BRPI0708683B1 - Estrutura de solo estabilizada; elemento de revestimento para uma estrutura de solo estabilizada e estojo protetor para um elemento de revestimento de uma estrutura de solo estabilizada - Google Patents
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Abstract
estrutura de solo estabilizada e elementos de revestimento para sua construção. o elemento de revestimento para uma estrutura de solo estabilizada compreende um corpo de material fundido dentro do qual uma trajetória é formada para uma tira de reforço entre dois pontos de surgimento situados em uma face traseira do elemento. essa trajetória é definida por um forro embutido no material fundido e inclui duas partes retilíneas que são respectivamente adjacentes aos dois pontos de surgimento e são, cada uma, dispostas de forma a posicionar a tira no mesmo plano de surgimento perpendicular â face traseira, duas partes curvas que continuam respectivamente as duas partes retilíneas e são dispostas de modo a desviar a tira do plano de surgimento, e uma parte de conexão que une as duas partes curvas uma a outra e tem pelo menos um anel situado fora do plano de surgimento.
Description
(54) Título: ESTRUTURA DE SOLO ESTABILIZADA; ELEMENTO DE REVESTIMENTO PARA UMA ESTRUTURA DE SOLO ESTABILIZADA E ESTOJO PROTETOR PARA UM ELEMENTO DE REVESTIMENTO DE UMA ESTRUTURA DE SOLO ESTABILIZADA (51) Int.CI.: E02D 29/02 (73) Titular(es): TERRE ARMEE INTERNATIONALE (72) Inventor(es): NICOLAS FREITAG; JEAN-CLAUDE MORIZOT
1/15 “ESTRUTURA DE SOLO ESTABILIZADA; ELEMENTO DE REVESTIMENTO
PARA UMA ESTRUTURA DE SOLO ESTABILIZADA E ESTOJO PROTETOR
PARA UM ELEMENTO DE REVESTIMENTO DE UMA ESTRUTURA DE SOLO
ESTABILIZADA
Fundamentos da Invenção [001] A presente invenção refere-se à construção de solo estabilizado ou estruturas de terra reforçadas. Essa técnica de construção é comumente utilizada para produzir estruturas tal como muros de contenção, sustentação para pontes, etc.
[002] Uma estrutura de solo estabilizada combina um enchimento compactado, um revestimento, e reforços normalmente conectados ao revestimento. Os reforços são colocados no solo com uma densidade que depende da tensão que pode ser exercida na estrutura, as forças de impulsão do solo que são reagidas pelo atrito dos reforços de solo.
[003] A invenção se refere mais particularmente ao caso no qual os reforços estão na forma de tiras de material sintético, por exemplo, com base em fibras de poliéster.
[004] O revestimento é mais frequentemente feito de elementos de concreto pré-fabricado, na forma de lajes ou blocos, justapostos para cobrir a face dianteira da estrutura. Pode haver degraus horizontais nessa face dianteira entre diferentes níveis do revestimento, quando a estrutura tem um ou mais terraços.
[005] Os reforços colocados no enchimento são normalmente fixados ao revestimento por elementos de conexão mecânicos que podem assumir várias formas. Uma vez que a estrutura é completa, os reforços distribuídos através do enchimento transmitem altas cargas, em alguns casos de até várias toneladas. Sua conexão com o
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2/15 revestimento precisa ser robusta a fim de manter a união do todo.
[006] Os elementos de conexão exibem o risco de degradação. São frequentemente sensíveis à corrosão devido à umidade e a agentes químicos que estão presentes em ou que se infiltraram no enchimento. Os elementos de conexão são algumas vezes feitos com base em resinas ou materiais compostos de forma que sofram menos com a corrosão. No entanto, seu custo é então aumentado, e é difícil de fornecer aos mesmos boas propriedades mecânicas. É, portanto, desejável se ser capaz de eliminar os elementos de conexão entre o elemento de revestimento e os reforços da estrutura.
| [007] Em alguns | sistemas, | os | elementos | de | |
| revestimento são configurados de tal | forma | a apresentar | |||
| pelo menos uma passagem | que deve receber | uma tira | de | ||
| reforço. | |||||
| [008] Em US-A-5. | 839.855, a | passagem está | no | ||
| formato | de um C dentro | da espessura do | elemento | de |
revestimento na forma de um painel. Quando a tira é colocada no lugar, suas duas seções que emergem do elemento de revestimento são localizadas em dois planos horizontais paralelos desviados na direção vertical. Essa condição de surgimento das tiras a partir do painel não é ideal visto que torna necessário o aumento do número de operações de aterramento e compactação, o que complica e prolonga a implementação do trabalho. Isso não permite facilmente um tensionamento homogêneo das tiras, visto que a tira não é retida pelo painel quando sua parte inferior é coberta com o enchimento.
[009] Por essas razões, é geralmente desejável que as tiras surjam do elemento de revestimento no mesmo plano horizontal.
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3/15 [010] Adicionalmente, a trajetória em formato de C das tiras de reforço não é ideal em termos de robustez da ancoragem quando tensionada. A curva da trajetória perto do ponto de surgimento da tira enfraquece sua ancoragem com o elemento visto que causa um trabalho na tensão de uma pequena espessura de concreto, que não é uma boa forma de se tensionar esse material.
[011] Um problema similar surge com um elemento de revestimento do tipo descrito em FR-A-2 812 893. Esse elemento também tem uma trajetória pré-formada no formato de um C. Adicionalmente, essa trajetória em formato de C é disposta de modo que cada parte da tira de reforço surja a partir do elemento orientado em um plano vertical. Isso é insatisfatório visto que a tira localizada no solo se posiciona naturalmente em um plano horizontal, de forma que cada parte da tira no enchimento torça por um quarto de volta. Tal torção é desfavorável em termos de comportamento mecânico do reforço.
[012] É um objetivo da presente invenção se propor um método novo de tiras de reforço de ancoragem para um revestimento de uma estrutura de solo estabilizada, tornando possível se reduzir a incidência dos problemas destacados acima.
Sumário da Invenção [013] A invenção propõe, dessa forma, uma estrutura de solo estabilizada compreendendo um enchimento, tiras de reforço se estendendo através de uma zona reforçada do enchimento situada atrás de uma face dianteira da estrutura, e um revestimento localizado ao longo da face dianteira, as tiras de reforço sendo ancoradas no revestimento em regiões de ancoragem respectivas. Em pelo menos uma região de ancoragem, o revestimento incorpora uma trajetória formado para uma tira de reforço entre dois
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4/15 pontos de surgimento situados em uma face traseira do revestimento adjacente ao enchimento. Essa trajetória inclui duas partes retilíneas respectivamente adjacentes aos dois pontos de surgimento e cada uma disposta para posicionar a tira em um plano comum de surgimento perpendicular à dita face traseira, duas partes curvas continuando respectivamente as duas partes retilíneas e dispostas para desviar a tira do plano de surgimento, e uma parte de conexão unindo as duas partes curvas uma à outra e possuindo pelo menos um anel situado fora do plano de surgimento.
[014] O fato de que o anel da tira dentro do revestimento ser desviada para fora do plano de surgimento permite que essa tira penetre na espessura do revestimento enquanto permanece orientada nesse plano até uma determinada profundidade. Isso garante uma boa orientação das tiras à medida que emergem do revestimento e evita a tensão inadequada do material de fundição (geralmente concreto). Isso permite um bom posicionamento e a ancoragem eficiente da tira de reforço enquanto garante que não siga curvas excessivamente fechadas e evitando que seja submetida a altas forças de contração.
[015] As partes retilíneas da trajetória se estendem, preferivelmente, cada uma, no plano de surgimento por pelo menos metade da espessura do revestimento. A tira de reforço possui tipicamente uma largura no máximo igual à metade da espessura do revestimento.
[016] Em uma modalidade da estrutura, o revestimento tem, na região de ancoragem, um estojo protetor recebendo a tira de reforço ao longo da trajetória. Esse estojo separa a tira do material fundido de modo a proteger o reforço contra danos prematuros. Em particular, se o reforço for obtido utilizando-se fibras de
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5/15 poliéster, é sabido que o mesmo pouco tolera ambientes alcalinos tais como os encontrados no concreto. O estojo mencionado acima complementa, dessa forma, a proteção conferida pelo revestimento plástico nas fibras de poliéster da tira.
[017] Na situação típica na qual o revestimento é feito com elementos na forma de painéis de material fundido tal como concreto, tais painéis podem ter um ou mais estojos protetores rígidos embutidos nos mesmos. Vantajosamente, tal estojo compreende duas metades em ambos os lados da tira de reforço para facilitar a fabricação e montagem do estojo. As duas metades são preferivelmente montadas juntas com uma conexão de vedação entre as mesmas para fornecer uma boa separação entre a trajetória da tira de reforço e o concreto circundante.
[018] Quando o elemento de revestimento é fabricado, o mesmo é vantajosamente encaixado com um elemento alongado, tal como um cabo ou corda, inserido dentro do estojo protetor para puxar a tira de reforço ao longo de sua trajetória. Isso facilita a introdução da tira, que pode ocorrer no local de construção de forma que a necessidade de armazenamento e transporte dos elementos de revestimento equipados com suas tiras de reforço seja evitada.
[019] Um segundo aspecto da invenção se refere a um elemento de revestimento para uma estrutura de solo estabilizada, compreendendo um corpo de material fundido dentro do qual uma trajetória é formada para uma tira de reforço entre dois pontos de surgimento situados em uma face traseira do corpo. A trajetória inclui duas partes retilíneas respectivamente adjacentes aos dois pontos de surgimento e cada uma sendo disposta para posicionar a tira em um plano comum de surgimento perpendicular à face
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6/15 traseira, duas partes curvas continuando respectivamente as duas partes retilíneas e dispostas para desviar a tira do plano de surgimento, e uma parte de conexão unindo as duas partes curvas uma à outra e tendo pelo menos um anel situado fora do plano de surgimento.
[020] A tira pode ser colocada no lugar na trajetória no momento em que o material do corpo é fundido, com ou sem o estojo protetor mencionado acima.
[021] Várias configurações são possíveis para a trajetória definida para a tira dentro do elemento de revestimento. Em algumas modalidades, as duas partes curvas da trajetória direcionam a tira na direção de um lado comum do plano de surgimento. Nesse caso, uma primeira possibilidade é que a trajetória seja formada de modo a receber a tira nas duas partes retilíneas com o mesmo lado da tira orientado na direção desse lado do plano de surgimento. A trajetória é, dessa forma, formada de modo que a dita face da tira seja colocada no lado externo ou no lado interno do anel situado fora do plano de surgimento. Uma segunda possibilidade é de que a trajetória seja formada de modo a receber a tira em uma das duas partes retilíneas com uma face da tira orientada na direção do dito lado do plano de surgimento e na outra das duas partes retilíneas com a dita face da tira orientada para longe do dito lado do plano de surgimento.
[022] Em outra modalidade, as duas partes curvas da trajetória respectivamente direcionam a tira na direção de dois lados opostos do plano de surgimento, e a parte de conexão da trajetória possui duas alças que continua respectivamente as duas partes curvas da trajetória, e uma trajetória que cruza o plano de surgimento e une as duas alças uma à outra.
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7/15 [023] A invenção também propõe um estojo protetor para um elemento de revestimento de uma estrutura de solo estabilizada, onde o estojo é substancialmente rígido e possui uma seção transversal plana para o recebimento de uma tira de reforço ao longo de uma trajetória definida dentro do estojo, a trajetória possuindo a configuração geométrica mencionado acima.
Breve Descrição dos Desenhos [024] A figura 1 é uma vista esquemática em corte lateral de uma estrutura de solo estabilizada de acordo com a invenção no processo sendo construído;
[025] A figura 2 é uma vista transversal de um elemento de revestimento de acordo com a invenção;
[026] As figuras 3 a 6 são vistas em perspectiva das trajetórias que as tiras de reforço podem seguir dentro dos elementos de revestimento de acordo com a invenção;
[027] A figura 7 é uma vista traseira de outro elemento de revestimento de acordo com a invenção;
[028] A figura 8 é uma vista em perspectiva de um estojo protetor utilizável em determinadas modalidades da invenção;
[029] As figuras 9 e 10 são vistas em perspectiva de duas metades formando o estojo protetor da figura 8 quando montadas juntas;
[030] A figura 11 é uma vista transversal ilustrando os meios de montagem e vedação fornecidos entre as duas metades do estojo protetor da figura 8.
Breve Descrição dos Desenhos [031] A figura 1 ilustra a aplicação da invenção na construção de um muro de contenção de solo estabilizado. Um enchimento compactado 1, no qual os reforços 2 são distribuídos, é delimitado no lado dianteiro da estrutura por um revestimento 3 formado pela justaposição de
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8/15 elementos pré-fabricados 4 na forma de painéis, e no lado
| traseiro | pelo solo | 5 contra o | qual | o muro | de contenção | é |
| erguido. | [032] Os | reforços 2 | compreendem | elementos | de | |
| reforço | sintéticos | na forma | de | tiras | flexíveis | se |
estendendo nos planos horizontais atrás do revestimento 3. Os mesmos podem em particular ser tiras de reforço com base em fibras de poliéster encerrados por polietileno.
[033] As tiras de reforço 2 são fixadas aos elementos pré-fabricados 4 unidos para formar o revestimento 3. Esses elementos 4 são tipicamente feitos de concreto reforçado. No exemplo ilustrado, os mesmos estão na forma de painéis. Os mesmos também podem ter outras formas, em particular, a forma de blocos. Quando o concreto de tal elemento 4 é fundido, uma ou mais tiras de reforço 2 são instaladas no molde, ao longo de uma trajetória descrita abaixo, para fornecer ancoragem para o elemento de tira. Depois que o concreto assenta cada tira possui duas seções que surgem do elemento e devem ser instaladas no material de enchimento.
[034] Para se erguer a estrutura, o procedimento pode ser como se segue:
[035] colocar alguns elementos de revestimento 4 de modo que então se seja capaz de introduzir o material de enchimento sobre uma determinada profundidade. De forma conhecida, a construção e o posicionamento dos elementos de revestimento podem ser facilitados por elementos de montagem localizados entre os mesmos. As tiras 2 são posicionadas nos elementos de revestimento 4 de forma que alguns dos mesmos estejam localizados no mesmo nível horizontal quando o revestimento é erguido.
[036] introduzir o material de enchimento e compactar o mesmo progressivamente até que o próximo nível
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9/15 especificado para a colocação das tiras de reforço 2 seja alcançado.
[037] colocar as tiras de reforço 2 no enchimento nesse nível.
[038] introduzir o material de enchimento sobre as tiras de reforço 2 que acabaram de ser instaladas. Esse material de enchimento é compactado à medida que é introduzido.
[039] repetir as etapas b) a d) se vários níveis de tiras forem fornecidos por série de elementos de revestimento 4.
[040] repetir as etapas a) a e) até que o nível superior do enchimento seja alcançado.
[041] Durante a introdução compactação do material de enchimento, as tiras de reforço 2 já colocadas nos níveis inferiores sofrem tensionamento. Esse tensionamento resulta do atrito entre as tiras e o material de enchimento e garante o reforço da estrutura. De forma que a tensão seja estabelecida sob boas condições, é aconselhável que as tiras de um nível surjam de seus elementos de revestimento de modo que sejam todos corretamente alinhados com esse nível. É aconselhável também que sejam orientados horizontalmente à medida que surgem do revestimento, de modo a garantir que não torçam no material aterrado.
[042] Em seus pontos de surgimento 6 de um elemento de revestimento, as duas seções de uma tira 2 estão em um plano comum de surgimento P (perpendicular ao plano da figura 2). Quando o revestimento 3 é erguido, os elementos 4 são orientados de forma que esse plano de surgimento seja horizontal.
[043] A figura 2 ilustra um elemento de revestimento que pode ser utilizado em algumas modalidades
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10/15 da invenção. Como é de costume, esse elemento 4 é feito de concreto fundido. Uma tira de reforço 2 é localizada no molde no momento da fundição do concreto e é mantida no lugar até que o concreto tenha assentado. Pode ser guiado com o auxílio de barras de reforço (não ilustradas) de concreto, complementadas opcionalmente por hastes de desvio ou elementos fixados a essas barras, de modo que a tira siga a trajetória desejada na zona de ancoragem. Essa trajetória é definida dentro do elemento 4 entre os dois pontos de surgimento 6 das duas partes da tira na face traseira 7 do elemento (face adjacente ao enchimento).
[044] A trajetória correspondente ao elemento na figura 2 é ilustrada pela figura 3. Possui duas partes retilíneas 8 se estendendo de forma perpendicular à face traseira 7 do elemento começando nos pontos de surgimento
6. Em cada parte retilínea 8, a tira permanece em seu plano de surgimento P. As partes retilíneas 8 se estendem por pelo menos metade da espessura do corpo do elemento 4, medida de forma perpendicular à sua face traseira 7. Isso evita o tensionamento indesejável do concreto perto da face traseira 7.
[045] Cada parte retilínea 8 da trajetória da tira é continuada por uma parte curva respectiva 9 onde a tira desvia do plano de surgimento P. Além dessa parte curva 9, a tira 2 se estende ao longo da face dianteira do elemento, recuada ligeiramente dessa face dianteira de forma a não ser percebida na superfície da estrutura.
[046] As duas partes curvas 9 são unidas uma à outra por uma parte de conexão que possui um anel 10 situado fora do plano de surgimento P.
[047] No exemplo nas figuras 2 e 3, a tira é direcionada no sentido do mesmo lado P1 do plano de surgimento P nas duas partes curvas 9 de sua trajetória
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11/15 dentro do elemento de revestimento 4. Essa trajetória é formada de tal forma (i) que, nas duas partes retilíneas 8, a tira tem a mesma face orientada no sentido do lado P1 do plano de surgimento, e (ii) essa face da tira é colocada no lado externo do anel 10. Consequentemente, no meio do anel 10, a tira é posicionada praticamente de forma perpendicular à face traseira 7 do elemento.
[048] Na modalidade alternativa ilustrada na figura 4, o anel 10' é orientado na direção oposta, isso é, a face da tira orientada na direção do lado P1 do plano de surgimento é colocada no lado interno do anel 10'.
[049] Na modalidade alternativa ilustrada na figura 5, a tira segue uma das duas partes retilíneas 8 de sua trajetória com uma de suas duas faces orientada na direção do lado P1 do plano de surgimento P e com a outra das duas partes retilíneas 8 possuindo a dita face orientada no sentido do lado P2 do plano de surgimento oposto ao lado P1.
[050] Outras configurações também são possíveis para a trajetória seguida pela tira de reforço dentro de um elemento de revestimento. A figura 6 ilustra um exemplo no qual a parte de conexão que une as duas partes curvas 19 uma à outra inclui duas alças 20 em cada lado do plano P. Nesse exemplo, as duas partes curvas 19 da trajetória direcionam respectivamente a tira no sentido dos dois lados opostos P1, P2 do plano de surgimento P. A parte de conexão possui uma parte 21 que cruza o plano P e une as duas alças 20 uma à outra.
[051] A fim de se seguir facilmente uma trajetória tal como a ilustrada nas figuras de 3 a 6, é preferível que a largura da tira 2 seja inferior a ou no máximo igual à metade da espessura do elemento de revestimento 4. Essa espessura é tipicamente de entre 14 e
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12/15 cm. Será possível se utilizar as tiras possuindo uma largura de cerca de 45 mm.
[052] Quando a tira de reforço possui componentes (por exemplo, fibras de poliéster) sensíveis a ambientes alcalinos, pode ser vantajoso se colocar um estojo protetor feito de plástico entre essa tira e o revestimento de concreto. Esse estojo garante que a alcalinidade do concreto não se propague até o componente sensível. O estojo flexível recebe a tira antes de ser colocada juntamente com a mesma no molde. É, dessa forma, cercada por concreto despejado e recebe a tira de reforço ao longo de sua trajetória a fim de separar a mesma do concreto.
[053] É concebível que a tira de reforço não tenha ainda sido encaixada em seu estojo 15 no momento em que o elemento é produzido. É, dessa forma, conveniente se utilizar um estojo rígido que tenha sido formatado de antemão para a trajetória desejada. A figura 7 ilustra a face traseira de um elemento de revestimento 4 formado dessa maneira e capaz de receber duas tiras de reforço em níveis verticalmente espaçados. Os estojos 15 definem as
| trajetórias | dentro | do | elemento | 4 entre os pontos | de |
| surgimento 6 | Podem | ser | estojos | rígidos pré-formados, | por |
| exemplo, de | acordo | com | um dos | formatos ilustrados | nas |
| figuras de 3 | a 6. |
[054] Uma configuração de acordo com a figura 7 exige uma operação de rosqueamento de tiras ao longo de suas trajetórias. No entanto, tem a vantagem de possibilitar a escolha do comprimento da tira independentemente da produção do elemento de revestimento.
[055] A figura 8 ilustra um estojo rígido 15 que pode ser utilizado nos elementos de revestimento do tipo ilustrado na figura 7. O estojo 15 é formado a partir de uma montagem de duas peças, isso é, uma metade superior 30
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13/15 e uma metade inferior 40 apresentadas respectivamente nas figuras 9 e 10. Cada uma das duas peças 30, 40 é feita de um material plástico rígido moldado tal como um polietileno de alta densidade (HDPE), por exemplo.
[056] As duas peças 30, 40 são presas uma à outra por meio de vários fixadores 50 distribuídos ao longo da trajetória definida pelo estojo protetor, em ambos os lados da tira. Uma disposição possível de tal fixador 50 é ilustrada na figura 11. No nível de cada fixador 50, uma extensão lateral 51 é formada na borda superior da peça inferior 40 do estojo. Uma fenda 52 paralela à trajetória é formada em cada extensão lateral 51. Além disso, no nível de cada fixador, a borda inferior da peça superior 30 do estojo possui uma parte tipo gancho 53 adequada para engatar a extensão lateral correspondente 51 da outra peça 40. A parte tipo gancho 53 é recebida dentro da fenda 52 quando da montagem das duas peças 30, 40 e sua extremidade é fornecida com uma lingueta 54 que coopera com a fenda 52 para manter as peças montadas.
[057] A figura 11 ilustra também que as bordas mutuamente voltadas uma para a outra das duas peças 30, 40 possuem superfícies coincidentes ao longo do estojo. Em ambos os lados da tira, uma saliência 55 é formada na borda inferior da peça superior 30, e essa saliência 55 é recebida de forma justa dentro de um sulco correspondente 56 formado na borda superior da peça inferior 40. O engate das saliências 55 e dos sulcos 56 garante boas propriedades de vedação entre as duas peças 30, 40 do estojo 15 para evitar a penetração de componentes de concreto no estojo quando o elemento de revestimento é moldado.
[058] Antes da montagem das duas peças 30, 40 para formar o estojo 15, um elemento de retração alongado 60 tal como um cabo é colocado entre essas duas peças
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14/15 (figura 8). Quando a tira de reforço é posteriormente introduzida no elemento de revestimento, a mesma é fixada em uma extremidade do cabo de retração 60 e a outra extremidade do cabo 60 é puxada. Quando a extremidade da tira emerge saindo do elemento de revestimento, a força de tração é então aplicada a essa extremidade. O movimento da tira ao longo de sua trajetória pode ser facilitado empurrando-se a mesma para dentro do estojo enquanto sua extremidade está sendo puxada e/ou pelo fornecimento de um lubrificante na entrada do estojo.
[059] Na modalidade ilustrada nas figuras de 8 a 10, o estojo 15 define uma trajetória para a tira de reforço que possui o formato geral ilustrado pela figura 3. As referências numéricas 108, 109 e 110 designam as partes do estojo 15 que definem as partes retilíneas 8, as partes curvas 9, e a parte de alça 10 da trajetória, respectivamente. Nos pontos de surgimento da trajetória, as extremidades 16 do estojo 15 se afunilam para fora de modo a facilitar a introdução da tira. Outra vantagem do afunilamento das extremidades do estojo 16 é se acomodar algum desvio angular da tira de reforço em seu surgimento para fora do corpo do elemento de revestimento, evitando assim seu desgaste prematuro decorrente do atrito na saída do estojo nos casos em que a tira não sai do estojo em um plano exatamente perpendicular ao revestimento.
[060] Entre essas duas extremidades 16, o estojo 15 possui uma saída de posicionamento 17, que pode ser feita pela sobreposição de duas placas 37, 47 respectivamente pertencentes às duas peças 30, 40 (figuras 9 e 10). A saída de posicionamento 17 se projeta além das duas extremidades 16 a partir do concreto do elemento de revestimento. Sua função básica é posicionar o estojo 15 dentro do molde quando o concreto do elemento é fundido. Um
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15/15 suporte (não ilustrado) mantém a saída 17 na posição prescrita enquanto o concreto é despejado. O fato de a saída 17 ser conectada a duas partes retilíneas 108 do estojo 15 também é útil para impedir a deformação da trajetória antes do concreto assentar. As placas 37, 47 também podem ser fornecidas com fixadores para a participação na montagem das duas metades de peça 30, 40.
[061] Em termos gerais, o método de conexão proposto, entre o revestimento de uma estrutura de solo estabilizada e pelo menos algumas de suas tiras de reforço, é compatível com um grande número de configurações estruturais, comprimentos de tira, densidades de posicionamento de tira, etc.
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Claims (5)
- REIVINDICAÇÕES1. Estrutura de solo estabilizada, compreendendo um enchimento (1), tiras de reforço (2) se estendendo através de uma zona reforçada do enchimento situada atrás de uma face dianteira da estrutura, e um revestimento (3) localizado ao longo da face dianteira, as tiras de reforço sendo ancoradas ao revestimento em regiões de ancoragem respectivas, em que o revestimento incorpora, em pelo menos uma região de ancoragem, uma trajetória para uma tira de reforço entre dois pontos de emersão (6) situados em uma face traseira (7) do revestimento adjacente ao enchimento, e em que a trajetória inclui duas partes retilíneas (8) respectivamente adjacentes aos dois pontos de emersão e cada uma sendo disposta para posicionar a tira em um plano comum de emersão (P) perpendicular à face traseira, duas partes curvas (9, 19) respectivamente prolongando as duas partes retilíneas e dispostas para desviar a tira para fora do plano de emersão, e uma parte de conexão unindo as duas partes curvas uma à outra e tendo pelo menos um anel ou alça (10, 10', 10'', 20) situado fora do plano de emersão (6); a estrutura de solo estabilizada sendo caracterizada pelo fato de que a trajetória é formada por um estojo protetor rígido, em que o estojo protetor compreende duas metades em ambos os lados da tira de reforço, as duas metades sendo montadas juntas de forma vedada.
- 2. Estrutura, de acordo com a reivindicação 1, caracterizada pelo fato de que o revestimento é feito de elementos (4) na forma de painéis, e em que cada uma das partes retilíneas (8) da trajetória se estende no plano de emersão (P) por pelo menos metade da espessura de um
elemento de revestimento em formato de painel. 3. Estrutura, de acordo com a reivindicação 1, caracterizada pelo fato de que a tira de reforço (2) tem Petição 870170049802, de 17/07/2017, pág. 25/322/5 uma largura no máximo igual à metade da espessura do revestimento (3).4. Estrutura, de acordo com a reivindicação 1, caracterizada pelo fato de que o revestimento (3) é feito a partir de elementos na forma de painéis de material fundido, cada um tendo pelo menos um estojo protetor (15) embutido no mesmo.5. Elemento de revestimento para uma estrutura de solo estabilizada, compreendendo um corpo (4) de material fundido, um estojo definindo uma trajetória para uma tira de reforço (2) entre dois pontos de emersão situados em uma face traseira do corpo, em que a trajetória inclui duas partes retilíneas (8) respectivamente adjacentes aos dois pontos de emersão e cada uma sendo disposta para posicionar a tira em um plano comum de emersão (P) perpendicular à face traseira, duas partes curvas (9, 19) prolongando respectivamente as duas partes retilíneas e dispostas para desviar a tira do plano de emersão, e uma parte de conexão unindo as duas partes curvas uma à outra e tendo pelo menos um anel ou alça (10, 10', 10'', 20) situado fora do plano de emersão; o elemento de revestimento sendo caracterizado pelo fato de que a trajetória é formada por um estojo protetor rígido, em que o estojo protetor compreende duas metades em ambos os lados da tira de reforço, as duas metades sendo montadas juntas de forma vedada.6. Elemento de revestimento, de acordo com a reivindicação 5, caracterizado pelo fato de que o corpo (4) tem formato de um painel, e em que cada uma das partes retilíneas (8) da trajetória se estende no plano de emersão por pelo menos metade de uma espessura do corpo, medida perpendicularmente à face traseira (7).7. Elemento de revestimento, de acordo com a reivindicação 5, caracterizado pelo fato de que o corpo (4)Petição 870170049802, de 17/07/2017, pág. 26/32 - 3/5 tem, perpendicularmente à face traseira, uma espessura pelo menos igual ao dobro da largura da tira de reforço (2).8. Elemento de revestimento, de acordo com a reivindicação 5, caracterizado pelo fato de que a tira (2) não é instalada no estojo (15) no momento em que o elemento é produzido.9. Elemento de revestimento, de acordo com a reivindicação 5, caracterizado pelo fato de que as duas partes curvas (9) da trajetória direcionam a tira (2) no sentido de um mesmo lado do plano de emersão (P), e em que a trajetória é formada de modo que a tira seja recebida nas duas partes retilíneas (8) com uma face comum da tira orientada na direção do lado do plano de emersão.10. Elemento de revestimento, de acordo com a reivindicação 9, caracterizado pelo fato de que a trajetória é formada de modo que a face da tira seja disposta em um lado externo do anel ou alça (10) situado fora do plano de emersão (P).11. Elemento de revestimento, de acordo com a reivindicação 9, caracterizado pelo fato de que a trajetória é formada de modo que a face da tira seja disposta em um lado interno do anel ou alça (10) situado fora do plano de emersão (P).12. Elemento de revestimento, de acordo com a reivindicação 5, caracterizado pelo fato de que as duas partes curvas (9) da trajetória direcionam a tira (2) no sentido do mesmo lado do plano de emersão (P), e em que a trajetória é formada de modo que a tira seja recebida em uma das duas partes retilíneas (8) com uma face da tira orientada na direção do lado do plano de emersão e na outra das duas partes retilíneas com a face da tira orientada em afastamento do lado do plano de emersão.Petição 870170049802, de 17/07/2017, pág. 27/32
- 4/513. Elemento de revestimento, de acordo com a reivindicação 5, caracterizado pelo fato de que as duas partes curvas (19) da trajetória direcionam respectivamente a tira (2) na direção de dois lados opostos (P1, P2) do plano de emersão (P), e em que a parte de conexão tem dois anéis ou alças (20) respectivamente prolongando as duas partes curvas da trajetória, e uma parte (21) atravessando o plano de emersão e unindo os dois anéis ou alças um ao outro.14. Elemento de revestimento, de acordo com a reivindicação 5, caracterizado pelo fato de que as metades são feitas de material plástico rígido moldado.15. Elemento de revestimento, de acordo com a reivindicação 5, caracterizado pelo fato de que as duas metades do estojo protetor (15) são montadas de forma vedada ao longo da trajetória.16. Elemento de revestimento, de acordo com a reivindicação 5, caracterizado por compreender adicionalmente um elemento alongado inserido dentro do estojo protetor para puxar a tira de reforço ao longo da trajetória.17. Elemento de revestimento, de acordo com a reivindicação 5, caracterizado pelo fato de que o estojo protetor é rígido e tem uma saída de posicionamento conectado ao mesmo, em que a saída de posicionamento sobressai a partir do material fundido do corpo (4).18. Elemento de revestimento, de acordo com a reivindicação 17, caracterizado pelo fato de que a saída de posicionamento é disposta entre e conectada a partes do estojo definindo as duas partes retilíneas da trajetória.19. Estojo protetor para um elemento de revestimento de uma estrutura de solo estabilizada, em que o estojo define uma trajetória entre dois pontos dePetição 870170049802, de 17/07/2017, pág. 28/32
- 5/5 emersão, em que a trajetória inclui duas partes retilíneas (8) respectivamente adjacentes a dois pontos de emersão e cada uma sendo disposta para posicionar a tira em um plano comum de emersão (P) a partir do estojo, duas partes curvas (9, 19) prolongando respectivamente as duas partes retilíneas e disposta para desviar a tira do plano de emersão e uma parte de conexão unindo as duas partes curvas uma à outra e tendo pelo menos um anel ou alça situado fora do plano de emersão (P); caracterizado pelo fato de que o estojo é rígido e tem uma seção transversal plana para o recebimento no mesmo de uma tira de reforço ao longo da trajetória, o estojo compreendendo duas metades localizadas em ambos os lados da trajetória e sendo montadas juntas de forma vedada ao longo da trajetória.20. Estojo, de acordo com a reivindicação 19, caracterizado pelo fato de que as metades são feitas de material plástico moldado.21. Estojo, de acordo com a reivindicação 19, caracterizado por compreender adicionalmente um elemento alongado se estendendo dentro do estojo para puxar a tira de reforço ao longo da trajetória.22. Estojo, de acordo com a reivindicação 19, caracterizado por compreender adicionalmente uma saída de posicionamento disposta para se projetar para fora do elemento de revestimento.23. Estojo, de acordo com a reivindicação 22, caracterizado pelo fato de que a saída de posicionamento é disposta entre e conectada às partes do estojo que definem as duas partes retilíneas (8) da trajetória.Petição 870170049802, de 17/07/2017, pág. 29/321/6
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