BRPI0902966A2 - processo e ferramental para fabricaÇço de sapata de freio com lona compactada por pressço de conformaÇço equalizada, aplicada em sistema de frenagem de veÍculos automotores - Google Patents
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Abstract
PROCESSO E FERRAMENTAL PARA FABRICAÇçO DE SAPATA DE FREIO COM LONA COMPACTADA POR PRESSçO DE CONFORMAÇçO EQUALIZADA, APLICADA EM SISTEMA DE FRENAGEM DE VEICULOS AUTOMOTORES. Representado por uma solução inventiva em ferramental de moldagem diferenciado (A), que para gerar uma lona (B3) compactada de forma homogenia em todo seu volume apresenta construtividade baseada em uma estrutura básica (A1) onde efetivamente se faz acomodar uma pluridade de sapatas metálicas sobrepostas preliminarmente por lonas (B3) previamente conformadas, sendo que para prover um eficaz processo de adesão, este ferramental apresenta uma estrutura superior (A2) composta de um mecanismo sujeitador de pressão equalizada, sendo este balizado em uma pluridade de elementos sujeitadores, cuja ação das forças periféricas (F2) e (F3) tem o mesmo efeito sobre a lona (B3) que o obtido pela força (F1) aplicada pelo elemento sujeitador central, garantindo assim a obtenção de uma lona (63) com compactação homogenia em todo seu volume, obtendo-se uma condição impar de confiabilidade associada a durabilidade e segurança proporcionada ao sistema de frenagem a tambor de velculos automotores, elevando o produto sapata de freio a uma condição de diferenciação competitiva.
Description
RELATÓRIO DESCRITIVO
"PROCESSO E FERRAMENTAL PARA FABRICAÇÃO DE SAPATA DEFREIO COM LONA COMPACTADA POR PRESSÃO DE CONFORMAÇÃOEQUALIZADA, APLICADA EM SISTEMA DE FRENAGEM DE VEÍCULOSAUTOMOTORES"
O presente pedido de patente de invençãodo titulo em epígrafe e objeto de descrição e reivindicação desta cártula tratade uma solução inventiva em processo de fabricação de sapata de freio comcaracterística de confiabilidade, durabilidade e segurança diferenciada,encontrando aplicação no segmento automotivo, especificamente na indústriade autopeças, tanto para fornecimento às montadoras como para mercado dereposição de peças.
A idealização do inédito processo defabricação do item sapata de freios aplicada em sistema de frenagem deveículos automotores converge para a obtenção de um produto diferenciado doponto de vista estrutural, cuja citadas confiabilidade e durabilidade seconcretizam pela conformação do elemento "lona de freios" com estruturacompactada de forma homogênea em toda a sua extensão.
No entanto para que tal condição estrutural dalona de freio seja obtida se faz mandatária a utilização de um inéditoferramental para a obtenção da adesão da lona de freio junto a sapatametálica, conformando assim a peça sapata de freio, onde dito ferramentallança mão de tecnologia de ponta, sendo que no entanto, o uso de taltecnologia não impacta negativamente no custo industrial agregado para aobtenção das peça componente do sistema de frenagem (tal como ospopulares freios a tambor), podendo portanto ser um diferencial decompetitividade para seu fabricante.
Assim é conclusivo que o processo e ferra-mental para obtenção de sapata de freio com estrutura diferenciada,convergindo para maior confiabilidade, durabilidade e segurança é provido deinovação com atividade inventiva e aplicabilidade industrial, atendendo aosrequisitos de patenteabilidade, especialmente como uma patente de invenção,conforme disposto no artigo 8o da Lei 9.279 (Lei de Patentes, Marcas e DireitosConexos), de 14 de maio de 1996.
FUNDAMENTOS DA TÉCNICA: a fim de pro-piciar veracidade ao contexto explicitado no quadro introdutório, seráapresentada uma explanação sobre o estado da técnica para fabricação doitem "sapata de freio", onde será possível a um técnico versado no assuntoreconhecer seus aspectos limitantes, para em momento posterior discorrersobre as vantagens agregadas com a introdução do inédito processo defabricação deste item do sistema de frenagem traseiro de veículosautomotores.
Tecnicamente, no estado da técnica existemtrês processos principais usados na obtenção da peça sapata de freio:
A-) Processo por rebitaaem: este processoimplica na conformação (calandragem) de uma massa plástica com perfil emforma de arco com furos simétricos onde a massa (material de atrito) seráfixado junto a uma sapata metálica previamente conformada em forma de arcocoincidente com o arco externo da peça calandrada.
Assim o elemento lona (material de atrito) épreso ao perfil externo do elemento sapata metálica por meio de uma pluridadede pontos rebitados, uniformemente distribuídos pela área útil da lona, sendoque para tal após o assentamento da sapata metálica em um ferramental(prensa), esta sofre grande impacto imposto pelo sistemapneumático/hidráulico do próprio ferramental. O resultado prático destaoperação converge para a obtenção da peça componente "sapata de freio"propriamente dita.
Aspectos negativos do processo: apesardeste processo gerar como produto resultante uma peça do tipo "sapata defreios" em concordância com o rigor normativo reconhecido para peçascomponentes de sistemas qualificados como "sistemas de segurança", pode-severificar alguns aspectos limitantes, dentre os quais se podem citar:
- Formação de material rebarbado na superfí-cie da sapata de freio, fato este que torna mandatária uma etapa de finalização(acabamento), onde cada sapata passa por processo de lixamento;
- Compactação deficitária da lona (material deatrito) na sapata metálica. A junção de ambos é realizada por rebites onde osmesmos dependendo do torque aplicado podem ficar fragilizados, ou em casomais extremo, promover seu rompimento. Neste caso a lona (material de atrito)não se funde na sapata metálica podendo assim aumentar o risco deseparação de ambos os elementos.
- Maior probabilidade de chiados e ruídos nosistema de frenagem, pois a lona (material de atrito) por não estar devidamenteassentada, deixa de ter uma superfície em arco de forma regular, apresentandofalhas, que por sua vez impõe uma condição operacional deficitária a sapata defreio.
B-) Processo por colagem: nesta processo asapata metálica e a lona (material de atrito) são obtidas de mesma forma comodescrito no processo por rebitagem, sendo que este se diferencia efetivamentepela lona ser presa ao perfil externo da sapata metálica por processo decolagem, ou seja aplica-se cola na superfície de ancoragem da sapata metálicae após esta aplicação coloca-se a lona (material de atrito) e ambos sãoconformados (prensados) em um ferramental do tipo prensa, onde poraquecimento a cola funde-se unindo os dois elementos.
Aspectos neq«tiv/ns do processo: tal comocitado no processo por rebitagem, este processo também impõe algumasrestrições a saber:
- Alto consumo de energia para operação daferramenta que efetivamente concretiza a colagem entre a sapata metálica e alona (material de atrito);
- Ocorrência de ruptura da sapata de freio porfadiga de material em determinados pontos da peça, onde esta nãoconformidade ocorre em decorrência da exposição dos elementos sapatametálica e lona (material de atrito) a altas temperaturas, condição mandatanapara a obtenção da solda da cola e efetuar a união de ambos os elementos;
- Como conseqüência da não conformidadeacima revelada, o fabricante se vê obrigado a empregar matéria prima maisnobre ou seja, notadamente mais resistentes à aplicação de forcas extremasde arranque e a altas temperaturas, evitando assim o aparecimento de rupturaspor fadiga de material, bolhas e trincas quando solicitado o sistema defrenagem, elevando em demasia o custo industrial da peça sapata de freio;
- Ocorrência de deformação da sapata de
freios pois esta fica exposta a altas temperaturas no interior do ferramental,comprometendo sua circularidade, notadamente da circularidade da lona,reduzindo a capacidade de aderência da lona bem como seu cisalhamento; e
- Ocorrência de vazamento de cola nas
extremidades das sapatas de freio, pois o processo de colagem acontece aaltas temperaturas para a fusão dos dois elementos, onde esta condição impõeuma etapa adicional de retrabalho ao processo de fabricação da sapata, nocaso o Iixamento para aparar os resíduos de cola.
C-) Prnresso por moldaaem: neste processo
a "sapata de freio" é conformada por um ferramental diferenciado, que promovea montagem integral desta peça por operação de compressão, ou seja, apósuma etapa de pré-montagem dos elementos lona e sapata metálica (porgabaritagem) é efetuada a junção entre os dois elementos por operação decompressão da lona (material de atrito), pré-conformada sobre a sapatametálica pré-conformada, ressaltando-se que dito processo de moldagemocorre em elevada temperatura.
Agpfintns negptivns do orocesso: apesar des-te processo não trazer em seu bojo os aspectos negativos elencados noprocesso de rebitagem e no processo por soidagem, o resultado final obtido étraduzido na obtenção de uma peça do tipo sapata devidamente conformada.
No entanto a sapata de freio obtida não apre-senta uma lona (material de atrito) com compactação de massa de atritouniforme ao longo de todo seu volume.
Isto ocorre porque durante o processo deprensagem da lona junto a sapata metálica, no interior do ferramenta, deconformação, é aplicada uma única força de compressão, a partir de um un.coelemento sujeitador.
Este elemento sujeitador apresenta o perfilem arco de circunferência que deve pautar a conformação da lona (massa deatrito). No entanto quando este pressiona a lona, o mesmo atingeprimeiramente o centro do segmento de arco da lona, para somente naseqüência da operação esta força se deslocar para o as periferias da mesma.
A experiência prática revela que por haver umgradiente de forças que atua sobre o elemento lona, o resultado prático finalrevela uma sapata de freio cuja compactação do elemento lona não éhomogênea, fato este que compromete a confiabilidade e durabilidade do peçacomponente "sapata de freio", principalmente quando em condição operacionalextrema.
PROPOSTA ΠΑ INVENÇÃO: diante do ex-posto nos fundamentos da técnica o requerente vislumbrou a necessidade deofertar ao mercado automotivo, montadoras de sistemas de freios e mercadode peças de reposição uma componente "sapata de freios" caracterizada porconfiabilidade e durabilidade até então nunca reveladas no estado da técnicapesquisado, sendo que esta condição é obtida através da obtenção de umaconstrutividade diferenciada, do ponto de vista estrutural, do elemento lona(massa de atrito) que juntamente com a sapata metálica, formam acomponente "sapata de freio".
Por sua vez, a citada construtividade diferemciada é traduzida na obtenção de um elemento "lona", a qual após obter aconformação necessária de circularidade para adesão a sapata metálica, deveapresentar uma estrutura física balizada na homogeneidade de compactaçãoda massa de atrito em qualquer parte da lona conformada, garantindo ass.m acondição impar de dureza e resistência deste elemento adequadas ao ngor daoperação de frenagem.
Assim, para que a sapata de freio seja obtidana condição de confiabilidade, durabilidade e segurança proposta neste tópico,se faz necessário lançar mão de inédito processo de fabricação da sapata parafreios propriamente dita, onde para tal se faz mandatário o uso de ferramenta,de moldagem diferenciado, o qual se caracteriza por permitir que seja apUcadauma mesma força de conformação sobre toda a extensão do elemento lona, ouseja, a lona recebe a ação de uma pluridade de forcas de pressãodevidamente equalizadas em toda sua extensão, levando assim a uma médrtacondição de compactação homogênea.DESCRIÇÃO DAS FIGURAS: a complemen-tar a presente descrição de modo a obter uma melhor compreensão dascaracterísticas do presente pedido de invenção, acompanha esta, em anexo,um conjunto de desenhos, onde de maneira exemplificada, embora nãolimitativa, se representou uma forma de realização do ferramental paraconformação de sapatas de freio com compactação homogênea da massa deatrito, ou seja, da lona propriamente dita, onde:
A figura 1 é uma representação em vistaperspectiva da componente sapata de freio obtida pelo processo reivindicado;
A figura 2 é uma representação em vistaperspectiva superior do ferramental diferenciado aberto, para conformação desapatas de freio com compactação homogenia da massa de atrito;
A figura 3 é uma representação em vistaperspectiva inferior do ferramental diferenciado aberto, para conformação desapatas de freio com compactação homogenia da massa de atrito;
A figura 4 é uma representação em vistalateral do ferramental diferenciado aberto para conformação de sapatas de freiocom compactação homogenia da massa de atrito;
A figura 5 é uma representação em vistalateral do ferramental diferenciado fechado para conformação de sapatas defreio com compactação homogenia da massa de atrito;
A figura 6 é uma representação em vistalateral do ferramental diferenciado aberto, indicando o passo em que a sapatametálica e a lona são posicionados sobre o componente berço;
A figura 7 é uma representação em vista lateral do ferramental diferenciado aberto, indicando o passo em que a sapatametálica e a lona se encontram devidamente posicionadas sobre o componenteberço;
A figura 8 é uma representação em detalheampliado da abertura periférica existente entre a alma da sapata metálica e alona (massa de atrito), imediatamente antes de sua adesão;
A figura 9 é uma representação em vistalateral do ferramental diferenciado fechado, imediatamente antes da ação doscomponentes sujeitadores junto a área superficial da lona posicionada sobre aalma da sapata metálica;
Afigura 10 é uma representação em vistata lateral do ferramental diferenciado fechado, indicando o passo em oscomponentes sujeitadores atuam pressionando a área superficial da lona,conformando e aderindo a mesma sobre a sapata metálica; e
A figura 11 é uma representação em cor-te longitudinal do ferramental diferenciado para conformação de sapatas defreio com compactação homogenia da massa de atrito, indicando suasprincipais partes componentes, tal qomo o conjunto de sujeitadores deconformação da massa de atrito.
DESCRIÇÃO DETALHADA: a seguinte des-crição detalhada deve ser lida e interpretada com referência aos desenhosapresentados, onde estes são altamente diagramáticos, representando umaforma de realização para o ferramental de moldagem diferenciado, bem comoseu principio funcional, não sendo no entanto intencionados a limitar o escopodo invento, este sim limitado apenas ao explicitado no quadro reivindicatório.
A sapata de freio (B): para um melhor enten-dimento do campo de aplicação do processo e ferramental para fabricação desapatas de freio com lona compactada com pressão de conformaçãoequalizada o requerente introduz na figura 1 uma representação da sapata defreio (B) obtida com o ferramental de moldagem diferenciado (A), onde deforma geral este produto é composto de uma placa metálica (B1) que recebeuma alma metálica (B2) com circuncidade especifica, sendo que a esta alma écolada uma lona (B3), também tecnicamente denominada de massa de atrito.
O ferramental de moldagem diferenciado (A);ilustrado nas figuras 2, 3, 4, 5, 6 e 11 este ferramental é mandatário para que asapata de freio (B) seja caracterizada por apresentar a lona (B3) provida deestrutura física balizada na homogeneidade de compactação da massa deatrito em qualquer parte da lona conformada, tal como revelado no tópico de"proposta da invenção".
O ferramental de moldagem diferenciado (A)apresenta construtividade formada a partir de uma estrutura básica (A1)composta de uma placa metálica inferior (1), planificada e que recebe aomenos um par de estruturas de encaixe (2), posicionadas em forma diagonal,sendo que efetivamente esta placa sustenta uma estrutura berço (3), queapresenta superfície superior com curvatura em concordância com a curvaturadefinida pela alma metálica (B2) da sapata de freio (B).
Este berço (3) tem por função acomodar umapluridade de sapatas metálicas (placas metálicas (B1) com alma metálica (B2)associada), sendo que são previstas paredes verticais (4) que delimitam oespaço entre duas sapatas metálicas, onde estas por sua vez apresentam perfilsuperior curvilíneo em conformidade com a curvatura específica de cada tipode sapata de freio (B). Assim a estrutura básica (A1) é basicamente projetadapara acomodar uma pluridade de sapatas metálicas.
Em complemento é definida uma estruturasuperior (A2), formada de uma placa metálica superior (5), planificada e querecebe ao menos um par de colunas de guia (6), posicionadas em formadiagonal, sendo que estes tem função de prover encaixe junto as estruturas deencaixe (2) da estrutura básica (A1).
Esta estrutura superior (A2) tem por funçãoprover a sustentação do mecanismo sujeitador de pressão equalizada, ondeeste é definido por um porta sujeitador (7), conformado por um bloco de aço, oqual apresenta em sua parte interior uma superfície concêntrica, formada porduas paredes laterais inclinadas e um fundo retilíneo. Em adição são previstostrês alojamentos (7a), dispostos de forma perpendicular as paredes laterais efundo retilíneo, onde estes alojamentos tem função de receber a parte superiorde cada um dos cilindros hidráulicos (13).
Por sua vez, cada cilindro hidráulico (13), temsua extremidade acoplada no interior dos alojamentos (8a); (9a) e (10a)definidos na parte superior dos sujeitadores (8); (9) e (10) respectivamente. Emcomplemento é previsto um dispositivo de retorno dos elementos sujeitadores,o qual é balizado em um conjunto de molas helicoidais (14), devidamentealojadas no interior dos alojamentos (7a); (8a); (9a) e (10a).
Já os elementos sujeitadores (8); (9) e (10)apresentam sua superfície inferior com curvatura adequada aquela definida nasuperfície de adesão da alma metálica (B2), sendo determinante para aobtenção de uma perfeita adesão da lona (B3) após a aplicação das forcas decompressão sobre as mesmas.
O requerente ressalta que a construtividadedo mecanismo sujeitador de pressão equalizada acima revelada é pertinente auma forma de realização do mesmo, lembrando que esta construtividade podeperceber uma pluridade de elementos sujeitadores, que não se limita aos trêspreviamente descritos. Assim a especificação do número de elementossujeitadores esta diretamente relacionada com a complexidade de curvaturadefinida para cada modelo de sapata de freio (B).
No entanto, para garantir uma superfície de
atrito livre de rugosidades, ou seja, perfeitamente lisa, é prevista uma máscarade conformação (11), na forma de uma placa com curvatura idêntica acurvatura definida para a superfície de atrito da lona (B3), onde esta apresentaem suas extremidades laterais um segmento de dobra que permite sua fixaçãodireta aos elementos sujeitadores (9) e (10), onde esta fixação é viabilizada porelementos de fixação (12), tal como parafusos e correlates.
Ainda dentro do escopo de obtenção de uma
lona (B3) com massa de atrito isenta de irregularidades e com garantia de umaadesão eficaz e sem falhas junto a superfície de adesão da alma metálica (B2),é definido um inédito requisito de projeto, balizado na existência de umaidentidade do centro geométrico (CG) para o raio (R1) da superfície de adesãoda alma metálica ( B2) e para o raio (R2) da superfície de adesão da lona (B3).
A inédita disposição obtida para com os
sujeitadores (8); (9) e (10) viabiliza que no momento em que ocorre acompressão da lona (B3) sobre a alma metálica (B2) da sapata metálica, sejaaplicada a mesma força de compressão (F2) e (F3) nas extremidades da lona(B3) que a força de compressão (F1) aplicada na parte central da mesma, talcomo ilustrado através da figura 11.
O resultado prático desta nova forma de obteradesão da lona (B3) sobre a alma metálica (B2) pode ser traduzido naobtenção de uma lona (B3) provida de uma massa de atrito com compactaçãoequalizada em todo seu volume, graças a condição de compressão equalizadaformada pela ação das forças de compressão (F1); (F2) e (F3) em conjunto.
Processo de fabricação: para que seja obtida
a sapata de freio (B) com lona (B3) provida de uma massa de atrito comcompactação equalizada em todo seu volume deve-se obedecer as seguintesetapas:
1-) Preparação da sapata metálica: deve-seseparar uma pluridade de sapatas metálicas, formadas pela placa metálica (B1)e alma metálica (B2), e promover seu jateamento, notadamente sobre sua
superfície de adesão;
2-) Carregamento das pecas: uma vezdevidamente preparada a pluridade de sapatas metálicas, deve-se promoverseu acomodamento junto ao berço (3) da estrutura básica (A1), através daintrodução da placa metálica (B1) nas fendas de fixação (não ilustradas) deste
berço (3), tal como ilustrado na figura 6;
3-) Aplinação de adesivo: para viabilizar a
adesão da lona (B3) junto a sapata metálica é aplicada uma camada deadesivo (tal como cola) em toda a superfície de adesão da alma metálica (B2),sendo que dito procedimento é repetido para todas as unidades de sapatas
metálicas carregadas no berço (3);
4-) Harraqamentn da pluridade de lonas: em
seguida cada unidade de lona (B3) é posicionada de forma sobreposta a cada
uma das almas metálicas (B2) já com camada de adesivo em sua superfície de
adesão, cujo resultado prático pode ser apreciado através da figura 7. Deve-se
ressaltar que a lona (B3) fica delimitada lateralmente pelas paredes verticais (4)
fincadas perpendicularmente a superfície superior curvilínea do berço (3),
tendo função de impedir a expansão lateral desta lona (B3);
Neste ponto do processo de produção da
sapata de freio (B) o ferramental de moldagem diferenciado (A) permaneceinoperante, podendo-se chamar as etapas (1); (2); (3) e (4) como etapas de
"set up" de produção.
Entende-se ser pertinente mostrar a condiçãoperiférica obtida com a sobreposição do elemento lona (B3) sobre a almametálica (B2), onde é possível verificar que existe uma discreta reg.ão decontato entre os elementos (vide figura 7), onde a medida que se progrideperifericamente é observada a formação de aberturas (H)1 tal como ilustrado nodetalhe da figura 8.
Assim as etapas subseqüentes tem porfinalidade promover uma conformação da lona (B3) de tal forma que obtenhauma curvatura da superfície de adesão similar a curvatura da superfície deadesão previamente conformada na alma metálica (B2);
5-) Inicialização do ferramental: uma vezcomplementadas as etapas de «set up" do ferramental de moldagemdiferenciado (A) procede-se ao fechamento da estrutura superior (A2) contra aestrutura básica (A1), tal como ilustrado na figura 9;
6-) Adesão da lona iunto a alma metálica:uma vez fechado o conjunto estrutura superior (A2) e estrutura básica (A1). éacionado o mecanismo sujeitador de pressão equalizada, tal como ilustrado nafigura 10, mediante o acionamento dos cilindros hidráulicos (13) quemovimentam a pluridade de elementos sujeitadores, onde para a forma derealização descrita nesta cártula, os cilindros (13) impulsionam os elementossujeitadores (8); (9) e (10) respectivamente, sobre a máscara (11), que passa aatuar sobre a lona (B3) com forças (F2) e (F3) periféricas idênticas e commesmo ângulo de ataque que a força (F1) que atua na região central da lona(B3) tal como ilustrado através da figura 11. Ressalta-se ainda que esteprocedimento ocorre a alta temperatura, onde esta condição de operaçãoocorre até o ponto em que ocorre a cura do adesivo (cola) un.ndodefinitivamente a lona (B3) com a alma metálica (B2).
É importante ressaltar que a obtenção de umasuperfície lisa para a lona (B3) é viabilizada pela ação direta a máscara (11)sobre sua superfície de atrito;
7-) Rfitifina da sapata com a lona;
8-) Pintura da sapata de freio;
9-) Mnntagfim acessó""« na gaPata de freio:
10-) Fmhalaaem da sapata de freio montada.
Novamente o requerente ressalta que as eta-pas (7); (8); (9) e (10) podem ser chamadas de etapas de acabamento doproduto, sendo comuns a todo e qualquer processo de fabricação de produtosdesta natureza, não sendo portanto objeto de maior detalhamento ereivindicação nesta cártula.
Verifica-se pelo que foi descrito e ilustradoque o processo e ferramental para fabricação de sapatas de freio com lonacompactada por ação de pressão equalizada ora reivindicado se enquadra àsnormas que regem a patente de invenção à luz da Uei de PropriedadeIndustrial, merecendo pelo que foi exposto e como conseqüência, o respect,voprivilégio.
Claims (6)
1. a)"FERRAMENTAL PARA FABRICAÇÃO DE SAPATA DE FREIO COMLONA COMPACTADA POR PRESSÃO DE CONFORMAÇÃOEQUALIZADA", onde o ferramental de moldagem diferenciado (A) é formadopor uma estrutura básica (A1) composta de uma placa metálica inferior (1), quesustenta um berço (3), cuja superfície superior apresenta curvatura emconcordância com a curvatura definida pela alma metálica (B2) da sapata defreio (B)1 onde este berço (3) apresenta uma pluridade de fendas, onde cadaqual recebe e fixação de uma placa metálica (B1) a qual é unida a almametálica (B2), recebendo ainda paredes verticais (4) que delimitam o espaçoentre duas sapatas metálicas, sendo que a esta estrutura básica (A1) sesobrepõe uma estrutura superior (A2), formada por uma placa metálica superior(5), com um par de colunas de guia (6), que se encaixam nas estruturas deencaixe (2), onde a parte interna desta estrutura superior (A2) é caracterizada.por sustentar um mecanismo sujeitador de pressão equalizada, composto deum porta sujeitador (7), em bloco de aço, cuja parte interior é formada porparedes laterais inclinadas e um fundo retilíneo, sendo que em seu interior sãoprevistos alojamentos (7a) dispostos de forma perpendicular a geometria dasuperfície inferior do porta sujeitador (7), onde estes recebem a extremidadesuperior de cilindros hidráulicos (13), envoltos por molas helicoidais (14) quetem sua extremidade inferior acomodada em alojamentos (8a); (9a) e (10a) deelementos sujeitadores (8); (9) e (10) respectivamente, sendo que a curvaturade suas superfícies inferior é idêntica a curvatura definida na superfíc.e deadesão da alma metálica (B2) da sapata metálica; o conjunto formado pelapluridade de superfícies inferiores dos elementos sujeitadores (8); (9) e (10) éabraçado por um a máscara (11) com curvatura idêntica a cun/atura defm.dapara a superfície de atrito da lona (B3) fixada pelas paredes latera.s doselementos sujeitadores periféricos através de elementos de fixação (12);
2. "FERRAMENTAL PARA FABRICAÇÃO DE SAPATA DE FREIO COMLONA COMPACTADA POR PRESSÃO DE CONFORMAÇAOEQUALIZADA», de acordo com a reivindicação 1, a especificação do numerode elementos sujeitadores é caracterizada, pela complexidade de formação decurvatura definida para cada modelo de sapata de freio (B);
3.)"FERRAMENTAL PARA FABRICAÇÃO DE SAPATA DE FREIO COMLONA COMPACTADA POR PRESSÃO DE CONFORMAÇÃOEQUALIZADA", de acordo com a reivindicação 1, onde para garantir uma lona(B3) com superfície de atrito livre de rugosidades, tem-se que toda força decompressão exercida é caracterizada pelo contato direto da máscara deconformação (11) com a superfície de atrito da lona (B3);
4.)"FERRAMENTAL PARA FABRICAÇÃO DE SAPATA DE FREIO COMLONA COMPACTADA POR PRESSÃO DE CONFORMAÇÃOEQUALIZADA", de acordo com a reivindicação 1, onde a obtenção de umaperfeita adesão entre lona (B3) e alma metálica (B2), sem falhas e ouirregularidades é caracterizada pela definição de um requisito de projetobalizado na existência de uma identidade do centro geométrico (CG) para oraio (R1) da superfície de adesão da alma metálica ( B2) e para o raio (R2) dasuperfície de adesão da lona (B3);
5.)"FERRAMENTAL PARA FABRICAÇÃO DE SAPATA DE FREIO COMLONA COMPACTADA POR PRESSÃO DE CONFORMAÇÃOEQUALIZADA", de acordo com a reivindicação 1, onde a construtividade doselementos sujeitadores (8); (9) e (10) é caracterizada por gerar forças decompressão (F2) e (F3) nas extremidades da lona (B3) idênticas a força decompressão (F1) aplicada na parte central da mesma; e
6.)"PROCESSO PARA FABRICAÇÃO DE SAPATA DE FREIO," o qual éinicializado por etapas de " set up" de produção, composto de etapas depreparação da sapata metálica; carregamento das peças no interior doferramental (A); aplicação de adesivo sobre a alma metálica (B2) ecarregamento da pluridade de lonas, sendo que para a obtenção de uma lona(B3) compactada por pressão equalizada é definida uma seqüência de etapascaracterizadas pela inicializacao do ferramental, com o fechamento daestrutura superior (A2) contra a estrutura básica (A1); adesão da lona junto aalma metálica, onde com aquecimento das sapatas metálicas é acionado omecanismo sujeitador de pressão equalizada, movimentando os elementossujeitadores (9) e (10) que atuam com forças (F2) e (F3) idênticas a força (F1)praticada pelo sujeitador (8), impactando a máscara (11) sobre a superfície deatrito da lona (B3).
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