Relatório Descritivo da Patente de Invenção para "PROCESSO PARA A PREPARAÇÃO DE PLEUROMUTILINAS".
A presente invenção refere-se a um novo processo para a pre- paração de 14-0-[(N-(3-metil-2-amino-butiril-piperidinil)sulfanil) ace- tiljmutilinas.
Pleuromutilina, um composto de fórmula
HOw J< .rtHu /""tCHg.
A
é um antibiótico de ocorrência natural produzido, por exemplo, pelos basi- domicetos Pleurotus mutilus e P.passeckerianus, veja por exemplo, The Merck Index, 12a edição, item 7694. Um número de pleuromutilinas adicionais tendo a estrutura de
anel principal de pleuromutilina e sendo substituídos no grupo hidróxi têm sido desenvolvidos, por exemplo, como antimicrobianos. Devido a sua ativi- dade antimicrobiana acentuada, um grupo de derivados de pleuromutilina, piperidinilsulfanilacetilmutilinas substituídos por valila, como descrito em WO 02/22580, tem sido descoberto como sendo de particular interesse. Para a produção de isômeros substancialmente puros deste grupo de compostos, existe um requisito para desenvolver um processo que é conveniente para usar em uma escala industrial e que evita a aplicação de materiais de partida dispendiosos, reagentes e solventes ambientais perigosos, ou etapas de purificação laboriosa ou de perda de tempo, também.
Em um aspecto a presente invenção provê um processo para a preparação de um composto de fórmula CH.
H3C CHi
em que o átomo de carbono do anel de piperidina, acoplado ao átomo de enxofre, ou está na configuração (S)- ou está na configuração (R)- e o grupo 2-amino-3-metil-butiril acoplado ao anel de piperidina ou está na configura- ção (S)- ou está na configuração (R)-, que compreende as etapas de a) des- proteger um piperidinilsulfanilacetilmutilina N-protegido de fórmula
em que o átomo de carbono do anel de piperidina acoplado ao átomo de enxofre ou está na configuração (S)- ou na configuração (R)-, em forma livre ou na forma de um sal de adição de ácido, b) acilação do dito composto de fórmula Ill com (R)- ou (S)-valina protegida como uma enamina e ativada como um anidrido misto de ácido carbônico para formar um composto de ch.
I!
e isolar um composto de fórmula fórmula
em que Ri e R2 são C-m alquila, e R3 é hidrogênio ou C-Malquila1 c) desproteger o composto de fórmula IV e isolar o composto de fórmula I.
Em uma modalidade preferida, o composto de fórmula 1 é isola- do na forma de um sal farmaceuticamente aceitável. Em uma modalidade ainda mais preferida, o composto de fórmula I é isolado como um cloridrato.
Em um composto de fórmula I um átomo de carbono do anel de piperidina é ligado a um átomo de enxofre. Essa ligação pode estar em qualquer posição do anel de piperidina, por exemplo, na posição α, β ou γ, preferivelmente na posição β para o átomo de nitrogênio do anel de piperidi- na.
A desproteção do composto de fórmula Il N-protegida é efetuada por clivagem acídica do grupo protetor para formar um sal de adição de áci- do como uma mistura isomérica, em relação à configuração do átomo de carbono do anel de piperidina acoplado ao átomo de enxofre em um com- posto de fórmula II. Preferivelmente, a configuração no anel de mutilina de um composto de fórmula Il é o mesmo que um mutilina naturalmente produ- zido. A mistura isomérica é convenientemente separada através de cristali- zação de tal maneira que os isômeros substancialmente puros, em que o átomo de carbono do anel de piperidina acoplado ao átomo de enxofre está na configuração (S)- ou na configuração (R)-, são obtidos. A etapa de crista- lização dá origem a um efeito de alta purificação e o composto de fórmula Ill em forma cristalina é dessa maneira muito apropriado como um intermediá- rio, particularmente também em uma escala industrial, no processo para produzir piperidinilsulfanilacetilmutilinas. Em adição, o uso do composto de fórmula Ill em forma cristalina tem a vantagem de que outras etapas de puri- ficação, tal como cromatografia, podem ser dispensadas, uma vez que a pu- reza do composto de fórmula Ill na forma cristalina é completamente sufici- ente para a produção de piperidinila sulfanilacetilmutilinas substituídas por valila.
Um ácido mineral ou um ácido orgânico pode ser usado para o efeito de desproteção de um composto de fórmula II. Em uma modalidade preferida, o ácido metanossulfônico é usado para formar o respectivo mesila- to como um sal de adição de ácido. Como um grupo protetor, o chamado Prot em um composto de fórmula Il de grupos de proteção N convencionais pode ser usado. Preferivelmente, um grupo terc. Butoxicarbonila é emprega- do.
Tem sido mostrado que através da seleção de um agente de desproteção apropriado, a solubilidade da configuração (S)- ou da configura- ção (R)- pode seletivamente ser intensificada pelo fato de que a configura- ção isomérica (S) pode ser separada da configuração (R)-. Por exemplo, usando ácido metanossulfônico como agente de desproteção o produto cris- talizado é o isômero (S)- puro, enquanto que o isômero (R)- fica em solução (veja Exemplo 1 F).
Em uma etapa subsequente, a introdução da porção de valila para o isômero substancialmente puro do composto de fórmula Ill é efetuada pela acilação do dito composto com (R)- ou (S)- valina protegida como uma enamina para formar um composto de fórmula IV. A valina protegida é pro- duzida reagindo a valina (R)- ou (S)- com um éster de ceto β- de fórmula Rr CO-CH(R3)- COOR2 em que R-i, R2, e R3 são como definido acima. Preferi- velmente, metil éster de ácido acetoacético é usado. Preferivelmente, a vali- na é ativada de acordo com um procedimento de anidrido de ácido carbônico misturado. O anidrido misturado é produzido in situ, por exemplo, com a adi- ção de cloreto de ácido piválico. Depois da adição do composto de Fórmula Ill produzido na etapa a) um composto protegido de fórmula IV é obtido. Es- ses compostos compreendem propriedades de cristalização superior em comparação com os compostos que têm outros grupos de proteção, por e- xemplo, terc- butoxicarbonila. Os compostos que têm essas propriedades de cristalização superior são fáceis de manipular no que refere-se à produção e isolamento, e provêm melhores oportunidades para purificação adicional, por exemplo, com respeito a piperidinilsulfanilacetilmutilinas 3-substituída de a- cordo com a fórmula I, o composto de enamina protegido de acordo com a fórmula IV é isolado e purificado através de cristalização, enquanto que o derivado protegido de terc. -butoxicarbonila correspondente tem que ser pu- rificado usando etapas de cromatografia tediosas e laboriosas. O grupo protetor de compostos de fórmula IV é removido por cli-
vagem acídica. Após a remoção do éster de ácido acetoacético e da extra- ção do composto de acordo com fórmula I, ele pode ser isolado em forma livre ou, depois da adição de um ácido que provê sal farmaceuticamente a- ceitável e depois da liofilização da respectiva fase aquosa, em uma forma amorfa de um sal farmaceuticamente aceitável, por exemplo, um cloridrato.
Em uma modalidade preferida, o átomo de carbono do anel de piperidina ligado ao átomo de enxofre está na posição β- em relação ao á- tomo de nitrogênio do anel de piperidina, que é um piperidinil- sulfanilacetilmutilina 3-substituído de fórmula I. Mais preferivelmente, a pre- sente invenção está relacionada ao cloridrato de 14-0- [(N-3-metil-2-(R)- amino-butiril-piperidin-3(S)-il)sulfanil)acetil]mutilina.
A presente invenção ainda se refere a uma nova forma cristalina de cloridrato de 14-0-[(N-3-Metil-2-(R)-amino-butiril-piperidin-3(S)- il)sulfanil)acetil]mutilina. O composto amorfo Iiofilizado de cloridrato de 14-0- [(N-3-metil-2-(R)-amino-butiril-piperidin-3(S)-il) sulfanil)acetil]mutilina, obtido através da seqüência de reações descrita acima, é convertido para uma for- ma cristalina usando um processo de cristalização em um meio aquoso. O processo pode ser intensificado e acelerado através do uso de cristais de sementes. Através da recristalização cristalina o cloridrato 14-0-[(N-3-metil- 2-(R)-amino-butiril-piperidina-3(S)-il)sulfanil)acetil]mutilina pode ser levado para uma forma de consistência desejada e pureza química e óptica. Isôme- ros substancialmente puros tendo um excesso diastereomérico de > 97% com relação à posição 3-(S)- são dessa maneira obtidos.
O cloridrato cristalino de 14-0-[(N-3-metil-2-(R)-amino-butiril- piperidin-3(S)-il)sulfanil)acetil]mutilina é caracterizado por um padrão de di- fração de pó de raio X com picos 2-teta a 6,2 ±0,2, 10,9 ±0,2, 12,3 ±0,2, 13,4 ±0,2, 14,1 ±0,2, 20,8 ±0,2 graus (2-teta, CuK- alfa). Ele pode também ser caracterizado por um espectro infravermelho tendo ligações características em cerca de 2927, 1721, 1645, 1462, 1403, 1142 cm-1.
A Figura I descreve um difractograma de pó de cloridrato de 14- 0-[(N-3-metil-2-(R)-amino-butiril-piperidin-3(S)- il)sulfanil)acetil] mutilina Em uma forma cristalina, o cloridrato de 14-0-[(N-3-metil-2-(R)-amino-butiril- piperidin-3(S)- il)sulfanil)acetil] mutilina provê pureza mais alta e melhor es- tabilidade do que a forma Iiofilizada amorfa, o que é uma vantagem na pre- paração de composições farmacêuticas contendo cloridrato de 14-0-[(N-3- metil-2-(R)-amino-butiril-piperidin-3(S)-il)sulfanil)acetil] mutilina cristalino co- mo um ingrediente ativo.
As piperidinilsulfanilacetilmutilinas N-protegidas de fórmula Il po- dem ser preparadas reagindo 14-O-mercaptoacetil-mutilina com uma hidro- xipiperidina N-protegida que tem um grupo de saída na posição α, β ou γ do átomo de nitrogênio do anel de piperidina, por exemplo, N-BOC-3(R)- metil- sulfonilóxi-piperidina, como descrito em WO 02/22580. Mais conveniente- mente, e como outro aspecto da presente invenção, as piperidinilsulfanilace- tilmutilinas N-protegidas podem ser preparadas reagindo um sulfonato de pleuromutilina-22-Ο (por exemplo, mesilato, besilato ou tosilato) com piperi- dina tiol N-protegida. Os grupos de proteção incluem grupos de proteção, por exemplo, grupos de proteção como convencional.
Preferivelmente, um grupo terc-butoxicarbonila é usado como grupo de proteção N- e em outra modalidade preferida, é usada a piperidina N-protegida tendo o grupo tiol na posição 3- do anel de piperidina. Piperidina tiol racêmica ou enantiomericamente pura N-protegida tendo a configuração (R)- ou a (S)-no átomo de carbono portando o grupo tiol pode ser usada.
Preferivelmente, a piperidina tiol N-protegida é usada como um racemato para evitar o uso de materiais de partida quirais dispendiosos. A piperidina tiol N-protegida pode ser preparada começando com a hidroxipi- peridina apropriada, adicionando um grupo de proteção N- (por exemplo, terc. butoxicarbonila) e reagindo com um cloreto ou anidrido de ácido sulfô- nico (por exemplo, cloreto de metanossulfonila). O grupo tiol é introduzido através de reação com um enxofre contendo nucleófilo, por exemplo, um tioacetato, e clivagem básica do tioéster correspondente (por exemplo, N- BOC-3-(R,S)-acetiltio-piperidina).
Se a hidroxipiperidina é usada na forma de um enantiômero úni- co (por exemplo, 3-(R)- hidroxipiperidina), a seqüência da reação esboçada acima, incluindo a substituição nucleofílica usando um tioacetato, tem lugar de uma maneira controlada (inversão de Walden) para produzir a piperidina tiol correspondente N-protegida em que o átomo de carbono do anel de pipe- ridina acoplado ao átomo de enxofre está ou na configuração (S)- ou na con- figuração (R)- (por exemplo, 3-(S)-piperidina tiol). Reação adicional com um sulfonato de pleuromutilina-22-Ο pro-
vê mutilinas de piperidienila sulfanilacetila N-protegidos de fórmula Il em que o átomo de carbono do anel de piperidina acoplado ao átomo de enxofre está ou na configuração (S)- ou na configuração (R)-.
Nos exemplos a seguir que ilustram as referências da invenção à temperatura, estão em graus Celsius. As abreviaturas a seguir são usadas: N-BOC = N-butoxicarbonila TA = temperatura ambiente MTBE = éter de metila terc-butila A numeração dos ciclos de mutilina referidas nos exemplos é
dada na fórmula a seguir: Exemplos Exemplo 1
cloridrato de 14-0-[(N-3-Metil-2-(R)-amino-butiril-piperidina-3(S)- il)sulfanil)acetil]mutilina A. N-B0C-3-(R,S)-Hidróxi-piperidina
202,4 g de 3-(R,S)-hidroxipiperidina são dissolvidos em 4,5 I de água desionisada em um reator a 10 I. 336 g de hidrogenocarbonato de só- dio, dissolvidos em 1,1 I de água, são adicionados. Para uma solução vigo- rosamente agitada, 534 g de di-terc-butil-dicarbonato são adicionados à temperatura ambiente. Depois de agitar durante a noite, a mistura é extraída com CH2CI2 (3 vezes). Os extratos combinados são lavados com água desi- onizada e o solvente é destilado. O resíduo é dissolvido outra vez em CH2CI2 e a solução é evaporada para secagem. 423 g de N-BOC-3(R,S)- hidróxi- piperidina são obtidos que podem ser usadas na próxima etapa sem purification adicional.
B. N-BOC-3-(R,S)-Metilsulfonilóxi-piperidina
Para uma solução de 216 g de N-BOC-3(R,S)-hidroxipiperidina em 5 I de CH2CI2, são adicionados 222 ml de trietilamina a 0-5°C. 137 g de cloreto de metanossulfonila em 300 ml de CH2CI2 são adicionados em gotas durante um período de 45 min, mantendo a temperatura a 0-5°C. Após a agitação adicional por 70 minutos, 2 I de água desionizada são adicionados e o pH é ajustado para 5,9 pela adição de cerca de 90 ml de 2 η HCI. A fase aquosa é separada e a fase orgânica é lavada com água. A solução é eva- porada para secagem e 270 - 280 g de um resíduo oleoso são obtidos. De- pois de tratar com 1 I de n-heptano, ocorre a cristalização. Os cristais são isolados e secados a vácuo. 250 g de N-BOC-3(R,S)-metilsulfonilóxi- piperidina são obtidos. P.f.: 69°C
1H RMN(CDCI3): 4,71 (m, I H1CHOSO2CH3), 3,2-3,6 (m,4H,CHN), 3,05 (s,3H, CH3SO2), 1,94 (m,2H,H4), 1,83, 1,54 (2xm,2H,H5), 1,46 (m,9H, terc,- butila).
C. N-BOC-3-(R,S)-Acetiltio-piperidina
2,7 I de dimetilformamida são colocados em um reator sob at- mosfera inerte. 251,4 g de N- BOC-3(R,S)-metilsulfonilóxi-piperidina são adi- cionados com aquecimento. Em uma temperatura interna de 50°C 256,8 g de tioacetato de potássio são adicionados de uma vez. Depois de agitar du- rante 90 minutos a 95°C, a mistura de reação é transferida para dentro de um reator preenchido com 4 I de água. 4,2 I de éter de petróleo são adicio- nados. Após vigorosa agitação durante 5 minutos, a fase aquosa é removi- da. Depois de repetir a adição de água, o pH é ajustado para >8 com hidró- xido de sódio. A fase orgânica é separada, lavada com água e tratada com carvão vegetal ativo. A solução é evaporada para secagem. Depois da cro- matografia instantânea em sílica com éter de petróleo, tolueno, e acetato de etila e a concentração do produto que contém a solução, ocorre a cristaliza- ção em refrigeração e 110 g de N-BOC-3(R,S)-acetiltio-piperidina são obti- das.
P.f.: 46-48°C (n-heptano) 1H RMN(CDCI3): 3,79 (dd, 1 Η, H2), 3,5-3,6 (m, 2H, H3, H6), 3,17-3,27 (m, 2H, H2, H6), 2,32 (s, 3H, CH3SO2), 1,99 (m, 1 H, H4), 1,55-1,72 (m, H4, H5), 1,47 (s, 9H, terc-butila). D, N-BOC-Piperidina-3-(R,S)-tiol
200 g de N-BOC-3(R,S)-acetiltio-piperidina são colocados em um reator a 10 I com 3,4 I de metanol em uma atmosfera inerte. Para esta solução, 42 g de metóxido de sódio em metanol são adicionadas durante um período de 15 min. Depois da agitação adicional, 170 ml de 5 η HCI são adicionados, tra- zendo o valor de pH para 2,6 - 3. A solução é concentrada em um evapora- dor. A mistura bifásica resultante é absorvida com 1,7 I de metil éter de terc- butila (MTBE) e 1,7 I de água. Depois de sacudir, a separação da fase aquo- sa e lavagem, a fase de MTBE é isolada e evaporada, rendendo 170 g de um óleo.
1H RMN(DMSO-d6): 3,92 (b, 1 Η, H6), 3,69 (d, 1 Η, H2), 2,7-2,9 (m, 3H, H2, H3, H6), 2,61 (d, 1 H, SH), 2,00 (m, 1 Η, H4), 1,64 (m, 1 Η, H5), 1,45-1,31 (m, 2H, H4, H5), 1,39 (s, 9H, terc- butila).
E. 14-0-[(N-B0C-Piperidin-3-(R,S)-il)-sulfanilacetil]-mutilina
359,7 g de 22-O-pleuromutilinatosilato são suspensos em 3,2 I de MTBE. 1350 ml de 1 η hidróxido de sódio e 21,1 g de cloreto de benzil-tributilamonio são adicionados. A mistura é resfriada para 15°C e uma solução de 161,6 g de N-BOC-piperidina-3(R,S)-tiol em 800 ml de MTBE é adicionada em gotas. A mistura de reação bifásica é agitada por uma hora a 20°C. Após a conclusão da reação, as fases são separadas. A fase orgânica é se- cada e evaporada para render 521,5 g de 14-0-[(N-B0C-piperidin-3(R,S)-il)- sulfanilacetilj-mutilina como um óleo que é usado na etapa seguinte sem purificação adicional.
1H RMN(CDCI3): 6,48 (dd, 1 Η, H19, J=17,4Hz, J=1 1,2Hz), 5,77 (d, 1H, H14, J=8,4Hz), 5,34, 5,20 (2xdd, 2H, H20, J=11,2Hz, J=1,3Hz; J=17,4Hz, J=1,3Hz), 4,0, 3,75, 2,96, 2,01 (b, 6H, piperidina), 3,37 (dd, 1 Η, H11, J=10,5Hz, J=6,6Hz), 3,19 (m, 2H, SCH2), 2,85 (m, 1H, CHS), 2,36 (dq, 1 H, H10, J=6,6Hz, J=6,5Hz), 2,11 (b, 1 Η, H4) 1,47 (S1 12Hi (CH3)Si (CH3)(S)1 1,18 (s, SH1 (CH3)18), 0,89 (d, 3H, (CH3)17, J=6,9Hz), 0,75 (d, 3H, (CH3)16, J=6,5Hz).
F. metanossulfonato de 14-0-[(Piperidina-3-(S)-tioacetil)]-mutilina
521 g de 14-0-[(N-B0C-piperidin-3(R,S)-il)-sulfanilacetil]-mutilina são dissol- vidos em 4 I de 2- propanol e aquecidas até 55°C. Depois da adição de 165 ml de ácido metanossulfônico, a solução é agitada durante 5 horas a essa temperatura. Depois da conclusão da clivagem do grupo BOC-, a mistura de reação é resfriada até 0°C e agitada por outras 2 horas. O produto cristaliza- do é filtrado, lavado com 2-propanol e secado a vácuo. 159,8 g de metanos- sulfonato de 14-0-[(Piperidina-3(S)- tioacetil)]-mutilina são obtidos. P.f.: 250- 255°C
1H RMN(DMSOd6): 8.58 (m, 2H, NH2+), 6,15 (dd, 1 Η, H19, J=17,2Hz, J=11,5Hz), 5,57 (d, 1 H1 H14, J=8,2Hz), 5,07 (m, 2Ητ H20), 4,5 (b, 1 Hi OH), 3,41 (s, 2H, SCH2), 2,4 (b, 1 Η, H4), 2,32 (s, 3H, CH3SO3"), 1 -37 (s, 3H, (CH3)15), 1,07 (s, 3H, (CH3)18), 0,83 (d, 3H, (CH3)17, J=7,0Hz), 0,64 (d, 3H, (CH3)16, J=6,6Hz).
G. N-(3-Metóxi-1 -metil-3-oxo-1 -propenil)-R-valina, sal de potássio (sal de R- valina Dane)
36,6 g de KOH sólido são dissolvidos em 1250 ml de 2-propanol com ligeiro aquecimento. 65 g de R-valina e 65,9 ml de acetoacetato de me- tila são adicionados. A mistura é agitada e refluxada por 2 horas. O conden- sador de refluxo é substituído por um condensador Claisen, e uma pequena coluna e a água formadas durante a reação de condensação são removidas por destilação de cerca de 1 1 2-propanol. Depois disso, 500 ml de 2- propanol são adicionados e novamente 500 ml são destilados. A solução aquecida é despejada em 3 I de MTBE e agitada com resfriamento por gelo durante cerca de 3 horas. A suspensão resultante é deixada durante a noite a 4°C (umidade excluída), filtrada, lavada com 500 ml de MTBE e secada para render o sal de potássio de N-(3-metóxi-1-metil-3-oxo-1-propenil)-R- valina.
H. 14-0-[(N-(3-metil-2-(R)-N-(3-metóxi-1 -metil-3-oxo-1 -propenil-amino)- buti- ril)-piperidin-3-(S)-il)-sulfanilacetil]-mutilina (composto de Dane)
Para uma suspensão de 88,2 g de sal de Dane R-valina em 2175 ml de MTBE 14,5 ml de água são adicionados e a mistura é agitada por 10 minutos a temperatura ambiente. A mistura é resfriada até 0°C e 3,5 ml de 4-metilmorfolina e 41 ml de cloreto de pivaloíla são adicionados e agi- tados por 1 hora.
2175 ml de água pré resfriada (0-4°C ) e 166,4 g de metanossul- fonato de 14-0-[(Piperidina-3(S)-tioacetil)]-mutilina são adicionados. O valor do pH da mistura é mantido a 7,0 pela adição de cerca de 210 ml de 2n Na- OH. A mistura resfriada (O0C ) é agitada por 30 min, e dessa maneira a cris- talização do composto de Dane ocorre. Para a concluir a reação, a suspen- são é aquecida até 30 0C e agitada por 1 hora. Depois disso o valor de pH- é ajustado para 9,5 através da adição de cerca de 85 ml de 2n NaOH. Depois do resfriamento até O0C e agitação por outras 2 horas, os cristais são filtra- dos, lavados com água resfriada e MTBE e secados a vácuo. 195,4 g do composto de Dane como MTBE- solvato são obtidos. P.f.: 136-142°C
1H RMN (DMSO-d6, 1:1 mistura de dois rotâmeros estáveis):
8,87, 8,83 (2xd, 1 Η, NH, J=9,3Hz), 6,15 (m, 1 H1 H19), 5,60, 5,56 (2xd, 1 H, H14, J=8,3Hz), 5,04 (m, 2H, H20), 4,50 (m, 1H, a -H-VaI), 4,37 (s, 1H, CH- enamina), 3,50 (s, 3H, OCH3), 2,42, 2,40 (2xb, 1 Η, H4), 1,87, 1,85 (2xs, 3H, CHs-enamina), 1,36 (2xs, 3H, (CH3)15), 1,07 (s, 3H, (CH3)18), 0,96-0,77 (m, 9H, (CH3)17, (CH3)2VaI), 0,64 (m, 3H, (CH3)16).
I. cloridrato de 14-0-[(N-3-Metil-2-(R)-amino-butiril-piperidin-3(S)- il)sulfanil)acetil]mutilina
145 g de composto de Dane são suspensos em uma mistura de 1,8 I de MTBE e 1,8 I de água. A mistura é aquecida até cerca de 50°C e vigorosa- mente agitada. O valor do pH- é mantido a 1,0 através da adição em gotas de 2n de HCI. A conclusão da clivagem do grupo de proteção enamina é seguida pela HPLC. A fase orgânica é separada e a fase aquosa é extraída duas vezes com MTBE (1,6 I cada) para remover o acetoacetato de metila. Para a fase aquosa agitada, 1,6 I de MTBE são adicionados e o pH é ajusta- do para 10 através da adição de 10n NaOH. As fases são separadas e a fase de MTBE é extraída duas vezes com 1,6 I porções de água. Após a a- dição de 1,5 I de água, o pH é ajustado para 3,2 através da adição de cerca de 100 ml de 2n HCI. A fase aquosa é concentrada em um evaporador rota- tivo. A liofilização da solução remanescente rende 1 17,4 g do composto do título.
1H RMN (DMSO-dp, -1:1 mistura de dois rotâmeros estáveis):
7,95 (b, 3H, NH3+), 6,15 (dei, 1H, H19, J=17,6Hz, J=11,2Hz), 5,6 (d, 1 H,
H14, J=8,2Hz),
5,05 (m, 2H, H20), 4,53 (m, 1 Η, OH), 4,24, 4,30 (2xd, 1 H, a -H-VaI1 J=4,8Hz), 4,08 (dd, 0,5H, H2-piperidina, J=13,7Hz, J=3,3Hz), 3,08 (dd, 0,5Hz, H2- piperidina, J=13,7Hz, J=9,8Hz), 3,89 (dd, 0,5H, H2-piperidina, J=13,1 Hz1 J=3,2Hz), 3,41 (m, 0,5H, H2-piperidina), Sistema AB: Erro! não é possível criar o objeto através do procedimento de funções de campo a=3,44, Erro! não é possível criar objeto através do procedimento de funções de campo.b=3,33 (2H, SCH2, J=14,9Hz), 3,42 (m, 1 H1 H11), 2,83, 2,96 (2xm, 1 H, CHS), 2,4 (b, 1 Η, H4), 1,34 (s, 3H, (CH3)15), 1,05 (s, 1 H1 (CH3)18), 0,9, 1,0 (2xm, 6H, (CH3)2VaI), 0,81 (d, 3H, (CH3)17, J=6,9Hz), 0,63 (m, 3H, (CH3)16). Exemplo 2
Forma cristalina de cloridrato de 14-0-[(N-3-Metil-2-{R)-amino- butiril-piperidin-3-(S)- il)sulfanil)acetil]mutilina 3,0 I de água são colocados em um reator e aquecidos até 40°C. 1 kg de cloridrato Iiofilizado de 14-0-[(N-3- metil-2-(R)-amino-butiril-piperidin-3(S)- il)sulfanil)acetil]mutilina é adicionado e o dispositivo de adição é enxaguado com 1,0 I de água. Depois de aproximadamente 10 minutos, uma solução amarelo-pálido é obtida. A solução é cultivada e lentamente agitada a 40°C por 6 horas. Depois o aquecimento é interrompido e a suspensão de cristal é agitada a temperatura ambiente por outras 64 horas. O produto é filtrado, lavado com 1,5 I de água fria e recristalizado sem secagem, ou o produto úmido é secado a 40°C a vácuo, rendendo 819 g do composto do título cris- talino. Recristalização
1,5 I de água são colocados em um reator e aquecidos até 50°C. O produto úmido da primeira cristalização é adicionado e o dispositivo de adição é enxaguado com 1,0 I de água. A suspensão é aquecida até 70 a 75°C até o produto estar dissolvido. A solução é resfriada, cultivada e Ienta- mente agitada a 40°C por 6 horas. Depois o aquecimento é interrompido e a suspensão de cristal é agitada a temperatura ambiente por outras 24 horas. O produto é filtrado, lavado com 1,3 I de água fria e secado a 40°C a vácuo, rendendo 765 g do composto do título cristalino. P.f.: 150 - 155°C.