PT1276996E - Unidade de montagem composta por um componente e por pelo menos um parafuso auto-roscante - Google Patents
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Description
DESCRIÇÃO
"UNIDADE DE MONTAGEM COMPOSTA POR UM COMPONENTE E POR PELO MENOS UM PARAFUSO AUTO-ROSCANTE" A invenção refere-se a uma unidade de montagem composta por um componente e por pelo menos um parafuso auto-roscante, apresentando o componente um furo de passagem para cada parafuso, e tendo cada parafuso uma cabeça que serve para manobrar, com uma superfície de apoio virada para o componente, e uma haste provida em parte de uma rosca. Na técnica de montagem pretende-se cada vez mais unidades de montagem, em que vários componentes estejam já montados numa unidade pré-montada. A unidade de montagem, composta por um componente e, na maior parte das vezes, por vários parafusos, é depois ligada a uma peça de trabalho. Um exemplo tipico desta técnica consiste numa parte superior e numa parte inferior, que têm de ser aparafusadas uma à outra por um ou mais parafusos. Neste caso, consegue-se a partir da parte superior como componente e a partir dos parafusos, que na maior parte das vezes são vários, uma unidade de montagem pré-montada, à qual os parafusos estão seguros sem se perderem. Esta unidade de montagem é depois aparafusada à parte inferior da peça de trabalho, podendo os parafusos ser apertados consecutiva ou simultaneamente, em particular recorrendo a uma aparafusadora automática multifusos. Os casos de utilização típicos para unidades de montagem deste género verificam-se na construção automóvel. Neste caso, por exemplo, a tampa da cabeça de cilindros ou uma tampa de uma caixa de velocidades forma o componente que é aparafusado com os 1 parafusos à peça de trabalho, portanto ao bloco de cilindros ou ao cárter da caixa de velocidades. Ao conseguirem unidades de montagem deste género, atinge-se o maior grau possível de pré-fabricação. Os parafusos encontram-se já pré-montados, alinhados e de forma a não se perderem no componente Estes ficam em grande medida protegidos contra danos durante o transporte e permitem a ligação rápida à peça de trabalho.
Uma unidade de montagem do género descrito no início é conhecida a partir do pedido PCT com o número de publicação internacional WO 95/21335. A unidade de montagem aí referida apresenta um componente, portanto por exemplo, uma tampa do cárter da caixa de velocidades, bem como pelo menos uma peça de fixação na forma de um parafuso. Contudo, a cada parafuso pertence ainda uma terceira peça, nomeadamente uma bucha empregue como medida de segurança anti-perda. A bucha consiste em metal, em particular chapa. Esta encarece os custos de fabrico da unidade de montagem. A bucha é empurrada para dentro de um furo de passagem correspondente no componente, sendo para isso necessária uma etapa de pré-montagem deparada. 0 parafuso também apresenta, em conformidade com isso, uma moldagem complicada. Na área do corpo do parafuso, está prevista uma flange anular, seguida de ranhuras anulares em ambos os lados, que tem de ser fabricada à parte da rosca no corpo do parafuso. 0 dimensionamento da flange anular é ajustado ao dimensionamento de um colar na bucha, formando-se deste modo um bloqueio axial, que proporciona contudo uma mobilidade axial correspondente numa área de movimentação, pelo que os parafusos são mantidos na posição pré-montada de forma imperdível, mas não fixa no componente. Também existe a possibilidade de prescindir da formação de uma flange anular no parafuso. Neste caso, é necessário que elementos particulares estejam concebidos na 2 bucha, os quais dão origem, em ligação com o parafuso, a um bloqueio axial. Deste modo, a bucha volta a torna-se mais complicada mais e cara em termos da respectiva moldagem. Neste caso, a rosca do parafuso pode receber um componente do bloqueio axial. Existe uma relação entre o diâmetro do furo de passagem no componente e o diâmetro do corpo do parafuso, apenas na medida em que o parafuso tem de passar juntamente com a bucha por este furo de passagem ou ser colocado neste furo de passagem. Contudo, não ocorre um alinhamento axial preciso do parafuso no componente, porque o parafuso é mantido com uma mobilidade limitada. Isto poderá constituir uma vantagem na operação de aparafusamento do parafuso na peça de trabalho, caso se garanta que o parafuso se encontre centrado na entrada da rosca na peça de trabalho. Devido à possibilidade de os parafusos bascularem no respectivo eixo uns contra os outros, apenas se consegue de forma condicionada a entrada das extremidades livres dos corpos nas roscas da peça de trabalho. Estas desvantagens podem ser contrariadas se a bucha apresentar, como terceiro componente dentro da unidade de montagem, um comprimento axial relativamente grande, em particular se estiver concebida com uma forma consideravelmente mais comprida do que a espessura da parede do componente. Devido ao comprimento da bucha, também é necessário aumentar o comprimento do parafuso, o que não significa apenas custos adicionais, mas também influencia por vezes de forma negativa a função. A utilização fundamental de buchas, deste género portanto, no caso de unidades de montagem compostas por pelo menos três elementos individuais, é desvantajosa, na medida em que a bucha é ao mesmo tempo deformada aquando do forçar do aparafusamento do parafuso na peça de trabalho. Caso se empreguem então ainda buchas de chapa deformável relativamente fina, corre-se o risco de diferentes deformações das buchas aquando do aperto dos 3 parafusos, pelo que apenas é possível de forma limitada a aplicação de uma força de pré-tensão reproduzível. 0 documento DE 19651838 AI mostra um componente de plástico, o qual é para ser aparafusado a uma peça de trabalho, mediante a colocação intercalar de uma vedação. Também se emprega neste caso uma bucha, que atravessa o componente e que está ligada à vedação. Também é aqui necessário que o parafuso apresenta uma flange anular a ser fabricada à parte, que interage com a bucha no sentido de um bloqueio axial. Deste modo, o parafuso é mantido na bucha frouxo mas sem se perder. A bucha empregue como terceiro elemento da unidade de montagem, além do componente e do parafuso, não tem contudo necessariamente de se prolongar por todo o furo de passagem no componente. Assim, o documento DE 19546072 C2 mostra uma bucha axialmente encurtada com um colar cónico, que apenas encaixa parcialmente num correspondente furo de passagem, no componente concebido em parte de forma cónica, mediante aperto por atrito. Aqui a propriedade anti-perda é conseguida por forças de atrito, resultando em conformidade com isso uma correspondente insegurança elevada. Também neste caso, a bucha na forma de anilha fica por último entre a superfície de apoio na cabeça do parafuso e a respectiva contra-superfície no componente. A bucha é portanto também neste caso apertada e existem, em princípio, desvantagens semelhantes ao acima descrito. A partir do documento FR-A-2743122, conhece-se uma unidade de montagem composta por um componente e por vários parafusos de fixação. Neste caso, o componente também apresenta uma caixa de plástico com braços, com os quais é possível aparafusar o componente num suporte. Em cada ponto de aparafusamento em cada braço, está moldada uma bucha que sobressai na direcção do 4 suporte. A bucha tem um diâmetro interior continuo ao longo de grande parte do respectivo comprimento, diâmetro esse gue é escolhido, no âmbito da precisão de fabrico, de forma a ser igual ao diâmetro exterior do parafuso de fixação, ficando assim o parafuso de fixação alinhado pelo seu eixo. 0 furo gue forma o diâmetro interior da bucha tem um estreitamento com um comprimento axial reduzido, o qual é inferior ao passo da rosca do parafuso de fixação. 0 estreitamento tem um diâmetro reduzido em comparação com o diâmetro interior, sendo escolhido para ser superior ao diâmetro útil e inferior ao diâmetro exterior da rosca do parafuso de fixação. 0 parafuso de fixação está aparafusado no estreitamento da bucha, ficando fixo na bucha do componente da unidade de montagem. Aquando do aparafusamento da unidade de montagem no suporte, pode ocorrer a destruição do estreitamento.
Além disso, conhecem-se unidades de montagem pré-montadas, que também são compostas por pelo menos três elementos, e nas quais a bucha anteriormente descrita é substituída por um clipe, um grampo de suporte ou algo semelhante. Também neste caso o terceiro elemento significa um custo adicional, que além disso nem sequer muitas vezes favorece a função. A invenção tem por objectivo indicar uma unidade de montagem que fosse ou pudesse ser pré-montada, que resulta sem a utilização de um terceiro elemento na forma de uma bucha, um grampo ou algo semelhante, e na qual o parafuso ou os parafusos se mantêm na posição pré-montada de forma imperdível e fixos no componente.
De acordo com a invenção, este objectivo é atingido através de uma unidade de montagem com as caracterí sticas da 5 reivindicação 1. A invenção baseia-se na ideia de empregar na unidade de montagem um ou mais parafusos auto-roscante. Por um parafuso auto-roscante deste género entende-se um parafuso que forma uma rosca sem arranque de aparas aquando do aparafusamento. Por vezes, os parafusos deste género também são denominados parafusos de abertura de rosca. Produz-se uma relação de conformidade entre o diâmetro do furo de passagem no componente e o dimensionamento do parafuso, em particular na sua secção do corpo provida de rosca, pelo que o parafuso engrena ou atravessa o furo de passagem, abrindo a rosca, aquando da pré-montagem. Deste modo, não se consegue apenas o bloqueio axial, mas também um alinhamento fixo do eixo do parafuso em relação ao componente. 0 alinhamento do eixo do parafuso é assim fixado e o parafuso deixa de poder bascular. Se o parafuso apenas entrar um pouco no furo de passagem, a rosca do parafuso encontrar-se-á em parte na área do furo de passagem e em parte no lado do parafuso virado para a cabeça, fora do furo de passagem. A rosca está assim numa posição protegida durante o transporte desde o fabricante da unidade de montagem pré-montada até ao transformador, pelo que não são previsíveis danos. Apesar desta função neste sentido melhorada da posição fixa alinhada pelo eixo, na qual se consegue também a imperdibilidade, deixa de ser necessário aplicar o terceiro componente, nomeadamente uma bucha, um grampo ou algo semelhante, reduzindo-se de forma correspondente os custos de fabrico. Os custos são ainda mais reduzidos pelo facto de ser possível empregar parafusos auto-roscantes, cuja rosca também é usada para formar o bloqueio axial. Deste modo, prescinde-se da colocação em separado de uma flange anular no corpo do parafuso. 6
Em particular quando o componente tem de apresentar vários parafusos deste género na posição pré-montada, de modo a estar concebido para um aparafusamento múltiplo com a peça de trabalho, é significativo que o parafuso apresente, na área do corpo entre a superfície de apoio na cabeça e a secção de rosca, uma ranhura circular que forma um rebaixo, cujo diâmetro é inferior ao diâmetro útil da rosca, e cujo comprimento axial, tendo em conta os respectivos raios de transição é superior ao comprimento axial do furo de passagem no componente. Através da concepção do parafuso auto-roscante, consegue-se na unidade pré-montada, por um lado, o bloqueio axial e o alinhamento do eixo, bem como a caracteristica de anti-perda da unidade de montagem montada. Por outro lado, o parafuso ou os parafusos ficam radial e axialmente livres na área da ranhura circular que forma a rebaixo da rosca aberta no componente, pelo que é possivel um ajuste do parafuso ou dos parafusos na peça de trabalho, tendo em conta as tolerâncias. Logo que o parafuso tenha saido com a respectiva rosca da rosca aberta no furo de passagem do componente, o componente pode movimentar-se ou ajustar-se de forma limitada axial e/ou radialmente em relação à peça de trabalho. Com um aperto adicional do parafuso, aplica-se a pré-tensão. No caso de utilizarem vários parafusos, é desbloqueada uma deformação inicialmente possivel do componente na peça de trabalho, deformação essa que é provocada pelos parafusos quando as roscas dos parafusos do componente, ficando o componente numa posição relativa não forçada em relação à peça de trabalho. É possivel recorrer a este ajuste, se os parafusos forem aparafusados consecutivamente na peça de trabalho. 0 mesmo também se aplica ao aparafusamento forçado em simultâneo de vários ou de todos os parafusos na peça de trabalho. No último caso, é particularmente vantajoso se os furos na peça de trabalho, nos quais os parafusos engrenam, não tiverem rosca, 7 estando apenas concebidos como furos pré-fundidos ou formados por maquinagem. Neste caso poupa-se, por um lado, a etapa de fabrico de roscas na peça de trabalho e aproveita-se, pela segunda vez, a propriedade auto-roscante do parafuso. Uma deformação mútua do componente na relação de vários parafusos uns com os outros é impedida, pois cada parafuso forma por ele próprio, ao entrar no furo, a sua própria rosca no furo na peça de trabalho. Assim, tem-se automaticamente em conta as posições angulares relativas das roscas dos parafusos umas em relação às outras na operação de aparafusamento. Ao respeitar as respectivas tolerâncias, também é contudo possivel ligar a unidade de montagem pré- -montada, composta por componente e parafusos, a uma peça de trabalho, em cujos furos pertencentes aos parafusos também já existam roscas. Isto aplica-se tanto ao forçar do aparafusamento em simultâneo de vários parafusos numa peça de trabalho, como também ao forçar do aparafusamento de forma consecutiva de vários parafusos. A rosca em cada parafuso pode apresentar no lado afastado da cabeça, uma área de inserção, na qual o diâmetro exterior da rosca é inferior ao diâmetro do furo de passagem no componente. Este ajuste mútuo é feito de modo a que, por um lado, o parafuso possa ser enfiado com a área de inserção no furo de passagem e, por outro, se utilize contudo a função auto-roscante da rosca do parafuso, aquando do aparafusamento no componente. Assim, a rosca em cada parafuso pode apresentar uma área de inserção, uma de abertura de rosca e uma de alisamento, sendo o comprimento axial da área de inserção e da de abertura de rosca igual ou inferior ao comprimento axial do furo de passagem no componente. Neste caso, existe a possibilidade de que, na posição pré-montada, cada parafuso não sobressaia ou sobressaia apenas muito pouco para lá do furo de passagem. Esta concepção poderá ser vantajosa, caso seja necessário conseguir uma segurança particularmente elevada contra danos provocados à rosca do parafuso, e caso a função de centragem das extremidades livres dos parafusos na ligação à peça de trabalho seja menos relevante.
Por outro lado, existe igualmente a possibilidade de que a rosca em cada parafuso apresente uma área de inserção, uma de abertura de rosca e uma de alisamento, sendo o comprimento axial da área de inserção e da de abertura de rosca superior ao comprimento axial do furo de passagem no componente. Neste caso, favorece-se a função de centragem.
Em todos os casos, o corpo do parafuso pode apresentar uma secção transversal trilobular na área da rosca. Uma secção transversal trilobular deste género representa uma denominada espessura uniforme, ou seja, em todos os pontos ao longo do perímetro da secção resulta a mesma medida na determinação do diâmetro com uma deslocação de 180°, embora a secção transversal seja aproximadamente triangular ou na forma de palheta. Uma secção trilobular deste tipo também cumpre a função de uma autocentragem e permite, por outro lado, a formação ou abertura da rosca no componente e, eventualmente, ainda na peça de trabalho.
Particularmente vantajoso é quando o furo de passagem no componente apresenta um diâmetro que é superior ao diâmetro efectivo e inferior a 90% do diâmetro exterior da rosca no corpo do parafuso. O diâmetro do furo de passagem encontra-se, portanto, no intervalo estabelecido entre os dois limites. Ao respeitar estes limites, a resistência na formação da rosca é por uma lado ainda suficientemente pequena. Noutro caso, surge 9 uma rosca formada e concebida de tal forma fraca, que o parafuso não consegue ser mantido de forma correcta nesta rosca formada. Ao respeitar os limites indicados, é possível aplicar a força de pré-tensão necessária de forma correcta e reproduzível depois do forçar do aparafusamento. 0 furo de passagem pode ser feito, por exemplo, no bordo de um componente do género de uma tampa, que encosta directamente com a respectiva superfície de encosto na peça de trabalho, ou com a interposição de uma vedação de um outro elemento. No entanto, também é possível que o componente apresente uma superfície de encosto para uma montagem com uma peça de trabalho, e que o furo de passagem esteja disposto no componente axialmente deslocado para trás em relação à superfície de encosto. Em particular no caso de componentes com paredes finas, é possível moldar em particular por embutidura profunda uma cavidade com uma secção transversal com uma forma semelhante a um chapéu, , que se encontre redeslocada na direcção de ligação com a peça de trabalho, de modo que o parafuso está colocado na posição pré-montada com uma protecção ainda maior. Visto que o parafuso consiste com frequência num material com uma maior resistência do que a peça de trabalho, o risco de danificar a superfície da peça de trabalho é baixo. É certo que se aumenta o comprimento do parafuso nesta forma de realização. Em alguns casos de aplicação isto é contudo desejável, sobretudo caso o parafuso deva ou tenha de apresentar uma secção de alongamento com um comprimento axial correspondente. A área de inserção da rosca de cada parafuso pode estar prevista ou começar na extremidade livre do corpo do parafuso. Por outro lado, também é no entanto possível que o parafuso apresente na extremidade livre do seu corpo um prolongamento de 10 centragem sem rosca. Um prolongamento de centragem deste género protege, por um lado, a rosca de danos indesejados e facilita, por outro, uma centragem do componente pelos parafusos na peça de trabalho. A invenção continua a ser explicada e descrita com base em exemplos de realização preferidos. Mostram:
Fig. 1 uma vista seccional de uma primeira forma de realização da unidade de montagem, antes da junção a uma peça de trabalho,
Fig. 2 uma outra forma de realização de uma área parcial da unidade de montagem,
Fig. 3 uma terceira forma de realização da unidade de montagem e
Fig. 4 uma quarta forma de realização da unidade de montagem.
Na fig. 1 encontra-se representada uma unidade 1 de montagem, com uma área parcial que serve para fins explicativos. A unidade 1 de montagem consiste num componente 2 e pelo menos num parafuso 3. Nos desenhos encontra-se dum modo genérico apenas representando um parafuso 3 ligado a um componente 2. É evidente que num componente 2 também podem em particular estar previstos vários parafusos com a respectiva distância uns dos outros. 0 parafuso 3 apresenta uma cabeça 4, que está concebida de forma conhecida para a inserção de uma ferramenta de aperto, e 11 uma haste 5. A cabeça 4 tem na transição para o corpo 5, uma superfície 6 de apoio, que por último encosta no componente 2, aquando da montagem da unidade 1 de montagem numa peça 7 de trabalho. 0 corpo 5 de cada parafuso 3 apresenta a partir da cabeça 4 ou da superfície 6 de apoio, uma ranhura 8 circular, que se estende ao longo de um comprimento 9 axial do corpo 5. Junto à ranhura 8 circular está uma rosca 10, que se estende mais ou menos ao longo de todo o comprimento do corpo 5 a seguir à ranhura 8 circular. O corpo 5 tem na área da rosca 10 do corpo 5 uma secção 11 transversal trilobular, que está ilustrada por uma linha de traçado arqueado. A rosca 10 no corpo 5 apresenta um diâmetro 12 útil e um diâmetro 13 exterior. O diâmetro efectivo da rosca 10 é determinado de acordo com a fórmula conhecida. Na extremidade livre do corpo 5, está prevista uma área 14 de inserção de forma cónica. Ao longo do comprimento do corpo 5 do parafuso 3, segue-se junto à área 14 de inserção, uma de abertura 15 de rosca e uma 16 de alisamento na direcção da cabeça 4. A respectiva extensão axial destas áreas 14, 15, 16 é explicada em maior pormenor em ligação com a forma de realização de acordo com a fig. 3.
No componente 2 está previsto um furo 17 de passagem no local previsto para esse fim, que é primeiro feito no componente 2 como perfuração de lado a lado. É evidente que o componente 2 apresenta nos locais previstos para esse fim para cada parafuso 3, um furo 17 de passagem deste género. Este furo 17 de passagem tem, depois de ser feito, um diâmetro que corresponde aproximadamente ao diâmetro 19 de uma perfuração 18 feita no respectivo local na peça 7 de trabalho. O diâmetro do furo 17 de passagem no componente 2 é maior do que o diâmetro 12 útil do parafuso 3 e menor do que o diâmetro 13 exterior. No fabrico da unidade de montagem, composta pelo componente 2 e pelo parafuso 12 3 aí colocado, o parafuso é primeiro introduzido com a sua área 14 de inserção no furo 17 de passagem, aproveitando-se o respectivo efeito de centragem. Logo que a centragem tenha ocorrido e tenha ocorrido um contacto triplo com a parede do furo 17 de passagem, devido à secção 11 transversal trilobular, o parafuso 3 é mais aparafusado no 17 furo de passagem, cumprindo assim a sua função auto-roscante e entrando em acção de abertura 15 de rosca. A introdução fixa do parafuso 3 no componente 2 pode acabar na zona da área 15 de abertura de rosca ou também na área 16 de alinhamento, ocupando depois as peças uma posição relativa, tal como esta está representada na fig. 1. Deste modo, aproveitou-se a propriedade auto-roscante do parafuso 3 pela primeira vez, ou seja, na ligação com o componente 2. Nesta posição pré-montada, não só o parafuso 3 é mantido sem se perder no componente 2, mas também se encontra fixo em alinhamento com o respectivo eixo 20. A peça 7 de trabalho pode ser, por exemplo, uma parte inferior, um cárter da caixa de velocidades ou algo semelhante. O componente 2 pode ser uma parte superior, uma tampa do cárter ou algo semelhante. Na montagem da unidade 1 de montagem na peça 7 de trabalho, poderá ser necessário ou conveniente introduzir uma vedação 21, que tem por seu lado uma abertura 22 com as medidas correspondentes. A perfuração 18 na peça 7 de trabalho tem, de forma conveniente, uma chanfradura 23, que serve para facilitar a introdução da área 14 de inserção do corpo 5 do parafuso 3. O exemplo de realização representado na fig. 2 coincide em muitos aspectos com o exemplo de realização da fig. 1, pelo que se poderá fazer referência a este. O comprimento 24 axial do furo 17de passagem coincide com a espessura da parede do 13 componente 2. O corpo 5 do parafuso 3 tem na sua extremidade livre um prolongamento 25 de centragem cilindrico, que serve para facilitar a introdução no furo 17 de passagem e para centrar recorrendo à área 14 de inserção. Também na ligação da unidade 1 de montagem à peça 7 de trabalho, o prolongamento 25 de centragem cilindrico tem de novo esta função. A perfuração 18 na peça 7 de trabalho encontra-se aqui já provida por parte do fabricante de uma rosca 26. Se a peça 7 de trabalho aprsentar várias perfurações 18, por sua vez providas de roscas 26, cada entrada de rosca que se segue à chanfradura 23 assume um ângulo diferente em torno do eixo 20. Se os eixos 20 de vários parafusos 3 estiverem dispostos relativamente perto uns dos outros no componente 2, e/ou se a espessura da parede do componente 2 for relativamente grande, poderão surgir dificuldades no caso do aparafusamento forçado ao mesmo tempo de diversos parafusos 3. Estas podem ser superadas ou compensadas em diversos casos por medidas de tolerância correspondentes. Em casos particulares, poderá ser necessário realizar o aparafusamento forçado dos parafusos 3 individualmente, ou seja, de forma consecutiva. Estas dificuldades não ocorrem caso, como representado no exemplo de realização da fig. 1, a perfuração 18 seja primeiro feita sem rosca e caso se aproveite, pela segunda vez, a propriedade auto-roscante dos parafusos 3 aquando do aparafusamento forçado. O exemplo de realização representado na fig. 3 apresenta a particularidade de a rosca 10 do parafuso 3 no componente 2, ser alojada de forma especialmente protegida na unidade 1 de montagem acabada. O parafuso 3 apresenta na área do corpo, além da ranhura 8 circular e começando a partir da extremidade livre do corpo 5, a área 14 de inserção. A área 14 de inserção é a área do corpo 5 que, aquando da introdução da extremidade livre 14 cónica no furo 17 de passagem, originalmente feito no componente 2, faz com que não haja contacto com as paredes da perfuração. A área de inserção apresenta assim aproximadamente um comprimento 27 axial. A esta área 14 de inserção segue-se uma de abertura 15 de rosca. A de abertura 15 de rosca estende-se aproximadamente ao longo de um comprimento 28 axial no corpo 5 do parafuso 3. A de abertura 15 de rosca é determinada pelo facto de o diâmetro exterior da rosca 10 se alterar nesta área, aproveitando-se neste caso o efeito auto-roscante e deformando-se em conformidade com isso o furo de passagem 17 originalmente feito, sendo então provido de uma rosca. Contudo, a maior parte do comprimento axial do corpo 5 é tomada pela 16 de alisamento, que se segue à de abertura 15 de rosca e que se estende até à ranhura 8 circular. A de 16 alisamento é definida pelo facto de o diâmetro 13 exterior da rosca 10 ser nela constante. A 16 de alisamento apresenta um comprimento 29 axial efectivo ou estende-se ao longo deste comprimento 29. O exemplo de realização da unidade 1 de montagem de acordo com a fig. 4, coincide em vários aspectos com as formas de realização anteriores, às quais se pode assim fazer referência. O componente 2 apresenta uma superfície 30 de encosto virada para a peça 7 de trabalho, que encosta directamente na peça 7 de trabalho. O furo 17 de passagem encontra-se disposto de forma redeslocada num colar profundamente embutido do componente 2. Neste caso, também existe a possibilidade de aproveitar apenas de forma limitada a propriedade auto-roscante da de abertura 15 de rosca, aquando do fabrico da unidade 1 de montagem pré-montada pelo que a extremidade livre do corpo 5 pouco ou nada sobressai para lá da superfície 30 de encosto. A rosca 10 no corpo 5 fica assim protegida contra danos. 15
LISTA DE REFERÊNCIAS
Unidade de montagem
Componente
Parafuso
Cabeça
Corpo
Superfície de apoio Peça de trabalho Ranhura circular Comprimento axial Rosca
Secção transversal trilobular
Diâmetro útil
Diâmetro exterior Área de inserção
De abertura de rosca
De alisamento
Furo de passagem
Perfuração
Diâmetro
Eixo
Vedação
Abertura
Chanfradura
Comprimento axial
Prolongamento de centragem
Rosca
Comprimento axial Comprimento axial Comprimento axial Superfície de encosto
Lisboa, 23 de Janeiro de 2007 16
Claims (8)
- REIVINDICAÇÕES 1. Unidade (1) de montagem, composta por um componente (2) e por pelo menos um parafuso (3) auto-roscante, apresentando o componente (2) um furo (17) de passagem para cada parafuso (3), e tendo cada parafuso (3) uma cabeça (4) que serve para manobrar, com uma superfície (6) de apoio virada para o componente (2) e uma haste (5) provido em parte de uma rosca (10), apresentando o furo (17) de passagem no componente (2) um diâmetro que é superior ao diâmetro (12) útil e inferior ao diâmetro (13) exterior da rosca (10) no corpo (5) do parafuso (3), e apresentando o parafuso (3) na área do corpo (5), a seguir à superfície (6) de apoio, uma ranhura (8) circular, que forma uma rebaixo e cujo diâmetro é inferior ao diâmetro (12) útil da rosca (10), e cujo comprimento (9) axial efectivo é superior ao comprimento (24) axial do furo (17) de passagem no componente (2).
- 2. Unidade de montagem de acordo com a reivindicação 1, caracterizada por a rosca (10) de cada parafuso (3) apresentar, no lado afastado da cabeça (4), uma área (14) de inserção, na qual o diâmetro (13) exterior da rosca (10) é inferior ao diâmetro do furo (17) de passagem no componente (2).
- 3. Unidade de montagem de acordo com a reivindicação 2, caracterizada por a rosca (10) de cada parafuso (3) apresentar uma área (14) de inserção, uma de abertura (15) de rosca e uma de alisamento (16), sendo o comprimento (27 + 28) axial da área (14) de inserção e da de abertura (15) 1 de rosca igual ou inferior ao comprimento (24) axial do furo (17) de passagem no componente (2).
- 4. Unidade de montagem de acordo com a reivindicação 2, caracterizada por a rosca (10) de cada parafuso (3) apresentar uma área (14) de inserção, uma de abertura (15) de rosca e uma de alisamento (16), sendo o comprimento (27 + 28) axial da área (14) de inserção e da de abertura (15) de rosca superior ao comprimento (24) axial do furo (17) de passagem no componente (2).
- 5. Unidade de montagem de acordo com a reivindicação 1, caracterizada por o corpo (5) do parafuso (3) apresentar uma secção transversal trilobular na área da rosca (10).
- 6. Unidade de montagem de acordo com a reivindicação 1, caracterizada por o furo (17) de passagem no componente (2) apresentar um diâmetro que é superior ao diâmetro efectivo e inferior a 90% do diâmetro (13) exterior da rosca (10) no corpo (5) do parafuso (3).
- 7. Unidade de montagem de acordo com a reivindicação 1, caracterizada por o componente (2) apresentar uma superfície (30) de encosto para uma montagem com uma peça (7) de trabalho, e por o furo (17) de passagem no componente (2) se encontrar disposto de forma axialmente redeslocada em relação à superfície (30) de encosto.
- 8. Unidade de montagem de acordo com a reivindicação 1, caracterizada por o parafuso (3) apresentar, na extremidade livre do seu corpo (5) , um prolongamento (25) de centragem sem rosca. Lisboa, 23 de Janeiro de 2007 2
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