BRPI0519476B1 - processo para a síntese de cefaclor e processo para obtenção de cefaclor - Google Patents

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Dsm Sinochem Pharmaceuticals Netherlands B.V
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Abstract

processo para a síntese de cefaclor a presente invenção se refere a um processo para a síntese de cefaclor, processo o qual compreende reação de ácido 7-amino-3-cloro cefalosporânico (7-acca) com d-fenilglicina na forma ativada (pga) na presença de uma enzima em uma mistura de reação para formar cefaclor, em que pelo menos parte do 7-acca e/ou pga é adicionada à mistura de reação durante o curso da reação. a invenção também se refere a uma mistura aquosa compreendendo uma quantidade de cefaclor de > 10% (peso/peso), uma quantidade de ácido 7-amino-3-cloro cefalosporânico de < 2% (peso/peso) e uma quantidade de d-fenilglicina de < 2% (peso/peso) e um processo para a recuperação de cefaclor dessa mistura aquosa. a invenção também se refere ao cefaclor na forma de cristal tendo uma absorbância a 400 nm (a~ 400~) de menos de 0,250.

Description

A presente invenção se refere a um processo para a síntese de cefaclor, o qual compreende reação de ácido 7- amino-3-cloro-cefalosporânico (7-ACCA), com D-fenil glicina na forma ativada na presença de uma enzima, uma mistura aquosa compreendendo cefaclor e um processo para a recuperação de cefaclor da mistura aquosa.
Um processo para a síntese enzimática de cefaclor é conhecido de várias fontes. O EP 567 323 divulga um processo para a síntese enzimática de cefaclor em uma temperatura de entre 0 e 20 °C e um pH ambiente em uma proporção molar (5 para 6) de metil éster de D-fenil glicina para 7-ACCA, o qual resulta em um rendimento de 93% e 88,2%. Uma elevada proporção molar de cadeia lateral ativada para núcleo de β-lactame é indesejável, uma vez que isso aumenta os custos envolvidos e os subprodutos formados (por exemplo, D-fenil glicina) na reação de síntese enzimática, os quais são difíceis de separar do antibiótico final (cefaclor).
O EP 730 035 objetiva reduzir a proporção molar de amida de D-fenil glicina para 7-ACCA em um processo enzimático para a síntese de cefaclor. através de imobilização da enzima amidase de penicilina G sobre um polímero de azlactona, rendimentos do cefaclor por 7-ACCA de 98% e 94% foram obtidos, em que a proporção molar de amida de D-fenil glicina para 7-ACCA estava entre 2 e 3.
Nós descobrimos que, quando a proporção molar de D- fenil glicina na forma ativada para 7-ACCA está entre cerca de2 e 3, a quantidade de subprodutos formados durante a reação de cefaclor ainda é muito grande, o qual resulta em problemas de processabilidade durante a recuperação de cefaclor da mistura de reação e/ou uma forma substancialmente pura de cefaclor não pode ser obtida.
O objetivo da presente invenção é proporcionar um processo para a síntese enzimática de cefaclor a partir de 7-ACCA e D-fenil glicina na forma ativa, o qual não tem essas deficiências.
Isso é obtido, de acordo com a presente invenção, através de um processo para a síntese enzimática de cefaclor, o referido processo compreendendo reação de ácido 7-amino-3-cloro-cefalosporânico (7-ACCA) com D-fenil glicina na forma ativada (PGa) na presença de uma enzima em uma mistura de reação para formar cefaclor, em que 7-ACCA e/ou PGa é/são adicionado(s) à mistura de reação durante o curso da reação.
Surpreendentemente, descobriu-se que a quantidade de cefaclor produzido por 7-ACCA no processo para a síntese de cefaclor de acordo com a invenção era maior do que em um processo de síntese enzimática, em que a quantidade total de 7-ACCA e PGa usada na reação é adicionada no início da reação.
Surpreendentemente, descobriu-se que a conversão de cefaclor no processo para a síntese de cefaclor de acordo com a invenção pode ser acima de 90%, de preferência acima de 92%, de preferência acima de 95%, mais preferivelmente acima de 96%.
Conforme usado aqui, a conversão de cefaclor é definida como a quantidade de cefaclor (em moles) produzida por quantidade total de 7-ACCA (em moles) adicionado à mistura de reação.
O rendimento do cefaclor é definido como a quantidade de cefaclor (em moles) recuperada da mistura de reação por quantidade total de 7-ACCA (em moles) adicionada.
Além disso, descobriu-se que, no processo para a síntese de cefaclor de acordo com a invenção, uma quantidade muito baixa de subprodutos foi formada. Quando as concentrações de subprodutos (por exemplo, D-fenil glicina) são baixas na mistura de reação, parece ser possível recuperar cefaclor da mistura de reação em uma forma substancialmente pura. Uma forma substancialmente pura de cefaclor pode ser definida como um produto compreendendo pelo menos 94% (peso/peso), de preferência pelo menos 95% (peso/peso), de preferência pelo menos 96% (peso/peso), de preferência pelo menos 97% (peso/peso) de cefaclor, de preferência pelo menos 98% peso/peso)% de cefaclor, de preferência pelo menos 99% peso/peso)% de cefaclor.
No processo para a síntese de cefaclor de acordo com a cefaclor, 7-ACCA e PGa, de preferência, são adicionados à mistura de reação em uma proporção molar de PGa para 7-ACCA abaixo de 2, de preferência abaixo de 1,8, mais preferivelmente abaixo de 1,5, mais preferivelmente abaixo de 1,2. Descobriu-se que, quando a proporção molar de PGa para 7-ACCA foi mantida abaixo desses valores, poucos subprodutos são formados durante a reação de síntese e muitos poucos problemas de processabilidade são encontrados durante a recuperação de cefaclor.
Conforme usado aqui, a proporção molar de PGa para 7- ACCA é definida como a quantidade total, em moles, de PGa adicionada à mistura de reação dividida pela quantidade total, em moles, de 7-ACCA adicionado à mistura de reação.
No processo para a síntese enzimática de cefaclor de acordo com a invenção, 7-ACCA e/ou PGa é/são adicionado(s) à mistura de reação durante o curso da reação. De preferência, pelo menos parte da quantidade total de 7-ACCA e/ou PGa a ser adicionada à mistura de reação é adicionada de um modo contínuo ou intermitente à mistura de reação no curso da reação de síntese de mais de 10 min, de preferência mais de 20 min, de preferência mais de 30 min, de preferência mais de 60 min, de preferência mais de 90 min e, de preferência, menos de 360 min, de preferência menos de 240 min, de preferência menos de 120 min.
O processo para a síntese de cefaclor de acordo com a invenção é, de preferência, um processo em que PGa é adicionada à mistura de reação durante o curso da reação de síntese. PGa pode ser adicionada à mistura de reação na forma sólida ou em solução.
PGa usada no processo de acordo com a invenção pode ser uma amida, por exemplo, uma amida primária, secundária ou terciária ou um éster de D-fenil glicina. De preferência, PGa é um éster de D-fenil glicina, por exemplo, (C1-4) alquil éster inferior de D-fenil glicina, por exemplo, um metil, etil ou isopropil éster de D-fenil glicina. Preferido é metil éster de D-fenil glicina (PGM) e mais preferido PGM na forma de um sal, por exemplo, um ácido fórmico, ácido metano sulfônico ou sal de HCl de PGM. Um ácido fórmico, ácido metano sulfônico ou sal de HCl de outros ésteres de D-fenil glicina também pode ser usado.
Qualquer enzima pode ser usada que é adequada como um catalisador na reação de 7-ACCA com PGa para preparar cefaclor no processo de acordo com a invenção. Tais enzimas são, por exemplo, as enzimas que são conhecidas sob o termo geral acilase de penicilina ou acilase de penicilina G, também denominada amidase de penicilina G ou acilase de benzilpenicilina (EC 3.5.1.11). Acilase de penicilina G se refere a um grupo de hidrolases de microorganismos, especialmente bactérias, capazes de hidrolisar o grupo 6- acila de penicilinas ou o grupo 7-acila de cefalosporinas. Enzimas acilase de penicilina podem ser classificadas com base em sua especificidade de substrato e com base em sua estrutura molecular, a qual é descrita em várias publicações, veja, por exemplo, WO 03/055998 e WO 98/20120.
Microorganismos a partir dos quais enzimas acilase de penicilina podem ser obtidas são, por exemplo, Acetobacter, em particular Acetobacter pasteurianum, Aeromonas, Alcaligenes, em particular Alcaligenes faecalis, Aphanocladium, Bacillus sp., em particular Bacillus megaterium, Cephalosporium, Escherichia, em particular Escherichia coli, Flavobacterium, Fusarium, em particular Fusarium oxysporum e Fusarium solani, Kluyvera, Mycoplana, Protaminobacter, Proteus, em particular Proteus rettgari, Pseudomonas e Xanthomonas, em particular Xanthomonas citrii.
Em uma modalidade preferida da presente invenção, a enzima no processo para a síntese de cefaclor é uma enzima mutante.
Um mutante de acilase de penicilina ou um mutante de acilase pode ser feito começando a partir de qualquer acilase de penicilina conhecida. Uma acilase com mutação é,
por exemplo, derivada de acilases do tipo silvestre via uma metodologia de DNA recombinante conhecida na técnica, através de substituição de um resíduo de aminoácido por um novo resíduo.
A acilase de penicilina mutante usada no processo de acordo com a invenção pode, por exemplo, ser uma acilase de penicilina tendo uma maior proporção de S/H do que a acilase do tipo silvestre de E. coli.
Conforme definido aqui, a proporção de síntese/hidrólise (S/H) é compreendida como sendo a proporção molar de produto de síntese para produto de hidrólise em um momento em particular durante a reação enzimática. Produto da síntese é compreendido como sendo o antibiótico de β-lactame formado a partir da cadeia lateral ativada e o núcleo de β-lactame. Produto da hidrólise é compreendido como sendo o ácido correspondente da cadeia lateral ativada.
A proporção S/H é uma função da concentração dos reagentes, da proporção molar de cadeia lateral ativada para núcleo de β-lactame, da temperatura, do pH e da enzima. Na situação ideal, um experimento comparativo é realizado onde o candidato em particular é testado contra uma enzima de referência, de preferência acilase de PenG de E. coli, sob as mesmas condições. Uma descrição detalhada de como uma proporção S/H pode ser determinada é fornecida no WO 03/055998.
De preferência, a enzima mutante é uma acilase mutante de penicilina tendo uma substituição de aminoácido na posição 24 da subunidade β correspondendo à subunidade β da acilase de penicilina de E. coli. Em uma modalidade preferida, a L-fenil-alanina na posição 24 da subunidade β correspondendo à subunidade β da acila de penicilina de E. coli foi substituída nessa posição por L-alanina, conforme é descrito no WO 98/20120. Essa mutação pode ser aplicada sobre uma acilase de PenG de E. coli, mas acilases de PenG de outras fontes também podem ser usadas. A numeração da posição dos aminoácidos corresponde à numeração da seqüência de aminoácidos da acilase de Penicilina G do tipo silvestre de E. coli.
Em uma outra modalidade preferida da invenção, a enzima pode ser imobilizada sobre um veículo. Na forma imobilizada, a enzima pode ser prontamente separada e reciclada. Enzimas imobilizadas são conhecidas como tal e estão comercialmente disponíveis, por exemplo, uma acilase de penicilina de E. coli isolada conforme descrito no WO 92/12782 e imobilizada conforme descrito no EP 222 462 e no WO97/04086. O processo para a síntese de cefaclor de acordo com a invenção pode ser realizado em qualquer pH adequado. De preferência, a reação de síntese enzimática é realizada em um pH de entre 6 e 8, de preferência entre 6,5 e 7,7, mais preferivelmente entre 6,8 e 7,2. O pH da mistura de reação pode ser ajustado para o valor de pH correto com qualquer base orgânica ou inorgânica adequada ou qualquer ácido orgânico ou inorgânico adequado. O processo para a síntese de cefaclor de acordo com a invenção pode ser realizado em qualquer temperatura adequada. De preferência, a reação de síntese enzimática é realizada em uma temperatura de entre 5 e 35 °C, de preferência entre 8 e 25 °C, mais preferivelmente entre 18 e 23 °C. A reação de síntese enzimática pode também ser realizada em uma temperatura de entre 8 e 16 °C, de preferência entre 9 e 15 °C, de preferência entre 10 e 14 °C.
A mistura de reação no processo para a síntese enzimática de cefaclor é, em princípio, uma mistura de reação aquosa. A mistura de reação aquosa pode conter um solvente orgânico ou uma mistura de solventes orgânicos, de preferência menos de 30% em vol, mais preferivelmente menos de 20% em vol, mais preferivelmente menos de 10% em vol, mais preferivelmente menos de 5% em vol (com relação ao volume total do líquido). De preferência, o solvente orgânico é um álcool com 1-7 átomos de carbono, por exemplo, um mono-álcool, em particular metanol ou etanol; um diol, em particular etileno glicol, ou um triol, em particular glicerol. De preferência, a mistura de reação aquosa contém pelo menos 90% em vol de água, mais preferivelmente pelo menos 80% em vol de água, mais preferivelmente pelo menos 90% em vol de água, ainda mais preferivelmente pelo menos 95% em vol de água (com relação ao volume total do líquido).
Ao final da reação de síntese enzimática, atemperatura da mistura de reação pode ser diminuída parauma temperatura de abaixo de 5 °C, de preferência abaixo deuma temperatura abaixo de 4 °C e, de preferência, acima de0 °C.
Ao final da reação de síntese enzimática, o cefaclor formado pode ser recuperado da mistura de reação aquosa, por exemplo, através de centrifugação ou filtração.
A presente invenção também se refere a uma mistura aquosa compreendendo cefaclor, ácido 7-amino-3-cloro cefalosporânico (7-ACCA) e D-fenil glicina (PG), em que a mistura aquosa compreende uma quantidade de cefaclor de > 10% (peso/peso), uma quantidade de 7-ACCA de < 2% (peso/peso) e uma quantidade PG de < 2% (peso/peso). Essa mistura aquosa pode, vantajosamente, ser obtida através do processo para a síntese de cefaclor de acordo com a invenção. De preferência, a mistura aquosa compreende uma quantidade de cefaclor de > 12% (peso/peso), mais preferivelmente > 15% (peso/peso); de preferência a quantidade de cefaclor na mistura aquosa é < 50% (peso/peso), mais preferivelmente < 30% (peso/peso). De preferência, a mistura aquosa compreende uma quantidade de 7-ACCA de < 1,5% (peso/peso), mais preferivelmente < 1% (peso/peso), mais preferivelmente < 0,8% (peso/peso), mais preferivelmente < 0,6% (peso/peso), mais preferivelmente < 0,4% (peso/peso). De preferência, a mistura aquosa compreende uma quantidade de PG de < 1,5% (peso/peso), de preferência de < 1,2% (peso/peso), mais preferivelmente de < 1% (peso/peso), mais preferivelmente de < 0,8% (peso/peso). Surpreendentemente, descobriu-se que o cefaclor poderia ser facilmente recuperado da mistura aquosa de acordo com a invenção, em uma forma substancialmente pura, com poucos ou nenhum problema de processabilidade.
A invenção também se refere a um processo para a recuperação do cefaclor da mistura aquosa de acordo com a invenção, por exemplo, através de centrifugação ou filtração. De preferência, cefaclor é recuperado da mistura aquosa através de uma peneira inferior com agitação para cima (veja, por exemplo, NL 1006267), resultando em uma suspensão compreendendo cristais de cefaclor.
A mistura aquosa de acordo com a invenção ou uma suspensão compreendendo cristais de cefaclor pode ser acidificada para um pH de entre 0,5 e 2, resultando em uma solução ácida compreendendo cefaclor dissolvido. Acidificação para um pH de entre 0,5 e 2 pode ser realizada com qualquer ácido inorgânico adequado, tal como ácido clorídrico, ácido nítrico e ácido sulfúrico ou qualquer ácido orgânico adequado, tal como ácido fórmico, ácido acético e ácido cítrico. De preferência, ácido clorídrico é usado para acidificar a mistura aquosa de acordo com a invenção ou a suspensão compreendendo cristais de cefaclor, resultando em uma solução ácida compreendendo cefaclor dissolvido.
A mistura aquosa de acordo com a invenção ou a solução ácida compreendendo cefaclor dissolvido pode ser levada para um pH de entre 4 e 6, pelo que cristais de cefaclor são formados. Bases adequadas para levar a mistura aquosa de acordo com a invenção ou a solução ácida compreendendo cefaclor dissolvido para um pH de entre 4 e 6 são bases inorgânicas, tais como amônia, hidróxido de sódio ou potássio ou bases orgânicas, tais como trietilamina ou guanidina. De preferência, amônia é usada para levar uma solução ácida compreendendo cefaclor dissolvido para um pH de entre 4 e 6. O cefaclor pode ser cristalizado em qualquer forma adequada, tipicamente na forma de hidrato de cefaclor, por exemplo, monohidrato de cefaclor. Os cristais de cefaclor formados levando a solução ácida compreendendo cefaclor dissolvido para um pH de entre 4 e 6 podem ser separados da solução através de qualquer método conhecido na técnica, por exemplo, através de centrifugação ou filtração, resultando em um bolo úmido compreendendo cristais de cefaclor. O bolo úmido compreendendo cristais de cefaclor pode, subseqüentemente, ser lavado e seco através de qualquer método conhecido na técnica.
Surpreendentemente, descobriu-se que cristais de obtidos através do processo para obtenção de cefaclor da mistura aquosa de acordo com a presente invenção resultou em cristais de cefaclor com uma baixa coloração. De preferência, os cristais de cefaclor com baixa coloração são obtidos de uma mistura aquosa obtida através do processo para a síntese enzimática de cefaclor de acordo com a invenção.
No escopo da presente invenção, uma baixa coloração dos cristais de cefaclor pode ser definida como uma baixa absorbância a 400 nm, por exemplo, uma absorbância a 400 nm de abaixo de 0,250,
Conseqüentemente, em uma modalidade, a invenção se refere a cefaclor na forma de cristal tendo uma absorbância a 400 nm (A400) de menos de 0,250, de preferência menos de 0,200, de preferência menos de 0,150, de preferência menos de 0,100, de preferência menos de 0,090, de preferência menos de 0,080, de preferência menos de 0,070, de preferência menos de 0,0,060, de preferência menos de 0,050, através de medição da A400 de uma solução, após 90 s em temperatura ambiente.
Cefaclor pode ser estabilizado pela presença de um agente de formação de complexo. Um agente de formação de complexo pode ser adicionado à mistura de reação durante a reação de síntese ou pode ser adicionado à mistura de reação após a reação de síntese ter sido completa ou à mistura aquosa de acordo com a invenção. Um agente de formação de complexo também pode ser adicionado durante o processo para recuperação de cefaclor. Agentes de formação de complexo adequados podem ser naftalenos, quinolinas, ácidos antraquino-sulfônicos ou parabenos. Exemplos de agentes de formação de complexo são 1-naftol, 2-naftol, 2,6-dihidróxinaftaleno e ácido antraquinon-1,5-di- sulfônico. Os exemplos a seguir ilustram a invenção e essa não deve ser construída como estando limitada aos mesmos.
EXEMPLOS Enzima e Imobilização
A acilase de penicilina, conforme usado aqui, foi um mutante de acilase de PenG de E. coli Phe-B24-Ala, conforme descrito no WO 98/20120. A enzima foi imobilizada conforme descrito no EP 222 462 e WO-A-97/04086, com gelatina e quitosana sendo usadas como agente de gelificação e glutaraldeído como reticulante.
EXEMPLO 1 a) Síntese enzimática de cefaclor
Um reator com peneira inferior de 175 μ m foi enchido com 5,0 g de acilase de PenG Phe-B24-Ala mutante imobilizada. 13,9 g (58,1 mmoles) de 7-ACCA, 0,1 g de sulfito de sódio e 60 g de água foram adicionados a 20 °C e o pH foi ajustado para 7,0 com amônia.
Em um vaso separado, uma solução de PGM foi preparada através de mistura de 12,9 g (63,8 mmoles) de sal de HCl de PGM e 21 g de água a 20 °C.
A solução de PGM foi dosada ao reator em uma taxa constante de t = 0 a t = 117 min. A reação de condensação enzimática começou a t = 0, quando a primeira solução de PGM foi adicionada. O pH foi mantido em 7,0 com amônia. A t = 150 min, as concentrações de cefaclor, 7-ACCA, PGM e PG eram 17,5% (peso/peso), 0,33% (peso/peso), 0,23% (peso/peso) e 0,79% (peso/peso), respectivamente. A t = 150 min, a conversão em cefaclor foi de 97,0% por 7-ACCA adicionado e a proporção S/H era de 9,1.
Subseqüentemente, o pH foi diminuído para 5,3 com uma solução de ácido clorídrico. A temperatura foi diminuída para 2 °C.
b) Recuperação de cefaclor
O reator foi descarregado através de uma peneira inferior com agitação superior. A suspensão resultante de cefaclor foi filtrada através de um filtro de vidro. O licor mãe resultante foi transferido de volta para o reator. Essa seqüência de etapas foi repetida cinco vezes. Dessa forma, > 95% de cefaclor sólido foram separados do biocatalisador sólido.
O bolo úmido de cefaclor e licor mãe foi combinado e a temperatura foi mantida a 2 °C. O pH do bolo úmido de cefaclor e licor mãe combinados foi diminuído para 0,8 com ácido clorídrico e a solução resultante foi filtrada através de um filtro de 0,45 μ m.
Um reator de cristalização foi enchido com 34 g de água e 1,0 g de cefaclor como semente. A solução ácida de cefaclor acima mencionada foi dosada no reator de cristalização em 60 minutos a 35 °C. O pH foi mantido em 5,0 com amônia. Subseqüentemente, a temperatura foi diminuída em etapas: 30 min a 30 °C, 30 min a 25 °C e 60 min a 20 °C. A suspensão foi filtrada através de um filtro de vidro e o bolo úmido foi lavado com um volume de água e dois volumes de acetona. Após secagem, 15,7 g de monohidrato de cefaclor foram obtidos (pureza de 99,4%).
EXEMPLO COMPARATIVO a) Síntese enzimática de cefaclor
Um reator com peneira inferior de 175 μ m foi enchido com 5,0 g de acilase de PenG Phe-B24-Ala mutante imobilizada. 13,9 g (58,1 mmoles) de 7-ACCA, 0,1 g de sulfito de sódio e 81 g de água foram adicionados a 20 °C e o pH foi ajustado para 7,0 com amônia. 12,9 g (63,8 mmoles) de sal de HCl de PGM foram adicionados ao reator, o qual começou a reação de condensação enzimática. O pH foi mantido em 7,0 com amônia.
Uma suspensão semelhante a sorvete, muito viscose foi formada. A t = 150 min, as concentrações de cefaclor, 7-ACCA, PGM e PG eram de 10,5%, 4,71%, 0,11% e 3,96%, respectivamente. A conversão em cefaclor foi de 59% com relação ao 7-ACCA e a proporção S/H era de 1,1.
Subseqüentemente, o pH foi diminuída para 5,3 com solução de ácido clorídrico. A temperatura foi diminuída para 2 °C.
b) Recuperação de cefaclor
Uma tentativa foi feita para descarregar o reator através da peneira inferior com agitação para cima. Contudo, não foi possível separar a suspensão de cefaclor do biocatalisador imobilizado, em virtude da viscosidade muito alta.
EXEMPLO 2 a) Síntese enzimática de cefaclor
Um reator com peneira inferior de 175 μ m foi enchido com 10,0 g de PenG Phe-B24-Ala mutante imobilizada. 13,9 g (58,1 mmoles) de 7-ACCA e 52,5 g de água foram adicionados a 10 °C e o pH foi ajustado para 7,0 com amônia.
Em um vaso separado, solução de PGM foi preparada através de mistura de 16,7 g (63,7 mmoles) de sal de ácido metano sulfônico PGM (MSA) e 20 g de água a 10 °C. A solução de PGM foi dosada no reator em uma taxa constante de t = 0 a t = 90 min. A reação de condensação enzimática começou a t = 0, quando a primeira solução de PGM foi dosada. O pH foi mantido a 7,0 com amônia. A temperatura foi mantida a 12 °C. De = 120 a t = 180 min, a temperatura foi linearmente diminuída de 12 para 2 °C. A t = 190 min, as concentrações de cefaclor, 7-ACCA, PGM e PG eram 18,1% (peso/peso), 0,20% (peso/peso), 0,04% (peso/peso) e 0,64% (peso/peso), respectivamente. A t = 190 min, a conversão de cefaclor produzida foi de 98,0% por 7-ACCA adicionado e a proporção S/H era de 12. Subseqüentemente, o pH foi diminuído para 5,0 com uma solução de ácido clorídrico.
b) Recuperação de cefaclor
O reator foi descarregado através de uma peneira inferior com agitação para cima. A suspensão resultante de cefaclor foi filtrada através de um filtro de vidro. O licor mãe resultante foi transferido de volta para o reator. Essa seqüência de etapas foi repetida cinco vezes. Subseqüentemente, a enzima foi lavada com 2 x 10 ml de água. Dessa forma, >95% de cefaclor foram separados do biocatalisador sólido.
O bolo úmido de cefaclor, licor mãe e água de lavagem foram combinados e a temperatura foi mantida a 2 °C. O pH do bolo úmido de cefaclor e licor mãe combinados foi diminuído para 0,5 com ácido clorídrico e a solução resultante foi filtrada através de um filtro de 0,45 μ m.
Um reator de cristalização foi enchido com 10 g de água. A solução ácida de cefaclor acima mencionada foi dosada no reator de cristalização em 30 minutos 25 °C. O pH foi mantido em 5,0 com amônia. Subseqüentemente, a suspensão foi agitada a 10 °C durante mais 30 min. A suspensão foi filtrada através de um filtro de vidro e o bolo úmido foi lavado com 2 x 15 ml de água e 2 x 15 ml de acetona. Após secagem, 18,3 g de monohidrato de cefaclor foram obtidos (pureza de 99,6%).
EXEMPLO 3 Coloração do cefaclor
A coloração do monohidrato de cefaclor obtido no Exemplo 2 foi determinada através de medição da absorbância a 400 nm. 0,5 g de monohidrato de cefaclor foram dissolvidos em 10 ml de solução de HCl a 1N. A absorbância foi determinada a 400 nm (= A400) sobre um espectrofotômetro Perkin Elmer 550 S em temperatura ambiente, contra solução de HCl a 1N como uma solução de referência. A A400 foi determinada após 90 s. A absorbância do monohidrato de cefaclor medida diretamente após isolamento e secagem, conforme descrito no
Exemplo 2, era de 0,036. Após 4 semanas de armazenamento dos cristais de monohidrato de cefaclor do Exemplo 2 em temperatura ambiente e umidade relativa de 70%, a absorbância do monohidrato de cefaclor era de 0,043.

Claims (9)

1. Processo para a síntese de cefaclor compreendendo reação de ácido 7-amino-3-cloro cefalosporânico (7-ACCA) com D-fenil glicina na forma ativada (PGa) na presença de uma enzima em uma mistura de reação para formar cefaclor, caracterizadopelo fato da PGa ser adicionada à mistura de reação durante o curso da reação de modo contínuo ou intermitente por um período de pelo menos 10 minutos; em que a proporção molar de PGa para 7-ACCA está abaixo de 2; em que a reação de síntese é realizada em um pH entre 6 e 8; e em que a reação de síntese é realizada em uma temperatura entre 5 e 35 °C.
2. Processo, de acordo com a reivindicação 1, caracterizadopelo fato de PGa ser um éster de D-fenil glicina.
3. Processo, de acordo com a reivindicação 1 ou 2, caracterizadopelo fato da enzima ser uma enzima mutante.
4. Processo, de acordo com a reivindicação 3, caracterizadopelo fato da enzima mutante ser uma acilase de penicilina mutante tendo uma substituição de aminoácido na posição 24 da subunidade β correspondendo à subunidade β da acilase de penicilina de E. coli.
5. Processo para obtenção de cefaclor caracterizado pelo fato do processo compreender recuperação de cefaclor sintetizado como definido nas reivindicações 1 a 4 de uma mistura aquosa compreendendo uma quantidade de cefaclor de > 10% (peso/peso), uma quantidade de ácido 7-amino-3-cloro cefalosporânico de < 2% (peso/peso) e uma quantidade de D- fenilglicina de < 2% (peso/peso).
6. Processo, de acordo com a reivindicação 5, caracterizadopelo fato do processo compreender levar a mistura aquosa para um pH de entre 4 a 6.
7. Processo, de acordo com a reivindicação 5, caracterizadopelo fato do processo compreender recuperação de cefaclor através de uma peneira inferior com agitação para cima resultando em uma suspensão compreendendo cristais de cefaclor.
8. Processo para obtenção de cefaclor caracterizado pelo fato do processo compreender acidificação da mistura aquosa definida na reivindicação 5 ou da suspensão compreendendo cristais de cefaclor definida na reivindicação 7, para um pH de entre 0,5 e 2, resultando em uma solução ácida compreendendo cefaclor dissolvido.
9. Processo, de acordo com a reivindicação 8, caracterizadopelo fato da solução ácida compreender ainda cefaclor dissolvido sendo levada para um pH entre 4 e 6 com uma base adequada, pela qual cristais de cefaclor são formados.
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