BRPI0620430A2 - métodos para tratar infecções do trato gastrointestinal com tigeciclina - Google Patents

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Syed Muzafar Shah
Mahdi Bakir Fawzi
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Abstract

MéTODOS PARA TRATAR INFECçõES DO TRATO GASTROINTESTINAL COM TIGECICLINA. Descritos aqui são métodos para tratar pelo menos uma infecção bacteriana, tal como infecções gastrointestinais inferiores, compreendendo administrar uma composição farmaceutica que compreende tigeciclina oralmente. A composição pode adotar as formas sólidas ou líquidas, tal como soluções, dispersões, ou formas sólidas que compreendem tigeciclina tendo pelo menos um revestimento entérico.

Description

Relatório Descritivo da Patente de Invenção para "MÉTODOS PARA TRATAR INFECÇÕES DO TRATO GASTROINTESTINAL COM TIGECICLINA".
Este pedido reivindica prioridade ao Pedido dos Estados Unidos N- 60/753.161, depositado em 22 de dezembro de 2005, que está por este meio incorporado por referência.
Em uma modalidade, esta invenção refere-se aos métodos para tratar infecções do trato gastrointestinal com formulações orais.que compre- endem tigeciclina.
A tigeciclina é um antibiótico de glicilciclina, isto é* uma base livre ao naftacenocarboxamida substituída por t-butilglicila, e um análogo da tetraciclina de semi-sintética, minociclina.
<formula>formula see original document page 2</formula>
As tetraciclinas, tal como cloridrato de clortetraciclina (Aureomi- cina) e oxitetraciclina (Terramicina) são seguras e foram usadas terapeuti- camente como antibióticos de amplo espectro desde 1948. Porém, o apare- cimento de resistência a estes antibióticos limitou seu uso difundido continu- ado. A tigeciclina foi deste modo desenvolvida como um agente para poten- cialmente restaurar a utilidade terapêutica para tetraciclinas superando os mecanismos de resistência à tetraciclina. A tigeciclina também pode fornecer atividade contra o surgimento de patógenos resistentes a multidroga. As Qli- cilciclinas, incluindo tigeciclina, são ativas contra muitas bactérias patogêni- cas gram-positivas resistentes ao antibiótico, tal como Staphylococcus au- reus resistente à meticilina, Estreptococo pneumoniae resistente à penicilina, e enterococci resistente à vancomicina (Weiss e outro, 1995; Fraise e outro, 1995). A tigeciclina também é ativa contra cepas bacterianas que carregam as duas formas principais de resistência à tetraciclina, efluxo e proteção ri- bossômica (Schnappinger e Hillen, 1995).
Houve investigações no tratamento de infecções na trato gastro- intestinal. Por exemplo, Vancocin® é uma forma de cápsula oral da vanco- micina de droga I.V., que é usada para tratar infecções do cólon e do intesti- no, incluindo aquelas causadas por cepas da bactéria de Staphylococcus ou Clostridium Difficile que não respondem aos antibióticos mais comuns. C. difficile é uma bactéria, que sob certas circunstâncias, tipicamente após a terapia antibiótica, pode colonizar no trato gastrointestinal inferior onde pode produzir toxinas que podem causar inflamação do cólon e diarréia, e compli- cações possivelmente associadas da doença. A idade avançada, cirurgi- a/manipulação gastrointestinal, longa duração de permanência em ambien- tes de cuidado médico, doenças subjacentes, e condições de imunocom- prometedoras que podem ser associadas com o risco aumentado da doen- ça. De acordo com o CDC, há aproximadamente 3.000.000 casos de diarréia associada ao antibiótico por ano, dos quais 15 a 25 por cento são causados por C. difficile.
Vancomicina não é absorvida no trato G.I., quando dosada oral- mente. Além disso, Vancocin® tem atividade relativamente baixa (M.I.C.) contra Clostridium Difficile, que pode resultar na necessidade por doses altas de vancomicina oral (125 mg ou 250 mg). As doses altas também podem ter o potencial de produzir efeitos colaterais indesejáveis.
Embora uma formulação intravenosa de tigeciclina tenha sido preparada, os protótipos de liberação imediata orais simples que contêm tigeciclina resultaram em pobre biodisponibilidade em animais. (Petersen e outro, (Petersen e outros, Antimicrobial Agents and Chemotherapy, Abril de 1999, Vol. 43, N9 4 p. 738-744.). Porém, não foi testada a efetividade de tais formulações orais contra condições de Clostridium Difficile.
Tigeciclina é muito solúvel em água com solubilidade maior do que 295 mg/mL sobre a faixa de pH total de 1 a 14. Porém, os estudos de permeabilidade de monocamada de célula de tigeciclina (1 mM em etanol e tampão, pH 6 a 6,4) mostram um baixo valor de 0,4 nm s"\ sugerindo uma baixa permeabilidade de Gi1 que é de acordo com a baixa biodisponibilidade oral encontrada nos animais.
Conseqüentemente, permanece uma necessidade para desen- volver um método para tratar infecções do trato gastrointestinal com tigeci- clina.
Breve Descrição dos Desenhos
Figura 1 é um plote de percentual de liberação de tigeciclina (y- eixo) versus tempo (eixo x, min);
figura 2 mostra o desempenho analítico de tigeciclina em plasma de macaco, QC baixo (controle de qualidade) - 300 ng/mL como um plote de concentração de plasma de tigeciclina (y-eixo) vs. número de curva (x-eixo);
figura 3 mostra o desempenho analítico de tigeciclina em plasma de macaco, QC A médio de 663 ng/mL como um plote de concentração de plasma de tigeciclina (y-eixo) vs. número de curva (x-eixo);
figura 4 mostra o desempenho analítico de tigeciclina em plasma de macaco, QC B médio de 556 ng/mL como um plote de concentração de plasma de tigeciclina (y-eixo) vs. número de curva (x-eixo);
figura 5 mostra o desempenho analítico de tigeciclina em plasma de macaco, QC alto de 3000 ng/mL como um plote de concentração de plasma de tigeciclina (y-eixo) vs. número de curva (x-eixo);
figura 6 é um plote de concentração de plasma (y-eixo) vs. tem- po (x-eixo) perfil de tigeciclina em macacos após uma única dose intraveno- sa de 5 mg/kg;
figura 7 é um plote de concentração de plasma de tigeciclina (y- eixo) vs. número de curva (x-eixo), mostrando o desempenho analítico de ensaio de tigeciclina em plasma de macaco: QC baixo (controle de qualida- de) - 30 ng/mL;
figura 8 é um plote de concentração de plasma de tigeciclina (y- eixo) vs. número de curva (x-eixo), mostrando o desempenho analítico do ensaio de tigeciclina em plasma de macaco: QC médio - 300 ng/mL;
figura 9 é um plote de concentração de plasma de tigeciclina (y- eixo) vs. número de curva (x-eixo), mostrando o desempenho analítico de ensaio de tigeciclina em plasma de macaco: QC alto - 800 ng/mL·; e
figura 10 é um plote de concentração de plasma de tigeciclina (ng/ml, y-eixo) vs. tempo (h, x-eixo) após uma única dose oral (cápsula de microparticulado encapsulada de 100 mg) em macaco cinomolgos macho jejuado.
Uma modalidade da presente invenção fornece um método para tratar pelo menos uma infecção bacteriana, compreendendo:
administrar oralmente a um indivíduo em necessidade desta, uma composição farmacêutica que compreende uma quantidade terapeuti- camente eficaz de tigeciclina.
Em uma modalidade, a pelo menos uma infecção bacteriana é uma infecção gastrointestinal (Gl), isto é, a infecção ocorre no trato gastroin- testinal. O trato gastrointestinal inclui a área do Gl superior e inferior. O trato Gl superior inclui o estômago e esôfago. Em uma modalidade, "trato gastro- intestinal inferior" como usado aqui se refere ao íleo e intestino grosso. "í- leo" como usado aqui se refere a uma terceira parte do intestino delgado que continua no duodeno e jejuno. "Intestino grosso" como usado aqui compre- ende o ceco, cólon e reto. "Ceco" se refere a um saco cego a partir do intes- tino grosso e em um final do qual o íleo de abre.
Em uma modalidade, pelo menos uma infecção bacteriana é causada por bactérias anaeróbias.
Em uma modalidade, pelo menos uma infecção bacteriana é causada por Clostridium difficile. C. difficile é uma bactéria que sob certas circunstâncias pode colonizar na trato gastrointestinal inferior onde pode produzir toxinas que podem causar inflamação do cólon e diarréia. Em uma modalidade, o tratamento pode resultar no tratamento da infecção e/ou de complicações associadas da doença. Além disso, um genótipo de emersão de C. difficile produz níveis de toxina que são 16-23 vezes mais altos do que as cepas previamente identificadas.
Embora estudos prévios (Petersen e outro) tenham mostrado baixa biodisponibilidade de sangue de tigeciclina quando um protótipo de liberação imediata oral simples foi administrado, a bioatividade alta de tige- cilcina (por exemplo, quando comparado a vancomicina) contra infecções bacterianas, tal como C. difficile, pode resultar, no entanto, em um tratamen- to efetivo. Em uma modalidade, ao tratar infecções do trato gastrointestinal, a baixa biodisponibilidade de sangue indica que a biodisponibilidade no trato Gl é alta, isto é, a maioria da formulação está presente no estômago.
Outra modalidade fornece um método para tratar colite pseudo- membranosa associada ao antibiótico causada por C. difficile e enterocolite causada por S. aureus e cepas resistentes a meticilina associadas compre- endendo:
oralmente administrar a um indivíduo em necessidade desta, uma composição farmacêutica que compreende uma quantidade terapeuti- camente eficaz de tigeciclina.
Em uma modalidade, "administrar oralmente" compreende per- mitir o paciente engolir a composição farmacêutica. Em outra modalidade, a administração oral é realizada por um tubo nasal-gástrico para liberação pa- ra o intestino grosso.
"Composição farmacêutica" como usado aqui se refere a uma composição medicinal na forma sólida ou líquida. A composição farmacêuti- ca pode conter pelo menos um portador farmaceuticamente aceitável.
Em uma modalidade, a composição também compreende pelo menos um excipiente ou portador inerte, farmaceuticamente aceitável. "Ex- cipiente farmaceuticamente aceitável" como usado aqui se refere aos porta- dores ou veículos farmacêuticos adequados para administração de tigecicli- na que inclui qualquer tal portador conhecido por aqueles versados na técni- ca por ser adequado para administração oral.
Em uma modalidade, a formulação oral não libera uma quanti- dade substancial de tigeciclina no estômago e uma liberação substancial ocorre quando a formulação chega ao trato gastrointestinal, tal como o trato gastrointestinal inferior. Em uma modalidade, a composição farmacêutica compreende tigeciclina tendo uma camada entérica. Em uma modalidade, "tendo um revestimento entérico" se refere aos arredores de um volume de tigeciclina. Em outra modalidade, o revestimento entérico circunda substan- cialmente cada partícula de Tigeciclina. O "revestimento" pode compreender um revestimento ou sub-revestimentò. "Revestimento", ou "arredores" como usado aqui, pode variar, por exemplo, de pelo menos parcialmente revestir ou circundar até e incluindo um revestimento ou arredor completo. Em uma modalidade, revestimento ou arredor se refere a substancialmente revestir, tal como 90%, 95%, e 99% do revestimento em peso. Em uma modalidade, o revestimento entérico pode ser suficientemente uniforme para conferir es- tabilidade física à tigeciclina, por exemplo, prevenindo a degradação por qualquer método descrito aqui.
Em uma modalidade, um "revestimento entérico" pode permitir pelo menos uma porção substancial de uma formulação passar pelo estô- mago e se desintegrar nos intestinos. Os materiais exemplares para a prepa- ração de revestimentos entéricos incluem, porém não estão limitados a co- polímero de éster de ácido de metacrilatometilacrilato de dimetilaminoetila, resinas acrílicas aniônicas tal como copolímero de ácido metacrílico/acrilato de metila e copolímero de ácido metacrílico/acrilato de etila, copolímero de etilacrilato-metilmetacrilato, succinato de acetato de hidroxipropilmetilcelulo- se (HPMCAS), ftalato de hidroxipropilmetilcelulose (HPMCP), ftalato de ace- tato de celulose (CAP), ftalato de acetato de carboximetilcelulose (CMCAP), hidroxipropilmetilcelulose, hidroxietilcelulose, metilidroxietilcelulose, carboxi- metilcelulose de sódio, hidroxipropilcelulose, polivinil pirrolidona, goma laca, metilcelulose, e etilcelulose, e misturas e copolímeros destes.
Em uma modalidade, os revestimentos entéricos podem ser for- mados por métodos conhecidos na técnica para formar películas políméricas.
Em uma modalidade, a composição também compreende uma cobertura de selo. Em uma modalidade, a cobertura de selo fica posicionada abaixo da cobertura entérica. Em outra modalidade, a composição pode con- ter pelo menos uma cobertura de selo adicional que se sobrepõem à cober- tura entérica, que sucessivamente cobre uma primeira cobertura de selo. Em uma modalidade, a cobertura de selo compreende qualquer material ade- quado para formar camadas entéricas, tal como celulose de hidroxipropila, polivinil pirrolidona, carboximetilcelulose de sódio, e hipromelose, ou qual- quer outro material de revestimento entérico descrito aqui.
Em uma modalidade, pelo menos um revestimento entérico pode proteger tigeciclina de degradação substancial. A tigeciclina pode ter pelo menos dois mecanismos de degradação. Em pH baixo, a epimerização do grupo de dimetilamino na posição 4 foi identificada como uma rotina de de- gradação principal. Em pH mais alto do que 7,4, o mecanismo de degrada- ção muda para oxidação, uma vez que os grupos fenólicos podem se tornar desprotonados. Por exemplo, a tigeciclina pode ser estabilizada tanto no es- tado sólido quanto em solução eliminando oxigênio. Uma vez que o oxigênio é eliminado, o pH de estabilidade ideal muda de 4,5 para 8 onde a epimeri- zação está em seu mínimo.
Em uma modalidade, a composição também compreende pelo menos um agente de quelação. O cálcio se liga às tetraciclinas, que reduz sua solubilidade em água. Pode haver uma perda de 30 a 40% de tigeciclina devido à precipitação do complexo de cálcio em pH 7,4. Deste modo, a liga- ção de cálcio e precipitação subseqüente do sal de cálcio/tigeciclina podem ser pelo menos parcialmente responsáveis pela baixa biodisponibilidade o- ral. Os agentes de quelação exemplares incluem ácido etilenodiaminatetraa- cético (EDTA), ácido 0,0'-bis(2-aminoetil)etilenoglicol-N,N,N',N,-tetraacético (EGTA), citratos, e tartaratos.
Em uma modalidade, a composição também compreende pelo menos uma base. Em uma modalidade, a pelo menos uma base fornece a composição um microambiente que tem um pH que varia de 4 a 8,5 quando liberado, tal como um pH que varia de 7,8 a 8,5 quando liberado. Em uma modalidade, o pH do microambiente refere-se ao pH da área imediatamente circundando a composição. Em outra modalidade, o microambiente se refere à área dentro da cobertura de selo. As bases exemplares incluem, porém não estão limitadas a, fosfatos, tal como pelo menos um fosfato de sódio, carbonato tal como carbonato de sódio e potássio, bicarbonato, tal como bicarbonato de sódio e potássio, citratos, tal como citrato de sódio, e tartara- tos. Adicionalmente, em algumas modalidades, as espécies de tam- pão podem afetar a estabilidade de tigeciclina negativamente. Em uma mo- dalidade, pelo menos uma base pode ser capaz de se opor aos efeitos de tais espécies de tampão.
Em uma modalidade, a composição também compreende pelo menos um biopolímero. Por exemplo, em modalidades onde a composição é usada para tratar infecções no trato Gl, tal como o trato Gl interna ou inferior, pelo menos um biopolímero pode agir como um adesivo ao trato Gl interno e então pode permitir a absorção realçada de tigeciclina. Os biopolímeros e- xemplares incluem, porém não estão limitados a, hipromelose e goma xan- tana, e carbômero.
Por exemplo, os excipientes adequados incluem (a) cargas ou prolongadores tal como gomas, lactose, sacarose, glicose, manitol, e ácido silícico; (b) aglutinantes tal celulose e derivados de celulose (tal como hidro- xipropilametilcelulose, hidroxipropilacelulose, e carboximetilcelulose), algina- tos, gelatina, polivinilpirrolidona, sacarose, e acácia; (c) umectantes, tal co- mo glicerol; (d) agentes desintegrantes tal como glicolato de amido de sódio, croscarmellose, ágar-ágar, carbonato de cálcio, amido de batata ou tapioca, ácido algínico, certos silicatos, e carbonato de sódio; (e) agentes retardantes de solução tal como parafina; (f) aceleradores de absorção tal como com- postos de amônio quaternários; (g) agentes hidratantes, tal como álcool de cetila e monoestearato de glicerol, ésteres de ácido graxo de sorbitan, polo- xâmeros, e polietileno glicóis; (h) absorventes tal como argila de caulim e bentonita; (i) lubrificantes tal como talco, estearato de cálcio, estearato de magnésio, polietileno glicóis sólidos, sulfato de Iaurila de sódio, e misturas destes; e (j) deslizantes (antiaderentes) tal como talco, e dióxido de silicone. Por exemplo, outros excipientes adequados incluem citrato de sódio ou fos- fato de dicálcio. As formas de dosagem também podem compreender os agentes de tamponamento.
As formulações orais também podem empregar carga em cápsu- las carregadas de gelatina macia e dura usando tais excipientes como açú- car de lactose ou leite como também polietileno glicóis de peso molecular elevado.
Em uma modalidade, a composição farmacêutica está na forma líquida. Tais composições podem compreender dispersões, suspensões, emulsões ou soluções aquosas ou não-aquosas farmaceuticamente aceitá- veis como também pós estéreis e/ou pó Iiofilizado para reconstituição em soluções ou dispersões estéreis antes de uso. Os exemplos de portadores, diluentes, solventes ou veículos adequados aquosos e não-aquosos incluem água, etanol, polióis (tal como glicerol, propileno glicol, e prolietileno glicol), e misturas adequadas destes, óleos vegetais (tal como azeite de oliva), e éste- res orgânicos tal como oleato de etila. A fluidez apropriada pode ser manti- da, por exemplo, pelo uso de materiais de revestimento tal como lecitina, pela conservação do tamanho de partícula exigido no caso de dispersões, e pelo uso de tensoativos.
Em uma modalidade, a forma líquida é uma solução ou suspen- são que tem um pH menor do que 7,5.
Em uma modalidade, a forma líquida é fornecida em frascos ou outros recipientes adequados.
Estas composições também podem conter adjuvantes tal como preservativos, agentes umectantes, agentes emulsificantes, e agentes dis- persantes. Elas também podem conter marcadores (taggants) ou outros a- gentes anti-falsificação que são bem conhecidos na técnica. A prevenção da ação de microorganismos pode ser garantida pela inclusão de vários agen- tes antibacterianos e antifúngicos, por exemplo, parabeno, clorobutanol, e ácido sórbico de fenol. Também pode ser desejável incluir agentes isotôni- cos tal como açúcares, e cloreto de sódio. A absorção prolongada da forma farmacêutica líquida pode ser realizada pela inclusão de agentes, que retar- dam a absorção como monoestearato de alumínio e gelatina.
As formas de dosagem líquidas incluem emulsões, soluções, suspensões, xaropes, e elixires farmaceuticamente aceitáveis. Além dos compostos ativos, as formas de dosagem líquidas podem conter diluentes inertes geralmente usados na técnica, tal como água ou outros solventes, agentes solubilizantes e emulsificadores tal como ciclodextrinas, álcool etíli- co, álcool isopropílico, carbonato de etila, acetato de etila, álcool benzílico, benzoato de benzila, propileno glicol, 1,3-butileno glicol, formamida de dime- tila, óleos (em particular, óleo de caroço de algodão, amendoim, milho, ger- me, azeitona, rícino, e gergelim), glicerol, álcool tetraidrofurfurílico, polietile- no glicóis, e ésteres de ácido graxo de sorbitano, e misturas destes.
As suspensões, além dos compostos ativos, podem conter pelo menos um agente de suspensão tal como, por exemplo, goma xantana, go- ma guar, goma arábica, hidroxipropilmetilcelulose, álcoois de isoestearila etoxilado, sorbitol de polioxietileno e ésteres de sorbitan, celulose ou deriva- dos de celulose (por exemplo, celulose microcristalina), metaidróxido de a- lumínio, bentonita, agar agar, e tragacanto, e misturas destes.
As composições farmacêuticas podem opcionalmente conter os agentes opacificantes e corantes. Elas também podem estar em uma forma capaz de liberação controlada ou contínua. Os exemplos de composições de incrustação que podem ser usadas para tais propósitos incluem substâncias poliméricas e ceras.
Onde a composição é uma suspensão que contém tigeciclina pulverizada, a suspensão pode também compreender, por exemplo, de cer- ca de 0,05% a 5% de agente de suspensão em peso, xaropes contendo, por exemplo, de cerca de 10% a 50% de açúcar em peso, e elixires contendo, por exemplo, de cerca de 20% a 50% de etanol em peso.
As composições farmacêuticas descritas aqui podem conter, por exemplo, uma quantidade que varia de cerca de 25 a cerca de 90% do in- grediente ativo em peso relativo ao peso total da composição, ou de cerca de 5% e 60% em peso.
A tigeciclina pode ser fornecida como um sal farmaceuticamente aceitável. O termo "sal farmaceuticamente aceitável" pode se referir aos sais de adição ácidos ou sais de adição de base dos compostos na presente des- crição. Um sal farmaceuticamente aceitável é qualquer sal que retém a ativi- dade do composto parente e não apresenta qualquer efeito danoso ou inde- sejável no sujeito a quem é administrado e no contexto no qual é administra- do. Os sais farmaceuticamente aceitáveis incluem complexos de metal e sais de ácidos inorgânicos e orgânicos. Os sais farmaceuticamente aceitá- veis incluem sais de metal tal como alumínio, cálcio, ferro, magnésio, man- ganês e sais de complexos. Os sais farmaceuticamente aceitáveis incluem sais de ácido tal como ácido acético, aspártico, alquilsulfônico, arilsulfônico, axetílico, benzenossulfônico, benzóico, bicarbônico, bissulfúrico, bitartárico, butírico, edetato de cálcio, cansílico, carbônico, clorobenzóico, cilexetil, cítri- co, edético, edisílico, estólico, esila, esílico, fórmico, fumárico, glucéptico, glicônico, glutâmico, glicólico, glicolilarsanílico, hexâmico, hexilressorcinóico, hidrabâmico, bromídrico, clorídrico, iodídrico, hidroxinaftóico, isetiônico, láti- co, lactobiônico, maléico, málico, malônico, mandélico, metanossulfônico, metilnítrico, metilsulfúrico, múcico, mucônico, napsílico, nítrico, oxálico, p- nitrometanossulfônico, pamóico, pantotênico, fosfórico, monoidrogeno fosfó- rico, diidrogênio fosfórico, ftálico, poligalactourônico, propiônico, salicílico, esteárico, succínico, sulfâmico, sulfanílico, sulfônico, sulfúrico, tânico, tartári- co, teóclico, toluenossulfônico, e similar. Os sais farmaceuticamente aceitá- veis podem ser derivados de aminoácidos, incluindo, porém não limitado à cisteína. Outros sais aceitáveis podem ser encontrados, por exemplo, em Stahl e outro, Pharmaceutical Salts: Properties, Selection, and Use, Wiley- VCH; 1ã edição (15 de junho de 2002).
Outra modalidade fornece um método para preparar uma com- posição farmacêutica que compreende revestir uma tigeciclina com pelo me- nos um revestimento entérico. O revestimento pode ser realizado usando qualquer processo conhecido na técnica, tal como introduzindo a tigeciclina em um processador de leito fluido (ou outro dispositivo de revestimento, tal como um revestidor de panela) contendo o material de revestimento entéri- co. Antes de sua introdução no dispositivo de revestimento, a tigeciclina po- de ser combinada com uma ou mais da pelo menos uma base/tampão, pelo menos um agente de quelação, pelo menos um biopolímero, e outros ingre- dientes adequados para a formulação oral.
Em uma modalidade, "quantidade terapeuticamente efetiva" se refere àquela quantidade de um composto que resulta na prevenção ou me- lhora de sintomas em um paciente ou um resultado biológico desejado, por exemplo, sinais clínicos melhorados, início retardado da doença, níveis re- duzidos/elevados de anticorpos e/ou linfócitos, etc. A quantidade eficaz pode ser determinada por alguém de experiência ordinária na técnica. O nível de dosagem selecionado pode depender da gravidade da condição sendo tra- tada, e da condição e história médica anterior do paciente sendo tratado. Porém, está dentro da habilidade da técnica começar doses do composto em níveis mais baixos do que o exigido para alcançar o efeito terapêutico desejado e aumentar gradualmente a dosagem até que o efeito desejado seja alcançado.
Em uma modalidade, o indivíduo tratado pode ser um mamífero, tal como um ser humano. Em uma modalidade, o indivíduo é suspeito de ter uma infecção bacteriana, por exemplo, mostra pelo menos um sintoma as- sociado com a infecção. Em outra modalidade, o indivíduo é um suscetível a ter a infecção bacteriana, por exemplo, um indivíduo geneticamente disposto a ter a doença.
"Tratando" como usado aqui se refere tanto ao tratamento tera- pêutico quanto às medidas profiláticas/preventivas. Aqueles em necessidade do tratamento podem incluir indivíduos que já têm uma doença médica parti- cular como também aqueles em risco para a doença (isto é, aqueles que são prováveis de finalmente adquirir o distúrbio). Um método terapêutico resulta na prevenção ou melhora de sintomas ou um resultado biológico de outro modo desejado e pode ser avaliado por sinais clínicos melhorados, início retardado da doença, níveis reduzidos/elevados de linfócitos e/ou anticorpos etc.
Os níveis de dosagem atual de tigeciclina nas composições far- macêuticas desta invenção podem ser variados para obter a quantidade te- rapeuticamente eficaz necessária para alcançar a resposta terapêutica dese- jada para um paciente particular.
Geralmente, os níveis de dosagem de cerca de 0,1 pg/kg a cer- ca de 50 mg/kg, tal como um nível variando de cerca de 5 a cerca de 20 mg de composto ativo por quilograma de peso corporal por dia, podem ser ad- ministrados topicamente, oralmente ou intravenosamente a um paciente mamífero. Outros níveis de dosagem variam de cerca de 1 Mg/kg a cerca de 20 mg/kg, de cerca de 1 pg/kg a cerca de 10 mg/kg, de cerca de 1 Mg/kg a cerca de 1 mg/kg, de 10 Mg/kg a 1 mg/kg, de 10 pg/kg a 100 pg/kg, de 100 pg a 1 mg/kg, e de cerca de 500 pg/kg a cerca de 5 mg/kg por dia. Se dese- jado, a dose diária eficaz pode ser dividida em doses múltiplas para propósi- tos de administração, por exemplo, duas a quatro doses separadas por dia. Em uma modalidade, a composição farmacêutica pode ser administrada uma vez ou duas vezes por dia.
Em uma modalidade, a tigeciclina é multi-particulada. Como u- sado aqui, "tigeciclina multi-particulada" se refere a uma coleção de partícu- las de tigeciclina. Em uma modalidade, a tigeciclina multi-particulada tem um tamanho de partícula médio que varia de 0,3 mm a 1,5 mm. A tigeciclina multiparticulada pode ser fornecida como um pó, ou fornecida como uma cápsula envolvida dentro de uma casca, ou qualquer outra forma de dosa- gem como descrito aqui.
Em uma modalidade, a forma de dosagem para administração oral inclui, porém não está limitada a, cápsulas, comprimidos, pílulas, pós (por exemplo, pó dispersível, suspensões contendo tal pó), drágeas, grânu- los, e bolos e pós liofilizados. Tais formas podem incluir formas que dissol- vem ou desintegram rapidamente no ambiente oral. Em outra modalidade, a forma de dosagem oral reduz a velocidade da dissolução do fármaco imedia- tamente seguinte à administração oral e permite que uma porção substancial da dissolução ocorra no trato Gl, tal como o trato Gl inferior. Em uma moda- lidade, a forma de dosagem (por exemplo, pós, bolos) é fornecida em fras- cos ou outros recipientes adequados.
Em uma modalidade, a composição farmacêutica é uma solução salina que contém tigeciclina.
Em outra modalidade, a composição é uma dispersão que com- preende tigeciclina.
Em uma modalidade, a composição farmacêutica compreende um comprimido prensado que contém tigeciclina em uma quantidade que varia de 100 mg a 300 mg. Em uma modalidade, a composição farmacêutica compreende péletes multiparticuladas revestidas entéricas incorporadas em uma cápsula de gelatina dura, e cada pélete que compreende tigeciclina e celulose micro- cristalina, e uma combinação de um ou mais dos seguintes: pelo menos uma base/tampão (por exemplo, pelo menos um fosfato de sódio), pelo menos um agente de quelação (por exemplo, EDTA), e pelo menos um biopolímero (por exemplo, goma xantana)
Em uma modalidade, a composição farmacêutica compreende um comprimido revestido entérico que compreende tigeciclina e celulose microcristalina, e também compreende um ou mais dos seguintes: pelo me- nos uma base/tampão (por exemplo, pelo menos um fosfato de sódio), pelo menos um agente de quelação (por exemplo, EDTA), e pelo menos um bio- polímero (por exemplo, goma xantana).
Em uma modalidade, a composição farmacêutica compreende péletes multiparticuladas incorporadas em uma cápsula de gelatina macia, revestida entérica, e cada pélete que compreende tigeciclina e celulose mi- crocristalina, e um ou mais dos seguintes: pelo menos uma base/tampão (por exemplo, pelo menos um fosfato de sódio), pelo menos um agente de quelação (por exemplo, EDTA), e pelo menos um biopolímero (por exemplo, goma xantana).
Em uma modalidade, a composição farmacêutica compreende uma cápsula de gel líquido macia revestida entérica, e também compreen- dendo uma solução não aquosa de tigeciclina, e um ou mais dos seguintes: pelo menos uma base/tampão (por exemplo, pelo menos um fosfato de só- dio), pelo menos um agente de quelação (por exemplo, EDTA), e pelo me- nos um biopolímero (por exemplo, goma xantana).
Em uma modalidade, a composição farmacêutica compreende uma cápsula ou comprimido de bicamada que compreende uma porção de liberação imediata e uma porção de liberação prolongada. Em uma modali- dade, "liberação prolongada" envolve a liberação de substancialmente toda a tigeciclina durante um período de tempo de pelo menos 4 horas, tal como um período de tempo de pelo menos 6 horas, pelo menos 12 horas, pelo menos 24 horas, ou pelo menos 48 horas.
Em uma modalidade, a composição farmacêutica compreende tigeciclina na forma sólida, a composição também compreendendo Iactose e pelo menos um agente acidificante. Pelo menos um agente acidificante pode incluir quaisquer dos ácidos orgânicos ou inorgânicos descritos aqui. Em uma modalidade, pelo menos um agente acidificante é HCI.
Em uma modalidade, a composição farmacêutica compreende uma suspensão, em que a suspensão compreende grânulos e pelo menos um agente de suspensão. Os agentes de suspensão exemplares são esco- lhidos de goma xantana, goma guar, goma arábica, e hidroxipropilmetilcelu- lose, e qualquer outro agente de suspensão descrito aqui.
Em uma modalidade, a composição farmacêutica pode ser usa- da como um tratamento contra bactérias resistentes a fármaco. Por exemplo, pode ser ativo contra Staphylococcus aureus resistente à meticilina, Estrep- tococo pneumoniae resistente à penicilina, enterococci resistente à vancomi- cina (D.J. Beidenbach e outro, Diagnostic Microbiology and Infectious Disea- se 40:173-177 (2001); H.W. Boucher e outro, Antimicrobial Agents & Chemo- therapy 44:2225-2229 (2000); P.A. Bradford Clin. Microbiol. Newslett. 26:163-168 (2004); D. Milatovic e outro, Antimicrob. Agents Chemother. 47:400-404 (2003); R. Patel e outro, Diagnostic Microbiology and Infectious Disease 38:177-179 (2000); P.J. Petersen e outro, Antimicrob. Agents Che- mother. 46:2595-2601 (2002); e P.J. Petersen e outro, Antimicrob. Agents Chemother. 43:738-744(1999), e contra organismos que carregam qualquer uma das duas formas principais de resistência à tetraciclina: efluxo e prote- ção ribossômica (C. Betriu e outro, Antimicrob. Agents Chemother. 48:323- 325 (2004); T. Hirata e outro Antimicrob. Agents Chemother. 48:2179-2184 (2004); e P.J. Petersen e outro, Antimicrob. Agents Chemother. 43:738- 744(1999).
Em uma modalidade, a composição farmacêutica pode ser usa- da no tratamento de muitas infecções bacterianas, tal como infecções intra- abdominais complicadas (clAI), infecções de estrutura de pele e pele compli- cada (cSSSI), indicações de Pneumonia Adquirida em Comunidade (CAP), e Pneumonia Adquirida em Hospital (HAP)1 que podem ser causadas por pa- tógenos gram-negativos e gram-positivos, anaeróbios, e ambas cepas resis- tentes à meticilina e suscetíveis à meticilina de Staphylococcus aureus (MS- SA e MRSA). Adicionalmente, a composição farmacêutica pode ser usada para tratar ou controlar infecções bacterianas em animais de sangue quente causadas por bactérias que têm os determinantes resistentes a TetM e TetKf Além disso, a composição farmacêutica pode ser usada para tratar infecções em osso e articulações, Neutropenia relacionada com cateter e infecções ginecológicas e obstétricas, ou para tratar outros patógenos resistentes, tal como VRE, ESBL, entéricos, micobactérias de crescimento rápido, e similar. Exemplos Exemplo 1
Neste Exemplo, o comportamento de dissolução de grânulos de tigeciclina revestidos entéricos em cápsulas foi investigado em uma solução de 0,1 N de HCI1 em seguida em tampão de fosfato pH 6,8 a 37°C. Estas condições imitam o sistema gástrico (0,1N) e o trato intestinal inferior (ph 6,8).
A formulação usada é descrita no Exemplo 3, abaixo.
As cápsulas de gelatina de grânulos revestidos entéricos de 100 mg de tigeciclina foram adicionadas a três recipientes separados (Cápsulas 1, 2, e 3). As cápsulas foram dissolvidas com um Aparelho 2 USP (pá) a 100 rpm em 750 mL de 0,1 N de HCI a 37°C. A dissolução foi permitida ocorrer durante 2 h, seguido por adição de 250 mL de 0,2M de Na3PO4. O pH desta mistura foi ajustado para 6,8. A Tabela I abaixo lista os dados de dissolução.
Tabela I. Percentual de liberação de cápsulas de gelatina de grânulos de tigeciclina de 100 mg revestidos entéricos
<table>table see original document page 17</column></row><table> <formula>formula see original document page 18</formula>
Figura 1 é um plote dos dados da Tabela I de percentual de libe- ração (x-eixo) versus tempo (min). A relação de AUC para mg/ml é de acor- do com a equação y = 16279x - 58,773.
Este Exemplo demonstra que a formulação libera substancial- mente a maioria da tigeciclina em pH mais elevado, por exemplo, após 2 horas.
Exemplo 2
Este Exemplo demonstra a biodisponibilidade oral de tigeciclina em macacos cinomolgos quando administrada como uma formulação oral (gavagem). Os farmacocinéticos de tigeciclina após administração única oral e intravenosa também estão presentes neste Exemplo.
Macacos machos foram administrados primeiro com uma dose oral (gavagem) de 15 mg/kg de tigeciclina e então uma dose intravenosa de 5 mg/kg de tigeciclina após um período sem lavagem de uma semana.
Materiais e Métodos
Desígnio do Estudo
Quatro macacos cinomolgos machos foram usados no estudo. Em um primeiro período de dosagem, cada macaco foi administrado com uma única dose oral de 15 mg/kg (gavagem) de tigeciclina em 0,9% de sali- na. O volume de dosagem foi 10 mL/kg. As amostras de sangue (2 mL por amostra) foram obtidas antes de dosar (0 h) e em 0,5, 1, 2, 4, 6, 8, 12, 24, 32 e 48 h após a dose oral. Após um período de esgotamento de uma semana cada macaco foi administrado com uma única dose intravenosa de 5 mg/kg de tigeciclina em 0,9% de salina. As amostras de sangue (2 mL) foram obti- das pré-dose (0 h) e em 5 mm, 0,5, 1, 2, 4, 6, 8, 12, 24, 32 e 48 h pós-dose. As amostras de sangue foram coletadas usando uma agulha de aço inoxidá- vel e tubo vacutainer contendo heparina de sódio como o anticoagulante. As amostras de sangue foram colocadas em gelo após a coleta e centrifugadas a cerca de 4°C. As amostras de plasma foram separadas, congeladas e ar- mazenadas a cerca de -70°C antes da análise. Quantificação de Tigeciclina em Plasma de Macaco
As concentrações de yigeciclina foram determinadas usando um método de HPLC que previamente foi validado em plasma de rato e cachor- ro, embora este método tenha sido modificado para ser usado em plasma de macaco. Neste método, a tigeciclina em 0,2 mL de amostras de plasma de macaco foi extraída por precipitação de proteína com acetonitrila e as prote- ínas precipitadas foram separadas por centrifugação. O sobrenadante foi evaporado e o extrato foi reconstituído em 0,05N de HCI para análise de HPLC. A análise de regressão foi realizada na curva de calibração usando um ajuste quadrático com um fator de pesagem de 1/(concentração)2. Ao usar 0,2 mL de amostra de plasma de macaco, o limite de ensaio de quanti- ficação (LOQ) foi 100 ng/mL e a faixa da curva ficou entre 100 e 6400 ng/mL. Cálculos Farmacocinéticos
Os parâmetros farmacocinéticos foram calculados usando o pro- grama de análise de farmacocinéticos WinNonIin, versão 2.1 (Scientific Con- sulting Inc.) de concentração animal individual vs. perfis de tempo. Este pro- grama analisa os dados que usam uma abordagem independente de modelo e os métodos padrão descritos por Gibaldi e Perrier (Gibaldi M, Perrier D., Pharmacokinetics, 2a ed., Mareei Dekker, Inc., NY, 1982). Para o propósito desta análise, nenhuma tentativa foi feita de novamente extrapolar a concen- tração imediatamente após a dose de bolo IV, de preferência a concentração a 0 hr (C0, imediatamente após a dosagem) que foi assumida ser igual à primeira concentração medida (a 5 minutos, C5min)· Para determinar as con- centrações médias de fármaco de plasma, todos os valores abaixo do limite inferior de quantificação (LOQ = 100 ng/mL) foram tratados como zero. A meia-vida terminal (ti/2) foi determinada por 0,693/λ, onde λ é a constante de taxa terminal e é determinado por um ajuste de Iog-Iinear da porção terminal da curva de concentração-tempo. AUCo-4 (foi calculado por AUCo-t + Ct/ κ, onde AUCo-t foi o AUC de tempo O a t, o último ponto de tempo quantificável e Ct foi a última concentração quantificável. A área sob a curva de concen- tração de plasma-tempo de tempo O a t (AUC0-t) foi calculada usando o mé- todo trapezóide linear. A depuração sistêmica (CLt) após a dose iv foi calcu- lada usando a fórmula de Dose/AUCo-4· O volume de distribuição em estado estável (Vdss) foi calculado usando a fórmula de MRTjv χ CLj, onde MRTiv é o tempo de permanência médio após a dosagem iv e igual a AUMC0-4/AUC0- 4· Para a dose oral, os valores de Cmax e tmax foram obtidos por inspeção das curvas de concentração vs. tempo. Devido à escassez de concentrações quantificáveis após administração oral, o AUCo-4não pôde ser calculado.
Desempenho analítico do Método de HPLC para Tigeciclina em Plasma de Macaco
Cinco execuções analíticas foram realizadas para a análise de amostras. Os valores recalculados das curvas de calibração são apresenta- dos na Tabela II. Os CV de padrões de calibração de tigeciclina foram entre 2,1 e 6,3% e os valores de influência variaram de -5,4 a 3,8%.
Tabela II. Desempenho analítico do Ensaio de Tigeciclina em Plasma de Macaco: Valores recalculados de Padrões de Calibração de Tigeciclina
<table>table see original document page 20</column></row><table> <table>table see original document page 21</column></row><table>
NA: Não aplicável
Os parâmetros de curva de calibração são mostrados na Tabela III.
Tabela III. Desempenho analítico do Ensaio de Tigeciclina em Plasma de Macaco: Parâmetros da Curva de Calibraeão
<table>table see original document page 21</column></row><table>
A análise de regressão foi realizada com a seguinte equação:
y = ax2 + bx + c
onde:
a = Constante de linha de regressão de 2- ordem.
b = Constante de linha regressão de 1- ordem,
c = Interceptação. y = relação de altura de pico padrão Interna de tigecíclina. x = concentração de tigecíclina (ng/mL).
Em todas as execuções analíticas, os coeficientes de determina- ção (R2) foram >0,99. Em todas as execuções analíticas, duas réplicas de amostras de QC baixo, faixa média e elevado foram analisadas junto com amostras de estudo. O QC baixo e o QC elevado têm concentrações nomi- nais de 300 e 3000 ng/mL, respectivamente. Para o QC de faixa média, a concentração nominal designada foi 900 ng/mL. Duas bateladas separadas de QC de faixa média foram preparadas e ambas tiveram concentrações abaixo do alvo (aproximadamente 600 ng/mL). As concentrações alvo das bateladas de QC de faixa média foram determinadas analisando quatro (ba- telada A) ou oito (batelada B) replicações de cada batelada de QC de faixa média. A batelada A de QC de faixa média (concentração determinada de 663 ng/mL) foi analisada com curvas 1 e 2. A batelada B de QC de faixa média (concentração determinada de 556 ng/mL) foi analisada com curvas 3, 4 e 6. Os resultados das amostras de QC de todas as execuções analíti- cas são mostrados na Tabela IV.
Tabela IV. Desempenho analítico do Ensaio de Tigecíclina em Plasma de
Macaco: Resultados das Amostras de QC
<table>table see original document page 22</column></row><table> <table>table see original document page 23</column></row><table>
NA: Não aplicável; esta batelada de QC não foi analisada com esta execução.
O CV das amostras de QC foram entre 5,9 e 13,1% e as influên- cias foram entre -1,0 e 7,7%. Os resultados de QC também são descritos em gráficos de QC e eles são apresentados nas figuras 2 a 5. Farmacocinéticos de Tigeciclina em Macacos de Cinomolqos
As concentrações de tigeciclina após uma única dose oral de 15 mg/kg em macacos são apresentadas na Tabela V.
Tabela V. Concentrações de plasma (ng/mL) de Tigeciclina em Macacos após uma Único Dose Oral (gavagem) de 15 mg/kg
<table>table see original document page 23</column></row><table>
As concentrações de tigeciclina após uma única dose iv de 5 mg/kg são mostradas na Tabela VI. Tabela VI. Concentrações de plasma (ng/mL) de Tiqeciclina em Macacos após uma Única Dose Intravenosa de 5 mg/kg
<table>table see original document page 24</column></row><table>
Concentrações de plasma vs. perfis de tempo após uma única dose iv de tigeciclina em macacos são descritas na figura 6. Os parâmetros farmacocinéticos de animais individuais são tabulados na Tabela VII.
Tabela VII. Parâmetros Farmacocinéticos Individuais e Médios (± SP) de Tigeciclina em Macacos após uma Única Dose Oral (gavagem) de 15 mg/kg ou após uma Única Dose Intravenosa de 5 mg/kg
<table>table see original document page 24</column></row><table> <table>table see original document page 25</column></row><table>
aCmax — C5min após a dose iv.
b t = 2 h para determinação de AUC.
ct = 1 h para determinação de AUC.
NA: Não aplicável.
nc: AUCo-4 ou valor de tv2 não calculado devido aos dados insuficientes na fase terminal aparente.
Após uma única dose oral de 15 mg/kg (gavagem), tigeciclina foi detectada em amostras até 2 horas pós-dose. O valor Cmax médio (± SD) foi 163 ± 27,1 ng/mL e os valores tmax foram entre 1 e 2 horas. Devido à escas- sez de concentrações quantificáveis na fase terminal das curvas de concen- tração vs. tempo após a dosagem oral, os valores de AUC0-4 e ti/2 não foram calculados após a dose oral. Além disso, devido ao número limitado de pon- tos de tempo com concentração de tigeciclina quantificável e os valores de AUC parciais calculados, a biodisponibilidade absoluta de tigeciclina após a dosagem oral não pôde ser determinada.
Uma biodisponibilidade de sangue de 0,5% é adequada para tratar infecções do trato Gl uma vez que o sítio desejado de ação está na trato Gl e não no sangue. Deste modo, uma biodisponibilidade de sangue 0,5% pode transladar para aproximadamente 99% de biodisponibilidade no trato Gl.
Após uma única dose intravenosa de 5 mg/kg em macacos, as concentrações de plasma de tigeciclina caíram poliexponencialmente. O va- lor de t-1/2 médio calculado da fase terminal das curvas de concentração de plasma vs. tempo foi 14,1 ± 3,4 horas, que foi similar ao MRTiv de 12,8 ± 5,4 horas. O valor (± SD) AUC0-4 médio de tigeciclina foi 18267 ± 3030 ng»h/ml. O CLt de tigeciclina médio foi 0,280 ± 0,053 L/kg/h e o Vdss médio foi 3,47 ± 1,09 L/kg. Descrição
Os resultados deste estudo mostraram que a biodisponibilidade de sangue de tigeciclina foi baixa após administração oral. A baixa biodispo- nibilidade de sangue é desejada porque o fármaco é mantido dentro do es- tômago para ação local contra os organismos no trato Gl. A biodisponibilida- de absoluta não pode ser calculada após uma única dose oral de 15 mg/kg devido aos dados insuficientes na fase terminal para a estimação de valores de AUCo-4. Após uma única dose iv em macacos, as concentrações de plasma de tigeciclina caíram poliexponencialmente. As meias-vidas terminais calculadas da fase terminal das curvas de concentração de plasma vs. tem- po foram entre 11,4 e 19,1 (média 14,1) horas e foram similares ao MRTiv (média de 12,8 horas). A depuração sistêmica (CIt) de GAR-93 6 em maca- cos foi relativamente baixa (média de 0,280 LVkg/h) porém similar àquela em cachorros (aproximadamente 0,26 L/kg/h após uma única dose de 5 mg/kg). O volume de estado estável de distribuição (Vdss) de tigeciclina em macacos foi grande (3,47 L/kg) e em excesso de volume de água corporal total nesta espécies (veja Davies B, Morris T., "Physiological parameters in Iaboratory animais and humans.," Pharm. Res. 1993; 10:1093-95), sugerindo que tige- ciclina deveriam ser distribuídas a vários tecidos e órgãos.
Exemplo 3
Este Exemplo demonstra a biodisponibilidade oral em macacos cinomolgòs machos jejuados de uma formulação microparticulada encapsu- lada (100 mg) administrada como uma única formulação oral revestida enté- rica. As concentrações de plasma de tigeciclina foram determinadas para o tipo de formulação por um método de LC/MS/MS.
Materiais e Métodos
Formulação
A formulação de tigeciclina foi uma formulação multi-particulada encapsulada de 100 mg tendo os componentes listados na Tabela Vlll abaixo: Tabela VIII
<table>table see original document page 27</column></row><table>
O revestimento entérico compreendeu uma Cobertura de Selo, YS-1-7006, e Cobertura Entérica (AcryI-EZE). A potência final para tigecicli- na revestida entérica foi 209 mg/g. Cada cápsula de 100 mg conteve 478,5 mg de grânulos revestidos entéricos. Desígnio Experimental e Coleta de Amostra
A biodisponibilidade de tigeciclina foi investigada com quatro macacos cinomolgos machos, cada dos quais tendo pesos corporais que variam de 5,5 a 7,1 kg. Os macacos foram alojados em viveiro de Bioresour- ces com acesso livre a água e comida. Os quatro macacos receberam a formulação oral descrita acima (1 χ cápsula multi-particulada de 100 mg). A formulação foi administrada com 10 mL de água. Todos os macacos foram jejuados durante a noite antes da dosagem (com acesso livre a água), e fo- ram alimentados 4 horas após a administração da dose.
As amostras de sangue foram tiradas da veia safena em 0 (pré- dose), 0,5, 1, 2, 3, 4, 8, 12 e 24 horas após dosar. Aproximadamente 3 mL de sangue foram tirados em tubos Vacutainer® que contêm heparina de só- dio como o anticoagulante. O plasma foi separado em uma centrífuga refri- gerada e armazenado a -709C. As amostras de plasma foram liberadas para o sítio de ensaio embalado em gelo seco.
As concentrações de tigeciclina de plasma foram determinadas por um método de LC/MS/MS descrito acima. Com base em um volume de amostra de 0,5 mL, o método tem um limite de quantificação de 10 ng/mL. Determinação de Concentrações de Tigeciclina em Plasma de Macaco
As concentrações de tigeciclina foram determinadas por um mé- todo de LC/MS/MS. Ao usar 0,50 mL de plasma de macaco de heparina de sódio, o limite mais baixo de quantificação (LLOQ) foi 10,0 ng/mL e a faixa de ensaio foi 10,0 a 1000 ng/mL. Para monitorar o desempenho do ensaio, todas as execuções analíticas foram analisadas com amostras de controle de qualidade (QCs) de concentração baixa, de faixa média e elevada (30, 300, e 800 ng/mL de concentrações nominais) em quíntuplos.
Desempenho Analítico de Ensaio LC/MS/MS de Tigeciclina em Plasma de Macaco
Houve uma execução analítica para a quantificação de tigecicli- na em amostras de plasma de macaco deste estudo. Os valores recalcula- dos de padrões de calibração de tigeciclina preparados em plasma de ma- caco e as constantes de regressão de curva de calibração são mostrados na Tabela IX.
Tabela IX. Desempenho Analítico de Ensaio de Tigeciclina em Plasma de Macaco: Concentrações recalculadas de Padrões de Calibração e Constan- tes de Regressão de Curva de Calibração
(A) Concentrações recalculadas de Padrões Calibração de Tige- ciclina em Plasma de Macaco
<table>table see original document page 28</column></row><table> <table>table see original document page 29</column></row><table>
aUm método de regressão linear foi usado com 1/concentração2 como o fator de pesagem.
A regressão linear foi realizada usando um fator de pesagem de 1/(concentração)2. As influências médias de padrões de calibração recalcu- ladas variaram de -11,6% a 13,0%. O valor de R2 da curva de calibração foi 0,9895.
Os resultados de amostras de controle de qualidade de tigecicli- na (QC) preparadas em plasma de macaco e analisadas com as amostras de estudo são sumarizadas na Tabela X.
<table>table see original document page 29</column></row><table>
O CV das amostras de QC variou de 1,9% a 6,1% e as influên- cias médias variaram de -14,3% a -2,7%. Os resultados de QC também são descritos graficamente nas figuras 7 a 9. Concentrações de Plasma de Tigeciclina em Macacos
As concentrações de plasma de tigeciclina (ng/mL) em macacos jejuados após uma única dose oral (cápsula de 100 mg) de tigeciclina de uma formulação microparticulada encapsulada são apresentadas na Tabela
Tabela XI. Concentrações de Plasma (nq/mL) de Tiqeciclina após uma Única Dose Oral (100 mq de Cápsula Microparticulada Encapsulada de Tiqeciclina) em Macacos Cinomolqos Machos Jeiuados <table>table see original document page 30</column></row><table>
* SAN: número do animal de estudo
Análise de Dados de Concentração de Plasma-Tempo
A análise não compartimental dos perfis de concentração de ti- geciclina de plasma de macaco individual-tempo foi realizada usando Win- Nonlin, Modele 200. Área sob as curvas de concentração de tigeciclina de plasma-tempo (AUC) foi calculada por regra de log/trapezóide linear. As concentrações de tigeciclina de plasma máximas (Cmax) e o tempo para al- cançar Cmax (tmax) foram diretamente notados dos perfis de concentração de tigeciclina de plasma-tempo.
O valor de AUC (ng -h/mL, média ± SD) para a formulação foi 2830 ±1111.0 valor Cmax (ng/mL, média ± SD) para a formulação foi 225 ± 92,4. Farmacocinéticos
Os parâmetros de farmacocinético de macaco individuais e me- dos são informados na Tabela XII.
Tabela XII. Parâmetros Farmacocinéticos Médios e Individuais de Tiqeciclina Após uma Dose Única (Cápsula Microparticulada Encapsulada de 100 mg, Batelada L23290-29B) em Macacos Cinomolqos Machos Jeiuados
<table>table see original document page 31</column></row><table>
A Tabela Xlll compara os parâmetros farmacocinéticos médios e a biodisponibilidade absoluta e relativa de tigeciclina na formulação multi- particulada encapsulada para a solução de tigeciclina salina de 0,9% admi- nistrada IV e oralmente (gavagem), como descrito no Exemplo 2 acima.
Tabela XIII. Comparação de Parâmetros Farmacocinéticos [Média (n=4)1 em Macacos Cinomolqos Machos após uma Única Administração de Dose de Tigeciclina
<table>table see original document page 31</column></row><table> <table>table see original document page 32</column></row><table>
1Veja Exemplo 2
O valor de AUC (ng-h/mL, média ± SD) para a formulação foi 2830 ± 1111. Os valores de Cmax (ng/mL, média ± SD) para a formulação foram 225 ± 92,4.
Um estudo de biodisponibilidade de uma formulação de tigecicli- na foi conduzido em macacos cinomolgos para avaliar a biodisponibilidade de uma formulação de dosagem oral de microparticulado encapsulada real- çada.
Os resultados deste estudo mostraram que a biodisponibilidade absoluta de tigeciclina no sangue foi 5% após administração oral. A formula- ção de cápsula (16 mg/kg) demonstrou valores de exposição oral significan- temente mais elevado (AUC) quando comparado com estudos prévios con- duzidos em 15 mg/kg. Deste modo, 95% do fármaco estão presentes no tra- to Gl.
Exemplo 4
Este Exemplo descreve um processo de formação de camadas de pó seco para a preparação de uma formulação oral. A Tabela XIV lista os ingredientes de formulação.
Tabela XIV
<table>table see original document page 32</column></row><table> Neste exemplo a tigeciclina, Iactose1 fosfato de sódio e EDTA foram misturados juntos e alimentados por uma alimentação em coação em um granulador de rotor de leito fluido que contém sacarose ou esferóides microcristalinas. Uma solução de aglutinante de 5-10% de hipromelose foi borrifada simultaneamente no leito giratório de esferóides ao mesmo tempo em que a mistura de tigeciclina foi adicionada lentamente. Após a quantida- de desejada de mistura de tigeciclina ter sido adicionada às esferas, elas foram secadas e descarregadas para o revestimento entérico. O revestimen- to entérico foi aplicado por um processador de leito fluido usando polimeta- crilatos. Outros polímeros entéricos normalmente usados na indústria tam- bém podem ser usados.
Outras modalidades da invenção serão evidentes para aqueles versados na técnica de consideração do relatório e prática da invenção des- crita aqui. É pretendido que o relatório e exemplos sejam somente conside- rados como exemplares, com um escopo e espírito verdadeiro da invenção sendo indicada pelas seguintes reivindicações.
A menos que de outro modo indicado, todos os números expres- sando quantidades de ingredientes, condições de reação, e assim por dian- te, usados no relatório e reivindicações devem ser entendidos como sendo modificados em todos os casos pelo termo "cerca de". Conseqüentemente, a menos que indicado ao contrário, os parâmetros numéricos apresentados no seguinte relatório e reivindicações anexas são aproximações que podem variar, dependendo das propriedades desejadas pretendidas serem obtidas pela presente invenção.

Claims (17)

1. Método para tratar pelo menos uma infecção bacteriana, compreendendo administrar oralmente uma composição farmacêutica que compreende uma quantidade terapeuticamente eficaz de tigeciclina a um indivíduo em necessidade desta.
2. Método de acordo com a reivindicação 1, em que pelo menos uma infecção bacteriana é uma infecção gastrointestinal.
3. Método de acordo com a reivindicação 1 ou 2, em que pelo menos uma infecção bacteriana é causada por Clostridium difficile.
4. Método de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a -3, em que a composição farmacêutica é uma solução ou suspensão tendo um pH menor do que 7,5.
5. Método de acordo com a reivindicação 1, em que a composi- ção farmacêutica é uma suspensão que compreende tigeciclina.
6. Método de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a -3, em que a composição farmacêutica está em uma forma sólida seleciona- da de comprimidos, cápsulas, pós, e bolos e pós liofilizados.
7. Método de acordo com a reivindicação 6, em que a composi- ção farmacêutica compreende tigeciclina tendo pelo menos um revestimento entérico selecionado de copolímero de éster de ácido de metacrilatometila- crilato de dimetilaminoetila, resinas acrílicas aniônicas tais como copolímero de ácido metacrílico/acrilato de metila e copolímero de ácido metacríli- co/acrilato de etila, copolímero de etilacrilato-metilmetacrilato, succinato de acetato de hidroxipropilmetilcelulose (HPMCAS), ftalato de hidroxipropilme- tilcelulose (HPMCP), ftalato de acetato de celulose (CAP), ftalato de acetato de carboximetilcelulose (CMCAP), hidroxipropilametilcelulose, hidroxietilcelu- lose, metilidroxietilcelulose, carboximetilcelulose de sódio, hidroxipropilcelu- lose, polivinil pirrolidona, goma laca, metilcelulose, e etilcelulose, e misturas e copolímeros destes.
8. Método de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a -7, em que a forma de dosagem oral é selecionada de cápsulas, comprimi- dos, pílulas, pós, e grânulos.
9. Método de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a -8,também compreendendo pelo menos uma base selecionada de fosfatos, carbonatos, bicarbonatos, citratos, e tartaratos, e pelo menos um agente de quelação selecionado de EDTA, EGTA, tartaratos, e citratos.
10. Método de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a -9,também compreendendo pelo menos um biopolímero selecionado de hi- promelose, goma xantana, e carbômero.
11. Método de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 10,em que a composição farmacêutica compreende péletes multiparticula- das revestidas entéricas incorporadas em uma cápsula de gelatina dura, ca- da pélete compreendendo tigeciclina e celulose microcristalina, e pelo me- nos um componente selecionado de pelo menos uma base, pelo menos um agente de quelação, e pelo menos um biopolímero.
12. Método de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a -11, em que a composição farmacêutica compreende tigeciclina e celulose microcristalina, e também compreende pelo menos um componente selecio- nado de pelo menos uma base, pelo menos um agente de quelação, e pelo menos um biopolímero.
13. Método de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a -12, em que a composição farmacêutica compreende péletes multiparticula- das incorporadas em uma cápsula de gelatina macia revestida entérica, ca- da pélete compreendendo tigeciclina e celulose microcristalina, e também compreendendo pelo menos um componente selecionado de pelo menos uma base, pelo menos um agente de quelação, e pelo menos um biopolíme- ro.
14. Método de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a -13, em que a composição farmacêutica compreende uma cápsula de gel líquida macia revestida entérica, e também compreende uma solução não- aquosa de tigeciclina e pelo menos um componente selecionado de pelo menos uma base, pelo menos um agente de quelação, e pelo menos um biopolímero.
15. Método de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 14, em que a tigeciclina está na forma sólida, e a composição farmacêutica também compreende Iactose e HCI.
16. Método de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 15, em que a composição farmacêutica compreende uma suspensão, em que a suspensão compreende grânulos e pelo menos um agente de suspen- são escolhido de goma xantana, goma guar, goma arábica, e hidroxipropil- metilcelulose.
17. Método para tratar colite pseudomembranosa associada ao antibiótico causada por C. difficile e enterocolite causada por S. aureus e cepas resistentes à meticilina associadas, compreendendo administrar oral- mente uma composição farmacêutica que compreende uma quantidade te- rapeuticamente eficaz de tigeciclina a um indivíduo em necessidade desta.
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