PT951642E - Aparelho e processos de preparação de soluções de componentes de sangue ou de plasma de concentração conhecida - Google Patents

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Niels Erik Holm
Glenn A Jorgensen
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Bristol Myers Squibb Co
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Description

DESCRIÇÃO
APARELHO E PROCESSOS DE PREPARAÇÃO DE SOLUÇÕES DE COMPONENTES DE SANGUE OU DE PLASMA DE CONCENTRAÇÃO
CONHECIDA Âmbito técnico A invenção refere-se a um aparelho e processos para separar componentes, por exemplo, monómero de fibrina de sangue ou plasma. A invenção refere-se ainda a um aparelho e processos onde a concentração de uma solução resultante de um desses componentes possa ser determinada ou controlada usando sensores, e.g., sensores ópticos. Técnica anterior 0 documento WO 96/16714 divulga um recipiente para separar componentes de sangue ou plasma, e.g., monómero de fibrina, de sangue ou plasma através de uma centrifugação em relação a um eixo vertical. Este recipiente inclui uma primeira câmara em anel definida por uma parede cilíndrica exterior e por uma parede cilíndrica interior, estendendo-se ambas as paredes co-axialmente em relação a um eixo comum, bem como uma parede superior e inferior, onde a parede inferior é formada por um êmbolo deslocável dentro da primeira câmara. 0 recipiente incluí ainda uma segunda câmara acomodada debaixo da primeira câmara e comunicando com a primeira câmara através de uma primeira conduta. A segunda câmara é definida pela parede cilíndrica exterior, a parede inferior da primeira câmara, e por uma segunda parede inferior. Esta segunda câmara serve como câmara de reacção para receber plasma e tratar o plasma para obter o 1 componente desejado. Por exemplo, o tratamento de plasma fibrinogénio com uma trombina ou uma enzima em forma de trombina converte o fibrinogénio em monómero de fibrina, o qual espontaneamente se polimeriza para um polímero de fibrina não entrecruzado. A colocação deste recipiente num centrifugador para a reacção acima descrita proporciona que o polímero de fibrina não entrecruzado seja separado do plasma e depositado numa parede exterior da câmara de reacção durante a centrifugação. Quando o êmbolo é subsequentemente activado, o plasma sobrante é removido da câmara de reacção. A partir daí, é adicionado um solvente para dissolver o polímero de fibrina não entrelaçado então depositado e formar a solução de monómero de fibrina desejada. Como é descrito em pormenor na EP 592242, esta solução de monómero de fibrina é extremamente útil, por exemplo, em processos de vedação por fibrina. É desejável utilizar aparelhos como os descritos em U.S. 5.603.845, WO 96/16713, WO 96/167714 e WO 96/16715 para preparar produtos de sangue, tais como, componentes de vedação por fibrina imediatamente no momento da cirurgia de maneira que possa ser utilizado sangue doado. Pode também ser desejável na perspectiva do cirurgião utilizar dispositivos de vedação que sejam relativamente uniformes de um procedimento para o outro. Isto é quase impossível para produtos preparados no momento, no entanto, uma vez que a concentração de fibrinogénio no sangue humano pode variar ± 300% em populações de doentes humanos e os componentes de vedação preparados no momento a partir de fontes individuais podem também variar. A maior parte dos humanos têm níveis de fibrinogénio entre 2 e 6 mg/ml de plasma e alguns humanos podem ter tão pouco como 1 mg/ml e alguns tanto como 10 mg/ml (plasma de fibrinogénio). 2
Breve descrição da invenção 0 objecto da invenção é proporcionar um aparelho permitindo um controlo da provisão de solvente em resposta à quantidade de uma forma polimerizada de um componente desejado presente na câmara de reacção.
Para satisfação do objecto precedente é proporcionado um aparelho que de acordo com a invenção inclui um dispositivo de medição para medir a quantidade do depósito do componente polimerizado na parede exterior, bem como uma unidade de controlo para controlar a adição de solvente em resposta à quantidade de componente. 0 dispositivo de medição pode de acordo com a invenção ser vantajosamente adaptado para medir continuamente a quantidade da forma polimerizada do componente de sangue ou plasma desejado, pelo menos, imediatamente antes e durante a adição do solvente.
De acordo com uma forma de realização particular do dispositivo de medição pode de acordo com a invenção ser um dispositivo óptico, e este dispositivo óptico pode de acordo com a invenção ser um fotómetro.
Breve descrição dos desenhos A invenção é descrita em maior pormenor a seguir com referência aos desenhos anexos, nos quais: a FIG. 1 é uma perspectiva em corte axial de um recipiente para separar monómero de fibrina do plasma sanguíneo, a FIG. 2 é uma vista diagramátíca de um aparelho de acordo com a invenção durante o manuseamento do recipiente do tipo mostrado na FIG. 1, a FIG. 2a é uma segunda vista diagramátíca de um aparelho de acordo com a presente invenção, e 3 a FIG. 3 ilustra um gráfico que mostra medidas de um fotómetro relativamente ao tempo.
Descrição de uma forma de realização preferida da presente invenção A presente invenção proporciona um aparelho e processos para preparar soluções de componentes de sangue ou plasma de concentrações conhecidas ou controladas. Isto proporciona a capacidade única de preparar tais soluções numa unidade centrifugadora automática em menos de 30 minutos de maneira a que componentes preparados no momento e, de um modo preferido, de sangue doado, possam ser utilizados. A possível desvantagem da utilização de componentes ou soluções preparadas no momento, i.e., o facto dos níveis dos componentes poderem variar de doente para doente, é ultrapassada na presente invenção. Não só a concentração de uma solução de componentes, e.g., uma solução de monómero de fibrina, pode ser determinada, mas a quantidade de solvente ou compensador utilizado para fazer a solução pode ser controlada como resposta a esta determinação de maneira a que qualquer concentração desejada possa ser preparada.
No essencial, o processo e aparelho envolvem a introdução de sangue ou plasma num recipiente tendo uma parede transmissora de luz e proporcionando uma reacção que resulta numa forma polimerizada do componente ser depositado na parede. Uma leitura óptica da diferença na transmissão de luz apenas através da parede e da parede com um polímero nela depositado pode ser relativa à quantidade total do componente da amostra de sangue ou plasma. Utilizados desta forma, o presente aparelho e processos servem para determinar a concentração do componente no 4 sangue ou plasma. Além disso, conhecendo a quantidade de solvente ou compensador a ser usada para solubilizar o componente polimerizado para produzir a solução de componente desejada, a concentração da solução resultante fica prontamente disponível. Ainda além disso, quando a determinação óptica da concentração do componente no sangue ou plasma (ou a determinação da quantidade de componente polimerizado) é feita, estes dados podem ser usados para controlar a quantidade de compensador ou solvente utilizados para solubilizar o polímero para preparar soluções de concentrações desejadas. Além disso, quando o compensador ou solvente é também utilizado de maneira que as soluções resultantes sejam de um valor ou amplitude específicas de valores de pH, os limites de quantidades mínima e máxima de compensador ou solvente utilizados podem ser empregados. Por exemplo, quando uma fracção de plasma reage para formar um polímero de fibrina e um compensador acetato pH-4 é utilizado para solubilizar o polímero para formar uma solução de monómero de fibrina desejada, quantidades mínima e máxima de compensador podem ser programadas para o processo e aparelho para manter o pH resultante numa amplitude desejada, e.g., 4.0-4.5. Isto, evidentemente, coloca algumas limitações à coberturacidade de fazer soluções de concentração constante a partir de fontes sanguíneas que tenham níveis de fibrinogénio variando ± 300% como na população humana. Mesmo tendo esta limitação em consideração, os presentes processos podem proporcionar soluções de monómero de fibrina de cerca de 20 mg/ml ± 25% mantendo simultaneamente o valor do pH entre 4.0-4.5. Isto representa um notável aumento de 10 dobras na reprodutíbílidade da solução de monómero de fibrina preparada no momento ou de sangue doado. É também importante notar que os presentes processos e aparelho de sensibilidade óptica são utilizados para determinar 5 quantidades/concentrações de componentes num recipiente girando a velocidades altas, e.g., até 9000 - 10,000 RPM em vez de receber uma medição óptica numa posição fixa. Foi inesperado que tais dados precisos e reproduzíveis fossem o resultado. De facto, acredita-se que uma leitura mais precisa é obtida uma vez que o recipiente deslocando-se rapidamente proporciona mais do que um valor médio do material presente. Ao longo desta aplicação, a presente invenção é descrita em relação às formas de realização preferidas, e.g., aparelho, recipiente e processos preferidos utilizados para preparar soluções de monómero de fibrina a partir de sangue inteiro ou plasma. No entanto, deverá ser prontamente compreendido por os especialistas na técnica que outros componentes de sangue ou plasma podem ser também preparados ou extraídos utilizando os processos gerais aqui descritos. 0 recipiente da FIG. 1 é conhecido do documento WO 96/16714 acima referido e é constituído por partes que apresentam substancialmente uma simetria rotacional e implicando que o recipiente pode ser colocado num aparelho centrifugador mostrado na FIG. 2 de maneira a ser centrifugado em torno de um eixo 1 central. 0 recipiente é, de um modo preferido, de um material plástico de grau médico sendo preferido material policarbonato. Evidentemente, o material deve transmitir a luz na faixa do comprimento de onda do sensor óptico utilizado. O recipiente inclui uma parte 2 exterior do recipiente e uma parte 3 interior do recipiente que se ajustam completamente uma à outra e se encostam completamente uma à outra aparte na porção em que um canal 4 intermediário, que se estende axialmente, é proporcionado. 0 canal 4 é proporcionado por um sulco feito na parte 3 interior do recipiente. As duas partes 2 e 3 do recipiente incluem os respectivos fundos 5 e 6, respectivamente, definindo os referidos fundos uma 6 abertura 7 central permitindo a passagem de um êmbolo 8. À volta da abertura 7, as duas partes do recipiente incluem secções 9 e 10 estendendo-se axialmente, respectivamente, que se estendem muito próximo do êmbolo 8 numa direcção que se afasta do interior das partes do recipiente. A parte 2 exterior do recipiente encosta-se ao êmbolo ao longo de uma flange 11 curta que se estende radialmente equipada com um entalhe 12 recebendo um anel 13 de vedação.
Como ilustrado na FIG. 1, o canal 4 continua entre a parte interior e exterior do recipiente desde as paredes cilíndricas exteriores das referidas partes interior e exterior do recipiente ao longo dos fundos 5, 6 e as porções 9 e 10 axiais até à abertura imediatamente por baixo do anel 13 de vedação na abertura 7. A porção 10 axial da parte 3 interior do recipiente encostando à abertura 7 é dimensionada de maneira que uma passagem estreita, mas livre, existe para o interior das partes 2 e 3 do recipiente em torno do êmbolo 8. A parte 2 do recipiente exterior inclui uma porção cilíndrica de um diâmetro uniforme, ver FIG. 1. No sentido descendente, quando vista relativamente à figura, esta porção continua para uma porção 14 cilíndrica de um diâmetro ligeiramente maior através de uma curta porção 15 de transição formando uma superfície 16 interior frusto-cónica. A parte 3 interior do recipiente termina no local onde a porção 15 de transição da parte 2 do recipiente exterior continua para a porção 14 cilíndrica de um diâmetro maior. A extremidade inferior da parte 3 do recipiente interior inclui uma superfície 17 exterior de uma forma frusto-cónica ajustando-se à forma da superfície 16 frusto-cónica do lado interior da parte 2 do recipiente exterior. Um disco 19 e 20 em anel exterior e interior, respectivamente, são proporcionados imediatamente por baixo da extremidade inferior da parte 3 do recipiente interior, 7 que termina numa superfície 18 radial. Estes discos encostam de perto um ao outro além de que definem entre eles um canal 21 estendendo-se num plano axial a partir de uma abertura 22 central e na direcção do lado interior da parte 2 do recipiente exterior, onde o canal 21 comunica com o canal 4 entre a parte 2 do recipiente exterior e a parte 3 do recipiente interior através de uma porção 23 estendendo-se axialmente. 0 canal 21 e a porção 23 estendendo-se axialmente são adequadamente proporcionados por um sulco no lado do disco 20 interior em frente ao disco 19 exterior. Os dois discos 19 e 20 têm uma forma com um percurso oblíquo tal que incluem superfícies interior e exterior substancialmente frusto-cónicas e por conseguinte se inclinam descendentemente na direcção da abertura 22 central afastando-se da abertura 7 do êmbolo 8 oco na parte 2 do recipiente exterior e da porção 3 do recipiente interior. A FIG. 1 mostra também que o disco 20 interior inclui uma superfície 24 radial encostando a superfície 18 radial adjacente na parte 3 do recipiente interior. A superfície 24 radial do disco 20 interior é proporcionada com um recesso 25 para receber um anel 26 de vedação.
Os dois discos 19 e 20 são mantidos em posição encostados contra a superfície 18 radial da parte 3 do recipiente inferior por meio de uma cobertura 17 fechando a parte 2 do recipiente exterior na direcção descendente. Esta cobertura 17 inclui uma porção 28 periférica em forma de manga adaptada a encostar de perto ao lado interior da parte 2 do recipiente exterior, à qual está presa de forma adequada, por exemplo, por meio de encaixe por estalo entre uma nervura 29 periférica no lado exterior da manga 28 e uma ranhura 30 periférica correspondente no lado interior da parte 2 do recipiente exterior. Uma ligação com vedação é assegurada por meio de um anel 31 de vedação num recesso 8 32 em circulo na periferia exterior do disco 19 exterior. A cobertura 27 inclui ainda uma parede 32 relativamente fina adaptada para formar a parte inferior do recipiente na posição mostrada na FIG. 1. Esta parede 32 estende-se substancialmente ao longo de um percurso paralelo ao disco 19 e 20 exterior e interior de tal forma que a parede 32 se estenda do lado interior da manga 27 numa porção adjacente aos discos 19 e 20 e descendentemente na direcção de uma porção substancialmente ao nivel de um rebordo 33 inferior da parte 2 do recipiente exterior. De maneira a reforçar esta parede 32 relativamente fina, uma nervura 34 radial de reforço é proporcionada a intervalos regulares, aparecendo apenas uma dessas referidas nervuras na FIG. 1. Esta nervura 34 é moldada parcialmente com uma porção colocada no exterior da parede 32 e parcialmente com uma porção colocada no interior da referida parede 32, de acordo com a FIG. 1. A última porção interior é indicada pelo número 35 de referência e tem uma forma tal que encosta ao lado inferior do disco 19 exterior e dai resultando a manutenção dos discos 19 e 20 numa posição confiável.
Uma divisória 36 fica apertada entre o disco 19 exterior e a cobertura 27. Esta divisória 36 inclui um comprimento 37 de tubo central. Este comprimento de tubo é montado num pino 38 que se projecta axialmente para dentro e está integrado com a parede 32 da cobertura 27. Este comprimento 37 de tubo é integrado num disco 39 de parede periférica estendendo-se para fora a partir do comprimento 37 do tubo de tal forma que inicialmente se inclina ligeiramente para baixo na direcção da parede 32 da cobertura 27 onde depois se estende ao longo de um curto percurso axial de maneira a continuar num percurso que se estende substancialmente paralelamente à parede 32 da cobertura. O disco 39 de parede termina numa periferia 40 curta que se estende radialmente apoiando-se num ressalto 9 41 nas porções 35 da nervura na cobertura 27. Uma unidade 42 de filtro em anel é apertada entre a periferia 40 exterior do disco 39 de parede e o lado inferior do disco 19 exterior. Esta unidade 42 de filtro em anel encosta a uma superfície 43 substancialmente moldada radialmente no lado exterior adjacente do disco 19 exterior.
De maneira a assegurar a estabilidade nas divisórias 36, as nervuras radiais de reforço designadas pelo número 44 de referência ficam além disso acomodadas entre o comprimento 37 do tubo e o disco 39 de parede.
Uma cápsula designada pelo número 45 de referência geral é presa na extremidade oposta à cobertura 27 do comprimento 37 do tubo das divisórias 36. Esta cápsula inclui um comprimento 46 de tubo alongado moldado integralmente com um disco 47 radial e transportando dois discos 48 e 49 adicionais radiais e em anel. Estes discos 48 e 49 radiais são presos por meio de ajuste de intervenção no seu respectivo lado do disco 47 fixo. Os discos 48 e 49 livres são acomodados à sua respectiva distância do anel 47 fixo por meio de ressaltos 50 e 51 periféricos, respectivamente, no comprimento 46 do tubo. Os três discos 47, 48 e 49 têm todos o mesmo diâmetro exterior e transportam ao longo das respectivas periferias uma manga 52 montada de maneira a poder deslocar-se na periferia.
Como é ilustrado na figura, o disco 49 inferior encosta à extremidade superior do comprimento do tubo 37 das divisórias 36 sendo assim determinada a posição da cápsula 45 na direcção axial. Esta posição é ainda determinada de tal forma que, quando deslocada na direcção axial, a manga 52 deslocável da cápsula entra num encaixe de vedação pela sua extremidade inferior, conforme a figura, na orla 53 mais interior no disco 19 exterior na abertura 22 central. Nesta posição da manga 52, existe 10 ainda uma comunicação entre o espaço dentro do disco 20 interior que rodeia a manga 52 e a abertura de entrada para o canal 21 entre o disco 19 exterior e o disco 20 interior. 0 comprimento axial da manga 52 deslocável é adaptado de maneira que o encaixe com o disco 20 exterior ocorra antes que a extremidade superior da manga 52, conforme a figura, desencaixe do anel 47 fixo durante o deslocamento axial descendente da referida manga 52. O diâmetro interior da manga 52 é também adaptado ao diâmetro exterior da porção do disco 39 de parede que se estende axialmente das divisórias 36 de tal forma que um deslocamento descendente contínuo da manga 52 na direcção da cobertura 27 provoca que a referida manga 52 encaixe firmemente na divisória 36 uma vez que se libertou do disco 19 exterior. O comprimento da porção axial da divisória 36 corresponde também ao comprimento axial da manga 52 de tal forma que a referida manga 52 na posição mais inferior seja substancial e completamente recebida pela divisória 36.
Como é ilustrado na figura, o êmbolo 8 oco inclui um êmbolo 55 circular no interior da parte 2 do recipiente exterior e a parte 3 do recipiente interior, ajustando-se de forma estanque o referido êmbolo 55 ao lado interior da parte 3 do recipiente interior por meio de um anel 56 de vedação.
Um acoplamento Luer 57 é formado no interior do êmbolo oco para receber uma seringa 58 convencional com um êmbolo 59 para actuar no conteúdo da seringa 58. O acoplamento 57 tem substancialmente a forma de um tubo comunicando com uma abertura 61 central no êmbolo 55 através de uma porção 60 frusto-cónica. O comprimento 57 de tubo é proporcionado com uma rede 62 que se projecta radialmente para o interior para orientar o fluído que sai da seringa 58 de uma passagem axial e assim contornar o comprimento 46 de tubo alongado debaixo deste no interior da cápsula 45. Este 11 último comprimento 4 6 de tubo é de um comprimento e dimensões tais que consegue encaixar de forma estanque o comprimento 57 de tubo no interior do êmbolo 8 oco quando o êmbolo 55 está na sua posição mais inferior próximo da cobertura 27. De maneira a promover a ligação estanque acima referida, o lado interior do comprimento 57 de tubo tem um diâmetro gradualmente decrescente na extremidade adjacente do êmbolo 55.
Uma saia 63 projectando-se axialmente está integrada com um êmbolo 55 em torno da abertura 61 central do referido êmbolo. A saia 63 é formada com um diâmetro e um comprimento tais que por um deslocamento adequado do êmbolo 55 pode activar o deslocamento acima da manga 52 deslocável da cápsula 45 para as referidas posições em que este encaixa no rebordo 53 interior da abertura 22 central através de dois discos 19 e 20 seguido de um acoplamento da divisória 36.
Meios 64 resilientes de vedação em anel são, como indicado, fixados em torno do êmbolo oco no interior do topo das partes 2 e 3 do recipiente, conforme a FIG. 1. Estes meios 64 de vedação são adaptados para evitar uma passagem não desejada do fluido do interior das partes 2 e 3 do recipiente para o canal 4, mas permitem a passagem de fluido quando é aplicada força através do êmbolo 55.
Como indicado no topo da Fig.l, é proporcionada uma ligação a uma tubagem 65 através de uma abertura 66 nas partes 2 e 3 exterior e interior, respectivamente, do recipiente. Esta ligação é conhecida e portanto não apresentada em maior pormenor, mas permite uma interrupção da ligação à tubagem quando se desejar. Além disso, uma abertura de escape de ar com um filtro apropriado é montada de uma forma convencional e portanto nem apresentada nem descrita em maior pormenor. 12
Uma passagem 69 é constituída a partir da área entre as divisórias 36 e a cobertura 27 e durante todo o trajecto ascendente através do comprimento 37 do tubo da divisória 36 e através do interior do comprimento 4 6 do tubo da cápsula 45. Esta passagem 69 permite a transferência do fluido para a seringa 58 a partir da referida área quando o último comprimento 46 do tubo é acoplado ao comprimento 57 do tubo no interior do êmbolo 8. A passagem 66 é proporcionada na porção mais baixa do pino 38 na cobertura 27, assumindo o referido pino 38 uma superfície axial plana, tendo o referido pino uma secção transversal substancialmente circular. Como resultado, é proporcionado um espaço entre o pino e a porção adjacente do lado interior do comprimento 37 do tubo. É proporcionada uma área 67 imediatamente acima do pino 38, onde a divisória 36 apresenta um diâmetro interior ligeiramente reduzido. Desta maneira, é possível colocar um pequeno filtro 68 imediatamente acima da referida área, conforme a Fig.l, pelo que o fluido terá de passar pelo referido filtro antes de entrar no comprimento 46 do tubo da cápsula 45. 0 recipiente descrito compreende uma primeira câmara 70 em anel definida para o interior pelo êmbolo 8 oco que forma uma parede 71 cilíndrica interior e para o exterior por uma parede 27 cilíndrica exterior formada pela parte 2 exterior do recipiente e pela parte 3 interior do recipiente. Quando na posição de utilização convencional, de acordo com a Fig.l, a câmara 70 em anel é definida de forma ascendente por uma parede 73 de topo formada pelos fundos 5 e 6, respectivamente, da parte 2 exterior do recipiente e da parte 3 interior do recipiente. Descendo, a câmara em anel 70 é definida por uma parede 7 4 de fundo formada pelo êmbolo 55. Uma segunda câmara 75 é definida por baixo do êmbolo 55, sendo a referida segunda câmara definida exteriormente pela mesma parede 72 cilíndrica 13 exterior que a primeira câmara 70. Descendo, a segunda câmara 75 é definida por uma segunda parede 7 6 de fundo formada pelo disco 19 exterior e pelo disco 20 interior, A cápsula 45 está centralmente acomodada no interior da segunda câmara 75. Uma terceira câmara 77 é proporcionada por baixo da referida segunda parede 76 de fundo e esta terceira câmara 77 é definida pela divisória 36 e pela unidade 42 de filtro em anel. Além disso, esta terceira câmara comunica com a segunda câmara 75 pela passagem formada pela abertura 22 central no disco 19 exterior e no disco 20 interior. Finalmente, uma quarta câmara 78 é proporcionada por baixo da divisória 36, sendo a referida quarta câmara 78 definida no sentido descendente pela parede 32 da cobertura 27 e, além disso, por porções da manga 28 da cobertura 27 e pelo lado do fundo do disco 19 exterior.
Como acima descrito, o recipiente em questão é principalmente apropriado para a separação de um componente, por exemplo, o monómero de fibrina do sangue, e para este fim a segunda câmara 75 e, de um modo preferido, a câmara 80 superior da cápsula 46 é previamente cheia com uma enzima apropriada que pode catalizar a segmentação dos fibrinopéptidos A e/ou B do fibrinogénio, i.e., converter o fibrinogénio em fibrina, por exemplo, batroxobina. Como se percebe do documento EP-PS N°592242, pode ser empregada qualquer enzima do tipo trombina. Tais enzimas incluem a própria trombina ou qualquer outro material com actividade semelhante, por exemplo, Ancrod, Acutina, Venyyme, Asperase, Botropase, Crotabase, Flavorxobina, Gabonase, e a preferida Batroxobina. A Batroxobina pode ser quimicamente ligada à biotina, que é ma substância sintética que permite que a batroxobina seja obtida de uma forma convencional conhecida por meio de avidina numa composição avidina-agarose. De acordo com isto, a avidina-agarose é encontrada 14 na câmara 81 do fundo da cápsula. Tanto a composição biotina-batroxobina como a composição avidina-agarose são relativamente fáceis de introduzir nas respectivas câmaras 80 e 81 no interior da cápsula 45 antes da referida cápsula ser colocada no interior do dispositivo.
Finalmente, é disposta uma seringa 58, contendo a referida seringa um compensador pH-4 preparado a partir de um acetato diluído com ácido acético. A seringa 58 é mais tarde utilizada para receber a desejada solução de monómero de fibrina.
Qualquer outro compensador da técnica anterior pode ser utilizado. Um agente compensador da nova dissolução pode ser qualquer solução ácida compensadora, de um modo preferido, que tenha um pH entre 1 e 5. Exemplos apropriados incluem ácido acético, ácido sucínico, ácido glucurónico, ácido cisteico, ácido crotónico, ácido itacónico, ácido glutónico, ácido fórmico, ácido aspártico, ácido adípico, e sais de qualquer destes ácidos. O ácido sucínico, o ácido aspártico, o ácido adípico e sais do ácido acético, e.g., acetato de sódio, são preferidos. Também, a solubilização pode também ser levada a cabo com um pH neutro por meio de um agente caotrópico. Agentes apropriados incluem a ureia, o brometo de sódio, o hidrocloreto de guanidina, KCNS, iodeto de potássio e brometo de potássio. Concentrações e volumes destes compensadores ácidos e deste agente caotrópico vêm descritos em EP-PS N°592242.
Durante ou imediatamente após o fornecimento de sangue, o êmbolo 8 é empurrado tanto quanto possível para o interior do recipiente de tal maneira que a manga 52 deslocável da cápsula 45 é deslocada de forma descendente para um encaixe estanque na passagem de um lado ao outro através da parede 7 6 de fundo e para a segunda câmara 77. 15
Como resultado, é aberto simultaneamente acesso à composição biotino-batroxobino no interior da câmara 80 mais elevada da cápsula.
Quando o recipiente está pronto para ser utilizado, uma amostra de sangue é introduzida na primeira câmara por meio de uma agulha, não representada, e da tubagem 65 de uma forma convencional, sendo a referida amostra de sangue, de um modo preferido, previamente misturada com um anticoagulante também de uma forma convencional. Durante a introdução do sangue através da tubagem 65 e da abertura 66 no interior da primeira câmara 70, é retirado ar da câmara de uma forma convencional. Após a introdução do sangue, a tubagem 65 é removida e a abertura 66 fechada de forma estanque. Subsequentemente, o recipiente com sangue é colocado num aparelho centrífugo que, entre outros, ajuda a comprimir firmemente as várias porções. O aparelho centrífugo é descrito mais abaixo e obriga o recipiente a rodar em torno do eixo 1 de rotação. Em resultado da centrifugação, o sangue é separado na primeira câmara 70 numa fracção de plasma que se fixa radialmente no interior da restante porção de sangue, contendo a referida restante porção de sangue as células de sangue vermelhas e brancas. Como vem descrito em EP-PS N°592242, as plaquetas podem estar presentes em ambas as fracções, se tal for desejado, variando a velocidade e tempo de centrifugação. Quando o interface entre o plasma e a restante porção de sangue tiver sido estabilizado, i.e., quando a separação fica completa, é iniciada uma redução do volume da primeira câmara 70 pelo êmbolo 8 e sendo consequentemente o êmbolo 55 empurrado para fora. Como resultado disto, em primeiro lugar, uma possível camada de ar interior passa através dos canais 4 e 21 para a secção 75 da câmara e uma movimentação posterior do êmbolo 55 implica que também o plasma passe para a segunda câmara 75. O movimento do êmbolo 55 é 16 interrompido quando toda a camada do plasma tenha sido empurrada para a segunda câmara 75, i.e., quando o interface entre a fracção de plasma e a porção de sangue restante tiver atingido a parede 71 interior da primeira câmara 70.
Na segunda câmara 75, a fracção de plasma fica em contacto com a enzima batroxobina tendo como resultado que o monómero de fibrina, o qual polimeriza imediatamente num polímero de fibrina não entrelaçado, se liberta da fracção de plasma. O processo é executado enquanto o recipiente está a ser centrifugado continuamente com o resultado do polímero de fibrina ficar separado eficazmente da restante porção da fracção de plasma, sendo o referido polímero de fibrina formado pela reacção da composição biotina-batraxobina e fixando-se como uma camada viscosa ao longo da parede 72 cilíndrica exterior. Quando esta separação se completa, a centrifugação é interrompida, pelo que a porção restante relativamente fluida da fracção de plasma pode facilmente ser pressionada para regressar à primeira câmara 70 pelo êmbolo 55 elevado, em primeiro lugar, para a transferência de ar da primeira câmara 70 para a segunda câmara 75 a seguir ao êmbolo 55 ter sido pressionado de forma descendente. Esta transferência pode ser concretizada de forma relativamente fácil e rápida antes da camada viscosa com o polímero de fibrina atingir a abertura para o canal 21. Medidas posteriores podem ser tomadas opcionalmente para evitar que a camada viscosa atinja a entrada do canal 21 de forma demasiado rápida, por exemplo, montando um anel 82 de dentes que se projectam para cima, mostrados por linhas tracejadas no fundo 76.
Uma vez a restante porção da fracção de plasma expelida da segunda câmara 75, a manga 52 deslocável da cápsula 45 é de novo deslocada de forma descendente de tal maneira que se consegue o acesso à câmara 81 mais inferior. 17
Ao mesmo tempo ou em ligação com o último deslocamento da manga, o êmbolo 59 da seringa 58 é pressionado totalmente de forma descendente por intermédio de uma haste actuando do exterior de tal forma que o compensador pH-4 é transferido para a segunda câmara 75, o que pode ser feito durante o inicio de uma agitação centrífuga. A adição do compensador pH-4 proporciona a dissolução do polímero de fibrina no referido compensador, e a presença da composição de avidina-agarose na câmara 81 inferior no interior da cápsula 45 implica que a composição de biotina-batraxobina fica ligada de forma convencional pela avidina. Um deslocamento contínuo do êmbolo 55 obriga a manga 52 deslocável na cápsula 45 a encaixar na divisória 36 e a libertar-se da parede 76 de fundo, tendo como resultado que se cria um acesso livre à terceira câmara 77. Como resultado, o conteúdo da segunda câmara 75 pode circular livremente de forma descendente para a terceira câmara 77. De um modo preferido, a nova dissolução é executada durante a agitação centrífuga que envolve a centrifugação e uma série de movimentos pára-arranque de agitação para a frente/para trás.
Uma centrifugação contínua tem como efeito que a solução de monómero de fibrina possa ser separada na terceira câmara por meio da unidade 42 de filtro em anel, retendo as partículas relativamente grandes de agarose e da batraxobina a elas ligada. Quando a solução de monómero de fibrina tenha passado para a quarta câmara 78 mais inferior como resultado da anterior centrifugação, a referida centrifugação é interrompida e a solução com fibrina é transferida facilmente para a seringa 58 por uma retracção renovada do êmbolo 59, encaixando a extremidade mais elevada do comprimento 4 6 do tubo da cápsula 45 com um comprimento 57 do tubo que forma a ligação com a seringa 58. 18
Como foi descrito, o manuseamento do receptáculo mostrado na FIG.l é levado a cabo num aparelho centrífugo do tipo diagramaticamente mostrado na FIG.2. 0 aparelho mostrado na FIG.2 inclui uma mesa 101 rotativa de suporte que está articulada de maneira a poder rodar num alojamento, não representado em grande pormenor, por meio de uma chumaceira 102 de esferas. A mesa 101 rotativa de suporte faz parte integrante de um eixo vertical 103 de accionaraento. O eixo de accionamento está ligado por meio de um acoplamento 104 a um motor 105 que obriga a mesa rotativa a fazer um movimento de rotação em torno de um eixo de rotação vertical. Uma barra 106 de activação pode rodar articulada axialmente com um eixo de rotação no interior do eixo 103 motor da mesa 101 rotativa de suporte, estando a referida barra 106 de activação ligada através de um acoplamento 107 com um eixo motor 108 a um eixo 109 de tal maneira que, quando o eixo motor 108 é activado, a barra 106 pode deslocar-se verticalmente de forma ascendente ou descendente para encaixar ou desencaixar um recipiente 110 colocado na mesa 101 rotativa de suporte. 0 recipiente 110 está colocado no topo da mesa rotativa de suporte, sendo o referido recipiente do tipo mostrado na FIG.l. O êmbolo 55 do recipiente 110 é accionado por meio de um êmbolo 8 tubular, de acordo com a FIG.l, que se projecta verticalmente a partir da extremidade superior do recipiente 110. O êmbolo 8 é activado por meios 113 de aperto, que, por sua vez, são activados por meio de uma haste motora 115 através de uma haste 116 e de uma barra de accionamento (não representada) ligada de forma integral à outra haste. A haste 116 accionada pelo motor 115 activa também o êmbolo 59, de acordo com a FIG.l, da seringa 58 por meio da referida barra de activação.
Os meios 113 de aperto são além disso articulados de forma rotativa num alojamento 118 por meio de um rolamento 19 de esferas. Um alojamento 118 e a haste 115 motora são fixados a um braço comum indicado a tracejado com o número 119 de referência. Este braço 119 comum está montado de forma a poder deslocar-se num carril 120 e obrigado a deslocar-se nele verticalmente por meio de um motor 121. O motor 121 funciona por meio de uma haste com uma porca 123 fixada inamovível no aparelho de maneira que a rotação da haste 122 por meio do motor 121 obriga a um movimento do braço 119 comum e consequentemente do meio 113 de aperto ao longo do cursor 20.
De acordo com o aparelho e processo da presente invenção, a introdução da quantidade de compensador de pH-4 e consequentemente a activação da seringa 58, de acordo com a FIG.l, pode ter lugar de acordo com uma pré-determinada quantidade fixada de compensador a adicionar ou pode ser levada a cabo em resposta a uma quantidade de polímero de fibrina não entrelaçado presente na segunda câmara 75 do recipiente 110. De acordo com a presente invenção, a quantidade de polímero de fibrina presente na segunda câmara 75 é medida por meio de um fotómetro 130 disposto de forma estacionária no aparelho em frente da posição da segunda câmara 75. O fotómetro inclui um dispositivo emissor de luz e um sensor de luz (não representado) colocado de maneira que a intensidade de transmissão de luz através da parede do recipiente 110 possa ser medida. Qualquer emissor de luz pode ser utilizado conforme o material da parede. Os emissores de luz preferidos ficam na faixa do comprimento de onda de 400-1100 nanometros. São preferidos LEDs com um comprimento de onda de 920 ou 654 mm. O modelo SFH460 da Siemens é apropriado para este fim. Este fotómetro 130 mede a quantidade de polímero de fibrina na parede exterior da segunda câmara 75 observando a diminuição da intensidade de luz transmitida através da parede da câmara que tenha nela um polímero quando 20 comparada com uma leitura de referência da transmissão de luz através da parede limpa. As leituras da transmissão podem ser levadas a cabo contínuamente, pelo menos, durante o período que começa imediatamente antes da adição do compensador de pH e terminar após esta adição ter ficado concluída. No início deste período, a espessura e consequentemente a quantidade de polímero de fibrina é registada e nela é baseada a determinação da quantidade de compensador de pH-4 a ser adicionada. A última determinação da quantidade de compensador de pH-4 é levada a cabo numa unidade 131 de controlo que recebe informação dos valores medidos pelo fotómetro através de uma conduta 132. Subsequentemente, a unidade 131 de controlo activa o motor 115 através de uma conduta 133 de maneira a accionar a haste 116 e consequentemente a barra de activação que, por sua vez, acciona o êmbolo 59 da seringa 58.
Numa outra forma de realização preferida ilustrada na FIG.2a pode ser visto um segundo fotómetro 130'. Como descrito anteriormente, a transmissão de luz do emissor de luz é, de um modo preferido, contínua durante o processo de deposição do componente polimerizado do líquido plasma/soro na parede da câmara transmissora de luz. A FIG.2a mostra, num corte transversal parcial, a relação entre o componente polimerizado, o líquido (plasma ou soro) e o êmbolo 55 durante a deposição centrífuga do componente polimerizado na parede. Uma vez que o líquido pode interferir com a precisão dos dados observados pelo primeiro fotómetro, ou seja, o fotómetro 130, o segundo fotómetro 130' é colocado numa posição em que se espera a transmissão da luz através da parede e do liquido, mas não através do componente polimerizado. A comparação destas leituras pode eliminar a possível interferência do líquido na precisão das leituras. É também útil notar que numa outra forma de realização preferida, o único ou vários fotómetros, 130 e 130% devem 21 ser modulados de maneira que a porção de detecção se mantenha «on» (ligada), mas os impulsos de LEDs «on e off» (ligados e desligados). Desta maneira, a porção de detecção dos fotómetros pode ter em conta (e ser programada para não considerar) a luz de fundo que pode existir na vizinhança do aparelho. A modulação dos LEDs é, de um modo preferido, a uma frequência que não é igual a ou não é múltipla da velocidade de rotação da centrifugação.
A FIG.3 ilustra um gráfico das medidas do fotómetro em relação ao tempo. 0 gráfico mostra as medidas do fotómetro desde o arranque do aparelho centrífugo até ao fim do fornecimento do compensador pH-4 à segunda câmara 75. A parte do gráfico entre A e B mostra as medidas feitas quando o êmbolo 55 está numa posição inferior e bloqueia a passagem de sinal do fotómetro. Em C o êmbolo elevou-se e o fotómetro está a medir a transmissão de luz através apenas do material plástico de que é feito o recipiente, enquanto a segunda câmara 75 está ainda vazia. A medição em C é utilizada para calibragem do fotómetro, de maneira que as medidas seguintes tenham em conta a translucidez do recipiente 110, variando a referida translucidez de recipiente para recipiente. Entre C e D, o plasma é transferido para a segunda câmara 75 em conjunto com algum ar. De D a E, o ar do plasma é removido, e a enzima, por exemplo, batroxobina, é libertada na segunda câmara 75. À volta do ponto E, as medidas também dão informação das características, tais como, a concentração e a limpidez, do sangue que pode variar de porção de sangue para porção de sangue. De E a D, o polímero de fibrina não entrelaçado é libertado da fracção de plasma. De F a G, a porção da fracção de plasma restante relativamente fluida é transferida para a primeira câmara 70 por meio do primeiro ar que é arrastado da primeira câmara 70 para a segunda câmara 75 pelo êmbolo 55 que está a ser levantado. A 22 restante porção de plasma que se mantém fluida é transferida para a primeira câmara 70 pelo êmbolo 55 que está a ser rebaixado. Durante o último periodo, são levadas a cabo mais centrifugações e activações de êmbolo, tendo como resultado que o total da porção de plasma fluida é removida do polímero de fibrina. Em G, a medida mostra a espessura do polímero de fibrina puro e portanto a quantidade de polímero de fibrina presente na segunda câmara 75. Com base na última medida, é determinada a quantidade de compensador de pH-4 a ser adicionada. De G a H, a dissolução do polímero de fibrina tem lugar por meio do compensador de pH-4 fornecido.
Quando a desejada quantidade de compensador de pH-4 tenha sido adicionada, a activação do êmbolo 59 da seringa 58 é interrompida. A quantidade de compensador de pH-4 que opcionalmente se mantém na seringa 58 não é expelida até mais tarde para a segunda câmara, na qual é expelida imediatamente antes do comprimento 46 de tubo ser acoplado à seringa 58 para sucção da solução de monómero de fibrina a partir da quarta câmara 78.
De acordo com a presente invenção e como discutido anteriormente, a quantidade de polímero de fibrina depositado na parede pode ser determinada utilizando um fotómetro incluindo uma fonte de luz, e.g., LED, laser ou outro emissor de luz, e um sensor montado para medir a diminuição da transmissão de luz através da parede da câmara quando a fibrina é nela depositada. Pode ser utilizado qualquer fotómetro conveniente e a faixa de comprimento de onda da fonte de luz é escolhida de maneira a ser sensível ao tipo de material a depositar e tendo o material da parede em consideração. No caso do depósito de polímero de fibrina na parede da câmara, um díodo (LED) emissor de luz com um comprimento de onda de 654 nanometros foi considerado vantajoso. A diminuição na transmissão de 23 luz através da parede da câmara antes do depósito do polímero de fibrina é obtida fazendo uma leitura (R) de referência da transmissão de luz através da parede da câmara antes do depósito de polímero de fibrina e em seguida medindo a transmissão (F) de luz final após ficar concluído o depósito de polímero de fibrina. Uma correlação entre o log natural de uma comparação destas intensidades de transmissão de luz e a massa de fibrina pode ser expressa da seguinte forma
(D
Massa de fibrina = C In (R/F) em que C = um coeficiente de componente, e.g. , um coeficiente de fibrina. 0 coeficiente C de fibrina pode ser estabelecido experimentalmente interrompendo o processo e a medida de massa de fibrina numa série de etapas para os valores de In R/F. Fixando o ponto em que diminui a massa de fibrina experimentalmente medida relativamente à transmissão de luz observada, é possível definir um coeficiente de fibrina (a inclinação da linha traçada).
Em seguida, as diminuições medidas na transmissão de luz expressas por In(R/F), multiplicadas pelo coeficiente de fibrina, dão uma indicação da quantidade de polímero de fibrina formada e o conhecimento de uma pré-determinada quantidade de solvente ou compensador a ser usada para solubilizar o polímero de fibrina proporciona a concentração da solução de monómero de fibrina resultante. Obviamente, o coeficiente de componente terá de ser restabelecido para processos diferentes e para componentes de sangue ou plasma diferentes. Esta concentração pode ser expressa como 24 (2) Cone = Massa de fibrina
VT em que Cone é concentração, VT é volume total e em que VT = Fmassa + VB em que VB é o valor de compensador ou solvente adicionado para solubilizar a fibrina.
De acordo com o processo atrás descrito, verificou-se também que algum soro e outras proteínas do sangue ou da fonte de plasma ficaram agarradas no e em torno do polímero de fibrina depositado na parede. Na verdade, a real massa de fibrina pode ser apenas uma pequena porção da massa de soro de fibrina depositada. Isto depende do processo utilizado, i.e., pode variar de acordo com a velocidade (RPM) e tempo de rotação centrífuga durante a deposição de polímero de fibrina na parede. Por exemplo, na centrifugação de plasma (contida com 120 ml de sangue) a cerca de 9000 RPM durante cerca de 5-10 minutos na presença de quantidades suficientes de enzima, as quais convertem o fibrinogénio em fibrina, verificou-se que a real massa de fibrina é apenas cerca de 5-10% da massa de fibrina/soro depositada na parede. No caso em que o soro está presente, a concentração pode ser expressa por (3)
Cone = Massa de fibrina
VS + VB em que VS = o volume de fibrina e de soro retido na fibrina.
Foi determinado experimentalmente que o volume de fibrina + soro (VS) tem uma relação linear com a massa de fibrina que pode ser expressa por 25 (4) VS = a + b. Massa de Fibrina Em que a = apenas volume de soro B = volume de fibrina por mg de fibrina + soro
Tanto (a) como (b) podem ser determinados experimentalmente tomando nota da fibrina medida + massa de soro relativamente à massa de fibrina sendo (a) a intersecção y e sendo (b) a inclinação da linha traçada.
Isto proporciona a relação (5)
Cone = Massa de fibrina VB + a + b. Massa de fibrina
Substituindo a fórmula (1) por "Massa de fibrina" em ambos os casos na fórmula (5), é proporcionada a expressão seguinte (6) (Cone = C. In (R/F) VB + a + b . C In (R/F)
Assim, para um determinado processo em que C, a e b foram determinados experimentalmente como acima foi descrito, e em que o volume de solubilização de compensador (VB) é conhecido, a concentração de uma solução de componente de sangue, e.g., uma solução de monómero de fibrina, pode ser determinada observando a diminuição da transmissão de luz através de um polímero depositado, a partir do qual a solução é feita e utilizando a fórmula (6) anterior. 26
Por outras palavras, um aparelho accionado por microprocessador de acordo com a presente invenção pode ser programado com fórmulas e constantes experimentalmente determinadas anteriormente por um determinado processo, em que os sinais das leituras de fotómetro através da parede da câmara antes e depois do componente polimerizado ficar depositado na referida parede da câmara permitirão ao microprocessador determinar a concentração da solução de componente de sangue que resulta da solubilização do componente polimerizado com uma quantidade conhecida do compensador ou solvente. Além disso, de acordo com a presente invenção, meios para fornecimentos medidos podem ser considerados para o compensador ou para o solvente de maneira que possam ser usadas quantidades variáveis de compensador ou de solvente para solubilizar o componente de sangue polimerizado na solução desejada. Desta forma, pode ser produzida uma solução com a concentração de componente de sangue desejada, qualquer que seja a concentração inicial do componente do sangue determinando a quantidade de polímero de fibrina (e soro) depositado e introduzindo uma quantidade de compensador em resposta a esta informação de que resultará a mesma concentração de etapa para etapa. Isto é conseguido reescrevendo a fórmula (6) para resolver que quantidade de compensador (VB) é necessário para produzir uma solução com a concentração desejada (Cone) como abaixo (7) VB = C . In(R/F) ((1/Conc) - b) - a
Assim, a presente invenção proporciona aparelhos e processos para a produção de soluções de componentes de sangue, e.g., soluções de monómero de fibrina com as concentrações constantes desejadas, mesmo quando se começa 27 com sangue ou plasma tendo concentrações iniciais variáveis de fibrinogénio, e.g., 1-10 mg/ml, como pode acontecer com a população humana. A invenção foi descrita com referência a uma forma de realização preferida. Muitas modificações, por exemplo, do fotómetro, do aparelho, dos materiais do recipiente, do processo e dos componentes desejados, podem ser introduzidas sem se desviar do âmbito da invenção, como definido pelas reivindicações anexas.
Lisboa, 19 de Fevereiro de 2007

Claims (14)

  1. REIVINDICAÇÕES 1. Processo de preparação de uma solução de ura componente de sangue ou de plasma e determinação da concentração do referido componente na referida solução, compreendendo o referido processo os passos de: a) sujeição de sangue ou de plasma numa câmara (75) de um aparelho possuindo uma parede (72) que pode transmitir a luz em condições que catalisam a formação de uma forma polimerizada do referido componente do referido sangue ou plasma; b) deposição da referida forma polimerizada do referido componente na referida parede (72) que pode transmitir a luz; c) utilização de uma comparação de intensidades de uma transmissão de luz constante através da referida parede (72) que pode transmitir a luz com e sem o referido componente polimerizado nela colocado para determinação da quantidade do referido componente polimerizado; e d) combinação da informação obtida no passo (c) com a quantidade de um compensador ou de um solvente utilizada para solubilizar o referido componente polimerizado na referida solução do componente de sangue ou de plasma para se determinar a concentração do referido componente na referida solução.
  2. 2. Processo de acordo com a reivindicação 1, caracterizado por o referido componente do sangue ou do plasma ser o monómero de fibrina. 1
  3. 3. Processo de acordo com a reivindicação 1, caracterizado por a forma polimerizada do referido componente da massa de polímero ser determinada a partir da referida comparação das intensidades de transmissão de luz utilizando a fórmula massa de polímero = C In (R/F) em que C = um coeficiente de componente; R é a intensidade de transmissão de luz apenas através da parede; e F é a intensidade de transmissão de luz através da parede mais polímero.
  4. 4. Processo de acordo com a reivindicação 1, caracterizado por, para um processo constante de preparação de uma determinada solução de componente, o coeficiente de componente C ser a inclinação de um traçado da medida de massa de polímero relativamente a In (R/F).
  5. 5. Processo de acordo com a reivindicação 1, caracterizado por a referida concentração, Cone, ser determinada pela fórmula Cone = C In (R/F) VB + C . In (R/F) em que VB = ao volume de compensador ou solvente a adicionar; C = um coeficiente de componente; R é a intensidade de luz transmitida apenas através da parede; e F é a intensidade de luz transmitida através da parede mais polímero. 2
  6. 6. Processo de acordo com a reivindicação 1, caracterizado por algum do soro de plasma ficar retido em ou em torno do componente polimerizado.
  7. 7. Processo de acordo com a reivindicação 6, caracterizado por a concentração, Cone, ser determinada pela fórmula Cone = C In (R/F) VB + a + b . C In (R/F) em que VB = ao volume de compensador ou de solvente; a = ao volume de soro apenas; b = ao volume por mg de massa de polímero de polímero/soro; C = a um coeficiente de componente; R é a intensidade de transmissão de luz apenas através da parede; e F é a intensidade de transmissão de luz através da parede mais polímero.
  8. 8. Processo de acordo com a reivindicação 1, caracterizado por a quantidade de compensador ou de solvente ser controlada em resposta à determinação da quantidade de componente polimerizado no passo (c) para proporcionar a desejada concentração da referida solução do componente.
  9. 9. Processo de acordo com a reivindicação 8, caracterizado por a quantidade VB de compensador ou de solvente poder ser obtida substituindo a desejada concentração, Cone, na fórmula VB = C In (R/F) ((1/Conc) - b) - a em que a = ao volume do soro apenas; b = ao volume da massa de polímero por mg da massa de polímero/soro; C = a um coeficiente de componente; R é a intensidade de transmissão da 3 luz apenas através da parede; e F é a intensidade de transmissão da luz através da parede mais polímero.
  10. 10. Aparelho para preparação de uma solução de um componente do sangue ou do plasma, aparelho que compreende meios para determinação da concentração do referido componente que inclui: a) meios para deposição de uma forma polimerizada do referido componente do referido sangue ou plasma numa parede (72) que pode transmitir a luz de uma câmara (75) de reacção do referido aparelho; b) meios (130) ópticos para determinação da quantidade do referido componente polimerizado depositado na referida parede (72) exterior; c) meios para solubilização do referido polímero com um solvente para proporcionar a referida solução do referido componente; e d) meios para cálculo da concentração da referida solução a partir da quantidade de componente polimerizado depositado e da quantidade de solvente utilizada.
  11. 11. Aparelho de acordo com a reivindicação 10, caracterizado por o referido componente ser um monómero de fibrina escolhido entre fibrina I, fibrina II ou fibrina BB.
  12. 12. Aparelho de acordo com a reivindicação 10, caracterizado por os referidos meios para deposição compreenderem: 4 i) uma câmara (75) de reacção com uma parede (72) exterior, câmara (75) de reacção que recebe o referido sangue ou plasma e que inclui também um reagente para catalizar a polimerização do referido componente do referido sangue ou plasma ou que inclui também meios para introdução do referido reagente na referida câmara; e ii) meios para fazer rodar a referida câmara (75) em torno de um seu eixo longitudinal, tal que quando o referido sangue ou plasma roda na referida câmara (75) e fica sujeito ao referido reagente, o referido componente se deposita como polímero na referida parede (72) exterior.
  13. 13. Aparelho de acordo com a reivindicação 10, caracterizado por os referidos meios (130) ópticos compreenderem um fotómetro que, por seu turno, compreende uma ou mais fontes de luz de comprimento de onda constante e respectivos sensores, estando as referidas fontes de luz dispostas no referido aparelho de maneira que possa ser medida a diferença de intensidade entre a transmissão de luz apenas através da referida parede da câmara de reacção e através da parede com o referido componente polimerizado nela depositado.
  14. 14. Aparelho de acordo com a reivindicação 12, caracterizado por o referido fotómetro (130) estar em comunicação por meio de sinal com os meios (131) de controlo que medem a quantidade de solvente utilizado para solubilizar o referido 5 componente de maneira que se produza uma solução com a concentração desejada. Lisboa, 19 de Fevereiro de 2007 6
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