BRPI1100314A2 - composiÇÕes fertilizantes lÍquidas contendo quelatos de minerais em alta concentraÇço, processo de preparaÇço e mÉtodo para o tratamento de plantas - Google Patents

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Nelson Henriques Fernandes Jr
Ricardo Da Silva Sercheli
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Npa Necleo De Pesquisas Aplic S Ltda
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COMPOSIÇÕES FERTILIZANTES LÍQUIDAS CONTENDO QUELATOS DE MINERAIS EM ALTA CONCENTRAÇçO, PROCESSO DE PREPARAÇçO E MÉTODO PARA O TRATAMENTO DE PLANTAS. Esta invenção tem por objeto novas composições fertilizantes líquidas que apresentam minerais em alta concentração na forma de quelatos preparados com sais de aminoácidos, ou na forma de quelatos preparados com aminoácidos com grupos funcionais básicos e ácidos. A invenção também descreve processos que possibilitam a obtenção das composições líquidas fertilizantes e métodos para o tratamento de plantas.

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"COMPOSIÇÕES FERTILIZANTES LÍQUIDAS CONTENDO QUELATOS DE MINERAIS EM ALTA CONCENTRAÇÃO, PROCESSO DE PREPARAÇÃO E MÉTODO PARA O TRATAMENTO DE PLANTAS" CAMPO DA INVENÇÃO Esta invenção tem por objeto novas composições fertilizantes
líquidas, com valores de pH próximos da neutralidade, que apresentam minerais em alta concentração na forma de quelatos preparados com sais de Iisina ou arginina e pelo menos outro aminoácido de ocorrência natural. Outras composições são caracterizadas por conter quelatos de minerais preparados com sais de ácido aspártico ou ácido glutâmico ou preparados com aminoácidos contendo grupos funcionais ácidos e básicos. A invenção também descreve processos que possibilitam a obtenção das composições líquidas fertilizantes e métodos para o tratamento de plantas. ANTECEDENTES DA INVENÇÃO As plantas necessitam de diversos nutrientes para que tenham
um crescimento adequado e sua absorção ocorre naturalmente através do solo. No entanto, quando a disponibilidade desses compostos no solo não é a ideal, é necessário realizar tratamentos utilizando fertilizantes para que as plantas apresentem o crescimento desejado pelos agricultores. Entre os nutrientes necessários para o bom crescimento das plantas, destacam-se os minerais selecionados entre fósforo, potássio, cálcio, magnésio, ferro, boro, manganês, cobre, molibdênio, cobalto e zinco, que podem ser administrados em sua forma sólida ou como soluções aquosas. Quando são administrados em sua forma sólida, os minerais são misturados no solo e sua absorção ocorre nas raízes das plantas. Quando são administrados na forma de soluções aquosas são chamados de fertilizantes foliares, pois a absorção ocorre predominantemente através das folhas das plantas. Em outros casos, a absorção ocorre pela administração de soluções aquosas via procedimentos de fertirrigação ou hidroponia. Os fertilizantes foliares podem conter outros compostos além dos minerais de interesse, tais como surfactantes e conservantes com a finalidade de aumentar a performance dos produtos. No entanto, independentemente da formulação utilizada, uma condição essencial para a preparação de fertilizantes foliares é que apresentem teores aceitáveis do mineral, para viabilizar sua produção industrial, bem como reduzir custos de transporte e facilidade de manejo durante sua utilização nas lavouras. Além de apresentar altas concentrações dos minerais, os fertilizantes foliares devem ser estáveis por longos períodos de armazenamento, mesmo sob diferentes temperaturas, e apresentar características físico químicas compatíveis para serem utilizados como fertilizantes agrícolas.
Os minerais desempenham funções especificas para o bom desenvolvimento das plantas. Por exemplo, o zinco é um ativador enzimático, responsável pela maturação e crescimento das espécies vegetais e sua deficiência traz alterações morfológicas evidentes, principalmente nas partes mais jovens da planta. Dentre essas alterações podem ser citadas: clorose internerval de folhas jovens, folhas cor de bronze, pontos necróticos, folhas menores e lanceoladas, internódios curtos e crescimento retardado. Portanto, a deficiência de zinco causa retardação do crescimento vegetal, o que impede a evolução das folhas e o alongamento do caule. Teores não adequados de zinco provocam, consequentemente, grãos também deficientes, o que reflete negativamente na qualidade dos mesmos como alimentos para os animais e seres humanos.
Outros minerais tais como cálcio, magnésio, molibdênio, cobre,
ferro, manganês e cobalto também são fundamentais para o bom desenvolvimento dos organismos vegetais, e cada um desses elementos tem uma função fitológica específica em cada etapa da evolução das plantas.
Atualmente, a administração de minerais em plantas como fertilizantes foliares ainda é feita majoritariamente na forma de soluções aquosas de seus sais inorgânicos , tais como cloretos ou sulfatos. Isso ocorre devido à possibilidade de se obter composições com altos teores desses minerais a preços comparativamente reduzidos. No entanto, uma das desvantagens inerentes a esses produtos é a baixa biodisponibilidade do mineral, uma vez que são necessários vários dias para que essas formas inorgânicas sejam absorvidas em quantidades relativamente significativas pelas plantas. Nesse período, esses fertilizantes estão sujeitos à ação de intempéries, tais como vento e chuvas, que podem carregar os fertilizantes para o solo, tornando-os indisponíveis para as plantas. Com a finalidade de aumentar a velocidade de absorção do mineral, os fertilizantes podem ser preparados dissolvendo quelatos do mineral preparados com ácido etilenodiaminatetracético, seus sais ou correlatos, conhecidos comumente por siglas tais como EDTA, DTPA, DDTA, EDDA e EDDHA. Em alguns desses casos, também podem ser obtidas soluções contendo concentrações moderadas de mineral na forma desses quelatos, mas por essa classe de compostos não consistir de substâncias naturalmente encontradas na natureza e o gasto de energia envolvido na absorção de minerais quelatados dessa forma pelas plantas, seu uso também não é o mais desejado em culturas agrícolas. Além disso, as velocidades de absorção desses compostos também não é a mais desejada.
Uma das formas de contornar os problemas associados com derivados de EDTA1 a redução do gasto energético das plantas durante os processos de absorção dos minerais pelos organismos e, sobretudo, aumentar a velocidade de absorção dos minerais, é a administração de compostos que tenham uma maior homologia com aqueles encontrados naturalmente nas plantas. Esse objetivo pode ser atingido pelo uso de fertilizantes contendo minerais na forma de quelatos de aminoácidos de ocorrência natural, caso seja possível contornar a baixa solubilidade que esses compostos apresentam quando preparados com os minerais necessários para nutrição vegetal.
De uma forma geral, os quelatos de minerais preparados com aminoácidos de ocorrência natural têm baixa solubilidade e, mais especificamente, quelatos de ferro, manganês, cobalto, zinco e cobre são particularmente problemáticos para a preparação de fertilizantes foliares, devido à baixa solubilidade inerente a esses compostos, o que dificulta ou impede a preparação dos produtos.
Em um documento recente, depositado na forma de patente sob o número US 7,022,351 B2, os autores mostram como preparar composições líquidas com altas concentrações minerais na forma de complexos de aminoácidos. Nesse documento os autores explicam as dificuldades encontradas para obter composições líquidas contendo teores significativos de minerais que se mantenham estáveis. Assim, é mencionado pelos autores a partir do último parágrafo da coluna 3 que "... a preparação de composições líquidas de complexos de aminoácidos representa desafios especiais, devido às propriedades químicas fundamentais desses complexos, especialmente se uma solução estável é necessária (...) Quando um sal de um mineral é misturado com uma solução de um aminoácido, é estabelecido um equilíbrio entre as várias espécies de aminoácidos, inclusive dos complexos de minerais. As concentrações relativas dessas espécies depende do pH da solução, concentração do aminoácido, concentração do mineral, constante de estabilidade dos complexos e pKa dos aminoácidos (...) em valores de pH maiores, os complexos de metais:aminoácidos 1:2 começam a se formar, bem como hidróxidos de minerais. Hidróxidos de minerais e complexos de metais:aminoácidos 1:2 são pouco solúveis em água (...) Uma solução de um complexo de aminoácido que é formulada para ter um pH entre 2 e 5 pode não ser estável devido à precipitação do aminoácido..."
Dessa forma, é de grande interesse a descrição de novas composições aquosas contendo minerais em altas concentrações e que não apresentem desvantagens técnicas como as já relatadas quando usadas como fertilizantes foliares agrícolas, tais como lenta absorção pelas plantas e fitotoxicidade.
Assim, um dos objetivos dessa invenção é a descrição de composições líquidas fertilizantes estáveis contendo minerais em altas concentrações comparativas, caracterizadas pelos minerais estarem na forma de quelatos de aminoácidos em uma relação estequiométrica mineral:aminoácido que atenda a valência do metal, tais como uma relação molar mineral:aminoácido igual a 1:2 para os metais bivalentes. Em outro aspecto dessa invenção, também é de interesse mostrar que as novas composições podem ser eficientemente preparadas em valores de pH próximos da neutralidade ou mesmo em valores de pH alcalinos, entre 5,0 e 10,0, onde prevalecem as espécies quelatadas neutras tendo apenas aminoácidos como Iigantes dos minerais. Ainda em outro aspecto dessa invenção, também é de interesse mostrar que as novas composições podem ser eficientemente utilizadas como fertilizantes para o tratamento de plantas.
QueIatos são os produtos resultantes da ligação de uma molécula orgânica específica, denominada como ligante, a um íon metálico por mais de um grupo funcional para a formação de uma estrutura heterocíclica. Os quelatos podem ser de ocorrência natural ou sintética. Exemplos de produtos preparados com precursores sintéticos são os quelatos de EDTA1 DTPA, DDTA1 EDDA1 EDDHA ou compostos similares. Exemplos de produtos preparados com precursores naturais são os quelatos formados pela coordenação de um centro metálico, denominados como minerais, com hemoglobina, clorofila ou ainda aminoácidos. Quando os minerais são coordenados com a mistura de peptídeos resultante da hidrólise de fontes protéicas, os produtos resultantes são mais adequadamente denominados como proteinatos.
No caso específico dos quelatos preparados exclusivamente com aminoácidos e que não contém ânions inorgânicos em sua estrutura ligados diretamente ao mineral, os compostos são caracterizados por apresentarem pelo menos dois anéis heterocíclicos formados pela coordenação com os aminoácidos utilizados no processo. Na Estrutura 1 abaixo é mostrada uma estrutura química geral para quelatos de aminoácidos de minerais divalentes, tais como ferro(ll), zinco, cobre, manganês, cálcio, magnésio e cobalto.
ESTRUTURA 1
Na estrutura 1 as linhas tracejadas representam ligações iônicas ou covalentes e, quando Ri e R2 são iguais a H1 o ligante é glicina, o mais simples dos aminoácidos essenciais. Entretanto, Ri β R2 podem representar quaisquer outras cadeias laterais para resultar em um dos mais de vinte aminoácidos de ocorrência natural, selecionados entre L-Iisina1 L-alanina, L- fenilalanina, L-leucina, L-isoleucina, L-prolina, L-hidróxiprolina, L-arginina, L- metionina, ácido L-aspártico, ácido L-glutâmico, L-valina, L-treonina, L- isotreonina, L-histidina, L-triptofano, L-serina e L-glutamina. Dependendo da valência e do mineral, o cátion metálico pode estar coordenado a dois, três ou até oito aminoácidos, mas preferencialmente deve estar coordenado a dois ou três ligantes. Determinados minerais podem formar mais ligações que seu estado de oxidação permite devido ao preenchimento dos orbitais d livres do metal, como no caso do ferro.
Existem diversos documentos na literatura que ensinam como preparar quelatos de aminoácidos livres. Recentemente, nós depositamos um documento na forma de patente sob o número BRPI 0603256A onde ensinamos como preparar novos quelatos de aminoácidos de ferro resistentes à oxidação. Outras formas de preparar quelatos de aminoácidos podem ser encontradas em US 4,599,152, US 4,830,716, US 6,166,071 e US 5,516,925. É muito importante esclarecer que a quantidade do mineral
incorporado em um determinado quelato de aminoácido é diretamente proporcional ao peso molecular dos aminoácidos envolvidos no processo de quelação e o peso atômico do mineral de interesse. Por exemplo, o máximo teor de cálcio na forma de um quelato de aminoácido que é quimicamente possível de ser atingido, ocorre quando cálcio é reagido com glicina, que tem o menor peso molecular dos aminoácidos de ocorrência natural. Nesse caso, é possível obter um produto denominado como bis(glicinato) de cálcio que apresenta um teor de cálcio não superior a 21% e, mais comumente, em torno de 20%, dependendo do número de moléculas de água de hidratação presentes no produto final, o que pode variar de acordo com o método empregado na preparação do composto. Assim, os quelatos de cálcio preparados com qualquer um dos outros aminoácidos de ocorrência natural podem apenas apresentar teores de cálcio menores que 20%, uma vez que a porcentagem em massa de cálcio é proporcionalmente menor em relação ao peso molecular do produto final e, de uma forma geral, o teor de cálcio é inversamente proporcional ao peso molecular dos aminoácidos utilizados nos processos de quelação. Evidentemente, essas considerações também se aplicam a todos os outros minerais na forma de quelatos de aminoácidos.
Como descrito anteriormente, no caso dos fertilizantes foliares é de grande interesse que as formulações líquidas apresentem a maior concentração possível de mineral para que sejam minimizados os seus custos de produção e transporte do material até as lavouras de culturas agrícolas. Infelizmente, soluções aquosas contendo quelatos de aminoácidos em alta concentração não são facilmente preparadas dependendo do mineral de interesse.
Além disso, como exposto acima, fica claro que as
concentrações dos minerais em soluções aquosas na forma de quelatos de aminoácidos não dependem apenas da solubilidade do composto de interesse, mas também do teor de mineral presente no quelato.
Em outros casos, embora não seja preferencial, é possível obter composições líquidas com maiores teores do mineral pela combinação de quelatos, proteinatos e sais minerais. Por exemplo, no documento depositado na forma de aplicação de patente sob o número US2005/235718A1, os autoresTeivindicam a preparação de composições líquidas fertilizantes foliares com altas concentrações comparativas. No entanto, levando em consideração os teores de minerais quimicamente tangíveis para os minerais na forma de quelatos de aminoácidos, fica claro para os conhecedores da arte que proteinatos preparados a partir de hidrolisados protéicos não podem apresentar teores de minerais comparativamente altos, uma vez que o peso molecular médio dos Iigantes não permite atingir tais concentrações do mineral exclusivamente na forma de quelatos de aminoácidos, sobretudo após diluição em água. OBJETIVOS DA INVENÇÃO
Um dos objetivos dessa invenção é a descrição de composições líquidas contendo minerais em alta concentração na forma de quelatos de aminoácidos preparados com pelo menos um aminoácido na forma de um de seus sais, sendo que esses sais de aminoácidos são selecionados entre sais de lisina, arginina ou ornitina. Em outro aspecto dessa invenção, as composições líquidas são caracterizadas por conterem quelatos de minerais preparados com sais de ácido aspártico ou ácido glutâmico. Ainda em outro aspecto dessa invenção, um dos objetivos é mostrar que as composições apresentam valores de pH preferencialmente variando entre 5 e 10 e não contém contra-íons inorgânicos ou orgânicos em quantidade maior que a necessária para a formação dos sais de aminoácidos. Ainda em outro aspecto dessa invenção, um dos objetivos é mostrar composições fertilizantes líquidas caracterizadas por conterem minerais na forma de quelatos de aminoácidos preparados pela combinação de um aminoácido contendo um grupo funcional ácido e um aminoácido contendo um grupo funcional básico. Outro objetivo é mostrar que as composições são estáveis mesmo após diluição em água, em diferentes condições de armazenamento e que podem ser eficientemente utilizadas como fertilizantes para o tratamento de plantas. DESCRIÇÃO DA INVENÇÃO
Os quelatos de aminoácidos de minerais são especialmente difíceis de serem apresentados na forma de soluções aquosas com teores do mineral aceitáveis comercialmente, pois a solubilidade em água desses compostos é normalmente baixa, mesmo em casos em que os quelatos isolados apresentam altos teores do mineral. Por exemplo, o quelato de zinco preparado com duas moléculas de glicina e denominado como bis(glicinato) de zinco apresenta um teor de zinco igual a 30%. No entanto, sua baixa solubilidade em água não permite que sejam obtidas soluções desses compostos com teores de zinco superiores a 6% de zinco. A baixa solubilidade dos quelatos de aminoácidos de zinco também fica evidente quando são empregados outros compostos para a preparação dos fertilizantes foliares, tais como bis(lisinato) de zinco, bis(alaninato) de zinco, bis(fenilalaninato) de zinco, bis(leucinato) de zinco, bis(isoleucinato) de zinco, bis(prolinato) de zinco, bis(hidróxiprolinato) de zinco, bis(argininato) de zinco, bis(metioninato) de zinco, bis(aspartato) de zinco, bis(glutamato) de zinco, bis(valinato) de zinco, bis(treoninato) de zinco, bis(isotreoninato) de zinco, bis(histidinato) de zinco, bis(triptofanato) de zinco, bis(serinato) de zinco e bis(glutaminato) de zinco. Quando são utilizados os isômeros dextrogenos ou mesmo racematos dos aminoácidos, para a preparação dos quelatos, também são obtidos produtos que não apresentam a solubilidade necessária em água parra a preparação de fertilizantes foliares. Resultados indesejáveis também são obtidos quando são preparados compostos a partir da combinação desses aminoácidos e, preferencialmente, pela combinação de glicina, lisina, alanina, fenilalanina, leucina, isoleucina, prolina, hidróxiprolina, arginina, metionina, ácido aspártico, ácido glutâmico, valina, treonina, isotreonina, histidina, triptofano, serina e glutamina e, preferencialmente pela combinação de glicina com pelo menos outros aminoácido de ocorrência natural para que sejam obtidos compostos com teores relativamente maiores de zinco. Resultados indesejáveis semelhantes também são observados
com cobre, manganês, cobalto, cálcio, magnésio e níquel, que apresentam caracteristicamente uma baixa solubilidade quando estão na forma de quelatos de aminoácidos.
Nós surpreendentemente descobrimos que é possível obter composições fertilizantes foliares líquidas contendo minerais na forma de um quelato de aminoácido quando pelo menos um dos aminoácidos utilizados para a preparação do quelato são.lisina, arginina, ácido aspártico ou ácido glutâmico na forma de seus sais. Exemplos de sais de lisina ou arginina adequados para a preparação das composições líquidas fertilizantes objeto da invenção são selecionados entre cloridratos, sulfatos, nitratos, acetatos, formiatos, gluconatos, tartaratos, lactatos, citratos, entre outros sais orgânicos. O outro aminoácido selecionado para a preparação do quelato de interesse também pode ser lisina ou arginina na forma base ou ainda também na forma de seus sais, entre os outros aminoácidos de ocorrência natural já mencionados anteriormente, embora glicina seja preferencialmente utilizada. O motivo da utilização preferencial de glicina é que quelatos obtidos com esse aminoácido apresentam um maior teor comparativo do mineral, devido ao baixo peso molecular da glicina. Exemplos de sais de ácido aspártico ou glutâmico adequados para a preparação das composições líquidas fertilizantes objeto da invenção são selecionados entre sais de amônia, sódio, potássio ou aminas orgânicas, que podem ser selecionadas entre aminas primarias, secundárias ou terciárias. Os compostos presentes nas composições de interesse podem ser descritos de acordo com as estruturas 2, 3, 4, 5 e 6.
ESTRUTURA 4 ESTRUTURA 5
O
O
ESTRUTURA 6
Na estrutura 2 são representados os quelatos preparados com
sais de lisina, a estrutura 3 representa os quelatos preparados com sais de arginina, a estrutura 4 representa os quelatos preparados com sais de ácido aspártico e a estrutura 5 representa os quelatos preparados com sais de ácido glutâmico. As linhas tracejadas representam ligações iônicas ou covalentes e X pode ser selecionado entre os ânions cloreto, sulfato, hidrogenosulfato, nitrato, acetato, lactato, gluconato, tartarato, citrato, entre outros, enquanto Y pode ser selecionado entre amônia, sódio, potássio ou aminas primárias, secundárias ou terciárias. Ri pode ser H, e nesse caso representa o aminoácido glicina, ou quaisquer outras cadeias laterais que representam um α-aminoácido de ocorrência natural ou sintético, selecionado entre L-lisina, L^alanina, L- fenilalanina, L-leucina, L-isoleucina, L-prolina, L-hidróxiprolina, L-arginina, L- metionina, L-valina, L-treonina, L-isotreonina, L-histidina, L-triptofano, L-serina e L-glutamina. Quando o grupo Ri representa os aminoácidos Iisina ou arginina, estes podem estar na forma de seus sais selecionados entre seus cloridratos, sulfatos, nitratos, acetatos, formiatos, gluconatos, tartaratos, lactatos, citratos, entre outros sais orgânicos R2 pode ser H, e nesse caso representa o aminoácido glicina, ou quaisquer outras cadeias laterais que representam um a- aminoácido de ocorrência natural ou sintético, selecionado entre, L-alanina, L- fenilalanina, L-leucina, L-isoleucina, L-prolina, L-hidróxiprolina, L-metionina, ácido L-aspártico, ácido L-glutâmico, L-valina, L-treonina, L-isotreonina, L- histidina, L-triptofano, L-serina e L-glutamina. Quando o grupo R2 representa os aminoácidos ácido L-aspártico ou ácido L-glutâmico, estes podem estar na forma de seus sais de amônia, sódio, potássio ou de aminas primárias, secundárias ou terciárias, embora sais de amônia ou de potássio sejam preferencialmente utilizados, uma vez que também são nutrientes para as plantas.
Em outros casos, os compostos presentes nas composições são
representados pela estrutura 6, que são quelatos formados pela combinação de um mineral com um aminoácido contendo um grupo ácido, tais como ácido L- aspártico ou ácido L-glutâmico, e um aminoácido contendo um grupo básico, tais como L-lisina, L-arginina ou L-ornitina. Nesses casos, é possível obter composições com uma grande quantidade de mineral em solução, pois ocorre a formação de um sais entre os grupos ácidos e básicos dos aminoácidos que aumentam a solubilidade desses compostos em soluções aquosas. Assim, R3 é selecionado entre ácido L-aspártico ou ácido L-glutâmico e R4 é selecionado entre L-lisina, L-arginina ou L-ornitina. Através da utilização de minerais na forma de quelatos contendo
sais de aminoácidos é possível obter composições líquidas que são estáveis após diluição em água, permanecendo na forma de solução e podem ser armazenadas por longos períodos de tempo sem que ocorra formação de precipitados indesejáveis. Sobretudo, é possível obter composições líquidas com as características acima em concentrações de até 15% de mineral.
É importante esclarecer que as composições líquidas descritas nessa invenção contém o mineral essencialmente na forma de quelatos de aminoácidos. Isso era apenas possível ser atingido, conforme pode ser observado no estado da técnica, pela combinação de aminoácidos com o mineral em uma relação estequiométrica aminoácido:mineral menor que 2:1 e, nesses casos, os produtos presentes nas composições são caracterizados por ter íons inorgânicos ligados diretamente ao mineral.
Mais especificamente, também é muito importante esclarecer que as composições já descritas no estado da técnica são caracterizadas por conter substâncias que tem ânions inorgânicos ligados diretamente ao mineral. Por exemplo, os produtos comerciais ou outros descritos no estado da arte são caracterizados por apresentarem uma relação estequiométrica aminoácido:mineral menor que 2:1 no caso dos minerais bivalentes, o que resulta na formação de complexos representados por MYAA, onde M representa o mineral, Y é normalmente um ânion inorgânico selecionado entre cloreto, sulfato, nitrato e fosfito e fosfato ou uma ânion orgânico selecionado entre formiatos, acetatos, entre outros ácidos orgânicos e AA representa um dos aminoácidos de ocorrência natural ou hidrolisados protéicos descritos anteriormente.
Em outros casos, as composições descritas no estado da arte são caracterizadas por consistir de uma simples mistura de sais dos minerais com aminoácidos. Nesses casos é possível utilizar relações estequiométricas aminoácido:mineral iguais ou superiores a 2:1, mantendo as composições estáveis, uma vez que são simples misturas de seus componentes, embora os produtos comerciais sejam comumente preparados com quantidades significativamente menores de aminoácidos ou hidrolisados protéicos que as necessárias para atingir essa relação. Nesses casos, os sais são selecionados entre cloretos, sulfatos, nitratos ou outros sais orgânicos e os valores de pH das composições fertilizantes são baixos e compatíveis com os valores de pH de soluções do sal inorgânico ou orgânico selecionado. De uma forma geral, os executores da arte preparam composições fertilizantes utilizando sais que apresentam valores de pH em soluções aquosa menores que 4 e, mais especificamente, sais que apresentam valores de pH variando entre 1 e 3, que também são os valores de pH das composições que os contém, o que torna as mesmas facilmente diferenciáveis das composições fertilizantes líquidas objeto dessa invenção.
Em outro aspecto, as composições objeto da invenção apresentam valores de pH superiores a 4,0. De uma forma geral, os valores de pH da composições objeto da invenção podem variar entre 4,5 e 11 e, preferencialmente, variar entre 5 e 10 e, mais preferencialmente, variar entre 6 e 9. Dessa forma, fica evidente para os conhecedores da arte que as composições objeto da invenção não se tratam de misturas de sais inorgânicos ou orgânicos do mineral de interesse com aminoácidos e que, por sua vez, consistem de soluções aquosas de minerais na forma de quelatos de aminoácidos preparados com sais de aminoácidos contendo, quando desejável, outro aminoácido de interesse em uma relação estequiométrica aminoácidos:mineral igual ou superior a 2:1.
Em outro aspecto, as composições objeto da invenção contêm ânions inorgânicos ou orgânicos em quantidade suficiente apenas para a formação dos sais anteriormente descritos de Iisina ou arginina. Esses ânions podem ser selecionados entre cloreto, sulfato, hidrogenosulfato, nitrato, fosfato, fosfito, acetato, gluconato, tartarato, citrato, entre outros ânions orgânicos ou inorgânicos. Em outro aspecto ainda, as composições objeto da invenção contém cátions inorgânicos ou orgânicos em quantidade suficiente para a formação dos sais anteriormente descritos de ácido L-aspártico ou ácido L- glutâmico. Essas cátions podem ser selecionados entre amônio, sódio, potássio ou aminas primárias, secundárias ou terciárias protonadas.
Dessa forma, fica estabelecido que os ânions ou cátions inorgânicos ou orgânicos devem estar presentes apenas em quantidade suficiente para a formação dos sais de aminoácidos, ou seja, quantidades estequiometricamente menores ou iguais à quantidade de lisina, arginina, ácido L-aspártico e ácido L-glutâmico presentes na composição, de forma que não existam em quantidades maiores que aqui estabelecidas. Utilizando essas quantidades determinadas, é impossibilitada a formação de sais ou complexos resultantes da ligação desses ânions diretamente com os minerais presentes nas composições. No entanto, quando amônia é utilizada para a formação dos sais de aminoácidos de interesse, pode haver um excesso em relação à quantidade de ácido L-aspártico ou ácido L-glutâmico, caso desejado, uma vez que o nitrogênio se coordena no metal através de seus orbitais de valência por meio de ligações covalentes.
Concentrações maiores de mineral nas composições objeto da
invenção podem ser atingidas pela sua combinação com outras fontes do mesmo mineral, tais como cloretos, sulfatos, nitratos, outros sais orgânicos ou suas combinações. No entanto, composições fertilizantes líquidas preparadas dessa forma não são desejáveis, uma vez que esses sais minerais têm uma baixa eficácia agronômica e os teores atingidos com as composições de interesse são adequados para a finalidade proposta.
Em outro aspecto dessa invenção, as composições líquidas de interesse podem ser preparadas de acordo com uma das diversas formas descritas no estado da técnica. Um dos processos pode ser a diluição dos quelatos objeto da invenção previamente preparados até que seja atingida a concentração de mineral desejada. Em outros casos, as composições fertilizantes Iiquidas podem ser preparadas pela reação de uma fonte do mineral com lisina.arginina, ácido L-aspártico ou ácido L-glutâmico ou seus respectivos sais e outro aminoácido em uma relação de aminoácidos:mineral pelo menos igual a 2:1. As fontes de mineral são selecionadas entre óxidos, hidróxidos, carbonatos, sulfatos, nitratos, fosfitos e fosfatos e, preferencialmente, selecionadas entre óxidos e hidróxidos quando possível.
Independentemente da fonte de mineral selecionada, se for desejada a preparação e isolamento prévio do quelato e posterior diluição do mesmo para ajuste da concentração planejada ou ainda pela combinação das fontes de minerais e aminoácidos diretamente em água, os materiais de partida devem ser reagidos em uma relação estequiométrica de aminoácidos:mineral igual ou superior a 2:1, sendo que é utilizado pelo menos um equivalente de lisina, arginina, ácido L-aspártico ou ácido L-glutâmico ou seus sais e pelo menos um equivalente de outro amjnoácido, em relação à quantidade de mineral presente na composição. No caso das composições preparadas com ácido L-aspártico ou ácido L-glutâmico os materiais de partida são reagidos em uma relação estequiométrica de aminoácídos:mineral igual ou superior a 2:1. Quando for desejada a preparação das composições de interesse diretamente pela reação de seus componentes, isso pode ser feito a temperatura ambiente pela simples combinação dos materiais de partida, desde que atendidas as relações estequiométricas descritas nessa invenção.
Outro objeto da presente invenção é um método para a administração de minerais em plantas. As composições objeto da invenção apresentam alta estabilidade, mantendo-se solúveis até mesmo quando mantidas sob baixas temperaturas. As composições são especialmente adequadas para serem utilizadas como fertilizantes para o tratamento de culturas agrícolas, pois apresentam alta solubilidade quando diluídas em água, como durante a preparação das formulações a serem aplicadas nos campos de lavoura. Após sua preparação, as composições objeto da invenção podem ser utilizadas como fertilizantes de diferentes formas, podendo ser aplicadas nas plantas no solo ou através de aplicação foliar. Finalmente, as composições da invenção também podem ser combinadas com outros fertilizantes foliares líquidos antes da aplicação em plantas. Quando o uso das composições é feito via aplicação foliar, podem ser adicionados adjuvantes para melhorar a performance das formulações, que são selecionados entre agentes tensoativos espalhantes adesivos, redutores de pH, anti-espumante, anti-deriva, molhantes, entre outros.
Os fertilizantes com os quais as composições dessa invenção podem ser combinados incluem qualquer líquido contendo pelo menos um dos nutrientes necessários para as plantas, que são selecionados entre nitrogênio, fósforo, potássio, cálcio, magnésio, enxofre, ferro, manganês, cobre, boro, molibdênio, cloro ou mesmo zinco. Os nutrientes podem estar na forma de sais inorgânicos, quelatos preparados com EDTA e compostos similares, lignosulfonatos, ou mesmo como compostos orgânicos, tais como uréia. No entanto, as composições fertilizantes líquidas objeto da invenção são preferencialmente utilizadas com outros fertilizantes foliares na forma de soluções aquosas de quelatos de aminoácidos. A composição das formulações a serem aplicadas nas plantas depende da cultura a ser tratada e da etapa do crescimento das plantas, sendo que diversas combinações dos nutrientes são possíveis para cada caso particular. As concentrações dos minerais nas formulações finais dependem da concentração dos mesmos no solo onde é localizada a cultura agrícola e da espécie de planta a ser tratada e também são determinadas de acordo com o interesse em cada caso particular. Em outros casos ainda, as composições objeto da invenção também podem ser combinadas com herbicidas, fungicidas, tais como glifosato, entre outros.
Um outro aspecto da inventividade das composições é a presença de nitrogênio em formas altamente disponíveis pelas plantas, já que está na forma de uma aminoácido de ocorrência natural que pode ser metabolizado como um nutriente. Isso reduz as exigências de nitrogênio provenientes de outras fontes usadas como fertilizantes, reduzindo consequentemente os custos das aplicações desses nutrientes. Além disso, as composições são especialmente adequadas para serem utilizadas em culturas agrícolas classificadas como orgânicas pelos órgãos certificadores, já que são constituídas por componentes aprovados como insumos para essa categoria de produtos,
São mencionados a seguir alguns exemplos meramente ilustrativos de preparação e uso das composições de interesse dessa invenção, enfatizando-se mais uma vez que os mesmos não impõem qualquer limitação ao escopo da invenção além daqueles constantes nas reivindicações anexas. Também são mostrados exemplos de métodos para o tratamento de plantas, sendo que também não devem ser considerados como Iimitantes dessa invenção, já que diversas variações podem ser praticadas ou executadas pelos conhecedores da arte por uma variedade de modos, ficando entendido que os exemplos mencionados tem a finalidade de descrição e não de limitação. EXEMPLOS Exemplo 1
Uma composição fertilizante é preparada pela reação entre 800 g de hidróxido de sódio e 2.800 g de sulfato de zinco heptahidratado a temperatura ambienOte em 2,0 litros de água. A seguir, são adicionados 3.600 g de cloridrato de L-Iisina e a solução é mantida sob agitação durante 30 min e o meio reacional resfriado com um banho de gelo. Após o resfriamento, o quelato de zinco é cristalizado e separado por filtração. 1.500 g do quelato de zinco é dissolvido a quente em 3 litros de água para a obtenção de uma composição líquida contendo 5% de zinco p/p com Ph igual a 7,1 que pode ser utilizada como um fertilizante foliar para o tratamento de plantas. Exemplo 2
Uma composição contendo cobre é preparada pela reação entre 1,8 kg de cloridrato de L-lisina, 0,75 kg de glicina e 2,0 kg de sulfato de cobre e 0,45 kg de oxido de cálcio a temperatura ambiente em 3,0 kg de água. Após o processo, o sal é eliminado por filtração e é obtida uma composição líquida contendo 10% de cobre p/p que pode ser utilizada como uma fertilizante foliar para o tratamento de plantas com Ph igual a 7,6. Exemplo 3
Uma composição contendo manganês na forma de quelato de sulfato de L- arginina é preparada pela reação entre 0,4 kg de L-arginina, 1,5 kg de aspartato de sódio e 1,5 kg de sulfato de manganês sob refluxo por 4 h. Após resfriamento da solução, o quelato obtido é separado por filtração. Uma composição líquida contendo 5% de manganês p/p, que pode ser utilizada como uma fertilizante foliar para o tratamento de plantas com Ph igual a 6,7, é preparada pela dissolução de 0,6 kg do quelato de sulfato de L-arginina obtido anteriormente em 0,8 kg de água. Exemplo 4
Uma composição contendo cálcio na forma de quelato de cloridrato de Iisina é preparada pela reação entre 1,8 kg de sulfato de L-lisina, 0,7 kg de glicina e 0,5 kg de óxido de cálcio a temperatura ambiente em 1,5 kg de água. Após o processo é obtida uma composição líquida contendo 8% de cálcio p/p que pode ser utilizada como uma fertilizante foliar para o tratamento de plantas com Ph igual a 8,7. Exemplo 5
Uma composição contendo magnésio na forma de quelato de cloridrato de Iisina é preparada pela reação entre 1,8 kg de cloridrato de L-lisina, 0,7 kg de glicina, 0,4 kg de hidróxido de sódio e 1,2 kg de água. Após manter reagindo por 2 h, o sal formado é filtrado e na solução obtida é adicionado 1,1 kg de cloreto de magnésio. A mistura é mantida sob agitação por 45 min até que seja obtida uma solução livre de sólidos. Após o processo é obtida uma composição líquida contendo 5% de magnésio p/p que pode ser utilizada como uma fertilizante foliar para o tratamento de plantas com Ph igual a 7,9. Exemplo 6
Uma composição contendo manganês na forma de quelato de L-aspartato de potássio é preparada pela reação entre 2,6 kg de ácido L-aspártico e 1,1 kg de hidróxido de potássio. Após manter reagindo por 1 h sob refluxo, são adicionados 1,7 kg de sulfato de manganês 31% a temperatura ambiente dissolvido em 5,0 kg de água. A solução obtida é resfriada e o quelato de manganês é filtrado e seco. 1,0 kg desse quelato de manganês é dissolvido a quente em 1,8 kg de água para a obtenção que se mantém solúvel a temperatura ambiente e apresenta 5% p/p de manganês. Exemplo 7
Uma composição contendo cobalto na forma de quelato de L-glutamato de potássio é preparada pela reação entre 2,9 kg de ácido L-glutâmico, 0,75 kg de cloreto de cobalto, 1,3 kg de hidróxido de potássio 85% a 80°C em 1,9 kg de água. Após a dissolução completa dos sólidos, a mistura reacional é mantida sob repouso e o quelato formado é cristalizado em banho de gelo. 500 g do quelato de cobalto são disolvidos em água para a obtenção de uma composição líquida contendo 8% de cobalto p/p que pode ser utilizada como uma fertilizante foliar para o tratamento de plantas com Ph igual a 9,1. Exemplo 8
Uma formulação fertilizante para aplicação foliar em uma cultura de tomate rasteiro utilizando um equipamento com capacidade de armazenamento de 1 mil litros de calda, que é regulado para uma vazão de 400 litros/hectare, é preparada pela diluição de 15 litros da composição preparada de acordo com o exemplo 2 em 1.000 litros de água. A seguir, a aplicação é realizada até esgotar a calda do tanque do equipamento na área desejada.

Claims (24)

1.)- "COMPOSIÇÕES FERTILIZANTES LÍQUIDAS," caracterizadas por apresentar valores de pH variando entre 4 e 11 e, preferencialmente, entre 5 e e, mais preferencialmente, entre 6 e 9 e por compreender água e pelo menos um quelato de mineral preparado com sais de Iisina ou arginina de acordo com a fórmula: onde, M é selecionado entre zinco, cobre, ferro, cobalto, níquel, manganês, cálcio, magnésio ou suas combinações. Ri é igual a (CH2)4NHs+-X" ou (CH2)3NHCNH2NH2+.X-, sendo que X- representa um ãnion selecionado entre cloreto, nidrogenosuitato, suirato, nitrato, rosrito, fosfato, acetato, citrato, gluconato, salicilato, sais de ácido fúlvico, tartarato e, preferencialmente, cloreto ou sulfato. R2 é igual a H ou qualquer cadeia lateral de um α-aminoácido de ocorrência natural nas suas formas enantioméricas L-, D- ou D,L que representa Iisina1 alanina, fenilalanina, leucina, isoleucina, prolina, hidróxiprolina, arginina, metionina, valina, treonina, isotreonina, histidina, triptofano, serina, glutamina e preferencialmente, H.
2.)- "COMPOSIÇÕES FERTILIZANTES LÍQUIDAS", caracterizadas por apresentar valores de pH variando entre 4 e 11 e, preferencialmente, entre 5 e 10 e, mais preferencialmente, entre 6 e 9 e por compreender água e pelo menos um quelato de mineral preparado com sais de ácido L-aspártico ou ácido L-glutâmico de acordo com a fórmula: <formula>formula see original document page 20</formula> <formula>formula see original document page 21</formula> onde, M é selecionado entre zinco, ferro, cobalto, níquel, manganês, cálcio, magnésio ou suas combinações. Ri é igual a (CH2)COO -Y+" ou (CH2)2COO--Y+, sendo que Y+ representa um cátion selecionado entre amônio, sódio, potássio ou aminas primárias, secundárias ou terciárias e, e, preferencialmente, amônio ou potássio. R2 é igual a H ou qualquer cadeia lateral de um α-aminoácido de ocorrência natural nas suas formas enantioméricas L-, D- ou D,L, que representa alanina, fenilalanina, leucina, isoleucina, prolina, hidróxiprolina, metionina, valina, treonina, isotreonina, histidina, triptofano, serina, glutamina.e, preferencialmente, H.
3.)- "COMPOSIÇÕES FERTILIZANTES LÍQUIDAS", caracterizadas por apresentar valores de pH variando entre 4 e 11 e, preferencialmente, entre 5 e e, mais preferencialmente, entre 6 e 9 e por compreender água e pelo menos um quelato de mineral preparado com sais de ácido L-aspártico ou ácido L-glutâmico de acordo com a fórmula: M é selecionado entre zinco, ferro, cobalto, níquel, manganês, cálcio, magnésio ou suas combinações. Ri e R2 são iguais a (CH2)COO--Y+- ou (CH2)2COO--Y+, sendo que Y+ representa um cátion selecionado entre amônio, sódio, potássio ou aminas primárias, secundárias ou terciárias e, e, preferencialmente, amônio ou potássio.
4.)- "COMPOSIÇÕES FERTILIZANTES LÍQUIDAS", caracterizadas por apresentar valores de pH variando entre 4 e 11 e, preferencialmente, entre 5 e e, mais preferencialmente, entre 6 e 9 e por compreender água e pelo menos um quelato de mineral preparado com aminoácidos contendo grupos funcionais básicos e ácidos de acordo com a fórmula: <formula>formula see original document page 22</formula> M é selecionado entre zinco, cobre, ferro, cobalto, níquel, manganês, cálcio, magnésio ou suas combinações. R1 é igual a (CH2)COOH ou (CH2)2COOH R2 é igual a (CH2)4NH2, (CH2)3NH2 ou (CH2)3NHCNHNH2.
5.)- "COMPOSIÇÕES FERTILIZANTES LÍQUIDAS", caracterizadas por apresentar valores de pH variando entre 4 e 11 e, preferencialmente, entre 5 e e, mais preferencialmente, entre 6 e 9 e por consistir de: ίο 2 a 15 partes de um mineral e, preferencialmente, de 3 a 12 partes de mineral e, mais preferencialmente, de 5 a 10 partes de um mineral. a 42 partes de sais de Iisina e, preferencialmente, de 22 a 38 partes de sais de Iisina e, mais preferencialmente, de 25 a 30 partes de sais de lisina. 5 a 40 partes de um α-aminoácido de ocorrência natural selecionado entre glicina ou lisina, alanina, fenilalanina, leucina, isoleucina, prolina, hidróxiprolina, arginina, metionina, valina, treonina, isotreonina, histidina, triptofano, serina, glutamina em suas formas enantioméricas L-, D- ou D,L- e, preferencialmente, de 8 a 40 partes do α-aminoácido e, mais preferencialmente, de 10 a 40 partes do α-aminoácido ou seus sais. 9 a 90 partes de água e, preferencialmente, de 15 a 80 partes de água e, mais preferencialmente, 40 a 75 partes de água.
6.)- "COMPOSIÇÕES FERTILIZANTES LÍQUIDAS", caracterizadas por apresentar valores de pH variando entre 4 e 11 e, preferencialmente, entre 5 e 10 e, mais preferencialmente, entre 6 e 9 e por consistir de: 2 a 15 partes de um mineral e, preferencialmente, de 3 a 12 partes de um mineral e, mais preferencialmente, de 5 a 10 partes de um mineral. 5 a 50 partes de sais de arginina e, preferencialmente, de 20 a 40 partes de sais de arginina e, mais preferencialmente, de 25 a 40 partes de sais de arginina ou seus sais. -5 a 25 partes de um α-aminoácido de ocorrência natural selecionado entre glicina ou Usina, alanina, fenilalanina, leucina, isoleucina, prolina, hidróxiprolina, arginina, metionina, valina, treonina, isotreonina, histidina, triptofano, serina, glutamina em suas formas enantioméricas L-, D- ou D1L- e, preferencialmente, de 6 a 25 partes do α-aminoácido e, mais preferencialmente, de 8 a 25 partes do α-aminoácido. 5 a 90 partes de água e, preferencialmente, de 10 a 85 partes de água e, mais preferencialmente, 35 a 70 partes de água.
7.)- "COMPOSIÇÕES FERTILIZANTES LÍQUIDAS", caracterizadas por apresentar valores de pH variando entre 4 e 11 e, preferencialmente, entre 5 e -10 e, mais preferencialmente, entre 6 e 9 e por consistir de: -2 a 15 partes de um mineral e, preferencialmente, de 3 a 12 partes de mineral e, mais preferencialmente, de 5 a 10 partes de um mineral. -10 a 65 partes de sais de ácido L-aspártico e, preferencialmente, de 15 a 60 partes de sais de ácido L-aspártico e, mais preferencialmente, de 20 a 60 partes de sais de ácido L-aspártico. -9 a 90 partes de água e, preferencialmente, de 25 a 90 partes de água e, mais preferencialmente, 30 a 80 partes de água.
8.)- "COMPOSIÇÕES FERTILIZANTES LÍQUIDAS", caracterizadas por apresentar valores de pH variando entre 4 e 11 e, preferencialmente, entre 5 e -10 e, mais preferencialmente, entre 6 e 9 e por consistir de: -2 a 15 partes de um mineral e, preferencialmente, de 3 a 12 partes de mineral e, mais preferencialmente, de 5 a 10 partes de um mineral. -10 a 60 partes de sais de ácido L-glutâmico e, preferencialmente, de 15 a 60 partes de sais de ácido L-glutâmico e, mais preferencialmente, de 20 a 55 partes de sais de ácido L-glutâmico. -9 a 90 partes de água e, preferencialmente, de 25 a 90 partes de água e, mais preferencialmente, 30 a 80 partes de água.
9.)- "COMPOSIÇÕES FERTILIZANTES LÍQUIDAS", caracterizadas por apresentar valores de pH variando entre 4 e 11 e, preferencialmente, entre 5 e -10 e, mais preferencialmente, entre 6 e 9 e por consistir de: -2 a 15 partes de um mineral e, preferencialmente, de 3 a 12 partes de mineral e, mais preferencialmente, de 5 a 10 partes de um mineral. -10 a 72 partes de sais de ácido L-aspártico e, preferencialmente, de 10 a 60 partes de sais de ácido L-aspártico e, mais preferencialmente, de 20 a 50 partes de sais de ácido L-aspártico. -5 a 25 partes de um α-aminoácido de ocorrência natural selecionado entre glicina ou alanina, fenilalanina, leucina, isoleucina, prolina, hidróxiprolina, metionina, valina, treonina, isotreonina, histidina, triptofano, serina, glutamina em suas formas enantioméricas L-, D- ou D,L- e, preferencialmente, de 5 a 20 partes do α-aminoácido e, mais preferencialmente, de 6 a 20 partes do a- aminoácido. 9. a 90 partes de água e, preferencialmente, de 10 a 75 partes de água e, mais preferencialmente, 30 a 80 partes de água.
10.)- "COMPOSIÇÕES FERTILIZANTES LÍQUIDAS", caracterizadas por apresentar valores de pH variando entre 4 e 11 e, preferencialmente, entre 5 e -10 e, mais preferencialmente, entre 6 e 9 e por consistir de: -2 a 15 partes de um mineral e, preferencialmente, de 3 a 12 partes de mineral e, mais preferencialmente, de 5 a 10 partes de um mineral. -10 a 72 partes de sais de ácido L-glutâmico e, preferencialmente, de 10 a 60 partes de sais de ácido L-glutâmico e, mais preferencialmente, de 20 a 50 partes de sais de ácido L-glutâmico. -5 a 25 partes de um α-aminoácido de ocorrência natural selecionado entre glicina ou alanina, fenilalanina, leucina, isoleucina, prolina, hidróxiprolina, metionina, valina, treonina, isotreonina, histidina, triptofano, serina, glutamina em suas formas enantioméricas L-, D- ou D,L- e, preferencialmente, de 5 a 20 partes do α-aminoácido e, mais preferencialmente, de 6 a 20 partes do a- aminoácido. - 5 a 90 partes de água e, preferencialmente, de 10 a 75 partes de água e, mais preferencialmente, 30 a 80 partes de água.
11.)- "COMPOSIÇÕES FERTILIZANTES LÍQUIDAS", caracterizadas por apresentar valores de pH variando entre 4 e 11 e, preferencialmente, entre 5 e -10 e, mais preferencialmente, entre 6 e 9 e por consistir de: -2 a 15 partes de um mineral e, preferencialmente, de 3 a 12 partes de mineral e, mais preferencialmente, de 5 a 10 partes de um mineral. -5 a 49 partes de um aminoácido e, preferencialmente, de 10 a 38 partes de um aminoácido e, mais preferencialmente, de 15 a 30 partes de um aminoácido, sendo que o aminoácido é selecionado entre lisina, arginina ou ornitina. -5 a 40 partes de ácido L-aspártico ou ácido L-glutâmico e, preferencialmente, de 7 a 35 partes de ácido L-aspártico ou ácido L-glutâmico e, mais preferencialmente, de 10 a 35 partes de ácido L-aspártico ou ácido L-glutâmico. -9 a 90 partes de água e, preferencialmente, de 25 a 70 partes de água e, mais preferencialmente, 30 a 60 partes de água.
12.)- "COMPOSIÇÕES FERTILIZANTES LÍQUIDAS", de acordo com as reivindicações de 5, 6, 9, 10 e 11, caracterizadas por um mineral selecionado entre zinco, cobre, ferro, cobalto, níquel, manganês, cálcio, magnésio ou suas combinações.
13.)- "COMPOSIÇÕES FERTILIZANTES LÍQUIDAS", de acordo com as reivindicações de 7 e 8, caracterizadas por um mineral selecionado entre zinco, ferro, cobalto, níquel, manganês, cálcio, magnésio ou suas combinações
14.)- "COMPOSIÇÕES FERTILIZANTES LÍQUIDAS", de acordo com as reivindicações 5 e 6, caracterizadas por sais de Iisina e arginina selecionados entre cloridrato, sulfato, acetato, formiato, citrato, lactato, tartarato, gluconato, salicilato, sal do ácido fúlvico e, preferencialmente, cloridrato de Iisina ou arginina.
15.)- "COMPOSIÇÕES FERTILIZANTES LÍQUIDAS", de acordo com as reivindicações de 7 a 10, caracterizadas por sais de ácido L-aspártico ou ácido L-glutâmico selecionados entre sais de amônio, sódio, potássio ou aminas ~ primárias, secundárias ou terciárias e, preferencialmente, amoniato de ácido L- aspártico ou ácido L-glutâmico.
16.)- "COMPOSIÇÕES FERTILIZANTES LÍQUIDAS", caracterizadas por apresentar valores de pH variando entre 4 e 11 e, preferencialmente, entre 5 e -10 e, mais preferencialmente, entre 6 e 9 e por consistir de: -2 a 15 partes de zinco e, preferencialmente, de 3 a 12 partes de zinco e, mais preferencialmente, de 5 a 10 partes de zinco. -10 a 42 partes de cloridrato de Iisina e, preferencialmente, de 20 a 40 partes de cloridrato de Iisina e, mais preferencialmente, de 20 a 30 partes de cloridrato de lisina. -5 a 34 partes de um α-aminoácido de ocorrência natural selecionado entre glicina ou outros em suas formas enantioméricas L-, D- ou D1L- e, preferencialmente, de 9 a 28 partes do α-aminoácido e, mais preferencialmente, de 10 a 25 partes do α-aminoácido. -9 a 90 partes de água e, preferencialmente, de 10 a 85 partes de água e, mais preferencialmente, 30 a 60 partes de água.
17.)- "COMPOSIÇÕES FERTILIZANTES LÍQUIDAS", de acordo com as reivindicações de 1 a 16, caracterizadas por conterem agentes conservantes, tensoativos, espalhantes, adesivos, anti-espumante, anti-deriva, molhantes ou suas combinações.
18.)- "PROCESSO DE PREPARAÇÃO", de acordo com as reivindicações de 1 a 17, caracterizado pela dissolução em água de um quelato formado pela coordenação de um mineral com pelo menos dois equivalentes molares de aminoácidos ou seus sais em relação ao mineral.
19.)- "PROCESSO DE PREPARAÇÃO", de acordo com as reivindicações de 1 a 17, caracterizado pela reação em fase aquosa de uma fonte mineral e aminoácidos de ocorrência natural ou seus sais, em quantidades não inferiores a dois equivalentes molares de excesso em relação ao mineral.
20.)- "PROCESSO DE PREPARAÇÃO", de acordo com as reivindicações 18 e -19, caracterizado por uma fonte mineral selecionada entre óxidos, hidróxidos, carbonatos, sais inorgânicos ou orgânicos de zinco, cobre, ferro, cobalto, níquel, manganês, cálcio ou magnésio.
21.)- "PROCESSO DE PREPARAÇÃO", de acordo com as reivindicações 18 e -19, caracterizado por aminoácidos selecionados entre lisina, glicina, alanina, fenilalanina, Ieucina, isoleucina, prolina, hidróxiprolina, arginina, ornitina, metionina, ácido aspártico, ácido glutâmico, valina, treonina, isotreonina, histidina, triptofano, serina e glutamina.
22.)- "MÉTODO PARA O TRATAMENTO DE PLANTAS", de acordo com qualquer uma das reivindicações de 1 a 17, caracterizado pela aplicação nas folhas das plantas no solo ou nas raízes através de processos selecionados entre aplicação foliar, fertirigação e hidroponia, de uma composição líquida contendo pelo menos um quelato de mineral preparado com aminoácidos.
23.)- "MÉTODO PARA O TRATAMENTO DE PLANTAS", de acordo com a reivindicação 22, caracterizado pela aplicação de quantidades eficazes de composições que correspondam a teores de mineral variando entre 0,01 a -1.000 g por hectare de plantações.
24.)- "MÉTODO PARA O TRATAMENTO DE PLANTAS", de acordo com as reivindicações 22 e 23, caracterizado pela aplicação das composições em combinação com outros nutrientes selecionados entre nitrogênio, fósforo, potássio, cálcio, magnésio, enxofre, ferro, manganês, cobre, zinco, molibdênio, cloro, boro ou suas misturas em quaisquer proporções.
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