BRPI0809336A2 - Válvula para a dosagem de fluidos viscosos, notadamente para a dosagem de pinturas - Google Patents

Válvula para a dosagem de fluidos viscosos, notadamente para a dosagem de pinturas Download PDF

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Description

Relatório Descritivo da Patente de Invenção para "VÁLVULA PARA A DOSAGEM DE FLUIDOS VISCOSOS, NOTADAMENTE PARA A DOSAGEM DE PINTURAS".
A presente invenção refere-se a uma válvula para a dosagem de 5 fluidos viscosos, em particular para a dosagem de pinturas. A válvula, de acordo com a invenção, encontra uma aplicação particularmente preferida no domínio da dosagem de tintas para pinturas automóveis.
Atualmente, no domínio do reparo automobilístico nas carrocerias, a tinta de um veículo é obtida, misturando-se um certo número de tintas 10 de base, comumente entre cinco a dez bases. Essa mistura é geralmente elaborada a partir de uma fórmula, definida pelo fabricante de pintura, precisando a massa de cada base a incorporar para uma massa total de mistura definida. Os sistemas de dosagem conhecidos permitem atingir uma precisão de 0,1 g, o que é suficiente para preparar uma massa de mistura total de 15 pelo menos 100 a 300 g, conforme a tinta.
As soluções técnicas de dosagem conhecidas nas carrocerias são baseadas no princípio de uma tampa dosadora adaptada sobre o recipiente, em geral uma caixa rígida, vide, por exemplo, o documento WO 2006/027450 A2. O operador inclina a caixa munida da respectiva tampa e 20 aciona um sistema de abertura para permitir a pintura escoar por gravidade. Modulando-se a inclinação e o grau de abertura, o operador controla a dosagem na gota. Outros sistemas conhecidos utilizam recipientes semi-rígidos ou flexíveis. O operador age, então, sobre a pressão que exerce sobre esse recipiente para fazer com que a pintura saia por um orifício adaptado, e po25 der controlar a gota.
Um inconveniente desses sistemas reside no fato de a precisão da dosagem estar limitada à massa de uma gota de pintura, seja aproximadamente 0,03 a 0,1 g. Por outro lado, essa gota pode, a cada instante, seja cair no recipiente de mistura e modificar o peso, seja permanecer colada no 30 orifício e sujá-lo. Ora, atualmente as bases são cada vez mais concentradas e abrangentes e as superfícies a reparar são cada vez mais reduzidas, o que cria uma necessidade de preparar pequenas quantidades de pintura, da ordem de 30 a 50 g. Para se conseguir a mesma precisai colorimétrica atualmente conseguida com uma dosagem a 0,1 g para preparar 100 a 300 g, seria preciso atingir uma precisão de dosagem que vai até 0,01 g. Portanto, é necessário controlar uma massa nitidamente àquela de uma gota.
5 Um outro fenômeno particular às pinturas refere-se ao fato de as
viscosidades destas poderem variar em proporções consideráveis. Com efeito, a viscosidade depende de numerosos fatores, dos quais notadamente a temperatura do fluido e, quando se trata de uma pintura, de sua perda de solventes. Em particular, para as pinturas recentes de elevado extrato seco, 10 portanto, de baixo teor em solventes, uma pequena perda de solventes acarreta um grande aumento da viscosidade.
Ora, essas variações de viscosidade perturbam muito a precisão da dosagem, notadamente em razão das turbulências produzidas, quando da expulsão do jato de pintura, à medida que a viscosidade é um fator importante na caracterização de um escoamento turbulento.
O documento GB 207.392 descreve uma válvula de dosagem de líquido, comportando um dedo de luva com uma abertura em uma de suas extremidades e um imersor disposto no interior do dedo de luva apto a obturar essa abertura. Essa válvula é adaptada para a dosagem de líquidos 20 quentes e de líquidos de caráter corrosivo. Ao contrário, ela é pouco útil para a dosagem de líquidos que tem uma certa viscosidade e tendo tendência a secar rapidamente, tais como pinturas. Com efeito, um líquido viscoso que passa através dessa válvula terá tendência a diminuir a velocidade consideravelmente em seu curso no nível da abertura inferior em forma de tubo a25 Iongado dessa válvula. Essa diminuição de velocidade é devido à viscosidade do líquido e, portanto, ao atrito importante que será exercido entre o líquido e as paredes da abertura tubular da válvula. Haverá, portanto, grandes chances que uma parte do líquido viscoso permaneça presa na abertura tubular e aí sequem colmatando assim a válvula e tornando-a inutilizável.
O documento EP 0252 421 A1 descreve um outro tipo de válvu
la, compreendendo um dedo de luva com uma abertura em uma de suas extremidades e munida de um imersor de obturação dessa abertura. Essa válvula é concebida para os distribuidores automáticos de bebidas, portanto, para líquidos não viscosos, que não necessitam de uma precisão importante de dosagem, e que não são sujeitos aos fenômenos de secagem e de abrasão.
Ao contrário, o documento EP O 283 137 A1 descreve uma vál
vula do mesmo tipo (com dedo de luva e imersor de obturação), adaptada à liberação de líquidos, tais como pinturas. O imersor termina por uma bebida cone-sobre-cone (válvula cônica móvel que se apóia contra uma sede cônica em torno da abertura do dedo de luva), e, para evitar os fenômenos de re10 tenção e facilitar a limpeza da cabeça de válvula, a face de extremidade distai do imersor vem nivelar a abertura em posição de obturação. Essa válvula apresenta, todavia, o inconveniente, devido à sua geometria, de produzir em posição aberta um escoamento turbulento, notadamente sob o fato de a pressão do líquido ejetado; essa turbulência é prejudicial a uma dosagem 15 satisfatória, e, além disso, ela provoca geralmente a subsistência de uma gota na extremidade de válvula exatamente após o fechamento desta - daí a necessidade de prever uma forma externa fácil de limpar após a utilização.
O documento DE 34 09 142 A1 descreve uma válvula de estrutura comparável, para a liberação de líquidos alimentícios, tais como bebidas concentradas com os mesmos inconvenientes e limitações que aquelas do documento precedente.
Uma das finalidades da invenção é de prevenir os inconvenientes expostos acima, propondo uma nova estrutura de válvula especificamente adaptada à dosagem de precisão muito grande de líquidos viscosos, tais como pinturas.
A finalidade geral da invenção é de propor essa válvula que previne as dificuldades próprias à viscosidade do líquido, quando da expulsão forçada desse líquido através da válvula.
Mais precisamente, a invenção tem por finalidade propor essa válvula que, intrinsecamente, oferece o conjunto das seguintes vantagens:
- uma precisão muito grande da dosagem;
- reprodutibilidade elevada das quantidades de fluido liberadas; - menor sensibilidade às variações de viscosidade do fluido;
- ausência de prisão da pintura no nível da abertura da válvula, de maneira a evitar qualquer retenção local e correr o risco de secagem;
- compatibilidade com um jato de forte energia, notadamente em caso de utilização com um recipiente sob pressão.
O último aspecto evocado, a saber o controle do jato de pintura, é particularmente importante na aplicação à dosagem de tintas para pinturas.
Com efeito, é necessário dispor de uma vazão suficiente e bemcontrolada, o que requer uma colocação sob pressão do recipiente, portanto localmente uma maior velocidade de escoamento a nível da abertura da válvula.
Ao contrário, é importante que o jato permaneça laminar, caso contrário o aparecimento de turbulências provocará a formação de uma gota que subsiste na extremidade de válvula, em torno do orifício, em fim de dosagem.
Trata-se, além disso, de poder se livrar de fenômenos nãocontroláveis, que influem sobre a viscosidade do fluido, fenômenos, tais como variações de temperatura, parte em solventes, variações de viscosidade de um lote de fabricação a um outro, ou de uma tinta de pintura a uma outra.
As finalidades acima são alcançadas, de acordo com a invenção, por uma válvula de dosagem do tipo geral divulgado pelo EP 0 283 137 A1 pré-citado, isto é, comportando um dedo de luva com uma abertura em uma de suas extremidades, e um imersor disposto no interior do dedo de 25 luva e dispondo de um obturador apto a obturar essa abertura, o obturador estando apto, em posição de obturação, a nivelar a superfície externa do dedo de luva nas proximidades dessa abertura.
Essa válvula é caracterizada, de acordo com a invenção, pelo fato de a relação entre o diâmetro da superfície de passagem e a profundidade dessa abertura ser nitidamente superior a 1.
Por “superfície de passagem”, entende-se a superfície So da abertura em direção transversal à direção de escoamento do fluido. Essa superfície de passagem pode ser circular e oferece um diâmetro Do. Esse diâmetro Do é um comprimento que poderia também ser qualificado de diâmetro da abertura. A “profundidade” da abertura é uma dimensão que poderia também ser denominada “espessura” da abertura. Trata-se do compri5 mento da abertura na direção de escoamento do fluido. Por conseguinte, a profundidade da abertura é perpendicular à superfície de passagem desta.
A abertura é assim concebida para oferecer um comprimento o mais curto possível para a orientação do jato de fluido que atravessa a válvula: a abertura é feita em uma zona de espessura estreita, e o comprimento da zona de contato entre a abertura e o jato é pequeno em relação à superfície da abertura.
Em particular, à medida que a abertura é concebida para apresentar um comprimento de orientação do jato o mais curto possível nas proximidades do orifício (a abertura sendo feita em uma zona de espessura es15 treita), o comprimento da zona de contato entre a abertura e o jato de líquido será reduzido, permitindo conservar um escoamento perfeitamente laminar apesar da forte energia cinética de expulsão do jato.
A vazão do fluido só depende, portanto, das características inerentes á geometria da válvula, da pressão aplicada ao fluido e da densidade deste, e isto de forma praticamente independente da viscosidade do fluido. Isto permite chegar a uma dosagem extremamente preciso e perfeitamente reprodutível.
A configuração particular da válvula da invenção favorece, além disso, um corte nítido do jato de fluido, sem rebarba e sem formação de gota no nível da abertura. A supressão ou a forte redução do tamanho da gota permite aumentar consideravelmente a precisão da dosagem, livrando-se da dispersão devido à gota e diminuindo muito a sujeira da válvula.
Anotando-se com Do o diâmetro da superfície de passagem e P, a profundidade, a condição enunciada acima pode se escrever sob a seguinte forma:
Do / P » 1 (Equação 1)
A condição “nitidamente superior a 1” significa que essa relação é superior ou igual a 3. Essa relação é, de preferência, superior ou igual a 5, o que pode se escrever sob a seguinte forma:
Do / P > 5 (Equação 2)
Graças a uma abertura com uma relação, tal como descrito, a 5 passagem da válvula se reduz muito brutalmente por um comprimento muito pequeno, segundo o princípio do diafragma. A zona do dedo de luva que compreende essa abertura pode, portanto, ser qualificada de “diafragma”. O fluxo do fluido é colocado ao ar atmosférico imediatamente na saída desse diafragma. No nível do estreitamento desse diafragma, o fluido é muito ace10 Ierado em um comprimento muito pequeno.
Segundo a Iei de Bernoulli, essa aceleração corresponde à transformação muito rápida de uma energia potencial de pressão em energia cinética, sem efeito da viscosidade. O diafragma tem um comprimento muito pequeno, para limitar as perdas de carga a jusante do estreitamento e evitar 15 os fenômenos de turbulência descritos por Reynolds, apesar da velocidade importante do fluido.
Obtém-se assim um jato laminar do fluido, cuja vazão depende apenas das características do diafragma, da pressão aplicada ao fluido na entrada da válvula e da densidade do fluido. A viscosidade do fluido não in20 tervém quase. Esse fenômeno é importante para o controle da dosagem, pois se as características do diafragma, a pressão aplicada e a densidade do fluido forem estáveis e fáceis de controlar, a viscosidade do fluido dependerá de numerosos fatores, dos quais notadamente sua temperatura e, quando se trata de uma pintura, de sua perda em solventes. Para as pinturas recentes, 25 de elevado extrato seco, portanto, de baixo teor em solventes, uma baixa perda de solventes acarreta um forte aumento da viscosidade.
Uma outra vantagem do jato laminar é devido ao fato de, na saída do diafragma, o fluido ter uma grande velocidade, portanto uma grande energia cinética. Associando-se ao diafragma um sistema de obturação, a 30 saber o imersor, instalado a montante do diafragma e vindo obturar a vazão do fluido diretamente no nível do estreitamento do diafragma, a saber essa abertura do dedo de luva, e fechando brutalmente a abertura com o auxílio do imersor, obtém-se um corte muito livre do jato.
Esse corte do jato se situa em uma zona na qual o fluido tem uma velocidade elevada, portanto, a vazão do fluido a montante da abertura é brutalmente parada. Quanto ao fluido imediatamente a jusante da zona de 5 obturação, ele possui uma energia cinética importante e continua seu curso. É essa energia cinética que permite ao fluido se liberar das forças de aderência às superfícies do diafragma e do imersor, e assim evitar a formação de uma gota. A supressão ou a elevada redução do tamanho dessa gota permite aumentar consideravelmente a precisão da dosagem, livrando-se da 10 dispersão, devido à gota, diminuindo muito a sujeira da válvula.
Ao fechamento, o obturador nivela a superfície externa do dedo de luva nas proximidades da abertura e é assim capaz de fechar totalmente esta sem zona de retenção, o que favorece um corte nítido do jato de fluido, sem rebarba e sem formação de gota no nível da abertura.
De preferência, a superfície de obturação do obturador tem a
forma de uma ponta, de um plano ou de um tronco de esfera.
Entender-se-á por tronco de esfera uma parte de uma esfera. Um tronco de esfera pode também ser definido como uma esfera cortada ou truncada, à qual falta uma parte. Assim, um “tronco de esfera” é uma parte de esfera do mesmo modo que um tronco de cone é uma parte de cone.
Em um modo de realização preferida, o dedo de luva tem, visto do exterior, uma zona convexa ou plana nas proximidades dessa abertura.
Essa zona plana, ou bem curvada ou arqueada para o exterior, não apresenta cavado ou concavidades externa e que poderiam servir como zona de retenção ao fluido. A formação de rebarbas ou de gotas é assim inibida.
De maneira particularmente vantajosa, a forma da zona convexa pode corresponder a uma semi-esfera.
Além disso, no caso de uma zona convexa, essa abertura pode se situar no apogeu da zona convexa. No caso de uma zona plana, essa abertura pode se situar no centro da zona plana.
De preferência, o imersor é fabricado em uma matéria magnética. Nesse caso de figura, a válvula pode, além disso, compreender uma carcaça em matéria magnética, a carcaça e o imersor sendo realizados de tal forma que a presença de um campo magnético está apto a criar uma força de atração entre a carcaça e o imersor. Ativando-se um campo magnético, o 5 imersor pode assim ser atraído para a carcaça para liberar essa abertura. Vantajosamente, quando de uma fase de atração, o imersor está em posição de batente contra a carcaça.
Além disso, a relação da superfície de passagem do dedo de luva sobre a superfície de passagem dessa abertura é, de preferência, nitidamente superior a 1.
Anotando-se com Sd a superfície de passagem do dedo de luva e So a superfície de passagem da abertura, essa relação se escreve:
Sd / So » 1 (Equação 3)
A condição “nitidamente superior a 1” significa que essa relação é superior ou igual a 9 (3x3). Essa relação, é, de preferência, superior ou igual a 50, o que pode se escrever sob a seguinte forma:
Sd / So > 50 (Equação 4)
A superfície de passagem do pino de luva é definida como a extensão máxima da câmara definida pelo dedo de luva em direção transversal em relação à direção de escoamento do fluido.
Com essa relação entre as duas superfícies de passagem, o conduto a montante da zona de obturação da válvula oferece uma passagem relativamente importante. Isto permite limitar ao máximo os efeitos da viscosidade do fluido sobre a velocidade do escoamento. Assim, as perdas 25 de carga a montante do diafragma são muito pequenas, pois a seção de passagem é importante, portanto a velocidade do fluido é pequena. A circulação do fluido através da válvula e até à abertura do dedo de luva é facilitada por uma seção de passagem importante em relação à abertura. Trata-se, por um lado, de limitar as perdas de cargas dependentes da viscosidade, 30 mas também de evitar quaisquer regimes turbulentos a montante da zona de obturação.
Em outros termos, respeitando essa relação, impõe-se uma redução muito brutal da seção e de passagem do fluido. A zona a montante da abertura é relativamente larga e alargada, e a abertura oferece um estreitamento muito nítido, como os diafragmas utilizados como reguladores de vazões em hidráulica.
Em um modo de realização preferido, a válvula de dosagem
compreende, além disso, uma mola apta a empurrar o imersor em posição de obturação. De preferência, essa mola é disposta pelo menos em parte no interior desse imersor.
Vantajosamente, o imersor pode compreender pelo menos uma abertura que permite a passagem do fluido de uma zona de entrada do dedo de luva em direção a essa abertura do dedo de luva.
A válvula de dosagem compreende, de preferência, além disso, um meio apto a deslocar esse imersor entre uma posição de obturação e uma posição de liberação dessa abertura. Em um modo de realização preferido, esse meio compreende uma bobina elétrica que cobre o dedo de luva.
Para limitar os efeitos de um regime transitório durante o qual o escoamento não é laminar, é preferível que a abertura e o fechamento da válvula sejam os mais rápidos possíveis.
Além disso, se válvula for comandada no “todo ou em nada”, seu controle poderá facilmente ser automatizado.
A invenção abrange também um recipiente de fluido com uma válvula que compreende pelo menos em parte as características descritas anteriormente.
Nesse recipiente, o deslocamento do fluido pode ser feito, colo25 cando-se o fluido sob pressão. Com esse deslocamento do fluido por pressão, os inconvenientes de um sistema por gravidade, tal como descrito no documento WO 2006/027450 A2, muito dependente do nível de enchimento do recipiente, não existem mais. A colocação do fluido sob pressão permite se livrar da influência das variações de nível do recipiente. Com efeito, é fácil 30 aplicar uma pressão suficientemente importante para tornar desprezível o efeito do nível de enchimento do recipiente. Nesse caso de figura, a pressão relativa entre o fluido na zona de chegada do dedo de luva e o exterior da válvula é, de preferência, estável.
A seguir será descrito um exemplo de realização da válvula, de acordo com a invenção, com referência aos desenhos anexados:
- a figura 1 mostra um exemplo de realização da válvula, de acordo com a invenção, em corte longitudinal e em posição fechada;
- a figura 2 mostra o imersor da válvula, segundo a figura 1, em
vista frontal;
- a figura 3 mostra a válvula da figura 1, em posição aberta, quando do escoamento de um fluido através da válvula;
- a figura 4 representa uma vista em detalhes da parte inferior do
dedo de luva da válvula da figura 1; e
- a figura 5 representa uma vista em corte segundo a linha V-V
da figura 1.
A figura 1 representa um exemplo de realização de uma válvula, de acordo com a invenção. Na figura 1, a válvula está representada sem seu sistema de comando eletromagnético, em posição fechada.
A válvula é constituída de uma carcaça 2 conectada a um reservatório de fluido não representado. Essa carcaça é fabricada em uma matéria permeável ao fluxo magnético. Um dedo de luva 3 é fixado na carcaça 2. 20 Ele é em uma matéria amagnética. Ele comporta em sua extremidade uma abertura 3.1. Orientado no dedo de luva se acha um imersor 4 fabricado em uma matéria permeável ao fluxo magnético. O imersor 4 comporta um obturador 4.1 apto a fechar a abertura 3.1 do dedo de luva 3. Esse obturador 4.1 pode ser uma peça complementar em elastômero, e a superfície de obtura25 ção 11 (vide figura 3) pode tomar a forma de uma ponta, de um plano, ou de um tronco de esfera. O imersor é mantido em posição baixa, graças à ação de uma mola 5.
O fluido é levado na zona de chegada 1 sob uma certa pressão relativa, que pode ser gerada por um meio qualquer, pelo simples efeito da gravidade ou por uma colocação em depressão do meio ambiente externo da válvula. O fluido circula no corpo da válvula, no interior e em torno do imersor 4 e da mola 5. O fluido circula facilmente até a zona de obturação 1.1, pelas amplas aberturas 4.2 feitas no imersor 4.
A figura 2 representa uma vista do imersor 4 e coloca EME vidência as aberturas 4.2, permitindo ao fluido circular da zona de chegada 1 na zona de obturação 1.1.
A figura 3 representa a válvula em configuração de trabalho e
em posição aberta. Ela é coberta por uma bobina cilíndrica 6, capaz de induzir um campo magnético na carcaça 2 e no imersor 4, através do dedo de luva 3. Esse campo magnético cria uma força de atração entre a carcaça 2 e o imersor 4. Quando essa força ultrapassa a resistência da mola 5, o imersor 4 se levanta como obturador 4.1, o que libera a abertura 3.1 do pino de luva
3. O fluido pode, então, sair da válvula em um jato laminar 1.2 para ser recuperado em um recipiente 7, colocado sobre o prato 8 de uma balança.
A figura 4 mostra em detalhes a parte inferior do dedo de luva 3. Distingue-se bem o diâmetro Do da superfície de passagem So da abertura 3.1, a profundidade P da abertura 3.1, a zona convexa 10 do dedo de luva 3, assim como a superfície externa 9 do dedo de luva 3 nas proximidades da abertura 3.1.
A figura 5 representa uma vista em corte segundo a linha V-V da figura 1. Nessa vista em corte, a representação da mola 5 e do imersor 4 foi 20 omitida, a fim de poder representar mais claramente a superfície de passagem Sd do dedo de luva 3 e a superfície de passagem So da abertura 3.1. Vê-se claramente que So é nitidamente inferior a Sd. Na figura 5, convém anotar que Sd corresponde à totalidade da superfície limitada pelas paredes do dedo de luva 3, incluindo em particular a superfície So. Assim, So pode 25 ser considerado como uma parte central de Sd.
Graças á válvula, de acordo com a invenção, obtém-se um sistema de dosagem que encontra uma aplicação particularmente vantajosa para a dosagem de tintas de base para o reparo automóvel. Esse sistema de dosagem é economicamente adaptado à carroceria média, de uma grande precisão, fácil de utilizar e requer um mínimo de limpeza.
Naturalmente, a utilização da válvula, de acordo com a invenção, não se limita ao domínio das pinturas automotivas. Com efeito, essa válvula pode ser utilizada em qualquer aplicação que necessita de uma dosagem de fluido preciso e confiável.

Claims (14)

1. Válvula para a dosagem de fluidos viscosos, comportando: - um dedo de luva (3) com uma abertura (3.1) em uma de suas extremidades; e - um imersor (4) disposto no interior do dedo de luva (3) e dispondo de um obturador (4.1) apto a obturar essa abertura (3.1), esse obturador estando apto, em posição de obturação, a nivelar a superfície externa (9) do dedo de luva nas proximidades dessa abertura; caracterizada pelo fato de a relação entre o diâmetro (Do) da superfície de passagem (So) e a profundidade (P) dessa abertura ser nitidamente superior a 1.
2. Válvula de dosagem, de acordo com a reivindicação 1, na qual a superfície de obturação (11) do obturado tem a forma de uma ponta, de um plano ou de um tronco de esfera.
3. Válvula de dosagem, de acordo com uma das reivindicações 1 e 2, na qual o dedo de luva, visto do exterior, tem uma zona convexa (10) ou plana nas proximidades dessa abertura (3.1)
4. Válvula de dosagem, de acordo com a reivindicação 3, compreendendo uma zona convexa, cuja forma corresponde a uma semi-esfera.
5. Válvula de dosagem, de acordo com a reivindicação 3 ou 4, na qual essa abertura se situa no apogeu da zona convexa no caso de uma zona convexa, e no centro da zona plana no caso de uma zona plana.
6. Válvula de dosagem, de acordo com uma das reivindicações precedentes, na qual o imersor é pelo menos em parte fabricado em uma matéria magnética ou permeável ao fluxo magnético.
7. Válvula de dosagem, de acordo com a reivindicação 6, na qual a válvula compreende, além disso, uma carcaça (2) em matéria magnética, a carcaça e o imersor sendo fabricados, de modo que a presença de um campo magnético esteja apto a criar uma força de atração entre a carcaça e o imersor.
8. Válvula de dosagem, de acordo com uma das reivindicações precedentes, na qual a relação entre a superfície de passagem (Sd) do dedo de luva e a superfície de passagem (So) dessa abertura é nitidamente superior a 1.
9. Válvula de dosagem, de acordo com uma das reivindicações precedentes, compreendendo, além disso, uma mola (5) apta a empurrar o imersor em posição de obturação.
10. Válvula de dosagem, de acordo com a reivindicação 9, na qual essa mola é disposta pelo menos em parte no interior desse imersor.
11. Válvula de dosagem, de acordo com uma das reivindicações precedentes, na qual o imersor compreende pelo menos uma abertura (4.2), permitindo a passagem de um fluido de uma zona de chegada (1) do dedo de luva em direção a essa abertura do dedo de luva.
12. Válvula de dosagem, de acordo com uma das reivindicações precedentes, compreendendo, além disso, um meio (6) apto a deslocar esse imersor entre uma posição de obturação e uma posição de liberação dessa abertura.
13. Válvula de dosagem, de acordo com a reivindicação 12, na qual esse meio compreende uma bobina elétrica (6) que cobre o dedo de luva.
14. Recipiente de fluido, compreendendo uma válvula, como definida em uma das reivindicações precedentes.
BRPI0809336-9A 2007-03-28 2008-03-28 Válvula para a dosagem de fluidos viscosos, notadamente para a dosagem de pinturas BRPI0809336A2 (pt)

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