PT1438607E - Método e sistema para controlo de produtos à base de carne - Google Patents

Método e sistema para controlo de produtos à base de carne Download PDF

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PT1438607E
PT1438607E PT02799538T PT02799538T PT1438607E PT 1438607 E PT1438607 E PT 1438607E PT 02799538 T PT02799538 T PT 02799538T PT 02799538 T PT02799538 T PT 02799538T PT 1438607 E PT1438607 E PT 1438607E
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Hakan Andersson
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    • A01AGRICULTURE; FORESTRY; ANIMAL HUSBANDRY; HUNTING; TRAPPING; FISHING
    • A01KANIMAL HUSBANDRY; AVICULTURE; APICULTURE; PISCICULTURE; FISHING; REARING OR BREEDING ANIMALS, NOT OTHERWISE PROVIDED FOR; NEW BREEDS OF ANIMALS
    • A01K11/00Marking of animals
    • A01K11/006Automatic identification systems for animals, e.g. electronic devices, transponders for animals
    • A01K11/008Automatic identification systems for animals, e.g. electronic devices, transponders for animals incorporating global positioning system [GPS]
    • AHUMAN NECESSITIES
    • A22BUTCHERING; MEAT TREATMENT; PROCESSING POULTRY OR FISH
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    • A22B5/0064Accessories for use during or after slaughtering for classifying or grading carcasses; for measuring back fat

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Description

1
DESCRIÇÃO
"MÉTODO E SISTEMA PARA CONTROLO DE PRODUTOS À BASE DE CARNE" Área Técnica A presente invenção conduz a um método e um sistema de controlo e autenticação da qualidade e origem de produtos à base de carne por meio de marca identificativa electrónica e vigilância electrónica, e localização de gado vivo, carne e produtos à base de carne através de redes para dados e telecomunicações, meios de determinação de localização e estando as referidas redes ligadas a servidores de bases de dados aptas a comunicar com bases de dados externas de utilizadores e autoridades.
Antecedentes da técnica É cada vez mais importante estarmos informados sobre a origem e história dos produtos alimentares que adquirem, ou seja, de onde provêm, de que forma e sob que tipo de circunstâncias é que esses produtos foram fabricados. Os métodos e tradições para a produção e transformação de culturas e animais em produtos alimentares são actualmente assuntos de extrema importância e interesse para a população em inúmeros países. Constata-se um crescimento da consciencialização generalizada, a nível mundial, em relação a potenciais riscos relacionados com aquilo que comemos, especialmente no que diz respeito aos produtos à base de carne provindos de certas partes do globo que já tenham sido sujeitos a contaminação, devendo-se talvez a métodos de reprodução dúbios e à prática generalizada de maus tratos ao gado. Visto que esse gado pode também ser exportado a larga escala, tanto para efeitos de reprodução como para o processamento de produtos à base de carne, os 2 problemas de disseminação de risco a nível global estão a aumentar a passos largos. A tendência para o vegetarianismo e a crescente alienação das pessoas em relação a produtos à base de carne é, por conseguinte, uma consequência lógica a longo prazo quando os actuais métodos de controlo e certificação de qualidade não são alvo de confiança, e quando existe uma incerteza generalizada sobre a origem de produtos à base de carne. Devido aos receios de uma propagação epidémica de doenças relacionadas com o gado, os governos de inúmeros países que importam carne e gado vivo estão a impor regulamentos estritos para tais importações, exigindo documentação perfeitamente segura e que não possa ser falsificada sobre a história de vida completa dos animais como requisito para permitir a continuação de tais actividades.
Presentemente, essa documentação não está a ser concebida de forma suficientemente precisa e segura, sendo sobretudo efectuado, de forma manual, o registo de informações relacionadas com a história do animal tais como a data e local de nascimento, doenças e dados médicos, etc., em papel ou por via electrónica. Os registos são frequentemente realizados pelos proprietários do gado sem controlo de autenticidade adequado dos dados registados e, muitas vezes, numa base mais local sem interligação com as normas ou requisitos prevalecentes a nível internacional. As alterações no paradeiro geográfico de um animal específico durante a sua vida são frequentemente registadas de forma inadequada e localizações ambíguas ou sem a exactidão e fiabilidade necessárias são registadas, causando assim problemas, por exemplo, quando os animais são transferidos para áreas onde podem existir doenças 3
locais, os registos dos sintomas de contaminação de um animal podem ser revelados demasiado tarde, quando o animal já foi exportado ou abatido para a produção de carne. A ausência de registos regulares, completos e exactos do histórico de localizações anula a possibilidade de uma identificação fiável e eficaz dos animais que tenham estado em contacto com quaisquer áreas problemáticas relacionadas com doenças, etc.
Por vezes, os animais são marcados para efeitos de identificação através de um chip ou faixa de código de barras na orelha que contém um número de registo. Tais marcas identificativas são facilmente manipuláveis, caso não sejam complementadas com meios de identificação mais permanentes; por exemplo, basta cortar a orelha que contém o chip de um animal para deixarem de existir meios de identificação e, por conseguinte, qualquer tipo de referência à história desse animal. Tais faixas de código de barras podem também facilmente cair, deixando o animal sem qualquer marca identificativa e sem registo de história de vida.
Visto que o estado de origem declarado nos produtos à base de carne para venda também provou ser incorrecto em inúmeras ocasiões, as pessoas começaram a tomar conhecimento das insuficiências mencionadas do actual registo de animais e métodos de marcação identificativa, havendo assim uma tendência para evitar certos produtos à base de carne devido ao risco de contaminação e também devido a razões éticas.
Outros problemas causados pelos actuais métodos de registo e manuseamento dos dados históricos dos animais relacionam- 4 se com a demora e o esforço inerentes à comparação manual de um animal identificado com a sua história registada na data de abate ou exportação, e ainda devido à insegurança generalizada do método em si; ou seja, são oferecidas inúmeras oportunidades para quem deseje manipular os registos históricos dos animais ou as marcas identificativas dos mesmos com o objectivo de dissimular os dados históricos dos animais que, caso contrário, levariam a uma rejeição da autorização para abate ou exportação.
Os requisitos de armazenamento e análise dos registos históricos, especialmente quanto à localização, são igualmente necessários para a produção e processamento de carne e produtos à base de carne em que o contacto entre quaisquer animais, quaisquer peças de carne ou quaisquer produtos possam ser monitorizados de forma eficaz, e onde possam ser obtidos rendimentos significativos quanto à eficácia da produção. 0 documento US-A-5 478 990 descreve um método para o rastreio de produtos alimentares. Cada animal é marcado com um código único mantido durante o crescimento, abate e processamento do animal.
Parece existir a necessidade de um método mais padronizado, seguro e preciso no âmbito da marcação identificativa e monitorização de animais e no manuseamento dos dados dos animais registados com o objectivo de fornecer dados precisos sobre a história da vida do animal como base para permitir a exportação e importação de gado vivo e carne, e o fabrico de produtos à base de carne em conformidade com os regulamentos de qualidade estabelecidos. 5
Resumo da invenção divulgada A actual invenção está relacionada com um método e um sistema de controlo e autenticação da qualidade e origem de produtos à base de carne, garantindo que os animais exportados e/ou abatidos, e consequentemente transformados em produtos à base de carne, estão livres de doenças e foram criados e tratados de forma satisfatória.
Um dos objectivos da invenção é fornecer um método e sistema que incorpore uma função de alarme para aviso automático de gado vivo, carne e produtos à base de carne que correm o risco de contaminação e/ou doença. Ao fazer um registo de informação numérica continuo acerca da localização dos animais e, consecutivamente, da localização da carne, peças de carne e produtos à base de carne, os registos da base de dados podem ser comparados e qualquer contacto directo ou indirecto entre um animal ou um produto à base de carne com um potencial problema pode ser detectado e um alarme é accionado instantaneamente. A localização de qualquer peça do animal ou qualquer produto potencialmente feito a partir do animal pode, através de um alarme, ser localizado quase de imediato e a sua distribuição passa a ser proibida.
Para atingir os propósitos e objectivos mencionados, a presente invenção oferece um método de controlo e autenticação da qualidade e origem através de marca identificativa electrónica, vigilância electrónica e localização de gado vivo, carne e produtos à base de carne através de redes de dados e telecomunicações e meios de localização. 0 método compreende os passos de alocação de, pelo menos, uma marca identificativa electrónica no animal 6 à nascença, da qual faça parte integrante meios de comunicação e um código de identificação; através deste código, representa-se uma localização especifica numa rede ligada a uma base de dados, actualizada por ligação sem fios a partir da marca identificativa para, pelo menos, um receptor ligado a meios de determinação de localização e a meios de determinação de hora e, no âmbito da rede, informação de registo de hora e localização relacionada com o animal; é ainda enviada informação adicional sobre o animal para a base de dados; autorização de informação de, pelo menos, uma acção de abate e distribuição com o objectivo de concretizar, pelo menos, uma produção de carne, fabrico de produto à base de carne e reprodução de gado; rastreio e substituição da marca identificativa quando o animal é abatido por meio de marca identificativa electrónica de cada peça de carne cortada na altura do abate, sendo que cada marca identificativa adicional compreende os meios de comunicação e um código interligado à localização da base de dados, registo de informação sobre a hora e a localização relacionada com a carne por meio de receptor; e rastreio e remoção de marcas identificativas das peças de carne cortadas aquando do processamento da carne em produtos embalados e onde cada produto embalado recebe subsequentemente uma marca identificativa de substituição que compreende meios de comunicação e um código ligado a, pelo menos, uma localização da base de dados, registando informação sobre a hora e localização dos produtos à base de carne através do receptor; e, por conseguinte, tendo uma cadeia intacta de informação sobre hora e localização, e informação adicional que 7 ofereça meios aperfeiçoados de forma a detectar e prevenir que gado vivo, carne e produtos à base de carne sejam posicionados em áreas onde haja conhecimento de presença de doenças durante a vida de animais ou período de validade de carne ou produtos à base de carne, e a continuidade de dados sobre a hora e a localização, assim como informação adicional que ofereça meios de rastreabilidade e verificação da qualidade e origem dos animais, carne e produtos à base de carne.
Numa das aplicações do método, de acordo com a presente invenção, a localização do animal, carne ou produto à base de carne é determinada através de meios de determinação de localização incluídos na marca identificativa.
Noutra aplicação do método, em conformidade com a presente invenção, pelo menos um valor de temperatura do ar e da carne animal deve ser medida para o animal, carne ou produto à base de carne através de uma forma de determinação de temperatura contida na marca identificativa.
Numa outra aplicação do método, em conformidade com a presente invenção, cada marca identificativa adicional fornecida na altura do abate possui o mesmo código que a marca identificativa fornecida à nascença, e está interligada à localização da base de dados para uma actualização adicional com dados sobre o abate e a produção.
Numa outra aplicação do método, em conformidade com a presente invenção, o código da marca identificativa de cada produto embalado representa e está interligada com os dados dos animais em um ou mais locais na base de dados, de acordo com a mistura de carne de diferentes animais no produto final.
Numa outra aplicação do método, em conformidade com a presente invenção, um cliente final obtém acesso a, pelo menos, parte dos dados do animal armazenado através de uma interface computorizada local e através do código da marca identificativa para informação sobre a qualidade e origem dos animais, carne e produtos à base de carne para venda.
Noutras aplicações do método, em conformidade com a presente invenção, a marca identificativa é um transmissor injectado e fixo ao músculo ou carcaça do animal, preferivelmente na nuca, é um transmissor fixo a uma peça de carne ou é uma etiqueta inteligente fixa à embalagem de carne.
Noutra aplicação do método, em conformidade com a presente invenção, o registo sem fios de informação é obtido através da transmissão de dados através de redes RFID, Bluetooth, tecnologia de rádio celular ou redes de área locais sem fios e os meios de determinação de localização que utilizam GPS, tecnologia de rádio celular ou bases de dados geográficas existentes.
Numa outra aplicação do método, em conformidade com a presente invenção, é feita notificação relativa à descontinuidade dos dados sobre a hora e a localização na base de dados, o que constitui um impedimento à distribuição de animais, carne e produtos à base de carne num mercado. 9
Numa aplicação seguinte do método, em conformidade com a presente invenção, os registos dos dados de localização de animais na base de dados são comparados de forma numérica com as localizações registadas de alarmes relativos a doenças, conteúdo alimentar não autorizado ou contaminação, para notificações na base de dados que constituem possíveis impedimentos à permissão de distribuição de animais, carne ou produtos à base de carne num mercado caso os dados de localização correspondam parcial ou totalmente a um limite pré-determinado para os dados de localização. A presente invenção estabelece ainda um sistema de controlo e autenticação de qualidade e origem por meio de marca identificativa electrónica, vigilância electrónica e localização de gado vivo, carne e produtos à base de carne através de redes para dados e meios de telecomunicações e determinação de localização. 0 sistema compreende: uma marca identificativa electrónica, atribuída ao animal à nascença, que contém meios de comunicação e um código de identificação; pelo menos, um receptor do código de identificação que active os registos de hora e localização; uma base de dados ligada a uma rede onde uma localização específica é representada através de um código, sendo que a localização da base de dados é actualizada por um sistema sem fios a partir da marca identificativa até ao receptor, registando informação sobre a hora e localização do animal; meios de introdução de dados para fornecimento de informação adicional acerca do animal junto da localização específica da base de dados; meios para autorização, fora da informação, de, pelo menos, uma acção de abate e distribuição com o intuito de 10 conduzir, pelo menos, a uma acção de produção de carne, fabrico de produto à base de carne e reprodução; meios de rastreio da marca identificativa e substituição da marca identificativa quando o animal é abatido pela marca identificativa electrónica de cada peça de carne cortada na altura do abate, na qual cada marca identificativa adicional é caracterizada por meios de comunicação e um código que faz a ligação ao local da base de dados, registando informação sobre a hora e a localização da carne através do receptor; e rastreio e remoção das marcas identificativas das peças de carne cortadas aquando do processamento da carne em produtos embalados e, consecutivamente, cada produto embalado recebe uma etiqueta de substituição que contém meios de comunicação e um código interligados a, pelo menos, um local da base de dados, registando informação relacionada com a hora e a localização dos produtos à base de carne através do receptor; e tendo assim uma cadeia continua de informação sobre a hora e a localização, e informação adicional, oferecendo meios avançados para detecção e prevenção de gado vivo, carne e produtos à base de carne que sejam posicionados em áreas onde existam casos de doenças ocorridas durante a vida de animais, validade da carne ou produto à base de carne, e a continuidade em termos de dados sobre horas e localização em conjunto com a informação adicional que apresenta rastreabilidade e verificação da qualidade e origem dos animais, carne e produtos à base de carne.
Numa aplicação do sistema, em conformidade com a presente invenção, a marca identificativa inclui ainda meios de determinação de localização. 11
Noutra aplicação do sistema, em conformidade com a presente invenção, a marca identificativa contém ainda meios de determinação de temperatura.
Numa terceira aplicação do sistema, em conformidade com a presente invenção, cada marca identificativa adicional fornecida na altura do abate possui o mesmo código que a marca identificativa fornecida à nascença, e está interligada à localização da base de dados para uma actualização adicional com dados sobre o abate e a produção.
Numa outra aplicação do sistema, em conformidade com a presente invenção, o código da marca identificativa de cada produto embalado representa e está interligado com os dados dos animais em um ou mais locais na base de dados, de acordo com a mistura de carne de diferentes animais no produto final.
Numa outra aplicação do sistema, em conformidade com a presente invenção, um cliente final obtém acesso a, pelo menos, parte dos dados do animal armazenado através de uma interface computorizada local e através do código da etiqueta para informação sobre a qualidade e origem dos animais, carne e produtos à base de carne para venda. Noutras aplicações do sistema, em conformidade com a presente invenção, a marca identificativa é um transmissor injectado e fixo ao músculo ou carcaça do animal, preferivelmente na nuca, é um transmissor fixo a uma peça de carne ou é uma etiqueta inteligente fixa à embalagem de carne. 12
Noutras aplicações do sistema, em conformidade com a presente invenção, o registo sem fios de informação é obtido através da transmissão de dados através de redes RFID, Bluetooth, tecnologia de rádio celular ou redes de área locais sem fios e meios de determinação de localização que utilizam o GPS, tecnologia de rádio celular ou bases de dados geográficas existentes.
Numa outra aplicação do sistema, em conformidade com a presente invenção, é feita notificação de descontinuidade ou ausência dos dados sobre a hora e a localização na base de dados, o que constitui um impedimento na distribuição de animais, carne e produtos à base de carne num mercado.
Numa aplicação seguinte do sistema, em conformidade com a presente invenção, os registos dos dados de localização de animais na base de dados são comparados de forma numérica com as localizações registadas de alarmes relativos a doenças, conteúdo alimentar não autorizado ou contaminação, ou semelhante, para notificações na base de dados que constituem possíveis impedimentos na permissão de distribuição de animais, carne ou produtos à base de carne num mercado caso os dados de localização correspondam parcial ou totalmente a um limite pré-determinado para os dados de localização.
Breve descrição das imagens
Apresenta-se a seguir as referências das imagens em anexo para um melhor entendimento da presente invenção e seus exemplos e aplicações, sendo que: Fig. 1 ilustra de forma esquematizada uma monitorização e recolha de dados sobre um animal com marca identificativa, em conformidade com uma aplicação da presente invenção. 13
Fig. 2 ilustra de forma esquemática as operações relacionadas com a identificação electrónica e bases de dados para o fluxo de produção de gado desde o nascimento até ao abate, em conformidade com uma aplicação da presente invenção.
Fig. 3 ilustra de forma esquemática as operações relacionadas com a identificação electrónica e bases de dados para o fluxo de produção de suinos desde o nascimento até ao abate, em conformidade com uma aplicação da presente invenção.
Fig. 4 ilustra de forma esquemática as operações relacionadas com a identificação electrónica e bases de dados para o fluxo de produção de gado desde o abate até primeiro corte, embalagem e entrega, em conformidade com uma aplicação da presente invenção.
Fig. 5 ilustra de forma esquemática as operações relacionadas com a identificação electrónica e bases de dados para o fluxo de produção de suínos desde o abate até primeiro corte, embalagem e entrega, em conformidade com uma aplicação da presente invenção.
Fig. 6 ilustra de forma esquemática as operações relacionadas com a identificação electrónica e bases de dados para o fluxo de produção da carne até às salsichas, em conformidade com uma aplicação da presente invenção.
Fig. 7 ilustra de forma esquemática as operações relacionadas com a identificação electrónica e bases de dados para a distribuição de carne e produtos à base de carne a partir da industria até um consumidor, através de 14 um grossista e retalhista, em conformidade com uma aplicação da presente invenção.
Fig. 8 ilustra de forma esquemática as operações relacionadas com a identificação electrónica e bases de dados para o fluxo de eventos para um intercâmbio de gado, em conformidade com uma aplicação da presente invenção.
Fig. 9 ilustra de forma esquemática as operações relacionadas com a identificação electrónica e bases de dados para o fluxo de eventos a partir de um animal reprodutor até um em final de engorda num leilão de gado em conformidade com uma aplicação da presente invenção.
Fig. 10 ilustra de forma esquemática uma aplicação de um sistema de controlo e autenticação de qualidade e origem por meio de marca identificativa electrónica, vigilância electrónica e localização de gado vivo, carne e produtos à base de carne através de redes para dados e de telecomunicações e meios de determinação de localização, em conformidade com a presente invenção.
Lista de termos RFID (Radio Frequency Identification - Identificação de Frequência de Rádio) é uma tecnologia de recolha de dados que utiliza marcas identificativas electrónicas para armazenar os dados identificativos e um método de transmissão sem fios para captar os dados.
Um dispositivo computorizado portátil pode ser um computador portátil, um PDA ou equipamento rádio celular, um dispositivo telefónico com WAP, etc. 15 WAP (Wireless Application Protocol - Protocolo de Aplicação Sem Fios) permite uma ligação WWW através de um telemóvel. Uma rede aberta para comunicação de dados pode ser do tipo WWW ou outras redes abertas semelhantes, Intranet, etc.
Um PDA (Personal Digital Assistant - Assistente Digital Pessoal) é um computador de pequena dimensão que serve como organizador para informação pessoal. SMS (Short Message Service - Serviço de Mensagens Curtas) é um serviço de mensagens de texto que permite enviar e receber mensagens curtas, geralmente ente 140-160 caracteres de comprimento, de e para um dispositivo de comunicação móvel como um telemóvel. GSM (Global System for Mobile Communications - Sistema Global para Comunicações Móveis) é uma tecnologia digital para telemóveis que pode ser utilizada para fins de telecomunicações e de localização. Outras tecnologias semelhantes que preenchem os mesmos objectivos são, por exemplo, D-AMPS, CDMA e LTMTS. GPS (Global Positioning System - Sistema de Posicionamento Global) é um sistema de 24 satélites para identificação de localizações terrestres. Através da triangulação de sinais de três ou mais satélites, uma unidade receptora pode mostrar a sua localização actual em qualquer parte do planeta ou a poucos metros de distância.
As tecnologias similares que preenchem os mesmos objectivos são o sistema Russo GLONASS e os sistemas futuros designados Galileu Europeu. 16
Descrição detalhada das aplicações preferenciais A presente invenção estabelece um método e um sistema de controlo e autenticação de qualidade e origem de gado vivo, carne e produtos à base de carne, com o objectivo de permitir a distribuição de animais e produtos à base de carne, actividades de exportação e importação e para disponibilizar a um cliente final o acesso à informação sobre a origem e história dos animais, carne e produtos à base de carne para venda no mercado ou numa loja. 0 animal e subsequentes produtos à base de carne são monitorizados numa cadeia histórica continua, incluindo os transportes, com base em registos de localização numéricos inequívocos, permitindo a análise e detecção automática de quaisquer contacto ou perigo de contacto com problemas, tais como doenças, contaminações e semelhantes, directamente a partir da base de dados de registos.
Um sistema em conformidade com uma aplicação preferencial da presente invenção é caracterizado por uma marca identificativa electrónica 20, fornecida a um animal 10 ao nascer, que inclui meios de comunicação e um código de identificação. Contido no sistema está também, pelo menos, um receptor de código de identificação 40 que acciona os registos de hora e localização e uma base de dados ligada em rede 60 em que uma localização especifica é representada através do código. A localização da base de dados é actualizada sem fios pela marca identificativa 20 através de um receptor 40 ao registar informação sobre a hora e localização relacionada com o animal 10. O sistema é também caracterizado por meios de introdução de dados para fornecimento de informação adicional acerca do animal junto da localização especifica da base de dados e meios para autorização de informação de, pelo menos, uma acção de 17 abate e distribuição com o objectivo de concretizar, pelo menos, 55 uma produção de carne, fabrico de produto à base de carne e reprodução de gado. Incorporados no sistema encontram-se ainda meios de rastreio de marcas identificativas para rastreio e substituição da marca identificativa quando o animal é abatido através de marcação identificativa de cada peça de carne cortada na altura do abate, e cada marca identificativa adicional é caracterizada por meios de comunicação e um código que faz a ligação com a localização da base de dados, registando informação sobre a hora e a localização relacionada com a carne por meio do receptor. As marcas identificativas adicionais são então digitalizadas através do meio de digitalização incluido no sistema e retiradas das peças de carne cortadas aquando do processo de tratamento de carne em produtos embalados e cada produto embalado recebe, subsequentemente, uma marca identificativa de substituição que contém meios de comunicação e um código interligado a, pelo menos, uma localização da base de dados que regista informação sobre a hora e a localização dos produtos à base de carne através do referido receptor. De acordo com a aplicação preferencial da invenção, o sistema atinge uma cadeia continua de informação sobre a hora e a localização e informação adicional, fornecendo meios avançados para a detecção e prevenção de que gado vivo, carne e produtos à base de carne sejam posicionados em áreas com antecedentes de doenças em animais vivos ou em carne ou produtos à base de carne, e a continuidade dos dados sobre as horas e a localização em conjunto com a informação adicional, oferecendo rastreabilidade e verificação da qualidade e origem dos animais, carne e produtos à base de carne. 18 A Fig. 1, numa aplicação da presente invenção, ilustra os vários tipos de eventos relacionados com animais que podem ser monitorizados e registados durante o período de vida dos animais por meio de, pelo menos, um sistema de marcação identificativa, realizado no animal logo que este acaba de nascer. Dados históricos da vida do animal, incluindo localizações numéricas, tais como informação sobre a data e local de nascimento e morte, informação sobre reprodução e alimentação, informação sobre o proprietário actual e anterior, informação genealógica, informação médica e de doença, informação sobre transporte e abate, pode ser registada e actualizada continuamente, por ex., por pessoal autorizado tal como por veterinários certificados ou controladores, através de comunicação sem fios 50 e rede para dados e telecomunicação, tendo a dita rede sido ligada aos servidores da base de dados 60, onde os dados são armazenados numa localização específica correlacionando um código de identificação único de animal na marca identificativa 20 de cada animal com marca identificativa 10 .
Em conformidade com a aplicação da invenção, os servidores da base de dados 60 estão em comunicação com bases de dados externas 70 para a recolha de dados a partir das bases de dados externas, tais como dados de registo oficial, e fornecendo dados para as bases de dados externas 70, tais como bases de dados de produção e bases de dados do retalhista sem interrupção e independente do formato de dados. A localização geográfica do animal 10 pode ser monitorizada electronicamente e registada automaticamente, tanto de forma contínua em intervalos de tempo predeterminados, quando a localização do animal 10 se altera para uma 19 distância superior à predeterminada a partir da área geográfica definida originalmente, como quando o animal está a passar pelos portões de entrada e saida, através da localização e meios de comunicação na marca identificativa do animal pela RFID, GPS ou GSM ou outras tecnologias similares.
Para que seja possível monitorizar e acompanhar tanto os animais estacionários como os animais em transporte, em conformidade com uma aplicação da presente invenção, são fornecidos para a vizinhança dos animais, por exemplo, dentro da fazenda e na cerca exterior, potentes receptores de coordenadas de localização 40 incluindo receptores GPS, antenas RFID ou como meios para comunicar coordenadas de localização sem fios 50 a partir da marca identificativa do animal para as localizações específicas na rede da base de dados 60. São ainda fornecidos receptores adicionais nos possíveis meios de transporte, por ex., no camião, barco, comboio ou os mesmos podem ser ligados ao sistema de navegação e/ou sistema de gestão de frota do veiculo de transporte e também no local de destino dos animais e arredores, fornecendo assim uma monitorização e registo ininterruptos das localizações dos animais também durante a relocalização. Pessoal autorizado pode também, alternativamente, registar manualmente a alteração da localização de animais com marca identificativa, por ex., em casos onde a gravação por algum motivo não funciona. Durante a produção à base de carne, após o abate, as coordenadas de localização são obtidas em todas as localizações onde é possível ler as marcas identificativas, mantendo os registos históricos de localização constantes ao longo da produção 20
Uma notificação ou aviso, é automaticamente registada na base de dados em caso de registos de coordenadas de localização em falta ou descontínuos, indicando que um ou mais animais foram mudados sem o devido controlo e vigilância, o que representa uma razão para rejeitar acções de exportação, tal como acções de abate com a finalidade de usar a carne em produção. Por exemplo, um inspector num controlo de fronteira ou numa instalação de abate pode, ao aceder à base de dados através do código de identificação único na marca identificativa do animal e através de uma interface computorizada local, por ex., um PDA, um computador portátil ou PC, um telemóvel com WAP ou equipamentos portáteis ou estacionários semelhantes para ligação com uma rede de base de dados, verificar directamente o estado de um animal para o autorizar ou rejeitar. Um registo de localização inserido manualmente por pessoal autorizado que abranja os registos em falta pode também remover o aviso registado anteriormente, que não irá então constituir um impedimento futuro para exportar ou fabricar produtos à base de carne.
Os registos de localização, em forma de coordenadas numéricas podem, em caso de problemas ou alarmes relativos a doenças, conteúdo alimentar não autorizado, contaminação, etc., ser verificados de forma automática por métodos numéricos, ao comparar os registos de localização dos animais e produtos com a localização do objecto ou área problemático. Uma zona de segurança de tamanho ou forma seleccionados à volta do objecto problemático podem ser usados para identificar os animais e produtos em risco de terem entrado em contacto com o problema. Os animais ou produtos alimentares susceptíveis de terem entrado em contacto com um problema ou área problemática podem ser 21 identificados na base de dados com a finalidade de rejeitar mais acções, como o abate, transporte, distribuição, exportação, etc. A utilização dos registos da base de dados para registar as actividades relativas aos animais, carne e produtos à base de carne constituem um grande progresso relativamente à rastreabilidade e à verificação da sua origem. Adicionalmente, a presente invenção baseia-se na inclusão obrigatória de registos de localização numérico e inequívoco em todas as fases da vida do animal, tal como na produção e distribuição de carne e produtos à base de carne - e inclui o registo da fonte original de cada registo de dados. A disponibilidade de registos de localização histórico aumenta a rastreabilidade e verificação da origem dos produtos em todas as etapas, e proporciona a todas as partes envolvidas vantagens adicionais e significativas quando comparada com registos de bases de dados sem os dados de localizações numéricas inequívocos e completos.
Em conformidade com uma aplicação da presente invenção, a marca identificativa pode ser um transmissor, uma etiqueta inteligente, uma placa de código ou meios semelhantes para a marcação identificativa electrónica e pode, por exemplo, ter uma sequência numérica de identificação única armazenada num chip, cuja sequência numérica pode ser enviada directamente para a rede de base de dados através de tecnologias GSM ou outras tecnologias de telecomunicação sem fios, numa rede aberta para comunicação de dados como a internet ou através de um sistema de antena em ligação com um leitor portátil ou estacionário, através do qual o leitor comunica com o chip e envia protocolos sem fios através do sistema de antena para a rede das bases de dados 22 ligada para interpretação do software, que extrai e comunica a sequência numérica de identificação única correspondente a uma localização especifica numa base de dados e permite inserir dados históricos do animal quando um código de autorização, fornecido centralmente aos administradores autorizados do sistema, por ex. veterinários certificados, controladores ou pessoal igualmente autorizado, for inserido e aceite pelo software de autorização no sistema. Tal autorização dos administradores do sistema pode, por ex., ser levada a cabo a nível governamental ou a outro alto nível oficial semelhante por motivos de segurança e em conformidade com as normas, regulamentações ou requisitos nacionais e/ou internacionais em vigor. A marca identificativa dos animais recém-nascidos pode, numa aplicação da presente invenção, ser levada a cabo por pessoal autorizado, por ex., veterinários certificados, controladores que injectam a marca identificativa, tal como um transmissor ou semelhante, no músculo ou na carcaça do animal, por exemplo na nuca. Proporcionando assim uma marca identificativa electrónica, que está bem escondida e é difícil de remover para fins de manipulação. Quando um animal 10 é detectado por um receptor 40, por exemplo através da comunicação da marca identificativa electrónica 20 com o receptor 40 sem fios 50, o código único na marca identificativa 20 é lido sem fios e comunicado por GPS, RFID ou tecnologia de rádio celular como, por exemplo, GSM ou por radiação electromagnética adequada tal como RF ou semelhante para registo de localização automático na rede de bases de dados 60. A hora e data são registadas de forma correspondente para cada registo de localização na base de dados 60 para acompanhar uma localização diferente do 23 animal 10 no tempo. Os registos de localização e tempo podem também ser levados a cabo de forma continua no tempo proporcionando informação de localização do animal em tempo real 10. O receptor do código de identificação dispõe também de capacidade de transmissão de dados para gerir o encaminhamento dos dados do tempo e localização para a base de dados para armazenamento numa localização da base de dados em conformidade com o código de identificação anexo aos dados transmitidos.
Para inserir manualmente dados do animal pode ser usado um receptor portátil para ler o código na marca identificativa ou o código de identificação pode ser inserido manualmente e pode, juntamente com um código de autorização do sistema, permitir acesso para autorizar a inserção de dados adicionais, tais como dados sobre a história de um animal em particular na base de dados. Os dados podem então ser inseridos manualmente numa rede aberta para comunicação de dados como a Internet através de um computador portátil ou de secretária, PDA ou telemóvel com WAP, ou outra Internet móvel, ou comunicados por instruções de voz ou SMS através de uma rede para telecomunicação como o GSM a um administrador autorizado do sistema localizado centralmente, que por sua vez insere manualmente os dados comunicados à base de dados. Pode ser autorizado o armazenamento de dados de diferentes níveis de autorização na rede de bases de dados 60 ao marcar os dados com a origem e nível de autorização dos dados. Na exportação para bases de dados externas 70, a autorização dos dados será sempre verificada.
Os dados do animal armazenados na base de dados podem então ser também verificados ao utilizar um leitor para comunicar 24 o código ao sistema ou ao inserir manualmente o código de identificação em conformidade com as etapas mencionadas acima, por exemplo, por um inspector no controlo alfandegário e em conformidade com os requisitos estabelecidos por uma norma predeterminada para a distribuição de produtos à base de carne ou, alternativamente, por uma pessoa que pretenda comprar um animal com marca identificativa, que pretenda assegurar a qualidade e origem desse animal em particular, por exemplo, com o objectivo de reprodução.
Após a aprovação por um inspector, ou outra pessoa autorizada, numa instalação de abate, ao cortar pedaços de um animal 10 para produção de carne, cada pedaço de carne proveniente de um animal 10 com marca identificativa 20 é fornecido com marcas identificativas adicionais incluindo o mesmo código único ou um código de substituição referente à mesma localização da base de dados 60 e podem ser inseridos dados adicionais de abate no sistema por um controlador autorizado ou por pessoal de produção com autorização para inserir tais dados. O rastreio e substituição das marcas identificativas durante o abate e processo de corte de carne podem ser realizados em mais de uma etapa. Deste modo, podem ser verificadas peças de carne individuais de acordo com as etapas mencionadas acima para dados da história do animal independentemente da futura localização das diferentes peças de carne provenientes daquele animal 10, por exemplo, quando for necessário mais processamento de tais peças de carne para produtos embalados. Juntamente com o processamento das peças de carne com marca identificativa em produtos diferentes, as marcas identificativas são removidas da carne e cada produto embalado é subsequentemente fornecido com uma marca 25 identificativa electrónica de substituição ou marcação incluindo pelo menos um código correspondente ao conteúdo da carne do produto e representando os dados da história animal numa ou mais localizações na base de dados 60 na mistura da carne a partir de diferentes animais no produto. A informação sobre hora e localização é enviada de modo contínuo para a base de dados pelas marcas identificativas de substituição alocadas nas peças de carne na altura do abate e nos produtos à base de carne após a sua embalagem através de receptores ligados a meios de determinação de localização e com ligação à rede de bases de dados ligadas, sendo posicionados de forma estratégica na proximidade da carne e produtos à base de carne.
Numa aplicação da presente invenção, tais marcas identificativas de substituição podem ser, por exemplo, etiquetas inteligentes com um chip montado no interior junto da tecnologia RFID e uma função de memória, de forma a armazenar dados em diferentes blocos de memória e onde o pessoal autorizado possa copiar os dados sobre os animais escolhidos a partir da base de dados 60 a efeitos de informação junto do cliente final e sobre cuja etiqueta seja possível escrever com impressoras. Os dados directamente armazenados numa embalagem de carne podem ser facilmente lidos a partir da etiqueta inteligente por um leitor móvel ou estacionário ligado a uma antena, tal como descrito nos passos acima, por exemplo, por um cliente no mercado que deseje obter informação sobre a qualidade e origem da carne, podendo também existir uma ligação a um sistema informático ou rede. A história do animal pode ser depois apresentada no ecrã de uma interface 80 computorizada. A marcação identificativa de substituição 26 electrónica num produto embalado pode ser alternativamente alocada com um ou mais códigos de identificação, a partir das marcas identificativas originais do animal fornecidas à nascença ou através de um código de substituição em conformidade com o conteúdo de carne do produto, e permitindo uma ligação a todas as partes ou a partes pré-determinadas dos dados do animal armazenados na base de dados 60, por meio de códigos e, por exemplo, através de uma interface 80 computorizada num mercado e num ecrã electrónico que informe um cliente final da qualidade e origem da carne. A possibilidade de poder escrever com impressoras na parte exterior ou superfície de uma etiqueta inteligente torna-a ainda mais útil para que apresente informação sobre o produto junto dos clientes com, por exemplo, código de barras para armazenamento, logótipo do produtor, preço, etc.
De acordo com a aplicação da presente invenção, os agricultores estão aptos a obter informação de forma automática acerca da actual localização de todos os seus animais, preferencialmente ao utilizar um ecrã de mapa gráfico ligado a uma rede para a recuperação dos dados de localização aí armazenados. No caso de ocorrência de problemas relacionados com doenças, contaminação ou semelhante, os agricultores podem fazer uma pesquisa numérica para todos os animais que tenham estado próximos do problema, num espaço e tempo definidos, através de métodos padrão numéricos automáticos como Geodesy e Geoinformatics. Incluem-se problemas nas suas próprias quintas, assim como noutras quintas e instalações, onde o animal tenha estado anteriormente. No caso de ocorrência de quaisquer problemas detectados posteriormente durante a produção alimentar, a pesquisa correspondente pode ser 27 efectuada, por exemplo, pelas indústrias de produção de carne de forma a localizar outros animais que corram o risco de estarem infectados. Os dados de registo médico deverão, numa aplicação da invenção, ser directamente adicionados na data da actividade médica por um veterinário autorizado ou pelo agricultor, ou qualquer outra pessoa que seja autorizada pelo veterinário. A informação posicionai do registo médico pode então ser comparada com outros registos computorizados ou não, tais como o diário do veterinário e outras actividades dos agricultores para verificação futura.
Numa outra aplicação da invenção, as transacções de vendas podem ser automaticamente divulgadas e verificadas pelos registos posicionais dos movimentos dos animais em relação ao transporte entre as instalações de dois agricultores ou a partir de uma quinta para um matadouro, reduzindo os custos administrativos e melhorando a segurança futura da transacção. A informação relacionada com um animal ou grupo de animais pode ser acedida no âmbito de leilões e outras actividades de vendas, dando confirmação imediata sobre todos os locais físicos em que um animal ou grupo de animais esteve durante a sua vida, além de outros dados sobre os animais.
Uma outra aplicação da invenção relacionada com o transporte dentro de uma quinta, entre quintas e entre quintas e o matadouro, permite que as localizações sejam adquiridas por meio de dispositivos de armazenamento independentes, tais como GPS, ou por meio de ligação directa a ferramentas existentes e verificadas de navegação rodoviária e de gestão de frotas de empresas de transporte. 28
Através dos registos de localização completos, numéricos e não ambíguos, quaisquer contactos com doenças, material contaminado ou semelhante podem ser automática e numericamente identificados em tempo real. Este processo pode ser efectuado por uma mera passagem por uma área com um transporte para detecção de possível contacto com, por exemplo, doenças presentes na atmosfera e com uma elevada taxa de contaminação, tais como a febre aftosa. 0 uso obrigatório de localização também durante o transporte de animais, carne e produtos à base de carne oferece vantagens logísticas adicionais, tais como a possibilidade de anúncios de pré-entrega precisos e um melhor planeamento de produção e distribuição.
Durante um processo de abate e corte, torna-se necessário substituir as marcas identificativas dos animais, sejam estes dispositivos electrónicos ou apenas códigos de barras ou marcas identificativas com texto. Tal abre a possibilidade para a ocorrência de fraudes ou erros em termos da origem da carne e produtos à base de carne, a não ser que sejam utilizados registos de localização. Através da disponibilidade de registos de localização contínuos e completos, não ambíguos, numéricos pertencentes ao método e sistema da presente invenção, a carne e os produtos à base de carne podem ser automática e numericamente verificados para efeitos de continuidade temporal e de localização, independentes do ambiente de produção, eliminando as possibilidades de fraudes e erros durante o corte e a produção de carne.
Na produção de carne e seus derivados, tais como salsichas, a identificação das peças de carne individuais, de acordo com uma das aplicações da presente invenção, é substituída 29 pela identificação dos contentores de transporte ou lotes. Ao armazenar continuamente não apenas identificações, acções e hora de cada evento, mas também as localizações não ambíguas numéricas de cada contentor, a cada momento, quaisquer fraudes ou erros relacionados com o conteúdo, idade de conteúdo ou semelhantes, podem ser detectadas através de uma análise numérica automática dos registos posicionais, com base nos critérios de aceitação pré-definidos . A utilização de dispositivos de identificação de carne e produtos à base de carne oferece aos retalhistas e clientes finais pleno acesso à origem da carne. A utilização de registos de localização que sejam obrigatórios e completos oferece ainda aos retalhistas e clientes finais a possibilidade de verificarem pessoalmente a origem do animal e produto à base de carne, respondendo a todas as questões sobre todos os locais onde os animais estiveram ou passaram, assim como as datas e horas e localizações durante o fluxo de produção, resultando assim num processo de verificação do produto dirigido ao mercado em complemento às regras instauradas pelas autoridades. A seguir é descrito um fluxo de técnica de produção anterior que abrange o nascimento dos animais até à produção de salsichas e a produção de produtos à base de carne em geral, tal como se verifica em inúmeras instalações. As aplicações de acordo com a presente invenção são implementadas e descritas sob a forma de marca identificativa e vigilância electrónica em cada passo de produção de forma a que a metodologia de produção seja mais ou menos sempre a mesma. 30
Fluxo de produção da técnica anterior desde o nascimento ao abate de gado:
Os vitelos podem ser de raças utilizadas para a produção de leite ou para a produção de carne. Dependendo do ambiente em que são criados, algumas das vitelas são seleccionadas para a produção de leite, enquanto a maioria dos vitelos são criados para fins de produção de carne. Durante os primeiros dias de vida, os vitelos são marcados com marcas identificativas auriculares, uma em cada orelha, para fins de registo oficial e, normalmente, com o passar do tempo, são alocadas mais marcas identificativas auriculares para identificação dos criadores e produtores. Os vitelos cujo destino é a produção de carne são inicialmente criados na quinta onde nascem e, por volta dos 3 meses de idade, são vendidos e transferidos para outra quinta especializada em criar animais para abate. As vendas dos animais são administradas através de organizações relacionadas com agricultores e matadouros, e são informadas por e-mail e fax pelo vendedor (o procedimento é muito pesado a nível administrativo e os consultores externos aconselham os agricultores em troca de honorários). À chegada, os vitelos recebem medicação contra doenças e insectos, facto anotado para cada um deles. São alimentados em estábulos durante 3-4 meses e, mais tarde, são transferidos para o exterior por um período semelhante e finalmente voltam a passar os últimos 3-4 meses nos estábulos. Além das inspecções regulares e administração de vacinas pelos veterinários, são inspeccionados diariamente pelo agricultor. Com base nas necessidades individuais, e de acordo com os veterinários, os animais recebem medicação ou outros tratamentos directamente através do agricultor. Os agricultores são obrigados a divulgar quaisquer cuidados 31 médicos junto das autoridades (outro passo que exige papelada administrativa) a um nível individual. Os animais são reconhecidos pelo número de identificação das marcas identificativas auriculares e podem, por vezes, ser temporariamente marcados com cores para serem mais facilmente localizados todos os dias. São seleccionados de forma individual com base no peso ou inspecção visual da sua constituição física e, consecutivamente, enviados para abate sendo depois transportados para o matadouro. 0 respectivo relatório deve também, neste caso, ser realizado pelo agricultor que vende os animais ao matadouro. Após alguns dias, o agricultor recebe do matadouro a informação sobre o peso, qualidade e pagamento dos animais através de um Website.
Numa implementação do método e sistema de acordo com uma aplicação da presente invenção, podem ser levadas a cabo as operações seguintes relacionadas com a identificação electrónica e as bases de dados, tal como foi explicado no fluxograma da Fig. 2, apresentado com números de referência romanos, para o fluxo de produção desde o nascimento até ao abate. I) Nascimento: a) 0 dispositivo RFID é injectado no animal logo após o nascimento. A identificação do animal é registada. A informação de reprodução e outros dados suplementares são armazenados na base de dados. Por razões práticas, relacionadas com uma distância de leitura acessível, o dispositivo RFID injectado pode ser complementado por uma marca identificativa auricular que contenha um dispositivo 32 RFID em separado com a mesma ligação à identificação do animal e aos registos da base de dados. II) Reprodução: (Reprodução e criação dos vitelos durante os primeiros meses). b) As vitelas designadas para a produção de leite são separadas e a informação correspondente é adicionada à base de dados. C) São armazenados na base de dados os dados directamente relacionados com qualquer tratamento regular ou especial, registando, por exemplo, a hora, localização, doença, tratamento, peso, etc. d) A identificação do animal é registada através de um dispositivo de leitura ligado a qualquer transferência entre as instalações na quinta ou em local externo, por exemplo, através da colocação de dispositivos de leitura nas entradas e saídas. III) Transferência: (Vendas dos animais entre as quintas e o transporte físico dos vitelos para a quinta que cria os animais até ao seu abate. As transacções de vendas baseiam-se directa ou indirectamente na informação e registo de actividades na base de dados). e) A identificação do animal é registada através de um dispositivo de leitura à entrada do transporte. f) São continuamente registadas as localizações, horas e identificações dos animais durante o transporte, em intervalos de tempo fixos, distâncias ou em pontos de transição. g) A identificação do animal é registada através de um dispositivo de leitura à saída do transporte. 33 h) A transacção de venda é realizada automaticamente através de uma confirmação digital do comprador. i) Os dados são armazenados na base de dados, como por exemplo as horas, localizações, identificação do veiculo, vendedor, comprador, etc. j) Os dados podem ser recuperados pelo vendedor e pelo comprador a partir da base de dados. IV) Produção animal: (A produção de vitelos até à data do abate). k) São armazenados na base de dados os dados directamente relacionados com qualquer tratamento regular ou especial, registando, por exemplo, a hora, localização, doença, tratamento, peso, etc. l) A identificação do animal é registada através de um dispositivo de leitura em qualquer transferência entre as instalações na quinta ou em local externo, por exemplo, através da colocação de dispositivos de leitura nas entradas e saídas. V) Vendas: (Transporte dos vitelos até ao matadouro, venda e pagamento da carne). m) A identificação do animal é registada através de um dispositivo de leitura à entrada do transporte. n) São continuamente registadas as localizações, horas e identificações dos animais durante o transporte, em intervalos de tempo fixos, distâncias ou em pontos de transição. o) A identificação do animal é registada através de um dispositivo de leitura à saída do transporte. p) A transacção de venda é realizada de forma automática através de uma confirmação digital do comprador. 34 q) Os dados são armazenados na base de dados (tais como horas, localizações, identificação de veiculo, vendedor, comprador, etc.)· r) 0 vendedor pode recuperar os dados da base de dados após o abate, corte, etc. É possivel, durante qualquer altura do procedimento, carregar dados relevantes da base de dados activa para uma base de dados externa, tais como bases de dados que mantêm os registos oficiais dos animais a nivel regional, nacional ou internacional.
Fluxo de produção da técnica anterior desde o nascimento ao abate de suínos:
Os suínos nascem e são criados durante as primeiras semanas em currais mais ou menos especializados. São marcados, durante os primeiros dias de vida, com a identificação do criador, que lhes fornece tratamento e nutrição especiais. Os leitões machos são habitualmente castrados. Após cerca de três semanas, são vendidos a agricultores especializados no crescimento dos suínos até ao Abate (o que demora cerca de 6 meses). São transportados para a nova quinta e colocados em compartimentos, em grupos de 6-8 animais, que são mantidos sempre juntos. Praticamente toda a alimentação é automática. Todos os animais com qualquer tipo de doença e/ou outros problemas são colocados em compartimentos separados. Quaisquer outros animais com necessidade de atenção especial devem ser marcados com cores ou de outra forma para possibilitar a sua localização. Para o transporte para a instalação de abate (matadouro), os suínos são marcados com o número da quinta. 35
Numa implementação do método e sistema, em conformidade com a aplicação da presente invenção, podem ser executadas as seguintes operações relacionadas com a identificação electrónica e bases de dados, como foi esquematicamente retratado no fluxograma da Fig. 3, referenciado com numerais romanos, para o fluxo de produção de suínos, do nascimento até ao abate. I) Nascimento: (Os leitões nascem e começam a crescer junto da mãe, durante cerca de três semanas, sendo depois vendidos e transferidos). a) 0 dispositivo RFID é injectado em relação directa com o nascimento. A identificação do animal é registada. A reprodução e outros dados suplementares são guardados na base de dados. b) São guardados na base de dados os dados directamente relacionados com qualquer tratamento regular ou especial para registo, por exemplo, a hora, localização, doença, tratamento, peso, castração, etc.) c) A identificação do animal pode ser registada com um dispositivo de leitura relativamente a qualquer transferência entre instalações, na quinta ou externamente, por dispositivos de leitura nas entradas e saídas. II) Transferência: (Vendas dos animais entre as quintas e o transporte físico dos leitões para a quinta de crescimento dos animais até ao abate. As transacções das vendas são baseadas, directa ou indirectamente, no registo de actividades na base de dados). d) A identificação do animal é registada com um dispositivo de leitura à entrada para o transporte. 36 e) Localizações, hora e identificações dos animais são continuamente registadas durante o transporte em intervalos fixos, distâncias ou pontos de transição. f) A identificação do animal é registada com um dispositivo de leitura à saida do transporte. g) A transacção das vendas é automaticamente efectuada, com uma confirmação digital do comprador. h) Os dados são guardados na base de dados (as horas, localizações, identificação do veiculo, vendedor, comprador, etc). i) Os dados são recuperados pelo comprador na base de dados. III) Crescimento: (0 crescimento dos suínos até à altura do abate). j) São guardados na base de dados os dados directamente relacionados com qualquer tratamento regular ou especial para registo, por exemplo, a hora, localização, tratamento, peso, etc.) k) A identificação do animal pode ser registada com um dispositivo de leitura relativamente a qualquer transferência entre instalações, na quinta ou externamente, por dispositivos de leitura nas entradas e saidas. IV) Vendas: (Transporte dos suínos para as instalações de abate, venda e pagamento da carne). l) A identificação do animal é registada com um dispositivo de leitura à entrada para o transporte. s) Localizações, hora e identificações dos animais são continuamente registadas durante o transporte em intervalos fixos, distâncias ou pontos de transição. 37 m) A identificação do animal é registada com um dispositivo de leitura à saida do transporte. η) A transacção das vendas é automaticamente efectuada, com uma confirmação digital do comprador. o) Os dados são guardados na base de dados (as horas, localizações, identificação do veiculo, vendedor, comprador, etc.). p) Os dados são recuperados pelo vendedor na base de dados, após o abate, corte, etc.
Em qualquer ponto relevante do procedimento, os dados podem ser descarregados da base de dados activa para uma base de dados externa, tais como, as bases de dados que mantêm os registos oficiais dos animais a nível regional, nacional ou internacional.
Exemplos dos requisitos da marca identificativa RFID para implementação em explorações agrícolas:
Alternativa A (marcas identificativas que podem ser implantadas)
As marcas identificativas podem ser implantadas por médicos veterinários ou agricultores, por exemplo, nos músculos do pescoço dos animais.
As marcas identificativas podem ser lidas a curta distância (alguns decímetros) ou a uma distância superior, de 3-4 metros. Se, neste último caso, for utilizada a corrente interna, a vida útil é de 6 meses, no mínimo, enquanto noutros casos é de 30 meses, no mínimo.
Apenas é necessária a Identificação. São preferencialmente utilizados números de identificação únicos no mundo. 38 É possível efectuar a leitura das marcas identificativas com equipamento disponível no mercado. As marcas identificativas são compatíveis com qualquer Standard existente.
Alternativa B, (Marcas identificativas nas orelhas)
As marcas identificativas de leitura podem ser integradas em marcas identificativas plásticas existentes.
As marcas identificativas podem ser lidas a uma distância mínima de 3 metros.
Apenas é necessária a Identificação. São preferencialmente utilizados números de identificação únicos no mundo. É possível efectuar a leitura das marcas identificativas com equipamento disponível no mercado. As marcas identificativas possuem elevada capacidade para resistirem a condições difíceis.
Exemplos dos requisitos para o sistema de leitura das marcas identificativas, para implementação em explorações agrícolas:
Alternativa A, (sistemas fixos)
Leitura da identificação numa ou em ambas as alternativas a) e b) das marcas identificativas RFID para explorações agrícolas.
Sistemas de antena com capacidade para sintonizar numa "cortina" com cerca de 3-4 metros de amplitude e cerca de 2-3 metros de largura.
Sistema de leitura com capacidade para ser transformado para utilizar múltiplas tecnologias de marcas identificativas, em múltiplas frequências. 39
Armazenamento de dados local disponível na eventualidade de quaisquer problemas com a transmissão local.
Ligação online para um módulo GSM para encaminhar a transmissão de informação (também podem ser utilizadas outras soluções de tecnologia de rádio celular ou WLAN).
Anti-conflito para um mínimo de cem leituras simultâneas. A leitura e o armazenamento de dados podem ser limitados apenas à Identificação.
Para transmissão, também é incluída a Identificação do posto de leitura. Não exacto para (a) ambientes húmidos interiores com temperaturas entre cerca de +/-0 e +30 graus Célsius, (b) ambientes ao ar livre com temperaturas entre -30 e +40 graus Célsius e funcional à chuva, neve húmida e neve seca.
Alternativa B, (sistema portátil)
Dispositivo portátil de leitura integrado, inclui antena, com capacidade de armazenamento e transmissão. A amplitude de leitura é de alguns decimetros. Preferencialmente inclui GPS ou com possibilidade de integrar GPS.
Além da Identificação da marca identificativa, pode ser guardada e transmitida a seguinte informação: (a) Identificação do operador, confirmada por um código PIN, (b) acção introduzida através de um teclado ou similar, (c) i Identificação do equipamento, (d) localizaçao. Sistema de leitura com capacidade para ser transformado para utilizar múltiplas tecnologias de marcas identificativas, em múltiplas frequências. 40
Armazenamento de dados local disponível.
Transferência para a base de dados através de ligação à Internet por dispositivos fixos ou móveis. Sem necessidade de ligação online permanente. Por exemplo, é possível a transferência automática durante a ligação para carregamento.
Leitura de apenas uma marca identificativa de cada vez. À prova de falsificação. Não exacto para ambientes húmidos interiores e ao ar livre, para temperaturas entre -30 e +40 graus Célsius e funcional à chuva, neve húmida e neve seca. Capacidade da bateria para um mínimo de um dia de funcionamento.
Alternativa C, (transporte de animais)
Como a alternativa A, mas:
Possibilidade de montar na porta de um veículo de transporte de animais.
Possibilidade de integrar um receptor GPS dinâmico ou um sistema de navegação do veículo.
Anti-conflito para dezenas de leituras simultâneas. Leitura, armazenamento e transmissão de dados, incluindo Identificação RFID, da localização e do veículo.
Fluxo de técnica de produção anterior desde o abate até aos primeiros cortes de bovinos: À chegada ao matadouro, os bovinos têm marcas identificativas auriculares alocadas. Cada número corresponde a um registo da base de dados central da autoridade agrícola nacional. A base de dados pode ser carregada e acedida externamente. Um animal que tenha 41 quaisquer problemas com a marca identificativa auricular (como perda da mesma, diferentes marcas identificativas nas orelhas, marcas que não correspondem ao criador correcto ou até mesmo o pais de origem, etc.) é colocado de lado e o agricultor tem 24 horas para corrigir o problema de forma adequada, caso contrário o animal será morto e destruído. As marcas identificativas auriculares são removidas em ligação directa com o abate e mais tarde destruídas. 0 número é introduzido, manualmente, e o registo da base de dados correspondente é recolhido a partir da base de dados. Imprime-se uma nova etiqueta com código de barras, afixada ao animal, substituindo a marca identificativa auricular. Alguma informação de texto fica directamente disponível na etiqueta com código de barras.
Depois de o animal ser abatido, descarregado, sangrado e pendurado num sistema de carris, o código de barras é lido uma vez mais e a carcaça é cortada aos quartos. São impressas novas etiquetas com código de barras para cada quarto de carne. Os quartos são classificados em termos de qualidade através de uma inspecção visual. Os métodos de classificação automática são muito complicados no que diz respeito à carne de vaca; por exemplo, no caso da Suécia, o gado bovino é muito heterogéneo abrangendo desde vacas leiteiras a diferentes raças para a produção de carne. Na estação seguinte, os quatro quartos são divididos em cortes primários e secundários - cerca de dois para cada quarto anterior e oito para cada quarto posterior - e um novo conjunto de etiquetas é fixado a cada peça antes de se proceder ao embalamento. As peças de carne secundária são classificadas em duas/três classes para a produção de carne picada e produtos à base de carne processada, e etiquetadas 42 com data e hora, ou seja, é apenas mantida uma identificação aproximada. (Uma abordagem alternativa utilizada por matadouros mais pequenos visa manter todas as peças cortadas de um animal, ou quarto de um animal, em conjunto após o corte primário. Contudo, tal exige aproximadamente o dobro do espaço físico para as actividades devido a um elevado número de caixas utilizadas).
As peças alvo de cortes primários e secundários são embaladas a vácuo, tanto no interior como no exterior da cobertura de plástico. São colocadas em caixas e entregues às lojas através de um sistema de distribuição computorizado e robotizado. A produção de carne total de um animal pode ser recuperada das bases de dados, tornando-se assim a base dos pagamentos.
Numa implementação do método e sistema de acordo com uma aplicação da presente invenção, podem ser levadas a cabo as operações seguintes relacionadas com a identificação electrónica e as bases de dados, tal como explicado de forma esquemática no fluxograma da Fig. 4, apresentado com números de referência romanos, para o fluxo de produção de bovinos desde o abate aos cortes primários, embalagem e entrega. I) Chegada: (0 gado chega e é transferido para um estábulo temporário). a) São continuamente registadas as localizações, horas e identificações dos animais durante o transporte, em intervalos de tempo fixos, distâncias ou em pontos de transição. 43 b) A identificação do animal é registada através de um dispositivo de leitura à saida do transporte. c) A identificação do animal é registada através de um dispositivo de leitura à entrada do matadouro. d) Quaisquer dados externos, como registos oficiais mantidos pelas autoridades regionais, nacionais ou internacionais, são descarregados para a base de dados activa. II) Abate: (0 gado é transferido do estábulo temporário para a zona de abate, sendo depois morto e pendurado no sistema de transporte). Θ) A identificação do animal é registada através de um dispositivo de leitura com ligação directa ao matadouro, por exemplo ao portão da zona de abate. f) Os dados sobre o gado são verificados imediatamente antes do processo de abate. g) A carcaça é pendurada num sistema de carris e um novo dispositivo RFID é fixo à mesma após o abate, descarregamento e sangramento. h) 0 novo dispositivo RFID é ligado aos registos de identificação do animal e respectiva base de dados. i) São adicionados novos dados à base de dados (como tempo, localização, peso de carcaça quente e dispositivos RFID novos e substituídos). III) Esquartejamento: (A carcaça é transportado ao longo do sistema de transporte até à estação de esquartejamento onde é cortada, classificada em termos de qualidade e recolocada no sistema de transporte). 44 j) A identificação do animal é registada através de um dispositivo de leitura pouco antes do esquartejamento. k) São fixos novos dispositivos RFID a cada quarto de carne. l) 0 novo dispositivo RFID é ligado aos registos de identificação do animal e respectiva base de dados. m) São adicionados novos dados à base de dados (como hora, localização, qualidade, peso dos quartos de carne, e dispositivos RFID novos e substituídos). IV) Corte: (Os quartos de carne são transportados ao longo do sistema de transporte até à estação de corte e são sujeito a cortes primários e secundários). η) A identificação do animal é registada através de um dispositivo de leitura pouco antes do corte. o) São fixos novos dispositivos RFID a cada peça de carne cortada. p) 0 novo dispositivo RFID é ligado aos registos de identificação do animal e respectiva base de dados. q) As transacções de venda e pagamento são realizadas com base no valor dos cortes, em conformidade com a base de dados. r) São adicionados novos dados à base de dados (como hora, localização e peso dos pedaços alvo de corte primário e secundário, e dispositivos RFID novos e substituídos). V) Embalagem: (As peças cortadas são embaladas, divididas por caixas e armazenadas em câmaras de conservação). s) As identificações dos cortes individuais são registadas por meio de um dispositivo de leitura ligado à embalagem. 45 t) São fixos novos dispositivos RFID em cada caixa, possivelmente etiquetas inteligentes que também possuem capacidade de armazenamento de dados. u) 0 novo dispositivo RFID é ligado aos registos de identificação do animal e respectiva base de dados. v) A identificação das caixas é registada por meio de um dispositivo de leitura ao passar por entre e nos departamentos de armazenamento. w) Os novos dados são armazenados na base de dados e, caso seja aplicável, nas etiquetas inteligentes (como hora, localização, conteúdo e peso das caixas, e dispositivos RFID novos e substituídos), VI) Entrega: (As caixas são recolhidas das câmaras de armazenamento e carregadas nos camiões para entregar aos destinatários). x) A identificação do animal é registada através de um dispositivo de leitura à saída da câmara de armazenamento. y) A identificação do animal é registada através de um dispositivo de leitura no local de carregamento de transporte. z) Localizações, hora e identificações são continuamente registadas durante o transporte em intervalos fixos, distâncias ou pontos de transição. aa) A identificação do animal é registada através de um dispositivo de leitura no local de descarregamento de transporte. bb) A identificação é registada com um dispositivo de leitura à entrada das instalações do grossista ou retalhista. cc) A transacção das vendas é automaticamente efectuada, com uma confirmação digital do comprador, dd) Os novos dados são adicionados à base de dados (horas, 46 localizações, identificação do veiculo, vendedor, comprador, etc). ee) Os dados são exportados e disponibilizados a quaisquer utilizadores externos, tais como retalhistas.
Tal como em todos os exemplos, o procedimento exacto depende da construção e fluxo de produção do local de produção em causa. A leitura de dispositivos RFID existentes e novos, dispositivos da fase III)
Esquartejamento e fase IV) Corte pode, por exemplo, ser realizada numa só fase. A introdução de dados na base de dados activa pode ser, em principio, realizada em qualquer fase do fluxo de produção.
Fluxo de produção da técnica anterior desde o abate até aos primeiros cortes de suínos: A rastreabilidade da carne é actualmente inferior no caso dos suínos (assim como ovelhas) comparativamente aos bovinos. Antes de acederem ao transporte a partir da quinta, os suínos são tatuados no lado esquerdo e direito com números identificativos únicos (provavelmente sem se verificar a tatuagem desde o seu nascimento, a mesma acaba por deixar de ser visível) . Após o abate e no âmbito do corte do suíno em duas metades, estes números identificativos são substituídos por novos códigos que são carimbados em cada parte posterior. As partes posteriores são classificadas manualmente através de estimativas de gordura por meio de medições, cozendo as duas pontas. 0 resultado fica carimbado nas partes posteriores. Foram desenvolvidas metodologias de análise de imagens para uma classificação da carne suína totalmente automática, com base em critérios como forma e cor, e estão agora a ser 47 introduzidas na produção em certas instalações.
Relativamente à divisão em cortes primários e secundários, as etiquetas com código de barras são impressas para as peças cortadas e fixadas nas mesmas. A origem da carne é rastreada até ao número tatuado no animal no âmbito do carregamento para transporte animal na quinta, mas não em termos de dados do animal individual. A carne para produção de produtos processados pode ser rastreada, até um grau limitado, através de registos temporais.
Numa implementação do método e sistema de acordo com uma aplicação da presente invenção, podem ser levadas a cabo as operações seguintes relacionadas com a identificação electrónica e as bases de dados, tal como foi explicado de forma esquemática no fluxograma da Fig. 5, apresentado com números de referência romanos, para o fluxo de produção de suinos desde o abate aos cortes primários, embalagem e entrega. I) Chegada: (Os suinos chegam ao local e, depois de serem descarregados do meio de transporte, são transferidos até ao local de abate para serem abatidos e pendurados na linha de transporte). a) São continuamente registadas as localizações, horas e identificações dos animais durante o transporte, em intervalos de tempo fixos, distâncias ou em pontos de transição. b) A identificação do animal é registada com um dispositivo de leitura à saida do transporte. c) À entrada do matadouro, a identificação do animal é registada através de um dispositivo de leitura. d) Quaisquer dados externos podem ser descarregados para a 48 base de dados activa. II) Abate: (Os suínos são transferidos para o espaço de abate e abatidos) . e) A identificação do animal é registada através de um dispositivo de leitura com ligação directa ao matadouro, por exemplo, junto à abertura do espaço de abate. f) Os dados do suíno são verificados imediatamente antes do processo de abate. g) A carcaça é pendurada num sistema de carris e um novo dispositivo RFID é fixado a cada uma das partes posteriores da carcaça após o abate, descarregamento, sangramento e esquartejamento, mas antes do processo de classificação de qualidade). h) Os novos dispositivos RFID são ligados aos registos de identificação do animal e respectiva base de dados. i) São adicionados novos dados à base de dados (como hora, localização, peso das metades de carne, classificação de qualidade e dispositivos RFID novos e substituídos). III) Corte: (As metades são transportadas ao longo do sistema de transporte para a estação de corte e são cortadas em partes primárias e secundárias, que são depois parcialmente divididas e colocadas em tapetes rolantes). j) A identificação é registada através de um dispositivo de leitura pouco antes do corte. k) São fixos novos dispositivos RFID a cada pedaço de carne. l) Os novos dispositivos RFID são ligados aos registos de identificação do animal e respectiva base de dados. 49 m) As transacções de venda e pagamento são realizadas com base no valor dos cortes, em conformidade com a base de dados. n) São adicionados novos dados à base de dados (como hora, localização e peso dos pedaços alvo de corte primário e secundário, e dispositivos RFID novos e substituídos). IV) Embalagem: (As peças cortadas são embaladas, divididas por caixas e armazenadas em câmaras de conservação). o) As identificações dos cortes individuais são registadas por meio de um dispositivo de leitura ligado à embalagem. p) São fixos novos dispositivos RFID em cada caixa, possivelmente etiquetas inteligentes que também possuem capacidade de armazenamento de dados. q) Os novos dispositivos RFID são ligados aos registos de identificação do animal e respectiva base de dados. r) A identificação das caixas é registada por meio de um dispositivo de leitura ao passar por entre e para dentro dos departamentos de armazenamento. s) Os novos dados são armazenados na base de dados e, caso seja aplicável, nas etiquetas inteligentes (como hora, localização, conteúdo e peso das caixas, e dispositivos RFID novos e substituídos), V) Entrega: (As caixas são recolhidas das câmaras de armazenamento e carregadas nos camiões para entrega aos destinatários). t) A identificação do animal é registada através de um dispositivo de leitura no local de carregamento de transporte. 50 u) Localizações, hora e identificações das caixas são continuamente registadas durante o transporte em intervalos fixos, distâncias ou pontos de transição. v) A identificação é registada através de um dispositivo de leitura no local de descarregamento de transporte. w) A identificação é registada com um dispositivo de leitura à entrada das instalações do grossista ou retalhista. x) A transacção das vendas é automaticamente efectuada com uma confirmação digital do comprador. y) Os novos dados são guardados na base de dados (horas, localizações, identificação do veiculo, vendedor, comprador, etc.). z) Os dados são exportados e disponibilizados a quaisquer utilizadores externos, tais como retalhistas.
Exemplos dos requisitos da marca identificativa RFID para implementação industrial:
As marcas identificativas são fixadas à carne, pedaços de carne cortada e produtos à base de carne para utilização única, sendo que devem ser preferencialmente achatadas e finas, do tamanho de um cartão de crédito ou etiqueta de código de barras.
As marcas identificativas são passíveis de leitura a cerca de 1-2 metros de distância.
As marcas identificativas são funcionais em temperaturas entre -5 e +95 graus Célsius.
Apenas é necessária a Identificação.
Os números de identificação únicos no mundo não são um requisito absoluto.
Legível com equipamento disponível comercialmente. 51
Possível leitura manual após falha (por meio de texto impresso ou código de barras).
Compatível com os padrões existentes.
Exemplos dos requisitos para o sistema de leitura das marcas identificativas, para implementação em indústrias: Alternativa A (sistemas fixos)
Leitura de identificação dos RFID, marcas identificativas para a indústria.
Preferencialmente, devem estar aptos a ler identificações das marcas identificativas RFID no âmbito de embalagens e manuseamento de lotes.
Sistema de antena possível com abertura de 30-90 graus e um alcance de leitura de cerca de 1-2 metros ou, em alternativa, capaz de sintonizar uma "cortina" com cerca de 1-2 metros de amplitude e cerca de 1-2 metros de largura.
Sistema de leitura com capacidade para ser transformado para utilizar múltiplas tecnologias de marcas identificativas, em múltiplas frequências. Ligação on-line via LAN ou WLAN.
Anti-conflito para dezenas de leituras simultâneas. Possível de montar e manter num ambiente industrial. Além da ID da marca identificativa, a informação seguinte encontra-se em algumas estações e é possível de registar e reenviar à base de dados; (a) ID de operador confirmado por código PIN, (b) acção tal como introduzida por teclado ou semelhante, (c) ID de equipamento (s) que pode ser introduzido por meio de teclado num PC comum.
Alternativa B, (transporte de produtos)
Como a alternativa A, mas: 52
Possibilidade de montar na porta de um veiculo de transporte.
Sistemas de antena com capacidade para sintonizar numa "cortina" com cerca de 3-4 metros de amplitude e cerca de 2-3 metros de alcance.
Possibilidade de integrar um receptor GPS dinâmico ou um sistema de navegação do veículo.
Ligação online para um módulo GSM para encaminhar a transmissão de informação (também podem ser utilizadas outras soluções de tecnologia de rádio celular). Armazenamento de dados local disponível na eventualidade de quaisquer problemas com a transmissão local.
Leitura, armazenamento e transmissão de dados, incluindo Identificação RFID, da localização e do veículo.
Fluxo de produção da técnica anterior numa fábrica de produção de salsichas: A carne de bovino de duas qualidades básicas (normalmente com 10% e 23% de gordura) e de suíno em duas qualidades básicas (normalmente com 17% e 26% de gordura), assim como banha de porco de diferentes qualidades, chega às instalações em lotes de cerca de 400 kg. Os contentores são marcados com identificação do matadouro e data do abate por meio de etiquetas com código de barras através da qual é possível identificar a carne ao ponto de obter com exactidão um número de agricultores alternativos. A carne é armazenada no contentor original até ser picada. A carne picada é armazenada em contentores de aço inoxidável do mesmo tamanho que são etiquetados com a informação acerca 53 do dia em que a carne foi triturada, ou seja, mantendo algum grau de rastreabilidade. A carne picada é misturada com gelo, sal, etc. e dividida de acordo com as qualidades de carne de salsicha padronizadas, assim como qualidades especiais. Como parte do processamento, o conteúdo de gordura é medido e carne com banha ou gordura é adicionada de forma a obter o correcto grau de gordura. A carne de salsicha é etiquetada com o dia de processamento e pode ser armazenada até uma semana, visto que praticamente quase todas as actividades microbiológicas foram eliminadas. A rastreabilidade é assim ainda mais reduzida, mas ainda é possível em termos de um número de nível de agricultores com base na data de marcação. Na próxima fase, a mistura correcta de carne de salsicha é medida, misturada e processada em conjunto com especiarias e transportada até à máquina de embutir salsichas. As salsichas são penduradas em transportadores e encaminhadas até às câmaras de fumo em lotes de 5-8 transportadores. 0 processo de fumo leva cerca de 20-40 minutos e coloca as salsichas a uma temperatura de 72 graus Célsius. Os pesos dos transportadores, incluindo as salsichas, são medidos antes e depois do processo de fumo. Nem os transportadores nem as salsichas possuem quaisquer identificadores específicos. Depois de as salsichas serem fumadas, as mesmas devem arrefecer, são embaladas individualmente e colocadas em caixas para serem transportadas até aos retalhistas. As caixas são marcas com etiquetas que incluem o código de barras, a data de produção e a identificação do produtor.
Numa implementação do método e sistema de acordo com uma aplicação da presente invenção, podem ser levadas a cabo as operações seguintes relacionadas com a identificação electrónica e as bases de dados, tal como explicado de 54 forma esquemática no fluxograma da Fig. 6, apresentado com números de referência romanos, para o fluxo de produção de carne a salsichas. I) Chegada: (A carne chega em lotes e é colocada nas câmaras de armazenamento) . a) São continuamente registadas as localizações, horas e identificações durante o transporte, em intervalos de tempo fixos, distâncias ou em pontos de transição. b) A identificação é registada através de um dispositivo de leitura à saída do transporte. c) 0 dispositivo RFID que contém a identificação do lote,
anexo à caixa de transporte é registado através de um dispositivo de leitura à entrada do edifício. A identificação do lote pode ser novamente interligada às identificações individuais dos animais através dos registos da base de dados. d) A identificação do lote é registada com um dispositivo de leitura à entrada das câmaras de armazenamento. e) Quaisquer dados externos podem ser descarregados para a base de dados activa e novos dados adicionados (como hora, localização, peso e confirmação de qualidade). II) Trituração (Os lotes de carne são transferidos da câmara de armazenamento e triturados). f) A identificação do lote é registada com um dispositivo de leitura à saída das câmaras de armazenamento. g) A identificação do lote é registada através de um dispositivo de leitura exactamente antes do processo de trituração. 55 h) A carne é digitalizada para verificar a existência de algum dispositivo RFID perdido ou de outro objecto indesejado exactamente antes de ser triturada. i) São adicionados novos dados à base de dados (tais como hora, verificação de detecção de metal, dispositivo de trituração e localização). j) 0 dispositivo RFID na caixa de transporte de saída recebe uma nova identificação de lote. k) Os dados são armazenados na base de dados no âmbito da identificação do novo lote (como hora, qualidade, dispositivo de trituração e localização). III) Processamento: (Os lotes de carne picada são processados em carne de salsicha por meio de qualidades bem definidas). l) A identificação do lote é registada através de um dispositivo de leitura exactamente antes do processamento da carne. m) Os dados são armazenados na base de dados (como hora, localização e identificações do contentor de entrada). n) 0 dispositivo RFID na caixa de transporte de saída recebe uma nova identificação de lote. o) Os dados são armazenados na base de dados no âmbito da identificação do novo lote (como hora, qualidade, dispositivo de processamento e localização). p) A identificação do lote é registada com um dispositivo de leitura à entrada das câmaras de armazenamento. IV) Mistura: (A carne de salsicha é misturada nas proporções exactas, e são adicionadas ervas e banha, sendo depois processada em carne de salsicha pronta e transferida para o sistema de embutimento). 56 q) As identificações do lote dos contentores de carne de salsicha são registadas através de um dispositivo de leitura à saída das câmaras de armazenamento. r) As identificações do lote de contentores de carne de salsicha são registadas através de um dispositivo de leitura interligado à entrada da máquina de mistura e processamento. s) Os dados são armazenados na base de dados (como hora, localização e identificações do contentor de entrada). t) 0 dispositivo RFID no contentor de saída recebe uma nova identificação de lote. u) Os dados são armazenados na base de dados no âmbito da identificação do novo lote (como hora, localização, identificações dos contentores de entrada, dispositivo de processamento e proporções dos ingredientes misturados). V) Embutimento: (A carne de salsicha é transportada em condutas ou semelhante até às máquinas de embutimento. As salsichas são depois penduradas em transportadores). v) 0 lote identifica a mistura pronta de carne de salsicha e os contentores são registados por meio de um dispositivo de leitura interligado ao sistema de embutimento. w) Os dados são armazenados na base de dados (como hora, localização e identificações do contentor de entrada). x) 0 dispositivo RFID localizado nos transportadores com salsichas embutidas recebe uma nova identificação de lote. y) Os dados são armazenados na base de dados (como hora e localização). VI) Fumo: (Os transportadores com salsichas são fumados na sala de fumo. São pesados antes e depois do processo de fumo). 57 z) As identificações do lote de transportadores são registadas através de um dispositivo de leitura interligado ao processo de pesagem antes do processo de fumo. aa) Os dados sao armazenados na base de dados (como hora, localização e peso pré-fumo). bb) As identificações do lote dos transportadores são registadas através de um dispositivo de leitura à entrada e/ou à saida das salas de fumo. cc) As identificações do lote de transportadores são registadas através de um dispositivo de leitura interligado ao processo de pesagem após o processo de fumo. dd) Os dados são armazenados na base de dados (como hora, localização e peso pós-fumo). VII) Embalagem: (Os transportadores são transferidos até às máquinas de embalagem onde as salsichas são embaladas a vácuo e colocadas em caixas). ee) As identificações do lote de transportadores são registadas através de um dispositivo de leitura interligado ao processo de embalagem. ff) São fixos novos dispositivos RFID em cada embalagem e caixa, possivelmente etiquetas inteligentes que também possuem capacidade de armazenamento de dados, gg) As identificações das embalagens e caixas são registadas através de um dispositivo de leitura interligado ao processo de armazenamento. hh) Os dados são armazenados na base de dados (como hora, localização, número, peso e tipo). VIII)
Entrega: 58 (As embalagens são transferidas da câmara de armazenamento para os camiões para o respectivo transporte com destino aos retalhistas e lojas). ii) As identificações das embalagens e caixas são registadas através de um dispositivo de leitura interligado à saida da câmara de armazenamento. jj) As identificações das embalagens e caixas são registadas através de um dispositivo de leitura ao entrar no veiculo de transporte. kk) A localização e hora são continuamente registadas durante o transporte em intervalos fixos, distâncias ou pontos de transição. 11) A identificação é registada através de um dispositivo de leitura no local de descarregamento de transporte, mm) A identificação é registada com um dispositivo de leitura à entrada das instalações do grossista ou retalhista. nn) Os dados são armazenados na base de dados (como hora e localização). oo) Os dados são exportados e disponibilizados a quaisquer utilizadores externos, tais como retalhistas.
Exemplos de requisitos para marcas identificativas RFID no âmbito da implementação de manuseamento de lotes:
As etiquetas são afixadas aos contentores de aço inoxidável utilizados para, por exemplo, peças cortadas de carne ou carne picada.
Destinado a uso permanente. São facilmente permutáveis em caso de insolvência ou como parte de uma manutenção regular.
As marcas identificativas podem ser lidas a uma distância de cerca de 3 metros. 59
As marcas identificativas funcionam em temperaturas entre -30 e +95 graus Célsius.
Apenas a ID é geralmente exigida, mas podem ser empregues etiquetas reutilizáveis.
Os números de identificação únicos no mundo não são um requisito absoluto.
Legivel com equipamento disponível comercialmente.
Os dispositivos RFID insolventes são fáceis de detectar automaticamente.
Compatível com os padrões existentes.
Exemplos dos requisitos para o sistema de leitura das marcas identificativas, para implementação de manuseamento de lotes:
Alternativa A (sistemas fixos)
Leitura de identificação das marcas identificativas RFID para manuseamento de lotes.
Preferencialmente, devem estar aptos a ler identificações das marcas identificativas RFID no âmbito de embalagens e indústria.
Sistemas de antena com capacidade para sintonizar numa "cortina" com cerca de 3-4 metros de amplitude e cerca de 2-3 metros de largura.
Sistema de leitura com capacidade para ser transformado para utilizar múltiplas tecnologias de marcas identificativas, em múltiplas frequências. Ligação on-line via LAN ou WLAN.
Anti-conflito para dezenas de leituras simultâneas. Possível de montar e manter num ambiente industrial. Além da ID da marca identificativa, a informação seguinte encontra-se em algumas estações e é possível de registar e reenviar à base de dados; (a) ID de 60 operador confirmado por código PIN, (b) acção tal como introduzida por teclado ou semelhante, (c) ID de equipamento (s) que pode ser introduzido por meio de teclado num PC comum.
Alternativa B, (transporte de produtos)
Como a alternativa A, mas:
Possibilidade de montar na porta de um veiculo de transporte.
Sistemas de antena com capacidade para sintonizar numa "cortina" com cerca de 3-4 metros de amplitude e cerca de 2-3 metros de largura.
Possibilidade de integrar um receptor GPS dinâmico ou um sistema de navegação do veiculo.
Ligação online para um módulo GSM para encaminhar a transmissão de informação (também podem ser utilizadas outras soluções de tecnologia de rádio celular).
Armazenamento de dados local disponível na eventualidade de quaisquer problemas com a transmissão local.
Leitura, armazenamento e transmissão de dados, incluindo Identificação RFID, da localização e do veículo. 59
Fluxo de distribuição da técnica anterior para carne e produtos à base de carne do produtor para o cliente através do grossista:
Nas instalações do produtor de produtos finais à base de carne, as caixas que contêm embalagens com produtos finais, tais como salsichas, carne picada e fiambre fumado, são retiradas da câmara frigorífica de armazenamento em conformidade com os pedidos feitos por fax, e-mail, 61 telefone, etc. São depois transferidas para camiões que as transporta de acordo com um esquema baseado na localização dos compradores. Em principio, os compradores podem ser distribuidores grossistas e grandes supermercados.
Durante o processo de entrega junto do grossista, a mercadoria é descarregada do veiculo de transporte e transferida para uma câmara frigorifica de armazenamento onde é armazenada até ser encomendada por um retalhista. Após a realização da respectiva encomenda, a mesma é recolhida da câmara de armazenamento e transferida para o veiculo de transporte para ser transportada até ao retalhista por empresas de transporte especializadas ou, por vezes, pelo próprio retalhista. Na loja do retalhista, as caixas são descarregadas do veículo de transporte e, normalmente, são colocadas numa câmara frigorífica de onde são retiradas mais tarde, abertas, sendo o seu conteúdo colocado numa prateleira ou semelhante para que o cliente final o seleccione na altura da compra. 0 cliente final recolhe os produtos, coloca-os num carrinho, cesto ou semelhante, descarrega-os junto da caixa, onde os produtos são pagos e colocados, por exemplo, em sacos de plástico antes de serem levados para consumo pelo cliente final.
Numa implementação do método e sistema de acordo com uma aplicação da presente invenção, podem ser levadas a cabo as operações seguintes relacionadas com a identificação electrónica e as bases de dados, tal como explicado de forma esquemática no fluxograma da Fig. 7, apresentado com números de referência romanos, para a distribuição de carne e produtos à base de carne da indústria para um consumidor, através do grossista e retalhista. I) Transporte (para o Grossista): 62 (As caixas de carne ou produtos à base de carne sao carregadas num veículo e transportadas até às instalações do grossista) . a) A identificação da caixa é registada através de um dispositivo de leitura à saída das instalações de produção de carne ou produtos à base de carne. b) São continuamente registadas as horas e identificação das caixas durante o transporte, em intervalos de tempo fixos, distâncias ou em pontos de transição. c) A identificação da caixa é registada com um dispositivo de leitura à saída do transporte. d) São adicionados novos dados à base de dados no âmbito do transporte (como horas, localizações, identificações de caixas, etc.). e) À entrada da entidade grossista, a identificação da caixa é registada através de um dispositivo de leitura. f) A transacção de venda é realizada de forma automática através de uma confirmação digital do comprador. g) Ao descarregar a mercadoria na câmara de armazenamento, a identificação da caixa é registada através de um dispositivo de leitura, incluindo hora e a sua localização actual na câmara de armazenamento (esta última pode ser usada para controlo de idade e quantidade dos produtos armazenados, como parte integrante do sistema de gestão de armazenamento). h) Os novos dados são adicionados à base de dados (horas, localizações, identificação da caixa, comprador, etc.). i) 0 comprador descarrega quaisquer dados necessários a partir da base de dados acerca do conteúdo das caixas para efeitos de registo e verificação. Alternativamente, quando não é utilizada uma ligação à Internet e quando as etiquetas inteligentes que contêm dados são utilizadas nas caixas, a informação acerca do conteúdo é recolhida 63 directamente das etiquetas inteligentes situadas nas caixas. II) Transporte (para o Retalhista). (Com base numa encomenda dos retalhistas, as caixas de carne ou produtos à base de carne são recolhidas da câmara de armazenamento e carregadas num veículo para serem transportadas até às instalações do retalhista). j) A identificação da caixa é registada através de um dispositivo de leitura à saida das instalações do grossista. k) Localizações, hora e identificações das caixas são continuamente registadas durante o transporte em intervalos fixos, distâncias ou pontos de transição. l) A identificação do animal é registada com um dispositivo de leitura à saída do transporte. m) São adicionados novos dados à base de dados no âmbito do transporte (como horas, localizações, identificações de caixas, etc.). n) À entrada da entidade retalhista, a identificação da caixa é registada através de um dispositivo de leitura. o) A transacção de venda é realizada de forma automática através de uma confirmação digital do comprador. p) Ao descarregar a mercadoria na câmara de armazenamento, a identificação da caixa é registada através de um dispositivo de leitura, incluindo hora e a sua localização actual na câmara de armazenamento (esta última pode ser usada para controlo de idade e quantidade dos produtos armazenados, como parte integrante do sistema de gestão de armazenamento). q) São adicionados novos dados à base de dados no âmbito do transporte (como horas, localizações, identificações de caixas, etc.). III) Desempacotamento: (As caixas são desempacotadas e os produtos das caixas são, por exemplo, colocados numa prateleira). r) A identificação da caixa é registada através de um dispositivo de leitura quando retirado da câmara de armazenamento. s) Ao desempacotar a caixa em itens únicos, a identificação da caixa e as identificações dos itens são registadas (as identificações dos itens de uma caixa estão disponíveis tanto nos dispositivos RFID dos itens em questão, como são descarregáveis na base de dados interligada à identificação da caixa, e, quando aplicável, como dados armazenados na etiqueta inteligente da caixa). IV) Compra: (Os itens são seleccionados pelo cliente final, comprados e levados para consumo). t) As identificações dos itens podem ser registadas através de um dispositivo de leitura nas máquinas de informação, antes da compra, e que apresenta todos os dados requeridos para cós clientes a partir dos dados armazenados recuperados nas instalações do retalhista ou através de uma ligação directa à Internet. u) As identificações dos itens são registadas através de um dispositivo de leitura à saída da área de compra (na zona de caixa) e podem ser utilizadas como parte de um sistema de registo automático de compra. v) 0 número de registo de cada item é impresso no recibo e pode ser utilizado mais tarde pelo comprador para recuperar os dados acerca do produto através da Internet.
Exemplos dos requisitos da marca identificativa RFID para implementação de embalagem: 65
Alternativa A, (por marcas identificativas)
As marcas identificativas são fixas às peças de carne embaladas ou aos produtos embalados do retalhista. Preferencialmente, as marcas identificativas devem ser achatadas e finas, e passíveis de serem impressas com informação sob a forma de texto e código de barras.
As marcas identificativas podem ser lidas a uma distância de cerca de 1 metro.
As marcas identificativas funcionam em temperaturas entre -30 e +95 graus Célsius.
Apenas é necessária a Identificação.
Preferencialmente, números de identificação únicos no mundo.
Legivel com equipamento disponível comercialmente. Compatível com os padrões existentes.~
Alternativa B, (por marcas identificativas inteligentes das caixas). Como a alternativa A, mas:
Além da ID, deve poder ser escrita apenas uma vez com várias centenas de bits de informação e inviolável. Preferencialmente legível com o mesmo equipamento que na alternativa A.
Exemplos dos requisitos para o sistema de leitura das marcas identificativas, para implementação de embalagem: Alternativa A (sistemas fixos)
Leitura de identificação de uma ou ambas as alternativas a) e b) das marcas identificativas RFID para embalagem.
Preferencialmente, devem estar aptos a ler as identificações das marcas identificativas RFID no âmbito da indústria e manuseamento de lotes. 66 0 sistema de antena possível de ser direccionado com uma abertura de 60-120 graus e um alcance de leitura de até um metro de distância.
Sistema de leitura com capacidade para ser transformado para utilizar múltiplas tecnologias de marcas identificativas, em múltiplas frequências. Anti-conflito para algumas dezenas de dispositivos, separados por distância e tipo de dispositivo.
Pode ser utilizado num ambiente de escritório convencional ou em câmaras frigoríficas.
Pode ser integrado com outros equipamentos através de interfaces WLAN, LAN ou Standard.
Alternativa B, (transporte de produtos) Como a alternativa A, mas:
Possibilidade de montar na porta de um veículo de transporte.
Sistemas de antena com capacidade para sintonizar numa “cortina" com cerca de 3-4 metros de amplitude e cerca de 2-3 metros de largura.
Possibilidade de integrar um receptor GPS dinâmico ou um sistema de navegação do veículo.
Ligação on-line para um módulo GSM para encaminhar a transmissão de informação (também podem ser utilizadas outras soluções de tecnologia de rádio celular). Armazenamento de dados local disponível na eventualidade de quaisquer problemas com a transmissão local.
Anti-conflito para dezenas de leituras simultâneas. Leitura, armazenamento e transmissão de dados, incluindo Identificação RFID, da localização e do veículo. 67
Fluxo de técnica anterior de eventos para um intercâmbio de gado bovino:
Segue-se um exemplo da técnica anterior onde uma organização cooperativa no Reino Unido assiste os agricultores nas vendas e transporte dos seus vitelos. As operações são realizadas num local de intercâmbio para o qual os vitelos são transportados fisicamente para serem seleccionados de acordo com os pedidos dos compradores, sendo mais tarde entregues aos novos proprietários.
Os vitelos chegam com uma idade mínima de 7 dias e até algumas semanas de idade. À entrada, todas as marcas identificativas auriculares são registadas em papel e comparadas com os passaportes de papel dos animais individuais. Uma coleira temporária com um número de três dígitos é afixada em cada um dos vitelos e comparado com a ID oficial. Isto é feito pela simples razão de que um número curto é muito mais fácil de manusear do que uma longa ID oficial. As coleiras são retiradas quando os vitelos deixam as instalações e são também utilizadas como acessório de verificação interna dos animais que foram transferidos para os camiões de transporte. No escritório das instalações, a propriedade é anotada no passaporte ou num formulário temporário, possível de ser utilizado na vez do passaporte até 4 semanas após o nascimento dos vitelos. São realizadas duas transferências de propriedade durante o intercâmbio, uma do agricultor até à própria instalação, que depois revende o animal no mesmo ou no dia seguinte (para transportes de grandes distâncias, é dado ao animal um descanso durante a noite) e outra para os novos proprietários. 68 À entrada dos estábulos das instalações de intercâmbio, os vitelos passam por um quadriculo de pesagem onde são classificados em seis classes. São depois divididos de acordo com os pedidos dos compradores, feitos no mínimo na semana antes (todas as transacções são planeadas durante uma semana com início a uma Terça-feira e terminando a uma Segunda-feira) . Os animais inadequados são divididos (tais como, por exemplo, ruptura no umbigo) e são abatidos ou devolvidos ao vendedor. Os animais são divididos em quadrículos de acordo com os pedidos dos pedidos dos compradores no âmbito de raça, qualidade, etc. Um representante das autoridades deverá estar sempre presente para garantir o tratamento do animal. Os passaportes dos animais classificados são preenchidos com os dados dos novos compradores. A transferência de propriedade é registada nos passaportes, seguindo-se a introdução manual de informação numa base de dados central. Os camiões entregam os animais aos novos proprietários durante a tarde após limpeza e desinfecção adequadas. Frequentemente, os vitelos são criados pelos respectivos Criadores durante um período de três meses antes de serem finalmente vendidos aos Agricultores que os mantêm até os venderem aos Finalizadores que os abatem. Os Criadores têm a revenda dos animais garantida através das instalações de intercâmbio da cooperativa de agricultores. 0 trabalho administrativo é feito nas instalações de Intercâmbio em nome dos Agricultores.
Numa implementação do método e sistema de acordo com uma aplicação da presente invenção, podem ser levadas a cabo as operações seguintes relacionadas com a identificação electrónica e as bases de dados, tal como explicado de forma esquemática no fluxograma da Fig. 8, apresentado com 69 números de referência, para o fluxo de eventos durante o intercâmbio de gado. I) Chegada: (0 gado chega e é retirado dos camiões, entrando depois nas instalações de intercâmbio). a) São continuamente registadas as localizações, horas e identificações dos animais durante o transporte, em intervalos de tempo fixos, distâncias ou em pontos de transição. b) A identificação do animal é registada através de um dispositivo de leitura à saida do transporte. c) A identificação do animal é registada à entrada das instalações de intercâmbio. d) Quaisquer dados externos, tais como uma base de dados de propriedade oficial, são descarregados para a base de dados activa. II) Registo e pesagem: (Os vitelos são transferidos para um quadriculo de pesagem e classificação). e) A identificação do animal é registada à entrada do quadriculo de pesagem. f) 0 gado é pesado, inspeccionados e classificado em termos de classes de qualidade e, em certos casos, especificado como inadequado sendo depois enviado para trás ou abatido e destruído. Os dados de cada animal como a identificação do animal, localização, peso, classificação e possível reenvio ou abate e destruição são armazenados na base de dados. g) A identificação do animal é registada à saída para o quadriculo de pesagem e em todas as portas relevantes. h) A transferência de propriedade (para as instalações de intercâmbio) ou possível reenvio ou abate e destruição é 70 introduzido e carregado na base de dados oficial. III) Triagem: (Os compradores são seleccionados para cada animal de acordo com os seus requisitos). i) O gado é alvo de uma triagem para as áreas correspondentes aos compradores seleccionados. A identificação e localização do animal são registadas à entrada de cada área. j) Os dados são guardados na base de dados (as horas, localizações, compradores, etc.). IV) Carregamento: (Os animais são transferidos das áreas de triagem e carregados no respectivo meio de transporte). k) A identificação do animal é registada à saida da área de triagem e à saida das instalações de intercâmbio. l) Os dados são armazenados na base de dados, por exemplo, horas, localizações, identificação de veículo, etc. m) A transferência de propriedade (para o novo proprietário) é registada e carregada na base de dados oficial. V) Entrega: (Os animais são transportados até às instalações dos novos proprietários). η) A identificação é registada à entrada do transporte. o) São continuamente registadas as localizações, horas e identidades dos animais durante o transporte, em intervalos de tempo fixos, distâncias ou em pontos de transição. p) A identificação é registada à saida do transporte. q) Os dados são armazenados na base de dados (tais como horas, localizações, identificação de veiculo, etc.). 71 Técnica anterior de fluxo de eventos desde o Criador ao Finalizador num leilão de gado: 0 principal dia para um leilão ao vivo é a Sexta-feira. Os agricultores que entregam o gado vivo devem dar a informar acerca das suas próximas entregas para leilão por e-mail, fax ou telefone até à Quarta-feira da mesma semana. Durante a Quinta-feira, o dia anterior ao leilão, o catálogo é impresso e disponibilizado na Internet. A chegada, o gado é registado através da verificação manual dos números de ID do gado em comparação com os passaportes, seguida da digitalização dos códigos de barras de identificação do passaporte pelo computador no escritório das instalações. 0 gado é transferido para quadriculos, sendo que as cabeças de gado de cada agricultor são mantidas juntas. São disponibilizadas nos quadriculos para que os compradores façam a respectiva inspecção.
Na altura do leilão, o gado de um agricultor especifico é transferido através de um número de portões e depois é feita uma triagem, sendo o gado separado em grupos de uma ou mais cabeças com propriedades semelhantes, ou seja, raça, peso, classificação, etc. 0 gado de cada agricultor com maior valor é transferido para a sala do leilão, seguindo-se a venda do gado do mesmo agricultor de forma sequencial de acordo com o valor mais baixo. Através da utilização das identificações das marcas identificativas auriculares, a informação de cada cabeça de gado é apresentada num enorme quadro electrónico ao mesmo tempo que o gado entra na sala de leilão. 0 leilão é então realizado e depois disso, à saída, os animais são marcados com a identificação do comprador através de uma simples coleira ou ponto colorido. Os animais são transferidos para zonas correspondentes aos compradores e, mais tarde, 72 normalmente no mesmo dia, são transportados para serem entregues aos compradores.
Um procedimento muito semelhante é aplicado, por exemplo, em relação às ovelhas.
Numa implementação do método e sistema de acordo com uma aplicação da presente invenção, podem ser levadas a cabo as operações seguintes relacionadas com a identificação electrónica e as bases de dados, tal como explicado de forma esquemática no fluxograma da Fig. 9, apresentado com números de referência romanos, para o fluxo de eventos de um Criador para um Finalizador durante um leilão de gado. I) Chegada: (0 gado chega, entra nas instalações do leilão e é colocado em zonas classificadas por proprietário): a) A identificação do animal é registada à entrada do transporte. b) São continuamente registadas as localizações, horas e identificações dos animais durante o transporte, em intervalos de tempo fixos, distâncias ou em pontos de transição. c) A identificação do animal é registada através de um dispositivo de leitura à saída do transporte. d) A identificação do animal é registada à entrada das instalações do leilão e pode ser registada durante a passagem pelos portões apropriados. e) Os animais são colocados em quadrículas. As identificações dos animais são registadas à entrada da quadrícula. f) Os dados são armazenados na base de dados para cada animal (tais como horas, localizações, identificação de 73 veículo, identificação de quadrícula, etc.). g) Quaisquer dados externos, tais como uma base de dados de propriedade oficial, são descarregados para a base de dados activa. h) A transferência de propriedade para a organização responsável pelo leilão é introduzida na base de dados oficial. II) Pré-rastreio: (0 gado é transferido das quadrículas para a sala de leilão e dividido em pequenos lotes de um ou mais animais de propriedades semelhantes antes de entrar na sala de leilão). i) As identificações dos animais são registadas à saída da quadrícula. j) As identificações dos animais são registadas à entrada da área de portões e quadrículas utilizadas para rastreio
interligadas ao hall de leilão, e podem ser registadas enquanto passam os outros portões. k) Os animais sao divididos e entram directamente na quadricula relacionada com a sala de leilão. A identificação do animal é registada. l) Os dados de cada animal são armazenados na base de dados (tais como horas, localizações, identificação de portão, etc.). III) Leilão: (0 gado é introduzido na sala de leilão, sendo que os dados de cada animal são apresentados num quadro electrónico, e o leilão é levado a cabo e os novos proprietários são registados). m) As identificações dos animais do grupo inteiro dos animais são registadas à entrada da sala de leilão (no caso 74 de, por exemplo, ovelhas, o número de animais que passa pelo portão é registado e lido pelo RFID em simultâneo pode perfazer dezenas de animais). n) Os dados relevantes são lidos a partir da base de dados e automaticamente apresentados no quadro electrónico. o) 0 leilão é levado a cabo. Os dados são armazenados na base de dados para cada indivíduo e grupo de indivíduos no que diz respeito a preço, novo proprietário, horas, localizações, identificações de portões, etc. p) A identificação dos animais é registada à saída da sala de leilão e pode ser registada durante a passagem pelos portões apropriados. q) 0 gado é marcado para o novo proprietário e transferido para o quadriculo correspondente onde a identificação do animal é lida à entrada. r) Os dados são guardados na base de dados (as horas, localizações, identificações de de quadrículas, etc.). IV) Carregamento: (Os animais são transferidos das quadrículas pelos proprietários e carregados no respectivo meio de transporte). s) A identificação dos animais é registada à saída da quadrícula utilizada para fins de triagem e à saída das instalações do leilão, podendo ser registada aquando da passagem por outros portões apropriados. t) Os dados são armazenados na base de dados (tais como horas, localizações, identificação de veículo, etc.). u) A transferência de propriedade para o novo proprietário é introduzida na base de dados oficial. V) Entrega: 75 (Os animais sao transportados até às instalações dos novos proprietários). v) A identificação dos animais é registada à entrada do transporte. w) São continuamente registadas as localizações, horas e identificação dos animais durante o transporte, em intervalos de tempo fixos, distâncias ou em pontos de transição. x) A identificação dos animais é registada à saída do transporte. y) Os dados são armazenados na base de dados (tais como horas, localizações, identificação de veículo, etc.). A Fig. 10 apresenta um esquema do sistema de acordo com uma aplicação da invenção para monitorização, controlo e autenticação de qualidade e origem dos animais desde o seu nascimento até ao abate, e a produtos embalados por meio de etiquetas electrónicas, vigilância electrónica e localização do gado vivo, carne e produtos à base de carne através de uma rede de bases de dados interligadas, meios de determinação de localização e comunicação através de redes para dados e telecomunicações. Através da cadeia de eventos que tem início com o nascimento de um animal e resulta num produto à base de carne para venda no supermercado, as marcas identificativas estão continuamente e por meio de sistema sem fios a fornecer dados de posicionamento com um carimbo de data até uma localização numa base de dados interligado, em conformidade com os códigos de identificação das marcas identificativas e através dos receptores de código de identificação interligados a meios de determinação de localização e meios de determinação de hora, registando os dados nos locais das bases de dados correspondentes a cada código. 76
Desde o nascimento dos animais, até ao seu abate, corte e processo de fabrico, a qualidade dos animais, carne e produtos à base de carne pode ser sempre controlada e monitorizada, em conformidade com uma aplicação da presente invenção, através da utilização de registos contínuos da temperatura que circunda ou prevalece no animal ou produto. Esses registos de temperatura podem ser obtidos através da utilização de dispositivos RFID com capacidades de medição de temperatura incorporadas. Um dispositivo RFID para a medição de temperatura pode ser utilizado para a identificação de animais, carcaças, peças de carne, lotes de carne, produtos intermédios e a carne e produtos à base de carne finalizados e utilizados, como forma adicional ao dispositivo RFID utilizado na identificação para efeitos únicos de medição de temperatura.
Através do uso contínuo de dispositivos RFID com capacidades de medição de temperatura e da correspondente introdução e registo da temperatura na base de dados correspondente ao código de identificação para animais, carne e produtos à base de carne, obtém-se uma cadeia contínua de medições regulares de temperaturas, que pode ser utilizada para aprovação de utilização de animais, carne e produtos à base de carne para consumo final. Através do uso de dispositivos RFID em conjunto com um sistema de leitura ou receptor de código de identificação em relação a meios de determinação de localização e hora, que pode calcular e informar o dispositivo RFID da distância e/ou direcçao em cada ocasião, de acordo com outra aplicação da invenção, a localização exacta de um dispositivo RFID pode ser calculada através da utilização de dois ou mais sistemas de leitura sincronizada a 77 intervalos regulares, obtendo assim registos directos dos movimentos de cada animal ou produto dentro dos limites das antenas. Esta metodologia pode ser utilizada dentro dos estábulos dos animais onde a possivel mistura de animais de diferente origem é controlada ou nos ambientes de fabrico e armazenamento para o registo continuo dos dados de hora e localização de, por exemplo, lotes de carne e produtos à base de carne.
Uma aplicação da presente invenção inclui os registos dos dados de posicionamento de animais na base de dados são comparados de forma numérica com as localizações registadas de alarmes no âmbito de doenças, conteúdo alimentar não autorizado, contaminação ou semelhante. Uma aplicação da presente invenção compreende os registos dos dados de posicionamento de animais na base de dados gue são comparados de forma numérica com as localizações registadas de alarmes no âmbito de doenças, conteúdo alimentar não autorizado ou contaminação, para notificações na base de dados que constituem possíveis impedimentos na permissão de distribuição de animais, carne ou produtos à base de carne num mercado caso os dados de posicionamento correspondam parcial ou totalmente a um limite pré-determinado para os dados de posicionamento.Os meios de comunicação podem consistir de um transmissor ou semelhante para a transmissão de código de uma marca identificativa para um receptor.
Os meios de autorização podem consistir de software e/ou um algoritmo para a determinação da qualidade de um animal, carne ou produto fora da informação da base de dados, ou obtida por meio de verificação manual na base de dados para efeitos de determinação de qualidade. 78
Os meios de entrada de dados podem consistir num teclado, touchpad, interface de reconhecimento de voz e qualquer outro meio de entrada.
Os meios de digitalização de marcas identificativas podem consistir de qualquer leitor de marcas identificativas disponíveis no mercado, como para a leitura de marcas identificativas RFID, códigos de barras ou semelhantes.
Os meios mencionados na presente descrição podem ser meios de software, hardware ou uma combinação de ambos. A presente invenção foi descrita com exemplos e aplicações não limitáveis. Em anexo encontra-se um conjunto de reivindicações que descrevem todas as possíveis aplicações para uma pessoa especializada na presente técnica.
Lisboa, 14 de Julho de 2009

Claims (24)

1 REINVIDICAÇÕES 1. Um método de controlo e autenticação de qualidade e origem por meio de marcação electrónica, vigilância electrónica e posicionamento de gado vivo, carne ou produtos à base de carne através de redes para meios de dados e telecomunicações e determinação de localização caracterizado pelos seguintes passos: colocar, pelo menos, uma marca identificativa com transmissor electrónico (20) a um animal (10) aquando do seu nascimento, composta por meios de comunicação e um código de identificação; apresentar, através do código, uma localização especifica numa rede interligada à base de dados (60), sendo actualizada por sistema sem fios (50) a partir da marca identificativa do transmissor (20) para, pelo menos, um receptor (40) ligado aos meios de determinação de localização e hora, e interligado com a referida rede, registando informação sobre as horas e posicionamento relacionada com o animal (10) ; fornecer informação adicional acerca do animal à base de dados (60); autorizar, com base na informação, pelo menos uma acção de abate e distribuição, com o fim de, pelo menos, uma produção de carne, fabrico de produto e criação; digitalizar e substituir da marca identificativa do transmissor (20), quando o animal é abatido, com uma marca identificativa electrónica de cada peça de carne cortada na altura do abate, onde cada marca identificativa adicional é caracterizada por meios de comunicação e um código interligado à referida 2 localização da base de dados (60), registando informação sobre horas e localizações relacionada com a carne por meio do referido receptor; e digitalizar e remover marcas identificativas das peças de carne cortadas aquando do processamento da carne em produtos embalados e através do qual cada produto embalado recebe uma marca identificativa composta por meios de comunicação e um código interligado a, pelo menos, uma localização de base de dados (60), registando informação sobre hora e posicionamento relacionada com os produtos de carne através do referido receptor; de tal modo que o animal e subsequentes produtos à base de carne, incluindo informação sobre horas e posicionamento são monitorizados numa cadeia história continua.
2. Um método de acordo com a reivindicação 1, onde a localização do animal, carne ou produto à base de carne é determinada através dos meios de determinação de localização caracterizados pela marca identificativa de transmissor (20) .
3. Um método de acordo com as reivindicações 1-2 onde, pelo menos, uma temperatura do ar e da carne animal é medida no âmbito do animal, carne ou produto à base de carne através de meios que determinam a temperatura e que fazem parte da marca identificativa com transmissor (20).
4. Um método de acordo com as reivindicações 1-3, através do qual cada marca identificativa adicional fornecida na altura do abate possui o mesmo código da marca identificativa com transmissor (20) aplicada à nascença e 3 está interligada à localização da base de dados para uma actualização adicional com dados sobre o abate e a produção.
5. Um método de acordo com as reivindicações 1-4, através do qual o código da marca identificativa em cada produto embalado representa e está interligado aos dados do animal em um ou mais locais na base de dados (60) de acordo com a mistura de carne de diferentes animais no produto.
6. Um método de acordo com as reivindicações 1-5 através do qual um cliente final ganha acesso a, pelo menos, parte dos dados armazenados do animal através de uma interface (80)local computorizada.
7. Um método de acordo com as reivindicações 1-6, através do qual a marca identificativa com transmissor (20) consiste de um transmissor injectado e fixo ao músculo ou esqueleto do animal (10), preferencialmente na nuca.
8. Um método de acordo com as reivindicações 1-6, através do qual a marca identificativa é uma etiqueta inteligente fixa a uma embalagem que contém carne.
9. Um método de acordo com as reivindicações 1-8, através do qual o registo de informação sem fios (50) é conseguido através da transmissão de dados por meio de RFID, Bluetooth, tecnologia de rádio celular ou redes de área local sem fios.
10. Um método de acordo com as reivindicações 1-9, através do qual os meios de determinação de localização utilizam GPS, tecnologia de rádio celular ou bases de dados 4 geográficas existentes.
11. Um método de acordo com as reivindicações 1-10, através do qual é notificada uma descontinuidade de dados sobre horas e localização do animal na base de dados (60) e constitui um impedimento que autoriza a distribuição de animais, carne ou produtos à base de carne num mercado.
12. Um método de acordo com as reivindicações 1-11, através do qual os registos dos dados de posicionamento de animais na base de dados (60) são comparados de forma numérica com as localizações registadas de alarmes no âmbito de doenças, conteúdo alimentar não autorizado ou contaminação, para notificações na base de dados que constituem possíveis impedimentos na permissão de distribuição de animais, carne ou produtos à base de carne num mercado caso os dados de posicionamento correspondam parcial ou totalmente a um limite pré-determinado para os dados de posicionamento.
13. Um sistema de controlo e autenticação de qualidade e origem por meio de marcação electrónica, vigilância electrónica e posicionamento de gado vivo, carne ou produtos à base de carne através de redes para meios de dados e telecomunicações e determinação de localização caracterizado por: uma marca identificativa com transmissor electrónico (20), colocada a um animal (10) à nascença compreendida por meios de comunicação e um código de identificação; pelo menos um receptor de código de identificação (40) que activa registos sobre horas e localizações; uma base de dados ligada a uma rede (60) através da qual uma localização específica é representada por meio de código, sendo que a localização da base de dados é 5 actualizada por sistema sem fios (50) a partir da marca identificativa com transmissor (20) através de receptor (40), registando informação sobre horas e posicionamento relacionada com o animal (10); meios de introdução de dados para fornecimento de informação adicional acerca do animal para uma localização especifica da base de dados; meios de autorização com base na informação de, pelo menos, um acto de abate e distribuição para efeitos de, pelo menos, uma produção de carne, fabrico de produto à base de carne e reprodução; meios de digitalização de marca para leitura e substituição da marca identificativa do transmissor (20), quando o animal é abatido, com uma marca electrónica de cada peça de carne cortada na altura do abate, através do qual cada marca identificativa adicional é composta por meios de comunicação e um código ligado à referida localização da base de dados (60), registando informação sobre horas e posicionamento relacionada com a carne através do referido receptor; meios de digitalização e remoção das marcas identificativas das peças de carne cortadas aquando do processamento da carne em produtos embalados e através do qual cada produto embalado recebe uma marca identificativa de substituição caracterizada por meios de comunicação e um código interligado a, pelo menos, uma localização da base de dados (60), registando informação sobre horas e posicionamento relacionada com produtos à base de carne através do referido receptor; de tal forma que o animal, e subsequentes produtos à base de carne, incluindo informação sobre horas e posicionamento, são monitorizados numa cadeia história continua. 6
14. Um sistema de acordo com a reivindicação 13, através do qual a marca identificativa com transmissor (20) compreende meios de determinação de localização.
15. Um sistema de acordo com as reivindicações 13-14, em que a marca identificativa com transmissor (20) inclui ainda meios de determinação de temperatura.
16. Um sistema de acordo com as reivindicações 13-15, através do qual cada marca identificativa adicional fornecida na altura do abate possui o mesmo código da marca identificativa com transmissor (20) aplicada ao animal nascença e está interligada à localização da base de dados para uma actualização adicional com dados sobre o abate e a produção.
17. Um sistema de acordo com as reivindicações 13-16, através do qual a marca identificativa com transmissor de cada produto embalado representa e está interligado aos dados do animal em um ou mais locais na base de dados (60) de acordo com a mistura de carne de diferentes animais no produto.
18. Um sistema de acordo com as reivindicações 13-17, através do qual um cliente final, por meio de uma interface computorizada local (80) e através do código da marca identificativa, passa a possuir os meios de acesso a, pelo menos, parte dos dados do animal armazenado para se informar sobre a qualidade e origem do animal, carne e produtos à base de carne para venda.
19. Um sistema de acordo com as reivindicações 13-18, através do qual a marca identificativa com transmissor (20) 7 consiste de um transmissor injectado e fixo ao músculo ou esqueleto do animal (10), preferencialmente na nuca.
20. Um sistema de acordo com as reivindicações 13-18, através do qual a marca identificativa com transmissor é uma etiqueta inteligente fixa a uma embalagem que contém carne.
21. Um sistema de acordo com as reivindicações 13-20, através do qual o registo de informação sem fios (50) é conseguido através da transmissão de dados por meio de RFID, Bluetooth, tecnologia de rádio celular ou redes de área local sem fios.
22. Um sistema de acordo com as reivindicações 13-21, através do qual os meios de determinação de localização utilizam GPS, tecnologia de rádio celular ou bases de dados geográficas existentes.
23. Um sistema de acordo com as reivindicações 13-22, através do qual é notificada uma ausência ou descontinuidade de dados sobre horas e localização do animal na base de dados (60) e constitui um impedimento que autoriza a distribuição de animais, carne ou produtos à base de carne num mercado.
24. Um sistema em conformidade com as reivindicações 13-23, através do qual os registos dos dados de posicionamento de animais na base de dados (60) são comparados de forma numérica com as localizações registadas de alarmes no âmbito de doenças, conteúdo alimentar não autorizado ou contaminação, para notificações na base de dados que constituem possíveis impedimentos na permissão de distribuição de animais, carne ou produtos à base de carne num mercado caso os dados de posicionamento correspondam parcial ou totalmente a um limite pré-determinado para os dados de posicionamento. Lisboa, 14 de Julho de 2009
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