BRPI0708622A2 - terapia ocular usando agentes que ativam a sirtuina - Google Patents

terapia ocular usando agentes que ativam a sirtuina Download PDF

Info

Publication number
BRPI0708622A2
BRPI0708622A2 BRPI0708622-9A BRPI0708622A BRPI0708622A2 BR PI0708622 A2 BRPI0708622 A2 BR PI0708622A2 BR PI0708622 A BRPI0708622 A BR PI0708622A BR PI0708622 A2 BRPI0708622 A2 BR PI0708622A2
Authority
BR
Brazil
Prior art keywords
implant
eye
activating agent
sirtuin
agent
Prior art date
Application number
BRPI0708622-9A
Other languages
English (en)
Inventor
John E Donello
Rong Yang
Elizabeth Wolde Mussie
Fabien J Schweighoffer
Original Assignee
Allergan Inc
Priority date (The priority date is an assumption and is not a legal conclusion. Google has not performed a legal analysis and makes no representation as to the accuracy of the date listed.)
Filing date
Publication date
Application filed by Allergan Inc filed Critical Allergan Inc
Publication of BRPI0708622A2 publication Critical patent/BRPI0708622A2/pt

Links

Classifications

    • AHUMAN NECESSITIES
    • A61MEDICAL OR VETERINARY SCIENCE; HYGIENE
    • A61KPREPARATIONS FOR MEDICAL, DENTAL OR TOILETRY PURPOSES
    • A61K9/00Medicinal preparations characterised by special physical form
    • A61K9/0012Galenical forms characterised by the site of application
    • A61K9/0048Eye, e.g. artificial tears
    • A61K9/0051Ocular inserts or implants
    • AHUMAN NECESSITIES
    • A61MEDICAL OR VETERINARY SCIENCE; HYGIENE
    • A61KPREPARATIONS FOR MEDICAL, DENTAL OR TOILETRY PURPOSES
    • A61K31/00Medicinal preparations containing organic active ingredients
    • A61K31/045Hydroxy compounds, e.g. alcohols; Salts thereof, e.g. alcoholates
    • A61K31/05Phenols
    • AHUMAN NECESSITIES
    • A61MEDICAL OR VETERINARY SCIENCE; HYGIENE
    • A61KPREPARATIONS FOR MEDICAL, DENTAL OR TOILETRY PURPOSES
    • A61K9/00Medicinal preparations characterised by special physical form
    • A61K9/14Particulate form, e.g. powders, Processes for size reducing of pure drugs or the resulting products, Pure drug nanoparticles
    • A61K9/16Agglomerates; Granulates; Microbeadlets ; Microspheres; Pellets; Solid products obtained by spray drying, spray freeze drying, spray congealing,(multiple) emulsion solvent evaporation or extraction
    • A61K9/1605Excipients; Inactive ingredients
    • A61K9/1629Organic macromolecular compounds
    • A61K9/1641Organic macromolecular compounds obtained otherwise than by reactions only involving carbon-to-carbon unsaturated bonds, e.g. polyethylene glycol, poloxamers
    • A61K9/1647Polyesters, e.g. poly(lactide-co-glycolide)
    • AHUMAN NECESSITIES
    • A61MEDICAL OR VETERINARY SCIENCE; HYGIENE
    • A61PSPECIFIC THERAPEUTIC ACTIVITY OF CHEMICAL COMPOUNDS OR MEDICINAL PREPARATIONS
    • A61P25/00Drugs for disorders of the nervous system
    • A61P25/02Drugs for disorders of the nervous system for peripheral neuropathies
    • AHUMAN NECESSITIES
    • A61MEDICAL OR VETERINARY SCIENCE; HYGIENE
    • A61PSPECIFIC THERAPEUTIC ACTIVITY OF CHEMICAL COMPOUNDS OR MEDICINAL PREPARATIONS
    • A61P25/00Drugs for disorders of the nervous system
    • A61P25/28Drugs for disorders of the nervous system for treating neurodegenerative disorders of the central nervous system, e.g. nootropic agents, cognition enhancers, drugs for treating Alzheimer's disease or other forms of dementia
    • AHUMAN NECESSITIES
    • A61MEDICAL OR VETERINARY SCIENCE; HYGIENE
    • A61PSPECIFIC THERAPEUTIC ACTIVITY OF CHEMICAL COMPOUNDS OR MEDICINAL PREPARATIONS
    • A61P27/00Drugs for disorders of the senses
    • A61P27/02Ophthalmic agents
    • AHUMAN NECESSITIES
    • A61MEDICAL OR VETERINARY SCIENCE; HYGIENE
    • A61PSPECIFIC THERAPEUTIC ACTIVITY OF CHEMICAL COMPOUNDS OR MEDICINAL PREPARATIONS
    • A61P27/00Drugs for disorders of the senses
    • A61P27/02Ophthalmic agents
    • A61P27/06Antiglaucoma agents or miotics
    • AHUMAN NECESSITIES
    • A61MEDICAL OR VETERINARY SCIENCE; HYGIENE
    • A61PSPECIFIC THERAPEUTIC ACTIVITY OF CHEMICAL COMPOUNDS OR MEDICINAL PREPARATIONS
    • A61P43/00Drugs for specific purposes, not provided for in groups A61P1/00-A61P41/00
    • AHUMAN NECESSITIES
    • A61MEDICAL OR VETERINARY SCIENCE; HYGIENE
    • A61PSPECIFIC THERAPEUTIC ACTIVITY OF CHEMICAL COMPOUNDS OR MEDICINAL PREPARATIONS
    • A61P9/00Drugs for disorders of the cardiovascular system
    • A61P9/10Drugs for disorders of the cardiovascular system for treating ischaemic or atherosclerotic diseases, e.g. antianginal drugs, coronary vasodilators, drugs for myocardial infarction, retinopathy, cerebrovascula insufficiency, renal arteriosclerosis

Landscapes

  • Health & Medical Sciences (AREA)
  • Animal Behavior & Ethology (AREA)
  • Bioinformatics & Cheminformatics (AREA)
  • Chemical & Material Sciences (AREA)
  • Veterinary Medicine (AREA)
  • Public Health (AREA)
  • Medicinal Chemistry (AREA)
  • Engineering & Computer Science (AREA)
  • General Health & Medical Sciences (AREA)
  • Pharmacology & Pharmacy (AREA)
  • Life Sciences & Earth Sciences (AREA)
  • Nuclear Medicine, Radiotherapy & Molecular Imaging (AREA)
  • General Chemical & Material Sciences (AREA)
  • Chemical Kinetics & Catalysis (AREA)
  • Organic Chemistry (AREA)
  • Epidemiology (AREA)
  • Ophthalmology & Optometry (AREA)
  • Biomedical Technology (AREA)
  • Neurosurgery (AREA)
  • Neurology (AREA)
  • Vascular Medicine (AREA)
  • Hospice & Palliative Care (AREA)
  • Heart & Thoracic Surgery (AREA)
  • Cardiology (AREA)
  • Psychiatry (AREA)
  • Urology & Nephrology (AREA)
  • Pharmaceuticals Containing Other Organic And Inorganic Compounds (AREA)
  • Medicinal Preparation (AREA)
  • Acyclic And Carbocyclic Compounds In Medicinal Compositions (AREA)
  • Pyrane Compounds (AREA)

Abstract

TERAPIA OCULAR USANDO AGENTES QUE ATIVAM A SIRTUINA. As composições oftalmicamente terapêuticas, tais como os sistemas de liberação de fármacos poliméricos, incluem um componente terapêutico que inclui um agente que ativa a sirtuina, tal como o resveratrol, o qual, com a liberação para o segmento posterior de um olho de um mamífero, trata as condições oculares. Os métodos de preparar e usar as presentes composições são também descritos.

Description

Relatório Descritivo da Patente de Invenção para "TERAPIAOCULAR USANDO AGENTES QUE ATIVAM A SIRTUINA".
por John Donello, Rong Yang, Elizabeth WoIdeMussie, e Fabien Schwei-ghoffer
CAMPO DA INVENÇÃO
A presente invenção refere-se, em geral, às composições oftál-micas terapeuticamente efetivas, e aos métodos de preparar e utilizar taiscomposições. Mais particularmente, a presente invenção refere-se ao uso deum ou mais agentes que ativam a sirtuina, tais como o resveratrol, para tra-tar diversas condições oculares nos mamíferos.
ANTECEDENTES
O olho do mamífero é um órgão complexo compreendendo umacobertura externa que inclui a esclera (a parte branca dura do exterior doolho) e a córnea (a parte externa transparente que cobre a pupila e a íris).
Em uma secçãõ transversal do meio, a partir do anterior para o posterior, oolho compreende componentes que incluem, sem limitação, a córnea, a câ-mara anterior (um componente oco enchido com um fluido claro, aquoso,chamado o humor aquoso e delimitado pela córnea na frente e pelo cristalinona direção posterior), a íris (um componente similar a uma cortina que podeabrir-se e fechar-se em resposta à luz ambiente), o cristalino, a câmara pos-terior (enchida com um fluido viscoso chamado o humor vítreo), a retina (orevestimento mais profundo do fundo do olho e compreendendo neurôniossensíveis à luz), a coróide (uma camada intermediária que fornece vasossangüíneos para as células do olho), e a esclera. A câmara posterior com-preende aproximadamente 2/3 do volume interno do olho, enquanto que acâmara anterior e os seus componentes associados (cristalino, íris etc.)compreendem cerca de 1/3 do volume interno do olho,
A terapia oftálmica é tipicamente efetuada administrando topi-camente composições, tais como colírios, à superfície externa do olho. En-tretanto, a distribuição de agentes terapêuticos para o interior ou o fundo doolho, ou mesmo as partes internas da córnea, apresenta desafios únicos.
Estão disponíveis fármacos que podem ser usados para tratar doenças dosegmento posterior do olho, incluindo patologias da esclera posterior, do tra-to uveal (localizado na camada vascular do meio do olho, constituindo a íris,o corpo ciliar, e as coróides), do vítreo, da coróide, da retina, e da cabeça donervo óptico (ONH).
Entretanto, um fator Iimitante principal no uso efetivo de tais a-gentes é a distribuição do agente para o tecido afetado. A urgência em de-senvolver tais métodos pode ser deduzida a partir do fato que as causasprincipais da deterioração da visão e da cegueira são as condições ligadasao segmento posterior do olho. Estas condições incluem, sem limitação, asdoenças degenerativas oculares relacionadas à idade, tais como a degenè-ração macular relacionada à idade (ARMD), a vitreorretinopatia proliferativa(PVR), a condição ocular retinal, o dano retinal, o edema macular diabético(DME), e a endoftalmite. O glaucoma, que é freqüentemente consideradocomo uma condição da câmara anterior que afeta O fluxo (e, desse modo, apressão intra-ocular (IOP)) do humor aquoso, também tem um componentedo segmento posterior; de fato, certas formas de glaucoma não são caracte-rizadas por alta IOP, porém principalmente pela degeneração retinal sozinha.
Assim, permanece uma necessidade por novos métodos e sis-temas de distribuição para administrar agentes neuroprotetores a um pacien-te, para tratar as condições oftálmicas.
RESUMO
A presente invenção refere-se, em geral, ao tratamento de con-dições ou doenças oculares ou oftálmicas, e refere-se, particularmente, aotratamento de condições oculares via administração ocular de um ou maisagentes que ativam a sirtuina ao olho ou aos olhos de um paciente. A admi-nistração ocular do agente ou dos agentes que ativam a sirtuina pode pro-porcionar um efeito protetor para as células ganglionares da retina, bem co-mo outros tipos de células oculares. A administração de tais agentes podetratar, com êxito, uma ou mais condições oftálmicas que envolvam a neuro-degeneração e outras condições degenerativas das células, conforme discu-tido neste documento.
Assim, a presente invenção inclui composições oftalmicamentecompatíveis ou oftalmicamente aceitáveis, as quais compreendem um oumais agentes que ativam a sirtuina. Tais composições podem estar em qual-quer forma adequada para a administração ocular. Por exemplo, as compo-sições podem ser adequadas para a administração intra-ocular. Tais compo-sições intra-oculares podem ser administradas ao olho sem afetar negativa-mente as propriedades do olho, tais como as propriedades ópticas ou aspropriedades fisiológicas do olho. Em certas modalidades, as composiçõessão composições intravítreas, ou seja, composições adequadas para a ad-ministração intravítrea. As composições podem ser composições líquidas,semi-sólidas, ou sólidas, conforme discutido neste documento. A presenteinvenção também inclui os métodos de preparar tais composições, e os mé-todos de utilizar tais composições. Por exemplo, a presente invenção incluios métodos de tratar uma condição oftálmica por administração das compo-sições contendo o agente que ativa a sirtuina a um olho de um paciente, ouo uso das presentes composições no tratamento de uma ou mais condiçõesoftálmicas. Além disso, a presente invenção inclui o uso de um agente queativa a sirtuina na manufatura de um medicamento, tal como as presentescomposições, para o tratamento de uma condição oftálmica, conforme discu-tido neste documento.
Em pelo menos uma modalidade, as presentes composições são. ..implantes. Os presentes implantes compreendem uma quantidade efetiva deum agente que ativa a sirtuina para tratar uma condição oftálmica. Os im-plantes podem liberar o agente que ativa a sirtuina em uma quantidade tera-peuticamente efetiva, tal como uma quantidade neuroprotetora, por períodos prolongados de tempo, tais como por pelo menos uma semana, pelo menosum mês, pelo menos seis meses, ou mesmo por pelo menos um ano após acolocação em um olho de um paciente que necessite do tratamento. Emuma modalidade, o implante compreende uma quantidade efetiva de resve-ratrol, seus sais, ou suas misturas. Desse modo, um implante intra-ocular pode compreender um agente que ativa a sirtuina, tal como um Agente queativa a sirtuina; e uma matriz de polímero biodesgastável que libera o agenteque ativa a sirtuina em uma taxa efetiva para prolongar a liberação de umaquantidade do agente que ativa a sirtuina, a partir do implante, por pelo me-nos cerca de uma semana após o implante ser colocado em um olho.
Em uma modalidade, um método de preparar um implante intra-ocular compreende extrudar uma mistura de um agente que ativa a sirtuina eum componente de polímero biodesgastável, para formar um material bio-desgastável que se biodegrada ou biodesgasta em uma taxa efetiva paraprolongar a liberação de uma quantidade do agente que ativa a sirtuina, apartir do implante, por pelo menos cerca de uma semana após o implanteser colocado em um olho.
Em uma modalidade, um método de tratar uma condição ocularcompreende colocar um implante intra-ocular biodesgastável em um olho deum indivíduo, o implante compreendendo um agente que ativa a sirtuina euma matriz de polímero biodesgastável, onde o implante degrada-se oudesgasta-se em uma taxa efetiva para prolongar a liberação de uma quanti-dade do agente que ativa a sirtuina, a partir do implante, efetiva para tratar acondição ocular do indivíduo.
As outras modalidades incluem as composições não sólidas quecompreendem um ou mais agentes que ativam a sirtuina. Por exemplo, umacomposição viscosa, adequada para a administração intravítrea, pode com-preender um agente que ativa a sirtuina. Uma modalidade pode ser umacomposição que compreende o ácido hialurônico e um agente que ativa asirtuina, tal como o resveratrol. As outras modalidades podem incluir ascomposições líquidas, e ainda outras modalidades podem incluir as compo-sições que se solidificam quando colocadas no olho. Os métodos de prepa-rar e utilizar estas composições são também incluídos pela presente invenção.
As presentes composições e métodos podem ser praticados pa-ra tratar uma condição do segmento-posterior do olho de um mamífero, talcomo uma condição selecionada a partir do grupo que consiste em edemamacular, degeneração macular a seco e a úmido, neovascularização coróide,retinopatia diabética, neurorretinopatia macular aguda, coriorretinopatia se-rosa central, edema macular cistóide, e edema macular diabético, uveíte,retinite, coroidite, epiteliopatia pigmentar placóide multifocal aguda, doençade Behcet, retinocoroidopatia do chumbo de caça, sífilis, lyme, tuberculose,toxoplasmose, uveíte intermediária (pars planitis), coroidite multifocal, sín-drome do ponto branco passageiro múltiplo (mewds), sarcoidose ocular, es-clerite posterior, coroidite serpiginosa, síndrome da fibrose e uveíte subrreti-nal, síndrome de Vogt-Koyanagi e Harada, doença oclusiva arterial retinal,uveíte anterior, oclusão da veia retinal, oclusão da veia retinal central, coa-gulopatia intravascular disseminada, oclusão do ramo da veia retinal, altera-ções hipertensivas do fundo, síndrome isquêmica ocular, microaneurismasarteriais da retina, doença de Coat, telangiectasia parafóvea, oclusão da veiahemirretinal, papiloflebite, oclusão da artéria retinal central, oclusão do ramoda artéria retinal, doença da artéria carótida (CAD), angiíte do ramo gelado,retinopatia falciforme, estrias angióides, vitreorretinopatia exsudativa familiar,e a doença de Eales, condições traumáticas/cirúrgicas, tais como oftalmiasimpática, doença retinal uveítica, descolamento retinal, trauma, fotocoagu-lação, hipoperfusão durante a cirurgia, retinopatia por radiação, e retinopatiapor transplante de medula óssea; retinopatia vítrea proliferativa e membra-nas epirretinianas, e retinopatia diabética proliferativa; distúrbios infecciosos,tais como histoplasmose ocular, toxocaríase ocular, síndrome da histoplas-mose ocular presumida (POHS), endoftajmite, toxoplasmose, doenças daretina associadas com infecção por HIV, doença coróide associada com in-fecção por HIV, doença uveítica associada com infecção por HIV, retiniteviral, necrose retinal aguda, necrose retinal externa progressiva, doençasretinais fúngicas, sífilis ocular, tuberculose ocular, neurorretinite subagudaunilateral difusa, e miíase; distúrbios genéticos, tais como retinite pigmento-sa, distúrbios sistêmicos com distrofias retinais associadas, cegueira noturnaestacionária congênita, distrofias dos cones, doença de Stargardt e fundusflavimaculatus, doença de Best, distrofia de padrão do epitélio pigmentadoretinal, retinosquise ligada ao X, distrofia do fundo de Sorsby, maculopatiaconcêntrica benigna, distrofia cristalina de Bietti3 e pseudoxantoma elástico;lacerações/buracos da retina, tais como descolamento da retina, buraco ma-cular, e laceração retinal gigante; tumores, tais como doença retinal associa-da com tumores, hipertrofia congênita do epitélio pigmentado retinal, mela-noma uveal posterior, hemangioma coróide, osteoma coróide, metástasecoróide, hamartoma combinada da retina e do epitélio pigmentado retinal,retinoblastoma, tumores vasoproliferativos do fundo ocular, astrocitoma reti-nal, e tumores linfóides intra-oculares; coroidopatia interna puntiforme, epite-Iiopatia pigmentar placóide multifocal posterior aguda, degeneração retinalmiópica, epitelite pigmentar retinal aguda, retinite pigmentosa, retinopatiavítrea proliferativa (PVR), degeneração macular relacionada à idade (ARMD),retinopatia diabética, edema macular diabético, descolamento da retina, Ia- ceração retinal, uveíte, retinite por citomegalovírus e glaucoma, que compre-ende administrar ao segmento posterior do olho uma composição compre-endendo um agente que ativa a SIRT1 em um veículo oftalmicamente efetivo.As condições tratadas com as presentes composições e métodos podem sercondições oftálmicas que envolvam a degeneração ocular, tal como a neu- rodegeneração das células ganglionares da retina.
As composições são administradas ao olho usando qualquertécnica adequada. Por exemplo, as composições podem ser injetadas noolho ou podem ser colocadas cirurgicamente no olho. Por exemplo, um im-plante pode ser colocado no olho usando um trocarte ou instrumento similar.As composições distribuem quantidades terapeuticamente efetivas dos a-gentes que ativam a sirtuina por períodos prolongados de tempo. Os efeitosterapêuticos incluem o alívio ou a redução de um ou mais sintomas associa-dos com a condição ou as condições oftálmicas.
Toda característica descrita neste documento, e cada combina-ção de duas ou mais de tais características, está incluída no escopo da pre-sente invenção, desde que as características incluídas em tal combinaçãonão sejam mutuamente inconsistentes. Além disso, qualquer característicaou combinação de características pode ser especificamente excluída dequalquer modalidade da presente invenção.
Os aspectos e as vantagens adicionais da presente invençãosão descritos na descrição, no desenho, e nas reivindicações a seguir.
BREVE DESCRIÇÃO DOS DESENHOSA FIG. 1 é um gráfico da razão de sobrevivência das célulasganglionares da retina (tratadas/controle) como uma função da dose de res-veratrol administrada a pacientes com lesão do nervo óptico.
DESCRIÇÃO
Inventaram-se composições e métodos terapêuticos novos. Aspresentes composições e métodos proporcionam quantidades terapeutica-mente efetivas de um ou mais agentes que ativam a sirtuina para um olho deum paciente. As composições podem liberar ou distribuir quantidades tera-peuticamente efetivas, tais como quantidades neuroprotetoras, do agenteque ativa a sirtuina para o olho, por períodos prolongados de tempo, paraproporcionar um efeito terapêutico desejado. De modo desejável, o agenteque ativa a sirtuina é distribuído para a retina do olho, para proporcionar umefeito protetor para as células ganglionares da retina, entre outras. Assim, aspresentes composições podem reduzir a degeneração das células da retina,tais como as células ganglionares da retina, e, desse modo, tratar uma oumais condições oftálmicas.
As presentes composições incluem os implantes intra-oculares,os quais podem incluir um componente biodegradável, um componente não-biodegradável, e combinações deles, bem como composições líquidas esemi-sólidas.
Em uma modalidade, um implante intra-ocular compreende umamatriz de polímero biodegradável. A matriz de polímero biodegradável é umtipo de um componente que prolonga a liberação do fármaco. A matriz depolímero biodegradável é efetiva na formação de um implante intra-ocularbiodegradável. O implante intra-ocular biodegradável compreende um agen-te que ativa a sirtuina associado com a matriz de polímero biodegradável. Oagente que ativa a sirtuina pode ser disperso dentro da matriz de polímerobiodesgastável. A matriz se degrada em uma taxa efetiva para prolongar aliberação de uma quantidade do agente que ativa a sirtuina por um tempomaior do que cerca de uma semana (ou um mês, ou qualquer outro tempoadequado), a partir do tempo no qual o implante é colocado em uma regiãoocular ou um local ocular, tal como o vítreo de um olho. Por exemplo, onde oagente que ativa a sirtuina for o resveratrol, a matriz pode liberar o resvera-trol em uma taxa efetiva para prolongar a liberação de uma quantidade tera-peuticamente efetiva do resveratrol por um tempo de cerca de dois meses acerca de seis meses.
As proteínas semelhantes às sirtuinas estão em uma família deenzimas produzidas por quase todas as formas de vida, de organismos decélulas únicas a plantas, até mamíferos. As sirtuinas (proteínas reguladorasde informações silenciosas) são freqüentemente produzidas nas horas deestresse, tal como a fome. As sirtuinas atuam como enzimas protetoras paraproteger as células e reforçar a sobrevivência célular. Sirtuina é o nome daproteína da levedura original, a qual há somente uma na levedura, porémexistem pelo menos seis proteínas homólogas nos mamíferos. Uma sirtuinaencontrada na levedura, SIR2, torna-se ativada quando colocada sob es-tresse. A SIR2 aumenta a estabilidade do ácido desoxirribonucléico (DNA) eacelera as restaurações celulares. A SIR2 também aumenta o período devida total da célula. O homólogo humano, SIRT6, suprime o sistema de en-zima de p53 normalmente envolvido na supressão do crescimento do tumore na indução da morte celular (apoptose). Pela repressão da atividade dep53, a SIRT6 (e possivelmente também a SIRT1) pode impedir o envelheci-mento prematuro e a apoptose normalmente causada quando o DNA celularé danificado ou pressionado, dando às células tempo suficiente para restau-rar qualquer dano e evitando a morte celular desnecessária.
A presente invenção refere-se ao uso de agentes que ativam asirtuina ou compostos que ativam a sirtuina (STACs), que são projetadosseletivamente para possuir a capacidade de serem direcionados para o teci-do do segmento posterior do olho, ou que possuem a capacidade, quandoadministrados ao segmento posterior do olho, de penetrarem preferencial-mente no, serem absorvidos pelo, e permanecerem dentro do, segmentoposterior do olho, em comparação com o segmento anterior do olho. Maisespecificamente, a invenção é dirigida às composições oftálmicas e sistemasde distribuição de fármacos que proporcionam uma liberação prolongada doagente que ativa a sirtuina para o segmento posterior (ou tecido compreen-dendo dentro do segmento posterior) de um olho ao qual são administradosos agentes, aos métodos de preparar e usar tais composições e sistemas,por exemplo, para tratar ou reduzir um ou mais sintomas de uma condiçãoocular, para aperfeiçoar ou manter a visão de um paciente.
Diversos metabólitos de plantas atuam como compostos queativam a sirtuina (STACs). Uma variedade de polifenóis ativa os STACs1 talcomo o resveratrol, a quercetina (3,5,7,3',4'-pentaidroxiflavona), buteína(3,4,2',4'-tetraidroxicalcona), piceatanol (3,5,3',4'-tetraidróxi-trans-estilbeno),isoliquiritigenina (4,2',4,-triidroxicalcona), fisetina (3,7,3',4-tetraidroxiflavona),outras flavonas, estilbenos, isóflavonas, catequinas, e taninas.
O resveratrol é encontrado nas cascas de uvas vermelhas nãomaduras, novas. O resveratrol é também encontrado em eucalipto, amendo-ins, uvas-do-monte, alguns pinheiros (p.ex., o pinheiro escocês e o pinheirobranco americano), sanguinária japonesa (hu zhang na China), sanguináriagigante, e diversas outras plantas. O resveratrol ocorre naturalmente em du-as formas relacionadas, ou isômeros, trans-resveratrol (3,5,4'-triidróxi-trans-estilbeno) e cis-resveratrol.
O resveratrol pode ser obtido de modo comercial (tipicamentecomo o isômero trans, p.ex., da Sigma Chemical Company, St. Louis, Mis-souri nos Estados Unidos), ou ele pode ser isolado de fontes de plantas (taiscomo o vinho ou as cascas de uvas), ou ele pode ser sintetizado quimica-mente. A síntese é tipicamente conduzida por uma reação de Wittig que ligadois fenóis substituídos, via uma ligação dupla do estireno, conforme descri-ta por Moreno-Manas e col. (1985) Anal. Quim. 81:157-61, e subsequente-mente modificado por outras (Jeandet, e col. (1991) Am. J. Enol. Vilic. 42:41-46; Goldberg, e col. (1994) Anal. Chem. 66: 3959-63).
Em parte, a presente invenção é dirigida aos métodos de trataruma variedade de condições do segmento posterior, incluindo (sem limita-ção): o edema macular cístico, o edema macular diabético, a retinopatia dia-bética, a uveíte, e a degeneração macular a úmido, pela administração deagentes que ativam a sirtuina, incluindo o resveratrol, para alvejar especifi-camente o tecido do segmento posterior do olho. Em outras modalidades, ainvenção é dirigida aos implantes compreendendo tais agentes que ativam asirtuina e aos métodos de administrar tais agentes que ativam a sirtuina.
Em uma modalidade, um sistema compreendendo um agenteque ativa a sirtuina é administrado diretamente ao segmento posterior atra-vés de, por exemplo, injeção ou incisão cirúrgica. Em uma modalidade adi-cional, o sistema é injetado diretamente no humor vítreo em uma solução oususpensão fluida de cristais ou partículas amorfas compreendendo um agen-te que ativa a sirtuina. Em uma outra modalidade, o sistema compreende,consiste essencialmente em, ou consiste somente em, um implante intraví-treo. O agente que ativa a sirtuina pode, sem limitação, ser proporcionadoem um reservatório de tal implante, pode ser proporcionado em uma matrizde implante biodegradável em um modo tal que ele seja liberado à medidaque a matriz é degradada, ou pode ser fisicamente combinado ou misturadocom a matriz polimérica biodegradável.
Adicionalmente, um agente que ativa a sirtuina da presente in-venção pode ser administrado ao segmento posterior indiretamente, tal co-mo (sem limitação) por administração ocular tópica, por injeção subconjunti-val, ou subescleral. Tais técnicas podem também requerer agentes adicio-nais ou etapas dos métodos para proporcionar uma quantidade desejada doagente que ativa a sirtuina para o posterior do olho, se desejado.
Todos os agentes que ativam a sirtuina da presente invençãopossuem certas propriedades de acordo com a presente invenção. Primei-ramente, o agente que ativa a sirtuina deve ter atividades neuroprotetorasem modelos isquêmicos do cérebro. Em segundo lugar, o agente que ativa asirtuina deve prolongar a vida da célula por ativação da sirtuina (presumi-velmente a regulação alostérica da sirtuina). Finalmente, o agente que ativaa sirtuina deve impedir a degeneração do axônio por ativação da SIRT1 emum modelo de cultura de DRG de camundongo. A identificação de tais agen-tes pode ser efetuada usando qualquer ensaio que analise estas propriedades.
Embora um agente que ativa a sirtuina mais preferido possuatodas estes propriedades, um agente que ativa a sirtuina pode possuir me-nos do que todas as tais propriedades, desde que ele possua a propriedadede permanecer terapeuticamente ativo na câmara posterior, quando distribu-ído de modo intravítreo.
Os compostos ilustrativos que podem ser usados nas presentescomposições e métodos como agentes que ativam a sirtuina são seleciona-dos a partir do grupo que consiste em flavonas, estilbenos, flavanonas, iso-flavonas, catequinas, calconas, taninas, antrocianidinas, e seus análogos ederivados. Nas modalidades ilustrativas, os compostos são selecionados apartir do grupo que consiste em resveratrol, buteína, piceatanol, isoliquiritge-nina, fisetina, luteolina, 3,6,3',4'-tetraidroxiflavona, quercetina, e seus análo-gos e derivados. Além disso, os agentes podem incluir o isômero eis ou transde tais compostos, e as suas combinações. Por exemplo, o agente podecompreender quantidades aproximadamente iguais de isômeros eis e transde tais compostos, ou o agente pode compreender uma porção principal doisômero eis ou do isômero trans. Em pelo menos uma modalidade específica,o agente é o isômero trans do resveratrol. Em certas modalidades, se ocomposto que ativa a sirtuina for um composto de ocorrência natural, elepode não estar na forma na qual ele está ocorrendo naturalmente.
Conforme descrito neste documento, a administração controladae continuada de,um agente terapêutico, através do uso de um ou mais im-plantes intra-oculares, pode aperfeiçoar o tratamento de condições ocularesindesejáveis. Os implantes compreendem uma composição polimérica far-maceuticamente aceitável e são formulados para liberar um ou mais agentesfarmaceuticamente ativos, tais como os agentes que ativam a sirtuina ou osagentes neuroprotetores, incluindo o resveratrol, durante um período prolon-gado de tempo. Um agente que ativa a sirtuina pode compreender pelo me-nos um de resveratrol, seus derivados, seus sais, seus isômeros, e suasmisturas ou outros compostos descritos abaixo. Os implantes são efetivospara proporcionar uma dosagem terapeuticamente efetiva do agente ou dosagentes diretamente para uma região do olho, para tratar, prevenir, e/ou re-duzir um ou mais sintomas de uma ou mais condições oculares indesejáveis.
Assim, com uma única administração, os agentes terapêuticos serão torna-dos disponíveis no local onde eles são necessários e serão mantidos por umperíodo prolongado de tempo.
Um implante intra-ocular de acordo com a divulgação neste do-cumento compreende um componente terapêutico e um componente queprolonga a liberação do fármaco, associado com o componente terapêutico.
De acordo com a presente invenção, o componente terapêutico compreende,consiste essencialmente em, ou consiste em, um agente que ativa a sirtuinaou agente neuroprotetor, tal como o resveratrol ou o isômero trans do resve-ratrol. O componente que prolonga a liberação do fármaco está associadocom o componente terapêutico para prolongar a liberação de uma quantida-de efetiva do componente terapêutico para um olho no qual é colocado oimplante. A quantidade do componente terapêutico é liberada para o olhopor um período de tempo maior do que cerca de uma semana após o im-plante ser colocado no olho, e é efetiva no tratamento e/ou na redução depelo menos um sintoma de uma ou mais condições oculares degenerativasou neurodegenerativas, tais como o glaucoma, a retinopatia diabética, a de-generação macular, e similar.
Definições
Para os propósitos desta descrição, nós usamos os seguintestermos como definidos nesta seção, a não ser que o contexto da palavraindique um significado diferente.
Conforme usado neste documento, um "implante intra-ocular"refere-se a um dispositivo ou elemento que é estruturado, dimensionado, oude outro modo configurado para ser colocado em um olho. Os implantes in-tra-oculares são geralmente biocompatíveis com as condições fisiológicas deum olho e não causam efeitos colaterais adversos inaceitáveis. Os implantesintra-oculares podem ser colocados em um olho, sem atrapalhar a visão doolho.
Conforme usado neste documento, um "componente terapêuti-co" refere-se a uma porção de um implante intra-ocular ou outra composiçãooftálmica compreendendo um ou mais agentes ou substâncias terapêuticasusadas para tratar uma condição médica do olho. O componente terapêuticopode ser uma região distinta de um implante intra-ocular, ou ele pode serhomogeneamente distribuído por todo o implante. Os agentes terapêuticosdo componente terapêutico são, de modo típico, oftalmicamente aceitáveis,e são proporcionados em uma forma que não cause reações adversasquando o implante ou a composição for colocada em um olho.
Conforme usado aqui, um "componente que prolonga a liberaçãodo fármaco" refere-se a uma porção do implante intra-ocular ou composiçãoque é efetiva para proporcionar uma liberação continuada dos agentes tera-pêuticos do implante. Um componente que prolonga a liberação do fármacopode ser uma matriz de polímero biodegradável, ou ele pode ser um reves-timento cobrindo uma região de núcleo do implante que compreende umcomponente terapêutico.
Conforme usado neste documento, "associado com" significamisturado com, disperso em, acoplado a, cobrindo, ou circundando.
Conforme usada neste documento, uma "região ocular" ou "localocular" refere-se, em geral, a qualquer área do globo ocular, incluindo osegmento anterior e posterior do olho, e que geralmente inclui, porém nãoestá limitada a, quaisquer tecidos funcionais (p.ex., para a visão) ou estrutu-rais encontrados no globo ocular, ou tecidos ou camadas celulares que re-vistam parcial ou completamente o interior ou o exterior do globo ocular. Osexemplos específicos de áreas do globo ocular em uma região ocular inclu-em a câmara anterior, a câmara posterior, a cavidade vítrea, a coróide, oespaço supracoróide, a conjuntiva, o espaço subconjuntival, o espaço epies-clerótico, o espaço intracorneal, o espaço epicorneal, a esclera, a parte pla-na, as regiões avasculares induzidas cirurgicamente, a mácula, e a retina.
Conforme usada neste documento, uma "condição ocular" é umadoença, enfermidade, ou condição que afeta ou envolve o olho ou uma daspartes ou regiões do olho. Falando de um modo amplo, o olho inclui o globoocular e os tecidos e os fluidos que constituem o globo ocular, os músculosperioculares (tais como os músculos oblíquos e retos) e a porção do nervoóptico que está dentro do, ou adjacente ao, globo ocular.
Uma "condição ocular anterior" é uma doença, enfermidade, oucondição que afeta ou que envolve uma região ou local ocular anterior (i.e., afrente do olho), tal como um músculo periocular, uma pálpebra, ou um tecidoou fluido do globo ocular que esteja localizado anterior à parede posterior dacápsula do cristalino ou músculos ciliares. Assim, uma condição ocular ante-rior afeta ou envolve principalmente a conjuntiva, a córnea, a câmara anteri-or, a íris, a câmara posterior (atrás da íris, porém em frente da parede poste-rior da cápsula do cristalino), o cristalino ou a cápsula do cristalino e os va-sos sangüíneos e o nervo que vascularizam ou enervam uma região ou localocular anterior.
Assim, uma condição ocular anterior pode incluir uma doença,enfermidade ou condição, tal como, por exemplo, a afacia; a pseudoafacia; oastigmatismo; o blefaroespasmo; a catarata; as doenças conjuntivais; a con-juntivite; as doenças da córnea; a úlcera corneal; as síndromes do olho seco;as doenças das pálpebras; as doenças do aparelho lacrimal; a obstrução doduto lacrimal; a miopia; a presbiopia; os distúrbios da pupila; os distúrbiosrefrativos e o estrabismo. O glaucoma pode também ser considerado seruma condição ocular anterior, porque um objetivo clínico do tratamento doglaucoma pode ser reduzir a hipertensão do fluido aquoso na câmara anteri-or do olho (i.e., reduzir a pressão intra-ocular (IOP)).
Uma "condição ocular posterior" é uma doença, enfermidade, oucondição que afeta ou envolve principalmente uma região ou local ocularposterior, tal como a coróide ou a esclera (em uma posição posterior a umplano através da parede posterior da cápsula do cristalino), o vítreo, a câma-ra vítrea, a retina, o epitélio pigmentado retinal, a membrana de Bruch, onervo óptico (i.e., o disco óptico), e os vasos sangüíneos e os nervos quevascularizam ou enervam uma região ou local ocular posterior.
Assim, uma condição ocular posterior pode incluir uma doença,enfermidade, ou condição, tal como, por exemplo, a neurorretinopatia macu-lar aguda; a doença de Behcet; a neovascularização coróide; a uveíte diabé-tica; a histoplasmose; as infecções, tais como as infecções causadas porfungos e vírus; a degeneração macular, tal como a degeneração macularaguda, a degeneração macular relacionada à idade não-exsudativa e a de-generação macular relacionada à idade exsudativa; o edema, tal como oedema macular, o edema macular cistóide e o edema macular diabético; acoroidite multifocal; o trauma ocular que afeta um local ou posição ocularposterior; os tumores oculares; os distúrbios da retina, tais como a oclusãoda veia retinal central, a retinopatia diabética (incluindo a retinopatia diabéti-ca proliferativa), a vitreorretinopatia proliferativa (PVR), a doença oclusivaarterial retinal, o descolamento retinal, a doença retinal uveítica; a oftalmiasimpática; a síndrome de Vogt Koyanagi-Harada (VKH); a difusão uveal;uma condição ocular posterior causada ou influenciada por um tratamento alaser ocular; as condições oculares posteriores causadas ou influenciadaspor uma terapia fotodinâmica, a fotocoagulação, a retinopatia por radiação,os distúrbios das membranas epirretinianas, a oclusão do ramo da veia reti-nal, a neuropatia ótica isquêmica anterior, a disfunção retinal diabética quenão é retinopatia, a retinite pigmentosa, e o glaucoma. O glaucoma pode serconsiderado uma condição ocular posterior porque o objetivo terapêutico éimpedir a perda, ou reduzir a ocorrência de perda, de visão devida ao danoàs, ou perda de, células da retina ou células do nervo óptico (i.e., neuropro-teção).
O termo "polímero biodegradável" refere-se a um polímero oupolímeros que se desintegram ou degradam in vivo, e onde o desgaste dopolímero ou dos polímeros com o tempo ocorre simultâneo com a, ou sub-seqüente à, liberação do agente terapêutico. Especificamente, os hidrogéis,tais como a metilcelulose, que atuam para liberar o fármaco através do intu-mescimento do polímero, são especificamente excluídos do termo "polímerobiodegradável". Os termos "biodegradável" e "biodesgastável" são equiva-lentes e são usados de modo intercambiável neste documento. Um polímerobiodegradável pode ser um homopolímero, um copolímero, ou um polímerocompreendendo mais do que duas unidades poliméricas diferentes.
O termo "tratar", "tratando", ou "tratamento", conforme usadoneste documento, refere-se à redução ou resolução ou prevenção de umacondição ocular, lesão ou dano ocular, ou à promoção da cicatrização dotecido ocular Iesionado ou danificado.O termo "quantidade terapeuticamente efetiva" ou "concentraçãoterapeuticamente efetiva", como usado neste documento, refere-se ao nível,à quantidade, ou à concentração de agente necessária para tratar uma con-dição ocular, ou reduzir, ou prevenir a lesão ou o dano ocular sem causarefeitos colaterais negativos ou adversos significativos para o olho ou umaregião do olho, ou para melhorar pelo menos um sintoma de uma doença,condição ou distúrbio que afeta um olho, comparado a um olho não tratado.Conforme discutido neste documento, em certas modalidades, uma "quanti-dade terapeuticamente efetiva" pode ser uma quantidade neuroprotetora deum agente que ativa a sirtuina.
Conforme usada neste documento, a "administração periocular"refere-se à distribuição do componente terapêutico para uma região retro-bulbar, uma região subconjuntival, uma região subtendão, uma região ouespaço supracoróide, e/ou uma região ou espaço intra-escleral. Por exemplo,um agente que ativa a sirtuina posterior direcionado pode estar associadocom água, solução salina, um veículo líquido ou semi-sólido polimérico, tam-pão de fosfato, ou outro veículo líquido oftalmicamente aceitável. As presen-tes composições contendo líquidos estão preferivelmente em uma forma in-jetável. Em outras palavras, as composições podem ser administradas demodo intra-ocular, tal como por injeção intravítrea, usando uma seringa eagulha ou outro dispositivo similar (p.ex., ver a Publicação de Patente U.S.N2 2003/0060763, pelo presente incorporada por referência neste documen-to em sua totalidade), ou as composições podem ser administradas de modoperiocular usando um dispositivo de injeção.
Em parte, a presente invenção é, em geral, dirigida para méto-dos para o tratamento do segmento posterior do olho. O segmento posteriordo olho compreende, sem limitação, o trato uveal, o vítreo, a retina, a corói-de, o nervo óptico, e o epitélio pigmentado retinal (RPE). A doença ou condi-ção relacionada a esta invenção pode compreender qualquer doença oucondição que possa ser prevenida ou tratada pela ação de um agente queative a sirtuina, freqüentemente o resveratrol, incluindo as combinações, taiscomo o resveratrol e a quercetina, sobre uma parte posterior do olho. Embo-ra não pretendendo de modo algum limitar o escopo desta invenção, algunsexemplos de doenças ou condições que podem ser prevenidas ou tratadaspela ação de um fármaco ativo sobre a parte posterior do olho, de acordocom a presente invenção, podem incluir as maculopatias/degeneração reti-nal, tais como o edema macular, a uveíte anterior, a oclusão da veia retinal,a degeneração macular relacionada à idade não exsudativa, a degeneraçãomacular relacionada à idade (ARMD) exsudativa, a neovascularização corói-de, a retinopatia diabética, a neurorretinopatia macular aguda, a coriorretino-patia serosa central, o edema macular cistóide, e o edema macular diabéti-co; a uveíte/retinite/coroidite, tal como a epiteliopatia pigmentar placóide mul-tifocal aguda, a doença de Behcet, a retinocoroidopatia do chumbo de caça,as infecções (sífilis, lyme, tuberculose, toxoplasmose), a uveíte intermediária(pars planitis), a coroidite multifocal, a síndrome do ponto branco passageiromúltiplo (mewds), a sarcoidose ocular, a esclerite posterior, a coroidite serpi-ginosa, a síndrome da fibrose e uveíte subrretinal, a síndrome de Vogt-Koyanagi e Harada; as doenças vasculares/doenças exsudativas, tais comoa doença oclusiva arterial retinal, a oclusão da veia retinal central, a coagu-lopatia intravascular disseminada, a oclusão do ramo da veia retinal, as alte-rações hipertensivas do fundo, a síndrome isquêmica ocular, os microaneu-rismas arteriais da retina, a doença de Coat, a telangiectasia parafóvea., aoclusão da veia hemirretinal, a papiloflebite, a oclusão da artéria retinal cen-tral, a oclusão do ramo da artéria retinal, a doença da artéria carótida (CAD),a angiíte do ramo gelado, a retinopatia falciforme e outras hemoglobinopati-as, as estrias angióides, a vitreorretinopatia exsudativa familiar, e a doençade Eales; as condições traumáticas/cirúrgicas, tais como a oftalmia simpática,a doença retinal uveítica, o descolamento retinal, o trauma, as condiçõescausadas por laser, as condições causadas por terapia fotodinâmica, a foto-coagulação, a hipoperfusão durante a cirurgia, a retinopatia por radiação, e aretinopatia por transplante de medula óssea; os distúrbios proliferativos, taiscomo a retinopatia vítrea proliferativa e as membranas epirretinianas, e aretinopatia diabética proliferativa; os distúrbios infecciosos, tais como a his-toplasmose ocular, a toxocaríase ocular, a síndrome da histoplasmose ocu-lar presumida (POHS), a endoftalmite, a toxoplasmose, as doenças da retinaassociadas com infecção por HIV1 a doença coróide associada com infecçãopor HIV, a doença uveítica associada com infecção por HIV, a retinite viral, anecrose retinal aguda, a necrose retinal externa progressiva, as doençasretinais fúngicas, a sífilis ocular, a tuberculose ocular, a neurorretinite suba-guda unilateral difusa, e a miíase; os distúrbios genéticos, tais como a retini-te pigmentosa, os distúrbios sistêmicos associados com distrofias retinais, acegueira noturna estacionária congênita, as distrofias dos cones, a doençade Stargardt e o fundus flavimaculatus, a doença de Best, a distrofia de pa-drão do epitélio pigmentado retinal, a retinosquise ligada ao X, a distrofia dofundo de Sorsby, a maculopatia concêntrica benigna, a distrofia cristalina deBietti, e o pseudoxantoma elástico; as lacerações/buracos da retina, tais co-mo o descolamento da retina, o buraco macular, e a laceração retinal gigan-te; os tumores, tais como a doença retinal associada com os tumores, a hi-pertrofia congênita do epitélio pigmentado retinal, o melanoma uveal posteri-or, o hemangioma coróide, o osteoma coróide, a metástase coróide, a ha-martoma combinada da retina e do epitélio pigmentado retinal, o retinoblas-toma, os tumores vasoproliferativos do fundo ocular, o astrocitoma retinal, eos tumores linfóides intra-oculares; e outras doenças diversas que afetam aparte posterior do olho, tais como a coroidopatia interna.puntiforme, a epite-Iiopatia pigmentar placóide multifocal posterior aguda, a degeneração retinalmiópica, e a epiteliíte pigmentar retinal aguda. De preferência, a doença ou acondição é a retinite pigmentosa, a retinopatia vítrea proliferativa (PVR), adegeneração macular relacionada à idade (ARMD), a retinopatia diabética, oedema macular diabético, o descolamento da retina, a laceração retinal, auveíte, ou a retinite por citomegalovírus. O glaucoma pode também ser con-siderado uma condição ocular posterior porque o objetivo terapêutico é im-pedir a perda, ou reduzir a ocorrência de perda, de visão devida ao dano às,ou perda de, células da retina ou células do nervo óptico (i.e., neuroproteção).
Tais condições podem ser tratadas por administração ao seg-mento posterior do olho de uma composição compreendendo um agente queativa a sirtuina (p.ex., uma suspensão de partículas de resveratrol) em umveículo oftalmicamente efetiva, tal como um polímero (p.ex., um polímerobiodesgastávei). Por exemplo, a composição pode compreender um compo-nente polimérico (p.ex., compreendendo o ácido hialurônico) administrado demodo intravítreo. A composição pode compreender um implante intravítreocompreendendo um agente que ativa a sirtuina e um polímero biocompatível.
O polímero biocompatível de certos presentes implantes podeser selecionado a partir do grupo que consiste em polímero de poli (lactídeo-co-glicolídeo) (PLGA), poli-ácido láctico (PLA), poli-ácido glicólico (PGA),poliésteres, poli (orto éster), poli (fosfazina), poli (éster de fosfato), policapro-lactonas, gelatina, e colágeno, e os seus derivados e combinações.
As presentes composições incluem as composições contendolíquidos (tais como as formulações) e os sistemas de distribuição de fárma-cos poliméricos, entre outras. As presentes composições podem ser enten-didas incluir as soluções, as suspensões, as emulsões, e similares, tais co-mo outras composições contendo líquidos usadas nas terapias oftálmicas.Os sistemas de distribuição de fármacos poliméricos compreendem umcomponente polimérico, e podem ser entendidos incluir os implantes biode-gradáveis, os implantes não biodegradáveis, as micropartículas biodegradá-veis, tais como as microesferas biodegradáveis, e similares. Os presentessistemas de distribuição de fármacos podem também ser entendidos incluirelementos na forma de comprimidos, lâminas finas ("wafers"), bastões, fo-lhas, filamentos, esfera, partículas, e similares. Os sistemas de distribuiçãode fármacos poliméricos podem ser sólidos, semi-sólidos, ou viscoelásticos.
As partículas são geralmente menores do que os implantes di-vulgados neste documento, e podem variar no formato. Por exemplo, certasmodalidades da presente invenção utilizam partículas substancialmente es-féricas. Essas-partículas podem ser entendidas serem microesferas. Outrasmodalidades podem utilizar partículas configuradas aleatoriamente, tais co-mo as partículas que têm uma ou mais superfícies planas ou planares. Osistema de distribuição de fármaco pode compreender um grupo de tais par-tículas com uma distribuição de tamanho predeterminada. Por exemplo, umaporção principal do grupo pode compreender partículas tendo uma medidade diâmetro desejada. Em um outro exemplo, um agente que ativa a sirtuinapode conter partículas (tais como partículas compreendendo o resveratrol)na forma sólida.
Um agente que ativa a sirtuina (p.ex., o resveratrol ou um isôme-ro trans dele) dos presentes métodos e sistemas pode estar presente emuma quantidade na faixa de cerca de 40% em peso a cerca de 70% em pesodo implante. A matriz de polímero biodegradável pode compreender um poli(lactídeo-co-glicolídeo) em uma quantidade de cerca de 30% em peso a cer-ca de 60% em peso do implante. A matriz pode compreender pelo menosum polímero selecionado a partir do grupo consistindo em polilactídeos, poli(lactídeo-co-glicolídeos), seus derivados, e suas misturas. A matriz pode es-tar substancialmente isenta de poli(álcool vinílico), ou em outras palavras,não inclui nenhum poli(álcool vinílico).
Para os compostos administrados de modo intravítreo, o forne-cimento de concentrações relativamente altas do agente que ativa a sirtuina(por exemplo, na forma de cristais ou partículas) pode ser benéfico, pelo fatode que podem ser requeridas quantidades reduzidas do composto a seremcolocadas ou injetadas no segmento posterior do olho, para proporcionar amesma quantidade ou mais do componente terapêutico no segmento poste-rior do olho em relação às outras composições.
Em certas modalidades, o material adicionalmente compreendeum agente que ativa a sirtuina e um componente de excipiente. O compo-nente de excipiente pode ser entendido incluir agentes solubilizantes, agen-tes indutores de viscosidade, agentes de tampão, agentes de tonicidade,agentes conservantes, e similares.
Em algumas modalidades das presentes composições, um a-gente solubilizante pode ser uma ciclodextrina. Em outras palavras, os pre- -sentes materiais podem compreender um componente de ciclodextrina pro-porcionado em uma quantidade de cerca de 0,1% (p/v) a cerca de 5% (p/v)da composição. Nas modalidades adicionais, a ciclodextrina compreende atécerca de 10% (p/v) de certas ciclodextrinas, conforme discutido neste docu-mento. Nas modalidades adicionais, a ciclodextrina compreende até cercade 60% (p/v) de certas ciclodextrinas, conforme discutido neste documento.O componente de excipiente das presentes composições pode compreenderum ou mais tipos de ciclodextrinas ou derivados de ciclodextrina, tais comoas alfa-ciclodextrinas, as beta-ciclodextrinas, as gama-ciclodextrinas, e osseus derivados. Conforme entendido pelas pessoas de habilidade comum natécnica, os derivados de ciclodextrina referem-se a qualquer composto subs-tituído ou de outro modo modificado que tenha a estrutura química caracte-rística de uma ciclodextrina suficientemente para funcionar como uma ciclo-dextrina, por exemplo, aumentar a solubilidade e/ou a estabilidade dos agen-tes terapêuticos e/ou reduzir os efeitos colaterais indesejados dos agentesterapêuticos e/ou formar complexos inclusivos com os agentes terapêuticos.
Os agentes indutores de viscosidade da presente invenção in-cluem, sem limitação, os polímeros que são efetivos em estabilizar o com-ponente terapêutico na composição. O componente indutor de viscosidadeestá presente em uma quantidade efetiva para aumentar a viscosidade dacomposição. Vantajosamente, o componente indutor de viscosidade estápresente em uma quantidade efetiva para aumentar substancialmente a vis-cosidade da composição. As viscosidades aumentadas das presentes com-posições podem aumentar a capacidade das presentes composições demanter o agente que ativa a sirtuina, incluindo as partículas contendo umagente que ativa a sirtuina, em suspensão substancialmente uniforme, nascomposições, por períodos prolongados de tempo, por exemplo, por pelomenos cerca de uma semana, sem requerer processamento de suspensãonovamente.
A viscosidade relativamente alta de certas das presentes com-posições pode também ter um benefício adicional de pelo menos auxiliar ascomposições a terem a capacidade de ter uma quantidade ou concentraçãoaumentada do agente que ativa a sirtuina, conforme discutido alhures nestedocumento, por exemplo, ao mesmo tempo mantendo tal agente que ativa asirtuina em suspensão substancialmente uniforme por períodos prolongadosde tempo.As composições terapêuticas, incluindo os agentes que ativam asirtuina descritos como parte da presente invenção, podem estar suspensasem uma formulação viscosa tendo uma viscosidade relativamente alta, talcomo uma que se aproxime daquela do humor vítreo. Tal formulação viscosacompreende um componente indutor de viscosidade. O agente terapêuticoda presente invenção pode ser administrado de modo intravítreo como, semlimitação, uma injeção aquosa, uma suspensão, uma emulsão, uma solução,um gel, ou inserido em um implante de liberação continuada ou de liberaçãoprolongada, biodegradável ou não-biodegradável.
O componente indutor de viscosidade preferivelmente compre-ende um componente polimérico e/ou pelo menos um agente viscoelástico,tal como aqueles materiais que são úteis em procedimentos cirúrgicos oftál-micos. Os exemplos de componentes indutores de viscosidade úteis incluem,porém não estão limitados ao, ácido hialurônico, carbômeros, poli(ácido acrí-lico), derivados celulósicos, policarbofil, polivinilpirrolidona, gelatina, dextrina,polissacarídeos, poliacrilamida, poli(álcool vinílico), poli(acetato de vinila),seus derivados e suas misturas.
O peso molecular dos componentes indutores de viscosidadepode estar em uma faixa até cerca de 2 milhões Daltons, tal como de cercade 10.000 Daltons ou menos até cerca de 2 milhões Daltons ou mais. Emuma modalidade particularmente útil, o peso molecular do componente indu-tor de viscosidade está em uma faixa de cerca de 100.000 Daltons ou cercade 200.000 Daltons até cerca de 1 milhão Daltons ou cerca de 1,5 milhãoDaltons.
Em uma modalidade muito útil, um componente indutor de vis-cosidade é um componente de hialuronato polimérico, por exemplo, umcomponente de hialuronato de metal, preferivelmente selecionado a partir dehialuronatos de metais alcalinos, hialuronatos de metais alcalino-terrosos esuas misturas, e ainda mais preferivelmente selecionado a partir de hialuro-natos de sódio, e suas misturas. O peso molecular de tal componente dehialuronato preferivelmente está em uma faixa de cerca de 50.000 Daltonsou cerca de 100.000 Daltons até cerca de 1,3 milhão Daltons ou cerca de 2milhões Daltons.
Em uma modalidade, os agentes que ativam a sirtuina da pre-sente invenção podem ser proporcionados em um componente de hialurona-to polimérico em uma quantidade em uma faixa de cerca de 0,01% a cercade 0,5% (p/v) ou mais. Em uma modalidade útil adicional, o componente dehialuronato está presente em uma quantidade em uma faixa de cerca de 1%a cerca de 4% (p/v) da composição. Neste último caso, a viscosidade muitoalta do polímero forma um gel que torna lenta a taxa de sedimentação dequalquer fármaco suspenso, e impede a união do agente que ativa a sirtuinainjetado.
O agente que ativa a sirtuina da presente invenção pode incluirquaisquer ou todos os sais, pró-medicamentos, conjugados, análogos, deri-vados, isômeros, ou precursores de tal agente que ativa a sirtuina terapeuti-camente útil, incluindo aqueles especificamente identificados neste docu-mento.
Em certas modalidades, as composições da presente invençãopodem compreender mais do que um agente terapêutico oftalmicamenteaceitável, desde que pelo menos tal agente terapêutico seja um agente queativa a sirtuina, tendo uma ou mais das propriedades descritas neste docu-mento como importantes para tratar as condições oculares. Em outras pala-vras, a composição terapêutica da presente invenção, de qualquer formaadministrada, pode incluir um primeiro agente terapêutico, e um ou mais a-gentes terapêuticos oftalmicamente aceitáveis adicionais, ou uma combina-ção de agentes terapêuticos, desde que pelo menos um de tais agentes te-rapêuticos seja um agente que ativa a sirtuina.
Alguns exemplos específicos de agentes terapêuticos oftalmi-camente aceitáveis incluem os derivados de amantadina, os seus sais, e assuas combinações. Por-exemplo, os derivados de amantadina podem ser amemantina, a amantadina, e a rimantadina. Os outros agentes antiexcitotó-xicos podem incluir a nitroglicerina, o dextorfano, o dextrometorfano, e oCGS-19755. Um agente terapêutico oftalmicamente aceitável notável paracombinar com o resveratrol é a quercetina. Um ou mais dos agentes tera-pêuticos em tais composições podem ser formados como, ou estar presen-tes em, partículas ou cristais.
Nestes aspectos da presente invenção, o componente indutor deviscosidade está presente em uma quantidade efetiva para aumentar, demodo vantajoso substancialmente aumentar, a viscosidade da composição.Sem desejar limitar a invenção a qualquer teoria particular de operação, a-credita-se que o aumento da viscosidade das composições até valores bemem excesso da viscosidade da água, por exemplo, pelo menos cerca de 100centipoise (cps), em uma taxa de cisalhamento de 0,1/segundo, sejam obti-das composições que sejam altamente efetivas para colocação, p.ex., inje-ção, no segmento posterior de um olho de um ser humano ou animal. Jun-tamente com a colocação ou a injetabilidade vantajosa dessas composiçõescontendo agentes que ativam a sirtuina no segmento posterior, acredita-seque a viscosidade relativamente alta das presentes composições aumente acapacidade de tais composições de manter o componente terapêutico (porexemplo, compreendendo partículas que contêm agentes que ativam a sirtu-ina) em suspensão substancialmente uniforme nas composições por perío-dos prolongados de tempo, e possa auxiliar na estabilidade de armazena-gem da composição.
Vantajosamente, as composições desse aspecto da invençãopodem ter viscosidades de pelo menos cerca de 10 cps ou pelo menos cercade 100 cps ou pelo menos cerca de 1000 cps, mais preferivelmente pelomenos cerca de 10.000 cps e ainda mais preferivelmente pelo menos cercade 70.000 cps ou mais, por exemplo, até cerca de 200.000 cps ou cerca de250.000 cps, ou cerca de 300.000 cps ou mais, em uma taxa de cisalhamen-to de 0,1/segundo. Nas modalidades particulares, as presentes composiçõesnão somente têm a viscosidade relativamente alta observada acima, comotambém têm a capacidade, ou são estruturadas ou constituídas de modo aserem efetivamente capazes, de serem colocadas, p.ex., injetadas, em umsegmento posterior de um olho de um ser humano ou animal, por exemplo,através de uma agulha de escala 27, ou mesmo através de uma agulha deescala 30.Os componentes indutores de viscosidade preferivelmente sãocomponentes redutores de cisalhamento, de modo tal que, à medida que aformulação viscosa é passada através ou injetada no segmento posterior deum olho, por exemplo, através de uma abertura estreita, tal como uma agu-lha de escala 27, sob condições de alto cisalhamento, a viscosidade dacomposição seja substancialmente reduzida durante tal passagem. Após talpassagem, a composição readquire substancialmente a sua viscosidade pré-injeção, de modo a manter quaisquer partículas contendo um agente queativa a sirtuina em suspensão no olho.
Qualquer componente indutor de viscosidade oftalmicameníêaceitável pode ser empregado de acordo com os agentes que ativam a sirtu-ina na presente invenção. Muitos tais componentes indutores de viscosidadetêm sido propostos e/ou usados nas composições oftálmicas utilizadas sobreo, ou no, olho. O componente indutor de viscosidade está presente em umaquantidade efetiva para proporcionar a viscosidade desejada para a compo-sição. Vantajosamente, o componente indutor de viscosidade está presenteem uma quantidade em uma faixa de cerca de 0,5% ou cerca de 1,0% a cer-ca de 5% ou cerca de 10% ou cerca de 20% (p/v) da composição. A quanti-dade específica do componente indutor de viscosidade empregado dependede diversos, fatores, incluindo, por exemplo, e sem limitação, o componenteindutor de viscosidade específico que está sendo empregado, o peso mole-cular do componente indutor de viscosidade que está sendo empregado, aviscosidade desejada para a composição, contendo um agente que ativa asirtuina, que está sendo produzida e/ou usada e fatores similares.
Em uma outra modalidade da invenção, os agentes terapêuticos(incluindo pelo menos um agente que ativa a sirtuina) podem ser distribuídosde modo intra-ocular em uma composição que compreende, consiste essen-cialmente em, ou consiste em, um agente terapêutico compreendendo umagente que ativa a sirtuina e um polímero biocompatível adequado para aadministração ao segmento posterior de um olho. Por exemplo, a composi-ção pode, sem limitação, compreender um implante intra-ocular ou um polí-mero líquido ou semi-sólido. Em um outro exemplo, o implante é colocado nosegmento posterior do olho (p.ex., o implante é colocado no posterior do o-Iho com um trocarte ou uma seringa). Alguns implantes intra-oculares sãodescritos em publicações que incluem as Patentes U.S. N— 6.726.918;6.699.493; 6.369.116; 6.331.313; 5.869.079; 5.824.072; 5.766.242;5.632.984; e 5.443.505, essas e todas as outras publicações citadas oumencionadas neste documento são, pelo presente, incorporadas por refe-rência neste documento em sua totalidade, a não ser que expressamenteindicado de outro modo. Esses são somente exemplos de implantes particu-lares preferidos, e outros estarão disponíveis para a pessoa de habilidadecomum na técnica..
O polímero em combinação com o agente terapêutico contendoum agente que ativa a sirtuina pode ser entendido ser um componente poli-mérico. Em algumas modalidades, as partículas podem compreender o D,L-polilactídeo (PLA) ou o látex (glóbulos de poliestireno modificado com carbo-xilato). Em outras modalidades, as partículas podem compreender materiaisdiferentes do D,L-polilactídeo (PLA) ou do látex (glóbulos de poliestirenomodificado com carboxilato). Em certas modalidades, o componente de po-límero pode compreender um polissacarídeo. Por exemplo, o componentede polímero pode compreender um mucopolissacarídeo. Em pelo menosuma modalidade específica, o componente de polímero é o ácido hialurônico.
Entretanto, nas modalidades adicionais, e independente do mé-todo de administração do agente que ativa a sirtuina, o componente polimé-rico pode compreender qualquer material polimérico útil em um corpo de ummamífero, quer seja derivado de uma fonte natural, quer seja sintético. Al-guns exemplos adicionais de materiais poliméricos úteis, para os propósitosdessa invenção, incluem os polímeros à base de carboidratos, tais como ametilcelulose, a carboximetilcelulose, a hidroximetilcelulose, a hidroxipropil-celulose, a hidroxietilcelulose, a etil celulose, a dextrina, as ciclodextrinas, oalginato, o ácido hialurônico e o quitosano, os polímeros à base de proteínas,tais como a gelatina, o colágeno e as glicolproteínas, e os hidróxi ácido poli-ésteres, tais como o polilactídeo-coglicolídeo (PLGA) biodesgastável, o po-li(ácido láctico) (PLA), o poliglicolídeo, o poli(ácido hidroxibutírico), a polica-prolactona, a polivalerolactona, o poIifosfazeno, e os poliortoésteres. Os po-límeros podem também ser reticulados, combinados, ou usados como copo-límeros na invenção. Os outros veículos de polímeros incluem a albumina,os polianidridos, os polietileno glicóis, os metacrilatos de polivinil poliidroxial-quila, a pirrolidona, e o poli(álcool vinílico).
Alguns exemplos de polímeros que não são desgastáveis inclu-em o silicone, os policarbonatos, os poli(cloretos de vinila), as poliamidas, aspolissulfonas, os poli(acetatos de vinila), o poliuretano, os derivados de ace-tato de etilvinila, as resinas acrílicas, o poli(álcool vinílico) reticulado e a poli-vinilpirrolidona reticulàda, o poliestireno, e os derivados de acetato de celu-lose.
Esses materiais poliméricos adicionais podem ser úteis em umacomposição compreendendo os agentes que ativam a sirtuina terapeutica-mente úteis divulgados neste documento, ou para uso em quaisquer dosmétodos, incluindo aqueles que envolvam a administração intravítrea de taismétodos. Por exemplo, e sem limitação, o PLA ou o PLGA pode ser acopla-do a (ou associado com) um agente que ativa a sirtuina para uso na presen-te invenção, como partículas em suspensão, como parte de um implante, ouqualquer outro uso oftalmicamente adequado. Esse conjugado insolúvel len-tamente se desgastará com o tempo, desse modo liberando continuamenteo agente que ativa a sirtuina.
Independentemente do modo de administração ou da forma(p.ex., em solução, suspensão, como um agente tópico, injetável ou implan-tável), as composições terapêuticas, contendo um ou mais agentes que ati-vam a sirtuina, da presente invenção podem ser administradas em um com-ponente de veículo farmaceuticamente aceitável. O agente, ou agentes, te-rapêutico pode também ser combinado com um componente de veículo far-maceuticamente-aceitável na manufatura de uma composição. Em outraspalavras, uma composição, como divulgada neste documento, pode com-preender um componente terapêutico e uma quantidade efetiva de um com-ponente de veículo farmaceuticamente aceitável. Em pelo menos uma mo-dalidade, o componente de veículo é de base aquosa. Por exemplo, a com-posição pode compreender a água.
Em certas modalidades, o agente terapêutico, contendo um a-gente que ativa a sirtuina, é administrado em um componente de veículo, epode também incluir uma quantidade efetiva de pelo menos um de um com-ponente indutor de viscosidade, um componente de suspensão novamente,um componente de conservante, um componente de tonicidade, e um com-ponente de tampão. Em algumas modalidades, as composições divulgadasneste documento não incluem nenhum componente de conservante adicio-nado. Em outras modalidades, uma composição pode opcionalmente incluirum componente de conservante adicionado. Ademais, a composição nãopode ser incluída com nenhum componente de suspensão novamente.
As formulações para a administração tópica ou intra-ocular docomponente terapêutico, incluindo um agente que ativa a sirtuina, (incluindo,sem limitação, os implantes ou as partículas contendo tais agentes) podemincluir uma quantidade grande de água líquida (tal como para um componen-te de tampão). Tais composições são preferivelmente formuladas em umaforma estéril, por exemplo, antes de serem usadas no olho. O componentede tampão acima mencionado, se presente nas formulações intra-oculares,está presente em uma quantidade efetiva para controlar o pH da composição.As formulações podem conter, além, ou em vez, do componente de tampão,pelo menos um componente de tonicidade em uma quantidade efetiva paracontrolar a tonicidade ou a osmolalidade das composições. De fato, o mes-mo componente pode servir tanto como um componente de tampão quantoum componente de tonicidade. Mais preferivelmente, as presentes composi-ções incluem tanto um componente de tampão quanto um componente detonicidade.
O componente de tampão e/ou o componente de tonicidade, sequaisquer dos dois estiverem presentes, podem ser escolhidos a partir da-queles que são convencionais e bastante conhecidos na técnica oftálmica.Os exemplos de tais componentes de tampão incluem, porém não estão limi-tados aos, tampões de acetato, tampões de citrato, tampões de fosfato,tampões de borato e similares e suas misturas. Os tampões de fosfato sãoparticularmente úteis. Os componentes de tonicidade úteis incluem, porémnão estão limitados aos, sais, particularmente o cloreto de sódio, o cloreto depotássio, qualquer outro componente de tonicidade oftalmicamente aceitáveladequado e suas misturas. Os componentes de tonicidade não-iônicos po-dem compreender os polióis derivados de açúcares, tais como o xilitol, osorbitol, o manitol, o glicerol e similares.
A quantidade de componente de tampão empregada preferivel-mente é suficiente para manter o pH da composição em uma faixa de cercade 6 a cerca de 8, mais preferivelmente cerca de 7 a cerca de 7,5. A quanti-dade de componente de tonicidade empregada preferivelmente é suficientepara proporcionar uma osmolalidade para as presentes composições emuma faixa de cerca de 200 a cerca de 400, mais preferivelmente cerca de250 a cerca de 350, mOsmol/kg, respectivamente. De modo vantajoso, aspresentes composições são substancialmente isotônicas.
As composições da, ou usadas na, presente invenção podemincluir um ou mais outros componentes em quantidades efetivas para pro-porcionar uma ou mais propriedades e/ou benefícios úteis para as presentescomposições. Por exemplo, embora as presentes composições possam es-tar substancialmente isentas de componentes de conservantes adicionados,em outras modalidades, as presentes composições incluem quantidadesefetivas de componentes de conservantes, preferivelmente tais componen-tes que sejam mais compatíveis com, ou propícios para, o tecido no seg-mento posterior do olho no qual a composição é colocada do que o álcoolbenzílico. Os exemplos de tais componentes de conservantes incluem, semlimitação, os conservantes de amônio quaternário, tais como o cloreto debenzalcônio ("BAC" ou "BAK") e o polioxâmero; os conservantes de biguna-nida, tais como a poliexametileno biguandida (PHMB); os metil e etil parabe-nos; a hexetidina; os componentes de clorito, tais como o dióxido de cloroestabilizado, os cloritos de metais e similares; outros conservantes oftalmi-camente aceitáveis e similares e as suas misturas. A concentração do com-ponente de conservante, se algum, nas presentes composições é uma con-centração efetiva para conservar a composição, e (dependendo da naturezado conservante particular usado) é freqüente e geralmente usada em umafaixa de cerca de 0,00001% a cerca de 0,05% (p/v) ou cerca de 0,1% (p/v)da composição.
As outras modalidades das presentes composições estão naforma de um sistema de distribuição de fármaco polimérico, que é capaz deproporcionar a distribuição do fármaco continuada, por períodos prolongadosde tempo, após uma única administração. Por exemplo, os presentes siste-mas de distribuição de fármacos podem liberar o agente que ativa a sirtuinapor pelo menos cerca de 1 semana, ou cerca de 1 mês, ou cerca de 3 me-ses, ou cerca de 6 meses, ou cerca de 1 ano; ou cerca de 5 anos ou mais.
Assim, tais modalidades da presente invenção podem compreender umcomponente polimérico associado com o componente terapêutico na formade um sistema de distribuição de fármaco polimérico, adequado para a ad-ministração a um paciente por pelo menos uma de administração intravítreae administração periocular.
Conforme discutido neste documento, o componente poliméricodos presentes sistemas de distribuição de fármacos pode compreender umpolímero selecionado a partir do grupo que consiste em polímeros biodegra-dáveis, polímeros não-biodegradáveis, copolímeros biodegradáveis, copolí-meros não biodegradáveis, e suas combinações. Em certas modalidades, ocomponente polimérico compreende um polímero de poli (lactídeo-co-glicolídeo) (PLGA). Em outras modalidades, o componente polimérico com-preende um polímero (tal como uma matriz de polímero biodesgastável) se-lecionado a partir do grupo que consiste em polímero de poli (lactídeo-co-glicolídeo) (PLGA), poli-ácido graxo (PLA), poli-ácido glicólico (PGA), poliés-teres, poli (orto éster), poli (fosfazina), poli (éster de fosfato), poli (D,L-lactídeo-co-glicolídeo), poliésteres, policaprolactonas, gelatina, e colágeno, eseus derivados e combinações. O componente polimérico pode ser associa-do com o componente terapêutico para formar um implante selecionado apartir do grupo que consiste em implantes sólidos, implantes semi-sólidos, eimplantes viscoelásticos.
O agente que ativa a sirtuina pode estar em uma forma de parti-culado ou pó e ser capturado por uma matriz de polímero biodegradável.Normalmente, as partículas de agente que ativa a sirtuina em implantes in-tra-oculares terão um tamanho médio efetivo medindo menos do que cercade 3000 nanômetros. Entretanto, em outras modalidades, as partículas po-dem ter um tamanho máximo médio maior do que cerca de 3000 nanôme-tros. Em certos implantes, as partículas podem ter um tamanho de partículamédio efetivo aproximadamente uma ordem de magnitude menor do que3000 nanômetros. Por exemplo, as partículas podem ter um tamanho de par-tícula médio efetivo de menos do que cerca de 500 nanômetros. Nos implan-tes adicionais, as partículas podém ter um tamanho de partícula médio efeti-vo de menos do que cerca de 400 nanômetros, e nas modalidades aindaadicionais, um tamanho menor do que cerca de 200 nanômetros. Ademais,quando tais partículas forem combinadas com um componente polimérico,as partículas intra-oculares poliméricas resultantes podem ser usadas paraproporcionar um efeito terapêutico desejado.
Se formulado como parte de um implante ou outro sistema dedistribuição de fármaco, o agente que ativa a sirtuina dos presentes sistemasé preferivelmente de cerca de 1% a 90% em peso do sistema de distribuiçãode fármaco. Mais preferivelmente, o agente que ativa a sirtuina é de cercade 20% a cerca de 80% em peso do sistema. Em uma modalidade preferida,o agente que ativa a sirtuina compreende cerca de 40% em peso do sistema(p.ex., 30%-50%). Em uma outra modalidade, o agente que ativa a sirtuinacompreende cerca de 60% em peso do sistema.
Além do precedente, os exemplos de materiais poliméricos úteisincluem, sem limitação, tais materiais derivados de, e/ou que incluem, éste-res orgânicos e éteres orgânicos, os quais, quando degradados, resultamem produtos de degradação fisiologicamente aceitáveis, incluindo os monô-meros. Também, os materiais poliméricos derivados de, e/ou que incluem,anidridos, amidas, ortoésteres e similares, sozinhos ou em combinação comoutros monômeros, podem também encontrar uso. Os materiais poliméricospodem ser polímeros de adição ou condensação, vantajosamente polímerosde condensação. Os materiais poliméricos podem ser reticulados ou nãoreticulados, por exemplo, não mais do que ligeiramente reticulados, tal comomenos do que cerca de 5%, ou menos do que cerca de 1% do material poli-mérico que está sendo reticulado. Para a maior parte, além de carbo-no e hidrogênio, os polímeros incluirão pelo menos um de oxigênio e nitro-gênio, vantajosamente oxigênio. O oxigênio pode estar presente como óxi,p.ex., hidróxi ou éter, carbonila, (p.ex., não oxo-carbonila), tal como éster deácido carboxílico, e similar. O nitrogênio pode estar presente como amida,ciano e amino. Os polímeros descritos em Heller, Biodegradable Polymers inControlled Drug Delivery: CRC Criticai Reviews in Therapeutic Drug CarrierSystems, Vol. 1, CRC Press, Boca Raton, FL 1987, págs. 39-90, que des-creve a encapsulação para a distribuição de fármaco controlada, podem en-contrar uso nos presentes sistemas de distribuição de fármacos.
São de interesse adicional os polímeros de ácidos carboxílicoshidroxialifáticos, ou homopolímeros ou copolímeros, e os polissacarídeos.Os poliésteres de interesse incluem os polímeros de ácido D-láctico, ácido L-láctico, ácido láctico racêmico, ácido glicólico, policaprolactona, e suas com-binações. Geralmente, por emprego do L-Iactato ou do D-lactato, obtém-seum polímero ou material polimérico que se desgasta lentamente, ao passoque o desgaste é substancialmente aumentado com o racemato de lactato.
Entre os polissacarídeos úteis estão, sem limitação, o alginatode cálcio, e as celuloses funcionalizadas, particularmente os ésteres de car-boximetilcelulose caracterizados por serem insolúveis em água, um pesomolecular de cerca de 5 kDa a 500 kD, por exemplo.
Os outros polímeros de interesse incluem, sem limitação, os po-liésteres, os poliéteres e as suas combinações, os quais são biocompatíveise podem ser biodegradáveis e/ou biodesgastáveis.
Algumas características preferidas dos polímeros ou dos materi-ais poliméricos, para uso nos presentes sistemas, podem incluir a biocompa-tibilidade, a compatibilidade com o componente terapêutico, a facilidade deuso do polímero na preparação dos sistemas de distribuição de fármacos dapresente invenção, uma meia-vida no meio fisiológico de pelo menos cercade 6 horas, preferivelmente maior do que cerca de um dia, não aumentandosignificativamente a viscosidade do vítreo, e a insolubilidade em água.
Os materiais poliméricos biodegradáveis, os quais são incluídospara formar a matriz, estão desejavelmente sujeitos à instabilidade enzimãtí-ca ou hidrolítica. Os polímeros solúveis em água podem ser reticulados comreticulações instáveis hidrolíticas ou biodegradáveis, para proporcionar polí-meros insolúveis em água úteis. O grau de estabilidade pode ser amplamen-te variado, dependendo da escolha do monômero, quer seja empregado umhomopolímero, quer seja um copolímero, empregando misturas de polímeros,e se o polímero inclui grupos ácido terminais.
O peso molecular médio relativo da composição polimérica em-pregada nos presentes sistemas também é também importante para contro-lar a biodegradação do polímero e, portanto, o perfil de liberação prolongadodos sistemas de distribuição de fármacos. Diferentes pesos moleculares decomposições poliméricas iguais ou diferentes podem ser incluídos nos sis-temas, para modular o perfil de liberação. Em certos sistemas, o peso mole-cular médio relativo do polímero variará de cerca de 9 a cerca de 64 kD,normalmente de cerca de 10 a cerca de 54 kD, e mais usualmente de cercade 12 a cerca de 45 kD.
Em alguns sistemas de distribuição de fármacos, usam-se copo-límeros de ácido glicólico e ácido láctico, onde a taxa de biodegradação écontrolada pela razão de ácido glicólico para ácido láctico. O copolímeromais rapidamente degradado tem quantidades aproximadamente iguais deácido glicólico e ácido láctico. Os homopolímeros, ou os copolímeros tendorazões diferentemente de igual, são mais resistentes à degradação. A razãode ácido glicólico para ácido láctico também afetará a fragilidade do sistema,onde um sistema ou implante mais flexível for desejável para geometriasmaiores. A % de poli(ácido láctico) no copolímero de poli(ácido láctico) po-li(ácido glicólico) (PLGA) pode ser 0-100%, preferivelmente cerca de 15-85%,mais preferivelmente cerca de 35-65%. Em alguns sistemas, usa-se um co-polímero de PLGA a 50/50.
A matriz de polímero biodegradável dos presentes sistemas po-de compreender uma mistura de dois ou mais polímeros biodegradáveis. Porexemplo, o sistema pode compreender uma mistura de um primeiro polímerobiodegradável e um segundo polímero biodegradável diferente. Um ou maisdos polímeros biodegradáveis podem ter grupos ácido terminais.
A liberação de um fármaco a partir de um polímero biodesgastá-vel é a conseqüência de diversos mecanismos ou combinações de meca-nismos. Alguns desses mecanismos incluem a dessorção da superfície dosimplantes, a dissolução, a difusão através de canais porosos do polímerohidratado e o desgaste. O desgaste pode ser da maior parte ou da superfícieou uma combinação de ambos. Pode ser entendido que o componente poli-mérico dos presentes sistemas está associado com o componente terapêuti-co, de modo que a liberação do componente terapêutico para o olho seja porum ou mais de difusão, desgaste, dissolução, e osmose. Conforme discutidoneste documento, a matriz de um sistema de distribuição de fármaco intra-ocular pode liberar o fármaco em uma taxa efetiva para manter a liberaçãode uma quantidade do agente que ativa a sirtuina por mais do que uma se-mana após a implantação em um olho. Em certos sistemas, as quantidadesterapêuticas do agente que ativa a sirtuina são liberadas por mais do quecerca de um mês, e mesmo por cerca de doze meses ou mais. Por exemplo,o componente terapêutico pode ser liberado no olho por um período de tem-po de cerca de noventa dias a cerca de um ano após o sistema ser colocadono interior de um olho.
A liberação do agente que ativa a sirtuina a partir dos sistemasde liberação de fármacos compreendendo uma matriz de polímero biodegra-dável pode incluir um repente inicial de liberação, seguido por um aumentogradual na quantidade do agente que ativa a sirtuina liberado, ou a liberaçãopode incluir um retardo inicial na liberação do agente que ativa a sirtuina,seguido por um aumento na liberação. Quando o sistema estiver substanciale completamente degradado, a porcentagem do agente que ativa a sirtuinaque tenha sido liberado é aproximadamente cem.
Pode ser desejável proporcionar uma taxa relativamente cons-tante de liberação do agente terapêutico a partir do sistema de distribuiçãode fármaco, durante a vida do sistema. Por exemplo, pode ser desejável pa-ra o agente que ativa a sirtuina ser liberado em quantidades de cerca de0,01 μς (micrograma) a cerca de 2 μg (micrograma) por dia pela vida do sis-tema. Entretanto, a taxa de liberação pode alterar para aumentar ou diminuir,dependendo da formulação da matriz de polímero biodegradável. Além disso,o perfil de liberação do agente que ativa a sirtuina pode incluir uma ou maisporções lineares e/ou uma ou mais porções não lineares. De preferência, ataxa de liberação é maior do que zero, assim que o sistema tiver começadoa degradar ou desgastar.
Os sistemas de distribuição de fármacos podem ser monolíticos,tais como os implantes intra-oculares, i.e., tendo o agente ou os agentes ati-vos homogeneamente distribuídos através da matriz polimérica, ou encapsu-lados, onde um reservatório do agente ativo é encapsulado pela matriz poli-mérica. Devido à facilidade de manufatura, os implantes monolíticos sãonormalmente preferidos sobre as formas encapsuladas. Entretanto, o maiorcontrole proporcionado pelo implante do tipo reservatório, encapsulado, po-de ser de benefício em algumas circunstâncias, onde o nível terapêutico doagente que ativa a sirtuina incidir em uma janela estreita. Além disso, ocomponente terapêutico, incluindo o(s) agente(s) terapêutico(s) descrito(s)neste documento, pode ser distribuído em um padrão não homogêneo namatriz. Por exemplo, o sistema de distribuição de fármaco pode incluir umaporção que tenha uma concentração maior do agente que ativa a sirtuina emrelação a uma segunda porção do sistema.
Os implantes poliméricos divulgados aqui podem ter um tama-nho de entre cerca de 5 μηι (micrometros) e cerca de 2 mm (milímetros), ouentre cerca de 10 μηι (micrometros) e cerca de 1 mm (milímetro) para a ad-ministração com uma agulha, maior do que 1 mm, ou maior do que 2 mm(milímetros), tal como 3 mm (milímetros) ou até 10 mm (milímetros), para aadministração por implante cirúrgico. A câmara vítrea em seres humanos écapaz de acomodar implantes relativamente grandes de geometrias variadas,tendo comprimentos de, por exemplo, 1 a 10 mm (milímetros). O implantepode ser um precipitado cilíndrico (p.ex., um bastão) com dimensões de cer-ca de 2 mm (milímetros) χ 0,75 mm (milímetro) de diâmetro. Ou o implantepode ser um precipitado cilíndrico com um comprimento de cerca de 7 mm(milímetros) a cerca de 10 mm (milímetros), e um diâmetro de cerca de 0,75mm (milímetro) a cerca de 1,5 mm (milímetro).
Os implantes podem também ser pelo menos algo flexíveis, demodo a facilitar tanto a inserção do implante no olho, tal como no vítreo,quanto a acomodação do implante dentro do olho. O peso total do implante énormalmente cerca de 250-5000 μς (microgramas), mais preferivelmentecerca de 500-1000 (microgramas). Por exemplo, um implante pode sercerca de 500 μg (microgramas), ou cerca de 1000 μg (microgramas). Entre-tanto, implantes maiores podem também ser formados e adicionalmenteprocessados antes da administração a um olho. Além disso, implantes maio-res podem ser desejáveis onde quantidades relativamente maiores do agen-te que ativa a sirtuina forem proporcionadas no implante. Para os indivíduosnão humanos, as dimensões e o peso total do(s) implante(s) podem sermaiores ou menores, dependendo do tipo de indivíduo. Por exemplo, os se-res humanos têm um volume de vítreo de aproximadamente 3,8 ml_ (milili-tros), comparado com aproximadamente 30 mL para os cavalos, e aproxi-madamente 60-100 mL para os elefantes. Um implante dimensionado parauso em um ser humano pode ser aumentado ou reduzido adequadamentepara os outros animais, por exemplo, cerca de 8 vezes maior para um im-plante para um cavalo, ou cerca de, por exemplo, 26 vezes maior para umimplante para um elefante.
Os sistemas de distribuição de fármacos podem ser preparadosonde o centro puder ser de um material e a superfície puder ter uma ou maiscamadas de uma composição igual ou uma diferente, onde as camadaspossam ser reticuladas, ou de um peso molecular diferente, densidade ouporosidade diferente, ou similar. Por exemplo, onde for desejável liberar ra-pidamente um bolojnicial de agente que ativa a sirtuina, o centro pode serum polilactato revestido com um copolímero de polilactato-poliglicolato, demodo a aumentar a taxa de degradação inicial. Alternativamente, o centropode ser o poli(álcool vinílico) revestido com polilactato, de modo que, com adegradação do exterior de polilactato, o centro dissolver-se-ia e seria rapi-damente depurado do olho.
Os sistemas de distribuição de fármacos podem ser de qualquergeometria, incluindo as fibras, as folhas, os filmes, as microesferas, as esfe-ras, os discos circulares, as placas e similares. O limite superior para o ta-manho do sistema será determinado por fatores tais como a tolerância pelosistema, as limitações de tamanho na inserção, a facilidade de manuseio, esimilares. Onde forem empregadas folhas ou filmes, as folhas ou os filmesestarão na faixa de pelo menos cerca de 0,5 mm χ 0,5 mm, normalmentecerca de 3-10 mm χ 5-10 mm, com uma espessura de cerca de 0,1-1,0 mmpara a facilidade de manuseio. Onde forem empregadas fibras, o diâmetroda fibra geralmente estará na faixa de cerca de 0,05 a 3 mm e o comprimen-to da fibra geralmente estará na faixa de cerca de 0,5-10 mm. As esferaspodem estar na faixa de cerca de 0,5 μπι (micrometro) a 4 mm (milímetros)de diâmetro, com volumes comparáveis para as outras partículas moldadas.
O tamanho e a forma do sistema podem também ser usadospara controlar a taxa de liberação, o período de tratamento, e a concentra-ção de fármaco no local de implantação. Por exemplo, os implantes maioresdistribuirão uma dose proporcionalmente maior, porém, dependendo da ra-zão de superfície para massa, podem ter uma taxa de liberação mais lenta.O tamanho e a geometria particulares do sistema são escolhidos para ade-quarem-se ao local de implantação.
As proporções de agente terapêutico, polímero, e quaisquer ou-tros modificadores podem ser determinadas empiricamente por formulaçãode diversos implantes, por exemplo, com proporções variadas de tais ingre-dientes. Um método aprovado pela USP para o teste de dissolução ou libe-ração pode ser usado para medir a taxa de liberação (USP 23; NF 18 (1995)págs. 1790-1798). Por exemplo, usando o método de penetração infinita,uma amostra pesada do implante é adicionada a um volume medido de umasolução contendo 0,9% de NaCI em água, onde o volume de solução será talque a concentração de fármaco seja, após liberação, menor do que 5% desaturação. A mistura é mantida a 37eC e agitada lentamente para manter osimplantes em suspensão. O aspecto do fármaco dissolvido como uma fun-ção do tempo pode ser seguido por diversos métodos conhecidos na técnica,tais como por espectrofotometria, HPLC, espectroscopia de massa, e simila-res, até a absorbância tornar-se constante ou até mais do que 90% do fár-maco tiver sido liberado.
Além do componente terapêutico contendo um agente que ativaa sirtuina, e similar às composições descritas neste documento, os sistemasde distribuição de fármacos poliméricos divulgados aqui podem incluir umcomponente de excipiente. O componente de excipiente pode ser entendidoincluir agentes solubilizantes, agentes indutores de viscosidade, agentes detampão, agentes de tonicidade, agentes conservantes, e similares.
Adicionalmente, os moduladores de liberação, tais como aquelesdescritos na Patente U. S. N2 5.869.079, podem ser incluídos nos sistemasde distribuição de fármacos. A quantidade de modulador de liberação em-pregado será dependente do perfil de liberação desejado, da atividade domodulador, e do perfil de liberação do agente terapêutico na ausência demodulador. Os eletrólitos, tais como o cloreto de sódio e o cloreto de potás-sio, podem também ser incluídos nos sistemas. Onde o agente ou o intensi-ficador de tamponamento for hidrofílico, ele pode também atuar como umacelerador de liberação. Os aditivos hidrofílicos atuam para aumentar as ta-xas dejiberação através de dissolução mais rápida do material que circundaas partículas de fármaco, o que aumenta a área de superfície do fármacoexposto, desse modo aumentando a taxa de biodesgaste do fármaco. Simi-larmente, um agente ou intensificador de tamponamento hidrofóbico dissol-ve-se mais lentamente, tornando lenta a exposição de partículas de fárma-cos, e desse modo tornando lenta a taxa de biodesgaste do fármaco.
Diversas técnicas podem ser empregadas para produzir tais sis-temas de distribuição de fármacos. As técnicas úteis incluem, porém nãoestão necessariamente limitadas aos, métodos de evaporação de solvente,métodos de separação de fases, métodos interfaciais, métodos de molda-gem, métodos de moldagem por injeção, métodos de extrusão, métodos deco-extrusão, método de prensagem de carver, métodos de corte de matriz,compressão a quente, suas combinações e similares.Os métodos específicos são discutidos na Pat. U.S. N24.997.652. Os métodos de extrusão podem ser usados para evitar a neces-sidade por solventes na manufatura. Quando utilizando os métodos de ex-trusão, o polímero e o fármaco são escolhidos de modo a serem estáveisnas temperaturas requeridas para a manufatura, normalmente pelo menoscerca de 85 graus Celsius (C). Os métodos de extrusão utilizam temperatu-ras de cerca de 25 graus C a cerca de 150 graus C, mais preferivelmentecerca de 65 graus C a cerca de 130 graus C. Um implante pode ser produzi-do levando a temperatura para cerca de 60 graus C a cerca de 150 graus Cpara a mistura de fármaco/polímero, tal como cerca de 130 graus C, por umperíodo de tempo de cerca de 0 a 1 hora, 0 a 30 minutos, ou 5-15 minutos.
Por exemplo, um período de tempo pode ser cerca de 10 minutos, preferi-velmente cerca de 0 a 5 min. Os implantes são então extrudados em umatemperatura de cerca de 60 graus C a cerca de 130 graus C, tal como cercade 75 graus C.
Se desejado, a mistura do agente que ativa a sirtuina (p.ex., oresveratrol) com o componente de polímero pode ocorrer antes da etapa deextrusão. Adicionalmente, o agente que ativa a sirtuina e o componente depolímero podem estar em uma forma de pó, antes da mistura.
Além disso, o implante pode ser co-extrudado de modo que umrevestimento seja formado sobre uma região de núcleo durante a manufatu-ra do implante.
Os métodos de compressão podem ser usados para preparar ossistemas de distribuição de fármacos, e tipicamente produzem elementoscom taxas mais rápidas de liberação do que os métodos de extrusão. Osmétodos de compressão podem usar pressões de cerca de 0,345-1034 kPa( cerca de 50-150 psi), mais preferivelmente cerca de 482-551,6 kPa (cercade 70-80 psi), ainda mais preferivelmente cerca de 524 kPa (cerca de 76 psi),e usar temperaturas de cerca de 0 graus C a cerca de 115 graus C, maispreferivelmente cerca de 25 graus C.
Em certas modalidades da presente invenção, um método deproduzir um sistema de distribuição de fármaco intra-ocular, de liberaçãocontinuada, compreende combinar um agente que ativa a sirtuina e um ma-terial polimérico para formar um sistema de distribuição de fármaco, ade-quado para a colocação em um olho de um indivíduo. O sistema de distribui-ção de fármaco resultante é efetivo na liberação do agente que ativa a sirtui-na no olho por períodos prolongados de tempo. O método pode compreen-der uma etapa de extrudar uma mistura particulada do agente que ativa asirtuina e do material polimérico, para formar uma composição extrudada, talcomo um filamento, folha, e similar.
Quando forem desejadas partículas poliméricas, o método podecompreender moldar a composição extrudada em um grupo de partículaspoliméricas ou um grupo de implantes, conforme descrito neste documento.Tais métodos podem incluir uma ou mais etapas de cortar a composição ex-trudada, moer a composição extrudada, e similar.
Conforme discutido neste documento, o material polimérico podecompreender um polímero biodegradável, um polímero não biodegradável,ou uma combinação desses. Os exemplos de polímeros incluem cada umdos polímeros e agentes identificados acima.
Uma outra modalidade diz respeito a um método de produzir ummaterial oftalmicamente terapêutico, o qual compreende um agente que ati-va a sirtuina. Em um aspecto amplo, o método compreende as etapas deselecionar um agente que ativa a sirtuina e combinar o agente que ativa asirtuina selecionado com um componente de veículo líquido e/ou um compo-nente polimérico, para formar um material adequado para a administração aum olho. Ou estabelecido de modo diferente, um método de produzir os pre-sentes materiais pode compreender uma etapa de selecionar os agentesque ativam a sirtuina tendo uma baixa razão de concentração de humor a-quoso/humor vítreo e longa meia-vida intravítrea.
O método pode adicionalmente compreender uma ou mais dasseguintes etapas, as quais tipicamente serão usadas para selecionar o a-gente que ativa a sirtuina: administrar um agente que ativa a sirtuina a umolho de um paciente e determinar a concentração do agente que ativa a sir-tuina em pelo menos um do humor vítreo e humor aquoso como uma funçãodo tempo; e administrar um agente que ativa a sirtuina a um olho de um pa-ciente e determinar pelo menos uma da meia-vida vítrea e depuração doagente que ativa a sirtuina da câmara posterior do olho.
De preferência, os agentes que ativam a sirtuina das presentescomposições são administrados diretamente à câmara vítrea do olho, pormeios que incluem a administração de uma solução, suspensão, ou outromeio de transporte dos cristais ou das partículas do agente que ativa a sirtu-ina, ou como parte de um implante intravítreo, através de, por exemplo, inci-são ou injeção.
O humor vítreo contido na câmara posterior do olho é uma subs-tância aquosa, viscosa. A injeção de um fluido ou suspensão de viscosidadesubstancialmente menor no segmento posterior poderia, portanto, resultar napresença de duas fases ou camadas de diferente densidade dentro do olho,o que, por sua vez, pode resultar na "união" das partículas de agente queativa a sirtuina ou na flutuação da solução menos densa. Adicionalmente,um índice de refração substancialmente diferente entre o vítreo e a composi-ção de agente que ativa a sirtuina injetada ou inserida pode prejudicar a vi-são. Se o material injetado ou inserido contiver um fármaco na forma de umsólido (por exemplo, como cristais, partículas ou um implante não suturado,ou um reservatório), o material sólido cairá até o fundo do olho e permanece-rá lá até que ele se dissolva.
A distribuição intravítrea dos agentes terapêuticos pode ser obti-da por injeção de uma composição contendo líquido no vítreo, ou por colo-cação dos sistemas de distribuição de fármacos poliméricos, tais como osimplantes e as micropartículas, tais como as microesferas, no vítreo. Os e-xemplos de implantes biocompatíveis para a colocação no olho foram divul-gados em diversas patentes, tais como as Pats. U.S. N— 4.521.210;4.853.224; . 4.997.652; 5.164.188. 5.443.505; 5.501.856; 5.766.242;5.824.072; 5.869.079; 6.074.661; 6.331.313; 6.369.116; e 6.699.493.
As outras rotas de administração dos agentes terapêuticos, con-tendo um agente que ativa a sirtuina, da presente invenção ao interior doolho podem incluir a distribuição periocular dos fármacos para um paciente.A penetração dos fármacos diretamente no segmento posterior do olho élimitada pelas barreiras hematorretinais. A barreira hematorretinal é anato-micamente separada em barreiras sangüíneas internas e externas. O movi-mento dos solutos ou fármacos nas estruturas oculares internas a partir doespaço periocular é limitado pelo epitélio pigmentado retinal (RPE)1 a barrei-ra hematorretinal externa. As células dessa estrutura são unidas por junçõesintercelulares de zonulae oclludentae. O RPE é uma barreira de transportede íons impermeável que limita o transporte paracelular de solutos atravésdo RPE. A permeabilidade da maioria dos compostos através das barreirashematorretinais é muito baixa. Os compostos lipofílicos, entretanto, tais co-mo o cloranfenical e a benzil penicilina, podem penetrar na barreira hemator-retinal, atingindo concentrações apreciáveis no humor vítreo após a adminis-tração sistêmica. A Iipofilicidade do composto correlaciona-se com a sua ta-xa de penetração e é consistente com a difusão celular passiva. A barreirahematorretinal, entretanto, é impermeável aos compostos polares ou carre-gados na ausência de um mecanismo de transporte.
As modalidades adicionais da presente invenção estão relacio-nadas aos métodos de aperfeiçoar ou manter a visão de um olho de um pa-ciente, ou pelo menos prevenir a perda ou a deterioração adicional da visão.Em geral, os métodos compreendem uma etapa de administrar o presentematerial oftalmicamente terapêutico a um olho de um indivíduo necessitadodisso. A administração, tal como a administração intravítrea ou periocular (oumenos preferivelmente, tópica), dos presentes materiais pode ser efetiva notratamento de condições oculares posteriores, sem afetar significativamentea câmara anterior. Os presentes materiais podem ser particularmente úteisno tratamento de inflamação e edema da retina. A administração dos pre-sentes materiais é efetiva na distribuição do agente que ativa a sirtuina parauma ou mais estruturas posteriores do olho, incluindo o trato uveal, o vítreo,-a retina, a coróide, o epitélio pigmentado retinal.
Quando um dispositivo de seringa for usado para administrar ospresentes materiais, o dispositivo pode incluir uma agulha apropriadamentedimensionada, por exemplo, uma agulha de escala 27 ou uma agulha deescala 30. Tal dispositivo pode ser efetivamente usado para injetar os mate-riais no segmento posterior ou em uma região periocular de um olho de umser humano ou animal. As agulhas podem ser suficientemente pequenaspara proporcionar uma abertura que se autovede após a remoção da agulha.
Os presentes métodos podem compreender uma única injeçãono segmento posterior de um olho ou podem envolver injeções repetidas,por exemplo, durante períodos de tempo variando de cerca de uma semanaou cerca de 1 mês ou cerca de 3 meses a cerca de 6 meses ou cerca de 1ano ou cerca de 5 anos ou mais.
Os presentes materiais são preferivelmente administrados aospacientes em uma forma estéril. Por exemplo, os presentes materiais podemestar estéreis quando armazenados. Qualquer método adequado rotineiro deesterilização pode ser empregado para esterilizar os materiais. Por exemplo,os presentes materiais podem ser esterilizados usando radiação. De prefe-rência, o método de esterilização não reduz a atividade ou a atividade bioló-gica ou terapêutica dos agentes terapêuticos dos presentes sistemas.
Os materiais podem ser esterilizados por irradiação gama. Comoum exemplo, os sistemas de distribuição de fármacos podem ser esteriliza-dos por 2,5 a 4,0 mrad de irradiação gama. Os sistemas de distribuição defármacos podem ser esterilizados no fim, em seu sistema de acondiciona-mento primário final, que inclui um dispositivo de administração (p.ex., o a-plicador de seringa). Alternativamente, os sistemas de distribuição de fárma-cos podem ser esterilizados sozinhos e então acondicionados assepticamen-te em um sistema de aplicador.
Neste caso, o sistema de aplicador pode ser esterilizado por ir-radiação gama, óxido de etileno (ETO), calor, ou outros meios. Os sistemasde distribuição de fármacos podem ser esterilizados por irradiação gama embaixas temperaturas, para melhorar a estabilidade, ou cobertos com argônio,nitrogênio ou outro meio para remover o oxigênio. A irradiação beta ou o fei-xe de elétrons pode também ser usado para esterilizar os implantes, assimcomo a irradiação UV. A dose de irradiação a partir de qualquer fonte podeser diminuída, dependendo da biocarga ("bioburden") inicial dos sistemas dedistribuição de fármacos, de modo tal que ela possa ser muito menor do que2,5 a 4,0 mrad. Os sistemas de distribuição de fármacos podem ser manufa-turados sob condições assépticas a partir de componentes de partida esté-reis. Os componentes de partida podem ser esterilizados por calor, irradia-ção (gama, beta, UV), ETO ou filtração estéril. Os polímeros semi-sólidos ouas soluções de polímeros podem ser esterilizadas antes da fabricação dosistema de distribuição de fármaco e da incorporação do agente que ativa asirtuina por filtração estéril de calor. Os polímeros esterilizados podem entãoser usados para produzir assepticamente os sistemas de distribuição defármacos estéreis.
As composições podem ser administradas e podem prevenir a-dicionalmente a perda de células ou a degeneração das células. Por exem-plo, a administração, tal como a administração intravítrea, das presentescomposições pode resultar em uma diminuição na taxa de perda de célulase, com isso, aliviar um ou mais sintomas de uma condição oftálmica. As pre-sentes composições podem ser administradas após o paciente sentir algunssintomas das condições oftálmicas associados com a perda de células, taiscomo a degeneração das células ganglionares da retina. Por exemplo, o pa-ciente já pode ter experimentado uma perda de uma parte das células gan-glionares da retina e, assim, relatou uma acuidade visual diminuída ou ou-tros sintomas associados com esta perda ou função diminuída. A adminis-tração das presentes composições pode prevenir a perda ou a degeneraçãoadicional das células ganglionares da retina restantes. Além disso, as pre-sentes composições podem prevenir ou reduzir a degeneração adicional dascélulas ganglionares da retina Iesionadas ou que estão morrendo. Tipica-mente, a administração da presente composição conserva a função do olhona hora da administração. Entretanto, também é possível que a administra-ção possa melhorar a visão permitindo que as células ganglionares da retinasobreviventes aumentem a sua função e compensem as células gangliona-res da retina degeneradas. Por exemplo, as células ganglionares da retinasobreviventes podem sofrer crescimento axonal ou dendrítico aumentado,para proporcionar uma atividade fisiológica que foi antes anteriormente pro-porcionada pelas células ganglionares da retina Iesionadas ou mortas. Emcertas modalidades, as presentes composições são administradas a um pa-ciente antes de haver pelo menos 10% de perda das células ganglionares daretina, ou antes de haver uma perda de 20% das células ganglionares daretina, ou uma perda de 40% das células ganglionares da retina, ou umaperda de 80% das células ganglionares da retina.
A administração da presente composição alivia ou trata um oumais sintomas de uma condição oftálmica. Por exemplo, as presentes com-posições podem reduzir um sintoma em pelo menos 10%, tal como em pelomenos 20%, ou em pelo menos 40%, ou em pelo menos 80%. A reduçãopode ser determinada subjetivamente pela própria percepção do paciente dosintoma usando escalas padrões de avaliação, ou a redução pode ser de-terminada objetivamente por um médico ou outro diagnosticador que podemedir e quantificar a mudança no sintoma. Por exemplo, um paciente quesenha sentido uma perda de campo de visão de 20% pode ser tratado comas presentes composições. Um médico pode determinar se a perda de visãopermanece estável, melhora, ou continua a aumentar. A administração daspresentes composições pode reduzir adicionalmente a perda de visão oupode melhorar (p.ex., diminuir) a quantidade de perda de visão. Assim, osefeitos terapêuticos obtidos com as presentes composições e métodos po-dem ser prontamente determinados usando técnicas convencionais e outrastécnicas.
Em um outro aspecto da invenção, proporcionam-se kits paratratar uma condição ocular do olho, compreendendo: a) um recipiente, talcomo uma seringa ou outro aplicador, compreendendo um agente que ativaa sirtuina como descrito neste documento; e b) instruções para uso. As ins-truções podem incluir as etapas de como manusear o material, como inseriro material em uma região ocular, e o que se esperar da utilização do materi-al. O recipiente pode conter uma única dose do agente que ativa a sirtuina.
Em vista da divulgação aqui contida, uma modalidade da pre-sente invenção pode ser entendida ser um implante biodegradável intra-ocular. O implante biodegradável intra-ocular é um elemento extrudadocompreendendo o resveratrol ou outros agentes que ativam a sirtuina e umpolímero biodegradável, tal como o PLGA. O implante se degrada, quandocolocado no vítreo de um olho, para liberar o resveratrol em quantidadesneuroprotetoras para reduzir a neurodegeneração ou a morte das célulasganglionares da retina e, com isso, melhorar ou reduzir um ou mais sintomasde uma condição oftálmica que está sendo tratada. O implante é colocadono olho para tratar as condições degenerativas, tais como o glaucoma, adegeneração macular, e a retinopatia diabética. O implante proporciona adistribuição local do resveratrol ou outro agente que ativa a sirtuina com ex-posição sistêmica mínima, exposição contínua e de alto nível do resveratrolno local-alvo, e interações entre fármaco-fármaco indesejadas reduzidasquando a administração ocular e a administração sistêmica forem usadasem um paciente.
Nas modalidades adicionais, outros agentes que ativam a sirtui-na, incluindo os compostos polifenólicos que ativam a sirtuina, podem serproporcionados nos implantes extrudados descritos acima.
EXEMPLOS
Exemplo 1
Implante do agente que ativa a sirtuina
Os sistemas de distribuição de fármacos biodegradáveis podemser preparados por combinação de um agente que ativa a sirtuina com umacomposição de polímero biodegradável, em um gral de aço inoxidável. Acombinação pode então ser misturada via um agitador Turbula, ajustado a96 RPM, por 15 minutos. A combinação de pós é raspada da parede do grale então misturada novamente por uns 15 minutos adicionais. A combinaçãode pós misturada pode ser aquecida até um estado semifundido, na tempe-ratura especificada, por um total de 30 minutos, formando uma fusão de po-límero/fármaco.
Os bastões podem ser manufaturados precipitando a fusão depolímero/fármaco usando uma tubulação de politetrafluoretileno (PTFE) deescala 9, carregando o precipitado para o barril e extrudando o material, natemperatura de extrusão de núcleo especificada, em filamentos. Os filamen-tos podem então ser cortados em implantes ou sistemas de distribuição defármacos com tamanhos de aproximadamente 1 mg. Os bastões podem terdimensões de cerca de 2 mm de comprimento χ 0,72 mm de diâmetro. Osimplantes de bastões podem pesar entre cerca de 900 μς (micrograma) e1100 μg (micrograma).
As lâminas finas podem ser formadas por achatamento da fusãode polímero com uma prensa Carver, em uma temperatura especificada, ecorte do material achatado em lâminas finas, cada uma pesando cerca de 1mg. As lâminas finas podem ter um diâmetro de cerca de 2,5 mm e uma es-pessura de cerca de 0,13 mm. Os implantes de lâminas finas podem pesarentre cerca de 900 μg (micrograma) e 1100 μg (micrograma).
O teste da liberação in vitro pode ser efetuado sobre cada lotede implante (bastão, lâmina fina, ou outra forma). Cada implante pode sercolocado em um frasco pequeno com tampa de rosca de 24 mL, com 10 mLde solução Salina Tamponada com Fosfato, a 37-C, e as alíquotas de 1 mLpodem ser removidas e substituídas por um volume igual de meio novo nosdias 1, 4, 7, 14, 28, e de duas em duas semanas após isso.
Os ensaios com os fármacos podem ser efetuados por HPLC,que consiste em um Módulo de Separação 2690 (ou 2696) da Waters, e umDetector de Arranjo de Fotodiodos 2996 da Waters. Uma coluna Ultrasphere,C-18 (2), 5 μηι (micrometros), 4,6 χ 150 mm, aquecida a 30- C, pode ser u-sada para a separação e o detector pode ser ajustado a 264 nm. A fase mó-vel pode ser uma fase móvel tamponada com MeOH (10:9), com uma vazãode 1 mUmin e um tempo de corrida total de 12 min por amostra. A fase mó-vel tamponada pode compreender sal sódico de Ácido 1-Heptano Sulfônicoa 13 mM - ácido acético glacial - trietilamina - Metanol (68:0,75:0,25:31). Astaxas de liberação podem ser determinadas calculando a quantidade de fár-maco que está sendo liberado em um dado volume de meio com o íempo,em μg (micrograma)/dia.
Os polímeros escolhidos para os implantes podem ser obtidosda Boehringer Ingelheim ou Purac America, por exemplo. Os exemplos depolímeros incluem: RG502, RG752, R202H, R203 e R206, e Purac PDLG(50/50). O RG502 é o poli(D,L-lactídeo-co-glicolídeo) (50:50), o RG752 é opoli(D,L-lactídeo-co-glicolídeo) (75:25), o R202H é o poli(D, L-lactídeo) a100% com grupo de extremidade ácido ou grupos ácidos terminais, o R203 eo R206 são ambos o poli(D, L-lactídeo) a 100%. O Purac PDLG (50/50) é opoli(D,L-lactídeo-co-glicolídeo) (50:50). As viscosidades inerentes de RG502,RG752, R202H, R203, R206, e Purac PDLG são 0,2, 0,2, 0,2, 0,3, 1,0, e 0,2dL/g, respectivamente. Os pesos moleculares médios de RG502, RG752,R202H, R203, R206, e Purac PDLG são 11700, 11200, 6500, 14000, 63300,e 9700 daltons, respectivamente.
Exemplo 2
Manufatura α'ο implante de agente que ativa a sirtuina por Extrusão Dupia
Os processos de extrusão dupla podem também ser usados pa-ra a manufatura dos implantes de agente que ativa a sirtuina. Tais implantespodem ser feitos como a seguir, e como descrito na Publicação de PatenteU.S. N2 20050048099, pelo presente incorporada por referência neste do-cumento.
Por exemplo, um polímero biodegradável, tal como um polímerode PLGA ou quaisquer dos polímeros descritos neste documento, pode sermoído usando uma alimentador vibratório e bocal de moagem, para formarpartículas do polímero biodegradável. As partículas podem ser classificadasou moldadas para produzir um grupo de partículas tendo um tamanho prede-terminado, tal como um diâmetro de cerca de 20 μηι.
As partículas de um ou mais agentes que ativam a sirtuina po-dem ser combinadas com as partículas de polímero biodegradável, paraformar uma mistura combinada. A mistura combinada pode então ser extru-dada usando um dispositivo de extrusão, tal como a Extrusora de ParafusoDuplo Haake, para formar uma composição ou produto extrudado, tal comoum filamento extrudado. O produto extrudado pode então ser precipitado. Oproduto extrudado precipitado pode então sofrer uma segunda etapa de ex-trusão, para produzir um elemento duplamente extrudado compreendendoum polímero biodegradável e pelo menos um agente que ativa a sirtuina. Oelemento duplamente extrudado pode estar na forma de um implante intra-ocular, ou ele pode estar na forma de um produto maior, tal como um fila-mento, o qual pode ser processado para formar implantes dimensionadospara a colocação intra-ocular em um olho de um paciente, tal como no vítreode um olho.
Exemplo 3:
Tratamento do edema macular com um implante de resveratrol
Um homem de 58 anos de idade pode ser diagnosticado comedema macular cístico. O homem é tratado por administração de um sistemade distribuição de fármaco biodegradável administrado a cada olho do paci-ente. Um implante intravítreo de 2 rng contendo cerca de 1000 μg (micro-grama) de PLGA e cerca de 1000 ug (micrograma) de resveratrol (isomerotrans) é colocado em seu olho esquerdo, em uma posição que não interferecom a visão do homem. Um implante similar ou menor é administrado demodo subconjuntival ao olho direito do paciente. Uma redução mais rápidana espessura retinal no olho direito pode ocorrer devida à posição do implan-te e à atividade do resveratrol. Após cerca de 3 meses da cirurgia, uma reti-na que parece normal e uma redução na degeneração do nervo óptico indi-cam o tratamento bem-sucedido com o implante de resveratrol. Uma sema-na após a administração do implante, uma pressão intra-ocular que é similarà pressão antes da colocação do implante no olho pode ser refletiva de ne-nhum efeito colateral aparente associado com o implante.
Exemplo 4
Tratamento de ARMD com uma composição de agente que ativa a sirtuina
Uma mulher de 62 anos de idade, com degeneração macularrelacionada à idade, úmida, pode ser tratada com uma injeção intravítrea de100 μL (microlitros) de uma solução de ácido hialurônico contendo cerca de1000 μg (microgramas) de cristais de resveratrol (isômero trans) em suspen-são. Dentro de um mês após a administração, a paciente pode então exibiruma redução aceitável na taxa de neovascularização e inflamação relacio-nada. A paciente pode então relatar uma melhora global na qualidade de vida.
Exemplo 5Efeitos Neuroprotetores de um agente que ativa a sirtuina sobre as célulasqanqlionares da retina
O modelo conhecido de comprimir o nervo óptico do rato podeser usado para induzir a lesão nas células ganglionares da retina. Um agen-te que ativa a sirtuina é administrado ao rato após a lesão do nervo ópticoem uma ou mais doses. O agente pode ser administrado de modo intra-ocular, tal como por colocação de um implante ou outra composição conten-do o agente que ativa a sirtuina no vítreo de um olho. Após uma quantidadedesejada de tempo, tal como pelo menos uma semana, os olhos podem serremovidos e processados histologicamente. As contagens das células gan-glionares da retina podem ser efetuadas sobre as secções hisioiógicas colo-ridas. As contagens de células aumentadas dos animais que receberam oagente que ativa a sirtuina, em comparação com os controles tratados comveículo, tais como os animais administrados com solução salina ou outracomposição sem o fármaco, indicam um efeito protetor do agente que ativa asirtuina sobre as células ganglionares da retina. Uma correlação entre o nú-mero de células ganglionares da retina sobreviventes e a dose do agenteque ativa a sirtuina indica uma resposta dos efeitos neuroprotetores do a-gente dependente da dose.
Exemplo 6
Efeitos Neuroprotetores de um aoente que ativa a sirtuina polifenólico sobreas células qanqlionares da retina
O Exemplo 5 pode ser repetido usando um agente que ativa asirtuina polifenólico. Por exemplo, um implante intra-ocular biodegradável,produzido de acordo com o método do exemplo 1 ou do exemplo 2, podeincluir um agente que ativa a sirtuina polifenólico tendo a seguinte fórmula(Fórmula I):<formula>formula see original document page 52</formula>
A Fórmula I é a fórmula para a fisetina.
Ou o implante pode incluir um agente que ativa a sirtuina polife-nólico tendo a seguinte fórmula (Fórmula II):
<formula>formula see original document page 52</formula>
A Fórmula Il é a fórmula para a buteína.Exemplo 7
Efeitos Neuroprotetores do resveratrol sobre as células qanqlionares da refi-na
O Exemplo 5 pode ser repetido usando o isômero trans do res-veratrol como o agente neuroprotetor. Por exemplo, um implante pode com-preender um agente que ativa a sirtuina polifenólico tendo a seguinte fórmula(Fórmula III):
<formula>formula see original document page 52</formula>
A Fórmula Ill é a fórmula para o resveratrol.Exemplo 8
Sobrevivência das células qanqlionares da retina após a administração doresveratrol
Os ratos Sprague Dawley pesando 300-350 g foram anestesia-dos com uma mistura de cetamina (50 mg/kg), e xilazina (0,5 mg/kg). A can-totomia lateral foi efetuada nos olhos da direita; uma incisão foi feita na con-juntiva superior adjacente ao músculo reto. Esta foi seguida por uma dissec-ção com agulha grossa e curta até que o nervo óptico estivesse exposto.Uma compressão parcial foi aplicada ao nervo óptico por 30 segundos, 3 a 4mm distais do globo, evitando o fornecimento de sangue retinal, usando pin-ça de ação cruzada calibrada. O resveratrol (isômero trans) em diferentesdoses foi dado uma vez, por injeção intraperitoneal, imediatamente após alesão do nervo óptico. Os animais de controle receberam o veículo de solu-ção salina tamponada com fosfato (PBS). O experimento foi terminado 12dias mais tarde.
No final de 12 dias, as células ganglionares da retina foram mar-cadas por transporte retrógrado de dextrana tetrametil rodamina (DTMR, PMde 3000). O nervo óptico foi transectado completamente em torno de 2 a 3mm proximais ao globo e o corante foi aplicado no nervo óptico exposto. Vin-te e quatro horas mais tarde, os ratos sofreram eutanásia, os olhos foramenucleados e fixados com 4% de paraformaldeído. As retinas foram entãoremovidas e montadas inteiras. As células ganglionares marcadas fluores-centemente foram contadas em 8 a 16 regiões nos quatro quadrantes daretina montada inteira. As contagens de células nas retinas tratadas com oveículo a partir dos nervos ópticos Iesionados foram normalizadas para um eo aumento na sobrevivência das células pelos fármacos (tratadas) foi calcu-lado em relação o grupo tratado com o veículo (controle).
Os resultados destes experimentos são ilustrados na FIG. 1. AFIG. 1 é um gráfico da razão de sobrevivência das células ganglionares daretina (tratadas/controle; t/c) como uma função da dose de resveratrol(mg/kg). Neste procedimento, o resveratrol foi administrado de modo intrape-ritoneal, imediatamente após a lesão e em 5 horas após a lesão. Conformemostrado na FIG. 1. o resveratrol nas doses intraperitoneais de 1 mg/kg e 3mg/kg resultou em um aumento significativo na razão de sobrevivência dascélulas ganglionares da retina. Os aumentos na razão foram também obser-vados a 0,3 mg/kg, 10 mg/kg, e 30 mg/kg. Estes resultados demonstram queo resveratrol pode proporcionar efeitos neuroprotetores desejáveiss para ascélulas oculares.
Todas as referências, artigos, publicações, e patentes, e pedidosde patentes citados nesse documento são incorporados por referência emsuas totalidades.
Embora esta invenção tenha sido descrita com relação a diver-sos exemplos e modalidades específicos, é para ser entendido que a inven-ção não está limitada aos mesmos e que ela pode ser praticada de modovariado dentro do escopo das reivindicações que se seguem.

Claims (29)

1. Um implante intra-ocular, compreendendo:um agente que ativa a sirtuina; euma matriz de polímero biodesgastável que libera o agente queativa a sirtuina em uma taxa efetiva para prolongar a liberação de uma quan-tidade do agente que ativa a sirtuina, a partir do implante, por pelo menoscerca de uma semana após o implante ser colocado em um olho.
2. O implante da reivindicação 1, onde o agente que ativa a sirtu-ina é selecionado a partir do grupo que consiste em flavonas, estilbenos,flavanonas, isoflavonas, caiequinas, calconas, taninas, antrocianidinas, seusanálogos, e seus derivados.
3. O implante da reivindicação 1, onde o agente que ativa a sirtu-ina é selecionado a partir do grupo que consiste em resveratrol, buteína, pi-ceatanol, isoliquiritgenina, fisetina, luteolina, 3,6>3',4,-tetraidroxiflavona, quer-cetina, seus análogos, e seus derivados.
4. O implante da reivindicação 1, onde a matriz de polímero bio-desgastável é selecionada a partir do grupo que consiste em polímero depoli (lactídeo-co-glicolídeo) (PLGA), poli-ácido láctico (PLA), poli-ácido glicó-Iico (PGA), poliésteres, poli (orto éster), poli (fosfazina), poli (éster de fosfato),poli (D.L-lactídeo -co-glicolídeo), poliésteres, policaprolactonas, gelatina, ecolágeno, e seus derivados e combinações.
5. O implante da reivindicação 1, adicionalmente compreenden-do um agente terapêutico oftalmicamente aceitável adicional.
6. O implante da reivindicação 1, onde o agente que ativa a sirtu-ina é disperso dentro da matriz de polímero biodesgastável.
7. O implante da reivindicação 1, onde a matriz de polímero bio-desgastável compreende um poli (lactídeo-co-glicolídeo).
8. O implanta da reivindicação 1, onde a matriz de polímero bio-desgastável compreende um poli (D,L-lactídeo-co-glicolídeo).
9. O implante da reivindicação 1, onde a matriz de polímero bio-desgastável libera o agente que ativa a sirtuina em uma taxa efetiva paraprolongar a liberação de uma quantidade do agente que ativa a sirtuina, apartir do implante, por mais do que um mês a partir da hora que o implante écolocado no vítreo do olho.
10. O implante da reivindicação 1, onde o agente que ativa asirtuina é o resveratrol, e a matriz libera o resveratrol em uma taxa efetivapara prolongar a liberação de uma quantidade terapeuticamente efetiva doresveratrol por um tempo de cerca de dois meses a cerca de seis meses.
11. 0 implante da reivindicação 1, onde o implante é estruturadopara ser colocado no vítreo do olho.
12. O implante da reivindicação 1, onde o agente que ativa asirtuina é o resveratrol proporcionado em uma quantidade de cerca de 40%em neso a cerca de 70% em peso do implante, e a matriz de polímero bio-degradável compreende um poli (lactídeo-co-glicolídeo) em uma quantidadede cerca de 30% em peso a cerca de 60% em peso do implante.
13. O implante da reivindicação 1, formado como um bastão,lâmina fina, ou uma partícula.
14. O implante da reivindicação 1, formado por um processo deextrusão.
15. O implante da reivindicação 1, onde o agente que ativa asirtuina contém partículas compreendendo o resveratrol na forma sólida.
16. Um método de preparar um implante intra-ocular, compreen-dendo:extrudar uma mistura de um agente que ativa a sirtuina e umcomponente de polímero biodesgastável, para formar um material biodes-gastável que se desintegra em uma taxa efetiva para prolongar a liberaçãode uma quantidade do agente que ativa a sirtuina, a partir do implante, porpelo menos cerca de uma semana após o implante ser colocado em um olho.
17. O método da reivindicação 16, onde a mistura consiste es-sencialmente em resveratrol e um polímero biodesgastável.
18. O método da reivindicação 16, adicionalmente compreen-dendo misturar o agente que ativa a sirtuina com o componente de polímeroantes da etapa de extrusão.
19. O método da reivindicação 16, onde o componente de poli-mero compreende um polímero selecionado a partir do grupo que consisteem polilactídeos, poli (lactídeo-co-glicolídeos), e suas combinações.
20. Um método de tratar uma condição ocular, compreendendo:colocar um implante intra-ocular biodesgastável em um olho de umindivíduo, o implante compreendendo um agente que ativa a sirtuina e uma ma-triz de polímero biodesgastável, onde o implante desintegra-se em uma taxaefetiva para prolongar a liberação de uma quantidade do agente que ativa asirtuina, a partir do implante, efetiva para tratar a condição ocular do indivíduo.
21.0 método da reivindicação 20, onde o método é efetivo paratratar uma condição ocular da retina.
22. O método da reivindicação 20, onde a condição ocular é umadoença ocular neurodegenerativa.
23. O método da reivindicação 20, onde a condição ocular é se-lecionada a partir do grupo que consiste em glaucoma, degeneração macu-lar, e retinopatia.
24. O método da reivindicação 20, onde o implante é colocadono segmento posterior do olho.
25. O método da reivindicação 20, adicionalmente compreen-dendo administrar um agente terapêutico além do agente que ativa a sirtuinaao paciente.
26. O método da reivindicação 20, onde o agente que ativa asirtuina é pelo menos um de resveratrol, seus derivados, e suas misturas.
27. O método da reivindicação 20, onde o agente que ativa asirtuina é selecionado a partir do grupo que consiste em flavonas, estilbenos,flavanonas, isoflavonas, catequinas, calconas, taninas, antrocianidinas, seusanálogos, e seus derivados.
28. O método da reivindicação 20, onde o agente que ativa asirtuina é selecionado a partir do grupo que consiste em resveratrol, buteína,piceatanol, isoliquiritgenina, fisetina, luteolina, 3,6,3',4,-tetraidroxiflavona,quercetina, seus análogos, e seus derivados.
29. O método da reivindicação 20, onde o implante é colocadono vítreo de um olho.
BRPI0708622-9A 2006-03-08 2007-03-07 terapia ocular usando agentes que ativam a sirtuina BRPI0708622A2 (pt)

Applications Claiming Priority (3)

Application Number Priority Date Filing Date Title
US11/371,117 US20070212395A1 (en) 2006-03-08 2006-03-08 Ocular therapy using sirtuin-activating agents
US11/371,117 2006-03-08
PCT/US2007/063454 WO2007103960A1 (en) 2006-03-08 2007-03-07 Ocular therapy using sirtuin-activating agents

Publications (1)

Publication Number Publication Date
BRPI0708622A2 true BRPI0708622A2 (pt) 2011-06-07

Family

ID=38230138

Family Applications (1)

Application Number Title Priority Date Filing Date
BRPI0708622-9A BRPI0708622A2 (pt) 2006-03-08 2007-03-07 terapia ocular usando agentes que ativam a sirtuina

Country Status (7)

Country Link
US (1) US20070212395A1 (pt)
EP (1) EP1991205A1 (pt)
JP (2) JP2009529538A (pt)
AU (1) AU2007223057B2 (pt)
BR (1) BRPI0708622A2 (pt)
CA (1) CA2643903C (pt)
WO (1) WO2007103960A1 (pt)

Families Citing this family (47)

* Cited by examiner, † Cited by third party
Publication number Priority date Publication date Assignee Title
US8119159B2 (en) * 1999-02-22 2012-02-21 Merrion Research Iii Limited Solid oral dosage form containing an enhancer
US20070148228A1 (en) * 1999-02-22 2007-06-28 Merrion Research I Limited Solid oral dosage form containing an enhancer
US7658938B2 (en) 1999-02-22 2010-02-09 Merrion Reasearch III Limited Solid oral dosage form containing an enhancer
US7431710B2 (en) 2002-04-08 2008-10-07 Glaukos Corporation Ocular implants with anchors and methods thereof
US20090169585A1 (en) * 2003-10-23 2009-07-02 Resveratrol Partners, Llc Resveratrol-Containing Compositions And Their Use In Modulating Gene Product Concentration Or Activity
US8425929B2 (en) 2004-04-30 2013-04-23 Allergan, Inc. Sustained release intraocular implants and methods for preventing retinal dysfunction
US20060062690A1 (en) * 2004-08-17 2006-03-23 Polymer Technology Systems, Inc. Apparatus and method of manufacturing bodily fluid test strip
ES2426445T3 (es) * 2006-04-07 2013-10-23 Merrion Research Iii Limited Forma de dosificación oral sólida que contiene un potenciador
CA2654566A1 (en) * 2006-06-09 2007-12-21 Merrion Research Iii Limited Solid oral dosage form containing an enhancer
US8846073B2 (en) 2006-12-19 2014-09-30 Allergan, Inc. Low temperature processes for making cyclic lipid implants for intraocular use
JP2010540444A (ja) * 2007-09-20 2010-12-24 レスベラトロル パートナーズ, エルエルシー 遺伝子産物の濃縮または活性を調節するためのレスベラトロールを含む組成物
WO2009137080A1 (en) * 2008-05-07 2009-11-12 Merrion Research Iii Limited Compositions of gnrh related compounds and processes of preparation
WO2009140246A2 (en) 2008-05-12 2009-11-19 University Of Utah Research Foundation Intraocular drug delivery device and associated methods
US9095404B2 (en) 2008-05-12 2015-08-04 University Of Utah Research Foundation Intraocular drug delivery device and associated methods
US9877973B2 (en) 2008-05-12 2018-01-30 University Of Utah Research Foundation Intraocular drug delivery device and associated methods
US10064819B2 (en) 2008-05-12 2018-09-04 University Of Utah Research Foundation Intraocular drug delivery device and associated methods
WO2010093945A2 (en) 2009-02-13 2010-08-19 Glaukos Corporation Uveoscleral drug delivery implant and methods for implanting the same
US20100215743A1 (en) * 2009-02-25 2010-08-26 Leonard Thomas W Composition and drug delivery of bisphosphonates
US10206813B2 (en) 2009-05-18 2019-02-19 Dose Medical Corporation Implants with controlled drug delivery features and methods of using same
CA2762536C (en) 2009-05-18 2019-05-21 Dose Medical Corporation Drug eluting ocular implant
US12478503B2 (en) 2009-05-18 2025-11-25 Glaukos Corporation Implants with controlled drug delivery features and methods of using same
EP2470157A1 (en) * 2009-08-24 2012-07-04 The Board of Governors for Higher Education, State of Rhode Island and Providence Plantations Hot-melt extruded compositions containing plant-derived phenolic materials and processes for the preparation thereof
US20110182985A1 (en) * 2010-01-28 2011-07-28 Coughlan David C Solid Pharmaceutical Composition with Enhancers and Methods of Preparing thereof
US9089484B2 (en) * 2010-03-26 2015-07-28 Merrion Research Iii Limited Pharmaceutical compositions of selective factor Xa inhibitors for oral administration
EP2654715B1 (en) 2010-11-24 2017-01-25 Dose Medical Corporation Drug eluting ocular implant
WO2012082209A1 (en) * 2010-12-15 2012-06-21 Merrion Research Iii Limited Pharmaceutical compositions of selective factor xa inhibitors for oral administration
US8802114B2 (en) 2011-01-07 2014-08-12 Merrion Research Iii Limited Pharmaceutical compositions of iron for oral administration
US10245178B1 (en) 2011-06-07 2019-04-02 Glaukos Corporation Anterior chamber drug-eluting ocular implant
AU2012325370A1 (en) 2011-06-10 2014-01-30 Ramscor, Inc. Conveniently injectable or implantable sustained-release antioxidant formulations for therapies of ocular maladies or cancer
JP5848042B2 (ja) 2011-06-29 2016-01-27 株式会社ロッテ 眼疲労抑制組成物及びそれを含む飲食品
ES2428665B1 (es) * 2012-05-04 2014-10-01 Universidad De Valladolid Composición para su uso en el tratamiento y/o prevención de la inflamación, el estrés oxidativo y la neovascularización ocular
US10517759B2 (en) 2013-03-15 2019-12-31 Glaukos Corporation Glaucoma stent and methods thereof for glaucoma treatment
RU2015146211A (ru) 2013-04-01 2017-05-19 Аллерган, Инк. Микросферная система доставки лекарственного средства для замедленного внутриглазного высвобождения
SG11201603383VA (en) 2013-10-31 2016-05-30 Allergan Inc Prostamide-containing intraocular implants and methods of use thereof
JP6236304B2 (ja) * 2013-12-04 2017-11-22 ライオン株式会社 涙液分泌促進剤
US20150342875A1 (en) 2014-05-29 2015-12-03 Dose Medical Corporation Implants with controlled drug delivery features and methods of using same
TWI658828B (zh) * 2014-10-31 2019-05-11 中國醫藥大學 用於舒緩及減輕近視之醫藥組合物及其製備方法與用途
JP7211704B2 (ja) 2015-01-29 2023-01-24 ノヴォ ノルディスク アー/エス Glp-1アゴニスト及び腸溶コーティングを含む錠剤
WO2017040853A1 (en) 2015-09-02 2017-03-09 Glaukos Corporation Drug delivery implants with bi-directional delivery capacity
WO2017053885A1 (en) 2015-09-25 2017-03-30 Glaukos Corporation Punctal implants with controlled drug delivery features and methods of using same
CN117482102A (zh) 2016-02-18 2024-02-02 伊维萨股份有限公司 使用5′-腺苷二磷酸核糖(adpr)的方法
JP7003110B2 (ja) 2016-04-20 2022-01-20 ドーズ メディカル コーポレーション 生体吸収性眼球薬物送達デバイス
US10946034B2 (en) 2018-03-27 2021-03-16 Invirsa, Inc. Methods for the use of 5′-adenosine diphosphate ribose (ADPR)
WO2020115765A1 (en) 2018-12-05 2020-06-11 Celagenex Research (India) Pvt. Ltd. Novel synergistic composition comprising sirt1 and ampk activators for treating metabolic syndrome
AU2020405210A1 (en) * 2019-12-19 2022-07-14 Pendant Biosciences, Inc. Crosslinked PLA-based copolymers
CN114917209B (zh) * 2022-05-23 2024-01-23 广西大学 白皮杉醇在抗弓形虫感染的应用
WO2024180472A1 (en) * 2023-02-28 2024-09-06 Alcon Inc. Ocular inserts

Family Cites Families (29)

* Cited by examiner, † Cited by third party
Publication number Priority date Publication date Assignee Title
US3963025A (en) * 1974-09-16 1976-06-15 Alza Corporation Ocular drug delivery device
US4521210A (en) * 1982-12-27 1985-06-04 Wong Vernon G Eye implant for relieving glaucoma, and device and method for use therewith
US4853224A (en) * 1987-12-22 1989-08-01 Visionex Biodegradable ocular implants
US4997652A (en) * 1987-12-22 1991-03-05 Visionex Biodegradable ocular implants
US5164188A (en) * 1989-11-22 1992-11-17 Visionex, Inc. Biodegradable ocular implants
KR0185215B1 (ko) * 1990-11-30 1999-05-01 요시다 쇼오지 서방성 안구삽입용 약제
WO1995003009A1 (en) * 1993-07-22 1995-02-02 Oculex Pharmaceuticals, Inc. Method of treatment of macular degeneration
US5443505A (en) * 1993-11-15 1995-08-22 Oculex Pharmaceuticals, Inc. Biocompatible ocular implants
US5869079A (en) * 1995-06-02 1999-02-09 Oculex Pharmaceuticals, Inc. Formulation for controlled release of drugs by combining hydrophilic and hydrophobic agents
US6369116B1 (en) * 1995-06-02 2002-04-09 Oculex Pharmaceuticals, Inc. Composition and method for treating glaucoma
AUPO427196A0 (en) * 1996-12-19 1997-01-23 University Of Sydney, The A method for preventing or controlling cataract
AU738338B2 (en) * 1997-08-11 2001-09-13 Allergan, Inc. Sterile bioerodible implant device with improved biocompatability and method
US6331313B1 (en) * 1999-10-22 2001-12-18 Oculex Pharmaceticals, Inc. Controlled-release biocompatible ocular drug delivery implant devices and methods
AUPQ496500A0 (en) * 2000-01-06 2000-02-03 University Of Sydney, The Kit
US6726918B1 (en) * 2000-07-05 2004-04-27 Oculex Pharmaceuticals, Inc. Methods for treating inflammation-mediated conditions of the eye
WO2002043785A2 (en) * 2000-11-29 2002-06-06 Oculex Pharmaceuticals, Inc. Intraocular implants for preventing transplant rejection in the eye
US20050048099A1 (en) * 2003-01-09 2005-03-03 Allergan, Inc. Ocular implant made by a double extrusion process
EP2236131A3 (en) * 2003-07-01 2011-03-02 President and Fellows of Harvard College Sirt1 modulators for manipulating cell/organism lifespan/stress response
WO2005077176A1 (en) * 2004-02-11 2005-08-25 The Trustees Of Columbia University In The City Of New York Anthocyanin compounds and methods of use thereof
US7799336B2 (en) * 2004-04-30 2010-09-21 Allergan, Inc. Hypotensive lipid-containing biodegradable intraocular implants and related methods
WO2005107708A1 (en) * 2004-04-30 2005-11-17 Allergan, Inc. Biodegradable intravitreal tyrosine kinase inhibitors implants
US8119154B2 (en) * 2004-04-30 2012-02-21 Allergan, Inc. Sustained release intraocular implants and related methods
US20050244458A1 (en) * 2004-04-30 2005-11-03 Allergan, Inc. Sustained release intraocular implants and methods for treating ocular neuropathies
US20050244472A1 (en) * 2004-04-30 2005-11-03 Allergan, Inc. Intraocular drug delivery systems containing excipients with reduced toxicity and related methods
US20050244463A1 (en) * 2004-04-30 2005-11-03 Allergan, Inc. Sustained release intraocular implants and methods for treating ocular vasculopathies
AU2005240078A1 (en) * 2004-04-30 2005-11-17 Allergan, Inc. Retinoid-containing sustained release intraocular drug delivery systems and related methods of manufacturing
PT1755391E (pt) * 2004-06-04 2016-02-03 Univ Washington Métodos e composições para o tratamento de neuropatias
US20070014833A1 (en) * 2005-03-30 2007-01-18 Sirtris Pharmaceuticals, Inc. Treatment of eye disorders with sirtuin modulators
WO2006127987A2 (en) * 2005-05-25 2006-11-30 Sirtris Pharmaceuticals, Inc. Treatment of eye disorders with sirtuin modulators

Also Published As

Publication number Publication date
US20070212395A1 (en) 2007-09-13
EP1991205A1 (en) 2008-11-19
AU2007223057A1 (en) 2007-09-13
CA2643903C (en) 2016-06-28
AU2007223057B2 (en) 2011-07-21
CA2643903A1 (en) 2007-09-13
WO2007103960A1 (en) 2007-09-13
JP2014028822A (ja) 2014-02-13
JP2009529538A (ja) 2009-08-20

Similar Documents

Publication Publication Date Title
AU2007223057B2 (en) Ocular therapy using sirtuin-activating agents
JP6700348B2 (ja) 持続型薬物送達インプラント
Herrero-Vanrell et al. The potential of using biodegradable microspheres in retinal diseases and other intraocular pathologies
JP5696121B2 (ja) α−2アドレナリン受容体アゴニスト含有生分解性眼内インプラント
RU2664686C2 (ru) Способ лечения повышенного внутриглазного давления с помощью внутриглазной системы доставки лекарственного средства с замедленным высвобождением
JP6570513B2 (ja) 持続的眼内放出のためのマイクロスフェア薬剤送達システム
BRPI0608978A2 (pt) terapia ocular usando agonistas de receptor alfa-2 adrenérgico possuindo taxas de depuração anterior realçadas
JP2007535563A (ja) レチノイド含有徐放性薬剤送達システム、ならびに関連する製造法
BRPI0711311A2 (pt) implante intraocular de agente vasoativo
JP2007535539A (ja) β−アドレナリン受容体拮抗薬を含む持続放出眼内インプラントおよび眼の神経障害の治療方法
BRPI0613401A2 (pt) terapia ocular usando derivados de glicocorticóides que penetram seletivamente nos tecidos do segmento posterior
Wang et al. Applications and recent developments of hydrogels in ophthalmology
JP2018532563A (ja) 眼科用組成物
Gavini et al. Biodegradable microspheres as intravitreal delivery systems for prolonged drug release. What is their eminence in the nanoparticle era?
AU2011239238B2 (en) Ocular therapy using sirtuin-activating agents
Naveed et al. Contemporary trends in novel ophthalmic drug delivery system: An overview
Bhanu Malhotra et al. Ocular drug delivery systems.

Legal Events

Date Code Title Description
B08F Application dismissed because of non-payment of annual fees [chapter 8.6 patent gazette]

Free format text: REFERENTE A 10A ANUIDADE.

B08K Patent lapsed as no evidence of payment of the annual fee has been furnished to inpi [chapter 8.11 patent gazette]