BRPI1009149B1 - Esteira para veículos tipo esteira - Google Patents

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Francesco Grenzi
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Berco S.P.A.
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Abstract

esteira para veículos tipo esteira. e descrita uma esteira (10) para veículos tipo esteira, compreendendo uma sequência continua de juntas articuladas (12, 12) do tipo dobradiça, orientada de acordo com um primeiro eixo (a-a) substancialmente perpendicular ao eixo de desenvolvimento longitudinal central (b-b) da esteira (10). as juntas articuladas (12, 12°), providas com pinos (36, 36"), só conectadas entre si e mantidas a uma distancia constante através de pares de elos (14) com desenvolvimento longitudinal, arranjados lateralmente e simetricamente com relação ao eixo central longitudinal (b-b). em tomo de cada pino (36, 36?), um embuchamento (40) é montado livre para girar com relação ao pino (36, 36°) propriamente dito e pelo menos um mancal de deslizamento (44) ? ajustado por presso entre cada pino (36, 36°) © 08 elos (14). a presença de mancais de deslizamento (44) feitos de material compósito e com uma pequena espessura e as características geométricas/dimensionais dos elos (14) e dos mancais de deslizamento (44) propriamente ditos possibilitam melhorar a estabilidade ¢ a resistência 4 fadiga e ao desgaste das juntas articuladas (12, 12°) da esteira (10).

Description

[0001] A presente invenção diz respeito a uma esteira com buchas rotativas para veículos tipo esteira providos com mancais de deslizamento melhorados, em particular, mas não exclusivamente, a uma esteira com buchas rotativas para veículos tipo esteira destinados a movimento no terreno.
[0002] As esteiras de um veículo de trabalho tipo esteira no geral compreendem um par de esteiras paralelas, cada qual obtida através de uma sequência contínua de juntas articuladas tipo dobradiça, conectadas entre si e mantidas a uma distância constante por meio de elementos de conexão rígidos adequados, denominados “elos” da esteira.
[0003] A esteira também compreende uma pluralidade de buchas e pinos, dispostos entre os elos de maneira a conectar suas extremidades para formar as esteiras. As buchas e os elos suportados cooperam entre si para formar uma pluralidade de juntas de esteira, que permite o movimento rotacional necessário entre elos adjacentes. Isto permite a articulação dos elos adjacentes quando a esteira girar em torno das rodas (de acionamento e/ou acionadas) do veículo tipo esteira. A rotação da esteira permite que o veículo tipo esteira mova-se no terreno para realizar as muitas funções para as quais ele é destinado.
[0004] Quando o veículo tipo esteira, tipicamente uma máquina destinada a movimento no terreno, está operando em terrenos altamente abrasivos, alguns dos componentes das esteiras têm que ser periodicamente substituídos, uma vez que eles apresentam rápido desgaste. Em esteiras do tipo convencional, a troca de um componente da esteira normalmente exige que a esteira propriamente dita seja removida do veículo e levada para um centro de assistência devidamente equipado. Consequentemente, o procedimento de troca dos elementos usados é muito cara e leva bastante tempo.
[0005] Em particular, entre os elementos de uma esteira convencional que sofreu o máximo desgaste, existem sem dúvidas as buchas, cada qual disposto entre cada pino de conexão entre os elos e os elementos necessários para transmitir movimento para as esteiras. As buchas são assim fixas com relação aos elos da esteira. As buchas fixas sofrem atrito de deslizamento substancial, que faz com que ambas suas superfícies cilíndricas interna e externa deteriorem rapidamente.
[0006] Uma diminuição parcial do desgaste das buchas foi obtida com o lançamento no mercado das assim denominadas esteiras lubrificadas, nas quais, graças à circulação de lubrificante, o desgaste interno das buchas quando deslizam com os respectivos pinos foi praticamente anulado. Entretanto, o problema do desgaste da superfície cilíndrica externa das buchas continua o mesmo, mesmo com esteiras lubrificadas.
[0007] Esteiras para veículos tipo esteira, assim têm sido produzidas nas quais as buchas são livres para girar com relação ao pino relativo em tomo do qual elas são enroladas. Desta maneira, durante o movimento das esteiras, as buchas principalmente sofrem atrito de rolamento, em vez de atrito de deslizamento, com consequente maior resistência ao desgaste do que as próprias buchas.
[0008] Uma esteira para veículos tipo esteira, de acordo com a tecnologia anterior, do tipo provido com buchas rotativas, é descrita, por exemplo, na patente dos Estados Unidos No. 5.183.318 da Caterpillar Inc.
[0009] Entretanto, também as esteiras providas com buchas rotativas fabricadas até hoje ainda apresentam inconvenientes.
[0010] Um primeiro inconveniente é por causa da redução da rigidez estrutural de toda a esteira com relação às esteiras providas com buchas fixas. Esta redução da rigidez estrutural é atribuída ao fato de que as buchas rotativas não conectam rigidamente os elos da esteira.
[0011] Um outro inconveniente é atribuído ao fato de que a presença das buchas rotativas toma necessário ter outros elementos de conexão rígidos entre os elos da esteira e os pinos relativos. Esses elementos de conexão são tipicamente constituídos de mancais de deslizamento montados coaxialmente em tomo do pino e em furos passantes adequados previstos em cada elo. Tais mancais de deslizamento têm que suportar todas as tensões às quais a esteira é submetida nas etapas de trabalho do veículo tipo esteira, sem comprometer a integridade das juntas. É também necessário prever sistemas de vedação, que são capazes de impedir que misturas corrosivas e abrasivas de água, sujeira, areia, pedra ou outros elementos minerais ou químicos, aos quais a esteira é exposta durante seu uso, penetrem nas juntas.
[0012] Assim, deve ficar óbvio que, se, por um lado, as buchas rotativas apresentam menos desgaste com relação as buchas fixas montadas nos elos, por outro lado, as esteiras com buchas rotativas exigem que haja alguns elementos específicos que suportam grandes cargas e que assim têm uma menor vida útil do que os outros elementos da esteira.
[0013] O propósito geral da presente invenção é, portanto, fabricar uma esteira com buchas rotativas para veículos tipo esteira, provida com mancais de deslizamento, capazes de aumentar não somente a vida e o desgaste das buchas, mas também dos outros elementos que formam as juntas da esteira com relação às esteiras de acordo com a tecnologia anterior.
[0014] Um outro propósito da invenção é de prover uma esteira com buchas rotativas para veículos tipo esteira provida com mancais de deslizamento, que possibilita obter um nível equilibrado de desgaste para todos os componentes pertencentes à esteira propriamente dita, com a consequente possibilidade de planejar melhor as operações de manutenção no veículo tipo esteira.
[0015] Também um outro propósito da invenção é de poder ter uma esteira com buchas rotativas para veículos tipo esteira provida com mancais de deslizamento, que é fácil de reparar e que é intercambiável com outras esteiras análogas do tipo conhecido.
[0016] Esses propósitos de acordo com a presente invenção são alcançados fabricando uma esteira com buchas rotativas para veículos tipo esteira provida com mancais de deslizamento como apresentado na reivindicação 1.
[0017] Características adicionais da invenção são salientadas nas reivindicações dependentes, que são parte integral da presente descrição.
[0018] As características e as vantagens de uma esteira com buchas rotativas para veículos tipo esteira, provida em particular com mancais de deslizamento melhorados, de acordo com a presente invenção devem ficar mais claras a partir da descrição seguinte, dada como um exemplo, e não com propósitos limitantes, com referência aos desenhos esquemáticos anexos, em que:
[0019] A figura 1 é uma vista plana de uma porção da esteira com buchas rotativas para veículos tipo esteira obtida de acordo com a presente invenção;
[0020] A figura 2 é uma vista lateral da porção da esteira com buchas rotativas da figura 1;
[0021] A figura 3 é uma vista em perspectiva da porção da esteira com buchas rotativas da figura 1, combinada com as sapatas das esteiras do veículo;
[0022] A figura 4 é uma vista seccional, obtida ao longo da linha A-A da figura 1, da esteira com buchas rotativas obtida de acordo com a presente invenção;
[0023] A figura 5 é uma vista lateral de um elo pertencente à esteira com buchas rotativas obtida de acordo com a presente invenção;
[0024] A figura 6 é uma vista plana seccional parcial do elo da figura 5; e
[0025] A figura 7 é uma outra vista lateral em seção parcial do elo da figura 5.
[0026] Com referência às figuras, está mostrada uma porção da esteira, que tem buchas rotativas de acordo com a presente invenção, indicada no geral pelo número de referência 10.
[0027] A esteira 10 consiste substancialmente em uma sequência contínua de juntas articuladas 12, 12’ do tipo dobradiça, orientada de acordo com um eixo A-A substancialmente perpendicular ao eixo de desenvolvimento longitudinal central B-B da esteira 10. As juntas articuladas 12, 12’ são conectadas entre si e mantidas a uma distância constante através de pares de elos 14 com desenvolvimento longitudinal, arranjados lateralmente e simetricamente com relação ao eixo central longitudinal B-B da esteira 10.
[0028] Cada elo 14 é do tipo assimétrico, ou seja, provido com um primeiro flange de extremidade 16 voltado para fora da esteira 10, se visto com referência ao eixo central longitudinal B-B, e com um segundo flange de extremidade 18 voltado para dentro da esteira 10 ou, em outras palavras, em direção ao eixo central longitudinal B-B da esteira 10 propriamente dita.
[0029] Cada elo 14 é assim provido com uma primeira superfície superior substancialmente plana 20 destinada a suportar de forma irremovível as sapatas 48 (figura 3), que completam as esteiras do veículo. Para um propósito como este, na primeira superfície superior 20 de cada elo 14, um ou mais furos passantes 22 são feitos destinados a receber o dispositivo de encaixe 50, normalmente parafusos, entre o elo 14 propriamente dito e a sapata relativa 48 destinada a apoiar no terreno.
[0030] Cada elo 14 é além disso provido com uma segunda superfície de guia inferior também substancialmente plana 24 oposta com relação à primeira superfície superior 20 e destinada a ficar em contato com as rodas acionadas, os rolos inferiores e os rolos superiores para suportar a esteira do veículo tipo esteira.
[0031] No primeiro flange de extremidade 16, voltado para fora da esteira 10, de cada elo 14, um primeiro furo transpassante 26 é obtido orientado de acordo com um eixo A-A perpendicular ao eixo central longitudinal B-B da esteira 10. Em duas extremidades opostas do furo transpassante 26, um primeiro entalhe anular 28, voltado para fora da esteira 10, e um segundo entalhe anular 30, voltado para dentro da esteira 10, cujas funções devem ser especificadas a seguir, são então respectivamente obtidos. Em particular, os entalhes anulares externo 28 e interno 30 têm um diâmetro interno que é maior com relação ao diâmetro interno do furo transpassante 26. Ainda mais especificamente, o entalhe anular interno 30 tem um diâmetro interno que é maior com relação ao diâmetro interno do entalhe anular externo 28.
[0032] Similarmente, no segundo flange de extremidade 18, voltado para dentro da esteira 10, de cada elo 14, um segundo furo transpassante 32, também orientado de acordo com um eixo A-A perpendicular ao eixo central longitudinal B-B da esteira 10, é feito. Em uma das duas extremidades opostas de um furo transpassante 32 como este, neste caso, a extremidade voltada para dentro da esteira 10, um entalhe anular 34, cujo diâmetro interno é maior que o diâmetro interno do furo transpassante adjacente 32, é então feito. Além do mais, como pode-se ver pela seção da figura 4, o diâmetro interno do entalhe anular 34 do segundo furo transpassante 32 e o diâmetro interno do entalhe anular interno 30 do primeiro furo transpassante 26 são substancialmente iguais. Esta característica permite que elementos particulares da esteira 10, que devem ser especificados logo a seguir, sejam inseridos nos entalhes anulares internos 30 e 34, respectivamente, do primeiro furo transpassante 26 e do segundo furo transpassante 32.
[0033] De acordo com a invenção, por causa do uso de mancais de deslizamento melhorados, com espessuras particularmente baixas e descritos com mais detalhes a seguir, no primeiro flange de extremidade 16 e no segundo flange de extremidade 18 de cada elo 14 é possível fazer respectivamente um primeiro furo transpassante 26 e um segundo furo transpassante 32 com um diâmetro substancialmente similar. Em particular, de acordo com uma modalidade preferida, ilustrada nas figuras 4-7, a razão Ro entre o diâmetro interno D2 do segundo furo transpassante 32 do segundo flange de extremidade 18 de cada elo 14 e o diâmetro interno Di do primeiro furo transpassante 26 do primeiro flange de extremidade 16 de cada elo 14 é compreendida na faixa entre 1 e 1,25. Preferivelmente, tal razão é igual a 1,1.
[0034] Basicamente, com referência aos valores dados na figura 5:
Figure img0001
[0035] Preferivelmente:
Figure img0002
[0036] Com referência agora às juntas articuladas 12, 12’, cada uma delas é principalmente constituída de um pino substancialmente cilíndrico 36, 36’, orientado ao longo do eixo A-A perpendicular ao eixo central longitudinal B-B da esteira 10. Cada pino 36, 36’ é provido internamente com canalizações 38 (figura 4) destinadas à circulação do fluido lubrificante, necessário para a esteira 10 funcionar devidamente. Em tomo de cada pino 36, 36’, e coaxialmente com relação a ele, uma bucha 40 livre para girar com relação ao pino 36, 36’ propriamente dito é montada. Na superfície circunferencial externa das buchas rotativas 40 os dentes das rodas de acionamento do veículo tipo esteira se encaixam, de maneira tal a colocar todo o sistema de esteira em movimento.
[0037] Cada um dos elos 14 é conectado a um pino correspondente 36 através de acoplamento de interferência, isto é, de uma maneira não rotativa, de seu lado voltado para fora no flange de extremidade 16 com uma das extremidades do pino 36 propriamente dito. Em outras palavras, cada elo 14 é montado em torno do pino relativo 36 por meio de sua inserção no furo transpassante 26 previsto no primeiro flange de extremidade 16 voltado para fora do elo 14 propriamente dito. De acordo com uma modalidade preferida da esteira 10, ilustrada nas figuras, o travamento na posição entre o primeiro flange de extremidade 16 voltado para fora com relação ao elo 14 e a extremidade do pino 36 é obtido por meio de um anel 42 do tipo “Seeger”, unido integralmente no pino 36 propriamente dito e alojado dentro do entalhe anular externo 28 previsto em um flange de extremidade 16 como este.
[0038] Cada elo 14 é além disso conectado rotacionalmente no pino seguinte 36’ por meio da inserção deste no furo transpassante 32 previsto no segundo flange de extremidade 18 voltado para dentro com relação ao elo 14 propriamente dito. Como mostrado na seção da figura 4, dentro de cada furo transpassante 32 pelo menos um mancai de deslizamento de forma anular 44 é então alojado. Mais precisamente, cada mancai de deslizamento 44 é alojado, ajustado por pressão, entre a superfície circunferencial interna de cada furo transpassante 32 e a superfície circunferencial externa de um dos pinos 36, 36’, garantindo a livre rotação em torno do seu eixo A- A.
[0039] De acordo com a invenção, os mancais de deslizamento 44 são feitos de um material compósito, ou seja, consistindo em uma fibra natural ou sintética e de uma resina de ligação. Em particular, de acordo com uma modalidade preferida, os mancais de deslizamento 44 são feitos de um material compósito constituído de uma fibra sintética (como, por exemplo, fibra de carbono, poliéster ou outras fibras técnicas) e de uma resina fenólica que constitui o material de ligação. O uso de um material compósito possibilita obter mancais de deslizamento particularmente finos 44, tendo ainda um alto valor de resistência a tensões observadas pela esteira 10 nas etapas de trabalho do veículo tipo esteira. Portanto, de acordo com a invenção, a razão R1 entre a espessura S e o diâmetro interno D de cada mancai de deslizamento 44 pode ser particularmente pequena, sendo compreendida na faixa entre 0,02 e 0,10.
[0040] Basicamente, com referência aos valores salientados na figura 4:
Figure img0003
[0041] Como mostrado na seção da figura 4, na configuração montada da esteira 10, nos lados de cada mancai de deslizamento 44, grupos de vedação 46, 46’ são providos destinados a cooperar com as buchas rotativas 40, os elos 14 e os mancais de deslizamento 44 propriamente ditos para prover um sistema de vedação para as juntas articuladas 12, 12’. Com detalhes, para cada mancai de deslizamento 44, um dos grupos de vedação 46 é alojado dentro do segundo entalhe anular 30, voltado para dentro da esteira 10, feito no primeiro furo transpassante 26 de cada elo 14, ao passo que o outro grupo de vedação 46’ é alojado dentro do entalhe anular 34, voltado para dentro da esteira 10, feito no segundo furo transpassante 32 e é disposto entre o mancai de deslizamento 44 propriamente dito e a bucha rotativa 40.
[0042] Em particular, o sistema de vedação entre pares de elos 14 conectados no mesmo pino 36 (figura 4) é obtido graças à cooperação do grupo de vedação 46 com uma superfície de apoio de um inserto do elo 52, alojado dentro de um assento anular superior 54 feita no segundo flange de extremidade 18 de um dos elos 14 de maneira a ficar voltado para o segundo entalhe anular 30 do elo adjacente 14. Uma câmara de lubrificação é assim definida entre o grupo de vedação 46 e o inserto do elo 52. O inserto do elo 52 compreende um inserto rígido circunferencial posicionado no assento anular superior 54 e um anel elástico, concêntrico e disposto sobre o inserto rígido circunferencial, destinado a fazer contato com o assento 54 propriamente dito, circunferencialmente, para gerar o empuxo de compressão necessário no inserto rígido. Em outras palavras, a pressão axial exercida pelo anel elástico no inserto rígido é usada para manter o contato constante entre o grupo de vedação 46 e a superfície de apoio do inserto rígido, mesmo quando houver solavancos ou vibrações que frequentemente ocorrem durante o uso de veículos tipo esteira.
[0043] Tipicamente, o inserto rígido circunferencial do inserto do elo 52 pode ser feito de ferro fundido, aço temperado ou aço cementado ou revenido. Detalhes adicionais do sistema de vedação podem ser do tipo descrito no pedido de patente internacional W02008/093160, em nome do mesmo requerente desta, e, portanto, não deve ser descrito com detalhes a seguir.
[0044] De acordo com uma modalidade preferida da presente invenção, a fim de aumentar a rigidez estrutural dos elos 14 e, consequentemente, de toda a esteira 10, observou-se que a razão R2 entre a largura geral Li da superfície de guia inferior 24 de cada elo 14 e a espessura geral L2 do primeiro flange de extremidade 16, voltadas para fora da esteira 10, do elo 14 propriamente dito tem que ser maior que 1. Preferivelmente, tal razão R2 é compreendida na faixa entre 1,1 e 1,3.
[0045] Além disso, a razão R3 entre a largura geral Li da superfície de guia inferior 24 de cada elo 14 e o deslocamento l_3 entre a superfície externa do primeiro flange de extremidade 16, no primeiro entalhe anular 28, e a borda externa da superfície de guia inferior 24 do elo 14 propriamente dito tem que ser maior que 1,35. Preferivelmente, tal razão R3 é compreendida na faixa entre 1,4 e 1,65.
[0046] Finalmente, a razão R4 entre a espessura geral L2 do primeiro flange de extremidade 16 de cada elo 14 e a espessura geral l_4 do segundo flange de extremidade 18, voltadas para dentro da esteira 10, do elo 14 propriamente dito tem que ser menor que 1,25. Preferivelmente, tal razão R4 é compreendida na faixa entre 1 e 1,1.
[0047] Basicamente, com referência aos valores salientados na figuras 6 e 7:
Figure img0004
[0048] Preferivelmente:
Figure img0005
[0049] As características geométrica/dimensional supramencionadas dos elos 14, portanto, possibilitam obter uma seção resistente geral que é maior que a dos elos de tipo conhecido. Consequentemente, mesmo se existir uma bucha 40 do tipo rotativa, a estabilidade das juntas articuladas 12, 12’ não é comprometida, mesmo que a bucha 40 propriamente dita não seja mais uma peça simples com os elos conectados nele, como ocorre por outro lado nas esteiras tipo convencional com uma bucha fixa. A qualidade dos materiais e as características dimensionais particulares dos mancais de deslizamento 44 finalmente possibilitam obter uma boa superfície de descanso para os elos 14 nos pinos relativos 36, 36’ mesmo se tais elementos forem deformados em condições carregadas, como ocorre quando as juntas articuladas 12, 12’ são predispostas nas etapas de trabalho do veículo tipo esteira. O uso de mancais de deslizamento 44 em resina fenólica com pequena espessura certamente possibilita fazer elos monolíticos 14 com seções de alta resistência, muito mais alta que os elos presentes até hoje no mercado.
[0050] Percebeu-se assim que a esteira com buchas rotativas para veículos tipo esteira providos com mancais de deslizamento melhorados de acordo com a presente invenção alcança os propósitos previamente salientados.
[0051] A esteira com buchas rotativas para veículos tipo esteira provida com mancais de deslizamento melhorados da presente invenção assim concebida pode de qualquer maneira passar por inúmeras modificações e variantes, todas cobertas pelo mesmo conceito inventivo; além disso, todos os detalhes podem ser substituídos por elementos tecnicamente equivalentes. Na prática, os materiais usados, bem como as formas e tamanhos, podem ser quaisquer, de acordo com as exigências técnicas.
[0052] O escopo de proteção da invenção é assim definido pelas reivindicações anexas.

Claims (15)

1. Esteira (10) para veículos tipo esteira, compreendendo uma sequência contínua de juntas articuladas (12, 12’) do tipo dobradiça compreendendo pinos, orientada de acordo com um primeiro eixo (A-A) perpendicular ao eixo de desenvolvimento longitudinal central (B-B) da esteira (10), as ditas juntas articuladas (12, 12’) sendo conectadas entre si e mantidas a uma distância constante através de pares de elos (14) com desenvolvimento longitudinal, arranjados lateralmente e simetricamente com relação ao dito eixo central longitudinal (B-B), cada elo (14) sendo provido com um primeiro flange de extremidade (16) voltado para fora da esteira (10), com referência ao dito eixo central longitudinal (B-B), e com um segundo flange de extremidade (18) voltado para dentro da esteira (10), com referência ao dito eixo central longitudinal (B-B), cada elo (14) sendo provido com uma primeira superfície superior (20) e uma segunda superfície de guia inferior (24), oposta com relação à dita primeira superfície superior (20), feita no dito primeiro flange de extremidade (16) sendo um primeiro furo transpassante (26), orientado de acordo com o dito primeiro eixo (A-A), para a conexão não rotativa do dito elo (14) com um dos pinos (36, 36’) da dita junta articulada (12, 12’), e feita no dito segundo flange de extremidade (18) sendo um segundo furo transpassante (32), orientado de acordo com o dito primeiro eixo (A-A), para a conexão rotativa do dito elo (14) com um dos ditos pinos (36, 36’), pelo menos um mancai de deslizamento anular (44) sendo alojado dentro do dito segundo furo transpassante (32) de cada elo (14) caracterizada pelo fato de que dito mancai de deslizamento (44) é feito de um material compósito consistindo em uma fibra natural ou sintética e uma resina de ligação, e em que a razão (R1) entre a espessura (S) e o diâmetro interno (D) de dito mancai de deslizamento (44) é compreendida na faixa entre 0,02 e 0,1.
2. Esteira (10), de acordo com a reivindicação 1, caracterizada pelo fato de que o dito material compósito consiste em uma fibra sintética e uma resina fenólica que constitui o material de ligação.
3. Esteira (10), de acordo com a reivindicação 1 ou 2, caracterizada pelo fato de que: - a razão (Ro) entre o diâmetro interno (D2) do segundo furo transpassante (32) do segundo flange de extremidade (18) de cada elo (14) e o diâmetro interno (Di) do primeiro furo transpassante (26) do primeiro flange de extremidade (16) de cada elo (14) é menor que 1,25; - a razão (R2) entre a largura geral (Li) de dita segunda superfície de guia inferior (24) e a espessura geral (L2) de dito primeiro flange de extremidade (16) é maior que 1; - a razão (R3) entre a largura geral (Li) de dita segunda superfície de guia inferior (24) e 0 deslocamento (L3) entre a superfície externa de dito primeiro flange de extremidade (16) e a borda externa de dita segunda superfície de guia inferior (24) é maior que 1,35; e - a razão (R4) entre a espessura geral (L2) de dito primeiro flange de extremidade (16) e a espessura geral (L4) de dito segundo flange de extremidade (18) é menor que 1,25.
4. Esteira (10), de acordo com a reivindicação 3, caracterizada pelo fato de que dita razão (Ro) entre o diâmetro interno (D2) do segundo furo transpassante (32) do segundo flange de extremidade (18) de cada elo (14) e o diâmetro interno (D2) do primeiro furo transpassante (26) do primeiro flange de extremidade (16) de cada elo (14) é compreendida na faixa entre 1,05 e 1,2.
5. Esteira (10), de acordo com a reivindicação 3 ou 4, caracterizada pelo fato de que a dita razão (R2) entre a largura geral (Li) de dita segunda superfície de guia inferior (24) e a espessura geral (L2) de dito primeiro flange de extremidade (16) é compreendida na faixa entre 1,1 e 1,3.
6. Esteira (10), de acordo com qualquer uma das reivindicações 3 a 5, caracterizada pelo fato de que dita razão (R3) entre a largura geral (Li) de dita segunda superfície de guia inferior (24) e o deslocamento (L3) entre a superfície externa de dito primeiro flange de extremidade (16) e a borda externa de dita segunda superfície de guia inferior (24) é compreendida na faixa entre 1,4 e 1,65.
7. Esteira (10), de acordo com qualquer uma das reivindicações 3 a 6, caracterizada pelo fato de que dita razão (R4) entre a espessura geral (L2) de dito primeiro flange de extremidade (16) e a espessura geral (l_4) de dito segundo flange de extremidade (18) é compreendida na faixa entre 1 e 1,1.
8. Esteira (10), de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 7, caracterizadapelo fato de que dito mancai de deslizamento (44) é encaixado por pressão entre a superfície circunferencial interna de dito segundo furo transpassante (32) e a superfície circunferencial externa de dito pino (36, 36’), garantindo a livre rotação em torno de dito primeiro eixo (A-A) do mesmo.
9. Esteira (10), de acordo com a reivindicação 8, caracterizadapelo fato de que montado em torno do dito pino (36, 36’), e coaxialmente com relação a ele, fica uma bucha (40) livre para girar com relação ao dito pino (36, 36’).
10. Esteira (10), de acordo com a reivindicação 9, caracterizadapelo fato de que dois grupos de vedação (46, 46’) são providos em cada lado de ditos mancais de deslizamento (44), ditos grupos de vedação (46, 46’) sendo destinados a cooperar com dita bucha (40), ditos elos (14) e ditos mancais de deslizamento (44) para prover um sistema de vedação para as juntas articuladas (12, 12’).
11. Esteira (10), de acordo com a reivindicação 10, caracterizadapelo fato de que um primeiro de ditos grupos de vedação (46) é alojado dentro de um entalhe anular (30) voltado para dentro da esteira (10), com referência ao dito eixo central longitudinal (B-B), obtido em dito primeiro furo transpassante (26).
12. Esteira (10), de acordo com a reivindicação 11, caracterizadapelo fato de que um segundo de ditos grupos de vedação (46’) é alojado dentro de um entalhe anular (34) voltado em direção ao interior da esteira (10), com referência ao dito eixo central longitudinal (B-B), feito em dito segundo furo transpassante (32), e é disposto entre dito mancai de deslizamento (44) e dita bucha rotativa (40).
13. Esteira (10), de acordo com a reivindicação 10 ou 11, caracterizada pelo fato de que o sistema de vedação entre o par de elos (14) conectados no mesmo pino (36) é obtido graças à cooperação de dito primeiro grupo de vedação (46) com uma superfície de suporte de um inserto do elo (52), alojado em um assento anular superior (54) feita em dito segundo flange de extremidade (18) de um dos elos (14) de maneira a ficar voltado para o dito segundo entalhe anular (30) do elo adjacente (14), portanto definindo uma câmara de lubrificação entre dito primeiro grupo de vedação (46) e dito inserto do elo (52).
14. Esteira, de acordo com a reivindicação 13, caracterizada pelo fato de que dito inserto do elo (52) compreende um inserto rígido circunferencial posicionado em dito assento anular superior (54), e um anel elástico, concêntrico e disposto sobre o inserto rígido circunferencial, destinado a fazer contato circunferencialmente com dito assento anular superior (54) para gerar o empuxo de compressão necessário no inserto rígido circunferencial.
15. Esteira (10), de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 14, caracterizada pelo fato de que a conexão não rotativa de dito elo (14) com dito pino (36, 36’) é obtida por meio de um anel (42) do tipo “Seeger”, integralmente unido com dito pino (36, 36’) e alojado dentro de um entalhe anular (28) voltado para fora da esteira (10), com referência ao dito eixo central longitudinal (B-B), obtido em dito primeiro flange de extremidade (16) em dito primeiro furo transpassante (26), dito anel (42) provendo o travamento na posição entre dito primeiro flange de extremidade (16) e a extremidade de dito pino (36, 36’).
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