BRPI0419258B1 - sistema para criação de um ácaro predador fitoseídeo, e método para controle biológico de pragas em uma plantação. - Google Patents

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Abstract

composição de ácaros, método para criação de um ácaro predador fitoseídeo, uso de um ácaro astigmatídeo, sistema de criação para criação de um ácaro predador fitoseídeo, uso da composição, método para controle biológico de pragas em uma plantação a presente invenção refere-se a uma nova composição de ácaros compreendendo uma população de uma espécie de ácaro predador fitoseídeo e uma população hospedeira artificial, que pode ser empregada para criação da referida espécie de ácaro predador fitoseídeo ou para liberação da espécie de ácaro predador fitoseídeo em uma plantação. de acordo com aspectos adicionais, a invenção refere-se a um método para criação de uma espécie de ácaro predador fitoseídeo, ao uso da composição de ácaros e a um método para controle biológico de pragas em uma plantação, empregando a composição de ácaros.

Description

SISTEMA PARA CRIAÇÃO DE UM ÁCARO PREDADOR FITOSEÍDEO, E MÉTODO PARA CONTROLE BIOLÓGICO DE PRAGAS EM UMA PLANTAÇÃO A presente invenção, de acordo com um primeiro de seus aspectos, refere-se a uma nova composição de ácaros.
De acordo com um segundo aspecto a invenção refere-se a um novo método para criação de uma espécie de ácaro predador fitoseideo.
De acordo com um terceiro aspecto a invenção refere-se a uma nova utilização da espécie de ácaro Astxgmatideo Carpogliphus lactis como hospedeiro artificial, para criação de uma espécie de ácaro predador fitoseideo, De acordo· com um quarto e um quinto aspectos, a invenção refere-se a um novo sistema de criação para criação de uma espécie de ácaro· predador fitoseideo e à utilização deste sistema de criação para controle de pragas em plantações, De acordo com aspectos ainda adicionais, a invenção refere-se a um método para controle biológico de pragas em uma plantação empregando a composição de ácaros de acordo com a invenção.
Na descrição que se encontra a seguir e nas reivindicações, os nomes dos ácaros fitoseideos são conforme referidos por de Moraes, G. J. e outros, 2004 salvo especificamente mencionado em contrário. Na Fig. 1 é provida uma visão geral das espécies e famílias referenciadas.
Os ácaros predadores fítoseldeos (Phytoseiidae) são amplamente utilizados para controle biológico de ácaros aracnóides e insetos tisanópteros em plantações em estufas. As espécies de insetos tisanópteros mais importantes em plantações de estufa são os Tripses "Western Flower" (Frankliniella occidentalis) e os tripses da Cebola (Thrips tabaci) . Estes insetos podem ser controlados com os ácaros predadores Amblyseius cucumeris e Amblyseius barkeri (Hansen, L. S. e Geyti, J., 1985; Ramakers, P. M. J. e van Lieburg, M. J., 1982; Ramakers, P. M. J., 1989; Sampson, C., 1998; e Jacobson, R. J., 1995) e Iphiseius degenerans (Ramakers, P. M. J. e Voet, S. J. P., 1996). Na ausência de presas estas espécies são capazes de se estabelecerem e se manterem em plantações que proporcionam um fornecimento contínuo de pólen, tais como de pimentão (Capsicum annuum L.) . Em plantações nas quais o pólen não se encontra livremente disponível, tais como por exemplo de pepinos, bem como a maioria das culturas de plantas ornamentais, estas espécies não podem ser utilizadas a menos que sejam providos alimentos artificialmente. Isto pode ser realizado mediante aspersão de pólen de plantas sobre a plantação.
Alternativamente, um sistema de criação de liberação controlada (conforme divulgado por Sampson, C. (1998) ou no documento n° GB 2393890} poderá ser utilizado para a espécie Amblyseius cucumeris. Este sistema de criação de liberação controlada consiste em um sache com um compartimento que contém uma mistura alimentícia, consistindo em farelo de grãos, levedura, e germe de trigo, uma população do ácaro de grãos Tyrophagus putrescentiae e uma população do ácaro predador Amblyseius cucumeris. O ácaro de grãos Tyrophagus putrescentiae irá desenvolver uma população ativa na mistura alimentícia e servirá como hospedeiro artificial para a população de ácaros predadores. Os sachês são pendurados na plantação por meio de um gancho e promoverão uma liberação contínua de ácaros predadores ao longo de um período de 4 a 6 semanas.
Devido ao fato de o Amblyseius cucumeris ter uma resposta numérica relativamente fraca à presença de alimentos, é necessário liberar grandes quantidades de ácaros predadores em uma plantação para ser obtido um controle suficiente de pragas. Isto é economicamente possível devido ao fato de o Amblyseius cucumeris poder ser criado economicamente em quantidades muito grandes no ácaro de grãos Tyrophagus putrescentiae, que pode ser criado em quantidades suficientes na mistura alimentícia descrita acima.
Muito embora existam ácaros predadores muito mais eficientes para controle de insetos tisanópteros com uma taxa de predação e uma resposta numérica muito mais elevadas, tais como as espécies Typhlodramalus limonicus e Iphiseius degenerans, o Amblyseius cucumeris é ainda a espécie mais vulgarmente utilizada devido ao fato de poder ser facilmente criada em quantidades muito grandes. 0 Iphiseius degenerans é criado em massa em plantas de Mamona ("Castor Bean") (Ricínus communis L., Euphorbiaceae) que proporcionam um fornecimento continuo de pólen mediante o qual os ácaros podem desenvolver grandes populações. Devido à grande área superficial e elevado investimento em estufas necessárias para cultivo das plantas, o preço de custo do Iphiseius degenerans é muito elevado em comparação com o do Amblyseius cucumeris. Devido a este elevado preço de custo os plantadores somente podem liberar números muito baixos, tipicamente da ordem de 1000-2000 ácaros predadores por hectare. Desta forma, a aplicação de Iphiseius degenerans fica limitada aos pimentões (Capsicum annuum L.)r que proporcionam uma quantidade suficiente de pólen que permite que os ácaros predadores desenvolvam uma população, que é suficiente para controle de pragas. Poderão ser necessários vários meses até a população de Iphiseius degenerans se encontrar em plena força em uma plantação de forma a ter um impacto significativo nas populações de pragas de insetos tisanópteros.
Os Ácaros Aracniformes de mancha dupla ("Two-Spotted Spider Mites") {Tetranychus urticae) são controlados com êxito em plantações de estufa e ao ar livre no mundo inteiro mediante liberação de ácaros predadores.
As espécies mais importantes são o Phytoseíulus persimilis (Hussey, N. W. e Scopes, N. E. A., 1985), que é o ácaro mais antigo disponível comercialmente para controle biológico e o Neoseiulus californicus {Wei-Lan Ma e Laing, J. E., 1973). Ambos os ácaros predadores são criados em massa em seu hospedeiro natural Tetranychus urticae em plantas de feijão (Phaseolus vulgaris) em estufas. Castagnoli, M. e Simoni, S. (1999) descreveram igualmente um método para criação em massa de Neoseiulus californicus no Ácaro da Poeira doméstica Dermatophagoides farinae. Entretanto, os Ácaros de Poeira domésticos (Dermatophagoides farinae e Dermatophagoides pteronyssinus) produzem alergênicos importantes, implicados na asma alérgica, rinite, conjuntivite e dermatite. Desta forma, sua utilização em sistemas de criação de liberação controlada para liberação de ácaros predadores em plantações apresenta desvantagens. Uma outra desvantagem reside no fato de que quando os Ácaros da Poeira Doméstica são utilizados para propósitos de criação em massa, tornam-se aconselháveis e por vezes necessárias medidas amplas para proteção dos trabalhadores. A literatura cientifica relata diversos ácaros predadores que têm como presa as moscas-brancas ("whiteflies") (Teich, Y. 1966; Swirski, E. e outros, 1967; Nomikou, M. e outros, 2001). Infelizmente, até a presente data não existem ainda ácaros predadores disponíveis comercialmente para controle biológico de moscas-brancas.
Isto deve-se provavelmente ao fato de que apesar de os ácaros predadores serem predadores de moscas-brancas, sua utilidade como agentes de controle biológico aumentativo contra moscas-brancas não foi reconhecida na técnica. Em controle biológico aumentativo, os agentes biológicos são liberados em uma plantação para controle de uma praga. Como consideração ainda mais importante, nota-se que não existem disponíveis na técnica sistemas econômicos de criação em massa necessários para permitirem a liberação de grandes quantidades de ácaros predadores em uma plantação, o que tem uma importância primordial para sua utilidade como agente de controle biológico aumentativo, relativamente às espécies de ácaros predadores que poderiam potencialmente ser eficazes contra moscas-brancas.
Ao invés disso, as moscas-brancas são controladas mediante liberação de vespas parasitóides tais como Encarsia formosa e Eretmocerus eremicus contra a Mosca-Branca de Estufa Trialeurodes vaporariorum e a vespa parasitóide Eretmocerus mundus contra a Mosca-Branca do Tabaco Bemisia tabaci. Também alguns predadores são criados em massa e liberados, tais como por exemplo o mirídeo predador Macrolophus caliginosus e o coccinelideo Delphastus catalínae. A criação em massa de todos estes parasitóides e predadores envolve a produção em estufa de plantas e moscas-brancas envolvendo consideráveis investimentos. 0 controle biológico de moscas-brancas e outras pragas de plantações mediante utilização de ácaros predadores passíveis de criação econômica em grandes quantidades em um ácaro hospedeiro artificial em uma mídia de criação seria muito vantajoso devido ao fato de um tal sistema de criação envolver uma superfície limitada. Adicionalmente, em um tal sistema a criação do ácaro predador pode ser realizada em salas com clima controlado. Dessa forma, não são necessários grandes investimentos em estufas e plantações.
As pesquisas recentes indicaram o potencial do ácaro predador Amblyseius swirskii como agente de controle biológico muito eficiente de insetos tisanópteros (Thrips tabaci e Franklíniella occidentalis) e moscas-brancas (Trialeurod.es vaporariorum e Bemísía tabaci) (Nomikou, M., Janssen, A., Schraag, R. e Sabelis, M. W., 2001; Messelink, G. & Steenpaal, S. 2003; Messelink, G. 2004; Messelink G. & Steenpaal, S. 2004; Bolckmans, K. & Moerman, M. 2004; Messelink, G. & Pijnakker, J. 2004). A espécie Amblyseius swirskii apresentou uma resposta numérica muito forte à presença de pragas e pólen de plantas. Isto significa que, em comparação com a espécie Amblyseius cucumeris, é necessário liberar números muito menores de ácaros para obtenção de um bom controle biológico. Em um ensaio, a liberação de 1 Amblyseius swirskii por folha em plantas de pimentão produziu como resultado o mesmo nível de controle de insetos tisanópteros "Western Flower Thrips" que o nível obtido com a liberação de 30 Amblyseius cucumeris por folha (Bolckmans, K. & Moerman, Μ. 2004). A técnica anterior descreve a criação de Amblyseius cucumeris e Amblyseius barkeri com o auxílio de uma espécie de ácaro hospedeiro artificial do gênero Tyrophagus, particularmente Tyrophagus putrescentiae, Tyrophagus tropicus, Tyrophagus casei (Sampson, C., 1998; Jacobson, R. J./ 1995; Bennison, J. A. e R. Jacobson, 1991; Karg e outros, 1987; e Documento n° GB 293890) e do gênero Acarus, particularmente Acarus siro (Beglyarov e outros, 1990) e Acarus farris (Hansen, L. S. e J. Geyti, 1985; Ramakers, P. M. J. e van Lieburg, M. J. , 1982), todos pertencentes à família Acaridea. O hospedeiro de criação mais comum para o Amblyseius cucumeris é o Tyrophagus putrescentiae. Uma importante desvantagem do Tyrophagus putrescentiae reside no fato de poder causar danos às plantas em folhas de plantas jovens quando se encontra presente em plantações, por exemplo, quando é usado como hospedeiro artificial em sachês de criação de liberação lenta conforme divulgados por Sampson, C., 1998 ou no documento n° GB 293890. Isto ocorre partícularmente em culturas de pepinos durante períodos de grande umidade particularmente se ocorrendo em combinação com uma baixa intensidade de luz.
Castagnoli e outros descreveram igualmente a possibilidade de criação em massa de Neoseiulus californicus (Castagnoli, M. e S. Simoni, 1999) e Amblyseius cucumeris (Castagnoli, M., 1989 no Ácaro de Poeira Doméstica Dermatophagoides farinae como hospedeiro de criação artificial. Entretanto, os Ácaros de Poeira Doméstica (Dermatophagoides farinae e Dermatophagoides pteronyssínus) produzem importantes alergênicos, implicados em asma alérgica, rinite, conjuntivite e dermatite.
Existe portanto uma necessidade na técnica de hospedeiros artificiais adicionais que possam ser utilizados para criação em massa de ácaros benéficos, tal como ácaros predadores, particularmente para a criação de Amblyseius swirskii. Relativamente a este ácaro predador somente foi divulgada na técnica a criação utilizando pólen {Messelink, G. & Pijnakker, J. 2004) ou ovos dos lepidópteros Corcyra cephalonica ou Ephestia kuehniella (Romeih, A. Η. M. e outros, 2004). A criação à base de pólen requer alternativamente grandes áreas de estufa para produção de plantas tais como plantas de Mamona ("Castor Bean") (Ricinus communis) para obtenção de pólen suficiente, ou a coleta de pólen de plantas adequado tal como de Partasana (Typha spp.) ao ar livre. A coleta de pólen de plantas ao ar livre requer muito trabalho e somente podem ser coletadas quantidades limitadas. 0 pólen de plantas coletado por abelhas domésticas é inadequado para criação de ácaros predadores. A criação em ovos de lepidópteros requer grandes investimentos em instalações de produção, sendo portanto muito dispendiosa.
Tendo em vista os dados acima existe uma necessidade na técnica relativamente à obtenção de ácaros hospedeiros artificiais alternativos, podendo ser empregados para criação em massa de ácaros predadores fitoseideos.
Foi agora descoberto que a espécie de ácaros Astigmatídeos da família do Carpoglyphydae pode ser utilizada como hospedeiro artificial para um grande número de espécies de ácaros predadores fitoseideos.
Desta forma, de acordo com um primeiro aspecto, a invenção refere-se a uma composição de ácaros compreendendo uma população de criação de uma espécie de ácaro predador fitoseídeo e uma população de hospedeiro artificial compreendendo pelo menos uma espécie selecionada da família Carpoglyphidae tal como do gênero Carpoglyphus, preferencialmente o Ácaro de Frutos Secos Carpoglyphus lactis (Linné, 1758) (Acari: Carpoglyphidae).
As espécies de ácaros predadores fitoseídeos com maior probabilidade de serem capazes de se alimentar de Carpoglyphidae e em particular de Carpoglyphus lactis são i as espécies de ácaros predadores fitoseídeos oligófagos. Uma espécie de ácaro predador fitoseídeo oligófago é uma espécie de ácaro predador fitoseídeo que é capaz de utilizar pelo menos algumas espécies de presas diferentes como fonte alimentar para seu desenvolvimento (crescimento j e reprodução) . Como tal, o termo espécie de ácaro predador oligófago no presente relatório descritivo inclui uma espécie de ácaro polífago, consistindo em um ácaro predador que pode utilizar um grande número de espécies de presas para seu desenvolvimento. Desta forma, o termo espécie de ácaro predador oligófago deverá ser entendido como significando uma espécie de ácaro predador não-monófago.
Uma espécie de hospedeiro artificial é uma espécie que habita um habitat natural diferente do ácaro predador fitoseideo, porém em que apesar disso um ou mais dos estágios de vida do hospedeiro artificial constituem uma presa adequada para pelo menos um estágio de vida do ácaro predador fitoseideo. Mais importantemente, o ácaro predador fitoseideo é capaz de se desenvolver e se reproduzir quando se alimenta de uma dieta baseada no hospedeiro artificial de tal forma que o número de indivíduos na população de criação pode crescer.
Os ácaros predadores fitoseídeos têm seu habitat natural em plantas nas quais são predadores de organismos de espécies classificadas como pragas (insetos e ácaros). Eles podem ser isolados de seus habitats naturais conforme foi descrito por de Moraes e outros, 2004.
Os Carpoglyphidae são descritos por Hughes, A. M. (1977) . Com base na divulgação deste documento uma pessoa versada na técnica será capaz de isolar espécies específicas desta família de seu habitat natural. O Carpoglyphus lactis é uma espécie cosmopolita que se desenvolve sobre e em uma variedade de materiais orgânicos armazenados. Esta espécie é principalmente encontrada em frutos secos, tais como figos secos, ameixas secas, passas, etc, e em resíduos de colméias de abelhas domésticas (Hughes, A. M. 1977; Chmielewski, W., 1971(a); Chmielewski, W., 1971(b)).
Desta forma, a composição de acordo com a invenção proporciona uma nova associação de ácaros, que não ocorre naturalmente, já que o ácaro predador fitoseídeo habita um habitat diferente do Carpoglyphidae. A composição de acordo com a invenção é não somente adequada para criação em massa de um ácaro predador fitoseídeo. Ela compreende igualmente estágios de vida predatória móvel de um ácaro predador fitoseídeo, ou estágios de vida que podem desenvolver-se para estes • estágios de vida móvel, e pode igualmente ser empregada como um agente de proteção biológica de plantações.
Em uma configuração preferencial a composição compreende um veículo para os indivíduos das populações. 0 veículo pode consistir em qualquer material sólido adequado para provisão de uma superfície de transporte para os indivíduos. Preferencialmente o veículo proporciona uma mídia porosa, que permite troca de gases metabólicos e calor produzidos pelas populações de ácaros. Exemplos de veículos adequados compreendem materiais vegetais tais como farelo (de trigo), cascas de trigo sarraceno, cascas de arroz, serragem, resíduos de espigas de milho, etc. É adicionalmente preferencial adicionar à composição uma substância alimentícia adequada para a população hospedeira artificial. Alternativamente, o veículo propriamente dito pode compreender uma substância alimentar adequada. Uma substância alimentar adequada pode ser similar àquela descrita por Parkinson, C. L., 1992/ Solomon, Μ. E. & Cunnington, A. M., 1963; Chmielewski, W., 1971a; Chmielewski, W., 1971b ou pelo documento n° GB 2393890.
De acordo com uma configuração preferencial da composição o ácaro predador fitoseídeo é selecionado de: - a sub-família Amblyseiinae, tal como do Gênero Amblyseius, por exemplo, Amblyseius andersoni, Amblyseius swirskii ou Amblyseius largoensis, do gênero Euseius, por exemplo, Euseius finlandicus, Euseius hibiscí, Euseius ovalis, Euseius victoríensis, Euseius stipulatus, Euseius scutalis, Euseius tularensis, Euseius addoensis ou Euseius citrif do gênero Neoseiulus, por exemplo, Neoseiulus barkeri, Neoseiulus californícus, Neoseiulus cucumeris, Neoseiulus longispinosus, Neoseiulus womersleyi, Neoseiulus idaeus ou Neoseiulus fallacis, do gênero Typhlodromalus, por exemplo, Typhlodromalus limonicus ou Typhlodromalus peregrinus, do gênero Typhlodromips, por exemplo, Typhlodromips montdorensis; ~ a sub-família Typhlodrominae, tal como do gênero Galendromus, por exemplo, Galendromus occidentalis, do gênero Typhlodromus, por exemplo, Typhlodromus pyri, Typhlodromus doreenae ou Typhlodromus athiasae. Estas espécies de ácaros predadores fitoseídeos podem ser consideradas como espécies de ácaros predadores oligófagos. 0 ácaro predador fitoseídeo é preferencialmente selecionado como Amblyseius swirskii Athias-Henriot, 1962, (Chant e McMurtry), 2004, (= Typhlodromips swirskii (Athias-Henriot), 1962, de Moraes e outros, 2004}. Para esta espécie não foi divulgada na técnica a criação em um ácaro hospedeiro artificial. A presente invenção divulga agora pela primeira vez uma composição de ácaros que pode ser utilizada para criação econômica de Amblyseius swirskii mediante utilização de uma espécie da família Carpoglyphidae como hospedeiro artificial. Isto torna possível utilizar o Amblyseius swirskii como um agente biológico aumentativo para controle de pragas. Deverá entretanto ser entendido que em certas configurações da invenção a espécie de ácaro predador fitoseídeo é selecionada de espécies diversas da espécie Amblyseius swirskii.
Podem ser observadas diferenças de aceitação do hospedeiro artificial entre diferentes cepas da espécie de ácaro predador fitoseídeo. Adicionalmente, poderá ser possível criar uma cepa adaptada a um hospedeiro artificial específico mediante criação seletiva.
No presente relatório descritivo o termo criação deverá ser entendido como incluindo a propagação e aumento de uma população por meio de reprodução sexuada.
Uma população de criação pode compreender adultos sexualmente maduros de ambos os sexos, e/ou indivíduos de ambos os sexos de outros estágios de vida, por exemplo, ovos e/ou ninfas, que podem amadurecer tornando-se adultos sexualmente maduros. Alternativamente a população de criação pode compreender uma ou mais fêmeas fertilizadas. Essencialmente a população de criação é capaz de aumentar o número de seus indivíduos por reprodução sexual.
Preferencialmente a população do hospedeiro artificial é uma população de criação, conforme definido acima, de tal forma que possa manter-se ou mesmo desenvolver-se até certo ponto. Se o hospedeiro artificial for provido como uma população de criação, será preferencialmente igualmente provida uma substância alimentar para o hospedeiro artificial. A substância alimentar poderá ser semelhante a uma substância alimentar conforme divulgada por Solomon, Μ. E. e Cunnington, A. M., 1963; Parkinson, C. L., 1992; Ramakers, P. M. J. e van Lieburg, M. J., 1982; ou pelo documento n° GB 2393890.
Um hospedeiro artificial é preferencialmente selecionado como Carpoglyphus lactis. O Carpoglyphus lactis, também designado como ácaro de frutos secos, é uma f espécie cosmopolita que se desenvolve sobre e no interior de uma diversidade de materiais orgânicos em armazenagem. Este ácaro é principalmente encontrado em frutos secos, tal como em figos secos, ameixas, passas, etc, e em detritos de colméias de abelhas domésticas (Hughes, A. M., 1977; i Chmielewski, W., 1971(a); Chmielewski, W., 1971(b)).
Contrariamente ao Tyrophagus putrescentiae, o Carpoglyphus lactis não causa danos às plantações. Desta forma, um hospedeiro artificial desta seleção preferencial irá apresentar benefícios quando a composição de acordo com a invenção for utilizada para proteção de plantações de tal forma que os indivíduos da população de hospedeiro artificial possam entrar em contato com a plantação, por exemplo, quando aplicados diretamente sobre ou na vizinhança da plantação ou quando utilizados em sachês de liberação lenta/controlada/prolongada.
Um benefício adicional do Carpoglyphus lactis reside no fato de o mesmo ser considerado uma espécie cosmopolita. Como tal, o comércio internacional de produtos compreendendo este ácaro irá deparar-se com menos restrições regulatórias que aquelas encontradas em muitos países relativamente a espécies exógenas.
Foi igualmente descoberto que o Carpoglyphus lactis é particularmente um hospedeiro artificial adequado para o Amblyseius swírskii já que este predador pode alimentar-se de múltiplos estágios de vida, e sob determinadas circunstâncias, até mesmo de todos os estágios de vida de seu hospedeiro.
Na composição o número de indivíduos da espécie de ácaro predador fitoseídeo relativamente ao número de indivíduos do hospedeiro artificial pode ser desde cerca de 1000:1 até 1:20, tal como cerca de 100:1 até 1:20, por exemplo, 1:1 até 1:10, preferencialmente cerca de 1:4, 1:5 ou 1:7.
Os números relativos podem depender da utilização especificamente pretendida da composição e/ou do estágio de desenvolvimento da população de ácaros fitoseídeos no hospedeiro artificial. Em geral, composições em que os indivíduos do hospedeiro artificial se encontram presentes em números que excedem os números dos indivíduos do ácaro fitoseídeo são preferenciais para criação da espécie de ácaro fitoseídeo, de tal forma que uma quantidade suficiente de presas seja provida para o ácaro fitoseídeo. Entretanto, à medida que a população de ácaros fitoseídeos aumenta durante a predação do hospedeiro artificial, o número relativo de indivíduos da espécie de ácaro fitoseídeo irá aumentar.
Uma composição compreendendo números relativos elevados de ácaros predadores fitoseídeos poderá ser formada de uma composição compreendendo um número relativo menor, permitindo-se que a população de criação do ácaro predador fitoseídeo se desenvolva por predação do hospedeiro artificial. Alternativamente, uma composição compreendendo um número relativo baixo do ácaro predador fitoseídeo pode ser formada mediante mistura de uma composição compreendendo um número relativo mais elevado com uma composição compreendendo um número relativo menor, incluindo uma composição compreendendo somente o hospedeiro artificial, opcionalmente em combinação com o veículo e/ou uma substância alimentícia adequada para o hospedeiro artificial.
De acordo com um aspecto adicional, a presente invenção, refere-se a um método para criação da espécie de ácaro predador fitoseideo. 0 método compreende a provisão de uma composição de acordo com a invenção e deixar que os indivíduos dos referidos ácaros predadores fitoseídeos tomem como presas os indivíduos da referida população hospedeira artificial.
Para um desenvolvimento otimizado do ácaro predador fitoseideo, a composição é, por exemplo, mantida a 18-35° C, preferencialmente 20-30° C, mais preferencialmente 20-25° C, mais preferencialmente ainda, 22-25° C. As faixas adequadas de umidade relativa situam-se entre 75-95%, preferencialmente 80-90%. Estes intervalos de temperatura e umidade relativa são geralmente também adequados para manutenção da espécie hospedeira artificial. É preferencial que a composição compreenda um veículo capaz de prover uma mídia porosa e uma substância alimentícia para a espécie hospedeira artificial, e que a espécie hospedeira artificial seja mantida na forma de uma cultura tridimensional sobre o veículo. Em uma tal cultura tridimensional os elementos da espécie hospedeira artificial ficam livres para se movimentarem em três dimensões. Desta forma eles podem infestar um maior volume do veículo e utilizar a substância alimentícia de forma otimizada. Considerando o tamanho dos estágios móveis da espécie de ácaro predador fitoseideo relativamente aos indivíduos do hospedeiro artificial, este organismo irá geralmente também infestar o volume total do veículo, em busca da alimentação proporcionada pelo hospedeiro artificial. Preferencialmente, a cultura tridimensional é obtida mediante provisão do veiculo em uma camada tridimensional, isto é, uma camada possuindo três dimensões, das quais duas dimensões são maiores que uma dimensão. Como exemplo, uma camada horizontal com um comprimento e uma largura da ordem de metros e uma determinada espessura da ordem de centímetros. Uma camada tridimensional é preferencial na medida em que irá permitir uma troca suficiente de calor metabólico e gases e irá proporcionar um maior volume de produção em comparação com uma camada bidimensional.
De acordo com um aspecto adicional, a invenção refere-se ao uso de um ácaro Astigmatídeo selecionado da família Carpoglyphídae tal como do gênero Carpoglyphus, preferencialmente a espécie Carpoglyphus lactís, como hospedeiro artificial para criação de um ácaro predador fitoseídeo. 0 ácaro Astigmatídeo é preferencialmente selecionado do gênero Carpoglyphus e mais preferencialmente consiste em Carpoglyphus lactís, pelos motivos discutidos acima. 0 ácaro predador fitoseídeo é preferencialmente selecionado de: - a sub-família Amblyseiinae, tal como do Gênero Amblyseius, por exemplo, Amblyseius andersoni, Amblyseius swirskii ou Amblyseius largoensis, do gênero Euseius, por exemplo, Euseius finlandicus, Euseíus híbisci, Euseius ovalis, Euseius victoriensis, Euseius stipulatus, Euseius scutalis, Euseius tularensis, Euseius addoensis ou Euseius citrí, do gênero Neoseiulus, por exemplo, Neoseiulus barkeri, Neoseiulus californicus, Neoseiulus cucumeris, Neoseiulus longispinosus, Neoseiulus womersleyi, Neoseiulus idaeus ou Neoseiulus fallacis, do gênero Typhlodromalus, por exemplo, Typhlodromalus limonícus ou Typhlodromalus peregrinus, do gênero Typhlodromips, por exemplo, Typhlodromips montderensís; - a sub-família Typhlodrominae, tal como do gênero Galendromus, por exemplo, Galendromus occidentalis, do gênero Typhlodromus, por exemplo, Typhlodromus pyri, Typhlodromus doreenae ou Typhlodromus athiasae.
De acordo com um aspecto adicional, a invenção refere-se a um sistema de criação para criação do ácaro predador fitoseídeo. O sistema de criação compreende um recipiente contendo a composição de acordo com a invenção. O recipiente pode ser de qualquer tipo adequado para aprisionar indivíduos de ambas as populações. 0 sistema de criação pode compreender meios que facilitam a troca de gases metabólicos e calor entre seu interior e seu exterior, tal como orifícios de ventilação. Esses orifícios de ventilação não deverão permitir que indivíduos das populações escapem do recipiente. Isto pode ser realizado cobrindo-se os orifícios de ventilação, por exemplo, com uma trama ou malha. 0 sistema de criação poderá ser adequado para criação em massa da espécie de ácaro fitoseideo. Alternativamente, o sistema de criação poderá igualmente ser utilizado para liberação do ácaro predador fitoseideo para uma plantação. Neste caso, é preferencial que o recipiente possa ser tornado adequado para liberar estágios móveis do ácaro predador fitoseideo em um determinado momento. Isto pode ser realizado mediante provisão de uma abertura fechada no recipiente passível de ser aberta. Alternativamente ou em combinação com a mesma, poderá ser provida uma abertura de liberação relativamente pequena no recipiente, de tal forma que possa ser restringido o número de estágios móveis fitoseídeos que abandonam o recipiente em um determinado intervalo de tempo. Desta forma, o sistema de criação pode funcionar de forma semelhante ao sistema de liberação lenta ou prolongada divulgada por Sampson, C., 1998, e no documento GB 2393890.
Em um tal sistema de criação para liberação do ácaro predador fitoseideo em uma plantação o recipiente é preferencialmente dimensionado de tal forma que possa ser suspenso na plantação ou disposto na base da plantação. Para ser suspenso na plantação o recipiente pode ser provido com meios de suspensão, tal como um cabo ou um gancho.
De acordo com um aspecto adicional, a invenção refere-se ao uso da composição ou do sistema de criação para controle de pragas em plantações comerciais. A praga pode ser selecionada de, moscas-brancas, tais como Trialeurod.es vaporariorum ou Bemisia tabaci; insetos tisanópteros, tais como Thrips tabaci ou Frankliniella spp., tal como Frankliniella occídentalís, ácaros aracniformes tal como Tetranychus urticae, ácaros tarsonemideos tal como Polyphagotarsonemus latus. O ácaro predador fitoseideo Amblyseius swirskii demonstrou uma boa eficácia para controle destas pragas. A plantação pode ser selecionada, sem restrições, a plantações de vegetais (de estufa) tais como de pimentas (Capsicum annuum), berinjelas (Solanum melogena), Curcubitáceas (Cucurbitaceae) tais como pepinos (Cucumis sativa), melões (Cucumis melo), melancias (Citrullus lanatus); frutos macios (tais como morangos (Fragaría x ananassa), framboesas (Rubus ideaus), culturas ornamentais (de estufa) (tais como rosas, gérberas, crisântemos) ou culturas de árvores tais como Citrus spp. A invenção refere-se adicionalmente a um método para controle biológico de pragas em uma plantação compreendendo a provisão de uma composição de acordo com a invenção para essa plantação. A praga pode ser selecionada de forma semelhante àquela utilizada na utilização de acordo com a invenção.
No método de acordo com a invenção a composição pode ser provida mediante aplicação de uma quantidade da referida composição na proximidade, tal como sobre ou na base de ura número de plantas da plantação. A composição pode ser provida para a planta da plantação simplesmente mediante espalhamento da mesma sobre a planta ou na base da planta conforme constitui prática comum no emprego de composições de ácaros predadores para controle biológico aumentativo de pragas. A quantidade da composição que pode ser provida a cada planta individual por espalhamento pode situar-se em uma faixa de 1-20 ml, tal como 1-10 ml, preferencialmente 2-5 ml.
Alternativamente as composições podem ser providas para o número de plantas da plantação no sistema de criação de acordo com a invenção adequado para liberação do ácaro predador fitoseideo em uma plantação. O sistema de criação pode ser disposto na proximidade, tal como em ou na base de um número de plantas da plantação.
No método de controle biológico de pragas de acordo com a invenção poderá não ser necessário prover a composição para todas as plantas da plantação. Isto deve-se ao fato de as plantações comerciais serem normalmente cultivadas com bastante densidade. Os ácaros predadores fitoseideos podem espalhar-se de uma planta da plantação para outra. O número de plantas da plantação que deverão ser providas com a composição de acordo com a invenção para proporcionar uma proteção suficiente à plantação poderá depender das circunstâncias especificas que poderá ser facilmente determinado por uma pessoa versada na técnica com base em sua experiência de campo. Normalmente o número de ácaros predadores fitoseideos liberados por hectare constitui um fator mais determinante. Este número pode situar-se em uma faixa entre 1000-4 milhões por hectare, tipicamente 100.000 - 1 milhão ou 50.000 - 500.000 por hectare.
Em uma configuração preferencial adicional do método para controle biológico de pragas de acordo com a invenção a plantação é selecionada conforme foi descrito relativamente ao uso da composição. A invenção será agora adicionalmente descrita com referência aos exemplos a seguir, que ilustram configurações não limitativas de diferentes aspectos da invenção.
Exemplo 1 Criação em massa do ácaro Astigmatideo Carpoglyphus lactis. O Carpoglyphus lactis foi criado em massa em uma midia contendo levedo de panificação (Chmielewski, W., 1971 (a); Chmielewski, W., 1971(b)).
A cultura foi mantida em recipientes ventilados (por exemplo em baldes com suficientes orifícios de ventilação com gaze de 47 mícrons para impedir que os ácaros escapassem) a uma temperatura entre 22° e 25° C e uma umidade relativa de 85 até 90%. Uma criação em massa pode ser realizada com êxito mediante adição de mídia ■ fresca pelo menos uma vez por semana. A quantidade depende do número de ácaros na mídia porém tipicamente entre 100 e 300% da mídia do volume original da cultura é adicionada. A espessura da camada de criação pode ser de 1 até 10 cm, porém não deverá ser excessivamente espessa de forma a assegurar uma troca otimizada de gases metabólicos tais como dióxido de carbono e oxigênio e calor metabólico. Foram alcançadas porcentagens entre 20% e 30% por peso de biomassa de ácaros relativamente à mídia quando foi criado Carpoglyphus lactis nesta mídia. Tipicamente a população aumenta 2 até 4 vezes por semana.
Exemplo 2 Criação em massa de Amblyseius swirskii em Carpoglyphus lactis O Amblyseius swirskii foi criado em recipientes ventilados (por exemplo em baldes com suficientes orifícios de ventilação com gaze de 47 mícrons para impedir que os ácaros escapassem) com uma camada de 5 até 25 cm de cascas de trigo sarraceno como veículo. A camada de veículo não deverá ser excessivamente espessa de forma a assegurar uma troca otimizada de gases metabólicos tais como dióxido de carbono e oxigênio e calor metabólico. Pelo menos uma vez por semana foi adicionada ao recipiente uma população de criação de Carpoglyphus lactis com porcentagens por peso de biomassa de ácaros para a mídia de 15% até 30%. A quantidade de Carpoglyphus lactis a ser adicionada é calculada com base no número dos ácaros predadores fitoseídeos e Carpoglyphus lactis presentes no recipiente de criação. Idealmente, após a adição de novos Carpoglyphus lactís a razão de predadores para presas deverá situar-se entre 1:7 e 1:12. A cultura é mantida a uma temperatura entre 22° e 25° C, uma umidade relativa de 85 até 90% e um nivel de CO2 de no máximo 750 ppm no recipiente de criação. Desta forma uma população de criação de Amblyseius swirskii pode duplicar ou triplicar a cada semana, Podem ser tipicamente obtidas densidades de 100 até 500 ácaros predadores por grama de substrato de criação.
Exemplo 3 Teste de oviposição de Amblyseius swirskii em estágios de vida juvenil e adulto de Carpoglyphus lactís. 0 objetivo deste experimento consistiu em investigar se o Amblyseius swirskii apresentava uma preferência por estágios juvenis (ovos, larvas e ninfas} de Carpoglyphus lactis ou se podería igualmente alimentar-se de estágios de vida adulta deste hospedeiro artificial. Para este efeito foram criados sistemas de criação de Amblyseius swirskii (alguns dos mesmos alimentados com estágios juvenis de Carpoglyphus lactis e outros alimentados com adultos de Carpoglyphus lactis). 0 número médio de ovos depositados por cada fêmea de Amblyseius swirskii por dia no caso em que a fonte de alimento consistia em estágios adultos de Carpoglyphus lactis foi comparado com o caso em que a fonte de alimento consistia em estágios juvenis de Carpoglyphus lactis.
MATERIAL E MÉTODOS
No inicio do experimento os adultos de Amblyseius swirskii foram obtidos de uma cultura de massa de Amblyseius swirskii que tinha sido iniciada algumas semanas antes. 30 fêmeas adultas jovens e 12 machos foram retirados desta cultura de massa e transferidos para seis recipientes de criação recém-preparados. 5 fêmeas e 2 machos de Amblyseius swirskii foram dispostos em cada recipiente, em 3 dos recipientes, como fonte de alimento, foi disposta uma ampla quantidade de estágios juvenis de Carpoglyphus lactis. As restantes três culturas de teste foram alimentadas com adultos de Carpoglyphus lactis.
Após as seis culturas de teste terem sido preparadas, as mesmas foram colocadas em uma sala climatizada sob condições controladas de temperatura (25° C) e umidade (75%). Após dois ou três dias nestas condições, as culturas foram retiradas. Seis novos recipientes de criação, semelhantes aos anteriores, foram preparados para transferência das mesmas 5 fêmeas e dos mesmos 2 machos anteriormente utilizados. Uma ampla quantidade de estágios juvenis ou adultos de Carpoglyphus lactis foi adicionada como fonte de alimento a cada recipiente de teste tal como na etapa anterior. Após a transferência dos machos e fêmeas, o número de ovos foi contato nos recipientes de criação dos quais os indivíduos foram transferidos.
Os sistemas de criação anteriores foram conservados na sala climatizada durante dois ou três dias para uma segunda contagem para detecção de prole possivelmente oculta, e foram subseqüentemente destruidos. Similarmente aos sistemas de criação anteriores, os novos sistemas foram igualmente mantidos para repetição do mesmo procedimento. Diariamente a quantidade residual de Carpoglyphus lactis em cada recipiente de criação foi verificado. Quando necessário foi adicionada uma quantidade suficiente. A cada dois ou três dias foram obtidos dados mediante avaliação dos números da prole tanto da nova criação (primeira contagem) quanto da anterior (segunda contagem) . Com base no número de fêmeas e na quantidade total de prole encontrada em cada recipiente de criação, foi obtido o número médio de ovos postos por cada fêmea, por dia.
RESULTADOS
Estágios adultos de Carpoglyphus lactis como fonte de alimento Na comparação da evolução do número de ovos postos por cada fêmea durante a totalidade do experimento (com realização de uma avaliação a cada 2-3 dias), foram determinadas faixas médias de 1,27 até 2,07 ovos / fêmea / dia.
Para o período inteiro, a média geral foi de 1,80 ovos por fêmea por dia. A quantidade total de ovos postos por cada fêmea foi de cerca de 2 9 ovos ao longo de um período de 16 dias. Comparando-se o número médio de ovos postos por fêmea por dia para os primeiro, segundo e terceiros recipientes de criação independentes, foram obtidas as quantidades de 1,84 ovos, 1,72 ovos e 1,85 ovos, respectivamente. Os dados experimentais são apresentados na Tabela 1 abaixo.
Tabela 1. Fonte de alimento: adultos de Carpoglyphus lactis. Dados do número médio de ovos postos por cada fêmea de Amblyseius swirskii por dia para os 3 sistemas de criação independentes e para o experimento global.
Estágios juvenis de Carpoglyphus lactis como fonte de alimento Se compararmos a evolução do número de ovos postos por fêmea durante a totalidade do experimento (com realização de uma avaliação a cada 2-3 dias), nota-se que a média se situa em uma faixa de 1,43 até 2,07 ovos / fêmea / dia.
Para o periodo total, a média é de 1,84 ovos por fêmea por dia. A quantidade total de ovos postos por fêmea é de cerca de 33 ao longo de um periodo de 18 dias. Comparando-se o número médio de ovos postos por fêmea por dia para os 3 recipientes de criação independentes, as médias para os primeiro, segundo e terceiro sistemas de criação são 1,72, 1,89 e 1,81, respectivamente. Os resultados são ilustrados na Tabela 2 abaixo.
Tabela 2. Fonte de alimento: estágios juvenis de Carpoglyphus lactis. Dados do número médio de ovos postos por cada fêmea de Amblyseius swirskii por dia para os 3 sistemas de criação independentes e para o experimento global.
Os resultados demonstram que o Amblyseius swirskii pode reproduzir-se com base tanto em estágios juvenis quanto em estágios adultos de Carpoglyphus lactis.
Exemplo 4 Oviposição de Amblyseius cucumeris em Carpoglyphus lactis.
Com o mesmo experimento geral delineado conforme descrito no Exemplo 3, foi determinado o número médio de ovos postos por fêmea de Amblyseius cucumeris ao utilizar Carpoglyphus lactis como fonte de alimento.
Neste experimento, entretanto, não foram realizadas determinações discriminatórias entre formas juvenis e adultas do hospedeiro artificial. Ao invés disso, foram adicionados de forma não seletiva indivíduos da população de Carpoglyphus lactis.
RESULTADOS
Se comparados a evolução do número de ovos postos por fêmea na totalidade do experimento (com realização de uma avaliação a cada 2-3 dias), poderemos apreciar que se evitarmos o primeiro período (2 dias) em que a média foi de 1,72 ovos/fêmea/dia, nos 5 períodos seguintes a média situou-se entre 2,17 e 2,31 ovos/fêmea/dia. Para o período total, a média geral foi de 2,13 ovos/fêmea/dia. Os dados são apresentados na Tabela 3 abaixo.
Tabela 3. Dados relativos ao número médio de ovos postos por fêmea por dia para os 3 sistemas de criação independentes e para o experimento global.
Os resultados demonstram que o Amblyseius cucumeris pode reproduzir-se com base no Carpoglyphus lactis.
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Família: PHYTOSEIIDAE Berlese Sub-famílía: AMBLYSEIINAE Muma Gênero: Amblyseius Berlese Amblyseius andersoni (Chant, 1957) Amblyseius swirskii Athias-Henriot, 1962, (Chant e McMurtry), 2004, (= Typhlodromips swirskii (Athias- Henriot) , 1962, Moraes e outros, 2004) Amblyseius largoensis (Muma, 1955) Gênero: Euseius Wainstein Euseius finlandicus (Oudemans, 1915) Euseius hibisci (Chant, 1959) Euseius ovalis (Evans, 1953) Euseius victoriensis (Womersley, 1954) Euseius stipulatus (Athias-Henriot, 1960) Euseius scutalis (Athias-Henriot, 1958) Euseius tularensis Congdon Euseius addoensis {van der Merwe &
Ryke, 1964) Euseius citri (van der Merwe & Ryke, 1964) Gênero: Neoseiulus Hughes Neoseiulus barkeri Hughes, 1948 Neoseiulus californicus (McGregor, 1954) Neoseiulus cucumeris (Oudemans, 1930) Neoseiulus longispinosus (Evans, 1952) Neoseiulus womersleyi (Schicha, 1975) Neoseiulus idaeus Denmark & Muma, 1973 Neoseiulus fallacis (Garman, 1948) Gênero: Typhlodromalus Muma Typhlodromalus limonicus (Garman &
McGregor, 1956) Typhlodromalus peregrinus (Muma, 1955a) Gênero: Typhlodromips De Leon Typhlodromips montdorensis (Schicha, 1979) Sub-família: TYPHLODROMINAE Scheuten Gênero: Galendromus Muma Galendromus occidentalis (Nesbitt, 1951) Gênero: Typhlodromus Scheuten Typhlodromus pyri Scheuten, 1857 Typhlodromus doreenae Schicha, 1987 Typhlodromus athíasae Porath & Swirski, 1965 - REIVINDICAÇÕES -

Claims (17)

1. SISTEMA PARA CRIAÇÃO DE UM ÁCARO PREDADOR FITOSEÍDEO, o referido sistema sendo caracterizado por compreender um recipiente contendo uma composição compreendendo: - uma população de criação de uma espécie de ácaro-predador fitoseideo, - uma população hospedeira artificial, - e opcionalmente um veiculo para indivíduos das referidas populações, caracterizada por a população hospedeira artificial compreender pelo menos uma espécie selecionada da família Carpoglyphidae tal como do gênero Carpogiyphus, preferencialmente a espécie Carpoglyphus lactis.
2. Sistema, de acordo com a reivindicação 1, caracterizada por a espécie de ácaro predador fitoseideo ser selecionada de: - a sub-famiüa AmJblysiinae, tal como do gênero AmJblyseius, por exemplo, Amjblyseius andersoni, AmJblyseius swirskii ou Amblyseius largoensis, do gênero Euseius, por exemplo, Euseius finlandicus, Euseius bibisci, Euseius ovalis, Euseius victoriensis, Euseius stipulatus, Euseius scutalis, Euseius tularensis, Euseius addoensis ou Euseius citrí, do gênero Neoseiulus, por exemplo, Neoseiulus barkeri, Neoseiulus californicus, Neoseiulus cucumeris, Neoseiulus longispinosus, Neoseiulus womersleyi, Neoseiulus idaeus ou Neoseiulus fallacis, do gênero Typhlodromalus, por exemplo, Typhlodromalus límonicus ou Typhlodromalus peregrínus, do gênero Typhlodromips, por exemplo, Typhlodromips montdorensis; - a sub-família Typhlodrominae, tal como do gênero Galendromus, por exemplo, Galendromus occidentalis, do gênero Typhlodromus, por exemplo, Typhlodromus pyri, Typhlodromus doreenae ou Typhlodromus athiasae.
3. Sistema, de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 e 2, caracterizada por compreender uma substância alimentícia adequada para a referida população hospedeira artificial,
4. Sistema, de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 3, caracterizada por a população hospedeira artificial ser uma população de criação.
5. Sistema, de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 4, caracterizada por o número de indivíduos da espécie de ácaro predador fitoseídeo relativamente ao número de indivíduos do hospedeiro artificial ser de cerca de 100:1 até 1:20, tal como cerca de 1:1 até 1:10, por exemplo, cerca de 1:4, 1:S ou 1:7.
6. Sistema, de acordo com as reivindicações 1 a 5, caracterizado por o referido recipiente compreender um acesso de saída para pelo menos um estágio de vida móvel do ácaro fitoseídeo.
7. Sistema, de acordo com as reivindicações 1 a 6, caracterizado por o referido acesso de saída ser adequado para provisão de uma liberação· prolongada do referido pelo menos um estágio de vida móvel.
8. MÉTODO PARA CONTROLE BIOLÓGICO DE PRAGAS EM UMA PLANTAÇÃO, caracterizado por compreender a provisão à referida plantação de uma composição compreendendo: - uma população de criação de uma espécie de ácaro predador fítoseídeo, - uma população hospedeira artificial, - e opcionalmente um veículo para indivíduos das referidas populações, caracterizada por a população hospedeira artificial compreender pelo menos uma espécie selecionada da família Carpoglyphidae tal como do gênero Carpoglyphus, preferencialmente a espécie Carpoglyphus lactis.
9. Método, de acordo com a reivindicação 8, caracterizado por a espécie de ácaro predador fitoseídeo ser selecionada de: - a sub-família Amblysiinae, tal como do gênero Amblyseius, por exemplo, Amblyseius andersoni, Amblyseius swirskii ou Amblyseius largoensís, do gênero Euseius, por exemplo, Euseius finlandícus, Euseius hibisci, Euseius ova lis, Euseius victoriensis, Euseius stípulatus, Euseius scutalis, Euseius tularensis, Euseius addoensis ou Euseius citri, do gênero Neoseiulus, por exemplo, Neoseiulus barkeri, Neoseiulus californicus, Neoseiulus cucumeris f Neoseiulus longispinosus, Neoseiulus womersleyi, Neoseiulus idaeus ou Neoseiulus fallacis, do gênero Typhlodromalus, por exemplo, Typhlodromalus limonicus ou ryphlodromalus peregrinus, do gênero Typhlodromips, por exemplo, Typhlodromips montdorensis,* - a sub-familia Typhlodrominae, tal como do gênero Galendromus, por exemplo, Galendromus Occidental is, do gênero Typhlodromus, por exemplo, Typhlodromus pyri, Typhlodromus doreenae ou Typhlodromus athiasae.
10. Método, de acordo com qualquer uma das reivindicações 8 e 9, caracterizado por compreender uma substância alimentícia adequada para a referida população hospedeira artificial.
11» Método, de acordo com qualquer uma das reivindicações 8 a 10, caracterizado por a população hospedeira artificial ser uma população de criação.
12, Método, de acordo com qualquer uma das reivindicações 8 a 11, caracterizado por o número de indivíduos da espécie de ácaro predador fitoseídeo relativamente ao número de indivíduos do hospedeiro artificial ser de cerca de 100:1 até 1:20, tal como cerca de 1:1 até 1:10, por exemplo, cerca de 1:4, 1:5 ou 1:7.
13. Método, de acordo com as reivindicações 8 a 12, caracterizado por a praga ser selecionada de entre moscas-brancas, tais como Tria leu rodes vaporariorum ou Bem is ia tabaci; insetos tisanôpteros, tais como Thrips tabaci ou Frankliniella spp., tal coroo Frankliniella Occidental is, ácaros aracniformes tal como Tetranyehus urticae, ácaros tarsonemídeos tal como Polyphagotarsonemus latus,
14. Método, de acordo com qualquer uma das reivindicações 8 a 13, caracterizado por a composição ser provida mediante aplicação de uma quantidade da referida composição na proximidade, tal como na base, de ura número de plantas da plantação, preferencialmente individualmente com relação a cada planta da plantação.
15. Método, de acordo com a reivindicação 14, caracterizado· por a quantidade ser de 1 até 10 ml., preferencíalmente 2 até 5 ml.
16. Método, de acordo com qualquer uma das reivindicações 8 e 15, caracterizado por a composição ser provida no sistema de criação de acordo com as reivindicações 1 a 7, mediante disposição do referido sistema de criação na vizinhança de um número de plantas da plantação, preferencialmente de cada planta da plantação, tal como mediante suspensão do referido sistema de criação na referida planta da plantação.
17. Método, de acordo com qualquer uma das reivindicações 8 a 16, caracterizado por a plantação ser selecionada de plantações de vegetais (de estufa) tais como pimentas (Capsicum armuum), berinjelas {Sol anum melogena) , Curcubitáceas (Cucurbitaceae) tais como pepinos (Cucumis saliva), melões (Cucuihís melo), melancias (Citrullus lanatus); frutos macios (tais como morangos (Fragaria x ananassa), framboesas (fiubus idsaus), culturas ornamentais (de estufa) (tais como rosas, gérberas, crisântemos) ou culturas de árvores tais como Citrus spp.
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