BRPI0717873A2 - Derivado de 3-amino-pirazol-4-carboxamida úteis como inibidores de proteína quinases - Google Patents

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BRPI0717873A2
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Patricia Imbach
Pascal Furet
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Novartis Ag
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Description

Relatório Descritivo da Patente de Invenção para "DERIVADOS DE 3-AMINO-PIRAZOL-4-CARBOXAMIDA ÚTEIS COMO INIBIDORES DE PROTEÍNA QUINASES".
A presente invenção refere-se a ácido 3-amino-pirazol-4-carbo- xílico, seu uso para o tratamento de doenças responsivas à modulação de proteína quinase ou na fabricação de preparações farmacêuticas úteis no tratamento das ditas doenças, preparações farmacêuticas especialmente úteis contra as ditas doenças, que compreendem os ditos compostos e um veículo farmaceuticamente aceitável, os ditos compostos para uso no trata- mento do corpo humano ou animal, especialmente contra as ditas doenças, métodos de tratamento do corpo humano ou animal através da administra- ção dos ditos compostos a um animal ou ser humano, e processos para a fabricação dos ditos compostos, onde em cada caso, onde os compostos são mencionados, eles podem estar presentes como tais e/ou na forma de sais (de preferência, farmaceuticamente aceitáveis).
Pela expressão "proteína quinases", define-se uma classe de proteínas enzimaticamente ativas, onde quinases do tipo receptoras e qui- nases do tipo não receptoras podem ser distinguidas, assim como tirosina e serina/treonina quinases. Com relação à sua localização, quinases nuclea- res, citoplasmáticas e associadas à membrana podem ser distinguidas. Mui- tas tirosina quinases associadas à membrana são ao mesmo tempo recepto- ras para fatores de crescimento.
Com relação à sua atividade catalítica, proteína quinases (PKs) são enzimas que catalisam a fosforilação de específicos resíduos de serina, treonina ou tirosina em proteínas celulares. Esta modificação pós-trans- Iacional de proteínas de substrato usualmente funciona como troca molecu- lar, representando uma etapa na regulação da proliferação, ativação e/ou diferenciação celular. Atividade PK aberrante ou excessiva ou, mais comu- mente, inapropriada tem sido observada em diversos estados de doença, incluindo distúrbios proliferativos benignos e malignos. Em muitos casos, tem sido possível tratar doenças, tais como distúrbios proliferativos, in vitro e in vivo, fazendo-se uso de inibidores de PK. Ao longo dos últimos anos, papéis básicos para tirosina quina- ses Eph receptoras e seus ligandos, as efrinas, foram entendidos. Diversos receptores Eph diferentes são catalogados e agrupados em subclasses E- phA ou EphB, com base em sua afinidade para ligandos. Pelo menos oito efrinas foram identificadas, que são proteínas de membrana, tanto do tipo ligadas glicerofosfatidilinositol (GPI) (efrina A) quanto transmembrana (efrina Β). A sinalização entre receptores Eph e seus ligandos parece ser restrita a locais de contato direto célula-célula. O Resultado do contato é a indução de eventos bidirecionais recíprocos entre células. A expressão de efrinas e seus receptores em certas localizações é considerada como tendo um impacto sobre a padronização do tecido e na organização de Ioci de célula espacial- mente muito restritos. Incluídos entre os efeitos específicos estão a modifi- cação da migração celular, adesão e formação de protovértebra.
EphB4 (também denominado HTK) e seu ligando, efrina B2 (HTKL), desempenham papéis importantes no estabelecimento e determina- ção de redes vasculares. No epitélio venoso, EphB4 é expresso especifica- mente, ao passo que, durante estágios recentes de desenvolvimento vascu- lar, Efrina B2 é especificamente e reciprocamente expressa em células en- doteliais arteriais. Genes disfuncionais levam a Ietalidade em camundongos, e os embriões exibem defeitos idênticos na formação de conexões capilares no caso de qualquer defeito em efrina B2 e EphB4. Ambos são expressos no primeiro sítio de hematopoese e desenvolvimento vascular durante a embri- ogênese. Um papel essencial para o devido desenvolvimento hematopoiéti- co, endotelial, hemangioblasto mesoderme primitiva foi estabelecido. Defici- ência de EphB4 resulta em uma alteração no resultado de diferenciação me- sodérmica de células tronco embriônicas. Expressão ectópica de EphB4 em tecido mamário resulta em arquitetura desordenada, função anormal de teci- do e uma predisposição para malignidade (veja, por exemplo, N. Munarini et al., J. Cell. Sei. 115, 25-37 (2002)). A partir destes e outros dados, concluiu- se que a expressão inadequada de EphB4 pode estar envolvida na formação de malignidades e, desse modo, que a inibição de EphB4 pode ser esperada como sendo uma ferramenta para o combate de malignidades, por exemplo, câncer e semelhantes.
A forma viral c-Src constitutivamente expressa (do Rous Sarco- ma Vírus, um retrovírus) da tirosina quinase c-Src encontrada em células é um exemplo de como a expressão inadequada da proteína tirosina quinase Src pode levar a malignidades com base em células transformadas. A inibi- ção da proteína tirosina quinase Src pode levar à inibição do crescimento desregulado das células transformadas de tumor, por exemplo, em tumores de tecido conectivo. Portanto, também aqui se espera que a inibição de c- Src ou das formas mutadas ou modificadas da mesma mostre um efeito be- néfico no tratamento de doenças proliferativas.
VEGFRs (receptores do fator de crescimento endotelial vascu- lar) são conhecidos por seu envolvimento no controle do início da angiogê- nese. Visto que especialmente tumores sólidos dependem de bom suprimen- to de sangue, a inibição de VEGFRs e, portanto, da angiogênese está sob investigação clínica no tratamento de tais tumores, mostrado resultados promissores. VEGF também é um jogador (player) importante em Ieucemias e Iinfomas e altamente expresso em uma variedade de tumores sólidos ma- lignos, correlacionando-se bem com a progressão de doenças malignas. E- xemplos de doenças de tumor com expressão de VEGFR-2 (KDR) são cân- ceres de pulmão, cânceres de mama, Iinfomas de não Hodgkin, cânceres de ovário, cânceres pancreáticos, mesoteliomas pleurais malignos e melano- mas. Além de sua atividade angiogênica, o ligando de VEGFR, VEGF, pode promover o crescimento do tumor através de efeitos diretos de pró- sobrevivência em células de tumor. Várias outras doenças estão associadas com angiogênese desregulada, por exemplo, como mencionado abaixo.
A conversão do proto-oncogene abi em um oncogene tem sido observada em pacientes com leucemia mielogenosa crônica (CML). Uma translocação de cromossomo une o gene bcr do cromossomo 22 ao gene abi do cromososmo 9, desse modo gerando um cromossomo Filadélfia. A proteína de fusão resultante tem um grupo amino terminal da proteína Bcr unido ao grupo carbóxi terminal da proteína tirosina quinase Abi. Em conse- qüência, o domínio quinase Abl se torna inapropriadamente ativo, conduzin- do a proliferação excessiva de um clone de células hematopoiéticas na me- dula óssea. A inibição desta tirosina quinase através do princípio ativo de Gleevec™ ou Glivec© (marcas registradas da Novartis), um inibidor desta proteína de fusão, tem se mostrado um tratamento altamente ativo contra CML. Assim, o conceito geral de que a expressão inadequada de tirosina quinase Abl pode remediar malignidades, especialmente leucemias, pode ser comprovado.
Entretanto, muitos compostos usados como inibidores de prote- ína quinases até agora mostram carência de especificidade, efeito colaterais indesejados, que podem, interalia, ser causados por propriedades inibitórias desvantajosas contra mais do que um tipo de proteína quinases, carência de eficiência devido à especificidade muito alta, eficiência apenas contra certas doenças, desenvolvimento de resistência durante administração e/ou propri- edades indesejáveis comparáveis. Isto leva ao problema da presente invenção: em vista, entre alia,
da multiplicidade de doenças proliferativas e outras doenças relacionadas à proteína quinase assim como o desenvolvimento de resistência contra certos terapêuticos, sempre existiu uma necessidade de proporcionar novo com- postos úteis como inibidores de proteína quinase e, assim, no tratamento dessas doenças relacionadas a tirosina proteína quinase, tal como seri- na/treonina e/ou, de preferência, proteína tirosina quinase (PTK). São reque- ridas novas classes de proteína quinases farmaceuticamente vantajosas, especialmente PTK, inibindo compostos, especialmente com propriedades vantajosas, tal como alta afinidade e/ou seletividade para grupos limitados de ou mesmo proteína quinases únicas, atividade também onde tem sido desenvolvida resistência contra diferentes classes de compostos, um perfil de afinidade útil contra certos grupos de quinases ou semelhantes. Existe uma necessidade por novas classes de inibidores de proteína quinase que permitam atingir os problemas mencionados ou outros problemas. Descrição Geral da Invenção
Recentemente, verificou-se surpreendentemente que um núme- ro de proteína quinases que podem estar envolvidas na transmissão de sinal mediada por fatores tráficos e na manifestação de doenças, que envolvem a atividade de proteína quinase, por exemplo, crescimento proliferativo (por exemplo, tumor), especialmente como exemplos representativos para quina- ses quinases de proteína tirosina da família das quinases src, quinase recep- tora VEGF (por exemplo, KDR e Flt-1), quinase receptora RET e/ou quina- ses receptoras Efrina, por exemplo, quinase EphB2, quinase EphB4 ou qui- nases relacionadas, também quinase abi, especialmente quinase v-abl ou c- abl, b-raf (V599E), quinase receptora EGF ou outras quinases da família EGF, por exemplo, quinase HER-1 ou c-erbB2 (HER-2), quinase Flt-3, Ick, fyn, c-erbB3; membros da família das proteína tirosina quinases receptoras PDGF, por exemplo, quinase receptora PDGF, quinase receptora CSF-1, quinase receptora Kit (c-Kit), quinase receptora FGF, por exemplo, FGF-R1, FGF-R2, FGF-R3, FGF-R4, c-Raf, caseína quinases (CK-1, CK-2, G-CK), Pak, ALK1 ZAP70, Jak1, Jak2, Axl1 Cdk1, cdk4, cdkõ, Met, FAK, Pyk2, Syk, Tie-2, quinase receptora de insulina (Ins-R), a quinase receptora do fator de crescimento semelhante à insulina (quinase IGF-1) e/ou outras seri- na/treonina quinases, por exemplo, proteína quinase C (PK-C), quinases PK- B, EK-B ou cdc, tal como CDK1, podem ser inibidas por um composto de 3- amino-pirazol, de acordo com a invenção, assim como, por exemplo, formas constitutivamente ativadas, mutadas de qualquer um ou mais desses (por exemplo, Bcr-Abl, RET/MEN2A, RET/MEN2B, RET/PTC1-9 or b-raf(V599E)). Todas essas e outras quinases de proteína desempenham um papel na re- gulação do crescimento e transformação em células de mamíferos, incluindo células humanas. Especialmente, alta eficiência contra quinase Eph4B celu- lar pode ser encontrada.
Em vista destas atividades, um composto da invenção pode ser usado, por exemplo, para o tratamento de doenças responsivas à modula- ção da proteína quinase, por exemplo, doenças relacionadas à atividade ec- pecialmente aberrante (por exemplo, não regulada ou desregulada ou consti- tutiva ou semelhante) ou excessiva de tais quinases, especialmente aquelas mencionadas e mais especialmente aquelas mencionadas como sendo pre- feridas. Descrição Detalhada da Invenção A invenção refere-se a derivados do ácido 3-amino-pirazol-4- carboxílico da fórmula:
em que
Ri é Ci-7alquila oufenila substituída por um dentre Ci_7 alcóxi ou
Ci_7alquila;
R2 é -NH-CO-fenila, em que o anel de fenila é substituído por um ou dois substituintes selecionados dentre halogênio, C1-7 alcóxi ou trifluo- rometila, ou
-CO-NH-fenila, em que o anel de fenila é substituído por um ou dois substituintes selecionados dentre halogênio, C1-7 alcóxi ou trifluorometi- la; e
R3 é Ci-7alquila ou halogênio,
Em forma livre ou em forma de sal.
A invenção também refere-se ao uso de um composto da fórmu- la I ou um sal farmacêutica mente aceitável do mesmo para o tratamento de uma doença responsiva à modulação de proteína quinase, especialmente em um animal ou, de preferência, um ser humano, especialmente uma do- ença responsiva à inibição de uma ou mais proteínas tirosina quinases (PTKs) mencionadas em "Descrição Geral da Invenção", mais especialmen- te uma ou mais PTKs selecionadas dentre a família de quinases src, especi- almente quinase c-src, quinases receptoras VEGF (por exemplo, KDR e Flt- 1), quinases receptoras RET ou quinases receptoras Efrinas, por exemplo, quinase EphB2, quinase EphB4 ou quinases relacionadas, ou formas muta- das das mesmas (por exemplo, constitutivamente ativas ou de outra forma parcialmente ou totalmente desreguladas).
A invenção também refere-se ao uso de um composto da fórmu- la I ou um sal do mesmo (de preferência, farmaceuticamente aceitável) na fabricação de preparações farmacêuticas úteis no tratamento de tais doen- ças, preparações farmacêuticas especialmente úteis contra tais doenças, que compreendem um composto da formula I ou um sal farmaceuticamente aceitável do mesmo e pelo menos um veículo farmaceuticamente aceitável, um composto da fórmula I ou um sal farmaceuticamente aceitável do mesmo para uso no tratamento do corpo humano ou animal, especialmente contra uma doença mencionada no parágrafo anterior, a um método de tratamento do corpo humano ou animal, que compreende administrar um composto da fórmula I ou um sal farmaceuticamente aceitável do mesmo a um animal ou ser humano, especialmente a um paciente em necessidade de tal tratamen- to, em uma quantidade eficaz para o tratamento de tal doença, e a um pro- cesso para a fabricação de um composto da fórmula I ou um sal do mesmo (de preferência, farmaceuticamente aceitável).
Na fórmula I, os seguintes significados são preferidos indepen- dentemente, coletivamente ou em qualquer combinação ou subcombinação. Os termos ou símbolos gerais usados acima e a seguir têm, de
preferência, dentro do contexto desta descrição, os significados a seguir, a menos que indicados de outra forma.
O termo "C1-7 alquila" define uma porção com até e incluindo 7, especialmente até e incluindo 4, átomos de carbono, a dita porção sendo de cadeia ramificada, uma ou mais vezes, ou de cadeia reta. Inferior ou C1-7 al- quila, por exemplo, é n-pentila, n-hexila ou n-heptila ou, de preferência, C1-4 alquila, especialmente metila, etila, n-propila, iso-propila, n-butila, isobutila, sec-butila ou terc-butila, de preferência, metila.
O termo "C1-7 alcóxi" define uma porção com até e incluindo 7, especialmente até e incluindo 4, átomos de carbono, por exemplo, metóxi ou etóxi, de preferência metóxi.
Halo ou halogênio é, de preferência, flúor, cloro, bromo ou iodo, com maior preferência flúor, cloro ou bromo.
Sais são especialmente os sais farmaceuticamente aceitáveis de compostos da fórmula I. Eles podem ser formados onde grupos de for- mação de sal, tais como grupos básicos ou acídicos, estão presentes de modo que possam existir em forma dissociada pelo menos parcialmente, por exemplo, em um pH na faixa de 4 a 10 em ambiente aquoso, ou pode ser isolado especialmente em forma sólida, ou onde grupos carregados (por e- xemplo, amônio quaternário) estão presente - no último caso sais de acilato são formados com ânions de ácidos orgânicos ou inorgânicos (por exemplo, como definido no parágrafo a seguir).
Tais sais são formados, por exemplo, como sais de adição de ácido, de preferência ácidos orgânicos ou inorgânicos, a partir de compostos da fórmula I com um átomo de nitrogênio básico, especialmente sais farma- ceuticamente aceitáveis. Ácidos inorgânicos adequados são, por exemplo, ácidos de halogênio, tal como ácido clorídrico, ácido sulfúrico ou ácido fosfó- rico. Ácidos orgânicos adequados são, por exemplo, ácidos carboxílico, fos- fônico, sulfônico ou sulfâmico, por exemplo, ácido acético, ácido propiônico, ácido lático, ácido fumárico, ácido succínico, ácido cítrico, aminoácidos, tal como ácido glutâmico ou ácido aspártico, ácido maléico, ácido hidroximaléi- co, ácido metilmaléico, ácido benzóico, ácido metano- ou etanossulfônico, ácido etano-1,2-dissulfônico, ácido benzenossulfônico, ácido 2-naftalenos- sulfônico, ácido 1,5-naftaleno-dissulfônico, ácido N-ciclohexilsulfâmico, ácido N-metil-, N-etil- ou N-propil-sulfâmico ou outros ácidos protônicos orgânicos, tal como ácido ascórbico.
Na presença de radicais negativamente carregados, tal como carbóxi ou sulfo, os sais também podem ser formados com bases, por e- xemplo, sais de metal ou amônio, tal como sais de metal alcalino ou sais de metal alcalino-terroso, por exemplo, sais de sódio, potássio, magnésio ou cálcio, ou sais de amônio com amônia ou aminas orgânicas adequadas, tais como monoaminas terciárias, por exemplo, trietilamina ou tri(2-hidroxietil) amina, ou bases heterocíclicas, por exemplo N-etil-piperidina ou N,N'- dimetilpiperazina. Quando um grupo básico e um grupo ácido estão presentes na mesma molécula, um composto da fórmula I também pode formar sais inter- nos.
Para fins de isolamento ou purificação, também é possível usar sais farmaceuticamente inaceitáveis, por exemplo, picratos ou percloratos. Para uso terapêutico, apenas sais farmaceuticamente aceitáveis ou compos- tos livres são empregados (onde aplicável, compreendidos em preparações farmacêuticas), e estes são, portanto, preferidos.
Em vista da próxima relação entre compostos em forma livre e na forma de seus sais, incluindo aqueles sais que podem ser usados como intermediários, por exemplo, na purificação ou identificação dos compostos ou sais dos mesmo, qualquer referência a "compostos" ou "um composto" (incluindo também materiais de partida e "intermediários") acima e a seguir, especialmente ao (s) composto (s) da fórmula I, deve ser entendida como referência também a um ou mis sais dos mesmo ou uma mistura de um composto livre e um ou mais sais dos mesmos, cada um dos quais destina- se a incluir também qualquer solvato, precursor metabólico tal como éster ou amida do composto de fórmula I, ou sal de qualquer um ou mais destes, co- mo apropriado e oportuno e se não explicitamente mencionado de outro mo- do. Formas diferentes de cristal e solvatos podem ser obteníveis a então também são incluídas.
Onde a forma plural é usada para compostos, sais, preparações farmacêuticas, doenças, distúrbios e semelhantes, deve ser entendido tam- bém um composto único, sal, preparação farmacêutica, doença, distúrbio e semelhante, onde "um" ou "uma" é usado, destina-se a se referir ao artigo indefinido ou, de preferência, a "um" (numerai).
Em alguns casos, um composto da presente invenção pode compreender um ou mais centros quirais em substituintes ou mostrar outra assimetria (levando a enantiômeros) ou pode, de outro modo, ser capaz de existir na forma de mais do que um estereoisômero, por exemplo, devido a mais do que um centro quiral ou mais do que um outro tipo de assimetria ou devido a anéis ou ligações duplas que permitem isomerismo Z/E (ou eis- trans) (diastereômeros). A presente invenção inclui ambas misturas de dois ou mais tais isômeros, tal como misturas de enantiômeros, especialmente racematos, assim como, de preferência, isômeros purificados, especialmente enantiômeros purificados ou misturas enantiomericamente enriquecidas.
Os compostos da fórmula I têm propriedades farmacológicas va- liosas e são úteis no tratamento de doenças responsivas à modulação de proteína quinase, especialmente proteína tirosina quinase (especialmente uma ou mais das proteínas quinases mencionadas acima em "Descrição Geral da Invenção", mais especialmente quinase c-src, quinase receptora VEGF (por exemplo, KDR e Flt-1), quinase receptora RET e/ou quinases receptoras Efrinas, por exemplo, quinase EphB2, quinase EphB4 ou quina- ses relacionadas), onde modulação, de preferência, significa inibição e res- ponsiva significa que o progresso de uma doença e/ou sintomas são diminu- ídos, parados ou mesmo invertidos e incluindo uma cura completa ou pelo menos temporária. O termo "tratamento" inclui especialmente profilaxia, que inclui tratamento preventivo, por exemplo, em pacientes onde mutações ou mudanças foram encontradas que indicam que eles são ou podem estar propensos ao desenvolvimento de uma doença, ou, de preferência, trata- mento terapêutico (incluindo, mas não limitado a, paliativo, curativo, alívio de sintoma, redução de sintoma, supressão de doença ou sintoma, atraso na progressão, regulação de quinase e/ou inibição de quinase) de tais doenças, especialmente de qualquer uma ou mais das doenças mencionadas abaixo.
O termo "curativo", como usado aqui, significa de preferência e- ficácia em episódios de tratamento em curso que envolvem atividade de tiro- sina quinase receptora (especialmente desregulada).
O termo "profilático", de preferência, significa a prevenção do i- nício ou recorrência de doenças que envolvem atividade desregulada de ti- rosina quinase receptora.
O termo "atraso de progressão", como usado aqui, significa es- pecialmente administração do compostos ativos a pacientes que estão em um pré-estágio ou em uma fase recente da doença a ser tratada, em cujos pacientes, por exemplo, uma pré-forma da doença correspondente é diag- nosticada ou cujos pacientes estão em uma condição, por exemplo, durante um tratamento médico, ou uma condição que resulta de um acidente, sob a qual é provável que uma doença correspondente se desenvolva, ou onde, por exemplo, metastização pode ser esperada sem tratamento.
Um animal é, de preferência, um animal de sangue quente, com
maior preferência, um mamífero. Um ser humano (que geralmente também se encontra dentro do termo geral "animal") é especialmente um paciente ou uma pessoa que (por exemplo, devido a alguma mutação ou outras caracte- rísticas) é propenso a um risco de uma doença, conforme definido acima ou abaixo.
Onde subseqüentemente ou acima o termo "uso" é mencionado (como verbo ou substantivo) (com relação ao uso de um composto da fórmu- la I ou um sal farmaceuticamente aceitável do mesmo), isto inclui (se não indicado de modo diferente ou diferentemente sugerido pelo contexto) qual- quer uma ou mais das seguintes modalidades da invenção, respectivamente (se não expresso de outro modo): o uso no tratamento de uma doença res- ponsiva à modulação (especialmente inibição) de proteína (especialmente tirosina) quinase, o uso para a fabricação de composições farmacêuticas para uso no tratamento de uma doença responsiva à modulação (especial- mente modulação) de proteína quinase, métodos de uso de um ou mais compostos da fórmula (no tratamento de uma doença responsiva à modula- ção (especialmente modulação) de proteína quinase e/ou doença proliferati- va, preparações farmacêuticas que compreendem um ou mais compostos da fórmula I para o tratamento de tal doença responsiva à modulação (especi- almente modulação) de proteína quinase, e um ou mais compostos da fór- mula I no tratamento de tal doença responsiva à modulação (especialmente modulação) de proteína quinase, se não expresso de outra forma. Em parti- cular, doenças a serem tratadas e preferidas para "uso" de um composto da fórmula I são selecionadas dentre doenças responsivas (que significa tam- bém "sustentadas" ("supported"), não apenas "dependentes", incluindo tam- bém situações onde uma doença é responsiva à modulação, especialmente inibição, de uma proteína quinase, ou seja, a atividade da proteína quinase sustenta ou até causa a manifestação da doença) mencionadas abaixo, es- pecialmente doenças proliferativas mencionadas abaixo.
Onde uma proteína quinase é mencionada, isto refere-se a qualquer tipo de proteína quinase, especialmente uma daquelas definidas acima em "Descrição Geral da Invenção", mais especialmente, serina/ treo- nina e/ou, de preferência, proteína tirosina quinases, com maior preferência, uma ou mais tirosina proteína quinases, especialmente selecionadas do gru- po que consiste em quinase c-src, quinase receptora VEGF (por exemplo, KDR e Flt-1), quinase receptora RET e/ou quinases receptoras Efrinas, por exemplo, quinase EphB2, quinase EphB4 ou quinases relacionadas, incluin- do uma ou mais formas alteradas ou mutadas ou alélicas de qualquer uma ou mais destas (por exemplo, aquelas que resultam em conversão do proto- oncogene respectivo em um oncogene, tal como mutantes constitutivamente ativados, por exemplo, Bcr-Abl). Especialmente, está abrangida uma forma altamente expressa de maneira anormal, constitutivamente ativa ou normal, porém, no dado contexto de outro mecanismo regulador em um paciente relativamente superativo, e/ou forma mutada.
A utilidade dos compostos da presente invenção na modulação, especialmente como inibidores, de proteína quinases pode especialmente e paradigmaticamente ser demonstrada pelos seguintes sistemas de teste pa- ra as proteínas quinases mencionadas como preferidas acima:
Na descrição seguinte de sistema de testagem exemplares típi- cos, as seguintes abreviações possuem os seguintes significados: DMSO = dimetil sulfóxido; DTT - ditiotreitol; EDTA = etileno diamina tetraacetato; MOI = multiplicidade de infecção; PMSF = p-toluenossulfonil fluoreto; Tris = tri(hidroximetil)aminometano. Um "inibidor" é um composto de teste da fór- mula I se não for mencionado de outra forma.
A eficácia dos compostos da fórmula I como inibidores ou qui- nases receptoras Efrina B4 (EphB4) pode ser demonstrada como segue:
Geração de vetores de expressão de fusão GST Bac-to-Bac™ (Invitrogen Life Technologies, Basel, Suíça): regiões de codificação cito- plasmáticas inteiras da classe EphB são amplificadas por PCR a partir de bibliotecas de cDNA derivadas de placenta ou cérebro humano, respectiva- mente. Baculovirus recombinantes são gerados, os quais expressam a regi- ão de amino ácido 566-987 do receptor EphB4 humano (SwissProt Databa- se, N0 de Acesso P54760). A seqüência GST é clonada em vetor pFast- Bac1® (Invitrogen Life Technologies, Basel, Suíça) e amplificada por PCR. Domínios receptores de EphB4 que codificam cDNAs são respectivamente clonados em estrutura (frame) 3'prime para a seqüência GST neste vetor modificado FastBacI para gerar vetores doares pBac-to-Bas™. Colônias simples que surgem a partir da transformação são inoculadas para propor- cionar culturas de um dia para o outro para a preparação de plasmídeo em pequena escala. A análise de enzima de restrição de DNA de plasmídeo re- vela diversos clones para certas inserções do tamanho esperado. Pelo se- quenciamento automático, as inserções e aproximadamente 50 bp das se- qüências de vetor de flanqueamento são confirmados em ambos os filamen- tos.
Produção de vírus: vírus para cada uma das quinases são feitos de acordo com o protocolo fornecido por GIBCO, se não estabelecido de outra forma. Em resumo, vetores de transferência que contêm os domínios de quinase são transferidos para a linhagem celular DHIOBac (GIBCO) e dispostas em placas de ágar seletivas. Colônias sem inserção da seqüência de fusão no genoma viral (veiculado pela bactéria) são azuis. Colônias bran- cas simples são selecionadas e DNA viral (bacmid) isolado da bactéria por procedimentos de purificação de plasmídeo padrão. Células Sf9 ou células Sf21 são então transfectadas em balões de 25 cm2 com o DNA viral usando reagente Cellfectin de acordo com o protocolo.
Purificação de quinases marcadas com GST: O Iisado de célula centrifugado é carregado em uma coluna de glutationa-sefarose de 2 mL (Pharmacia) e lavado três vezes com 10 mL de Tris-HCI a 25 mM, pH 7,5, EDTA a 2 mM, DTT a 1 mM, NaCI a 200 mM. As proteínas marcadas com GST são então eluídas por 10 aplicações (1 mL cada) de Tris-HCI a 25 mM, pH 7,5, glutadiona reduzida a 10 mM, NaCI a 100 mM, DTT a 1 mM, Glicerol a 10% e armazenadas a -70°C. Ensaios de quinase de proteína: as atividades de quinases de proteína são ensaiadas na presença ou ausência de inibidores, por medição da incorporação de 33P do [γ33Ρ]ΑΤΡ a um polímero de ácido glutâmico e tirosina (poly(Glu.Tyr)) como um substrato. Os ensaios de quinase com GST-EphB (30 ng) purificado são realizados durante 15-30 minutos à tem- peratura ambiente em um volume final de 30 μΙ_ contendo Tris-HCI a 20 mM, pH 7,5, MgCI2 a 10 mM, MnCI2 a 3 - 50 mM, Na3VO4 a 0,01 mM, DMSO a 1%, DTT a 1 mM, 3 pg/mL de poli(Glu,Tyr) 4 : 1 (Sigma; St. Louis, Mo., USA) e ATP a 2,0 - 3,0 μΜ (γ-[33Ρ]-ΑΤΡ 0,1 pCi). O ensaio é finalizado pela adição de 20 μΐ_ de EDTA a 125 mM. Subseqüentemente, 40 μ!_ da mistura da rea- ção são transferidos à membrana ImmobiIon-PVDF (Millipore, Bedford, MA, USA) anteriormente embebida por 5 minutos com metanol, enxaguada com água, então embebida com H3PO4 a 0,5% e montados sobre coletor de vá- cuo com fonte de vácuo desconectada. Após identificar todas as amostras, o vácuo é desconectado e cada uma bem enxaguada com 200 μΙ de H3PO4 a 0,5%. As membranas são removidas e lavadas 4 χ em um agitador com H3PO4 a 1,0%, uma vez com etanol. As membranas são contadas após se- cagem à temperatura ambiente, montagem em estrutura Packard TopCount de 96 poços e adição de 10 μί/poço de Microscint™ (Packard). Valores IC5o são calculados por análise de regressão linear da inibição percentual de ca- da composto em duplicação, em quatro concentrações (usualmente 0,01, 0,1, 1 e 10 μΜ). Uma unidade de atividade de quinase de proteína é definida como 1 nmol de 33P ATP transferido de [γ33Ρ] ATP para a proteína de subs- trato por minuto por mg de proteína a 37°C. Compostos da fórmula I mos- tram inibição de EphB4 na faixa de 0,005 μΜ - 10 μΜ, de preferência valo- res IC50 entre 0,05 - 10 μΜ.
Alternativamente, autofosforilação do receptor EphB4 pode ser medida como segue:
A inibição da autofosforilação do receptor EphB4 pode ser con- firmada com um experimento in vitro em células, tais como células de mela- noma humano A375 transfectadas (Número ATCC: CRL-1619), que perma- nentemente expressam EphB4 humano (Número de Acesso SwissProt Ρ54760), são semeadas em meio completo de cultura (com soro bovino fetal a 10% = FCS) em placas de cultura celular de 6 poços e incubadas a 37°C sob C02 a 5% até que elas exibam cerca de 90% de confluência. Os com- postos a serem testados são então diluídos em meio de cultura (sem FCS, com albumina de soro bovino fetal a 0,1%) e adicionados às células. (Os controles compreendem meios sem compostos de teste). Autofosforilação induzida por ligando é induzida pela adição de 1 microg/ml de efrina B2-Fc solúvel (s-efrina B2-Fc : R&D Biosystems, CatNr 496-EB) e 0,1 microM de ortovanadato. Após uma incubação por 20 minutos adicionais a 37°C, as células são lavadas duas vezes com PBS gelado (solução salina tamponada com fosfato) e imediatamente Iisadas em 200 μΙ de tampão de Iise por célu- la. Os Iisados são então centrifugados para remover os núcleos celulares, e as concentrações de proteína dos sobrenadantes são determinadas usando um ensaio de proteína comercial (PIERCE). Os Iisados podem então ser i- mediatamente usados ou, se necessário, armazenados a -20°C.
O ELISA sanduíche é realizado para medir a fosforilação de E- phB4: para capturar 100ng/poço de proteína EphB4 fosforilada de efrina B2- Fc (s-efrina B2-Fc : R&D Biosystems, CatNr 496-EB), placas MaxiSorb (Nunc) ELISA são imobilizadas. As placas são então lavadas e o sítios de ligação de proteína livres restantes são saturados com TopBlock® a 3% (Ju- ro, Cat. # TB232010) em solução salina tamponada com fosfato com Tween 20® (monolaurato de polioxietilen(20)sorbitano, ICI/Uniquema) (PBST). Os Iisados de célula (100 pg de proteína por poço) são então incubados nestas placas por 1 hora à temperatura ambiente. Após lavar os poços três vezes com PBS, um anticorpo antifosfotirosina acoplado com fosfatase alcalina (conjugado PY 20 Alkaline Phosphate: ZYMED, Cat Nr03-7722) é adicionado e incubado por mais uma hora. As placas são lavadas novamente e a liga- ção do anticorpo antifosfotirosina ao receptor fosforilado capturado é então demonstrada e quantificada usando D-nitrofenilfosfato a 10 mM como subs- trato e medição do OD a 405 nm após 0,5h - 1 h.
A diferença entre o sinal do controle positivo (estimulado com vanadato e efrina B2-Fc) e aquele do controle negativo (não estimulado) cor- responde à fosforilação máxima de EphB4 (= 100%). A atividade das subs- tâncias testadas é calculada como inibição percentual do fosforilação máxi- ma de EphB4, em que a concentração da substância que induz metade da inibição máxima é definida como o IC50 (dose inibidora para 50% de inibi- ção). Com compostos da fórmula I1 os valores IC5o são na faixa de 0,005 e μΜ, de preferência 0,005 5 μΜ podem ser encontrados.
Os compostos da fórmula I também podem inibir outras proteína tirosina quinases, tal como, especialmente a quinase c-Src que desempenha um papel na regulação do crescimento e transformação em animais, especi- almente células de mamíferos, incluindo células humanas. Um ensaio apro- priado é descrito em in Andrejauskas-Buchdunger et ai., Câncer Res. 52, 5353-8 (1992). Usando este sistema de teste, compostos da fórmula I po- dem mostrar valores IC50 para inibição de c-SRC na faixa de, por exemplo, 0,01 a 20 μΜ, usualmente entre 0,01 e 10 μΜ. A atividade dos compostos da invenção como inibidores da ati-
vidade de proteína tirosina quinase de KDR pode ser demonstrada como segue: a inibição da autofosforilação de receptor induzida por VEGF pode ser confirmada em células, tais como células CHO transfectadas, que per- manentemente expressam receptor VEGF-R2 humano (KDR) e são semea- das em meio completo de cultura (com soro bovino fetal a 10% = FCS) em placas de cultura de célula de 6 poços e incubadas a 37°C sob CO2 a 5% até que elas mostrem cerca de 80% de confluência. Os compostos a serem testados são então diluídos em meio de cultura (sem FCS, com albumina de soro bovino a 0,1%) e adicionados às células. Os controles compreendem meio sem compostos de teste. Após 2h de incubação a 37°C, VEGF recom- binante é adicionado; a concentração final de VEGF é 20 ng/ml. Após um período de incubação adicional de cinco minutos a 37°C, as células são la- vadas duas vezes com PBS gelado (solução slaina tamponada com fosfato) e imediatamente Iisadas em 100 μΙ de tampão de Iise por poço. Os Iisados são então centrifugados para remover os núcleos celulares e as concentra- ções de proteína dos sobrenadantes são determinadas usando um ensaio de proteína comercial (BIORAD). Os Iisados podem então ser imediatamente usados ou, se necessário, armazenados a -20°C. Usando este protocolo, compostos seletivos da fórmula I podem demonstrar valores IC50 para inibi- ção de KDR que são, de preferência, pelo menos 1,5 vezes maior do que para tirosina quinase c-Abl, com maior preferência mais do que 2 vezes maior do que para tirosina quinase EphB4. Neste sistema de teste com compostos da fórmula I, valores IC50 são encontrados na faixa de 0,01 a 20 μΜ, com maior preferência de 0,01 a 10 μΜ.
Os compostos da fórmula I também podem inibir outras proteína
quinases.
A eficácia dos compostos da invenção como inibidores da ativi-
dade de proteína tirosina quinase c-Abl pode ser demonstrada como segue:
Um ensaio de enzima in vitro é realizado em placas de 96 poços como um ensaio de ligação de filtro, conforme descrito por Geissler et al. em Câncer Res. 1992; 52:4492-4498, com as seguintes modificações. O domí- nio de quinase marcado com His de c-Abl é clonado e expresso no sistema baculovírus/Sf9, conforme descrito por Bhat et al. em J. Biol. Chem. 1997; 272 : 16170 - 16175. Uma proteína de 37 kD (quinase c-Abl) é purificada por um procedimento de duas etapas em uma coluna de quelato de metal Cobal- to seguida por uma coluna de troca de ânion com um rendimento de 1 - 2 mg/L de células Sf9 (Bhat et al., referência citada). A pureza da quinase c- Abl é > 90%, conforme julgado por SDS-PAGE após fingimento de azul Co- omassie. O ensaio contém (volume total de 30 μΙ_): quinase c-Abl (50 ng), Tris HCI a 20 mM, pH 7,5, MgCI2 a 10 mM, Na3VO4 a 10 μΜ, DTT a 1 mM e 0,06 pCi/ensaio [γ33 P]-ATP (ATP a 5 μΜ) usando 30 μg/mL de poli- Ala,Glu,Lys,Tyr-6:2:5:1 (Poly-AEKY, Sigma P1152) na presença de DMSO a 1%. As reações são terminadas pela adição de 10 pL de EDTA a 250 mM e μΙ_ da mistura da reação são transferidos à membrana ImmobiIon-PVDF (Millipore, Bedford, MA, USA) anteriormente embebida por 5 minutos com metanol, enxaguada com água, então embebida por 5 minutos com H3PO4 a 0,5% e montada sobre coletor de vácuo com fonte de vácuo desconectada. Após identificar todas as amostras, o vácuo é desconectado e cada uma bem enxaguada com 200 μΙ de H3PO4 a 0,5%. As membranas são removi- das e lavadas em um agitador com H3PO4 a 0,5% (4 vezes) e uma vez com etanol. As membranas são contadas após secagem à temperatura ambiente, montagem em estrutura Packard TopCount de 96 poços e adição de 10 pL/poço de Microscint™ (Packard). Usando este sistema de teste, os com- postos da fórmula I podem mostrar valores IC50 de inibição para inibição de c-Abl na faixa de, por exemplo, 0,02 a 10 μΜ, usualmente entre 0,02 e 5 μΜ.
Adicionalmente, os compostos da fórmula I também podem ser usados para inibir b-raf (V599E). A atividade de B-Raf-V599E é ensaiada na presença ou ausência de inibidores que medindo a incorporação de 33P de [γ33Ρ]ΑΤΡ em(His)-kB. O composto de teste é dissolvido em DMSO (10 mM) e armazenado -20°C. Diluições em série são feitas em DMSO recentemente e ainda mais diluído com água pura para obter soluções de teste 3 vezes concentradas e DMSO a 3%. O volume final (30 μΙ) do ensaio contém 10 μΙ de solução de teste (DMSO a 1%), 10 μΙ de mistura de ensaio (Tris-HCI a 20 mM, pH 7,5, MnCI2 a 3 mM, MgCI2 a 3 mM, DTT a 1 nM, 3 pg/ml de (His)- IkB. DMSO a 1% e ATP a 3,5 μΜ [γ33Ρ]-ΑΤΡ 0,1 pCi) e 10 μΙ de diluição de enzima (600 ng de GST-B-Raf-V599E). As etapas de pipetagem são pro- gramadas para serem realizadas tanto nos robôs MuItiPROBE lix, Multi- PROBE IILx quanto HamiItonSTAR no formato de 96 poços. O ensaio é rea- Iizado conforme descrito na literatura (veja C. Garcia-Echeverria et al., Cân- cer Cel.. 5, 231-9 (2004)), termiando pela adição de 20 μΙ de EDTA a 125 mM. A captura dos peptídeos fosforilados pelo método de ligação de filtro é realizada como segue: 40 μΙ da mistura da reação são transferidos à mem- branas ImmobiIon-PVDF anteriormente embebidas por 5 minutos com meta- nol, anxguadas com água, então embebidas por 5 minutos com H3PO4 a 0,5% e montadas sobre coletor de vácuo com fonte de vácuo desconectada. Após identificar todas as amostras, o vácuo é desconectado e cada uma bem enxaguada com 200 μΙ de H3PO4 a 0,5%. As membranas livres são re- movidas e lavadas 4 χ em um agitador com H3PO4 a 1,0%, uma vez com etanol. As membranas são contadas após secagem à temperatura ambiente, montagem em estrutura Packard TopCount de 96 poços e adição de 10 pL/poço de Microscint™ (Packard). As placas são eventualmente seladas e contadas em um contador de cintilação de microplaca (TopCount NXT1 Top- Count NXT HTS). No caso do método de placa flash, a reação da quinase é primeiro realizada em placas plásticas à base de poliestireno e então parada após 60 minutos pela adição de 20 μΙ de EDTA a 125 mM. Para captura (60 min., TA), o substrato biotinilado é transferido para placas flash revestidas com níquel. As placas de ensaio são lavadas três vezes com PBS e secas à temperatura ambiente. Depois, as placas são seladas e contadas em um contador de cintilação de microplaca (TopCount NXT1 TopCount NXT HTS). Valores IC5o são calculados por análise de regressão linear da inibição per- centual pelo composto ou em duplicação, em quatro concentrações (usual- mente 0,01, 0,1, 1 e 10 μΜ) ou como 8 IC50 de ponto único, começando em μΜ seguidos por diluições de 1 : 3. Para inibição de b-raf, os compostos da fórmula I podem mostrar valores IC50 na faixa de 0,0005 a 20 μΜ, por e- xemplo, na faixa de 0,001 a 10 μΜ. Os resultados indicam um perfil vantajoso de afinidade dos
compostos da fórmula I.
Também existem experimentos para demonstrar a atividade an- titumor de compostos da fórmula I in vivo. Por exemplo, a fim de testar se um composto da fórmula I inibe angiogênese in vivo, seu efeito sobre a res- posta angiogênica induzida por um fator angiogênico, tal como VEGF, bFGF, S-1P, PDGF ou IGF-1, em um modelo de implante de fator de crescimento em camundongos é estado: uma câmara porosa de Teflon (0.5 mL de volu- me) é preenchida com 0.8% p/v agar contendo heparina (20 unidades/ml) com ou sem fator de crescimento (2 μg/ml de VEGF humano) é implantada subcutaneamente no flanco dorsal de camundongos C57/C6. Os camundon- gos são tratados com o composto de teste (por exemplo, 5, 10, 25, 50 ou 100 mg/kg p.o. uma vez ao dia) ou veículo iniciando no dia da implantação da câmara e continuando por 4 dias após. Ao fim do tratamento, os camun- dongos são mortos e a câmaras são removidas. O tecido vascularizado que cresce em torno da câmara é cuidadosamente removido e pesado, e o con- teúdo sangüíneo é avaliado através da medição do teor de hemoglobina do tecido (Método Drabkins; Sigma, Deisenhofen, Alemanha). Os níveis de pro- teína Tie-2, conforme uma medida de um marcador endotelial, são determi- nados por um ELISA específico para quantificar a resposta angiogênica. Demonstrou-se recentemente que estes fatores de crescimento induzem aumentos dependentes de dose em peso, conteúdo sangüíneo e níveis de proteína Tie-2 deste tecido que cresce (histologicamente caracterizado por conter fibroblastos e pequenos vasos sangüíneos) em torno das câmaras, e que esta resposta é bloqueada por anticorpos neutralizantes, por exemplo, que neutralizam especificamente VEGF (veja Wood JM et al., Câncer Res. 60(8), 2178-2189, (2000); e Schlaeppi et al., J. CancerRes. Clin. Oncol. 125, 336-342, (1999)). Com este modelo, a inibição pode ser mostrada no case de compostos da fórmula I nas concentrações dadas acima.
Em um sentido preferido da invenção, uma doença responsiva à modulação de proteína quinase é um distúrbio que responde em um indiví- duo tratado de modo benéfico à modulação, especialmente inibição, da ativi- dade de uma proteína (de preferência, tirosina) quinase, especialmente a- quela caracterizada acima como sendo preferida, onde um composto da fórmula I pode ser usado, é uma ou mais de uma doença proliferativa (signi- ficando aquela dependente da atividade (especialmente inadequada) de uma proteína quinase), incluindo uma condição hiperproliferativa, tal como uma ou mais dentre leucemia, hiperplasia, fibrose (especialmente pulmonar, mas também outros tipos de fibrose, tal como fibrose renal), angiogênese, psorí- ase, aterosclerose e proliferação do músculo liso nos vasos sangüíneos, tal como estenose ou restenose após angioplastia. Ainda, um composto da fór- mula I pode ser usado para o tratamento de trombose e/ou escleroderma.
Preferido é o uso de um composto da fórmula I na terapia (inclu- indo profilaxia) de um distúrbio proliferativo (especialmente que seja respon- sivo à modulação, especialmente inibição, da atividade de uma proteína (de preferência, tirosina) quinase, especialmente conforme mencionado aqui como preferido) selecionado dentre doenças de tumor ou câncer, especial- mente contra preferivelmente uma doença de tumor benigno ou, de prefe- rência, maligno ou câncer, com maior preferência tumores sólidos, por e- xemplo, carcinoma do cérebro, rim, fígado, glândula adrenal, bexiga, mama, estômago (especialmente tumores gástricos), ovários, cólon, reto, próstata, pâncreas, pulmão (por exemplo, carcinoma de pulmão de células pequenas ou grandes), vagina, tiróide, sarcoma, glioblastomas, mieloma múltiplo ou câncer gastrintestinal, especialmente carcinoma de cólon ou adenoma color- retal ou um tumor do pescoço ou cabeça, por exemplo, carcinoma escamoso da cabeça e pescoço, incluindo neoplasias, especialmente de caráter epiteli- al, por exemplo, no caso de carcinoma mamário; uma hiperproliferação epi- dérmica (exceto câncer), especialmente psoríase; hiperplasia de próstata; ou uma leucemia.
Um composto da fórmula I ou seu uso torna possível levar à re-
gressão de tumores e/ou impedir a formação de metástases de tumor e o crescimento de (também micro) metástases.
Também é possível usar os compostos da fórmula I no trata- mento de doenças do sistema imunológico, na medida em que diversas ou, especialmente, proteína (de preferência tirosina) quinases individualmente, especialmente aquelas mencionadas como preferidas, estão envolvidas; a- lém disso, os compostos da fórmula I podem ser usados também no trata- mento de doenças do sistema nervoso central ou periférico, onde a trans- missão de sinal por pelo menos uma proteína (de preferência tirosina) qui- nase, especialmente selecionada dentre aquelas proteína tirosina quinases mencionadas como preferidas, está envolvida.
Em leucemia mielogenosa crônica (CML)1 uma translocação cromossômica reciprocamente equilibrada em células tronco hematopoéticas (HSCs) produz o gene híbrido BCR-ABL. O último codifica a proteína de fu- são Bcr-Abl oncogênica. Enquanto ABL codifica uma proteína tirosina quina- se estreitamente regulada, que desempenha um papel fundamental na regu- lação da proliferação, aderência e apoptose celular, o gene de fusão BCR- ABL codifica como quinase constitutivamente ativada que transforma HSCs para produzir um fenótipo que exibe proliferação clonal desregulada, capaci- dade reduzida de aderir ao estroma da medula óssea e uma resposta apop- tótica reduzida para estímulos mutagênicos, que possibilitam acumular pro- gressivamente mais transformações malignas. Os granulócitos resultantes não se desenvolvem em linfócitos maduros e são liberados na circulação, levando a uma deficiência nas células maduras e susceptibilidade à infecção aumentada. Inibidores competitivos ATP de Bcr-Abl (ou formas mutadas comparáveis) têm sido descritos como prevenindo a quinase de ativar cami- nhos mitogênicos e antiapoptóticos (por exemplo, quinase P-3 e STAT5), levando à morte das células de fenótipo BCR-ABL e, desse modo, propor- cionando uma terapia eficaz contra CML. Os compostos de 3-amino-pirazol da fórmula I úteis, de acordo com a presente invenção, como inibidores de Bcr-Abl são assim especialmente apropriados para a terapia de doenças relacionadas a sua superexpressão, especialmente leucemias, tal como Ieu- cemias CML ou ALL, por exemplo.
Angiogênese é considerada como um pré-requisito absoluto pa- ra aqueles tumores que crescem além de um diâmetro máximo de cerca de 1-2 mm; até este limite, oxigênio e nutrientes podem ser fornecidos às cé- lulas de tumor por difusão. Todo tumor, independente de sua origem e sua causa, é, desse modo, dependente de angiogênese para seu crescimento depois que ele alcança um certo tamanho. Três mecanismos principais de- sempenham um papel importante na atividade de inibidores de angiogênese contra tumores: 1) inibição do crescimento de vasos, especialmente capila- res, em tumores em repouso avasculares, resultando em nenhum cresci- mento líquido do tumor devido ao equilíbrio alcançado entre apoptose e pro- liferação; 2) prevenção da migração de células de tumor devido à ausência de fluxo sangüíneo para e a partir dos tumores e 3) inibição da proliferação de células endoteliais, desse modo evitando o efeito de estimulação de cres- cimento parácrino exercido no tecido adjacente pelas células endoteliais que normalmente revestem os vasos.
Os compostos da fórmula I, com relação à sua capacidade de i- nibir quinase receptora KDR e especialmente Efrina, e possivelmente outras proteína quinases, e assim modular a angiogênese, são especialmente a- propriados para uso contra doenças ou distúrbios relacionados à atividade inadequada do receptor correspondente, de preferência tirosina, quinase, especialmente uma superexpressão da mesma. Entre estas doenças, espe- cialmente, por exemplo, isquêmicas, retinopatias, por exemplo, relacionadas à idade, degeneração macular, psoríase, obesidade, hemangioblastoma, hemangioma, doenças inflamatórias, tal como reumatóide ou doenças infla- matórias reumáticas, especialmente artrite, tal como artrite reumatóide, ou outros distúrbios inflamatórios crônicos, tal como asma crônica, aterosclero- se arterial ou pós-transplante, endometriose e especialmente doenças neo- plásticas, por exemplo, os chamados tumores sólidos, especialmente cânce- res do trato gastrintestinal, do pâncreas, mama, estômago, cérvix, bexiga, rim, próstata, ovários, endométrio, pulmão, cérebro, melanoma, sarcoma de Kaposi, carcinoma de células escamosas da cabeça e pescoço, mesoterio- ma pleural maligno, Iinfoma ou mieloma múltiplo e também tumores líquidos, por exemplo, leucemias, são especialmente importantes.
Os compostos da fórmula I são especialmente de uso para pre- venir ou tratar doenças que são desencadeadas por angiogênese persisten- te, tal como restenose, por exemplo, restenose induzida por stent; doença de Crohn; doença de Hodgkins; doenças do olho, tal como retinopatia diabética; glaucoma neovascular; doenças renais, tal como glomerulonefrite; nefropatia diabética; doença inflamatória do intestino; nefrosclerose maligna; síndromes microangiopáticas trombóticas; (por exemplo, crônico) rejeições a transplan- te e glomerulopatia; doenças fibróticas, tal como cirrose do fígado; doenças proliferativas de células mesangiais; danos do tecido nervoso; e para inibir a reoclusão de vasos após tratamento com catéter balão, para uso em próte- ses vasculares ou após inserção de dispositivos mecânicos para segurar vasos abertos, tais como stents, como imunossupressores, como um auxílio na cicatrização de feridas livres de cicatriz e para o tratamento de manchas devido à idade e dermatite de contacto.
De preferência, a invenção refere-se ao uso de compostos da fórmula I, ou sais farmaceuticamente aceitáveis dos mesmo, no tratamento de tumores sólidos, conforme mencionado aqui, e/ou tumores líquidos, por exemplo, leucemias, conforme mencionado aqui. Processo de Fabricação
Um composto da fórmula I é preparado de maneira análoga a 10
15
métodos que, para outros compostos, são em princípio conhecidos na técni- ca, de modo que para os compostos novos da fórmula I o processo é novo como processo de analogia, de preferência por formação de uma ligação amida entre o material de partida da fórmula:
(IV)
ou da fórmula:
(V)
e o material de partida da fórmula
O
N'
R
N'
/
OH
'NH,
(VI)
ou um derivado reativo do mesmo e, se desejado, transformação de um composto da fórmula I em um composto diferente da fórmula I, transforma- ção de um sal de um composto obtenível da fórmula I no composto livre ou um sal diferente, transformação de um composto livre obtenível da fórmula I em um sal do mesmo e/ou separação de uma mistura obtenível de isômeros de um composto da fórmula I em isômeros individuais.
De preferência, a reação de condensação com o ácido da fór- mula Vl ou um derivado reativo do mesmo ocorre com um derivado de ácido reativo, que pode ser usado, tal como, por exemplo, com o derivado de ácido reativo na forma de um anidrido simétrico ou misturado, um éster ativo de um haleto de ácido, por exemplo, o cloreto de ácido, por exemplo, na pre- sença de uma base de nitrogênio terciária, tal como uma alquilamina tri- inferior ou piridina, ou o derivado de ácido reativo pode ser formado in situ, por exemplo, por condensação na presença de reagentes que formam éste- res reativos in situ. A reação é, por exemplo, realizada por dissolução dos materiais de partida em um solvente adequado, por exemplo, um hidrocar- boneto halogenado, tal como cloreto de metileno, A/,/V-dimetilformamida, A/,/V-dimetilacetamida ou A/-metil-2-pirrolidona, ou uma mistura de dois ou mais de tais solventes e por adição de uma base adequada, por exemplo, trietilamina, di-isopropiletilamina (DIEA) ou N-metilmorfolina e, se o derivado de ácido reativo é formado é formado in situ, um agente de união adequado, que forma o derivado de ácido reativo in situ, por exemplo, diciclohexilcarbo- diimida/1-hidroxibenzotriazol (DCC/ HOBT), cloreto bis(2-oxo-3-oxazolidinil) fosfínico (BOPCI), tetrafluoroborato de 0-(1,2-dihidro-2-oxo-1-piridil)- Λ/,Λ/,Λ/',Λ/'-tetrametilurônio (TPTU), tetrafluoroborato de O-benzotriazol-1-il)- Ν,Ν,Ν', Ν'-tetrametilurônio (TBTU), (benzotriazol-l-ilóxi)-tripirrolidinofosfônio- hexafluorofosfato (PyBOP), cloridrato de 1-(3-dimetilaminopropil)-3-etilcar- bodiimida/hidroxibenzotriazol ou 1-hidróxi-7-azabenzotriazol (EDC/HOBT ou EDC/HOAt) ou HOAt sozinho, ou com (1-cloro-2-metil-propenil)-dimetil- amina. Para alguns outros agentes de união possíveis, veja, por exemplo, Klauser; Bodansky, Synthesis 1972, 453-463. A mistura da reação é, de pre- ferência, agitada a uma temperatura dentre aproximadamente -20 e 50°C, especialmente entre O0C e 30°C, por exemplo, à temperatura ambiente. Reações e conversões opcionais
Um composto da fórmula I pode ser convertido em um composto diferente da fórmula I.
Sais de compostos da fórmula I que têm pelo menos um grupo de formação de sal podem ser preparados de uma maneira conhecida per se. Por exemplo, um sal de um composto da fórmula I que tem um grupo ácido pode ser formado por tratamento do composto com um composto de metal, tal como um sal de metal alcalino de um ácido carboxílico orgânico adequado, por exemplo, o sal de sódio de ácido 2-etilhexanóico, com um composto de metal alcalino inorgânico ou metal alcalino-terroso, tal como o hidróxido, carbonato ou hidrogeno carbonato correspondente, tal como hi- dróxido, carbonato ou hidrogeno carbonato de sódio ou potássio, com um composto de cálcio correspondente ou com amônia ou uma amina orgânica adequada, quantidades estequiométricas ou apenas um pequeno excesso do agente de formação de sal, de preferência, sendo usado. Um sal de adi- ção de ácido de um composto da fórmula I pode ser obtido de maneira usu- al, por exemplo, por tratamento de um composto da fórmula I com um ácido ou um reagente de troca iônica adequado. Um sal interno de um composto da fórmula I com grupos de formação de sal ácido ou básico, por exemplo, um grupo carbóxi e um grupo amino, pode ser formado, por exemplo, pela neutralização de sais, tal como sais de adição de ácido, ao ponto isoelétri- co, por exemplo, com uma base fraca, ou por tratamento com um trocador iônico.
Um sal de um composto da fórmula I pode ser convertido de uma maneira usual no composto livre, um sal de metal ou de amônio, por exemplo, por tratamento com um ácido adequado e um sal de adição de áci- do, por exemplo, por tratamento com um agente básico adequado. Em am- bos os casos, trocadores iônicos adequados podem ser usados.
Misturas estereoisoméricas, por exemplo, misturas de diastere- ômeros, podem ser separadas em seus isômeros correspondentes de uma maneira conhecida per se por meio de métodos de separação apropriados. Misturas diastereoméricas, por exemplo, podem ser separadas em seus di- astereômeros individuais por meio de cristalização fracionada, cromatografi- a, distribuição de solvente e procedimentos similares. Esta separação pode ocorrer tanto no nível de um dos compostos de partida quanto em um com- posto da própria fórmula I. Enantiômeros podem ser separados através da formação de sais diastereoméricos, por exemplo, por formação de sal com um ácido quiral enantiomericamente puro, ou por meio de cromatografia, por exemplo, por HPLC, usando substratos cromatográficos com Iigandos qui- rais.
Intermediários e produtos finais podem ser elaborados e/ou puri- ficados de acordo com métodos padrão, por exemplo, usando métodos cro- matográficos, métodos de distribuição, (re-)cristalização e semelhantes. Materiais de partida
Materiais de partida também são conhecidos na técnica, alguns dos quais podem até estar comercialmente disponíveis, ou eles podem ser preparados de acordo com métodos conhecidos na técnica. Grupos de pro- teção, mesmo se não especificamente mencionados, podem ser introduzidos e removidos como for apropriado, a fim de proteger grupos funcionais, a rea- ção dos quais não é desejada na (s) etapa (s) de reação correspondente (s). Grupos de proteção e métodos para a sua introdução e remoção são, por exemplo, conforme descritos, por exemplo, nas referências mencionadas. Uma pessoa versada na técnica será prontamente capaz de decidir se e quais grupos de proteção são úteis ou necessários.
Materiais de partida são, em adição àqueles da fórmula IV, V ou VI, por exemplo, preferivelmente os seguintes (as variáveis nas fórmulas dos materiais de partida, a menos que indicado de outra forma, são como defini- das para a fórmula I):
Um material de partida da fórmula:
O
Halo'
(II),
em que R4 é halogênio, C1-7 alcóxi ou trifluorometila, η é um ou dois , e Halo é halogênio, por exemplo, cloro, flúor, iodo ou bromo, de preferência, cloro;
um material de partida da fórmula: R,
(li'),
O2N v NH2
em que R3 é C1-7 alquila ou halogênio; e
um material de partida da fórmula: R,
(III)· em que R3 é C1-7 alquila ou halogênio, R4 é halogênio, C1-7 alcóxi ou trifluo- rometila e η é um ou dois.
Um material de partida da fórmula Ill pode ser obtido, por exem- plo, por formação de uma ligação amida entre o material de partida da fór- mula Ileo material de partida da fórmula Il', por exemplo, em diclorometano à temperatura ambiente usando trietilamina.
Um material de partida da fórmula IV, em que R3 é Cw alquila ou halogênio, R4 é halogênio, Cw alcóxi ou trifluorometila, e η é um ou dois, pode ser obtido, por exemplo, por hidrogenação de um material de partida correspondente da fórmula III, por exemplo, com Níquel de Raney em meta- nol à temperatura ambiente.
Um material de partida da fórmula V, em que R3 é Cw alquila ou halogênio, R4 é halogênio, C1.7 alcóxi ou trifluorometila, e η é um ou dois, pode ser obtido, por exemplo, de uma maneira análoga àquela descrita para a preparação de um material de partida da fórmula IV usando os materiais de partida correspondentes.
Os materiais de partida das fórmulas IV e V possuem a seguinte fórmula geral:
R1 é como definido na fórmula I. Condições gerais de processo
O seguinte se aplica em geral a todos os processos menciona- dos anteriormente e daqui em diante, embora as condições de reação espe-
(V)l
em que R2 e R3 são como definidos para a fórmula I. Nos materiais de partida da fórmula: o
20
K
(VI) cificamente mencionadas acima ou abaixo são preferidas.
Em qualquer das reações, grupos de proteção podem ser usa- dos quando apropriado ou desejado, mesmo se isto não for mencionado es- pecificamente, para proteger grupos funcionais que não são destinados a fazer parte de uma determinada reação, e eles podem ser introduzidos e/ou removidos em estágios apropriados ou desejados. Reações que compreen- dem o uso de grupos de proteção são, portanto, incluídas como possível também em casos onde reações sem referência específica de proteção e/ou desproteção são descritas neste relatório descritivo.
Dentro do escopo desta descrição, somente um grupo pronta- mente removível que não é um constituinte do produto final desejado especí- fico da fórmula I é designado um "grupo de proteção", a menos que o con- texto indique de outra forma. A proteção de grupos funcionais por tais grupos de proteção, os próprios grupos de proteção e sua remoção são descritos, por exemplo, em trabalhos de referência padrão, tais como J. F. W. McOmie, "Protective Groups in Organic Chemistry", Plenum Press, Londres e Nova Iorque 1973, T. W. Green e P. G. M. Wuts, "Protective Groups in Organic Syntesis", 3a ediçãom Wiley, Nova Iorque 1999, em "The Peptides", Volume 3 (editores: E. Gross e J. Meinehofer) Academic Press, Londres e Nova Ior- que 1981, "Methoden der organischen Chemie" (Métodos de Química Orgâ- nica), Houben Weyl, 4a edição, Volume 15/1, George Thieme Verlag, Stutt- gart 1974, H-D. Jakubke e H. Jeschkeit, "Aminosàuren, Peptide, Proteine" (Aminoácidos, Peptídeos e Proteínas), Verlag Chemie, Weinheim, Deerfield Beach e Basel 1982, e Jochen Lehmann, "Chemie der Kohlenhydrate: Mo- nosaccharide und Derivate" (Química de Carboidratos: Monossacarídeos e Derivativos), Georg Thieme Verlag, Stuttgart 1974. Uma característica de grupos de proteção é que eles podem ser prontamente removidos (ou seja, sem a ocorrência de reações secundárias indesejadas), por exemplo, por solvólise, redução, fotólise ou alternativamente sob condições fisiológicas (por exemplo, por clivagem enzimática).
Todas as etapas do processo mencionado acima podem ser realizadas sob condições de reação que são conhecidas per se, de prefe- rência, aquelas mencionadas especificamente, na ausência ou, de forma habitual, na presença de solventes ou diluentes, de preferência, solventes ou diluentes, que são inertes na direção dos reagentes utilizados e dissolver os mesmos, na ausência ou presença de catalisadores, condensação ou agen- tes de neutralização, por exemplo, trocadores iônicos, tais como trocadores catiônicos, por exemplo, na forma H*, dependendo da natureza da reação e/ou dos reagentes em temperatura reduzida, normal ou elevada, por exem- plo, em uma faixa de temperatura a partir de cerca de -100°C a cerca de 190°C, preferivelmente a partir de cerca de -80°C a cerca de 150°C, por e- xemplo, a partir de -80°C a -60°C, à temperatura ambiente, a cerca de -20°C a 40°C ou em temperatura de refluxo, sob pressão atmosférica ou em um vaso fechado sob pressão elevada ou reduzida, e/ou em atmosfera inerte, por exemplo, sob uma atmosfera de argônio ou nitrogênio.
Os solventes dentre os quais aqueles solventes que são ade- quados para qualquer reação particular pode ser selecionados incluem a- queles mencionados especificamente, por exemplo, água, ésteres, tais como alcanoatos de alquila inferior, por exemplo, acetato de etila, éteres, tais co- mo éteres alifáticos, por exemplo, dietil éter ou éteres cíclicos, por exemplo, tetrahidrofurano ou dioxano, hidrocarbonetos aromáticos líquidos, tal como benzeno ou tolueno, alcoóis, tal como metano, etanol ou 1- ou 2- propanol, nitrilas, tal como acetonitrila, hidrocarbonetos halogenados, por exemplo, cloreto de metileno ou clorofórmio, amidas de ácido, tal como dimetilforma- mida ou dimetil acetamida, bases, tais como bases de nitrogênio heterocícli- cas, por exemplo, piridina ou N-metilpirrolidin-2-ona, anidridos de ácido car- boxílico, tais como anidridos de ácido alcanóico inferior, por exemplo, anidri- do acético, hidrocarbonetos cíclicos, lineares ou ramificados, tal como ciclo- hexano, hexano ou isopentano, ou misturas destes, por exemplo, soluções aquosas, a menos que indicados de outra forma na descrição dos proces- sos. Tais misturas de solventes podem ser também usadas em atividades de elaboração, por exemplo, cromatografia ou particionamento.
A invenção refere-se ainda àquelas formas do processo em que um composto obtenível como intermediário em qualquer estágio é usado como material de partida e as etapas de processo restantes são realizadas, ou em que um material de partida é formado sob as condições de reação ou é usado na forma de um derivado, por exemplo, na forma protegida ou na forma de um sal, ou um composto obtenível pelo processo de acordo com a invenção é produzido sob as condições de processo e adicionalmente pro- cessado in situ. No processo da presente invenção, aqueles materiais de partida são preferivelmente usados, o que resulta em compostos de fórmula I descritos como sendo preferidos. A invenção também refere-se a novos intermediários e/ou materiais de partida. Preferência especial é dada a con- dições de reação que são idênticas ou análogas àquelas mencionadas nos Exemplos.
Modalidades preferidas de acordo com a Invenção
Nas modalidades preferidas bem como nas modalidades anteri- ores e seguintes de escopo mais genérico, também nas reivindicações, qualquer uma ou mais ou todas as expressões gerais podem ser substituí- das pelas definições mais específicas correspondentes proporcionadas aci- ma ou abaixo, assim produzindo modalidades preferidas mais fortes da in- venção.
A invenção refere-se preferivelmente a um composto da fórmula I, em forma livre ou em forma de sal farmaceuticamente aceitável, em que
- Ri é -CH3 ou fenila substituída por um dos seguintes substitu- intes C1-7 alcóxi ou C1-7 alquila, o substituinte de fenila sendo, de preferência, C1-7 alcóxi, de preferência, C1-4 alcóxi; ou
- R3 é C-i-7 alquila, e preferência, C1-4 alquila; ou
- Ri é -CH3 ou fenila substituída por C1-7 alcóxi, de preferência,
C1-4 alcóxi,
- R2 é -NH-CO-fenila, em que o anel de fenila é substituído por um ou dois substituintes selecionados dentre flúor, C1-7 alcóxi, de preferên- cia, C1-4 alcóxi, ou trifluorometila, ou -CO-NH-fenila, em que o anel de fenila é substituído por um ou dois substituintes selecionados dentre C1.7 alcóxi, de preferência, C1-4 alcóxi, ou trifluorometila, e
- R3 é C1.7 alquila, de preferência, C^4 alquila; ou - R1 é -CH3 ou fenila substituída por C^4 alcóxi, de preferência,
metóxi,
- R2 é -NH-CO-fenila, em que o anel de fenila é substituído por um ou dois substituintes selecionados dentre flúor, C1-4 alcóxi, de preferên- cia, metóxi, ou trifluorometila, ou -CO-NH-fenila, em que o anel de fenila é substituído por um ou dois substituintes selecionados dentre C-m alcóxi, de preferência, metóxi, ou trifluorometila, e
- R3 é C1-4 alquila, de preferência, metila.
Em outras modalidades, a invenção refere-se a:
- uma preparação farmacêutica que compreende um composto da fórmula I, ou um sal farmaceuticamente aceitável do mesmo, e pelo me- nos um veículo farmaceuticamente aceitável.
- um composto da fórmula I, ou um sal farmaceuticamente acei- tável do mesmo, para uso no tratamento diagnóstico ou terapêutico do corpo humano ou animal.
- o uso de um composto da fórmula I, ou um sal farmaceutica- mente aceitável do mesmo, no tratamento de uma doença responsiva à mo- dulação de proteína quinase, ou para a fabricação de uma preparação far- macêutica útil no tratamento de uma doença responsiva à modulação de proteína quinase, por exemplo, onde a doença responsiva à modulação de proteína quinase é uma ou mais doenças selecionadas dentre o grupo que consiste em doenças que respondem à inibição de uma ou mais proteína tirosina quinases selecionadas do grupo que consiste em quinase c-src, qui- nase receptora VEGF (por exemplo, KDR e Flt-1), quinase receptora RET e/ou quinase receptora Efrina, por exemplo, quinase EphB2, quinase EphB4 ou quinases relacionadas, por exemplo, em que a doença tratada é um ou mais doenças selecionadas do grupo que consiste em uma doença prolifera- tiva, por exemplo, leucemia, em especial leucemia mielogênica crônica (C- ML) ou TODAS, hiperplasia, fibrose, tal como cirrose do fígado, angiogêne- se, psoríase, aterosclerose, especialmente aterosclerose arterial ou pós- transplante, proliferação do músculo liso nos vasos sangüíneos, tais como estenose ou restenose seguida de angioplastia, doenças de tumor ou cân- cer, especialmente uma doença de câncer ou tumor benigno ou, especial- mente, maligno, com maior preferência um tumor sólido, por exemplo, carci- noma do cérebro, rim, fígado, glândula adenal, bexiga, mama, estômago, ovários, cólon, reto, próstata, pâncreas, pulmão, cérvix, vagina, endométrio, tiróide, sarcoma, glioblastoma, mieloma múltiplo ou câncer gastrintestinal, adenoma colorretal, melanoma, ou um tumor do pescoço e cabeça, por e- xemplo, carcinoma escamoso da cabeça e pescoço, doenças proliferativas de células mesangiais, mesotelioma pleural maligno, linfoma, neoplasias, especialmente de caráter epitelial, por exemplo, no caso de carcinoma ma- mário, uma hiperproliferação epidérmica (exceto câncer), especialmente psoríase, hiperplasia da próstata; sarcoma de Kaposi, trombose, esclero- derma; uma doença do sistema imunológico; uma doença do sistema nervo- so central ou periférico onde a transmissão de sinal por pelo menos uma proteína (de preferência, tirosina) quinase, especialmente selecionada den- tre aquelas proteína tirosina quinases mencionadas como preferidas, é en- volvida, uma retinopatia, tal como retinopatia diabética, glaucoma neovascu- Iar ou degeneração macular, obesidade, hemangioblastoma, hemangioma; nefropatia diabética; nefrosclerose maligna, uma doença inflamatória, tal como doença inflamatória reumatóide ou doença inflamatória reumática, es- pecialmente artrite, tal como artrite reumatóide, outras distúrbios inflamató- rios crônicos, tal como asma crônica, endometriose, doenças de Crohn, do- ença de Hodgkin, glomerulonefrite, doença intestinal inflamatória, síndromes microangiopáticas trombóticas, rejeições a transplantes, glomerulopatia, da- nos do tecido nervoso, cicatrização de feridas, manchas devido à idade, dermatite de contato, e restenose, por exemplo, restenose induzida por stent.
- um processo para a fabricação de um composto da fórmula I, que compreende a formação de uma ligação amida entre o material de parti- da da fórmula V'eo material de partida da fórmula V, em que R1, R2 e R3 são como definidos acima e, se desejado, transformação de um composto da fórmula I em um composto diferente da fórmula I, transformação de um sal de um composto obtenível da fórmula I no composto livre ou um sal dife- rente, transformação de um composto livre obtenível da fórmula I em um sal do mesmo e/ou separação de uma mistura obtenível de isômeros de um composto da fórmula I em isômeros individuais. Composições farmacêuticas
A invenção também refere-se a composições farmacêuticas que compreendem um, preferivelmente novo, composto da fórmula I, a seu uso no tratamento terapêutico (em um aspecto mais amplo também profilático) ou um método de tratamento de uma doença ou distúrbio, que depende de atividade inadequada de proteína (especialmente tirosina) quinase, em es- pecial os distúrbios ou doenças preferidas mencionadas acima, aos compos- tos para o dito uso e a preparações farmacêuticas e sua fabricação, em es- pecial para tais usos. De forma mais geral, preparações farmacêuticas são úteis no caso de compostos da fórmula I.
Os compostos farmacologicamente aceitáveis da presente in- venção podem estar presentes em ou empregados, por exemplo, na prepa- ração de composições farmacêuticas, que compreendem uma quantidade eficaz de um composto da fórmula I, ou um sal farmaceuticamente aceitável do mesmo, como ingrediente ativo em conjunto ou em mistura com um ou mais veículos inorgânicos ou orgânicos, sólidos ou líquidos, farmaceutica- mente aceitáveis (materiais veículos).
A invenção também refere-se a uma composição farmacêutica que é adequada para administração a um animal de sangue quente, especi- almente um ser humano (ou a células ou linhagens celulares derivadas de um animal de sangue quente, especialmente um ser humano, por exemplo, linfócitos), para o tratamento (isto, em um aspecto mais amplo da invenção, também incluindo prevenção de, por exemplo, profilaxia contra) uma doença que responde à inibição da atividade e proteína, especialmente tirosina qui- nase, que compreende uma quantidade de um composto da fórmula I ou um sal farmaceuticamente aceitável do mesmo, preferivelmente que é eficaz para a dita inibição, juntamente com pelo menos um veículo farmaceutica- mente aceitável.
As composições farmacêuticas de acordo com a invenção são aquelas para administração enteral, tal como nasal, retal, ou oral, ou paren- teral, tal como intramuscular ou intravenosa, a um animal de sangue quente, em especial um ser humano, que compreende uma dose eficaz do ingredi- ente farmacologicamente ativo, sozinho ou em conjunto com uma quantida- de significativa de um veículo farmaceuticamente aceitável. A dose do ingre- diente ativo depende, por exemplo, da espécie do animal de sangue quente, do peso corporal, da idade e da condição do indivíduo, dados farmacocinéti- cos do indivíduo, da doença a ser tratada e do modo de administração.
A invenção refere-se ainda a método de tratamento para uma doença que responde à inibição de uma doença, que depende de atividade inadequada de uma proteína, especialmente tirosina, quinase, que compre- ende a administração de uma quantidade profilaticamente ou em especial terapeuticamente eficaz de um composto da fórmula I, ou um sal farmaceuti- camente aceitável do mesmo, especialmente a um animal de sangue quen- te, por exemplo, um ser humano que, em virtude de uma das doenças men- cionadas, requer tal tratamento.
A dose de um composto da fórmula I ou um sal farmaceutica- mente aceitável do mesmo a ser administrado a animais de sangue quente, por exemplo, seres humanos de peso corporal de aproximadamente 70 kg, preferivelmente é a partir de aproximadamente 3 mg a aproximadamente 10 g, mais preferivelmente a partir de aproximadamente 10 mg a aproximada- mente 1,5 g, mais preferivelmente a partir de cerca de 100 mg a cerca de 1000 mg/pessoa/ dia, dividida preferivelmente em 1 a 3 doses únicas que podem, por exemplo, ser do mesmo tamanho. Usualmente, crianças rece- bem metade da dose de adultos.
As composições farmacêuticas compreendem a partir de apro- ximadamente 1% a aproximadamente 95%, preferivelmente a partir de apro- ximadamente 20% a aproximadamente 90% de ingrediente ativo. Composi- ções farmacêuticas de acordo com a invenção podem ser, por exemplo, em forma de dose única, tal como na forma de ampolas, frascos, supositórios, drágeas, comprimidos ou cápsulas.
As composições farmacêuticas da presente invenção são prepa- radas de uma forma conhecida per se, por exemplo, por meio de processos convencionais de dissolução, liofilização, mistura, granulação ou confecção.
Soluções do ingrediente ativo, e também suspensões, e especi- almente soluções ou suspensões aquosas isotônicas são preferivelmente usadas, sendo possível, por exemplo, no caso de composições Iiofilizadas que compreendem o ingrediente ativo sozinho ou em conjunto com um veí- culo, por exemplo, manitol, para tais soluções ou suspensões serem produ- zidas antes do uso. As composições farmacêuticas podem ser esterilizadas e/ou podem compreender excipientes, por exemplo, conservantes, estabili- zadores, agentes umidificantes e/ou emulsificantes, solubilizantes, sais para regulação da pressão osmótica e/ou tampões, e são preparadas em uma forma conhecida per se, por exemplo, por meio de processos convencionais de dissolução ou liofilização. As ditas soluções ou suspensões podem com- preender substâncias de aumento de viscosidade, tal com carboximetilcelu- Iose de sódio, dextrano, polivinilpirrolidona ou gelatina.
Suspensões em óleo compreendem, como o componente de ó- Ieo1 os óleos vegetais, sintéticos ou semissintéticos usuais para fins de inje- ção. Podem ser mencionados como ésteres de ácidos graxos especialmente líquidos que contêm como o componente ácido um ácido graxo de cadeia longa que possui de 8 a 22, em especial de 12 a 22, átomos de carbono, por exemplo, ácido láurico, ácido tridecílico, ácido mirístico, ácido pentadecíclico, ácido palmítico, ácido margárico, ácido esteárico, ácido araquídico, ácido behênico ou ácidos insaturados correspondentes, por exemplo, ácido oléico, ácido elaídico, ácido erúcico, ácido brasídico ou ácido linoléico, se desejado com a adição de antioxidantes, por exemplo, vitamina E, β-caroteno, ou 3,5- di-terc-butil-4-hidroxitolueno. O componente de álcool daqueles ésteres de ácido graxo possui um máximo de 6 átomos de carbono e é um mono- ou poli-hidróxi, por exemplo, um mono-, di- ou tri-hidróxi, álcool, por exemplo, metanol, etanol, propanol, butanol, ou pentanol ou os isômeros do mesmo, mas especialmente glicol e glicerol. Os exemplos seguintes de ésteres de ácido graxo devem, portanto, ser mencionados: oleato de etila, miristato de isopropila, palmitato de isopropila, "Labrafil M 2375" (trioleato de polioxietile- no glicerol, Gatteossé, Paris), "Myglyol 812" (triglicerídeo de ácidos graxos insaturados com uma cadeia longa de C8 a C12, Hüls AG, Alemanha), mas especialmente óleos vegetais, tal como óleo de semente de algodão, óleo de amêndoas, óleo de oliva, óleo de rícino, óleo de gergelim, óleo de soja e ó- Ieo de amendoim.
As composições para injeção ou infusão são preparadas de ma- neira usual sob condições estéreis; o mesmo se aplica também à introdução das composições em ampolas ou frascos e vedação dos recipientes.
Composições farmacêuticas para administração oral podem ser obtidas por combinação do ingrediente ativo com veículos sólidos, se dese- jado granulação de uma mistura resultante e processamento da mistura, se desejado ou necessário, após a adição de excipientes apropriados em com- primidos, núcleos de drágea ou cápsulas. Também é possível que elas se- jam incorporadas a veículos plásticos que permitem que os ingredientes ati- vos se espalhem ou sejam liberados em quantidades medidas.
Veículos adequados são especialmente enchimentos, tais como açúcares, por exemplo, lactose, sacarose, manitol ou sorbitol, preparações de celulose e/ou fosfatos de cálcio, por exemplo, fosfato tricálcio ou hidroge- no fosfato de cálcio, e aglutinantes, tais como pastas de amido que usam, por exemplo, milho, trigo, arroz ou amido de bata, gelatina, tragacanto, me- tilcelulose, hidroxipropilmetilcelulose, carboximetilcelulose de sódio e/ou po- Iivinilpirrolidona e/ou, se desejado, desintegrantes, tais como os amidos mencionados acima, e/ou carboximetil amido, polvinilpirrolidona reticulada, agar, ácido algínico ou um sal do mesmo, tal como alginato de sódio. Excipi- entes são especialmente condicionadores de fluxo e lubrificantes, por exem- plo, ácido silícico, talco, ácido esteárico ou sais do mesmo, tal como esteara- to de magnésio ou cálcio, e/ou polietileno glicol. Núcleos de drágeas são proporcionados com revestimentos adequados, opcionalmente entéricos, sendo usadas, inter alia, soluções concentradas de açúcar que podem com- preender goma arábica, talco, polivinilpirrolidona, polietileno glicol e/ou dióxi- do de titânio, ou soluções de revestimento em solventes orgânicos adequa- dos ou, para a preparação de revestimentos entéricos, soluções de prepara- ções adequadas de celulose, tal como ftalato de etilcelulose ou ftalato de hidroxipropilmetilcelulose. Cápsulas são cápsulas preenchidas a seco feitas de gelatina e cápsulas vedadas macias feitas de gelatina e um plastificante, tal como glicerol ou sorbitol. As cápsulas preenchidas a seco podem com- preender o ingrediente ativo na forma de grânulos, por exemplo, com enchi- mentos, tal como lactose, aglutinantes, tais como amidos, e/ou glidantes, tal como talcoou estearato de magnésio, e, se desejado, com estabilizantes. Em cápsulas macias o ingrediente ativo é, de preferência, dissolvido ou sus- penso em excipientes oleosos adequados, tais como óleos graxos, óleo de parafina ou polietileno glicóis líquidos, sendo também possível que estabili- zantes ou agentes antibacterianos sejam adicionados. Corantes ou pigmen- tos podem ser adicionados aos comprimidos ou revestimentos de drágea ou ao invólucro da cápsula, por exemplo, para fins de identificação ou para indi- car doses diferentes de ingrediente ativo.
Um composto da fórmula I também pode ser usado para vanta- gem em combinação com outros agentes biologicamente ativos, de prefe- rência, com outros agentes antiproliferativos. Tais agentes antiproliferativos incluem, mas não estão limitados a inibidores de aromatase; antiestrogênios; inibidores de topoisomerase I; inibidores de topoisomerase II; agentes ativos em microtúbulos; agentes de alquilação; inibidores de histona deacetilase; compostos que induzem processos de diferenciação celular; inibidores de ciclooxigenase; inibidores de MMP; inibidores de mTOR, antimetabólitos an- tineoplásticos; compostos de platina; compostos que direcionam/diminuem uma atividade de proteína ou lipídio quinase e ainda compostos antiangio- gênicos; compostos que direcionam, diminuem ou inibem a atividade de uma proteína ou lipídio fosfatase; agonistas de gonadorelina; antiandrógenos; inibidores de metionina aminopeptidase; bifosfonatos; modificadores de res- posta biológica; anticorpos antiproliferativos; inibidores de heparanase,; ini- bidores de isoformas oncogênicas Ras; inibidores de telomerase; inibidores de proteasoma; agentes usados no tratamento de malignidades hematológi- cas; compostos que direcionam, diminuem ou inibem a atividade de inibido- res de Flt-3; Hsp90; e temozolomida (TEMODAL®). A expressão "inibidor de aromatase", conforme usado aqui, refe- re-se a com composto que inibe a produção de estrogênio, isto é, a conver- são dos substratos androstenodiona e testosterona em estrona e estradiol, respectivamente. A expressão inclui, mas não está limitada a esteróides, especialmente atamestano, exemestano e formestano e, em particular, não- esteróides, especialmente aminoglutetimida, rogletimida, piridoglutetimida, trilostano, testolactona, cetoconazol, vorozol, fadrozol, anastrozol e letrozol. Exemestano pode ser administrado, por exemplo, na forma como comeciali- zado, por exemplo, sob a marca AROMASIN. Formestano pode ser adminis- trado, por exemplo, na forma como é comercializado, por exemplo, sob a marca LENTARON. Fadrozol pode ser administrado, por exemplo, na forma como é comercializado, por exemplo, sob a marca AFEMA. Anastrozol pode ser administrado, por exemplo, na forma como é comercializado, por exem- plo, sob a marca ARIMIDEX. Letrozol pode ser administrado, por exemplo, na forma como é comercializado, por exemplo, sob a marca FEMARA ou FEMAT. Aminoglutetimida pode ser administrado, por exemplo, na forma como é comercializado, por exemplo, sob a marca ORIMETEN. Uma combi- nação da invenção compreendendo um agente quimioterapêutico que é um inibidor de aromatase é particularmente útil para o tratamento de tumores com receptores positivos de hormônio, por exemplo, tumores de mama.
A expressão "antiestrogênio", conforme usada aqui, refere-se a um composto que antagoniza o efeito de estrogênios no nível receptor de estrogênio. A expressão inclui, mas não está limitada a tamoxifen, fulves- trant, raloxifeno e cloridrato de raloxifeno. Tamoxifen pode ser administrado, por exemplo, na forma como é comercializado, por exemplo, sob a marca NOLVADEX. Cloridrato de ralizifeno pode ser administrado, por exemplo, na forma como é comercializado, por exemplo, sob a marca EVISTA. Fulves- trant pode ser formulado conforme divulgado na patente US 4,659,516 ou pode ser administrado, por exemplo, na forma como é comercializado, por exemplo, sob a marca FASLODEX. Uma combinação da invenção compre- endendo um agente quimioterapêutico que é um antiestrogênio é particular- mente útil para o tratamento de tumores com receptores positivos de hormô- nio, por exemplo, tumores de mama.
A expressão "antiandrogênio", como usada aqui, refere-se a qualquer substância que é capaz de inibir os efeitos biológicos de hormônios androgênicos e inclui, mas não está limitado bicalutamida (CASODEX), que pode ser formulada, por exemplo, conforme divulgado na patente US 4,636,505.
A expressão "agonista de gonadorelina", conforme usado aqui, inclui, mas não está limitado a abarelix, goserelina e acetato de goserelina. Goserelina é divulgada na patente US 4,100,274 e pode ser administrada, por exemplo, na forma como é comercializada, por exemplo, sob a marca ZOLADEX. Abarelix pode ser formulada, por exemplo, conforme divulgado na patente US 5,843,901.
A expressão "inibidor de topoisomerase I", conforme usado aqui, inclui, mas não está limitado a topotecano, gimatecan, irinotecano, campto- tecina e seus análogos, 9-nitrocamptotecina e o conjugado macromolecular de camptotecina PNU-166148 (composto A1 em WO 99/17804). Irinotecano pode ser administrado, por exemplo, na forma como é comercializado, por exemplo, sob a marca CAMPTOSAR. Topotecano pode ser administrado, por exemplo, na forma como é comercializado, por exemplo, sob a marca HYCAMTIN.
A expressão "inibidor de topoisomerase II", conforme usada a- qui, inclui, mas não está limitada às antraciclinas, tal como doxorrubicina, por exemplo, incluindo uma formulação lipossomal, por exemplo, CAELYX, dau- norubicina, epirubicina, idarubicina e nemorubicina, as antraquinonas mito- xantrona e losoxantrona, e o podofilotoxinas etoposídeo e teniposídeo. Eto- posídeo pode ser administrado, por exemplo, na forma como é comercializa- do, por exemplo, sob a marca ETOPOPHOS. Teniposídeo pode ser adminis- trado, por exemplo, na forma como é comercializado, por exemplo, sob a marca VM 26-BRISTOL. Doxorrubicina pode ser administrada, por exemplo, na forma como é comercializada, por exemplo, sob a marca ADRIBLASTIN ou ADRIAMYCIN. Epirubicina pode ser administrada, por exemplo, na forma como é comercializada, por exemplo, sob a marca FARMORUBICIN. Idaru- bicina pode ser administrada, por exemplo, na forma como é comercializada, por exemplo, sob a marca ZAVEDOS. Mitoxantrona pode ser administrada, por exemplo, na forma como é comercializada, por exemplo, sob a marca NOVANTRON.
A expressão "agente ativo em microtúbulo" refere-se a agentes de estabilização em microtúbulo, gentes de desestabilização em microtúbulo e inibidores de polimerização em microtúbulo, incluindo, mas não limitados a taxanos, por exemplo, paclitaxel e docetaxel, vinca alcalóides, por exemplo, vinblastina, especialmente sulfato de vinblastina, vincristina, especialmente sulfato de vincristina e vinorelbina, discodermolidas, cochicina e epotilonas e derivados das mesmas, por exemplo epotilona B ou um derivado da mesma. Paclitaxel pode ser administrado, por exemplo, na forma como é comerciali- zado, por exemplo, sob a marca TAXOL. Docetaxel pode ser administrado, por exemplo, na forma como é comercializado, por exemplo, sob a marca TAXOTERE. Sulfato de vinblastina pode ser administrado, por exemplo, na forma como é comercializado, por exemplo, sob a marca VINBLASTIN R.P.. Sulfato de vincristina pode ser administrado, por exemplo, na forma como é comercializado, por exemplo, sob a marca FARMISTI. Discodermolida pode ser administrada, por exemplo, como divulgado na patente US 5,010,099. Também incluídos estão derivados Epotilona que são divulgados em WO 98/10121, US 6,194,181, WO 98/25929, WO 98/08849, WO 99/43653, WO 98/22461 e WO 00/31247. Especialmente preferidas são Epotilona A e/ou B.
A expressão "agente de alquilação", conforme usado aqui, in- clui, mas não está limitado a ciclofosfamida, ifosfamida, melfalan ou nitrosou- réia (BCNU ou Gliadel). Ciclofosfamida pode ser administrado, por exemplo, na forma como é comercializado, por exemplo, sob a marca CICLOSTIN. Ifosfamida pode ser administrada, por exemplo, na forma como é comerciali- zada, por exemplo, sob a marca HOLOXAN.
A expressão "inibidores de histona deacetilase" ou "inibidores de HDAC" refere-se a compostos que inibem a histona deacetilase e que pos- suem atividade antiproliferativa. Estes incluem compostos divulgados em WO 02/22577, especialmente N-hidróxi-3-[4-[[(2-hidroxietil)[2-(1H-indol-3- il)etil]-amino]metil]fenil]-2E-2-propenamida, N-hidróxi-3-[4-[[[2-(2-metil-1H- indol-3-il)-etil]-amino]metil]fenil]-2£-2-propenamida e sais farmaceuticamente aceitáveis dos mesmos. Também inclui especialmente ácido suberoilanilida hidroxâmico (SAHA).
A expressão "antimetabólitos antineoplásticos" inclui, mas não está limitado a 5-fluoruracila (5-FU); capecitabina; gemcitabina; agentes de desmetilação do DNA, tal como 5-azacitidina e decitabina; metotrexato; eda- trexato; e antagonistas de ácido fólico, tal como pemetrexed. Capecitabina pode ser administrada, por exemplo, na forma como é comercializada, por exemplo, sob a marca XELODA. Gemcitabina pode ser administrada, por exemplo, na forma como é comercializada, por exemplo, sob a marca GEM- ZAR. Também incluído está o anticorpo monoclonal trastuzumab, que pode ser administrado, por exemplo, na forma como é comercializado, por exem- plo, sob a marca HERCEPTIN.
A expressão "composto de platina", conforme usada aqui, inclui, mas não está limitada a carboplatina, cisplatina, cisplatinum e oxaliplatina. Carboplatina pode ser administrada, por exemplo, na forma como é comer- cializada, por exemplo, sob a marca CARBOPLAT. Oxaliplatina pode ser administrada, por exemplo, na forma como é comercializada, por exemplo, sob a marca ELOXATIN.
A expressão "compostos que direcionam/diminuem atividade de uma proteína ou lipídio quinase e também compostos antiangiogênicos", conforme usada aqui, inclui, mas não está limitada a: proteína tirosina quina- se e/ou inibidores de serina/treonina quinase ou inibidores de lipídio quinase, por exemplo:
a) compostos que direcionam, diminuem ou inibem a atividade dos receptores do fator de crescimento derivado de plaqueta (PDGFR), tais como compostos que direcionam, diminuem ou inibem a atividade de PDG- FR, especialmente compostos que inibem o receptor de PDGF, por exemplo, um derivado de N-fenil-2-pirimidina-amina, por exemplo, imatinib, SU101, SU6668 e GFB-111;
b) compostos que direcionam, diminuem ou inibem a atividade dos receptores do fator de crescimento de fibroblasto (FGFR);
c) compostos que direcionam, diminuem ou inibem a atividade do receptor do fator de crescimento semelhante à insulina I (IGF-IR), especi- almente compostos que inibem o IGF-IR, tais como aqueles compostos di- vulgados em WO 02/092599;
d) compostos que direcionam, diminuem ou inibem a atividade da família da tirosina quinase receptora Trk;
e) compostos que direcionam, diminuem ou inibem a atividade da família da tirosina quinase receptora Axl;
f) compostos que direcionam, diminuem ou inibem a atividade do receptor c-Met;
g) compostos que direcionam, diminuem ou inibem a atividade das tirosina quinases receptoras c-Kit (parte da família PDGFR), tais como compostos que direcionam, diminuem ou inibem a atividade da família da tirosina quinase receptora c-Kit, especialmente compostos que inibem o re- ceptor c-Kit, por exemplo, imatinib;
h) compostos que direcionam, diminuem ou inibem a atividade de membros da família c-Abl e seus produtos de fusão de gene (por exem- plo, quinase BCR-Abl), tais como compostos que direcionam, diminuem ou inibem a atividade de membros da família c-Abl e seus produtos de fusão de gene, por exemplo, um derivado de N-fenil-2-pirimidina-amina, por exemplo, imatinib; PD180970; AG957; NSC 680410; ou PD173955 de ParkeDavis;
i) compostos que direcionam, diminuem ou inibem a atividade de membros das famílias de proteína quinase C (PKC) e Raf de seri- nha/treonina quinases, membros das famílias de quinase MEK, SRC, JAK, FAK, PDK, Ras/MAPK e Pl(3), ou da família de quinase relacionada à quina- se Pl(3) e/ou membros da família de quinase dependente de ciclina (CDK) e são especialmente aqueles derivados de staurosporina divulgados na paten- te US 5,093,330, por exemplo, midostaurina, exemplos de mais compostos incluem, por exemplo, UCN-01, safingol, BAY 43-9006, briostatina 1, perifo- sina; ilmofosina; RO 318220 e RO 320432; GO 6976; Isis 3521; LY333531/LY379196; compostos de isoquinolina, tais como aqueles divul- gados em WO 00/09495; FTIs; PD184352 ou QAN697 (um inibidor de P13K);
j) compostos que direcionam, diminuem ou inibem a atividade de uma proteína tirosina quinase, tal como imatinib mesilato (GLI- VEC/GLEEVEC) ou tirfostina. Uma tirfostina é, de preferência, um composto de baixo peso molecular (Mr < 1500) ou um sal farmaceuticamente aceitável do mesmo, especialmente um composto selecionado dentre a classe de benzilidenomalonitrila ou a classe de compostos de S-arilbenzenomalonirila ou quinolina bisubstrato, mais especialmente qualquer composto seleciona- do do grupo que consiste em Tirfostin A23/RG-50810; AG 99; Tirfostin AG 213; Tirfostin AG 1748; Tirfostin AG 490; Tirfostin B44; Tirfostin B44 (+) e- nantiômero; Tirfostin AG 555; AG 494; Tirfostin AG 556, AG957 e adamantil éster de ácido adafostin (4-{[(2,5-dihidroxifenil)metil]amino}-benzóico; NSC 680410, adafostin); e
k) compostos que direcionam, diminuem ou inibem a atividade da família do fator de crescimento epidérmico de tirosina quinases recepto- ras (EGFR, ErbB2, ErbB3, ErbB4 como homo- ou heterodímeros), tais como compostos que direcionam, diminuem ou inibem a atividade da família de receptor do fator de crescimento epidérmico, são especialmente compostos, proteínas ou anticorpos que inibem membros da família de tirosina quinase receptora EGF, por exemplo, receptor EGF, ErbB2, ErbB3 e ErbB4 ou ligam a EGF ou Iigandos relacionados a EGF, e são em particular aquels compos- tos, proteínas ou anticorpos monoclonais genericamente e especificamente divulgados em WO 97/02266, por exemplo, o composto do exemplo 39, ou em EP 0 564 409, WO 99/03854, EP 0 520 722, EP 0 566 226, EP 0 787 722, EP 0 837 063, US 5,747,498, WO 98/10767, WO 97/30034, WO 97/49688, WO 97/38983 e, especialmente, WO 96/30347, por exemplo, o composto conhecido como CP 358774, WO 96/33980, por exemplo, o com- posto ZD 1839, e WO 95/03283, por exemplo, composto ZM105180; por e- xemplo, trastuzumab, por exemplo, HerpetinR, cetuximab, Iressa, erlotinib (Tarceva™), CI-1033, EKB-569, GW-2016, E1.1, E2.4, E2.5, E6.2, E6.4, E2.11, E6.3 ou E7.6.3, e derivados de 7H-pirrolo-[2,3-d]pirimidina divulgados em WO 03/013541.
Outros compostos antiarigiogênicos incluem compostos que têm outro mecanismo para sua atividade, por exemplo, não relacionado à inibi- ção de proteína ou lipídio quinase, por exemplo, talidomida (THALOMID) e TNP-470.
Compostos que direcionam, diminuem ou inibem a atividade de uma proteína ou lipídio fosfatase são, por exemplo, inibidores de fosfatase 1, fosfatase 2A, PTEN ou CDC25, por exemplo, ácido okadaico ou um derivado do mesmo.
Compostos que induzem processos de diferenciação celular são, por exemplo, ácido retinóico, α-, γ- ou δ-tocoferol ou a-, γ- ou δ- tocotrienol.
A expressão "inibidor de ciclooxigenase", conforme usada aqui, inclui, mas não está limitada a, por exemplo, inibidores da Cox-2, ácido 2- arilaminofenilacético 5-alquil substituído e derivados, tal como celecoxib (CELEBREX), rofecoxib (VIOXX), etoricoxib, valdecoxib ou um ácido 5- alquil-2-arilaminofenilacético, por exemplo, ácido 5-metil-2-(2'-cloro-6'- fluoroanilino)fenil acético, lumiracoxib.
A expressão "inibidores de mTOR" refere-se a compostos que inibem mamíferos alvo de rapamicina (mTOR) e que possuem atividade an- tiproliferativa, tal como sirolimus (Rapamune®), everolimus (Certican™), CCI-779 e ABT578.
O termo "bifosfonatos", conforme usado aqui, inclui, mas não está limitado a ácido etridônico, clodrônico, tiludrônico, pamidrônico, alen- drônico, ibandrônico, risedrônico e zoledrônico. "Ácido etridônico" pode ser administrado, por exemplo, na forma como é comercializado, por exemplo, sob a marca DIDRONEL. "Ácido clodrônico" pode ser administrado, por e- xemplo, na forma como é comercializado, por exemplo, sob a marca BONE- FOS. "Ácido tiludrônico" pode ser administrado, por exemplo, na forma como é comercializado, por exemplo, sob a marca SKELID. "Ácido pamidrônico" pode ser administrado, por exemplo, na forma como é comercializado, por exemplo, sob a marca AREDIA™ "Ácido alendrônico" pode ser administra- do, por exemplo, na forma como é comercializado, por exemplo, sob a mar- ca FOSAMAX. "Ácido ibandrônico" pode ser administrado, por exemplo, na forma como é comercializado, por exemplo, sob a marca BONDRAMAT. "Á- cido risedrônico" pode ser administrado, por exemplo, na forma como é co- mercializado, por exemplo, sob a marca ACTONEL. "Ácido zoledrônico" po- de ser administrado, por exemplo, na forma como é comercializado, por e- xemplo, sob a marca ZOMETA.
A expressão "inibidor de heparanase", conforme usada aqui re- fere-se a compostos que direcionam, diminuem ou inibem a degradação de sulfato de heparina. A expressão inclui, mas não está limitada PI-88.
A expressão "modificador de resposta biológica", conforme usa- da aqui, refere-se a uma Iinfocina ou interferon, por exemplo, interferon γ.
A expressão "inibidor de isoformas oncogênicas Ras", por e- xemplo, H-Ras, K-Ras ou N-Ras, conforme usada aqui, refere-se a compos- tos que direcionam, diminuem ou inibem a atividade oncogênica de Ras, por exemplo, um "inibidor de farnesil transferase", por exemplo, L-744832, DK8G557 ou R115777 (Zarnestra).
A expressão "inibidor de telomerase", conforme usada aqui, re- fere-se a compostos que direcionam, diminuem ou inibem a atividade da te- lomerase, especialmente compostos que inibem o receptor de telomerase, por exemplo, telomestatina.
A expressão "inibidor de metionina aminopeptidase", conforme usada aqui, refere-se a compostos que direcionam, diminuem ou inibem a atividade da metionina aminopeptidase, por exemplo, bengamida ou deriva- do da mesma.
A expressão "inibidor de proteasoma", conforme usada aqui, re- fere-se a compostos que direcionam, diminuem ou inibem a atividade da pro- teasoma, por exemplo, PS-341 ou MLN 341.
A expressão "inibidor da matriz metaloproteinase" ou ("inibidor MMP"), conforme usada aqui, inclui, mas não está limitada a inibidores pep- tidomiméticos e não peptidomiméticos colágeno, derivados de tetraciclina, por exemplo, inibidor batimastat peptidomimético hidroxamato e seu análogo marimastat (BB-2516) oralmente biodisponível, prinomastat (AG3340), me- tastat (NSC 683551), BMS-279251, BAY 12-9566, TAA211, MMI270B ou AAJ996.
A expressão "agentes usados no tratamento de malignidades hematológicas", conforme usada aqui, inclui, mas não está limitada a inibido- res de tirosina quinase semelhantes a FMS1 por exemplo, compostos que direcionam, diminuem ou inibem a atividade de Flt-3; interferon, 1-b-D- arabinofuransilcitosina (ara-c) e bisulfan e inibidores ALK,, por exemplo, compostos que direcionam, diminuem ou inibem quinase de Iinfoma anaplás- tico.
"Compostos que direcionam, diminuem ou inibem a atividade de Flt-3" são especialmente compostos, proteínas ou anticorpos que inibem Flt- 3, por exemplo, PKC412, midostaurina, um derivado de staurosporina, SU11248 e MLN518.
A expressão "inibidores de HSP90", conforme usada aqui, inclui, mas não está limitada a compostos que direcionam, diminuem ou inibem a atividade intrínseca ATPase de HSP90; degradando, direcionando, diminu- indo ou inibindo as proteínas clientes HSP90 através do caminho ubiquitin- proteasome. Compostos que direcionam, diminuem ou inibem a atividade intrínseca da ATPase de HSP90 são especialmente compostos, proteínas ou anticorpos que inibem a atividade da ATPase de HSP90, por exemplo, 17- alilamino,17-demetoxigeldanamicina (17AAG), um derivado de geldanamici- na; outros compostos relacionados a geldanamicina, radicicol e inibidores de HDAC.
A expressão "anticorpos antiproliferativos", conforme usada a- qui, inlcui, mas não está limitada a trastuzumab (Herceptin™), rastuzumab- DM1, bevacizumab (Avastin™), rituximab (Rituxan®), PR064553 (anti- CD40) e anticorpo 2C4. Por "anticorpos" entende-se, por exemplo, anticor- pos monoclonais intactos, anticorpos policlonais, anticorpos multiespecíficos formados de pelo menos 2 anticorpos intactos e fragmentos de anticorpo desde que eles exibam a atividade biológica desejada.
Para o tratamento de leucemia mielóide aguda (AML), compos- tos da fórmula I podem ser usados em combinação com terapias padrão de leucemia, especialmente em combinação com terapias usadas para o trata- mento de AML. Em particular, compostos da fórmula I podem ser adminis- trados em combinação com, por exemplo, inibidores de farnesil transferase e/ou outros fármacos úteis para o tratamento de AML, tal como daunorubi- cima, adriamicina, Ara-C, VP-16, teniposídeo, mitoxantrona, idarubicina, car- boplatinum e PKC412.
As estruturas dos agentes ativos identificados por números de código, nomes genéricos ou comerciais podem ser tomados a partir da edi- IO ção real do compêndio padrão Ό índice Merck" ou a partir de bases de da- dos, por exemplo, Patents International (por exemplo, IMS World Publicati- ons).
Os compostos acima mencionados, que podem ser usados em combinação com um composto da fórmula I, podem ser preparados e admi- nistrados conforme descritos na técnica, tal como nos documentos citados acima.
Um composto da fórmula I também pode ser usado para vanta- gem em combinação com processos terapêuticos conhecidos, por exemplo, a administração de hormônios ou especialmente radiação.
Um composto da fórmula I pode, em particular, ser usado como um radiossensibilizador, especialmente para o tratamento de tumores, que exibem baixa sensitividade à radioterapia.
Por "combinação", entende-se tanto uma combinação fixa em uma forma unitária de dosagem, quanto um conjunto de partes para a admi- nistração combinada, onde um composto da fórmula I e um elemento asso- ciado de administração podem ser administradas de modo independente ao mesmo tempo ou de modo separado dentro de intervalos de tempo, o que especialmente permite que os parceiros de combinação exibam um efeito cooperativo, por exemplo, sinergístico, ou qualquer combinação dos mes- mos.
Os exemplos a seguir ilustram a invenção sem limitar o escopo
da mesma. Exemplos
As temperaturas são medidas em graus Celsius. A menos que indicado de outra forma, as reações ocorrem à temperatura ambiente (TA).
Os valores Rf em TLC indicam a razão da distância movida por cada substância para a distância movida pela frente eluente. Os valores Rf para TLC são medido em placas de TLC de 5 χ 10 cm, sílica gel F254, Merck, Darmstadt, alemanha; os sistemas solventes são marcados nos exemplos como segue:
* methanol a 10%/cloreto de metileno a 90% ** metanol a 5%/cloreto de metileno a 95%
Se não indicado de outra forma, as comdição de HPLC analítica são conforme a seguir:
Coluna: Column Engineering, Inc., Matrix, 3 pm C18150 χ 4,6 mm (Lot#205)
Detecção por absorção de UV a 215 e 254 nm. A temperatura da coluna é de 35°C e os tempos de retenção (tR) são dados em minutos. Taxa de fluxo: 1 mL/min.
Gradiente: água (TFA a 0,1%)/acetonitrila (TFA a 0,1%) = 98/2 por 1 min. para acetonitrila a 100% (TFA a 0,1%) em 10 min. Permane- ce a 100% por 2 min (tempo de execução total: 13 min.) Abreviações:
HPLC cromatografia líquida de alta performance
Isolute Isolute® HM-N por International Solvent Technology
min minuto(s)
mL mililitro(s)
MS-ES espectrometria de massa por eletropulverização
Rf razão de frentes em TLC
TA temperatura ambiente
TFA ácido trifluoroacético
TLC cromatografia de camada fina
tR tempo de retenção
UV ultravioleta Materiais de Partida
Procedimento geral para a síntese de blocos de construção de anilina (ilus- trados com a fórmula e edutos para N-(3-amino-4-metil-fenil)-3-trifluorometil- benzamida):
N-(3-amino-4-metil-
fenil)-3-trifluorometil- (A) (B) (C)
benzamida
O composto mostrado acima à esquerda, N-(3-amino-4-metil- fenil)-3-trifluorometil-benzamida, é obtido por hidrogenação do composto nitro correspondente N-(4-metil-3-nitro-fenil)-3-trifluorometil-benzamida (A) com Níquel de Raney em metanol à TA. O produto é obtido em alto rendi- mento. O intermediário (A) é obtido por reação de N-(4-metil-3-nitro-fenil- amina (B) e cloreto de 3-trifluorometil-benzoíla (C) em cloreto de metileno à TA usando trietilamina. O intermediário (A) é obtido em bom rendimento. Anilinas similares e diferentes foram descritas antes (por exemplo, CAS n° 30069-31-9). Para união, preferivelmente os cloretos de ácido corresponden- tes são usados.
Os derivativos de 3-amino-benzamidas invertidas, 3-amino-4- metil-N-(3-trifluorometil-fenil)-benzamida e 3-amino-N-(4-metóxi-3-trifluoro- metil-fenil)-4-metil-benzamida são sintetizados de acordo com um procedi- mento análogo que usa os materiais de partida comercialmente disponíveis correspondentes.
Exemplo 1: r2-metil-5-(3-trifluorometil-benzolamino)-fenin amida de ácido 5- amino-1-(4-metóxi-fenil)-1 H-pirazol-4- carboxílico
Ácido 5-Amino-1-(4-metóxi-fenil)-1 H-pirazol-4- carboxílico (100 mg, 0,43 mmol), TPTU (140 mg, 0,47 mmol) e DIEA (184 ml, 1,07 mmol) são agitados à TA até a formação completa do éster ativado intermediário. En- tão, N-(3-amino-4-metil-fenil)-3-trifluorometil-benzamida (126 mg, 0,43 mmol) é adicionada, e a mistura é aquecida a 90°C por 3 horas, resfriada pela adi- ção de água e extraída usando acetato de etila. O produto é purificado por cromatografia de coluna automática e é seco na bomba de alto vácuo, pro- duzindo o composto do título como um sólido branco. HPLC: tR = 10,57 min; MS-ES: (Μ + H) + = 510/TLC*: Rf = 0,62.
Os materiais de partida são preparados como segue:
Etapa 1.1: Ácido 5-amino-1-(4-metóxi-fenil)-1H-pirazol-4- carboxílico
Amida de ácido 5-amino-1-(4-metóxi-fenil)-1H-pirazol-4- carboxí- lico (2,0 g, 8,6 mmols) é aquecida ao refluxo em 30 ml de solução de hidró- xido de sódio a 8 M e 20 ml de etanol por 18 horas. A reação é acificada a pH 6, usando solução de HCI a 6 M1 e o precipitado formado é isolado por filtração e seco na bomba de vácuo, produzindo o composto do título. HPLC: tR = 7,29 min; MS-ES: (M=H)+ = 234; TLC* Rf = 0,33.
Etapa 1.2: amida de ácido 5-amino-1-(4-metóxi-fenil)-1H-pirazol-4- carboxíli- ço
5-Amino-1-(4-metóxi-fenil)-1H-pirazola-4-carbonitrila (18,3 g,
69,8 mmols) é lentamente adicionada a 93 ml de ácido sulfúrico concentrado (1680 mmols) para manter a temperatura entre 10 e 15°C. Após a adição completa, a mistura da reação é agitada por uma hora. Em seguida, a mistu- ra é derramada em gelo/água e o pH é ajustado para pH 8. O precipitado formado é isolado por filtração e é seco na bomba de alto vácuo, produzindo o composto do título. HPLC: tR = 6,92 min; MS-ES: (Μ + H) + = 233; TLC**: Rf = 0,27.
Etaoa 1.3: 5-Amino-1-(4-metóxi-feniO-1H-pirazol-4-carbonitrila
A uma suspensão de hidrocloreto de 4-metóxi-fenilhidrazina (20 g, 89,5 mmols) (FIuka) em etanol, trietilamina é adicionada em gotas (13,1 ml, 94 mmols). A esta solução, etóxi metileno malononitrila (11 g, 89,5 mmols) (AIdrich) é adicionado em pequenas porções na medida em que a reação é exotérmica. O produto precipita, é isolado por filtração, lavado com éter e seco na bomba de alto vácuo, produzindo o composto do título. HPLC: tR = 6,07 min; MS-ES: (Μ + H) + = 215; TLC**: Rf = 0,52.
Exemplo 2: f2-metil-5-(3-trifluorometil-fenilcarbamoin-feninamida de ácido 5- amino-1 -(4-metóxi-fenil)-1 H-pirazol-4- carboxílico O mesmo procedimento conforme descrito no exemplo 1 é usa- do, exceto que 3-amino-4-metil-N-(3-trifluorometil-fenil)-benzamida é usada ao invés de N-(3-amino-4-metil-fenil)-3-trifluorometil-benzamida. O produto é isolado por cromatografia de coluna automática e é seco na bomba de alto vácuo, produzindo o composto de título como um sólido branco. HPLC: ír = 10,65 min; MS-ES: (Μ + H) + = 510; TLC*: Rf = 0,63. Exemplo 3: [2-Metil-5-(3-trifluorometil-benzoamino)-fenil1 amida de ácido 5- amino-1-metil-1 H-pirazol-4- carboxílico
Ácido 5-amino-1-metil-1 H-pirazol-4- carboxílico (80 mg, 0,57 mmol), EDC-HCI (111 mg, 0,57 mmol; Fluka) e HOBt (77 mg, 0,57 mmol; Fluka) são agitados em 2 ml de DMF seco. Após 1 hora, nenhum material de partida é deixado, e N-(3-amino-4-metil-fenil)-3-trifluorometil-benzamida (167 mg, 0,57 mmol) é adicionada. A reação é agitada a 90°C por 16 horas, res- friada pela adição de água e extraída usando acetato de etila. O produto é purificado pro cromatografia de coluna automática e é seco na bomba de alto vácuo, produzindo o composto do título como um sólido branco. HPLC: tR = 9,22 min; MS-ES + : (Μ + H) + = 418; TLC*: Rf = 0,38.
O material de partida é preparado como segue: Etapa 3.1: Ácido 5-amino-1-metil-1 H-pirazol-4- carboxílico Etil éster de ácido 5-amino-1-metil-1 H-pirazol-4- carboxílico
(16,4 g, 97 mmols) é aquecido ao refluxo em 97 ml de solução de hidróxido de sódio a 2 M e 100 ml de etanol. Após saponificação completa, a mistura é acidificada a pH 5 com solução de HCI a 6 M1 e o precipitado formado é iso- lado por filtração. O produto é seco na bomba de alto vácuo e o composto do título é isolado como um sólido branco. HPLC: tR = 4,65 min; MS-ES +: (M + H) += 142; TLC*: Rf = 0,24.
Etaoa 3.2: Etil éster de ácido 5- amino-1-metil-1 H-pirazol-4- carboxílico
Metilhidrazina (7,6 ml, 0,14 mol; Aldrich) é diluída com 25 ml de etanol. Trietilamina (20 ml, 0,14 mol) é adicionada e a mistura é resfriada a O0C. Etil éster de ácido 2-ciano-3-etóxi- acrílico (24,02 g, 0,14 mol; Fluka) é adicionado em pequenas porções e a mistura é agitada por 18 horas à TA. O etanol é removido sob pressão reduzida, e o óleo obtido é cristalizado. O produto é suspenso em dietil éter e isolado por filtração. O composto do títu- lo é obtido como um sólido amarelo pálido. HPLC: tR = 6,87 min; MS-ES +: (M + H) + = 170.
Exemplo 4: r2-Metil-5-(3-trilfuorometil-fenilcarbamoil)-fenin-amida de ácido 5- amino-1 -metil-1 H-pirazol-4-carboxílico
O mesmo procedimento como descrito no exemplo 3 é usado, exceto que 3-amino-4-metil-N-(3-trifluorometil-fenil)-benzamida é usada ao invés de N-(3-amino-4-metil-fenil)-3-trifluorometil-benzamida. O produto é isolado por cromatografia de coluna automática e é seco na bomba de alto vácuo, produzindo o composto do título como um sólido branco. HPLC: tR = 9,54 min; MS-ES: (Μ + H) + = 418; TLC*: Rf = 0,33.
Exemplo 5: í5-4-Metóxi-3-trifluorometil-benzoilamino)-2-metil-fenin amida de ácido 5-amino-1-metil-1 H-pirazol-4-carboxílico
O mesmo procedimento conforme descrito no exemplo 3 é usa- do, exceto que N-(3-amino-4-metil-fenil)-4-metóxi-3-trifluorometil-benzamida é usado ao invés de N-(3-amino-4-metil-fenil)-3-trifluorometil-benzamida. O produto é isolado por cromatografia de coluna automática e seco na bomba de alto vácuo, produzindo o composto do título como um sólido branco. H- PLC: tR = 9,21 min; MS-ES: (Μ + H) + = 448; TLC*: Rf = 0,34. Exemplo 6: í5-4-Fluoro-3-trifluorometil-benzoilamino)-2-metil-fenin amida de ácido 5-amino-1 -metil-1 H-pirazol-4-carboxílico
O mesmo procedimento conforme descrito no exemplo 3 é usa- do, exceto que N-(3-amino-4-metil-fenil)-4-fluoro-3-trifluorometil-benzamida é usado ao invés de N-(3-amino-4-metil-fenil)-3-trifluorometil-benzamida. O produto é isolado por cromatografia de coluna automática e seco na bomba de alto vácuo, produzindo o composto do título como um sólido branco. H- PLC: tR = 9,45 min; MS-ES: (Μ + H) + = 436; TLC*: Rf = 0,30. Exemplo 7: [5-4-Metóxi-3-trifluorometil-fenilcarbamoil)-2-metil-fenin amida de ácido 5-amino-1 -metil-1 H-pirazol-4-carboxílico O mesmo procedimento conforme descrito no exemplo 3 é usa-
do, exceto que 3-amino-N-(4-metóxi-3-trifluorometil-fenil)-4-metil-benzamida é usado ao invés de N-(3-amino-4-metil-fenil)-3-trifluorometil-benzamida. O produto é isolado por cromatografia de coluna automática e seco na bomba de alto vácuo, produzindo o composto do título como um sólido branco. H- PLC: tR = 9,30 min; MS-ES: (Μ + H) + = 448; TLC*: Rf = 0,32. Exemplo 8: Cápsulas Macias 5000 cápsulas macias de gelatina, cada qual compreendendo
como ingrediente ativo 0,05 g de um composto da fórmula I, são preparadas como segue:
Composição
Ingrediente ativo 250 g
Lauroglicol 2 litros
Processo de preparação: o ingrediente ativo pulverizado é sus- penso em Lauroglicol* (laurato de propileno glicol, Gattefossé S.A., Saint Priest, França) e moído em um pulverizador úmido para produzir um tama- nho de partícula de cerca de 1 a 3 pm. Porções de 0,419 g da mistura são então introduzidas em cápsulas macias de gelatina usando uma máquina de enchimento de cápsula. Exemplo 9: Comprimidos
Comprimidos, cada qual compreendendo como ingrediente ativo 100 mg de um composto da fórmula I, são preparados seguindo procedimen- tos padrão:
Composição
Ingredienteativo 100 g
Lactose cristalina 240 mg
Avicel 80 mg
PVPPXL 20 mg
Aerosil 2 mg
Estereato de magnésio 5 mg
447 mg
Fabricação: O ingrediente ativo é misturado com os materiais veículos e comprimido por meio de uma máquina de fabricação de compri- midos (Korsch EKO, diâmetro de 10 mm). Avicel® é celulose microcristalina (FMC, Filadélfia, EUA). PVPPXL é polivinil-polipirrolidona, reticulada (BASF, Alemanha). Aerosil® é dióxido de silício (Degussa, Alemanha). Exemplo 10: Inibição de atividade de quinase EphB4
Usando o sistema de teste descrito acima, os compostos dos Exemplos 1 a 7 são testados quanto a sua capacidade de inibir a quinase EphB4. Valores IC50 (pmol/l) especialmente na faixa dada na descrição geral são encontrados.

Claims (12)

1. Composto da fórmula em que R1 é C1-7 alquila ou fenila substituída por um dentre C1-7 alcóxi ou C1-7 alquila, R2 é -NH-CO-fenila, em que o anel fenila é substituído por um ou dois substituintes selecionados dentre halogênio, C1-7 alcóxi ou triflouo- rometila, ou R3 é C1-7 alquila ou halogênio, em forma livre ou em forma de sal.
2. Composto de acordo com a reivindicação 1 da fórmula I, em que R1 é C-i-7 alquila ou fenila substituída por C1-7 alcóxi, e R3 é C1-7 alcóxi.
3. Composto de acordo com a reivindicação 1 ou 2 da fórmula I, em que R1 é -CH3 ou fenila substituída por metóxi; R2 é -NH-CO-fenila, em que o anel fenila é substituído por um ou dois substituintes selecionados dentre flúor, metóxi ou trifluorometila, ou -CO-NH-fenila, em que o anel fenila é substituído por um ou dois substituintes selecionados dentre metóxi ou trifluorometila ; e R3 é -CH3.
4. Composto de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 3 da fórmula I, em forma livre ou em forma de sal farmaceuticamente acei- tável, selecionado do grupo de compostos que consiste em: [2-metil-5-(3-trifluorometil-benzoilamino)-fenil]-amida de ácido 5- amino-1 -(4-metóxi-fenil)-1 H-pirazol-4-carboxílico, [2-metil-5-(3-trifluorometil-fenilcarbamoil)-fenil]-amida de ácido 5- amino-1 -(4-metóxi-fenil)-1 H-pirazol-4-carboxílico, [2-metil-5-(3-trifluorometil-benzoilamino)-fenil]-amida de ácido 5- amino-1 -metil-1 H-pirazol-4-carboxílico, [2-metil-5-(3-trifluorometil-fenilcarbamoil)-fenil]-amida de ácido 5- amino-1 -metil-1 H-pirazol-4-carboxílico, [5-(4-metóxi-3-trifluorometil-benzoilamino)-2-metil-fenil]-amida de ácido 5-amino-1 -metil-1 H-pirazol-4-carboxílico, [5-(4-fluoro-3-trifluorometil-benzoilamino)-2-metil-fenil]-amida de ácido 5-amino-1 -metil-1 H-pirazol-4-carboxílico e [5-(4-metóxi-3-trifluorometil-fenilcarbamoil)-2-metil-fenil]-amida de ácido 5-amino-1 -metil-1 H-pirazol-4-carboxílico.
5. Composição farmacêutica que compreende um composto co- mo definido na reivindicação 1 da fórmula I, em forma livre ou em forma de sal farmaceuticamente aceitável, como ingrediente ativo e um veículo ou diluente farmacêutico.
6. Composto de acordo com a reivindicação 1 da fórmula I, em forma livre ou em forma de sal farmaceuticamente aceitável, para uso como um medicamento.
7. Composto de acordo com a reivindicação 1 da fórmula I, em forma livre ou em forma de sal farmaceuticamente aceitável, para uso no tratamento ou prevenção de uma condição, doença ou distúrbio responsivo à modulação de proteína quinase.
8. Uso de um composto, como definido na reivindicação 1 da fórmula I, em forma livre ou em forma de sal farmaceuticamente aceitável, como um medicamento para o tratamento ou prevenção de uma condição, doença ou distúrbio responsiva à modulação de proteína quinase.
9. Uso de um composto, como definido na reivindicação 1 da fórmula I, em forma livre ou em forma de sal farmaceuticamente aceitável, para a fabricação de um medicamento para o tratamento ou prevenção de uma condição, doença ou distúrbio responsivo à modulação de proteína qui- nase.
10. Método para o tratamento ou prevenção de uma condição, doença ou distúrbio responsivo à modulação de proteína quinase em indiví- duo que necessita de tal tratamento ou prevenção, que compreende admi- nistrar a tal indivíduo uma quantidade terapeuticamente eficaz de um com- posto tal como definido na reivindicação 1 da fórmula I, em forma livre ou em forma de sal farmaceuticamente aceitável.
11. Combinação que compreende uma quantidade terapeutica- mente eficaz de um composto tal como definido na reivindicação 1 da fórmu- la I, em forma livre ou em forma de sal farmaceuticamente aceitável, e uma segunda substância de fármaco, para administração simultânea ou sequên- cial.
12. Processo para a preparação de um composto tal como defi- nido na reivindicação 1 da fórmula I, m forma livre ou em forma de sal, que compreende as etapas de formação de uma ligação amida entre um material de partida da fórmula: <formula>formula see original document page 59</formula> em que R2 e R3 são como definidos para a fórmula I, em forma livre ou em forma de sal, e um material de partida da fórmula: <formula>formula see original document page 59</formula> em que R1 é conforme definido para a fórmula I, em forma livre ou em forma de sal, ou em um derivativo reativo do mesmo, opcionalmente seguido por redução, oxidação ou outra funcionalização do composto resultante, por clivagem de qualquer grupo (s) de proteção opcio- nalmente presente (s), por transformação de um composto obtenível da fór- mula I em um composto diferente da fórmula I, por transformação de um sal de um composto obtenível da fórmula I no composto livre ou um sal diferen- te, por transformação de um composto livre obtenível da fórmula I em um sal do mesmo e/ou por separação de uma mistura obtenível de isômeros de um composto da fórmula I em isômeros individuais, e de recuperação do composto assim obtenível da fórmula I em forma livre ou em forma de sal.
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