BRPI0515840B1 - Mistura fungicida, composição fungicida e método para o controle de doenças vegetais - Google Patents

Mistura fungicida, composição fungicida e método para o controle de doenças vegetais Download PDF

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BRPI0515840B1
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fungicidal
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Ray Foor Stephen
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E.I. Du Pont De Nemours And Company
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    • A01AGRICULTURE; FORESTRY; ANIMAL HUSBANDRY; HUNTING; TRAPPING; FISHING
    • A01NPRESERVATION OF BODIES OF HUMANS OR ANIMALS OR PLANTS OR PARTS THEREOF; BIOCIDES, e.g. AS DISINFECTANTS, AS PESTICIDES OR AS HERBICIDES; PEST REPELLANTS OR ATTRACTANTS; PLANT GROWTH REGULATORS
    • A01N43/00Biocides, pest repellants or attractants, or plant growth regulators containing heterocyclic compounds
    • A01N43/48Biocides, pest repellants or attractants, or plant growth regulators containing heterocyclic compounds having rings with two nitrogen atoms as the only ring hetero atoms
    • A01N43/561,2-Diazoles; Hydrogenated 1,2-diazoles

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Description

“MISTURA FUNGICIDA, COMPOSIÇÃO FUNGICIDA E MÉTODO PARA O CONTROLE DE DOENÇAS VEGETAIS” Campo da Invenção A presente invenção refere-se a uma mistura fungicida de um determinado derivado do tiofeno e a composições que compreendem tais misturas e métodos para utilizar tais misturas como fungicidas.
Antecedentes da Invenção O controle de doenças de plantas causadas por patógenos fúngicos de vegetais é extremamente importante na obtenção da alta eficiência de cultura. Os danos das doenças vegetais em culturas ornamentais, de vegetais, de campo, de cereais e de frutas podem causar uma redução significativa na produtividade e desta maneira, resultar em altos custos para o consumidor. Muitos produtos estão comercialmente disponíveis para tais propósitos, mas continua a necessidade por novas misturas e composições que são mais efetivas, mais baratas, menos tóxicas, ambientalmente seguras ou possuem diferentes mecanismos de ação.
Os fungicidas que efetivamente controlam fungos de plantas estão em constante demanda pelos agricultores. As combinações de fungicidas são freqüentemente utilizadas para facilitar o controle das doenças e para retardar o desenvolvimento da resistência. É desejável intensificar o espectro de atividade e a eficácia do controle da doença pela utilização das misturas dos ingredientes ativos que fornecem uma combinação de controle curativo, sistêmico e preventivo de patógenos vegetais. São também desejáveis as combinações que fornecem um maior controle residual para permitir maiores intervalos de pulverização. É também muito desejável combinar agentes fungicidas que inibam diferentes vias bioquímicas nos patógenos fúngicos para retardar o desenvolvimento da resistência para qualquer agente especifico de controle de doenças vegetais. É também desejável a capacidade de redução da quantidade de agentes químicos liberados no ambiente enquanto assegura-se a proteção efetiva das culturas de doenças causadas por patógenos vegetais. As misturas de fungicidas podem fornecer um controle de doença significativamente melhor do que poderia ser previsto com base na atividade dos componentes individuais. Tal sinergismo foi descrito como “a ação cooperativa de dois componentes de uma mistura, tal que o efeito total é maior ou mais prolongado do que a soma dos efeitos de dois (ou mais) tomados independentemente” (vide P. M. L. Tames, Neth. J. Plant Pathology 1964, 70, 73 a 80).
Continuam a ser requisitados novos agentes fungicidas que são particularmente vantajosos na obtenção de um ou mais dos objetos anteriores. A patente US 5.747.518 descreve determinados compostos derivados de tiofeno de Fórmula i como novos ingredientes ativos fungicidas.O
Descrição Resumida da Invenção A presente invenção refere-se a uma mistura fungicida que compreende: (a) N-[2-(1,3-dimetilbutil)-3-tienil]-1 -metil-3-(trifluorometil)-1 H- pirazol-4-carboxamida (incluindo todos os estereoisômeros) ou seu sal agriculturalmente adequado; e (b) pelo menos um composto selecionado a partir do grupo que consiste em compostos de Fórmula III ou de Fórmula IV que agem no complexo bc1 do sitio de transferência do elétron respiratório mitocondrial fúngico; B é 1,2-propanodion-bis(0-metiloxim)-1-il; ou fenila, fenóxi ou piridinila, cada um opcionalmente substituído por 1 ou 2 substituintes selecionados a partir de Cl, CN, metila ou trifluorometila; ou A e B juntos são -CH20(1-[4-clorofenil]-pirazol-3-il) ou -CH20(6- trifluorometil-2-piridinila). D é um dos grupos a seguir (nos quais o asterisco (*) está ligado ao carbono próximo do anel fenila de Fórmula IV (carbono 1), e o sinal cerquilha (#) está ligado ao carbono próximo do nitrogênio de Fórmula IV (carbono 2)), R5 é H ou fenóxi; e R6 é O ou S; e seus sais agriculturalmente apropriados; e opcionalmente, (c) pelo menos um composto selecionado a partir do grupo que consiste nos compostos que agem na enzima demetilase da via de biossíntese do esterol e seus sais agriculturalmente apropriados. A presente invenção também se refere a composições fungicidas que compreendem uma quantidade eficaz como fungicida de uma mistura da presente invenção e pelo menos um componente adicional selecionado a partir do grupo que consiste em tensoativos, diluentes sólidos e diluentes líquidos. A presente invenção também se refere a um método para o controle de doenças vegetais causadas por patógenos fúngicos de vegetais que compreendem a aplicação à planta ou à parte dela de uma quantidade eficaz como fungicida de uma mistura da presente invenção (por exemplo, como uma composição descrita no presente).
Descrição Detalhada da Invenção O composto N-[2-(1,3-dimetilbutil)-3-tienil]-1-metil-3- (trifluorometil)-1H-pirazol-4-carboxamida, alternativamente nomeado como 3- i (trifluorometil)-l -metil-N-(2-(4-metilpentan-2-il)-tiofen-3-il)-1 H-pirazol-4- carboxamida e N-{2-(1,3-dimetilbutil)-3-tienil}-3-trifluorometil-1-metilpirazol-4- carboxamida, pode ser representado pela Fórmula I: Muitos compostos nas misturas da presente invenção (por exemplo, o composto de Fórmula I) podem existir como um ou mais esteroisômeros. Dependendo dos compostos, muitos estereoisômeros podem incluir enantiômeros, diastereômeros, atropizômeros e isômeros geométricos.
Um técnico no assunto irá apreciar que um estereoisômero pode ser mais ativo e/ou pode exibir efeitos benéficos quando enriquecido em relação a outro(s) estereroisômero(s) ou quando separado de outro(s) estereoisômero(s).
Adicionalmente, o técnico no assunto sabe como separar, enriquecer e/ou preparar seletivamente ditos estereoisômeros. Os compostos nas misturas da presente invenção podem estar presentes como uma mistura de estereoisômeros, estereoisômeros individuais ou como uma forma opticamente ativa.
Os sais agriculturalmente apropriados dos compostos nas misturas da presente invenção incluem sais com adição de ácido com ácidos orgânicos ou inorgânicos tais como ácido bromídrico, clorídrico, nítrico, fosfórico, sulfúrico, acético, butírico, fumárico, láctico, maléico, malônico, oxálico, propiônico, salicílico, tartárico, 4-toluenossulfônico ou valérico. Os sais agriculturalmente apropriados dos compostos da mistura da presente invenção também incluem aqueles formados com bases orgânicas (piridina, amônia ou trietilamina) ou bases inorgânicas (hidretos, hidróxidos ou carbonatos de sódio, potássio, lítio, cálcio, magnésio ou bário) quando o composto contém um grupo ácido tal como um ácido carboxílico ou fenol.
As realizações da presente invenção, incluem: Realização 1. Uma mistura em que o componente (b) é a piraclostrobina.
Realização 2. Uma mistura em que o componente (b) é a trifloxistrobina.
Realização 3. Uma mistura em que o componente (b) é a famoxadona.
Realização 4. Uma mistura também compreende pelo menos um composto selecionado a partir do grupo que consiste em compostos que agem na enzima de metilase da via de biossíntese do esterol e seus sais agriculturalmente apropriados. É relevante como realizações as composições fungicidas da presente invenção que compreendem uma quantidade fungicida efetiva de uma mistura da Realização 1 a 4 e pelo menos um componente adicional selecionado a partir do grupo que consiste em tensoativos, diluentes sólidos e diluentes líquidos. As realizações da presente invenção incluem adicionalmente métodos para o controle de doenças vegetais causadas por patógenos fúngicos de vegetais, que compreendem a aplicação à planta ou parte dela ou à semente da planta ou muda, de uma quantidade fungicida eficaz de uma mistura das Realizações 1 a 4 (por exemplo, como uma composição descrita no presente). O composto N-[2-(1-3-dimetilbutil)-3-tienil]-1-metil-3- (trifluorometil)-1H-pirazol-4-carboxamida pode ser preparado por um ou mais métodos e suas variações conforme descrito na patente US 5.747.518 (vide, por exemplo, Exemplo 14).
Os compostos fungicidas dos componentes (b) e (c) foram descritos em patentes publicadas e artigos científicos. Muitos desses compostos estão disponíveis comercialmente como ingredientes ativos em produtos fungicidas. Tais compostos estão descritos em compêndio tal como The Pesticide Manual, 13a edição, C. D. S. Thomlin (Ed.), British Crop Protection Council, Surrey, Reino Unido, 2003. Tais grupos são adicionalmente descritos abaixo.
Fungicidas do Complexo bc1 (Componente (b)) Os fungicidas de estrobilurinas tais como fluoxastrobina, orisastrobina, picoxistrobina, piraclostrobina e trifloxistrobina são conhecidos por possuírem um mecanismo de ação fungicida que inibe o complexo bc1 na cadeia respiratória mitocondrial (Angew. Chem. Int. Ed. 1999, 38, 1328-1349).
Outros fungicidas de estrubilurina apropriados como componente (b) incluem (2E)-2-(2-{[6-(3-cloro-2-metilfenóxi)-5-flúor-4-pirimidinil]oxi}fenil)-2- (metoximino)-N-metiletanamida, (2E)-2-(metoximino)-N-metil-2-(2-{[({(1E)-1-[3- (trifluorometil)fenil]etiliden}amino)oxi]metil}fenil)etanamida, (2E)-2-(metoximino)- N-metil-2-{2-[(E)-({1-[3-(trifluorometil)fenil)etóxi}(imino)metil](fenil)etanamida]}.
Outros compostos que inibem o complexo bc1 na cadeia respiratória mitocondrial incluem flamoxadona e fenamidona. O complexo bc1 é as vezes denominado por outros nomes na literatura bioquímica, incluindo o complexo III da cadeia de transferência de elétrons e ubihidroquinona: citocromo c oxireductase. Ela é unicamente identificada pelo número de Comissão de Enzima EC1.10.2.2. O complexo bc1 está descrito, por exemplo, em J. Biol.
Chem. 1989, 264, 14543-48; Methods Enzymol. 1986, 126, 253-71; e as referencias ali citadas.
Inibidores da Demetilase na Biossíntese de Esterol (Componente (c)) Os inibidores da biossíntese de esterol controlam os fungos através da inibição das enzimas na via de biossíntese do esterol. Os fungicidas inibidores da demetilase possuem um sitio comum de ação dentro da via de biossíntese do esterol fungica; isto é, a inibição da desmetilação na posição 14 do lanosterol ou diidrolanosterol 24-metileno, que são precursores dos esterois nos fungos. Os compostos que agem nesse sitio são freqüentemente denominados inibidores de demetilase, fungicidas DMI, ou DMIs. A enzima demetilase é, algumas vezes, referida por outros nomes na literatura bioquímica, incluindo citocromo P-450 (14DM). A enzima demetilase está descrita, por exemplo, em J. Biol. Chem. 1992, 267, 13175-79 e as referencia ali citadas. Os fungicidas DMI se enquadram em várias classes químicas: azóis (incluindo triazóis e imidazóis), pirimidinas, piperazinas e piridinas. Os triazóis incluem azaconazol, bromuconazol, ciproconazol, difenoconazol, diniconazol (incluindo diniconazol-Μ), epoxiconazol, etaconazol, fenbuconazol, fluquinconazol, flusilazol, flutriafol, hexaconazol, imibenconazol, ipconazol, metconazol, miclobutanil, penconazol, propiconazol, protioconazol, quinconazol, simeconazol, tebuconazol, tetraconazol, triadimefon, triadimenol, triticonazol e uniconazol. Os imidazóis incluem clotrimazol, econazol, imazalil, isoconazol, miconazol, oxpoconazol, procloraz e triflumizol. As pirimidinas incluem fenarimol, nuarimol e triarimol. As piperazinas incluem triforina. As piridinas incluem butiobato e pirifenox. As pesquisas bioquímicas demonstram que todos os fungicidas mencionados acima são fungicidas DMI conforme descrito por K. H. Kuck, et al., em Modern Selective Fungicides - Properties, Applications and Mechanisms of Action, H. Lyr (ed.) Gustav Fischer Verlag: Nova Iorque, 1995, 205 a 258.
As descrições dos compostos comercialmente disponíveis, listados acima, podem ser encontradas no The Pesticide Manual, 13a edição, C. D. S. Tomlin (ed.), British Crop Protection Council, 2003. A presente invenção fornece combinações de fungicidas que possuem diferentes mecanismos de ação bioquímicos. Tais combinações podem ser particularmente vantajosas na administração da resistência, especialmente onde os fungicidas da combinação controlam a mesma doença ou similares. Os exemplos incluem as combinações dos compostos de Formula I com estrobilurinas tais como fluoxastrobina, picoxistrobina, piraclostrobina e trifloxistrobina; e opcionalmente, DMIs tais como ciproconazol, epoxiconazol, fluquinconazol, flusilazol, hexaconazol, metconazol, propiconazol, protioconazol e tebuconazol. A presente invenção também fornece combinações de fungicidas que fornecem um amplo controle do espectro de doenças ou eficácia aumentada, incluindo controle aumentado residual, curativo ou preventivo. Os exemplos incluem as combinações do composto de Formula I com estrobilurinas tais como fluoxastrobina, picoxistrobina, piraclostrobina e trifloxistrobina; e opcionalmente, DMIs tais como bromuconazol, ciproconazol, epoxiconazol, fluquinconazol, flusilazol, hexaconazol, metconazol, propiconazol, protioconazol e tebuconazol. A presente invenção também fornece combinações de fungicidas que são particularmente úteis para o controle de doenças de cereais (por exemplo, Erisyphe graminis, Septoria nodorum, Septoría trítici, Puccinia recondite e Pyrenophora teres). Os exemplos incluem combinações do composto de Formula I com estrobilurinas tais como fluoxastrobina, picoxistrobina, piraclostrobina e trifloxistrobina; e opcionalmente, DMIs tais como bromuconazol, ciproconazol, epoxiconazol, fluquinconazol, flusilazol, hexaconazol, metconazol, propiconazol, protioconazol e tebuconazol. Merece observação particular o uso dessas combinações para o controle de doenças da cevada (por exemplo, Pyrenophora teres). A presente invenção também fornece combinações de fungicidas que são particularmente úteis para o controle de doenças de frutas e vegetais (Alternaria solani, Botrytis cinerea, Rhizoctonia solani, Uncinula necatur e Venturía inaequalis). Os exemplos incluem as combinações do composto de Fórmula I com estrobilurinas tais como picoxistrobina, piraclostrobina e trifloxistrobina; e opcionalmente, DMIs tais como bromuconazol, ciproconazol, epoxiconazol, fluquinconazol, flusilazol, hexaconazol, metconazol, propiconazol, protioconazol e tebuconazol.
As razões em peso do componente (b) para o componente (a) nas misturas e nas composições da presente invenção são tipicamente de 100:1 a 1:100, de preferência, de 25:1 a 1:25 e, de maior preferência, de 10:1 para 1:10. Merecem observação as misturas e composições em que a razão em peso do componente (b) para o componente (a) é de 5:1 a 1:1. Os exemplos dessas composições incluem composições que compreendem uma mistura do composto de Formula I com trifloxistrobina, uma mistura do composto de Formula I com fluoxastrobina, uma mistura do composto de Formula I com picoxistrobina, ou uma mistura do composto de Formula I com piraclostrobina.
Merecem observação as composições em que o componente (b) e o componente (c) estão ambos presentes. Os exemplos são as composições que compreendem piraclostrobina ou trifloxistrobina como componente (b) e pelo menos um composto do componente (c). Merecem observação tais composições em que a razão em peso total dos componentes (b) e (c) para o componente (a) é de 100:1 para 1:100 e a razão de peso do componente (b) para o componente (a) é de 25:1 para 1:25. Estão incluídas as composições em que a razão em peso do componente (b) para o componente (a) é de 5:1 para 1:1. Os exemplos dessas composições incluem as composições que compreendem as misturas dos componentes (a) com trifloxistrobina e um composto selecionado a partir o grupo que consiste em epoxiconazol e flusilazol.
Formulação e Utilidade As misturas da presente invenção serão geralmente utilizadas como formulações ou composições que compreendem pelo menos um veiculo, selecionado a partir de diluentes sólidos, diluentes líquidos e tensoativos agriculturalmente apropriados. Os ingredientes da formulação ou da composição são selecionados para serem consistentes com as propriedades físicas do ingrediente ativo, com o modo de aplicação e com fatores ambientais, tais como tipo de solo, umidade e temperatura. As formulações úteis incluem formulações líquidas tais como soluções (incluindo concentrados emulsificáveis), suspensões, emulsões (incluindo microemulsões e/ou suspoemulsões) e similares que opcionalmente podem ser espessados em géis. As formulações úteis incluem adicionalmente sólidos tais como pós, poeiras, grânulos, comprimidos, pastilhas, filmes e similares que podem ser dispersíveis em água (“molháveis") ou hidrossolúveis. O ingrediente ativo pode ser (micro) encapsulado e adicionalmente formado em uma suspensão ou formulação sólida; alternativamente, toda a formulação do ingrediente ativo pode ser encapsulada (ou “sobrerrevestida”). A encapsulação pode controlar ou retardar a liberação do ingrediente ativo. As formulações pulverizáveis podem ser extendidas em meios apropriados e utilizadas em volumes de spray de cerca de um a varias centenas de litro por hectare. As composições de alta força são principalmente utilizadas como intermediários para formulações adicionais.
As formulações irão conter tipicamente determinadas quantidades efetivas (por exemplo, de 0,01 a 99,99 % em peso) de ingrediente ativo junto com o diluente e/ou o tensoativo dentro dos seguintes intervalos aproximados que adicionam até 100 % em peso.
Os diluentes sólidos típicos estão descritos em Watkins, et al., Handbook of Insecticide Dust Diluents and Carriers, 2a edição, Dorland Books, Caldweli, New Jersey. Os diluentes líquidos típicos estão descritos em Mardsen, Solvents Guide, 2a edição, Interscience, Nova Iorque, 1950.
McCutcheon’s Detergents and Emulsifiers Annual, Allured Publ. Corp., Ridgewood, New Jersey, bem como Sisely e Wood, Encyclopedia of Surface Active Agents, Chemical Publ. Co., Inc. Nova Iorque, 1964, e listam tensoativos e seus usos recomendados. Todas as formulações podem conter pequenas quantidades de aditivos para reduzir a espuma, os resíduos, a corrosão, o crescimento microbiológico e similares, ou espessantes para aumentar a viscosidade.
Os tensoativos incluem, por exemplo, álcoois polietoxilados, alquilfenóis polietoxilados, ésteres de ácido graxo de sorbitano polietoxilados, sulfosuccinatos de dialquila, sulfatos de alquila, sulfonatos de alquilbenzeno, organossilicones, Ν,Ν-dialquiltauratos, sulfonatos de lignina, condensados de formaldeído de sulfonato naftaleno, policarboxilatos e copolímeros em bloco de polioxipropileno/ polioxietileno. Os diluentes sólidos incluem, por exemplo, argilas tais como bentonita, montmorilonita, atapulgita e caulim, amido, açúcar, sílica, talco, terra diatomácea, uréia, carbonato de cálcio, carbonato e bicarbonato de sódio e sulfato de sódio. Os diluentes líquidos incluem, por exemplo, água, Ν,Ν-dimetilformamida, sulfóxido de dimetila, N-alquilpirrolidona, etilenoglicol, polipropilenoglicol, parafinas, alquilbenzenos, alquilnaftalenos, óleos de oliva, de mamona, de linhaça, de tungue, de gergelim, de milho, de amendoim, de semente de algodão, de soja, de colza e de coco, ésteres de ácido graxo, cetonas tais como cicloexanona, 2-heptanona, isoforona e 4- hidróxi-4-metil-2-pentanona, e álcoois tais como metanol, cicloexanol, decanol e álcool tetraidrofurfurílico.
As soluções que incluem concentrados emulsificáveis, podem ser preparados pela simples mistura dos ingredientes. Os pós e poeiras podem ser preparados pela mistura e, normalmente, pela moagem em um moinho martelo ou moinho com jato de ar/ gás. As suspensões são normalmente preparadas por moagem a úmido; vide, por exemplo, US 3.060.084. Os concentrados de suspensões prefereridos incluem aqueles que contém, além do ingrediente ativo, de 5 a 20 % de tensoativo não iônico (por exemplo, alcóois graxos polietoxilados) opcionalmente combinados com 50 a 65 % de diluentes líquidos e até 5 % de tensoativos aniônicos. Os grânulos e os comprimidos podem ser preparados pela pulverização do material ativo sobre veículos granulares pré- formados ou por técnicas de aglomeração. Vide Browning, Agglomeration, Chemical Engineering, 4 de Dezembro de 1967, pág 147-48, Perry’s Chemical Engineefs Handbook, 4a edição, McGraw-HilI, Nova Iorque, 1963, páginas, 8- 57 e seguinte, e documento WO 91/13546. Os comprimidos podem ser preparados conforme descrito em US 4.172.714. Os grânulos dispersíveis em água e hidrossolúveis podem ser preparados conforme ensinado em US 4.144.050, US 3.920.442 e DE 3.246.493. As pastilhas podem ser preparadas conforme ensinado em US 5.180.587, US 5.232.701 e US 5.208.030. Os filmes podem ser preparados conforme ensinado em GB 2.090.558 e US 3.299.566.
Para informações adicionais a respeito do estado da técnica de formulação, vide US 3.235.361, col. 6, linha 16 ate col. 7, linha 19 e Exemplos 10-41; US 3.309.192, col. 5, linha 43 ate col. 7, linha 62 e Exemplos 8, 12, 15, 39, 41, 52, 53, 58, 132, 138-140, 162-164, 166, 167 e 169 a 182; US 2.891.855, col 3, linha 66 até col. 5, linha 17 e Exemplos 1 a 4; Klingman, Weed Control as a Science, John Wiley é Sons, Inc., Nova Iorque, 1961, pág 81 a 96; a Hance et a!., Weed Control Handbook, 8a edição, Blackwell Scientific Publications, Oxford, 1989. i Nos Exemplos a seguir, todas as porcentagens estão em peso e todas as formulações são preparadas de maneira convencional. A expressão “ingredientes ativos” como utilizado no Exemplo A até E refere-se a combinação dos compostos do grupo (a) e grupo (b), junto com qualquer (quaisquer) outro(s) ingrediente(s) ativo(s) presente(s) (por exemplo, qualquer composto do grupo (c)). Sem elaborações adicionais, acredita-se que um técnico no assunto que utilize as descrições precedentes possa utilizar a presente invenção ate sua máxima extensão. Os Exemplos seguintes, portanto, são construídos como meramente ilustrativos e não limitantes da descrição de qualquer modo. As porcentagens estão em peso, exceto se indicado de outra maneira.
Exemplo A Pós Molháveis Ingredientes ativos 65 % Éter de polietilenoglicol dodecilfenol 2,0 % Ligninossulfonato de sódio 4,0 % Silicoaluminato de sódio 6,0 % Montmorillonita (calcinada) 23,0 % Exemplo B
Grânulo Ingredientes ativos 10,0% Grânulos de atapulgita (matéria de baixa 90,0 % volatilidade, 0,71/ 0,30 mm; USS n° 25-50 tamises) Exemplo C
Comprimido extrudado Ingredientes ativos 25,0 % Sulfato de sódio anidro 10,0% Ligninossulfonato de cálcio bruto 5,0 % Alquilnaftalenossulfonato de sódio 1,0 % Bentonita de magnésio/ cálcio 59,0 % Exemplo D
Concentrado Emulsificável Ingredientes ativos 20,0 % Mistura de sulfonatos solúveis em óleo e éteres de 10,0% polioxietileno Ligninossulfonato de cálcio bruto 70,0 % Exemplo E
Suspensão Concentrada Ingredientes ativos 20,0 % Álcool graxo polietoxilado 15,0% . Cera de montana derivada de Ester 3,0 % Lignossulfonato de cálcio polietoxilado/ 2,0 % polipropoxilado Copolímero em bloco de poliglicol 1,0 % Propilenoglicól' 6,4 % Poli(dimetilssiloxano) 0,6 % Agente antimicrobiano 0,1% Água 51,9% As composições da presente invenção também podem incluir um ou mais inseticidas, fungicidas, nematocidas, bactericidas, acaricidas, reguladores do crescimento, quimioesterilizantes, semioquimicos, repelentes, atrativos, feromônios, estimuladores do apetite ou outros componentes biologicamente ativos para formar um pesticida multicomponente que propicie uma proteção agrícola com um espectro ainda maior. Os exemplos de tais protetores agrícolas os quais podem ser formulados com as composições da presente invenção são: abamectina, acefato, metil azinfós, bifentrina, buprofezina, carbofurano, clorfenapir, clorpirifós, metil clorpirifós, ciflutrina, β- ciflutrina, cialotrina, λ-cialotrina, δ-metrina, diafentiurona, diazinona, diflubenzurona, dimetoato, esfenvalerato, etiprol, fenoxicarbe, fenpropatrina, fenvalerato, fipronil, flucitrinato, σ-fluvalinato, fonofós, imidacloprida, indoxacarbe, isofenfós, malationa, metaldeído, metamidofós, metidationa, metomila, metopreno, metóxiclor, monocrotofós, oxamila, parationa, metil parationa, permetrina, forato, fosalona, fosmet, fosfamidona, pirimicarbe, profenofós, rotenona, sulprofós, tebufenozida, teflutrina, terbufós, tetraclorvinfós, tiodicarbe, tralometrina, triclorfona e triflumurona, fungicidas além daqueles listados para o componente (b) e componente (c), tal como acibenzolar-S-metila, benalaxila (incluindo benalaxila-M), bentiavalicarbe, benomila, blasticidina-S, mistura Bordeaux (sulfato de cobre tribásico), boscalida, butiobato, carpropamida, captafol, captano, carbendazim, cloronebe, clorotalonila, oxicloreto de cobre, sais de cobre, cimoxanila, ciazofamida, ciflufenamida, ciprodinila, diclocimeto, diclomezina, diclorano, dimetomorfe, dodina, edifenfós, etaboxam, fenexamida, fenoxanila, fenpiclonila, fenpropidina, fenpropimorfe, acetato de fentina, hidróxido de fentina, fluazinam, fludioxonila, flumorfe, flutolanila, folpet, fosetil alumínio, furalaxila, furametapira, guazatina, himexazol, iminoctadina, iprobenfós, iprodiona, iprovalicarbe, isoprotiolano, kasugamicina, mancozebe, manebe, mefenoxam, mepanapirim, mepronila, metalaxila, metrafenona, neo-asozin (metanoarsonato férrico), oxadixila, pencicurona, picobenzamida, probenazol, propamocarbe, proquinazida, pirimetanila, piroquilona, quinoxifeno, siltiofam, espiroxamina, enxofre, tiabendazol, tifluzamida, tiofanato de metila, tiram, tiadinila, tolifluanida, validamicina, vinclozolina e zoxamida, nematicidas tais como aldoxicarbe e fenamifós; bactericidas tais como streptomicina; acaricidas tais como amitraz, quinometionato, clorobenzilato, ciexatina, dicofol, dienocloro, etoxazol, fenazaquina, óxido de fenbutatina, fenpropatrina, fenpiroximato, hexitiazox, propargita, piridabeno e tebufenpirada; e agentes biológicos tais como Bacillus thuringiensis incluindo ssp. aizawai e kurstaki, delta edotoxina de Bacillus thuringiensis, baculovírus e bactéria, vírus e fungos entomopatogênicos.
Podem ser encontradas descrições de vários compostos listados acima, disponíveis comercialmente, em The Pesticide Manual, 12a edição, C. D. S.
Tomlin, ed., British Crop Protection Council, 2000. Para as realizações em que uma ou mais dessas várias misturas combinadas são utilizadas, a razão em peso dessa várias misturas combinadas (no total) para a quantidade total do componente (a) e componente (b) está tipicamente entre 100:1 e 1:3.000.
Merece observação as razões entre 30:1 e 1:300 (por exemplo, as razões entre 1:1 e 1:30). Será evidente que a inclusão desses componentes adicionais pode expandir o espectro de doenças controladas além do espectro controlado pela combinação do componente (a), componente (b) e o componente opcional (c) sozinho.
Merecem observação particular as composições que, em adição ao componente (a), componente (b) e componente (c) adicional, se presente, incluem (d) pelo menos um composto selecionado a partir do grupo que consiste em: (d1) fungicidas de alquileno-bis-(ditiocarbamato); (d2) cimoxanila; (d3) fungicidas fenilamida; (d4) fungicidas pirimidinona; (d5) clorotalonila; (d6) carboxamidas que agem no complexo II do sítio de transferência do elétron respiratório mitocondrial fúngico; (d7) quinoxifeno; (d8) metrafenona; (d9) ciflufenamida; (d10) ciprodinila; (d11) compostos de cobre; (d12) fungicidas de ftalimida; (d 13) fosetil de alumínio; (d 14) fungicidas de benzimidazol; (d 15) ciazofamida; (d16) fluazinam; (d 17) iprovalicarb; (d18) propamocarbe; (d19) validomicina; (d20) fungicidas de dicarboximida de diclorofenila; (d21) zoxamida; e (d22) dimetomorfe; (d23) inibidores da biossíntese de esteróis não-DMI; e os sais agriculturalmente apropriados dos compostos de (d1) a (d23).
Fungicidas de Pirimidona (Grupo (d4)) Os fungicidas de pirimidinona incluem os compostos da Fórmula II em que, G forma um anel fundido de fenila, tiofeno ou piridina; R1 é alquila Ο-ι-Οδ! R2 é alquila C1-C6 ou alcóxi C-i-Ce; R3 é halogênio; e R4 é hidrogênio ou halogênio.
Os fungicidas de pirimidinona estão descritos no documento WO
94/26722, na patente US 6.066.638, na patente US 6.245.770, na patente US 6.262.058 e na patente US 6.277.858.
Merecem observações os fungicidas de pirimidinona selecionados a partir do grupo de: 6-bromo-3-propil-2-propilóxi-4(3H)-quinazolinona, 6,8-diiodo-3-propil-2-propilóxi-4(3H)-quinazolinona, 6-iodo-3-propil-2-propilóxi-4(3H)-quinazolinona (proquinazida), 6-cloro-2-propóxi-3-propiltieno-[2,3-d]-pirimidin-4(3H)-ona, 6- bromo-2-propóxi-3-propiltieno-[2,3-d]-pirimidin-4(3H)-ona, 7- bromo-2-propóxi-3-propiltieno-[3,2-d]-pirimidin-4(3H)-ona, 6-bromo-2-propóxi-3-propilpirido-[2,3-d]-pirimidin-4(3H)-ona, 6,7-dibromo-2-propóxi-3-propiltieno-[3,2-d]-pirimidin-4(3H)-ona, e 3-(ciclopropilmetil)-6-iodo-2-(propiltio)-pirido-[2,3-d]-pirimidin- 4(3H)-ona.
Outros Grupos Fungicidas Os alquileno-bis-(ditiocarbamato)s (d1) incluem os compostos tais como mancozebe, manebe, propinebe e zinebe.
As fenilamidas (d3) incluem os compostos tais como metalaxila, benalaxila, furalaxila e oxadixila.
As carboxamidas (d6) que incluem os compostos tais como boscaiida, carboxina, fenfuram, flutolanila, furametpira, mepronila, oxicarboxina e tifluzamida, são conhecidas por inibir a função miticondrial pela ruptura do complexo II (succinato desidrogenase) na cadeia respiratória de transporte de elétrons.
Os compostos de cobre (d11) incluem compostos tais como oxicloreto de cobre, sulfato de cobre e hidróxido de cobre, incluindo composições tais como mistura Bordeaux (sulfato de cobre tribásico).
As ftalimidas (d 12) incluem compostos tais como folpete e captano.
Os fungicidas de benzimidazol (d14) incluem a benomila e o carbendazim.
Os fungicidas de dicarboximida de diclorofenila (d20) incluem clozolinato, diclozolina, iprodiona, isovalediona, miclozolina, procimidona e vinclozolina.
Os inibidores da biossíntese do esterol não-DMI (d23) incluem fungicidas de morfolina e piperidina. As morfolinas e as piperidinas são inibidores da biossíntese do esterol que demonstram inibir as etapas da via de biossíntese do esterol em um ponto posterior que os inibidores atingiram pela via de biossíntese de DMI (isto é, componente (c)). As morfolinas incluem aldimorfe, dodemorfe, fenpropimorfe, tridemorfe e trimorfarmida. As piperidinas incluem a fenpropidina.
Merecem observação tais composições em que a razão em peso total dos componentes (b), (d) e, se presentes, (c) ao componente (a) é de 100:1 a 1:100 e a razão em peso do componente (b) para o componente (a) é de 25:1 a 1:25. Estão incluídas as composições em que a razão em peso do componente (b) para o componente (a) é de 5:1 a 1:1.
As misturas e composições da presente invenção são úteis como agentes de controle de doenças vegetais. Portanto, a presente invenção compreende adicionalmente um método para o controle de doenças vegetais causadas por patógenos fúngicos de vegetais que compreende a aplicação ao vegetal, ou sua parte a ser protegida, ou a semente ou muda da planta a ser protegida, de uma quantidade eficaz de uma das misturas da presente invenção ou uma composição fungicida que contém a dita mistura.
As misturas e composições da presente invenção fornecem um controle das doenças causadas por um amplo espectro de patógenos fúngicos de vegetais nas classes de basidiomicetos, ascomicetos, oomicetos e deuteromicetos. Elas são eficazes no controle de um amplo espectro de doenças vegetais, em particular, patógenos foliares de culturas ornamentais, de vegetais, de campo, de cereais e de frutas.
Tais patógenos incluem: Oomicetos, que incluem doenças de Phytophthora tais como Phytophthora infestans, Phytophthora megasperma, Phytophthora parasítica, Phytophthora cinnamoni e Phytophthora capsici; doenças de Pythium tais como Pythium aphanidermatum; e doenças nas famílias das Peronosporaceae, tais como Plasmopara viticola, Peronospora spp. (incluindo Peronospora tabacina e Peronospora parasítica), Pseudoperonospora spp. (incluindo Pseudoperonospora cubensis), e Bremia lactucae.
Ascomicetos, incluindo as doenças de Alternaria tais como Alternaria solani e Alternaria brassicae; doenças de Guignardia tal como Guignardia bidwell; doença de Venturia tal com Venturia inaequalis; doença de Septoria tal como Septoria nodorum e Septoria tritici; doenças do mildeo tais como Erysiphe spp. (incluindo Erysiphe graminis e Erysiphe polygoni), Uncinula necatur, Sphaerotheca fuligena e Podosphaera leucotricha;
Pseudocercosporella herpotrichoides-, doenças do Botrytis tais como Botytis cinerea; Monilinia fructicola; doenças de Sclerotinia tais como Sclerotinia sclerotiorum; Magnaporthe grisea; Phomopsis viticola; doenças do Helminthosporium tal como Helminthosporium tritici repentis; Pyrenophora teres; doenças de antracnose tais como Glomerella ou Colletotrichum spp. (tais como Colletotrichum graminicola); e gaeumannomyces graminis;
Basidiomicetos, incluindo a doença da ferrugem causada por Puccinia sp. (tais como Puccinia recôndita, Puccinia striiformis, Puccinia hordei, Puccinia graminis e Puccinia arachidis); Hemileia vastatrix e Phakopsora pachyrhizi;
Outros patógenos incluindo Rhizoctonia spp (tal como Rhizoctonia solani); doenças de Fusarium tais como Fusarium roseum, Fusarium graminearum e Fusarium oxysporum; Verticillium dahliae, Sclerotium rolfsii;
Rynchosporium secalis; Cercosporidium personatum, Cercospora arachidicola e Cercospora beticola; E outros gêneros e espécies relacionadas intimamente à tais patógenos.
Adicionalmente a suas atividades fungicidas, as misturas e composições também podem possuir atividade contra bactérias tais como Erwinia amylovora, Xanthomonas campestris, Pseudomonas syringae e outras espécies relacionadas. É digno de nota o uso de uma mistura da presente invenção para o controle de Erysiphe graminis (míldio do trigo), especialmente utilizando uma mistura em que o componente (b) é a trifloxistrobina. É digno de nota o uso de uma mistura da presente invenção para o controle de Septoria nodorum (Septoria mancha do glume), especialmente utilizando uma mistura em que o componente (b) é a trifloxistrobina. É digno de nota o uso de uma mistura da presente invenção para o controle de Pyrenophora teres (mancha reticular), especialmente utilizando uma mistura em que o componente (b) é a trifloxistrobina. É digno de nota o uso de uma mistura da presente invenção para o controle de Puccinia recôndita (ferrugem da folha do trigo), especialmente utilizando uma mistura em que o componente (b) é a trifloxistrobina. É também digno de nota o uso de uma mistura ou composição da presente invenção para o controle de doenças causadas por um amplo espectro de patógenos fúngicos de vegetais, de maneira preventiva ou curativa, através da aplicação de uma quantidade eficaz da mistura ou composição, tanto pré como pós infecção. O controle de doenças vegetais é comumente acompanhado pela aplicação de uma quantidade eficaz de uma mistura da presente invenção tanto pré como pós infecção, a uma parte do vegetal a ser protegido tal como raízes, caules, folhagem, frutas, sementes, tubérculos ou bulbos, ou ao meio (solo ou areia) ao qual as plantas a serem protegidas estão crescendo. A aplicação da mistura a uma semente pode proteger tanto a semente como a muda desenvolvida da semente. Tipicamente, a mistura é aplicada na forma de uma composição que compreende pelo menos um componente adicional selecionado a partir do grupo que consiste em tensoativos, diluentes sólidos e diluentes líquidos.
As taxas de aplicação para tais compostos podem ser influenciadas por muitos fatores ambientais e deve ser determinado sob reais condições de uso. A folhagem pode ser normalmente protegida quando tratada em uma razão de menos de 1 g/ha a 5.000 g/há em total de ingredientes ativos dos componentes (a) e (b) nas misturas e composições da presente invenção.
As sementes e as mudas podem normalmente ser protegidas quando a semente é tratada a uma razão de 0,1 a 10 g do total de ingredientes ativos dos componentes (a) e (b) por quilograma de semente. A mistura da presente invenção fornece um controle vantajoso de doenças fúngicas de vegetais quando comparado ao controle atingido por cada um dos componentes em separado. As misturas da presente invenção têm exibido sinergismo, em particular, em relação ao controle de determinadas doenças tais como mancha reticular da cevada causada por Pyrenophora teres.
Os Testes a seguir podem ser utilizados para demonstrar a eficácia de controle das composições da presente invenção em patógenos específicos. A proteção no controle de patógenos conferida pelos compostos não é limitada, entretanto, a tais espécies.
Exemplos Biológicos da Invenção As suspensões testes que compreendem uma única formulação de ingrediente ativo são pulverizadas para demonstrar a eficácia no controle de uma combinação, (a) o ingrediente ativo pode ser combinado em quantidades apropriadas em uma única suspensão teste, (b) as soluções mãe dos ingredientes ativos individuais podem ser preparados e, então, combinados em razões apropriadas e diluídos à concentração final desejada para formar uma suspensão teste ou (c) a suspensão teste que compreende os ingredientes ativos únicos pode ser pulverizada seqüencialmente na razão desejada.
As composições teste são, primeiramente, misturadas em água.
As suspensões teste resultantes são, então, utilizadas nos seguintes testes de campo. As suspensões teste são pulverizadas em um volume de 200 litros por hectare. As taxas de aplicação são 50, 100 e 200 gramas por hectare.
Teste A
Os campos experimentais estabelecidos de trigo de inverno (cv.
Onvanlis) são pulverizados quando o nó 4 está a pelo menos 2 cm acima do nó 3 nas plantas de trigo e, novamente, quando a folha bandeira esta totalmente emersa. São utilizadas quatro replicações. Os campos experimentais são avaliados visualmente para o controle de sintomas das manchas foliares do trigo causadas pela Septoria tritici. Os resultados são relatados como a média das quatro replicações.
Teste B
Os campos experimentais estabelecidos de trigo de inverno (cv.
Esterel) são pulverizados quando a folha bandeira da cevada está totalmente emersa. Foram usadas três replicações. Os campos experimentais são avaliados visualmente para o controle de sintomas das manchas reticulares na cevada causadas pela Pyrenophora teres. Os resultados são relatados como a média percentual do controle da doença das três replicações. A Tabela A lista os resultado dos Testes A e B. Na Tabela A, uma taxa de 100 indica que 100 % das doenças foram controladas e uma taxa de 0 indica que não houve um controle da doença (com relação aos controles).
Tabela A A tabela A mostra as misturas e as composições da presente invenção demonstrando um controle vantajoso. A presença de um efeito sinérgico entre dois ingredientes ativos é estabelecida com a ajuda da equação de Colby (vide S. R. Colby, Calculating Synergistic and Antagonistic Responses of Herbicide Combination, Weeds, 1967, 15, 20 a 22): Utilizando o método de Colby, a presença de uma interação sinergistica entre dois ingredentes ativos é estabelecida calculando, primeiramente, a atividade prevista, p, da mistura com base nas atividades dos dois componentes aplicados isoladamente. Se p for menor que o efeito observado experimentalmente, o sinergismo ocorreu. Na equação acima, A é a atividade fungicida em porcentagem de controle do segundo componente aplicado em uma taxa y. A equação estima p, a atividade fungicida da mistura A em uma taxa x com B em uma taxa y, se seus efeitos forem estritamente aditivos e nenhuma interação tenha ocorrido. A coluna indicada por “Exp” na Tabela A indica o valor esperado para cada mistura de tratamento utilizando a equação de Colby. Conforme mostrado na Tabela A, a aplicação da equação de Colby revela que o controle observado é maior que o esperado para a mistura da Composição 1 com a Composição 2 (100 g/ha + 200 g/ha) para o Teste B e a mistura da Composição 1 com a Composição 3 (100 g/ha + 100 g/ha) para o Teste A e o Teste B.

Claims (9)

1. MISTURA FUNGICIDA, caracterizada pelo fato de compreender uma quantidade sinérgica eficaz de: (a) o derivado do tiofeno de Fórmula I, ou seu sal agriculturalmente apropriado, (b) picoxistrobina.
2. COMPOSIÇÃO FUNGICIDA, caracterizada pelo fato de compreender uma quantidade eficaz como fungicida da mistura conforme descrita na reivindicação 1, e pelo menos um componente adicional selecionado a partir do grupo que consiste em tensoativos, diluentes sólidos e diluentes líquidos.
3. COMPOSIÇÃO, de acordo com a reivindicação 2, caracterizada pelo fato da razão em peso do componente (b) para o componente (a) ser de 100:1 a 1:100.
4. COMPOSIÇÃO, de acordo com a reivindicação 3, caracterizada pelo fato da razão em peso do componente (b) para o componente (a) ser de 10:1 a 1:10.
5. COMPOSIÇÃO, de acordo com a reivindicação 4, caracterizada pelo fato da razão em peso do componente (b) para o componente (a) ser de 5:1 a 1:1.
6. MÉTODO PARA O CONTROLE DE DOENÇAS VEGETAIS, causadas por um patógeno fúngtco de vegetal, caracterizado pelo fato de compreender a aplicação ao vegetal, ou à parte dele, de uma quantidade eficaz como fungicida da mistura conforme descrita na reivindicação 1.
7. MÉTODO, de acordo com a reivindicação 6, caracterizado pelo fato do patógeno fúngico de vegetal ser o Pyrenophora teres.
8. MÉTODO, de acordo com a reivindicação 6, caracterizado pelo fato do patógeno fúngico de vegetal ser o Pyrenophora teres e o método compreende a aplicação ao vegetal, ou à parte dele, de uma quantidade sinérgica eficaz da mistura, conforme descrita na reivindicação 1, em que a razão em peso do componente (a) para o componente (b) é de 1:1.
9. MÉTODO, de acordo com a reivindicação 6, caracterizado pelo fato do patógeno fúngico de vegetal ser o Puccinia sorghi e o método compreende a aplicação ao vegetal, ou à parte dele, de uma quantidade sinérgica eficaz da mistura, conforme descrita na reivindicação 1, em que a razão em peso do componente (a) para o componente (b) é de 1:1.
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