BRPI0820952B1 - Composição nutricional enteral líquida tratada termicamente, uso da composição da mesma, e, uso simultâneo ou sequencial de caseína micelar e caseinato - Google Patents

Composição nutricional enteral líquida tratada termicamente, uso da composição da mesma, e, uso simultâneo ou sequencial de caseína micelar e caseinato Download PDF

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Le Fur Andrey
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Elizabeth Hotrum Natalie
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Description

(54) Título: COMPOSIÇÃO NUTRICIONAL ENTERAL LÍQUIDA TRATADA TERMICAMENTE, USO DA COMPOSIÇÃO DA MESMA, E, USO SIMULTÂNEO OU SEQUENCIAL DE CASEÍNA MICELAR E CASEI NATO (51) lnt.CL: A23C 9/20; A23L 33/19 (30) Prioridade Unionista: 05/12/2007 NL PCT/NL2007/050626, 09/06/2008 EP 08157877.5, 09/06/2008 US 61/059865, 14/11/2008 EP 0816152.9 (73) Titular(es): N.V. NUTRICIA (72) Inventor(es): EDWARD LUCIAN SLIWINSKI; ANDREY LE FUR; WYNETTE HERMINA AGNES KIERS; NATALIE ELIZABETH HOTRUM “COMPOSIÇÃO NUTRICIONAL ENTERAL LÍQUIDA TRATADA
TERMICAMENTE, USO DA COMPOSIÇÃO DA MESMA, E, USO
SIMULTÂNEO OU SEQUENCIAL DE CASEINA MICELAR E
CASEINATO”
CAMPO DA INVENÇÃO
A presente invenção está no campo das composições nutritivas enterais líquidas,
FUNDAMENTOS DA. INVENÇÃO
A presente invenção no geral diz respeito a uma composição enteral líquida para fornecer nutrição, como um suplemento, ou como uma nutrição completa, com. um alto teor de energia. O corpo humano requer energia para realizar as suas funções vitais, tais como circulação sanguínea, processos imunes, processos de respiração, etc. A energia pode ser fornecida na forma de calorias. As calorias são tipicamente fornecidas pelo consumo de alimento. As fontes de caloria podem ser classificadas em três categorias: proteínas, gorduras, e carboidratos. As proteínas podem suprir o corpo com sustento para a atividade muscular, as gorduras podem suprir o corpo com energia armazenada, e os carboidratos podem suprir o corpo com energia imediata. As vitaminas e minerais essenciais são necessários para ajudar a regular os processos do corpo humano.
Uma pessoa deve receber um equilíbrio apropriado de nutrientes para sustentar a saúde, de noutro modo, a má nutrição pode resultar em uma variedade de complicações físicas. Além disso, é imperativo que o sustento suprido seja adaptado para as necessidades de uma pessoa. Por exemplo, pacientes que estão enfermos, requerem sustento nutritivo aumentado e especializado. Um aumento nos nutrientes específicos pode ajudar o corpo a recuperar-se de um estresse particular colocado sobre ele, tal como estresse esportivo, emocional e de trabalho, enfermidade, cirurgia médica, má nutrição, etc.
As necessidades nutritivas também podem mudar com a idade da pessoa. Por exemplo, pessoas idosas apresentam uma diminuição na quantidade de energia que seu corpo requer de fontes de gordura.
A este respeito, é apresentado que no contexto deste pedido, uma pessoa idosa é uma pessoa da idade de 50 ou mais, em particular da idade de 55 ou mais, mais em particular da idade de 60 ou mais, mais em particular da idade de 65 ou mais. Esta definição bastante ampla leva em conta o fato de que a idade média varia entre populações diferentes, em continentes diferentes, etc. Os países mais desenvolvidos do mundo têm aceito a idade cronológica de 65 anos como uma definição de ‘idoso’ ou pessoa mais velha (associado com a idade na qual uma pessoa pode começar a receber benefícios de pensão), mas como muitos conceitos ocidentalizados, isto não se adapta bem por exemplo, à situação na África. No momento, não existe nenhum critério de padrão numérico das Nações Unidas (UN), mas a UN concordou que o corte é de 60+ anos para se referir à população mais velha no mundo ocidental. As definições africanas mais tradicionais de uma pessoa mais velha ou pessoa ‘idosa’ correlaciona-se com as idades cronológicas de 50 a 65 anos, dependendo do cenário, da região e do país.
Porque pelo menos certas pessoas não podem receber o seu sustento nutritivo requerido a partir de uma dieta normal, ou pode não ser capaz de comer comida normal, composições nutritivas, tais como suplementos nutritivos e nutrição completa foram planejadas para suprir sustento nutritivo para as pessoas em necessidade destas. Esta nutrição pode ser direcionada para um tipo particular de sustento nutritivo. Por exemplo, um suplemento pode suprir uma pessoa com calorias adicionais quanto energia aumentada. Embora estes suplementos supram uma certa quantidade de sustento nutritivo, é no melhor interesse suprir uma composição nutritiva tendo valor nutritivo aumentado para uma exigência nutritiva específica. Nos exemplos acima de pessoas idosas e pacientes enfermos, é desejado suprir composições líquidas nutritivas tendo energia aumentada assim como proteína aumentada por unidade de dosagem.
A este respeito, embora uma necessidade de energia da pessoa idosa possa ser reduzida, a sua capacidade para consumir produtos também pode ser diminuída. Por exemplo, eles podem ter dificuldade de consumir um produto devido, por exemplo, às dificuldades de deglutição, ou devido à quantidade muito grande de produto que eles precisam consumir para atingir a ingestão diária de nutrientes. Consequentemente, a aceitação não é a ideal, e frequentemente, a ingestão é abaixo da ideal, levando à nutrição abaixo da ideal.
Além disso, certos estados ou condições de doença podem requerer restrições na dieta que um paciente consome. Por exemplo, pacientes renais podem ter dietas restritivas de fluido.
Também, vários pacientes necessitam nutrição no volume menor de líquido. Estes pacientes podem ser pacientes caquéticos ou pessoas que sofrem de AIDS em estágio final, câncer ou tratamento de câncer, doenças pulmonares severas como COPD (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica), tuberculose e outras doenças infecciosas ou pessoas que experienciam cirurgia grave ou trauma como queimaduras. Além disso, pessoas que sofrem de distúrbios na garganta ou boca tais como câncer esofágico ou estomatite e pessoas tendo problemas com a deglutição como as pessoas disfágicas, requerem nutrição líquida, de baixo volume especial. Também, as pessoas que sofrem de apetite reduzido e/ou perda de sabor beneficiar-se-ão de uma composição nutritiva líquida de volume baixo.
Portanto, uma necessidade existe quanto a composições enterais melhoradas, com uma quantidade aumentada de proteína e calorias por volume unitário para uma pessoa idosa ou paciente enfermo.
Entretanto, aumentar calorias e/ou proteínas em uma composição líquida nutritiva pode aumentar a viscosidade global da composição. Isto pode tomar a composição nutritiva líquida difícil de consumir ou administrar, e também pode diminuir o gosto da composição nutritiva. Além disso, as dificuldades técnicas existem na produção de uma composição líquida nutritiva estável, em particular uma estável em prateleira tendo um alto teor de proteínas.
O problema da presente invenção é portanto suprir uma composição enteral líquida estável, atraente, para fornecer nutrição, como um suplemento, ou como uma nutrição completa, com um alto teor de energia, a uma pessoa, em particular a uma pessoa idosa ou um paciente enfermo. TÉCNICA ANTERIOR
A WO 02/098242 Al (Nestlé, 12 de dezembro de 2002) divulga um suplemento oral líquido caloricamente denso (2,25 kcal/ml) com base em uma mistura de isolado/caseinato de proteína de soja (60:40) com um nível de proteína de 9 g/100 ml (16 % En), 12,25 g/100 ml de gordura (49 % En) e 19,7 g/100 ml de carboidratos digeríveis (35 % En).
A US 5.683.984 (Nestec S.A.) e a patente EP correspondente 0 686 396 Bl divulgam substituir todo o caseinato em uma formulação nutritiva de média energia (1 kcal/ml) pela caseína micelar nativa para se obter uma formulação essencialmente contendo caseína micelar nativa com uma viscosidade baixa e uma estabilidade térmica para suportar a esterilização. A mesma divulga uma composição contendo um máximo de 7 % em vol de caseína micelar nativa. Entretanto, o último documento não divulga substituir apenas parte do caseinato pela caseína micelar nativa em uma formulação nutritiva de alta energia, alta proteína e os problemas que poderíam surgir em fazê-lo, a mesma não divulga a estabilidade em prateleira e ao calor deficiente, nem medidas para superar os ditos problemas com as formulações de acordo com a nossa invenção.
O produto comercialmente disponível RESOURCE® 2.0 é um produto de alta caloria da Novartis (2 kcal/ml), com base em uma mistura de caseinato de cálcio e sódio como fonte de proteína, que compreende 9 g/100 ml de proteínas (18 % En), 8,7 g/100 ml de gordura (39 % En) e 21,4 g/100 ml de carboidratos digeríveis (43 % En) e é fornecido em uma dosagem unitária de 237 ml.
O produto comercialmente disponível VHC® 2.25 é um produto de alta caloria de Nestlé (2,25 kcal/ml), com base em uma mistura de caseinato de cálcio e potássio e proteína de soja isolada como fonte de proteína, que compreende 9 g/100 ml de proteínas (16 % En), 12 g/100 ml de gordura (48 % En) e 19,7 g/100 ml de carboidratos digeríveis (35 % En) e é fornecido em uma dosagem unitária de 250 ml.
O produto comercialmente disponível FRESUBIN® 2.0 é um produto de alta caloria da Fresenius (2 kcal/ml), com base em proteínas do leite como fonte de proteína, que compreende 10 g/100 ml de proteínas (20 % En), 7,8 g/100 ml de gordura (35 % En) e 22,5 g/100 ml de carboidratos digeríveis (45 % En) e é fornecido em uma dosagem unitária de 200 ml.
O produto comercialmente disponível PRO-CAL SHOT® é um produto de alta caloria da Vitaflo Internacional Ltd (3,34 kcal/ml), com base em leite em pó desnatado e caseinato de sódio como fonte de proteína, que compreende 6,7 g/100 ml de proteínas (8 % En), 28,2 g/100 ml de gordura (76 % En) e 13,4 g/100 ml de carboidratos digeríveis (16 % En) e é fornecido em uma dosagem unitária de 250 ml.
O produto comercialmente disponível TwoCal® HN é um produto de alta caloria da Abbott Laboratories (Ross Nutrition) (2 kcal/ml), com base em caseinato de sódio e cálcio como fonte de proteína, que compreende 8,4 g/100 ml de proteínas (16,7 % En), 8,9 g/100 ml de gordura (40,1 % En) e 21,6 g/100 ml de carboidratos digeríveis (43,2 % En) e é fornecido em uma dosagem unitária de 237 ml.
SUMÁRIO DA INVENÇÃO
A presente invenção supre uma composição enteral líquida nutritiva com um alto teor de energia, planejada para atingir as necessidades nutritivas de pessoas em necessidade desta, em particular idosos e pacientes com certos estados de doença. A composição supre uma quantidade aumentada de energia por volume unitário enquanto fornece uma viscosidade suficientemente baixa para permitir que a composição seja facilmente consumida oralmente ou seja administrada por tubo. Além disso, o sabor da composição não é diminuído.
Para esta finalidade, em um primeiro aspecto da presente invenção, uma composição enteral líquida nutritiva é fornecida que compreende de 6 a 14 g de proteína por 100 ml da composição, a dita proteína incluindo caseína micelar e caseinato, a composição tendo uma densidade de energia de pelo menos 2,0 kcal/ml.
Em uma forma de realização específica, uma composição enteral líquida nutritiva é fornecida que compreende de 6 a 14 g de proteína por 100 ml da composição, a dita proteína incluindo caseína micelar, caseinato e soro do leite, a composição tendo uma densidade de energia de pelo menos 2,0 kcal/ml.
Em particular, uma composição enteral líquida nutritiva é fornecida que compreende proteína que supre 10 % a 30 % do teor de energia total da composição, a dita proteína incluindo caseína micelar e caseinato, a composição tendo uma densidade de energia de pelo menos 2,0 kcal/ml.
Em uma forma de realização específica, uma composição enteral líquida nutritiva é fornecida que compreende proteína que supre 10 % a 30 % do teor de energia total da composição, a dita proteína incluindo caseína micelar, caseinato e soro do leite, a composição tendo uma densidade de energia de pelo menos 2,0 kcal/ml.
Caseína micelar, também chamada de caseína micelar nativa, é uma proteína do leite de alta qualidade e que ocorrem naturalmente no leite em uma concentração de cerca de 2,6 g/l 00 ml (Dairy Science and
Technology, Walstra et al., CRC Press, 2006). O mesmo é concentrado por um processo que não desnatura, ou não desnatura substancialmente as proteínas da caseína e é comercializado como Isolado de Caseína Micelar (MCI). O leite desnatado fresco é submetido a um processo de filtração, em muito o mesmo processo usado para concentrar a proteína do soro do leite, para produzir uma proteína do leite pura, substancialmente não desnaturada com a sua estrutura nativa. O material resultante contém mais do que 95 % em peso de caseína micelar, o resto sendo principalmente proteína do soro do leite e outro nitrogênio que não da proteína e outros constituintes, tais como lactose. O mesmo tem uma viscosidade intrínseca baixa e uma composição líquida que compreende o dito MCI é portanto fácil de beber.
Ao contrário, a caseína, como tal é usada no contexto desta invenção refere-se à forma coalhada da caseína, tendo perdido a sua estrutura micelar nativa.
Dentro do contexto desta invenção, é entendido que a caseína micelar também pode ser fornecida por outras fontes de proteína do leite, tais como, por exemplo, fontes com a razão de 80:20 natural essencialmente preservada de caseína para soro do leite, tal como Concentrado de Proteína do Leite (MPC), que é um produto em pó usualmente preparado pela ultrafiltração com um teor de proteína médio de cerca de 80 % em peso, O Isolado de Proteína do Leite (MPI), um produto em pó usualmente preparado pela precipitação com um teor de proteína médio de mais do que 85 % em peso, e leite concentrado desnatado.
Embora a composição da presente forma de realização não deve conter quantidades grandes de proteína outras que não a caseína micelar e caseinato, foi descoberto que a composição da presente invenção pode compreender até cerca de 30 % em peso de proteína do soro do leite com base na proteína total sem substancialmente afetar a viscosidade e a estabilidade em prateleira, mesmo depois da pasteurização e/ou esterilização.
Um problema associado com o uso de caseina micelar na produção de composições nutritivas enterais líquidas com um alto teor de proteína e contendo ainda ácidos, em particular ácido cítrico, é a formação de complexos ácidos de cálcio, tais como citrato de cálcio. Em particular ácido cítrico é adicionado à composição para ajustar o pH e também para ajustar a atividade do íon Ca. Uma certa atividade do íon Ca é benéfica para manter uma viscosidade desejada da composição durante o processamento da composição, por exemplo, durante a pasteurização e/ou esterilização. O cálcio, que se origina da caseina micelar tende a reagir com o ácido, em particular o ácido cítrico, formando assim cristais de citrato de cálcio, que precipita quando a acidez da composição aumenta com o tempo (diminuição do pH), dando origem a uma estabilidade de prateleira deficiente. Já em um pH de 6,9, a formação de cristais de citrato de cálcio é progressiva. Por outro lado, uma certa atividade do íon Ca é benéfica para manter uma viscosidade desejada da composição durante o processamento da composição, por exemplo, durante a pasteurização e/ou esterilização. Em particular uma certa atividade de íon Ca é benéfica para impedir um aumento da viscosidade durante o aquecimento. Assim, além da estabilidade em prateleira, é um problema chegar a uma viscosidade apropriada quando do uso da caseina micelar. Estes problemas foram agora surpreendentemente solucionados pelos inventores por uma mistura de caseina micelar e caseinato. Surpreendentemente, a viscosidade da composição final não é aumentada tanto quanto seria esperado pela substituição de uma quantidade de caseina micelar pela mesma quantidade de caseinato, tal que uma composição seja obtida depois do tratamento térmico com uma viscosidade ainda baixa, que é ainda muito fácil de beber ou administrar por tubo, enquanto que ao mesmo tempo nenhum precipitado de Ca-ácido indesejado é observado. Por tratamento térmico é intencionado qualquer tratamento comum conhecido pela pessoa habilitada para pasteurizar ou esterilizar a composição da presente invenção, na fabricação de uma composição nutritiva, tal como definida abaixo.
Em um segundo aspecto, a presente invenção diz respeito a um método de fornecer nutrição a uma pessoa em necessidade desta, que compreende as etapas de administrar à dita pessoa a composição nutritiva de acordo com a presente invenção.
Em um terceiro aspecto, a presente invenção diz respeito ao uso de uma mistura de caseína micelar e, caseinato, e de acordo com uma forma de realização específica caseína micelar, caseinato e soro do leite na fabricação de uma composição líquida nutritiva de acordo com a presente invenção para fornecer nutrição a uma pessoa.
A invenção será agora elucidada ainda pela descrição das formas de realização preferidas da presente invenção.
DESCRIÇÃO DETALHADA DA INVENÇÃO
Proteína
De acordo com uma forma de realização da presente invenção, uma composição enteral líquida nutritiva é fornecida que compreende de 6 a 14 g de proteína por 100 ml da composição, preferivelmente de 8 a 14 g/100 ml da composição, mais preferivelmente de 8 a 12 g/100 ml da composição, a dita proteína incluindo caseína micelar e caseinato, em particular caseína micelar, caseinato e soro do leite, a composição tendo uma densidade de energia de pelo menos 2,0 kcal/ml.
De acordo com uma outra forma de realização da presente invenção, a proteína supre de 10 % a 30 %, preferivelmente de 12 % a 20 %, mais preferivelmente de 14 % a 18 %, pelo menos 15 % do teor de energia total da composição. A % de energia total também é abreviada como % En; % En é assim abreviatura para porcentagem de energia e representa a quantidade relativa que um constituinte contribui para o valor calórico total da composição. Em uma outra forma de realização da presente invenção, a proteína supre pelo menos 16 % do teor de energia total. Os níveis altos de proteína são benéficos para os pacientes que não podem ser fisicamente capazes de receber um volume grande, por exemplo, pacientes restritos a volume.
Tais pacientes podem ser administrados com um nível reduzido de fluido enquanto ainda recebem uma quantidade requerida de sustento nutritivo por dia.
No contexto deste pedido, o termo “pelo menos” também inclui o ponto de partida da faixa aberta. Por exemplo, uma quantidade de “pelo menos 95 % em peso” significa qualquer quantidade igual a 95 % em peso ou acima.
No contexto deste pedido, enteral significa oralmente ou pelo tubo.
No contexto deste pedido, a composição nutritiva de acordo com a invenção é tratada com calor de modo a tomar a composição adequada para o uso comercial, isto é, a composição nutritiva de acordo com a invenção é submetida a um tratamento térmico tal como pasteurização ou esterilização tal que a carga microbacteriana seja reduzida.
Em uma forma de realização da presente invenção, a composição tem uma densidade de energia de pelo menos 2,0 kcal/ml, preferivelmente pelo menos 2,2 kcal/ml, mais preferivelmente pelo menos 2,3 kcal/ml, ainda mais preferivelmente pelo menos 2,4 kcal/ml. Embora a composição tenha uma alta densidade de energia, também tem uma viscosidade suficientemente baixa para permitir que a mesma seja consumida pelas pessoas que possam ter dificuldade de deglutição de produtos ou aqueles que são alimentados por tubo.
Em uma forma de realização da presente invenção, a quantidade combinada de caseína micelar e caseinato na composição nutritiva de acordo com a invenção é de pelo menos 70 % em peso, mais preferivelmente pelo menos 85 % em peso, mais preferivelmente pelo menos 90 % em peso, mais preferivelmente pelo menos 95 % em peso da proteína total presente na composição nutritiva líquida.
Em uma outra forma de realização da presente invenção, a quantidade combinada de caseína micelar, caseinato e soro do leite na composição nutritiva líquida de acordo com a invenção é de pelo menos 90 % em peso, mais preferivelmente pelo menos 95 % em peso da proteína total presente na composição nutritiva líquida.
Como mencionado acima, a composição da presente invenção não deve conter quantidades grandes de proteínas outras que não caseína micelar e caseinato. Entretanto, em uma outra forma de realização da presente invenção, a composição pode compreender até cerca de 30 % em peso de soro do leite, ou menos do que ou igual a 20 % em peso de soro do leite, ou menos do que ou igual a 15 % em peso de soro do leite, ou menos do que ou igual a 5 % em peso de soro do leite da proteína total presente na composição nutritiva líquida.
Em uma forma de realização da presente invenção, Nacaseinato, Mg-caseinato, K-caseinato, Ca-caseinato ou qualquer mistura destes ou combinações destes tais como Na/K-caseinato e Na/Mg caseinato são usados como a fonte de caseinato. Preferivelmente, Ca-caseinato, ou um caseinato que compreende Ca não é usado, visto que na caseína micelar já contém uma quantidade suficiente de cálcio, e a formação de mais cristais de cálcio deve ser evitada.
Em uma forma de realização da presente invenção, a razão em peso de caseína micelar para caseinato varia de 90:10 a 35:65. Preferivelmente, a razão em peso de caseína micelar para caseinato varia de 80:20 a 40:60.
Em uma outra forma de realização a forma de realização da presente invenção quando também uma quantidade de soro do leite está presente, a razão em peso de caseína micelar para soro do leite varia de 95:5 a 70:30. Preferivelmente, a razão em peso de caseína micelar para soro do leite é igual a cerca de 80:20.
A composição de acordo com a invenção é planejada para suplementar uma dieta da pessoa ou para suprir sustento nutritivo completo. Consequentemente, a composição de acordo com a invenção pode compreender ainda pelo menos gordura e/ou carboidrato e/ou uma fonte de vitaminas e minerais e/ou uma fonte de prebióticos. Preferivelmente, a composição de acordo com a invenção é uma composição nutritivamente completa.
Gordura
Em uma forma de realização da presente invenção, a composição nutritiva líquida de acordo com a invenção compreende ainda gordura, a dita gordura fornecendo entre 20 a 40 % do teor de energia total da composição. Para uma composição de 2,0 kcal/ml, estas quantidades fornecem de 40 a 80 kcal por 100 ml.
Com respeito ao tipo de gordura, uma ampla escolha é possível, contanto que a gordura seja de qualidade alimentícia.
A gordura pode ser uma gordura animal ou uma gordura vegetal ou ambas. Embora gorduras animais tais como banha ou manteiga tenham valores calóricos e nutritivos essencialmente iguais e possam ser usados intercambiavelmente, os óleo vegetais são altamente preferidos na prática da presente invenção devido à sua disponibilidade fácil, facilidade de formulação, ausência de coiesterol e concentração mais baixa de ácidos graxos saturados. Em uma forma de realização, a presente composição compreende óleo de colza, óleo de milho e/ou óleo de girassol.
A gordura pode incluir uma fonte de ácidos graxos de cadeia média, tal como triglicerídeos de cadeia média (MCT, principalmente de 8 a 10 átomos de carbono de comprimento), uma fonte de ácidos graxos de cadeia longa, tal como triglicerídeos de cadeia longa (LCT) e ácidos graxos ligados a fosfolipídeo tais como EPA ou DHA ligados a fosfolipídeo, ou qualquer combinação dos dois tipos de fontes. MCTs são benéficos porque eles são facilmente absorvidos e metabolizados em um paciente metabolicamente estressado. Além disso, o uso de MCTs reduzirá o risco de má absorção de nutriente. As fontes de LCT, tais como óleo de canola, óleo de colza, óleo de girassol, óleo de soja, azeite de oliva, óleo de coco, azeite de dendê, óleo de linhaça, óleo marinho ou óleo de milho são benéficas porque é conhecido que LCTs podem modular a resposta imune no corpo humano.
Em uma forma de realização específica, a gordura compreende de 30 a 60 % em peso de gordura animal, algal ou fungica, de 40 a 70 % em peso de gordura vegetal e opcionalmente de 0 a 20 % em peso de MCTs com base na gordura total da composição. A gordura animal preferivelmente compreende uma quantidade baixa de gordura do leite, isto é, mais baixo do que 6 % em peso, especialmente mais baixo do que 3 % em peso com base na gordura total. Em particular, uma mistura de óleo de milho, óleo de ovo, e/ou óleo de canola e quantidades específicas de óleo marinho são usadas. Os óleos de ovo, óleos de peixe e óleos de algas são uma fonte preferida de gorduras não vegetais. Especialmente para as composições que devem ser consumidas oralmente, de modo a prevenir a formação de sabores desagradáveis e para diminuir um sabor restante de peixe, é recomendado selecionar ingredientes que sejam relativamente baixos em ácido docosaexanóico (DHA), i.e., menos do que 6 % em peso, preferivelmente menos do que 4 % em peso com base na gordura total. Os óleos marinhos contendo DHA estão preferivelmente presentes na composição de acordo com a invenção em uma quantidade mais baixa do que 25 % em peso, preferivelmente mais baixa do que 15 % em peso com base na gordura total. Por outro lado, a inclusão do ácido eicosapentanóico (EPA) é altamente desejável para se obter o máximo efeito de saúde. Portanto, em uma outra forma de realização, a quantidade de EPA pode variar entre 4 % em peso e 15 % em peso, mais preferivelmente entre 8 % em peso e 13 % em peso com base na gordura total. A razão em peso de EPA:DHA é vantajosamente de pelo menos 6:4, por exemplo entre 2:1 e 10:1. Ainda em uma outra forma de realização, a quantidade de EPA é muito baixa, tal como de 0,1 a 1 % em peso, preferivelmente 0,3 % em peso ou 0,6 % em peso, com base na gordura total.
Também, a composição nutritiva líquida de acordo com a invenção pode beneficamente compreender um emulsificador. Os emulsificadores habitualmente conhecidos podem ser usado e no geral o emulsificador contribui para o teor de energia da gordura na dita composição. Carboidrato digerível
Em uma forma de realização da presente invenção, a composição nutritiva líquida de acordo com a invenção compreende ainda carboidrato digerível, o dito carboidrato digerível fornece entre 30 a 60 % do teor de energia total da composição. Para uma composição de 2,0 kcal/ml, estas quantidades fornecem de 80 a 120 kcal por 100 ml. Preferivelmente, o carboidrato digerível supre pelo menos 40 % do teor de energia total da composição de acordo com a invenção. O carboidrato digerível pode compreender carboidratos simples ou complexos, ou qualquer mistura destes. Adequados para o uso na presente invenção são glicose, frutose, sacarose, lactose, trealose, palatinose, xarope de milho, malte, maltose, isomaltose, amido de milho parcialmente hidrolisado, maltodextrinas, glicose oligo- e polissacarídeos.
A composição do carboidrato digerível preferivelmente é tal que viscosidades altas, doçura excessiva, caramelização excessiva (reações de Maillard) e osmolaridades excessivas sejam evitadas. As viscosidades e as osmolaridades aceitáveis podem ser obtidas ajustando-se o comprimento da cadeia média (grau médio de polimerização, DP) dos carboidratos digeríveis entre 1,5 e 6, preferivelmente entre 1,8 e 4. De modo a evitar doçura excessiva, o nível total de sacarose e frutose é menor do que 52 % e preferivelmente menor do que 40 % do peso do carboidrato, especialmente do carboidrato digerível. Os carboidratos digeríveis de cadeia longa tais como amido, frações de amido e hidrolisados de amido brando (DP > 6, DE < 20), também podem estar presentes, preferivelmente em uma quantidade de menos do que 25 % em peso, especialmente menos do que 15 % em peso do carboidrato digerível, e menos do que 6 g/100 ml, preferivelmente menos do que 4 g/100 ml da composição enteral líquida total de acordo com a invenção.
Em uma forma de realização da presente invenção, o carboidrato digerível inclui maltodextrose com um DE alto (equivalente de dextrose). Em uma forma de realização o carboidrato digerível inclui maltodextrose com um DE de > 20, preferivelmente > 30 ou ainda > 40, tal como um DE de cerca de 47. Surpreendentemente, o uso de maltodextrose leva a poucos ou nenhum produtos da reação de Maillard no aquecimento. Sem estar ligado a nenhuma explicação, este efeito pode ser atribuído ao fato de que a estrutura micelar compacta da caserna micelar oferece poucos sítios de reação de lisina para uma reação de Maillard. Em uma forma de realização da presente invenção, o carboidrato digerível inclui maltodextrose com um DE alto em uma quantidade de pelo menos 35 % em peso, preferivelmente pelo menos 50 % em peso, preferivelmente pelo menos 65 % em peso, preferivelmente pelo menos 90 % em peso do peso total de carboidrato digerível. Em uma forma de realização da presente invenção, o carboidrato digerível inclui maltodextrose com um DE baixo de 2 a 20. Em uma forma de realização da presente invenção, o carboidrato digerível inclui maltodextrose com um DE baixo de 2 a 10, preferivelmente com um DE baixo de cerca de 2. Em uma forma de realização da presente invenção, o carboidrato digerível inclui maltodextrose com um DE baixo em uma quantidade de menos do que 35 % em peso, preferivelmente menos do que 20 % em peso, preferivelmente menos do que 10 % em peso do carboidrato digerível. A maltodextrose com um DE baixo também pode ser aludida como maltodextrina. Em uma outra forma de realização da presente invenção, o carboidrato digerível inclui maltodextrose com um DE alto, preferivelmente um DE de > 20, preferivelmente > 30 ou ainda > 40, o mais preferivelmente um DE de cerca de 47 em combinação com maltodextrose com um DE baixo, preferivelmente um DE baixo de 2 a 20, mais preferivelmente um DE baixo de 2 a 10, o mais preferivelmente com um DE baixo de cerca de 2. Como é conhecido, a maltodextrose com um DE baixo, tal como de cerca de 2, dá origem a uma viscosidade alta. Maltodextrose com um DE alto, tal como de cerca de 47 dá origem a uma viscosidade baixa, mas é muito doce. A combinação de ambas as maltodextroses otimiza o equilíbrio entre doçura e viscosidade. Em uma forma de realização da presente invenção, o carboidrato digerível inclui pelo menos 65 % em peso, preferivelmente pelo menos 90 % em peso, com base no peso total de carboidrato digerível de maltodextrose com um DE >40, preferivelmente com um DE de cerca de 47 e de 0 a 10 % em peso de maltodextrose com um DE de 2 a 10, preferivelmente com um DE de cerca de 2.
Em uma outra forma de realização da presente invenção, o carboidrato digerível inclui trealose. Como foi indicado, é um dos muitos objetivos da invenção suprir uma composição nutritiva com uma viscosidade baixa. A sacarose é muito bem adaptada para tal propósito, mas dá origem a composições muito doces, que são no geral malvistas pelo consumidor. A maltodextrose com um DE baixo, tal como de cerca de 2, não sofre da última desvantagem, mas dá origem a uma alta viscosidade. A maltodextrose com uma DE alta, tal como de cerca de 47 dá origem a uma viscosidade baixa, mas é mais uma vez muito doce, e dá origem ainda às reações de Maillard indesejadas. A trealose é uma escolha preferida de carboidrato digerível, visto que a mesma dá origem a uma viscosidade baixa, nenhuma reação de Maillard indesejada e tem uma doçura de cerca de metade daquela da sacarose. Em uma forma de realização da presente invenção, o carboidrato digerível inclui trealose em uma quantidade de 20 % a 60 % do peso do carboidrato digerível, em uma quantidade de 20 % a 45 %, mais preferivelmente em uma quantidade de 25 % a 45 % do peso do carboidrato digerível.
Vitaminas e minerais
A composição de acordo com a invenção pode conter uma variedade de vitaminas e minerais. No geral, a composição de acordo com a invenção preferivelmente inclui pelo menos 100 % da United States Recommended Daily Allowance (USRDA) de vitaminas e minerais em uma porção de um litro.
Em uma forma de realização da presente invenção, a composição de acordo com a invenção supre todas as vitaminas e minerais necessários. Por exemplo, a composição de acordo com a invenção preferivelmente supre 6 mg de zinco por 100 ml da composição que é benéfica para o reparo de tecido em um paciente em recuperação. Preferivelmente, a composição de acordo com a invenção (também) supre 25 mg de vitamina C por 100 ml da composição para ajudar pacientes com mais exigências de recuperação severa. Além disso, preferivelmente, a composição de acordo com a invenção (também) supre 2,25 mg de feno por 100 ml da composição. O ferro é benéfico na manutenção dos fluidos corporais assim como as funções do sistema circulatório em um paciente idoso.
Em uma outra forma de realização da presente invenção, a quantidade de íons bivalentes varia entre 170 mg/100 ml e 230 mg/100 ml e preferivelmente entre 180 mg/100 ml e 220 mg/100 ml. Preferivelmente, a quantidade de cálcio varia entre 155 mg/100 ml e 185 mg/100 ml e preferivelmente entre 160 mg/100 ml e 180 mg/100 ml. O teor de fósforo pode estar acima de 10 mg por g de proteína, com uma razão em peso de cálcio para fósforo entre 1,0 e 2,0, preferivelmente entre 1,1 e 1,7. Camitina pode estar vantajosamente presente em uma quantidade de 8 mg/100 ml a 1000 mg/100 ml, preferivelmente de 10 mg/100 ml a 100 mg/100 ml da composição; a mesma pode ter a forma de camitina, alquil camitina, acil camitina ou misturas destas. Os ácidos orgânicos estão preferivelmente presentes em um nível entre 0,1 g/100 ml a 0,6 g/100 ml, especialmente de 0,25 g/100 ml a 0,5 g/100 ml. Estes ácidos incluem ácidos graxos curtos tais como ácido acético, hidroxiácidos tais como ácido láctico, ácido glicônico, e preferivelmente hidroxiácidos polivalentes, tais como ácido málico e ácido cítrico. Em uma forma de realização da presente invenção, a presente composição também compreende ácido cítrico.
Carboidratos não digeríveis
A composição enteral líquida nutritiva de acordo com a invenção pode ser opcionalmente fortificada com carboidratos não digeríveis (fibras dietéticas) tais como fruto-oligossacarídeos ou inulina. Em uma forma de realização da presente invenção, a composição de acordo com a invenção compreende 0,5 g/100 ml a 6 g/100 ml de carboidratos não digeríveis. As fibras dietéticas incluem oligossacarídeos não digeríveis tendo um DP de 2 a 20, preferivelmente de 2 a 10. Mais preferivelmente, estes oligossacarídeos não contêm quantidades substanciais (menores do que 5 % em peso) de sacarídeos fora destas variações de DP, e eles são solúveis. Estes oligossacarídeos podem compreender fruto-oligossacarídeos (FOS), transgalacto-oligossacarídeos (TOS), xilo-oligossacarídeos (XOS), oligossacarídeos da soja, e outros. Opcionalmente, também compostos de peso molecular mais alto tais como inulina, polissacarídeos de soja, polissacarídeos de acácia (fibra de acácia ou goma de acácia), celulose, amido resistente e outros podem ser incorporados na composição de acordo com a invenção. A quantidade de fibra insolúvel tal como celulose é preferivelmente mais baixa do que 20 % em peso da fração de fibra dietética da composição de acordo com a invenção, e/ou abaixo de 0,6 g/100 ml. A quantidade de polissacarídeos de espessamento tais como carragenanos, xantanas, pectinas, galactomananas e outros polissacarídeos indigeríveis de peso molecular alto (DP > 50) é preferivelmente baixa, isto é, menor do que 20 % do peso da fração de fibra, ou menor do que 1 g/l00 ml. Ao invés, polissacarídeos hidrolisados tais como pectinas hidrolisadas e galactomananas podem ser vantajosamente incluídas.
Um componente de fibra preferido é um oligossacarídeo índigerível com um comprimento de cadeia (DP) de 2 a 10, por exemplo Fibersol® (oligoglicose resistente), em particular Fibersol® hidrogenado, ou uma mistura de oligossacarídeos tendo um DP de 2 a 10, tal como frutooligossacarídeos ou galacto-oligossacarídeos, que também podem conter uma pequena quantidade de sacarídeos superiores (por exemplo, com um DP de 11 a 20). Tais oligossacarídeos preferivelmente compreendem 50 % em peso a 90 % em peso da fração de fibra, ou de 0,5 g/100 ml a 3 g/100 ml da composição de acordo com a invenção. Outros componentes de fibra adequados incluem sacarídeos que têm digestibilidade apenas parcial.
Em uma forma de realização particular, a composição de acordo com a invenção compreende um ou mais de fruto-oligossacarídeos, inulina, polissacarídeos de acácia, polissacarídeos da soja, celulose e amido resistente.
Em uma outra forma de realização da presente invenção, a composição de acordo com a invenção pode compreender uma mistura de oligossacarídeos neutros e ácidos como divulgado na WO 2005/039597 (N.V. Nutricia), que é aqui incorporada por referência na sua totalidade. Mais em particular, o oligossacarídeo ácido tem um grau de polimerização (DP) entre 1 e 5000, preferivelmente entre 1 e 1000, mais preferivelmente entre 2 e 250, ainda mais preferivelmente entre 2 e 50, o mais preferivelmente entre 2 e 10. Se uma mistura de oligossacarídeos ácidos com graus diferentes de polimerização é usada, o DP médio da mistura de oligossacarídeo ácido está preferivelmente entre 2 e 1000, mais preferivelmente entre 3 e 250, ainda mais preferivelmente entre 3 e 50. O oligossacarídeo ácido pode ser um carboidrato homogêneo ou heterogêneo. Os oligossacarídeos ácidos podem ser preparados a partir de pectina, pectato, alginato, condroitina, ácidos hialurônicos, heparina, heparana, carboidratos bacterianos, sialoglicanos, fucoidano, fucooligossacarídeos ou carragenano, e são preferivelmente preparados a partir de pectina ou alginato. Os oligossacarídeos ácidos podem ser preparados pelos métodos descritos na WO 01/60378, que é por meio deste incorporada por referência. O oligossacarídeo ácido é preferivelmente preparado a partir de pectina altamente metoxilada, que é caracterizada por um grau de metoxilação acima de 50 %. Como aqui usado, “grau de metoxilação” (também aludido como DE ou “grau de esterificação”) é intencionado a significar o grau ao qual os grupos de ácido carboxílico livre contidos na cadeia do ácido poligalacturônico foram esterificados (por exemplo, pela metilação). Os oligossacarídeos ácidos são preferivelmente caracterizados por um grau de metoxilação acima de 20 %, preferivelmente acima de 50 %, ainda mais preferivelmente acima de 70 %. Preferivelmente os oligossacarídeos ácidos têm um grau de metilação acima de 20 %, preferivelmente acima de 50 % ainda mais preferivelmente acima de 70 %. O oligossacarídeo ácido é preferivelmente administrado em uma quantidade entre 10 mg e 100 gramas por dia, preferivelmente entre 100 mg e 50 gramas por dia, ainda mais entre 0,5 e 20 gramas por dia.
O termo oligossacarídeos neutros como usado na presente invenção refere-se aos sacarídeos que têm um grau de polimerização de unidades de manose excedendo 2, mais preferivelmente excedendo 3, ainda mais preferivelmente excedendo 4, o mais preferivelmente excedendo 10, que não são ou são apenas parcialmente digeridos no intestino pela ação de ácidos ou enzimas digestivas presentes no trato digestivo superior humano (intestino delgado e estômago) mas que são fermentados pela flora intestinal humana e preferivelmente carecem de grupos ácidos. O oligossacarídeo neutro é estruturalmente (quimicamente) diferente do oligossacarídeo ácido. O termo oligossacarídeos neutros como usados na presente invenção preferivelmente refere-se aos sacarídeos que têm um grau de polimerização do oligossacarídeo abaixo de 60 unidades de monose, preferivelmente abaixo de 40, ainda mais preferivelmente abaixo de 20, o mais preferivelmente abaixo de 10. O termo unidades de monose refere-se às unidades tendo uma estrutura de anel fechado, preferivelmente hexose, por exemplo, as formas de piranose ou furanose. O oligossacarídeo neutro preferivelmente compreende pelo menos 90 %, mais preferivelmente pelo menos 95 % de unidades de monose selecionadas do grupo que consiste de manose, arabinose, frutose, fucose, ramnose, galactose, β-D-galactopiranose, ribose, glicose, xilose e derivados destes, calculados como o número total de unidades de monose neles contido. Os oligossacarídeos neutros adequados são preferivelmente fermentados pela flora intestinal. Preferivelmente o oligossacarídeo é selecionado do grupo que consiste de: celobiose (4-O-P-D-glicopiranosil-D-glicose), celodextrinas ((4O-p-D-glicopiranosil)n-D-glicose), β-ciclo dextrinas (Moléculas cíclicas de Dglicose ligadas em a-1-4; a-ciclodextrina-hexâmero, β-ciclodextrinaheptâmero e γ-ciclodextrina-octâmero), dextrina indigerível, gentiooligossacarídeos (mistura de resíduos de glicose ligados em β-1-6, algumas ligações 1-4), glicooligossacarídeos (mistura de a-D-glicose), isomaltooligossacarídeos (resíduos de glicose ligados em β-1-6 lineares com algumas ligações 1-4), isomaltose (6-O-a-D-glicopiranosil-D-glicose); isomaltriose (6-O-a-D-glicopiranosil-(l-6)-a-D-glicopiranosil-D-glicose), panose (6-0-a-D-glicopiranosil-( 1 -6)-a-D-glicopiranosil-(l -4)-D-glicose), leucrose (5-O-a-D-glicopiranosil-D-frutopiranosídeo), palatinose ou isomaltulose (6-O-a-D-glicopiranosil-D-frutose), teanderose (O-a-Dglicopiranosil-( 1 -6)-O-a-D-glicopiranosil-( 1 -2)-B-D-frutoíuranosídeo), Dagatose, D-lixo-hexulose, lactossacarose (O^-D-galactopiranosil-(l-4)-O-a22
D-glicopiranosil-( 1 -2)-p-D-frutofuranosídeo), α-galactooligossacarídeos incluindo rafinose, estaquiose e outros oligossacarídeos de soja (O-a-Dgalactopiranosil-( 1 -6)-a-D-glicopiranosil-(3 -D-frutofuranosídeo), βgalactooligossacarídeos ou transgalacto-oligossacarídeos (β-D5 galactopiranosil-(l-6)-[^-D-glicopiranosil]n-(l-4)-a-D-glicose), lactulose (4Ο-β-D-galactopiranosil-D-frutose), 4 ’-galatosilactose (O-D-galactopiranosil(1 -4)-O-p-D-glicopiranosil-( 1 -4)-D-glicopiranose), galacto-oligossacarídeos sintéticos (neogalactobiose, isogalactobiose, galsacarose, isolactose I, II e III), frutanos - ^-D-(2-6)-frutofuranosil)n-a-D-glicopiranosídeo) tipo Levan, frutanos - (β-ϋ-((2 -> 6)-frutofuranosil)n-a-D-glicopiranosídeo), 1 f-βfrutofuranosilnístose (β-ϋ-((2 —> l)-frutoforanosil)n^-D-fruto-furanosídeo), xilooligossacarídeos (B-D-((l 4)-xilose)„, lafinose, lactossacarose e arabino-oligossacarídeos.
De acordo com uma outra forma de realização preferida o oligossacarídeo neutro é selecionado do grupo que consiste de frutanos, frutooligossacarídeos, dextrinas indigeríveis, galactooligossacarídeos (incluindo transgalactooligossacarídeos), xilooligossacarídeos, arabinooligossacarídeos, glicooligossacarídeos, manooligossacarídeos, fucooligossacarídeos e misturas destes. O mais preferivelmente, o oligossacarídeo neutro é selecionado do grupo que consiste de fruto-oligosacarídeos, galactooligossacarídeos e transgalactooligossacarídeos.
Os oligossacarídeos adequados e os seus métodos de produção são descritos ainda em Laere K. J. M. (Laere, K. J. M., Degradation of structurally different non-digetible oligosaccharides by intestinal bactéria:
glycosilhydrolases of Bi. adolescentis. PhD-thesis (2000), Wageningen Agricultural University, Wageningen, Países Baixos), o conteúdo total da qual é aqui incorporada por referência. Transgalactooligossacarídeos (TOS) são por exemplo vendidos sob a marca Vivinal® (Borculo Domo Ingredients, Países Baixos). A dextrina indigerível, que pode ser produzida pela pirólise do amido de milho, compreende ligações glicosídicas a(l —»4) e a(l -» 6), como estão presentes no amido nativo, e contém ligações 1—>2el—»3e levoglicosano. Devido a estas características estruturais, a dextrina indigerível contém partículas bem desenvolvidas, ramificadas que são parcialmente hidrolisadas pelas enzimas digeríveis humanas. Numerosas outras fontes comerciais de oligossacarídeos indigeríveis são facilmente disponíveis e conhecidas pela pessoa habilitada. Por exemplo, transgalactooligossacarídeo é disponível da Yakult Honsha Co., Tóquio, Japão. O oligossacarídeo de soja é disponível da Calpis Corporation distribuído pela Ajinomoto U.S.A. Inc., Teaneck, N.J.
Em uma outra forma de realização preferida a composição de acordo com a invenção compreende um oligossacarídeo ácido com um DP entre 2 e 250, preparada a partir de pectina, alginato, e misturas destes; e um oligossacarídeo neutro, selecionado do grupo de frutanos, frutooligossacarídeos, dextrinas indigeríveis, galactooligossacarídeos incluindo transgalactooligossacarídeos, xilooligossacarídeos, arabinooligossacarídeos, glicooligossacarídeos, manooligossacarídeos, íucooligossacarídeos, e misturas destes.
Em uma outra forma de realização preferida a composição de acordo com a invenção compreende dois oligossacarídeos neutros quimicamente distintos. Foi descoberto que a administração de oligossacarídeos ácidos combinados com dois oligossacarídeos neutros quimicamente distintos fornece um efeito imuno estimulatório sinergístico ótimo. Preferivelmente a composição de acordo com a invenção compreende:
- um oligossacarídeo ácido como definido acima;
- um oligossacarídeo neutro com base em galactose (do qual mais do que 50 % das unidades de monose são unidades de galactose), preferivelmente selecionado do grupo que consiste de galacto-oligossacarídeo e transgalactooligossacarídeo; e
- um oligossacarídeo neutro com base em frutose e/ou glicose (do qual mais do que 50 % das unidade de monose são frutose e/ou glicose, preferivelmente unidades de frutose), preferivelmente inulina, frutano e/ou frutooligossacarídeo, o mais preferivelmente frutooligossacarídeo de cadeia longa (com uma DP média de 10 a 60).
A mistura de oligossacarídeos ácidos e neutros é preferivelmente administrada em uma quantidade entre 10 mg e 100 gramas por dia, preferivelmente entre 100 mg e 25 gramas por dia, ainda mais preferivelmente entre 0,5 e 20 gramas por dia.
Viscosidade e osmolaridade
Em uma forma de realização da presente invenção, a viscosidade da composição enteral líquida nutritiva é mais baixa do que 120 mPa.s a 20 °C em uma taxa de cisalhamento de 100 s'1, preferivelmente entre 80 e 50 mPa.s, preferivelmente mais baixa do que 50 mPa.s, mais preferivelmente entre 20 e 45 mPa.s. A viscosidade pode ser determinada usando um viscosímetro rotativo usando uma geometria de cone/placa.
Em uma outra forma de realização da presente invenção, a proteína compreende de uma mistura de caseína micelar, caseinato e soro do leite, em que a razão em peso de caseína micelar para caseinato varia de 80:20 a 40:60 e em que a razão em peso de caseína micelar para soro do leite varia de 95:5 a 70:30. A última forma de realização da presente invenção tem uma viscosidade de aproximadamente cerca de 80 mPa.s. Esta é a ideal para administrar oralmente a composição enteral líquida nutritiva de acordo com a invenção porque uma pessoa pode facilmente consumir um porção tendo uma viscosidade baixa tal como aquela demonstrada pela presente invenção. Esta também é ideal para dosagens unitárias que são alimentadas por tubo.
Em uma forma de realização da presente invenção, a osmolaridade da composição é preferivelmente mais baixa do que 900 mOsm/1, mais preferivelmente mais baixa do que 800 mOsm/1, o mais preferível mais baixo do que 700 mOsm/1.
Em uma forma de realização da presente invenção, a densidade da composição varia entre 1,05 g/ml e 1,20 g/ml, especialmente entre 1,10 g/ml e 1,18 g/ml.
Unidade de Dosagem
A composição enteral líquida nutritiva de acordo com a invenção pode ter a forma de um alimento completo, i.e., a mesma pode atingir todas as necessidades nutritivas do usuário. Como tal, a mesma preferivelmente contém 1200 a 2500 kcal por dosagem diária. As quantidades de dosagem diária são dadas com respeito a um fornecimento de energia diária de 2000 kcal a um adulto saudável tendo um peso corporal de 70 kg. Para pessoas de condição diferente e peso corporal diferente, os níveis devem ser adaptados consequentemente. E entendido que a ingestão de energia diária média é preferivelmente de cerca de 2000 kcal. O alimento completo pode estar na forma de unidades de dosagem múltiplas, por exemplo, de 4 (250 ml/unidade) a 20 (50 ml/unidade) por dia para um fornecimento de energia de 2000 kcal/dia usando uma composição enteral líquida nutritiva de acordo com a invenção de 2,0 kcal/ml.
A composição enteral líquida nutritiva também pode ser um suplemento alimentício, por exemplo a ser usado além de um alimento não medicinal. Preferivelmente como um suplemento, a composição enteral líquida nutritiva contém por dosagem diária menos do que 1500 kcal, em particular como um suplemento, a composição enteral líquida nutritiva contém de 400 a 1000 kcal por dose diária. O suplemento alimentício pode estar na forma de unidades de dosagem múltiplas, por exemplo, de 2 (250 ml/unidade) a 10 (50 ml/unidade) por dia para um fornecimento de energia de 1000 kcal/dia usando uma composição enteral líquida nutritiva de acordo com a invenção de 2,0 kcal/ml.
Em uma forma de realização da presente invenção, uma dosagem unitária compreende qualquer quantidade da composição enteral líquida nutritiva de acordo com a invenção entre 10 ml e 250 ml, os valores finais desta faixa incluídos, preferivelmente qualquer quantidade entre 25 ml e 200 ml, os valores finais desta faixa incluídos, mais preferivelmente qualquer quantidade entre 50 ml e 150 ml, os valores finais desta faixa incluídos, o mais preferivelmente de cerca de 125 ml. Por exemplo, uma pessoa que recebe dosagens unitárias de 50 ml pode ser administrado com 10 dosagens unitárias por dia para suprir sustento nutritivo usando uma composição enteral líquida nutritiva de acordo com a invenção de 2,0 kcal/ml. Altemativamente uma pessoa que recebe dosagens unitárias de 125 ml pode ser administrado com 4 ou 5 ou 6 ou 7 ou 8 dosagens unitárias por dia para suprir sustento nutritivo usando uma composição enteral líquida nutritiva de acordo com a invenção de 2,0 kcal/ml. Tais unidades de dosagem pequenas são preferidas por causa da melhor aceitação.
Em uma forma de realização da presente invenção, a composição é fornecida em uma forma líquida pronta para o uso e não requer reconstituição ou mistura antes do uso. A composição de acordo com a invenção pode ser alimentada por tubo ou administrada oralmente. Por exemplo, a composição de acordo com a invenção pode ser fornecida em uma lata, em uma bebida reforçada, e bolsa suspensa. Entretanto, uma composição pode ser fornecida a uma pessoa em necessidade desta na forma de pó, adequada para a reconstituição usando uma solução aquosa ou água tal que a composição de acordo com a invenção seja produzida. Assim em uma forma de realização da presente invenção, a presente composição está na forma de um pó, acompanhada com instruções para dissolver ou reconstituir em uma composição aquosa ou água para chegar à composição líquida nutritiva enteral de acordo com a presente invenção. Em uma forma de realização da presente invenção, a presente composição líquida nutritiva enteral pode ser assim obtida dissolvendo-se ou reconstituindo-se um pó, preferivelmente em uma composição aquosa, em particular água.
Em uma forma de realização da presente invenção, a composição de acordo com a invenção é embalada. A embalagem pode ter qualquer forma adequada, por exemplo uma caixa de papelão na forma de bloco, por exemplo, para ser esvaziada com um canudo; uma caneca de papelão ou plástica com tampa removível; uma garrafa de tamanho pequeno por exemplo para a faixa de 80 ml a 200 ml, e copos pequenos por exemplo para a faixa de 10 ml a 30 ml. Um outro modo de embalagem adequada é a inclusão de pequenos volumes de líquido (por exemplo, de 10 ml a 20 ml) em estruturas ou cápsulas sólidas ou semi-sólidas comestíveis, por exemplo coberturas como gelatina e outros. Um outro modo de embalagem adequado é um pó em um recipiente, por exemplo, um sachê, preferivelmente com instruções para dissolver ou reconstituir em uma composição aquosa ou água. Preparação
A composição enteral líquida nutritiva de acordo com a invenção pode ser preparada preparando-se primeiro a composição de proteína líquida. Isto pode ser feito dissolvendo-se sequencial ou simultaneamente a caseína micelar na forma de pó e caseinato na forma de pó em água. Também é possível usar caseína micelar em uma forma úmida, diretamente preparada a partir do leite. Pode ser ainda vantajoso preparar a caseína micelar como uma parte de um processo contínuo para preparar a composição de acordo com a invenção. O último pode ser feito na mesma instalação de produção para preparar a composição de acordo com a invenção.
Além disso, se a composição enteral líquida nutritiva deva conter outros componentes, um produto nutritivo pode ser preparado adicionando-se subsequentemente os carboidratos à composição de proteína, seguido pela adição das vitaminas solúveis em água e outros componentes em um ou dois estágios, misturando-se, ajustando-se a composição resultante para a viscosidade desejada, adicionando a gordura, incluindo vitaminas solúveis em gordura, homogeneizando-se, submetendo-se a solução resultante a um tratamento térmico (pasteurização, esterilização) e embalando o produto resultante. A este respeito, é mencionado que a acidez da composição é muito importante durante o tratamento térmico. O pH deve estar entre cerca de 6,6 e 7,2 para a pasteurização e esterilização. Os tempos de pasteurização típicos são de 30 segundos a 85° C. os tempos de esterilização típicos são de 4 minutos a 124° C.
Na forma de realização onde caseína micelar, caseinato e soro do leite estão presentes na formulação de acordo com a invenção, foi descoberto ser favorável não pasteurizar mas apenas esterilizar a formulação de acordo com a invenção.
Eficiência
A presente invenção também diz respeito a um método de fornecer nutrição a uma pessoa em necessidade desta, que compreende as etapas de administrar à dita pessoa a composição nutritiva de acordo com a presente invenção. A dita pessoa pode ser uma pessoa idosa, uma pessoa que está em um estado de doença, uma pessoa que está se recuperando de um estado de doença, ou uma pessoa que está mal nutrida.
Em um outro aspecto, a presente invenção também diz respeito ao uso simultâneo ou sequencial de caseína micelar e caseinato na fabricação de uma composição nutritiva líquida de acordo com a presente invenção para fornecer nutrição enteral a uma pessoa em necessidade desta. Em uma forma de realização particular da presente invenção, a dita composição fornece de 6 a 14 g de proteína por 100 ml de composição, a dita proteína incluindo caseína micelar, caseinato e opcionalmente soro do leite, a composição tendo uma densidade de energia de pelo menos 2,0 kcal/ml. Em uma outra forma de realização particular da presente invenção, a dita proteína fornece de 10 % a 30 % do teor de energia total da composição, a composição tendo uma densidade de energia de pelo menos 2,0 kcal/ml.
Em uma forma de realização, a presente invenção diz respeito a uma composição enteral líquida nutritiva que compreende:
a) cerca de 9,6 g de proteína por 100 ml da composição de uma mistura de caseína micelar e caseinato, com uma razão em peso de caseína micelar para caseinato de cerca de 65:35, a dita proteína fornecendo cerca de 16 % do teor de energia total da composição;
b) gordura fornecendo cerca de 35 % do teor de energia total da composição;
c) carboidrato fornecendo cerca de 49 % do teor de energia total da composição, a dita composição tendo uma densidade de energia de cerca de 2,4 kcal/ml.
Em uma outra forma de realização, a presente invenção diz respeito a uma composição enteral líquida nutritiva que compreende:
a) cerca de 9,6 g de proteína por 100 ml da composição de uma mistura de caseína micelar, caseinato e soro do leite com uma razão em peso de caseína micelar:caseinato:soro do leite de cerca de 44:45:11, a dita proteína fornecendo cerca de 16 % do teor de energia total da composição;
b) gordura fornecendo cerca de 35 % do teor de energia total da composição;
c) carboidrato fornecendo cerca de 49 % do teor de energia total da composição, a dita composição tendo uma densidade de energia de cerca de 2,4 kcal/ml.
Ainda em uma outra forma de realização, a presente invenção diz respeito a uma composição enteral líquida nutritiva que compreende:
a) cerca de 9,6 g de proteína por 100 ml da composição de uma mistura de caseína micelar, caseinato e soro do leite com uma razão em peso de caseína micelar:caseinato:soro do leite de cerca de 63:21:16, a dita proteína fornecendo cerca de 16 % do teor de energia total da composição;
b) gordura fornecendo cerca de 35 % do teor de energia total da composição;
c) carboidrato fornecendo cerca de 49 % do teor de energia total da composição, a dita composição tendo uma densidade de energia de cerca de 2,4 kcal/ml.
EXEMPLOS
A seguinte composição de acordo com a invenção foi preparada (Tabela 1). A composição é produzida de uma maneira conhecida por si, por exemplo, misturando-se os ingredientes, sem dificuldades, é estável em prateleira, tem propriedades organolépticas desejáveis, tem uma densidade de nutriente muito alta e é eficaz para uma pessoa em necessidade desta.
Deve ser entendido que várias mudanças e modificações para as formas de realização presentemente preferidas aqui descritas estarão evidentes para aqueles habilitados na técnica. Tais mudanças e modificações podem ser feitas sem divergir do espírito e escopo da invenção e sem diminuir as suas vantagens.
Notas para a tabela * O leite desnatado concentrado contém cerca de 13,3 % de caseína micelar e soro do leite em uma razão de cerca de 80:20.
* O Isolado de Proteína do Leite contém cerca de 89 % de caseína micelar e soro do leite em uma razão de cerca de 80:20.
O isolado de caseína micelar contém cerca de 89 % de caseína micelar e soro do leite em uma razão de cerca de 95:5.
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Claims (26)

  1. REIVINDICAÇÕES
    1. Composição nutricional enteral líquida tratada termicamente, caracterizada pelo fato de que é obtenível pelo tratamento térmico de uma composição nutricional enteral líquida tendo uma densidade de energia de pelo menos 2,0 kcal/ml e compreendendo 8-14 g de proteína por 100 ml da composição, em que a proteína compreende caseína micelar e caseinato em uma razão em peso de caseína micelar para caseinato variando de 90:10 a 55:45.
  2. 2. Composição nutricional enteral líquida tratada termicamente de acordo com a reivindicação 1, caracterizada pelo fato de que a composição tem urna densidade de energia de pelo menos 2,4 kcal/ml.
  3. 3. Composição nutricional enteral líquida tratada termicamente icordo a reivindicação 1 ou 2, caracterizada pelo fato de que compreende aui cionaImente soro de leite.
  4. 4. Composição nutricional enteral líquida tratada termicamente acordo com a reivindicação 3, caracterizada pelo fato de que compreende até cerca de 30% em peso de soro de leite com base na proteína total.
  5. 5. Composição nutricional enteral líquida tratada termicamente de acordo com a reivindicação 4, caracterizada pelo fato de que a quantidade combinada de caseína micelar, caseinato e soro de leite é de pelo menos 95% em peso do total de proteínas,
  6. 6. Composição nutricional enteral líquida tratada termicamente de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 5, caracterizada pelo fato de que o caseinato e caseinato de Na, caseinato de Ca, caseinato de Mg. caseína de K ou qualquer mistura ou combinação dos mesmos.
  7. 7. Composição nutricional enteral líquida tratada termicamente de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 6, caracterizada pelo fato de que compreende adícionalmente gordura, dita gordura fornecendo entre 20 a 40% do teor de energia total da composição.
  8. 8. Composição nutricional enteral líquida tratada termicamente de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 7, caracterizada pelo fato de que compreende adicionalmente carboidrato, dito carboidrato fornecendo entre 30 a 60% do teor de energia total da composição.
  9. 9. Composição nutricional enteral líquida tratada termicamente de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 8, caracterizada pelo fato de que contém adicionalmente pelo menos um ácido.
  10. 10. Composição nutricional enteral líquida tratada termicamente de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 9, caracterizada pelo fato de que a viscosidade da composição é inferior a 120 mPa.s, medida em uma taxa de cisalhamento de 100 s'1 a 20°C usando um medidor de viscosidade rotacional usando uma geometria de placa/cone.
  11. 11. Composição nutricional enteral líquida tratada termicamente de acordo com a reivindicação 1, caracterizada pelo fato de que compreende:
    a) cerca de 9,6 g de proteína por 100 ml da composição de uma mistura de caseína micelar e caseinato, com uma relação em peso de cerca de 65:35, dita proteína provendo cerca de 16% do teor de energia total da composição,
    b) gordura, a gordura provendo cerca de 35% do teor de energia total da composição;
    c) carboidrato, o carboidrato provendo cerca de 49% do teor de energia total da composição, dita composição tendo uma densidade de energia de cerca de 2,4 kcal/ml.
  12. 12. Composição nutricional enteral líquida tratada termicamente de acordo com a reivindicação 1, caracterizada pelo fato de que compreende:
    a) cerca de 9,6 g de proteína por 100 ml da composição de uma mistura de caseína micelar, caseinato e soro de leite, opcionalmente com uma relação em peso de caseína micelar: caseinato: soro de leite de cerca de 44:45:11, dita proteína provendo cerca de 16% do teor de energia total da composição,
    b) gordura, a gordura provendo cerca de 35% do teor de energia total da composição;
    c) carboidrato, o carboidrato fornecendo cerca de 49% do teor de energia total da composição, dita composição tendo uma densidade de energia de cerca de 2,4 kcal/ml.
  13. 13. Composição nutricional enteral líquida tratada termicamente, caracterizada pelo fato de que compreende:
    a) cerca de 9,6 g de proteína por 100 ml da composição de uma mistura de caseína micelar, caseinato e soro de leite, opcionalmente com uma relação em peso de caseína micelar: caseinato: soro de leite de cerca de 63:21:16, dita proteína provendo cerca de 16% do teor de energia total da composição,
    b) gordura, a gordura provendo cerca de 35% do teor de energia total da composição;
    c) carboidrato, o carboidrato provendo cerca de 49% do teor de energia total da composição, dita composição tendo uma densidade de energia de cerca de 2,4 kcal/ml.
  14. 14. Composição nutricional enteral líquida tratada termicamente de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 13, caracterizada pelo fato de que a composição é esterilizada e/ou pasteurizada.
  15. 15. Composição nutricional enteral líquida tratada termicamente de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 14, caracterizada pelo fato de que a proteína fornece 15% a 30% do teor de energia total da composição.
  16. 16. Composição nutricional enteral líquida tratada termicamente de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 15, caracterizada pelo fato de que a composição compreende pelo menos 85% em peso da combinação de caseína micelar e caseinato.
  17. 17. Composição nutricional enteral líquida tratada termicamente de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 16, caracterizada pelo fato de que a composição compreende entre 155 e 185 mg/100 ml de cálcio.
  18. 18. Uso de uma composição nutricional enteral líquida como definida em qualquer uma das reivindicações 1 a 17, caracterizado pelo fato de ser para a preparação de uma composição para prover nutrição a uma pessoa em necessidade da mesma.
  19. 19. Uso de acordo com a reivindicação 18, caracterizado pelo fato de que a pessoa é uma pessoa idosa tendo uma idade de 50 anos ou mais, uma pessoa que está em um estado de doença, uma pessoa que está se recuperando de um estado de doença, ou uma pessoa que está desnutrida.
  20. 20. Uso simultâneo ou seqüencial de caseína micelar e caseinato, caracterizado pelo fato de ser na produção de uma composição líquida nutricional tratada termicamente como definida na reivindicação 1.
  21. 21. Uso de acordo com a reivindicação 20, caracterizado pelo fato de que a composição é esterilizada e/ou pasteurizada.
  22. 22. Uso de acordo com a reivindicação 21, caracterizado pelo fato de que a composição é esterilizada.
  23. 23. Uso de acordo com qualquer uma das reivindicações 20 a
    22, caracterizado pelo fato de que a proteína fornece 15% a 30% do teor de energia total da composição.
  24. 24. Uso de acordo com qualquer uma das reivindicações 20 a
    23, caracterizado pelo fato de que a composição compreende até cerca de 15% em peso de soro de leite com base na proteína total.
  25. 25. Uso de acordo com qualquer uma das reivindicações 20 a
    24, caracterizado pelo fato de que a composição tem uma densidade de energia de pelo menos 2,4 kcal/ml.
  26. 26. Uso de acordo com qualquer uma das reivindicações 20 a
    25, caracterizado pelo fato de que a composição compreende pelo menos 85% em peso da combinação de caseína micelar e caseinato.
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