PT101163B - Elevador pneumatico por depressao - Google Patents

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Description

MEMÓRIA DESCRITIVA
1. GENERALIDADES - ARTE ANTERIOR
O presente pedido de patente tem por objecto principal um elevador, para o transporte de pessoas, animais ou objectos, que apresenta como característica fundamental e básica a de funcionar pneumaticamente por depressão, em virtude da qual resulta uma pluralidade de vantagens relativamente a todos os dispositivos de deslocação vertical conhecidos até agora.
Mais especificamente, o presente pedido de patente refere-se a um elevador do tipo especificado e que pertence à categoria dos que são constituídos pela combinação de uma conduta vertical com um veículo de transporte alojado deslocavelmente no interior da dita conduta e ligado a meios capazes de provocarem movimentos ascendente e descendente entre as extremidades inferior e superior, compreendendo respectivas portas e paragens intermédias opcionais para as transferências entre o veículo e os diversos andares, sendo o conjunto complementado com meios de comando, segurança e para manterem a travagem do dito veículo enquanto o mesmo esteja parado em correspondência com uma porta aberta.
São conhecidas diversas variantes construtivas e funcionais deste tipo de dispositivo, das quais se destacam as que, para o movimento vertical da cabina, ou veículo deslocável, utilizam cabos que se enrolam num tambor, ou polia, accionado por um motor, normalmente eléctrico, assim como os que, com a mesma finalidade, utilizam cremalheiras verticais, nas quais engatam em dentes de engrenagens accionadas por um motor, disposto normalmente por cima ou por debaixo da cabina, exigindo cabos de menor comprimento, já que no caso do seu emprego, são apenas para os contrapesos.
II. SUMÁRIO DO INVENTO
A referida conduta vertical consiste num tubo, de preferên74 668?
48263-NCH cia, cilíndrico
com uma superfície interna substancialmente lisa, enquanto o veículo de transporte consiste numa cabina que, tendo uma forma similar e coaxial à dita conduta, tem um tecto ou base superior que forma um êmbolo também coaxial, capaz de se deslocar com atrito mínimo e resistência reduzida ao deslizamen to vertical, enquanto que os referidos meios capazes de provocarem movimentos ascendentes e descendentes da cabina, consistem em meios para estabelecer, controlar e regular uma diferença entre a pressão atmosférica e outra pressão mais baixa criada no espaço definido entre o referido êmbolo, as paredes laterais da conduta e a sua extremidade superior, ficando, portanto, o interior da cabina e a porção da conduta que se por baixo do mesmo êmbolo igualmente à pressão atmosférica.
A dita diferença de pressão constitui a base fundamental do invento, porque provoca um efeito de sucção, que tende a elevar o êmbolo do interior da conduta. Este efeito é aproveitado por este invento, dispondo superiormente um meio de aspiração de ar capaz de gerar uma pressão menor do que a pressão atmosférica. A mesma diferença de pressão é controlada, por outro lado, uma tal diferença de pressão é controlada pelo regime de entrada de ar no espaço hermético do tubo acima do referido êmbolo, sendo o dito regime controlado por uma válvula situada adjacente ao dito moto-aspirador. Esta válvula permanece fechada pela acção de um electroíman que a fecha, quando o moto-aspirador está a extrair o ar para fazer a cabina subir. Quando aberta, permite uma entrada de ar, de modo que a diferença de pressão origina a descida da cabina a uma velocidade de 1 m/s, que é a normal dos elevadores.
A mesma aspiração pode ser obtida de numerosas maneiras diferentes, sem dependência dos recursos particulares utilizados, sendo suficiente que, na parte anterior do referido espaço, que é de altura variável, seja instalado um meio de aspiração de ar, controlado e comandado adequada e indistintamente do interior da cabina e do exterior da referida conduta dentro da qual se desloca a cabina.
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È óbvio que, no espaço superior, que tem uma altura variável, têm de ser garantidas condições mínimas de hermetismo, as quais se devem estender, pelo menos parcialmente, às portas de acesso à conduta nos vários níveis de paragem da cabina.
Para se obter uma baixa pressão dentro do conjunto de altura variável, é conveniente que a realização da aspiração de ar se faça na sua extremidade superior. Um tal meio de aspiração poderá ser uma simples turbina, uma bomba de vácuo ou dispositivo de sucção, um aspirador mecânico ou dispositivo semelhante, que podem ser conhecidos individualmente, razão pela qual o dito meio, ainda que indispensável para o funcionamento, não influi na novidade deste pedido de patente; mais ainda, se tivermos também em consideração que se podem utilizar para o mesmo fim a extremidade de um tubo rígido ou flexível, ligado na sua outra extremidade a qualquer aspirador com potência energia adequada, instalado no local mais conveniente. A condição básica é a presença de um meio superior de aspiração de ar.
No que se refere aos meios para se manter a cabina travada em correspondência com os vários níveis do seu percurso, podem ser utilizadas soluções convencionais empregues noutros elevadores conhecidos, assim como outras, que utilizam a diferença de pressão. O mesmo se aplica no que se refere aos meios de comando, chamada, paragem e regulação de velocidades.
Pode-se concluir do acima exposto, que o elevador pneumático constituído apenas por uma conduta vertical, um veículo móvel dentro da conduta, um elemento para aspirar ar a partir de cima e meios de comando, torna-se extremamente simples e elimina a necessidade de cabos de tracção, polias, contrapesos , engrenagens, cremalheiras, etc., que exigem uma manutenção importante e permanente, e portanto muito cara, uma vez que a respectiva construção pode ser feita com materiais muito leves e económicos, que facilitam a aquisição, os transportes e as montagens.
É de notar que, o objecto principal deste invento consiste
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V 1
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num elevador pneumático por depressão, do tipo constituído por uma conduta ou passagem vertical, em cujo interior está uma cabina de transporte, instalada de modo a que se possa deslocar, ligada a meios capazes de provocarem movimentos ascendentes e descendentes para o transporte de pessoas ou carga entre andares a vários níveis, nos quais a dita conduta possui portas de acesso respectivas, sendo a referida conduta vertical constituída por um tubo interiormente liso, de eixo recto, enquanto que a cabina de transporte é coaxial à conduta, deixando um espaço livre estreito entre ambas, e o qual, em correspondência com o tecto da cabina, é fechado por meio de uma guarnição hermética deslizante, que circunda a dita cabina, definindo um êmbolo, em contacto de atrito com a superfície interna do tubo, o qual é submetido à acção dos ditos meios capazes de provocarem movimentos ascendentes e descendentes, os quais são constituídos por um aspirador de ar disposto na extremidade superior da conduta vertical e uma tomada de ar atmosférico na zona inferior da mesma conduta.
Como primeira opção, considera-se que a referida conduta de eixo recto e a cabina coaxial são cilíndricas, com secção transversal circular.
Por outro lado, a conduta vertical poderá ser equipada com meios de fecho hermético definidos ao longo dos lados de cada porta, conformando cunhas de vedação hermética em relação às correspondentes molduras de perímetro.
De igual modo, considera-se que a cabina possui aberturas de comunicação directa de ar com o interior da cabina, dispostas por baixo a guarnição circundante ao nível do tecto.
Com a finalidade de reter a cabina enquanto está parada, é conveniente que, em correspondência com os diferentes níveis da paragens intermédias, a cabina possua meios de bloqueio mecânicos, que podem ser inseridos nas respectivas cavidades de suporte, diametralmente opostas, dispostas na conduta vertical cilíndrica, capazes de reterem temporariamente a cabina.
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-5Cada meio de bloqueio consiste num balanceiro excêntrico e com contrapeso, que possue uma extremidade saliente em relação à parede da cabina, formando um cotovelo, com um prolongamento capaz de penetrar numa respectiva cavidade de suporte, disposta no tubo cilíndrico, sendo o dito balanceiro accionado por um electroíman ligado ao dispositivo eléctrico de comando do moto
-aspirador.
Além disso, a cabina possue meios de travamento limitadores da velocidade de descida. Os ditos meios de travamento consistem em sapatas diametralmente opostas e deslocáveis para’ a superfície interna da conduta vertical por acção de um diafragma disposto no tecto da cabina, operado pela diferença de pressão de entre o ar contido na cabina e o espaço superior, delimitado entre o tecto da dita cabina, o interior da conduta e a sua extremidade superior.
As provas realizadas experimentalmente demonstraram, além do mais, que o consumo de energia para o funcionamento é muito mais baixo do que o exigido até agora para todos os outros tipos de elevadores conhecidos.
III. BREVE DESCRIÇÃO DOS DESENHOS
Para especificar as vantagens explicadas resumidamente do elevador do invento, às quais os utilizadores e especialistas podem juntar muitas outras e, para facilitar a compreensão das suas características construtivas, constituintes e funcionais, segue-se uma descrição de um exemplo de realização preferido, representado esquematicamente nos desenhos anexos, sem escala determinada, nas folhas anexas, com a indicação expressa de que, uma vez que é rigorosamente apenas um exemplo, não se lhe pode atribuir carácter limitativo, exclusivo ou condicionante do âmbito de protecção deste pedido de patente, sendo o seu objectivo meramente explicativo ou representativo da concepção básica em que o invento se fundamenta.
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A fig.
um esquema em perspectiva de um elevador pneumático operado por depressão, de acordo com este invento, e que liga um rés-do-chão com três andares elevados..
A fig. 2 é, em escala maior, uma porção em perspectiva da conduta tubular do elevador, que aparece na figura anterior.
A fig. 3 é uma vista em perspectiva da cabina móvel, ou veículo de carga, que sobe e desce verticalmente dentro da conduta externa.
A fig. 4 é um esquema, em escala ampliada, da ligação vertical entre as secções que formam a conduta vertical.
A fig. 5 é um esquema semelhante da ligação vertical entre secções sobrepostas sucessivas da conduta.
A fig. 6 é um corte transversal da parte superior da cabina, de onde se destacam apenas os meios de travamento da mesma, quando a cabina está parada num andar, em que foram eliminados outros meios, de modo a tornar o desenho mais claro.
A fig. 7 é uma repetição da figura anterior, em que os meios acima referidos são mostrados na posição destravada.
A fig. 8 é outro corte da parte superior da cabina, incluindo apenas os meios de travamento na posição de deslocamento livre da cabina.
A fig. 9 é uma repetição da figura anterior, em que os meios acima referidos estão na posição de travamento.
Em todas as figuras, a números de referência iguais correspondem a elementos ou partes iguais ou semelhantes do protótipo escolhido como exemplo para a presente explicação do elevador pneumático.
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DESCRIÇÃO DETALHADAEXEMPLO EXPLICATIVO
Como pode ser visto na fig. 1, o elevador pneumático operado por depressão representado na mesma inclui, em primeiro lugar, um tubo exterior 1, ou conduta que, neste caso é cilíndrico com base circular, contendo uma cabina móvel 2, igualmente cilíndrica, com um diâmetro ligeiramente menor, de modo a poder mover-se verticalmente no interior do mesmo. As referidas conformações podem ter outras secções transversais, como por exemplo, rectangulares, elípticas, etc., podendo o material constituinte ser igualmente de qualquer tipo, sefído convenientes os materiais os plásticos modernos, tais como as resinas de epoxídicas reforçadas com fibras de vidro, bem como mesmo que chapas de aço devidamente instaladas nas paredes da conduta.
dito tubo 1 é feito a partir de vários módulos coaxiais, de preferência, com comprimentos de até 3 000 mm, de acordo com as necessidades. Cada um destes módulos cilíndricos está ligado aos módulos contíguos por parafusos, mostrados com mais pormenor nas figs. 2, 4 e 5, complementados com uma junta vedante feita de borracha de silicone.
Além disso, também neste exemplo, cada módulo, ou porção, cilíndrico é feito de quatro gomos que são vistos com maior clareza na fig. 2, ou secções circulares com a mesma dimensão, ligadas igualmente por parafusos e juntas de vedação.
Na fig. 1 mostra-se que, em correspondência com cada nível de andar 3, se encontra instalada uma porta substancialmente hermética 4, de preferência, com os seus lados em forma de cunha para garantir um fecho estanque, que não permita a entrada de ar para dentro do tubo, normalmente a baixa pressão, como explicado mais adiante, e que pode ser complementado com guarnições em borracha ou semelhantes.
As ditas portas são articuladas numa das suas ombreiras e possuem fechos de porta 5 e um óculo 6 para facilitar a
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48263-NCH observação do interior do tubo ou conduta.
Na extremidade superior da dita conduta encontra-se um elemento de aspiração 7 que, como já foi dito, pode ser uma turbina eléctrica alimentada por um cabo condutor, não representado, com uma saída de ar 8, que a mesma aspira do interior do espaço definido dentro do tubo e acima do tecto 9 da cabina 2.
dito conjunto de moto-aspirador está disposto por cima da placa superior 10 da conduta, na qual na qual se encontra uma válvula reguladora 11, que permite regular o regime de entrada de ar para o dito espaço, independentemente da sucção realizada pela turbina.
Observando a fig. 2, podem apreciar-se os quatro gomos verticais e com secção transversal semicircular, indicados pelas referências 12, 13, 14 e 15, que completam um módulo vertical, alinhado parcialmente com outros semelhantes. As respectivas ligações entre os sucessivos gomos e os sucessivos módulos, para além de estarem vedadas com juntas herméticas, são ajustadas por pernos ou parafusos, tais como os indicados esquematicamente, pelas referências 16 e 17 nas figs. 4 e 5, nas quais é indicada por 14' a porção do módulo disposta sobre a porção 14 do módulo imediatamente abaixo.
Na fig. 2 representa-se também a instalação de uma porta 4 com o seu fecho de porta 5, o óculo 6 e as articulações 20, do mesmo modo que uma guia interna vertical 18, que se prolonga ao longo da conduta para que a cabina não rode, a qual possui um patim em forma de U 19, na sua superfície externa.
Por seu lado, uma vez que os quatro lados da porta 4 têm forma de cunha, a depressão interna no espaço superior mencionado provoca uma diferença de pressões em relação ao ambiente circundante ou externo, produzindo um fecho hermético, indispensável para um bom funcionamento deste conjunto.
A cabina 2, representada com mais pormenor na fig. 3, tem
-974 668.
48263-NCH uma secção circular,
igualmente, neste caso, ferencial cilíndrica, tendo um diâmetro exterior de 1226 milímetros, enquanto que o diâmetro interno do tubo 1 é de 123 4 milímetros. Esta diferença de diâmetro da cabina deixa espaço para uma junta periférica 21, de 220 milímetros de altura e 5 milímetros de espessura, que rodeia a parte superior da cabina, que está disposta por cima da porta 20 da cabina, neste caso um painel deslizante.
Se, no moto-aspirador superior 7, for efectuado um esforço que implica uma depressão da ordem dos 300 milímetros de coluna de água que, num tubo com 1 cm2 de secção, é equivalente a 30 g/cm2, a qual se repete com o mesmo valor em toda a superfície horizontal do êmbolo ou tecto da cabina, que tem, neste caso, um diâmetro de 1234 milímetros, corresponderá a uma força total de ascensão de cerca de 358 Kg; esta força é suficiente para fazer subir a cabina com todo o seu peso mais o peso de três pessoas, ou mais, dependendo do material constituinte da cabina. No caso de se necessitar de elevar pesos maiores, a depressão poderá aumentar significativamente, uma vez que este valor (300 milímetros de coluna de água), é aproximadamente 1/30 da pressão atmosférica normal.
A mencionada junta periférica 21 é constituída por uma alcatifa têxtil de material sintético semelhante às alcatifas para o chão, que fica parcialmente comprimida entre a superfície interna da conduta 1 e a superfície externa da cabina ou êmbolo, criando uma junta hermética para o efeito pneumático derivado das diferenças das pressões, junta periférica 21, a pressão no interior da conduta é a atmosférica qual se estende igualmente para o interior da cabina e por debaixo dela. Para este efeito, a cabina possui aberturas, como a indicada por 24, no seu painel deslizante 23.
O módulo inferior da conduta tem, pelo menos, uma abertura 25, proporcionar entrada permanente de ar sob a cabina, quando a cabina está, nos movimentos quer ascendentes quer descendentes,
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como está representado na fig. 1.
Na parte superior da cabina 2 e por cima do seu tecto 9, existe um prolongamento cilíndrico com a sua base superior aberta e circundada parcialmente pela guarnição de alcatifa hermética 21, já explicada. Nas paredes circundantes do dito prolongamento são dispostos meios para manterem a cabina parada nas suas posições de paragem nos andares correspondentes, e igualmente meios de segurança contra eventuais descidas não intencionais. Tais meios consistem em bloqueadores 26, que devem ser dois, diametralmente opostos, como está representado nãs figs. 6 e 7 e, parcialmente, também na fig. 3, e as sapatas de travamento 27, também diametralmente opostas e representadas na fig. 3 e nas figs. 8 e 9.
Os bloqueadores 26, que mantêm a cabina parada, consistem em balanceiros excêntricos, articulados em 28, que se projectam com braços pequenos., de modo a penetrarem e ajustarem aos respectivos suportes ocos 29, diametralmente opostos, instalados na espessura da conduta externa. Cada balanceiro está solidário com um contrapeso 30, ligado no interior, que solicita para fora os referidos bloqueadores e se apoia em alavancas formando um cotovelo 31, que são accionadas por electroímans centrais 32. Os ditos electroímans podem elevar os contrapesos 30 e libertar os bloqueadores 26 das cavidades 29, para que a cabina se possa deslocar livremente.
Um dos suportes ocos 29 encontra-se na posição vertical, de frente para a extremidade de abertura da porta exterior 4 que tem, como está representado na fig. 2, um orifício 33 no seu lado superior, no qual pode penetrar uma tranca não representada, que desce sob a acção do respectivo balanceiro 26, para manter fechada a dita porta, enquanto esse balanceiro está na posição que liberta os movimentos ascendentes e descendentes. Na fig. 6 está representada a porta um pouco aberta, com o seu orifício 33 fora do alcance da dita tranca, não representada, quando o balanceiro 26 está na posição de travamento. Por outro lado, na fig. 7, encontra-se representado o dito orifício 33 em
668.
48263-NCH condições de permitir a entrada da referida tranca/‘por se ter destravado o balanceiro 26 e ficar rodado pela acção do contrapeso 30.
dispositivo de travagem constituído pelas duas sapatas 27 está ligado a um diafragma accionador 35, parcialmente visível na fig. 3 e representado nas duas posições operativas nas figs. 8 e 9, de deslocação livre e de travamento, respectivamente. Na primeira das ditas posições, o diafragma expande-se, provocando a retracção das sapatas 27, em relação às paredes laterais do tubo exterior. Por outro lado, quando o diafragma se contrai,as sapatas são empurradas na direcção das paredes laterais, provocando o travamento.
A primeira posição das ditas sapatas de travamento é quando a diferença de pressões entre o espaço superior da conduta e o interior da cabina é efectiva; enquanto que, a segunda posição corresponde a igualdade de pressões entre o espaço e a cabina.
Para que o diafragma 35 funcione, expandindo-se e retraindo-se, são incluídos os orifícios 36, que põem em comunicação a sua parte interior com o interior da cabina, à pressão atmosférica.
A parte central do diafragma está solidária com uma peça de deslocável verticalmente 37, à qual estão articulados dois tirantes 38 e 39, que accionam as respectivas alavancas 40 e 41, as quais movem as sapatas 27, por meio dos tirantes 42 e 43, para as posições operativas já explicadas.
As ditas sapatas de travamento 27 são mantidas longe das paredes da conduta, durante a descida da cabina, devido à diferença de pressão limitando a velocidade de descida da mesma, que é controlada pelo regime de entrada de ar para o espaço hermético superior do conjunto e que, como já foi dito, é regulado por meio de uma válvula 11 disposta na tampa superior 10 da conduta, ao lado do conjunto moto-aspirador 7. A dita válvula permanece fechada pela acção de um electroíman, não representado, que o comanda quando o moto-aspirador se encontra a expulsar
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ar pelo orifício 8, para fazer mover a cabina. Estando aberta, proporciona um caudal de entrada de ar tal que a diferença de pressão permite que a cabina, na sua descida, se mova à velocidade de lm/s; sendo esta a velocidade habitual nos elevadores tradicionais, como já foi dito.
A instalação eléctrica de comando do moto-aspirador 7 é constituída por botões de chamada 41, em cada andar, e uma botoneira 42 dentro da cabina, equipada com um botão para cada paragem ou andar, todos com os seus correspondentes cabos de ligação convencionais. Na cabina existe igualmente um botão de paragem de emergência 43 também convencional.
Os botões de chamada estão intercalados num circuito eléctrico em série, com micro-interruptores e dispositivos de ligação que, dispostos nas porta de acesso 4 e cabina 2, ficam apenas ligados, quando ditas portas estão fechadas, impedindo desse modo que o moto-aspirador funcione, estando qualquer porta aberta. Quando se liga, o moto-aspirador 7 permanece ligado por estar em paralelo com o electroíman que fecha a válvula, disposta em 11 sobre a tampa da conduta, que permite a entrada de ar para a descida da cabina.
Este circuito é completado por um sistema de selecção de andares, que não afecta a novidade do invento por ser conhecido e similar aos utilizados em elevadores tradicionais, e que pára o moto-aspirador e acciona os bloqueadores quando a cabina chega ao andar correspondente, seleccionado pelo botão de chamada. Os bloqueadores 26, que mantêm a cabina imóvel, são deslocados pelo seu próprio peso quando, por falta de energia eléctrica, o electroíman que os comanda deixa de funcionar, garantindo assim a paragem da cabina em correspondência com um andar, onde se possa abrir a porta, para a saída eventual dos ocupantes.
V - FUNCIONAMENTO elevador pneumático por depressão, explicado no exemplo acima descrito, funciona da seguinte maneira.
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-13Supondo que a sua cabina 2, representada na fig. 1, está fechada com a respectiva porta 4 nas condições da fig. 2, procede-se ao estabelecimento do contacto eléctrico de funcionamento para o elemento de sucção superior 7, gerando-se uma depressão uniforme que, como se indicou, ao serem comentadas as grandezas, pode ser da ordem dos 300 Kg de força ascencional, a qual pode aumentar, de acordo com as necessidades, aumentando a depressão.
Quando a cabina sobe, a parte inferior da conduta 1 é enchida por ar à pressão atmosférica, o qual penetra, de preferência, desde a entrada inferior ou entrada inferior 25, até‘à guarnição hermética 21, que circunda o êmbolo constituído pelo tecto da cabina. 0 ar entra igualmente pelas janelas 24 que a dita cabina possui ou, possivelmente, por uma porta telescópica de barras adoptada em substituição da porta 23 representada.
Para provocar as descidas da mesma cabina, um das maneiras mais directas poderá consistir na libertação de uma entrada de ar superior na mesma conduta 1, por cima da cabina por meio da válvula em frente da abertura controlada pelo um electroíman, ou parando também o elemento de sucção 7, e deixando entrar o ar através do mesmo, ou com qualquer outro meio de preferência, comandável e controlável pelos meios de travamento.
Quando se reduz a depressão, a força de subida diminuirá, até que seja superada pelo referido peso da cabina, para se produzirem as descidas, durante as quais o ar passará para fora livremente através da tomada ou abertura inferior 25.

Claims (8)

  1. REIVINDICAÇÕES <r'L
    1 - Elevador pneumático por depressão, do tipo constituído por uma conduta ou passagem vertical, em cujo interior está instalada deslocavelmente uma cabina de transporte ligada a meios capazes de provocarem movimentos ascendentes e descendentes, para a transferência de pessoas ou carga entre andares, em níveis diferentes, nos quais a dita conduta possui portas de acesso, caracterizado por a dita conduta vertical ser constituída por um tubo interiormente liso, de eixo recto, sendo a cabina de transporte coaxial à conduta, deixando um espãÇo livre estreito entre ambas, e o qual, em correspondência com o tecto da cabina, é fechado por meio de uma guarnição hermética deslizante, que circunda a dita cabina, definindo um êmbolo, em contacto de atrito com a superfície interna do tubo, o qual é submetido à acção dos ditos meios capazes de provocarem movimentos ascendentes e descendentes, os quais são constituídos por um aspirador de ar disposto na extremidade superior da conduta vertical e uma tomada de ar atmosférico na zona inferior da mesma conduta.
  2. 2 - Elevador pneumático de acordo com a reivindicação 1, caracterizado por a conduta de eixo recto e a cabina coaxial serem cilíndricas, com secção transversal circular.
  3. 3 - Elevador pneumático de acordo com a reivindicação 1, caracterizado por o tubo vertical estar equipado com meios de fecho hermético, localizados ao longo dos lados de cada porta, conformando cunhas de vedação hermética em relação às correspondentes molduras de perímetro.
  4. 4 - Elevador pneumático de acordo com a reivindicação 1, caracterizado por a cabina possuir aberturas de comunicação directa de ar com o interior da conduta e dispostas por baixo da guarnição circundante ao nível do tecto.
  5. 5 - Elevador pneumático de acordo com a reivindicação 1, caracterizado por, em correspondência com os diferentes níveis
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    48263-NCH de paragem intermédios, a cabina possuir meios de bloqueio mecânicos, que podem ser inseridos em respectivas cavidades de suporte diametralmente opostas e dispostas na conduta vertical cilíndrica, capazes de reterem temporariamente a dita cabina.
  6. 6 - Elevador pneumático de acordo com a reivindicação 1, caracterizado por cada meio de bloqueio consistir num balanceiro excêntrico e com contrapeso, que possui uma extremidade saliente em relação à parede da cabina, formando um cotovelo, com um prolongamento capaz de penetrar numa respectiva cavidade de suporte, disposta no tubo cilíndrico, sendo o dito balanceiro accionado por um electroíman ligado ao dispositivo eléctrico de comando do moto-aspirador.
  7. 7 - Elevador pneumático de acordo com a reivindicação 1, caracterizado por a cabina possuir meios de travagem limitadores da velocidade de descida.
  8. 8 - Elevador pneumático de acordo com a reivindicação 5, caracterizado por os meios de travagem consistirem em sapatas diametralmente opostas e deslocáveis em direcção à superfície interna da conduta vertical por acção de um diafragma disposto no tecto da cabina, e accionado pela diferença de pressão entre o ar contido na cabina e o espaço superior, de volume variável, definido desde tecto da dita cabina, através do interior da cabina e até à sua extremidade superior.
    Lisboa, 7¾ gtf 19??.
PT101163A 1992-01-08 1992-12-29 Elevador pneumatico por depressao PT101163B (pt)

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Application Number Priority Date Filing Date Title
AR32160392A AR245673A1 (es) 1992-01-08 1992-01-08 Ascensor neumatico por depresion
AR32370992 1992-11-20

Publications (2)

Publication Number Publication Date
PT101163A PT101163A (pt) 1994-05-31
PT101163B true PT101163B (pt) 1999-10-29

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Application Number Title Priority Date Filing Date
PT101163A PT101163B (pt) 1992-01-08 1992-12-29 Elevador pneumatico por depressao

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EP (1) EP0550904B1 (pt)
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CA (1) CA2085309C (pt)
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