PT1048608E - Aparelho e processo para a esterilização em contínuo de bebidas contidas em garrafas - Google Patents
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Description
DESCRIÇÃO
APARELHO E PROCESSO PARA A ESTERILIZAÇÃO EM CONTÍNUO DE BEBIDAS CONTIDAS EM GARRAFAS O presente invento refere-se a um processo contínuo e a um aparelho associado para a esterilização de bebidas contidas em garrafas de material plástico, em particular garrafas de PET.
Na prática, existem vários processos para a esterilização/pasteurização de bebidas e recipientes associados.
Um primeiro processo trata da esterilização de bebidas por um tratamento térmico e de engarrafamento de bebidas a elevadas temperaturas para tirar partido da sua energia térmica como agente esterilizador do recipiente. Esse processo pode ser utilizado com recipientes que são capazes de conservar as suas características físicas/químicas à temperatura de enchimento e é geralmente utilizado com recipientes de vidro ou alumínio (latas), ou PET recristalizado.
Um segundo processo trata da esterilização de bebidas por um tratamento térmico antes do engarrafamento e do enchimento subsequente de um recipiente previamente esterilizado à temperatura ambiente, num ambiente asséptico. Esse sistema pressupõe a esterilização do recipiente com agentes químicos/físicos e a manutenção de um ambiente asséptico durante a fase de enchimento e de 1 fecho através da utilização de câmaras esterilizadas apropriadas (conhecidas como "câmaras brancas") que têm um volume de vários metros cúbicos, câmaras essas que são difíceis de controlar num ambiente industrial.
Um terceiro processo encerra o recipiente a ser enchido numa câmara na qual é introduzido vapor para efeitos de esterilização. A propagação em anos recentes de novos produtos dietéticos aos quais foram adicionadas vitaminas e/ou microelementos importantes para complementar a dieta originou a necessidade de fornecer outros processos de esterilização que não o calor, para evitar processos irreversíveis desnaturantes do produto.
Entre os vários processos utilizados - utilização de campos eléctricos por impulsos, campos magnéticos, microondas, etc. - o processo baseado na utilização de câmaras hiperbáricas nas quais a esterilização é alcançada pelo tratamento sob alta pressão hidrostática assumiu recentemente particular importância, tal como pode ser visto na patente WO 98/48856. Sabe-se que a aplicação de alta pressão induz alterações morfológicas nas células de microrganismos, o que pode levar à ruptura da membrana celular e à consequente morte dos próprios micro-organismos. A extensão e as primeiras ocorrências das alterações induzidas pela alta pressão dependem de vários factores, 2 incluindo a intensidade da pressão, o tempo de aplicação e o tipo de ciclo de compressão/deseompressão utilizado. É conhecida a aplicação do processo de esterilização por pressão hiperbãrica à indústria alimentar. No entanto, esse processo tem a desvantagem de ser descontínuo, porque prevê a utilização de grandes câmaras hiperbáricas nas quais é inserido um lote de produtos a ser esterilizado. Além disso, é caracterizado por longos tempos de ciclo de esterilização, em parte devido ao tempo exigido pelo aparelho para atingir a pressão operativa e para regressar à pressão atmosférica no final. Será, portanto, apreciado que o processo conhecido apresenta fraca versatilidade e não permite que a instalação seja suficientemente produtiva. O problema subjacente ao presente invento é proporcionar um processo e um aparelho para a esterilização de bebidas engarrafadas, que são capazes de superar as desvantagens da arte antecedente, em particular os problemas relacionados com a baixa produtividade. O problema é resolvido através de vim processo e de um aparelho que é especificamente concebido para aplicar o processo, de acordo com as reivindicações anexas.
Outras características e vantagens do processo e do aparelho para a esterilização de bebidas engarrafadas que compõem o objecto do presente invento tornar-se-ão claros a partir da descrição de algumas formas de realização 3 preferidas que são dadas a seguir, a título de exemplo não limitativo, com referência aos seguintes desenhos: A figura 1 é uma vista esquemática em plano de um aparelho para engarrafar e esterilizar bebidas de acordo com o presente invento; A figura 2 é uma vista esquemática em perspectiva parcial da unidade de esterilização que forma o objecto do presente invento; A figura 3 é uma vista seccional em perspectiva de um dispositivo de pressurização de acordo com o presente invento; A figura 4 é uma vista seccional lateral do pormenor da porta do dispositivo da Figura 3;
As figuras 5a-5c mostram a sequência para a introdução da garrafa para o dispositivo de pressurização da figura 3, de acordo com uma vista frontal em secção do mesmo; A figura 6 é o gráfico de um possível ciclo de compressões e descompressões de acordo com o processo do presente invento; A figura 7 é o gráfico de um possível segundo ciclo de compressões e descompressões de acordo com o processo do presente invento. 4
Fazendo referência à figura 1, o aparelho, geralmente indicado por 1, para enchimento e esterilização de garrafas de acordo com o presente invento, compreende uma unidade de enxaguamento 2, uma unidade de enchimento 3, um dispositivo de encaixe de cápsula 4 e um dispositivo de esterilização 5. 0 aparelho 1 permite o enchimento e esterilização contínuos de garrafas 6 e pode ser de forma rotativa, tal como mostrado na figura 1, ou alternativamente, de forma linear, em que as várias unidades operativas estão organizadas em sequência ao longo de um tapete transportador. O aparelho da figura 1 também compreende uma pluralidade de unidades de transferência em forma de estrela 7, as quais transferem as garrafas individuais para e das unidades operativas 2, 3, 4 e 5, de acordo com os processos que são bem conhecidos e utilizados em máquinas deste tipo.
Na região da primeira dessas unidades de transferência 7, as quais transportam as garrafas que chegam à unidade de enxaguamento 2, ê disposto um parafuso de espaçamento 8. A função do parafuso de espaçamento 8 é alterar o passo de chegada das garrafas 6 de um estado de contacto substancial para um estado de separação requerido pelo processamento subsequente nas unidades operativas 2, 3, 4 e 5. 5
As garrafas 6 são alimentadas para o aparelho 1, por intermédio de um sistema de transporte 9a e, quando o processamento estiver concluído, são removidas por intermédio de um segundo sistema de transporte 9b. Os sistemas de transporte 9a, 9b são de tipo conhecido e, por conseguinte, não serão descritos com mais pormenores adicionais. Analogamente, as unidades de enxaguamento 2, de enchimento 3 e de encaixe de cápsula 4, tal como as unidades de transferência 7, são de tipo conhecido e, portanto, não exigem descrição mais detalhada, uma vez que individualmente não constituem objecto do presente invento.
Fazendo referência às figuras 1 e 2, o aparelho para esterilização 5 compreende uma pluralidade de dispositivos de pressurização 10 dispostos numa distância mútua entre eixos que corresponde ao espaçamento entre eixos em que as garrafas 6 são fornecidas. Os dispositivos de pressurização 10 são fixados da maneira conhecida à estrutura rotativa da unidade de esterilização 5 (não mostrada no desenho). A estrutura rotativa (ou plataforma giratória) é de tipo conhecido e é amplamente utilizada em máquinas rotativas. Um macaco 10a operado por um ressalto respectivo (não mostrado no desenho) é disposto por baixo de cada dispositivo de pressurização 10 e em alinhamento com o eixo longitudinal daquele.
Na parte inferior do aparelho de esterilização 5, por baixo dos dispositivos de esterilização 10 e dos macacos 10a, fica um canal 11 para recolha de água, o 6 qual está ligado por intermédio de uma bomba (não mostrada no desenho) a um tanque de água 11b que é preferencialmente disposto por cima dos dispositivos de esterilização 10, numa posição central em relação ao aparelho de esterilização 5. O tanque de água 11b está ligado, por intermédio de uma pluralidade de tubos 11a, aos dispositivos individuais 10, por intermédio de válvulas 24, como será descrito de forma mais clara a seguir.
Fazendo agora referência à figura 3, cada um dos dispositivos individuais de esterilização 10 compreende um corpo oco substancialmente cilíndrico 10' que tem uma abertura inferior 12. A abertura 12 possui um bordo interno, que é alargado para formar uma sede cónica 12a. A parte superior do corpo 10' compreende uma tampa de cobertura 10", que ê de preferência em forma de cone truncado. O dispositivo 10 é produzido a partir de um material que tem elevada resistência mecânica, como, por exemplo, aço inoxidável com uma espessura suficiente para suportar as altas pressões geradas no interior. A abertura 12 é fechada por uma porta 13 que tem, de preferência, uma superfície superior hemisférica convexa. A superfície inferior da porta 13 tem arestas alargadas que completam a sede cónica 12a, de maneira a obter-se um encerramento do dispositivo de esterilização 10 capaz de assegurar vedação mesmo durante a fase pressurização interna. Também é formada na superfície das arestas 7 alargadas uma sede anelar 13a que serve para acomodar um vedante apropriado, por exemplo, uma borracha O-ring. 0 vedante assegura a hermeticidade mesmo durante a fase de enchimento do dispositivo 10 com água à pressão atmosférica.
Articulado à superfície inferior da porta 13 fica um braço operativo 14, que por sua vez está ligado a um ressalto de rolete 15 (do qual é mostrado um pormenor na figura 2), por intermédio de um elemento accionado apropriado 14a que termina numa pequena roda. 0 elemento accionado 14a também é engatado de modo deslizante numa guia de suporte 16, por sua vez fixada ao corpo oco 10', que permite a translação guiada daquele na direcção vertical.
Tal como mostrado na figura 3, o braço operativo 14 é dividido em dois braços paralelos 14' e 14" por razões que surgirão de forma mais clara a seguir.
Uma ligação 17 dotada de uma ranhura 18 também é articulada à superfície inferior da porta 13. Na ranhura 18 é inserido um pino 19 fixado à guia de suporte 16. A ligação 17 é disposta numa posição intermédia em relação aos braços 14' e 14", de modo a permitir a passagem do braço operativo 14 e da ligação 17 durante o movimento cinemático de abertura da porta 13. É inserido de modo deslizante, um êmbolo 20 que tem uma secção transversal em forma de T na parte superior do corpo oco 10'. São dispostas paredes resistentes 21a e 21b que têm uma função de vedação, por baixo e por cima do êmbolo 2 0 e em contacto com aquele. O êmbolo 2 0 é também mantido verticalmente pela parede inferior 21a. As paredes resistentes 21a, 21b podem, por exemplo, ser produzidas a partir de um material plástico apropriado resistente ao óleo.
Por baixo da parte de maior diâmetro do êmbolo 20 é disposto um ombro anelar 20a que se salienta das paredes internas do corpo oco 10'. O ombro anelar 20a tem a função de limitar o curso do êmbolo durante a fase de pressurização. Assim, apreciar-se-á que, na fase restante, haverá uma folga entre o ombro anelar 20a e a superfície inferior da parte de maior diâmetro do êmbolo 20.
No interior do corpo oco 10' , por baixo da parede 21a, é definida uma câmara de pressurização 22 apropriada para acomodar uma garrafa 6. No interior da câmara de pressurização 22, são proporcionados meios de centragem 23 para a garrafa, tais como, por exemplo, os anéis mostrados na Figura 2, que estão fixados à parede interna da câmara ou, em alternativa, um apoio. A função dos meios de centragem 23 é manter a garrafa 6 direita e alinhada com o eixo longitudinal do dispositivo 10 durante as várias fases do tratamento.
Uma válvula de 24 que tem um elemento de fecho em forma de cogumelo é alojada na parede da parte superior da câmara de pressurização 22, logo por baixo da parede 21a. A função da válvula 24 é regular o fluxo de água que 9 é admitido na câmara 22 antes da fase de pressurização. A válvula 24 é, portanto, ligada ao tanque 11b por meio do tubo 11a. Em alternativa, a válvula 24 pode ser ligada directamente à água corrente.
Uma segunda válvula 25 que tem um elemento de fecho em forma de cogumelo é disposta na mesma parte superior da câmara de pressurização 22, mas de preferência, espaçada da primeira válvula 24. A função da válvula 25 é permitir a purga de ar residual durante a fase de enchimento com água. A escolha do elemento de fecho em forma de cogumelo e a sede cónica associada permite alcançar um alto grau de vedação das válvulas, mesmo durante a fase de operação em alta pressão.
No interior do corpo oco 10', por cima da parede 21b, é definida uma câmara 26, que se destina a ser completamente cheia com um líquido incompressível.
Formada na tampa de cobertura 10" fica uma sede para um êmbolo 27, que é operado por um ressalto de rolete 28 (do qual apenas é mostrado um pormenor na figura 2), por intermédio de um elemento accionado 28 que termina numa pequena roda. O êmbolo 27 tem uma parte superior 27' de maior diâmetro, que por sua vez é acomodada numa sede associada. Um ombro, no qual se sustenta um dinamómetro de mola 29, é assim formado na região da junção entre a 10 parte de maior diâmetro 27' e a parte de menor diâmetro do êmbolo 27. Ê vital que o êmbolo 27 tenha uma secção transversal que tem uma área de superfície muito menor do que a da parede 21b, por razões que surgirão a seguir.
Ainda com referência aos desenhos, o funcionamento do aparelho para esterilização de bebidas engarrafadas, que constitui o objecto do presente invento, ê como segue. 0 aparelho de esterilização 5 é constituído por uma plataforma giratória, que gira na direcção mostrada na figura 2, e na qual são fixados os dispositivos de esterilização 10. A garrafa 6 que chega à unidade de esterilização 5 é transferida pela unidade de transferência em forma de estrela 7 para o dispositivo de pressurização 10, por intermédio do macaco 10a (tal como mostrado nas figuras 2 e 5a). O dispositivo 10 está vazio nessa posição e a porta 13 está aberta.
Nesse ponto, tal como mostrado na figura 5b, a porta 13 começa a fechar devido à acção do braço operativo 14 movido pelo ressalto 15. Ao mesmo tempo, o macaco 10a começa a recuar, para permitir que a garrafa 6 seja engatada pela superfície convexa da porta 13. Para realizar esse movimento, o ressalto 15 faz uma primeira elevação negativa que, como referido, permite que a porta 11 13 seja colocada por baixo da base da garrafa na posição mostrada na figura 5b, portanto, uma fase estacionária, na qual a porta 13 permanece imóvel. Na fase estacionária, como referido, o macaco recua e a base da garrafa engata na superfície convexa da porta 13. O ressalto então executa uma segunda elevação negativa, que possibilita à porta 13 fechar-se completamente. A superfície convexa da porta 13 permite que seja mantido contacto contínuo com a base da garrafa, acompanhando a garrafa até à posição de encerramento da porta, como mostrado na figura 5c. Os meios de centragem 23 mantêm a garrafa 6 permanentemente direita e alinhada com o eixo longitudinal do corpo oco 10'. 0 movimento cinemático de abertura e fecho da porta 13 é em si conhecido e é obtido por intermédio da acção combinada do braço operativo 14 e da ligação 17. Na prática, a dupla articulação da porta, com o braço operativo 14 e com a ligação 17, permite-lhe assumir uma posição que é direita e rodada quando a porta está aberta e uma posição horizontal e alinhada com a abertura 12, quando a porta está fechada. Além disso, a presença da ranhura 18 em engate deslizante com o pino 19 permite que a porta realize um movimento vertical rectilíneo na fase final do fecho da porta (ou na fase inicial da sua abertura), de modo que a superfície inferior da porta 13 engate correctamente na sede cónica 12a. Nessa fase, o pino 19 desliza ao longo da ranhura 18 e, portanto, não exerce qualquer força na porta. No entanto, uma vez que o pino 19 tenha chegado ao fim da ranhura 18, funciona como 12 um ponto de articulação para a porta 13 e provoca-lhe rotação à volta do eixo que passa pelo pino.
Regressando ao funcionamento do dispositivo 10, uma vez completada a fase de fecho da porta 13, é aberta a válvula 24 através da qual a água é admitida para o interior da câmara de pressurização 22. Ao mesmo tempo é também aberta a válvula 25 para purga do ar residual do interior da câmara de pressurização 22. Uma vez completado o enchimento da câmara de pressurização, sendo isto detectável pela purga de água da válvula 25, as válvulas 25 e 24 são fechadas em sequência. O vedante alojado na sede 13a da porta impede o escape da água do fundo durante a fase de carga que ocorre à pressão atmosférica.
Nesse ponto começa a etapa de pressurização. Por intermédio do ressalto 28, o êmbolo 27 realiza um curso previamente determinado no interior da câmara 26, que foi previamente cheia com um fluido incompressível. Assim, a pressão comunicada é amplificada na parede resistente 21b, em conformidade com o princípio de Pascal. Obtem-se uma segunda amplificação pela acção da parte de menor diâmetro do êmbolo 20 na parede 21a, estando esta última em contacto directo com o fluido na câmara de pressurização 22. Dessa maneira são obtidas pressões tão elevadas como 10.000 bar no interior da câmara de pressurização 22. A fase de descompressão é obtida simplesmente pelo recuo do êmbolo 27 para a sua sede. A operação pode ser repetida, executando-se um ciclo de compressões e de descompressões e, de preferência que não 13 durem mais de 60 segundos, o que mata os microrganismos presentes na bebida num espaço de tempo extremamente curto. As figuras 6 e 7 mostram dois exemplos de ciclos de compressão/descompressão, que podem ser executados para efeitos do presente invento. Como será apreciado, os pontos de pressão máxima (10.000 bar), são seguidos por fases de descompressão parcial. A pressão é reduzida até à pressão atmosférica apenas no final do ciclo.
De modo a reduzir o tempo necessário para a esterilização, a câmara de pressurização 22 pode ser cheia com água previamente aquecida a cerca de 40°C. Para esse efeito o tanque 11b pode ser dotado de meios de aquecimento adequados. Analogamente, a bebida pode ser engarrafada de antemão a essa temperatura. A pressão específica inicial, comunicada pelo êmbolo 27, pressão que, por sua vez, é ditada pelo curso do êmbolo no interior da câmara 26, corresponde a uma pressão previamente determinada no interior da câmara de pressurização 22. Ê vantajoso, por exemplo, a pressão inicial comunicada pelo êmbolo 27 ser de 500 kg/cm2. No entanto, é necessário regular o curso do êmbolo de uma maneira tal que produza uma pressão superior, pois, devido ao facto de as garrafas 6 nunca estarem completamente cheias, a pressão criada no interior da câmara de pressurização 22 pode, em parte, ser absorvida pela compressão do gás residual no interior da garrafa. Contudo, para evitar sobrepressões, provocadas pelo facto de o grau de enchimento ser geralmente diferente de garrafa para garrafa e ser, consequentemente, impossível 14 prever uma pressão inicial do êmbolo 27 que corresponde a uma pressão específica no interior da câmara de pressurização 22, proporcionou-se o dinamómetro de mola 29. 0 dinamómetro 29, regulado a uma pressão, por exemplo, 500 kg/cm2, assegura uma pressão homogénea no interior da câmara de pressurização 22 por absorção de quaisquer sobrepressões internas.
Quando o ciclo de compressões e descompressões foi concluído, a garrafa 6 é removida do dispositivo 10, que está nesse momento na proximidade da unidade de transferência em forma de estrela 7, que remove as garrafas do aparelho de esterilização 5. As operações já descritas para carregamento da garrafa são repetidas em ordem inversa (ver figuras 5a-5c). Quando a porta 13 é aberta, a água presente dentro da câmara de pressurização 22 é recolhida pelo canal 11 e recirculada para o tanque 11b.
Uma unidade de controlo e monitorização (não mostrada nos desenhos) supervisiona o funcionamento de todo o aparelho e efectua correctamente a sequência de operações. A unidade de controlo e monitorização é de tipo conhecido e, por isso, não será descrita mais pormenorizadamente.
Será apreciado que a forma de realização que foi descrita é apenas uma forma de realização particular do aparelho para esterilização de bebidas engarrafadas, que constitui o objecto do presente invento e à qual o especialista na arte pode introduzir quaisquer 15 modificações necessárias para adaptá-lo a aplicações particulares, sem, por outro lado, sair do âmbito de protecção do presente invento.
Por exemplo, seria possível substituir o dinamómetro de mola 29 por um dispositivo de dinamómetro de um tipo diferente, tal como um dinamómetro com utilização de ar, previamente comprimido a uma pressão previamente determinada. A remoção da garrafa do dispositivo 10 poderia ocorrer simplesmente por gravidade, recolhendo-a num saco devidamente disposto por baixo daquele.
Lisboa, 03 JAN. 2007 16
Claims (16)
- REIVINDICAÇÕES 1. Aparelho para a esterilização contínua de bebidas engarrafadas, do tipo rotativo ou linear, que compreende uma unidade de enchimento (3) para encher as garrafas com bebidas, um dispositivo de encaixe de cápsula (4) para fechar as garrafas, e uma pluralidade de dispositivos de esterilização (10) dispostos ao longo da linha de operação do aparelho, sendo cada um dos dispositivos de esterilização (10) disposto para conter uma garrafa (6) destinada a ser esterilizada, caracterizado por a unidade de enchimento (3) e o dispositivo de encaixe de cápsula (4) serem colocados a montante em relação aos dispositivos de esterilização (10).
- 2. Aparelho de acordo com a reivindicação 1, em que o dispositivo de esterilização (10) é um dispositivo para a geração de alta pressão hidrostática.
- 3. Aparelho de acordo com a reivindicação 2, em que o dispositivo de esterilização (10) compreende um corpo oco (10') que define no seu interior uma câmara de pressurização (22), sendo a câmara de pressurização (22) fechada na parte inferior por uma porta (13), sendo proporcionados meios de válvula (24, 25) para a entrada de água e para a purga de ar, e o dispositivo de esterilização (10) compreende meios para a geração de alta pressão hidrostática.
- 4. Aparelho de acordo com a reivindicação 3, em que os meios para a geração de alta pressão hidrostática 1 compreendem um dispositivo para amplificar a pressão hidrostática.
- 5. Aparelho de acordo com a reivindicação 4, em que o dispositivo para amplificar a pressão hidrostática compreende um primeiro êmbolo (27) ligado a um ressalto (28) , uma câmara (26) cheia com um fluido incompressível na qual actua o primeiro êmbolo (27), sendo a câmara (26) delimitada no fundo por uma parede resistente (21b), por baixo e em contacto com a qual é disposto um segundo êmbolo (20), sendo o segundo êmbolo (20) suportado no fundo por uma segunda parede resistente (21a) que o separa da câmara de pressurização (22), tendo o primeiro êmbolo (27) uma secção transversal que tem uma área de superfície menor do que a área de superfície da parede resistente (21b).
- 6. Aparelho de acordo com a reivindicação 5, em que o segundo êmbolo (20) tem uma secção transversal em forma de T.
- 7. Aparelho de acordo com a reivindicação 5 ou 6, em que o primeiro êmbolo (27) tem uma parte superior {21'), de maior diâmetro na qual se sustenta um dinamómetro de mola (29) .
- 8. Aparelho de acordo com qualquer das reivindicações 1 a 7, em que são fixados meios de centragem (23) para a garrafa (6) dentro do dispositivo de esterilização (10), sendo os meios de centragem (23) dispostos de tal forma 2 que mantêm a garrafa (6) direita e alinhada com o eixo longitudinal do dispositivo.
- 9. Aparelho de acordo com qualquer das reivindicações 3 a 8, em que a porta (13) tem uma superfície superior convexa, a qual é de preferência hemisférica e que abre para dentro.
- 10. Aparelho de acordo com qualquer das reivindicações 3 a 9, em que a porta (13) é articulada na parte inferior a um braço operativo (14) e a uma ligação (17), sendo o braço operativo (14) ligado a um ressalto (15).
- 11. Aparelho de acordo com qualquer das reivindicações 1 a 10, em que cada um dos dispositivos de esterilização (10) está ligado a um tanque de água (11), por intermédio de um tubo (11a).
- 12. Aparelho de acordo com qualquer das reivindicações 1 a 11, em que é disposto um macaco (10a) por baixo de cada dispositivo de esterilização (10) , em alinhamento com o eixo longitudinal do dispositivo.
- 13. Aparelho de acordo com qualquer das reivindicações 1 a 12, em que é disposto um canal (11) para a recolha de água descarregada do dispositivo no final da operação, por baixo dos dispositivos de esterilização (10).
- 14. Aparelho de esterilização (10), tal como descrito em qualquer das reivindicações 3 a 10. 3
- 15. Processo para a esterilização contínua de bebidas engarrafadas, que compreende as fases de: proporcionar um aparelho de acordo com a reivindicação 1 ou 2; - introdução de uma garrafa (6) em cada dispositivo de esterilização (10); realização de um ciclo de compressões e descompressões no interior do dispositivo de esterilização (10); remoção das garrafas (6) de cada um dos dispositivos de esterilização (10) em que a garrafa é cheia com a bebida e fechada antes da referida fase de introdução de uma garrafa (6) em cada dispositivo de esterilização (10).
- 16. Processo de acordo com a reivindicação 15, em que o ciclo de compressões e descompressões não dura mais de 60 segundos e em que a pressão é até 10.000 bar. Lisboa, 03 JAN. 2007 4
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