PT98970A - Processo de preparacao de derivados da imodazolina e de composicoes farmaceuticas que os contem - Google Patents

Processo de preparacao de derivados da imodazolina e de composicoes farmaceuticas que os contem Download PDF

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Christopher Bourne Chapleo
John Charles Doxey
Michael Robin Stillings
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Reckitt & Colmann Prod Ltd
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    • C07D405/02Heterocyclic compounds containing both one or more hetero rings having oxygen atoms as the only ring hetero atoms, and one or more rings having nitrogen as the only ring hetero atom containing two hetero rings
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Description

73 058 DRH/TAB/AC/35180/033 -2-
MEMÓRIA DESCRITIVA
Este invento refere-se a derivados da imidazolina, aos seus sais, a processos para a sua preparação e a composições farmacêuticas que os contêm.
Na descrição da nossa patente europeia Na. 0071368 descrevemos e reivindicámos di-hidrobenzofuranilimidazolinas de fórmula
A onde R1 é hidrogénio ou alquilo C^-Cg; R2 é hidrogénio, metilo, cloro, bromo ou fluoro; R3 é hidrogénio, metilo, hidróxilo, metóxilo, fluoro, cloro ou bromo; e os seus sais não tóxicos. Os compostos de Fórmula A contêm um átomo de carbono assimétrico e o invento engloba tanto as misturas racémicas como os enantiómeros opticamente activos. Todos os compostos exemplificados encontravam-se sob a forma de racematos.
Os compostos de Fórmula A possuem actividade antagonista de a2-adrenorreceptor e, em virtude desta actividade, têm utilidade potencial no tratamento daqueles estados em que esteja implicada, nos pacientes, actividade nos a2“a<^renorreceP‘tores/ como a depressão endógena, insuficiência cardíaca, diabetes, obesidade, enxaqueca, etc..
As nossas investigações subsequentes sobre os compostos de Fórmula A levaram à identificação da 2-[2-(2-etil-2,3-di-hidro-benzofuranil)]-2-imidazolina (na Fórmula A: R1 = etilo, R2 = R3 = hidrogénio; INN efaroxano). 0 efaroxano como racemato, tem mostrado ser um antagonista de α2-adrenorreceptor particularmente potente e selectivo e, com base nessas propriedades, foi identi-
73 058 DRH/TAB/AC/3 5180/03 3 -3- fiçado como droga anti-diabética potencial.
Aumentámos agora o campo de investigação dos compostos de Fórmula A e verificámos que o efaroxano e o novo composto análogo de isopropilo (na Fórmula A: R1 = i-propilo, R2 = R3 = hidrogénio) são farmacologicamente diferentes dos compostos análogos onde R1 é hidrogénio, n-propilo ou alquilo de cadeia mais comprida. Além disso podemos agora resolver o efaroxano e o seu análogo de isopropilo, nos seus enantiómeros opticamente activos e verificámos que os enantiómeros (-) têm um perfil farmacológico completamente inesperado.
De acordo com este invento, obtém-se o enantiómero (-) de um composto de Fórmula 1
onde R é hidrogénio ou metilo, sob forma substancialmente pura, e os seus sais não tóxicos.
Por enantiómero (-) de um composto de Fórmula 1, sob forma substancialmente pura, pretendemos dizer que a quantidade de enantiómero (+) presente não excede 5% e de preferência não excede 2%. São exemplos de sais não tóxicos os que se obtêm com ácidos inorgânicos como o ácido clorídrico, sulfúrico ou fosfórico; ou com ácidos orgânicos como o acético, propiónico, malónico, succínico, fumárico, tartárico ou cítrico. Um sal preferido é o hidrocloreto. 0 invento também inclui a preparação de composições farmacêuticas que compreendem o enantiómero (-) de um composto de Fórmula 1 sob forma substancialmente pura ou um seu sal não -4- 73 058 DRH/TAB/AC/3 5180/033 tóxico, juntamente com um diluente ou transportador farmaceuticamente aceitável. A literatura indica claramente a relação entre o antagonismo nos a2-adrenorreceptores e o estímulo da secreção de insulina (Robertson R P e Porte D, Diabetes, 1973, 22,1; Efendic S, Cerasi E e Luft R, Acta Endocrinologica, 1973, 74, 542-547; Linde J e Deckert T, Horm Metab Res 1973, 5, 391-395). Em particular os efeitos antidiabéticos de Midaglizole (DG 5128) têm sido atribuídos ao a2-antagonis:mo (Kameda Kui-ya, Shin-etsu Ono, Isao Koyama e Yasushi Abiko, Acta Endocrinologica 1982, 99, 410-415).
Ainda que a secreção de insulina a partir dos ilhéus pancreáticos em resposta ao estímulo da glucose sej a o resultado de uma sequência complexa de acontecimentos, as alterações na permeabilidade ao potássio são de importância capital. Assim, a permeabilidade ao potássio (abertura dos canais de potássio) aumentada, reduz a secreção de insulina, sendo verdadeiro o contrário com o bloqueamento dos canais de potássio. Várias drogas afectam a permeabilidade dos canais de potássio e a função antidiabética das sulfonilureias como bloqueadoras dos canais de potássio. Em contraste, o diazóxido vasodilatador, que pode induzir um estado diabético, aumenta a permeabilidade dos canais de potássio e reduz portanto a secreção de insulina. O mecanismo pelo qual os a2-antagonistas estimulam a secreção de insulina tem sido relacionado com os seus efeitos sobre os canais de K+ das células dos ilhéus pancreáticos. Assim, mostrou-se que a redução da permeabilidade dos canais de K+ pelo efaroxano ocorre sobre a mesma gama de concentrações da do bloqueamento dos a2-adrenorreceptores (Sehlin J, Doxey J C e Lindstrom P, Diabetologia, 1987, 30, 7, 580A No 503). Foi demonstrado um efeito oposto pelo UK 14304, um a2-agonista selectivo.
Estas observações foram confirmadas no dueto deferente do ratinho pelo trabalho de Zimanyi I, Folly G e Vizi E S (J. Neu-roscience Res, 1988, 20, 102-108) que concluíram que o estímulo
73 058 DRH/TAB/AC/35180/03 3 -5- dos a2-adrenorreceptores (pelos a2-agonistas) conduz a um aumento de permeabilidade ao K+.
Estes resultados indicam claramente que há uma correlação directa entre os a2-adrenorreceptores e as alterações da permeabilidade dos canais K+ tanto nos tecidos dos ilhéus como em tecidos diferentes.
Chan S L F e Morgan N G, (Eur J Pharmac, 1990, 176, 97-101) concluiram recentemente que a capacidade do efaroxano estimular a secreção de insulina dos ilhéus pancreáticos isolados da ratazana, não podia ser atribuída à interacção do efaroxano com os a2-adrenorreceptores clássicos pois que o efeito não era reproduzido pelo idazoxano a2-antagonista correspondente, à mesma concentra-ção. Foram contudo necessárias concentrações muito elevadas de efaroxano para alcançar este efeito e, uma vez que o idazoxano é 3 a 5 vezes menos potente que o efaroxano, pode não se ter alcançado um nível de concentração activa para o idazoxano. Chan e Morgan mostraram também que o efaroxano tinha um efeito maior do que o idazoxano na inversão dos efeitos inibidores do diazóxido sobre a libertação de insulina, induzida pela glucose, ainda que, uma vez mais, fossem necessárias concentrações muito elevadas de efaroxano.
Mostrou-se agora que os efeitos bloqueadores de a2-adrenorreceptores dos racémicos a2-antagonistas, envolvendo interacções com um receptor para o qual o ligando natural é um enantiómero puro (noradrenalina), são estereospecíficos com a ac-tividade residente num enantiómero. No caso do efaroxano é o enantiómero (+). A Tabela 1 mostra que, em vários sistemas, a se-lectividade do enantiómero (+) em relação à do (-), para os a2--receptores, é de cerca de 600 a 5 000.
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Tabela 1
Separação de enantiómeros em α2-adrenorreceptores não ilhéus"
Racemato (+) (-) Razão (+)/(-)
In vitro dueto deferente de ratazana pA2 8,9 8,9 5,2 5 011*
In vivo dueto deferente de ratazana DR2 Mltioles/kg IV 0,05 0,02 12,7 635**
Ligação de radio-li-gando córtex cerebral de ratazana
Kl nM 1,3 0,88 3,871 4 398** * Determinado tomando o anti-log de pA2(+)-pA2(-) i.e. 3,7 ** Razão de potência obtida dividindo o recíproco de (+) pelo recíproco de (-) i.e. _1_ + 1 = 12.7 = 635 0,02 12,7 0,02
Os três métodos indicam uma boa separação de actividade. Os pormenores dos ensaios são os seguintes: 1. As potências in vitro. de pré-ligação, dos antagonistas de a2-adrenorreceptor (valores pA2) foram determinadas na secção prostática do dueto deferente de ratazana) usando metodologia já descrita (Doxey et al, Br J Pharm, 1984, 83, 713). 0 agonista do a2-adrenorreceptor utilizado nestes estudos foi a p-aminoclonidina. 2. As potências, in vivo, de pré-ligação, dos antagonistas de a2-adrenorreceptor, foram determinadas no dueto deferente de ratazanas mortas por seccionamento da espinal medula, usando um méto- do já descrito (Welbourn et al, J Med Chem, 1986, 29, -7- DRH/TAB/AC/35180/033 2000). As potências dos antagonistas foram determinadas como a dose (/imoles/kg, iv) necessária para produzir um desvio de duas vezes (DR2) na curva de resposta à dose de UK-14304 em resposta à contracção do dueto deferente. 3. As afinidades de ligação por radio-ligando (Kl/ nM) foram determinadas a partir da sua capacidade de deslocamento da ligação saturável de [ 3H]-idazoxano dos locais dos a2-adrenoreceptores preparados a partir de membranas corticais cerebrais de ratazana (Welbourn et al, J Med Chem, 1986, 29, 2000).
Além do seu relacionamento com o antagonismo de a2--adrenorreceptor, nunca tinha sido feita a sugestão de que a inibição da permeabilidade do canal de K+ fosse um fenómeno estereoespecífico. De facto, a muito elevada concentração de efaroxano necessária para inibir o efeito do diazóxido sobre as células dos ilhéus pancreáticos (Chan e Morgan 1990) sugere um efeito não-específico.
Inesperadamente, verificámos agora que o efeito inibidor do efaroxano sobre a permeabilidade do canal de K+ (e portanto a sua capacidade de estimular a segregação de insulina) reside num só enantiómero (-), que não é o enantiómero activo a2-antagonista. Os resultados indicados nas Figs. l a 3 foram obtidos do modo seguinte :
Ficrura 1.
Grupos de ilhéus isolados de ratazana foram incubados com glucose 20 mM, UK-14304 1 μΚ e com concentrações crescentes dos enantiómeros (+) e (-) do efaroxano. Após incubação durante 60 minutos a 37°C, retiraram-se amostras do meio e testou-se quanto à insulina. Os dados são valores médios ± SEM durante 10-18 observações.
Figura 2
Grupos de ilhéus isolados de ratazana foram incubados com glucose 20 mM, diazóxido 250 juM e concentrações crescentes dos
73 058 DRH/TAB/AC/35180/033 -8- enantiómeros (+) e (-) do efaroxano. Após incubação durante 60 minutos a 37°C, retiraram-se amostras do meio e testou-se quanto à insulina. Os resultados são valores médios ± SEM durante 10-18 observações.
Ficmra 3_
Grupos de ilhéus isolados de ratazana foram incubados com glucose 8 mM na presença de concentrações crescentes dos isómeros (+) e (-) do efaroxano (procedimento portanto semelhante ao usado para as Figuras 2 e 3).
Na Figura 1, a secreção de insulina estimulada por glucose 20 mM é inibida pelo a2-agonista UK-14304 (1 μΜ). Este efeito inibidor é invertido, de modo dependente da dose, pelo efaroxano (+) mas não pelo (-). Isto confirma que a actividade a2-antagonista reside no enantiómero (+), nos ilhéus pancreáticos bem como em células diferentes. A Fig. 2 mostra que a secreção de insulina estimulada por glucose 20 mM pode também ser inibida pelo diazóxido, um conhecido agente de abertura do canal de K+, e este efeito é invertido pelo efaroxano (-) mas não pelo (+). Portanto, o efeito do efaroxano no canal de K+ nas células dos ilhéus pancreáticos é devido ao enantiómero (-). A Fig. 3 mostra que o enantiómero (-) potência a secreção de insulina numa concentração limiar de glucose, efeito que não é partilhado pelo enantiómero (+). Isto confirma que o efeito dominante de secreção de insulina do efaroxano é controlado pelas alterações de permeabilidade do canal de K+ provocadas pelo enantiómero (-).
Os dados sobre os antagonistas de a2-adrenoreceptores e os dados sobre os canais de K+, para vários compostos racémicos de Fórmula A em que (R2 = R3 = hidrogénio) estão indicados na Tabela 2. A potência a2 é expressa em termos da potência do composto em relação ao idazoxano no ensaio (in vitro) no dueto deferente de ratazana. Os dados sobre o canal de K+ apresentam-se em termos do inverso da percentagem de redução da secreção de insulina (estimulada por glucose 20 mM) pelo diazóxido (250 μΜ), pela substância de teste 100 μΜ.
Tabela 2
73 058 DRH/TAB/AC/35180/033 -9- potência a2 (em relação ao idazoxano1 K+ % H 1,7 0 etilo 1/8 100 i-propilo o o σ\ 89 n-propilo 1,9 0 n-pentilo 0,44 2
Os resultados na Tabela 2 realçam ainda o aspecto inesperado e imprevisível dos resultados com os compostos preparados por este invento acentuam ainda o ponto de que os efeitos dos canais de K+ são totalmente independentes de qualquer actividade de a2 que os compostos possuam (isto é, não há de facto relação entre os a2“adrenorreceptores e as alterações na permeabilidade do canal de K+ nos compostos). Compostos em que R1 = H, etilo, n-propilo e n-pentilo (racematos) possuem todos apreciável actividade a2-antagonista; com excepção do último, eles são equipotentes, sendo aproximadamente 2x mais potentes do que o idazoxano. Apenas o efaroxano (R1 = etilo) possui contudo propriedades inibidoras do canal de K+. Em contraste, o composto em que R1 = i-propilo reduziu nitidamente a actividade a2-antagonista ainda que seja aproximadamente tão eficaz como o efaroxano na inibição dos canais de K+.
Estudos subsequentes com os enantiómeros (+) e (-) do análogo isopropílico do efaroxano deram resultados inesperados que realçam a acção única do isómero (-) do efaroxano sobre os canais de K+. Assim, numa série de experiências realizadas de modo idêntico ao dos enantiómeros de efaroxano, e como se mostra nas Figs. 4 a 6, determinou-se uma diferença, semelhante mas não inesperada, na potência dos a2-adrenorreceptores, dos dois enantiómeros isopropílicos (Fig. 4). 0 enantiómero (+) mostrou que invertia substancialmente a inibição da secreção da insulina provocada pelo a2-agonista UK-14304, enquanto que o enantiómero (-) era relativamente ineficaz (Fig. 4). Isto está em completo acordo com outros estudos que confirmaram que a actividade a2-antagonista dos análogos isopropílicos reside no enantiómero (+).
73 058 DRH/TAB/AC/35180/033 -10- análogos isopropílicos reside no enantiómero (+).
Surpreendentemente, contudo, e em contraste com a situação com os enantiómeros do efaroxano, tanto os enantiómeros ( + ) como (-) dos análogos isopropílicos foram capazes de inverter a inibição de segregação de insulina provocada pelo diazóxido, ac-tivador do canal de K+ (Fig. 5). Como atrás se mencionou em relação ao efaroxano, esta actividade era estereospecificamente confinada ao enantiómero (-) do efaroxano (Fig. 2). Além disso, ambos os enantiómeros isopropílicos do efaroxano eram capazes de estimular directamente a segregação de insulina (Fig. 6) uma actividade que estava grandemente confinada, no caso do efaroxano, ao enantiómero (-) (Fig. 3).
Foi sempre reconhecido que a capacidade do efaroxano estimular a secreção de insulina através de um mecanismo de a2--adrenorreceptor poderia ser comprometida pelas suas acções nos a2-adrenorreceptores que não pertencem aos ilhéus. Em particular, os efeitos sobre neurónios simpáticos, tenderiam a aumentar as catecolaminas em circulação e assim poderia contrariar qualquer efeito directo sobre os a2-adrenorreceptores nos ilhéus. Além disso, as catecolaminas do plasma aumentadas poderiam também aumentar a pressão sanguínea num grupo de pacientes passíveis de doenças de hipertensão. Estas limitações não são aparentes no enantiómero (-) do efaroxano ou no seu análogo isopropílico que influenciam directamente a secreção de insulina por uma acção sobre os canais de potássio e que possuem uma afinidade muito baixa para os a2-adrenorreceptores. 0 invento também inclui o uso do enantiómero (-) de um composto de Fórmula 1 ou de um seu sal não tóxico, como agente blo-queador do canal de K+ no tratamento da diabetes. 0 invento inclui ainda um processo de tratamento da diabetes que compreende administrar ao Homem uma quantidade eficaz, bloqueadora do canal de potássio, do enantiómero (-) de um composto de Fórmula 1 ou de um seu sal não tóxico. 0 invento inclui ainda o uso do enantiómero (-) de um com-
73 058 DRH/TAB/AC/35180/033 -11- posto de Fórmula 1 ou de um seu sal não tóxico, na preparação de uma composição farmacêutica, como agente bloqueador do potássio, no tratamento da diabetes sem produzir qualquer efeito significativo num a2-adrenorreceptor. 0 enantiómero (-) do efaroxano pode ser preparado a partir do efaroxano (sob forma de base) por processos clássicos de preparação de enantiómeros opticamente activos a partir de misturas racémicas. Assim, o efaroxano é tratado em solução com um ácido (-) opticamente activo, como o ácido (-)-dibenzoil-L-tartá-rico, o sal (-) resultante é separado e recristalizado até se obter pureza óptica, e obtém-se o enantiómero (-) do efaroxano após a adição de uma base como o carbonato de potássio. 0 enantiómero (-) do composto de Fórmula 1 em que R é metilo pode ser preparado de modo semelhante a partir do racemato preparado por alquilação, catalisada por uma base, do ácido di-hidrobenzofurano-2-carboxí-lico com 2-iodopropano, sendo o ácido 2-substituído resultante convertido em 2-imidazolina, usando os processos clássicos. 0 exemplo ilustra a preparação dos enantiómeros (-) e (+) do efaroxano e os enantiómeros (-) e (+) do seu análogo isopropíli-co. As rotações ópticas foram medidas num polarímetro Perkin El-mer 141. EXEMPLO 1
Enantiómero (-) do efaroxano
Dissolveu-se a base livre, de efaroxano (6,0 g), em acetona quente (180 ml) e juntou-se a uma solução de ácido (-)-dibenzoil--L-tartárico (10,44 g) em acetona quente (180 ml). A solução turva foi deixada arrefecer até à temperatura ambiente, separou-se por filtração a substância sólida, branca, resultante, lavou-se com éter dietílico e secou-se obtendo-se o sal (-)-dibenzoil-tartarato de efaroxano, com 14,1 g de rendimento, rotação óptica [ot]D = -82,07° (c = 1,00, metanol). O sal (13,8 g) foi recristalizado em metanol/éter dietílico, obtendo-se um sólido, branco: rendimento 4,2 g, rotação óptica [a]D = -125,2° (c = 1,03, metanol); 4,0 g do sal foram recrista-
73 058 DRH/TAB/AC/35180/033 -12-lizados uma segunda vez em metanol/éter dietílico, obtendo-se uma amostra cuja rotação deixou de aumentar em cristalizações adicionais; rendimento 3,2 g; rotação óptica [a]D = -128,1° (c = = 1,03, metanol).
Agitaram-se à temperatura ambiente 0,3 g do sal purificado com uma solução de K2C03 (3 g em 10 ml de H20) e a solução resultante foi extractada com diclorometano. Secou-se a camada orgânica e evaporou-se, obtendo-se o enantiómero (-) do efaroxano, com um sólido, branco; rendimento 0,09 g; rotação óptica [<*]d = -53,8° (c=l,01, metanol); p.f. do sal HC1 258-261°C. EXEMPLO 2
Enantiómero (+) do Efaroxano
Dissolveu-se a base livre de efaroxano (5,0 g) em acetona quente (180 ml) e juntou-se a uma solução de ácido (+)-dibenzoil--D-tartárico (8,7 g) em acetona quente (180 ml). Deixou-se a solução turva arrefecer até à temperatura ambiente, separou-se por filtração a substância sólida, branca, resultante, lavou-se com éter dietílico e secou-se, obtendo-se o sal (+)-dibenzoiltartarato de efaroxano; rendimento 8,4 g, rotação óptica [a]D = +90,04° (c = 1,01, metanol). 0 sal (8,2 g) foi recristalizado em metanol/éter dietílico, obtendo-se um sólido branco-sujo; rendimento 4,3 g, rotação óptica [a]D = +116,9° (c = 1,05, metanol); 4,0 g do sal foram recristalizados uma segunda vez em metanol/éter dietílico, obtendo-se uma amostra cuja rotação deixou de aumentar em cristalizações subsequentes; rendimento 1,1 g; rotação óptica [a]D = +118,7° (c = 1,03, metanol).
Agitaram-se à temperatura ambiente 0,3 g do sal purificado com uma solução de K2C03 (3 g em 10 ml de H20) e extractou-se com diclorometano a solução resultante. Secou-se a camada orgânica e evaporou-se, obtendo-se o enantiómero (+) do efaroxano, como sólido branco; rendimento 0,09 g, rotação óptica [a]D = +52,8° (c = 1,00, metanol).
DRH/TAB/AC/35180/033 -13- EXEMPLQ 3 (-)-2-Γ2-(2-isopropil-2,3-di-hidrobenzofuranil)1-2-imidazolina
Dissolveu-se a base livre de 2-[2-(2-isopropil-2,3-di-hidro-benzofuranil)]-2-imidazolina (4 g) em acetona quente (110 ml) e juntou-se, com agitação, a uma solução de ácido (-)-dibenzoil-L-tartárico (6,54 g) em acetona quente (85 ml). Deixou-se a solução agitada arrefecer, agitou-se durante 2 horas à temperatura ambiente e o sólido branco resultante foi removido por filtração e seco, obtendo-se (-)-2-[2-(2-isopropil-2,3-di--hidrobenzofuranil)]-2-imidazolina, sal dibenzoiltartarato; rendimento 4,97 g; rotação óptica [a]D = -106,6° (c = 1,00, metanol). 0 sal (4,8 g) foi recristalizado em metanol/éter dietílico, obtendo-se um sólido branco; rendimento 3,4 g; rotação óptica [a]D = -116,1' (c = 1, metanol). Recristalizou-se uma segunda vez em metanol/éter dietílico 3,25 g do sal obtendo-se uma amostra cuja rotação deixou de aumentar em cristalizações subsequentes; rendimento 2,32 g; rotação óptica [a]D= -122,2° (c = = 1, metanol).
Submeteram-se a partição 1,95 g do sal purificado entre diclorometano e solução aquosa de carbonato de sódio a 10%, e lavou-se a camada orgânica com mais solução de carbonato de sódio a 10%. Lavou-se a camada orgânica com água, secou-se e evaporou-se, obtendo-se (-)-2-[2-(2-isopropil-2,3-di-hidro-benzofuranil)]-2-imidazolina como sólido branco; rendimento 0,75 g; rotação óptica [a]D = -29,4° (c = 1, metanol), p.f. do sal HC1, 277°C (dec.). EXEMPLO 4. ( + )-2-Γ 2-(2-isopropil-2,3-di-hidrobenzofuranil)1-2-imidazolina
Os licores-mãe das cristalizações do Exemplo 3 (1 x acetona, 2 x metanol/éter dietílico) foram combinados e os solventes removidos no vácuo. Submeteu-se o resíduo a partição entre diclorometano e solução aquosa a 5% de carbonato de sódio, e extractou-se a camada aquosa com mais diclorometano. Juntaram-se as fases orgânicas e lavaram-se sucessivamente com mais solução
73 058 DRH/TAB/AC/3 5180/033 -14- de carbonato de sódio, água e solução saturada de c sódio. Secou-se a solução e evaporou-se, obtendo-se um resíduo enriquecido em (+)-2-[2-(2-isopropil-2,3-di-hidrobenzofu-ranil)]-2-imidazolina (2,95 g).
Dissolveu-se uma porção deste material (2,85 g) em acetona quente (60 ml) e juntou-se a uma solução agitada de ácido (+)-di-benzoil-D-tartárico (4,65 g) em acetona quente (60 ml). A solução agitada foi deixada arrefecer, agitou-se durante 3 horas à temperatura ambiente e o sólido branco resultante foi removido por filtração e seco, obtendo-se o sal dibenzoiltartarato de (+)-2-[2-(2-isopropil-2,3-di-hidrobenzofuranil)]-2-imidazolina; produto 4,82 g; rotação óptica [a]D = +112,8° (c = 1, metanol). 0 sal (4,6 g) foi recristalizado em metanol/éter dietílico, obtendo-se um sólido, branco; rendimento 3,32 g; rotação óptica [a]D = +120,8° (c = 1, metanol). Recristalizaram-se uma segunda vez em metanol/éter dietílico, 3,1 g do sal obtendo-se uma amostra cuja rotação deixou de aumentar em cristalizações subsequentes; rendimento 2,75 g; rotação óptica [a]D= +121,4° (c = 1, metanol).
Submeteram-se a partição 1,5 g do sal purificado entre diclorometano e solução aquosa a 10% de carbonato de sódio, e lavou-se a camada orgânica com mais solução de carbonato de sódio. Lavou-se a camada orgânica com água, secou-se e evaporou-se obtendo-se a (+)-2-[2-(2-isopropil-2,3-di-hidroben-zofuranil)]-2-imidazolina como um sólido branco; rendimento 0,57 g; rotação óptica [a]D = +29,7° (c = 1, metanol), p.f. do sal HC1, 274°C (dec.).
As composições farmacêuticas podem encontrar-se sob uma forma adequada para administração oral ou parentérica. Estas composições orais podem encontrar-se sob a forma de cápsulas, comprimidos, grânulos ou preparações líquidas como elixires, xaropes ou suspensões.
Os comprimidos contêm um composto de Fórmula 1 como atrás se
73 058 DRH/TAB/AC/3 5180/033 -15- definiu ou um seu sal não tóxico, em mistura com excipientes adequados para o fabrico de comprimidos. Estes excipientes podem ser diluentes inertes como o fosfato de cálcio, celulose microcrista-lina, lactose, sacarose ou dextrose; agentes de granulação e de desintegração como o amido; agentes ligantes como o amido, gelatina, polivinil-pirrolidona ou acácia; e agentes lubrificantes como o estearato de magnésio, ácido esteárico ou talco.
As composições sob a forma de cápsulas podem conter o composto ou um seu sal não tóxico, misturado com um diluente sólido inerte como o fosfato de cálcio, lactose ou caulino, numa cápsula de gelatina dura.
As composições para administração parentérica podem encontrar-se na forma de preparações injectáveis estéreis, p. ex. soluções ou suspensões em p. ex. água, solução salina ou 1,3-butano-diol.
Para fins de facilidade e precisão de dosagem, as composições são vantajosamente utilizadas numa forma de dosagem unitária. Para administração oral, a forma de dosagem unitária contém de l a 500 mg, de preferência de 1 a 250 mg do composto de Fórmula 1 ou de um seu sal não-tóxico.

Claims (5)

  1. 73 058 DRH/TAB/AC/3 5180/033 -16- REIVINDIÇA^ÕES 1 - Processo de preparação do enantiómero (-) de um composto de fórmula 1
    onde R é hidrogénio ou metilo, sob forma substancialmente pura, e dos seus sais não tóxicos, caracterizado por um composto de fórmula 1, sob a forma de racemato, ser tratado em solução com um ácido opticamente activo (-), sendo o sal (-) resultante separado e recristalizado até se obter pureza óptica e, depois, sendo o enantiómero (-) do composto de fórmula 1 obtido após a adição de uma base.
  2. 2 - Processo de acordo com a reivindicação 1, caracterizado por o ácido opticamente activo (-) ser o ácido (-)-dibenzoil-L--tartárico.
  3. 3 - Processo de acordo com a reivindicação 1, caracterizado por o enantiómero preparado ser (-)-2-[2(2-etil-2,3-di-hidro-ben-zofuranil) ]-2-imidazolina sob a forma substancialmente pura e os seus sais não tóxicos.
  4. 4 - Processo de preparação de uma composição farmacêutica, caracterizado por se combinar um composto de acordo com a reivindicação 1 ou 2, ou um seu sal não tóxico, com um diluente ou veículo farmaceuticamente aceitável.
  5. 5 - Processo de preparação de uma composição farmacêutica para administração oral, de acordo com a reivindicação 4, caracterizado por se combinar 1 a 500 mg do composto ou de um seu sal não tóxico, por dosagem unitária. 73 058 DRH/TAB/AC/3 5180/033 -17- Lisboa, 13. ΚΠ 1991 Por KECKITT & COLMAN PRODUCTS LIMITED =0 AGENTE OFICIAL=
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