BRPI1100424A2 - lubrificante para motores de combustço interna do ciclo de dois tempos - Google Patents

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Lubrificante para motores de combustão interna do ciclo de dois tempos. Lubrificante para uso nos motores de combustão interna do ciclo de dois tempos caracterizado pelo fato de ser constituído por um hidrocarboneto de cadeia longa modificado para ter oxigenio(-O-) ou radicais hidroxíla(OH-)ou peroxínitrito (ONOO-) presentes na cadeia. Tal produto, pelo fato de ser de cadeia longa, serve como lubrificante e pelo fato de ser hidroxílado ou oxidado normalmente é um combustivel. Como nos motores de dois tempos o lubrificante participa do processo de combustão a mistura ar, combustível e lubrificante (tambem combustível) queimará de forma mais eficiente, diminuindo ou eliminando a poluição que normalmente é associada a tais tipos de motores de combustão interna. O óleo lubrificante usual dos motores de 2 tempos que é misturado com o combustível, participa negativamente no processo de combustão da mistura gerando poluição, visível na forma de uma fumaça azulada que saí do escapamento dos motores. Este poluentes gerados são lançados na atmosfera e tambem parte do lubrificante não queimado é simplesmente lançado no ambiente, tornando-se mais um elemento causador de poluição. Os motores de combustão interna do ciclo de dois tempos vem sendo banidos da industria de motores exatamente por causa do fator poluição. Entretanto suas caractenstícas de robustez, simplicidade, confiabilidadé e baixo custo são inegáveis. Se a poluição for eliminada usando o conceito apresentado teremos grandes benefícios para os usuários destes motores e para o meio ambiente.

Description

t/5 Lubrificante para motores de combustão interna do cicio de dois tempos.
As denominações "óleo de motor, fluido de motor, oleo lubrificante, lubrificante e outros" definem o fluido utilizado em motores de combustão interna, que hoje na sua maioria são motores do ciclo de quatro tempos. Tais motores são as usinas de força presentes em automóveis, motocicletas, veículos pesados como ônibus e veículos comerciais, veículos não-rodoviários, como kart, motos de neve, barcos (motores fixos e motores de popa), cortadores de grama, equipamentos de grande porte para agricultura e construção , locomotivas e aeronaves e motores estacionados como por exemplo os de geradores elétricos e similares.
Nos motores existem peças que se movem umas contra as outras causando atrito entre as mesmas, convertendo a energia de movimento em calor indesejado. Também existe contato entre superfícies móveis, provocando o desgaste de ambas as partes e assim levando a menor eficiência energética. Alem do mais, na presença de atrito, o consumo de combustível aumenta, a produção de energia util diminui e, em casos extremos pode-se chegar a falha do motor.
O óleo lubrificante usual cria uma película de separação entre as superfícies de peças adjacentes que se deslocam para minimizar o contato direto entre elas, diminuindo o calor provocado pelo atrito e desgaste, proporcionando assim a proteção do motor. Em condiçoes de uso, a circulação do óleo do motor também conduz o calor do atrito por meio do contato do óleo sobre superfícies destinadas ao resfriamento do mesmo, refrigerando internamente o motor no caso os de 4 tempos.
A maioria dos óleos de motor são feitos a partir de uma base de petróleo pesado, composto por hidrocarbonetos de petróleo, com aditivos para melhorar certas propriedades. Os hidrocarbonetos típicos neste caso têm entre 18 e 34 átomos de carbono por molécula.
Em 1972 foi apresentado o primeiro óleo sintético de motor para aplicações automotivas e até a década de 1990 todas as grandes companhias petrolíferas colocaram seus óleos sintéticos para o mercado, além dos tradicionais produtos baseados no petróleo. Podem ser também Iubrificantesoleos vegetais ou de origem animal, que são
principalmente ésteres de triglicerídeos derivados das plantas e animais. Os óleos vegetais mais comuns são o óleo de canola, óleo de mamona, dendê, óleo de semente de girassol e óleo de colza. Os óleos vegetais podem ser hidrolisados para produzir os ácidos que são posteriormente combinados seletivamente para formar os lubrificantes sintéticos.
O óleo de baleia era um lubrificante historicamente importante, com alguns usos até a última parte do século 20 como um aditivo atenuador de fricção para o fluido de transmissão automática.
Uma das propriedades mais importantes de óleo de motor na manutenção de uma película de lubrificação entre as peças móveis é a sua viscosidade. A viscosidade de um fluido pode ser idealizada como uma medida de sua resistência ao fluxo. A viscosidade precisa ter os valores adequados, devendo ser alta o suficiente para manter um filme lubrificante, mas baixa o suficiente para que o óleo possa fluir ao redor das peças do motor em todas as condições. A viscosidade normalmente varia com as mudanças de temperatura do motor sendo que as características dos óleos levam este fenomeno em conta, quando da sua formulação.
A historia dos motores a combustão interna está intimamente relacionada ao desenvolvimento paralelo da industria petroquímica. Ao mesmo tempo que os motores evoluíam a industria petroquímica se via obrigada a desenvolver combustíveis e lubrificantes que atendesse aos requisitos dos veículos e dos seus motores. A presente invenção visa corrigir um problema que existe ha mais de 100 anos, desde quando da invenção do motor do ciclo de dois tempos.
Os motores a combustão interna do ciclo de quatro tempos tem o seu lubrificante
confinado ao ambiente do carter. Já os do ciclo de dois tempos tem o lubrificante misturado ao combustível, geralmente na proporção de 50 ml de lubrificante por litro de combustível ou de 25 ml por litro.
CAMPO DA INVENÇÃO
A presente invenção se refere a um fluido lubrificante, mais especificamente a um hidrocarboneto de cadeia longa, modificado para atender às necessidades dos motores a combustão do ciclo de dois tempos. Tal produto, pelo fato de ser de cadeia longa, serve como lubrificante e pelo fato de ser hidroxilado ou oxidado se comporta como combustível. Nos hidrocarbonetos conhecidos atualmente, quanto maior a percentagem de oxigenios na cadeia hidrocarboneto maior será a fiamabilidade do produto e mais eficiente será o mesmo para o propósito de uso como lubrificante neste caso especifico.
O óleo lubrificante usual dos motores de 2 tempos que é misturado com o combustível Iubrifica o motor porém participa de forma negativa no processo de combustão da mistura, gerando poluição que é visivel na forma de uma fumaça azulada que sai do escapamento dos motores e tais poluentes gerados são lançados na atmosfera. Parte do lubrificante não queimado também é simplesmente eliminado no meio ambiente, tomando-se mais um elemento causador de poluição.
O estado da arte dos produtos lubrificantes para os motores de dois tempos
atuais contempla a utilização de óleos muito similares aos usados nos motores do ciclo de quatro tempos. Esta opção se revela inadequada, visto que no caso dos motores de quatro tempos o óleo lubrificante fica restrito ao ambiente fechado do carter e quando é necessária a sua sustituição o mesmo pode ser coletado e levado a locais de descarte ou reciclagem. Desta forma o motor de 4 tempos atual apresenta um sistema de lubrificação mais de acordo com as necessidades ambientais e com as leis vigentes.
Existe uma proposta de motor de dois tempos com sistema de lubrificação igual ao sistema dos motores de quatro tempos, registrada no Instituto Nacional da Propriedade industrial - INPI sob o numero PI9203733-0 e no United States Patents Office (USPTO) sob o numero US PAT 5.403.164. Ainda não foram lançados no mercado motores com esta tecnologia e assim o presente invento visa a diminuir a poluição produzida pelo funcionamento dos motores de dois tempos exatamente conforme fabricados hoje.
FUNDAMENTOS DA INVENÇÃO
O Invento se resume a um tipo de lubrificante que tem como principal característica o fato de que, alem de ser lubrificante, também ser quase cem por cento combustível. Assim, a mistura de ar, combustível e lubrificante em proporção adequada na câmara de combustão passará por um processo de queima mais completo, eliminando a causa maior da poluição. A viscosidade, aditivos e outros atributos necessários precisam ser mantidos neste lubrificante objeto da invenção.
Na definição do novo lubrificante o uso de óleos comuns minerais, vegetais ou
equivalentes foi em principio descartado. Embora alguns destes óleos possam atender em
parte, a solução compreende utilizar um produto quimico que em primeira instancia é um combustível e em segunda é um lubrificante. Para atender a estes requisitos deve-se usar por exemplo um fluido que a nivel molecular tenha uma cadeia longa de hidrocarbono e a mesma possua a maior quantidade possivei de oxigênio incluído, na forma de "O"(oxigenio), "OH" (hidroxila) ou peroxinitrito (ONOO) presentes nesta cadeia.
Entre os produtos existentes passíveis de utilização estão os alcoois de cadeia longa como octanol, nonanol, decanol etc, alem dos ácidos e esteres relacionados.
A industria Petroquímica poderá sintetizar algum outro lubrificante que potencialize esta necessidade de ser combustível. Tal desenvolvimento deverá ser focado na produção de um fluido que tenha alto grau de combustão, viscosidade adequada à lubrificação e possuir desempenho superior aos produtos atuais.
Uma outra linha de pesquisa seria, a partir de um produto altamente combustível, por exemplo o nitrometano, aumentar a molécula de forma a produzir um fluido viscoso o suficiente para servir como lubrificante para os motores de dois tempos.
Observo que entre a miríade de produtos que podem ser encontrados na quimica existem combustíveis, como o gás acetileno (CCHH) que não tem nenhum oxigênio na molécula. Se for desenvolvido um produto nestas características, que seja combustível e tenha viscosidade suficiente para atuar como lubrificante, servira para os propósitos descritos nesta patente.
Desafio semelhante de desenvolvimento petroquímico ocorreu recentemente na pesquisa dos novos sistemas de cambio "CVT" ou seja continuamente variáveis, no modelo toroidal. Foi necessário inventar um fluido lubrificante que a primeira vista contradiz todos os princípios da lubrifiçação. Explicando, tal fluido não "escorrega", como se espera nos óleos regulares. Ele, ao contrario do esperado, adere às superfícies metalicas e a si mesmo como no principio do fecho veicro. Desta forma tal fluido cria um filme entre as superfícies metalicas em contato proporcionando lubrificação e ao mesmo tempo permite que a tração entre as peças adjacentes seja efetuada devido ao "efeito veicro". Tal fluido para CVT's serve apenas para tais finalidades em sistemas de transmissão e jamais como óleo de motor.
O lubrificante para motores de dois tempos, objeto desta invenção, poderá também ser composto por uma mistura de ingredientes.
Como o produto é combustível se poderá usar o mesmo puro combinando as funções de combustível e lubrificante. Neste caso tal fluido precisará ter preço competitivo com os valores praticados para os combustíveis.

Claims (2)

1. - Lubrificante para uso nos motores de combustão interna do ciclo de dois tempos caracterizado pelo fato de ser um hidrocarboneto de cadeia longa modificado para ter oxigenio(-0-) ou radicais hidroxila(OH-)ou peroxinitrito (ONOO-) presentes na cadeia. Tal produto, pelo fato de ser de cadeia longa, serve como lubrificante e, pelo fato de ser hidroxilado ou oxidado, é um combustível.
2. - Lubrificante conforme reinvindicação 1, sem oxigênio na cadeia porem caracterizado por ter uma alta flamabilidade, alem dos requisitos necessários para ser um bom lubrificante.
BRPI1100424 2011-02-09 2011-02-09 lubrificante para motores de combustço interna do ciclo de dois tempos BRPI1100424A2 (pt)

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