BRPI1002168A2 - pórtico plano triarticulado pré-tensionado de madeira natural roliça tratada e método para associação/montagem de dois ou mais pórticos na construção de galpões, passarelas e pontes - Google Patents

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PóRTICO PLANO TRIARTICULADO PRé-TENSIONADO DE MADEIRA NATURAL ROLIçA TRATADA E MéTODO PARA ASSOCIAçãO/MONTAGEM DE DOIS OU MAIS PóRTICOS NA CONSTRUçãO DE GALPõES, PASSARELAS E PONTES. Pórtico (1) em madeira roliça obtida de manejo de reflorestamento, especialmente desenvolvido para atuar como módulo estrutural de construções civis, tais como galpões, coberturas de armazéns graneleiros com ou sem plataforma longitudinal, ginásios, armazéns, passarelas, pontes (PT) e outros usos. De acordo com a invenção os pórticos (1), bem como as referidas construções (CG)/(PT) são obtidas de forma rápida, segura e com custo reduzido frente aos usuais pórticos metálicos, de concreto pré-moldados e de madeira de lei serrada; o pórtico de madeira roliça apresenta conformação especial obtida a partir de duas vigas (2) roliças de madeira de reflorestamento, dispostas na forma de "V", e travadas em suas extremidades mais delgadas (2a) através de uma conexão metálica (3) em forma de capuz, formando um ângulo de aproximadamente 900 entre as referidas vigas (2); uma peça de madeira roliça (4), utilizada como trava, é instalada a 2/3 da altura do pórtico (1), sendo que o travamento entre as duas vigas (2) e a peça de madeira (4) é realizado por meio de idênticos conectores metálicos (5); o pórtico (1) apresenta configuração final resistente aos esforços mecânicos exigidos pelas construções civis idealizadas na forma de galpões, passarelas, pontes e outros usos.

Description

"PÓRTICO PLANO TRIARTICU LADO PRÉ-TE NSIO NADO DE MADEIRA NATURAL ROLIÇA TRATADA E MÉTODO PARA ASSOCIAÇÃO/MONTAGEM DE DOIS OU MAIS PÓRTICOS NA CONSTRUÇÃO DE GALPÕES, PASSARELAS E PONTES".
CAMPO TÉCNICO
Trata a presente invenção de estrutura em pórtico tri-articulado pré-tensionado de madeira natural roliça tratada doravante aqui denominado "pórtico aperfeiçoado", especialmente desenvolvido para funcionar como elemento modular estrutural principal de construções civis, tais como galpões industriais, armazéns, passarelas, pontes, ginásios e outros usos. A aplicação desse sistema construtivo agiliza as referidas construções apresentando significativa redução de custos quando comparado com as estruturas metálicas, de concreto armado ou de madeira de lei serrada, de mesma finalidade e função.
FUNDAMENTOS DA TÉCNICA
Alguns sistemas estruturais podem, quando convenientemente combinados, trabalhar em conjunto, associados, tal como ocorre com os sistemas estruturais chamados pórticos.
Os pórticos usualmente mais utilizados na construção civil são os de estruturas metálicas ou de concreto pré- moldado, configurados por colunas, vigas e treliças, compondo paredes e coberturas. São empregados na construção de galpões, numa larga faixa de vãos, para uso em indústrias, fábricas, depósitos, lojas, ginásios, garagens, etc.
Em menor escala, também são empregados pórticos de madeira, os quais são, geralmente, confeccionados em forma de treliças para uso nas estruturas das coberturas propriamente ditas, sendo, via de regra, associados às colunas e vigas de aço ou de concreto armado.
Estes últimos pórticos são confeccionados em madeira serrada de lei, que apresenta alta durabilidade. Porém, o custo da madeira de lei serrada e sua disponibilidade cada vez menor, têm inviabilizado o uso mais freqüente deste tipo de estrutura. Além disso, a mão de obra especializada de carpinteiros utilizada na confecção e montagem destes pórticos está cada vez mais rara, constituindo-se em um outro entrave.
Por outro lado, o emprego de madeira natural roliça tratada de árvores do gênero botânico Eucalyptus é muito utilizado na construção de cercas, casas, quiosques, pequenas pontes e, principalmente, postes aplicados na rede primária de distribuição de energia.
Este tipo de madeira, geralmente tratada em autoclave, é processada a vácuo-pressão visando sua proteção, pois impede a deterioração pelo ataque de agentes externos (físicos, químicos e biológicos).
A produção do Eucalipto possui um importante apelo ecológico e, principalmente no nosso país, apresenta diversas vantagens, tais como: rápido crescimento; características silviculturais desejáveis (incremento, forma e desrama); grande diversidade de espécies; adaptação da cultura às diversas condições de clima e solo; facilidades de propagação tanto por sementes como por via vegetativa. Alem disso, é um produto renovável, que propicia o reflorestamento intensivo, contribui para a regularização das precipitações pluviométricas e emissões de CO2 atmosférico; beneficia o meio ambiente e possui um custo vantajoso quando comparado a outras madeiras de lei serrada ou a postes e mourões de concreto armado. ANÁLISE DO ESTADO DA TÉCNICA
É de grande interesse, tanto para o Brasil bem como para outros países, o desenvolvimento de estruturas e soluções construtivas que sejam de baixo custo e, ao mesmo tempo, de execução rápida e viáveis de serem construídas em locais de difícil acesso
Através de buscas junto à sites especializados de patente, observa-se que os modelos convencionais de pórticos empregados na construção civil são geralmente complexos. Como exemplo, é citado o documento n. PI 8203997, que trata de um tipo de pórtico de concreto armado para aplicações diversas, ou o n. PI 7705751-1, que se refere a um Pórtico Metálico padronizado para galpões. Pode-se observar também o documento de n. MU 8600151- 5, que trata de uma estrutura concebida para atender às necessidades da criação intensiva de animais, tais como aves, suínos, etc., similar a um modelo de pórtico encontrado no documento PI 9703458-4, que também é uma estrutura pré-fabricada composta de módulos metálicos para construção de galpões destinados a criação de aves em confinamento.
Nos pórticos e estruturas empregadas na cobertura de galpões para armazenamento de fertilizantes a granel, uma das maiores preocupações é a corrosão das peças metálicas e o ataque químico em peças de concreto armado. Para tentar minimizar estes estragos e reduzir a mão de obra com manutenção, grande parte destas estruturas é confeccionada em madeira de lei serrada. Assim, para construção de tais galpões, além do investimento na compra da referida madeira de lei serrada, é necessário contratar mão de obra especializada (carpinteiros) para a confecção das referidas estruturas. BREVE DESCRIÇÃO DA INVENÇÃO
Em vista destas dificuldades, o requerente entendeu ser de extrema relevância, no contexto atual, apresentar a opção de uma estrutura na forma de pórtico que seja uma alternativa prática, rápida e econômica, voltada para a confecção de variados tipos de coberturas (para galpões, ginásios, armazéns graneleiros, e outros), passarelas e pontes de madeira (para a circulação de veículos em geral).
O pórtico aperfeiçoado em questão representa a estrutura principal da construção. A associação com outros pórticos e elementos estruturais complementares incluindo fundações, garante um funcionamento conjunto e equilibrado na transferência dos carregamentos que atuam na construção.
Diferentemente da maioria das estruturas onde se usa o concreto armado moldado no local ou pré-moldado, aço e madeira de lei serrada, no pórtico aperfeiçoado serão utilizados troncos de eucalipto que, como já citado anteriormente, representa uma solução ecológica, pois são provenientes de reflorestamentos planejados e controlados pelos órgãos ambientais.
As duas pecas principais do pórtico aperfeiçoado são troncos roliços de eucalipto, dispostas na forma de "V" e formando um ângulo de aproximadamente 90°., travadas em sua extremidade mais delgada através de uma ligação em forma de capuz metálico. Outra peça de madeira roliça, utilizada como trava, é instalada a 2/3 da altura do pórtico, travando as duas "pernas" do pórtico. A madeira é tratada em autoclave, processada a vácuo- pressão, visando proteger as regiões permeáveis e impedindo a deterioração por agentes externos (físicos, químicos e biológicos).
Todo o travamento e fixação entre as peças de madeira é realizado por meio de conectores metálicos. A estrutura modular aporticada, antes de ser montada no local final e ainda no chão, tem as extremidades livres do "V" pré-tensionadas, diminuindo o vão da base do pórtico modular em aproximadamente 5%, utilizando-se para tanto, um cabo de aço. O objetivo desta pré-tensão será explicado mais adiante.
Os pórticos são confeccionados no chão plano, ou seja, na horizontal, e a montagem posterior destes no local de utilização requer que seja feito, antecipadamente, a confecção dos apoios de concreto e suas devidas fundações, que deverão absorver os esforços das cargas permanentes, vento e pré-tensão, espaçados entre si de acordo com o projeto. Cada par de apoios de concreto receberá as respectivas extremidades do pórtico pré-tensionado. Este será erguido por meio de um pequeno guindaste ou equivalente, elevado ao posicionamento até o par de apoios de concreto. Após a colocação do pórtico sobre o par de apoios de concreto, retira-se o cabo de aço utilizado no pré-tensionamento do pórtico, permitindo que as extremidades do mesmo se auto-travem nos referidos apoios. Os esforços inseridos no pré-tensionamento elevam a capacidade de carga do pórtico, permitindo assim, seu melhor aproveitamento.
No caso do pórtico aperfeiçoado ser utilizado como cobertura para armazéns graneleiros, galpões e estruturas civis similares são necessários múltiplos pórticos idênticos, dispostos lado a lado e montados em correspondentes pares de apoios de concreto, devidamente afastados entre si, de maneira a obedecer a distância determinada no projeto. Os pórticos são colocados no prumo, suas partes superiores, junto à cumeeira, são travadas por uma peça também de eucalipto tratado com o objetivo de manter o afastamento superior padrão entre eles e, todos são contraventados entre si para evitar o tombamento do conjunto.
Em seguida, a superfície externa de cada viga do pórtico recebe a montagem e fixação de apoios distribuídos de forma alinhada e com espaçamentos eqüidistantes, que servirão para a montagem das terças e estruturação do telhado para posterior fechamento com telhas onduladas ou similares.
As peças de travamento superior de cada pórtico, dispostas a 2/3 da altura dos mesmos, podem, no caso de armazéns graneleiros, serem interligadas entre si por meio de vigas longitudinais, configurando pontes ou passarelas para o trânsito de pessoas e carrinhos transportadores.
No caso do pórtico aperfeiçoado ser utilizado na confecção de passarelas ou pontes, são necessários pelo menos dois pórticos dispostos de forma paralela, os quais são interligados ao passadiço ou à base de rolamento ou tabuleiro, por meio de tirantes metálicos e esticadores ou barras treliçadas. O passadiço ou a base de rolamento ou tabuleiro é formado por longarinas, transversinas e piso de pranchas de madeira ou de pranchas de madeira e concreto associado.
Para pontes, o pórtico aperfeiçoado pode ser utilizado em vãos de até 30,0 m e seu dimensionamento deverá levar em conta o seu peso próprio, bem como da base rolante ou tabuleiro, em associação às cargas dos veículos em rolamentos estipulados pelas normas NBR-7190/97 (Projetos de estruturas de madeira) e NBR-7188/94 (Carga Móvel em Pontes Rodoviárias e Passarelas de Pedestres).
As espécies de madeira de Eucalypto a serem empregadas na confecção do pórtico aperfeiçoado são, preferencialmente das espécies Eucalipto maculata, Eucalipto paniculata, Eucalipto citriodoraou Eucalipto tereticornis, pertencentes à classe de resistência das dicotiledônias. Toda a madeira utilizada segue o procedimento proposto pela Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT (1997), através da NBR 7190.
OBJETIVOS E VANTAGENS DA INVENÇÃO
Um dos objetivos da presente invenção é aperfeiçoar o uso na construção civil de troncos de madeira roliça, oriundos de reflorestamentos, face a sua grande disponibilidade e vantagens ecológicas, adicionando esta especialização às técnicas construtivas de pórticos.
Outro objetivo alcançado com o pórtico aperfeiçoado foi verificar que a facilidade de construção dos mesmos nos locais de aplicação, permite construir galpões graneleiros, armazéns, ginásios, passarelas e pontes de forma prática e ágil, auxiliando, sobremaneira a defesa civil em obras de necessidade quase que imediata e de custo reduzido, utilizando-se mão de obra local não especializada, tão somente coordenada.
O emprego desses pórticos aperfeiçoados em estruturas de galpões graneleiros para fertilizantes vêm resolver os inconvenientes verificados pelo ataque químico destes produtos nas peças metálicas e de concreto pré-moldado (agressividade: CAAIV- NBR6118/03). Mesmo em relação aos pórticos similares de madeira de lei serrada, que não apresentam este problema, há inúmeras vantagens. A madeira utilizada na confecção dos pórticos aperfeiçoados é oriunda de reflorestamento e seu emprego libera o uso de madeiras de lei para fins mais nobres, além de promover, adicionalmente, grande economia de mão de obra especializada, uma vez que reduz a necessidade de carpinteiros na obra.
Outra grande vantagem do pórtico aperfeiçoado consiste no fato de que os pré-tensionamentos aplicados na sua base, após sua montagem no solo e antes de sua colocação nos apoios de concreto, geram esforços contrários aos solicitados pelo seu peso próprio, ρ elo peso da eventual cobertura, pela carga de vento e outros, tais como pesos adicionais dos carrinhos transportadores para descarga de granéis sólidos, montados na ponte apoiada nas travessas de travamento superior de cada pórtico, possibilitando, assim, uma estrutura mais esbelta e segura.
Nas pontes de madeira, por sua vez, o aumento do vão livre (de ate' 30,0 m) com o emprego dos pórticos aperfeiçoados, implica diretamente numa maior facilidade construtiva e, consequentemente, em diminuição de custo, já que reduz o número de pilares da ponte. Além disso, possibilita a transposição de rios em locais de vales profundos ou quando as condições de sua correnteza tornam difícil a construção de pilares e/ou cimbramentos.
O aumento de capacidade de carga das pontes é uma exigência do atual desenvolvimento da indústria automotiva que, cada vez mais, vem ampliando a capacidade dos caminhões. As pontes confeccionadas com os pórticos aperfeiçoados apresentam grande resistência e garantem a entrada de insumos nas propriedades agrícolas e o escoamento de sua produção.
No caso de utilização do tabuleiro da ponte rolante em forma de madeira-concreto, pode-se obter uma sensível diminuição de custos de manutenção e aumento de sua durabilidade. Isto ocorre devido à redução dos efeitos nocivos das intempéries (ciclo molhagem-secagem) e do tráfego, que não mais atuariam diretamente sobre a madeira.
DESCRIÇÃO DOS DESENHOS
Complementando a presente descrição e a fim de facilitar a compreensão do invento, anexa-se o conjunto de desenhos abaixo onde:
a figura 1 mostra uma aplicação do pórtico aperfeiçoado com as principais características desta invenção;
a figura 2 mostra uma vista frontal do pórtico com os elementos principais;
a figura 2A representa uma vista frontal do pórtico apoiado em suas respectivas bases de concreto;
a figura 3 mostra o conector metálico superior que une as extremidades mais delgadas das vigas do pórtico;
as figuras 4 e 4A mostram o conector metálico que une o terço superior do pórtico à travessa de travamento;
a figura 5 mostra o apoio de concreto armado, onde é encaixada a extremidade da viga do pórtico.
a figura 6 revela uma vista esquemática de dois galpões graneleiros confeccionados com os pórticos aperfeiçoados e uma rua central com uma estrutura formada por pórtico auxiliar;
a figuras 7 ilustra outro modelo de galpões graneleiros ou armazéns graneleiros com o plano de solo rebaixado em relação ao plano de solo original;
a figura 8 representa uma vista lateral e esquemática de uma ponte sobre um rio;
a figura 9 mostra detalhe de um conector metálico utilizado na confecção ponte;
as figuras 10 e 11 representam, respectivamente, cortes em planta e elevação da ponte ilustrada na figura 8.
DESCRIÇÃO DETALHADA De acordo com as ilustrações, a presente invenção "PÓRTICO PLANO TRIARTICULADO PRÉ-TENSIONADO DE MADEIRA NATURAL ROLIÇA TRATADA E MÉTODO PARA ASSOCIAÇÃO/MONTAGEM DE DOIS OU MAIS PÓRTICOS NA CONSTRUÇÃO DE GALPÕES, PASSARELAS E PONTES", foi desenvolvida para servir como módulo estrutural de construções civis, tais como coberturas (CG) de galpões graneleiros com ou sem pontes ou passarelas (TB), ginásios, armazéns, passarelas, pontes e outros usos.
O pórtico aperfeiçoado (1) é confeccionado a partir de duas vigas de madeira natural roliça tratada (2) dispostas na forma de "V" e travadas em suas extremidades mais delgadas (2a) através de uma conexão metálica (3) em forma de capuz, formando um ângulo aproximado de 90° entre as referidas vigas (2). Uma peça de madeira roliça (4), utilizada como travamento, é instalada a 2/3 da altura do pórtico (1), sendo que a fixação entre as duas vigas (2) e a peça de madeira (4) é realizada por meio de conectores metálicos (5). O pórtico aperfeiçoado (1), antes de ser montado nos apoios, tem as extremidades livres (2b) pré-tensionadas, diminuindo o vão (x) em aproximadamente 5%, utilizando-se para tanto, um cabo ou tirante de aço (Ca) (figura 2).
Como exemplo, o modelo do pórtico aperfeiçoado (1) apresenta-se com vão (x) de 30 metros, com altura (y) de 15 metros, sendo que cada viga (2) tem comprimento aproximado de 21,5m e sua base maior (2b), diâmetro aproximado de 45 cm e sua base menor (2a), diâmetro aproximado de 25 cm.
A madeira natural roliça tratada a ser empregada na confecção de cada pórtico (1) é, preferencialmente, do gênero Eucalyptus, das espécies Eucalipto maculata, Eucalipto paniculata, Eucalipto citriodoraou Eucalipto tereticornis, ou similares, pertencentes à classe de resistência das dicotiledônias.
No caso dos pórticos (1) serem destinados à confecção de coberturas (CG) (figura 2A), as superfícies externas de cada viga (2) do pórtico (1) recebem a fixação de apoios metálicos (6) ou outro material, os quais são distribuídos de forma alinhada segundo o eixo longitudinal da viga, com espaçamentos (el) eqüidistantes. As terças convencionais (7) serão fixadas nos apoios (6) e servirão para a estruturação do telhado, posteriormente fechado com telhas onduladas (8) ou outras semelhantes.
As conexões metálicas serão confeccionadas em aço patinável tipo USISAC com espessura de sacrifício de 1 mm.
A conexão metálica (3) em forma de capuz, é configurada por uma chapa de seção em "U" (3a) soldada a 90°, formando dois segmentos simétricos e opostos (3b), cada qual dotado de múltiplas furações (3c). Os segmentos (3b) recebem o encaixe das extremidades delgadas (2a) das vigas (2), as quais são transpassadas por parafusos prisioneiros (R). Do centro da conexão (3) é projetada uma ramificação semi-tubular (3d) que possui abas laterais (3e), multi perfuradas, para compor, com o elemento complementar (3f), uma abraçadeira para a viga estrutural (VE) do telhado, que vai ter a função de travar os pórticos entre si pela cumeeira e garantir um afastamento superior padrão.
Acima das conexões metálicas (3), após a montagem das telhas (8), quando da montagem da cobertura, são aplicadas as cumeeiras (CM), de acabamento (ver figura 2A).
A conexão metálica (5) é composta de um par de elementos (5a) e (5b) que faz a união de um trecho da viga (2) com uma das extremidades da travessa de travamento (4). Para tanto, o elemento (5a) é formado por uma chapa em meia cana, soldada em ângulo de 135° e reforçada por uma nervura central (5a1). Estas chapas laterais em meia cana são dotadas de múltiplos orifícios (5a"). Já cada um dos elementos (5b) é formado por dois segmentos de chapa (5b') e (5b"), soldadas entre si e também dotado de múltiplos orifícios (5b'"). Todos estes orifícios (5a") e (5b'") são transpassados por parafusos prisioneiros (R).
Para a montagem dos pórticos (1), seja na confecção de galpões ou de pontes (PT), são necessárias as seguintes etapas:
a) as vigas (2), travessa de travamento (4), conectores metálicos (3) e (5) para confecção do pórtico (1) são montados e fixados no chão plano (S), ou seja, na posição horizontal;
b) ao mesmo tempo, são confeccionados os pares de apoios de concreto (9) Figura (5), os quais são constituídos por blocos (9a) providos de encaixe (9b) com ângulo de 90° figura (5) e devidamente calculados para suportar os esforços verticais e horizontais das cargas permanentes, cargas eventuais de carrinhos transportadores, cargas de vento e pré-tensão. Eles serão construídos sobre suas fundações com espaçamentos (e2), e vãos de até 30,0 m, de acordo com o projeto;
c) cada pórtico (1), montado sobre o solo (S), é posteriormente erguido por meio de guindaste (não ilustrado) ou equivalente, sendo posicionados de maneira em que as bases maiores (2b), tensionadas pelo cabo de aço, sejam colocadas sobre os encaixes (9b) dos apoios de concreto (9);
d) após o posicionamento do pórtico (1) sobre os apoios (9), o tirante de aço é retirado das extremidades (2b) do pórtico (1), permitindo o auto-travamento do mesmo nos respectivos encaixes (9b) dos apoios de concreto (9).
Na construção de galpões haverá uma associação de vários pórticos apoiados nas bases de concreto, travados na cumeeira e contraventados, como já descrito anteriormente.
No caso dos pórticos (1) serem utilizados na forma de cobertura (CG) de armazéns graneleiros, as peças roliças de travamento(4) podem ser utilizadas como apoio para vigas e passadiços (Tb), configurando uma plataforma para carrinhos transportadores utilizados na descarga de granéis sólidos e/ou circulação de operários.
No caso do pórtico modular ser utilizado na confecção de pontes (PT) (figuras 8, 9, 10 e 11), são necessários pelo menos dois pórticos (1), montados lado a lado, de forma paralela, com vão (V) entre si de, aproximadamente, 5 metros. Eles serão apoiados em respectivos apoios de concreto (9'), confeccionados sobre muros de arrimo ou similar (10), obedecendo a um vão (x) de ate' 30 metros.Esses apoios (9') receberão, também, as extremidades de longarinas de madeira (16). Cada viga (2) possui na sua parte externa travessas (15) também confeccionadas em madeira roliça de reflorestamento com pendurais e tirantes de aço (13) que vão enlaçar as transversinas (11) dispostas transversalmente sob as longarinas.
Na parte mais baixa dos pórticos existem tirantes de aço (12) que vão enlaçar as transversinas mais próximas dos apoios. As duas primeiras travessas de cada lado do pórtico serão contraventadas por tirantes de aço (17). Por baixo das vigas de travamento (18) também serão feitos contraventamentos em forma de "X" com tirantes de aço.
A pista de rolamento (PR) (figura 11) da ponte, é formada por múltiplas longarinas inferiores (16), em peças de madeira roliça, com diâmetro médio (m) de 35 cm, dispostas paralelamente, afastadas entre si por volta de 80 cm e fixadas, alternadamente, às transversinas (11). Sobre as longarinas (16) são fixadas transversalmente as pranchas de madeira (20) conformando um tabuleiro que permite o deslocamento dos veículos (VL).
Para unir as vigas (2) às travessas (15), é utilizada uma conexão metálica (19) (detalhe figura 9), a qual prevê uma abraçadeira tubular (19a) para fixação junto à viga (2) onde é fixado o apoio em meia cana (19d) para as travessas (15).Somente a 2/3 de altura do pórtico, na parte inferior da viga 2, se projeta uma ramificação laminar (19b) com um corpo tubular (19c) soldado nesta ramificação, para encaixe e fixação da extremidade da travessa (18) que trava o pórtico.
No caso de galpões e num exemplo de construção alternativa (figura 6), realizada num único plano de solo (S), a montagem pode ser configurada por dois galpões (G), dispostos lado a lado, sendo intercalados por uma rua coberta, com sua estrutura (ET1), também formada por pórticos (IA) de vigas roliças (2A), unidas entre si, por conexões metálicas (18), e às vigas (2) dos pórticos (1) por outras conexões metálicas (19). Esta estrutura (ETl) possui cada uma das vigas (2A) apoiada em uma coluna (Cl), por sua vez, apoiada na face superior do apoio de concreto (9) e fixada à viga (2A) por meio de conexão (20).
Em uma outra opção construtiva (figura 7), a estrutura formada pelos pórticos (1) em associação à estrutura central (ET2), podem ser montadas em trecho de solo rebaixado (Sl) posteriormente, sendo que para tanto, toda a construção é feita sobre colunas de concreto (C2) em cujos ápices são instalados os apoios (9).
É certo que quando o presente invento for colocado em prática, poderão ser introduzidas variações e modificações no que se refere a certos detalhes de construção e forma, sem que isso implique afastar-se dos princípios fundamentais que estão claramente substanciados no quadro reivindicatório, ficando assim entendido que a terminologia empregada teve a finalidade de descrição e não de limitação.

Claims (10)

1. "PÓRTICO PLANO TRIARTICULADO PRÉ-TENSIONADO DE MADEIRA NATURAL ROLIÇA TRATADA E MÉTODO PARA ASSOCIAÇÃO/MONTAGEM DE DOIS OU MAIS PÓRTICOS NA CONSTRUÇÃO DE GALPÕES, PASSARELAS E PONTES", o presente pórtico foi desenvolvido para servir como módulo estrutural de construções civis, tais como coberturas de galpões graneleiros, pontes ou passarelas, ginásios, armazéns, passarelas, pontes e outros usos; caracterizado pelo pórtico aperfeiçoado (1) ser confeccionado a partir de duas vigas de madeira natural roliça tratada (2) dispostas na forma de "V" e travadas em suas extremidades mais delgadas (2a) através de uma conexão metálica (3) em forma de capuz, formando um ângulo aproximado de 90° entre as referidas vigas (2). Uma peça de madeira roliça (4), utilizada como travamento, é instalada a 2/3 da altura do pórtico (1), sendo que a fixação entre as duas vigas (2) e a peça de madeira (4) é realizada por meio de outros conectores metálicos (5); o pórtico aperfeiçoado (1), antes de ser colocado nos apoios, tem as extremidades livres (2b) pré-tensionadas, diminuindo o vão (x) em aproximadamente 5%, utilizando-se para tanto, um cabo ou tirante de aço (Ca) (figura 2).
2. "PÓRTICO APERFEIÇOADO", de acordo com a reivindicação 1a e numa opção construtiva preferencial, caracterizado pelo modelo do pórtico (1) apresentar-se com vão (x) de ate' 30 metros, com altura (y) de ate' 15 metros, sendo que neste caso, cada viga roliça tem -21,5 m base maior (2b) com diâmetro aproximado de 45 cm e base menor (2a) com diâmetro aproximado de 25 cm.
3. "PÓRTICO APERFEIÇOADO", de acordo com as reivindicações -1a e 2a e caracterizado pelas espécies de madeira empregadas na confecção de cada pórtico (1) serem do gênero Eucalyptus, preferencialmente da espécie Eucalipto maculata, Eucalipto paniculata, Eucalipto citriodoraou Eucalipto tereticornis, pertencentes à classe de resistência das dicotiledônias.
4. "PÓRTICO APERFEIÇOADO", de acordo com as reivindicações anteriores e numa construção preferencial, utilizado na obtenção de coberturas, caracterizado pelos pórticos (1) preverem que as superfícies externas (2c) de cada viga (2) do pórtico modular (1) recebem a fixação de uma pluralidade de apoios metálicos ou outro material (6), os quais são distribuídos de forma alinhada segundo o eixo longitudinal da viga (2), com espaçamentos (el) eqüidistantes; sobre os apoios (6) são montadas as terças (7) de estruturação do telhado, que pode ser fechado com telhas onduladas (8) ou outras adequadas.
5. "PÓRTICO APERFEIÇOADO", de acordo com a reivindicação Ia, caracterizado pela conexão metálica (3), em forma de capuz, ser configurada por uma chapa de seção em "U" (3a) soldada a 90°, de modo a formar dois segmentos simétricos e opostos (3b), cada qual dotado de múltiplas furações (3c); os segmentos (3b) recebem o encaixe das extremidades delgadas (2a) das vigas (2), as quais são transpassadas por parafusos prisioneiros (R) ou equivalente; do centro da conexão (3) é projetada uma ramificação semi-tubular (3d) que possui abas laterais (3e), multiperfuradas, para compor, com o elemento complementar (3f), uma abraçadeira para a viga estrutural (VE) do telhado disposta junto a cumeeira.
6. "PÓRTICO APERFEIÇOADO", de acordo com a reivindicação Ia, caracterizado pela conexão metálica (5) ser composta de um par de elementos (5a) e (5b) e executar a união de um trecho da viga (2) em relação à extremidade da travessa de trávamento (4); o elemento (5a) é formado por uma chapa em meia cana, soldada em ângulo com abertura em angulo de 135° e provida de uma nervura central (5a'), enquanto que os trechos de chapa laterais são dotados de múltiplos orifícios (5a"); cada um dos elementos (5b) é formado por dois segmentos de chapa (5b') e (5b") soldadas entre si e dotada de múltiplos orifícios (5b'"); os orifícios (5a") e (5b'") são transpassados por prisioneiros (R) ou similar.
7. "MÉTODO DE MONTAGEM DE DOIS OU MAIS PÓRTICOS NA CONSTRUÇÃO DE GALPÕES, PASSARELAS E PONTES", caracterizado pelo fato de que para a montagem dos pórticos (1), seja na confecção de galpões (CG), de passarelas ou de pontes (PT), são necessárias as seguintes etapas: a) as vigas (2), travessa (4), conectores (3) e (5) de confecção do pórtico (1) são montados e fixados entre si sobre o chão plano (S), ou seja, na posição horizontal; b) em paralelo, são confeccionados múltiplos pares de apoios de concreto (9), distanciados entre si em vãos de ate' 30,0 m, os quais são configurados por blocos (9a) providos de encaixe (9b) em ângulo de 90°; cada apoio de concreto (9) é fixado nas suas respectivas fundações de forma espaçada (e2) entre si; c) cada pórtico (1), previamente montado sobre o solo (S) é erguido por meio de guindaste ou equivalente, sendo posicionado de maneira que as bases maiores (2b), pré-tensionadas pelo cabo de aço (Ca) sejam colocadas sobre os encaixes (9b) de um par de apoios de concreto (9); d) após o posicionamento do pórtico (1) sobre os apoios (9), o tirante de aço (Ca) é retirado das extremidades (2b) do pórtico (1), que são, por sua vez, travadas nos respectivos encaixes (9b) dos apoios de concreto (9).
8. "MÉTODO DE MONTAGEM DE DOIS OU MAIS PÓRTICOS NA CONSTRUÇÃO DE COBERTURAS", de acordo com as reivindicações de 1a a 7a e no caso dos pórticos (1) serem utilizados na forma de cobertura (CG) de armazéns graneleiros, caracterizado pelas peças roliças (4) utilizadas como trava servirem de apoio para vigas e passarelas (Tb), configurando uma plataforma para deslocamento de carrinhos transportadores para descarga de graneis sólidos e/ou circulação de operários.
9. "MÉTODO DE MONTAGEM DE DOIS PÓRTICOS NA CONSTRUÇÃO DE PASSARELAS E PONTES", de acordo com as reivindicações 1a e 7a e no caso do pórtico aperfeiçoado (1) ser utilizado na confecção de passarelas e pontes, caracterizado pela montagem prever pelo menos dois pórticos (1), dispostos de forma paralela com vão espacial (V) entre eles de, aproximadamente, 5 metros e apoiados em respectivos apoios (9'), confeccionados em sapatas estruturais locais (10), obedecendo a um vão (x) de ate' 30 metros, apoios (9') estes que, por sua vez, também recebem as extremidades de Iongarinas de madeira (16); cada viga (2) possui múltiplos pendurais (12) e tirantes de aço (13) que enlaçam apoios (14) previstos nas respectivas transversinas (11); as partes externas das vigas (2) de cada pórtico (1) são unidas por meio de travessas superiores (15), confeccionadas em madeira roliça de reflorestamento; a pista de rolamento (PR) ou tabuleiro da ponte (PL) é formada por múltiplas longarinas inferiores (16), em peças de madeira roliça, com diâmetro médio de 35 cm, dispostas/ afastadas entre si por volta de 80 cm e fixadas, alternadamente, às transversinas (11); sobre as longarinas (16) são dispostas transversalmente às pranchas de madeira (20), as quais são fixadas às referidas longarinas (16), conformando um tabuleiro para deslocamento dos veículos (VL).
10. "MÉTODO DE MONTAGEM DE DOIS OU MAIS PÓRTICOS NA CONSTRUÇÃO DE COBERTURAS, PASSARELAS E PONTES", de acordo com a reivindicação 8a e no caso de unir as vigas (2) à travessa de travamento (4), caracterizado pelo fato de ser utilizada uma conexão metálica (19), a qual prevê uma abraçadeira tubular (19a) para fixação junto à viga (2), de cujo trecho inferior se projeta uma ramificação laminar (19b) com corpo tubular (19c) de encaixe e fixação da extremidade da travessa superior (15) e, do lado oposto, é prevista uma conexão em meia cana (19d) para o encaixe e fixação da peça de travamento (18).
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