de controle de doença tratados com
veículo tiveram sinovite moderada a severa e inflamação periarticular em pelo menos uma articulação do joelho com pannus e reabsorção óssea e dano à cartilagem mínimos a moderados. Em contraste, os parâmetros de histopatologia do 20 joelho estiveram significativamente inibidos a normais em ratos tratados com 10 mg/kg de meta arsenito de sódio (87% inibição), ou MTX (100%) . Valor calculado de ED50 = 7, 924 mg/kg.
Os resultados obtidos a partir deste estudo indicam que tratamento oral, diário de ratos com 10 mg/kg de meta arsenito de sódio inibe de modo eficaz as mudanças clínicas e histopatológicas associadas ao desenvolvimento de artrite por colágeno tipo II.
Resultados: Trióxido de arsênio e Meta arsenito de
3 0 sódio: a perda de peso corporal foi significativamente inibida por tratamento IP, QD com 10 mg/kg de trióxido de arsênio (55% de inibição) , ou tratamento PO, QD com 10 mg/kg de meta arsenito de sódio (8 5%), quando comparado aos ratos de controle de doença tratados com veículo.
Inibição significativa da diminuição no diâmetro do
tornozelo foi observada em ratos tratados com 10 mg/kg de trióxido de arsênio (dias 10-17), ou 10 mg/kg de meta arsenito de sódio (dias 11-17). Inibição da AUC do diâmetro do tornozelo foi significativa para ratos tratados IP, QD 10 com 10 mg/kg de trióxido de arsênio (80% inibição) ; e PO, QD com 10 mg/kg meta arsenito de sódio (66%) , quando comparado aos controles de doença.
A inibição de peso final da pata foi significativa para ratos tratados IP, QD com 10 mg/kg de trióxido de arsênio (71% inibição) , ou PO, QD com 10 mg/kg de meta arsenito de sódio (69%), quando comparado aos controles de doença.
Os pesos hepáticos relativos estavam aumentados, acima dos controles artríticos para ratos tratados com 1 ou 10 mg/kg de trióxido de arsênio (6% e 10%, respectivamente), ou 10 mg/kg de meta arsenito de sódio (14%).
Os pesos relativos dos baços foram reduzidos abaixo do normal e controles artríticos, por tratamento com 10 mg/kg de trióxido de arsênio (21%) ou 10 mg/kg de meta arsenito 25 de sódio (10%), quando comparado a ratos de controle de doença. Os pesos relativos do timo foram reduzidos abaixo dos controles artríticos em ratos tratados com 10 mg/kg de trióxido de arsênio.
Os resultados deste estudo indicam que o tratamento intraperitoneal, diário de ratos com 10 mg/kg de trióxido de arsênio, ou tratamento oral, diário com 10 mg/kg de meta arsenito de sódio inibe de modo eficaz as mudanças clínicas associadas ao desenvolvimento de artrite por colágeno de tipo II.
Exemplo 5. Artrite induzida por adjuvante
Este estudo foi realizado para avaliar a eficácia de meta arsenito de sódio (PO, QD dias 0-13) na inibição de inflamação periarticular e reabsorção óssea de artrite por adjuvante estabelecida. Artrite por adjuvante de rato é um modelo experimental de poliartrite que tem sido amplamente usado para teste pré-clínico de numerosos agentes anti- artríticos. As características desse modelo são instalação confiável e progressão de inflamação poliarticular robusta, facilmente mensurável, marcante reabsorção óssea e proliferação óssea perióstea. A destruição da cartilagem ocorre, mas é desporpocionalmente leve em comparação à inflamação e destruição óssea que ocorrem. O uso do modelo de adjuvante fornece uma oportunidade para estudar as mudanças patológicas em uma variedade de tecidos que não sejam as articulações.
Os animais foram aleatoriamente colocados em grupos (8 por grupo para adjuvante, 4 por grupo para controles normais) e anestesiados com Isoflurano e injetados com 100 μΐ de Adjuvante completo de Freund (Sigma, St. Louis, MO) contendo amina lipoidal (60 mg/ml) na base da cauda no dia
0. A dosagem pela via PO foi iniciada no dia 0 (tratamento profilático) com veículo (água), meta arsenito de sódio (3,
10, ou 30 mg/kg) ou metotrexate (MTX) (0,1 mg/kg) . 0 tratamento continuou até o dia 13. Os grupos experimentais foram como se segue: Grupo N Tratamento: PO, QD dias 0-13,
1 4 controles normais mais água
2 8 Adjuvante mais água
3 8 Adjuvante mais meta arsenito de sódio 3 0 mg/kg
4 8 Adjuvante mais meta arsenito de sódio 10
mg/kg
5 8 Adjuvante mais meta arsenito de sódio 3
mg/kg
6 8 Adjuvante mais MTX 0,1 mg/kg
Os ratos foram pesados nos dias 0, 3, 4 e 8-13 em cujos tempos os volumes da dose foram ajustados. No dia 7 (antes da instalação do edema, mas depois do
estabelecimento de doença sistêmica), foram feitas medições 15 de calibre de articulações dos tornozelos. Os tornozelos foram medidos novamente nos dias 8-14. Os pesos corporais finais foram tomados no dia 14. No dia 14, os animais foram sacrificados e as patas traseiras, fígado e baço foram removidos e pesados. As patas e o baço foram colocados em
2 0 formalina e seguiram para H&E e microscopia.
Os tornozelos artríticos de adjuvante (direito apenas) receberam pontuações de 0-5 (0 = normal; 5 = severa) para inflamação e reabsorção óssea. A análise estatística do diâmetro da articulação do tornozelo foi feita por 25 determinação da área sob a curva de dosagem (AUC) . Para o cálculo de AUC, as medições diárias das articulações do tornozelo (com o uso de um calibre) para cada rato foram colocadas em uma planilha de Microsoft Excel em que a área entre os dias de tratamento depois do surgimento da doença
3 0 ao dia do término foi computada. As médias para cada grupo foram determinadas e o % de inibição para controles de artrite foi calculado por comparação dos valores para animais tratados e normais. Os pesos das patas, baço e fígado e parâmetros de histologia (média ±SE) para cada 5 grupo foram analisados para diferenças com o uso do teste T de Student ou de outra análise adequada como determinado após observação dos dados. Em ambos os casos, a significância foi determinada em p< 0,05.
A inibição percentual de peso da pata e AUC foi calculada com o uso da seguinte fórmula:
% inibição =A- B/A x 100
A = média de controle de doença — média Normal B = Média Tratados — Média Normal
Os cálculos de ED50 foram feitos por gráfico do % de 15 inibição versus o Iog natural da concentração da dose e com a geração de uma curva dose-resposta sigmóide (inclinação variável). A dose de concentração zero (grupo de veículo) foi incorporada no gráfico ao determinar um valor de dose de 2 unidades de Iog menor que a mais baixa dose dada. As 20 limitações da curva foram ajustadas a 0 e 100%. Programa de computador foi usado para gerar uma equação para a curva e foi calculada a concentração em que os animais mostram 50% de inibição do parâmetro (ED50) .
Resultados. A diminuição da média de peso corporal 25 pelo tempo (devido à artrite) foi inibida em ratos tratados PO com 0,1 mg/kg MTX (significante dias 10-14), quando comparados aos ratos de controle tratados com veículo. A média de perda de peso corporal pelo tempo foi significativamente aumentada em ratos tratados com 30 mg/kg 30 de meta arsenito de sódio (dias 4, 8, 9), quando comparados aos controles de veiculo.
A inibição de perda de peso corporal do dia zero foi significante para ratos tratados com 0,1 mg/kg MTX (91% de inibição) . A perda de peso corporal do dia 0 foi não 5 significantemente (2-14%) inibida por tratamento com meta arsenito de sódio (3, 10 e 30 mg/kg), quando comparados aos controles de veículo.
Significante inibição do aumento do diâmetro do tornozelo foi observada em ratos tratados PO com 3 mg/kg de 10 meta arsenito de sódio (dia significativo 9) , 10 mg/kg de meta arsenito de sódio (dias significativos 8-14), 30 mg/kg de meta arsenito de sódio (dias significativos 8-14), e 0,1 mg/kg de MTX (dias significativos 8-14), quando comparado a controles da doença.
Inibição de resposta à dose significativa de aumento
da AUC de diâmetro de tornozelo foi observada em ratos tratados PO com 10 mg/kg de meta arsenito de sódio (46% inibição) , 3 0 mg/kg de meta arsenito de sódio (83% inibição) e 0,1 mg/kg MTX (96% inibição), quando comparados 20 aos controles de veículo. ED50 calculada para meta arsenito de sódio = 10,62 mg/kg.
Aumento de peso da pata final devido à artrite foi significativamente inibido por resposta à dose em animais tratados PO com 10 mg/kg de meta arsenito de sódio (28% de 25 inibição) , 30 mg/kg de meta arsenito de sódio (83% de inibição), e 0,1 mg/kg MTX (99% de inibição), quando comparados aos controles de veículo. ED50 calculada para meta arsenito de sódio = 14,21 mg/kg.
Pesos relativos do baço (aumentados devido à
3 0 inflamação e hematopoiese extramedular aumentada) foram significativamente reduzidos por resposta à dose na direção do valor normal em ratos tratados PO com 10 mg/kg de meta arsenito de sódio (50% de redução) , 30 mg/kg de meta arsenito de sódio (91% de redução), e 0,01 MT (77% de redução), quando comparados aos controles de veículo.
Pesos hepáticos relativos estavam significativamente reduzidos na direção do normal em ratos tratados com MTX (100% de redução). Pesos hepáticos relativos não foram significativamente reduzidos (7-29%) por tratamento com
meta arsenito de sódio (3, 10 e 30 mg/kg).
A reabsorção óssea histopatológica foi inibida significativamente e por resposta à dose em ratos tratados PO com 10 mg/kg de meta arsenito de sódio (59% inibição) , 30 mg/kg de meta arsenito de sódio (81% inibição), e 0,1
mg/kg MTX (100% inibição) , quando comparados aos controles de veículo. ED50 calculada para meta arsenito de sódio = 9,243 mg/kg.
Inibição significativa e por resposta à dose de inflamação histopatológica quando comparados aos controles
2 0 de veículo foi observada em ratos tratados PO com 10 mg/kg
de meta arsenito de sódio (24% inibição), 3 0 gm/kg de meta arsenito de sódio (76% inibição) e 0,1 mg/kg MTX (99% inibição). ED50 calculada para meta arsenito de sódio = 17,25 mg/kg.
Medições do tornozelo (dorsal para ventral) foram
inibidas significativamente e por resposta à dose por tratamento com 10 mg/kg de meta arsenito de sódio (36% inibição) , 3 0 mg/kg de meta arsenito de sódio (81% inibição) e 0,1 mg/kg de MTX (97% inibição), quando
3 0 comparados aos controles de veículo. ED50 calculada para meta arsenito de sódio = 13,65 mg/kg.
Inflamação esplênica e atrofia linfóide foram inibidas significativamente e por resposta à dose em ratos que recebem 10 mg/kg de meta arsenito de sódio (32% e 29% 5 inibição, respectivamente), 30 mg/kg de meta arsenito de sódio (89% e 39% de inibição, respectivamente) e 0,1 mg/kg MTX (100% e 50% de inibição, respectivamente), quando comparados aos controles de veículo.
Os resultados deste estudo indicam que o tratamento 10 oral (PO) com 10 mg/kg (QD) , ou 3 0 mg/kg (QD2) de meta arsenito de sódio inibiu de modo eficaz e por resposta à dose as mudanças clínicas e histopatológicas associadas ao desenvolvimento de artrite por adjuvante. Uma dose diária de 30 mg/kg de meta arsenito de sódio foi tóxica (com base 15 nas mudanças do peso corporal) , mas as doses em dias alternados durante a fase ativa da doença foi bem tolerada e os pesos corporais seguiram com os controles de doença do dia 10 até o fim do estudo.
Exemplo 6. Tratamento de osteólise induzida por tumor com
2 0 meta arsenito de sódio
Neste estudo, uma terapia candidata para o tratamento de osteólise óssea induzida por tumor, meta arsenito de sódio, foi avaliada com o uso de um modelo de rato singeneico de câncer ósseo. Resumidamente, a linhagem de 25 células de carcinoma de glândula mamária de rato, MRMT-1, foi injetada no espaço medular da tíbia proximal no dia 1 e os animais receberam a dose por ingestão oral com veículo meta arsenito de sódio uma vez ao dia dos dias 1-14. Morfina foi usada como um artigo de referência e foi dosada
3 0 logo antes do teste de comportamento. Na conclusão do período experimental, a tíbia esquerda foi retirada para confirmação radiográfica da osteólise tumoral. Radiografias foram usadas para selecionar dois ossos representativos de cada grupo para varredura de micro-TC. Todas as amostras de 5 osso foram descalcifiçadas para coloração TRAP e avaliação da atividade osteoclástica (superfícies de reabsorção) e para avaliação histopatológica da estrutura óssea e carga tumoral. A eficácia de meta arsenito de sódio foi baseada em uma comparação com o grupo inoculado com tumor, tratado 10 com veículo.
Os resultados histopatológicos mostraram que no nível de dose de 10 mg/kg meta arsenito de sódio demonstrou uma tendência positiva de melhoria dos vários aspectos de dano ósseo induzido por câncer. Os dados mostram que a 10 mg/kg 15 de meta arsenito de sódio houve uma forte tendência positiva para melhoria dos osteoclastos e osteólise induzida por tumor. Os dados são mostrados na Figura 1. Exemplo 7. Perfil farmacocinético de meta arsenito de sódio após administração oral e i.v.
Perfis farmacocinéticos de plasma e cérebro após
administração oral (PO) e intravenosa (IV) de meta arsenito de sódio em camundongos machos CD-I foram determinados. Setenta e três camundongos albinos machos CD-I (ICR) (de aproximadamente quatro semanas de idade, 18-27 g no início 25 do teste) foram aleatoriamente divididos em grupos de tratamento. Os animais ficaram em jejum por duas horas antes da administração do fármaco de teste. Os animais foram tratados com 10 mg/kg (PO) ou 5 mg/kg (IV) , com um volume de dose alvo de 10 mL/kg. Após a administração,
3 0 foram obtidas amostras de sangue (0,2 a 0,3 mL) por meio da veia cava sob anestesia com isolurano a 5, 15, 30, 60, 120, 240, 480, 14490, 1.920, 2.880, 3.360, e 4.320 minutos pós- dose. Imediatamente após cada coleta de sangue, os animais foram sacrificados e o cérebro coletado a 5, 30, 60, 120, 5 240, 480, 1.440, 2.880 e 4.320 minutos pós-dose.
As amostras de plasma e de cérebro foram digeridas com ácido nítrico concentrado em uma bomba de Teflon a 105°C. O produto foi diluído a 4 0 mL para análise por ICP-MS. O produto foi aspirado no plasma indutivamente ligado e os 10 íons resultantes foram extraídos por uma interface a vácuo em um analisador de massa quadripolar. A quantidade de arsênico nas amostras foi medida por comparação da resposta em uma solução padrão de massa 75. NRCC-DOLT-3 e DORM-2 foram analisados como materiais de referência padrão.
A concentração da amostra do estudo versus dados foi
analisada para gerar os seguintes parâmetros de PK por análise não compartimental (WinNonlin, versão 2.1):
Parâmetro Unidades Notas Tmax Hora Tempo para atingir a concentração máxima Cmax Ng/mL Concentração mais alta no período de tempo AUCaii Ng.hr/mL Área sob a curva, gerada por método de Iog-linear trapezoidal para interpolação F% % Biodisponiblidade de animais que receberam dose por via oral Os resultados são apresentados na tabelas abaixo: Resultados de PK de plasma: Meta arsenito de sódio (PO, 10 mg/kg)
Parâmetros de Unidades Resultados de PK farmacocinética (N= 3) (PK) AUCall mg*hr/Kg 6,85 C-max mg/Kg 0, 52 Tmax Hr 4 F% o, 101% Ό Análise de farmacocinética completada com o uso do valor de concentração média (N=3) em cada ponto de tempo de coleta.
Resultados de PK de plasma: Meta arsenito de sódio (IV, 5 mg/kg)
Parâmetros de Unidades Resultados de PK farmacocinética (N=3) (PK) AUCall mg*hr/Kg 3 ,38 Cmax mg/Kg 0,41 Tmax Hr 0, 25 F% % N/A Análise de farmacocinética completada com o uso do valor de concentração média (N=3) em cada ponto de tempo de coleta.
N/A: não aplicável
Resultados de PK de cérebro: Meta arsenito de sódio (PO, 10 mg/kg
Parâmetros de Unidades Resultados de PK farmacocinética (N=3) (PK) AUCall mg*hr/Kg 6, 73 Cmax mg/Kg 0,33 Tmax Hr 8 F% % 87% Análise de farmacocinética completada com o uso do valor de concentração média (N=3) em cada ponto de tempo de coleta.
Resultados de PK de cérebro: Meta arsenito de sódio (IV, 5 mg/kg
Parâmetros de Unidades Resultados de PK farmacocinética (N=3) (PK) AUCaii mg*hr/Kg 3 , 86 Cmax mg/Kg 0,32 Tmax Hr 4 F% % N/A Análise de farmacocinética completada com o uso do valor de concentração média (N=3) em cada ponto de tempo de coleta.
N/A: não aplicável