PT1401698E - Montagem de peça automóvel. - Google Patents
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Description
1 ΡΕ1401698
DESCRIÇÃO "MONTAGEM DE PEÇA PARA AUTOMÓVEL"
Esta invenção refere-se à montagem de uma peça para automóvel, em particular à montagem de peças utilizadas na parte da frente, conhecidas como "suporte frontal" ou na traseira de um automóvel e também a peças para uso como sistemas de pára-choques. A invenção visa, especialmente, a montagem de peças estruturais de automóvel que tenham um membro de reforço e um membro estrutural que estão colados um ao outro por meio de um adesivo.
Um sistema pára-choques típico compreende uma "viga pára-choques" e um "painel pára-choques".
Tipicamente, a viga pára-choques é aparafusada ao chassis do automóvel e o painel é ligado aos painéis da carroçaria. Uma unidade de absorção de energia é tipicamente disposta entre o painel e a viga. Uma viga pára-choques é tipicamente fabricada num material rígido, por exemplo, aço e alumínio, para conferir integridade estrutural, e uma superfície de reacção ao impacto e pode actuar como membro de reforço no sistema pára-choques. 0 "painel pára-choques" é conformado de maneira a encostar ou poder ser ligado à unidade de absorção de energia e também a ter um aspecto agradável, visto fazer parte da peça exterior do sistema 2 ΡΕ1401698 pára-choques. Um "painel pára-choques" pode, tipicamente, ser fabricado numa ou conter uma matéria plástica moldada.
As Unidades de Absorção de Energia (UAE) podem ser fabricadas em metal, por exemplo, aço e alumínio, ou podem ser fabricadas em matéria plástica. A UAE comprime-se ou distorce-se perante o impacto, absorvendo por isso a energia do impacto. As UAEs de pára-choques convencionais em plástico podem ser montadas, por exemplo, aquecendo os pontos de encaixe de maneira a soldar a matéria plástica da UAE ao painel. Este processo pode, contudo, deixar marcas visíveis indesejáveis no painel. 0 painel também pode ser ligado à UAE usando meios de fixação mecânicos. A UAE pode ser ligada à viga do pára-choques ou pode ficar próxima mas afastada da viga. Tipicamente, a UAE pode ser ligada à viga usando meios de fixação mecânicos.
Quando o painel e a UAE ou a UAE e a viga do pára-choques são ligadas em pontos localizados, podem encontrar-se grandes tensões nesses pontos que resultam em ruptura na eventualidade de uma colisão e menos eficiente absorção de energia ao longo do comprimento do sistema de pára-choques.
Um "suporte frontal" (doravante SF) de um automóvel é aquela peça da carroçaria do automóvel que junta os dois lados da frente do automóvel e está 3 ΡΕ1401698 transversalmente alinhada de maneira a encerrar um compartimento frontal, tipicamente para o motor. 0 SF é conformado para efeitos estéticos e funcionais e, tipicamente, aloja ou, de outro modo, é usado para transportar uma, ou mais, peça(s) de iluminação, o sistema de arrefecimento e o fecho com o qual o capô é preso quando fechado.
Os SF são convencionalmente fabricados em duas peças, um membro estrutural e um membro de reforço.
Usualmente, o membro estrutural, quer num sistema de SF quer de pára-choques, compreende uma matéria plástica, por exemplo, polipropileno, polipropileno reforçado com vidro ou poliamidas, que se presta a ser conformada na forma desejada. A peça de plástico do SF ou do sistema pára-choques é convencionalmente produzida por moldagem, usando técnicas conhecidas incluindo moldagem por compressão e moldagem por injecção. Num SF, o membro de reforço é utilizado para conferir resistência ao impacto, bem como para fornecer benefícios estruturais como maior durabilidade e rigidez. 0 reforço é tipicamente feito num metal, por exemplo, aço e alumínio, mas pode ser efectuado a partir de outros materiais capazes de proporcionar reforço. 0 membro de reforço é tipicamente ligado ao membro estrutural por fixação mecânica, por exemplo, usando porcas e parafusos. Contudo, a fixação mecânica provoca
concentrações de tensão nos pontos de fixação entre o molde de plástico e o reforço, o que pode fazer com que o SF 4 ΡΕ1401698 entre em ruptura mecânica durante os testes de durabilidade.
Como alternativa à fixaçao mecânica nos SFs, a moldagem do plástico pode ser efectuada em redor de um aperto fazendo-se o reforço, por exemplo, por meio de orifícios produzidos nos reforços e fazendo a moldagem do plástico in situ de maneira a fixar as duas peças em conjunto. Este processo, contudo, é mais dispendioso do que montar a peça de plástico moldada e o reforço usando fixação mecânica e também produz menos flexibilidade de processamento. Além disso, o desenho e a eficácia do reforço em uso podem ser comprometidos por terem múltiplos orifícios e uma geometria estruturalmente menos eficaz, a qual é necessária para permitir a formação in situ da moldagem em plástico.
Os adesivos tradicionais não se ligam eficazmente a matérias plásticas do tipo usado em SFs e que podem ser usados em sistemas de pára-choques devido à reduzida energia superficial das matérias plásticas. Como tal, crê-se que até aqui não se utilizaram adesivos para fabricar SFs, sistemas de pára-choques e afins.
Contudo são conhecidos os adesivos para uso na ligação a materiais de reduzida energia superficial. Por exemplo, o pedido US-A-5795657 divulga composições adesivas que são referidas como tendo excelente adesão a uma variedade de substratos, especialmente polímeros de 5 ΡΕ1401698 reduzida energia superficial. 0 adesivo divulgado neste documento refere-se a complexos de poliamina de organoborano e, especialmente, a complexos onde a poliamina seja o produto de reacção do material terminado por amina primária corante e material tendo pelo menos dois grupos reactivos com amina primária com um excesso de grupos de amina primária sobre grupos reactivos com amina primária. Os complexos podem ser usados em sistemas que iniciem a polimerização de monómero acrílico para produzir composições adesivas acrílicas. Diz-se que essas composições são úteis para ligar substratos de plástico ou polímero de reduzida energia superficial. 0 pedido US-A-5795657 refere-se a complexos de amina de organoborano usados em adesivos acrílicos e que podem ser utilizados em aplicações estruturais e semi- -estruturais incluindo a colagem de vidro/metal e a colagem de outros tipos de materiais em conjunto. É feita referência à colagem de plástico a uma série de tipos de materiais, um dos quais é metal. 0 pedido US-A-5691065 refere-se a complexos de amina de organoborano e a adesivos acrílicos que incorporam sistemas iniciadores baseados nesses complexos. Os adesivos são especialmente úteis na colagem de substratos de reduzida energia superficial tais como polietileno, polipropileno e politetrafluoroetileno. Nos Exemplos deste documento, os Exemplos 14 até 118 fornecem dados relativos à aderência a um substrato de polietileno ou a um substrato de politetrafluoroetileno. Os Exemplos 121 até 125 incluem, 6 ΡΕ1401698 adicionalmente, a referência à aderência de um substrato de polipropileno que é colado a um substrato do mesmo material.
Estes documentos da técnica anterior não contemplam o uso de adesivos para colar componentes de reforço a peças de plástico moldadas, em aplicações automóveis em que deva ser respeitada uma combinação de critérios práticos e técnicos. Em particular, não há indicação nestes documentos de que os adesivos possam ser utilizados em sistemas de SF ou de pára-choques que, pela natureza do seu uso, estejam expostos a impacto e a elevadas tensões e esforços.
Perante a generalizada utilização de automóveis, questões de segurança, tais como melhor resistência ao impacto, durabilidade e rigidez do SF e robustez, resistência ao calor, inércia química e recuperabilidade dos sistemas de pára-choques em impactos a baixa velocidade, juntamente com a flexibilidade de custos e de fabrico são críticas na concepção e no fabrico de automóveis. A conhecida técnica de fixação mecânica do membro de reforço ao membro estrutural em plástico tem inconvenientes relativamente a limitações estruturais e as concentrações de tensões e a formação de um componente, por exemplo um SF e um sistema pára-choques pela moldagem do plástico in situ, por exemplo, através de orifícios no 7 PE1401698 reforço, é dispendiosa e inflexível, o que pode limitar opções de concepção e também aumentar os custos de produção. Produzir os componentes para uso em SFs e pára-choques por uma moldagem in situ em redor do reforço também exige que o dispositivo de moldagem tenha um desenho complementar ao do componente de reforço de maneira que quaisquer alterações ao desenho do componente de reforço exigem modificações do dispositivo de moldagem, complicando ainda mais o processo e o seu custo. Portanto, continua a haver necessidade de melhorar a óptima combinação de segurança, custo e flexibilidade de fabrico.
Descobrimos agora um método pelo qual o membro de reforço pode ser ligado ao membro estrutural em plástico na montagem de peças de automóvel como sistemas de SF e de pára-choques que melhora ou remove os inconvenientes associados aos métodos existentes de os produzir. Ao utilizar certos tipos de adesivo que são capazes de colar a superfícies de reduzida energia como matérias plásticas usadas em sistemas de SFs e de pára-choques, a necessidade de fazer as ligações através de fixação mecânica ou formação in situ de uma moldagem de plástico em redor de um componente de reforço pode ser reduzida ou evitada.
Em conformidade, um primeiro aspecto da invenção fornece um método para produzir a montagem de uma peça de automóvel compreendendo um membro estrutural fabricado numa matéria plástica moldada tendo uma superfície de energia reduzida e um membro de reforço ligado ao membro 8 PE1401698 estrutural, tendo os membros superfícies complementares, o que compreende aplicar um adesivo à superfície complementar do membro estrutural e/ou membro de reforço, pondo em contacto as superfícies complementares do membro de reforço e do membro estrutural e permitindo que o adesivo endureça de maneira a liqar o membro estrutural e o membro de reforço em conjunto, onde o adesivo é capaz de liqar a um plástico com uma superfície de energia reduzida.
Plástico com uma superfície de energia reduzida significa materiais que têm uma energia superficial inferior a 45 mJ/m2, apropriadamente inferior a 40 mJ/m2 e, desejavelmente, inferior a 35 mJ/m2 incluindo, a título de exemplo, polipropileno e poliamida. Se se desejar, a superfície do membro estrutural e/ou membro de reforço pode ser tratada ou revestida com primário para melhorar a aderência antes da aplicação do adesivo. Apropriadamente, o membro estrutural não é submetido a tratamento nem a aplicação de primário e o adesivo é directamente aplicado sobre a superfície do membro estrutural.
Num segundo aspecto, a invenção fornece o uso de um adesivo capaz de ligar a um substrato com uma superfície de energia reduzida no fabrico de uma peça de automóvel que compreenda um membro estrutural compreendendo uma peça em plástico moldado tendo uma superfície de energia reduzida e um membro de reforço para colar a referida peça moldada ao membro de reforço e formar um conjunto. 9 PE1401698
Num terceiro aspecto, a invenção fornece a montagem de uma peça de automóvel compreendendo um membro estrutural feito num material de plástico moldado tendo uma superfície de energia reduzida e um membro de reforço ligado ao membro estrutural, tendo o membro estrutural e o membro de reforço superfícies complementares e sendo ligados por meio de um adesivo, que é capaz de ligar a um substrato com uma superfície de energia reduzida, em pelo menos parte de uma ou de ambas as superfícies complementares . A presente invenção pode ser aplicada a quaisquer peças de automóvel em que um material tenha de ser ligado a um material com uma superfície de energia reduzida, por exemplo, sistemas de "extremidade frontal" e sistemas de "extremidade traseira" e um sistema pára-choques.
Vantajosamente, a invenção permite que o membro estrutural e o membro de reforço sejam ligados depois de o membro estrutural ter sido produzido de maneira a evitar os inconvenientes do conhecido processo em que o membro estrutural é formado in situ. Assim, o risco de se ter de alterar os dispositivos para produzir o membro estrutural se o desenho do membro de reforço for alterado é reduzido. Além disso, o desenho e, por isso, a eficácia estrutural do membro de reforço não são comprometidos por limitações de geometria, forma ou dimensões do membro de reforço imposto pelo dispositivo. Em conformidade, a invenção fornece vantagens relativamente a maior flexibilidade de processo, 10 ΡΕ1401698 desenho da peça e custo. Além disso, podem ser utilizados reforços de desenho complexo para fornecerem um maior nível de reforço por peso unitário de reforço. Esta disposição pode fornecer benefícios adicionais relativamente a flexibilidade de desenho e peso reduzido, com as vantagens que daí advêm.
Num modelo de realização preferido, o membro estrutural e o membro de reforço têm formas complementares, pelo menos em parte, e são colados um ao outro pela aplicação de adesivo em qualquer das partes complementares, ou em ambas, dos membros, de maneira a ligar as duas partes em conjunto numa área que seja significativamente superior à área associada à junção das partes por fixação mecânica. Vantajosamente, a colagem do membro estrutural e do membro de reforço desta maneira reduz a concentração de tensão nas juntas entre os dois membros. Preferivelmente, o membro estrutural e o membro de reforço são colados um ao outro por um contínuo de adesivo ao longo das superfícies complementares sobre os dois membros de maneira a reduzir a concentração de tensão num ponto particular quando se aplica uma carga sobre a peça. A peça de automóvel, por exemplo, um sistema de SF e de pára-choques, é apropriadamente fabricada utilizando técnicas conhecidas para produzir o membro estrutural, por exemplo, moldagem por compressão ou injecção. 11 ΡΕ1401698
Apropriadamente, o membro estrutural compreende uma moldagem de plástico. A matéria plástica compreende, preferivelmente, um homopolímero, por exemplo, uma poliolefina, uma poliamida, um óxido de polifenileno e poliestireno, ou um copolímero, por exemplo, um tereftalato de polialquileno, tendo uma reduzida energia superficial.
Matérias plásticas preferidas incluem poli-propileno, poliamida, ligas de poliamida, polímeros de óxido de polefenileno, ligas de óxido de polifenileno, polímeros de poliestireno, ligas de poliestireno, polímeros de tereftalato de polibutileno e ligas de tereftalato de polibutileno. A matéria plástica pode conter fibra, por exemplo, fibra de vidro curta, fibra de vidro longa, fibra natural curta ou fibra natural longa.
Matérias plásticas especialmente preferidas incluem polipropileno com enchimento de fibra de vidro curta, polipropileno com enchimento de fibra de vidro longa, poliamida com enchimento de vidro e ligas de poliamida com enchimento de vidro. [Entre as matérias plásticas que são especialmente preferidas para uso em sistemas pára-choques como UAE incluem-se polipropileno sem enchimento, polipropileno com enchimento de talco, polipropileno com enchimento mineral]. 0 membro de reforço é apropriadamente fabricado num metal, por exemplo, aço, zinco e alumínio, mas pode ser fabricado a partir de outros materiais capazes de fornecer 12 ΡΕ1401698 reforço. 0 membro de reforço pode ser revestido com materiais tipicamente utilizados no fabrico de automóveis, por exemplo, materiais anti-corrosão e primários para revestimentos adicionais como tinta.
Num modelo de realização especialmente preferido da invenção, na qual a peça é um SF, o membro estrutural é fabricado a partir de polipropileno com enchimento de vidro e/ou poliamida com enchimento de vidro e o membro de reforço é fabricado a partir de aço ou alumínio. Num modelo de realização preferido, a peça é um sistema de pára-choques e o membro estrutural é fabricado a partir de polipropileno e o membro de reforço é fabricado a partir de aço, alumínio ou polipropileno.
Num sistema pára-choques, a UAE é apropriadamente disposta entre o painel do pára-choques e a viga do pára-choques. A UAE tem, preferivelmente, uma secção transversal geralmente em forma de "C". As extremidades abertas da UAE em forma de "C" podem ser coladas à viga e o lado oposto do "C" ligado ao painel, ou vice-versa, por meio do adesivo. Quando a UAE está ligada à viga por meio do adesivo, a UAE é o membro estrutural e a viga o membro de reforço. Quando a UAE está ligada ao painel por meio do adesivo, o painel e a UAE são, para os presentes efeitos, o membro estrutural e o membro de reforço. 0 membro de reforço e/ou o membro estrutural pode(m) estar provido(s) com contornos ou canais que são 13 ΡΕ1401698 complementares à superfície do outro membro de maneira a proporcionarem melhor contacto e alinhamento entre o membro estrutural e o de reforço. A conformação apropriada dos membros confere melhor resistência a tensões porque a adesão entre os membros pode ser suplementada por encosto físico, dependendo da direcção em que a tensão é aplicada. 0 adesivo utilizado na presente invenção deve ser capaz de ligar um substrato com uma superfície de energia reduzida e actuar também para ligar um segundo substrato ao substrato com superfície de energia reduzida e, preferivelmente, é uma composição polimerizável.
Num método preferido, o membro estrutural e o membro de reforço são colados um ao outro fornecendo-se um adesivo compreendendo uma composição polimerizável, misturando em conjunto os componentes do adesivo sob condições destinadas a iniciar a polimerização do adesivo, aplicando o adesivo sobre a superfície complementar do membro estrutural e/ou de reforço, colocando as superfícies complementares do membro de reforço e do membro estrutural em contacto e curando o adesivo de maneira a ligar os referidos membros um ao outro. 0 início da polimerização do adesivo pode ser efectuado antes ou depois da aplicação do adesivo a um ou a ambos os membros ou durante a aplicação ou como resultado da aplicação do adesivo a um ou ambos os membros. 14 ΡΕ1401698
Num modelo de realização preferido, o adesivo compreende uma composição polimerizável compreendendo um complexo de organoborano/amina e um ou mais de monómeros, oligomeros ou polímeros tendo insaturação olefínica que seja capaz de polimerizar pela polimerização de radical livre. Eventualmente, o adesivo pode compreender adicionalmente um composto que faça com que o referido complexo se dissocie de maneira a libertar o borano para iniciar a polimerização de um ou mais de monómeros, oligomeros ou polímeros tendo insaturação olefínica. Quando se utilizar um composto que faça com que o complexo se dissocie, é mantido separado do complexo até se pretender iniciar a polimerização. A composição polimerizável que contém o agente de dissociação pode ser curado a qualquer temperatura desejada tal como a, ou próximo de, temperatura ambiente e abaixo de temperatura ambiente.
Um modelo de realização especialmente preferido da invenção produz uma peça de automóvel compreendendo um membro estrutural fabricado a partir de um polipropileno com enchimento de vidro, moldado, e/ou poliamida com enchimento de vidro, tendo uma energia superficial inferior a 45 mJ/m2, e um membro de reforço fabricado a partir de aço, zinco e/ou alumínio ligado ao membro estrutural, tendo o membro estrutural e o membro de reforço superfícies complementares e sendo ligados por meio de um adesivo que seja capaz de se ligar a um substrato tendo uma energia superficial inferior a 45 mJ/m2 disposta entre pelo menos parte das superfícies complementares de maneira a ligá-las 15 PE1401698 em conjunto, sendo o adesivo derivado de uma composição polimerizável compreendendo i) um complexo de organoborano/amina; ii) um ou mais de monómeros, oligomeros ou polímeros tendo insaturação olefínica que seja capaz de polimerizar por polimerização de radicais livres; e, eventualmente, iii) um composto que faça com que o referido complexo se dissocie de maneira a libertar o borano para iniciar a polimerização de um ou mais de monómeros, oligomeros ou polímeros tendo insaturação olefínica.
Aspectos adicionais especialmente preferidos da invenção são um método de fabricar a peça de automóvel referida no parágrafo anterior e o uso de um adesivo descrito nesse parágrafo para fabricar a peça aí descrita.
Os adesivos e as composições polimerizáveis divulgadas no Pedido de Patente Internacional No. PCT/US00/33806 são especialmente preferidos para uso na presente invenção para ligar o membro estrutural ao membro de reforço.
As aminas usadas para complexar o composto de organoborano podem ser quaisquer aminas que complexem o organoborano e que possam ser descomplexadas quando 16 ΡΕ1401698 expostas a um agente de descomplexação. As aminas preferidas incluem as aminas primárias ou secundárias ou poliaminas contendo grupos de amina primária ou secundária, ou amónia como divulgam Zharov, em US 5 539 070, na coluna 5, linhas 41 a 53, aqui incorporada como referência, Skoultchi, em US 5 106 928 na coluna 2 linhas 29 a 58, aqui incorporada como referência, e Pocius, em US 5 686 544 na coluna 7 linha 29 até Coluna 10, linha 36, aqui incorporada como referência; montanolamina, diaminas de dialquilo secundárias ou polioxialquilenopoliaminas; e produtos de reacção de diaminas terminadas por amina e compostos tendo dois ou mais grupos reactivos com aminas como divulga Deviny em US 5 883 208 na coluna 7, linha 30 até coluna 8, linha 56, aqui incorporada como referência. Relativamente aos produtos de reacção descritos em Deviny, as aminas diprimárias preferidas incluem aminas diprimárias de alquilo, aminas diprimárias de arilo, aminas diprimárias de alquilarilo e diaminas de polioxialquileno; e compostos reactivos com aminas incluem compostos que contêm dois ou mais grupos de ácidos carboxilicos, ésteres de ácido carboxilico, haletos de ácido carboxílico, aldeidos, epóxidos, álcoois e grupos de acrilato. As aminas preferidas incluem n-octilamina, 1,6-diamino-hexano(1,6-hexanodiamina), dietilamina, dibutilamina, dietileno-triamina, dipropilenodiamina, 1,3-propilenodiamina(1,3-propanodiamina), 1,2-propilenodiamina, 1,2-etanodiamina, 1,5-pentanodiamina, 1,12-dodecanodiamina, 2-metil-l,5-pentanodiamina, 3-metil-l,5-pentanodiamina, trietileno-tetra-amina, dietilenotriamina. As polioxialquileno 17 ΡΕ1401698 poliaminas de preferidas incluem polietileno óxido diamina, polipropileno óxido diamina, trietileno glicol polipropileno diamina, politetrametileno óxido diamina e polietileno óxido copolipropileno óxido diamina.
Em particular, a amina no complexo de organoborano/amina é apropriadamente seleccionada a partir do grupo de aminas tendo um componente estrutural de amidina; heterociclos de alifático tendo pelo menos um azoto no anel heterocíclico onde o composto heterocíclico também pode conter um ou mais átomos de azoto, átomos de oxigénio, átomos de enxofre, ou ligações duplas no heterociclo; aminas primárias que adicionalmente têm um ou mais grupos de aceitação de ligação a hidrogénio, onde há pelo menos dois átomos de carbono, preferivelmente pelo menos três átomos de carbono, entre a amina primária e o grupo de aceitação da ligação a hidrogénio, de maneira que, devido a interacções inter ou intramoleculares no complexo a resistência das ligações B-N seja aumentada; e iminas conjugadas.
Os grupos de aceitação de ligação a hidrogénio preferidos incluem os seguintes: aminas primárias, aminas secundárias, aminas terciárias, halogéneos, poliéteres ou poliaminas. Tal como é aqui usado, heterociclo refere-se a um composto tendo um ou mais anéis cíclicos de alifático dos quais um dos anéis contém azoto. As amidinas ou iminas conjugadas podem ser de cadeia linear ou ramificada ou cíclicas. 18 ΡΕ1401698
Desejavelmente, o organoborano usado no complexo é um borano de trialquilo ou um borano de alquil-cicloalquilo. Preferivelmente, este borano corresponde à Fórmula 1: B- (R1) 3 Fórmula 1 onde B representa boro; e R1 é, separadamente, em cada ocorrência, um alquilo Ci_io, cicloalquilo C3-10, ou dois ou mais de R1 podem ser combinados para formarem um anel cicloalifático.
Preferivelmente, R1 é alquilo C1-4, ainda mais preferivelmente alquilo C2-4 e, o mais preferivelmente, alquilo C3-4. Entre os organoboranos preferidos estão o tri-etilborano, o tri-isopropilborano e o tri-n-butilborano.
Num modelo de realização preferido, a porção amina do complexo compreende um composto tendo uma amina primária e um ou mais grupos de aceitação da ligação a hidrogénio, onde há pelo menos dois átomos de carbono, preferivelmente pelo menos cerca de três, entre a amina primária e os grupos de aceitação da ligação a hidrogénio.
Preferivelmente, a amina corresponde à Formula 2: (2)
NH2(CH2)b(C(R2)2)aX 2 , 2 , 19 ΡΕ1401698 onde R e, separadamente em cada ocorrência, hidrogénio ou um alquilo Ci-io ou cicloalquilo C3-10; X é a porção de aceitação da ligação de hidrogénio; a é um integral de 1 até 10; e b é, separadamente em cada ocorrência, um integral de 0 até 1, e a soma de a e b é de 2 até 10.
Preferivelmente, R2 é hidrogénio ou metilo.
Preferivelmente, X é separadamente em cada ocorrência uma porção de aceitação de hidrogénio e, quando a porção de aceitação de hidrogénio é uma amina, é preferivelmente uma amina terciária ou secundária. Mais preferivelmente, X é separadamente em cada ocorrência -N(R8)e, -OR10, ou um halogéneo onde R8 é, separadamente em cada ocorrência, alquilo C1-10, cicloalquilo C3-10 ou - (C (R2) 2) d~W; R10 é, separadamente em cada ocorrência, alquilo C1-10, cicloalquilo C3_i0 ou - (C (R2) 2) d_W; e e é 0, 1, ou 2. Mais preferivelmente X é -N(R8)2 ou -OR10.
Preferivelmente, R8 e R10 são alquilo C1-4 ou - (C (R1) 2) d~W, mais preferivelmente alquilo C1-4 e, o mais preferivelmente, metilo. W é, separadamente, em cada ocorrência, hidrogénio ou alquilo Ci_i0 ou X e, mais preferivelmente, hidrogénio ou alquilo C1-4.
Preferivelmente, a é cerca de 1 ou mais e, mais preferivelmente, 2 ou mais. Preferivelmente a é cerca de 6 ou menos e, o mais preferivelmente, cerca de 4 ou menos. 20 ΡΕ1401698
Preferivelmente, b é cerca de 1. Preferivelmente, a soma de a e b é um integral de cerca de 2 ou mais e, o mais preferivelmente, cerca de 3 ou mais. Preferivelmente, a soma de a e b são cerca de 6 ou menos e, mais preferivelmente, cerca de 4 ou menos. Preferivelmente, d é, separadamente em cada ocorrência, um integral de 1 até 4, mais preferivelmente 2 até 4 e, o mais preferivelmente, 2 até 3 .
Entre as aminas preferidas correspondendo à Fórmula 2 estão dimetilaminopropilamina, metoxipropilamina, dimetilaminoetilamina, dimetilaminobutilamina, metoxibutil-amina, metoxietilamina, etoxipropilamina, propoxipropil-amina, éteres de polialquileno terminados por amina (tais como éter de trimetilolpropano tris(poli(propilenoglicol) terminado por amina)), aminopropilmorfolina, isoforono-diamina e aminopropilpropanodiamina.
Noutro modelo de realização, a amina pode ser um heterociclo alifático tendo pelo menos um azoto no heterociclo. O composto heterocíclico pode também conter um ou mais de azoto, oxigénio, enxofre ou ligações duplas. Além disso, o heterociclo pode compreender múltiplos anéis onde pelo menos um dos anéis tem um azoto no anel. Compostos preferidos deste tipo incluem morfolina, piperidina, pirrolidina, piperazina, 1,3,3trimetil6-azabiciclo[3,2,1]octano, tiazolidina, homopiperazina, aziridina, 1,4-diazabiciclo[2.2.2]octano (DABCO), 1-amino-4-metilpiperazina e 3-pirrolina. 21 PE1401698
Ainda noutro modelo de realização, a amina que é apropriadamente complexada com o organoborano é uma amidina. Pode ser usado qualquer composto com estrutura de amidina onde a amidina tem energia de ligação suficiente tal como atrás descrevemos com o organoborano. Entre as amidinas preferidas estão 1,8 diazabiciclo[5,4]undec-7-eno; tetra-hidropirimidina; 2-metil-2-imidazolina; e 1,1,3,3-tetrametilguanidina.
Num outro modelo de realização, a amina que é complexada com o organoborano é, apropriadamente, uma imina conjugada. Pode ser usado qualquer composto com uma estrutura de imina conjugada, onde a imina tem suficiente energia de ligação com o organoborano tal como está descrito no Pedido de Patente Internacional No. PCT/US00/33806. A imina conjugada pode ser uma imina de cadeia linear ou ramificada ou uma imina cíclica. Entre as iminas conjugadas preferidas estão 4-dimetilaminopiridina; 2,3-bis(dimetilamino)ciclopropeno-imina; 3-(dimetilamina)-acroleinimina; 3-(dimetilamino)metacroleinimina.
Preferivelmente, a proporção molar de composto de amina para composto de organoborano é de 1,0:1,0 até 3,0:1,0. Abaixo da proporção de cerca de 1,0:1,0 pode haver problemas com a polimerização, estabilidade do complexo e adesão. Pode ser usada uma proporção superior a cerca de 3,0:1,0 embora possa não haver benefício adicional de se usar uma proporção superior a cerca de 3,0:1,0. Se estiver presente demasiada amina, isto pode ter um impacto negativo 22 PE1401698 sobre a estabilidade do adesivo ou composições de polímero. Preferivelmente, a proporção molar de composto de amina para composto de organoborano é de 2,0:1,0 até 1,0:1,0. O complexo de amina de organoborano pode ser prontamente preparado usando técnicas conhecidas, por exemplo, tais como descritas ou referidas no Pedido de Patente Internacional No. PCT/US00/33806.
Preferivelmente, o material polimerizável compreende compostos à base de acrilato e/ou metacrilato. Compostos de acrilato e metacrilato especialmente preferidos incluem metilmetacrilato, butilmetacrilato, etil-hexilmetacrilato, isobornilmetacrilato, tetra-hidrofurfurilmetacrilato e ciclo-hexilmetilmetacrilato. A composição polimerizável pode ainda compreender uma quantidade eficaz de um composto que seja reactivo com uma amina de maneira a libertar o organoborano e iniciar a polimerização (um agente de dissociação) . Compostos reactivos de amina desejáveis são aquelas matérias que podem formar prontamente produtos de reacção com aminas a temperatura ambiente, ou, mais preferivelmente, inferior, de maneira a fornecer uma composição que geralmente possa ser facilmente usada e curada sob condições ambientes. Classes gerais destes compostos incluem ácidos, aldeídos, isocianatos, cloretos de ácido, cloretos de sulfonilo, misturas dos mesmos e afins. Compostos reactivos de amina preferidos são ácidos, especialmente os ácidos de Bronsted 23 ΡΕ1401698 e de Lewis e os que estão descritos no pedido US-A-5718977 e, mais desejavelmente, ácido acrílico e ácido metacrílico.
Na composição polimerizável, apropriadamente pelo menos 20% em peso, preferivelmente pelo menos 30% em peso e especialmente pelo menos 40% em peso da composição compreende o componente polimerizável. Independentemente, o componente polimerizável está apropriadamente presente a um nível que não exceda 95%, preferivelmente não exceda 90% e, especialmente, não exceda 85% em peso da composição.
Apropriadamente, o complexo de organoborano/amina está presente a um nível de pelo menos 0,2%, preferivelmente pelo menos 1% e, mais preferivelmente, pelo menos 2% em peso da composição. Independentemente, o complexo está apropriadamente presente a um nível que não exceda 8%, preferivelmente não exceda 6% e, especialmente, não exceda 4% em peso da composição.
Se estiver presente, o composto de dissociação estará presente a um nível de pelo menos 1%, preferivelmente pelo menos 1,5% e, mais preferivelmente, pelo menos 2% em peso da composição. Independentemente, o composto de dissociação está apropriadamente presente a um nível que não exceda 8%, preferivelmente não exceda 6% e, especialmente, não exceda 4% em peso da composição. O adesivo a ser utilizado na presente invenção é, apropriadamente, capaz de produzir uma ligação entre um 24 ΡΕ1401698 membro estrutural em polipropileno com enchimento de vidro a 30% e o membro de reforço sem que o membro estrutural tenha sido submetido a qualquer tratamento superficial quando testado de acordo com o procedimento indicado na ASTM D1002. Preferivelmente, o adesivo produz uma colagem quando testado sob este regime incluindo, além disso, o ser submetido a ciclização térmica e a elevada humidade. A ciclização térmica neste contexto inclui apropriadamente a ciclização numa gama que vá de -40°C até mais de 120°C. Os niveis de humidade podem variar desde seco até completamente saturado. O adesivo pode ser usado da maneira indicada no Pedido de Patente Internacional No. PCT/US00/33806. Eventualmente, outros componentes podem ser incluídos como aditivos na composição. Aditivos apropriados incluem os que estão indicados no Pedido de Patente Internacional No. PCT/US00/33806. A peça é, apropriadamente, capaz de suportar a exposição ao calor a uma temperatura de 100 °C e, apropriadamente, até 120 °C ou mais. Além disso, a peça deveria, desejavelmente, ser também capaz de suportar cargas aplicadas durante a produção e também impostas quando em uso, por exemplo, ao fechar o capô, aplicação de carga sobre o fecho do capô e vibração e fadiga durante o uso devido a trepidação provocada pela superfície da estrada. A quantidade e a localização do adesivo são 25 PE1401698 apropriadamente seleccionadas tendo em conta o desenho e a estrutura do automóvel a que se aplica o pedido.
No fabrico da peça, a composição de adesivo é apropriadamente aplicada a um ou a ambos os membros nas áreas que se destinam a ser coladas. O adesivo é apropriadamente curado a temperatura ambiente e a cura é preferivelmente iniciada antes de os membros formarem um conjunto. Os membros são então apropriadamente mantidos em contacto enquanto o adesivo se mantém capaz de colar os dois membros, por exemplo, quando o adesivo se torna peqajoso. Se se desejar, os membros podem ser mantidos no seu lugar por meios mecânicos, por exemplo, engates de mola, fixadores mecânicos ou ganchos temporários. As superfícies são apropriadamente limpas e substancialmente isentas de materiais estranhos, por exemplo, gorduras, óleos e água. As superfícies complementares podem formar um conjunto aderido relativamente depressa, permitindo assim que a peça colada seja manuseada, por exemplo, numa linha de produção automóvel. O adesivo continua a curar apropriadamente para conferir máxima resistência de ligação e isto pode demorar um período de horas.
As condições de processamento utilizadas na colagem do membro estrutural ao membro de reforço podem variar de acordo com o específico adesivo utilizado.
Apenas a título de ilustração, um adesivo compreendendo metacrilato de metilo como o componente 26 ΡΕ1401698 polimerizável e um complexo de organoborano/amina tal como aqui é descrito pode ser aplicado a um membro estrutural compreendendo polipropileno que não tenha sido pré-tratado, misturado com um componente de cura e deixado em repouso durante um período de 1 a 10 minutos antes de colocar um membro de reforço em aço em contacto com o membro estrutural. O adesivo liga apropriadamente os dois membros de maneira suficiente dentro de 10 a 30 minutos depois de a cura se iniciar para permitir que a peça seja manuseada. Subsequentemente, o adesivo continua a curar para produzir uma ligação de máxima resistência após 10 a 30 horas. O processo é adequadamente efectuado a temperatura ambiente.
Se se desejar, pode utilizar-se fixação mecânica além da colagem com adesivo para manter o membro estrutural e o membro de reforço em conjunto. A invenção é descrita fazendo-se referência às Figuras em Anexo, nas quais: A Figura 1 mostra uma vista em perspectiva de um membro estrutural e de um membro de reforço antes da montagem. A Figura 2 mostra uma vista em perspectiva de uma parte da montagem de uma peça colada para automóvel. A Figura 3 mostra um corte transversal da montagem da peça da Figura 2. 27 ΡΕ1401698 A Figura 4 mostra um corte transversal do desenho de uma montagem, alternativo ao que é mostrado na Figura 3.
As Figuras 5 a 8 mostram vistas de cortes transversais de diferentes exemplos de sistemas pára-choques de acordo com a invenção.
As Figuras 9 a 11 mostram vistas de cortes transversais de sistemas pára-choques nos quais o painel pára-choques e a viga pára-choques são ligados através de um componente de ligação.
Na Figura 1, um membro estrutural (1) e um membro de reforço (2) são apresentados antes de serem colados um ao outro de acordo com o método da invenção. A Figura 2 mostra os membros (1) e (2) colados, em conjunto, depois da montagem. 0 membro estrutural (1) é fabricado numa matéria plást ica moldada tendo uma superfície de energia reduzida e, apropriadamente, é fabricado em polipropileno ou poliamida e, tipicamente, é produzido por moldagem de compressão ou moldagem por injecção. 0 membro de reforço (2) é, tipicamente, fabricado em aço ou aluminio. 0 membro estrutural (1) e o membro de reforço (2) são conformados como se desejar, de acordo com o desenho do automóvel e estão providos com superfícies complementares (3) e (4) de maneira que os membros (1) e (2) encaixem 28 PE1401698 perfeitamente um no outro e a invenção permite que os membros (1) e (2) sejam montados depois de serem produzidos. O adesivo é aplicado a parte da ou em toda a superfície complementar (3) e/ou (4) e o membro de reforço (2) e o membro estrutural (1) são colocados em contacto por um movimento relativo que os aproxima na direcção A de maneira que as superfícies complementares (3) e (4) encostem uma à outra. O adesivo é então curado ou permite-se que cure para produzir uma peça colada de acordo com a invenção, parte da qual é como está apresentada na Figura 2 . A Figura 2 indica um plano B-B através do qual está apresentada uma ilustração em corte transversal na Figura 3. Na Figura 3, o membro de reforço (2) tem um canal pouco fundo (5) cujo interior define a superfície complementar (4) na qual está localizada a superfície complementar (3) do membro estrutural (1) quando se fabrica a peça de duas partes. O adesivo é colocado em pelo menos parte da superfície complementar (3) e/ou (4) antes da montagem e forma a ligação pela qual os membros (1) e (2) são aderidos. O membro estrutural (1) também está provido com canais laterais (6) e (7) e o membro de reforço (2) está provido de patilhas (8) e (9) que encaixam nos canais laterais (6) e (7) de maneira complementar. As superfícies 29 ΡΕ1401698 dos canais (6) e (7) e as patilhas (8) e (9) podem ser coladas pelo fornecimento de adesivo entre as superfícies respectivas. Alternativamente, estas superfícies podem não ser coladas mas, em qualquer caso, proporcionam o encosto físico entre as respectivas peças do membro estrutural (1) e o membro de reforço (2) para aumentarem a resistência ao impacto na direcção C, ou seja, a partir da frente do automóvel, e proporcionar melhor alinhamento entre os membros (1) e (2) durante a montagem. A Figura 4 mostra uma secção transversal de uma montagem de acordo com a invenção de um desenho diferente do que é mostrado na Figura 3. 0 membro estrutural (1) e o membro de reforço (2) são alinhados e aderem ao longo das superfícies complementares (3) e (4). 0 encosto físico dos membros (1) e (2) ao longo das patilhas (10) e (11) e (12) e (13) respectivamente, conferem melhor resistência ao impacto.
As Figuras 5 a 8 mostram um membro estrutural (14) de desenho diferente em cada caso, colado a um membro de reforço (15) por meio de adesivo (16) capaz de colar a uma matéria plástica com uma superfície de energia reduzida. O membro estrutural (14) é fabricado em polipropileno ou poliamida. Na Figura 5, o membro estrutural (14) é uma UAE geralmente conformada em "C" e na Figura 7 o membro estrutural (14) é uma peça moldada por sopro e, na Figura 8, é uma peça moldada por injecção. 30 PE1401698 O membro de reforço (15) é tipicamente fabricado em aço ou aço e alumínio ou pode ser fabrico em matéria plástica. Na Figura 6 o membro de reforço (15) é um membro denominado "close-out", o que significa que o membro (15) está disposto através das extremidades abertas do membro em forma de "C" (14) de maneira a formar uma secção transversal em caixa. 0 membro estrutural (14) pode ter patilhas (17) como se indica nas Figuras 5 e 8 e o adesivo (16) pode ser aplicado sobre as patilhas (17) ou sobre o membro de reforço (15) no local pretendido. O adesivo (16) é preferivelmente aplicado quer sobre o membro estrutural (14) quer sobre o membro de reforço (15), quer sobre ambos, em todos os pontos em que estejam em contacto. Alternativamente, o membro de reforço (15) pode ter patilhas (18) sobre as quais é aplicado o adesivo (16) e as quais são então colocadas em contacto com o membro estrutural (14) como ilustrado na Figura 6 ou, como indicado na Figura 7, nem o membro de reforço (15) nem o membro estrutural (14) necessitam de patilhas.
As Figuras 9 a 11 mostram um membro estrutural (14) ligado a um membro de reforço (15) por meio de um adesivo (16) que, preferivelmente, é aplicado ao longo do comprimento dos membros (14) e (15) . Na Figura 9, o membro estrutural (14) é uma UAE e é fabricado a partir de uma peça moldada em polipropileno. O painel pára-choques (19) é 31 PE1401698 afastado do membro (14) e ligado por meios convencionais a outra peça do veiculo (não apresentada).
Nas Figuras 10 e 11, o painel pára-choques é o membro estrutural (14). A UAE em forma de "C" é o membro de reforço (15) e é fabricada em aço. 0 membro (15) está afastado da viga pára-choques (20) . 0 membro (15) está colado ao painel pára-choques (14).
Apropriadamente, o componente geralmente em forma de "C" como ilustrado na Figura 9 (membro estrutural (14)) e nas Figuras 10 e 11 (membro de reforço (15)) confere excelentes propriedades de resistência ao impacto. Uma vez montada, a extremidade aberta da secção em "C" é fechada por meio de colagem à viga pára-choques (20) na Figura 9, ao painel pára-choques (19) na Figura 10 e está localizada próximo da viga pára-choques (20), mas não colada à mesma, na Figura 11, criando assim uma secção em caixa fechada. A espessura da secção de caixa e a espessura das paredes que definem a secção de caixa determinam a rigidez do conjunto e a função da peça de duas partes sob o impacto. As paredes horizontais, ou sejam, as partes superior e inferior do componente em forma de "C", podem ser desenhadas para se fecharem sob uma certa carga. Isto permite adaptar a resistência ao impacto da peça de duas partes de acordo com o uso pretendido. A altura da secção de caixa, que é o comprimento da parte de trás do componente em forma de "C" pode ser adaptada para fornecer as propriedades desejadas de acordo com o uso pretendido. 32 ΡΕ1401698 0 uso de uma UAE com uma secção transversal em forma de "C" é especialmente vantajoso pelo facto de a secção transversal em forma de caixa formada ao montar o sistema pára-choques possuir excelentes caracteristicas de resistência quando submetidas a impacto.
Lisboa, 25 de Outubro de 2006
Claims (24)
- ΡΕ1401698 1 REIVINDICAÇÕES 1. Um método para produzir uma montagem de peça para automóvel compreendendo um membro estrutural fabricado numa matéria plástica moldada tendo uma superfície de energia reduzida e um membro de reforço ligado ao membro estrutural, tendo os membros superfícies complementares, que compreende aplicar um adesivo à superfície complementar do membro estrutural e/ou membro de reforço, colocando as superfícies complementares do membro de reforço e do membro estrutural em contacto e permitindo que o adesivo endureça de maneira a colar o membro estrutural e o membro de reforço em conjunto, onde o adesivo é capaz de colar a um plástico com uma superfície de energia reduzida.
- 2. Um método de acordo com a reivindicação 1 em que a matéria plástica com uma superfície de energia reduzida tem uma energia superficial inferior a 45 mJ/m2.
- 3. Um método de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 e 2 no qual a matéria plástica compreende um homopolímero seleccionado a partir de uma poliolefina, um poliestireno e uma poliamida ou um copolímero.
- 4. Um método de acordo com qualquer uma das anteriores reivindicações no qual a matéria plástica compreende fibra. 2 ΡΕ1401698
- 5. Um método de acordo com a reivindicação 4 em que a fibra é seleccionada a partir de fibra de vidro curta, fibra de vidro longa, fibra natural curta ou fibra natural longa.
- 6. Um método de acordo com qualquer uma das reivindicações anteriores em que a matéria plástica é seleccionada a partir de polipropileno com enchimento de fibra de vidro curta, polipropileno com enchimento de fibra de vidro longa, poliamida com enchimento de vidro e ligas de poliamida com enchimento de vidro.
- 7. Um método de acordo com qualquer uma das reivindicações anteriores em que o reforço é fabricado em aço e/ou alumínio.
- 8. Um método de acordo com qualquer uma das reivindicações anteriores que compreende aplicar o adesivo directamente sobre a superfície do membro estrutural sem tratamento da referida superfície ou aplicação de primário.
- 9. Um método de acordo com qualquer uma das reivindicações anteriores em que o membro estrutural e o membro de reforço são colados um ao outro por um contínuo de adesivo ao longo das superfícies complementares sobre os dois membros.
- 10. Um método de acordo com qualquer uma das reivindicações anteriores em que o membro de reforço 3 ΡΕ1401698 compreende contornos ou canais que são complementares com a superfície do membro estrutural de maneira a conferir resistência à tensão por meio de adesão e/ou encosto do membro estrutural ao membro de reforço.
- 11. Um método de acordo com qualquer uma das reivindicações anteriores em que o adesivo compreende uma composição polimerizável.
- 12. Um método de produzir uma montagem de peça para automóvel compreendendo um membro estrutural fabricado numa matéria plástica moldada tendo uma superfície de energia reduzida e um membro de reforço ligado ao membro estrutural, tendo os membros superfícies complementares, que compreende fornecer um adesivo compreendendo uma composição polimerizável, misturando em conjunto os componentes da composição sob condições para iniciar a polimerização, aplicando o adesivo sobre a superfície complementar do membro estrutural e/ou de reforço, colocando as superfícies complementares do membro de reforço e do membro estrutural em contacto e curando o adesivo, pelo que os referidos membros são colados um ao outro.
- 13. Um método de acordo com a reivindicação 11 ou reivindicação 12 no qual a composição polimerizável compreende um complexo de organoborano/amina e um ou mais monómeros, olígomeros ou polímeros tendo insaturação 4 PE1401698 olefínica que seja capaz de polimerizar pela polimerização de radical livre.
- 14. Um método de acordo com a reivindicação 13 em que a composição polimerizável compreende ainda um composto que faça com que o referido complexo se dissocie de maneira a libertar o organoborano para iniciar a polimerização de um ou mais de monómeros, oligomeros ou polímeros tendo insaturação olefínica.
- 15. Um método de acordo com a reivindicação 13 ou reivindicação 14 em que a porção amina do complexo de organoborano/amina é seleccionado a partir do grupo de aminas tendo um componente estrutural de amidina; heterociclos alifáticos tendo pelo menos um azoto no anel heterocíclico; aminas primárias que, adicionalmente, têm um ou mais grupos de aceitação da ligação a hidrogénio, onde há pelo menos dois átomos de carbono entre a amina primária e o grupo de aceitação da ligação a hidrogénio; e iminas conjugadas.
- 16. Um método de acordo com a reivindicação 15, em que a amina é seleccionada a partir de dimetilaminopropilamina, metoxipropilamina, dimetilamino-etilamina, dimetilaminobutilamina, metoxibutilamina, metoxietilamina, etoxipropilamina, propoxipropilamina, éteres de polialquileno terminados por amina (tais como éter de trimetilolpropano tris(poli(propilenoglicol) 5 ΡΕ1401698 terminado por amina)), aminopropilmorfolina, isoforono-diamina e aminopropilpropanodiamina.
- 17. Um método de acordo com qualquer uma das reivindicações 13 a 16 no qual a porção de organoborano do complexo de organoborano/amina é seleccionada a partir de um trialquilborano e um alquilcicloalquilborano.
- 18. Um método de acordo com a reivindicação 17 no qual o organoborano é seleccionado a partir de tri-etilborano, tri-isopropilborano e tri-n-butilborano.
- 19 . Um método de acordo com qualquer uma das reivindicações 13 a 18 no qual a proporção molar de composto de amina para composto de organoborano é de 1,0:1,0 até 3,0:1, 0 .
- 20. Uma montagem de peça para automóvel compreendendo um membro estrutural fabricado numa matéria plástica moldada tendo um superfície de energia reduzida e um membro de reforço ligado ao membro estrutural, tendo o membro estrutural e o membro de reforço superfícies complementares e estando ligados por meio de um adesivo que é capaz de se ligar a um substrato com uma superfície de energia reduzida, em pelo menos parte de uma ou ambas das superfícies complementares.
- 21. A montagem de uma peça para automóvel compreendendo um membro estrutural fabricado em 6 ΡΕ1401698 polipropileno com enchimento de vidro e/ou poliamida com enchimento de vidro, moldados, tendo uma energia superficial inferior a 45 mJ/m2 e um membro de reforço fabricado a partir de aço, zinco e/ou alumínio ligado ao membro estrutural, tendo o membro estrutural e o membro de reforço superfícies complementares e estando ligados por meio de um adesivo que é capaz de se ligar a um substrato tendo uma energia superficial inferior a 45 mJ/m2 disposto entre pelo menos parte das superfícies complementares de maneira a ligá-las uma à outra, sendo o adesivo derivado de uma composição polimerizável, compreendendo i) um complexo de organoborano/amina; ii) um ou mais de monómeros, olígomeros ou polímeros tendo insaturação olefínica que seja capaz de polimerizar pela polimerização de radical livre; e, eventualmente, iii) um composto que faça com que o referido complexo se dissocie de maneira a libertar o borano para iniciar a polimerização de um ou mais de monómeros, olígomeros ou polímeros tendo insaturação olefínica.
- 22. Uma montagem de peça para automóvel de acordo com qualquer uma das reivindicações 20 e 21 onde a peça montada compreende um suporte frontal que seja aquela parte da carroçaria de um automóvel que liga dois lados do automóvel em conjunto, na frente ou na traseira do 7 ΡΕ1401698 automóvel e que é alinhado transversalmente de maneira a definir um compartimento.
- 23. Uma montagem de peça para automóvel de acordo com qualquer uma das reivindicações 20 e 21, onde a peça montada compreende um sistema pára-choques no qual: i) o membro de reforço é uma unidade de absorção de energia fabricada em metal ou em matéria plástica e o membro estrutural é um painel pára-choques fabricado em matéria plástica; ou ii) o membro de reforço é uma viga pára-choques fabricada em metal e o membro estrutural é uma unidade de absorção de energia fabricada em matéria plástica.
- 24. A montagem de uma peça de acordo com a reivindicação 23 na qual a unidade de absorção de energia tem uma secção transversal geralmente em forma de "C". Lisboa, 25 de Outubro de 2006
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