PT87131B - Espoleta para sub-municao carregada numa ogiva de combate - Google Patents

Espoleta para sub-municao carregada numa ogiva de combate Download PDF

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Haim Berezniak
Ilan Glickman
Avraham Rosenberg
Joseph Eyal
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Israel State
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Description

A presente invenção refere-se a espoletas para várias sub-munições 8 serem alojadas dentro de projécteis de cerga tais como ogivas-foguetes de combate, eviões descarregadores, granadas de mor teiro, granadas de artilharia e, muito em geral, qualquer tipo de ogiva de combate lançad8 em terre ou no ar e adaptada para alojar uma 8ub-munição.
Na seguinte descrição e nas reivindicações, a expressão ogiva de combate de carga será utilizada para a ogiva de combate na sua totalidade, a expressão granada de ogiva de combate será utilizada para as sub-munições individuais e a expressão projéctil de carga será utilizada para o projéctil que aloja as granadas, independentemente do seu tipo e da maneira como este projéctil é lançado.
Nae ogivas de combate de carga, o projéctil carregado com preende elementos por meio dos quais, depois do lançamento, as gra nadas individuais são ejectadas. Depois da sua ejecção, as granadae prosseguem o voo para o alvo onde chegam com uma dispersão estatística. As granadas podem ser destinadas a finalid8de6 específicas, tais como anti-blindagem, anti-pessoal ou outros fins.
A espoleta de uma granada de ogiva de combate compreende
- 2 um conjunto de cavilhe de percussão que pode ser deslocado entre uma posição avançada, uma posição retraída e uma posição de percus são, e que é adaptado para ser bloqueado na posição avançada. Quando as granadas são carregadas no interior do projéctil de car ga, a cavilha de percuesão em cada espoleta é desbloqueada mas fi ca na posição avançada até a espoleta ser armada. Para a armação, o fuso do conjunto da cavilha de percussão tem uma parte que se salienta pars fora da caixa da espoleta e é munido, na extremidade saliente, de elementos de arrasto, tais como por exemplo uma fita de arrasto, sendo estes elementos de arrasto referidos aqui em dian te com a indicação genérica elemento de arrasto. Quando a granada é ejectada para fora do projéctil de carga, começa a girar em tor no do seu eixo longitudinal e, em consequência desta rotação, o ele. mento de arrasto retrai o conjunto da cavilha de percussão pelo que a espoleta é armada e o conjunto da cavilha de percussão fica na posição retraída até a granada embater no alvo. Quando a granada embate num alvo, as forças de inércia que actuam no conjunto da cavilha de percussão deslocam-no para a posição de percussão com uma força que, usualmente, é suficiente para detonar o detonador da espo leta.
Num dos tipos conhecidos de espoletas para granadas de ogi_ va de combate, o percurso do conjunto da cavilha de percussão é bloqueado na posição desarmada, e quando da ejecção da granada do projéctil de carga e da consequente retracção da cavilha de percus são, o bloqueio é automaticamente removido e a espoleta é armada. 0 elemento de bloqueio do deslocamento da cavilha de percussão numa espoleta desta natureza, pode, por exemplo, ter a forma de um ele mento deslizante que está sob a acção de um elemento que tende a
mantê-lo nume posição de não-bloqueio e que bloqueado na posição de bloqueio pela própria cavilha de percussão. Quando a cavilha de percussão é retraída como consequência da acção do elemento de arrasto, a cavilha de percussão é retraída do engate com o elemento desllzante, após o que o último elemento mencionado se desloca au tomaticamente para uma posição de não-bloqueio, libertando o per curso da cavilha de percussão para o detonador. Deste modo, a espoleta está armada e, quando a granada embate no alvo, a cavilha de percussão avança pela força de inércia para o detonador, com a consequência de este último ser detonado e a granada explodir.
Recentemente tornou-se conhecido um novo tipo de espoleta para uma granada de ogiva de combate. Essencialmente, neste tipo de espoleta, os elementos para bloquear o conjunto da cavilha de percussão antes da armação são substituídos por um elemento de61izen te que suporta o detonador e é configurado de um modo tal que, no estado não-armado da espoleta, o detonador não está em alinhamento com a cavilha de percussão, e é posto em alinhamento com esta cavi. lha somente quando a espoleta é armada quando da retracção do conjunto da cavilha de percussão, pela acção do elemento de arrasto de. pois de ejecção da granada para fora do projectil de carga. Este tipo de espoleta para granadas para ogivas de combate será, de aqui em diante referido como uma espoleta do tipo com elemento deslizaja te.
A presente invenção refere-se a uma espoleta aperfeiçoada do tipo com elemento deslizante, para uma granada de ogiva de combate.
Basicamente, as espoletas para granadas de ogivas de comba te são espoletas de impacto e a detonação depende, normalmente, de a granada embater num alvo duro, produzindo um impacto forte. Nos ce
-íleos em que, no entanto, o alvo não é duro, tal como por exemplo uma vegetação denea ou neve, o impacto da granada pode eer in suficiente pare criar as forças de inércia que são necessárias para que a cavilha ds percussão ee desloque ao longo de todo o seu percurso para o detonador para deflagrar este último, com a consequência de a percentagem de falhas de tiro ser inaceitável, mente elevada, pondo em perigo quaisquer unidades não pertencendo ao inimigo, quando estas entram na área de impacto.
Pode haver também outras razões para o mau funcionamento da cavilha de percussão, por exemplo a presença de qualquer tipo de obstrução que impede o movimento da cavilha de percussão com a consequência de a granada não explodir mesmo quando embate num alvo duro . Dm tal mau funcionamento do mecanismo pode também causar falhas de tiro que podem por em perigo unidades não perten cendo 80 inimigo.
De acordo com estes argumentos, o objecto da presente inven ção é proporcionar uma espoleta aperfeiçoada do tipo com elemento deslizante para uma granada de ogiva de combate, compreendendo elementos para iniciar a explosão da granada no caso em que o me canismo normal da espoleta não funciona.
DESCRIÇÃO GERAL DA INVENÇÃO
Na seguinte descrição e nas reivindicações, os termos axial, radial, vertical e horizontal serão utilizados em relação à descrição de espoletas de acordo com a presente in venção. 0 termo axial significa uma direcção que, quando a es. poleta está montada numa granada de ogiva de combate, coincide com
- 5 o eixo longitudinal da granada, ou que é paralela a este eixo; o termo radial significa a direcção perpendicular à direcção axial; o termo vertical significa uma referência a um plano ou a uma linha em direcção axial; e o termo horizontal slgnifi ca uma referência a um plano ou a uma linha perpendicular à direcção vertical.
A presente invenção descreve uma eepoleta do tipo com elemento de corrediça para uma granada de ogiva de combate comreendendo uma caixa adaptada para ser montada na referida granada e incluindo «m conjunto de cavilha de percussão tendo um colar e um fuso aparafusado no referido colar, compreendendo este fuso uma zona da 6ua extremidade interior munida de uma cavilha de percus são e uma zona da sua extremidade exterior adaptada para suportar elementos de arrasto e podendo o referido fuso ser desaparafusado de modo a deslocar-se dentro do referido colar numa direcção axial a partir de uma posição avançada e bloqueada para uma posição retraída e armada, alojando a referida caixa também um elemen^ to corrediço que suporta um elemento detonador adaptado para a ignição por impacto de referida cavilha de percussão, podendo este elemento de corrediça ser deslocado radialmente a partir de uma posição retraída em que o referido elemento detonador esta em deS-B linhamento com a referide cavilha de percussão para uma posição avançada em que o referido elemento detonador está em alinhamento com a referida cavilha de percussão, ficando o referido elemento de corrediça bloqueado na posição retraída pela referida cavilha de percussão e sendo desbloqueado quando a referida cavilha de percussão é retraída, sendo esta espoleta carecterizada por o referido eleôento de corrediça poder ser deslocado a partir de posição re ν----r ί χ traída para a posição avançada e armada pelas forças centrífugas que resultam da rotação da granada de ogiva, e por compreender um elemento de ignição de acção retardada alojado dentro do referido elemento de corrediça e incluindo uma carga de ignição, uma carga de reforço afastada da mesma e situada muito perto do referido elemento detonador e uma carga de retardamento situada entre estes dois componentes, e um percussor oscilante associado com a referi^ da carga de ignição e montado articuladamente no elemento de corrediça perto de uma das extremidades do mesmo a qual se salienta para fora da referida caixa quando o elemento de corrediça esté na posição svançada e armada, sendo o referido percussor oscilante bloqueado na posição retraída, e desbloqueado na posição avançada e armade do elemento de corrediça e podendo oscilar ardiculad ameia te pela acção de forças centrífugas que resultam da rotação da gra nada de ogiva, de modo a percutir 8 referida carga de ignição.
referido elemento com acção retardada da ignição serve para substituir a acção normal de igpição por impacto, no caso de um embate num alvo que não é duro, ou de mau funcionamento do conjunto da cavilha de percussão. De acordo com isto, a carga de retar demento será concebida para um tempo de atraso que excede o tempo normal de voo da granada de ogiva de combate depois da sua ejecção para fora do projéctil de carga.
Numa forma de execução preferida da presente invenção, a espoleta compreende um elemento de mole que tende a deslocar o elje mento de corrediça para fora da posição retraída e é adaptado pera iniciar o deslocamento radial do mesmo. Uma vez este deslocamento iniciado, o elemento de corrediça continua então o seu deslocamen to ρβΐβ acção das forças centrífugas tal como foi especificado.
Quando uma granada de ogiva de combate, munida de uma eep£ leta de acordo com a presente invenção, é ejectada para fora do projéctil de carga, a força de arrasto que sctua no fuso do conjui) to de percussão causa uma rotação deste fuso em relação è caixa com a consequência de o fuso ser desaparafusado e retraído na dire£ ção axial, para chegar a sua posição retraída e armada. Como cons_e quência da retracção da cavilha de percussão, o elemento de corrediça é desbloqueado e fica livre para se deslocar a partir da posi^ ção retraída para a posição avançada e armada, pela acção d8S forças centrífugas. Na posição avançada e armada do elemento de corre diça, a carga de detonação está em alinhamento com a cavilha de per cussão. Uma vez que a parte extrema do elemento de corrediça, que tem nela fixado o referido elemento oscilante de percussão associa^ do com a carga de ignição, emerge para fora da caixa, o referido elemento oscilante de percussão é desbloqueado e oscila pela acção das forças centrífugaB ρβτε percutir a carga de ignição. Por conse quência, a carga de retardamento é deflagrada e ume frente de combustão progride em direcção à carga de reforço, seDdo o tempo de combustão mais longo do que o tempo de voo da granade a partir do momento em que esta foi ejectada para fora do projéctil de carga, até a granada embater no alvo.
Com um funcionemento normal, quando a granada embate num alvo duro e quando não existe qualquer mau funcionamento do mecanismo, a cavilha de percussão embate no detonedor antes de a fren te de combustão na carga de retardamento ter atingido a carga de reforço e, por consequência, a granada detonará de uma maneira co nhecida. No entanto, quando a cavilha de percussão não causa a d_e tonação do detonador, quer como consequência de um embate num alvo
não duro ou de um meu funcionamento do mecanismo, a combustão prjo gredindo j®âiájnente dentro da carga de retardamento deflagará, por fim, a carga de reforço que por sua vez fará a ignição do detonador para causar a explosão da granada.
A fim de assegurar que os elementos do detonador fiquem em alinhamento com a cavilha de percussão depoie de a granada ter sido armada, a espoleta compreende, de preferência elementos que ser vem para bloquear o elemento de corrediça na posição avançada e ar mada. De acordo com uma das formas de execução da invenção, estes elemeDtos consistem numa cavilha de bloqueio que se encontra sob a acção de uma mola e se situa dentro do elemento de corrediça, e numa reentrância correspondente situada no corpo da granada numa po, sição tal que a reentrância fique em alinhamento com a cavilha avan çada e armada do elemento de corrediça. Resta posição de alinhameii to, a cavilha de bloqueio entra bruscamente na reentrância e impe de qualquer deslocamento do elemento de corrediça.
Normalmente, na posição não armada de uma granada de ogiva de combate, o elemento de corrediça está bloquedo pela cavilha de percussão, da maneira especificada. No entanto, pode haver casos em que 8 cavilha de percussão é retraída inadvertidamente para a posi^ ção retraída no estado de repouso, por exemplo quando o elemento de arrasto é desaparafusado inadvertidamente durante o manuseamento da granada. Num caso desta natureza, quando a granada é posta numa posição inclinada, poderia acontecer que o elemento de corrediça deslizasse de modo a abandonar a sua posição retraída e, a menos que este, ja bloqueado, atingiria a sua posição avançada e armada. A fim de evitar a ocorrência de uma tal posição perigosa, a espoleta compre ende preferivelmente um elemento de bloqueio que impede um desloca.
- 9 mento radial do elemento de corrediça num estado de repouso, em que nenhuma força centrífuga actua na granada. De acordo com uma das formes de execução , um tal elemento de bloqueio compreende um elemento de bloqueio que está sob a acção de uma mola e se situa na caixa, e numa reentrância situada no elemento de corrediça que pode engatar-se no referido elemento de bloqueio quando estes dois órgãos estão em alinhamento entre si, sendo a referida mola concebi, da de tal modo que, durante o voo normal, as forças centrífugas que resultam da rotação da granada, retenham o elemento de bloqueio na posição de desengate com o elemento de corrediça. No entanto, quando não há forças centrífugas actuando no elemento de bloqueio, por exemplo quando a granada se encontra essencialmente num estado de repouso e é manuseada, o elemento de bloqueio entra bruscamente na referida reentrância pela acção da referida mola quando o elemen to de bloqueio e a reentrância se encontram em alinhamento entre si como consequência de um deslocamento axial inadvertido do ele mento de corrediça.
DESCRIÇÃO DOS_DESgNHOS
Para uma melhor compreensão, a presente invenção será a seguir descrita mais em pormenor, a título meramente exemplificativo, com referência aos desenhos anexos cujas figuras mostram:
a fig. 1 - um corte axial através de uma espoleta de acordo com 8 invenção, no estado não armado;
a fig. 2 - um corte ao longo das linhas II-II na fig. 1;
a fig. 3 - um corte feito ao longo das linhas III-III na fig. 2;
através da espoleta mostrada na
a fig. 4 - um corte axial
fig. 1, na posição armada;
a fig. 5 - um corte feito
fig. 4;
a fig. 6 - um corte feito
fig. 5;
a fig. 7 - um corte axial
ao longo das linhas V - V na ao longo das linhas VI - VI na da nas figs. 1 de percussão;
feito através da espoleta mostra.
a 6, mostrando o conjunto de percussão na posição a fig. 8 - um corte axial feito através da espoleta repre^ sentada na fig. 1, mostrando o elemento de corrediça num pequeno des. locamento radial;
a fig. 9 - um corte feito ao longo das linhas ΙΣ - ΙΣ na fig. 8;
a fig. 10 - um corte axial através de uma outra forma de exe.
cução de uma espoleta de acordo com 8 invenção; e a fig. 11 um corte feito ao longo das linhas ΣΙ - ΣΙ ηβ fig. 10.
DESCRIÇÃO PORMENORIZADA DE FORMAS DE EZECUÇÃO PREFERIDAS
A espoleta para uma granada de ogiva de combate de acordo com a presente invenção, mostrada nas figs. 1 a 8, compreende uma caixa 1 que tem uma câmara 2 alojando um coDjunto de percussão 0 conjunto de percussão 3 compreende um fuso 4 colocado dentro do furo axial de um colar 5 tendo uma saliência tubular 7 adaptada p£ ra cooperação com uma zona anelar 8 com escalão interior, pertencendo a caixa 1 da maneira mostrada nas figs. 1, 4, 7 e 8. Na posi.
- 11 / ç5o não armada, o fuso 4 está metido, mediante roscas, dentro de um colar 5 por meio de uma zona com rosca exterior 9 do fuso, apara fusada numa zona de rosca interior 10 (ver figs. 4 e 8) do furo axial do colar 5· fuso 4 do conjunto de percussão 3 pode ser desaparafusado deslocando-se axialmente a partir da posição avançada mostrada na fig. 1 para a posição retraída e armada mostrada na fig. 4. A posi. ção armada mostrada na fig. 4 é realizada pela acção do elemento de arrasto tal como uma fita de arrasto (não mostrada), que está fixa, da de um8 maneira já conhecida, na zona traseira II do fuso 4 e que, devido à rotação de toda a granada de ogiva de combate, provoca uma rotação do fuso 4 em relação ao colar 5· A. extremidade dianteira do fuso 4 é munida de uma cavilha de percussão 12 e o fuso compreende também uma zona 13 com diâmetro reduzido adjacente a duas par tes com diâmetro maior.
A caixa 1 aloja também um elemento de corrediça 14 que inclui um detonador 15. 0 elemento de corrediça 14 compreende também um dispositivo 16 para retardamento da ignição, que se estende numa direcção radial e compreende uma carga de ignição 17, uma carga de reforço 18 espaçada da carga de ignição e colocada na proximidade do detonador 15 e, intercalada entre eetes dois órgãos, uma carga pirotécnica 19 com acção retardada. Um percussor oscilante 20 é associado com a carga de ignição 17, compreende um dente de percussão 21 e esté montado no elemento de corrediça 14 por meio de uma articulação 22.
Uma reentrância 23» formada no elemento de corrediça 14, é adaptada para engatar a cavilha de percussão 12 na posição avançada e bloqueada mostrada na fig. 1.
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-12 t '·
Uma cavilha de bloqueio 24, estando sob a acção de uma mo la, está alojada numa cavidade cilíndrica do elemento de corrediça 14 e é adaptada para entrar bruscamente numa reentrância 25 forma da no corpo da granada quando está em alinhamento com a mesma, como consequência da extracção do elemento de corrediça 14 na posição avançada e armada (ver figs. 3 e 6), servindo esta disposição para manter o elemento de corrediça na posição armada.
Dentro de um furo radial 26 existente na caixa 1, está montada uma cavilha de bloqueio 27 que se encontra sob a acção de uma mola e cuja ponta 28 é adaptada para se engatar uma reentrância cilíndrica correspondente 29, formada no elemento de corrediça 14, servindo esta disposição para bloquear o elemento de corrediça no caso de um deslocamento inadvertido no estado de repouso.
A caixa 1 compreende esbarros 3θ e 31 adaptados para coope· rarem, respectivamente, com escalões exteriores 32 e 33 formados no elemento de corrediça 14, bloqueando assim o elemento de corre diça na sua posição extrema avançada e armada.
Intercalada entre o elemento de corrediça 14 e a caixa 1 e colocada numa cavidade desta última, está montada uma mola 34 em forma de ómega que actua levemente no elemento de corrediça 14 no sentido de o deslocar para fora da posição retraída.
Para segurança, durante o armazenamento, a espoleta compre^ ende duas cavilhas de segurança 35 e 36 espeçadas uma da outra e estendendo-se em direcções que se intersectam no espaço. A cavilha de segurança 35 engata o elemento de corrediça 14 e o percussor os. cilante 20, bloqueando assim ambos estes órgãos, enquanto a cavilha de segurança 36, por meio de uma saliência 37, está em contacto com a zona 13 com diâmetro reduzido do fuso 4, limitando assim o seu
deslocamento axial. Antes do carregamento de uma granada de uma ogiva de combate, equipada com uma espoleta de acordo com a pre sente invenção, no interior de um projéctil de carga, ambas as ca vilhas de segurança 35 e 36 são retraídas funcionamento da espoleta atrás descrita é como se segue: Na posição não armada, mostrada nas figs. 1 e 2, 0 elemento de corrediça 14 está bloqueado por meio da cavilha de percussão 12 que está engatada na reentrância 23 e, consequentemente, 0 elemen to de corrediça permanece na poeição retraída meemo quando as cavilhas de segurança 35 e 36 são retraídas. Quando a granada, junta mente com a espoleta nela montada, é ejectada para fora do projéctil de carga, a granada começa a girar à volta do seu eixo longitudinal e, em consequência do arrasto que resulta da acção do elemento de arrasto fixado na zona traseira 11 do fuso 4, este último é desji parafusado e, assim, retraído e desengatado do elemento de corrediça 14 na sua posição armada mostrada na fig. 4.
Uma vez a cavilha de percussão 12 retraída, o elemento de corrediça 14 obtém liberdade para deslizar na sua posição avançada e armada, mostrada na fig. 4. 0 primeiro impulso para este deslocji mento é exercido por meio da mola 321 em forma de ómega e, uma vez 0 elemento de corrediça em movimento, continua a deslocar-se pela acção das forças centrífugas até os esbarros 3θ e 31 embateram, respectivamente, nos escalões exteriores 32 e 33, como é mostrado na fig. 5. Deste modo, o elemento de corrediça 14 fica mantido na poeição em que o detonador 15 está em alinhamento com a cavilha de percussão 12, e a espoleta está armada.
Enquanto o percussor oscilante 20 se encontra dentro do ele^ mento de corrediça 14, o mesmo fica bloqueado e não pode oscilar li
- 14 / j ί ’ν.
vremente à volta da sua articulação 22. No entanto, uma vez que o percussor oscilante 20 emerge para fora da caixa 1 e é desbloqueado, pode oscilar livremente pela acção das forças centrífugas que resul tam da rotação da granada em torno do seu eixo longitudinal. Por con sequência, o dente percussor 21 faz deflagrar a carga de ignição 17 como se mostra nas figs. 4 e 5, pelo que a carga de ignição com acção retardada é iniciada, avançando-se então uma frente de combustão gradualmente ao longo da carga de retardamento 19 em direcção a cbt ga de reforço 18. A velocidade da combustão da carga 19 é determina^ de de tal modo que, com um funcionamento normal, a granada embate no alvo antes de a frente de combustão atingir a carga de reforço 18.
Quando a granada embate num alvo duro, todo o cò^junto de percussão 3 desloca-se axialmente para baixo a partir da posição mostrada na fig. 4 e a cavilha de percussão 12 embate no detonador 15 como se mostra na fig. 7» o que faz com que a carga principal da granada exploda. Se, no entanto a granada embater num alvo mole, tal como neve ou um solo pantanoso, ou εβ o conjunto de percussão esti. ver bloqueado, a cavilha de percussão 12 não embaterá no detonador 15 como consequência do embate da granada. Num tal caso, a combustão dentro da carga pirotécnica 19 com acção retardada continua a prjo gredir até a carga de reforço 18 ser deflagrada e, devido â pequena distancia entre 8 carga de reforço 18 e o detonador 15, este último é deflagrado pela carga de reforço, pelo que a granada explodirá.
A mola actuando na cavilha de bloqueio 27 é configurada de tal modo que a força exercida na cavilha de bloqueio 27 seja mais pequena que a força centrífuga que actua na cavilha no sentido oposto, como consequência da rotação da granada durante o seu voo. Como resultado, a cavilha de bloqueio 27 fica retraída dentro da
- 15 reentrância 26 e não interfere com o movimento do elemento de coj? rediça 14 a partir da sua posição retraída mostrada nas figs. 1 e 2, para a sua posição avançada e armada mostrada nas figs. 4 e 5. No entanto, num caso em que o fuso 4, em consequência de qualquer ma nuseamento, é inadvertidamente desaparafusado para fora de engate com o elemento de corrediça 14 num estado de repouso da granada mas com as cavilhas de segurança 33 e 34 removidas, e em que o elemento de corrediça 14 é obrigado a deslizar para fora da sua posição retraí_ da, a ponta 28 da cavilha de bloqueio 27 entre bruscamente na reeia trância 26 sob a acçao da força exercida pela mola, logo que esta reentrância esteja em alinhamento com a cavilha de bloqueio, pelo que o elemento de corrediça 14 é novamente bloqueado e impedido de realizar qualquer avanço. Esta posição é mostrada nas figs. 8 e 9.
Num funcionamento normal, quando o elemento de corrediça 14 atinge a sua posição extrema avançada mostrada nas figs. 4 e 5» a cavilha de bloqueio 24' entra bruscamente na reentrância 25» como se mostra na fig. 6, pelo que se impede qualquer movimento de regres, so do elemento de corrediça.
Na forma de execução da espoleta de acordo com a presente in venção, tal como a mesma é ilustrada nas figs. 1 a 9, o percussor oscilante 20 é concebido de modo a oscilar num plano horizontal. Uma tal disposição, no entanto, não é crítica e o percussor oscilante pode ser montado de modo a oscilar em qualquer outro plano, por exem pio num plano vertical. Uma disposição desta natureza é mostrada nas figs. 10 e 11 em que um percussor oscilante 37, tendo um dente de percussão 38, está montado articuladamente numa cavilha horizontal 39 podendo assim oscilar num plano vertical. Semelhantemente à for
- 16 ma de execução mostrada nas figs. 1 a 9, ume vez que o percussor oscilante 37 saia da caixa, ficando assim desbloqueado, oscila pela acção das forças centrífugas pelo que o dente de percussão 38 embate na caixa de ignição do dispositivo de ignição com acção retardada. Pela restante parte, a forma de execução de uma espoleta de acordo com a presente invenção, tal como é mostrada nas figs. 10 e 11, é análoga à forma de execução mostrada nas figs. 1 a 9, e não precisa, portanto de ser descrita em pormenor. Os componen tes semelhantes mostrados nas figs. 10 e 11 são indicados pelas mes. mas referências numéricas que nas figs. 1 a 9

Claims (6)

  1. Reivindicaçóes
    1.- Espoleta do tipo corrediço para uma granada de ogiva de combate compreendendo uma caixa adaptada para ser montada na referida granada e incluindo um conjunto de cavilha de percussão tendo um colar e um fuso aparafusado no referido colar, compreendendo este fuso uma zona da sua extremidade interior munida de uma cavilha percussora e uma zona da sua extremidade exterior adaptada para suportar elementos de arrasto e podendo o referido fuso ser desaparafusado de modo a deslocar-se dentro do referido colar numa direcção axial a partir de uma posição avançada e bloqueada para uma posição retraída e armada, alojando a referida caixa também um elemento corrediço suportando um elemento detonador adaptado para ignição por impacto da referida cavilha de percussão, podendo este elemento corrediço ser deslocado radialmente a partir de uma posição retraída em que o referido elemento detonador estã em desalinhamento com a referida cavilha percussora pa ra uma posição avançada em que o referido elemento detonador está em alinhamento com a referida cavilha percussora, ficando o referido elemento corrediço bloqueado na posição retraída pela referida cavilha de percussão e sendo desbloqueado quando a referida cavilha de percussão é retraída, sendo esta espoleta caracterizada por o referido elemento corrediço poder ser deslocado a partir da posição retraída para a posição avançada e armada pelas forças centrífugas que resultam da rotação da granada da ogiva e por compreender um elemento de ignição de acção retardada alojado dentro do referido elemento corrediço e incluindo uma carga de ignição, uma carga de reforço afastada da mesma e situada muito perto do referido elemento detonador e uma carga de retardamento situada entre estes dois componentes, e um percussor oscilante associado com a referida carga de ignição e montado articuladamente no elemento corrediço perto de uma das extremidades do mesmo a qual se salienta para fora da referida caixa quando o elemento corrediço está na posição avançada e armada, sendo o referido percussor oscilante bloqueado na posição retraída e desbloqueado na posição avançada e armada do elemento corrediço e podendo oscilar articuladamente pela acção de forças centrífugas que resultam da rotação da granada da ogiva,de modo a percutir a referida carga de ignição.
  2. 2.- EsDoleta de acordo com a reivindicação 1, caracterizada por compreender um elemento de mola que tende a deslocar o elemen~19· to corrediço para fora da posição retraída e é adaptado para iniciar o deslocamento radial do mesmo.
  3. 3. - Espoleta de acordo com a reivindicação 1 ou 2, caracterizada por compreender elementos de bloqueio adaptados para fazer parar qualquer deslocamento radial do elemento corrediço num estado de repouso
  4. 4. - Espoleta de acordo com a reivindicação 3, caracterizada1 por o referido elemento de bloqueio compreender um elemento de bloqueio que está sob a acção de uma mola e se situa dentro da caixa e uma reentrância no elemento corrediço para enqatar o referido elemento de bloqueio quando este está em alinhamento com a referida reentrância, sendo o referido elemento de mola configurado de tal modo que, durante um voo normal, as forças centrífugas que resultam da rotação da granada retenham o elemento de bloqueio fora de engate no elemento corrediço.
  5. 5. - Espoleta de acordo com uma qualquer das reivindicações
    1 a 4, caracterizada por compreender um elemento de bloqueio para manter o referido elemento corrediço na posição avançada e armada.
  6. 6. - Espoleta de acordo com a reivindicação 5, caracterizada por o referido elemento de bloqueio consistir numa cavilha ce bloqueio que está sob a acção de uma mola e se situa dentro do elemento corrediço, e numa reentrância correspondente situada no corpo da granada numa posição tal que a reentrância fique em alinhamento com a cavilha na posição avançada e armada do elemento corrediço.
    Lisboa, 30 de Março de 1988
    O Agente Oficial da Propriedade industrial
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