Relatório Descritivo da Patente de Invenção para DISPOSITIVO PARA TRATAMENTO DE FRATURAS ÓSSEAS.
[001] Este pedido reivindica prioridade do Número de série do pedido provisório No U.S. 61/026.807, intitulado, PELVIC CABLE SOLUTION depositado em 07 de fevereiro de 2008. O relatório descritivo do pedido acima citado está incorporado na presente invenção a título de referência.
Fundamento da Invenção [002] As fraturas acetabulares (encaixe do quadril) são lesões ortopédicas sérias que resultam, normalmente, de um trauma significante. A cirurgia para realinhar e estabilizar as superfícies da junta deslocadas (por exemplo, com o uso de placas e parafusos), permite que o paciente evite a tração e o repouso em leito prolongado e o realinhamento de fratura preciso promovem a cura aperfeiçoada do osso e da cartilagem, o que melhora os resultados em longo prazo. A estabilidade precoce da fratura permite o movimento confortável do quadril, o que melhora a cura da cartilagem da junta. Além disso, a mesma permite que os pacientes fiquem fora da cama e do ambulatório.
[003] Entretanto, as fraturas acetabulares com padrões de deslocamento medial, em particular aquelas com deslocamento medial da superfície quadrilateral, podem ser tecnicamente desafiantes para tratamento. A localização da área afetada profundamente na parte pélvica da cavidade abdominal, o material do osso mínimo e a dificuldade na obtenção de fixação interna estável na pélvis exata contribuem com o desafio cirúrgico de redução aberta e fixação interna de tais fraturas. A aplicação de uma placa de reforço medial ao longo da superfície quadrilateral pode ajudar a evitar que a cabeça do fêmur penetre no interior da cavidade pélvica. Entretanto, em razão do acesso limitado à superfície quadrilateral e das estruturas de ossos finas em torno do acetábulo, é, muitas vezes, difícil tratar tais fraturas com placas e para
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2/20 fusos padrões. Embora os procedimentos tenham sido descritos anteriormente para o tratamento de fraturas na superfície quadrilateral, ainda não existe uma solução mecânica mais eficiente. A maior parte das técnicas envolve fixações com forças que atuam a 90o em um eixo geométrico do parafuso, que pode, quando a grossura do osso for limitada, resultar na remoção dos parafusos.
Sumário da Invenção [004] A presente invenção é direcionada para um dispositivo para o tratamento de fraturas ósseas, que compreende um mecanismo de atuação removível acoplável a um mecanismo de fixação que inclui um grampo que define um canal receptor de cabos, sendo que o último se estende através deste e um membro compressor acoplado ao grampo para que possa ser movimentado em relação a este, o movimento do membro compressor em relação ao grampo em uma primeira direção move o mecanismo de fixação para uma configuração de fixação, na qual pelo menos uma porção do grampo é comprimida no interior do canal, a fim de fixar um cabo recebido no mesmo em relação ao mecanismo de fixação. O mecanismo de atuação inclui um primeiro membro removível engatável a um mecanismo de fixação de forma que, quando engatado, o primeiro membro evita o movimento relativo entre o grampo e o primeiro membro, um segundo membro removível que pode ser engatado a um mecanismo de fixação e acoplado, com capacidade de movimento, ao primeiro membro de forma que, quando engatado, o segundo membro evita o movimento relativo entre o membro compressor e o segundo membro, o movimento relativo entre o primeiro e o segundo membros faz com que o movimento relativo entre o grampo e o membro compressor mova o membro de fixação entre a configuração de fixação e uma configuração de liberação, na qual é permitida que o cabo seja movido através do mecanismo de fi
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3/20 xação e um mecanismo de tensão para puxar o cabo através do mecanismo de fixação e aplicar um grau desejável de tensão ao mesmo. Descrição Breve dos Desenhos [005] A Figura 1 mostra um sistema de uma modalidade exemplificadora da presente invenção, com todos os componentes da mesma completamente montados;
[006] A Figura 2 mostra uma vista em perspectiva de um manipulo de um sistema exemplificador da presente invenção;
[007] A Figura 3 mostra uma vista em perspectiva do membro longitudinal de um sistema exemplificador da presente invenção;
[008] A Figura 4a mostra uma vista em perspectiva de um mecanismo de fixação de acordo com um sistema exemplificador da presente invenção;
[009] A Figura 4b mostra uma primeira vista em perspectiva de um mecanismo de fixação de acordo com um sistema exemplificador da presente invenção;
[0010] A Figura 5a mostra uma segunda vista em perspectiva de um grampo de acordo com uma modalidade exemplificadora de um sistema, de acordo com a presente invenção;
[0011] A Figura 5b mostra uma vista plana frontal do grampo da Figura 5a;
[0012] A Figura 6a mostra uma vista em perspectiva de um anel de fixação, de acordo com uma modalidade exemplificadora de um sistema da presente invenção;
[0013] A Figura 6b mostra uma vista plana frontal do anel de fixação da Figura 6a;
[0014] A Figura 7a mostra uma primeira vista em perspectiva de um membro longitudinal montado com um mecanismo de fixação, de acordo com uma modalidade exemplificadora de um sistema da presente invenção;
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4/20 [0015] A Figura 7b mostra uma segunda vista em perspectiva de um membro longitudinal que engata um mecanismo de fixação, de acordo com uma modalidade exemplificadora de um sistema da presente invenção;
[0016] A Figura 7c mostra uma terceira vista em perspectiva de um membro longitudinal que engata um mecanismo de fixação, de acordo com uma modalidade exemplificadora de um sistema da presente invenção;
[0017] A Figura 8 mostra um reposicionamento de forma anatômica de um osso fraturado, de acordo com uma modalidade exemplificadora de um método da presente invenção;
[0018] A Figura 9 mostra a inserção de um cabo (por exemplo, um Fio de Kirschner) a partir de um lado do dorso lateral de um osso pélvico através da superfície quadrilateral reposicionada de um fragmento de osso, de acordo com uma modalidade exemplificadora da presente invenção;
[0019] A Figura 10 mostra a contenção de um fragmento de osso reposicionado, de acordo com uma modalidade exemplificadora da presente invenção;
[0020] A Figura 11 mostra a perfuração de um orifício através do osso fraturado, de acordo com uma modalidade exemplificadora da presente invenção;
[0021] A Figura 12 mostra a montagem de um componente de um sistema exemplificador, de acordo com uma modalidade exemplificadora da presente invenção;
[0022] A Figura 13 mostra a inserção de um cabo no interior do orifício perfurado dentro do osso fraturado, de acordo com uma modalidade exemplificadora da presente invenção;
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5/20 [0023] A Figura 14 mostra a placa de reforço entrando em contato com a superfície do osso, de acordo com uma modalidade exemplificadora da presente invenção;
[0024] A Figura 15 mostra a inserção de um cabo no interior do orifício perfurado dentro do osso fraturado, de acordo com um método exemplificador alternativo da presente invenção:
[0025] A Figura 16 mostra o posicionamento de uma placa de reforço, de acordo com o método exemplificador alternativo da Figura 15;
[0026] A Figura 17 mostra a montagem de componentes de um sistema exemplificador, de acordo com um método exemplificador da presente invenção;
[0027] A Figura 18 mostra outros componentes de um sistema exemplificador, de acordo com um método exemplificador da presente invenção;
[0028] A Figura 19 mostra os componentes montados de um sistema exemplificador, de acordo com uma modalidade exemplificadora da presente invenção;
[0029] A Figura 20 mostra os componentes da presente invenção completamente montados, de acordo com uma modalidade exemplificadora da presente invenção;
[0030] A Figura 21 mostra a tensão e o arqueamento do cabo, de acordo com uma modalidade exemplificadora da presente invenção;
[0031] A Figura 22 mostra os componentes implantados de um sistema exemplificador, de acordo com uma modalidade exemplificadora da presente invenção;
[0032] A Figura 23 mostra a inserção de parafusos adicionais através de uma placa, de acordo com uma modalidade exemplificadora da presente invenção; e
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6/20 [0033] A Figura 24 mostra uma vista em perspectiva de um mecanismo de fixação, de acordo com uma modalidade alternativa da presente invenção, em uma primeira configuração;
[0034] A Figura 25 mostra uma vista em perspectiva do mecanismo de fixação da Figura 24, em uma segunda configuração;
[0035] A Figura 26 mostra uma vista lateral do mecanismo de fixação da Figura 24, na primeira configuração;
[0036] A Figura 27 mostra uma vista lateral do mecanismo de fixação da Figura 24, na segunda configuração;
[0037] A Figura 28 mostra uma vista de fundo do mecanismo de fixação da Figura 24, na primeira configuração; e [0038] A Figura 29 mostra uma vista de fundo do mecanismo de fixação da Figura 24, na segunda configuração.
Descrição Detalhada [0039] A presente invenção, que pode ser compreendida adicionalmente com referência à descrição seguinte e aos desenhos anexados, refere-se a um sistema e método para o tratamento de fraturas e, em particular, refere-se a dispositivos internos de fixação para o tratamento de fraturas. Especificamente, as modalidades exemplificadoras da presente invenção descrevem um sistema e método para assegurar um cabo ou fio através da superfície quadrilateral fraturada do acetábulo. Nota-se, entretanto, que embora as modalidades da presente invenção sejam descritas em relação à aplicação de uma placa de reforço à superfície quadrilateral do acetábulo com o uso de cabo ou fio cirúrgico, a presente invenção é relevante ao uso do cabo ou fio para assegurar qualquer dispositivo de fixação de osso em qualquer osso.
[0040] Conforme mostrado nas Figuras 1 a 6, um sistema de acordo com uma modalidade exemplificadora da presente invenção inclui um manípulo 6 para tencionar um cabo 56 e um membro longitudinal 4 para operar um mecanismo de fixação 2, a fim de assegurar um gram
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7/20 po 8 em torno do cabo 56, fixando o cabo 56 em um local desejado e a tensão, que será descrita abaixo com mais detalhes. O membro longitudinal 4 é acoplado ao manípulo 6, de forma que o cabo 56 pode ser passado no interior do membro longitudinal 4 e através do mesmo no interior do manípulo 6. Conforme será descrito abaixo com mais detalhes, o cabo 56 é, primeiramente, inserido através de, e acoplado a, uma placa de osso 50 passado através de um osso fraturado e, então, fornecido como alimento através de um mecanismo de fixação 2 no interior do membro longitudinal 4 e a partir do último para o interior do manípulo 6. O membro longitudinal 4 engata o mecanismo de fixação 2, que inclui um anel de fixação 10 aparafusado em uma extremidade proximal rosqueada de um grampo 8, de forma que a rotação do membro longitudinal 4 gira o anel de fixação 10 sobre o grampo 8, pressionando o grampo 8 e assegurando-o ao cabo 56, mantendo, assim, uma posição do grampo 8 no cabo 56. Além disso, qualquer tensão no cabo 56, nesse ponto, é mantida através do grampo 8, assegurando a placa de osso 50 contra o osso fraturado.
[0041] Conforme mostrado na Figura 2, o manípulo 6 é, de preferência, formado de modo longitudinal para facilitar o manuseio feito pelo usuário com um canal 76 que se estende através do mesmo para receber o cabo 56 através de deslize. Entretanto, aqueles versados na técnica compreenderão que o formato do manípulo não é crucial para a invenção e pode ser qualquer formato selecionado. O canal 76 se estende para um mecanismo de tensão operado por uma maçaneta 72 formado, por exemplo, em uma extremidade proximal do manípulo 6. Como seria compreendido pelos versados na técnica, o mecanismo de tensão pode, por exemplo, incluir um cilindro acoplado à maçaneta 72. O cabo 56 é acoplado ao cilindro e um mecanismo de roquete (ou outro dispositivo adequado) mantém a tensão sobre o cabo 56, conforme o cabo 56 é girado no cilindro através da rotação da maçaneta 72.
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Como seria compreendido por aqueles versados na técnica, o mecanismo de tensão pode incluir, adicionalmente, uma liberação manual que desengata o mecanismo de roquete, a fim de liberar a tensão do cabo 56, conforme desejado. O manípulo 6 pode incluir, adicionalmente, um indicador ou escala que permita que o usuário determine um nível corrente de tensão sobre o cabo 56. Uma extremidade distal 66 do manípulo 6 é adaptada para ser acoplada ao membro longitudinal 4, conforme será descrito abaixo em mais detalhes. Em uma modalidade exemplificadora, a extremidade distal 66 pode incluir uma cavidade adaptada para receber uma extremidade proximal com formato complementar de uma cânula interna 32 do membro longitudinal 4, para evitar a rotação da extremidade da cânula interna 32 em relação ao manípulo 6.
[0042] Conforme mostrado na Figura 3 e mencionado acima, o membro longitudinal 4 compreende uma cânula externa 30 e uma cânula interna 32 alojadas de forma rotacional no interior do mesmo. Uma extremidade distal da cânula externa 30 inclui uma cavidade 34 moldada para engatar uma extremidade proximal do anel de fixação 10, evitando que o anel de fixação 10 gire em relação ao mesmo. Em uma modalidade preferencial, por exemplo, a cavidade 34 e a extremidade proximal do anel de fixação 10 possuem formatos hexagonais. Entretanto, aqueles versados na técnica compreenderão que qualquer um de uma variedade de formatos pode ser selecionado para o anel de fixação 10 e para a cavidade 34 contanto que os dois elementos não possam girar um em relação ao outro quando acoplados juntamente. Uma extremidade proximal 36 da cânula externa 30 pode ter um formato para facilitar o engate com um alicate, ou outra ferramenta para aplicação de torque ao mesmo, a fim de girar a cânula externa 30 em torno de um eixo geométrico longitudinal do mesmo, enquanto o manípulo 6 é mantido na mesma posição. Uma extremidade distal 38
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9/20 da cânula interna 32 inclui uma característica de conjugação dimensionada e com formato apropriado para engatar de forma não rotacional uma extremidade proximal do grampo 8 (por exemplo, através de um orifício na extremidade proximal do anel de fixação 10). Assim, a rotação da cânula externa 30 em relação ao manípulo 6 e, consequentemente a cânula interna 32, faz com que o anel de fixação 10 gire em relação ao grampo 8, aparafusando o anel de fixação 10 sobre o grampo 8. Em uma modalidade preferencial, uma extremidade distal 38 pode ter o formato de coroa. Conforme indicado acima, uma extremidade proximal 40 da cânula interna 32 se estende através da cânula externa 30 para engatar de forma não rotacional uma extremidade distal 66 do manípulo 6 a um canal 74 que se estende através da cânula interna 32, estando em comunicação com o canal 76 do manípulo 6. Assim, conforme mostrado nas Figuras 4a e 4b, o cabo 56 pode passar através do membro longitudinal 4 através do canal 74 no interior do manípulo 6, e passar através do mesmo para o mecanismo de tensão, pelo canal 76. Em uma modalidade exemplificadora, a extremidade proximal 40 pode ter formato hexagonal para ser recebida dentro de uma cavidade hexagonal da extremidade distal 66 do manípulo 6.
[0043] Conforme mostrado nas Figuras 5a e 5b, o grampo 8 inclui uma cabeça 12 e um corpo 14 que se estendem de forma próxima a partir da cabeça 12 para uma extremidade proximal 18. A cabeça 12 do grampo 8 pode ter formato esférico para se adaptar ao osso superfície. Entretanto, os versados na técnica compreendem que a cabeça 12 pode ter diversos formatos. O corpo 14 pode ser diminuído com um diâmetro de uma extremidade distal 16 do mesmo, que é levemente maior do que o da extremidade proximal 18. O grampo 8 pode incluir, adicionalmente, um canal 20 que se estende através do mesmo de forma que o cabo 56 pode passar através do comprimento total do grampo 8. O canal 20 pode ser substancialmente cilíndrico e se esten
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10/20 der ao longo de um eixo geométrico longitudinal do grampo 8. Alternativamente, o canal 20 pode diminuir com o formato do corpo 14. O corpo 14 pode incluir rosca 24 ao longo de toda ou de uma porção do comprimento do mesmo e inclui, pelo menos, uma fenda 22 que se estende substancialmente de forma longitudinal através do mesmo a partir da extremidade proximal 18 em direção a extremidade distal 16. As fendas longitudinais 22 podem ser paralelas ao eixo geométrico longitudinal do grampo 8, ao longo de, pelo menos, uma porção de um comprimento do corpo 14, na extremidade proximal 18 do mesmo. As fendas longitudinais 22 podem, por exemplo, ser posicionadas de forma substancialmente simétrica em torno do eixo geométrico longitudinal, de forma que porções separadas 62 da extremidade proximal 18 criadas pelas fendas longitudinais 22 são livres para serem flexionadas de forma radial no interior do canal 20 em oposição ao cabo 56. Por exemplo, em uma modalidade exemplificadora, duas fendas longitudinais 22 substancialmente ortogonais uma em relação à outra dividem a extremidade proximal 18 do corpo 14 em quatro porções espaçadas com formatos substancialmente iguais 62.
[0044] Conforme indicado acima, o corpo 14 é rosqueado para engatar na rosca de um canal 26 que se estende através de um anel de fixação 10 formado, por exemplo, como uma porca. Uma extremidade distal do canal 26 é dimensionada e tem o formato para receber a extremidade distal 16 maior do corpo 14, enquanto uma chanfradura 29 estrangula uma porção proximal do canal 26 de forma que, conforme o anel de fixação 10 é rosqueado adicionalmente de forma distal do corpo 14, a porção de diâmetro proximal reduzida do canal 26 engata as porções 62 do grampo 8 e força o mesmo de forma radial no interior do canal 20 em oposição ao cabo 56. Em uma modalidade preferencial, uma superfície externa 64 do anel de fixação 10 tem o formato hexagonal para engatar uma cavidade correspondente 34 dentro da câ
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11/20 nula externa 30, conforme mostrado nas Figuras 7a a 7c. Será compreendido pelos versados na técnica, entretanto, que a superfície externa 64 do anel de fixação 10 pode ter qualquer formato, contanto que a superfície externa 64 do anel de fixação 10 seja engatada de forma não rotacional pela cânula externa 30. Conforme o anel de fixação 10 é girado em relação ao grampo 8, as roscas 28 engatam as roscas 24 do grampo 8 para puxar o anel de fixação 10 distalmente em relação ao corpo 14, comprimindo as porções 62 e, oposição ao cabo 56. Além disso, conforme indicado acima, a extremidade distal 38 da cânula interna 32 engata as fendas longitudinais 22 ou qualquer outro atributo do grampo 8 para se acoplar de forma não rotacional aos mesmos. Por exemplo, em uma modalidade preferencial, a extremidade distal 38 inclui projeções (por exemplo, com o formato de um X ou de uma cruz) que se estendem no interior das fendas longitudinais 22 para evitar a rotação relativa entre a cânula interna 32 e o grampo 8.
[0045] Conforme mostrado nas Figuras 8 a 21, um método de acordo com uma modalidade exemplificadora da presente invenção fornece reforço mecânico melhorado para uma pélvis fraturada através da fixação de uma placa sobre a superfície quadrilateral do acetábulo por um cabo 56 e um grampo 8, conforme descrito acima. Conforme mostrado na Figura 8, para a preparação para a redução cirúrgica da fratura, o osso fraturado 42 é reposicionado de forma anatômica (por exemplo, com o uso de grampos, fórceps ou qualquer outra ferramenta cirúrgica para sustentar o osso fraturado 42 no lugar) e mantido no local conforme um fio é fixado a um local alvo em um lado dorsolateral 46 do osso 42, conforme mostrado na Figura 9. Aqueles versados na técnica compreenderão que o fio pode ser qualquer fio fino que possa agir como um fio-guia para ferramentas cirúrgicas como, um fio-K, que é um pino esterilizado, afiado, de aço inoxidável liso que pode ser guiado no interior do osso com o uso de uma furadeira de mão ou elétri
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12/20 ca. O fio pode ser inserido no interior do osso 42 até que uma extremidade esteja dentro do centro de uma área alvo da superfície quadrilateral do osso 42, conforme mostrado na Figura 10. Uma broca da furadeira canulada pode, então, ser montada sobre o fio, de forma que o fio funcione como um fio-guia guiando a furadeira para criar um canal 48 através da superfície quadrilateral, conforme mostrado na Figura
11. Uma vez que o canal 48 tenha sido perfurado através do osso, o fio é removido do corpo, enquanto um médico continua apoiando o osso fraturado 42 no lugar.
[0046] Conforme mostrado na Figura 12, uma placa 50 pode ser pré-montada para a implantação dentro do corpo. a placa 50 pode ser selecionada de acordo com o tipo de fratura do osso e de apoio necessário para a redução da fratura. Por exemplo, a placa 50 pode incluir uma ou mais abas de reforço 52 e uma aba de fixação de extremidade 54. As abas de reforço 52 podem ser pré-curvadas para se adaptarem à curva e ao formato da superfície quadrilateral. Além disso, a aba de fixação de extremidade 54 pode ser pré- curvada para que caiba na curva da extremidade pélvica. Alternativamente, um usuário da placa 50 pode moldar a placa 50 conforme desejado, para acomodar a anatomia da área alvo, conforme seria compreendido por aqueles versados na técnica. Dessa forma, a placa 50 é, de preferência, formada por um material suficientemente forte para resistir às forças as quais será exposto quando implantado, mas suficientemente flexível para se adaptar ao formato do osso 42 e receber qualquer curvatura que um usuário necessitar. A placa 50 pode ser montada com um cabo 56 inserido através de um orifício 58 formado, por exemplo, no ou perto de um centro do mesmo, de forma que a tensão aplicada ao cabo 56 puxa toda a placa 50 suavemente em oposição ao osso 42. O cabo 56 pode ser fixado à placa 50 através de qualquer mecanismo conhecido (por exemplo, por uma extremidade distal 68 aumen
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13/20 tada dimensionada para evitar que o cabo 56 escorregue através da placa 50). Assim, se a extremidade 68 é redonda, um diâmetro da extremidade arredondada 68 é selecionado para ser maior do que o diâmetro do orifício 58. A placa 50 pode incluir, adicionalmente, uma endentação 70, ou cavidade, para acomodar a extremidade 68 do cabo 56. Será compreendido por aqueles versados na técnica que a placa 50 não precisa ser pré-montada antes do implante e que o cabo 56 pode ser inserido através do orifício 58, após a placa 50 ter sido posicionada sobre a superfície quadrilateral.
[0047] Conforme mostrado nas Figuras 13 e 14, a extremidade proximal do cabo 56 é passada através do canal 48 para o lado do dorso lateral 46 do osso 42 e puxada na proximidade até que a placa 50 seja mantida em oposição à superfície quadrilateral, apoiando o osso fraturado 42, conforme mostrado na Figura 14. Uma vez que o cabo 56 é puxado firmemente, o cabo 56 será estendido em um ângulo de, aproximadamente, 45o em relação a um plano no qual a placa 50 é localizada, minimizando a possibilidade de remoção do osso enquanto continua apoiando o mesmo de forma suficiente para estabilizar os fragmentos do osso 42 na posição desejada. A placa 50 é, de preferência, posicionada de forma que as abas de reforço 52 sustentam da melhor forma a superfície quadrilateral e de forma que a aba de fixação 54 se ajuste sobre a extremidade pélvica.
[0048] Alternativamente, conforme mostrado nas Figuras 15 e 16, o cabo 56 pode ser passado através do canal 48 a partir do lado do dorso lateral 46 do osso 42, de forma que a porção distal do cabo 56 possa se estender além da superfície quadrilateral. A extremidade distal 68 do cabo 56 pode ser aumentada, porém continua pequena o bastante para passar através do orifício 58 da placa 50 e do canal 48 do osso 42. Assim, a extremidade distal 68 é passada através do orifício 58 e da placa 50, posicionada em oposição à superfície quadrilate
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14/20 ral. Será compreendido por aqueles versados na técnica que a placa 50 pode ter mais de um orifício 58, de forma que a extremidade distal 68 do cabo 56 pode ser inserida através do orifício 58 que posiciona a placa 50 da melhor forma em oposição à superfície quadrilateral. A extremidade distal 68 do cabo 56 pode ser fixada à placa 50 através de uma arruela esférica com fendas 78, que é fixada à extremidade distal 68 do cabo 56. O cabo 56 é passado através de uma fenda da arruela esférica com fendas 78. Será compreendido por aqueles versados na técnica que uma abertura 80 da arruela esférica pode ser menor do que a extremidade distal 68, de forma que a extremidade distal 68 pode não passar através de a abertura 80. Também será compreendido por aqueles versados na técnica que a arruela esférica 78 pode ser deformada de forma que uma largura da fenda é diminuída, evitando que o cabo 56 fique solto. Assim, quando o cabo 56 é puxado firmemente, a placa 50 é mantida na posição em oposição à superfície quadrilateral.
[0049] Conforme mostrado nas Figuras 17 a 20, enquanto continua mantendo a tensão sobre o cabo 56, a extremidade proximal do mesmo é rosqueada através de um mecanismo de fixação 2, no interior da cânula interna 32 e a partir daí para o interior do manípulo 6, onde é engatada com o mecanismo de tensão. A extremidade proximal do grampo 8 é, então, engatada com a extremidade distal 38 da cânula interna 32, enquanto a superfície externa 64 do anel de fixação 10 é engatada na cavidade 34, na extremidade distal da cânula externa 30, e toda a montagem é deslizada ao longo do cabo 56 até a cabeça 12 do grampo 8, que fica ao lado do lado do dorso lateral 46 do osso 42. A tensão através do cabo 56 é então, aumentada peça atuação da maçaneta 72 do manípulo 6 na direção da flecha A, conforme mostrado na Figura 21. Aqueles versados na técnica compreenderão que, durante essa fase, o anel de fixação 10 é apenas aparafusado sobre a
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15/20 extremidade proximal diminuída do corpo 14, de forma que as porções 62 não são engatadas ao cabo 56 e o cabo 56 permanece capaz de deslizar através do grampo 8.
[0050] Será compreendido por aqueles versados na técnica que o mecanismo de fixação 2 pode ser fixado sobre e liberado a partir do cabo 56, como desejado conforme o grampo 8 pode ser móvel entre a configuração de fixação, na qual o cabo 56 é comprimido pela flexão radialmente interna das porções 62 e uma configuração liberada na qual as porções 62 não comprimem o cabo 56 ao inclinar as porções 62 em direção à configuração liberada e projetando a redução de espessura das porções 62 e da chanfradura 30, de forma que as porções 62 não são deformadas de forma flexível quando movidas para a configuração de fixação.
[0051] Uma vez que a tensão desejada tenha sido disposta sobre o cabo 56, a cânula externa 30 do membro longitudinal 4 pode ser girada na direção B, em volta da cânula interna 30, de forma que o anel de fixação 10, no qual a cânula externa 30 é engatada, é aparafusado sobre o grampo 8 que compreende as porções 62 em oposição ao cabo 56 e que fixa o mecanismo de fixação 2 sobre o cabo 56, conforme descrito acima. Será compreendido pelos versados na técnica que girar a cânula externa 30 em uma direção em relação à cânula interna 32 (por exemplo, direção B) aperta o anel de fixação 10 em torno do corpo 14 do grampo 8, enquanto girar a cânula externa na direção oposta afrouxa o anel de fixação 10 a partir do grampo 8, desengata as porções 62 do cabo 56.
[0052] O mecanismo de fixação 2, quando na configuração fixada, mantém uma tensão desejada sobre o cabo 56, assegurando a placa 50 de forma firme sobre a superfície quadrilateral do osso 42, enquanto o mecanismo de fixação 2 é assegurado de forma firme em oposição ao lado do dorso lateral 46 do osso 42. A cabeça 12 do grampo 8
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16/20 está ao lado e guia para a superfície do osso 42, fornecendo reforço mecânico mais eficiente. Uma vez que o mecanismo de fixação 2 foi fixado na configuração fixada, o membro longitudinal 4 e o manípulo 6 pode ser desmontado, conforme mostrado na Figura 20 através da liberação do cabo 56 a partir do mecanismo de tensão do manípulo 6 e desengatando a extremidade distal 66 do manípulo 6 a partir da extremidade proximal 40 da cânula interna 32 do membro longitudinal 4. O manípulo 6 pode, então, ser deslizado do cabo 56 e o membro longitudinal 4 pode ser, então, desengatado do mecanismo de fixação 2, pela remoção da extremidade distal 38 da cânula interna 32 a partir das fendas 22 do grampo 8 e da cavidade 34 da cânula externa 30 a partir do anel de fixação 10. O membro longitudinal 4 pode ser, então, deslizado para fora do cabo 56.
[0053] Conforme mostrado na Figura 22, o cabo 56 restante pode ser cortado o mais próximo possível do mecanismo de fixação 2, conforme desejado, de forma que apenas o mecanismo de fixação 2 permaneça, sendo levemente projetado a partir do lado do dorso lateral 46 do osso 42. Conforme mostrado na Figura 23 e como seria compreendido por aqueles versados na técnica, parafusos de borda adicionais 74 podem ser inseridos através de uma placa de borda adicional 76 a fim de fortalecer a estabilidade e apoio do fragmento de ossos. [0054] Conforme mostrado nas Figuras 24 a 29, uma modalidade alternativa de um mecanismo de fixação 100 compreende um grampo 102 e um anel de fixação 104. O mecanismo de fixação 100 pode ser usado no sistema, conforme descrito acima, para assegurar o grampo 102 em torno do cabo 56, em um local desejável. O grampo 102 é engatável com o anel de fixação 104 para mover um mandril 106 do anel de fixação 104 a partir de uma primeira configuração, na qual o mandril 106 permite que o cabo 56 deslize através de o mecanismo de fixação 100 para uma segunda configuração, na qual o mandril 106
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17/20 comprimido em oposição ao cabo 56, de forma que o cabo 56 é fixado em um local desejável.
[0055] O grampo 102 inclui uma cabeça 108 e um corpo 110 que se estende distalmente a partir de uma extremidade distal 112 da cabeça 108 para uma extremidade distal 114. O grampo 102 inclui, adicionalmente, um lúmen 116 que se estende de forma longitudinal através do mesmo, dimensionado para acomodar de forma deslizável o cabo 56. A cabeça 108 pode ser dimensionada e ter o formato para engatar uma porção do membro longitudinal 4, de forma que o membro longitudinal 4 possa mover o grampo 102 em relação ao anel de fixação 104. Em uma modalidade preferencial, a cabeça 108 pode ter o formato hexagonal para conjugar com uma extremidade distal 38 da cânula interna 32 do membro longitudinal 4 com formato correspondente. Será compreendido por aqueles versados na técnica que a extremidade distal 38 da cânula interna 32 pode tem uma cavidade com formato hexagonal para acomodar a cabeça 108 do grampo 102 ou qualquer cavidade ou protrusão com outro formato, contanto que a extremidade distal 38 da cânula interna 32 seja conjugada com a cabeça 108. O corpo 110 do grampo 102 pode ser dimensionado e ter o formato para engatar com o anel de fixação 104. O corpo 110 pode incluir uma rosca (não mostrada) em volta de uma superfície externa 118 do mesmo. Será compreendido por aqueles versados na técnica, entretanto, que o corpo 108 pode incluir qualquer disposição ou mecanismo para engatar com o anel de fixação 104. Na modalidade mostrada, um diâmetro do corpo 110 pode ser maior do que um diâmetro da cabeça 108. Entretanto, será compreendido por aqueles versados na técnica, que o corpo 1 10 pode ter qualquer tamanho ou formato, contanto que o corpo 110 seja engatável com o anel de fixação 104.
[0056] Conforme descrito acima, o anel de fixação 104 é engatável com pelo menos uma porção do corpo 110 do grampo 102, e pode ser
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18/20 formado como, por exemplo, uma porca. O anel de fixação 104 inclui um canal 120 que se estende de forma longitudinal através do mesmo para acomodar o cabo 56. O canal 120 pode incluir uma primeira porção 122 e uma segunda porção 124 proximal da primeira porção 122. A primeira porção 122 pode ser dimensionada e ter o formato para acomodar o cabo 56 de forma deslizável. Assim, o tamanho da primeira porção 122 pode ser apenas levemente maior do que o tamanho do cabo 56. A segunda porção 124 pode ser dimensionada e ter o formato para acomodar pelo menos uma porção do corpo 110. Assim, um diâmetro interno ou tamanho da segunda porção 124 será maior do que um diâmetro interno da primeira porção 122. A segunda porção 124 pode incluir uma rosca (não mostrada) ao longo de uma superfície interna 126 do mesmo para engatar de forma rotacional com a rosca do corpo 110. Entretanto, será compreendido por aqueles versados na técnica que o anel de fixação 104 pode incluir qualquer mecanismo ou disposição para engatar o grampo 102. Uma superfície externa 128 pode ter o formato de forma que o anel de fixação 104 pode ser conjugado com a cânula externa 30 do membro longitudinal 4. Por exemplo, a superfície externa 128 pode ter o formato hexagonal para ser conjugado com a cavidade hexagonal 34 da cânula externa 30. Assim, será compreendido por aqueles versados na técnica que quando a cânula interna 32 é girada em relação à cânula externa 30, o grampo 102 irá girar em relação ao anel de fixação 104, de forma que o grampo 102 engata o anel de fixação 104.
[0057] O mandril 106 pode ter o formato substancialmente longitudinal e pode ser posicionado no interior do anel de fixação 104, de forma que o mandril 106 pode ser movido a partir da primeira configuração, mostrada nas Figuras 24, 26 e 28, para a segunda configuração, mostrada nas Figuras 25, 27 e 29. O anel de fixação 104 inclui uma fenda 130 que se estende de forma lateral através da mesma pa
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19/20 ra acomodar o mandril 106, de forma que um comprimento do mandril 106 é alojado no interior do canal 120 do anel de fixação 102. A fenda 130 é alongada de forma que uma extremidade proximal 132 da fenda 130 acomoda o mandril 106 na primeira configuração, enquanto uma extremidade distal 134 da fenda 130 acomoda o mandril 106 na segunda configuração. A fenda 130 é angulada de forma que a extremidade proximal 132 passa através da segunda porção 124 do canal 120 e é radialmente projetada para fora da primeira porção 122. Assim, na primeira configuração, o mandril 106 não interfere com a inserção deslizável do cabo 56. Os ângulos fenda 130 radialmente projetados para dentro a partir da extremidade proximal 132 em direção à extremidade distal 134, de forma que a extremidade distal 134 é pelo menos parcialmente no interior da primeira porção 122, interferem no canal 120. Assim, o mandril 106 pode deslizar a partir da extremidade proximal 132 na primeira configuração para a extremidade distal 134 na segunda configuração, para comprimir o cabo 56 que passa através do canal 120, fixando o cabo 56 através deste.
[0058] O mandril 106 pode ser movido a partir da primeira configuração para a segunda configuração conforme o grampo 102 engata o anel de fixação 104. A extremidade distal 114 do grampo 102 toca o mandril 106, de forma que conforme o grampo 102 é movido em relação ao anel de fixação 104 para ser engatado ao anel de fixação 104, a extremidade distal 114 move o mandril 106 distalmente em relação ao anel de fixação 104. Assim, o mandril 106 desliza a partir da extremidade proximal 132 da fenda para a extremidade distal 134 da fenda 130, pressiona o cabo 56 dentro da primeira porção 122 do canal 120. [0059] Ficará claro para os versados na técnica que diversas modificações e variações podem ser feitas na estrutura e metodologia da presente invenção, sem se afastar da essência ou escopo da invenção. Assim, se pretende que a presente invenção cubra as modifica
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20/20 ções e variações dessa invenção, dado que elas venham dentro do escopo das reivindicações anexadas e seus equivalentes.