PT792879E - Processo para a preparacao de dicloridrato-3,5-hidrato do 3-¬2-¬4-(3-cloro-2-metilfenil)-1-piperazinil|-etil|-5,6-dimetoxi-1-(4-imidazolilmetil)-1h-indazol - Google Patents
Processo para a preparacao de dicloridrato-3,5-hidrato do 3-¬2-¬4-(3-cloro-2-metilfenil)-1-piperazinil|-etil|-5,6-dimetoxi-1-(4-imidazolilmetil)-1h-indazol Download PDFInfo
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Description
DESCRIÇÃO
“PROCESSO PARA A PREPARAÇÃO DE DICLORTORATO-3,5-HIDRATO DO 3-[2-[4-(3-CLORO-2-METILFENIL)-l-PIPERAZINIL]-ETIL]-5,6- -DIMETOXI-l-(4-IMIDAZOLILMETIL)-lH-INDAZOL’, A presente invenção diz respeito a um processo para a preparação de um dicloridrato, o qual é também um hidrato que contém uma molécula de água, de 3-[2-[4-(3-cloro-2-metilfeml)d-piperazinil]-etil]-5,6-dimetoxi-l-(4-imidazolilmetil)--lH-indazol representado pela fórmula (1) :
O hidrato é útil no tratamento terapêutico de seres humanos ou de animais ou na produção de preparações terapêuticas.
Descreveu-se, por exemplo, na patente de invenção norte-americana N° 3 362 956 que determinados derivados do indazol possuem acções sobre o sistema nervoso central tais como actividade anti-ansiolítica, actividade antiepiléptica e similares. De igual modo, encontra-se uma descrição em Arzneim. -Forsch.. 37(4), 498 - 502 (1987), afirmando que determinados derivados da piperazina têm uma função como inibidores da calmodulina. 2
Revelou-se que este composto representado pela fórmula (1) e os seus sais podem apresentar uma forte acção inibidora da calmodulina e também apresentam uma excelente acção protectora do cérebro em diversos modelos de perturbações cerebrais em animais. Por consequência, espera-se que este composto constitua um fármaco para uso na prevenção e no tratamento de diversas doenças provocadas por activação excessiva de calmodulina e perturbações cerebrais provocadas por doença cerebral isquémica, doença degenerativa do cérebro, doença traumática do cérebro, intoxicação por fármacos, hipoxia e similares.
Pode preparar-se o cloridrato-anidrato do composto de fórmula (1) realizando o tratamento da precipitação do cristal da base livre a partir de uma mistura de um solvente orgânico e ácido clorídrico. Porém, descobriu-se que os cristais do anidrato obtidos deste modo contêm o solvente orgânico utilizado para a precipitação do cristal e o solvente contido nos cristais não pode ser facilmente eliminado mesmo por secagem a quente sob pressão reduzida. Por exemplo, quando se utiliza etanol, a quantidade de etanol contida nos cristais era constituída por um valor grande e amplo compreendido entre 18 000 e 33 000 ppm. Foi igualmente revelado que a previsão da quantidade de solvente contido nos cristais e a sua regulação até um nível pré-determinado não pode ser feita facilmente.
Por outro lado, quando se utiliza metanol como solvente no momento da precipitação do cristal, o cloridrato-anidrato assim obtido do composto de fórmula (1) contém também metanol, mas é susceptível de eliminar o metanol contido quase completamente quando os cristais foram secos com aquecimento (120°C) sob pressão reduzida durante vários dias ou mais. Contudo, o cloridrato-anidrato obtido 3 pela eliminação do metanol deste modo, mostrou a propriedade de absorver humidade como resposta à humidade do meio ambiente à temperatura ambiente (mostrou a propriedade de absorver humidade quando a humidade é elevada mas liberta a humidade quando a humidade é baixa, ver a figura 1).
Deste modo, verificou-se que os cristais do cloridrato-anidrato do composto de fórmula (1) não podem ser facilmente transformados em composições farmacêuticas, visto que eles causam problemas diversos, de modo que não são apropriados como um material farmacêutico. O objecto da invenção é proporcionar o cloridrato de 3-[2-[4-(3-cloro-2--metilfenil)-1 -piperazmiI]-etil]-5,6-dimetoxi-l-(4-imidazolilmetil)-lH-indazol que se encontra isento dos problemas citados anteriormente e tem características excelentes como um material farmacêutico tendo elevada estabilidade em armazém. Com a finalidade de se conseguir este objectivo, os inventores da presente invenção conduziram estudos intensivos.
Como resultado, descobriu-se com surpresa que um hidrato do cloridrato de 3 -[2-[4-(3-cloro-2-metilfenil)-1 -piperazinil]-etil]-5,6-dimetoxi-1 -(4--imidazolilmetil)-lH-indazol não apresenta as desvantagens do seu cloridrato--anidrato e é completamente estável quando armazenado sob condições ambientais gerais. Este hidrato e a sua preparação a partir do composto de fórmula (1) foram descritos na patente de invenção EP 0 624 584. Tem uma forma cristalina de di-cloridrato-3,5-hidrato de 3-[2-[4-(3-cloro-2-metfifenil)-l-piperazinil]-etil]-5,6--dimetoxi-l-(4-imidazolilmetil)-lH-indazol representado pela fórmula (2) :
MeO
N^/
Me Cl (2) ZHC1 3.5HZ0 (por vezes refendo simplesmente como di-clondrato-3,5-hidrato no seguimento).
Por consequência, a presente invenção refere-se também a um processo para a preparação do di-cloridrato-3,5-hidrato de 3-[2-[4-(3-cloro-2-metilfenil)--1 -piperazinil]-etil]-5,6-dimetoxi-l-(4-imidazolilmetil)-lH-indazol que compreende o tratamento de um cloridrato-hidrato de 3-[2-[4-(3-cloro-2-metilfenil)-l- -piperazinil]-etil]-5,6-dimetoxi-l-(4-imidazolilmetil)-lH-mdazol o qual é um hidrato e/ou cloridrato menor do que o di-cloridrato-3,5-hidrato de 3-[2-[4-(3-cloro-2-metil-fenil)-l-piperazinil]-etil]-5,6-dimetoxi-l-(4-imidazolilmetil)-lH-indazol ccm água ou/e ácido clorídrico, sendo a quantidade de água utilizada duas a vinte vezes o peso do cloridrato-hidrato tratado. A presente invenção refere-se igualmente ao processo anterior para a preparação do dicloridrato de 3-[2-[4-(3-cloro-2-metilfenil)- l-piperazinil]-etil] - 5,6-d imetoxi-1 -(4- imidazolilmetil)-1H- indazol cristalino que tem substancialmente as características de diffacção aos raios X seguintes 5
Valor d dc afastamento da rcdc (Á)
Força relativa 28,1 média 27,5 média 27,0 média 26,4 média 25,6 média 25,3 forte 24,7 média 24,3 forte 22,0 forte 21,4 fraca 20,9 média 19,3 extremamente fraca 17,8 média 15,4 média 13,8 média 9,60 extremamente forte 9,09 extremamente fraca 8,46 média
Condições de medição
Fonte de raios : raio Cu-Κα (detector lateral, raio monocromático por monocrómetro)
Detector : Contador de cintilação
Corrente : 20 mA
Tensão de raios X : 35 kV
Velocidade de varrimento : 2°/min Espaço de amostragem : 0,010°
Sistema de fenda:
Fenda dc divergência — 1,0° Fenda de espalhamento = 1,0°
Fenda de recepção = 0,15 mm
Aparelho: Difractómetro de raios X em pó MXP-3V fabricado por Mack
Science O dicloridrato-3,5-hidrato de 3-[2-[4-(3-cloro-2-metilfenil)-l-piperazinil]--etil]-5,6-dimetoxi-l-(4-irmdazolilmetil)-lH-indazol ou os seus cristais são úteis no tratamento terapêutico de animais ou seres humanos; no tratamento de doenças provocadas pela expressão excessiva de calmodulina; no tratamento de doenças cerebrais; na formulação de composições farmacêuticas; na produção de composições farmacêuticas que são utilizadas no tratamento de doenças cerebrais; numa composição farmacêutica que contém dicloridrato-3,5-hidrato de 3-[2-[4-(3-cloro-2-metilfenil)-l-piperazinil]-etil]-5,6-dimetoxi-l-(4-imidazolil-metil)-lH-indazol e pelo menos um veículo aceitável sob o ponto de vista farmacêutico; numa composição farmacêutica que contém cristais de dicloridrato-3,5--hidrato de 3-[2-[4-(3-cloro-2-metilfenil)-l-piperazinil]-etil]-5,6-dimetoxi-l -(4--imidazolilmetil)-lH-indazol tendo substancialmente as seguintes características de & 7
difracção aos raios X
Valor d de afastamento da rede (Á) Força relativa 28,1 média 27,5 média 27,0 média 26,4 média 25,6 média 25,3 forte 24,7 média 24,3 forte 22,0 forte 21,4 fraca 20,9 média 19,3 extremamente fraca 17,8 média 15,4 média 13,8 média 9,60 extremamente forte 9,09 extremamente fraca 8,46 média e pelo menos um veículo aceitável sob o ponto de vista farmacêutico; na composição farmacêutica citada anterionnente na qual se utiliza a preparação para o tratamento de doenças provocadas pela expressão excessiva de calmodulina e na composição farmacêutica citada anteriormente na qual se utiliza a composição para o tratamento de doenças cerebrais. O quç sc segue descreve a presente invenção em pormenor.
Descobriu-se com surpresa que o diclondrato-3,5—hidrato de 3-[2-[4-(3--cloro-2-metilfenil)-1 -piperazinil]-etil]-5,6-dimetoxi-l-(4-imidazolilmetil)-1 H-indazol de acordo com a presente invenção representado pela fórmula (2) apresenta as propriedades seguintes. Ou seja, o hidrato não mostra alterações do seu padrão de difraeção dos raios X em pó ou do teor de água detectável quando se altera a humidade relativa dentro da gama, de cerca de 20 % até cerca de 80 % a 25°C (Fig. 2). De igual modo, alterações do seu aspecto foram dificilmente encontradas e as suas alterações do teor (determinação por HPLC) não foram detectadas sob condições de aquecimento a seco (50°C, frasco fechado de maneira estanque, 1 mês) ou condições de aquecimento em húmido (40°C, 75 % de humidade, 1 mês). É evidente destes resultados que o dicloridrato-3,5-hidrato (representado pela fórmula (2)) do composto de fórmula (1) possui uma excelente estabilidade em armazenagem. Isso significa, por consequência, que este hidrato pode ser guardado durante longos intervalos de tempo sem alterações. Em particular, este hidrato não absorve moléculas de água além daquelas que se encontram contidas como 3,5-hidrato, de modo que a quantidade de ingrediente activo contido como fármaco farmacêutico não se altera durante a armazenagem. Além disso, descobriu-se que não contém solvente orgânico nos seus cristais como acontece como o anidrato.
Os cristais do dicloridrato-3,5-hidrato de fórmula (2) podem ser
9 caracterizados pelo seu padrão de difracção dos raios X do pó, por exemplo, eles apresentam o espectro da figura 3 e os seus picos característicos do quadro 6. O dicloridrato-3,5-hidrato de fórmula (2) é ainda caracterizado pela sua análise elementar que coincide com o valor teórioo da sua fórmula molecular C26H3iClNc,0i*2HCl»3,5H20 (peso molecular: 631,00). •Calculada ; C, 49,49 %; H, 6,39 %; N, 13,32 %; Cl, 16,86 % •Encontrada ; C, 49,22 %; H, 6,38 %; N, 13,09 %; Cl, 16,85 %. O teor de água do dicloiidrato-3,5-hidxato de fórmula (2) coincide com o seu valor teórico quando medido pelo método de Karl Fischer. • Calculado : 9,99 % • Encontrado : 10,53 % O dicloridrato-3,5-hidrato de fórmula (2) é também caracterizado pela análise térmica da figura 4.
De acordo com a presente invenção prepara-se o dicloridrato-3,5-hidrato de fórmula (2) pelo método descrito anteriormente mas, porém, ele pode também ser preparado por um processo escolhido de entre os seguintes processos : (a) Um processo em que se trata a forma livre do 3-[2-[4-(3-cloro-2--metilfenil)-1 -piperazinil]-etil]-5,6-dimetoxi-1 -(4-imidazolilmetil)-l H-indazol com ácido clorídrico na presença de água. (b) Um processo em que se elimina a água e/ou o ácido clorídrico a partir de um cloridrato-hidrato de 3-[2-[4-(3-cloro-2-metilfenil)-l-piperazinil]-etil]--5,6-dimetoxi-l-(4-imidazolilmetil)-l H-indazol, o qual é um hidrato e/ou um cloridrato maior do que o dicloridrato-3,5-hidrato de 3-[2-[4-(3-cloro-2-metiltéml)- Ίο -l-piperazinil]-etil]-5,6-dimetoxi-l-(4-imidazolilmetil)-lH-indazo1 a ser produzido, por exemplo, por neutralização, secagem e meios similares. (c) Um processo em que se trata um sal de 3-[2-[4-(3-cloro-2-metil-fcnil)-l pipcrazinil] ctil] 5,6 dimetoxi-1-(4-imidazolilmetil)-1 H-indazol diferente do cloridrato na presença de água e de ácido clorídrico. Neste caso, consoante as solicitações, pode realizar-se o tratamento após a obtenção da forma livre do composto.
Ao realizar o tratamento citado anteriormente, podem utilizar-se solventes orgânicos conforme a ocasião assim o solicitar. E mais geral utilizar álcoois como tais solventes e, quando a toxicidade é tomada em consideração, é aconselhável o etanol ou o propanol e o etanol é o mais desejável.
Realizar o tratamento significa permitir a reacção do composto com ácido clorídrico na presença de água, de modo a ter lugar a formação de cristais do cloridrato-hidrato pretendido. Isto pode ter lugar num estado de suspensão, mas é desejável em geral realizar o tratamento num estado de solução. Em tal caso, pode utilizar-se uma fase de purificação, por exemplo, por adição de carvão activado.
Quando se neutraliza um cloridrato que contém mais ácido clorídrico do que no caso de dicloridrato ou de um seu sal de adição de ácido diferente do cloridrato, ele pode ser neutralizado deixando-o reagir com um hidróxido, carbonato, bicarbonato, alcóxido ou similar de um metal alcalino em solução. Em seguida, pode obter-se a forma livre do composto mediante um método utilizado habitualmente, se necessário, realizando a extracção e os tratamentos semelhantes.
No caso dos cristais que contêm ácido clorídrico em excesso (cloreto de ·/*»* y' 2·' \ 1-1 hidrogénio) ou água, pode ser conveniente em muitos casos, dependendo das suas propnedades, que uma vez obtida a forma livre se converta então a mesma no composto de interesse, em vez de se obter os cristais de interesse por neutralização, secagem e meios similares.
Quando se converte a forma livre ou os cristais que contêm menos ácido clorídrico no dicloridrato, pode utilizar-se ácido clorídrico em uma quantidade compreendida entre o mesmo equivalente e 3 equivalentes, geralmente dentro da gama de entre 1,5 a 2 equivalentes. A quantidade de água a utilizar encontra-se aproximadamente compreendida entre 2 e 20 vezes o peso dos cristais a utilizar, de preferência compreendida na gama de entre 3 e 5 vezes. (Quando se utilizam 2 ml de água para 1 grama de cristais brutos, isso significa duas vezes). O dicloridrato-3,5-hidrato da presente invenção exerce os seus efeitos não só mediante a sua administração por via oral mas também mediante a sua administração por via parentérica, em particular por injecção intravenosa, devido à sua solubilidade em água. Por consequência, pode ser administrado tanto por métodos orais como parentéricos. A dosagem do dicloridrato-3,5-hidrato de acordo com a presente invenção pode ser eventualmente alterada dependendo dos sintomas, da idade, do peso e similares de cada paciente. De uma maneira geral, a sua dose para a administração oral pode encontrar-se compreendida entre 1 mg e 1000 mg, de preferência entre 10 mg e 500 mg, por dia por adulto. Exemplos da sua forma de dosagem incluem comprimidos, cápsulas, pós, granulados e similares. Estes podem ser produzidos recorrendo a técnicas de formulação conhecidas, conjuntamente com as cargas, lubrificantes e ligantes habituais e os agentes aditivos similares. No caso dc administração parentética, a dose pode encontrar-se compreendida entre 1 mg e 500 mg. de preferência entre 10 mg e 250 mg, por dia por adulto, que pode ser administrada por injccção subcutânea ou intravenosa ou por infusão gota a gota. lima composição farmacêutica que contém o dicloridrato-3,5-hidrato de acordo com a presente invenção representado pela fórmula (2), quando utilizado em associação com outros fármacos, exercerá efeitos adicionais e sinergísticos sobre a prevenção e o tratamento de diversas doenças. Exemplos de tais fármacos incluem um melhorador da circulação cerebral (maleato de cinepazida ou similar), um melhorador do metabolismo cerebral (idebenona, indeloxazina ou similares), um agente antipsicótico (timiperona ou similar, imiplamina ou similar, diazepam ou similar), um agente de descompressão intracraniana (gliceol ou similar), um fármaco anti-hipertensor, um fármaco vasodilatador (trapidil ou similar), um fármaco antipirético-analgésico-antiflogístico, um esteróide anti-inflamatório, um agente antiplaquetas (ticlopidina ou similar), um anticoagulante (heparina ou similar), um agente indutor da fibrinólise (activador do plasminogéneo do tecido ou similar), um agente diurético, um agente antilipidémico (probucol ou similar), um fármaco antiúlcera, uma preparação de sangue artificial, um agente de tratamento de doenças hepáticas, um fármaco antitumor maligno e similar. fExemplos de Preparação]
Pode transformar-se o dicloridrato-3,5-hidrato de acordo com a presente invenção em preparações farmacêuticas por métodos conhecidos de uma maneira geral. Estes métodos são descritos ilustrativamente com referência aos exemplos de formulação seguintes, embora a presente invenção não seja restringida por estes exemplos como é evidente. Utilizaram-se prescrições em que o composto preparado no exemplo inventivo 3 foi empregado nos exemplos de formulação. (1) Composto do Exemplo Inventivo 1 10 g (2) Lactose 50 g (3) Amido de milho 15 g (4) Hidroxipropilcelulose 8 g (5) Carboximetilamido de sódio 7 g (6) Estearato de magnésio 1 g
Colocam-se os componentes anteriores (1), (2), (3) e (5) numa máquina de granulação de leito fluidizado e misturaram-se uniformemente após o que se transformou a mistura em grânulos utilizando uma solução aquosa a 6 % do componente (4) como solução ligante. Mistura-se tudo isto uniformemente com o componente (6) e utiliza-se como uma mistura em pó para a utilização na fabricação de comprimidos. Deste modo, preparam-se 100 comprimidos cada um dos quais com um diâmetro de 8 mm e contendo 100 mg de (1).
[Exemplo de Preparação 2] (1) Composto do Exemplo Inventivo 1 2g (2) Ácido clorídrico 0,1 N 150 ml (3) Glicose 50 g (4) Água destilada para uso em injecção restante (ver o seguinte)
Misturam-se os componentes anteriores (1), (2) e (3) e solubilizam-se 14"' após o que se ajustam até um volume total de 1000 ml por adição de água destilada para injecção. Submeteu-se esta solução a filtração estéril utilizando um filtro de 0,2 pm e distribuiu-se então em porções de 10 ml em ampolas com a capacidade de 10 ml. DESCRIÇÃO RESUMIDA DOS DESENHOS : A figura 1 representa um gráfico que ilustra as mudanças de peso do cloridrato-anidrato de 3-[2-[4-(3-cloro-2-metilfenil)-l-piperazinil]-etil]-5,6--dimetoxi-l-(4-imidazolilmetil)-lH-indazol representadas graficamente como uma função da humidade, a figura 2 representa um gráfico que ilustras as mudanças de peso do 3,5-hidrato da presente invenção representadas graficamente em função da humidade, a figura 3 ilustra o espectro de difracção do raio X do pó do 3,5-hidrato da presente invenção e a figura 4 representa um espectro de análise térmica do 3,5-hidrato da presente invenção. MELHOR MODO DE REALIZAR A INVENÇÃO :
Descreve-se a presente invenção com mais pormenor com referência aos exemplos seguintes, embora a invenção não fique restringida pelos mesmos, como é evidente.
[Exemplo de Referência 1] 5.6-dimetoxi-l-(l-triti1-4-imiHazolfl)-metil-lH-indazol--3-carboxilato de etilo
Suspende-se 5,6-dimetoxindazol-3-carboxilato de etilo (250,2 g) em sulfóxido de dimetilo (5000 ml), mistura-se a suspensão com 40,2 g de metóxido de lítio e agita-se à temperatura ambiente. Decorrida 1 hora de agitação à temperatura ambiente, adiciona-se gota a gota 2000 ml de sulfóxido de dimetilo em solução de
4-clorometil-l-tritilimidazol (447,8 g) à temperatura ambiente no decurso de 10 minutos. Logo que a mistura resultante foi agitada como tal à temperatura ambiente durante 2 horas, misturou-se com 4,2 g de metóxido de lítio e 4-clorometil-l--tritilimidazol (44,8 g) e agitou-se então à temperatura ambiente durante 1 hora e observou-se que a mancha do material praticamente desapareceu numa cromatografia em camada fma (clorofórmio / etanol = 30/1). Quando se despejou a solução reaccional em água gelada (30 000 ml) que foi agitada, precipitaram cristais. Isolaram-se os cristais mediante filtração com aspiração, lavaram-se com água (2000 ml x 3) e secaram-se então ao ar. Dissolveram-se em clorofórmio (10 000 ml), secou-se a solução resultante com sulfato de sódio e filtrou-se após o que se evaporou o solvente sob pressão reduzida. Separou-se o resíduo resultante e purificou-se mediante coluna de gel de sílica (clorofórmio / etanol = 50/1) após o que se recristalizou em clorofórmio-álcool isopropílico para se obter 222,0 g de cristais prismáticos incolores (ponto de fusão : 184 - 186°C). IV (KBr) cm·1: 1704, 1496,1268,1146,1132, 1092, 748, 700 RMN-*H Ô (ppm, CDC13) : 1,21 (6H, d, J = 5,9 Hz, Me de iso-PrOH), 1,46 (3H, t, J = 7,3 Hz), 3,93 (3H, s), 3,97 (3H, s), 4,01 (1H, m, CH de iso-PrOH), 4,49 (2H, q, J = 7,3 Hz), 5,61 (2H, s), 6,79 (1H, s), 7,03 (5H, m), 7,13 (1H, s), 7,28 (10 H, m), 7,47 (1H, s), 7,51 (1H, s).
Análise elementar para CjsHwNiiO^CsHgO Calculada; C 72,13 %; H 6,37 %; N 8,85 %
Encontrada; C 71,53 %; H 6,37 %; N 8,07 % [Exemplo de Referência 2] 5.6-Dimetoxi-1 -(1 -tritil-4-imidazolilVmetil-1 H-indazol- '16 -3-metanol Mói-se 5,6-dimetoxi-1 -(1 -tritil-4-iinidazolil)-metil-1 H-indazol-3 - -carboxilato de etilo (222,0 g) até uma forma de pó utilizando um almofariz e suspende-se em 1300 ml de tetra-hidrofurano à temperatura ambiente após o que se arrefece a suspensão com água gelada. Adicionou-se hidreto de bismetoxietoxialumínio e sódio (solução toluénica 3,4M, cerca de 250,0 ml) gastando-sc 15 minutos e subsequentemente agita-se com um banho de gelo. Observou-se que decorridos 30 minutos a mancha do material praticamente desapareceu numa cromatografia em camada fina (acetato de etilo / hexano = 2/1). Misturou-se a solução reaccional com uma solução aquosa sobressaturada de sulfato de sódio, agitou-se durante 1 hora, misturou-se com sulfato de sódio e filtrou-se então. Neste caso, lavou-se o sulfato de sódio no filtro com clorofórmio quente (500 ml x 5). Reuniram-se o filtrado e a solução de lavagem e evaporou-se o solvente sob pressão reduzida para se obter um sólido incolor (220,1 g). Recristalizou-se este sólido em clorofórmio para se obter 181,0 g de cristais prismáticos incolores (ponto de fusão : 115 - 120°C (dec.)). IV (KBr) cm'1 : 3216, 3172, 3008, 2936, 1510, 1488, 1472, 1444, 1302, 1260, 1172, 1156, 1128, 1102, 1036, 1014, 836, 764, 746, 702, 678, 666,636. RMN^HÓfopm, CDC13) : 3,91 (3H, s), 3,92 (3H, s), 4,92 (2H, s), 5,44 (2H, s), 6,76 (1H, s), 6,95 (1H, s), 7,05 (5H, m), 7,26 (1H, s, CHC13), 7,28 (1H, s), 7,31 (10 H, m), 7,46 (1H, s).
Análise elementar para C33H30N4O3*CHCl3
Calculada : C 62,83 %; H 4,81 %; N 8,62 % 17
Encontrada : C 62,50 %; H 4,63 %; N 8,42 % [Exemplo de Referência 3] 3-clorometil-5.6-dimetoxi-1 -(1 -tritil-4-imidazolilVmetil--lH-indazol
Mocu-se 5,6-dinietCKÍ-l-( 1 -tritil-4-imidazolil)-mctil lH-indazol-3-metanol (180,0 g) ate à forma de pó utilizando um almofariz e suspendeu-se em diclorometano (1700 ml) à temperatura ambiente. Após suspensão, agitou-se a solução reaccional com arrefecimento com um banho de gelo. Adicionou-se gota a gota no decurso de 5 minutos 48,6 ml de cloreto de tionilo. Observou-se que decorrido 1 minuto a mancha do material praticamente desapareceu numa cromatografia em camada fina (clorofórmio / etanol = 30/1). Despejou-se a solução reaccional em uma solução aquosa saturada de bicarbonato de sódio (2 000 ml) e extraiu-se com clorofórmio (5000 ml) após o que se secou o extracto com sulfato de sódio, se filtrou e se evaporou então sob pressão reduzida para se obter 165,1 g de um sólido incolor. Utilizou-se esta substância sólida na reacção subsequente como tal. RMN-’Η δ (ppm, CDC13): 3,95 (3H, s), 4,09 (3H, s), 4,83 (2H, s), 5,67 (2H, s), 7,02 (8H, m), 7,37 (10 H, m), 7,88 (lH,br).
[Exemplo de Referência 4] 5.6-Dimetoxi-1 -(1 -tritil-4-imldazolil)-metil-1 H-indazol--3-acetonitrilo
Suspendeu-se 3 -clorometil-5,6-dimetoxi-1 -(1 -tritil-4-imidazolil)-metil--lH-indazol (165,0 g) em 1200 ml de sulfóxido de dimetilo e agitou-se à temperatura ambiente. Adicionou-se 43,6 g de cianato de potássio que se 18 transformou em pó utilizando um almofariz. Agitou-se então a solução reaccional à temperatura de 70°C durante uma hora, tomando-se a solução reaccional uniforme e transparente, e observou-se que a mancha do material praticamente desapareceu numa cromatografía em camada fina (acetato de etilo / hexano = 2/1). Arrefeceu-se a solução reaccional à temperatura ambiente e despejou-se em 15 000 ml de água que se agitou vigorosamente, após o que se agitou a mistura durante uma hora. Isolou-se a substância sólida assim precipitada mediante filtração com aspiração, lavou-se com água (1000 ml x 3) e dissolveu-se em 5000 ml de clorofórmio, secou-se a solução resultante com sulfato de sódio e filtrou-se, após o que se evaporou o solvente sob pressão reduzida. Separou-se o resíduo assim obtido e purificou-se mediante cromatografía de coluna gel de sílica (acetato de etilo) para se obter 108,7 g de um sólido castanho claro. Utilizou-se esta substância sólida directamente na reacção subsequente. RMN-’H δ (ppm, CDClj) : 3,92 (3H, s), 3,94 (3H, s), 3,97 (2H, s), 5,42 (2H, s), 6,79 (1H, s), 7,00 (1H, s) 7,02 (1H, s), 7,06 (5H, m), 7,30 (10 H, m), 7,46 (1H, s).
[Exemplo de Referência 5] Ácido 5.6-Dimetoxi-l-(l-tritil-4-imidazolil)-metil-lH--indazol-3-acético
Suspendeu-se 5,6-dimetoxi-1 -(1 -tritil-4-imidazolil)-metil-1 H-indazol-3--acetonitrilo (107,0 g) em 1000 ml de etanol à temperatura ambiente. Adicionou-se uma solução aquosa de hidróxido de sódio 10N (40,0 g de hidróxido de sódio, preparado a partir de 100 ml de água) e, subsequentemente, aqueceu-se a mistura sob refluxo. Observou-se 6 horas mais tarde que a mancha do material praticamente desapareceu numa cromatografia em camada fina (acetato de etilo) Arrefeceu-se a solução reaccional até à temperatura ambiente e despejou-se em 5 000 ml de água. Ajustou-se então até pH 3 a 4 com uma solução aquosa de ácido clorídrico a 10 %, precipitando uma substância sólida incolor. Isolou-se mediante filtração e lavou-se com agua (500 ml x 3). Dissolveu-se a substância sólida assim obtida em 5000 ml de cloroforrmo. sccou-se a solução resultante com sulfato de sódio e filtrou-se após o que se t:\aporou o solvente sob pressão reduzida. Utilizou-se directamente 134,0 g da substância solida assim obtida na reacção subsequente. RMN-lH ò (ppm. CDC13): 3,84 (3H. s), 3.87 (3H, s), 3,89 (2H, s), 5,43 (2H, s), 6,76 (1H, s), 6,88 (1H, s) 6,93 (1H, s), 7,03 (5H. m), 7,28 (10 H, m), 7,48 (1H, s).
[Exemplo de Referência 6] 4-(3-Cloro-2-metilfenilV 1 -fΓ5.6-dimetoxi-1 -(1 -tritil-4--imidazolil)-metil-lH-indazol-3-in-acetil-piperazina
Suspendeu-se ácido 5,6-dimetoxi-l-(l-tritil-4-imidazolil)-metil-lH--indazol-3-acético (134,0 g) em diclorometano (1000 ml). Adicionou-se dissulfureto de 2,2-dipiridilo (63,5 g) e trifenilfosfma (75,6 g), agitou-se subsequentemente a mistura à temperatura ambiente (a suspensão tomou-se uma solução uniforme). Adicionou-se gota a gota 200 ml de diclorometano a uma solução de 4-(3-cloro-2--metilfenil)-piperazina (60,7 g) no decurso de 5 minutos, seguidos por 5 horas de agitação à temperatura ambiente. Observou-se que a mancha do material praticamente desapareceu numa cromatografia em camada fina (acetato de etilo / hexano = 3/1).
Evaporou-se o diclorometano na solução reaccional sob pressão reduzida - " 20 e misturou-se o resíduo assim obtido com acetato de etilo quente após o que se agitou para se obter a precipitação de uma substância sólida. Isolou-se mediante filtração com aspiração, lavou-se com acetato de etilo (500 ml x 2) e então secou-se ao ar para sc obter 140,Ί g de uma substância sólida e incolor. Separou-se a substância sólida e purificou-se mediante cromatografia de coluna sobre gel de sílica (clorofórmio / etanol = 30/1) para se obter 134,9 g de um sólido incolor. Recristalizou-se este último em etanol para se obter 120,0 g de cristais prismáticos incolores (P.F. 103 - 105°C). IV (KBr) cm'1 : 1646, 1628, 1508, 1466, 1450, 1430,1260, 750, 702 RMN-!H δ (ppm, CDC13) : 1,23 (1,2 H, t, J = 6,8 Hz, Me de EtOH), 2,28 (3H, s), 2,55 (2H, m), 2,73 (2H, m), 3,67 (4H, m), 3,71 (0,8 H, q, J = 6,8 Hz, CH2 de EtOH), 3,90 (3H, s), 3,93 (3H, s), 4,03 (2H, s), 5,43 (2H, s), 6,68 (1H, s), 6,72 (lH,d, J = 8,3 Hz), 6,90 (1H, s), 7,03 (7H, m), 7,14 (1H, s), 7,27 (10H, m), 7,41 (1H, s)
Análise elementar para C45H43N6O3Cl»0,4EtOH*H2O Calculada : C 70,10 %; H 5,70 %; N 10,70 %; Cl 4,72 %
Encontrada : C 70,02 %; H 5,78 %; N 10,60 %; Cl 5,11 % [Exemplo de Referência 7] 3-r2-r4-(3-Cloro-2-metilfenilVl-DÍperaizinill-etill-5.6--dimetoxi -1 -/4-imidazolilmetilV 1 H-indazol
Suspendeu-se 4-(3-cloro-2-meti1fenil)-l -[[[5,6-dimetoxi-1 -(1 -tritil-4- -imidazolil)-metil ]-metil] -mdazol-3 -il]-acetil] -piperazina (120,0 g) em tetra-hidro-furano (1000 ml). Adicionou-se 800 ml do complexo de borano-tetra-hidrofurano 1,0 M e subsequentemente aqueceu-se a mistura a refluxo. Observou-se 90 minutos mais tarde que a mancha do material praticamente desapareceu numa cromatografia em camada fina (acetato de etilo). Arrefeceu-se a solução reaccional à temperatura ambiente e misturou-se com 30 ml de água para decompor o reagente em excesso. Após evaporação do tetra-hidrofiirano sob pressão reduzida misturou-se o resíduo assim obtido com 150 ml de ácido clorídrico concentrado, 200 ml de água e 40 ml de etanol e agitou-se à temperatura de 50°C durante 1 hora. Arrefeceu-se a camada aquosa à temperatura ambiente, alcalmizou-se com carbonato de potássio e extraiu-se com 3000 ml de clorofórmio, secou-se a camada orgânica com sulfato de sódio e filtrou-se, evaporando subsequentemente o solvente sob pressão reduzida. Separou-se o resíduo assim obtido e purificou-se mediante cromatografia de coluna sobre gel de sílica (clorofórmio / etanol = 40/1) para se obter um sólido incolor. Recristalizou-se em álcool isopropílico-éter isopropílico para se obter 71,0 g de cristais prismáticos incolores (ponto de fusão : 143 - 144,5°C). IV (KBr) cm'1 : 1510, 1464, 1432, 1272, 1238, 1206, 1006 RMN-]H δ (ppm, CDC13): 2,34 (3H, s), 2,78 (4H, m), 2,90 (2H, m), 2,97 (4H, m), 3,17 (2H, m), 3,90 (3H, s), 3,91 (3H, s), 5,45 (2H, s), 6,83 (1H, s), 6,84 (1H, s), 6,92 (1H, m), 7,00 (1H, s), 7,09 (2H, m), 7,52 (lH,s).
Análise elementar para C26H3iN602C1
Calculada : C 63,09 %; H 6,31 %; N 16,98 %; Cl 7,16 %
Encontrada: C 62,93 %; H 6,30 %; N 16,88 %; Cl 7,16 % [Exemplo Comparativo 1] 1.5-Cloridrato de 3-r2-r4-(3-Cloro-2-metilfenil)-I- 22
Dissolveu-se uma porção de 6Ω g de cristais de 3-[2-[4-(3-eloro-2-metil-fenil)-1 -piperaziml] -etil]-5,6-dimetoxi-1 -(4-imi dazolilmetil)-1 H-indazol (forma livre) em 1000 ml de etanol com aquecimento. Misturou-se a solução resultante com 182,2 ml de ácido clorídrico IN e agitou-se durante 20 minutos após o que se evaporou o solvente sob pressão reduzida. Secou-se o resíduo assim obtido à temperatura ambiente durante 12 horas sob pressão reduzida na presença de pentóxido de fósforo. Dissolveu-se o pó assim obtido em 1300 ml de etanol anidro com aquecimento. Após dissolução, concentrou-se a solução até cerca de 1000 ml com aquecimento. Arrefeceu-se espontaneamente a solução assim concentrada com agitação e, após adição de cristais de sementeira, arrefeceu-se espontaneamente ainda até à temperatura ambiente com agitação. Isolaram-se os cristais assim precipitados mediante filtração e secaram-se por aquecimento (60°C) durante cerca de 12 horas sob pressão reduzida na presença de pentóxido de fósforo para se obter 64 g de cristais incolores (ponto de fusão : 226,5 — 228°C). IV (KBr) cm'1 . 2968, 2836, 2712, 2544, 2456, 1512, 1470,1436, 1338, 1260, 1208, 1166,1108,1032,1006, 862 RMN-’H (ppm, de-DMSO) 6 : 2,32 (3H, s), 3,20 - 3,21 (3,5 H, m), 3,40 - 3,52 (10H, m), 3,82, 3,86 (cada 3H, s), 5,53 (2H, s), 7,08 (1H, dd), 7,19 - 7,25 (2H, m), 7,31 - 7,33 (3H, m), 8,36 (1H, s).
Confirmou-se por uma análise de HPLC que os cristais obtidos neste caso continham cerca de 15 000 ppm de etanol residual.
[Exemplo Inventivo 11 Dicloridrato-3.5-hidrato de 3-r2-f4-(3-cloro-2-metilfeni11-l--ninerazinill-etil1-5.6-dimetoxi-l-(4-imiHa7:r>lilmetiD-lH-ÍTida7:r>l <*·»*«*; ' '23
Misturou-se uma porção de 5,50 g de cristais de 1,5-cloridrato (ariidrato) de 3 -[2- [4-(3 -cloro-2-metilfenil)-1 -piperazinil]-etil]-5,6-dimetoxi-1 -(4-imidazolil- metil)-lH-mdazol com 5,0 ml de ácido clorídrico IN e água destilada até um volume total dc 49,5 ml. Em seguida, aqueceu-se o vaso reaccioual a uma temperatura exterior de 120°C para efectuar o refluxo no interior do sistema, dissolvendo deste modo completamente os cristais. Arrefeceu-se a solução assim dissolvida à temperatura ambiente com agitação utilizando um agitador e agitou-se então durante todo um dia e uma noite. Isolaram-se os cristais assim precipitados mediante filtração e secaram-se ao ar durante dois dias para se obter 5,6 g de cristais prismáticos incolores (ponto de fusão: 166 - 167°C). IV (KBr) cm'1 : 3400, 2850, 1625,1505,1460,1425, 1245, 1150,1010, 840 RMN-'H (ppm, d^-DMSO) δ : 2,39 (3H, s), 3,30 - 3,80 (20 H, m), 5,74 (2H, s), 7,15 (1H, dd), 7,28 (1H, s), 7,30 (1H, dd), 7,43 (1H, s), 7,52 (1H, s), 7,69 (1H, s), 9,13 (1H, s), 11,80 (1H, bs), 14,80 (1H, bs).
Análise elementar para C26H3tNé02Cl«2HCl«3,5H20 Calculada : C,49,41; H, 6,54 ; N, 13,30; Cl, 16,83 Encontrada : C, 49,15; H, 6,44; N, 13,29; Cl, 16,99.
Valores da diffaeção de raios-X em pó Condições de medição;
Fonte de raios : raio Cu-Κα (detector lateral, raio monocromático por monocrómetro)
Delecloi . Contador de cintilação 24.,
Tensão de raios X : 35 kV Corrente : 20 mA
Velocidade de varrimento : 2°/min Espaço de amostragem : 0,010°
Sistema de fenda:
Fenda dc divergência - 1,0° Fenda de espalhamento = 1,0°
Fenda de recepção - 0,15 mm
Aparelho : Difractometro de raios X em pó MXP-3 V fabricado por Mack Science
Os picos caracteristicos do espectro de difraeção de raio X encontram-se representados no Quadro ó.
Valor d de afastamento da rede (Â) Força relativa 28,1 média 27,5 média 27,0 média 26,4 média 25,6 média 25,3 forte 24,7 média 24,3 forte 22,0 forte 21,4 fraca 20,9 média 19,3 extremamente fraca 17,8 média 15,4 média '25- 13,8 média 9,60 extremamente forte 9,09 extremamente fraca 8,46 média
Os exemplos de ensaios farmacológicos do composto de acordo com a presente invenção encontram-se indicados no seguimento, em que os resultados são obtidos principalmente utilizando o seu anidrato.
Relativamente à toxicidade, a toxicidade por administração oral individual é de 200 mg/kg ou mais, e não se observaram efeitos secundários graves em ratos pelo teste de toxicidade da administração oral repetida no decurso de 10 dias e o ensaio de toxicidade por injecção intravenosa repetida no decurso de 10 dias. Não se observaram acções particularmente graves por hemodinâmica e electrocardiograma em cães e não se observaram acções de inibição significativas no sistema nervoso central em macacos rhesus mesmo quando se administrou por injecção intravenosa 10 mg/kg.
[Exemplo de ensaio Farmacológico 1] Accão de Inibição da Calmodulina
Avaliou-se a acção de inibição da calmodulina utilizando o efeito de inibição da forfodiesterase dependente da calmodulina (PDE) como um índice. Modificou-se o método de Tompson et al. (Advances in Cyclic Nucleotide Research 10, 69, 1979) e utilizou-se no ensaio. Ou seja, tampão de Tris 50 mM (pH 7,5, contendo MgCl2 5 mM e 1 mg/ml de albumina de soro bovino), CaCl2 1 mM, ;' '26 · [3Ι I]-cGMP, calmodulina (CaM, origem de cérebro bovino), CaM-PDR (fosfodiesterase dependente de calmodulina, originária de cérebro bovino) e misturou-se uma amostra em estudo e incubou-se à temperatura de 30°C durante 10 nuiiuios Aqucceu-se durante 1 minuto cm água fervente para interromper a reacção, misturou-se com veneno de cobra (1 mg/ml) e deixou-se então reagir durante 10 minutos a temperatura de 30°C para efectuar a conversão do 5’-GMP formado por PDE em uuanosma Em seguida, absorveu-se o cGMP que não reagiu numa resina permutadora de iões (AGl-x8) e mediu-se então a radioactividade do fluído sobrenadante obtido por centrifugação utilizando um contador de cintilação liquida. Calculou-se o efeito de inibição de PDE como um valor de CI50 que era igual a 5,46 μΜ. Por outro lado, o W-7 utilizado como composto de controlo mostrou um valor de 33,5 uM.
[Exemplo de Ensaio Farmacológico 2] Accão sobre o modelo de hinoxia carregada com azoto no murganho
Realizou-se este ensaio de acordo com o método de Albert Wauquier et al. (JapanJ. Pharmacol., 38, 1 - 7 (1985)).
Utilizaram-se um total de 9 a 10 murganhos num grupo, e colocou-se cada animal 60 minutos após administração oral de um fármaco a ensaiar (30 mg/kg) num recipiente transparente (capacidade igual a 500 ml) equipado com uma saída dc ar e em seguida alimentou-se o recipiente com azoto gasoso com um caudal de 5,0 L/min. Mediu-se o intervalo de tempo desde o início da alimentação da gás até à interrupção da respiração. Quando o grupo testemunha foi definido como 100 %, a laxa de aumento foi de 15,1 %.
[Ensaio Farmacológico Exemplo 3] Alterações nas células nervosas do hinocamno no modelo da isquémia cerebral
Quando se carrega isquémia cerebral transiente num jird, as células nervosas do hipocampo começaram a sofrer necrose após vários dias e uma tal alteração é denominada morte retardada das células nervosas.
Realizou-se o ensaio seguinte de acordo com o método de T. Kirino (Brain Res., 239, 57 — 69 (1982)). Ou seja, carregou-se cada jird com 5 minutos de isquémia cerebral e sacrificou-se então para contar o número de células nervosas que permaneceram na região do hipocampo CAI.
As células nervosas do hipocampo CAI morreram quase completamente pela isquémia cerebral, mas a administração oral do composto (100 mg/kg) realizada 1 hora após a carga da isquémia cerebral mostrou um efeito protector distinto contra a morte das células nervosas.
Grupos de Ensaio Densidade de Células Nervosas do Hipocampo (células/mm) Grupo Normal 194 ±6,1 Grupo com Isquémia Cerebral 9 ±1,3 Isquémia Cerebral + grupo de composto 131 ±21,2 ** ++ : 0 < 0,01 vs. grupo com isquémia cerebral, n = 9 — 10 [Ensaio Farmacológico Exemplo 4] Efeito anti-edema do modelo do êmbolo cerebral da microesfera no rato 28
Realizou-se este ensaio de acordo com o método de Nobutaka Demura et al. (Neuroscience Res., 17, 23 - 30 (1983)).
Mediante anestesia com halotano, um rato SlC;Wis (cerca de 300 g) que tinha sido previamente tratado com canulação na veia caudal foi submetido a uma incisão no pescoço para arrancar a artéria carótida comum lateral esquerda. Rasgou-se a artéria do processo do palato aéreo e a artéria carótida externa do mesmo lado que foram submetidas a um grampeamento da artéria. Suspenderam-se microesferas de carbono (50 + 10 pm de diâmetro) em dextrano a 20 % e injectaram-se na artéria carótida comum do lado esquerdo para efectuar a dispersão das microesferas do hemisfério cerebral esquerdo via a artéria carótida interna esquerda, grampeou-se imediatamente a artéria carótida comum para interromper a sangria da parte injectada com as microesferas e em seguida removeu-se o grampo da artéria para restaurar a circulação sanguínea. Em seguida, injectou-se continuamente cada solução de fármaco utilizando uma bomba de infusão a partir do cateter que tinha sido inserido na veia caudal.
Sacrificou-se cada animal por decapitação 24 horas após a operação e cortou-se o cérebro imediatamente após a decapitação para medir os pesos húmidos de ambos os hemisférios esquerdo e direito. Secou-se então cada tecido durante a noite à temperatura de 150°C para medir o seu peso seco e para calcular o teor de água de cada hemisfério.
Como grupo de controlo, arranjou-se e tratou-se um grupo de veículo (dextrano a 20 % apenas) pela mesma maneira. 29 i
Grupos dc Ensaio Lado de Controlo (hemisfério direito) Teor de Lado Doente (hemisfério esquerdo) água (%) Grupo Testemunha (Grupo com veículo aplicado) 78,8 ±0,1 81,1 ±0,3 Grupo com composto aplicado (dose 2 mg/kg/hora, 8 horas) 78,7 ±0,1 79,8 ± 0,3* (dose 1 mg/kg/hora, 8 horas) 78,8 ±0,1 80,1 ± 0,4* p < 0,05 (Ensaio t de Student) n = 5
APLICABILIDADE INDUSTRIAL
Descobriu-se que o dicloridrato-3,5-hidrato de 3-[2-[4-(3-cloro-2-metil-fenil)-l -piperazinil]-etil]-5,6-dimetoxi-l-(4-imidazolilmetil)-lH-mdazol de acordo com a presente invenção era um cristal novo. Este cristal é caracterizado pela sua acentuada estabilidade em armazenagem. Por consequência é útil como um material farmacêutico.
Lisboa, 11 de Maio de 2001
r-v
Claims (2)
- REIVINDICAÇÕES 1. Processo para a preparação de diclondrato-3,5-hidrato de 3-[2-[4-(3--cloro-7-metil feni 1)-1 -piperazmil]-etí]-5,6-dimetoxi-1 -(4-imidazolilmetil)-1 H-indazol que compreende o tratamento de um cloridrato-hidrato de 3-[2-{4-(3-dcro-2-metil-fenil)-1 -prperaziml]--etil]-5,6-dimetoxi-l-(4-irnidazolilmetil)-lH-indazol, o qual é um hidrato e/ou cloridrato menor do que o dicloridrato-3,5-hidrato de 3-[2-[4-(3-cloro-2-metilfenil)--l-piperazinil]-etil]-5,6-dimetoxi-l-(4-imidazolilmetil)-lH-indazol com água ou/e ácido clorídrico, sendo a quantidade de água usada igual a 2 a 20 vezes o peso do cloridrato-hidrato tratado.
- 2. Processo de acordo com a reivindicação 1 para a preparação de dicloridrato-3,5-hidrato de 3-[2-[4-(3-cloro-2-metilfenil)-l-piperazinil]-etil]-5,6-di-metoxi-l-(4-imidazolilmetil)-l H-indazol cristalino tendo substancialmente as características de difracção dos raios X seguintes Valor d de afastamento da rede (Á) Força relativa 28,1 média 27,5 média 27,0 média 26,4 média 25,6 média 25,3 forte 24,7 média 2 24,3 forte 22,0 forte 21,4 fraca 20,9 média 19,3 extremamente fraca 17,8 média 15,4 média 13,8 média 9,60 extremamente forte 9,09 extremamente fraca 8,46 média Condições de medição: Fonte de raios raio Cu-Κα (detector lateral, raio monocromático por monocrómetro) Detector: Contador de cintilação Tensão de raios X : 35 kV Corrente : 20 mA Velocidade de varrimento : 2°/min Espaço de amostragem : 0,010° Sistema de fenda: Fenda de divergência = 1,0° Fenda de espalhamento = 1,0° Fenda de recepção = 0,15 mm Aparelho : Diffactómetro de raios X em pó MXP-3V fabricado por Mack Science Lisboa, 11 de Maio de 2001JOSÉ &E SaíUíVJO .·. ·." v t; .
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