PT83126B - Inalador - Google Patents

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Description

presente invento diz respeito a um inalador por meio do qual uma substância sólida que se acha dividida sob a forma de pequenas partículas, em especial uma substância farmacologicamente activa, pode ser introduzida no seio do ar inalado pelo utilizador do inalador.
São já conhecidos vários tipos de inaladores deste tipo, um dos quais se encontra apresentado na patente alemã 845385 (equivalente â patente U.K. 654860) concedida aos laboratórios Abbott. No dispositivo da Abbott a substância a inalar, que é uma substância sólida que se apresenta sob a-forma ώ um pó fino, é fornecida dentro de uma cápsula dotada de um crivo de rede na sua extremidade inferior. A cápsula é própria para ser introduzida dentro do dispositivo de maneira a que a sua parte inferior vá penetrar no interior de uma câmara que se acha em comunicação com uma abertura de entrada de ar através de um tubo de admissão que se acha dobrado de maneira a formar aproximadamente um semicírculo. Entretanto é proporcionada a existência de uma abertira de saída de ar sob a forma de um bocal ou de qualquer outro sistema semelhante. No interior do tubo de admissão encontra-se colocada uma esfera que quando se procede â inalação é obrigada por acção da corrente do ar inalado, a deslocar-se em direcção â extremidade do tubo de admissão indo chocar contra a cápsula e fazendo com que uma pequena quantidade de substância sólida vá passar através do crivo da cápsula e penetrar no seio da corrente de ar.
Um dos principais inconvenientes do dispositivo que se acabou de descrever consiste no facto de ele apenas ser adequado para a administração de uma relativamente grande quantidade de material, o que significa que o material que se acha contido no interior da cápsula precisa de compreeii der uma grande quantidade de um excipiente inerte juntamente com a substância activa. Isto quer dizer que é preciso fazer muitas inalações a fim de se conseguir transportar uma tal quantidade de material sólido, podendo ser necessário um perío·
do de tempo entre 5 e 10 minutos para que o utilizador consiga inalar a quantidade de ar suficiente para absorver a dose necessária de substância activa. Em grande parte dos casos isto é completamente inaceitável, especialmente naqueles em que a inalação se destina a ser utilizada para debelar estados que necessitam de tratamento imediato, como por exemplo o estado que se verifica no caso de um ataque de asma.
Além disso, devido à sua forma, o disposj_ tivo que se acabou de descrever é bastante dificil de manipular e é demasiado grande para poder ser facilnmte transportado numa bolsa ou numa algibeira. Finalmente verifica-se ser necessária uma manipulação muito complicada por parte do utilizador para preparar o dispositivo para ser utilizado, isto é, introdução da cápsula dentro do dispositivo depois de ter procedido â remoção de uma tampa que tapa o crivo (momento em que existe o risco de se verificar uma perda de produto sólido através do crivo) e a necessidade de proceder a um correcto posicionamento do dispositivo durante a operação de inalação.
Deve chamar-se a atenção para o facto de que algumas das desvantagens anteriormente referidas,nãp todas, são partilhadas por outras formas de inalador já conhe cidas. Em particular, todos os inaladores actualmente disponíveis no mercado apresentam dimensões relativamente grandes e, em consequência do seu custo, são todas destinadas a ser usadas repetidas vezes.
δθ$®ο
Um dos objectivos do presente invento consi_s te em proporcionar um inalador com uma concepção tal que, caso se pretenda, pode ser feito com umas dimensões muito menoressdo que as dos inaladores já conhecidos e que é suficientemente simples e económico para poder ser utilizado apenas uma vez e depois ser deitado fora e também em propordo nar um dispositivo por meio do qual possa ser administrada uma dose uniforme capaz de poder tornar a ser produzida exactamente com as mesmas características.
De acordo com o presente invento é proporcionado um inalador próprio para introduzir uma substância sólida, que se apresenta dividida sob a forma de pequenas partículas, no seio do ar inalado por um utilizador, compreen dendo um corpo que apresenta uma superfície que determina a formação de uma passagem sem-fim, uma abertura de entrada de ar e uma abertura de saída de ar que comunicam com a referida passagem sem-fim de maneira a fazer com que se estabeleça uma corrente de ar que vá passar da abertura de entrada de ar para a abertura de saída de ar através da referida passagem sob o efeito da inalação realizada pelo utilizador através da referida abertura de saída de ar, e uma esfera que se encontra situada na referida passagem e que é própria para circular à volta da referida passagem sob o efeito da referida corrente de ar, sendo a referida substância sólida aplicada sobre a superfície do referido corpo ou sobre a referida esfera.
A passagem sem-fim, que daqui em diante passará a ser designada por passagem orbital, deverá apresentar de preferencia uma forma pelo menos aproximadamente circular quando vista em planta. A abertura de saída de ar deverá também encontrar-se de preferencia disposto de maneira a que o ar saia da passagem orbital sgundo uma direcção centrípeta.As vantagens de se proceder desta maneira serão explicadas a seguir.
Num modelo de realização do invento a abertura de entrada de ar comunica com a passagem orbital através de uma conduta de admissão de ar que desemboca tangencialmente no interior da passagem orbital. No entanto, em alternativa, a abertura de entrada de ar pode desembocar directamente no interior da passagem orbital, indo neste caso o ar penetrar, por sua própria iniciativa, tangencialmente na passagem orbital. 0 significado da entrada tangencial do ar no interior da passagem orbital consiste no facto de que isso ajuda a assegurar o estabelecimento de um regime laminar para o escoamento do ar no interior da passagem orbital, o que tem vantagem na medida em que promove uma mais fácil circulação da esfera. Se o ar entrasse de uma maneira não tan gencial isso iria provavelmente fazer aumentar a turbulência e diminuir a eficácia do efeito de guiamento sobre a esfera.
Em seguida será feita referencia aos princípios de funcionamento do dispositivo, tal como estes são presentemente compreendidos.No entanto chama-se a atenção para o facto de que o funcionamento do dispositivo não está de modo nenhum dependente da exactidão da explicação que aqui será apresentada. 0 ar ê obrigado a entrar na passagem orbital, de preferencia tangencialmente, por efeito de uma sucção aplicada qa abertura de saída de ar. Isto faz com que a esfera seja posta em movimento orbital, movimento este que vai dar origem à formação de um espectro de movimentos relativos entre a superfície estacionária da passagem orbital e a superfície da esfera rodando em todas as direcções no espaço. Estes movimentos relativos vão exercer forças de compressão e de corte sobre o material da superfície da esfera, da superfície da passagem orbital ou entre as superfícies da esfera e da passagem orbital, dando inicio a um processo de fragmentação do material.
Isto é combinado com um processo de formação de aerosol, em consequência do que se vai formar uma dispersão de um material nas dimensões no seio do vés da abertura de saída ra centrípeta.
reduzido a partículas de muito peque ar de que sai da passagem orbital atraar, de preferencia de uma maneiNeste momento é conveniente chamar-se a atenção para o efeito vantajoso que decorre do facto de o ar sair de uma maneira centrípeta. Tanto a esfera como o material em partículas que circulam em torno da passagem orbital se acham submetidos â acção de forças centrífugas, ao passo que o ar é obrigado a sair centripetamente da passagem. Isto provoca um efeito de mistura eitre o ar e as partículas, indo o ar arrastar consigo inevitavelmente uma certa quantidade de partículas sólidas. Além disso também se chama a atenção para o facto de que as forças centrífugas e centripe tas opostas que actuam sobre as partículas vão promover uma separação entre as partículas de menores dimensões e as partículas de maiores dimensões, havendo maior probabilidade de as partículas de menores dimensões serem arrastadas pelo ar que se escoa de uma maneira centrípeta e menor probabilidade de as partículas de maiores, dimensões serem arrastadas. As partículas de maiores dimensões têm portanto tendência para permanecer na passagem orbital até serem reduzidas a dimensões ?ais pequenas. Uma outra e diferente vantagem decorrente do facto de o ar se escoar de uma maneira centrípeta é a que consiste no facto de isso tender a reduzir as dimensões do dispositivo e fazer com que este seja mais facil de construir.
inalador de acordo com o presente invento permite que as pequenas quantidades de substâncias activas possam ser administradas em doses rigorosas.Por conse quência não ê necessário diluir a substância activa de maneira que é possível obter-se uma acção rápida num curto período de tempo.
dispositivo de acordo com o invento não precisa de nenhum recipiente separado para a substância activa nem precisa de ser posto numa posição muito especifica quando está a ser utilizado, o que faz com que este dispositivo seja um dispositivo simples e fácil de manipular. Graças à sua acção quase imediata, este dispositivo é próprio para ser utilizado em situações de emergência. 0 dispositivo pode ser construído de uma maneira simples e com baixos preços de custo, o que permite que ele possa ser util£ zado apenas uma vez e depois deitado fora.
Além disso a concepção do inalador permite que este possa ser produzido com dimensões muito reduzidas, pelo que o inalador pode ser facilmente transportado pelo utilizador sempre que este o desejar.
Na passagem orbital, em vez de uma esfera podem ser colocadas duas, três ou mesmo mais esferas. As esferas adicionais promovem a criação de áreas de atrito suplementares, fazendo deste modo aumentar a quantidade de produto sólido que é descarregado.Este efeito pode ser ainda aumentado se as esferas tiverem diâmetros diferentes.
diâmetro da esfera utilizada é de preferencia de 2 a 7 mm, mais preferencialmente de 3 a 5 mm, e ainda mais preferencialmente de cerca de 4 mm. No caso de ser utilizada uma série de esferas o diâmetro anteriormente referido diz respeito ao diâmetro da(s) maior(es) de todas.
material sólido destinado a ser in£ lado é aplicado de preferencia sob a forma de uma película so bre a superfície da esfera e/ou sdbre a superfície da passagem orbital.A superfície da esfera e/ou a superfície da passagem orbital deve(m) ser de preferencia superficie(s) não lisa(s) uma vez que isto faz com que seja possível aplicar sobre ela (s) uma maior quantidade de substância activa, com que se promova uma mais rápida fragmentação da película durante a utilização do dispositivo e com que se verifique uma melhor dispersão da substância no seio do ar durante a utilização do dispositivo.
No caso de um modelo de realização preferencial do invento, o corpo do inalador consiste num suporte no qual se acham formados a passagem orbital, a conduta de admissão de ar tangencial(caso exista) e um sistema da descarga de ar que é centrípeto em relação â passagem orbital, sendo proporcionada uma folha ou placa de cobertura juntamente com as aberturas de entrada e de saída de ar.Neste mo delo de realização as aberturas de entrada e de saída de ar s são de preferencia realizadas sob a forma de umas simples abq^ turas circulares de passagem de ar formadas na folha ou placa de cobertura. A fim de se assegurar a existência de condições de baixo grau de contaminação microbiológica até ao momento em que o dispositivo vai ser utilizado, a própria folha ou placa de cobertura deverá ser de preferencia coberta por uma película des.tacável que tapa as aberturas de entrada e de saida de ar. A fim de se evitar que haja partículas de material sólido que se vão agarrar ã película na zona das abert£ ras de entrada e de saida da folha ou placa de cobertura, partículas essas que se podem desprender das superfícies da
esfera ou da passagem orbital durante o trançorte ou o manuseamento, a película deve ser de preferencia concebida de maneira a repelir essas mesmas partículas na zona das aberturas de entrada e de saida de ar. A fim de cumprir com essé objectivo a película pode ser constituída por um metal revestido, de preferencia alumínio revestido, com o resvestimento no lado que fica virado para as aberturas de entrada e de saida de ar. Em alternativa a película pode ser uma película totalmente metálica, por exemplo uma película de alumínio, ou pode ser uma película laminada, por exemplo composta por películas laminadas de papel e de alumínio, ou uma película revestida com um material hidrófobo como por exemplo o politetrafluoroetileno.
Em seguida o invento será descrito (fe uma maneira mais completa com referencia aos desenhos anexos em que:
a fig. 1 é uma vista esquemática, em corte e em alçado principal de um primeiro modelo de realização do dispositivo de acordo com o invento, cujo corpo ê composto por um suporte e por uma folha ou placa de cobertura;
As Figuras 2 e 3 são vistas em planta de suporte e da folha ou placa de cobertura do dispositivo que se acha representado na Figura 1;
a Figura 4 é uma vista em corte e a escala aumentada, tendo o corte sido executado segundo a linha IV-IV da figura 2;
a Figura 5 é uma vista explodida, em corte e em alçado principal de um segundo modelo de realização do dispositivo de acordo com o invento;
As Figuras 6 e 7 são vistas em planta do suporte e da folha ou placa de cobertura do dispositivo de acordo com a Figura 5;
ç a Figura 8 é uma vista esquemática e em corte de um protótipo do dispositivo de accrdo com o invento que é produzido para se proceder â realização de ensaios e que se encontra equipado com um corpo intercalar permutável;
as Figuras 9 e 10 são vistas respectivamente em alçado e em planta do corpo intercalar do dispositivo da Figura 8;
as Figuras 11 e 12 são representações esquemáticas de duas configurações possíveis da passagem orbital do inalador, diferentes da forma circular;
a Figura 13 é uma vista em perspectiva de outro modelo de realização que se encontra equipado com um bocal; e a Figura 14 é uma vista em planta do suporte e da folha ou placa de cobertura de um outro mafelo de realização do invento.
inalador que se acha representado nas Figuras 1 a 3 compreende um corpo constituido por um suporte (1) e por uma folha ou placa de cobertura (2), encontrando-se o suporte (1) equipado com uma zona escavada que vai determinar no corpo a formação de uma passagem orbital (3), de forma circular toroidal, própria para receber uma esfera (4). 0 suporte (1) encontra-se equipado com uma outra zona escavada que determina a formação de uma conduta (5) de admissão de ar que vai desembocar no interior da passagem orbital (3).A conduta (5) comunica com uma abertura circular (6) de passagem de ar que se acha formada na folha ou placa de cobertura (2) e que constitui a abertura de entrada de ar do dispositivo.0 suporte (1) ainda se encontra equipado com um sistema (7) de descarga de ar que estabelece uma comunicação entre a passagem orbital (3) e uma abertura circular (8) de passagem de ar que se acha formada na folha ou placa de cobertura (2) e que constitui a abertura de saida de ar do inalador.As aberturas (6) e (8) de entrada e de saida de ar são tapadas de uma maneira estéril por meio de uma película destacável (9). Chama-se a atenção para o facto de que a conduta (5) de admissão de ar é de profundidade inferior à da passagem orbital (3), de maneira que a esfera (4)nunca deixe de ser objecto de um suficiente guiamento mecânico mesmo na zona adjacente àquela onde a conduta vai desembocar no interior da passagem orbital. A substância activa que se destina a ser inalada deve ser de preferencia aplicada sob a forma de uma película na superfície da esfera (4) e/ou na superfície da passagem orbital (3) de uma maneira que será em seguida descrita de uma maneira mais pormenorizada.
Conforme se acha representado na Figura 4, a esfera (4) tem uma certa folga em relação à superfície da passagem (3), sendo esta superfície formada parcialmente pela superficoe interior do suporte (1) e parcialmente por uma parte da superfície interior da folha ou placa de cobertura (2).A amplitude da folga determina o grau de eficiência com que a esfera faz a propulsão do ar e o grau de intensidade com que a substância activa é arrastada pelo ar que sai de passagem orbital. Devido â sucção de ar que durante a inalação tem lugar na abertura (8) de saida de ar, o ar vai entrar na passagem orbital através da conduta de admissão (5) e impelir a esfera (4). Conforme já foi anteriormente referido, devido ao movimento da esfera, vão-se exercer forças de compressão e de corte entre a superfície de esfera e a superfície da passagem orbital, o que em primeira instância serve para remover partículas de substância- activa de qualquer uma daquelas superfícies sobre a qual ela tenha sido aplicada, e depois para triturar ou dispersar essas mesmas partículas.
As partículas de muito pequenas dimensões vão ser depois distribuídas no seio do ar que que sai da passagem orbital através do sistema de descarga (7) e daí para o utilizador através da abertura (8) de saida de ar.
sistema (7) de dsecarga centrípeta de ar é formado por três espaços livres entre o suporte (1) e a folha ou placa de cobertura (2) numa zona central (10) defin^ da no interior da passagem orbital (3).No modelo de realização que se acha representado nas figuras 1 a 4 o sistema (7) de dsecarga de ar é simplesmente constituído por umá folga anular de secção transversal uniforme cujo diâmetro exterior é o diâmetro (D) da zona (10) e cujo diâmetro interior é o diâmetro da abertura circular (8) de saida de ar.
Pode-se melhorar a eficiência da propulsão imprimida â esfera fazendo com que a anteriormente referida folga anular apresente uma secção transversal não uniforme, apresentando por exemplo um valor mínimo imediatamente a seguir à entrada da conduta de admissão (5) no interior da passagem orbital, localização (a) na Figura 2, e aumentando gradualmente até atingir um valor máximo imediatamente antes de atingir a conduta (5) de admissão de ar, localização (b) na Figura 2, e antes de voltar abruptamente a um valor mínimo no local (c) na Figura 2. Pode obter-se facilmente uma variação deste tipo na secção transversal do sistema (7) de descarga de ar conferindo uma configuração espiral ou denteada â zona central (10) da passagem orbital (3), conforme serâ descrito em seguida de uma maneira mais pormenorizada com referencia âs Figuras 8 a 10.
No modelo de realização que se acha representado nas Figuras 5 a 7, a zona central (10) apresenta uma parte superior de forma tronco-cónica com um ângulo de cone de 120°. A superfície superior da parte tronco-cónica é coplanar com a superfície superior da interface entre o suporte (1) e a folha ou placa de cobertura (2).A abertura (8) de saida de ar tem um diâmetro correspondente ao diâmetro interior da passagem orbital (3), isto ê, ao diâmetro da base da parte tronco-cónica da zona central (10), de maneira a determinar a formação de uma folga anular entre o bordo inferior da abertura (8) de saida de ar da folha de cobertura (2) e a superfície tronco-cónica da zona sitrai (10). Tal como acontece no caso do modelo de realização das Figuras 1 a 4, o sistema de dsecarga de ar apresenta uma folga anular de simetria cilíndrica, isto é, a folga anular tem a mesma secção transversal em todos os pontos.
No caso de um modelo de realização prático e típico do dispositivo caracteristico do invento que se acha representado nas Figuras 5 a 7, o comprimento do inalador é de 50 mm, a largura 22 mm e a altura 4,5 mm. A passagem orbital tem uma largura de 3,1mm e a esfera de vidro utilizada tem um diâmetro de 3mm. 0 diâmetro da abertura (8) de saída de ar é de 10mm, e o diâmetro da abertura (6) de entrada de ar ê de 5 mm. Dependen do dos valores escolhidos para a diferença de pressão e para a folga de esfera, a velocidade de rotação da esfera acha-se situada entre 5 e 50 Hz, o que corresponde a um valor entre 300 e 3.000 rotações por minuto. No caso de, como é preferível, o diâmetro da esfera ser de 4mm, a largura orbital é de preferencia de cerca de 4, 3 mm, mantendo -se as outras dimensões já anteriormente referidas com um valor substancialmente idêntico. Ao modelo de realização das Figuras 1 a 4 aplicam-se basicamente as mesmas caracteristicas dimensionais.
A partir do que acaba de ser dito em relação âs dimensões é facil de constatar que o di£ positivo caracteristico do presente invento pode ser feito com umas dimensões muito reduzidas, em contraste com os ina ladores actualemnet disponíveis no mercado.
Na Figura 8 encontra-se representada parte de um protótipo do inalador de acordo com o invento, composto por tres elementos de alumínio. Estes tres elementos são um corpo inferior de suporte (la) que se acha equipado com uma passagem orbital circular (3a), uma placa de cobertura (2a) que se acha dotada com uma passagem circular orbital (3a), uma placa de cobertura superior (2a) que se acha equipada com uma passagem de ar circular (8a) que constitui a abertura de saída de ar,e um corpo intercalar permutável (11) cuja extremidade superior (11a) constitui a zona central da passagem orbital (3a). Este
8E56CWT* prolôtipo tem.sido utilizado para ensaiar varias configurações geométricas da zona central da passagem orbital.
Conforme se pode ver na Figura 8, a passagem tronco-cônica (11b) da extremidade superior (11a) do corpo intercalar (11) apresenta uma forma espiral, graças ao que a secção transversal da folga anular (7a) que determina a formação do sistema de descarga centrípeta de ar vai alargar a partir de um valor mínimo na zona situ_a da imediatamente a seguir â união com a conduta de admissão de ar até atingir um valor máximo na zona situada imediatamente antes da conduta de admissão de ar.
Com referencia ãs Figuras 9 e 10, onde o corpo intercalar se acha repersentado respectivamente em alçado e em planta, será em seguida feita uma breve descrição de maneira como é produzida a anteriormente referida forma espiral por meio de uma fresa radial. 0 corpo intercalar (11) é primeiro fabricada com a forma que se acha ilustrada na parte superior da Figura 9, ou seja, a extremidade superior é formada por uma parte cilíndrica inferior sobre a qual se acha sobreposta uma parte tronco-cõnica com um ângulo de cone de 90°. 0 corpo intercalar (11) vai depois rodar lentamente em torno do seu eixo vertical e ao mesmo tempo uma fresa vai avançando lentamente em direcção ao eixo de rotação do corpo intercalar. A fresa ê uma ferramenta com um diâmetro de aproximadamente 4 a 5 mm e o eixo de rotação da fresa é referenciado pelo numero (12) na Figura 9. 0 corpo intercalar (11) vai rodar um ângulo de 330° ao mesmo tempo que a fresa vai avançando o que vai dar origem à formação da forma espiral que se acha representada nas Figuras 8 a 10.
Em consequência da forma espiral da zona central da passagem orbital, a secção transversal da folga anular de descarga de ar é relativamente peque
na na primeira fase de propulsão da esfera, uma fase que po de ser considerada como estendendo-se ao longo de um arco com um ângulo ao centro de 120° a partir de um ponto situ£ do imediatamente a seguir à abertura da conduta de admissão de ar no interior da passagem orbital.
Durante esta fase muito pouco ar se pode escoar para fora da passagem orbital. Segue- se uma segunda fase durante a qual a secção transversal da folga se vai tornando progressivamente mais larga, de maneja ra que cada vez mais ar vai podendo sair da passagem anular. Chama-se a atenção para o facto de que não existe uma separação bem definida entre estas duas fases, uma vez que o aumento da largura da folga anular é contínuo. Durante a primeira fase consegue-se obter uma propulsão eficaz da esfera, sendo o objectivo conseguir fazer com que a esfera atinga uma velocidade de rotação tão elevada quanto possível. Durante a segunda fase a esfera continua a ser impulsionada mas perdem-se grandes quantidades de ar a partir da zona situada à frente da esfera, indo o ar arrastar consigo material dividido em pequenas partículas que se desti na a ser inalado. A segunda fase garante que a quantidade pretendida de material dividido sob a forma de pequenas partículas possa ser inalado a uma pressão de sucção aceitavelmente baixa.
Descobriu-se que podia ser vantajoso utilizar uma passagem orbital com uma forma íigeiramente diferente da forma circular uma vez que os efeitos de aceleração periódicos sobre a esfera têm tendencia a pro mover uma melhor remoção de substancias activa da superfície da esfera e/ou da superfície da passagem orbital, e uma melhor formação de aerossol. Essas forças de aceleração peri^ dicas podem ser criadas através da utilização de uma passagem elíptica ou da utilização de uma passagem de forma geral circular com uma serie de recortes convexos ou côncavos,
por exemplo em número de dois ou de quatro. Em qualquer dos casos de diferenças ou desvios em relação â forma circular não devem ser muito grandes senão o efeito de travagem sobre a esfera torna-se demasiado forte. As passagens elépticas com um coeficiente de elipticidade de cerca de 1,25 mostraram ser adequadas.
As Figuras 11 e 12 são desenhos esquemáticos que ilustram dois exemplos de passagens circulares com recortes convexos e côncavos respectivamente. A seta (13) indica a direcção e o seritido da admissão de ar no interior da passagem orbital. 0 desvio em relação à forma circular, referenciado pela letra (d),pode atingir um valor de cerca de 1/25 do diâmetro da passagem circu lar.
dispositivo de acordo com o presente invento pode ser utilizado para inalações através da boca ou através do nariz. A fim de fazer com que seja mais facil utilizar o dispositivo sobre a folha de cobertura (2) , pode ser montado um elemento de saída,com a forma de um bocal de um nasal, de acordo com as necessidades impostas por cada caso, de maneira a comunicar com a abertura (8) de saida de ar. Na Figura 13 encontra-se representada uma vista em perspectiva dum dispositivo de acordo com o invento que se encontra equipado com um bocal que se acha indicado com o numero de referencia (20). Quanto ao resto o dispositivo da Figura 13 ê aproximadamente idêntico àquele que se acha representado nas Figuras 5 a 7, sendo por conseguinte utilizados os mesmos numeros de referencia para designar peças semelhantes na Figura 13 e nas Figuras 5 a
A existência de um elemento de saida do tipo daquele que se acabou de referir torna-se particularmente interessante quando este elemento é utilizado em ligação com o outro modelo de realização'do invento que se encontra representado na Figura 14. No modelo de realização da Figura 14 ê omitida a conduta de admissão I (5) e o ar entra na passagem orbital (3) através de uma abertura (61) de entrada de ar que se acha formada no suporte (11) em vez de na folha de cobertura (21). Na folha de cobertura (21) acha-se formada apenas a abertura (8) de saída de ar. Tanto o suporte (Γ) como a folha de cobertura (21) têm as suas dimensões reduzidas de uma maneira comparável â dos modelos de realização que foram anteriormente descritos e encontram-se representados na Figura 14 com uma forma circular. Este modelo de realização é tão pequeno que convêm incorporar um elemento de saida com a forma de um bocal ou de um nasal a fim de que o dispositivo ' possa ser adequadamente seguro pelo utilizador. * corpo do inalador de acordo com o presente invento, isto ê, o suporte (1) ou (11) e a folha em placa de cobertura (2) ou (21) pode ser feito num material plástico, por exemplo ABS, sendo o suporte consU tuído por uma peça moldada por injecção a partir de um granulado de material plástico ou estampada a partir de uma folha de material plástico, que ê aquecida e enformada sobre um molde. Actualmente prefere-se utilizar o processo de moldagem por injecção uma vez que este processo permite obter graus de precisão mais elevados. Em alternativa, o corpo do inalador pode ser formado por um metal, como por exemplo o alumínio, sendo a forma pretendia para o corpo obtida por estampagem normal ou profunda.
suporte e a folha de abertura podem ser ligados um ao outro por meio de uma serie de métodos diferentes, sendo escolhido aquele que melhor se adapte aos materiais utilizados, incluindo os da soldadura por meio de ultra-sons, de união anôdica, ou de adesão. No caso de ser utilizado o método de adesão a quantidade de substancia adesiva, a matriz sobre a qual é aplicada a substancia adesiva e a pressão de contacto utilizadas devem ser escolhidas de maneira a fazer com que seja evitada a penetração da substancia adesiva no interior da passagem percorrida pela esfera.
A esfera pode ser feita de vidro, de metal, de um material plástico, de um material cerâmico, por exemplo alumina.
Por razões jâ anteriormente referidas, é possível e preferível que a superfície da esfe ra e/ou a superfície da passagem orbital seja(m) uma(s) superficie(s) não lisas. No caso das esferas de vidro uma superfície aspera surte o efeito desejado e permite obter uma boa adesão da substancia activa quando esta é aplicada sobre a esfera molhando esta com uma solução da substancia activa e deixando-se depois evaporar o solvente. A forma de aplicação da substancia activa âs esferas de vidro será em seguida descrita de uma maneira mais pormenorizada. Em alternativa a esfera pode apresentar uma estrutura superficial semelhante à da uma bola de golfe. Se a superfície de passagem orbital não for lisa, e possivelmente, a substância activa for aplicada também à passagem orbital, e a esfera de vidro utilizada pode ser tratada com ácidos.
Para além das caracteristicas que a superfície da passagem orbital pode apresentar que sejam capazes de fazer com que esta superfície não lisa, seja a superfície de passagem orbital deve apresentar de preferencia umas estrias que se estendem ao longo da direcção do moviemnto da esfera, semelhantes às estrias dos canos das armas de fogo. 0 contacto da esfera com a passagem helicoidal estriada faz com que a esfera seja obrigada a girar em torno de um eixo perpendicular à direcção da trajectoria Supõe-se que este facto constitui uma vantagem especial no que diz respeito à dispersão da substancia activa no seio do ar. As estrias helicoidais podem ser formadas na passagem orbital durante os processos de moldagem por injecção de estampagem normal ou profunda, ou de quaisquer outros processos por meio dos quais é formado, o suporte.
As funções de trituração e de dispersão que a esfera possui serão melhor compreendidas a partir do comportamento dinâmico da esfera com referencia à Figura 4.
1. Sob influencia da força centrífuga a esfera roda em contacto com a parede anular exterior da passagem orbital (3), ponto de contacto (B). Isto faz com que a esfera seja obrigada a girar em torno do eixo (A).
2. As estrias helicoidais da superfície da passagem orbital vai fazer com que a esfera vâ ser obrigada a girar também no sentido da seta, em torno do eixo (C) que se estende perpendicularmente ao plano do desenho.
3. 0 gradiente de velocidade entre a superfície da es_ fera e a superfície da passagem orbital continua a aumentar na direcção e sentido da seta (L) que representa o escoamen to de ar em direcção ao sistema de descarga centrípeta, o que devido às forças de aceleração que vão actuar sobre as partículas, vai contribuir para uma boa distribuição particulas/ar.
inalador de acordo com o invento é proprio para a adminsitração de qualquer substancia farmacologicamente activa capaz de poder ser inalada e que é absorvida através das membranas mucosas das passagens res
piratórias. Em particular, o inalador é concebido para o tratamento da asma e da bronquite por meio de substancias tais como salbutamol, o dipropionato de beclometasona, a terbutalina e o cromoglicato de sodio.
Existem varias maneiras de introduzir a substancia activa no interior do inalador, sendo a seguir descritas algumas delas:
1. A substancia activa é dissolvida num solvente e a esfera mergulhada na solução. Após a evaporação do solvente vai permanecer uma película de substancia activa solida.
2. Uma solução de substancia activa ê introduzida na zona escavada do suporte que forma a passagem orbital. Depois de secagem da solução vai ficar na zona escavada uma película de substancia activa.
3. Depois de o dispositivo ter sido todo montado, incluindo a esfera, procede-se à introdução da substancia activa, sob a forma de uma solução, no interior da passagem orbital e quando a solução evapora vai ficar aplicada sobre a superfície da passagem orbital uma película de substância activa que pode ficar também aplicada sobre a superfície da esfera.
4. A substancia activa é introduzida no estado solido no interior do dispositivo depois de este ter sido montado. Neste caso o material, que se apresenta sob a forma de pequenas partículas, vai ficar simplesmente depositado sobre a superfície da passagem orbital sem ficar agarrado a esta como quando é aplicado sob a forma de uma película.
Se a substância activa for aplicada sob a forma de uma solução e se o corpo do inala-
dor for feito.de material plástico, é preciso ter atenção â possibilidade de o solvente utilizado poder reagir com o material plástico, por exemplo por dissolução do plastificante. No caso de isso poder acontecer ê possível submeter o corpo do inalador a um processo de revestimento metálico por vaporização a fim de se impedir que este seja atacado pelo solvente.
Devido ao movimento de rotação da esfera as partículas de substância activa sólida vão ser finamente trituradas ou dispersas, indo a saída do inalador apresentar um diâmetro tal que uma fracção das partículas, com dimensões da ordem dos 10 a 20 mícrons, pode ser inalada. A quantidade total de substância activa que precisa de sair do inalador depende da natureza da própria substancia activa e da dosagem que é necessário utilizar. Por exemplo, no caso do salbutamol uma dosagem tipica ê que se situa entre os valores de 200 e 400 pg.
Tal como jâ foi anteriormente referido, os inaladores podem encontrar-se equipados com mais do que uma esfera, cada um deles. Por exemplo, quando a passagem orbital tem uma largura de 3,7 mm pode ser utiU zado um par de esferas com um diâmetro de 3,5 e 3mm, e quan_ do a passagem orbital tem uma largura de 4,3 mm pode ser utilizado um par de esferas de 4,1mm e de 3,7 mm de diâmetro. Estas dimensões são dadas apenas a título de exemplo, podendo ser utilizadas outras dimensões. Em qualquer dos casos a esfera de maior diâmetro é aquele a que o ar vai transmitir a principal força de propulsão. A esfera de menor diâmetro irá ser impelida principalmente pelo impacto com a esfera maior. Quando forem utilizadas duas esferas ambas podem ser portadoras da mesma substancia activa mas existe a possibilidade de serem portadoras de substancias activas diferentes, uma em cada uma das esferas. Por exem pio, se alguma vez for necessário administrar simultâneamen te salbutamol e dipropionato de beclometasona, uma das esferas pode ser revestida com uma destas substancias e a outra esfera com a outra substância.
Outra possibilidade oferecida pela utilização de uma serie de esferas é a de uma das esfe ras poder ser formada unicamente pela substância activa, ou por uma mistura de uma substancia activa e de um recipiente inerte, em vez de a substancia activa se apresentar apenas sob a forma de revestimento aplicado sobre um substracto inerte tal como o vidro. Neste caso a outra ou as outras esferas pode(m) ser portadora(s) de uma substancia activa ou pode(m) ser formada(S) apenas pelo substracto inerte e a esfera que ê constituída apenas pela droga não deve ser a maior das esferas a fim de que a força de propulsão principal possa ser aplicada à outra esfera, ou a uma das outras esferas, conforme o caso.
Em seguida serão apresentados alguns exemplos de composições utilizadas para o revestimeii to de esferas de vidro com salbutamol por meio do método de solvente anteriormente referido. As composições são apresentadas em percentagens ponderais.
60$00
Composição 1
Esferas de Vidro 4mm
Salbutamol
Etanol
Composição 2
Esferas de vidro 4mm
Salbutamol
Etanol
Composição 3
Esferas de vidro 4 mm
Salbutamol
PoliviniIpírrolidona
Etanol
59,95
0,08
39,97
57,49
0,08
42,43
59,37
0,08
0,008
40,542
Composição 4
Esferas de vidro 4mm
Salbutamol
Etanol
98,96
0,17
0,87
Composição 5
Esfera de vidro 3mm
Salbutamol
Polivinilpirrolidona
Etano1
Composição 6
Esferas de vidro 4 mm
Salbutamol
Polivinilpirrolidona
Etanol
Composição 7
Esferas de vidro 4mm
Salbutamol
Etanol
Composição 8
Esfera de vidro 4mm
Salbutamol
Polivinilpirrolidona
Etanol
Composição 9
Esferas de vidro 3mm
Salbutamol
Polivinilpirrolidona
Etanol
Composição 10
Esferas de vidro 4 mm
Salbutamol
Etanol
Agua destilada
G1icerina
Composição 11
Esferas de vidro
Etanol
Agua destilada
G1 icerina
Salbutamol ,95
0,56
0,09
7,40
59,91
0,15
39,50
0,40
0,04
59,66
39,73
0,40
0,06
0,15
Composição 12
Esferas de vidro 4 mm
Salbutamol
Xi1itol
Agua destilada
Etanol
Agua destilada
Glicerina
57,31
0,15 ,73
2,60
37,78
0,38
0,05
Composição 13
Esferas de vidro 4mm 73,03
Salbutamol 0,18
Xi 1 itol 1 ,70
Agua destilada 2,64
Etanol 22,00
Agua destilada 0,22
G1icerina 0,23
Notas
1. No caso dás composições 10 a a glicerina serve como substancia adesiva a fim de melhorar a retenção do salbutamol sobre a superfície das esferas.
2. 0 xilitol, incluído nas compo- sições 12 e 13, também serve como substancia adesiva.
3. A agua destilada referida nas composições 10 e 11, e a quantidade de âgua destilada mencionada em segundo lugar nas composições 12 e 13, serve como plastificante para o salbutamol. A quantidade de âgua destilada mencionada em primeiro lugar nas composições 12 e 13 serve como solvente para o xilitol.
4. No caso das composições 1 a 11, o salbutamol, sozinho ou juntamente com uma substancia adesiva, foi dissolvido em etanol e essa solução foi pulverizada sobre as esferas de vidro, que se encontravam a rolar numa tina do revestimento, por meio de uma pistola de pintura manual. As esferas revestidas foram secas a 40°C por meio de um soprador de ar quente. No caso das composições 12 e 13, a solução de xilitol em âgua destilada, foi pulverizada sobre as esferas antes de a solução de salbutamol e de substancias adesiva ser aplicada de modo semelhante .
solvente utilizado para se aplicar uma película de substância activa nas esferas ou na passagem orbital deve evidentemente depender da natureza da substancia activa. Por exemplo, quando a substancia activa for o dipropionato de beclometasona o solvente pode ser o clorofórmio, o cloreto de metileno, o diclorometano, a acetona, o metanol, o etanol, o acetato de etilo ou o metil isobutil cetona.

Claims (32)

  1. lâ. - Inalador próprio para a intro dução de uma substancia sólida, que se apresenta dividida sob a forma de pequenas partículas, no seio do ar inalado por um utilizador, caracterizado por compreender um corpo que apresenta uma superfície que define uma passagem sem-fim uma abertura de entrada de ar e uma abertura de saída de ar que comunicam com a referida passagem sem-fim de maneira a fazer com que se estabeleça uma corrente de ar que vá passar da abertura de entrada para a abertura de saída através da referida passagem sob o efeito da inalação realizada pelo utilizador e através da referida abertura de saída, e uma esfera que se encontra situada na referida passagem e que ê própria para circular à volta da referida trajectória sob o efeito da referida corrente de ar, sendo a referida substancia sólida aplicada sobre a referida superfície do referido corpo ou sobre a referida esfera.
  2. 2â. - Inalador de acordo com a reivindicação 1, caracterizado por o referido corpo compreender um suporte que apresenta uma zona escavada que determina a formação da referida passagem, uma outra zona escavada que determina a formação de uma conduta de admissão de ar que vai desembocar tangencialmente no interior da referida passagem, e se encontrar também equipado com um dispositivo que determina a formação de um sistema de descarga de ar que comunica com a referida passagem e que se encontra situado cen tripetamente em relação â referida passagem, compreendendo o corpo também uma placa de cobertura que se encontra dotada com a referida abertura de entrada de ar e com a referida abertura da saida de ar, encontrando-se a referida abertura de entrada de ar em comunicação com a conduta de admissão de ar e encontrando-se a referida abertura de saída de ar em comunicação com o sistema de descarga de ar.
  3. 3a. - Inalador de acordo com a reivindicação 2, caracterizado por a referida abertura de entrada de ar e por a referida abertura de saida de ar se apresentarem sob a forma de aberturas circulares praticadas na placa de cobertura.
  4. 4a. - Inalador de acordo com a reivindicação 3, caracterizado por existir uma película que se encontra aplicada sobre a placa de cobertura a fim de tapar as referidas aberturas circulares mas que pode ser facilmente removida.
  5. 5a. - Inalador de acordo com a reivindicação 4, caracterizado por a película ser impermeável a substancias divididas sob a forma de pequenas partículas no lado que a referida película apresenta virado para as das referidas aberturas circulares, pelo menos na zona das referidas aberturas circulares.
  6. 6a. - Inalador de acordo com a reivindicação 5, caracterizado por a película ser formada por metal revestido, encontrando-se o metal situado no lado que a referida película apresenta virado para as referidas aberturas circulares.
  7. 7a. - Inalador de acordo com a reivindicação 6, caracterizado por a referida película ser formada por alumínio revestido.
  8. 8a. - Inalador de acordo com a reivindicação 5, caracterizado por a película ser uma folha metálica.
  9. 9a. - Inalador de acordo com a reivindicação 8, caracterizado por a película metálica ser uma película de alumínio.
  10. 10â. - Inalador de acordo com a reivindicação 5, caracterizado por a película ser uma película laminada.
    lis. _ inalador de acordo com a reivindicação 10, caracterizado por a película laminada ser composta por uma película de papel e por uma película de alumínio, encontrando-se esta última película situada no lado que a referida película laminada apresenta virado para as referidas aberturas circulares.
  11. 12â. - Inalador de acordo com a reivindicação 1, caracterizado por o referido corpo compreender um suporte que apresenta uma zona escavada que determina a formação da referida passagem e uma outra zona escavada que determina a formação da referida abertura de entrada de ar, compreendendo o referido corpo também um dispositivo que determina a formação de um sistema de descarga de ar que comunica com a passagem orbital e que se encontra situado centripetamente em relação à referida passagem orbital, compreendendo o corpo também uma placa de cobertura que se encor[ tra dotada com a referida abertura de saída de ar e que comunica com o sistema de descarga de ar.
  12. 13â. - Inalador de acordo com qualquer uma das reivindicações 2 a 12, caracterizado por o sistema de descarga de ar ser formado por uma folga anular existente entre uma zona central que se acha situada no interior da referida passagem e a face inferior da placa de cobertura ou o bordo inferior da referida abertura de saída de ar.
    142. - Inalador de acordo com a reivindicação 13, caracterizado por a secção transversal da folga anular, quando considerada segundo a direcção do movimento de deslocação da esfera, aumentar desde um valor mínimo que se verifica numa zona imediatamente a seguir àquela onde o ar entra no interior da referida passagem vindo da referida abertura de entrada de ar até a um valor máximo que se verifica numa zona situada imediatamente antes da referida zona onde o ar entra no interior da referida passagem vindo da re ferida abertura de entrada de ar,
  13. 15-. - Inalador de acordo com a reivindicação 14, caracterizado por o aumento de secção transversal da folga anular ser conseguido fazendo com que a referida zona central seja dotada de uma superfície de forma espiral.
  14. 16ã. - Inalador de acordo com qualquer uma das reivindicações anteriores, caracterizado por a referida passagem ter uma forma circular.
  15. 17â. - Inalador de acordo com qual-’' quer uma das reivindicações 1 a 15, caracterizado por a referida passagem ter uma forma elíptica.
  16. 182. - Inalador de acordo com a reivindicação 17, caracterizado por a passagem elíptica apresentar um coeficiente de elipticidade de 1,25.
  17. 19â. - Inalador de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 15, caracterizado por a referida passagem ser uma passagem circular que apresenta 2, 3 ou 4 recortes concavos ou convexos, sendo o desvio máximo em relação â passagem circular de aproximadamente 1/25 do diâmetro da passagem circular.
  18. 20â. - Inalador de acordo com qualquer uma das reivindicações anteriores, caracterizado por compreender uma série de esferas.
  19. 21â. - Inalador de acordo com a reivindicaçõa 20, caracterizado por as esferas serem um número de duas.
  20. 225. - Inalador de acordo com a reivindicação 20, caracterizado por as esferas serem em número de três.
  21. 235. - Inalador de acordo com qualquer uma das reivindicações 20 a 22, caracterizado por as esferas não apresentarem todas o mesmo diâmetro.
  22. 245. - Inalador de acordo com qualquer uma das reivindicações 20 a 23, caracterizado por pelo menos uma das esferas ser inteiramente formada pela substancia sólida que se destina a ser inalada.
  23. 255. - Inalador de acordo com a reivindicação 24, caracterizado por a substancia sólida que
    I se destina a ser inalada compreender pelo menos uma substancia activa juntamente com um excipiente inerte.
  24. 26â. - Inalador de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 25, caracterizado por existirem pelo menos duas substancias sólidas diferentes fazendo parte de esferas diferentes.
  25. 27â. - Inalador de acordo com qualquer uma das reivindicações anteriores, caracterizado por a substancia sólida ser aplicada sob a forma de uma película sobre a superfície da esfera.
  26. 285. - Inalador de acordo com qualquer uma das reivindicações anteriores, caracterizado por a substancia sólida ser aplicada soba forma de uma película sobre a superfície da referida passagem.
  27. 29â. - Inalador de acordo com qualquer uma das reivindicações anteriores, caracterizado por a superfície da esfera e/ou a superfície da passagem orbital não ser uma superfície lisa.
  28. 30â. - Inalador de acordo com qualquer uma das reivindicações anteriores, caracterizado por a superfície da passagem orbital se encontrar dotada de umas estrias helicoidais a fim de fazer com que a esfera ou as esferas seja(m) obrigada(s) a rodar em torno de um eixo paralelo â direcção do movimento de deslocação da(s) esfera(s) ao longo da referida passagem.
  29. 31â. - Esfera própria para ser utilizada num inalador, caracterizada por compreender um substra^ to sobre cuja superfície se encontra aplicada, sob a forma de uma película, uma substancia sólida, compreendendo a substancia sólida um produto activo sob o ponto de vista farmacei£ t ico.
  30. 32â. - Esfera de acordo com a reivindicação 31, caracterizada por a substancia sólida compreender salbutamol.
  31. 33â. - Esfera de acordo com a reivir[ dicação 31 ou 32, caracterizada por a substancia sólida compreender dipropionato de beclometasona.
  32. 34â. 4 Esfera de acordo com qualquer uma das reivindicações 31 a 33, caracterizada por o substrato ser constituído por vidro.
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