BRPI0808064A2 - Emplastro para aplicação cutânea de uma substância e utilização de um emplastro - Google Patents

Emplastro para aplicação cutânea de uma substância e utilização de um emplastro Download PDF

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Description

“EMPLASTRO PARA APLICAÇÃO CUTÂNEA DE UMA SUBSTÂNCIA E UTILIZAÇÃO DE UM EMPLASTRO”
A presente invenção se refere de modo geral aos dispositivos para a aplicação epi- ou transcutânea de substâncias biologicamente ativas. A invenção se refere mais especialmente aos emplastros ou selos transdérmicos destinados a facilitar a absorção cutânea de tais substâncias com fins de vacinação.
A epiderme humana constitui uma barreira contra a entrada no corpo de agentes exteriores. A pele não é estanque, ela é de fato permeável a um número muito grande de substâncias com um grau de permeabilidade variável.
A absorção percutânea corresponde à transferência de uma substância através da pele a partir do meio exterior até o sangue. Essa absorção é definida como a soma de dois fenômenos: uma penetração das moléculas dentro da pele inteira, seguida por uma ressorção pela circulação sangüínea ou linfática a partir da derme papilar e depois da derme profunda. A etapa de penetração é fisicamente uma difusão passiva através de cada estrutura do tegumento: a camada córnea, a epiderme de Malpighi, a derme e os anexos cutâneos. Uma vez absorvida, a substância é distribuída no organismo e depois, após ter sido ou não metabolizada, ela é eliminada. As etapas que sucedem a absorção percutânea são similares àquelas que são encontradas por qualquer outra via de contaminação.
A camada córnea constitui a barreira mais eficaz contra a penetração de uma substância: anatomicamente, a substância pode penetrar por duas vias: uma através dos espaços intercelulares da camada córnea e através das próprias células córneas, a outra por intermédio dos anexos cutâneos. No caso de uma vacina, uma vez que a camada córnea foi atravessada, a substância é capaz de encontrar as células imunologicamente competentes e, em especial, as células apresentadoras de antígenos como as células de Langerhans cujo papel é primordial na reação imunológica do organismo. Facilitar a passagem inicial do antígeno através da camada córnea, é tomar a vacinação epicutânea mais eficaz. No caso de um emplastro destinado à administração de uma molécula para um tratamento sistêmico, diminuir temporariamente a eficácia da camada córnea como barreira, permite abrir a via para a administração transcutânea de princípios ativos de grandes pesos moleculares e, de um modo geral, melhorar a velocidade de administração dos princípios ativos.
O pedido EP1356821 se refere à utilização sucessiva de um filme emplastro e de um emplastro a fim de fazer uma vacina penetrar por via epicutânea. Para isso, aplica-se sobre a pele um filme do qual uma face é revestida com um emplastro. O emplastro apresenta propriedades de adesão que permitem que ele retire uma parte da camada córnea (ou stratum comeum) da pele quando o filme é descolado. Uma vez que o filme foi descolado, um emplastro é aplicado sobre a parte da pele que acaba de ser descoberta. O emplastro apresenta uma superfície adesiva e uma superfície revestida com uma vacina. A superfície adesiva permite manter o emplastro sobre a pele durante um tempo suficiente para permitir que a epiderme absorva a vacina.
Um tal processo de administração apresenta inconvenientes. De fato, a administração da vacina necessita a aplicação de vários dispositivos em várias etapas. Além disso, o posicionamento do emplastro é aproximativo em relação à zona na qual o filme emplastro foi aplicado. Uma boa absorção da vacina não está portanto garantida. Por outro lado, uma desatenção pode levar a esquecer a aplicação prévia do filme emplastro. Assim, a quantidade de vacina absorvida pela epiderme pode ser substancialmente reduzida. A quantidade realmente absorvida pela epiderme é portanto conhecida de modo relativamente impreciso.
A invenção visa resolver um ou vários desses inconvenientes. A invenção tem assim como objeto um emplastro para a aplicação cutânea de uma substância, o emplastro compreendendo uma substância destinada a penetrar na epiderme, meios de colocação em contato da substância com a pele e uma folha descolável de esfoliação cutânea que permite uma esfoliação 5 da pele, depois de colocação no lugar do emplastro, ao nível da zona de contato entre a dita substância e a pele.
De acordo com uma variante, o emplastro compreende:
- um suporte que compreende pelo menos uma face inferior que apresenta uma primeira superfície em contato com a dita substância e
uma segunda superfície destinada a entrar em contato com a pele;
- eventualmente meios amovíveis que mantêm a substância em contato com a dita primeira superfície;
- a folha descolável de esfoliação cutânea sendo solidária do suporte e compreendendo uma face inferior que apresenta uma superfície
adesiva disposta na vertical da dita substância; e
- meios para manter em contato a segunda superfície com a pele quando a folha de esfoliação foi descolada.
De acordo com mais uma variante, a segunda superfície é adesiva e circunda a primeira superfície.
De acordo com uma outra variante, os meios amovíveis de
manutenção da primeira superfície em contato com a substância compreendem um elemento de proteção interposto entre a folha de esfoliação e o suporte, o elemento de proteção recobrindo a primeira superfície.
De acordo com mais uma outra variante, os meios para manter
em contato a segunda superfície e a substância com a pele compreendem um emplastro que reveste a segunda superfície, e a segunda superfície apresenta uma parte não recoberta pelo elemento de proteção.
De acordo com uma variante, o emplastro compreende uma folha de proteção descolável que recobre e que está em contato com a dita parte não recoberta e com a superfície inferior da folha de esfoliação. De acordo com uma outra variante, o emplastro compreende um elemento de preensão saliente em relação ao suporte, o elemento de preensão sendo solidário da folha de esfoliação de modo a deslaminá-la da pele quando ele é manipulado.
De acordo com mais uma variante, a parte de preensão é saliente lateralmente em relação ao suporte, no lado oposto à parte não recoberta pelo elemento de proteção.
De acordo ainda com uma outra variante, o elemento de preensão é solidário dos meios amovíveis, de modo que esses meios amovíveis são retirados quando o elemento de preensão é acionado.
De acordo com uma variante, a folha de esfoliação e os meios amovíveis são solidarizados por primeiras extremidades respectivas.
De acordo com mais uma variante, a parte de preensão é solidária de uma segunda extremidade da folha de esfoliação ou dos meios amovíveis, essa segunda extremidade sendo oposta à primeira.
De acordo com uma outra variante, os meios amovíveis são formados por uma folha, e o elemento de preensão é uma folha em contato com a folha dos meios amovíveis e com a superfície superior da folha de esfoliação por intermédio de faces parcialmente revestidas de emplastro.
De acordo com mais uma outra variante, os meios amovíveis e o elemento de preensão são constituídos por uma folha dobrada.
De acordo com uma variante, o elemento de preensão é rebatido e solidarizado de modo amovível sobre a superfície superior do suporte.
De acordo com mais uma variante, o elemento de preensão é saliente perpendicularmente à face inferior do suporte.
De acordo com uma outra variante, os meios amovíveis e o elemento de preensão são formados por um órgão em forma de prisma de seção triangular do qual as bases apresentam cavidades de preensão, do qual uma face lateral recobre a primeira superfície, e do qual uma outra face lateral é solidarizada a pelo menos uma extremidade da folha de esfoliação.
De acordo com mais uma outra variante, o suporte e os meios amovíveis mantêm a substância dentro de um volume de retenção hermético.
De acordo com uma variante, a substância apresenta (ou está sob a forma de) partículas, que são mantidas em contato com a primeira superfície por forças eletrostáticas de natureza coulombiana ou forças de van der Waals. Em um modo preferido, a primeira superfície é dotada de propriedades eletrostáticas.
De acordo com uma outra variante, o poder emplastro da superfície adesiva da folha de esfoliação é calibrado em função da substância.
A invenção também tem como objeto a utilização de um emplastro tal como definido acima para a fabricação de uma composição para o fornecimento de uma substância a um paciente.
De acordo com uma variante, essa utilização é destinada à fabricação de uma composição para a vacinação de indivíduos, para a dessensibilização de indivíduos, ou para o fornecimento de qualquer substância ativa a um indivíduo.
Um outro objeto da invenção se refere à utilização de um
emplastro tal como definido antes para a aplicação de uma substância sobre a pele, e/ou para o fornecimento de uma substância por via epi- ou transcutânea a um indivíduo, notadamente um mamífero, em especial um ser humano (por exemplo criança ou adulto). O emplastro pode notadamente ser 25 utilizado para a vacinação de indivíduos, para a dessensibilização de indivíduos, ou para o fornecimento de qualquer substância ativa, tal como notadamente (poli)peptídeos biologicamente ativos e/ou antigênicos, por exemplo. A invenção também se refere a métodos correspondentes, que compreendem a aplicação de um emplastro da invenção sobre a pele de um indivíduo, e a retirada da folha de esfoliação.
O emplastro pode assim ser utilizado para a vacinação de indivíduos contra qualquer patógeno. Assim, um objeto especial da invenção reside em um método de vacinação de um indivíduo contra um patógeno, que 5 compreende (i) a aplicação de um emplastro de acordo com a invenção sobre a pele de um indivíduo, o emplastro compreendendo um antígeno específico do dito patógeno, (ii) a retirada da folha de esfoliação e (iii) a manutenção do emplastro por um período de tempo que permite a transferência do antígeno para a pele. O patógeno pode ser de natureza variada (vírus, bactéria, parasita, 10 etc.) e o antígeno é tipicamente de natureza polipeptídica ou lipídica.
O emplastro pode também ser utilizado para a dessensibilização de indivíduos a alergênicos. Assim, um objeto especial da invenção reside em um método de dessensibilização de um indivíduo a um alergênico, que compreende (i) a aplicação de um emplastro de acordo com a 15 invenção sobre a pele de um indivíduo, o emplastro compreendendo um antígeno específico do dito alergênico, (ii) a retirada da folha de esfoliação e (iii) a manutenção do emplastro por um período de tempo que permite a transferência do antígeno para a pele.
O emplastro pode também ser utilizado para o fornecimento de 20 qualquer substância ativa, Assim, um objeto especial da invenção reside em um método de fornecimento de uma substância ativa a um indivíduo, que compreende (i) a aplicação de um emplastro de acordo com a invenção sobre a pele de um indivíduo, o emplastro compreendendo a dita substância ativa, (ii) a retirada da folha de esfoliação e (iii) a manutenção do emplastro por um 25 período de tempo que permite a transferência da substância para a pele. A substância é tipicamente de natureza polipeptídica, como um hormônio, uma citocina, um fator de crescimento, um fator trófico, etc.
A substância contida no emplastro pode ser formulada em qualquer veículo ou excipiente adaptado, e pode estar sob a forma sólida (pó), líquida, etc. Outras características e vantagens da invenção se destacarão claramente da descrição que é feita da mesma abaixo, a título indicativo e de nenhuma forma limitativo, em referência aos desenhos anexos, nos quais:
- a figura 1 é uma vista em corte de um primeiro modo de realização de um emplastro de acordo com a invenção;
- a figura 2 é uma vista de cima do emplastro da figura 1;
- a figura 3 é uma vista de cima de cada um dos elementos do emplastro das figuras 2 e 3;
- a figura 4 é uma vista em corte de um segundo modo de realização de um emplastro de acordo com a invenção;
- as figuras 5 a 8 são vistas em corte do emplastro da figura 4 durante as diferentes etapas de sua colocação no lugar sobre a pele;
- a figura 9 é uma vista em corte de um terceiro modo de realização de um emplastro de acordo com a invenção;
- a figura 10 é uma vista décima de cada um dos elementos do emplastro da figura 9;
- a figura 11 é uma vista de lado de um quarto modo de realização de um emplastro de acordo com a invenção.
A invenção propõe um emplastro para a aplicação cutânea de uma substância, o emplastro compreendendo uma folha descolável de esfoliação cutânea que permite uma esfoliação da pele, depois de colocação no lugar do emplastro, ao nível da zona de contato entre a dita substância e a pele.
No sentido da invenção, o termo “esfoliação” ou “abrasão” designa a retirada de pelo menos uma parte da superfície da camada superfície da pele, e em especial de pelo menos uma parte da camada córnea (ou stratum comeum) da pele. Com relação a isso, a folha de esfoliação compreende tipicamente uma zona adesiva que entra em contato com a pele. Quando ela é retirada (descolada), a folha de esfoliação causa uma abrasão da superfície da pele. A folha de esfoliação pode por outro lado compreender, tipicamente em sua zona adesiva que entra em contato com a pele, meios de microperfuração, acrescentando assim à retirada de uma parte da superfície da camada córnea 5 uma ação de microperfuração dessa última, quando o dispositivo é aplicado. Tipicamente, a esfoliação assim praticada permite:
- retirar, sem dor e no local no qual a administração trans- ou epi-cutânea ocorrerá, a camada superfície de células da camada córnea, em geral mortas, que constituem a primeira barreira contra a penetração das
substâncias, e/ou
- constituir assim uma superfície limpa e desprovida de pêlos, sobre a qual o emplastro pode aderir em toda sua superfície adesiva, favorecendo assim a oclusão e portanto a passagem da substância, e/ou
- criar microperfurações na camada córnea, por exemplo munindo para isso a folha de elementos perfurantes tais como microagulhas.
Em um modo de execução especial, o emplastro compreende um suporte do qual uma parte da superfície é recoberta com a substância destinada a penetrar na epiderme e uma outra parte da superfície é destinada a entrar em contato com a pele. A folha descolável de esfoliação cutânea 20 solidária da zona de contato do suporte e recobre a superfície recoberta de substância. Ela compreende, em sua face inferior, uma zona adesiva disposta na vertical da substância. Assim, uma vez que a folha adesiva foi descolada, a substância está em contato com a pele no local exato no qual a pele foi esfoliada.
As figuras 1 a 3 ilustram um primeiro modo de realização da
invenção. O emplastro 1 compreende um suporte 2, realizado por exemplo sob a forma de um filme. O suporte 2 dispõe de uma face inferior que apresenta uma primeira superfície 21 destinada a ser mantida em contato com uma substância 3 e uma segunda superfície 22 destinada a ser aplicada sobre a pele. A substância 3 é destinada a ser aplicada sobre a pele. A superfície 21 está situada em uma cavidade do suporte 2. A superfície 22 é adesiva e circunda a superfície 21. A superfície adesiva 22 permite manter a substância 3 em contato com a pele durante a aplicação do emplastro.
5 Uma folha 4 recobre a substância 3 e a mantém em contato
com a superfície 21. A folha 4 forma um volume de retenção da substância 3 com a superfície 21. O volume de retenção formado é vantajosamente hermético. De modo conhecido em si, a folha 4 é fixada de modo amovível no suporte 2. A folha 4 é dobrada ao nível de uma extremidade 41. Uma dobra 5 10 se estende a partir da extremidade 41 da folha 4. A dobra 5 é prolongada em um elemento de preensão 6. O elemento de preensão 6 é dobrado sobre a face superior do suporte 2. O elemento de preensão 6 é mantido dobrado de modo amovível por um ponto de emplastro 9, de modo que um utilizador pode romper esse emplastro para manipular o elemento de preensão 6. O elemento 15 6 é saliente em relação ao suporte 2, a fim de garantir uma manipulação fácil para o utilizador. A folha 4 não recobre uma parte 23 da superfície adesiva 22. A utilidade dessa parte adesiva 23 será detalhada na seqüência.
Uma folha descolável 7 é solidarizada á dobra 5 por qualquer meio apropriado (colagem, soldagem...) por sua extremidade que está mais 20 próxima da parte adesiva 23. Essa folha descolável 7 é destinada a realizar uma esfoliação cutânea. A folha 7 é para isso provida de uma face inferior que apresenta uma superfície adesiva. A esfoliação visa notadamente retirar uma parte da camada córnea a fim de favorecer a penetração transcutânea da substância 3. Essa superfície adesiva é disposta na vertical da substância 3. 25 Assim, a substância 3 será aplicada exatamente no local da pele que terá sido esfoliada por ocasião do descolamento da folha 7.
Uma folha descolável 8 de proteção recobre a parte adesiva 23 e a superfície inferior da folha 7, a fim de evitar que poeiras venham se fixar em cima delas. A folha descolável 8 pode ser realizada em qualquer material adequado que apresenta uma baixa aderência para facilitar seu descolamento, tal como por exemplo feita de papel ou feita de polímero (poliéster, polietileno, etileno/acetato de vinila), eventualmente recoberto com uma camada de silicone. A folha descolável 8 apresenta por outro lado uma zona 5 de preensão 81, saliente em relação à superfície 23 do suporte 2. Essa zona de preensão 81 permite facilitar o descolamento da folha 8 por um utilizador.
Quando um utilizador deseja aplicar o emplastro 1, ele procede do seguinte modo: ele descola a folha 8, aplica o emplastro da folha esfoliante 7 sobre a pele e aplica a superfície adesiva 23 sobre a pele. A superfície 10 adesiva 23 garante então um posicionamento correto do emplastro sobre a pele. Depois de ter rompido o ponto de cola 9, o utilizador exerce uma tração sobre o elemento de preensão 6, a fim de assegurar o descolamento da folha 7 e o descolamento da folha 4. O descolamento da folha 7 é exercido por uma deslaminação em relação à pele, o emplastro esfoliando então a pele com a 15 qual ele estava em contato. Uma parte da pele é assim esfoliada e se encontra na vertical da substância 3 que acaba de ser descoberta. O utilizador só precisa aplicar o emplastro contra a pele com a palma da mão, para que a substância 3 entre em contato com a superfície de pele esfoliada.
O posicionamento relativo da pele esfoliada e da substância 3 é assim especialmente preciso e só necessita de um número reduzido de manipulações pelo utilizador. Além disso, a estrutura do emplastro garante que a substância 3 será bem aplicada sobre uma pele previamente esfoliada.
A figura 4 ilustra um emplastro 1 de acordo com um segundo modo de realização. Esse emplastro 1 compreende um suporte 2 e uma 25 substância 3 similares àqueles do primeiro modo de realização. Uma folha 4 recobre a substância 3 e a mantém em contato com a superfície 21. A folha 4 é descolável e portanto fixada de modo amovível no suporte 2. Como no primeiro modo de realização, a folha 4 não recobre a parte adesiva 23 do suporte 2. A parte adesiva 23 é assim saliente lateralmente em relação a uma extremidade 41 da folha 4.
Uma folha descolável 7 de esfoliação cutânea é solidarizada à folha 4 por qualquer meio apropriado (colagem, soldagem...). Como no primeiro modo de realização, a folha 7 é provida de uma face inferior que 5 apresenta uma superfície adesiva. Essa superfície adesiva é disposta na vertical da substância 3. Uma extremidade da folha 7 é fixada na extremidade 41 da folha 4. Um elemento de preensão 6 é fixado ao nível da extremidade oposta da folha 7. O elemento de preensão 6 é saliente lateralmente em relação ao suporte 2.
Uma folha descolável 8 de proteção recobre a parte adesiva 23
e a superfície inferior da folha 7. A folha descolável 8 apresenta por outro lado uma zona de preensão 81, em saliência lateralmente em relação ao suporte 2, do mesmo lado que o elemento de preensão.
As figuras 5 a 8 ilustram um processo de aplicação do emplastro 1 sobre a pele 10 de um utilizador. Na figura 5, o utilizados descolou a folha 8, para expor a parte adesiva 23 e a superfície adesiva da folha 7. Na figura 6, essas superfícies adesivas foram colocadas em contato com a pele. Exercendo-se uma tração para cima sobre o elemento de preensão
6, a folha 7 é deslaminada da pele e exerce seu efeito esfoliativo. Na figura 7, 20 a folha 7 é integralmente deslaminada da pele. Como a folha 7 é solidarizada na extremidade 41 da folha 4, essa última é também acionada e é descolada em relação ao suporte 2. A substância 3 é então descoberta e se encontra na vertical da superfície de pele esfoliada. O utilizador só precisa aplicar o emplastro 1 contra a pele com a palma da mão, para que a substância 3 entre 25 em contato com a superfície de pele esfoliada, como ilustrado na figura 8.
As figuras 9 e 10 ilustram um terceiro modo de realização de um emplastro 1. Esse emplastro 1 compreende um suporte 2 e uma substância 3 similares àqueles dos modos de realização precedentes.
Uma folha 4 recobre a substância 3 e a mantém em contato com a superfície 21. A folha 4 é descolável e portanto fixada de modo amovível no suporte 2. Como nos modos de realização precedentes, a folha 4 não recobre a parte adesiva 23 do suporte 2. A parte adesiva 23 é assim saliente lateralmente em relação a uma extremidade 51 da folha 4; A folha 4 5 está em contato com uma parte da superfície adesiva 22 em toda a periferia da superfície 21. A ligação descolável da folha 4 com o suporte 2 é assegurada por seu contato com a superfície adesiva 22. A folha 4 é também circundada por uma outra parte da superfície adesiva 22 que ela não recobre. Essa outra parte é destinada a entrar em contato com a pele e circundar a zona de pele 10 esfoliada.
Uma folha descolável 7 de esfoliação cutânea tem uma extremidade fixada na extremidade 41 da folha 4. Como nos modos de realização precedentes, a folha 7 é provida de uma face inferior que apresenta uma superfície adesiva. Essa superfície adesiva é disposta na vertical da 15 substância 3. Como ilustrado na figura 10, a folha 7 apresenta uma forma idêntica à folha 4.
Um elemento de preensão 6 realizado sob a forma de folha é intercalado entre as folhas 4 e 7. O elemento de preensão está assim em contato com as folhas 4 e 7 por suas duas faces. Esse elemento de preensão 6 20 tem uma extremidade fixada na extremidade 41 da folha 4. A extremidade oposta do elemento de preensão 6 é saliente lateralmente em relação ao suporte 2. As duas faces do elemento de preensão 6 são parcialmente revestidas com emplastro ao nível da superfície de contato com as folhas 4 e
7. Essas faces apresentam assim uma alternância de tiras adesivas 61 com 25 zonas não revestidas com emplastro. Essas faces parcialmente revestidas permitem ao mesmo tempo garantir uma resistência mecânica do emplastro contes de sua utilização, ao mesmo tempo em que permitem uma deslaminação dessas faces em relação às folhas 4 e 7. O poder emplastro deve ser suficientemente pequeno para permitir uma deslaminação quando o utilizador exerce uma tração sobre o elemento de preensão 6.
Uma folha descolável 8 de proteção recobre a parte adesiva 23 e a superfície inferior da folha 7. A folha descolável 8 apresenta por outro lado uma zona de preensão 81, saliente lateralmente em relação à parte 5 adesiva 23 do suporte 2.
Quando um utilizador deseja aplicar o emplastro 1, ele procede do modo seguinte: ele descola a folha 8, aplica o emplastro da folha esfoliante 7 sobre a pele e aplica a superfície adesiva 23 sobre a pele. Devido ao fato de que extremidades respectivas das folhas 4 e 7 e do elemento de preensão 6 10 estejam fixadas juntas, quando o utilizador exerce uma tração sobre o elemento de preensão 6, esse último aciona o descolamento simultâneo das folhas 4 e 7. Uma parte da pele é assim esfoliada e se encontra na vertical da substância 3 que acaba de ser descoberta. O utilizador só precisa aplicar o emplastro 1 contra a pele com a palma da mão, para que a substância 3 entre 15 em contato com a superfície de pele esfoliada.
Por outro lado, por ocasião do descolamento das folhas 4 e 7, a superfície inferior adesiva da folha 7 entra em contato com a superfície da folha 4 que mantém a substância dentro do volume de retenção. Assim, eventuais resíduos da substância sobre a folha 4 são neutralizados.
A figura 11 ilustra um quarto modo de realização de um
emplastro I. Esse emplastro 1 compreende um suporte 2 e uma substância 3 similares àqueles dos modos de realização precedentes. Um aplicador 46 é utilizado como meio amovível para reter a substância 3 em contato com a superfície 21 antes de sua aplicação cutânea. Além disso o aplicador 46 é 25 também utilizado como elemento de preensão. O aplicador 46 se apresenta assim sob a forma de um sólido saliente perpendicularmente em relação à face inferior do suporte 2. O aplicador 46 apresenta globalmente uma forma de prisma de seção triangular, do qual as bases são vantajosamente munidas de cavidades de preensão 62 para os dedos do utilizador. Uma face lateral do prisma recobre a superfície 21 e mantém a substância 3 em contato com essa superfície 21. Essa face lateral apresentará vantajosamente uma pequena aderência para poder ser facilmente separada do suporte 2. Essa face lateral não recobre a parte 23 da superfície 22.
5 Uma folha descolável 7 de esfoliação cutânea tem uma
extremidade fixada a uma outra face lateral do prisma. A outra extremidade da folha 7 é ligada de modo amovível ou rompível a essa outra superfície do prisma. Como nos modos de realização precedentes, a folha 7 é provida de uma face inferior que apresenta uma superfície adesiva. Essa superfície 10 adesiva é disposta na vertical da substância 3. Uma folha de proteção descolável 8 recobre a parte 23 e a superfície inferior da folha 7.
Quando um utilizador deseja aplicar o emplastro 1, ele procede do modo seguinte; ele retira a folha de proteção descolável 8, e depois aplica a parte 23 e a superfície inferior da folha 7 contra a pele. Levantando-se a 15 parte traseira da aplicador 46 (no lado oposto á parte 23 do suporte 2), rompese a ligação rompível de uma extremidade da folha 7 com o aplicador 46. Exercendo-se uma tração sobre o aplicador 46, descobre-se a substância 3 e deslamina-se a folha 7 da pele. O aplicador descola de fato a folha 7 acionando para isso a extremidade dianteira na qual ele está fixado. Passando20 se a palma da mão sobre a face superior do suporte, aplica-se a substância 3 contra a pele que acaba de ser esfoliada.
É possível também considerar dispor uma folha de proteção entre o aplicador 46 e o suporte 2, a fim de manter a substância 3 contra a superfície 21. Uma tal folha de proteção pode ser realizada sob a forma de 25 filme siliconado. Essa folha de proteção pode ser montada descolável sobre o suporte 2 e apresentar uma extremidade dianteira fixada no aplicador 46. Assim, por ocasião de uma tração do aplicador 46, essa folha de proteção será descolada.
Nesses diferentes modos de realização, é possível prever que a superfície 21 apresente propriedades eletrostáticas. É possível então prever que uma substância 3 sob a forma de partículas seja mantida em contato com a superfície 21 por forças eletrostáticas.
Devido á associação da substância 3 e de uma folha esfoliante 5 7 na vertical dessa substancia, é possível vantajosamente calibrar o poder emplastro da folha 7 em função da substância 3 ou de sua dosagem.
A invenção se refere também à utilização de um emplastro tal como definido precedentemente para o fornecimento de moléculas ao organismo. O emplastro pode notadamente ser utilizado para a vacinação de 10 indivíduos, para a dessensibilização de indivíduos, ou para ao fornecimento de qualquer substância ativa. As substâncias ativas contidas no emplastro podem ser de qualquer natureza, de preferência polipeptídica, e podem ser compostos biologicamente ativos ou antígenos, por exemplo.

Claims (21)

1. Emplastro para a aplicação cutânea de uma substância, caracterizado pelo fato de que ele compreende uma substância (3) destinada a penetrar na epiderme, meios de colocação em contato da substância com a pele e uma folha descolável de esfoliação cutânea que permite uma esfoliação da pele, depois de colocação no lugar do emplastro, ao nível da zona de contato entre a dita substância e a pele.
2. Emplastro de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que ele compreende: - um suporte (2) que compreende pelo menos uma face inferior que apresenta uma primeira superfície (21) em contato com a dita substância (3) e uma segunda superfície (22, 23) destinada a entrar em contato com a pele; - eventualmente meios amovíveis (4) que mantêm a substância (3) em contato com a dita primeira superfície (21); - a folha descolável (7) de esfoliação cutânea sendo solidária do suporte (2) e compreendendo uma face inferior que apresenta uma superfície adesiva disposta na vertical da dita substância (3); e - meios para manter em contato a segunda superfície (22, 23) com a pele quando a folha de esfoliação (7) foi descolada.
3. Emplastro para aplicação cutânea de acordo com a reivindicação 2, caracterizado pelo fato de que a segunda superfície (22) é adesiva e circunda a primeira superfície (21).
4. Emplastro para aplicação cutânea de acordo com a reivindicação 2 ou 3, caracterizado pelo fato de que os meios amovíveis (4) de manutenção da primeira superfície (21) em contato com a substância (3) compreendem um elemento de proteção interposto entre a folha (7) de esfoliação e o suporte (2), o elemento de proteção recobrindo a primeira superfície (21).
5. Emplastro para aplicação cutânea de acordo com a reivindicação 4, caracterizado pelo fato de que os meios para manter em contato a segunda superfície e a substância com a pele compreendem um emplastro que reveste a segunda superfície (22, 23), e pelo fato de que a segunda superfície apresenta uma parte não recoberta (23) pelo elemento de proteção.
6. Emplastro para aplicação cutânea de acordo com a reivindicação 5, caracterizado pelo fato de que ele compreende uma folha de proteção descolável (8) que recobre e que está em contato com a dita parte não recoberta (23) e com a superfície inferior da folha de esfoliação (7).
7. Emplastro para aplicação cutânea de acordo com uma qualquer das reivindicações 2 a 6, caracterizado pelo fato de que ele compreende um elemento de preensão (6) saliente em relação ao suporte (2), o elemento de preensão (6) sendo solidário da folha de esfoliação (7) de modo a deslaminá-la da pele quando ele é manipulado.
8. Emplastro para aplicação cutânea de acordo com as reivindicações 5 e 7, caracterizado pelo fato de que a parte de preensão (6) é saliente lateralmente em relação ao suporte (2), no lado oposto à parte não recoberta (23) pelo elemento de proteção.
9. Emplastro para aplicação cutânea de acordo com a reivindicação 7 ou 8, caracterizado pelo fato de que o elemento de preensão (6) é solidário dos meios amovíveis (4), de modo que esses meios amovíveis (4) são retirados quando o elemento de preensão (6) é acionado.
10. Emplastro para aplicação cutânea de acordo com a reivindicação 9, caracterizado pelo fato de que a folha de esfoliação (7) e os meios amovíveis (4) são solidarizados por primeiras extremidades (41) respectivas.
11. Emplastro para aplicação cutânea de acordo com a reivindicação 10, caracterizado pelo fato de que a parte de preensão (6) é solidária de uma segunda extremidade da folha de esfoliação (7) ou dos meios amovíveis (4), essa segunda extremidade sendo oposta à primeira.
12. Emplastro para aplicação cutânea de acordo com a reivindicação 10, caracterizado pelo fato de que os meios amovíveis (4) são formados por uma folha, e pelo fato de que o elemento de preensão (6) é uma folha em contato com a folha dos meios amovíveis (4) e com a superfície superior da folha de esfoliação (7) por intermédio de faces parcialmente revestidas de emplastro (61).
13. Emplastro para aplicação cutânea de acordo com uma qualquer das reivindicações 7 a 12, caracterizado pelo fato de que os meios amovíveis (4) e o elemento de preensão (6) são constituídos por uma folha dobrada.
14. Emplastro para aplicação cutânea de acordo com uma qualquer das reivindicações 7 a 13, caracterizado pelo fato de que o elemento de preensão (6) é rebatido e solidarizado de modo amovível (9) sobre a superfície superior do suporte (2).
15. Emplastro para aplicação cutânea de acordo com uma qualquer das reivindicações 2 a 10, caracterizado pelo fato de que o elemento de preensão (6) é saliente perpendicularmente à face inferior do suporte (2).
16. Emplastro para aplicação cutânea de acordo com a reivindicação 15, caracterizado pelo fato de que os meios amovíveis e o elemento de preensão são formados por um órgão (46) em forma de prisma de seção triangular do qual as bases apresentam cavidades de preensão (62), do qual uma face lateral recobre a primeira superfície (21), e do qual uma outra face lateral é solidarizada a pelo menos uma extremidade da folha de esfoliação (7).
17. Emplastro para aplicação cutânea de acordo com uma qualquer das reivindicações 2 a 16, caracterizado pelo fato de que o suporte (2) e os meios amovíveis (4) mantêm a substância dentro de um volume de retenção hermético.
18. Emplastro para aplicação cutânea de acordo com uma qualquer das reivindicações 2 a 17, caracterizado pelo fato de que a primeira superfície (21) é dotada de propriedades eletrostáticas ou não e pelo fato de que a substância apresenta partículas mantidas em contato com a superfície por forças eletrostáticas de natureza coulombiana ou forças de van der Waals.
19. Emplastro para aplicação cutânea de acordo com uma qualquer das reivindicações 2 a 18, caracterizado pelo fato de que o poder emplastro da superfície adesiva da folha de esfoliação é calibrado em função da substância.
20. Utilização de um emplastro tal como definido em qualquer uma das reivindicações precedentes caracterizada pelo fato de que qualquer das reivindicações precedentes para a fabricação de uma composição para o fornecimento de uma substância a um paciente.
21. Utilização de acordo com a reivindicação 20, caracterizada pelo fato de que é para a vacinação de indivíduos, para a dessensibilização de indivíduos, ou para o fornecimento de qualquer substância ativa a um indivíduo.
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