BRPI0612757A2 - trocador de calor de feixe tubular com revestimento do fundo tubular resistente a desgaste - Google Patents

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BRPI0612757A2
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Helmut Schielke
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Werner Oelmann
Oliver Schwarz
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Abstract

TROCADOR DE CALOR DE FEIXE TUBULAR COM REVESTIMENTO DO FUNDO TUBULAR RESISTENTE A DESGASTE. O gás de fissão ou gás de descoqueificação saindo do forno de fissão de uma instalação de craqueamento térmica a alta velocidade, apesar de curtos tempos de permanência, contém partículas de coque, que têm forte efeito de corrosão sobre o fundo tubular do trocador de calor de feixe tubular no lado de entrada do gás. Seria desejável poder aplicar ao fundo tubular e à região de entrada dos tubos refrigeradores um revestimento metálico com alta resistência à corrosão à alta temperatura. Propõe-se um trocador de calor de feixe tubular com um revestimento de fundo tubular resistente a desgaste para emprego em instalações de craqueamento térmicas com tubos refrigeradores (1), que são atravessados em corrente pelo gás a ser refrigerado e são retidos em suas extremidades por um fundo tubular cada, e provido de um casco atravessado em corrente pelo agente refrigerante, sendo que o fundo tubular (2) do lado de entrada de gás é coberto em seu lado ativado em corrente pelo gás que entra no trocador de calor de feixe tubular ao menos parcialmente por uma camada de material, que consiste no lado frontal em cascos individuais, dispostos lado a lado e contíguos entre si nas arestas externas, inseridos nas extremidades tubulares (figura 1), que consistem em um material metálico resistente ao calor.

Description

Relatório Descritivo da Patente de Invenção para "TROCADORDE CALOR DE FEIXE TUBULAR COM REVESTIMENTO DO FUNDO TU-BULAR RESISTENTE A DESGASTE".
A presente invenção refere-se a um trocador de calor de feixetubular (RWÜ) com revestimento do fundo tubular resistente a desgaste paraemprego em instalações de craqueamento térmicas.
Tais trocadores de calor de feixe tubular são empregados, porexemplo, em instalações de etileno para produção de etileno mediante fissãotérmica a jusante de um conduto de transferência de um forno de fissão echamados de refrigeradores a gás de fissão ("Transferline Exchanger, TLE").
Refrigeradores de gás de fissão devem satisfazer requisitos ex-traordinariamente altos quanto à construção e às propriedades de material.
A mistura reacional quente (até cerca de 850°C) saindo do forno de fissãomediante pirólise de hidrocarbonetos - como nafta, LPG, etano ou tambémresíduos de hidrocraqueamento ("Unconverted Oil, Waxy") - deve ser rapi-damente resfriada nos refrigeradores de gás de fissão, para se evitar indese-jadas reações colaterais. O trocador de calor de feixe tubular serve comocaldeira de calor perdido, em que vapor de alta pressão pode ser produzidomediante evaporação de água de alimentação conduzida pelo lado de casco.
Durante o processo resultam nos fornos de fissão depósitos decoque, que devem ser removidos com ar mediante oxidação a certos interva-los (60 - 80 dias). Para a descoqueificação da potência de aquecimento doforno reduzida, uma mistura de ar/vapor é conduzida pelos tubos do forno defissão, com a qual os depósitos contendo carbono são queimados. Tambémse desprendem então partículas de coque, que são conduzidas com o gásde descoqueificação através do trajeto de gás de fissão pelo refrigerador degás de fissão para o conduto de descoqueificação.
O gás de fissão ou gás de descoqueificação saindo do forno defissão a alta velocidade entra usualmente, através de um conduto de transfe-rência, em uma câmara de entrada de gás axialmente disposta, por baixo,no refrigerador de gás de fissão e incide no fundo tubular inferior, para seraduzido ao processo ulterior depois de passar pelos tubos de trocador decalor do refrigerador de gás de fissão.
Apesar de curtos tempos de permanência, o gás de fissão con-tém partículas de coque, que têm forte efeito de corrosão às altas velocida-des do gás de fissão. Para se resfriar rapidamente a mistura reacional quen-te produzida no forno de fissão, o trajeto entre forno de fissão e tubos refri-geradores deve ser atravessado tão rapidamente quanto possível. Devido àcurta forma de construção, assim condicionada, da câmara de entrada degás, que usualmente se alarga em diâmetro do conduto de transferência pa-ra o refrigerador, o fluxo de gás com as partículas de coque se concentra naregião central do fundo tubular e dos tubos do refrigerador, que são particu-larmente afetados. O enfraquecimento assim produzido das paredes supor-tando a pressão requer considerável dispêndio de manutenção; os temposde paralisação a isso associados conduzem a perdas de produção.
Para solucionar problemas comparáveis são conhecidas diver-sas propostas, que se baseiam no emprego de materiais cerâmicos, refratá-rios, como forrações, peças moldadas ou revestimentos.
Da EP-A-O 567 674 são conhecidos trocadores de calor pararefrigeração de gás de síntese produzido em uma instalação de gaseificaçãode carvão, em que o fundo tubular do lado de entrada do gás com uma ca-mada cerâmica consiste em diversos invólucros dispostos lado a lado, qua-driformes, contíguos nas arestas externas, sendo que cada invólucro apre-senta uma abertura cônica, que se estreita em um segmento tubular, que seprojeta para dentro de um tubo trocador de calor. Essa solução não produzum fechamento estanque a gás entre os distintos elementos quadriformes.
Em refrigeradores de gás de fissão de uma instalação de olefina isto levariaà formação de coque nos compartimentos intermediários e a destruição dosmateriais. Além disso, as extremidades dos invólucros empregados formari-am uma aresta de ruptura no tubo, o que às altas velocidades de fluxo pre-sentes em refrigeradores de gás de fissão provocaria fortes remoinhos tendopor conseqüência erosões adicionais.
Na DE-C-44 04068 é descrito um revestimento cerâmico, que éformado de corpos moldados refratários. Estes podem ser por exemplo he-xagonais e providos de perfurações, pelas quais podem engatar pinos ouganchos soldados no lado inferior do fundo tubular. O corpo moldado é des-sa maneira enganchado no fundo tubular. Não se consegue com essa cons-trução um revestimento contínuo.
É conhecido ainda equipar tubos de refrigeração instalados emum reator com um revestimento refratário, bloqueador de erosão (conformeUS 4 124 068), para reduzir o risco de uma falha do tubo e a penetração deágua de refrigeração na mistura reacional ambiente à temperatura elevada.
Na DE 195 34 823 A foi proposto revestir os fundos tubulares nolado de entrada do gás com um produto refratário resistente à erosão, deligação química, em que o revestimento de uma massa socada é inicialmen-te aplicado em uma forma processável e, em seguida, queimado para umamassa refratária.
Essas aplicações têm em comum o fato de que combinam mate-riais cerâmicos, portanto não-metálicos, com o material de aparelhagem me-tálico, essencialmente aço. Na prática se comprovou que a combinação decomponentes cerâmicos e metálicos, devido às distintas propriedades dematerial, como coeficiente de dilatação térmica bem como distinta deforma-bilidade (quebradiço/dúctil) quando do processamento, montagem e conser-vação, requer dispêndio especial e é freqüentemente problemática. Cominvólucros de cerâmica encaixados surge, além disso, o problema de remoi-nhos e, portanto, solicitação especial do material na extremidade traseira doinvólucro, vista em direção de fluxo, pela aresta de ruptura ali existente. Emoposição às execuções na DE 195 34 823 comprovou-se que um revesti-mento com uma massa refratária não é viável na região de núcleo no meiodo fundo tubular, pois a superfície do fundo tubular não uniforme em combi-nação com as distintas propriedades de material faz com que surjam pro-blemas especiais na região de transição, por exemplo na aresta externa damassa refratária, como estouro da mesma ou erosão particularmente acen-tuada pelo redemoinho na aresta. Além disso, quando da aplicação de umrevestimento com um produto refratário apenas o fundo tubular como tal éprotegido. Mas também é vantajosa uma proteção ao menos da parte dian-teira do respectivo tubo refrigerador visto na direção de fluxo. Isso só podeser obtido mediante emprego de um invólucro ou casco.
Procurou-se fazer face ao problema de um afluxo e solicitaçãoessencialmente maior da zona nuclear em comparação com as zonas deborda, entre outros, por peças embutidas cônicas (conforme US-PS 35 52487) ou por dispositivos de desvio de tipo difusor sem peças embutidas (con-forme DE-PS 21 60 372) nas câmaras de entrada.
Além disso se propôs, tanto para uniformização do fluxo atravésda câmara de entrada como também para proteção do fundo tubular contraerosão, prover o trocador de calor de feixe tubular de peças embutidas debarras, que são curvadas para anéis, sendo que os anéis ficam dispostos aolongo da superfície de um cone, cuja ponta é dirigida para a entrada do gás(conforme EP 0 377 089 A1).
Com isso, as partículas de coque arrastadas pela corrente degás fluindo à alta velocidade na região do fluxo nuclear são freadas e parci-almente radialmente desviadas para fora, de modo que não mais leve a da-nos por erosão no fundo tubular e nos tubos. De outro lado, a tais peças em-butidas está associada uma indesejada pressão diferencial e uma perda derendimento devido ao correspondente aumento de tempo de permanência.
A invenção trilha um outro caminho, à medida que por um reves-timento metálico do fundo tubular e da região de entrada dos tubos refrige-radores se almeja uma eficaz proteção contra desgaste. O desbaste no fun-do tubular do lado de entrada e nos tubos refrigeradores tornava necessárioperiódicas paralisações para inspeção e manutenção dos refrigeradores degás de fissão, procedendo-se de tal maneira no passado que os fundos tu-bulares eram novamente levados à requerida espessura de parede por sol-dagem adicional e substituídos por segmentos os tubos refrigeradores. Esseprocesso é muito dispendioso e tampouco pode ser satisfatório no que con-cerne à capacidade de resistência do material empregado, pois o mesmoapresenta tão somente as mesmas propriedades que o originalmente em-pregado.Verificou-se que o desbaste de material na região de entrada dogás se dava não apenas por desbaste mecânico, mas sim por uma coopera-ção de corrosão à alta temperatura (formação de carepa) e desbaste mecâ-nico dos produtos de corrosão formados (oxido de ferro).
Constitui, portanto, objetivo da invenção aplicar ao fundo tubulare à região de entrada dos tubos refrigeradores um revestimento metálicocom alta resistência contra corrosão à alta temperatura, que apresente ade-mais propriedades de material semelhantes às do material da aparelhagem(ductilidade, coeficiente de dilatação térmica). Também um revestimentoparcial deve ser possível sem efeitos secundários negativos. Ademais, o re-vestimento deve ser de fácil aplicação e poder ser facilmente novamenteremovido ou trocado.
Esse objetivo é alcançado por um trocador de calor de feixe tu-bular com um revestimento de fundo tubular resistente contra o desgasteque aí ocorre para emprego em instalações de craqueamento térmicas comtubos refrigeradores (1), que são atravessados em corrente pelo gás a serrefrigerado e são retidos em suas extremidades por um fundo tubular cada, eprovido de um casco atravessado em corrente pelo agente refrigerante, sen-do que o fundo tubular (2) do lado de entrada de gás é coberto em seu ladoativado em corrente pelo gás que entra no trocador de calor de feixe tubularao menos parcialmente por uma camada de material, que consiste no ladofrontal em cascos individuais, dispostos lado a lado e contíguos entre si nasarestas externas, inseridos nas extremidades tubulares (figura 1), caracteri-zado pelo fato de que os cascos de inserção consistem em um material me-tálico resistente ao calor.
Os cascos de inserção (figura 2) são de estrutura em princípiosimples, a saber, no mais simples dos casos formados de um tubo (4) e deuma placa (5). O tubo é provido da placa em uma extremidade, sendo que aárea da placa se encontra a um ângulo de 90° para com o eixo longitudinaldo tubo. Expresso de outra maneira, se pode dizer que o tubo é perpendicu-lar à placa. A placa (figura 3) é interrompida, de modo que o gás afluindopode fluir para dentro do tubo através da placa. Em uma forma de execuçãosimples, a placa apresenta uma perfuração. Esta é, de preferência, seme-lhante ou igual ao diâmetro interno do tubo. A produção do casco de inser-ção se efetua quer como construção soldada, por levantamento de aparas,por fundição ou deformação a frio.
A placa é alinhada de preferência centralizada ao meio da seçãotransversal tubular. O eixo longitudinal do tubo conduz então pelo centro daárea da placa. Convenientemente também a mencionada perfuração se en-contra centralizada na área da placa.
A própria placa apresenta uma forma que é de tal maneira confi-gurada que as arestas externas das placas de cascos vizinhos estão de talmaneira contíguas entre si que o fundo tubular do lado de entrada está co-berto ao menos parcialmente em toda a área ou continuamente (figura 1).
As formas geométricas apropriadas das placas dependem de emque relações geométricas estão os distintos tubos refrigeradores dispostosentre si. Áreas geométricas individuais apropriadas, que formam por encostomútuo uma área maior fechada, são por exemplo áreas triangulares, especi-almente áreas quadrangulares, de lados iguais, especialmente retangulares,mas também losangos ou rombos e hexágonos, especialmente aqueles emque todos os ângulos ou comprimentos de lado são idênticos. Estando ostubos do feixe tubular de tal maneira dispostos que, em vista do alto, se for-ma uma rede de grade, sendo que os tubos marcam respectivamente ospontos de cruzamento e essa grade é quadrada, também é preferível que asplacas dos cascos sejam quadradas.
Vantajosamente, o tubo do casco apresenta um diâmetro externo,que é igual ou ligeiramente menor do que o diâmetro interno dos tubos refrige-radores. Apenas nesse caso podem os cascos de inserção ser inseridos comseu tubo de modo justo nos tubos refrigeradores. Na prática se comprovouque um ótimo comprimento dos tubos dos cascos de inserção se situa na fai-xa de 50 a 200 mm, sendo especialmente apropriados tubos com um compri-mento de 70 a 150 mm. Especialmente tubos com 100 a 120 mm de compri-mento são ótimos, pois isso corresponde ao segmento tubular dos tubos refri-geradores, que é ao máximo solicitado sob condições operacionais.A espessura de material do tubo e da placa do casco de inser-ção é ajustada às demais dimensões do trocador de calor de feixe tubular eàs condições operacionais. Usualmente, é ótima uma espessura de parededo tubo de cerca de 1 mm. A placa apresenta, de preferência, uma espessu-ra de 2 mm a 10 mm.
Como já mencionado, o desbaste de material se dá na região deentrada de gás, especialmente na região central, fortemente solicitada, daplaca tubular por uma combinação de corrosão à alta temperatura (formaçãode carepa) e desbaste mecânico dos produtos de corrosão formados (óxidosde ferro). Isso é algo novo à medida que nos círculos especializados até en-tão se supunha que o desbaste de material se dava apenas ou ao menospredominantemente por abrasão mecânica. Isso impedia que o especialistaempregasse revestimentos metálicos em favor de revestimento cerâmicosou de massa refratária, sobretudo porque o método outrora usual da solda-gem era trabalhoso e custoso e não ocasionava tempos de paralisação de-masiado longos.
A invenção parte do conhecimento de que materiais metálicos,que sob as condições processuais dadas são suficientemente resistentescontra corrosão à alta temperatura, às quais portanto na superfície não sãocontinuamente formados produtos de corrosão, são então suficientementeresistentes contra a solicitação por abrasão meramente mecânica. Nessamedida, são portanto empregadas de preferência ligas de metal resistentesà corrosão à alta temperatura, especialmente aços e ligas à base de níquelcom alto teor de cromo. Devido a essa resistência sob as condições proces-suais mencionadas, são particularmente preferidos aços austeníticos paraprodução dos cascos de inserção.
Para se obter um favorável fluxo de gás, essa entrada dos cas-cos é configurada cônica ou arredondada (6).
Para que na extremidade traseira do casco introduzido no tuborefrigerador não surja uma aresta de ruptura, que possa levar a redemoinhoe desbaste de material no tubo refrigerador, a extremidade tubular contra-posta à placa do casco de inserção é chanfrada (7).Uma outra vantagem dos cascos de inserção empregados deacordo com a invenção reside na deformabilidade do material metálico doqual são fabricados. Isso permite unir os cascos com um processo usualsimples, por exemplo mediante laminação, de modo firme e contínuo, com otubo refrigerador. Alternativamente à laminação, pode também ser aplicadoo processo da aplicação hidráulica.
As propriedades de material dos cascos de inserção permitemuma execução dos cascos com parede delgada, sendo assim minimizada aformação de uma aresta de ruptura na extremidade tubular contraposta aolado frontal. Além disso, graças a uma casco delgado, firmemente unido como tubo refrigerador, a troca de calor é apenas um pouco impedida e a potên-cia de refrigeração do trocador de calor de feixe tubular nesse ponto não éprejudicada.
Em comparação com o estado atual da técnica, a presente in-venção apresenta as seguintes vantagens:
- as peças de trabalho ou cascos de inserção são, em compara-ção com cerâmica, muito robustos e não precisam ser especialmente prote-gidos contra impacto ou queda;
- à manutenção de medida tanto dos tubos refrigeradores comotambém ao casco não são feitas exigências tão altas como à cerâmica. Issose deve, entre outros, ao fato de que só pela laminação ou assentamentohidráulico é estabelecida a firme união entre tubo refrigerador e tubo de cas-co. O processo é, portanto, aplicável especialmente também em reparaçõesou reequipamentos de refrigeradores já usados com tubos refrigeradoresaumentados em diâmetro interno. Com tais refrigeradores já previamenteavariados, devido ao desbaste de material ocorrido, é necessária maior dila-tação, mas desde logo viável com os materiais empregados. Os cascos deinserção quando da laminação ou aplicação hidráulica são então um poucomais dilatados do que em tubos refrigeradores comparáveis, não previamen-te avariados;
- baixos custos de fabricação, graças a materiais e processosusuais, fabricação em série automatizável;- com um refrigerador a ser submetido à manutenção são ne-cessários apenas poucos trabalhos prévios, por exemplo jato de areia, masnenhum outro tratamento de superfície e tampouco obturação dos tubos co-mo por exemplo quando da aplicação de uma massa socada;
- os custos de montagem são baixos, pois se trata de ferramen-tas padronizadas nas ferramentas empregadas;
- o tempo de montagem é comparativamente curto, pois não énecessária aplicação de ancoragens, aparafusamentos ou semelhantes,nem de soldagem ou pirogravação, como por exemplo em uma massa socada;
- também é muito importante a desmontagem fácil e rápida doscascos de inserção empregados sem o perigo de uma avaria do refrigerador.
De preferência, para tanto entre aplaca e tubo com uma ferramenta apropri-ada (por exemplo cortador de tubo interno, fresa, broca) é aplicado um cortede separação. Depois da remoção da placa, é inserido um mandril entre tuborefrigerador e tubo de casco, depois do que este é manualmente puxado;
- as placas dos cascos de inserção podem ser chanfradas em. suas bordas, a saber, ali onde as bordas formam a borda externa da área
total formada, portanto não em bordas de cascos de inserção vizinhos, paranão formar arestas vivas entre a placa do casco de inserção e o fundo tubular.
O emprego dos trocadores de calor de feixe tubular de acordocom a invenção não está restrito a instalações de craqueamento térmicas.
Antes, também podem ser empregados em outros processos, em que sãofeitas exigências semelhantes ao material devido às condições do processo,por exemplo a jusante de fornalha de camada turbulenta bem como turbinasde combustão.
Os trocadores de calor de feixe tubular de acordo com a inven-ção podem ser configurados segundo todas as formas de construção usuais,por exemplo trocadores de calor de placas fixas, de cabeçote flutuante, detubo em U. Em instalações de craqueamento são usualmente empregadostrocadores de calor de placas fixas.A figura 1 mostra um desenho em seção transversal por um fun-do tubular (2) com 2 tubos refrigeradores (1) aqui a título de exemplo, queestão unidos com a placa de fundo por uma solda de tubo (3). Nos tubosrefrigeradores está respectivamente inserido um casco consistindo em tubode casco (4) e placa de casco (5). As placas dos cascos de tubos (1) vizi-nhos têm um rebordo (8) comum, no qual ficam justamente contíguos. Comisso, o fundo tubular (2) pode ser completamente recoberto. O gás de fissãoafluindo em corrente não incide portanto no mesmo, mas sim no lado frontalda placa dos cascos de inserção.
A figura 2 mostra um casco de inserção em corte longitudinal ena figura 3 o mesmo casco em vista do alto. O casco é formado pelo tubo decasco (4) e pela placa de casco (5). Vêem-se nitidamente a região de entra-da (6) arredondada bem como a extremidade tubular (7) chanfrada.
LISTAGEM DE REFERÊNCIA
1 tubo refrigerador
2 fundo tubular
3 soldagem do tubo
4 tubo de casco
5 placa de casco
6 região de entrada arredondada
7 extremidade de tubo chanfrada
8 rebordo

Claims (13)

1. Trocador de calor de feixe tubular (RWÜ) com um revestimen-to de fundo tubular resistente a desgaste para emprego em instalações decraqueamento térmicas com tubos refrigeradores (1), que são atravessadosem corrente pelo gás a ser refrigerado e são retidos em suas extremidadespor um fundo tubular cada, e provido de um casco atravessado em correntepelo agente refrigerante, sendo que o fundo tubular (2) do lado de entradade gás é coberto em seu lado ativado em corrente pelo gás que entra notrocador de calor de feixe tubular ao menos parcialmente por uma camadade material, que consiste no lado frontal em cascos individuais, dispostoslado a lado e contíguos entre si nas arestas externas, inseridos nas extremi-dades tubulares, caracterizado pelo fato de que os cascos de inserção con-sistem em um material metálico resistente ao calor.
2. Trocador de calor de feixe tubular (RWÜ) de acordo com areivindicação 1, caracterizado pelo fato de que os cascos de inserção sãoformados de um tubo (4), que é provido em uma extremidade de uma placa(5), que está alinhada a um ângulo de 90° para com o eixo longitudinal dotubo e de tal maneira interrompida que o gás afluindo pode fluir para dentrodo tubo (4) através da placa (5).
3. Trocador de calor de feixe tubular (RWÜ) de acordo com areivindicação 2, caracterizado pelo fato de que a placa (5) está alinhada cen-tralizada ao meio da seção transversal do tubo.
4. Trocador de calor de feixe tubular (RWÜ) de acordo com areivindicação precedente, caracterizado pelo fato de que a placa (5) apre-senta uma forma que é de tal maneira configurada que as arestas externasdas placas de cascos vizinhos estão de tal maneira contíguas entre si (8)que o fundo tubular do lado de entrada está coberto ao menos parcialmenteem toda a área ou continuamente.
5. Trocador de calor de feixe tubular (RWÜ) de acordo com umadas reivindicações precedentes 2 a 4, caracterizado pelo fato de que a placa(5) é retangular, de preferência quadrada.
6. Trocador de calor de feixe tubular (RWÜ) de acordo com umadas reivindicações precedentes 2 a 5, caracterizado pelo fato de que o tubo(4) do casco apresenta um diâmetro externo, que é igual ou ligeiramentemenor do que o diâmetro interno dos tubos refrigeradores (1).
7. Trocador de calor de feixe tubular (RWÜ) de acordo com umadas reivindicações precedentes 2 a 6, caracterizado pelo fato de que o tubo(4) do casco de inserção apresenta um comprimento de 50 a 200 mm, depreferência 70 a 150 mm, especialmente 100 a 120 mm.
8. Trocador de calor de feixe tubular (RWÜ) de acordo com umadas reivindicações precedentes 2 a 7, caracterizado pelo fato de que o tubo(4) do casco de inserção apresenta uma espessura de parede de 1 mm.
9. Trocador de calor de feixe tubular (RWÜ) de acordo com umadas reivindicações precedentes 2 a 8, caracterizado pelo fato de que a placa(5) do casco de inserção apresenta uma espessura de 2 a 110 mm.
10. Trocador de calor de feixe tubular (RWÜ) de acordo comuma das reivindicações precedentes 2 a 9, caracterizado pelo fato de que ocasco de inserção consiste em um aço austenítico.
11. Trocador de calor de feixe tubular (RWÜ) de acordo comuma das reivindicações precedentes 2 a 10, caracterizado pelo fato de que aextremidade tubular do casco de inserção contraposto à placa (5) é chanfrada.
12. Trocador de calor de feixe tubular (RWÜ) de acordo comuma das reivindicações precedentes 2 a 11, caracterizado pelo fato de que ocasco de inserção está firmemente unido ao respectivo tubo refrigerador (1)por laminação ou aplicação hidráulica.
13. Processo para equipar um Trocador de calor de feixe tubular(RWÜ) como definido na reivindicação 1, com um camada de material, ca-racterizado pelo fato de que cascos formados de um tubo (4) e de uma placa(5) são inseridos nos tubos trocadores de calor e o tubo (4) inserido do cas-co é firmemente unido ao tubo trocador de calor (1) por laminação ou aplica-ção hidráulica.
BRPI0612757-6A 2005-07-07 2006-07-03 trocador de calor de feixe tubular com revestimento do fundo tubular resistente a desgaste BRPI0612757A2 (pt)

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