BRPI1002173A2 - tratamento por rádiofrequência de tecido cutáneo com peça de mão à prova de choque - Google Patents

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BRPI1002173A2
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Abstract

<B>TRATAMENTO POR RADIOFREQUêNCIA DE TECIDO CUTáNEO COM PEçA DE MãO à PROVA DE CHOQUE.<D> Energia de RF para condicionar a pele com um eletrodo não-ablativo é aplicada com uma peça de mão incorporando um meio para prevenir o choque elétrico para o paciente quando a superfície do eletrodo energizado faz ou interrompe o contato com a pele. Em uma modalidade preferida, meios de comutação estão incorporados na peça de mão e configurados de modo que a superfície do eletrodo ativo não é energizada até que esteja em contato efetivo com a pele do paciente, e permaneça energizada somente enquanto a superfície do eletrodo ativo permanecer em contato com a pele do paciente, de modo que nenhuma voltagem está presente no eletrodo, quando um intervalo de ar cuja quebra do dielétrico pode causar um choque elétrico no paciente aumenta, imediatamente antes ou imediatamente após o contato com a pele durante um procedimento de condicionamento da pele. Em uma modalidade preferida, o eletrodo para a impedância da pele muda na medida em que o eletrodo toca a pele é usado para ativar um comutador que transfere RF para o eletrodo.

Description

Relatório Descritivo da Patente de Invenção para "TRATAMEN-TO POR RADIOFREQÜÊNCIA DE TECIDO CUTÂNEO COM PEÇA DEMÃO À PROVA DE CHOQUE".
A presente invenção refere-se a um aparelho e a um procedi-mento para tratar o tecido cutâneo utilizando energia por radiofreqüêncianão-ablativa. Ela também refere-se a peças de mão originais que utilizameletrodos monopolares ou bipolares para uso nos ditos procedimentos.
Antecedentes da Invenção
Um pedido depositado anteriormente descreve uma configura- ção e um procedimento de eletrodo para utilização para aplicação tópica nasuperfície do tecido ou da pele de um paciente para tratamento não-ablativode rítides periorbitais e de flacidez de meia face ou remoção em geral derugas ou outros procedimentos cosméticos de constrição da pele para aper-feiçoar a aparência do tecido cutâneo.
Neste tratamento não-ablativo da superfície do tecido por radio-freqüência (RF)1 é desejável elevar a temperatura do tecido para cerca de 41a 65°C para afetar o colágeno subjacente da pele para apertar o tecido dasuperfície, tendo o cuidado para evitar o superaquecimento do tecido cutâ-neo que possivelmente causaria queimaduras e cicatrizes residuais. Para alcançar este resultado, este pedido anterior descreve o uso de eletrodosespecialmente configurados para prover uma distribuição de campo elétricorazoavelmente uniforme na superfície da pele, pré-aplicando um gel térmicona pele, um material termicamente e eletricamente condutivo conhecido, pa-ra auxiliar o resfriamento da superfície, usando baixa energia por RF, con- tando com o resfriamento natural provido por um material de eletrodo alta-mente condutivo, e que move manualmente de maneira contínua o eletrodoativado enquanto está em contato com a pele. Mais detalhes podem ser en-contrados no Pedido Nº 11/709.672, depositado em 23 de fevereiro de 2007.
Um pedido depositado depois descreve peças de mão por RF para a constrição da pele por RF incorporando sensores de temperatura dapele e/ou eletrodos móveis e/ou arranjos de eletrodos duplos que podem serusados para distribuir o calor da pele e para perceber a temperatura da pelepara evitar o superaquecimento do tecido cutâneo.
Na execução dos ditos procedimentos de constrição da pele,tipicamente o médico ou outro praticante emprega um comutador de pé paraenergizar a peça de mão, a qual energiza simultaneamente a superfície doeletrodo ativo do eletrodo sustentado. Um choque elétrico pode ser sentidopelo paciente na medida em que a superfície do eletrodo energizado faz ouinterrompe o contato com a pele, na medida em que o potencial de voltagemempregado no eletrodo pelo gerador de RF é normalmente grande o sufici-ente para causar uma quebra do dielétrico do pequeno intervalo de ar criadaquando a superfície do eletrodo ativo está perto de, mas não está em conta-to físico efetivo com a pele do paciente. Este choque pode causar um des-conforto significativo para o paciente.
SUMÁRIO DA INVENÇÃO
Um objetivo da presente invenção é empregar uma energia porRF para o condicionamento da pele com eletrodos não-ablativos em umapeça de mão incorporando um meio de prevenir choque elétrico para o paci-ente quando a superfície do eletrodo energizado faz ou interrompe o contatocom a pele.
Um objetivo adicional da invenção é um indicador para indicar aomédico quando o contato da pele ocorre ou é interrompido.
Em um primeiro grupo de modalidades preferidas de acordo coma invenção, meios de comutação são incorporados à peça de mão e configu-rados de modo que a superfície do eletrodo ativo não é energizada até queela esteja em contato efetivo com a pele do paciente, e se mantenha energi-zada somente enquanto a superfície do eletrodo energizado se mantiver emcontato com a pele do paciente, de modo que nenhuma voltagem está pre-sente no eletrodo, quando um intervalo de ar surge, cuja quebra do dielétricopode causar um choque elétrico, imediatamente antes ou imediatamenteapós o contato com a pele durante o procedimento de constrição da pele."Meios de comutação" como usado neste relatório descritivo e reivindicaçõessão definidos para significar um dispositivo capaz de um engajamento oudesengajamento seletivo elétrico dos contatos ou dos componentes elétri-COS.
Neste primeiro grupo de modalidades preferidas, o eletrodo ou asua haste é móvel dentro da peça de mão, mas é inicialmente fisicamente, eassim, eletricamente, separada do cabo ou de uma extensão elétrica do ca-bo que supre a energia por RF quando a extremidade oposta do cabo ligadoem um conector de saída do gerador de RF é energizada. A estrutura é con-figurada de modo que quando o eletrodo é colocado em contato com a pele,a pressão que é exercida pelo médico sobre a peça de mão move o eletro-do, axial ou radialmente, de modo que ele ou a sua haste engaja eletrica-mente o cabo ou a sua extensão, de modo que, então, a superfície do ele-trodo ativo se torna energizada. Similarmente, como o médico retira a peçade mão do paciente, a primeira ação antes do eletrodo efetivamente se se-parar da pele será para que a conexão de comutação seja interrompida de-salimentando o eletrodo imediatamente antes que o contato da pele com oeletrodo seja interrompido.
Em um segundo grupo de modalidades preferidas de acordocom a invenção, um meio de percepção da pele associado com o eletrodo éconectado a um relê na peça de mão ou no gerador de RF, de modo queaquela energia não é suprida para o eletrodo até que o meio de percepçãoindique que o eletrodo entrou em contato efetivo com a pele.
Neste segundo grupo de modalidades, a percepção pode serimplantada com um sensor de capacitância conectado ao eletrodo, pois acapacitância do eletrodo no corpo do paciente reduz na medida em que seaproxima da pele e alcança um mínimo de contato. Alternativamente, a im-pedância do circuito de RF, ou a impedância de saída na interface da pelecom o eletrodo, pode ser medida no gerador de RF e a saída do gerador naqual a peça de mão é conectada energizada somente quando a impedânciade saída cai abaixo de um determinado nível de impedância tipicamente decerca de 100 a 200 ohms. Em uma operação monopolar, o eletrodo formaum pólo de saída e uma placa neutra conectada ao paciente forma o outropólo, a impedância, por exemplo, capacitância, a medição ocorrendo entreos pólos. Em uma operação bipolar, os dois pólos são formados pelos ele-trodos duplos na peça de mão.
Os vários esquemas descritos nos pedidos anteriores podemtambém ser usados com a peça de mão da presente invenção, especifica-mente, os eletrodos configurados especificamente provendo uma distribui-ção de campo elétrico razoavelmente uniforme na superfície da pele, pré-aplicando um gel na pele, usando a energia de RF, contando com o resfria-mento natural provido por um material de eletrodo altamente condutivo, mo-vendo manualmente de maneira contínua o eletrodo ativado enquanto estáem contato com a pele, incorporando os sensores de temperatura da pelepara interromper a energia quando a temperatura da pele aumenta muito, eum meio para manter a parte ativa do eletrodo que toca na pele em movi-mento contínuo.
A constrição da pele não-ablativa por RF é preferida na medidaem que se acredita que a tecnologia de RF produz uma corrente elétrica quegera calor através da resistência da derme e do tecido subcutâneo da pele.O efeito térmico depende das características de condutividade do tecido tra-tado. As fibrilas de colágeno, quando aquecidas, irão desnaturar e contrair, oque se acredita que causa a constrição do tecido observado. O tratamentonão-ablativo por RF tem um risco de complicações menor, um tempo de re-cuperação mais curto e menos transtorno das atividades regulares do queoutros procedimentos de constrição da pele.
As várias características de novidade que caracteriza a invençãosão apontadas com particularidade nas reivindicações anexadas e que for-mam uma parte desta revelação. Para um melhor entendimento da inven-ção, de suas vantagens operacionais e dos objetivos específicos obtidospelo seu uso, referência deve ser tomada pelos desenhos e pela matériadescritiva na qual lá estão ilustradas e descritas as modalidades preferidasda invenção, como numerais de referência designando o mesmo ou elemen-tos similares.
Breve Descrição dos Desenhos
Nos Desenhos:
A figura 1 é uma vista esquemática de uma forma de uma peçade mão à prova de choque com um eletrodo de domo de acordo com a in-venção, mostrado esquematicamente conectado a um gerador de RF de umtipo conhecido;
A figura 2 é uma vista transversal ao longo das linhas 2-2 da pe-ça de mão da figura 1 mostrando o eletrodo em sua posição desconectadade RF;
A figura 3 é uma vista transversal similar à figura 2 mostrando oeletrodo na sua posição conectada de RF;
A figura 4 é uma vista transversal similar à figura 2 de uma mo-dalidade modificada de acordo com a invenção na posição desconectada deRF provendo a conexão por RF quando o eletrodo é submetido tanto a umacarga axial ou lateral;
A figura 5 é uma vista transversal similar à figura 2 de uma mo-dalidade modificada de acordo com a invenção na posição desconectada deRF provendo tanto a conexão de RF como o fechamento de um segundocircuito no momento da carga axial do eletrodo;
A figura 6 é uma vista transversal similar da figura 5 mostrando apeça de mão na sua posição conectada de RF;
A figura 7 é um esquema de circuito ilustrando esquematicamen-te como a carga do eletrodo pode conectar a RF ao eletrodo, bem como fe-char os contatos de um segundo circuito;
A figura 8 é um esquema de circuito similar à figura 7 mostrandocomo o segundo circuito pode ser usado para ativar uma lâmpada do indica-dor;
A figura 9 é um esquema de circuito similar à figura 7 com basena modalidade da figura 5 mostrando como a carga do eletrodo pode conec-tar a RF ao eletrodo, bem como fechar os contatos de um segundo e de umterceiro circuito;
A figura 10 é uma forma de um esquema de circuito capaz deresponder às mudanças de impedância no eletrodo para perceber o contatocom a pele e ativar o gerador de RF;
A figura 11 é uma forma de um esquema de circuito de uma fon-te de energia adequada para o conjunto de circuitos da figura 10;
A figura 12 é um diagrama de bloco de uma forma de gerador deRF incorporando um meio de perceber a impedância de saída do gerador de RF;
A figura 13A é um esquema de uma forma de circuito de percep-ção de força que pode ser empregado no gerador da figura 12;
A figura 13B é um esquema de uma forma de circuito de percep-ção de corrente que pode ser empregado no gerador da figura 12;
A Figura 14 é uma vista lateral de uma forma de uma peça demão à prova de choque com um eletrodo bipolar de acordo com a invenção;
A figura 15 é uma vista transversal ao longo das linhas 15-15 dapeça de mão da figura 14 mostrando o eletrodo bipolar em sua posição des-conectada de RF;
As figuras 16 e 17 são vistas similares, respectivamente, às figu-ras 14 e 15 mostrando o eletrodo bipolar em sua posição conectada de RF;
A figura 18 é um circuito esquemático ilustrando esquematica-mente a operação da modalidade bipolar das figuras 14 a 17;
A figura 19 é um esquema de circuito ilustrando esquematica-mente a operação de uma primeira versão modificada da modalidade bipolardas figuras 14 a 17;
A figura 20 é um esquema de circuito ilustrando esquematica-mente a operação de uma segunda versão modificada da modalidade bipo-lar das figuras 14 a 17.
Descrição Detalhada das Modalidades Preferidas
No presente pedido, a figura 1 é uma vista esquemática de umaforma de dispositivo 10 que emprega a RF de acordo com a invenção. Elecompreende uma alça ou uma peça de mão 12 com botões de operação 14e com uma extremidade frontal adaptada para receber e fixar por movimentoaxial a extremidade da haste condutiva eletricamente 16 de um eletrodocondutivo eletricamente 18, cuja superfície do eletrodo ativo 20 tem umaforma de domo conforme mostrado. A peça de mão 12 é isolada eletrica-mente. O eletrodo 18 é atarraxado 19 na haste alongada condutiva eletrica-mente 16, e ambos se movem juntos axialmente como uma unidade dentrodo furo central da alça 12. Axialmente nas figuras 1 e 2 está o eixo geométri-co horizontal longitudinal do conjunto. O eletrodo é polarizado para fora emuma primeira posição conforme mostrado na figura por uma mola de com-pressão interna 24. A extremidade proximal 26 da haste, que contém umadepressão pequena, é espaçada por um intervalo de contato 28, a partir deum contato fixo condutivo eletricamente 30 montado em uma parte traseirada alça, e formando na parte traseira um conector que, internamente viauma placa de circuito conectada com os botões de operação 14 (não mos-trados), é conectada na extremidade direita para receber um cabo de RF 32.A figura 1 mostra a peça de mão 10 conectada pelo cabo 32 a um conectorde saída 33 no chassi de um gerador èletrocirúrgico convencional 34, porexemplo, de um tipo fabricado por Ellman International, Inc. de Oceanside,New York. O movimento axial do eletrodo 18 indicado no 36 é igual ao inter-valo de contato 28. Quando a superfície do eletrodo ativo 20 da peça de mão10 sustentada pelo médico é pressionada contra a pele do paciente, o ele-trodo 18 é deslocado de sua primeira para uma segunda posição, compri-mindo a mola 24, e com a pressão suficiente, o intervalo de contato 28 é fe-chado e a haste do eletrodo 16 se torna conectada eletricamente ao contatofixo 30, e assim, a voltagem disponível no conector de saída 33 do geradorde RF 34 se torna ativa na superfície do eletrodo ativo 20, empregando as-sim energia de RF ao tecido cutâneo. A primeira posição do eletrodo ilustra-do na figura 2 será chamada de "posição desconectada de RF", em que asegunda posição ilustrada na figura 3 será chamada de "posição conectadade RF". Observe que ao colocar o eletrodo 20 em contato com a pele, nãoenergiza o eletrodo com RF; o eletrodo deve ser deslocado para uma deter-minada distância, a intervalo de contato 28, antes que o eletrodo se torneenergizado. Similarmente, retirando a peça de mão do paciente irá primeirointerromper o contato elétrico internamente na medida em que a mola seexpande e desalimenta o eletrodo antes que ele interrompa o contato com apele. Enquanto a extremidade de contato interno da haste é mostrada comouma xícara, outras formas podem ser usadas se desejado.A modalidade ilustrada nas figuras 2 e 3 utiliza a carga axial doeletrodo para implementar a posição de conexão de RF. A figura 4 ilustrauma modificação em que a carga axial ou lateral do eletrodo aplicada pelomédico é necessária antes de energizar e de desalimentar o eletrodo. Nestamodalidade, uma peça de mão 40 de acordo com a invenção compreendeum eletrodo 42 integral com uma haste de diâmetro reduzido 44 sustentadapor dois anéis elásticos 46 por movimento axial e lateral dentro da alça. Umaporca 48 fixada na haste impede que o eletrodo se mova para a esquerdasob a força polarizada de uma mola 50 além da posição mostrada na figura4. Os espaços 52 permitem alguns movimentos laterais do eletrodo, e o ele-trodo pode também mover axialmente para a direita até que a extremidadeda haste 54 contate a superfície de uma extremidade em forma de xícara 56do contato fixo 30. A extensão da extremidade da haste 54 dentro da extre-midade em forma de xícara 56 do contato fixo permite os dois movimentosaxial e lateral do eletrodo 42 para efetuar a posição conectada de RF a partirda posição desconectada de RF mostrada na figura.
Este resultado é possível por causa da posição coaxial da ex-tremidade da haste 54 dentro da extremidade em forma de xícara 56 do con-tato fixo. Um resultado similar pode ser obtido pelo conjunto de dois canosconcêntricos espaçados por anéis de borracha ou por materiais elastoméri-cos similares, de modo que os canos não se tocam quando nenhuma cargaé aplicada ao eletrodo pela frente, mas irão defletir e se tocar como na figura4, quando uma carga axial ou transversa é aplicada. Neste caso, um canopode ser conectado ao cabo ativo a partir do gerador e o segundo cano co-nectado ao eletrodo.
As figuras 5 e 6 mostram uma outra modalidade de acordo coma invenção com a figura 5 mostrando a posição desconectada de RF e a fi-gura 6 a posição conectada de RF similarmente à modalidade das figuras 2e 3. Neste caso, quando o eletrodo 60 é deslocado axialmente como mos-trado na figura 6, a extremidade de contato 64 da haste do eletrodo 62 nãosomente faz conexão de RF com o contato fixo 66, mas, além disso, umcomponente anular condutivo eletricamente 68, posicionado na extremidadeda haste interna, porém isolada eletricamente da própria haste, contata eabrevia junto dois cilindros condutivos eletricamente 70, 72 montados naparte de trás da peça de mão, porém isolada eletricamente do contato fixo66. Em outras palavras, o movimento do eletrodo a partir da sua posiçãodesconectada de RF para a sua posição conectada de RF também fecha umsegundo circuito esquematicamente ilustrado na 74 que pode ser usado paravários propósitos, conforme será ilustrado nas figuras 7 a 9. Isto é essenci-almente um comutador de chave única, de pólo duplo.
Este comutador de chave única, de pólo duplo, oferece dois con-juntos de contatos (pólos) que fazem ou interrompem através da mesma a-ção de "empurrar". A primeira 76 indicada na figura 7 no terminal de RF éuma conexão direta da ponta do eletrodo 60 para a fonte de energia de RF(contato central), enquanto o segundo pólo 78 permite que a corrente fluaentre os cilindros 70, 72 para ativar um comutador de controle (não mostra-do) no gerador, que é conectado nas duas linhas (+/-) para controlar o su-primento de RF comutando na fonte. Este segundo comutador de pólo fun-ciona eficazmente como (e é conectado de uma maneira similar idênticaaos) botões de peças de mão de comutadores de dedo e botões comutado-res de pés - as duas pernas do comutador são passadas através da peça demão e para o gerador. Este segundo circuito de comutador provido nos ter-minais S1+ e S1- pode também ser usado para ativar uma lâmpada 80 (figu-ra 8), um sinal sonoro ou tático (vibração, clique, etc.), para permitir que ousuário saiba que o eletrodo 60 está ativo. Isto é tipicamente alcançado a -través do conjunto de circuitos de geradores existentes, mas podem tambémser incorporados dentro da própria peça de mão. Alternativamente, comuta-dores múltiplos podem ser incorporados para serem ativados; por exemplo,conforme mostrado na figura 9, um terceiro comutador provido no terminalS2+ e S2- pode ser incorporado por sinalização isolada separada, ativaçãoda fonte e por circuitos através de RF.
Este esquema completo da extremidade do eletrodo carregadopor mola funciona para prevenir o choque para o paciente, essencialmentepela moção do intervalo de contato inicial "da centelha" para longe da peledo paciente e coloca o intervalo da centelha dentro da própria peça de mão,e obriga o usuário a fazer contato de pele antes que a energia de RF sejasuprida. Durante a liberação, o contato é aberto primeiro dentro da própriaalça e não na pele do paciente.
As modalidades precedentes que contavam com o movimentofísico do eletrodo imediatamente antes de energizar e imediatamente apósdesalimentar o eletrodo por conexão eletricamente direta com ou por desco-nexão do cabo energizado. A conexão indireta pode também ser efetuada,por exemplo, magnética ou opticamente, por percepção de movimento oupela posição do eletrodo e usando o sinal gerado para operar um relê efetu-ando a conexão requerida pela fonte de energia. Outros tipos de sensoresde posição e de movimento comuns são bem-conhecidos daqueles com ha-bilidade na técnica e podem ser facilmente substituídos para funcionar deuma maneira similar. O uso de um sinal desta forma é também descrito nasseguintes modalidades.
Na seguinte modalidade, o eletrodo é fixado à peça de mão eseu contato com a pele do paciente é percebido eletricamente antes da e-nergia de RF ser suprida. Nestas modalidades, as peças de mão convencio-nais podem ser usadas, por exemplo, peças de mão do tipo ilustrado nosdois referidos pedidos pendentes incorporados. A característica elétrica me-dida pode ser a impedância da capacitância entre a superfície do eletrodoativo e a pele do paciente. Isto pode ser medido internamente pelo geradorde RF ou externamente por um circuito do tipo mostrado na figura 10. Estecircuito é relativamente similar aqueles usados em sensores de toque detransferência de carga usados comercialmente em painéis de controle, con-troles de iluminação, etc., ao invés de comutadores mecânicos, exceto queeste circuito mantém um relê fechado enquanto o sensor detecta o toque dapele, e abre o relê quando o toque é removido.
O circuito da figura 10 é conectado conforme mostrado para umapeça de mão típica convencional 84 que tem um eletrodo de domo 86. A for-ça de RF do gerador de RF é suprida no terminal 88 de um relê 90 que temdois conjuntos de contatos, o conjunto superior do qual não é utilizado parao presente propósito. Um sinal do eletrodo de domo 86 que representa acapacitância do eletrodo para a pele (lembrando que o eletrodo neutro docorpo está no potencial terra) é derivado no 92 e inserido pela esquerda a-través de um resistor conectado em série e um capacitor para um terminal96 de um sensor de toque de transferência de carga IC94 disponível comer-cialmente, pode ser configurado como é conhecido pela escolha da polariza-ção e por outros componentes, para estabelecer em um terminal de saída 98um alto valor que liga um transistor de sinal 100 que, por sua vez, dirige umtransistor de força 102 que através de um enrolamento de relê 104 irá operaro relê para comutar o conjunto de contato inferior 106 da posição mostradaOFF (desligada) para a posição ON (ligada), assim, alimentando a força deRF do gerador para o eletrodo 86. O eletrodo de tratamento ativo 86 podeser acoplado para a força de RF através de um capacitor de série conhecido(não mostrado), ou algum outro mecanismo para acoplar a porção de RF dosinal de RF para o eletrodo de tratamento 86, enquanto isola a parte CC dosinal de RF do eletrodo de tratamento para aperfeiçoar a sensibilidade depercepção do circuito do sensor de toque, ao mesmo tempo em que previneque a força de RF alimente de volta o circuito de transferência de carga.Desde que a capacitância percebida permaneça baixa durante o toque doeletrodo na pele, o relê 90 permanece ativado e o eletrodo é energizado pelaRF. Como o eletrodo 86 começa a se retirar do tecido cutâneo, a capacitân-cia aumenta rapidamente e o sinal resultante troca a saída IC 98 para umvalor baixo desativando o relê e desalimentando o eletrodo. Outros circuitospodem ser facilmente elaborados por aqueles que sejam habilidosos na téc-nica para funcionar similarmente.
O circuito da figura 10 pode ser, se desejado, carregado separa-damente por uma bateria em uma modalidade preferida conforme ilustradona figura 11, com a bateria designada 110, e um comutador de liga e desliga112. A bateria pode ser conectada a um regulador de voltagem convencional114 para produzir voltagens de operação constantes usadas por circuitos depercepção. Qualquer fonte de energia pode ser usada para o circuito de per-cepção, mas o circuito da figura 11 é uma modalidade preferida que iriapermitir que fosse independente e portátil.
De uma maneira similar, a característica elétrica medida poderiaser a impedância elétrica do conector de saída no gerador, que é a impe-dância entre a superfície do eletrodo e o eletrodo neutro usual em contato com o corpo do paciente. Na falta de contato entre a superfície do eletrodoativo e a pele do paciente, a impedância medida no conector de saída serána ordem de Kohms. Na medida em que o contato é feito entre a superfíciedo eletrodo ativo e a pele do paciente, a impedância medida irá cair para umvalor na ordem de centenas de ohms. Esta mudança de impedância pode ser usada para operar um relê conforme mostrado na figura 10 para passara força de RF para o eletrodo. Assim, a superfície do eletrodo ativo se torna-rá ativa quando a impedância do conector de saída cair, e quando o eletrodoé retirado da pele a impedância da saída aumenta desativando o relê e de-salimentando o conector de saída e, assim, o eletrodo.
As figuras 12, 13A e 13B ilustram uma forma de circuito de me-dição de impedância de saída. A figura 12 representa um diagrama de blocobásico de um gerador de RF, com um gerador de freqüência convencional110 cujo sinal de saída de RF é alimentado para um amplificador 112 cujasaída, por sua vez, é alimentada através de um filtro 114. A linha de RF re- sultante 115 então passa através de um circuito de percepção de força 116 eum circuito de percepção de corrente 118 antes de sair da unidade do gera-dor via um cabo que leva à peça de mão 10. A figura 13A ilustra uma moda-lidade possível do circuito de percepção de força 116 utilizando um acopla-dor direcional, em que a linha de transmissão de RF 115 é acoplada capaci- tivamente a uma linha condutiva 120, cujo comprimento 122 é igual a umquarto do comprimento da onda do sinal. A linha condutiva 120 é conectadaa um resistor de terminação 122 e a um circuito detector de diodo 124 queirá medir a força para frente na linha de transmissão por RF 115.
A figura 13B ilustra uma modalidade possível do circuito de per- cepção de corrente 118, em que uma linha 128 no bloco 118 está transpor-tando a corrente a ser medida. A linha é roteada através de um transforma-dor 126 com a bobinagem primária 128 que tem menos bobinagens do que abobinagem secundária 130 para aumentar a voltagem do sinal ao longo deum resistor 132. O sinal é então retificado por um diodo 134 e suavizado porum capacitor 136 para criar uma voltagem CC ao longo dos terminais 138 e140 que é proporcional à corrente na linha 128.
Uma vez que a força e a corrente foram determinadas conformeindicado nos circuitos anteriores, então a impedância é facilmente determi-nada por um cálculo realizado por um software ou hardware conhecido divi-dindo a força pelo quadrado da corrente, que pode então ser usado paraativar um relê como descrito acima.
As figuras 1 a 13B ilustram uma peça de mão monopolar de a-cordo com a invenção. Os princípios similares podem ser empregados paraimplementar a invenção em uma peça de mão bipolar. Na peça de mão mo-nopolar, um pólo da energia de RF não é aplicado ao eletrodo até que elecontate o tecido. Na aplicação para uma peça de mão bipolar, os dois pólosda energia de RF não são aplicados, respectivamente, os dois eletrodos sãoguardados na peça de mão até que o contato com o tecido ocorra.
As figuras 14 e 15 ilustram uma peça de mão bipolar que temum invólucro isolante 149 com eletrodos concêntricos internos fixos 150 eexternos fixos 152 com um isolador tubular, deslizante, carregado por mola154 que circunda o eletrodo interno 150, separando os dois eletrodos, e quese estende para fora na frente dos dois eletrodos. A mola é mostrada na 156parcialmente no cano de isolamento para sua posição desconectada de RF.A força de RF empregada por um cabo (não mostrado) na direita é conecta-da aos componentes elétricos 158 e 159. O isolador tubular 154 transportaconectores condutivos deslizantes carregados por mola, um dos quais 160contata o eletrodo externo 152 no 162, e o outro dos quais 164 contata oeletrodo interno 150 no 166. O isolador de extensão 154 age como o braçode um comutador de chave única, de pólo duplo, que ativado quando o tuboisolante é achatado na medida em que o médico coloca a extremidade ativada peça de mão em contato com a pele do paciente, simultaneamente ex-pondo o eletrodo interno (figura 17) e conectando os dois eletrodos às suasfontes de RF acima e abaixo correspondentes 158, 159. Observe na figura17 o portador 160 no 168 em contato com o componente condutivo 159. Oportador 164 faz contato no 170 para o outro pólo 158. Esta modalidade usaestas pequenas molas de contato 160, 164 anexadas ao tubo de isolamento154 que desliza para contato com cada pólo 158, 159 do comutador efetivopara fazer e interromper contato, quando necessário. O estado inativo depré-contato está ilustrado na figura 15, e o estado ativo de pós-contato estáilustrado na figura 17.
O esquema do circuito ilustrando a operação é mostrado de umaforma simplificada na figura 18. Dois comutadores "momentâneos" separa-dos que estão geralmente desligados 172, 174, fazem contato quando a co-luna central 154 é empurrada para dentro. A figura 19 ilustra uma modifica-ção que se comporta efetivamente como duas versões paralelas da modali-dade monopolar, em que os comutadores 176, 178 são ativados pela de-pressão dos dois eletrodos bipolares carregados com molas 180, 182, ati-vando um relê ou relês que acionam a energia de RF para cada eletrodo.Neste último caso, é preferível que a energia seja suprida somente quandoos dois comutadores 176, 178 fizeram contato, garantindo que os dois ele-trodos estão em contato com a pele; isto é facilmente implementado por umcircuito lógico simples que pode ser provido dentro da peça de mão ou den-tro do conjunto de circuitos comutadores da fonte de energia.
A figura 20 mostra uma terceira modalidade bipolar, uma versãomodificada da versão da figura 18 com uma coluna central móvel 154 pararealizar a comutação dos eletrodos bipolares fixos 150, 152. Neste caso, acoluna central 154 comuta preferencialmente um relê (não mostrado) paraligar e desligar, se necessário, para suprir a energia de RF.
A modalidade da figura 19, efetivamente duas versões paralelasda modalidade monopolar direta comutando RF que trabalham juntas, po-dem ser implementadas também (não mostradas) como na modalidade dafigura 20 com os eletrodos "flutuantes" eletricamente 150, 152 que comutamdiretamente com o suprimento de RF ao invés de ativá-los via relês.
O gerador de RF utilizou, preferencialmente, correntes de saídade RF na escala de cerca de 0,2 a 10 MHz. A força de onda contínua podeser usada.
Enquanto a invenção pode ser descrita em relação com as mo-dalidades preferidas, será entendido que as modificações nestas dentro dosprincípios destacados acima serão evidentes para aqueles com habilidadena técnica e assim, a invenção não está limitada às modalidades preferidas,mas são pretendidas para abranger ditas modificações.

Claims (14)

1. Dispositivo para uso em um procedimento cirúrgico para aper-feiçoar a aparência do tecido cutâneo de um paciente pela aplicação de e-nergia de RF neste, o dispositivo compreendendo:(a) uma peça de mão que tem um meio para receber a energiade RF de um gerador quando ativado, a peça de mão que sustenta um ele-trodo que tem uma superfície ativa para ser colocada em contato com a peledo paciente para aplicar a energia de RF recebida na pele quando o geradoré ativado, caracterizado pelo fato de que:a peça de mão compreende:(b) primeiro meio de comutação para conectar eletricamente asuperfície ativa do eletrodo ao meio de recepção por RF da peça de mãosomente quando e enquanto a superfície ativa estiver em contato efetivocom a pele do paciente.
2. Dispositivo, de acordo com a reivindicação 1, em que o ele-trodo é sustentado de maneira móvel na peça de mão, e o primeiro meio decomutação compreende uma extensão do eletrodo que se desconecta e seconecta seletivamente do meio de recepção de RF da peça de mão na me-dida em que o eletrodo move a partir de uma primeira posição desconectadade RF separada da pele do paciente para uma segunda posição conectadade RF quando em contato efetivo com a pele do paciente.
3. Dispositivo, de acordo com a reivindicação 1, em que a peçade mão tem um eixo geométrico longitudinal e a extensão do eletrodo com-preende um componente da haste que se estende paralelamente ao eixogeométrico e conectado ao eletrodo.
4. Dispositivo, de acordo com a reivindicação 2, em que o ele-trodo é carregado com molas na sua posição desconectada de RF.
5. Dispositivo, de acordo com a reivindicação 2, em que o ele-trodo é sustentado por movimento axial ou lateral, e as posições conectadasde RF e desconectadas de RF estão localizadas nas extremidades, respecti-vamente, dos seus movimentos axial ou lateral.
6. Dispositivo, de acordo com a reivindicação 2, em que o ele-trodo ainda compreende um segmento condutivo eletricamente, e a peça demão ainda compreende três seções elétricas das quais a primeira é conec-tada com o meio de recepção por RF1 e as segunda e terceira seções sãoisoladas eletricamente, o segmento condutivo eletricamente sendo posicio-nado para interconectar eletricamente as segunda e terceira seções quandoo eletrodo está na sua posição conectada de RF.
7. Dispositivo, de acordo com a reivindicação 1, em que a peçade mão ainda compreende um ou mais meios de comutação adicionais con-figurados para serem ativados quando o primeiro meio de comutação é co- mutado.
8. Dispositivo para uso em um procedimento cirúrgico para aper-feiçoar de maneira não-ablativa a aparência do tecido cutâneo de um paci-ente pela aplicação da energia de RF neste, o dispositivo compreendendo:(a) uma peça de mão que tem um meio para receber a energiade RF de um gerador quando ativado, a peça de mão que sustenta um ele-trodo que tem uma superfície ativa para ser colocada em contato com a peledo paciente para aplicar a energia de RF recebida na pele quando o geradoré ativado, caracterizado pelo fato de que:ainda compreendendo:(b) meio conectado ao eletrodo para percepção quando o eletro-do toca o tecido cutâneo do paciente e gera um sinal,(c) meio que responde ao sinal gerado para conectar eletrica-mente a superfície ativa do eletrodo com o meio de recepção por RF da pe-ça de mão.
9. Dispositivo, de acordo com a reivindicação 8, em que o meiode percepção compreende um meio para perceber uma mudança de impe-dância na medida em que o eletrodo toca a pele.
10. Dispositivo, de acordo com a reivindicação 9, em que a im-pedância é a redução da impedância de capacitância quando o eletrodo tocaa pele, ou a impedância do circuito recebendo ou empregando a energia deRF.
11. Dispositivo, de acordo com a reivindicação 8, em que o meioque responde ao sinal gerado é um circuito compreendendo um sensor detoque de transferência de carga e um relé.
12. Dispositivo, de acordo com a reivindicação 11, em que o relécompreende geralmente contatos abertos conectados com a fonte de RF ecom o eletrodo, e o circuito é de modo que os contatos de relé fecham epermanecem fechados somente quando ou enquanto a superfície do eletro-do está em contato efetivo com a pele do paciente.
13. Dispositivo, de acordo com a reivindicação 1, em que o ele-trodo é um eletrodo bipolar com duas superfícies ativas para aplicar a ener-gia de RF bipolar recebida na pele,a peça de mão compreendendo:(c) primeiro meio de comutação para conectar eletricamente ca-da superfície ativa do eletrodo bipolar ao meio de recepção de RF bipolar dapeça de mão somente quando e enquanto as superfícies ativas estão emcontato efetivo com a pele do paciente.
14. Dispositivo, de acordo com a reivindicação 13, em que oseletrodos bipolares são fixados na peça de mão, ainda compreendendo umcomponente deslizante na peça de mão adjacente aos eletrodos para ativaro primeiro comutador e posicionado de modo que o componente deslizantetoca a pele do paciente antes dos eletrodos e ativa o primeiro comutadorsomente depois que os eletrodos tocaram a pele do paciente.
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