BRPI0903597A2 - mistura protéica de extrato em pó e colágeno - Google Patents

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Abstract

MISTURA PROTéICA DE EXTRATO EM Pó E COLáGENO", representado por uma solução inventiva que encontra como campo de aplicação o universo e pacientes/indivíduos que tragam consigo algum grau de distúrbio na deglutição, sendo esta solução na forma de uma mistura protéica, notadamente extrato em pó associada ao colágeno, apresentada na forma de suplementos alimentícios, dietas enterais e parenterais, fortificação, dentre outras, onde dita mistura traz em seu bojo baixo custo industrial, que por sua vez garante um preço final ao consumidor competitivo, podendo assim ser um produto acessível a toda sorte de individuos de qualquer classe social, especialmente objetivando atender às necessidades de nutrição de paciente classes menos abastadas, sendo que em derradeiro do ponto técnico, este inédito nutriente de origem animal traz em seu bojo a presença de proteínas naturais e a seu reboque todas as vantagens agregadas às mesmas, convergindo assim para benefícios diretos à saúde de seus consumidores, sendo que para tal dita mistura é apresentada em formulação balanceada que compreende como componentes a proteína animal solubilizada concentrada em pó e solúvel conservada com todos os aminoácidos essenciais e de gordura saturada sendo que esta mistura é ainda fonte de ferro. Em suma, se trata de uma mistura provida de proteína animal de alto valor biológico, economicamente acessível e que pode ainda ser acrescentado às preparações de natureza alimentar, comumente utilizadas por pacientes, de modo a enriquecê-las, suprindo as necessidades de proteínas de alto valor biológico que demandam os pacientes.

Description

"MISTURA PROTEICA DE EXTRATO EM PO E COLAGENO "
O presente pedido de patente de invenção dotitulo em epígrafe e objeto de descrição e reivindicação nesta cártula trata deuma solução inventiva no campo de aplicação ditado pela indústria "DIETOTE-RAPICA", ou seja, àquela que apresenta produtos alimentícios que tem porobjetivo compor a alimentação diária de indivíduos que apresentam quadro cli-nico de distúrbio na deglutição, que restringe a capacidade do paciente de in-gerir de modo seguro os alimentos.
Dentro deste quadro beneficiam-se indivíduosem condição de "pós-operatório de fissuras labiopalatinas", cirurgias buco-maxilares, cirurgia bariátricas, cirurgias de câncer de cabeça e pescoço, dentreoutros períodos de pós-operatórios que requeiram uma dieta líquida homogênea.
Em adição o uso da mistura protéica contem-pia também indivíduos em situações clínicas que permeiam com a disfagia oro-faríngea como os com Alzheimer, Parkison, Eslerose Lateral Amiotrófica, trau-mas múltiplos, quimioterapia, radioterapia, acidentes vasculares cerebrais, me-gaesôfago chagásico.
Em derradeiro podem ainda ser consideradoscomo beneficiários da mistura protéica ora reivindicada a população de Iacten-tes, crianças em idade escolar e ainda idosos.
O inédito produto na forma de uma misturaprotéica de extrato em pó associada o colágeno foi idealizado a partir de umanecessidade explicita de fornecer ao toda sorte de indivíduos que apresentamquadro clinico de distúrbio na deglutição uma alimentação eficaz do ponto devista nutricional, onde a mistura protéica confere ao paciente um alimento to-talmente natural, solúvel, com proteínas de alto valor biológico, que possa seracrescentado a sopas, caldos, leites, vitaminados, cremes, patês, purês, doces,geléias, etc., ou seja, é facilmente acrescentada a toda sorte de alimento emestado liquido e/ou pastoso, adequado a indivíduos com a citada restrição dedeglutição.
O inédito produto na forma de mistura protéi-ca de extrato em pó associada ao colágeno agrega valor do ponto de vista desua ampla possibilidade de utilização por toda sorte de pacientes, haja vistaque o mesmo não apresenta nenhum tipo de contra-indicação ao seu uso.
Já do ponto de vista nutricional, este produtoreivindicado é uma rica fonte de proteínas de alto valor nutricional, rica em a-minoácidos essenciais e colágeno. Seu consumo deve ser feito de acordo comas necessidades protéicas individuais respeitando as restrições alimentaresindividuais. Pode fazer parte de uma dieta balanceada.
Já do ponto de vista econômico, este produtoapresenta baixo custo quando comparado aos possíveis concorrentes no mercado.
Para que tais predicados se façam tangíveis oinédito produto na forma da mistura protéica de extrato em pó associada aocolágeno apresenta em sua composição proteína animal solubilizada concen-trada em pó e solúvel, conservada com todos os aminoácidos essenciais, combaixo teor de sódio e de gordura saturada e ainda é fonte de ferro.
Por sua vez, para que dita mistura seja ade-quadamente balanceada em sua composição se faz pertinente explicitar quesua elaboração científica é fruto do legitimo interesse de um grupo multidisci-plinar, formado pela da Dra Suely Prieto (Centrinho -USP), especializada notratamento de pacientes fissurados; Dra Silvia Papini Berto (UNESP de Botuca-tu) especializada em pacientes de cirurgia bariátricas e oncológicos e aindapela nutricionista Maria Inês Marques, nutricionista e responsável do Hospitalde Reabilitação de Anomalias Craniofaciais de Bauru, Universidade de SãoPaulo.
Assim, é conclusivo que a mistura protéica deextrato em pó associada ao colágeno é provida de requisito de novidade asso-ciada à atividade inventiva, pois não deriva de forma óbvia ou evidente de solu-ções em produtos de complementação nutricional voltados a pacientes comdistúrbio na deglutição onde em adição se vale de aplicabilidade industrial, a-tendendo aos requisitos de patenteabilidade, notadamente como patente deinvenção, conforme disposto no artigo 8o da Lei 9.279.
FUNDAMENTOS DA TÉCNICA: a fim de pro-piciar veracidade ao contexto explicitado no quadro introdutório será apresen-tada uma breve explanação sobre o estado da técnica para a condição nutri-cional de paciente/indivíduos que apresentem distúrbio na deglutição, ondeserá possível a um técnico versado no assunto reconhecer seus aspectos limi-tantes, para em momento posterior discorrer sobre as vantagens agregadascom a introdução da inédita mistura protéica composta do extrato em pó colágeno.
Da condição nutricional em pacientes em re-cuperação de pós operatórios: em estudo realizado pela Dra Suely Prieto nosúltimos 25 anos, em mais de 60 mil pacientes de todo o Brasil e de alguns ou-tros países da América Latina, tendo como base o Hospital de Reabilitação deAnomalias Crânio-faciais de Bauru- São Paulo (referência mundial para o tra-tamento das fissuras labiopalatinas), esta teve como paradigma de seu estudoa recuperação pós operatória desses pacientes que passam de 20 a 50 diascom dieta líquida homogênea, sem pedaços (tudo batidos e coados.),
Da restrição ao preparo da dieta líquida ho-mogênea: existe grande dificuldade do ponto de vista nutricional no preparodesta dieta, que objetiva ofertar o aporte protéico adequado aos pacientes,principalmente para recuperação pós-operatória, visto que ao Iiquidificar e coara carne ocorre uma perda na operação de peneiramento, que por sua vez con-verge no comprometimento da oferta nutricional ao paciente, e conseqüente-mente levando ao prejuízo para sua recuperação.
Dentro desta análise crítica dever ser conside-rado ainda que a matéria protéica retida na operação de peneiramento e poste-riormente descarta impõe alto custo na obtenção desta dieta líquida homogênea
Do estado da técnica em alimento nutricionalcomplementar para pacientes/indivíduos com distúrbio na deglutição: são co-nhecidos no mercado, produtos que são apresentados como suplementos ali-mentícios, compostos de vitaminas e proteínas, especialmente proteínas sinté-ticas, que em uma análise crítica trazem em seu bojo alguns aspectos negati-vos de grande repercussão, dentre os quais se faz pertinente listar:
- Alto custo de obtenção;
- Restringe o consumo apenas às pessoas emcondição social privilegiada; e
- Restrição quanto à biodisponibilidade, ine-rente ao uso de proteínas sintéticas.
Em suma os suplementos nutricionais, qui-micamente definidos, têm sido usados há algum tempo, com ótimos resultadosorgânicos (STRATTON RJ. Summary of a systematic review on oral nutritionalsupplement use in the community. Proceedings of the Nutrition society. 2000;59:469-476; VENEGAS E, SOTO A, CÓZAR MV1 PEREIRA JL1 ROMERO H,GARCIA-LUNA PP. Oral nutritional supplements. Are they useful?Nutr.Hosp.2000; 15 Suppl 1:49-57; MILNE AC, AVENELI A, POTTER J. Meta-Analysis: Protein and Energy Supplementation in Older People. Ann InternMed. 2006; 144:37-48 e CAMPOS LN. Qual o impacto do uso de suplementosnutricionais orais na qualidade de vida do paciente? Extraído dehttp.www.nutritotal.com.br), mas, nem sempre accessíveis ao padrão sócio-econômico do paciente.
PROPOSTA DA INVENÇÃO: diante do ex-posto nos fundamentos da técnica o requerente idealizou uma inédita misturaprotéica do extrato em pó associada ao colágeno, cuja utilização traz em seubojo uma série de vantagens quando comparado com outras técnicas revela-das no estado da técnica, onde neste tópico será apresentada toda informaçãode natureza técnica que ancora a consolidação efetiva desta inédita mistura.
Do conceito das proteínas: apresentam umpapel fundamental na reparação e construção dos tecidos, por ser o principalcomponente dos músculos, órgãos e glândulas. Além disto, participa da cons-trução de cada célula muscular, tendão e Iigamento além das enzimas, hormô-nios, e fluidos corporais, exceção à bílis e urina e constituem mais da metadedo peso seco de muitos órgãos.
Dos problemas nutricionais de saúde publi-ca: já em1994, as condições relacionadas à oferta protéica são consideradasnos problemas nutricionais predominantes em saúde pública", nas faixas etá-rias de pré-escolares até a adulta, sugerindo que "ao se recomendar a ingestãoprotéica de uma determinada mistura de alimentos sejam considerados os se-guintes fatores: teor total de nitrogênio, quantidade de aminoácidos essenciais,digestibilidade, peso total da mistura e a presença de outros nutrientes".(MARCHINI JS1 RODRIGUES MMP1 CUNHA SFC1 FAUSTO MA, VANUCCHIH1 DUTRA DE OLIVEIRA JE. Calculation for recomendations regarding proteinintake: their application to children and adults taking Brazilian foods. Rev. Saú-de Pública, n.28 (2), p. 146-152·, 1994).
Dos problemas nutricionais em situações cli-nicas; várias situações clínicas necessitam de um aporte aumentado de proteí-nas para manutenção de uma massa muscular metabolicamente ativa e dimi-nuição dos danos causados por determinada doença. Como exemplo o reque-rente traz à luz as situações clínicas do câncer (cirurgias, quimioterapias e ra-dioterapias), da esclerose lateral amiotrófica, do Alzheimer, do Parkisson, dosacidentes vasculares cerebrais, traumas múltiplos, megaesôfago chagásico,entre outras, que, na maioria das vezes, concorrem com a disfagia orofaríngea.
Dos distúrbios de deglutição: são distúrbiosem que se restringe a capacidade do paciente de ingerir de modo seguro osalimentos, dentre eles, os que são fontes de proteínas, principalmente as deorigem animal. Na maioria das vezes, as disfagias levam à insegurança deglu-tória de consistências líquidas claras e sólidas, devendo o paciente permear asviscosidades caracterizadas pela ADA (American dietetic Association. NationalDysphagia Diet: Standardization for Optimal Care. Washington: America dieteticAssociation, 47p. 2002) como néctar (51 a 350 cps), mel (351 a 1750 cps e pu-dim > 1751 cps), resultando na dificuldade de se conseguir preparações queatendam às necessidades de ingestão segura do paciente, que sejam bromato-logicamente balanceadas e, ainda, ricas em proteínas.
Ainda dentro do escopo do presente enten-dimento do distúrbio de deglutição, se faz pertinente explicitar as cirurgias bari-átricas e algumas das cirurgias gastrintestinais que levam à redução da inges-tão protéica e à síndrome disabsortiva. (OLIVEIRA JS. Metropolitan Life Insu-rance Company. 2000 e BARROS SP, PAPINI-BERTO S, VAZ LMN. Papel dasproteínas na disfagia e pós-cirurgia bariátrica. Nutrição: qualidade em alimenta-ção. Ano 8, v.31, p.42-43, 2009).
Ainda dentro do grupo de pacientes, na ver-dade indivíduos passíveis de acometimento da síndrome de deglutição, apare-cem com significativa importância o grupo de idosos, que constituem o seg-mento que mais cresce e representam 14,5 milhões da população brasileira(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas - IBGE. Resultados preliminaresdo censo 2000.
Em particular para este grupo de indivíduoso problema relacionado à síndrome de deglutição esta diretamente relacionadocom as mudanças na capacidade funcional dos tecidos e maior risco para de-senvolvimento de doenças. Nesta condição a alimentação equilibrada torna-sefundamental para a manutenção e/ou recuperação da saúde deste grupo popu-lacional.
Ao estudar o hábito alimentar e a ingestãode nutrientes de um grupo de idosos, (ABREU WC1 FRANCESCHINI SCC1 Tl-NOCO ALA, PEREIRA CAS, SILVA MMS. Inadequação no consumo alimentare fatores interferentes na ingestão energética de idosos matriculados no Pró-grama Municipal da Terceira Idade de Viçosa (MG). Ver. Baiana de Saúde Pú-blica, v.32, n.2, p.190-202, 2008.), verificaram uma ingestão protéica insuficien-te para 79,3% dos indivíduos; ingestão calórica insuficiente para 92,2%, alémde elevada inadequação no consumo de vitaminas C, A, B1, B2 e B6, ferro ecálcio.
Segundo estes aütores a ingestão de proteí-nas foi afetada negativamente e, principalmente, pelo edentulismo, ou seja,pela ausência de dentes que os impede de mastigar alimentos como a carne,fonte de proteínas de alto valor biológico, além de ferro, zinco, cálcio, entre ou-tros micronutrientes.
Em derradeiro, deve ser considero o grupode indivíduos que compreende crianças em idades pré-escolares e escolares,fases de pleno desenvolvimento do indivíduo, onde doses suficientes de prote-ínas, vitaminas e minerais, entre eles o ferro e o cálcio, serão essenciais para ocrescimento e desenvolvimento adequado e cujas recomendações de ingestãoprotéica variam conforme o teor de proteína, da quantidade de aminoácidosessenciais oferecidas e da digestibilidade da dieta (CASTRO TC, NOVAES JF1SILVA MR, COSTA NMB, FRANCESCHINI SCC1 TINOCO ALA, LEAL PFG.Caracterização do consumo alimentar, ambiente socioeconômico e estado nu-tricional de pré-escolares de creches municipais. Revista de Nutrição, v.18, n°3,p.1-10, 2005).
Da necessidade da dieta liquida: Ainda den-tro do escopo do distúrbio de deglutição acima descrito, o mesmo se apresentaem situações de pós-operatórios de cirurgias buco-maxilares que requeremdieta líquida homogênea, normoprotéica ou hiperprotéica, com todos os alimen-tos batidos e coados, de modo a repousar o órgão operado, também serão be-neficiadas com uma mistura protéica de alto valor biológico, palatável e de altasolubilidade.
Do preparo do alimento protéico: nas prepa-rações das sopas, a grande dificuldade é em relação ao oferecimento das pro-teínas de carnes, pois, ao se bater e coar a preparação com carne em pedaçosou moída, a maior parte dela é perdida durante o processo de coagem, ficandoretidas na peneira (PERES SPBA, ARENA EP, BURINI RC, SUGUIMOTO RM.
Impacto da cirurgia ortognática e da conduta pós-operatória sobre o estadonutricional proteico-energético dos pacientes. Ortodontia, V. 31, P.8-16, 1998 ePERES SPBA, ARENA EP, BURINI RC, SUGUIMOTO RM. Uso de suplemen-tos alimentares e estado nutricional de pacientes submetidos à cirurgia ortog-nática com bloqueio maxilo-mandibular. Revista Brasileira de Nutrição Clínica,V.1, SÉRIE 1. P.21-28, 2006). Em adição, as fibras da carne danificam o equi-pamento liqüidificador aumentando sua depreciação e, conseqüentemente, re-duzindo sua vida útil.
Da mistura protéica de extrato em pó asso-ciada ao coláqeno: trata-se de um mistura protéica em pó solúvel, desenvolvidacom proteína solubilizada concentrada em pó, ou seja, é 100% de origem ani-mal, sem acréscimo de temperos, estabilizantes, corantes, ou outro produtoindustrializado, caracterizada por:
- Ser rica em proteína animal, bovina, dealto valor biológico;
- Ser importante fonte de ferro;
- Apresentar baixo teor de gordura saturada ;
- Ser solúvel.
Fato relevante: a mistura protéica foi desen-volvida a partir de "by-products" da linha de industrializados que utilizam recor-tes de músculos dianteiros e traseiros, resultado do abate e desossa de bovi-nos, processo este submetido a altos controles de qualidade e supervisão doServiço de Inspeção Federal.
DESCRIÇÃO DETALHADA: este tópico dapresente patente de invenção é apresentado com o objetivo de consolidar ascaracterísticas exclusivas da mistura protéica ora reivindicada, ou seja compro-va que este é um produto rico em proteína animal de alto valor biológico, solú-vel, fonte de ferro, com reduzido teor de gordura saturada e reduzido teor só-dio, evidenciando ainda que apresenta boa palatabilidade, ratificando seu usona dieta de pacientes com situações clínicas que permeiam com a disfagia oro-faríngea; pós-operatórios buco-maxilares, das cirurgias bariátricas, em dos ido-sos e infantes.
Em adição deve ser explicitado que os resul-tados a serem apresentados no desenvolvimento deste tópico são fruto de apli-cação de consagrada e amplamente dominada técnica de análise de composi-ção bromatológica, revelando a composição bromatológica da mistura protéica.
Do valor calórico embarcado na mistura pro-téica: tem-se que para cada 100 gramas da mistura são encontradas as se-guintes quantidades de calorias e macronutrientes:
Tabela 1. Calorias (kcal/1 OOg) e macro-nutrientes (g/100g) de MP
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Da Relação quantidades de calorias totaisda mistura protéica X necessidades diárias calorias do organismo: a quantida-de de calorias totais diárias necessárias ao organismo humano diz respeito aosprocessos orgânicos que ele realiza em repouso, acrescidos de quantidade decalorias que faça frente às necessidades de trabalho exterior. Estas necessida-des são denominadas "requerimentos" revelados na Tabela 2 em quilocalorias(Kcal) por dia.
Tabela 2. Requerimentos médios de energia para diversas idades
<table>table see original document page 10</column></row><table>
(Fonte: Food and Nutrition Board, 2002)
Fazendo o cruzamento entre a tabela .1 e atabela .2 é possível chegar ao percentual de atendimento dos requerimentos deenergia para cada classe de indivíduo, quando se tem como parâmetro o usode 100 gramas da mistura protéica reivindicada, atendendo a 47,2% dos reque-rimentos de lactentes; 32,8% do requerimento de crianças de 1 - 2 anos,19,7% dos requerimentos de crianças de 3 - 8 anos, 15,4% do requerimentosde crianças de 9-13 anos; 12,2% dos requerimentos de adolescentes de 14 -18 anos; 10,9% dos requerimentos para adultos do gênero masculino e 14%dos requerimentos dos adultos do gênero feminino.
Da quantidade de gorduras saturadas pre-sentes em 1 QOg da mistura protéica: os cortes usados refletiram positivamentena quantidade de gordura na MP1 o que favorecerá seu oferecimento para pa-cientes com restrição de gorduras saturadas.
Pertinente à ingestão excessiva de gordurassaturadas e colesterol, presentes nos alimentos de origem animal, é considera-da fator de risco para doenças cardíacas, diabetes mellitus, aterosclerose, etc.Por outro lado, estas gorduras possuem funções orgânicas de proteção de ór-gãos, produção de hormônios e ácidos biliares, entre outras. (NOVELLO D,FREITAS RJS de, QUINTILIANO DA. Teor de gordura e colesterol em carnesuína, bovina e de frango. Nutrire, v.31, n°1). Entretanto, ainda existe um pen-samento equivocado de que produtos de origem animal possuem grandes teo-res de gordura e colesterol, esquecendo-se dos avanços na área da Zootecnia,como o melhoramento genético e nutricional, que contribuem grandemente pa-ra uma inversão no perfil nutricional dos produtos cárneos, o que pôde ser veri-ficado no presente estudo, aonde a quantidade de gordura total em 100g damistura protéica foi pequena, onde esta afirmativa pode ser consolidada atra-vés da tabela .3, onde foram comparados os teores de lipídeos totais reveladospara a mistura protéica, com os teores de lipídeos de outros produtos cárneos,de um estudo do Inmetro que utilizou, como no presente estudo, amostras decarnes processadas antes da determinação dos teores de gordura.
Tabela 3. Comparação da quantidade de gorduras saturadas presentes em100g de produtos cárneos diversos e da MP
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(" Fonte: Inmetro)
Do valor biológico apresentado pela misturaprotéica: as proteínas constituem o protoplasma vivo e participam dos proces-sos vitais do organismo. São formadas por aminoácidos sendo que, os essen-ciais, são aqueles que devem advir diariamente da dieta ingerida, ressaltandoque a Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição - SBAN, considera pru-dente limitar a oferta de proteínas de origem animal para 30-35% da ingestãototal de proteínas (exceto para crianças menores de um ano), levando em con-ta o conteúdo de ácidos graxos saturados presentes nesses alimentos e seuefeito aterogênico.(NOVELLO D, FREITAS RJS de, QUINTILIANO DA. Teor degordura e colesterol em carne suína, bovina e de frango. Nutrire, v.31, n°1 . 25.INMETRO. Carnes Bovina e Suína: teor de gordura e colesterol em alimentos eMARTINS IS. Requerimentos de energia e nutrientes da população brasileira.Rev. Sapude Pública, v.13, suppi.1, São Paulo, Sept. P.1-14, 1979)
Para identificar este predicado foi aferido operfil de aminoácidos que compõe a mistura protéica, o qual é traduzido emriqueza de proteína animal, cujo resultado é revelado na Tabela .4
Tabela 4. Perfil de aminoácidos revelado na mistura protéica
<table>table see original document page 12</column></row><table>
Em complemento se faz pertinente comparara quantidade dos aminoácidos essenciais da mistura protéica, com os presen-tes em alimentos, para qual foram eleitos o arroz, o feijão e carne bovina, com-paração esta que visualizada através da Tabela 5
Tabela 5. Quantidade de aminoácidos essenciais presentes no arroz, feijão ena mistura protéica
<table>table see original document page 13</column></row><table>
(Fonte *Bowes, 1989).
A leitura da tabela .5 confirma que a misturaprotéica é evidentemente um produto com proteínas de alto valor biológico,solúvel que possa ser acrescentado a sopas, leites, vitaminados, etc. e, assim,oferecer aos indivíduos que não conseguem mastigar alimentos como a carne,um produto adequado às suas necessidades nutricionais.
Da quantidade de micronutrientes Cálcio,Ferro e Sódio presentes na mistura protéica: a oferta do Cálcio e do Ferro con-tribuirá como complementação às necessidades de qualquer situação clínica,em qualquer faixa etária a ser considerada. Por sua vez, existia grande preo-cupação com a quantidade de sódio de onde ficou definido que o mesmo nãoseria acrescentado para o preparo da mistura. Sendo assim, a quantidade exis-tente é exclusivamente relacionada ao sódio contido na própria carne, que seconcentrou com as técnicas de preparo da mistura protéica. Mesmo assim, sãoquantidades que não inviabilizam seu uso em pacientes com hipertensão ououtra patologia sódio-resistente, devendo apenas serem controladas. Paraconsolidar a presença destes elementos é apresenta a Tabela .6Tabela .6 Micronutrientes analisados
<table>table see original document page 14</column></row><table>
A forma de realização da composição da mis-tura protéica bem como a presença de micronutrientes, aminoácidos essenci-ais, gorduras totais a valor caIorico dos macro-nutrientes, descrita neste tópicode detalhamento do invento é fornecida apenas a título de exemplo. Alterações,modificações e variações podem ser realizadas para outras quaisquer formasde realização da mistura protéica por aqueles com habilidade na arte sem, noentanto divergir do objetivo revelado no pedido de patente, o qual é exclusiva-mente definido pelas reivindicações anexas.
Verifica-se pelo que foi descrito e ilustradoque a "MISTURA PROTÉICA DE EXTRATO EM PÓ E COLÁGENO" ora reivin-dicado se enquadra às normas que regem a patente de invenção à luz da Leide Propriedade Industrial, merecendo pelo que foi exposto e como conseqüên-cia, o respectivo privilégio.

Claims (9)

1.) "MISTURA PROTÉICA DE EXTRATO EM PÓ E COLÁGENO", especial-mente indicado para indivíduos que apresentem algum grau de distúrbio nadeglutição, sendo caracterizado por ser apresentada na forma de pó solúvel,composta de extrato em pó cuja composição é formada por macro-nutrientescomo carboidratos totais, lipídios totais e proteínas, notadamente proteínas es-senciais como ácido aspártico, Treonina, Serina, Ácido glutâmico, Prolina, Gli-cina, Alanina, Cistina, Valina, Metionina, lsoleucina, Leucina, Tirosina, Fenilala-nina, Lisina, Amônia, Histidina, Arginina e Triptofano e micro-nutrientes, comoCálcio, Ferro e Sódio e gordura saturada;
2.) "MISTURA PROTÉICA DE EXTRATO EM PÓ E COLÁGENO", de acordocom a reivindicação 1, onde a extrato em pó é caracterizada por ser oriundade "by - products" de cortes de músculos dianteiros e traseiros (recortes decarne bovina) dos industrializados , sem acréscimo de temperos, estabilizantes,corantes, ou outro produto industrializado,
3.) "MISTURA PROTÉICA DE EXTRATO EM PÓ E COLÁGENO", de acordocom a reivindicação 2, onde os recortes da parte dianteira e traseira de carnebovina é caracterizada por ser fruto de subprodutos do abate e desossa de bo-vinos;
4.) "MISTURA PROTÉICA DE EXTRATO EM PÓ E COLÁGENO", de acordocom a reivindicação 1, onde em uma forma de realização a mistura protéicapara cada medida de 100 gramas caracterizada por apresentar valor calóricode 335 Calorias kcal; 3,25 g de Carboidratos totais; 1,6g de lipídios totais e 80,25g de Proteínas (g/100g) χ 6,25;
5.) "MISTURA PROTÉICA DE EXTRATO EM PÓ E COLÁGENO", de acordocom a reivindicação 2, onde o valor calórico de 335 Calorias kcal/1 OOg de mis-tura é caracterizado por suprir 47,2% dos requerimentos de lactentes; 32,8%do requerimento de crianças de 1 - 2 anos, 19,7% dos requerimentos de crian-ças de 3 - 8 anos, 15,4% do requerimentos de crianças de 9-13 anos; 12,2%dos requerimentos de adolescentes de 14-18 anos; 10,9% dos requerimen-tos para adultos do gênero masculino e 14% dos requerimentos dos adultos dogênero feminino;
6.) "MISTURA PROTÉICA DE EXTRATO EM PÓ E COLÁGENO", de acordocom a reivindicação 1, onde em uma forma de realização a mistura protéicapara cada medida de 100 gramas é caracterizada por apresentar aminoácidosessenciais nas concentrações em mg de aminoácido/ grama de proteína: 3,82mg de ácido aspártico, 1,15mg de Treonina, 2,02mg de Serina, 8,32mg deÁcido glutâmico, 7,93mg de Prolina, 15,89mg de Glicina, 5,80 mg Alanina1 0,98mg de Cistina, 1,07 mg de Valina, 0,17mg de Metionina, 0,97mg de Isoleucina, 1,96mg de Leucina, 0,60mg de Tirosina, 1,19mg de Fenilalanina, 2,54mg deLisina, 0,75mg de Amônia, 3,4mg de Histidina, 4,68 mg de Arginina
7.) "MISTURA PROTÉICA DE CARNE EM PÓ E COLÁGENO", de acordoio com a reivindicação 1, onde em uma forma de realização a mistura protéicapara cada medida de Iuu gramas é caracterizada por apresentar micro-nutrientes, nas concentrações 33,85mg de Cálcio, 1,15mg de Ferro e 1701,5mg de Sódio;
8.) "MISTURA PROTÉICA DE EXTRATO EM PÓ E COLÁGENO", de acordocom a reivindicação 1, onde em uma forma de realização a mistura protéicapara cada medida de 100 gramas é caracterizada por apresentar reduzidaquantidade de gordura saturada da ordem de 1.600 mg; e
9.) "MISTURA PROTÉICA DE EXTRATO EM PÓ E COLÁGENO", de acordocom todas as reivindicações anteriores, onde a mistura protéica é caracterizadapor ser aplicável a toda sorte de alimento em estado líquido e pastoso, garan-tindo grande palatabilidade.
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