BRPI0719334A2 - Composições de policarbonato carregadas de resistência ao impacto modificada - Google Patents

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BRPI0719334A2
BRPI0719334A2 BRPI0719334-3A BRPI0719334A BRPI0719334A2 BR PI0719334 A2 BRPI0719334 A2 BR PI0719334A2 BR PI0719334 A BRPI0719334 A BR PI0719334A BR PI0719334 A2 BRPI0719334 A2 BR PI0719334A2
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Thomas Eckel
Achim Feldermann
Burkhard Thuermer
Vera Buchholz
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Bayer Materialscience Ag
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Description

Relatório Descritivo da Patente de Invenção para "COMPOSI- ÇÕES DE POLICARBONATO CARREGADAS DE RESISTÊNCIA AO IM- PACTO MODIFICADA".
A presente invenção refere-se a composições de policarbonato carregadas de resistência ao impacto modificada e a massas de moldagem que atendem a exigências elevadas em termos de perfil de propriedades mecânicas e que apresentam um comportamento de escoamento aperfeiço- ado quando do processamento, a um processo para a sua preparação e a sua aplicação para a preparação de artigos moldados. No documento de número EP-A 198 648, são reveladas massas
de moldagem termoplásticas, que contêm uma carga oca esférica com um tamanho de partícula menor do que 500 μιη. A carga tem uma proporção de diâmetro externo em relação à espessura de parede de 2,5 - 10 e conduz a uma elevação do enrijecimento e da resistência em baixo peso. A resistência ao risco ou a capacidade de escoamento de tais massas de moldagem não são descritas.
O documento de número EP-A 391 413, descreve a aplicação de talco como carga em policarbonato de resistência ao impacto modificada. Não é descrita uma influência sobre a resistência ao risco ou sobre o enco- Ihimento devido ao processamento.
Massas de moldagem de elevada resistência ao risco são co- nhecidas. Por exemplo, no documento de número DE-A 2 721 887, são reve- ladas massas de moldagem a partir de um material termoplástico e de con- tas de vidro sólidas. Filmes a partir desse material têm uma boa capacidade de transmissão de luz e resistência ao risco. Nenhuma consideração é feita sobre a capacidade de escoamento, rigidez ou encolhimento devido ao pro- cessamento dessas massas de moldagem.
O documento de número JP-A 01-104637 descreve misturas a partir de polipropileno cristalino e de polipropileno modificado, às quais foram adicionadas partículas ocas de AI2O3-SiO2. Em comparação a uma mistura correspondente com talco, foi obtida, por meio dessas partículas, uma resis- tência ao risco aperfeiçoada com reduzido módulo flexural. Tarefa da presente invenção é colocar à disposição uma massa de moldagem, que se destaque por uma capacidade de escoamento aper- feiçoada (medida MVR) e por uma boa resistência a entes químicos (com- portamento ESC), com elevada resistência ao risco inalterada. De preferên- cia, as massas de moldagem devem ser resistentes contra chama e aten- dem às exigências UL94 com V-0, mesmo com finas espessuras de parede (isto é, espessuras de parede de 1,5 mm).
De maneira surpreendente, constatou-se que composições con- tendo:
A) 10 - 90 partes em peso, de preferência, 50 - 85 partes em pe-
so, de policarbonato aromático e/ou poliestercarbonato aromático,
B) 0,5 - 30 partes em peso, de preferência, 1-25 partes em pe- so, especialmente de preferência, 2 - 20 partes em peso, de polímero de enxerto modificado com borracha,
C) 0,1 - 50 partes em peso, de preferência, 0,3 - 30 partes em
peso, especialmente de preferência, 0,5 - 20 partes em peso, de esferas de cerâmica ocas,
D) 0 - 20 partes em peso, de preferência, 1-18 partes em peso, especialmente de preferência, 2-16 partes em peso, de agente de proteção
contra chama contendo fósforo,
E) 0 - 40 partes em peso, de preferência, 1 - 30 partes em peso, de (co)polímero de vinila (E.1) e/ou poli (tereftalato de alquileno) (E.2),
F) 0 -10 partes em peso, de preferência, 0,5 - 5 partes em peso, de aditivos, sendo que todas as indicações de partes em peso no presente
relatório descritivo são normalizadas de maneira tal que a soma das partes em peso de todos os componentes A+B+C+D+E+F na composição totaliza 100, apresentam o desejado perfil de propriedades. Componente A
Policarbonatos aromáticos e/ou poliestercarbonatos aromáticos
adequados de acordo com a invenção de acordo com o componente A são conhecidos a partir da literatura ou são preparáveis em conformidade com processos conhecidos a partir da literatura (para a preparação de policarbo- natos aromáticos, vide, por exemplo, Schnell, "Chemistry and Physics of Polycarbonates", Interscience Publishers, 1964 e também os documentos de números DE-AS 1 495 626, DE-A 2 232 877, DE-A 2 703 376, DE-A 2 714 544, DE-A 3 000 610, DE-A 3 832 396; para a preparação de poliestercarbo- natos, vide, por exemplo, o documento de número DE-A 3 007 934).
A preparação de policarbonatos aromáticos ocorre, por exemplo, por reação de difenóis com halogenetos de ácido carbônico, de preferência, fosgênio e/ou com di-halogenetos de ácidos dicarboxílicos aromáticos, de preferência, di-halogenetos de ácido benzenodicarboxílico, de acordo com o processo em interface, eventualmente sob a utilização de terminadores de cadeia, por exemplo, monofenóis, e, eventualmente, sob a utilização de a- gentes de ramificação trifuncionais ou mais do que trifuncionais, por exem- plo, trifenóis ou tetrafenóis. É igualmente possível uma preparação por meio de um processo de polimerização em massa em fusão por reação de dife- nóis com, por exemplo, carbonato de difenila.
Difenóis para a produção dos policarbonatos aromáticos e/ou dos poliestercarbonatos aromáticos são, de preferência, aqueles da fórmula
(I):
na qual:
A significa uma ligação simples, Ci até C5-alquileno, C2 até C5-
alquilideno, C5 até C6-Cicloalquilideno, -O-, -SO-, -CO-, -S-, -SO2-, C6 até C12-arileno, no qual podem estar condensados outros anéis aromáticos e- ventualmente contendo heteroátomos,
ou um radical da fórmula (II) ou (III): CH3
B significa, em cada caso, Ci até-Ci2 alquila, de preferência, meti-
la, halogênio, de preferência, cloro e/ou bromo,
χ significam, em cada caso, independentemente um do outro, 0, 1
ou 2,
ρ significa 1 ou 0, e
R5 e R6, para cada X1 selecionável individualmente, independentemente um do outro, significam hidrogênio ou Ci até C6-alquila, de preferência, hidrogê- nio, metila ou etila, X1 significa carbono e
m significa um número inteiro de 4 até 7, de preferência, 4 ou 5,
com a condição de que, em pelo menos um átomo X1, R5 e R6 são simulta- neamente alquila.
Difenóis preferidos são hidroquinona, resorcinol, di- hidroxidifenóis, bis-(hidróxifenil)-Ci-C5-alcanos, bis-(hidroxifenil)-C5-C6- cicloalcanos, bis-(hidroxifenil)-éteres, bis-(hidroxifenil)-sulfóxidos, bis- (hidroxifenil)-cetonas, bis-(hidroxifenil)-sulfonas e a,a-bis-(hidroxifenil)-di- isopropilbenzenos, assim como seus derivados bromados no anel e/ou clo- rados no anel.
Difenóis especialmente preferidos são 4,4'-di-hidroxidifenila, Bis- fenol-A, 2,4-bis(4-hidroxifenil)-2-metilbutano, 1,1-bis-(4-hidroxifenil)-ciclo- hexano, 1,1-bis-(4-hidroxifenil)-3,3,5-trimetilciclo-hexano, sulfeto de 4,4'-di- hidroxidifenila, 4,4'-di-hidroxidifenilsulfona, assim como seus derivados di- e tetrabromados ou clorados, tais como, por exemplo, 2,2-bis(3-cloro-4- hidroxifenil)-propano, 2,2-bis-(3,5-dicloro-4-hidróxi-fenil)-propano ou 2,2-bis- (3,5-dibromo-4-hidroxifenil) propano. Especialmente preferido é 2,2-bis-(4- hidroxifenil)-propano (bisfenol A).
Os difenóis podem ser empregados isoladamente ou como quaisquer misturas arbitrárias. Os difenóis são conhecidos a partir da litera- tura ou são obteníveis em conformidade com processos conhecidos a partir da literatura.
Terminadores de cadeia, adequados para a preparação dos po- Iicarbonatos aromáticos, termoplásticos, são, por exemplo, fenol, p- clorofenol, p-t-butilfenol ou 2,4,6-tribromofenol, contudo, também, alquilfe- nóis de cadeia longa, tais como 4-[2-(2,4,4-trimetilpentil)]-fenol, 4-(1,3- tetrametilbutil)-fenol de acordo com o documento de número DE-A 2 842 005 ou monoalquilfenol ou dialquilfenóis com um total de 8 até 20 átomos de carbono nos substituintes de alquila, tais como 3,5-di-t-butilfenol, p-iso- octilfenol, p-t-octilfenol, p-dodecilfenol e 2-(3,5-dimetil-heptil)-fenol e 4-(3,5- dimetil-heptil)-fenol. A quantidade de terminadores de cadeia a serem em- pregados importa, em geral, entre 0,5% em mol e 10% em mol, em relação à soma de moles dos difenóis empregados em cada caso.
Os policarbonatos aromáticos, termoplásticos, têm pesos mole- culares numéricos médios (Mw, medidos, por exemplo, por GPC, ultracentri- fugação ou medição de espalhamento de luz) de 10.000 até 200.000 g/mol, de preferência, 15.000 até 80.000 g/mol, especialmente de preferência 24.000 até 32.000 g/mol.
Os policarbonatos aromáticos, termoplásticos, podem ter sido ramificados de maneira conhecida, e, de fato, de preferência, pela incorpo- ração de 0,05 até 2,0% em mol, em relação à soma dos difenóis emprega- dos, de compostos trifuncionais ou mais do que trifuncionais, por exemplo, aqueles com três e mais grupos fenólicos.
São adequados tanto homopolicarbonatos, como também copo- licarbonatos. Para a preparação de copolicarbonatos de acordo com a in- venção em conformidade com o componente A, podem ser empregados também 1 até 25% em peso, de preferência, 2,5 até 25% em peso, em rela- ção à quantidade total de difenóis a serem empregados, polidiorganossilo- xanos com grupos terminais de hidroxiarilóxi. Esses são conhecidos (US 3.419.634) e são preparáveis de acordo com processos conhecidos a partir da literatura. São igualmente adequados copolicarbonatos contendo polidi- organossiloxano; a preparação dos copolicarbonatos contendo polidiorga- nossiloxano é descrita, por exemplo, no documento de número DE-A 3 334 782.
Policarbonatos preferidos são, além dos bisfenol A- homopolicarbonatos, os copolicarbonatos de bisfenol-A com até 15% em mol, em relação às somas de moles em difenóis, outros difenóis menciona- dos como preferidos ou especialmente preferidos, especialmente 2,2-bis(3,5- dibromo-4-hidroxifenil)-propano.
Di-halogenetos de ácidos dicarboxílicos aromáticos, para a pre- paração de poliestercarbonatos aromáticos, são, por exemplo, os dicloretos de diácido do ácido isoftálico, do ácido tereftálico, do ácido difenil éter 4,4'- dicarboxílico e do ácido naftaleno-2,6-dicarboxílico.
São especialmente preferidas as misturas dos dicloretos de diá- cidos do ácido isoftálico e do ácido tereftálico na proporção entre 1:20 e 20:1.
No caso da preparação de poliestercarbonatos, é adicionalmente
utilizado em conjunto um halogeneto de ácido carbônico, de preferência, fosgênio, como derivado de ácido bifuncional.
Como terminadores de cadeia para a preparação dos poliester- carbonatos aromáticos, interessam, além dos já mencionados monofenóis, ainda seus ésteres de ácidos clorocarbônicos, assim como os cloretos de ácido monocarboxílicos aromáticos, que eventualmente podem estar substi- tuídos com grupos Ci até C22-alquila ou com átomos de halogênio, assim como cloretos de ácidos C2 a C22-monocarboxílicos alifáticos.
A quantidade de terminadores de cadeia importa, em cada caso, em 0,1 até 10% em mol, em relação, no caso dos terminadores de cadeia fenólicos, aos moles de difenol, e, no caso de terminadores de cadeia de cloreto de ácido monocarboxílico, aos moles de dicloreto de diácido carboxí- lico.
No caso da preparação de poliestercarbonatos aromáticos, pode ser empregado adicionalmente um ou mais ácidos hidroxicarboxílicos aro- máticos.
Os poliestercarbonatos aromáticos podem ser tanto lineares,
como também, de maneira conhecida, podem ser ramificados (vide os do- cumentos de números DE-A 2 940 024 e DE-A 3 007 934).
Como agentes de ramificação podem ser utilizados, por exem- plo, cloretos de ácidos carboxílicos tri- ou multifuncionais, tais como tricloreto de ácido trimésico, tricloreto de ácido cianúrico, tetracloreto de ácido 3,3'- 4,4'-benzofenona-tetracarboxílico, tetracloreto de ácido 1,4,5,8- naftalenotetracarboxílico ou tetracloreto de ácido piromelítico, em quantida- des de 0,01 até 1,0% em mol (em relação aos dicloretos de ácidos dicarboxí- Iicos empregados) ou fenóis di- ou multifuncionais, tais como floroglicina, 4,6-dimetil-2,4,6-tri-(4-hidrioxifenil)hept-2-eno, 4,6-dimetil-2,4,6-tri-(4-
hidroxifenil) heptano, 1,3,5-tri-(4-hidroxifenil)-benzeno, 1,1,1-tri-(4- hidroxifenil)-etano, tri-(4-hidroxifenil)fenilmetano, 2,2-bis-[4,4-bis(4- hidroxifenil)-ciclo-hexil]-propano, 2,4-bis(4-hidroxifenil-isopropil)-fenol, tetra- (4-hidroxifenil)-metano, 2,6-bis(2-hidroxi-5-metil-benzil)-4-metil-fenol, 2-(4- hidroxifenil)-2-(2,4-di-hidroxifenil)-propano, tetra-(4-[4-hidroxifenil-isopropil]- fenóxi)-metano, 1,4-bis[4,4'-di-hidroxi-trifenil)-metil]-benzeno, em quantida- des desde 0,01 até 1,0% em mol, em relação aos difenóis empregados. A- gentes de ramificação fenólicos podem ser previamente colocados com os difenóis; agentes de ramificação de cloreto de ácido podem ser carregados em conjunto com os dicloretos de ácidos.
Nos poliestercarbonatos aromáticos, termoplásticos, a fração em unidades estruturais de carbonato pode ser variada de maneira arbitrária. De preferência, a fração em grupos carbonato importa em até 100% em mol, especialmente, em até 80% em mol, especialmente de preferência, em até 50% em mol, em relação à soma de grupos éster e de grupos carbonato. Tanto a fração em ésteres, como também a fração em carbonato dos polies- tercarbonatos aromáticos podem estar presentes em forma de blocos ou de maneira estatisticamente dividida no policondensado.
A viscosidade de solução relativa (ηΓβι) dos policarbonatos e po- Iiestercarbonatos aromáticos se situa na faixa de 1,18 até 1,4, de preferên- cia, 1,20 até 1,32 (medida em soluções de 0,5 g de policarbonato ou de poli- estercarbonato em 100 ml de solução de cloreto de metileno, a 25°C).
Os policarbonatos e poliestercarbonatos aromáticos, termoplás- ticos, podem ser empregados isoladamente ou em misturas arbitrárias. Componente B
O componente B compreende um ou mais polímeros de enxerto
de:
B.1 5% em peso até 95% em peso, de preferência, 30% em peso até
90% em peso, de pelo menos um monômero de vinila sobre B.2 95% em peso até 5% em peso, de preferência, 70% em peso até
10% em peso, de um ou mais substratos de enxerto com temperaturas de transição vítrea de < 10°C, de preferência, de < 0°C, especialmente de pre- ferência, de < -20°C.
O substrato de enxerto B.2, em geral, tem um tamanho de partí- cula médio (valor de d50) de 0,05 até 10 μΐη, de preferência, de 0,1 μιτι até 5 μΐη, especialmente de preferência, de 0,2 μιτι até 1 μιη. Monômeros B.1 são, de preferência, misturas de:
B.1.1 50 partes em peso até 99 partes em peso de vinil aromáticos e/ou vinil aromáticos de anel substituído (tais como estireno, a-metil- estireno, p-metilestireno, p-cloroestireno) e/ou ésteres de ácidos (met)acrílicos de CrC8-alquila, tais como metacrilato de metila, metacrilato de etila), e
B.1.2 1 parte em peso até 50 partes em peso de cianetos de vinila (ni- trilas insaturadas, tais como acrilonitrila e metacrilonitrila) e/ou ésteres de ácidos (met)acrílicos de CrC8-alquila, tais como metacrilato de metila, acrila- to de n-butila, acrilato de t-butila, e/ou derivados (tais como anidridos e imi- das) de ácidos carboxílicos insaturados, por exemplo, anidrido de ácido ma- Ieico e N-fenil-maleimida.
Monômeros B.1.1 preferidos são selecionados a partir de pelo menos um dos monômeros estireno, α-metil-estireno e metacrilato de metila; monômeros B.1.2 preferidos são selecionados a partir de pelo menos um dos monômeros acrilonitrila, anidrido de ácido maleico e metacrilato de meti- la. Monômeros especialmente preferidos são B.1.1 estireno e B.1.2 acriloni- trila.
Substratos de enxerto B.2, adequados para os polímeros de en- xerto B, são, por exemplo, borrachas de dieno, borrachas de EP(D)M, por- tanto, aquelas à base de etileno / propileno e, eventualmente, dieno, borra- chas de acrilato, de poliuretano, de silicone, de cloropreno e de etileno / ace- tato de vinila.
Substratos de enxerto B.2 preferidos são borrachas de dieno, por exemplo, à base de butadieno e de isopreno, ou misturas de borrachas de dieno ou copolímeros de borrachas de dieno ou suas misturas com outros monômeros copolimerizáveis (por exemplo, de acordo com B.1.1 e B.1.2), com a condição de que a temperatura de transição vítrea do componente B.2 se situe abaixo de < 10°C, de preferência, < 0°C, especialmente de pre- ferência, < -10°C. Especialmente preferida é borracha de polibutadieno pura.
Polímeros B especialmente preferidos são, por exemplo, políme- ros ABS (ABS em emulsão, em massa e em suspensão), tais como eles são descritos, por exemplo, nos documentos de números DE-OS 2 035 390 (= US-PS 3.644.574) ou DE-OS 2 248 242 (= GB-PS 1 409 275) ou em Ull- manns Enzyklopádie der Technischen Chemie, Vol. 19 (1980), pág. 280 e seguintes. A fração em gel do substrato de enxerto B.2 importa em pelo me- nos 30% em peso, de preferência, em pelo menos 40% em peso (medida em tolueno).
Os copolímeros de enxerto B são preparados por polimerização via radicais livres, por exemplo, por polimerização em emulsão, em suspen- são, em solução ou em massa, de preferência, por polimerização em emul- são ou em massa.
Borrachas de enxerto especialmente adequadas são também
polímeros de ABS, que são preparados no processo de polimerização em emulsão, por iniciação redox, com um sistema de iniciador a partir de hidro- peróxido orgânico e ácido ascórbico, de acordo com o documento de núme- ro US-P 4.937.285.
Uma vez que, no caso da reação de enxerto, os monômeros de enxerto, de maneira conhecida, não necessariamente são completamente enxertados por sobre o substrato de enxerto, de acordo com a invenção, são entendidos sob "polímeros de enxerto B" também aqueles produtos que são obtidos por (co) polimerização dos monômeros de enxerto em presença do substrato de enxerto, e que resultam conjuntamente quando do processa- mento.
Borrachas de acrilato adequadas de acordo com B.2, dos polí-
meros B, são, de preferência, polímeros a partir de ésteres de ácido acrílico, eventualmente, com até 40% em peso, em relação à B.2, de outros monô- meros etilenicamente insaturados, polimerizáveis. Aos ésteres de ácido acrí- lico polimerizáveis preferidos pertencem ésteres de Ci até Cs-alquila, por exemplo, ésteres de metila, de etila, de butila, de n-octila e de 2-etil-hexila; ésteres de halogenoalquila, de preferência, ésteres de IiaIogeno-CrC8- alquila, tal como acrilato de cloroetila, assim como misturas desses monô- meros.
Para a reticulação, podem ser copolimerizados monômeros com mais de que uma dupla ligação polimerizável. Exemplos preferidos para mo- nômeros que se reticulam são ésteres de ácidos monocarboxílicos insatura- dos com 3 até 8 átomos de carbono e de álcoois mono-hídricos insaturados com 3 até 12 átomos de carbono, ou de polióis saturados com 2 até 4 gru- pos OH e 2 até 20 átomos de carbono, tais como dimetacrilato de etilenogli- col, metacrilato de alila; compostos heterocíclicos multiplamente insaturados, tais como cianurato de trivinila e de trialila; compostos de vinila polifuncio- nais, tais como di- e trivinilbenzenos; mas, também, fosfato de trialila e ftala- to de dialila. Monômeros que se reticulam preferidos são metacrilato de alila, dimetacrilato de etilenoglicol, ftalato de dialila e compostos heterocíclicos, que apresentam pelo menos três grupos etilenicamente insaturados. Monô- meros que se reticulam especialmente preferidos são os monômeros cíclicos cianurato de trialila, isocianurato de trialila, triacriloil-hexa-hidro-s-triazina, trialilbenzenos. A quantidade dos monômeros reticulados importa, de prefe- rência, 0,02 até 5, especialmente, 0,05 até 2% em peso, em relação ao substrato de enxerto B.2. No caso de monômeros que se reticulam cíclicos com pelo menos três grupos etilenicamente insaturados, é vantajoso limitar a quantidade para menos do que 1% em peso do substrato de enxerto B.2.
"Outros" monômeros etilenicamente insaturados, polimerizáveis, preferidos, que, além dos ésteres de ácido acrílico, eventualmente podem servir para a preparação do substrato de enxerto B.2, são, por exemplo, acri- lonitrila, estireno, α-metilestireno, acrilamidas, éteres de vinil CrC6-alquila, metacrilato de metila, butadieno. Borrachas de acrilato preferidas como substrato de enxerto B.2 são polímeros de emulsão, que apresentem um teor em gel de pelo menos 60% em peso.
Outros substratos de enxerto adequados de acordo com B.2 são borrachas de silicone com sítios ativos para enxerto, tal como eles são des- critos nos documentos de números DE-OS 3 704 657, DE-OS 3 704 655, DE-OS 3 631 540 and DE-OS 3 631 539.
O teor em gel do substrato de enxerto B.2 é determinado a 25°C, em um solvente adequado (M. Hoffmann, H. Krõmer, R. Kuhn, Polymera- nalytik I und II, Georg Thieme-Verlag, Stuttgart 1977). O tamanho de partícula médio d5o é o diâmetro, acima e abaixo
do qual, em cada caso, 50% das partículas se situam. Ele pode ser determi- nado por meio de medição por ultracentrifugação (W. Scholtan, H. Lange, Kolloid-Z. undZ. f. Polymere, 250 (1972), 782-1796). Componente C
As massas de moldagem de acordo com a invenção contêm,
como componente C, esferas de cerâmica ocas,de preferência, esferas de cerâmica de silício-alumínio ocas. Esferas de cerâmica ocas preferidas a- presentam uma fração em AI2O3 de 15 até 45% em peso, de preferência, de até 35% em peso. Em uma forma de concretização preferida, as esferas de cerâ-
o
mica ocas apresentam uma densidade específica de 2- 3 g/cm , de prefe- rência, de 2,2 - 2,6 g/cm3. Esferas de cerâmica ocas especialmente preferi- 10
15
das têm uma resistência à compressão de 50 - 700 MPa1 de preferência, de 200 - 500 MPa. No caso da resistência à compressão indicada, trata-se de resistência em face de uma pressão isostática, na qual 80% das esferas permanecem não danificadas, quando elas forem expostas à mencionada pressão em uma coluna de líquido.
diâmetro de partícula médio (d50) de 0,5 - 100 μίτι, de preferência, de 1 - 50 μιτι, especialmente de preferência, de 5 - 30 μιτι.
por exemplo, estar silanizada, a fim de se garantir uma melhor compatibili- dade com o polímero. Componente D
Agentes de proteção contra chama (D) contendo fósforo, no sen- tido de acordo com a invenção, de preferência, são escolhidos a partir dos grupos dos ácidos fosfóricos e de ácidos fosfônicos monoméricos e oligomé- ricos, aminas de fosfonato e fosfazenos, sendo que também podem ser em- pregadas misturas de mais do que um componente escolhido a partir de um desses grupos ou de grupos diferentes destes, como agentes de proteção contra chama. Também outros compostos de fósforo livres de halogênio, não mencionados especialmente aqui, podem ser empregados isoladamente ou em qualquer combinação com outros compostos de fósforo livres de ha- logênio.
Esteres de ácidos fosfóricos ou de ácidos fosfônicos monoméri- cos e oligoméricos são compostos de fósforo da fórmula geral (IV):
As esferas de cerâmica ocas, de preferência, apresentam um
As esferas de cerâmica ocas podem ter a sua superfície tratada
O
R1-(O)-P-
|
(O):
O
(IV)
R'
Rj-Jq
25
na qual:
R1, R2, R3 e R4, independentemente um dos outros, em cada caso, signifi- cam C1 até C8-alquila eventualmente halogenada, ou C5 até C6-cicloalquila, C6 até C2o-arila ou C7 até C-12-aralquila, em cada caso eventualmente substi- tuída com alquila, de preferência, Ci até C4-alquila, e/ou halogênio, de prefe- rência, cloro, bromo,
η significam, independentemente um do outro, 0 ou 1,
q significa 0 até 30 e
X significa um radical aromático mononuclear ou polinuclear, com
6 até 30 átomos de carbono, ou um radical alifático linear ou ramificado com 2 até 30 átomos de carbono, que pode estar substituído com OH e pode conter até 8 ligações éter. De preferência, R1, R2, R3 e R4 representam, independentemen-
te um dos outros, Ci até C4-alquila, fenila, naftila ou fenil-Ci-C4-alquila. Os grupos aromáticos R1, R2, R3 e R4 podem, por sua vez, estar substituídos com grupos halogênio e/ou grupos alquila, de preferência, cloro, bromo e/ou C-i até C4-alquila. Radicais arila especialmente preferidos são cresila, fenila, xilenila, propilfenila ou butilfenila, assim como os seus derivados bromados e clorados correspondentes.
X na fórmula (IV), significa, de preferência, um radical aromático
mononuclear ou polinuclear, com 6 até 30 átomos de carbono. Esse radical é derivado, de preferência, de difenóis da fórmula (I). η na fórmula (IV), pode ser, independentemente um do outro, 0 ou
1; de preferência, η é igual a 1.
q representa valores de 0 até 30, de preferência, 0,3 até 20, espe-
cialmente de preferência, 0,5 até 10, em particular, 0,5 até 6, muitíssimo es- pecialmente de preferência, 1,1 até 1,6. X representa, especialmente de preferência: 10
ou seus derivados clorados ou bromados; especialmente, X é derivado a partir de resorcinol, hidroquinona, bisfenol A ou difenilfenol. Especialmente de preferência, X é derivado a partir de bisfenol A.
Como componente D de acordo com a invenção, também po- dem ser empregadas misturas de diferentes fosfatos.
Compostos de fósforo da fórmula (IV) são, especialmente, fosfa- to de tributila, fosfato de trifenila, fosfato de tricresila, fosfato de difenilcresila, fosfato de difeniloctila, fosfato de difenil-2-etilcresila, fosfato de tri- (isopropilfenila), oligofosfato ligado em ponte com resorcinol e oligofosfato ligado em ponte com bisfenol A. O uso de ésteres de ácido fosfórico oligo- méricos da fórmula (IV), que são derivados a partir de bisfenol A, é especi- almente preferido.
Altamente preferido como componente D é oligofosfato que se baseia em bisfenol A de acordo com a fórmula (IVa).
(IVa)
Os compostos de fósforo de acordo com o componente D são
conhecidos (comparar, por exemplo, com os documentos de números EP-A O 363 608, EP-A 0 640 655) ou podem ser preparados de maneira análoga em conformidade com métodos conhecidos (por exemplo, Ullmanns Enzyklopàdie der technischen Chemie, Vol. 18, pág.301 e seguintes 1979; Houben-Weyl1 Methoden der organischen Chemie, Vol. 12/1, pág. 43; Beils- tein, Vol. 6, pág. 177).
Quando forem empregadas misturas de diferentes compostos de fósforo e, no caso de compostos de fósforo oligoméricos, trata-se, no caso do valor q indicado, do valor q médio. O valor q médio pode ser determinado, determinando-se por meio de métodos adequados (cromatografia à gás (GC), cromatografia líquida de alta pressão (HLPC), cromatografia por per- meação de gel (GPC)) a composição do composto de fósforo (distribuição de pesos moleculares), e, a partir dela, calculando-se os valores médios para q. Além disso, podem ser empregados aminas de fosfonato e fos-
fazenos, tal como eles são descritos nos documentos de números WO 00/00541 e WO 01/18105, como agentes de proteção contra chama.
Os agentes de proteção contra chama podem ser empregados isoladamente ou em qualquer mistura entre si ou em mistura com outros a- gentes de proteção contra chama. Componente E
O componente E compreende um ou mais (co)polímeros de vini- Ia E.1 termoplásticos e/ou poli(tereftalatos de alquileno) E.2.
São adequados, como (co)polímeros de vinila E.1, polímeros de pelo menos um monômero a partir do grupo dos vinilaromáticos, dos ciane- tos de vinila (nitrilas insaturadas), ésteres de ácidos (met)acrílicos de (C1- C8)-alquila, ácidos carboxílicos insaturados, assim como derivados (tais co- mo anidridos e imidas) de ácidos carboxílicos insaturados. São especialmen- te adequados (co)polímeros a partir de: E.1.1 50 partes em peso até 99 partes em peso, de preferência, 60 partes em peso até 80 partes em peso, de vinilaromáticos e/ou vinilaromáti- cos com anel substituído, tais como estireno, α-metil-estireno, p- metilestireno, p-cloroestireno (e/ou ésteres de ácidos (met)acrílicos de Cr Cg-alquila, tais como metacrilato de metila, metacrilato de etila), e E.1.2 1 parte em peso até 50 partes em peso, de preferência, 20 par- tes em peso até 40 partes em peso, de cianetos de vinila (nitrilas insatura- das), tais como acrilonitrila e metacrilonitrila e/ou ésteres de ácidos (met)acrílicos de C-i-Cs-alquila, tais como metacrilato de metila, acrilato de n- butila, acrilato de t-butila e/ou ácidos carboxilicos insaturados, tal como ácido maleico, e/ou derivados, tais como anidridos e imidas, de ácidos carboxilicos insaturados, por exemplo, anidrido de ácido maleico e N-fenilmaleimida.
Os (co)polímeros de vinila E.1 são semelhantes a resinas, ter-
moplásticos e livres de borracha. É especialmente preferido o copolímero a partir de E.1.1 estireno e E.1.2 acrilonitrila.
Os (co)polímeros de acordo com E.1 são conhecidos e podem ser preparados por polimerização via radicais livres, especialmente por poli- merização em emulsão, em suspensão, em solução ou em massa. Os (co)polímeros, de preferência, possuem pesos moleculares médios, Mw (mé- dia ponderai determinada por espalhamento de luz ou por sedimentação) entre 15.000 e 200.000.
Os poli(tereftalatos de alquileno) do componente E.2 são produ- tos de reação a partir de ácidos dicarboxílicos aromáticos ou seus derivados capazes de reação, tais como ésteres de dimetila ou anidridos, e dióis alifáti- cos, cicloalifáticos ou aralifáticos, assim como misturas destes produtos de reação.
Poli(tereftalatos de alquileno) preferidos contêm pelo menos 80% em peso, de preferência, pelo menos 90% em peso, em relação ao componente de ácido dicarboxílico, de radicais de ácido tereftálico e pelo menos 80% em peso, de preferência, pelo menos 90% em mol, em relação ao componente de diol, de radicais de etilenoglicol e/ou de butanodiol-1,4.
Os poli(tereftalatos de alquileno) preferidos podem conter, além de ésteres de ácido tereftálico, até 20% em mol, de preferência, até 10% em mol, de radicais de outros ácidos dicarboxílicos aromáticos ou cicloalifáticos com 8 até 14 átomos de carbono ou de ácidos dicarboxílicos alifáticos com 4 até 12 átomos de carbono, tais como, por exemplo, radicais de ácido ftálico, ácido isoftálico, ácido naftaleno-2,6-dicarboxílico, ácido 4,4'-difenil- dicarboxílico, ácido succínico, ácido adípico, ácido sebácico, ácido azeláico, ácido ciclo-hexanodiacétíco.
Os poli(tereftalatos de alquileno) preferidos contêm, além de ra- dicais de etilenoglicol ou de butanodiol-1,4, até 20% em mol, de preferência, até 10% em mol, de outros dióis alifáticos com 3 até 12 átomos de carbono, ou dióis cicloalifáticos com 6 até 21 átomos de carbono, por exemplo, radi- cais de propanodiol-1,3, 2-etilpropanodiol-1,3, neopentilglicol, pentanodiol- 5 1,5, hexanodiol-1,6, ciclo-hexanodimetanol-1,4, 3-etilpentanodiol-2,4, 2- metilpentanodiol-2,4, 2,2,4-trimetilpentanodiol-1,3, 2-etil-hexanodiol-1,3, 2,2- dietilpropanodiol-1,3, hexanodiol-2,5, 1,4-di-(p-hidroxietóxi)-benzeno, 2,2-bis- (4-hidróxi-ciclo-hexil)-propano, 2,4-di-hidróxi-1,1,3,3-tetrametilciclobutano, 2,2-bis-(4-p-hidroxietóxi-fenil)-propano e 2,2-bis-(4-hidroxipropóxifenil)- 10 propano (DE-A-2 407 776, 2 407 674, 2 715 932).
Os poli(tereftalatos de alquileno) podem ser ramificados por in- corporação de quantidades relativamente pequenas de álcoois tri- ou tetra- hídricos ou de ácidos carboxílicos tri- ou tetrabásicos, por exemplo, de acor- do com os documentos de números DE-A 1 900 270 e US-PS 3.692.744. 15 Exemplos de agentes de ramificação preferidos são ácido trimésico, ácido trimelítico, trimetiloletano, trimetilolpropano e pentaeritritol.
São especialmente preferidos poli(tereftalatos de alquileno), que tenham sido preparados unicamente a partir de ácido tereftálico e de seus derivados capazes de reação (por exemplo, seus ésteres de dialquila) e eti- Ienoglicol e/ou butanodiol-1,4, e misturas destes poli(tereftalatos de alquile- no).
Misturas de poli(tereftalatos de alquileno) contêm 1 até 50% em peso, de preferência, 1 até 30% em peso, de poli(tereftalato de etileno), e 50 até 99% em peso, de preferência, 70 até 99% em peso, de poli(tereftalato de butileno).
Os poli(tereftalatos de alquileno) utilizados de preferência pos- suem, em geral, uma viscosidade limite de 0,4 até 1,5 dl/g, de preferência,
0,5 até 1,2 dl/g, medida em fenol / o-diclorobenzeno (1:1 em partes em peso) a 25°C no viscosímetro de Ubbelohde.
Os poli(tereftalatos de alquileno) podem ser preparados de acor-
do com métodos conhecidos (vide, por exemplo, Kunststoff-Handbuch, Vo- lume VIII, pág. 695 e seguintes, Carl-Hanser-Verlag, Munique 1973). Outras substâncias adicionadas F
A composição pode conter outros aditivos de polímero usuais, tais como sinergistas de proteção contra chama, agentes antigotejamento (por exemplo, compostos das classes de substância das poliolefinas fluora- 5 das, dos silicones, assim como fibras de aramida), lubrificantes e agentes de desmoldagem (por exemplo, tetraestearato de pentaeritritol), agentes de nu- cleação, estabilizadores, antiestáticos (por exemplo, negros-de-carbono condutivos, fibras de carbono, nanotubos de carbono, assim como antiestáti- cos orgânicos, tais como éteres de polialquileno, sulfonatos de alquila ou 10 polímeros contendo poliamida), assim como corantes e pigmentos. Preparação das massas de moldaqem e dos artigos moldados
As massas de moldagem termoplásticas de acordo com a inven- ção são preparadas misturando-se, de maneira conhecida, os respectivos constituintes, e compostando-se em fusão e extrudando-se em fusão, em temperaturas de 200°C até 300°C, em unidades convencionais, tais como amassadores internos, extrusoras e parafusos de eixo duplo.
A mistura dos constituintes individuais pode ocorrer, de maneira conhecida, tanto de maneira sucessiva, como, também, de maneira simultâ- nea, e, de fato, tanto em cerca de 20°C (temperatura ambiente), como tam- bém em temperatura mais elevada.
Objeto da invenção são igualmente processos para a prepara- ção das massas de moldagem e a aplicação das massas de moldagem para a preparação de artigos moldados.
As massas de moldagem de acordo com a invenção podem ser 25 utilizadas para a preparação de artigos moldados de qualquer tipo. Esses podem ser preparados por processos de moldagem por injeção, de extrusão e de moldagem por sopro. Uma outra forma do processamento é a prepara- ção de artigos moldados por termoformação a partir de placas ou filmes pro- duzidos previamente.
Exemplos para tais artigos moldados são filmes, perfis, partes de
gabinetes de qualquer tipo, por exemplo, para aparelhos domésticos, tais como, espremedores de frutas, cafeteiras, liquidificadores; para máquinas de escritórios, tais como, monitores, telas plantas, notebooks, impressoras, co- piadoras; placas, tubos, canais de instalação elétrica, janelas, portas e ou- tros perfis para o setor da construção (acabamento de interiores e aplica- ções externas), assim como componentes elétricos e eletrônicos, tais como 5 comutadores, tomadas e soquetes, assim como componentes de carrosseria ou de componentes internos para veículos utilitários, especialmente para o setor automobilístico.
Especialmente, podem ser utilizadas as massas de moldagem de acordo com a invenção, por exemplo, também, para a preparação dos 10 seguintes artigos moldados ou peças moldadas: componentes de acaba- mento interior para veículos sob trilhos, embarcações, aeronaves, ônibus e outros veículos automotores, gabinetes para aparelhos elétricos contendo pequenos transformadores, gabinetes para dispositivos de processamento e de transmissão de informações, gabinetes e guarnecimento de aparelhos 15 médicos, aparelhos de massagem e gabinetes para eles, veículos de brin- quedo para crianças, elementos de parede planos, gabinetes para dispositi- vos de segurança, recipientes de transporte isolados termicamente, peças moldadas para equipamentos sanitários e de banheiros, grades de cobertura para aberturas de ventilação e gabinetes para aparelhos de jardinagem.
Os seguintes exemplos servem para o esclarecimento adicional
da invenção.
Exemplos Componente A1
Policarbonato linear com base em bisfenol A com um peso mo- Iecular ponderai médio, Mw, de 27.500 g/mol (determinado por GPC). Componente A2
Policarbonato linear com base em bisfenol A com um peso mo- lecular ponderai médio, Mwi de 25.000 g/mol (determinado por GPC). Componente B1
Polímero de ABS, preparado por polimerização em emulsão de
43% em peso (em relação ao polímero de ABS) de uma mistura de 27% em peso de acrilonitrila e 73% em peso de estireno, em presença de 57% em peso (em relação ao polímero de ABS) de uma borracha de polibutadieno reticulada de maneira particulada (diâmetro de partícula médio d50 = 0,35 μηι).
Componente C1
5 Esferas de cerâmica ocas consistindo em cerâmica de silício-
alumínio com uma fração em AI2O3 de 24,6% em peso. As esferas de cerâ- mica ocas apresentam uma densidade específica de 2,5 g/cm3 e possuem uma resistência à compressão isostática de 420 MPa. As esferas têm um diâmetro de partícula médio de 4 μίτι.
10 Componente C2
Esferas de vidro sólidas Vitrolite 20 da firma VitroCo Enterpri- ses(lrvine, CA, EUA). Esse sólido consiste em silicatos amorfos e alumossili- catos de sódio, potássio, cálcio, magnésio e ferro e tem um diâmetro médio de 12 μίτι.
15 Componente C3
Talco, Luzenac® A3C da firma Luzenac Naintsch Mineralwerke GmbH com um teor em MgO de 32% em peso, um teor em SiO2 de 61% em peso e um teor em AI2O3 de 0,3% em peso.
Componente D
20 Oligofosfato baseado em bisfenol A (Reofoss BAPP)
o
ΛCH .-.
J
-T
CbL °
q = 1.1
Componente E1
Copolímero a partir de 77% em peso de estireno e 23% em peso de acrilonitrila com um peso molecular ponderai médio, Mw, de 130 Kg/mol (determinado por GPC), produzido de acordo com o processo em massa.
Componente E2
Copolímero a partir de 72% em peso de estireno e 28% em peso de acrilonitrila com um peso molecular ponderai médio, Mw, de 140 Kg/mol (determinado por GPC), produzido de acordo com o processo em massa. Componente F
F1: pó de politetrafluoroetileno, CFP 6000 N, Du Pont
F2: tetraestearato de pentaeritritol como lubrificante / agente des-
moldante
F3: estabilizador de fosfito, Irganox® B 900, Ciba Speciality Chemi-
cals
Produção e testaqem das massas de moldagem Em uma extrusora de parafusos gêmeos (ZSK-25) (Werner &
Pfleiderer), são compostos e granulados os materiais de alimentação men- cionados na Tabela 1, em uma velocidade de rotação de 225 rpm e em ca- pacidade de produção de 20 Kg/h, em uma temperatura de máquina de 260°C. Os granulados prontos são processados em uma máquina de molda- 15 gem por injeção para formar corpos de prova correspondentes (temperatura de massa de 240°C (Exemplos 3-5) ou de 260°C (Exemplos 1-2), temperatu- ra de ferramenta de 80°C, velocidade frontal de escoamento de 240 mm/s.
Para a caracterização das propriedades dos corpos de prova foram aplicados os seguintes métodos:
A capacidade de escoamento foi determinada de acordo com
DIN EN ISO 1133 como taxa de velocidade volumétrica de massa em fusão (MVR), assim como, eventualmente, com base em ISO 11443, como visco- sidade de massa em fusão.
A resistência ao rasgamento foi medida de acordo com DIN EN
ISO 527.
A rigidez foi medida como módulo E de tração de acordo com DIN EN ISO 527.
A resistência ao risco foi determinada de acordo com ASTM D- 3363 como dureza de lápis. Nesse caso, são conduzidos lápis com durezas 3H, 2H, H, F, HB, B, 2B e 3B (aqui, dureza decrescente) sobre a superfície com pressão definida. As durezas de lápis indicam o lápis mais duro, com o qual nenhum risco sobre a superfície é discernível. O comportamento de queima é medido de acordo com UL-Subj. 94V em hastes das medidas 127 x 12,7 x 1,5 mm.
O comportamento de fratura sob tensão (comportamento ESC) é examinado em hastes das dimensões de 80 x 10 x 4 mm. O meio de teste 5 utilizado em cada caso está indicado na tabela 1 ou na tabela 2. Os corpos de prova são previamente alongados por meio de um molde de arco circular (pré-alongamento εχ = 2,4 %) e armazenado em temperatura ambiente no meio de teste. O comportamento de fratura sob tensão é avaliado por meio da formação de fissuras ou do rompimento ("BR").
Tabela 1: Composição e propriedades das massas de moldagem.
Composição [% em peso] 1 2 (comp.) A1 56,3 56,3 B1 16,2 16,2 C1 4,8 _ C2 4,8 E1 5,7 5,7 E2 16,2 16,2 F2 0,7 0,7 F3 0,1 0,1 MVR (260°C / 5 Kg) 13,6 12,6 [cm3/10 min] Resistência ao risco de F F acordo com ASTM D- 3363 Resistência à fratura sob BR BR tensão (comportamento 4,3h 3,Oh ESC) Óleo de COLZA 2,4% Módulo de elasticidade à 2316 2261 tração [N/mm] A partir da tabela 1, depreende-se que a composição de acordo com o exemplo 1 em face da composição do exemplo de comparação 2, a- presenta um comportamento ESC aperfeiçoado e uma capacidade de esco- amento aperfeiçoada, com boa resistência ao risco.
No caso das composições protegidas contra chama da tabela 2,
somente a composição de acordo com a invenção de acordo com o exemplo 3 cumpre a tarefa de acordo com a invenção, isto é, com resistência ao risco comparável (em face do exemplo de comparação 4), é alcançado um com- portamento ESC aperfeiçoado e uma capacidade de escoamento aperfeiço- 10 ada. O exemplo de comparação 5, com talco como carga, não atende ao critério da elevada resistência ao risco. Além disso, o exemplo 3 exibe o me- lhor comportamento de queima (Valoração VO no caso do tempo de pós- queima mais curto (29 segundos), na comparação aos exemplos de compa- ração 4 e 5).
Tabela 2: Composição e propriedades das massas de moldagem protegidas contra chama.
Composição 3 4 (comp.) 5 (comp.) [% em peso] A2 61,2 61,2 61,2 B1 8,6 8,6 8,6 C1 4,8 _ _ C2 _ 4,8 _ C3 _ _ 4,8 D 14,4 14,4 14,4 E1 10,0 10,0 10,0 F1 0,5 0,5 0,5 F2 0,4 0,4 0,4 F3 0,1 0,1 0,1 Composição 3 4 (comp.) 5 (comp.) [% em peso] Viscosidade de massa em fusão [Pas] 1000 s'1/ 240°C 208 217 209 1000 s'1/ 260°C 138 151 144 1000 s1/280°C 84 97 92 MVR (240°C / 5 Kg) fcm3/10 min] 24,9 22,0 20,9 Módulo de elasticidade à tração [N/mm] 2996 2920 3300 Resistência ao rasgamento [%] 15,5 13,8 11,8 Resistência ao risco H H F de acordo com ASTM D-3363 Resistência à fratura sob tensão (comportamento ESC) 1) tolueno/isopropanol sem R1) sem R1) BR 2,4 % 10 min 10 min 8 min 2) óleo hidráulico BR BR BR 2,4 % 64,5 h 7,9 h 7,5 h 3) óleo de colza BR BR BR 2,4 % 13 min 2,5 min 2,5 min Comportamento de queima (UL 94V) / VO/29 s V1/55 s VO/34 s tempo de pós-queima total 1)sem rompimento depois de 10 minutos

Claims (10)

1. Composições contendo: A) 10 - 90 partes em peso de policarbonato aromático e/ou poli- estercarbonato aromático, B) 0,5 - 30 partes em peso de polímero de enxerto modificado com borracha, C) 0,1 - 50 partes em peso de esferas de cerâmica ocas, D) 0 - 20 partes em peso de agente de proteção contra chama contendo fósforo, E) 0 - 40 partes em peso de (co)polímero de vinila e/ou poli (te- reftalato de alquileno), F) 0 -10 partes em peso de aditivos.
2. Composições, de acordo com a reivindicação 1, nas quais as esferas de cerâmica ocas apresentam uma fração em AI2O3 de 15 até 45% em peso.
3. Composições, de acordo com a reivindicação 1 ou 2, nas quais as esferas de cerâmica ocas apresentam uma densidade específica de 2-3 g/cm3.
4. Composições, de acordo com uma das reivindicações 1 a 3, nas quais as esferas de cerâmica ocas apresentam uma resistência à com- pressão de 50 - 700 MPa.
5. Composições, de acordo com uma das reivindicações 1 a 4, contendo agente de proteção contra chama (D) contendo fósforo da fórmula geral (IV): <formula>formula see original document page 26</formula> na qual: R1, R2, R3 e R4, independentemente um dos outros, em cada caso, signifi- cam C1 até C8-alquila eventualmente halogenada, ou C5 até C6-cicloalquila, C6 até C20-arila ou C7 até Ci2-aralquila, em cada caso eventualmente substí- tuída com alquila, de preferência, C1 até C4-alquila, e/ou halogênio, de prefe- rência, cloro, bromo, n significam, independentemente um do outro, 0 ou 1, q significa 0 até 30 e X significa um radical aromático mononuclear ou polinuclear, com 6 até 30 átomos de carbono, ou um radical alifático linear ou ramificado com2 até 30 átomos de carbono, que pode estar substituído com OH e pode conter até 8 ligações éter.
6. Composições, de acordo com a reivindicação 5, na qual X, na fórmula (IV), representa bisfenol A.
7. Composições, de acordo com uma das reivindicações 1 a 6, contendo, como componente F, pelo menos um aditivo escolhido a partir do grupo consistindo em sinergistas de proteção contra chama, agentes antigo- tejamento, lubrificantes e agentes de desmoldagem, agentes de nucleação, estabilizadores, antiestáticos, corantes e pigmentos.
8. Aplicação das composições como definida em uma das rei- vindicações 1 até 7, para a preparação de artigos moldados por injeção ou de artigos moldados por termoformação.
9. Artigos moldados contendo uma composição como definido em uma das reivindicações 1 até 7.
10. Artigos moldados, de acordo com a reivindicação 9, caracte- rizados pelo fato de que o artigo moldado é uma peça de um veículo auto- motor, de um veículo sob trilhos, de uma aeronave ou de uma embarcação ou de um gabinete para aparelhos elétricos contendo pequenos transforma- dores, gabinete para dispositivos de processamento e de transmissão de informações, gabinete e guarnecimento de aparelhos médicos, aparelhos de massagem e gabinete para eles, veículos de brinquedo para crianças, ele- mentos de parede planos, gabinete para dispositivos de segurança, recipien- tes de transporte isolados termicamente, peças moldadas para equipamen- tos sanitários e de banheiros, grades de cobertura para aberturas de ventila- ção ou um gabinete para aparelhos de jardinagem.
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