Relatório Descritivo da Patente de Invenção para "ARRANJOPARA REVESTIMENTO DE PEÇAS".
Descrição
A presente invenção refere-se a um arranjo para revestimentode peças que tem, no mínimo, um robô de envernizamento que é arranjadoem um trilho de movimentação e pode ser movido sobre ele ao longo deuma direção de movimento. Além disto, a invenção também refere-se a umacabine de envernizamento para o revestimento de peças que tem, no míni-mo, um aparelho de envernizamento que tem duas aberturas como pórticosreciprocamente opostas, entre as quais uma área de trabalho é fornecida, ea um método para revestimento de uma peça em uma cabine de enverniza-mento tal como esta, com a peça sendo mais longa do que a área de traba-lho que é limitada pela cabine de envernizamento.
É geralmente conhecido que assim chamados aparelhos de en-vernizamento são utilizados para revestimento de peças, em particular, Gomtinta ou vernizes. Aparelhos de envernizamento adequado são, por exemplo,robôs de envernizamento que são dotados de um atomizador de verniz. A-lém disto, por exemplo, uma pluralidade de atomizadores de envernizamentoé arranjada na forma de um pórtico, de tal modo que eles não podem se mo-ver um em relação ao outro, e através de cujo pórtico o objeto a ser enverni-zado pode ser movido, por exemplo, também considerado como um apare-lho de envernizamento.
Um robô de envernizamento guia o atomizador de enverniza-mento durante o processo de revestimento, de acordo com o programa aolongo de um trajeto de movimentação predeterminado, a uma velocidadepredeterminada ao redor da peça a ser revestida, com os respectivos parâ-metros do atomizador estando normalmente pré-ajustados para as diversasseções do trajeto de movimentação, para o atomizador de envernizamento.
Um robô de envernizamento tem normalmente seis graus de li-berdade de movimento e sua área de trabalho é restrita a uma área de 2 m a3 m ao redor da sua base. À guisa de exemplo, um robô tal como este podeser utilizado para envernizar peças relativamente pequenas, tais como bar-ras de parachoques para carrocerias de automóvel, sem qualquer movimen-to relativo da base do robô em relação à peça.
Para envernizar peças maiores tais como carrocerias de auto-móvel, é pratica normal fornecer um robô tal como este com o sétimo graude liberdade de movimento montando em um trilho de movimentação asso-ciado com ele, caso em que todos os sete graus de liberdade de movimentosão geralmente levados em consideração de maneira concreta para controledo robô. Um robô tal como este pode agora ser movido ao longo do objeto aser envernizado ao longo do trilho de movimentação do robô, o qual, nocampo automobilístico tem, tipicamente, um comprimento de 4 m até 10 m.
Particularmente, no caso de peças alongadas, isto resulta emum comprimento correspondente do trilho de movimentação de um robô oude um aparelho de envernizamento.
Para o revestimento de peças alongadas tais como lâminas derotor de instalações de energia eólica, o movimento das peças muito longasdurante o processo de revestimento deveria, tanto quanto possível, ser evi-tado para evitar, de maneira eenfiáveJT-errGS de envernizamento que de outraforma poderiam ocorrer. Isto porque durante o processo de fabricação a lâ-mina do rotor está geralmente presa na posição horizontal ao flange do rotorem uma extremidade, de tal modo que qualquer movimento da lâmina dorotor faz com que ele oscile, por exemplo, com uma amplitude de mais doque ± 250 mm em sua extremidade livre que não é fixada, tornando assimum processo de revestimento virtualmente impossível.
As desvantagens de um comprimento longo de um trilho de mo-vimentação de um aparelho de envernizamento de, por exemplo, 40 m, nãosão apenas a grande quantidade de complexidade técnica para projetar umacabine de envernizamento correspondentemente longa com um trilho demovimentação, mas também a complexidade que resulta do comprimento dacabine para sua ventilação. Com uma taxa de consumo de ar geralmentenormal de 0,3 m/s e uma cablagem na área de projeção da cabine de 50 m x6 m, isto resulta, por exemplo, em um requisito de acima de 320.000 m2 dear por hora que, além disto, também deve ser filtrado e condicionado.Contra o fundamento desta técnica precedente, o objetivo dainvenção é especificar um arranjo do tipo inicialmente mencionado que per-mite a peças, mesmo alongadas, serem revestidas em uma maneira tãosimples quanto possível, sem qualquer perda de qualidade.
Um outro objetivo da invenção é especificar uma cabine de en-vernizamento e método de revestimento correspondente para esta finalida-de.
Este objetivo é alcançado pelos aspectos da reivindicação 1.Consequentemente, o arranjo para o revestimento de peças que tem no mí-nimo um robô de envernizamento que é arranjado em um trilho de movimen-tação e pode ser movido sobre ele ao um longo de uma direção de movi-mento, é caracterizado pelo fato de o trilho de movimentação poder, elemesmo, ser movido em relação a um ponto de referência estacionário, para-lelamente a uma superfície de trabalho.
Um comprimento do trilho de movimentação móvel de 5 m até10 m é, portanto, completamente suficiente, mesmo para peças muito longasa serem envernizadas, por exemplo, com um comprimento de 20 m até maisdo que 70 m. Ao mesmo tempo, o robô de envernizamento tem muito boaacessibilidade ao longo do trilho de movimentação para uma peça que é lo-calizada paralela ao trilho de movimentação, de tal modo que esta peça po-de ser completamente revestida.
Como resultado da capacitação fornecida de acordo com a in-venção para movimento do próprio trilho de movimentação, este, juntamentecom o aparelho de envernizamento, pode assumir diferentes posições detrabalho em relação à peça a ser revestida de tal modo que as peças dequalquer comprimento desejado que, por exemplo, é consideravelmentemaior do que o comprimento do trilho de movimentação, podem ser revesti-das.
Isto torna possível de maneira vantajosa reduzir de maneiradrástica a grande quantidade de esforço de fabricação que foi envolvida atéagora para revestir utilizando um trilho de movimentação estacionário, en-quanto ao mesmo tempo melhorando de maneira considerável a qualidadede fabricação.
De acordo com um refinamento preferido do arranjo de acordocom a invenção, o trilho de movimentação é conectado a no mínimo umchassi que permite um movimento uniforme do trilho de movimentação. Esteprojeto modular do arranjo reduz vantajosamente, de forma considerável, oaumento e a complexidade de projeto para implementação da capacidade demovimento do trilho de movimentação.
De acordo com uma outra variante do arranjo de acordo com ainvenção, este chassi tem, no mínimo, dois eixos, que são arranjados parale-los um ao outro e são, cada um, dotados de no mínimo uma roda que é gui-ada em ou sobre trilhos. A utilização de rodas permite ao chassi ser movidocom, particularmente, pouco atrito. A utilização de um trilho para guiar asrodas do chassi predetermina o trajeto de movimento do próprio trilho demovimentação, que, ele mesmo, preferivelmente corre paralelo ao trajeto demovimento do robô de envernizamento sobre o trilho de movimentação.
Isto, de maneira vantajosa, torna possível compensar a restriçãona liberdade de movimento do robô de envernizamento que resulta de umtrilho de movimentação mais curto, por simples movimento do próprio trilhode movimentação na mesma direção.
De acordo com um outro refinamento particularmente preferidodo arranjo, trilhos de movimentação são arranjados paralelos um ao outro esão acoplados de maneira rígida um ao outro, com uma distância fixa entreeles.
Os trilhos de movimentação são, preferivelmente, acoplados demaneira rígida, de tal modo que o dispositivo de acoplamento, por exemplo,um suporte lateral, não irá colidir com qualquer suporte para a peça quandoa posição de trabalho do aparelho muda, por exemplo, um suporte que su-porta a carga da peça por baixo.
Além disto, acoplamento rígido dos trilhos de movimentação re-duz a complexidade para movimentar o arranjo para uma posição diferentede trabalho.
Quando dois trilhos de movimentação preferivelmente opostos,sobre cada um dos quais aparelhos de envernizamento é arranjada de talmodo que eles podem mover, são arranjados paralelos. Isto permite a umapeça ser envernizada em ambos os lados.
De acordo com uma modalidade alternativa, um chassi que su-porta o trilho de movimentação pode ser movido por meio de um acionamen-to. Isto ainda simplifica uma mudança na posição de trabalho de um arranjode acordo com a invenção.
O outro objetivo relacionado a uma cabine de envernizamentopara revestimento de peças, que tem no mínimo um aparelho de enverniza-mento, que tem duas aberturas como pórtico reciprocamente opostas entreas quais uma área de trabalho é fornecida, é alcançado de acordo com ainvenção em que a cabine de envernizamento é suportada sobre no mínimodois chassis que são arranjados paralelos um ao outro e podem ser movidojunto com eles.
Uma cabine de envernizamento de acordo com a invenção é, emgeral, dotada de uma parede de proteção e possivelmente de uma coberturaque circunda de forma completa um aparelho de envernizamento e sua áreade trabalho.
A parede protetora é preferivelmente dotada em ambas as suassuperfícies extremas com uma abertura respectiva como pórtico, que permi-te que uma peça seja introduzida na área de trabalho que é limitada pelacabine de envernizamento, e permite que componentes alongados, cujocomprimento físico é maior do que o comprimento da cabine de enverniza-mento, sejam processados em segmentos na área de trabalho.
A cabine de envernizamento de acordo com a invenção, portan-to, torna possível utilizar um método que permite o revestimento de uma pe-ça que deve ser envernizada e preferivelmente não pode ser movida peladuração do processamento, com a seção transversal da abertura de pórticopredeterminando a dimensão máxima da peça que pode ser processada deacordo com a invenção.
Além disto, em sua parte inferior, a cabine de envernizamento épreferivelmente aberta sobre a área de trabalho, o que quer dizer que elanão tem um piso conectado à cabine de envernizamento para, desta manei-ra, permitir à peça ser suportada a partir de baixo, se necessário.
Cada aparelho de envernizamento, que ele mesmo tem uma á-rea de trabalho, é adequado para utilização na cabine de envernizamento. Àguisa de exemplo, este é um robô industrial com seis graus de liberdadesem seu próprio trilho de movimentação, ou também um pórtico de enverni-zamento como já mencionado, que pode ser movido ao longo de um trilho demovimentação que é localizado na cabine de envernizamento.
A parede protetora que circunda a cabine de envernizamentorepresenta proteção para a área circundante contra a neblina de verniz queé necessariamente criada durante o processo de revestimento. O arranjo doaparelho de envernizamento juntamente com a cabine de envernizamentosobre dois ou mais chassis permite que a posição de trabalho da cabine deenvernizamento seja facilmente mudada.
Uma peça, que é mais longa do que a área de trabalho do apa-relho de envernizamento dentro da cabine de envernizamento, pode ser re-vestida por movimento da cabine de envernizamento na direção longitudinalem outras posições de trabalho, caso em que o comprimento do trilho demovimentação e, portanto, aquele da cabine de envernizamento tambémsão encurtados de maneira vantajosa.
Ao mesmo tempo, a neblina de verniz que é criada durante oprocesso de revestimento permanece dentro da cabine de envernizamento,em uma maneira que é da mesma forma vantajosa.
De acordo com um refinamento preferido da cabine de enverni-zamento, o aparelho de envernizamento é formado por, no mínimo, dois ro-bôs de envernizamento que são arranjados em ambos os lados da área detrabalho. Os robôs de envernizamento, preferivelmente aqueles com seisgraus de liberdade de movimento, têm um nível elevado de flexibilidade euma área de trabalho de aproximadamente 2 m até 3 m ao redor de sua ba-se. Um arranjo de um aparelho de envernizamento acima de um objeto a serenvernizado, por exemplo, em um suporte de conexão entre dois trilhos demovimentação que são arranjados paralelos, está também dentro do escopoda invenção.
Um trilho de movimentação para robô de envernizamento é, nes-te caso, vantajosamente não absolutamente essencial, desde que o alcancede seus braços seja suficientemente grande. Um arranjo do robô de enverni-zamento em ambos os lados ao redor da área de trabalho permite a umaseção da peça ser revestida em ambos os lados, com a cabine de enverni-zamento em uma e a mesma posição.
De acordo com uma outra modalidade da cabine de enverniza-mento, os no mínimo dois robôs de envernizamento que são fornecidos po-dem, cada um, ser movidos longitudinalmente em um trilho de movimenta-ção que é arranjado em ambos os lados da área de trabalho na cabine deenvernizamento, com estes trilhos de movimentação sendo suportados emno mínimo um chassi.
A área de trabalho do robô de envernizamento dentro da cabinede envernizamento é assim estendida e o número de posições da cabine deenvernizamento requeridas para revestir uma peça longa em elaboração évantajosamente reduzido.
Um refinamento particularmente preferido da cabine de enverni-zamento é dotado de um aparelho para fornecer e ou carregar ar para fora,no qual um filtro de ar pode também preferivelmente ser arranjado.
A neblina de verniz que é criada durante o processo de revesti-mento pode, desta maneira, ser aspirada fora da cabine de envernizamento,tornando assim possível melhorar a qualidade do resultado de enverniza-mento.
A cabine de envernizamento é preferivelmente operada empressão reduzida, o que quer dizer que mais ar é aspirado fora da área defundo da cabine de envernizamento que escoa através do topo da cabine. Aquantidade de ar que está faltando é aspirada para dentro a partir da áreacircundante através das aberturas opostas como pórticos. Isto reduz, de ma-neira vantajosa, a neblina de verniz que é emitida para área circundante.
De acordo com uma outra modalidade preferida, recipientes parameios líquidos, por exemplo, recipientes de suprimento e/ou reservatóriospar verniz e/ou solvente, que podem mover com a cabine de envernizamen-to, são arranjados sobre ela de tal modo que não há necessidade por linhasde suprimento complexas para os diversos líquidos.
Isto resulta em um trajeto de movimentação de 50 m ou maispara a cabine de envernizamento, dependendo do comprimento da peça aser revestida. Arranjo dos recipientes de meios sobre a cabine de enverni-zamento evita uma linha de meios correspondentemente longa, por exemplo,para verniz, a partir da cabine de envernizamento móvel até um suprimentoestacionário de verniz, por exemplo, por meio de uma linha de verniz.
Isto reduz, de maneira vantajosa, a complexidade de projeto pa-ra suprimento e descarte de meios. Além disto, o comprimento de mangueiraconsideravelmente reduzido entre o suprimento de verniz e o aparelho deenvernizamento resulta, por exemplo, em uma melhor resposta de ligaçãodo atomizador de verniz, e assim em um resultado de envernizamento dequalidade mais elevada.
A obtenção do terceiro objetivo, especificamente uma especifi-cação de um método para revestimento de uma peça na cabine de enverni-zamento que tem os aspectos descritos acima, com a peça sendo mais lon-ga do que a área de trabalho que está limitada pela cabine de enverniza-mento, é caracterizada pelo fato da peça ser revestida de maneira seqüenci-al com a peça sendo subdividida em uma pluralidade de seções axialmentereciprocamente adjacentes.
Neste caso, para revestir uma respectiva seção, a cabine de en-vernizamento é movida para uma posição na qual a seção da peça, que éprojetada para ser revestida, é arranjada na área de trabalho e assim circun-dada pela cabine de envernizamento e pode ser revestida por meio do apa-relho de envernizamento.
Este método também torna possível revestir peças que são maislongas do que a área de trabalho do aparelho de envernizamento, dentro dacabine de envernizamento.
A cabine de envernizamento e a peça são, de maneira vantajo-sa, fixadas uma em relação à outra durante o processo de revestir uma se-ção. Movimento recíproco, por exemplo, como resultado de uma aceleraçãoou frenagem de movimento de um robô de envernizamento em seu trilho demovimentação, que é conectado de maneira rígida à cabine de enverniza-mento, é assim evitado e o resultado de envernizamento é melhorado.
Em um outro refinamento do método de acordo com a invenção,qualquer número desejado de seções a serem revestidas e qualquer númerodesejado de posições reciprocamente adjacentes da cabine de enverniza-mento são fornecidos, com a cabine de envernizamento sendo movida virtu-almente de maneira contínua durante o processo de revestir uma pluralidadede seções.
A posição relativa instantânea da cabine de envernizamento emrelação à peça é a referência para o movimento do aparelho de enverniza-mento. Neste caso, o aparelho de envernizamento deveria evitar, de maneiramuito ampla, movimento de acordo com o programa sobre o trilho de movi-mentação que resulta em forças dinâmicas sobre a cabine de envernizamen-to em sua direção de movimento.
Em uma variante preferida do método de acordo com a inven-ção, o movimento da cabine de envernizamento de acordo com o programaé predeterminado por um sistema de controle de robô.
Por exemplo, ao utilizar um robô de envernizamento com umtrilho de movimentação e um total de sete graus de liberdade de movimento,a movimentação da cabine de envernizamento pode ser vista como um oita-vo grau de liberdade de movimento, com os movimentos correspondentessendo predeterminados da mesma maneira como os sete outros graus deliberdade de movimento por um e o mesmo sistema de controle de robô.
Ao utilizar um robô de envernizamento com seis graus de liber-dade e sem um trilho de movimentação, o movimento da cabine de enverni-zamento é controlado da mesma maneira como um movimento do robô deenvernizamento sobre um trilho de movimentação.
O movimento é controlado, de maneira vantajosa, por meio deum sistema de controle de robô que já é fornecido e assim controla e coor-dena todos os movimentos do robô de envernizamento e cabine de enverni-zamento.
Em um outro refinamento do método, o movimento da cabine deenvernizamento é determinado com base na superfície a ser envernizada dapeça na respectiva seção. Quanto menor é a área por comprimento de umaseção da peça a ser envernizada, mais rapidamente uma outra posição detrabalho deve ser movida.
O tempo de envernizamento para uma peça pode, portanto, serreduzido de maneira vantajosa.
Outras opções de refinamento vantajosas podem ser encontra-das nas outras reivindicações dependentes.
A invenção, modalidades vantajosas e outras vantagens, serãodescritas e explicadas em mais detalhe com referência a modalidades toma-das como exemplo que estão ilustradas nas figuras, nas quais:
a figura 1 mostra um primeiro arranjo tomado como exemplo deum robô de envernizamento sobre um trilho móvel de movimentação;
a figura 2 mostra uma vista em planta de um arranjo tomadocomo exemplo de dois robôs de envernizamento em dois trilhos de movi-mentação acoplados,
a figura 3 mostra uma primeira vista frontal de uma cabine deenvernizamento tomada como exemplo, e
a figura 4 mostra uma segunda vista frontal de uma cabine deenvernizamento tomada como exemplo, com uma parede extrema.
A figura 1 mostra um arranjo tomado como exemplo 10 de umrobô de envernizamento 12 sobre um trilho de movimentação que se move14. Este arranjo pode ser visto como uma parte de um outro arranjo que estámostrado na figura 2 e que representa dois trilhos de movimentação que sãoarranjados paralelos e são conectados um ao outro. O robô de enverniza-mento 12 preferivelmente tem sete graus de liberdade de movimento incluin-do o trilho de movimentação, que é também referido como uma sétima linhade centro. Uma seta indica as duas direções de movimento 90 ao longo dasquais o robô de envernizamento 12 pode ser movido sobre o trilho de movi-mentação 14, que corresponde ao pré-ajustamento pelo programa de pro-cessamento que determina o trajeto de movimento de um atomizador deverniz, que não está mostrado, porém é conectado ao robô de enverniza-mento 12. O trilho de movimentação 14 é um trilho de movimentação padrãopara robôs de envernizamento, que é geralmente fornecido pelo mesmo fa-bricante que o robô de envernizamento associado.
Em cada uma de suas duas extremidades, o trilho de movimen-tação 14 é conectado a um primeiro chassi 16 e a um segundo chassi 18. Oschassis 16, 18 como uma estrutura básica, preferivelmente têm suportescompostos de um material adequado, por exemplo, aço, que está indicadocomo uma barra na figura 1. Cada chassi no exemplo ilustrado tem três ei-xos aos quais rodas 50 são conectadas em cada caso. No exemplo mostra-do, uma roda por eixo pode, em cada caso, ser vista, que é em cada casoguiada sobre um trilho 20 que pode corresponder a um trilho de estrada deferro disponível comercialmente. Por exemplo, as rodas 50 podem ser guia-das sobre o trilho 20 por meio de flanges adequados, em uma maneira simi-lar como no caso de uma roda de um vagão de estrada de ferro. O trilho 20é conectado a uma superfície de trabalho 99, por exemplo um piso de con-creto de edifício. Para a situação na qual o arranjo ilustrado na figura 1 não é- como descrito acima - uma parte do arranjo como mostrado na figura 2 dedois trilhos de movimentação conectados, seria necessário em cada casofornecer duas rodas 50 por eixo e dois trilhos 20, para tornar o aparelho sufi-cientemente estável.
A direção de movimento para frente e para trás do chassi, comopredeterminado pelo trilho 20, corresponde às duas direções de movimenta-ção 90 do robô de envernizamento sobre o trilho de movimentação.
A figura 2 mostra, uma vez novamente, a vista em planta de umarranjo tomado como exemplo 100 de dois robôs de envernizamento 12, 32sobre dois trilhos de movimentação acoplados 13, 34. Como já ilustrado apartir de uma perspectiva diferente na figura 1, o primeiro trilho de movimen-tação 14 é conectado a um primeiro chassi 16 e a um segundo chassi 18, eé guiado por rodas, que não estão mostradas nesta ilustração, sobre um tri-lho 20, com estas rodas também suportando a carga do arranjo sobre o trilho
20. Em uma estrutura análoga, paralela a esta, o trilho de movimentação 34é conectado a um terceiro chassi 36 e a um quarto chassi 38, que são elesmesmos guiados sobre rodas 50, que não estão mostradas, sobre um trilho 40 que corre paralelo ao trilho 20. Os dois trilhos de movimentação 14, 34são arranjados paralelos e separados por uma distância um do outro, o quetorna possível arranjar entre eles uma peça 92 que deve ser envernizada.Os robôs de envernizamento que estão localizados sobre os trilhos de mo-vimentação são reciprocamente opostos, o que quer dizer que eles têm umaárea de trabalho na direção da peça 92 a ser envernizada.
O primeiro chassi 16 e o terceiro chassi 36 são acoplados demaneira rígida um ao outro por meio de um primeiro elemento de conexão60. O segundo 18 e o quarto 38 chassis são acoplados de maneira rígida umao outro em uma maneira análoga através de um segundo elemento de co-nexão 61. À guisa de exemplo, elementos de conexão adequados 60, 61 sãosuportes de aço na forma de um pórtico. A forma como pórtico impede queos elementos de conexão 60, 61 colidam com a peça 92. Este arranjo podeser olhado como uma estrutura básica da cabine de envernizamento mos-trada na figura 3.
A figura 3 mostra uma vista frontal do arranjo ilustrado na figura 2 com, adicionalmente, uma superfície de suporte horizontal 62 em cada umdos dois lados da área exterior e inferior do primeiro elemento de conexão 60 que estão ilustrados. Esta superfície de suporte horizontal 62 preferivel-mente corre sobre todo o comprimento da cabine de envernizamento e éutilizada como uma superfície de trabalho e superfície de posicionamento.
Um primeiro recipiente 64, um segundo recipientes 66, um terceiro recipiente 68 e um quarto recipiente 70 estão mostrados verticais sobre as duas super-fícies suporte 62. Estes recipientes são utilizados, por exemplo, para forne-cer verniz e/ou solvente, ou também para descarte de solvente que tenhasido utilizado para finalidades de limpeza de acordo com o programa.
A peça 92 a ser revestida está ilustrada localizada sobre um su-porte 94. A forma como pórtico do primeiro elemento de conexão 60 impedecolisões com a peça 92 e seu suporte 94.Como na figura 2, os robôs de envernizamento 12 e 32 são tam-bém ilustrados uma vez novamente, e são arranjados sobre os trilhos demovimentação 14 e 34, os quais são, eles mesmos, localizados sobre chas-sis, dos quais o primeiro chassi 16 e o terceiro chassi 36 podem ser vistosnesta ilustração. No caso das rodas 50 que são guiadas por meio dos trilhos20 e 40, uma superfície de operação está ilustrada, a qual está em contatocom a aresta superior do respectivo trilho 20, 40 bem como um flange paraguia.
A figura 4 mostra a mesma vista frontal de uma cabine de en-vernizamento tomada como exemplo como a figura 3, porém com a face ex-trema agora sendo mostrada com uma parede de cabine 72 que tem umaabertura como pórtico 74.
Listagem de Referência
10 Arranjo tomado como exemplo, robô de envernizamento sobre trilhomóvel de movimentação
12 Primeiro robô de envernizamento
14 Primeiro trilho de movimentação
16 Primeiro chassi
18 Segundo chassi
20 Primeiro trilho
32 Segundo robô de envernizamento
34 Segundo trilho de movimentação
36 Terceiro chassi
38 Quarto chassi
40 Segundo trilho
50 Roda
60 Primeiro elemento de conexão
61 Segundo elemento de conexão
62 Superfície suporte
64 Primeiro recipiente
66 Segundo recipiente
68 Terceiro recipiente70 Quarto recipiente
72 Parede de cabine com abertura como pórtico.
74 Abertura como pórtico
90 Direções de movimento
92 Peça
94 Suporte
99 Superfície de trabalho
100 Vista em planta de dois trilhos de movimentação acoplados com robôs e chassi
101 Vista frontal de cabine de envernizamento tomada como exemplo
102 Vista frontal de cabine de envernizamento tomada como exemplo comparede extrema.