FUNDAMENTOS DA TÉCNICA
[0001] Em um ambiente de computação, os sites de redes frequentemente utilizam a autenticação do usuário para fins de segurança, por exemplo, para acessar um conteúdo de servidor ou de site de rede ou para realizar transações on-line. A autenticação de usuário normalmente requer que um usuário registre suas informações de identificação no site de rede, muitas vezes fornecendo um nome de usuário único e um código de segurança associado, por exemplo, uma senha alfa-numérica. A autenticação de usuário que utiliza um nome de usuário e uma senha associada é geralmente referida como uma autenticação de único fator. Ocasionalmente, os sites de redes podem solicitar que o usuário forneça mais do que uma forma de autenticação (por exemplo, uma chave de segurança), que é muitas vezes referida como uma autenticação multi fator (por exemplo, uma autenticação de dois fatores). Além disso, os sites de redes podem utilizar códigos de autenticação, a fim de determinar se o usuário é humano ou um programa Internet bot (por exemplo, um computador usado para enviar spam de um site de rede). A autenticação de usuário pode também incluir uma autenticação "fora de banda" através da qual uma autenticação pode ocorrer fora de um sistema de comunicação previamente estabelecido (por exemplo, ao baixar uma chave eletrônica armazenada em uma unidade de memória flash após a entrada de um nome de usuário e senha em uma página da rede).
SUMÁRIO
[0002] O presente Sumário é provido no sentido de apresentar uma seleção de conceitos, em uma forma simplificada, que são descritos em mais detalhes abaixo na Descrição Detalhada. Este Sumário não se destina a identificar os fatores chave ou características essenciais da matéria reivindicada, nem se destina a ser usado no sentido de limitar o âmbito da matéria reivindicada.
[0003] Muitas vezes, quando um usuário de um site de rede deseja acessar determinadas informações ou realizar determinadas transações no site de rede, ele é solicitado a digitar um nome de usuário e senha em uma interface de usuário (UI). O uso de uma senha associada a um nome de usuário particular poderá prover a autenticação do usuário, por exemplo, uma vez que a senha é geralmente conhecida apenas pelo usuário que está registrado no site de rede (por exemplo, um segredo compartilhado). No entanto, a segurança para um acesso remoto a sites de rede poderá ser comprometida quando as senhas são usadas por outras pessoas além do usuário registrado (por exemplo, por ladrões de identidade). A autenticação multi fator pode ser usada para adicionar uma ou mais camadas de segurança à autenticação de usuário, por exemplo, quando um usuário realiza uma compra on-line.
[0004] As técnicas de autenticação multi fator atuais incluem o uso de telefones ou dispositivos móveis como um segundo fator de autenticação. Como um exemplo, quando um usuário do site de rede tenta comprar um produto on-line, o site de rede de hospedagem pode enviar uma mensagem (SMS) de serviço de mensagens curtas (por exemplo, uma mensagem de texto) para o dispositivo móvel do usuário (por exemplo, um telefone celular). Neste exemplo, após receber a mensagem SMS, o usuário pode responder com uma chave de autenticação provida pelo site de rede. Desta forma, por exemplo, um ladrão de identidade precisaria ter o nome de usuário do usuário, a senha e o dispositivo móvel designado, a fim de completar aautenticação.
[0005] As soluções anteriores e atuais incluem um sistema que liga automaticamente para o telefone de um usuário designado ao receber uma solicitação de autenticação de um sistema servidor (Authentify, http://www.authentify.com). No entanto, apenas os sites de redes de terceira parte que têm um acordo comercial anterior e uma licença específica no serviço de autenticação poderão utilizar esse tipo de autenticação multi fator para os seus usuários. Além disso, os sistemas atuais não oferecem um auto-provisionamento de base ampla de um site de terceira parte, por exemplo, que normalmente requer muita interação humana entre um desenvolvedor / proprietário de site de rede que deseja utilizar um serviço de autenticação e a entidade de serviço. Além disso, alguns sistemas atuais exigem que o anfitrião do site de rede forneça a solicitação de autenticação multi fator.
[0006] As soluções anteriores e atuais normalmente não permitem que o usuário final (por exemplo, os usuários que passam por um processo de autenticação multi fator) faça o gerenciamento do processo de autenticação e das informações de conta relacionadas. Por exemplo, nos sistemas atuais, um usuário final poderá não ser capaz de facilmente acessar informações relativas às transações que ocorreram utilizando suas informações de autenticação. Além disso, os usuários finais geralmente não têm uma pronta capacidade para gerenciar quando e como uma autenticação multi fator pode ser usada, ou desligar o serviço em seu dispositivo móvel designado, por exemplo.
[0007] As técnicas e os sistemas são aqui fornecidos para a provisão de registro e gerenciamento de contas de um serviço de autenticação multi fator para os usuários da internet e sites de redes de terceira parte. Em uma modalidade, o registro de um site de rede de terceira parte pode incluir o recebimento de um certificado de identidade digital válido (por exemplo, um certificado SSL), que abrange o site de rede de terceira parte que deseja utilizar o serviço de autenticação multi fator. Além disso, a fim de registrar o site de rede de terceira parte, o serviço de autenticação pode receber um acordo com os termos de uso do serviço de autenticação multi fator para o site de rede de terceira parte. Quando esses itens são recebidos, nesta modalidade, o serviço de autenticação multi fator pode permitir que o site de rede de terceira parte utilize o serviço (por exemplo, acionar o serviço, ou enviar uma chave de autorização para o site de rede de terceira parte).
[0008] Nesta modalidade, o registro de um usuário ao serviço de autenticação multi fator pode incluir permitir que o usuário saiba, através de um aviso de disponibilidade de serviço, se o serviço está disponível com base na localidade do usuário e prover um código curto específico ao país. Além disso, o registro do usuário pode incluir o registro do dispositivo móvel do usuário (por exemplo, um número de telefone móvel) no serviço, por exemplo, para fornecer a autenticação multi fator. Além disso, uma interface de usuário (UI) de gerenciamento de conta de usuário baseada na Internet pode ser provida, que permite ao usuário ver as transações em suas contas, e uma capacidade de desativar a capacidade de um determinado dispositivo móvel autenticar (por exemplo, se o telefone for perdido).
[0009] Para a realização das finalidades precedentes e relacionadas, a descrição a seguir e os desenhos em anexo apresentam certos aspectos ilustrativos e implementações. Esses são indicativos de apenas algumas dentre as várias maneiras nas quais um ou mais aspectos podem ser empregados. Outros aspectos, vantagens e características inovadoras da presente invenção ficarão evidentes a partir da descrição detalhada a seguir, quandoconsiderada em conjunto com os desenhos em anexo.
DESCRIÇÃO DOS DESENHOS
[00010] A Figura 1 é um diagrama de blocos ilustrando uma modalidade exemplar de uma autenticação de usuário multi fator.
[00011] A Figura 2 é um fluxograma que ilustra um método exemplar para a provisão de gerenciamento de conta de serviço de autenticação para um usuário de um serviço de autenticação multi fator de sites de redes de terceira parte.
[00012] A Figura 3 é um fluxograma que ilustra uma modalidade exemplar de um usuário que utiliza uma provisão de gerenciamento de conta de serviço de autenticação.
[00013] A Figura 4 é uma ilustração de uma modalidade exemplar de uma janela de registro de usuário de um site de rede de autenticação multi fator.
[00014] A Figura 5 é uma ilustração de uma modalidade exemplar de uma janela de gerenciamento de conta de usuário de um site de rede de autenticação multi fator.
[00015] A Figura 6 é um fluxograma que ilustra um método exemplar para o registro de um site de rede de terceira parte para utilizar um serviço de autenticação multi fator.
[00016] A Figura 7 é um diagrama de blocos ilustrando uma modalidade exemplar de um site de rede de terceira parte que se registra em um serviço de autenticação multi fator.
[00017] A Figura 8 é uma ilustração de outra modalidade exemplar de um site de rede de terceira parte que se registra em um serviço de autenticação multi fator.
[00018] A Figura 9 é uma ilustração de um meio legível em computador exemplar composto por instruções executáveis em processador configuradas de modo a incorporar uma ou mais dentre as provisões apresentadas neste documento.
[00019] A Figura 10 ilustra um ambiente de computação exemplar no qual uma ou mais dentre as provisões aqui apresentadas podem ser implementadas.
DESCRIÇÃO DETALHADA
[00020] A matéria reivindicada é agora descrita com referência aos desenhos, nos quais números de referência similares são usados para se referir a elementos similares em toda a sua totalidade. Na descrição a seguir, para fins de explicação, inúmeros detalhes específicos são apresentados a fim de proporcionar uma compreensão aprofundada da matéria reivindicada. Pode ser evidente, porém, que a matéria reivindicada pode ser praticada sem esses detalhes específicos. Em outros casos, estruturas e dispositivos são mostrados em forma de diagrama de blocos a fim de facilitar a descrição do objeto reivindicado.
[00021] A Figura 1 é uma ilustração de um exemplo de autenticação de usuário multi fator 100. Neste exemplo, uma página de navegador 102 dispõe de um primeiro fator de autenticação 104 na forma de um registro (login) de usuário, usando um nome de usuário e senha. Quando um usuário 108 inicializa a autenticação digitando o seu nome de usuário e senha na caixa de login 104, um segundo nível de autenticação pode, por exemplo, estar presente em um segundo quadro 106 na página de navegador 102. Neste exemplo, o segundo quadro pode conter uma imagem de texto distorcido (por exemplo, uma imagem CAPTCHA), e uma mensagem de status informando ao usuário que uma mensagem será enviada para o seu dispositivo móvel 110, juntamente com instruções sobre como proceder.
[00022] No exemplo de autenticação 100, a fim de prosseguir com a autenticação do usuário, o usuário 108 recebe a mensagem relativa à autenticação em seu dispositivo móvel 110. Neste exemplo, a mensagem pode incluir uma mensagem de texto via SMS, e pode incluir instruções sobre como completar a autenticação. O usuário 108 pode enviar uma resposta à mensagem, que inclui o código de texto da imagem de texto distorcido no quadro 106 na página de navegador 102. Tendo recebido uma resposta adequada à mensagem de autenticação, o usuário 108 pode ser autenticado.
[00023] Em uma modalidade, os usuários podem querer acessar um site de rede que inclui informações pessoais do usuário (por exemplo, um site de rede para acessar os registros médicos de um indivíduo de uma clínica). Nesta modalidade, o site de rede pode solicitar que o usuário faça o login usando um nome de usuário e senha pré-registrados, que podem ser usados para identificar informações de autenticação do usuário a partir de um banco de dados. No entanto, quando um usuário tenta acessar o serviço de autenticação pela primeira vez, por exemplo, algumas informações de registro podem ser necessárias para processar a autenticação de usuário. Como exemplo, um usuário pode precisar se registrar em um dispositivo móvel que pode ser usado pelo serviço de autenticação para o envio de mensagens de autenticação.
[00024] Em um aspecto, um usuário de um site de rede de terceira parte que utiliza um serviço de autenticação multi fator, por exemplo, para realizar transações on-line, poderá primeiramente precisar se registrar no serviço de autenticação multi fator. Em uma modalidade, o registro pode incluir a provisão do serviço com um código de acesso de dispositivo móvel, tal como um número de telefone móvel, de modo que uma segunda autenticação para o usuário possa utilizar o dispositivo móvel. Além disso, neste aspecto, o usuário pode desejar gerenciar os detalhes de seu serviço de autenticação multi fator, por exemplo, como a visualização de transações passadas envolvendo a sua autenticação. Neste exemplo, o gerenciamento de conta pode também envolver a permissão de um usuário revogar a designação de um dispositivo móvel para autenticação.
[00025] A Figura 2 é um fluxograma de um método exemplar 200 para a provisão de gerenciamento de conta de serviço de autenticação para um usuário de um serviço de autenticação multi fator de sites de redes de terceira parte. O método exemplar 200 começa na etapa 202 e envolve o registro de um usuário no serviço de autenticação multi fator, na etapa 204. O registro do usuário pode incluir a provisão ao usuário de um aviso de disponibilidade do serviço de autenticação multi fator, baseado em sua localidade, na etapa 206. Como exemplo, um serviço de autenticação multi fator pode utilizar um serviço de mensagens curtas (SMS) com base em um segundo nível de autenticação, que pode ser específico para um país no qual o usuário se localiza. Neste exemplo, quando um usuário utiliza este serviço em um país no qual o serviço de autenticação multi fator não tem a capacidade de operar, um aviso pode ser fornecido ao usuário (por exemplo, em um site de rede no qual um usuário pode estar registrado) que informa que o serviço não se encontra disponível.
[00026] Na etapa 208, o registro do usuário pode ainda incluir a provisão de um código de acesso móvel de serviço de autenticação específico à localização para o usuário, com base em sua localidade. Em uma modalidade, por exemplo, um dispositivo móvel designado por um usuário do serviço pode incluir um telefone móvel. Nesta modalidade, um código curto pode ser utilizado pelo usuário a fim de acessar o serviço de autenticação multi fator usando o seu telefone móvel, por exemplo, para responder a uma mensagem de autenticação ou para consultar o serviço para informações de conta. Além disso, nesta modalidade, os códigos curtos utilizados pelos telefones móveis podem ser específicos a uma localidade geográfica, como um país, por exemplo. Nesta modalidade, um código curto específico a um pais pode ser provido ao usuário para acessar (porexemplo, chamar) o serviço de autenticação multi fator.
[00027] Na etapa 210, no método exemplar 200, o registro do usuário pode incluir ainda o registro do dispositivo móvel desejado do usuário (por exemplo, o celular) no serviço de autenticação multi fator, para ser usado durante a autenticação multi fator. Como exemplo, assim que o telefone móvel é registrado, um serviço de autenticação multi fator pode enviar uma mensagem SMS (por exemplo, uma mensagem de texto) para o telefone designado de um usuário depois que o usuário se registra em um site de rede de terceira parte que utiliza o serviço. Neste exemplo, a fim de ser autenticado (por exemplo, por um segundo nível) o usuário pode responder a mensagem SMS com um código que aparece no site de rede (por exemplo, ou em outra modalidade, o usuário pode digitar um código no site de rede que foi enviado para o seu telefone, por SMS).
[00028] No método exemplar 200, na etapa 212, um serviço de revogação de conta de usuário baseado na Internet pode ser provido, o qual pode incluir uma interface de usuário (UI) que permite a um usuário revogar a designação de um dispositivo móvel para futuras autenticações multi fator pelo serviço de autenticação multi fator. Por exemplo, quando um usuário do serviço de autenticação multi fator vem a perder o aparelho celular designado para o serviço de autenticação, ele poderá não ser capaz de acessar as áreas do site de rede que utilizam o serviço. Além disso, neste exemplo, quando uma outra pessoa encontra o celular, ela poderá ser capaz de autorizar transações às quais o usuário não é uma parte. Portanto, em uma modalidade, um usuário pode registrar a sua conta no serviço de autenticação e desativar o celular perdido para uso na autenticação, por exemplo.
[00029] Em outra modalidade, a interface UI de serviço de revogação de conta de usuário baseado na Internet pode prover a um usuário a capacidade de permitir autenticação sem utilizar o dispositivo móvel designado do usuário. Como exemplo, se um usuário perder o seu dispositivo móvel e desativar o dispositivo usando a interface UI de conta de usuário do serviço de autenticação, o usuário pode ainda desejar acessar os sites de redes de terceira parte que utilizam o serviço de autenticação multi fator. Neste exemplo, o serviço de autenticação pode permitir que um usuário se autentique sem ter de utilizar o dispositivo móvel perdido. Além disso, o serviço de autenticação pode limitar este tipo de desativação, por exemplo, a um tempo antes de solicitar que um usuário reative um protocolo de segurança. Em outro exemplo, um usuário pode estar localizado em uma área na qual ele não pode receber mensagens no seu dispositivo móvel designado (por exemplo, fora do alcance da torre de celular), ou o dispositivo móvel pode não estar operante (por exemplo, a bateria defeituosa / drenada, bateria perdida, dispositivo danificado, etc.) Neste exemplo, o serviço de autenticação pode permitir que um usuário "desative por um tempo" o uso do dispositivo móvel, através da realização de medidas de segurança adicionais (por exemplo, números PIN secretos compartilhados, perguntas secretas compartilhadas, etc.) da conta do usuário no site de rede de autenticação.
[00030] No método exemplar 200, na etapa 212, um serviço de relatório de conta de usuário baseado na Internet pode ser provido, que pode incluir uma interface UI que relata a transação de atividade de conta de usuário para o usuário. Por exemplo, um usuário pode querer rever as transações on-line nas quais utilizou o serviço de autenticação multi fator, tais como logins seguros, compras on-line, ou downloads. Desta forma, neste exemplo, um usuário pode ter a capacidade de monitorar a atividade associada à sua conta para a prevenção de fraudes ou para fins de contabilidade geral. Ter provido um serviço de relatório de conta, o método exemplar 200 se finaliza na etapa 216.
[00031] A Figura 3 é um fluxograma que ilustra uma modalidade exemplar 300 de um usuário que utiliza uma provisão de gerenciamento de conta de serviço de autenticação. Na modalidade exemplar 300, um usuário pode se registrar em um serviço de autenticação multi fator, na etapa 304, a qual pode incluir o fornecimento de informações relacionadas ao usuário juntamente com um número de acesso de dispositivo móvel (por exemplo, um número de telefone móvel), e o usuário se designa para uma autenticação multi fator. Como exemplo, a Figura 4 é uma ilustração de uma modalidade exemplar 400 de uma janela de registro de usuário 402 de um site de rede de autenticação multi fator 404. Nesta modalidade exemplar 400, um usuário que se registra para utilizar o serviço de autenticação multi fator pode digitar um nome de usuário 406, uma senha 408 (por exemplo, um segredo compartilhado que compreende uma sequência alfanumérica), um país no qual o usuário utiliza o serviço 410, e um número para o seu telefone móvel designado 412 (por exemplo, que serviço pode usar para um segundo nível de autenticação).
[00032] Em outra modalidade, um usuário pode ser solicitado a digitar informações pessoais adicionais, tais como o seu nome verdadeiro, um endereço físico, outras informações de contato e informações de faturamento (por exemplo, se um custo está associado ao serviço de autenticação). Além disso, nesta modalidade, o usuário pode fornecer uma resposta a uma pergunta específica que apenas o usuário saberá, em caso de esquecimento da senha pelo usuário. Além disso, em outra modalidade, na qual um usuário pode compartilhar o seu dispositivo móvel designado com pelo menos uma outra pessoa, por exemplo, o usuário poderá querer configurar um código de identificação individual pessoal (PIC), que poderá ser conhecido apenas pelo usuário. Desta forma, neste exemplo, apenas o usuário pode se autenticar usando o dispositivo móvel mediante o código PIC, uma vez que uma segunda pessoa que utiliza o telefone poderá não saber o código PIC.
[00033] Na Figura 3, na etapa 306 na modalidade exemplar 300, o serviço de autenticação multi fator pode determinar se os serviços de autenticação podem ser oferecidos na localidade do usuário (por exemplo, país), e sendo este o caso, prover um código curto específico ao país para o usuário acessar o serviço remotamente, por exemplo. Em uma modalidade, o usuário pode digitar um local (por exemplo, um país) no qual o usuário deseja utilizar os serviços de autenticação. Nesta modalidade, por exemplo, o serviço pode determinar se os seus serviços podem ser oferecidos no país no qual o usuário pretende usar o serviço. Neste exemplo, o serviço de autenticação multi fator pode não ter recursos ou capacidades operacionais de um determinado país, limitando, assim, a disponibilidade do serviço no país em questão.
[00034] Em outra modalidade, a localização do usuário cadastrado pode ser determinada através de uma pesquisa de protocolo de Internet (IP) inversa. Nesta modalidade, por exemplo, o serviço poderá recuperar um endereço de protocolo IP do computador utilizado pelo usuário durante o registro e realizar uma pesquisa de protocolo IP inversa a fim de determinar a localização geográfica do usuário (por exemplo, em qual país o usuário está localizado).
[00035] Em uma modalidade, um código curto pode ser usado por um dispositivo móvel, como um telefone celular, a fim de contatar o serviço de autenticação multi fator. O código curto pode ser usado, por exemplo, para responder a uma mensagem de autenticação do serviço ou para acessar as informações de conta de usuário do serviço. Nesta modalidade, um código curto pode ser específico a respectivas localizações geográficas. Por exemplo, um usuário localizado nos Estados Unidos pode utilizar um primeiro código curto, enquanto um usuário na França pode usar um segundo código curto para acessar o serviço de autenticação a partir de um dispositivo móvel. Neste exemplo, o serviço de autenticação multi fator pode fornecer um código curto para o usuário que pode ser utilizado no país no qual o usuário pretende utilizar o serviço.
[00036] Na etapa 308 da modalidade exemplar 300, o serviço de autenticação multi fator pode realizar um teste de autenticação multi fator. Por exemplo, a fim de determinar se o dispositivo móvel designado pode ser usado para autenticação e/ou oferecer ao usuário uma certa experiência na utilização da autenticação multi fator, o serviço pode realizar um autenticação teste enquanto encaminha o usuário pelas etapas. Uma modalidade de uma autenticação multi fator é ilustrada na Figura 1, 100, conforme descrita acima.
[00037] Na etapa 310, na presente modalidade, o serviço pode enviar uma mensagem de autenticação teste de segundo nível para o telefone móvel do usuário, por exemplo, depois de o usuário ter entrado suas apropriadas informações de logon de autenticação de primeiro nível. Por exemplo, conforme mostrado na Figura 1, 100, o usuário 108 pode digitar o seu nome de usuário e senha na etapa 104 na página da rede 102 do serviço, e o serviço pode enviar uma mensagem SMS para o telefone móvel 110 do usuário, que instrui o usuário 108 sobre como completar a autenticação.
[00038] Na etapa 312, na modalidade exemplar 300, ao executar o teste, a autenticação multi fator pode compreender as etapas de o usuário poder responder a mensagem de teste enviada pelo serviço usando o seu telefone móvel, com uma resposta apropriada. Como exemplo, na Figura 1, 100, o usuário 108 é solicitado a responder a mensagem SMS enviada pelo serviço com um código que é mostrado 106 na página da rede do serviço. Neste exemplo, o usuário 108 pode digitar o código exibido 106 em uma mensagem SMS de resposta enviada para o serviço usando um código curto para acessar o serviço a partir de um dispositivo móvel.
[00039] Em outra modalidade, por exemplo, uma mensagem SMS enviada para o telefone móvel de um usuário pode conter um código. Neste exemplo, o usuário pode ser solicitado a digitar o código da mensagem SMS em uma caixa no site de rede do serviço. Desta forma, neste exemplo, apenas o usuário que recebe a mensagem em seu telefone móvel, e que está utilizando o serviço a partir de um computador, poderá digitar o código para uma autenticação de segundo nível.
[00040] Na Figura 3, na etapa 314 da modalidade exemplar 300, depois de o usuário se registrar no serviço de autenticação multi fator, o usuário poderá começar a acessar um ou mais sites de redes de terceira parte que utilizam o serviço de autenticação multi fator. Em uma modalidade, um usuário pode desejar para gerenciar os aspectos de sua conta de autenticação multi fator. Na etapa 316, um usuário pode perder o seu dispositivo móvel que foi designado pelo usuário para uso em uma autenticação multi fator. Na etapa 318, por exemplo, um usuário pode se conectar à sua conta de autenticação multi fator e revogar a designação do dispositivo móvel para autenticação. Como exemplo, a Figura 5 é uma ilustração de uma modalidade exemplar 500 de uma janela de gerenciamento de conta de usuário 502 de um site de rede de autenticação multi fator. Nesta modalidade 500, como exemplo, o usuário pode ativar um botão 506 na página da rede que pode remover automaticamente a designação do telefone móvel do usuário de sua conta de autenticação. Em outra modalidade, a ativação de um evento de "telefone perdido" na conta pode permitir que um usuário acione um dispositivo móvel diferente para a autenticação.
[00041] Na etapa 320, na modalidade exemplar 300 da Figura 3, um usuário pode readquirir o dispositivo móvel perdido, ou ele poderá adquirir um novo dispositivo móvel. Na etapa 322, um usuário pode utilizar o serviço de gerenciamento de conta para o serviço de autenticação multi fator reativar o dispositivo móvel encontrado, ou para ativar um novo dispositivo móvel para uso na autenticação multi fator.
[00042] Depois de utilizar o serviço de autenticação multi fator, por exemplo, através de sites de redes de terceira parte, um usuário pode querer rever as transações para as quais a sua conta foi usada. Na etapa 326 da modalidade exemplar 300, um usuário pode se registrar em um site de rede de serviço de autenticação multi fator (por exemplo, como na Figura 5, 500) para gerenciar a sua conta. Na etapa 320, o usuário pode analisar um relatório de transação, por exemplo, que pode incluir uma lista de transações atribuídas à conta do usuário. Na Figura 5, 500, um relatório de transações de usuário 504 pode incluir uma lista de atividades de conta, por exemplo, incluindo a data da transação, a ação, o domínio que utiliza a autenticação, e o local a partir do qual foi iniciada a autenticação (por exemplo, pelo usuário). Em uma modalidade, as transações podem ser classificadas pelos vários elementos das respectivas transações (por exemplo, data, local, etc.). O gerenciamento de transações de conta, por exemplo, pode facilitar a prevenção de fraude para o usuário, por meio do qual transações fraudulentas poderão ser identificadas.
[00043] Na etapa 334, um usuário pode ter acesso aos serviços de gerenciamento de conta a fim de alterar as configurações da conta. Como exemplo, na Figura 5, 500, uma caixa de configurações de conta 508 pode ser situada na página da rede do serviço de autenticação 502 para a conta do usuário. Neste exemplo, um usuário pode selecionar dentre uma lista de configurações de conta que podem ser alteradas. Como exemplo, um usuário pode querer simplesmente querer que um site de rede de terceira parte utilize o serviço de autenticação multi fator depois de inicialmente se registrar no site, e não exigir a autenticação multi fator por um determinado período de tempo após o registro inicial. Neste exemplo, um usuário pode gerenciar suas configurações de conta a fim de determinar um intervalo de tempo entre autenticações multi fator. Outra configuração de conta que pode ser gerenciada, por exemplo, pode incluir uma alteração no perfil do usuário (Por exemplo, a inclusão de informações de faturamento, se necessário), a restrição de autenticação para sites de redes específicos de terceira parte, a ativação de um código de dispositivo móvel compartilhado (como descrito acima), o desligamento ou a restrição do serviço, ou a alteração de uma designação de dispositivo móvel.
[00044] Na etapa 324, na modalidade exemplar 300, um usuário pode usar seu dispositivo móvel para gerenciar a sua conta do serviço, por exemplo, sem se registrar em um site de rede. Nesta modalidade, na etapa 328, um usuário pode enviar uma consulta para o serviço de autorização multi fator, utilizando, por exemplo, um código curto, solicitando informações referentes a uma última transação que foi concluída e/ou tentada para a conta do usuário. Nesta modalidade, na etapa 332, o serviço pode responder com as informações solicitadas. Desta forma, por exemplo, um usuário pode gerenciar a sua conta usando apenas o seu dispositivo móvel (por exemplo, através do envio de solicitações de informação ou para alterar configurações).
[00045] Na etapa 336, um usuário pode solicitar que as transações futuras que envolvem o usuário, nos sites de redes de terceira parte que utilizam o serviço de autenticação multi fator, apliquem a autenticação multi fator. Nesta modalidade, a solicitação pode ser enviada pelo usuário para o serviço usando o seu dispositivo móvel e o código de acesso (por exemplo, o código curto) para o serviço. Como exemplo, um usuário pode configurar a sua conta no sentido de utilizar apenas a autenticação multi fator nos sites de redes de terceira parte apenas uma vez por semana, ao se registrar nos sites de redes. Neste exemplo, um usuário pode solicitar que todos os logons futuros para os sites de redes de terceira parte utilizem a autenticação multi fator.
[00046] Será apreciado que, embora alguns exemplos de serviço de gerenciamento de conta de usuário tenham sido descritos na modalidade e no exemplo acima, as técnicas aqui descritas não são limitadas a estas modalidades e exemplos. As pessoas versadas na técnica podem conceber técnicas e sistemas para serviços de gerenciamento de conta de usuário alternativos que podem ser utilizados pelas técnicas e sistemas descritos no presente documento.
[00047] Em outro aspecto, para que os sites de redes de terceira parte façam com que seus usuários utilizem os serviços de autenticação multi fator, o usuário poderá se registrar no serviço de autenticação multi fator. Neste aspecto, a configuração de um serviço de autenticação multi fator em um site de rede de terceira parte pode ser trabalhosa. Por exemplo, as relações comerciais anteriores, a instalação e configuração de hardware e software, ou outra intervenção humana são normalmente necessárias para que se tenha esse tipo de autenticação multi fator para um site de rede. No entanto, um método pode ser elaborado para o registro de um site de rede de terceira parte no sentido de utilizar um serviço de autenticação multi fator, ao mesmo tempo diminuindo a intervenção humana entre o site de rede de terceira parte e o serviço de autenticação multi fator.
[00048] A Figura 6 é um fluxograma que ilustra um método exemplar 600 para o registro de um site de rede de terceira parte para utilizar um serviço de autenticação multi fator. A modalidade exemplar 600 se inicia na etapa 602 e inclui o registro no site de rede de terceira parte. Na etapa 606, o registro do site de rede de terceira parte pode incluir o serviço de autenticação multi fator recebendo um certificado de identidade digital válido para o site de rede de terceira parte. Por exemplo, a fim de inicializar um registro de site de rede de terceira parte no serviço de autenticação, um certificado de chave pública válido, que certifica a identidade ou o site de rede de terceira parte pode ser enviado para o serviço de autenticação multi fator. Desta forma, neste exemplo, o serviço pode saber a identidade válida do site de rede de terceira parte (por exemplo, e os responsáveis pelo mesmo) para futuras transações potenciais entre os mesmos (por exemplo, faturamento, fechamento de serviços, etc.).
[00049] Na etapa 608, o registro do site de rede de terceira parte pode incluir o serviço de autenticação multi fator recebendo uma aquiescência aos termos de uso do serviço de autenticação multi fator do site de rede de terceira parte. Por exemplo, em uma modalidade, depois de receber um certificado de chave pública público que certifica a identidade ou o site de rede de terceira parte, o serviço de autenticação multi fator envia os termos de uso do serviço de autenticação multi fator para os responsáveis pelo site de rede de terceira parte. Nesta modalidade, os responsáveis pelo site de rede de terceira parte podem retornar uma cópia executada dos termos de uso, ou outra indicação de que os mesmos concordam com os termos. Em outra modalidade, os termos de uso podem conter uma linguagem que indica aos responsáveis pelo site de rede de terceira parte que a iniciação do serviço de autenticação multi fator pelo site de rede de terceira parte indica aquiescência aos termos de uso.
[00050] Na etapa 610, na ausência de uma intervenção humana adicional entre o site de rede de terceira parte e o serviço de autenticação multi fator antes de o site de rede de terceira parte inicializar a utilização do serviço de autenticação multi fator, o serviço de autenticação multi fator podendo permitir que o site de rede de terceira parte utilize o serviço de autenticação multi fator no site de rede registrado. Como exemplo, após o registro do site de rede de terceira parte no serviço de autenticação multi fator, o serviço pode acionar o serviço do site de rede de terceira parte. Em uma modalidade, a ativação do serviço pode compreender o envio de um código de acesso para o site de rede de terceira parte que pode ser usado para acessar o serviço. Em outra modalidade, o serviço pode ser ativado através do fornecimento de um código para o site de rede de terceira parte, que um desenvolvedor pode ser instalado no site de rede a fim de utilizar o serviço. Em outra modalidade, o serviço pode ser ativado ao se fazer com que o provedor de serviço de autenticação multi fator instale o domínio do site de rede de terceira parte em uma lista de usuários registrados.
[00051] Será apreciado que a ativação do serviço pode compreender técnicas alternativas concebidas pelos versados na técnica. Além disso, as técnicas e sistemas descritos no presente documento não se limitam às modalidades para a ativação do serviço conforme acima descrito.
[00052] A Figura 7 é um diagrama de blocos que ilustra uma modalidade exemplar 700 de um site de rede de terceira parte que se registra em um serviço de autenticação multi fator. Na presente modalidade 700, o site de rede de terceira parte 704 envia um certificado de identificação digital válido 750 para o serviço de autenticação multi fator 702. Por exemplo, um desenvolvedor de site de rede de terceira parte pode enviar um email para o serviço solicitando registro, juntamente com um certificado de chave pública anexado.
[00053] Nesta modalidade 700, depois de receber o certificado, o serviço de autenticação multi fator 702 pode enviar termos de uso para o serviço 752 para o site de rede de terceira parte 704. O site de rede de terceira parte 704 pode enviar uma indicação de que o mesmo aceita 754 os termos de uso para o serviço, e o serviço 702 pode enviar um código de ativação 756 para o site de rede de terceira parte 704, de modo que o mesmo possa iniciar a utilização do serviço.
[00054] Em outra modalidade, um desenvolvedor de site de rede de terceira parte pode responder a um anúncio, por exemplo, que incorpora os termos de uso para o serviço de autenticação multi fator. Neste exemplo, a aquiescência aos termos de uso pode compreender o envio do certificado de identificação digital para o provedor de serviço de autenticação multi fator.
[00055] Em outra modalidade, o registro e a ativação do serviço de autenticação multi fator podem ser associados aos serviços de desenvolvimento de site de rede disponíveis a partir de um portal de desenvolvimento de site de rede. Por exemplo, um desenvolvedor de site de rede de terceira parte pode utilizar um portal de desenvolvimento de site de rede a fim de facilitar o desenvolvimento e o gerenciamento de seu site de rede. Neste exemplo, o serviço de autenticação multi fator pode ser um dentre uma pluralidade de serviços a la carte disponíveis a partir do portal de desenvolvimento. Assim sendo, neste exemplo, o desenvolvedor de site de rede de terceira parte pode se registrar no portal de desenvolvimento (por exemplo, incluindo o suprimento de um certificado de identificação digital válido), e mais tarde selecionar o serviço de autenticação multi fator para o seu site de rede.
[00056] A Figura 8 é uma ilustração de uma outra modalidade exemplar 800 de um site de rede de terceira parte que se registra em um serviço de autenticação multi fator, por exemplo, utilizando um relacionamento de portal de desenvolvimento de site de rede. Nesta modalidade exemplar 800, um desenvolvedor de site de rede de terceira parte (por exemplo, o desenvolvedor@newwebsite.com) pode se pré-registrar em um portal de desenvolvimento 810. Como um exemplo, o registro no portal de desenvolvimento 810 pode compreender o envio de um certificado de chave pública a fim de identificar o site de rede de terceira parte, juntamente com a aquiescência aos termos de uso 812. Além disso, na presente modalidade 800, o registro pode incluir as informações de perfil do desenvolvedor 806, as informações de site de rede de terceira parte 814, e pode incluir informações de faturamento (por exemplo, quando o portal de desenvolvimento cobra pelo serviço, um cartão de crédito poderá ser mantido em arquivo).
[00057] Na presente modalidade, quando um desenvolvedor registrado deseja adicionar o serviço de autenticação multi fator ao seu site de rede, o desenvolvedor pode selecionar o serviço a partir de uma lista de serviço oferecido pelo portal de desenvolvimento 810. Após o registro no serviço, por exemplo, um código de interface de programas aplicativos (API) 802 pode ser gerado, o que permite que o site de rede de terceira parte acesse uma interface API para a utilização do serviço de autenticação em seu site de rede. Além disso, uma chave secreta 804 (por exemplo, um segredo compartilhado entre o site de rede de terceira parte e o portal de desenvolvimento) pode ser gerada, a qual pode ser usada no sentido de autenticar o site de rede de terceira parte ao acessar serviços.
[00058] Será apreciado que os versados na técnica podem conceber modalidades alternativas para o registro e a habilitação de um site de rede de terceira parte utilizar um serviço de autenticação, enquanto apenas tem de receber um certificado de identificação digital válido, a aquiescência aos termos de uso, e a habilitação da terceira parte usar o serviço. No entanto, as técnicas descritas no presente documento não se limitam à modalidade acima descrita, apenas as etapas descritas que são realizadas na ausência de uma intervenção humana adicional entre o site de rede de terceira parte e o serviço de autenticação multi fator antes de o site de rede de terceira parte inicializar a utilização do serviço de autenticação multi fator.
[00059] Ainda, uma outra modalidade envolve um meio legível em computador compreendendo instruções executáveis em processador configuradas para implementar uma ou mais dentre as técnicas aqui apresentadas. Um meio legível em computador exemplar que pode ser concebido desta maneira é ilustrado na Figura 9, na qual a implementação 900 compreende um meio legível em computador 908 (por exemplo, um CD-R, DVD-R, ou uma placa de uma unidade de disco rígido), no qual são codificados dados legíveis em computador 906. Estes dados legíveis em computador 906, por sua vez, compreende um conjunto de instruções de computador 904 configurado para operar de acordo com um ou mais dentre os princípios aqui apresentados. Em uma tal modalidade 900, as instruções executáveis em processador 904 podem ser configuradas de modo a executar um método, tal como o método exemplar 200 da Figura 2, por exemplo. Em outra modalidade deste tipo, as instruções executáveis em processador 904 podem ser configuradas de modo a executar um método, tal como o método exemplar 600 da Figura 6, por exemplo. Muitos destes meios legíveis em computador podem ser concebidos por aqueles versados na técnica, os quais são configurados de modo a operar de acordo com as técnicas aqui apresentadas.
[00060] Embora a matéria da presente invenção tenha sido descrita em uma linguagem específica a aspectos estruturais e/ou etapas metodológicas, deve-se entender que a matéria definida nas reivindicações em apenso não é necessariamente limitada aos aspectos específicos ou etapas acima descritas. Ao contrário, os aspectos específicos e etapas acima descritas são apresentados como formas exemplares de se implementar as reivindicações.
[00061] Conforme usado no presente pedido, os termos "componente,""módulo,""sistema", "interface", ou coisa do gênero são, de modo geral, concebidos de modo a se referirem a uma entidade relacionada a computadores, quer seja um hardware, uma combinação de hardware e software, um software, ou um software em execução. Por exemplo, um componente pode ser, mas não se limita a, um processo executado em um processador, um processador, um objeto, um encadeamento de execução, executável, um programa, e/ou um computador. A guisa de ilustração, tanto um aplicativo que é executado em uma controladora, como a própria controladora podem ser um componente. Um ou mais componentes podem residir dentro de um processo e/ou encadeamento de execução e um componente pode ser localizado em um computador e/ou distribuído entre dois ou mais computadores.
[00062] Além disso, a matéria reivindicada pode ser implementada como um método, aparelho, ou artigo de fabricação que utiliza uma programação padrão e/ou técnicas de engenharia a fim de produzir um software, um firmware, um hardware, ou qualquer combinação dos mesmos de modo a controlar um computador no sentido de implementar a matéria da presente invenção. O termo "artigo de fabricação" conforme usado no presente documento pretende abranger um programa de computador acessível a partir de qualquer dispositivo legível em computador, portadora, ou meio. Evidentemente, os versados na técnica irão reconhecer que muitas modificações podem ser feitas à esta configuração, sem se afastar do âmbito de aplicação ou espírito da matéria reivindicada.
[00063] A Figura 10 e a apresentação a seguir oferecem uma breve descrição geral de um ambiente computacional adequado para a implementação das modalidades de uma ou mais dentre as provisões aqui apresentadas. O ambiente operacional da Figura 10 é tão- somente um exemplo de um ambiente operacional adequado e não tem a intenção de sugerir nenhum tipo de limitação quanto ao âmbito de aplicação ou funcionalidade do ambiente operacional. Os dispositivos de computação exemplares incluem, mas não se limitam a, computadores pessoais, computadores servidores, dispositivos portáteis ou laptop, dispositivos móveis (tais como telefones móveis, Assistentes Digitais Pessoais (PDA), tocadores de mídia, ou coisa do gênero), sistemas multiprocessadores, equipamentos eletrônicos domésticos, mini computadores, computadores de grande porte, ambientes computacionais distribuídos que incluem quaisquer dentre os sistemas ou dispositivos acima, ou coisa do gênero.
[00064] Embora não seja uma exigência, as modalidades são descritas no contexto geral das "instruções legíveis em computador" que são executadas por um ou mais dispositivos computacionais. As instruções legíveis em computador podem ser distribuídas através de um meio legível em computador (a ser apresentado a seguir). As instruções legíveis em computador podem ser implementadas como módulos de programa, tais como funções, objetos, Interfaces de programas aplicativos (API), estruturas de dados, ou coisa do gênero, que executam tarefas específicas ou implementam tipos de dados abstratos específicos. Tipicamente, a funcionalidade das instruções legíveis em computador pode ser combinada ou distribuída conforme desejado em diferentes modalidades.
[00065] A Figura 10 ilustra um exemplo de um sistema 1000 que compreende um dispositivo computacional 1012 configurado de modo a implementar uma ou mais modalidades providas no presente documento. Em uma configuração, o dispositivo computacional 1012 inclui pelo menos uma unidade de processamento 1016 e uma memória 1018. Dependendo da configuração exata e tipo do dispositivo computacional, a memória 1018 pode ser volátil (tal como a memória RAM, por exemplo), não volátil (tal como a memória ROM, a memória flash, etc., por exemplo) ou alguma combinação das duas. Esta configuração é ilustrada na Figura 10 por meio da linha tracejada 1014.
[00066] Em outras modalidades, o dispositivo 1012 pode incluir aspectos e/ou funcionalidades adicionais. Por exemplo, o dispositivo 1012 pode incluir ainda um armazenador adicional (por exemplo, removível e/ou não removível) incluindo, mas não se limitando a, um armazenador magnético, um armazenador óptico, ou coisa do gênero. Tal armazenador adicional é ilustrado na Figura 10 por meio do armazenador 1020. Em uma modalidade, as instruções legíveis em computador para a implementação de uma ou mais modalidades providas no presente documento podem ficar no armazenador 1020. O armazenador 1020 pode ainda armazenar outras instruções legíveis em computador a fim de implementar um sistema operacional, um programa aplicativo, ou coisa do gênero. As instruções legíveis em computador podem ser carregadas na memória 1018 para execução pela unidade de processamento 1016, por exemplo.
[00067] O termo "meio legível em computador" conforme usado no presente documento inclui os meios de armazenamento em computador. Os meios de armazenamento em computador incluem meios voláteis e não voláteis, removíveis e não removíveis implementados em qualquer método ou tecnologia para o armazenamento de informações, tais como instruções legíveis em computador ou outros dados. A memória 1018 e o armazenador 1020 são exemplos de meios de armazenamento em computador. Os meios de armazenamento em computador incluem, mas não se limitam a, memória RAM, memória ROM, memória EEPROM, memória flash ou outra tecnologia de memória, CD-ROM, Discos Versáteis Digitais (DVD) ou outro armazenador óptico, cassetes magnéticos, fita magnética, armazenador de disco magnético ou outros dispositivos de armazenamento magnético, ou qualquer outro meio que pode ser usado para armazenar as informações desejadas e que podem ser acessadas pelo dispositivo 1012. Qualquer meio de armazenamento em computador dos tipos acima pode fazer parte do dispositivo 1012.
[00068] O dispositivo 1012 pode incluir ainda uma conexão de comunicação 1026 que permita ao dispositivo 1012 se comunicar com outros dispositivos. As conexões de comunicação 1026 podem incluir, mas não se limitam a, um modem, um Cartão de Interface de Rede (NIC), uma interface de rede integrada, um transmissor / receptor de radiofrequência, uma porta infravermelha, uma conexão USB, ou outras interfaces para a conexão do dispositivo computacional 1012 a outros dispositivos computacionais. As conexões de comunicação 1026 podem incluir uma conexão com fio ou uma conexão sem fio. As conexões de comunicação 1026 podem transmitir e/ou receber uma mídia de comunicação.
[00069] O termo "meio legível em computador" pode incluir uma mídia de comunicação. A mídia de comunicação tipicamente incorpora instruções legíveis em computador ou outros dados em um "sinal de dados modulados", tal como uma onda portadora ou outro mecanismo de transporte e inclui qualquer mídia de liberação de informação. O termo "sinal de dados modulados" pode incluir um sinal que tem uma ou mais dentre suas características definidas ou alteradas de tal modo a codificar informações no sinal.
[00070] O dispositivo 1012 pode incluir dispositivos de entrada 1024, tais como teclado, mouse, caneta, dispositivo de entrada de voz, dispositivo de entrada de toque, câmeras infravermelhas, dispositivos de entrada de vídeo, e/ou qualquer outro dispositivo de entrada. Os dispositivos de saída 1022, tais como um ou mais vídeos, alto-falantes, impressoras, e/ou qualquer outro dispositivo de saída, podem também ser incluídos no dispositivo 1012. Os dispositivos de entrada 1024 e os dispositivos de saída 1022 podem ser conectados ao dispositivo 1012 através de uma conexão com fio, uma conexão sem fio, ou qualquer combinação das mesmas. Em uma modalidade, um dispositivo de entrada ou um dispositivo de saída de um outro dispositivo computacional poderá ser usado como os dispositivos de entrada 1024 ou os dispositivos de saída 1022 para o dispositivo computacional 1012.
[00071] Os componentes do dispositivo computacional 1012 podem ser conectados por meio de vários interconectores, tal como um barramento. Estes interconectores podem incluir um Interconector de Componentes Periféricos (PCI), tal como um Interconector PCI Expresso, um Barramento Serial Universal (USB), um firewire (IEEE 1394), uma estrutura de barramento óptico, ou coisa do gênero. Em uma outra modalidade, os componentes do dispositivo computacional 1012 podem ser interconectados por uma rede. Por exemplo, a memória 1018 pode ser constituída de múltiplas unidades de memória física situadas em diferentes posições físicas interconectadas por uma rede.
[00072] Os versados na técnica irão perceber que os dispositivos de armazenamento utilizados para armazenar instruções legíveis em computador podem ser distribuídos através de uma rede. Por exemplo, um dispositivo computacional 1030 acessível através da rede 1028 pode armazenar instruções legíveis em computador a fim de implementar uma ou mais modalidades providas no presente documento. O dispositivo computacional 1012 pode acessar o dispositivo computacional 1030 e baixar uma parte ou todas as instruções legíveis em computador para execução. De maneira alternativa, o dispositivo computacional 1012 pode baixar partes das instruções legíveis em computador, conforme necessário, ou algumas instruções podem ser executadas no dispositivo computacional 1012 e outras no dispositivo computacional 1030.
[00073] Várias operações de modalidades são providas no presente documento. Em uma modalidade, uma ou mais dentre as operações descritas podem constituir instruções legíveis em computador armazenadas em um ou mais meios legíveis em computador, que se executados por um dispositivo computacional, irão fazer com que o dispositivo computacional execute as operações descritas. A ordem na qual algumas ou todas as operações são descritas não deve ser construída de modo a implicar que essas operações são necessariamente dependentes de ordem. Uma ordenação alternativa será apreciada por uma pessoa versada na técnica tendo o benefício da presente descrição. Além disso, ficará entendido que nem todas as operações se encontram necessariamente presentes em cada uma das modalidades providas no presente documento.
[00074] Além disso, a palavra "exemplar" é aqui usada no sentido de um exemplo, instância, ou ilustração. Qualquer aspecto ou desenho descrito no presente documento como "exemplar" não deve ser necessariamente construído como vantajoso com relação a outros aspectos ou desenhos. Ao contrário, o uso da palavra exemplar é concebido no sentido de apresentar conceitos de uma maneira concreta. Conforme usado no presente pedido, o termo"ou" pretende significar um "ou" inclusivo em vez de um "ou" exclusivo. Ou seja, a menos que especificado de outra forma, ou evidente a partir do contexto, a expressão "X emprega A ou B" pretende significar qualquer uma dentre as suas permutações naturais inclusivas. Ou seja, se X emprega A; X emprega B; ou X emprega ambos A e B, neste caso "X emprega A ou B" é satisfeito de acordo com qualquer uma dentre as instâncias acima. Além disso, os artigos "um" e "uma" conforme usados no presente relatório descritivo e nas reivindicações em apenso podem, de modo geral, ser construídos no sentido de "um ou mais ", a menos que especificado de outra forma ou evidente a partir do contexto a ser tratado em uma forma singular.
[00075] Ainda, embora a presente invenção tenha sido mostrada e descrita com relação a uma ou mais implementações, alterações ou modificações equivalentes irão ocorrer aos versados na técnica com base na leitura e entendimento do presente relatório descritivo e desenhos em anexo. A presente invenção inclui todas essas modificações e alterações e é limitada tão-somente pelo âmbito das reivindicações a seguir. Em particular consideração às várias funções realizadas pelos componentes acima descritos (por exemplo, os elementos, os recursos, etc.), os termos usados para descrever tais componentes pretendem corresponder, a menos que de outra forma indicada, a qualquer componente que executa a função especificada do componente descrito (por exemplo, que é funcionalmente equivalente), mesmo que não estruturalmente equivalente à estrutura apresentada que realiza a função nas implementações exemplares aqui ilustradas da presente invenção. Além disso, embora um aspecto em particular da presente invenção possa ter sido apresentado com relação a apenas uma dentre diversas implementações, tal aspecto poderá ser combinado com um ou mais outros aspectos das demais implementações, conforme possa ser desejado ou vantajoso para qualquer dada aplicação ou aplicação particular. Ainda, à medida que os termos "inclui", "tendo", "tem", "com", ou variantes dos mesmos são usados tanto na descrição detalhada como nas reivindicações, estes termos pretendem ser inclusivos de maneira similar ao termo "compreendendo".