BRPI0610032A2 - uso de uma proteìna l1 do papilomavìrus humano ou fragmento imunogêico da mesma de um primeiro tipo de hpv, programa de vacinação para proteção contra a infecção e/ou doença por hiv, método para prevenção da infecção e/ou doença por hpv, composição de vacina, e, kit - Google Patents

uso de uma proteìna l1 do papilomavìrus humano ou fragmento imunogêico da mesma de um primeiro tipo de hpv, programa de vacinação para proteção contra a infecção e/ou doença por hiv, método para prevenção da infecção e/ou doença por hpv, composição de vacina, e, kit Download PDF

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Brigitte Desiree Alberte Colau
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Glaxosmithkline Biolog Sa
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USO DE UMA PROTEìNA L1 DO PAPILOMAVìRUS HUMANO OU FRAGMENTO IMUNOGêNICO DA MESMA DE UM PRIMEIRO TIPO DE HPV, PROGRAMA DE VACINAçãO PARA A PROTEçãO CONTRA A INFECçãO E/OU DOENçA POR HPV, MéTODO PARA A PREVENçãO DA INFECçãO E/OU DOENçA POR HPV, COMPOSIçãO DE VACINA, E, KIT. Um método para a prevenção da infecção e/ou doença por HPV, o método compreendendo a liberação de uma primeira vacina de HPV que compreendem uma proteína L1 ou fragmento imunogênico da mesma a partir de pelo menos HPV 16 e HPV 18 e uma segunda vacina de HIPV que não compreenda os componentes de L1 de HIPV 16 e HIPV 18 da primeira vacina e que a segunda vacina compreenda uma proteína L1 ou fragmento imunogénico da mesma de pelo menos um outro tipo de HPV oncogênico, em que a primeira e segunda vacinas podem ser liberadas em qualquer ordem e a liberação é separada por um intervalo de tempo adequado.

Description

"USO DE UMA PROTEÍNA Ll DO PAPILOMAVÍRUS HUMANO OU FRAGMENTO IMUNOGÊNICO DA MESMA DE UM PRIMEIRO TIPO DE HPV5 PROGRAMA DE VACINAÇÃO PARA A PROTEÇÃO CONTRA A INFECÇÃO E/OU DOENÇA POR HPV, MÉTODO PARA A PREVENÇÃO DA INFECÇÃO E/OU DOENÇA POR HPV, COMPOSIÇÃO DE VACINA, E, KIT"
A presente invenção diz respeito à vacina de papilomavírus humano (HPV).
Fundamento da invenção
Papilomavírus são vírus tumorais pequenos de DNA, que são altamente específicos de espécies. Até agora, mais de 100 genótipos de papilomavírus humano (HPV) individuais foram descritos. Os HPVs no geral são específicos para superfícies da pele (por exemplo HPV-I e -2) ou mucósicas (por exemplo HPV-6 e -11) e usualmente causam tumores benignos (verrugas) que persistem por vários meses ou anos. Tais tumores benignos podem ser aflitivos para os indivíduos envolvidos mas tendem a não ser perigosos para a vida, com umas poucas exceções.
Alguns HPVs também são associados com cânceres, conhecidos como tipos de HPV oncogênicos. A associação positiva mais forte entre um HPV e câncer humano é aquela que existe entre HPV-16 e HPV-18 e o carcinoma cervical. O câncer cervical é a malignidade mais comum em países em desenvolvimento, com cerca de 500.000 novos casos ocorrendo no mundo a cada ano.
Outros tipos de HPV que podem causar câncer são os tipos 31, 33, 35, 39, 45, 51, 52, 56, 58, 59, 66 e 68. Os tipos 16 e 18 são aqueles que têm a associação mais alta com câncer cervical. Os tipos 31 e 45 são os tipos com a associação mais alta contígua com um risco de câncer (Munoz N, Bosch FX, de Sanjose S et ai. International Agency for Research on Câncer Multicenter Cervical Câncer Study Group. N Engl J Med 2003; 348: 518-27.) As partículas equivalentes a vírus HPV (VLPs) foram sugeridas como vacinas potenciais para o tratamento de HPV. Os estudos com animal mostraram que as VLPs não produzem nenhuma proteção cruzada contra a infecção por outros tipos de HPV - ver, por exemplo Suzich, J. A., et al, Proc Natl Acad Sei, 92: 11553-11557, 1995 e Breitburd, Seminars in Câncer Biology, vol 9, 1999, pp 431 - 445.
W02004/056389 divulga que uma vacina de VLP de HPV 16, 18 pode fornecer proteção cruzada contra a infecção por outros tipos de HPV que não 16 e 18. A proteção estatisticamente significante foi observada contra certos grupos de tipos de HPV.
Há ainda uma necessidade de uma vacina que protege contra tipos múltiplos de HPV.
Relatório da invenção
A presente invenção diz respeito a um programa de vacinação para proteção contra infecção e/ou doença de HPV, o programa compreendendo a liberação de uma primeira vacina de HPV que compreende uma proteína L1 ou fragmento imunogênico desta, pelo menos de HPV 16 e HPV 18 e uma segunda vacina de HPV que não compreende os componentes de L1 de HPV 16 e HPV 18 da primeira vacina e que a segunda vacina compreende uma proteína L1 ou fragmento imunogênico desta pelo menos de um outro tipo de HPV oncogênico, em que a primeira e a segunda vacinas podem ser liberadas em qualquer ordem e a liberação é separada por um intervalo adequado.
A presente invenção diz respeito ainda a um programa de vacinação para a proteção contra a infecção ou doença HPV, o programa que compreende a liberação de uma primeira vacina de HPV que compreende uma proteína L1 ou fragmento imunogênico desta a partir de pelo menos HPV 16 e HPV 18 e depois de um intervalo adequado, uma segunda vacina de HPV que não compreende componentes de L1 de HPV 16 e HPV 18 da primeira vacina e que a segunda vacina compreende uma proteína L1 ou fragmento imunogênico desta, de, pelo menos um, outro tipo de HPV oncogênico.
A invenção diz respeito ainda a um método para a prevenção da infecção e/ou doença de HPV, o método que compreende a liberação de uma primeira vacina de HPV que compreende uma proteína Ll ou fragmento imunogênico desta a partir de pelo menos HPV 16 e HPV 18 e uma segunda vacina de HPV que não compreende componentes de Ll de HPV 16 e HPV 18 da primeira vacina e que, a segunda vacina compreende uma proteína Ll ou fragmento imunogênico desta de pelo menos um outro tipo de HPV oncogênico, em que a primeira e a segunda vacinas podem ser liberadas em qualquer ordem e a liberação é separada por um intervalo de tempo adequado.
A invenção também diz respeito a um método para a prevenção da infecção e/ou doença de HPV, o método compreendendo a liberação de uma primeira vacina de HPV que compreende uma proteína Ll ou fragmento imunogênico desta a partir de pelo menos HPV 16 e HPV 18 e depois um intervalo adequado de uma segunda vacina de HPV que não compreende componentes de Ll de HPV 16 e HPV 18 da primeira vacina e que, a segunda vacina compreende uma proteína Ll ou fragmento imunogênico desta, de pelo menos um outro tipo de HPV oncogênico.
A invenção também diz respeito a composições de vacina da invenção por si.
A invenção também diz respeito a kits que compreendem a primeira e a segunda composições de vacina da invenção.
Em um aspecto a invenção diz respeito ao uso de uma proteína
L1 de HPV ou fragmento imunogênico desta de um primeiro tipo de HPV na preparação de um medicamento para reforçar a resposta imune gerada por uma proteína Ll de HPV ou fragmento imunogênico desta a partir de um segundo tipo de HPV diferente. Em um aspecto, a proteína Ll ou fragmento da mesma do segundo tipo de HPV está na forma de uma partícula equivalente a vírus e é usada para reforçar a resposta gerada pela proteína Ll ou fragmento da mesma a partir do primeiro tipo de HPV também na forma de uma partícula equivalente a vírus.
A invenção também diz respeito ao uso de HPV LI, preferivelmente na forma de VLPs, de cepas de HPV que não são HPV 16, no reforço da resposta ao HPV 16.
A invenção também diz respeito ao uso de LI, preferivelmente na forma de VLPs, de cepas de HPV que não são HPV 18, no reforço da resposta ao HPV 18.
Em um aspecto, as cepas para reforçar a resposta imune são aquelas para as quais algum nível de proteção cruzada é observado no Exemplo 1, tal como HPV 31, HPV 45 e HPV 52.
Figuras
As Figuras 1 e 5 ilustram os anticorpos gerados ao HPV 16 com início e regimes de reforço diferentes.
As Figuras 2 e 6 ilustram os anticorpos gerados ao HPV 18 com início e regimes de reforço diferentes.
As Figuras 3 e 7 ilustram os anticorpos gerados ao HPV 31 com início e regimes de reforço diferentes.
As Figuras 4 e 8 ilustram os anticorpos gerados ao HPV 45 com início e regimes de reforço diferentes.
A Figura 9 ilustra um resumo das respostas de anticorpo nas Figuras 1 a 8.
As Figuras 10 e 14 ilustram a % de células T específicas de L1 de HPV16 na população CD4+ com início e regimes de reforço diferentes.
As Figuras 11 e 15 ilustram a % de células T específicas de L1 de HPV18 na população CD4+ com início e regimes de reforço diferentes.
As Figuras 12 e 16 ilustram a % de células T específicas de L1 de HPV31 na população CD4+ com início e regimes de reforço diferentes.
As Figuras 13 e 17 ilustram a % de células T específicas de Ll de HPV45 na população CD4+ com início e regimes de reforço diferentes.
A Figura 18 ilustra um resumo dos dados de CMI nas Figuras 10-13.
Descrição Detalhada
A existência geral de proteção cruzada produzida pelo HPV 16 e HPV 18 tanto contra infecção incidente quanto persistente, como avaliado em relação a certos grupos de tipos de HPV, foi divulgada no W02004/056389.
Surpreendentemente descobrimos que a proteção cruzada contra certos tipos de HPV (não HPV 16, HPV 18) (como avaliado pela eficácia de uma vacina de HPV 16 e HPV 18 contra esses tipos), é mais alto do que contra certos outros tipos de HPV (não HPV 16, HPV 18). A proteção cruzada pode ser considerada como a proteção produzida por uma vacina contendo um tipo de HPV contra a infecção (incidente ou persistente) e/ou doença causada por um tipo de HPV diferente. A proteção cruzada pode ser avaliada considerando-se a eficácia da vacina (V.E.), em que a V.E. é a % de melhora na proteção contra a infecção ou doença pela vacina comparada a um grupo placebo por um dado tipo.
A infecção pode ser infecção incidente ou persistente. A doença pode ser citologia anormal, ASCUS, CINl, CIN2, CIN3 ou câncer cervical relacionado à infecção de HPV. A infecção pode ser avaliada por PCR, por exemplo. A doença pode ser avaliada pelo exame histológico ou análise de biomarcadores tal como ρ 16.
Algum nível de proteção cruzada é considerado presente quando a proteção cruzada é estatística e significantemente mais alta do que aquela dada por um placebo. Apropriadamente, o nível de proteção cruzada é maior do que 0 % e até 20 %, até 40 %, até 60 %, até 70 %, até 80 % ou maior do que 80 %, como medido pela eficácia da vacina de uma vacina de HPV contra infecção ou doença causada por um tipo de HPV não presente na vacina, quando comparada a um placebo.
Uma tal descoberta tem implicações potenciais para o projeto da vacina e o projeto de programas de vacinação.
Por exemplo, os tipos para os quais a proteção cruzada é observada podem ser usados como um início ou reforço recíproco, depois um intervalo adequado, bem como fornecer proteção homóloga e pode permitir o número de vacinações para qualquer dado tipo de HPV a ser reduzido.
A presente invenção diz respeito a um programa de vacinação para a proteção contra infecção ou doença HPV, o programa que compreende a liberação de uma primeira vacina de HPV que compreende uma proteína Ll ou fragmento imunogênico desta a partir de pelo menos HPV 16 e HPV 18 e uma segunda vacina de HPV que não compreende componentes de Ll de HPV 16 e HPV 18 da primeira vacina e que a segunda vacina compreende uma proteína Ll ou fragmento imunogênico desta de pelo menos um outro tipo de HPV oncogênico, em que a primeira e segunda vacinas podem ser liberadas em qualquer ordem e a liberação é separada por um intervalo adequado.
Um intervalo adequado pode ser de 7 dias, 2 semanas, 4 semanas, 6 semanas, 8 semanas, 3 meses, 4, meses, 5 meses, 6 meses, 1 ano. Os programas de vacinação então podem ser de 0, 1 mês ou 0, 2 meses ou 0, 4 meses ou 0, 6 meses, por exemplo. No geral, um intervalo adequado é um em que o efeito de reforço da segunda vacina liberada pode ser observada, por exemplo pela medição de títulos de anticorpo ou imunidade mediada por célula. No geral, um intervalo adequado é um no qual a resposta imune primária foi provocada pela liberação de uma vacina, como medido pelos títulos de anticorpo de soro, por exemplo, antes a liberação de uma segunda vacina. Em um aspecto, um intervalo adequado é logo depois do pico da resposta primária, tipicamente a resposta de anticorpo. Em um aspecto este intervalo é de 2 a 26 semanas depois da vacinação inicial, apropriadamente de 2 a 22 semanas, de 2 a 18 semanas, de 2 a 14 semanas, de 2 a 12 semanas, de 2 a 10 semanas, de 2 a 8 semanas, de 2 a 6 semanas e em um aspecto 1 mês depois da vacinação inicial.
Os tipos de HPV oncogênicos incluem HPV 31, 33, 35, 39, 45, 51,52, 56, 58, 59, 66 e 68.
Apropriadamente, a proteção cruzada é observada entre pelo menos um componente da primeira vacina e um componente da segunda vacina. Como tal, a primeira vacina apropriadamente, compreende uma proteína Ll ou fragmento imunogênico desta do HPV 16 e HPV 18 e a segunda vacina apropriadamente compreende uma proteína Ll ou fragmento imunogênico desta do HPV 31 ou HPV 45 ou HPV 52.
Em um aspecto uma primeira vacina compreende Ll proteína ou fragmento imunogênico desta do HPV 16 e HPV 18. Em um aspecto adicional a primeira vacina inclui proteína Ll ou fragmento imunogênico desta dos tipos de HPV adicionais, tais como um ou mais dos tipos de HPV 31, 33, 35, 39, 45, 51, 52, 56, 58, 59, 66, 68. Em um aspecto o tipo de HPV é o HPV 33.
Em um outro aspecto, a segunda vacina exclui pelo menos os antígenos de HPV 16 e 18 da primeira vacina e compreende uma proteína Ll ou fragmento imunogênico desta de um tipo de HPV que mostrou ter uma interação protetora cruzada com HPV 16 e/ou HPV 18 aqui, apropriadamente HPV 31 e/ou 45 e/ou 52. A segunda vacina pode incluir tipos adicionais, tais como, um ou mais de HPV 31, 33, 35, 39, 45, 51, 52, 56, 58, 59, 66, 68.
Em um aspecto a segunda vacina compreende proteína Ll ou fragmento imunogênico desta do HPV 31 e/ou HPV 45. Em um aspecto adicional a segunda vacina inclui a proteína Ll ou fragmento imunogênico desta do tipo 52. Em um aspecto adicional, a segunda vacina inclui proteína L1 ou fragmento imunogênico desta, do tipo 58.
Desse modo, a invenção diz respeito a uma composição de vacina que compreende uma proteína Ll ou fragmento imunogênico desta, do HPV 31 mas excluindo uma proteína Ll ou fragmento imunogênico desta, de pelo menos HPV 16 e HPV 18.
A invenção também diz respeito a uma composição de vacina que compreende uma proteína Ll ou fragmento imunogênico desta do HPV 45 mas excluindo uma proteína Ll ou fragmento imunogênico desta a partir de pelo menos HPV 16 e HPV 18.
A invenção também diz respeito a uma composição de vacina que compreende uma proteína Ll ou fragmento imunogênico desta do HPV 52 mas excluindo uma proteína L1 ou fragmento imunogênico desta a partir de pelo menos HPV 16 e HPV 18.
Em um outro aspecto a segunda vacina exclui todos os antígenos que contém Ll de HPV da primeira vacina. Apropriadamente a primeira e a segunda vacinas compartilham proteínas Ll não idênticas ou fragmentos de proteína completa idêntica. Para se evitar a dúvida, pode haver regiões dentro das proteínas Ll ou fragmentos Ll usadas na primeira e segunda vacina que são similares ou idênticas. Entretanto o uso de antígenos idênticos, o antígeno sendo Ll total ou um fragmento deste, tanto na primeira quanto na segunda vacina não é preferido neste aspecto.
Em um aspecto, a primeira e a segunda vacinas não compartilham uma proteína Ll de HPV ou fragmento imunogênico desta do mesmo tipo de HPV.
Em um aspecto, os componentes da primeira vacina contêm espécies de HPV que não são filogenética e rigorosamente relacionados, tal como HPV 16 e HPV 18.
Em um aspecto os componentes da segunda vacina contêm espécies de HPV que não são filogenética e rigorosamente relacionados, tal como HPV 31 e HPV 45.
Os tipos não filogenética e rigorosamente relacionados são de grupos de espécies diferentes como avaliado por de Villiers et al. Virology. Junho de 2004, 20;324(1): 17-27.
Apropriadamente os componentes de HPV 16 e/ou HPV 18 no primeiro componente de vacina protegem contra infecção e/ou doença de HPV causada por pelo menos um tipo de HPV na segunda vacina.
Apropriadamente a primeira e segunda vacinas da invenção compreendem VLPs Ll de HPV a partir dos seguintes tipos de HPV:
primeira vacina uma combinação de HPV 16, HPV 18 e HPV 33. A primeira vacina pode conter adicionalmente HPV 58.
segunda vacina uma combinação de HPV 31, HPV 45 e opcionalmente HPV 52 e /ou HPV 58.
Apropriadamente, a segunda vacina liberada reforça a resposta imune contra pelo menos um componente na primeira vacina liberada. O reforço pode ser apropriadamente medido, por exemplo, pelos títulos de anticorpo, usando métodos padrão na técnica, tais como, ELISA.
Em um aspecto, uma proteína Ll de HPV ou fragmento imunogênico desta é usada para reforçar anticorpos reativos cruzados anteriormente elevados a um tipo de HPV diferente.
Em um aspecto, a invenção diz respeito ao uso de proteína Ll ou fragmento imunogênico desta a partir de um tipo de HPV no reforço da resposta imune contra um segundo tipo de HPV diferente.
Em um aspecto, a invenção diz respeito ao uso de proteína Ll ou fragmento imunogênico desta a partir de um tipo de HPV no reforço da resposta imune contra um tipo de HPV homólogo.
Em um aspecto, a invenção diz respeito ao uso de proteína Ll ou fragmento imunogênico desta a partir de um tipo de HPV no reforço da resposta imune contra um segundo tipo de HPV diferente, em que o segundo tipo está filogeneticamente relacionado com o primeiro tipo. As relações fílogenéticas entre os tipos de HPV são bem conhecidas na técnica (ver, por exemplo, de Villers et ai. Virology. 2004 Jun 20;324(1): 17-27). Nesta publicação, os papilomavírus podem ser vistos incluídos nas espécies distintas que são filogeneticamente relacionadas. Por exemplo, na espécie 16 são encontrados tipos 16, 31, 33. Na espécie 7 são encontrados os tipos 18 e 45.
Em um outro aspecto, a invenção diz respeito ao uso de HPV 31 proteína L1 ou fragmento imunogênico desta na preparação de um medicamento para reforçar uma resposta imune a (gerada por) uma vacina de HPV 16 que compreende uma proteína L1 ou fragmento da mesma.
Em um outro aspecto, a invenção diz respeito ao uso de proteína L1 de HPV 52 ou fragmento imunogênico desta na preparação de um medicamento para reforçar uma resposta imune a uma vacina do HPV 16 que compreende uma proteína L1 ou fragmento da mesma.
Em um outro aspecto, a invenção diz respeito ao uso de proteína L1 do HPV 45 ou fragmento imunogênico desta, na preparação de um medicamento para reforçar uma resposta imune a uma vacina do HPV 18 que compreende uma proteína L1 ou fragmento da mesma.
Em um outro aspecto, a invenção diz respeito ao uso de proteína L1 de HPV 18 ou fragmento imunogênico desta na preparação de um medicamento para reforçar uma resposta imune a uma vacina de HPV 45 que compreende uma proteína L1 ou fragmento da mesma.
Em um outro aspecto, a invenção diz respeito ao uso de proteína L1 de HPV 16 ou fragmento imunogênico desta na preparação de um medicamento para reforçar uma resposta imune a uma vacina de HPV 31 que compreende uma proteína L1 ou fragmento da mesma.
Em um outro aspecto, a invenção diz respeito ao uso da proteína L1 do HPV 16 ou fragmento imunogênico desta na preparação de um medicamento para reforçar uma resposta imune a uma vacina de HPV 52 que compreende uma proteína Ll ou fragmento da mesma.
O presente diz respeito em um aspecto a um programa de vacinação para a proteção contra a infecção ou doença HPV, o programa que compreende a liberação de uma primeira vacina de HPV que compreende uma proteína Ll ou fragmento imunogênico desta a partir de pelo menos HPV 16 e HPV 18 e depois de um intervalo adequado uma segunda vacina de HPV que não compreende componentes de Ll de HPV 16 e HPV 18 da primeira vacina e que a segunda vacina compreende uma proteína Ll ou fragmento imunogênico desta de pelo menos um outro tipo de HPV oncogênico. Neste aspecto da invenção, os componentes da primeira e segunda vacinas como definidos acima podem ser liberados em ordem reversa. Por meio de exemplo, o primeiro HPV a ser liberado pode compreender antígenos de HPV 31 e HPV 45, enquanto a segunda vacina a ser liberada compreende antígenos de HPV 16 e HPV 18.
As vacinas da invenção podem compreender adicionalmente, dentro dos limites da invenção, antígenos a partir de outros tipos de HPV, tais como, outros tipos antigênicos oncogênicos (por exemplo HPV 31, 33, 35, 39, 45, 51, 52, 56, 58, 59, 66, 68.), tipos de pele (por exemplo tipos 5, 8) e tipos de verrugas genitais (6, 11).
Apropriadamente, cada vacina é capaz de proteção contra a infecção persistente para os tipos de HPV presente na vacina.
Apropriadamente, cada vacina é capaz de proteção contra a infecção incidente para tipos de HPV presentes na vacina.
A infecção cervical incidente e persistente são definidas no
Exemplo 1.
Apropriadamente, cada vacina é capaz de proteção contra anormalidades citológicas relacionadas à infecção de HPV (por exemplo ASCUS, CIN 1, CIN2, CIN3, câncer cervical), apropriadamente causadas por tipos não presentes na vacina, tais como, HPV 31, 45 ou 52.
As proteínas Ll ou fragmentos de proteína dos tipos de HPV adicionais podem ser incluídos na vacina da invenção, tal como, de tipos de pele (em particular HPV 5 e 8) e tipos associados com verrugas genitais, tais como, HPV 6 e 11. Os tipos 6 e 11 não são considerados tipos oncogênicos aqui.
Em um aspecto a vacina pode compreender componentes de proteína Ll de HPV, preferivelmente como partículas equivalentes a vírus, em quantidades diferentes. Em um aspecto, as VLPs de HPV 16 e HPV 18 podem ser fornecidas em uma dose maior do que dos outros tipos oncogênicos, tais como, HPV 33 ou 58. Em um aspecto, VLPs apenas de Ll de HPV 16 e HPV 18 são fornecidas a 20 μg por dose para uso humano. Outras VLPs de HPV podem ser usada em uma dose menor, tal como 15 ou 10 μg por dose para uso humano.
Em um aspecto da invenção, a vacina pode incluir um antígeno precoce de HPV, por exemplo um antígeno selecionado da lista que consiste de HPV El, E2, E3, E4, E5, E6, E7 ou E8. Em um aspecto alternativo a vacina pode necessitar de um antígeno precoce de HPV, por exemplo um antígeno selecionado da lista que consiste de HPV El, E2, E3, E4, E5, E6, E7 ou E8.
Em um aspecto, um componente de vacina da invenção é trivalente (contém um Ll de HPV ou fragmento da mesma de 3 tipos diferentes de HPV oncogênicos). Em um aspecto adicional a vacina é tetravalente. Em um aspecto adicional a vacina é pentavalente. Em um aspecto adicional a vacina é hexavalente. Em um aspecto adicional a vacina é heptavalente. Em um aspecto adicional a vacina é octavalente. As valências de ordem superior também são contempladas aqui. Em aspectos adicionais a vacina é pelo menos tetravalente ou pelo menos pentavalente ou pelo menos hexavalente ou pelo menos heptavalente ou pelo menos octavalente em relação aos tipos de HPV oncogênicos. Em um aspecto adicional as vacinas combinadas da invenção compreendem entre elas proteína L1 ou fragmentos imunogênicos destas de 4, 5, 6, 7, 8, 9 ou 10 tipos diferentes de HPV.
Preferivelmente, a combinação de componentes de HPV dentro da vacina não une significantemente a imunogenicidade de qualquer componente de HPV. Em particular é preferido que não haja nenhuma interferência biologicamente relevante entre antígenos de HPV na combinação da invenção, tal que a vacina combinada da invenção seja capaz de oferecer proteção eficaz contra a infecção a cada genótipo de HPV representado na vacina. Apropriadamente, a resposta imune contra um dado tipo de HPV na combinação é pelo menos 50 % da resposta imune daquele mesmo tipo de HPV quando medido individualmente, preferivelmente 100 % ou substancialmente 100 %. Para respostas ao HPV 16 e HPV 18, a vacina combinada da invenção preferivelmente estimula uma resposta imune que é pelo menos 50 % daquela fornecida por uma vacina de HPV 16 / HPV 18 combinada. Apropriadamente a resposta imune gerada pela vacina da invenção está em um nível no qual o efeito protetor de cada tipo de HPV ainda é visto. A resposta imune apropriadamente pode ser medida, por exemplo, pelas respostas de anticorpo, nos experimentos pré-clínicos ou humanos. A medição de respostas de anticorpo é bem conhecida na técnica e divulgada (por exemplo) no W003/077942.
Onde a vacina ou composição da invenção compreendem um fragmento imunogênico de L1, então os fragmentos imunogênicos adequados de HPV L1 incluem truncagens, anulações, substituição ou mutantes de inserção de L1 Tais fragmentos imunogênicos são apropriadamente capazes de criar uma resposta imune (se necessário, quando auxiliado), a dita resposta imune sendo capaz de reconhecer uma proteína L1 tal como uma partícula equivalente a vírus, do tipo de HPV da qual a proteína L1 foi derivada.
Em um aspecto, um fragmento imunogênico adequado de HPV 16 é capaz de proteção cruzada contra pelo menos um de HPV 31 e HPV 52 e em um aspecto da invenção, capaz de proteção cruzada contra ambos.
Em um outro aspecto, um fragmento imunogênico adequado de HPV 18 é capaz de proteção cruzada contra HPV 45.
A proteção cruzada obtenível por fragmentos imunogênicos de HPV 16 e/ou HPV 18 pode ser avaliada por experiências em seres humanos, por exemplo, como resumido no Exemplo 1.
Similarmente, vacinas diferentes de acordo com a presente invenção podem ser testadas usando-se técnicas padrão, por exemplo, como no Exemplo 1 ou em modelos pré-clínicos padrão, para confirmar que a vacina é imunogênica.
Os fragmentos imunogênicos adequados L1 incluem proteínas Ll truncadas. Em um aspecto, a truncagem remove um sinal de localização nuclear. Em um outro aspecto a truncagem é uma truncagem de terminal C. Em um aspecto adicional, a truncagem de terminal C remove menos do que 50 aminoácidos, tal como, menos do que 40 aminoácidos. Onde o Ll é do HPV 16 então em um outro aspecto a truncagem de terminal C remove 34 aminoácidos do Ll de HPV 16. Onde o Ll é do HPV 18 então em um aspecto adicional a truncagem de terminal C remove 35 aminoácidos do Ll de HPV 18.
Em um aspecto a seqüência HPV 16 é a seguinte seqüência:
(SEQID NO: 1)
MSLWLPSEAWYLPPVPVSKVVSnEBEYVARTNIYYHÁGTSRLLAVGHPYFPIKKPNNNfCl 60
LVPKVSGLQYRVFRIHLPDPNKFGFPDTSFYNPDTQRLVWACVGVEVGRGQPLGVCISGH 120
PLLNKLDDTENASAYAANAGVDNRECISMDYKQlXJLCLIGCKPPiGEHWGKGSPCnvlVAV 180
NPGDCPPLELINTVIQDGDMVDTGFGAMDFTTLQANKSEVPLDICTSICKYPD YIKMVSE 240
PYGDSLFFYLRRHQMFVRHLFNRAGAVGEKVPDDLYIKGSGSTANLASSNYFPTPSGSMV 300
TSDAQIFNKPYWLQRAQGHWGICWGNQLFVIVVDTTRSTNMSLCAAISTSETTYKNTNF 360
KEYLRHGEEYDLQFtFQLCKmTADVMTYCHSMNSTILEDWNFGLQPPPGGTLEDTYRF 420
VTSQAIACQKHTPPAPKEDPLKKYTFWEVNLICEKFSADLDQFPLGRKFLLQ 471
Em um outro aspecto, a invenção diz respeito a partículas equivalentes a vírus que consiste apenas de Ll de HPV 16 tendo a seqüência amino acima e às composições contendo tais VLPs.
A seqüência HPV 16 também pode ser aquela divulgada no W09405792 ou US6649167, por exemplo, apropriadamente truncado. Os trancados adequados são trancados a uma posição equivalente àquela mostrada acima, como avaliada pela comparação de seqüência.
Em um aspecto a seqüência de HPV 18 é a seguinte seqüência: (SEQ ID NO: 2)
MALWRPSDNTVYLPPPSVARVWTDDYVmTSIFYHAGSSRLLTVGNPYFRVPAGGGNKQ 60
DIPKVSAYQYRVFRVQLPDPNKFGLPDNSIYNPETQRLVWACVGVEIGRGQPLGVGLSGH 120
PFYNKLDDTESSHAATSNVSEDVRDNVSVDYKQTQLCíLGCAPAJGEHWAKGTACKSRPL ISO
SQGDCPPLELKNTVLEDGDMVDTXjYGAMDFSTLQDmCEVPLDICQSlCKYPDYLQMSAD 240
PYGDSMFFCLRREQLFARHFWNRAGTMGDTVPPSLYÍKGTGMRASPGSCVYSPSPSGSIV 300
TSDSQLFNKPYWLHlCAQGHN^GVCWVmQLFVWVDTTRSTNLTICASIQSPVPGQYDATK 360
FKQYSRHVE£YDU5F]FQLCTITLTADVMSYÍflSMNSSILEDWNFGVPPPP'rTSLVDTYR 420
FVQSVAITCQKDAAPAENKDPYDKLKF\WVDLKEKFSLDLDQYPLGRJCFLVQ 472
Em um outro aspecto, a invenção diz respeito a partículas equivalentes a vírus que consiste apenas de Ll de HPV 18 tendo a seqüência amino acima e às composições contendo tais VLPs.
Uma seqüência alternativa de HPV 18 é divulgada no W09629413, que pode ser apropriadamente trancada. Os trancados adequados são trancados a uma posição equivalente àquela mostrada acima, como avaliada pela comparação de seqüência.
Outras seqüências de HPV 16 e HPV 18 são bem conhecidas na técnica e podem ser adequadas para o uso na presente invenção.
Onde a proteína Ll é de um outro tipo de HPV então as trancagens de terminal C feitas por HPV 16 e HPV 18 podem ser usadas, com base no DNA ou alinhamentos de seqüência de proteína.
As trancagens adequadas de, por exemplo, HPV 31, HPV 45, HPV 52, HPV 58, HPV 33 também podem ser feitas, em um aspecto, removendo as porções de terminal C equivalentes da proteína Ll daquelas descritas acima, como avaliado pelo alinhamento de seqüência. Seqüência Nucleotídica de Ll Truncado do sorotipo 31 (SEQ ID NO: 5)
ATGTCTCTGTGGCGGCCTAGCGAGGCTACTGTCl'ACtTftCCACCTGTCCCAGTGTCTZ^Gri'G'rAAGCA 70 CGGATGAATATGTAACACGAACCAACATATATTATCACKCaGGC^^ 14 0 TCCAtATrATTCCATACCTAAATCTGACAATCCTAAAAAAATAGTTGTACCAAAGGTGTC^ 210 tatagggtatttagggttcgtttaccagatccaaacaaatttggatttcctgatacatctttttataatc 280 C7TGAAÁCTCAA CG CTTAGTTTGGGCCTGIXrFTGGTT^ .3 SO TATT AGTGGTCATCCATTATTAAATAAATTTGATG ACAC 420 GGCACTGATAATAGGGAATGTATATCAATGGATT^ 490 CACCTAlTGGAGAGCATTGGGíyFAAAGGTAGTCCT 560 TCCkTTAGMTTAAAAAATTCAGTTATACAAGATGGGGAm^ 630 TTTACTGCTTTACAAGACACTAAAAGTAATGITCerTTGCAC^ 700 ATTATCTTAAAATCGTTGCTGAGCCATATGGCGATACATTATTTTITT^ 770 TGTAAGGCATTTTTrr AATAGATCAOTCACGGTtXJtrrGAATCGCT «40 TCCGGTTCAACAGCrACTrTAGCTAACAGTACATA^ 010 ATGCACAAATTTTTAATAAACCATATrt^ATGC^ SSO CAATCAGtTAlTTGITACTGTGGTAGATACCACACGTAGTÂCCA10S0 AAGAGTGATACTACATTTAAAAGTAGTAATTTrAAAGAGTATTTAAGACATGGT^ 1120 AATTTATAlWCAGrTATGOVkAA 1190 TGCrrATTTIXXIAAGATTGGAATTTTGGATTGACCACACCTCCCTCAGGTT 1260 TTTGTCACCTCACAGGCCATTACATGTCAAAAAACrGCCCCCCAAAAGCCCAAGGAAGATCCAT^AAAG 1330 ATTATGTATTCTGGGAGGTfAATCTAAAAGAAAAGlT^ 1400 CAAATTTTTATTACAGTAA 1419
Em um outro aspecto, a invenção diz respeito a partículas equivalentes a vírus que consistem apenas de Ll de HPV 31 tendo a seqüência amino codificada pela seqüência acima e às composições contendo tais VLPs.
Seqüência Nucleotídica de Ll Truncado do sorotipo 45 (SEQ ID NO: 6)
ATGGCTTTGTGGCGCCCrÂGTGACAGTAC 7O
CreAtGATTOTGTGTCTCGCACAA 14O
TCCATATTTTAGGGTTGTOCCTAGTGGTGCAGCTA 210
mmGGGTGl^TAGftGTAGCTTTACeCGATC 280
CTCAAACACAACGTTTGGTTTCGGCATGTGTACTAT 350
CCTAAGTCCCCATCCATTTTATAATAAATTGGATC 420
ACGCAGGATGTTAGGGATAA1Xj1'GTCAGTTGATTATAAGCAAA 490 CTCCTATTGGTGAGÇAÇIX^GCCAACGGCACAC^^ 560
TCCTTTGGAACTTAAAAACACCATTATTGAGGATGGTGATATGGTC 630
TTTAGTACACTGCAGGATACAAAGTGCGACXm-CCATTAGACAlT^ 700
ATTATTTGCAAATGTCTGCTCATCCCTATGGGGATTCTATGT^ 770
TGCAAGACATTTTTGGAATAGGGCAGGTGTTATGGGTGACACAGT^ 840
ACTA^GCTAATAlOCGTGAAACCCCrcGC 910
CTTCTGA TTCTCAftTTATirTAATAftCCCATATT TO 980
rrGGCATAATmGTTGTTTGTTACTGTAGTCXJACACTACCCGCAGTACTAATrTAACATTATGTGCCTCT 1050
ACACAAAATCCTGTGCCAGGTACATATGATCCTACTAAGCTTAAGCACTATAGTAGACATGT<3GAGGAAT 1120
ATQ ATTTAC^TITATTTTTCAGTTGI^ACT^ 1190
TATGAATAGmGlVttTm^AAAATTtKAftrTC 1260
ACATATCGTTTTGTGCAATCAGtTGCTGTTACCTGTCAAAAGGATACÍ*ACACCTC(^ 1330
CATATGATAAATTAAAGTT^GGACTGTTGACCTAÂA^ 1400 CCTTGGTCGAAAGTTTTTAGTTCAGTAA
Em um outro aspecto, a invenção diz respeito a partículas equivalentes a vírus que consiste apenas de Ll de HPV 45 tendo a seqüência amino codificado pela seqüência acima e às composições contendo tais VLPs.
A proteína L1 ou fragmento da invenção opcionalmente pode estar na forma de uma proteína de fusão, tal como a fusão da proteína Ll com L2 ou uma proteína prematura.
A proteína L1 de HPV está apropriadamente na forma de um capsômero ou partícula equivalente vírus (VLP). Em um aspecto as VLPs de HPV podem ser usadas na presente invenção. As VLPs de HPV e os métodos para a produção de VLPs são bem conhecidos na técnica. As VLPs tipicamente são construídas a partir de Ll e opcionalmente proteínas estruturais L2 do vírus, ver por exemplo W09420137, US5985610, W09611272, US6599508B1, US6361778B1, EP 595935. Qualquer VLP de HPV adequada pode ser usada na presente invenção que fornece proteção cruzada, tal como uma VLP Ll ou de Ll + L2.
Apropriadamente a VLP é uma VLP apenas de Ll.
A formação de VLP pode ser avaliado por técnicas padrão, tais como, por exemplo, microscopia de elétron e dispersão de luz laser dinâmica.
A VLP pode compreender proteína Ll de comprimento total. Em um aspecto a proteína Ll usada para formar a VLP é uma proteína Ll trancada, como descrita acima.
As VLPs podem ser feitas em qualquer substrato celular adequado, tal como, células de levedura ou células de inseto, por exemplo, células de baculovírus e as técnicas para a preparação de VLPs são bem conhecidas na técnica, tal como W09913056, US 6416945B1, US 6261765B1 e US6245568 e referências nestes, os conteúdos totais dos quais são, por meio disto, incorporados por referência.
As VLPS são apropriadamente fabricadas por técnicas de desmontagem e remontagem, que podem levar em consideração VLPs de papilomavírus mais estável e/ou homogêneo. Por exemplo, McCarthy et al, 1998 "Quantitative Disassembly and Reassembly of Human Papillomavirus Type 11 Virus Iike Particles in Vitro" J. Virology 72(1):33-41, descrevem a desmontagem e remontagem de VLPs L1 de HPV 11 recombinante purificado de células de inseto de modo a obter uma preparação homogênea de VLP's. W09913056 e US6245568 também descrevem processos de desmontagem/ remontagem para a fabricação de VLPs de HPV.
Em um aspecto, as VLPs de HPV são fabricadas como descrito no W09913056 ou US6245568
A Ll de HPV da invenção pode ser combinada com um adjuvante ou imunoestimulante, tal como, mas não limitado a, lipídeo A desintoxicado de qualquer fonte e derivados não tóxicos de lipídeo A, saponinas e outros reagentes capazes de estimular uma resposta do tipo THl.
Há muito tempo se sabe que lipopolissacarídeo enterobacteriano (LPS) é um estimulador potente do sistema imune, embora seu uso em adjuvantes foi cortado por seus efeitos tóxicos. Um derivado não tóxico de LPS, lipídeo de monofosforila A (MPL), produzido pela remoção do grupo de carboidrato de núcleo e o fosfato da glicosamina terminal redutora, foram descritos por Ribi et al (1986, Immunology and Immunopharmacology of bacterial endotoxins, Plenum Publ. Corp., NY, p407-419) e tem a seguinte estrutura:
<formula>formula see original document page 20</formula>
Uma versão desintoxicada adicional de MPL resulta da remoção da cadeia acila da posição 3 da cadeia principal de dissacarídeo e é chamada de lipídeo de monofosforila A 3-O-desacildo (3D-MPL). Esta pode ser purificada e preparada pelo métodos ensinados em GB 2122204B, cuja referência também divulga a preparação de lipídeo de difosforila A e variantes 3-O-desacilados destes.
Uma forma adequada de 3 D-MPL está na forma de uma emulsão que tem um tamanho de partícula pequeno menor do que 0,2 μηι de diâmetro e seu método de fabricação é divulgado no WO 94/21292. As formulações aquosas que compreendem lipídeo de monofosforila A e um tensoativo foram descritas no W09843670A2.
Os adjuvantes derivados de lipopolissacarídeos bacterianos a serem formulados nas composições da presente invenção podem ser purificados e processados a partir de fontes bacterianas ou alternativamente podem ser sintéticos. Por exemplo, lipídeo de monofosforila A purificado é descrito em Ribi et al 1986 (supra) e monofosforila 3-O-desacilada ou lipídeo de difosforila A derivado de Salmonella sp. são descritos em GB 22202 lie US 4912094. Outros lipopolissacarídeos purificados e sintéticos foram descritos (Hilgers et al., 1986, Int. Arch. Allergy. Immunol., 79(4):392-6; Hilgers et al., 1987, Immunology, 60(1): 141-6; e EP O 549 074 BI). Em um aspecto, o adjuvante de lipopolissacarídeo bacteriano é 3D-MPL.
Conseqüentemente, os derivados de LPS que podem ser usados na presente invenção são aqueles imunoestimulantes que são similares na estrutura àqueles de LPS ou MPL ou 3D-MPL. Em um outro aspecto da presente invenção os derivados de LPS podem ser um monossacarídeo acilado, que é uma sub-porção da estrutura acima de MPL.
As saponinas são mostradas em: Lacaille-Dubois, M e Wagner H. (1996. A review of the biological and pharmacological activities of saponins. Phytomedicine vol 2 pp 363386). As saponinas são esteróides ou glicosídeos de triterpeno amplamente distribuídos nos reinos vegetal e animal marinho. As saponinas são notadas pela formação de soluções coloidais em água que espuma na agitação e pela precipitação de colesterol. Quando as saponinas estão próximas das membranas celulares estas criam estruturas equivalentes a poro na membrana que fazem com que a membrana se rompa. A hemólise de eritrócitos é um exemplo deste fenômeno, que é uma propriedade de certas, mas não todas, saponinas.
As saponinas são conhecidas como adjuvantes em vacinas para a administração sistêmica. O adjuvante e a atividade hemolítica de saponinas individuais foram extensivamente estudados na técnica (Lacaille-Dubois e Wagner, supra). Por exemplo, Quil A (derivado da casca de árvore da árvore Quillaja Saponaria Molina da América do Sul) e frações deste, são descritos no US 5.057.540 e "Saponins as vaccine adjuvants", Kensil, C. R., Crit Rev Ther Drug Carrier Syst, 1996, 12 (l-2):l-55; e EP 0 362 279 BI. As estruturas particuladas, denominadas Complexos Estimulantes Imunes (ISCOMS), que compreendem frações de Quil A são hemolíticas e foram usadas na fabricação de vacinas (Morein, B., EP 0 109 942 BI; WO 96/11711; WO 96/33739). As saponinas hemolíticas QS21 e QS 17 (frações purificadas de HPLC de Quil A) foram descritas como adjuvantes sistêmicos potentes e o método de sua produção é divulgado na Patente US No. 5.057.540 e EP 0 362 279 BI. Outras saponinas que foram usadas em estudos de vacinação sistêmico incluem aquelas derivadas de outra espécie de planta, tal como, Gypsophila e Saponaria (Bomford et al., Vaccine, 10(9):572-577, 1992).
Um sistema melhorado envolve a combinação de um derivado de lipidio A não tóxico e um derivado de saponina particularmente a combinação de QS21 e 3D-MPL como divulgada no WO 94/00153 ou uma composição menos reatogênica onde o QS21 é extinto com colesterol como divulgado no WO 96/33739.
Uma formulação adjuvante particularmente potente que envolve QS21 e 3D-MPL em uma emulsão de óleo em água é descrita no WO 95/17210 e uso destas formas adjuvantes um aspecto da invenção.
Conseqüentemente em uma forma de realização da presente invenção, é fornecida uma vacina adjuvantada com lipídeo A desintoxicado ou um derivado não tóxico de lipídeo A, mais apropriadamente adjuvantada com um lipídeo de monofosforila A ou derivado destes.
Em um aspecto, a vacina adicionalmente compreende uma saponina, por exemplo QS21.
Em um aspecto, a formulação adicionalmente compreende uma emulsão de óleo em água. A presente invenção também fornece um método para produzir uma formulação de vacina que compreende misturar um peptídeo L2 da presente invenção junto com um excipiente farmaceuticamente aceitável, tal como 3 D-MPL.
Os componentes adicionais que podem ser incluídos presentes em uma formulação de vacina de acordo com a invenção incluem detergentes não iônicos, tais como, os octoxinóis e ésteres de polioxietileno como descritos aqui, particularmente t-octilfenóxi polietoxietanol (Triton X-100) e sorbitano monooleato de polioxietileno (Tween 80); e sais biliares ou derivados de ácido cólico como descrito aqui, em particular desoxicolato de sódio ou taurodesoxicolato. Desse modo, em um aspecto da invenção uma formulação compreende 3D-MPL, Triton X-100, Tween 80 e desoxicolato de sódio, que podem ser combinadas com um preparação de antígeno L2 para fornecer uma vacina adequada.
Em uma forma de realização da presente invenção, a vacina compreende uma formulação adjuvante vesicular que compreende colesterol, uma saponina e um derivado de LPS. Sob esse aspecto a formulação adjuvante apropriadamente compreende uma vesícula unilamelar que compreende colesterol, tendo uma bicamada de lipídio apropriadamente que compreende dioleoil fosfatidil colina, em que a saponina e o derivado de LPS são associados com, ou incluídos na bicamada de lipídio. Em um aspecto, estas formulações adjuvantes compreendem QS21 como a saponina e 3 D- MPL como o derivado de LPS, em que a razão de QS2 lxolesterol é de 1:1 a 1:100 peso/peso e em um aspecto, uma razão de 1:5 peso/peso. Tais formulações adjuvantes são descritas na EP 0 822 831 B, a divulgação da qual é incorporada aqui por referência.
Apropriadamente, as vacinas da invenção são usadas em combinação com alumínio e são apropriadamente adsorvidos ou parcialmente adsorvidos em adjuvantes de alumínio. Apropriadamente o adjuvante é um sal de alumínio, que pode estar em combinação com 3D MPL, tal como, fosfato de alumínio e 3D MPL. Hidróxido de alumínio, opcionalmente em combinação com 3D MPL também é adequado.
Em um outro aspecto da presente invenção a vacina compreende a combinação de VLPs de HPV com um sal de alumínio ou com um sal de alumínio + 3D MPL. Hidróxido de alumínio é adequado como o sal de alumínio.
A vacina também pode compreender alumínio ou um composto de alumínio como um estabilizador.
Em um outro aspecto o adjuvante pode ser uma combinação de um adjuvante de emulsão de óleo em água e 3D MPL. Em um aspecto a emulsão de óleo em água compreende um óleo metabolizável, um esterol e um agente emulsificante.
As vacinas da invenção podem ser fornecidas por qualquer de uma variedade de vias, tais como, liberação oral (por exemplo, ver W09961052 A2), tópica, subcutânea, mucósico (tipicamente intravaginal), intravenosa, intramuscular, intranasal, sublingual, intradérmica e via supositório.
Opcionalmente a vacina também pode ser formulada ou co- administrada com outros antígenos de HPV ou antígenos de não HPV. Apropriadamente estes antígenos de não HPV podem fornecer proteção contra outras doenças, tal como, doenças sexualmente transmitidas, tais como, vírus de herpes simples, EBV, clamídia e HIV. Particularmente preferimos que a vacina compreenda gD ou um truncado deste de HSV. Deste modo a vacina fornece proteção tanto contra HPV quanto HSV.
A dosagem dos componentes de vacina variará com a condição de, sexo, idade e peso do indivíduo, a via de administração e o HPV da vacina. A quantidade também pode ser variada com o número de tipos de VLP. Apropriadamente, a liberação é de uma quantidade de vacina adequada para gerar uma resposta protetora imunológica. Apropriadamente, cada dose de vacina compreende de 1-100 μg de cada VLP, em um aspecto de 5-80 μg, em um outro aspecto 5-30 μg de cada VLP, em um aspecto adicional 5-20 μg de cada VLP, ainda em um aspecto adicional 5 μg, 6 μg, 10 μg, 15 μg ou 20
Para todas as vacinas da invenção, em um aspecto a vacina é usada para a vacinação de meninas adolescentes de 10 a 15 anos de idade, tal como, de 10 a 13 anos. Entretanto, garotas mais velhas acima de 15 anos e mulheres adultas também podem ser vacinadas. A vacina também pode ser administrada a mulheres seguindo um esfregaço de papanicolau anormal ou depois de cirurgia seguindo a remoção de uma lesão causada pelo HPV ou para aquelas que são soronegativas e DNA negativo para tipos de câncer de HPV.
Em um aspecto a vacina da invenção é usada para vacinar homens.
Em um aspecto, a vacina é liberada em um regime de dose 2, por exemplo, em um regime de 0, 1 mês ou regime de 0, 6 meses respectivamente. O regime de vacinação pode incorporar uma injeção de reforço depois de 5 a 10 anos, tal como 10 anos.
Em um aspecto, a invenção diz respeito a uma vacina de dose tripla, em que (por exemplo) uma primeira vacina e uma segunda vacina são liberadas, a primeira e a segunda vacina sendo diferentes, seguida por uma terceira vacina contendo um ou mais ou todos os elementos da HPV da primeira ou segunda vacinas. Em um aspecto a primeira e a segunda vacinas são completamente diferentes em relação aos componentes de Ll de HPV.
Por exemplo, uma primeira vacina pode compreender ou consistir de HPV 16 e a proteína Ll do HPV 18. A segunda vacina pode consistir de HPV 31 e proteína L 1 de HPV 45. Uma terceira vacina pode compreender proteína Ll de todos os 4 tipos de HPV, HPV 16, 18, 31 e 45.
Em um outro aspecto, a invenção diz respeito a uma vacina de dose tripla, em que (por exemplo) uma primeira vacina de HPV e uma segunda vacina de HPV são liberadas, a primeira e segunda vacina sendo diferentes, seguidas por uma terceira vacina, a terceira vacina não contendo nenhum dos componentes de Ll de HPV da primeira ou segunda vacinas.
Em um aspecto, a vacina é uma formulação de vacina líquida, embora a vacina possa ser liofilizada e reconstituída antes da administração.
O ensinamento de todas as referências no presente pedido, incluindo pedidos de patente e patentes concedidas, são aqui completamente incorporadas por referência.
As vacinas da invenção compreendem certos componentes de HPV como mostrado acima. Em um aspecto adicional da invenção, a vacina consiste essencialmente de, ou consiste dos, ditos componentes.
O termo 'vacina', como usado na presente invenção, refere-se a uma composição que compreende um componente imunogênico capaz de provocar uma resposta imune em um indivíduo, tal como um ser humano, opcionalmente quando apropriadamente formulada ou adjuvantada. Uma vacina apropriadamente evoca uma resposta imune protetora contra a infecção incidente ou infecção persistente ou anormalidade citológica, tal como, ASCUS, CINl, CIN2 CIN3 ou câncer cervical causado por um ou mais tipos de HPV.
A presente invenção é agora descrita em relação aos seguintes exemplos que servem para ilustrar a invenção.
Exemplo 1
Os detalhes precisos do experimento realizado são fornecidos em Harper et al, the Lancet. 13 de novembro de 2004; 364(9447): 1757-65. Em resumo, mulheres saudáveis entre as idades de 15 e 25 anos foram imunizadas com uma mistura de VLPs Ll de HPV 16 e HPV 18. As mulheres registradas foram: 1) soronegativo para HPV-16 e HPV-18; 2) negativo para infecção de HPV de alto risco do cérvix (detectado pelo PCR de HPV); 3) mulheres que tiveram 6 ou menos parceiros sexuais durante a vida e 4) e que tiveram esfregaços de PAP normais.
A mistura compreendeu, por dose de 0,5 ml, 20 μg de VLP Ll de HPV-16, 20 μg de VLP Ll de HPV-18 e foi adjuvantada com 500 μg de hidróxido de alumínio e 50 μg de 3D MPL. O grupo placebo foi injetado com 500 μg de hidróxido de alumínio sozinho.
A eficácia da vacina (V.E.) contra certos tipos de câncer de HPV foi avaliado, em que a V.E. é a % de melhora na proteção contra a infecção ou doença pela vacina comparada a um grupo placebo.
A proteção cruzada foi avaliada pela detecção da presença de ácido nucléico específico para vários tipos oncogênicos nas vacinas e grupo de controle. A detecção foi realizada usando-se técnicas como descritas no W003014402 e referências neste, particularmente para amplificação não específica de DNA de HPV e subseqüente detecção de tipos de DNA usando- se um sistema LiPA como descrito no WO 99/14377 e em Kleter et al, [Journal of Clinicai Microbiology (1999), 37 (8): 2508-2517], os teores totais dos quais são aqui especificamente incorporados por referência.
Qualquer método adequado, entretanto, pode ser usado para a detecção de DNA de HPV em uma amostra, tal como, PCR de tipo específico usando-se iniciadores específicos para cada tipo de HPV de interesse. Os iniciadores adequados são conhecidos por pessoas habilitadas ou podem ser facilmente construídos dado que as seqüências dos tipos de HPV oncogênicos são conhecidas.
Em detalhes, a seção de métodos do documento Lancet é aqui reproduzida, para integridade:
O objetivo principal deste estudo foi avaliar a eficácia da vacina na prevenção de infecção com HPV-16, HPV-18 ou ambos (HP V- 16/18), entre 6 e 18 meses em participantes que foram inicialmente mostrados ser soronegativo para HPV-16/18 por ELISA e negativo para DNA de HPV- 16/18 por PCR. Os objetivos secundários incluíram: a avaliação de eficácia da vacina na prevenção de infecção persistente com HPV-16/18 e a avaliação de eficácia da vacina na prevenção de lesões intraepiteliais escamosas de baixo grau citologicamente confirmadas (LSIL), lesões intraepiteliais escamosas de alto grau (HSIL) e LSEL histologicamente confirmada (CIN 1), câncer de célula escamosa HSIL (CIN 2 ou 3) ou adenocarcinoma associada com infecção de HPV-16/18 entre 6 e 18 meses e 6 e 27 meses. A prevenção de células escamosas atípicas de citologia de significância indeterminada (ASCUS) associada com infecção de HPV-16/18 foi adicionada post-hoc às análises de resultado.
Também faremos uma análise exploradora dos pontos terminais histopatológicos CIN 1 e 2 associados com DNA de HPV-16/18 detectados por PCR em tecido lesional. Outros objetivos incluíram a avaliação de vacina imunogenicidade, segurança e tolerabilidade.
Os investigadores na América do Norte (Canadá e USA) e Brasil recrutaram mulheres para este estudo eficaz através de anúncios ou participação prévia em um estudo de epidemiologia seccional cruzada de HPV que aconteceu entre Julho e Dezembro, 2000.
Para cada um dos 32 sítios de estudo, um quadro de revisão institucional aprovou o protocolo, formas de permissão e emendas. As mulheres assinaram permissões escritas separadas para a participação no estudo e colposcopia. Para aquelas abaixo de 18 anos, permissão e consentimento dos pais do participante foram obrigatórios.
Foram duas fases de estudo: uma fase inicial para a vacinação e seguimento que foi concluída no mês 18; e uma fase de seguimento cego de extensão que foi concluída no mês 27.
As mulheres elegíveis para a fase inicial (de 0 a 18 meses) incluíram mulheres saudáveis de 15 a 25 anos de idade, que não tem mais do que seis parceiros sexuais, nenhum histórico de um teste de Pap anormal ou tratamento ablativo ou excisional do colo do útero e nenhum tratamento contínuo para condilomata externo; e que foram citologicamente negativo, soronegativo para anticorpos HPV-16 e HPV-18 por ELISA e HPV-DNA- negativo por PCR para 14 tipos de HPV de alto risco (16, 18, 31, 33, 35, 39, 45, 51, 52, 56, 58, 59, 66 e 68) não mais do que 90 dias antes da entrada do estudo.
As mulheres que completaram a fase inicial do estudo mais recente e que não fazem terapia ablativa ou excisional do colo do útero ou histerectomia depois do registro, foram elegíveis para participar na fase de extensão do estudo (meses 18-27).
Procedimentos
Cada dose da vacina de partícula equivalente a vírus de HPV- 16/18 bivalente (GlaxoSmithKline Biologicals, Rixensart, Bélgica) continha 20 μg de partícula equivalente a vírus de Ll de HPV-16 e 20 μg de partícula equivalente a vírus de Ll de HPV-18. Cada tipo de partícula equivalente a vírus foi produzida em substrato celular Spodoptera frugiperda Sf-9 e Trichoplusia ni Hi-5 com adjuvante AS04 contendo 500 μg de hidróxido de alumínio e 50 μg de lipídeo de monofosforila A de 3-desacilada (MPL, Corixa, Montana, USA) fornecidas em um frasco de dose única. O placebo continha 500 μg de hidróxido de alumínio por dose e foi idêntico na aparência à vacina de HPV-16/18. Cada participante do estudo recebeu uma dose de 0 a 5 ml de vacina ou placebo em 0 meses, 1 mês e 6 meses.
Os fornecedores de cuidados de saúde obtiveram espécimes cervicais com uma escova e espátula cervicais (lavadas em PreservCyt, Cytyc Corporation, Boxborough, MA, USA) por citologia e teste de DNA de HPV na avaliação e em 6, 12 e 18 meses. Nos meses 0 e 6 e subseqüentemente a cada 3 meses, mulheres com amostras cervicovaginal auto-obtidas com duas mechas seqüenciais (colocadas em PreservCyt) para teste de DNA de HPV.[DM Harper, WW Noll, DR Belloni e BF. Cole, Randomized clinicai trial of PCR-determined human papillomavirus detection methods: self- sampling versus clinician-directed—biologic concordance and women's preferences. Am J Obstet Gynecol 186 (2002), pp. 365373] Um laboratório central (Quest Diagnostics, Teterboro, NJ, USA) relatou os resultados de citologia (ThinPrep, Cytyc Corporation) pelo uso do sistema de classificação Bethesda 1991.
As diretrizes do protocolo recomendaram colposcopia depois dos dois relatórios de ASCUS ou um relatório de células glandulares atípicas de significância indeterminada, LSIL ou HSIL, carcinoma de célula escamosa, adenocarcinoma in situ ou adenocarcinoma. Estas diretrizes também recomendaram biópsia para qualquer suspeita de lesões.
O laboratório de histologia central fez um diagnóstico inicial a partir de espécimes de tecido fixo de formalina para controle clínico. Um quadro de três patologistas preparou um diagnóstico consensual subseqüente para lesões associadas de HPV-16 e HPV-18 com o sistema CIN. Este diagnóstico consensual também incluiu a revisão das seções adotadas no período de microdissecção para a detecção de PCR do DNA de HPV lesional.
O DNA de HPV isolado do espécime de citologia (MagNaPuro Total Nucleic Acid system, Roche Diagnostics, Almere, Países Baixos) e do espécime de biópsia cervical (extração de K proteinase) foi amplificado a partir de uma alíquota de DNA total purificado com os iniciadores de espectro amplo de SPF 10 que amplificam uma região de 65 pares de base do gene de LL [B Kleter, LJ van Doom, J ter Schegget et al., Novel short-fragmento PCR assay for highly sensitive broad-spectrum detection of anogenital human papillomaviruses. Am J Pathol 153 (1998), pp. 1731-1739: LJ van Doom, W Quint, B Kleter et al., Genotyping of human papillomavirus in liquid cytologia cervical specimens by the PGMY Iine blot assay and the SPF(IO) Iine sonda assay. J Clin Microbiol 40 (2002), pp. 979- 983 e WG Quint, G Scholte, LT van Doom, B Kleter, PH Smits e J. Lindeman, Comparative analysis of human papillomavirus infections in cervical scrapes e biopsy specimens by general SPF(IO) PCR and HPV genotyping. J Pathol 194 (2001), pp. 51-58]. Os produtos de amplificação foram detectados por um imunoensaio de enzima de DNA. Um ensaio de sonda Iine (ensaio de genotipagem LiPA Kit HPVINNO LiPA HPV, versão 1 do sistema de SPF-10, Innogenetics, Gent, Bélgica, fabricado por Labo Bio- medical Products, Rijswijk, Países Baixos) detectou 25 genótipos de HPV (6, 11, 16, 18, 31, 33, 34, 35, 39, 40, 42, 43, 44, 45, 51, 52, 53, 56, 58, 59, 66, 68, 70 e 74). [Β Kleter, LJ van Doom, L Schrauwen et al., Development and clinicai evaluation of a highly sensitive PCR-reverse hibridização Iine probe assay for detection and identification of anogenital human papillomavirus. J Clin Microbiol 37 (1999), pp. 2508-2517]. Qualquer espécime que foi positivada por imunoensaio de enzima de DNA foi testada por PCR de HPV- 16 e HPV-18 tipo específico. Os iniciadores de PCR específicos de tipo de HPV-16 amplificaram um segmento de 92 pares de base do gene E6/E7 e os iniciadores de PCR específicos de tipo HPV18 amplificaram um segmento de 126 pares de base do gene de LI. [MF Baay, WG Quint, J Koudstaal et al., Comprehensive study of several general and específicos de tipo primer pairs for detection of human papillomavirus DNA by PCR in paraffin-embedded cervical carcinomas. J Clin Microbiol 34 (1996), pp. 745-747]
Definimos infecção cervical incidente com HPV-16/18 como pelo menos um resultado de PCR positivo para HPV-16 ou HPV-18 durante a experiência e, infecção persistente com HPV-16/18 como pelo menos dois ensaios de PCR de HPV-DNA positivos para o mesmo genótipo viral separado por pelo menos 6 meses. [H Richardson, G Kelsall, P Tellier et al., The natural history of específicos de tipo human papillomavirus infections in female university students. Câncer Epidemiol Biomarcadores Prev 12 (2003), pp. 485-490 e AB Moscicki, JH Ellenberg, S Farhat e J. Xu, Persistence of human papillomavirus infection in HTV-infected and -uninfected adolescent girls: risk factors and differences, by philogenetic type. J Infect Dis 190 (2004), pp. 37-45]. Os resultados de teste de HPV-DNA foram ocultados de investigadores durante o estudo e diagnósticos citológicos e histológicos foram revelados apenas para propósitos de controle clínico. As análises incluíram resultados de DNA de HPV-16/18 para espécimes cervicais e espécimes cervicovaginais cervicais combinadas e auto-obtidas.
Coletamos soro dos participantes do estudo nos meses 0,1,6, 7, 12 e 18 para avaliação de imunogenicidade. O teste sorológico para anticorpos de partículas equivalentes a vírus de HPV-16 e HPV-18 realizou-se por ELISA. As partículas equivalentes a vírus de HPV-16 ou HPV-18 recombinantes foram usadas como antígenos de revestimento para detecção de anticorpo (ver apêndice da web http://image.thelancet.com/extras/04artl 0103_webappendix.pdf). A soropositividade foi definida como um título maior do que ou igual ao ensaio de título de corte estabelecido em 8 unidades de ELISA/ml para HPV-16 e 7 unidades de ELISA/ml para HPV-18. Os títulos naturais típicos foram determinados pelo uso de amostras sangüíneas obtidas de mulheres no estudo de epidemiologia precedente que foram observadas ser soropositivas quanto ao HPV-16 ou HPV-18 por ELISA.
Mulheres registraram sintomas experimentados durante os primeiros 7 dias depois da vacinação em cartões diários com uma escala de três graus de intensidade de sintoma. Adicionalmente, relataram ao estudo pessoal por entrevista de todos os eventos adversos dentro dos primeiros 30 dias depois da vacinação. A informação nos eventos adversos sérios e gravidez foi coletado por todo o estudo.
Métodos Estatísticos
Assumindo uma taxa de incidência cumulativa de 6 % tanto da infecção do tipo HPV-16 quanto do tipo HPV-18 durante 12 meses, estimamos que 500 mulheres por grupo de tratamento forneceriam 80 % de poder para avaliar um limite inferior dos 95 % de CI da eficácia da vacina acima de zero. Assumimos uma taxa de retenção de 80 % durante 18 meses. As análises interinas para a eficácia, segurança e imunogenicidade foram feitas para propósitos de planejamento de estudo futuro apenas; os métodos de 0'Brien e Fleming foram usados para ajustar o valor α para a análise final depois das análises interinas ocorridas (total α = 0,05; teste bilateral). [PC 0'Brien e TR. Fleming, A multiple testing procedure for clinicai trials. Biometrics 35 (1979), pp. 549-556].
A randomização de bloco, estratificada de acordo com algoritmos validados foi centralizada com um sistema de randomização da internet. A estratificação foi de acordo com idade (15-17, 18-21 e 22-25 anos) e região (América do Norte e Brasil). A cada dose de vacina foi atribuído um número aleatoriamente escolhido com base na informação do participante específico que entrou no sistema de randomização computadorizada por estudo pessoal. A localização do tratamento permanece oculta dos investigadores e das mulheres que participam de um estudo com acompanhamento a longo prazo.
Os grupos de intenção de tratamento e de acordo com o protocolo são mostrados na figura, em que as razões para a exclusão de análises são listadas em ordem; mulheres que reúnem mais do que um critério de exclusão foram contadas apenas uma vez de acordo com o critério de classificação superior. Referimo-nos às séries de participantes associados nas análises de intenção de tratamento e de acordo com o protocolo como grupos, embora a informação usada para restringir a inclusão de paciente em, de acordo com o protocolo foi conhecida apenas depois do acompanhamento.
Fizemos tanto a análise de acordo com o protocolo quanto a de intenção de tratar para eficácia. O cálculo de eficácia da vacina na análise do mês 18 de acordo com o protocolo foi fundamentado na proporção de participantes com infecção de HPV-16/18 nos grupos vacinados versus grupos placebos. A eficácia da vacina foi definida como 1 menos a razão entre estas duas proporções; 95 % de CIs mediu a precisão da eficácia estimada. Os valores ρ foram calculados com o teste exato de Fisher bi- lateral. As taxas correspondentes foram expressas como os números de casos com o resultado dividido pelos números de participantes em risco. O grupo do mês 18 de acordo com o protocolo incluiu mulheres registradas que receberam três doses programadas de vacina e concordou com o protocolo como descrito na figura.
O cálculo de eficácia da vacina nas análises do mês 27 de intenção de tratar e de acordo com o protocolo foi fundamentado no modelo de risco proporcional Cox usando-se o tempo de ocorrência de casos com infecção de HPV-16/18 nos grupos vacinados versus grupos placebos. Isto permitiu o controle de dados de resultados de Tempo-persona em cada grupo. A eficácia da vacina foi calculada usando 1 menos a razão de risco e valores ρ calculados usando-se o teste Iog rank. As taxas correspondentes foram expressas como o número de casos dividido por Tempo-persona total. Todas as mulheres registradas que receberam pelo menos uma dose de vacina ou placebo, foram negativas quanto ao HPV-DNA de alto risco no mês 0 e tiveram quaisquer dados disponíveis para a medição de resultados incluídos no grupo de intenção de tratar. O grupo do mês 27 de acordo com o protocolo incluiu resultados de efeito a partir do grupo do mês 18 de acordo com o protocolo e resultados que ocorreram durante a fase de extensão (de 18 meses a 27 meses).
O cálculo de valores ρ para a análise segurança foi realizado usando-se comparações de teste exato de Fisher. O grupo para análise de segurança incluiu todas as mulheres registradas que receberam pelo menos uma dose de vacina ou placebo e condescendente com requerimentos de protocolo mínimos, especificados (ver figura abaixo): <table>table see original document page 35</column></row><table> A imunogenicidade foi avaliada em um subgrupo do grupo de acordo com o protocolo de segurança, que incluiu mulheres com resultados de sorologia nos meses 0, 7 e 18, que receberam todas as três doses de vacina ou placebo do estudo de acordo com o programa, condescendente ao programa de amostragem de sangue e não se tornaram positivas quanto ao DNA de HPV-16/18 durante a experiência. As taxas de soropositividade entre os grupos de vacina e de placebo foram comparadas com teste exato de Fisher (p < 0-001 julgado significante). Os títulos médios significantes foram comparados com os testes ANOVA e Kruskal-Wallis.
A randomização de bloco e as análises estatísticas foram feitas com versão SAS 8.2 (SAS Institute, Cary, Carolina do Norte).
Análise inicial e resultados
Os resultados da análise inicial na proteção cruzada são apresentados no pedido de patente W02004/056389, os teores totais dos quais são incorporados neste, por referência.
Uma análise inicial foi realizada em uma "ITT" (Intenção De Tratar grupo, representando todos os indivíduos que receberam pelo menos uma dose de vacina). Estes dados são mostrados na Tabela A.
Os resultados apresentados nas Tabelas BeC dizem respeito ao grupo "ATP" (De acordo com o Protocolo) para aquelas pacientes que concordaram com todos os critérios da experiência. A Tabela B é uma análise de ponto central com dados retirados de todos os pacientes no Tempo-persona em que pelo menos 50 % do grupo foram 18 meses depois sua primeira vacinação. A Tabela C dá o resultado final, todos os dados sendo de pacientes de 18 meses após a primeira vacinação (mês 0). No grupo ATP todos os pacientes receberam 3 doses de vacina a 0, 1 e 6 meses e ficaram soronegativos a 6 meses.
Como demonstrado pelos dados apresentados na tabela A, a imunização com uma mistura de VLPs de HPV16 e HPV18 forneceu proteção cruzada precursora contra outros tipos de HPV. Neste ponto, os tamanhos de amostra são muito pequenos para levar em consideração uma análise estatística rigorosa, entretanto os dados demonstram uma tendência positiva e sugere que a imunização com VLPs de HPV 16 e HPV 18 será eficaz contra a infecção com outros tipos de HPV.
Isto foi confirmado como o estudo avançado.
A Tabela B demonstra que HPV 16 e HPV 18 fornecem estatisticamente proteção cruzada significante contra o grupo de alto risco de câncer tipos 31, 33, 35, 39, 45, 51, 52, 56, 58, 59, 66 e 68.
A Tabela C demonstra que, exceto para os tipos relacionados de HPV-18 (que mostram uma tendência muito forte), existe proteção cruzada estatisticamente significante contra os grupos de: HPV 31, 35, 58; HPV 31, 33, 35, 52, 58; e de tipos de alto risco 12 (não HPV-16/18) avaliados.
A análise adicional foi realizada na proteção cruzada específica contra tipos específicos.
A eficácia da vacina foi avaliada contra infecções e doenças relacionadas aos tipos 31, 33, 35, 39, 45, 51, 52, 56, 58, 59, 66 e 68 de câncer de alto risco 12, os tipos relacionados a HPV-16 filogenéticos (os grupos de; 31, 35 e 58; 31, 33, 35, 52 e 58) e tipos relacionados a HPV-18 filogenéticos (45 e 59).
Uma análise foi realizada em um grupo "ATP" (De acordo com Protocolo) para aqueles pacientes que concordaram com todos os critérios da experiência. No grupo ATP todos os pacientes receberam 3 doses de vacina a O, 1 e 6 meses e foram soronegativos a 6 meses. Resultados
Como demonstrado pelos dados apresentados na Tabela 1, a imunização com uma mistura de VLPs de HPV16 e HPV18 forneceu estatisticamente proteção cruzada significante contra a infecção incidente por tipos 31, 52 e 45 de HPV comparado ao controle. A proteção cruzada estatisticamente significante contra a infecção incidente também foi observada contra o grupo de todos os tipos relacionados de HPV 16 (HPV-31, 33, 35, 52 e 58) e o grupo de todos os tipos de alto risco, excluindo 16 e 18 (HPV 31, 33, 35, 39, 45, 51, 52, 56, 58, 59, 66 e 68).
A proteção cruzada estatisticamente significante contra a infecção persistente também foi observada contra os tipos 31 e 52 e também foi observada contra o grupo de todos os tipos relacionados com HPV 16 (ver Tabela 2).
A proteção cruzada estatisticamente significante foi observada contra anormalidades citológicas associadas com HPV 52 e também foi observada contra anormalidades citológicas associadas com o grupo de todos os tipos relacionados a HPV 16 (HPV-31, 33, 35, 52 e 58) e o grupo de todos os tipos de alto risco, excluindo 16 e 18 (31, 33, 35, 39, 45, 51, 52, 56, 58, 59, 66 e 68). Tabela A
<table>table see original document page 39</column></row><table>
As amostras foram coletadas nos messes 9, 12, 15 e 18 de pacientes e testadas quanto ainfencacao de HPV pilos tipos especificados acima. Tabela B
<table>table see original document page 40</column></row><table> Tabela C
<table>table see original document page 41</column></row><table>
As amostras foram coletadas em 18 meses dos pacientes e testadas quanto a infeccao de HPV pelos tipos espicificados acima. Tabela 1
Eficacia contra Infeccoes Incidentes com Tipos Relacionados 16/18*
<table>table see original document page 42</column></row><table> Tabela 2
<table>table see original document page 43</column></row><table> TABELA 3
<table>table see original document page 44</column></row><table> Exemplo 2
10 grupos de camundongos C57B1/6 foram usados, contendo 24 camundongos por grupo.
Os camundongos foram vacinados de acordo com a informação abaixo em um programa de dose 2 no dia 0 e dia 28, usando-se administração intramuscular (1 grupo de camundongo foi tanto iniciado quanto reforçado com NaCl, não listado abaixo).
A vacinação foi realizada usando-se combinações de partícula equivalente a vírus de HPV diferentes.
4 VLPs diferentes foram usadas: VLPs apenas de Ll de HPV 16, VLPs apenas de Ll de HPV 18, VLPs apenas de Ll de HPV 31 e VLPs apenas de Ll de HPV 45.
As VLPs foram fabricadas e purificadas essencialmente de acordo com a divulgação de WO2003077942A2, aqui totalmente incorporado por referência.
Em mais detalhes, as VLPs de HPV 16 foram purificadas usando-se as etapas seqüenciais de: cromatografia trocadora de ânion (Dimetilaminoetila - DMAE), cromatografia trocadora de ânion (trimetilaminoetila - TMAE), cromatografia de hidroxiapatita, filtração e uma outra etapa trocadora de ânion, este período usando-se uma etapa Dietilaminoetila (DEAE)5 seguida por uma filtração final. As VLPs de HPV 31 foram fabricadas usando-se as mesmas seqüências de etapas.
As VLPs de HPV 18 foram purificadas usando-se as etapas seqüenciais de: cromatografia trocadora de ânion (Dimetilaminoetila - DMAE), cromatografia trocadora de ânion (trimetilaminoetila - TMAE), cromatografia de hidroxiapatite, filtração e uma coluna de octil sefarose (cromatografia de interação hidrofóbica), seguido por uma filtração final. As VLPs de HPV 45 foram fabricadas usando-se as mesmas seqüências de etapas. <table>table see original document page 46</column></row><table> <table>table see original document page 47</column></row><table>
Cada antígeno foi usado em uma dose de 2 μ§. As VLPS de HPV 16, 18 e 45 foram adsorvidas
O adjuvante usado foi denominado AS04D, a 1/10 da dose humana, que é 5 μ§ de 3D MPL e 50 μl de hidróxido de alumínio no total para cada vacina.
As partículas equivalentes a vírus de HPV foram combinadas com hidróxido de alumínio e 3D MPL como divulgado no W000/23105.
Por exemplo, na vacina tetravalente 16, 18, 31, 45, 2 μg de cada uma das VLPs de HPV 16 foram adsorvidos em 5 μg de hidróxido de alumínio. Para HPV 18 e HPV 45 o mesmo foi feito. Para VLPS de HPV 31 a VLP de 2 μg foi adsorvida em 2,5 μg de hidróxido de alumínio.
Separadamente 5 μg de 3D-MPL foram adsorvidos em 17,5 μg de hidróxido de alumínio.
3D-MPL e VLPs foram então misturados e hidróxido de alumínio adicional adicionado ao resultado em 50 μg por dose de vacina.
Programa de vacinação:
Primeira composição Segunda composição
VLPs 16/18 AS04D VLPs 16/18 AS04D
VLPs 16/18/31/45 AS04D VLPs 16/18/31/45 AS04D
NaCl VLPs 31/45 AS04D
Leituras
Os títulos de anticorpo foram determinados usando-se técnicas ELISA clássicas bem conhecidas na técnica no dia 14 após a vacinação inicial e a segunda vacinação (após I e após II respectivamente).
O tingimento intracelular (ICS, Roederer et ai. 2004 Clin. Immunol. 110: 199) foi realizado em 14 dias pós II para avaliar as respostas de CMI.
Os resultados são dados nas Figuras 1 — 18 abaixo. Nestas figuras post I e post II dados são medições depois da dose de vacina I e II respectivamente. A barra dada como "reforço pós I" reflete o grupo no qual
NaCl foi dado primeiro, seguido por uma dose de vacina bivalente ou tetravalente no dia 28.
As Figuras 1-9 ilustram as respostas de anticorpo geradas por regimes de vacinação diferentes. As Figuras 10-18 ilustram as respostas de CMI geradas por regimes de vacinação diferentes. Conclusões
1- Um reforçador heterólogo compreendido de VLPs Ll de HPV 31 e 45 é eficaz no reforço homólogo das respostas de VLP Ll induzida pelo iniciador de VLP Ll de HPV 16 e 18.
2- Um reforçador heterólogo compreendido de VLPs Ll de HPV 31 e 45 é eficaz no reforço heterólogo das respostas de VLP Ll de KQjV 31 e 45 induzido pelo iniciador de VLP Ll de HPV 16 e 18. LISTAGEM DE SEQÜÊNCIA
<110> Glaxosmithkline biologicals
<120> VACINA
<130> vb61381
<150> 60/674829 <151> 26-04-2005
<150> GB0509010,5 <151> 03-05-2005
<150> PCT/EP2005/006461 <151> 14-06-2005
<160> 6
<170> FastSEQ PARA Windows Versão 4.0
<210> 1 <211> 471 <212> PRT
<213> SEQÜÊNCIA PARCIAL Ll DO PAPILOMAVÍRUS HUMANO hpv 16 <400> 1
Met Ser Leu Tarp Leu Pro Ser Glu Ala Thr Val Tyr Leu Pro Pro Val
1 5 10 15
Pro Val Ser Lys Vai Val Ser Thr Asp Glu Tyr Val Ala Arg fhr Asn
20 25 30
Ile Tyr Tyr His Ala Gly Thr Ser Arg Leu Leu Ala Val Gly His Pro
35 40 45
Tyr Phe Pro Ile Lys Lys Pro Asn Asn Asn Lys Ile Leu Val Pro Lys
50 55 60
Val Ser Gly Leu Gln Tyr Arg Val Phe Arg Xle His Leu Pro Asp Pro 65 70 75 80
Asn Lys Phe Gly Phe Pro Asp Thr Ser Phe Tyr Asn Pro Asp Thr Gln
85 90 95
Arg Leu Val Trp Ala Cys Val Gly Val Glu Val Gty Arg Gly Gln Pro
100 105 110
Leu Gly Val Gly Ile Ser Gly His Pro Leu Leu Asn Lys Leu Asp Asp 115 120 125
rhr Glu Asn Ala Ser Ala Tyr Ala Ala Asn Ala Gly Val Asp Asn Arg
130 135 140
G1u Cys Ile Ser Met Asp Tyr Lys Gln Thr Gln Leu Cys Leu Ile Gly
145 150 155 160
Cys Lys Pro Pro Ile Gly Glu His Trp Gly Lys Gly Ser Pro Cys Thr
165 170 175
Asn Val Ala Val Asn Pro Gly Asp Cys Pro Pro Leu Glu Leu Ile Asn
180 185 190
Thr Val Ile Gln Asp Gly Asp Met Val Asp Thr Gly Phe Gly Ala Met
195 200 205
Asp Phe Thr Thr Leu Gln Ala Asn Lys Ser Glu Val Pro Leu Asp Ile
210 215 220
Cys Thr Ser Ile Cys Lys Tyr Pro Aap Tyr Ile Lys Met Val Ser Glu
225 230 235 240
Pro Tyr Gly Asp Ser Leu Phe Phe Tyr Lèu Arg Arg Glu Gln «et Phe
245 250 255
Val Arg His Leu Phe Asn Arg Ala Gly Ala Val Gly Glu Asn Val Pro
260 265 270
Asp Asp Leu Tyr Ile Lys Gly Ser Gly Ser Thr Ala Asn Leu Ala Ser
27S 280 285
Ser Asn Tyr Phe Pro Thr Pro Ser Gly Ser Met Val Thr Ser Asp Ala
290 295 300
Gln Ile Phe Asn Lys Pro Tyr Trp Leu Gln Arg Ala Glti Gly His Asn
305 310 315 320
Asn Gly Ile Cys Trp Gly Asn Gln Leu Phe Val Thr Val Val Asp Thr
325 330 335
Thr Arg Ser Thr Asn Met Ser Leu Cys Ala Ala Ile Ser Thr Ser Glu
340 345 350
Thr Thr Tyr Lys Asn Thr Asn Phe Lys Glu Tyr Leu Arg His Gly Glu
355 360 365
Glu Tyr Asp Leu Gln Phe Ile Phe Gln Leu Cys Lys Ila Thr Leu Thr
370 375 380
Ala Asp Val Met Thr Tyr Ile His Ser Met Asn Ser Thr Ile Leu Glu
385 390 395 400
Asp Trp Asn Phe Gly Leu Gln Pro Pro Pro Gly Gly Thr Leu Glu Asp
405 410 415
Thr Tyr Arg Phe Val Thr Ser Gln Ala Ile Ala Cys Gln Lys His Thr
420 425 430
Pro Pro Ala Pro Lys Glu Asp Pro Leu Lys Lys Tyr Thr Phe Trp Glu
435 440 445
Val Asn Leu Lys Glu Lys Phe Ser Ala Asp Leu Asp Gln Phe Pro Leu
450 455 460
Gly Arg Lys Phe Leu Leu Gln
465 470
<210> 2 <211> 472 <212> PRT
<213> SEQÜÊNCIA PARCIAL Ll DO PAPILOMAVÍRUS HUMANO hpv 18 <400> 2
Met Ala Leu Trp Arg Pro Ser Asp Asn Thr Val Tyr Leti Pro Pro Pro
15 10 15
Ser Val Ala Arg Val Val Asn Thr Asp Asp Tyr Val Thr Arg Thr Ser
20 25 30
Ile Phe Tyr His Ala Gly Ser Ser Arg Leu Leu Thr Val Gly Asn Pro
35 40 45
Tyr Phe Arg Val Pro Ala Gly Gly Gly Asn Lys Gln Asp Ile Pro Lya
SO 55 60
Val Ser Ala Tyr Gln Tyr Arg Val Phe Arg vai Gln Leu Pro ABp Pro 65 70 75 80
Asn Lys Phe Gly Leu Pro Asp Asn Ser Ile Tyr Asn Pro Glu Thr Gln
85 90 95
Arg Leu Val Trp Ala Cys Val Gly Val Glu Ile Gly Arg Gly Gln Pro
100 105 110
Leu Gly Val Gly Leu Ser Gly Hls Pro Phe Tyr Asn Lys Leu Asp Asp
115 120 125
Thr Glu Ser Ser His Ala Ala Thr Ser Asn Val Ser Glu Asp Val Arg
130 135 140
Asp Asn Val Ser Val Asp Tyr Lys Gln Thr Gln Leu Cys lie Leu Gly 145 150 155 160
Cy& Ala Pro Ala Ile Gly Glu His Tirp Ala Lys Gly Thr Ala Cys Lys
165 170 175
Ser Arg Pro Leu Ser Gln Gly Asp Cys Pro Pro Leu Glu Leu Lys Asn
180 185 190
Thr Val Leu Glu Asp Gly Asp Met Val Asp Thr Gly Tyr Gly Ala Met
195 200 205
Asp Phe Ser Thr Leu Gln Asp Thr Lys Cys Glu Val Pro Leu Asp Ile
210 215 220
Cys Gln Ser Ile Cys Lys Tyr Pro Asp Tyr Leu Gln Met Ser Ala Asp 225 230 235 240
Pro Tyr Gly Asp Ser Met Phe Phe Cys Leu Arg Arg Glu Gln Leu Phe
245 250 255
Ala Arg His Phe Trp Asn Arg Ala Gly Thr Met Gly Asp Thr vai Pro
260 265 270
Pro Ser Leu Tyr Ile Lys Gly Thr Gly Met Arg Ala Ser Pro Gly Ser
275 280 285
Cys Val Tyr Ser Pro Ser Pro Ser Gly Ser Ile Val Thr Ser Asp Ser 290 Gln Leu 305
Asn Gly
Thr Arg
Pro Gly
Glu Glu 370 Thr Ala 385
Glu Asp
Asp Thr
Ala Ala
Asn Val 450 Leu Gly 465
<210> 3 <211> 1416 <212> DNA
<213> SEQÜÊNCIA PARCIAL Ll DO PAPILOMAVÍRUS HUMANO hpv 16
<400> 3
atgtctcttt ggctgcctag tgaggccact gtcfcacttgc ctcctgtccc agtatctaag 60 gttgtaagca cggatgaata tgttgcacgc acaaacatat attatcatgc aggaacatcc 120 agactacttg cagttggaca tccctatttt cctattaaaa aacctaacaa taacaaaata 180 ttagttccta aagtatcagg attacaatac agggtattta oaatacattt acctgacccc 240 aataagtttg gttttcctga cacctcattt tataatccag atacacagcg gctggtttgg 300 gcctgtgtag gtgttgaggt aggtcgtggt cagccattag gtgtgggcat tagtggccat 360 cctttattaa ataaattgga tgacacagaa aatgctagtg cttatgcagc aaatgcaggt 420 gtggataata gagaatgtat atctatggat tacaaacaaa cacaattgtg tttaattggt 480 tgcaaaccac ctatagggga acactggggc aaaggatccc catgtaccaa tgttgcagta 540 aatccaggtg attgtccacc attagagtta ataaacacag ttattcagga tggtgatatg 600 gttgatactg gctttggtgc tatggacttt actacattac aggctaacaa aagtgaagtt 660 ccactggata tttgtacate tatttgcaaa tatccagatt atattaaaat ggtgtcagaa 720 ccatatggcg acagcttatt tttttattta cgaagggaac aaatgtttgt tagacattta 780 tttaataggg ctggtgctgt tggtgaaaat gtaccagacg atttatacat taaaggctct 840
29S
Phe Asn Lys Pro Tyr 310
vai Cys Trp His Asn 325
Ser Thr Asn Leu Thr 340
Gln Tyr Asp Ala Thr 355
Tyr Asp Leu Gln Phe 37S
Asp Val Met Ser Tyr 390
Trp Asn Phe Gly Val 405
Tyr Arg Phe Val Gln 420
Pro Ala Glu Asn Lys 435
Asp Leu Lys Glu Lys 455
Arg Lys Phe Leu Val 470
Trp Leu His Lys 315
Gln Leu Phe Val 330
Ile Cys Ala Ser 345
Lys Phe Lys Gln 360
Ile Phe Gln Leu
Ile His Ser Met 395
Pro Pro Pro Pro 410
Ser Vai Ala Ile 425
ASp Pro Tyr Asp 440
Phe Ser Leu Asp Gln
300
Ala Glrt Gly His Asn 320
Thr Val Val Asp Thr 335
Thr Gln Ser Pro Val 350
Tyr Ser Arg His VaI 365
Cys Thr Ile Thr Leu 380
Asn Ser Ser Ile Leu 400
Thr Thr Ser Leu Val 4X5
Thr Cys Gln Lys Asp 430
Lys Leu Lys Phe Trp 445
Leu Asp Gln Tyr Pro 460 gggtctactg caaatttagc cagttcaaat tattttcctá cacctagtgg ttctatggtt 900 acctctgatg cccaaatatt caataaacct tattggttac aacgagcaca gggccacaat 960 aatggcattt gttggggtaa ccaactattt gttactgttg ttgatactac acgcagtaca 1020 aatatgtcat tatgtgctgc catatctact tcagaaacta catataaaaa tactaacttt 1080 aaggagtacc tacgacatgg ggaggaatat gatttacagt ttatttttca actgtgcaaa 1140 ataaccttaa ctgcagacgt tatgacacac atacattcta tgaattccac tattttggag 1200 gactggaatt ttggtctaca acctccccca ggaggcacac tagaagatac ttataggttt 1260 gtaacatccc aggcaattgc ttgtcaaaaa catacacctc cagcacctaa agaagatccc 1320 cttaaaaaat acactttttg ggaagtaaat ttaaaggaaa agttttctgc agacctagat 1380 cagtttcctt taggacgcaa atttttacta caataa 1416
<210> 4 <211> 1419 <212> DNA
<213> SEQÜÊNCIA PARCIAL Ll DO PAPILOMAVÍRUS HUMANO hpv 18 <400> 4
atggctttgt ggcggcctag tgacaatacc gtatatcttc cacctecttc Cgtggcaaga 60 gttgtaaata ccgatgatta tgtgactcgc acaagcatat tttatcatgc tggcagctct 120 agattattaa ctgttggtaa tccatatttt agggttcctg caggtggtgg caataagcag 180 gatattccta aggtttctgc ataccaatat agagtattta gggtgcagtt acctgaccca 240 aataaafcttg gtttacctga taatagtatt tataatcctg aaacacaacg tttagtgtgg 300 gcctgtgttg gagtggaaat tggcegtggt cagcctttag gtgttggcct tagtgggcat 360 ccattttata ataaattaga tgacactgaa agttcccatg ccgccacgtc taatgtttct 420 gaggacgtta gggacaatgt gtctgtagat tataagcaga cacagttatg tattttgggc 480 tgtgcccctg ccattgggga acactgggct aaaggcactg cttgtaaatc gcgtccttta 540 tcacagggcg attgcccccc ttbagaactt aaaaacacag ttttggaaga tggtgatatg 600 gtagatactg gatatggtgc catggacttt agtacattgc aagatactaa atgtgaggta 660 ccattggata tttgtcagtc tatttgtaaa tatcctgatt atttacaaat gtctgcagat 720 ccttatgggg attccatgtt tttttgctta cggcgtgagc agctttttgc taggcatttt 780 tggaataggg caggtactat gggtgacact gtgcctccat ccttatatat taaaggcaca 840 ggtatgcgtg cttcacctgg cagctgtgtg tattctccct ctccaagtgg ctctattgtt 900 acctctgact cccagttgtt taataaacca tattggttac ataaggcaca gggtcataac 960 aatggtgttt gctggcataa tcaattattt gttactgtgg tagataccac tcgcagtacc 1020 aatttaacaa tatgtgcttc tacacagtct cctgtacctg ggcaatatga tgctaccaaa 1080 tttaagcagc atageagaca tgttgaggaa tatgatttgc agtttatttt tcagttgtgt 1140 actactactt taactgcaga tgttacgtcc Catattcata gtatgaatag cagtatttta 1200 gaggattgga actttggtgt tccccccccg ccaactacta gtttggtgga taçatatcgt 1260 tttgtacaat ctgttgctat tacctgtcaa aaggatgctg caccggctga aaataaggat 1320 ccctatgata agttaaagtt ttggaatgtg gatttaaagg aaaagttttc tttagactta 1380 gatcaatatc cccttggacg taaatttttg gttcagtaa 1419
<210> 5 <211> 1419 <212> DNA
<213> SEQÜÊNCIA PARCIAL Ll DO PAPILOMAVÍRUS HUMANO hpv 31 <400> 5 atgtctctgt ggcggcctag cgaggctact gtctacttac cacctgtece agtgtctaaa 60 gttgtaagca cggatgaata tgtaacacga accaacatat attatcacgc aggcagtgct 120 aggccgctta cagtaggcca tccatattat tccataccta aatctgacaa tcctaaaaaa 180 atagttgtac caaaggtgtc aggattacaa tatagggtat ttagggttcg tttaccagat 240 ccaaacaaat ttggatttcc tgatacatct ttttataatc ctgaaactca acgcttagtt 300 tgggcctgtg ttggtttaga ggtaggtcgc gggcagccat taggtgtagg tattagtggt 360 catccattat taaataaatt tgatgacact gaaaactcta atagatatgc cggtggtcct 420 ggcactgata atagggaatg tatatcaatg gattataaac aaacacaact gtgtttactt 480 ggttgcaaac cacctattgg agagcattgg ggtaaaggta gtccttgtag taacaatgct 540 attacecctg gtgattgtcc tccactagaa ttaaaaaatt cagttataca agatggggat 600 atggctgata caggctttgg agçtatggat tttactgctt tacaagacac taaaagtaat 660 gttcctttgg acatttgtaa ttctatttgt aaatatccag attatcttaa aatggttgce 720 gagccatatg gcgatacatt atttttttat ttacgcaggg aacaaatgtt tgtaaggcac 780 ttetttaata gatcaggcac ggttggtgaa tcggtcccta ctgacttata tattaaaggc 840 tccggttcaa cagctacttt agctaacagt acatactttc ctacacctag cggctccatg 900 gttacttcag atgcacaaat tttcaataaa ccatattgga tgcaacgtgc tcagggacac 960 aataatggta tttgttgggg caatcagtta tttgttactg tggtagacac cacacgtagt 1020 accaatatgt ctgtttgtgc tgcaattgca aacagtgata ctacatttaa aagtagtaat 1080 tttaaagagt atttaagaca tggtgaggaa tttgatttac aatttatatt tcagttatgc 1140 aaaataacat tatctgcaga cataatgaca tatattcaca gtatgaatcc tgctattttg 1200 gaagattgga attttggatt gaccacacct ccctcaggtt ctttggagga tacetatagg 1260 tttgtcacct cacaggccat tacatgtcaa aaaactgccc cccaaaagcc caaggaagat 1320 ccatttaaag attatgtatt ttgggaggtt aatttaaaag aaaagttttc tgcagattta 1380 gatcagtttc cactgggtcg caaattttta ttacagtaa 1419
<210> 6
<211> 1428
<212> DNA
<213> SEQÜÊNCIA PARCIAL Ll DO PAPILOMAVÍRUS HUMANO HPV45
<400> 6
atggctttgt ggcggcctag cgacagtacg gtatatcttc caccaccttc tgtggccaga 60 gttgtcaaca ctgatgatta tgtgtcccgc acaagcatat tttaccatgc aggcagttcc 120 cgattattaa ctgtaggcaa tccacatttt agggttgtac Ctagtggtgc aggtaataaa 180 caggctgttc ctaaggtatc cgcatatcag tatagggtgt ttagagtagc tttacccgat 240 cctaataaat ttggattacc tgattctact atatataatc ctgaaacaca acgtttggtt 300 tgggcatgtg taggtatgga aattggtcgt gggcagcctt caggtattgg cctaagtggc 360 catccatttt ataataaatt ggatgataca gaaagtgctc atgcggctac ggctgttgtt 420 acgcaggatg ttagggataa tgtgtcagtt gattataagc aaacacagct gtgtatttta 480 ggttgtgtac ctgctattgg tgagcactgg gccaagggca cactttgtaa acctgcacaa 540 tcgcagcctg gtgactgtcc tcctttggaa cttaaaaaca ccattattga ggatggtgat 600 atggtggata caggttatgg ggcaacggat tttagtacat cgcaggatac aaagtgcgag 660 gttccatcag acatttgtca atccatctgt gatccctatg gggattctat gtttttttgc ttttggaata gggcaggtgt tatgggtgac actagcgcta atatgcgtga aacccctggc tctattacta cttctgattc tcaattattt ggccataaca atggtacttg ttggcataat cgcagtacta atttaacatt atgtgcctct cctactaagt ttaagcacta tagtagacat cagttgcgca ctattacttt aactgcagag agtatattgg aaaattggaa ttttggtgta acataccgtt ttgtgcaatc agttgctgtt aagcaggatc catatgataa attaaagttt tccgattcgg atcaatatcc ccttggtcga
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Claims (30)

1. Uso de uma proteína L1 do papilomavírus humano ou fragmento imunogênico da mesma de um primeiro tipo de HPV, caracterizado pelo fato de ser na preparação de um medicamento para reforçar uma resposta imune anteriormente evocada por uma proteína L1 do papilomavírus humano ou fragmento imunogênico da mesma de um tipo de HPV diferente.
2. Uso de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que o segundo tipo está filogeneticamente relacionado com o primeiro tipo.
3. Uso de acordo com as reivindicações 1 ou 2 de uma proteína L1 do HPV 31 ou HPV 52 ou fragmento imunogênico da mesma, caracterizado pelo fato de ser na preparação de um medicamento para reforçar uma resposta imune a uma vacina do HPV 16 que compreende uma proteína L1 ou fragmento da mesma.
4. Uso de acordo com a reivindicação 3 de uma proteína do HPV 31 ou fragmento imunogênico da mesma, caracterizado pelo fato de ser na preparação de um medicamento para reforçar uma resposta imune a uma vacina do HPV 16 que compreende uma proteína L1 ou fragmento da mesma.
5. Uso de acordo com a reivindicação 3 de uma proteína do HPV 52 ou fragmento imunogênico da mesma, caracterizado pelo fato de ser na preparação de um medicamento para reforçar uma resposta imune a uma vacina do HPV 16 que compreende uma proteína L1 ou fragmento da mesma.
6. Uso de acordo com as reivindicações 1 ou 2 de uma proteína L1 do HPV 16 ou fragmento imunogênico da mesma, caracterizado pelo fato de ser na preparação de um medicamento para reforçar uma resposta imune a uma vacina do HPV 31 ou HPV 52 que compreende uma proteína L1 ou fragmento da mesma.
7. Uso de acordo com a reivindicação 6 de uma proteína L1 do HPV 16 ou fragmento imunogênico da mesma, caracterizado pelo fato de ser na preparação de um medicamento para reforçar uma resposta imune a uma vacina do HPV 31 que compreende uma proteína Ll ou fragmento da mesma.
8. Uso de acordo com a reivindicação 6 de uma proteína Ll do HPV 16 ou fragmento imunogênico da mesma, caracterizado pelo fato de ser na preparação de um medicamento para reforçar uma resposta imune a uma vacina do HPV 52 que compreende uma proteína Ll ou fragmento da mesma.
9. Uso de acordo com as reivindicações 1 ou 2 de uma Proteína Ll do HPV 45 ou fragmento imunogênico da mesma, caracterizado pelo fato de ser na preparação de um medicamento para reforçar uma resposta imune a uma vacina do HPV 18 que compreende uma proteína Ll ou fragmento da mesma.
10. Uso de acordo com as reivindicações 1 ou 2 de uma proteína Ll do HPV 18 ou fragmento imunogênico da mesma, caracterizado pelo fato de ser na preparação de um medicamento para reforçar uma resposta imune a uma vacina do HPV 45 que compreende uma proteína Ll ou fragmento da mesma.
11. Programa de vacinação para a proteção contra a infecção e/ou doença por HPV, caracterizado pelo fato de que compreende a liberação de uma primeira vacina de HPV compreendendo uma proteína Ll ou fragmento imunogênico da mesma de pelo menos HPV 16 e HPV 18 e uma segunda vacina de HPV que não compreenda os componentes Ll de HPV 16 e HPV 18 da primeira vacina e que a segunda vacina compreenda uma proteína Ll ou fragmento imunogênico da mesma de pelo menos um outro tipo de HPV oncogênico, em que a primeira e segunda vacinas podem ser liberadas em qualquer ordem e a liberação é separada por um intervalo adequado.
12. Método para a prevenção da infecção e/ou doença por HPV, caracterizado pelo fato de que compreende a liberação de uma primeira vacina de HPV que compreenda uma proteína Ll ou fragmento imunogênico da mesma de pelo menos HPV 16 e HPV 18 e uma segunda vacina de HPV que não compreende componentes Ll do HPV 16 e HPV 18 da primeira vacina e que a segunda vacina compreende uma proteína Ll ou fragmento imunogênico da mesma de pelo menos um outro tipo de HPV oncogênico, em que a primeira e segunda vacinas podem ser liberadas em qualquer ordem e a liberação é separada por um intervalo de tempo adequado.
13. Método ou programa de acordo com as reivindicações 11 ou 12, caracterizado pelo fato de que a primeira vacina compreende proteína L1 ou fragmento imunogênico da mesma do HPV 16, HPV 18 e opcionalmente HPV 33.
14. Método ou programa de acordo com a reivindicação 13, caracterizados pelo fato de que a primeira vacina adicionalmente compreende proteína L1 ou fragmento imunogênico da mesma do HPV 58.
15. Método ou programa de acordo com qualquer uma das reivindicações de 11 a 13, caracterizado pelo fato de que a segunda vacina compreende uma proteína Ll ou fragmento imunogênico da mesma do HPV -31 e/ou HPV 45 e/ou HPV 52.
16. Método ou programa de acordo com a reivindicação 15, caracterizados pelo fato de que a segunda vacina compreende uma proteína L1 ou fragmento imunogênico da mesma do HPV 31 e HPV 45.
17. Método ou programa de acordo com a reivindicação 16, caracterizados pelo fato de que a segunda vacina compreende uma proteína L1 ou fragmento imunogênico da mesma do HPV 31, HPV 45 e HPV 52.
18. Método ou programa de acordo com qualquer uma das reivindicações de 11 a 17, caracterizados pelo fato de que a primeira e segunda vacinas não têm nenhuma proteína Ll ou fragmentos de proteína idênticos em comum.
19. Método ou programa de acordo com qualquer uma das reivindicações de 11 a 18, caracterizados pelo fato de que o componente de HPV 16 ou HPV 18 na primeira vacina protege contra a infecção pelo HPV e/ou doença causada por pelo menos um tipo de HPV na segunda vacina.
20. Composição de vacina, caracterizada pelo fato de que compreende uma combinação de uma proteína Ll do HPV 31 ou fragmento imunogênico da mesma e uma proteína Ll do HPV 45 ou fragmento imunogênico da mesma, a vacina não contendo a proteína Ll do HPV 16 ou HPV 18 ou fragmentos imunogênicos destes.
21. Composição de vacina de acordo com a reivindicação 20, caracterizada pelo fato de que inclui uma proteína Ll do HPV 52 ou fragmento imunogênico da mesma.
22. Kit, caracterizado pelo fato de que compreende uma primeira e segunda composições de vacina como definidas na reivindicação 11.
23. Kit de acordo com a reivindicação 22, caracterizado pelo fato de que o primeiro componente de vacina compreende as proteínas Ll do HPV 16 e HPV 18, ou fragmentos imunogênicos das mesmas e o segundo componente de vacina compreende as proteínas do HPV 31 e HPV 45, ou fragmentos imunogênicos das mesmas.
24. Uso, método, programa, vacina ou kit de acordo com qualquer uma das reivindicações precedentes, caracterizados pelo fato de que a proteína L1 do HPV está na forma de uma partícula equivalente a vírus.
25. Uso, método, programa, vacina ou kit de acordo com qualquer uma das reivindicações de precedentes, caracterizados pelo fato de que a primeira ou segunda vacina ou ambas compreendem um adjuvante.
26. Uso, método, programa, vacina ou kit de acordo com a reivindicação 25, caracterizados pelo fato de que o adjuvante compreende 3D- MPL.
27. Uso, método, programa, vacina ou kit de acordo com a reivindicação 25, caracterizados pelo fato de que o adjuvante compreende um sal de alumínio.
28. Uso, método, programa, vacina ou kit de acordo com as reivindicações 26 ou 27, caracterizados pelo fato de que o adjuvante compreende um sal de alumínio e 3D MPL.
29. Uso, método, programa, vacina ou kit de acordo com a reivindicação 26, caracterizados pelo fato de que o adjuvante compreende um adjuvante de emulsão de óleo em água e 3D-MPL.
30. Uso, método, programa, vacina ou kit de acordo com a reivindicação 29, caracterizados pelo fato de que a emulsão de óleo em água compreende um óleo metabolizável, um esterol e um agente emulsificante.
BRPI0610032-5A 2005-04-26 2006-04-24 uso de uma proteìna l1 do papilomavìrus humano ou fragmento imunogêico da mesma de um primeiro tipo de hpv, programa de vacinação para proteção contra a infecção e/ou doença por hiv, método para prevenção da infecção e/ou doença por hpv, composição de vacina, e, kit BRPI0610032A2 (pt)

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