CAMPO DA INVENÇÃO
[001] Em termos gerais, a presente invenção é voltada a cateteres medicinais. Em termos mais específicos, a presente invenção está voltada a dispositivos quanto ao posicionamento da cânula de um cateter em comunicação fluida com a vascularização de um paciente para o estabelecimento de um local de acesso simples a um fluido para uso sequenciado e repetitivo junto a uma fonte de fluido extracorpórea. Em particular, porém não de modo exclusivo, a presente invenção é útil sob forma de um dispositivo para a manipulação de um estilete para o posicionamento de um cateter em comunicação fluida com a vascularização de um paciente, e para posterior guarnição do estilete, provendo-se dessa maneira prevenção contra inoportunas "pontadas" provindas do estilete quando de sua remoção do cateter.
FUNDAMENTOS DA INVENÇÃO
[002] O acesso de fluido no sistema de vascularização de um paciente pode se tornar necessário, ou desejável, por um punhado de diversas razões diferenciadas. No caso presente, um trajeto de fluxo de fluido deve ser estabelecido de alguma forma entre uma fonte de fluido extracorpórea e a vascularização. Além disso, quando ocorrendo o envolvimento de um protocolo de infusão requerendo injeções periódicas, pode ser preciso um local de acesso a fluido estabelecido pode ser utilizado de forma repetida para um sequenciamento de injeções diferenciadas. Entretanto, o estabelecimento de tal local de acesso pode ser algo problemático.
[003] Quando do emprego de um cateter visando-se o estabelecimento de um local de acesso a fluido no sistema de vascularização de um paciente, o próprio cateter (ou seja, a cânula) deve ser preferencialmente flexível, contudo, o cateter flexível necessita de primeiramente ser algo enrijecido de modo que a sua extremidade distanciada possa ser passada através do tecido para vir a ser posicionada na vascularização. Tipicamente, este enrijecimento pode ser acompanhado pelo emprego de um estilete que pode ser inserido de forma seletiva dentro do lúmen do cateter. Após o enrijecido cateter ter sido devidamente posicionado no sistema de vascularização, o estilete deve de ser ainda removido do cateter para deixá-lo em comunicação fluida com o sistema de vascularização. Preferencialmente, esta separação do cateter do estilete é realizada da forma mais amena possível. Além disso, uma vez que o estilete tenha de ser removido do cateter torna-se necessário se proteger o usuário de "pontadas" inoportunas ou acidentais originadas pela extremidade pontiaguda do estilete.
[004] Em vista do exposto anteriormente, consiste de um objetivo da presente invenção o fornecimento de um cateter de segurança que possa vir a ser devidamente posicionado, com a sua extremidade afastada da vascularização de um paciente, vindo a estabelecer desse modo um local de acesso simples a fluido para múltiplas infusões de uma medicação fluida junto ao sistema de vascularização a partir de uma fonte (fontes) de fluido extracorpórea(s). Outro objetivo da presente invenção consiste na provisão de um cateter de segurança que pode, através de uma operação em etapa única, vir a ser separado de um estilete de enrijecimento com uma guarnição automática do estilete para a prevenção quanto a "pontadas" inoportunas ou acidentais oriundas da extremidade pontuda do estilete. Ainda outro objetivo da presente invenção consiste na provisão de um cateter de segurança que possa ser de fácil fabricação, de utilização simples, e apresentando custos comparativamente competitivos.
SUMÁRIO DA INVENÇÃO
[005] De acordo com a presente invenção, tem-se provisão de um cateter de segurança operacionalmente preparado para inserção imediata no sistema de vascularização de um paciente. Em termos específicos, a intenção é vir a se estabelecer um local de acesso simples a fluido no sistema de vascularização do paciente em que possa haver uso repetitivo ou sequenciado por meio de fontes de fluido extracorpóreas (ou seja, uma seringa hipodérmica ou bomba IV). No caso da presente invenção, o posicionamento do cateter de segurança é acompanhado pelo uso de um dispositivo específico. A funcionalidade deste dispositivo específico é essencialmente de duas funções. Por um lado, o dispositivo é inicialmente utiliza- do para enrijecer o cateter com um estilete. Isto é feito em função a que a cânula flexível do cateter possa ser inserida e posicionada efetivamente junto à vascularização do paciente. Por outro lado, uma vez que haja ocorrido o posicionamento do cateter, o dispositivo é manipulado para a retirada automática do estilete do cateter, e para a guarnição simultânea do estilete de modo que a sua extremidade pontiaguda não venha a dar "pontadas" inoportunas ou acidentais no usuário ou alguma outra pessoa qualquer.
[006] Em termos estruturais, o cateter de segurança apresenta, essencialmente, três componentes. Eles são: um cabo, um conjunto de seringa de vidro de Luer, e um conjunto de lançadeira. Considerando cada componente de forma separada, tem-se que o cabo do cateter de segurança inclui um corpo de cabo alongado apresentando uma extremidade próxima e uma extremidade afastada. Ele pode ser formado ainda com uma câmara interna se estendendo entre as duas extremidades, Além disso, o cabo inclui um topo de corpo em formato cilíndrico, oco apresentando uma extremidade próxima e uma extremidade afasta- da. Uma pluralidade de palhetas resilientes são formadas junto ao topo de corpo se prolongando em uma direção substancialmente afastada de sua extremidade afastada. Relevantemente o topo do corpo vem a ser formado por uma abertura de plástico transparente loca- lizada entre a extremidade próxima do topo de corpo e as palhetas resilientes se estendendo afastadamente. Para a concepção do cabo, a extremidade próxima do topo de corpo é ligada à extremidade afastada do corpo de cabo.
[007] Outro componente do cateter de segurança, o conjunto de seringa de vidro de Luer, vem a ser o componente que é utilizado para estabelecer atualmente o local de acesso a fluido junto ao sistema de vascularização do paciente. Relevantemente, o conjunto de seringa de vidro de Luer inclui uma cânula flexível apresentando uma extremidade próxima e uma extremidade afastada. Para a construção do conjunto de seringa de vidro de Luer, tem-se a fixação de um ilhó junto à extremidade próxima da cânula, com o ilhó sendo ajustado junto à porção oca do corpo. O objetivo presente é o de manter-se a cânula junto à porção de corpo. Com o ilhó sendo ajustado junto à porção de corpo do conjunto de seringa de vidro de Luer, a cânula se prolonga afastadamente de uma extremidade afastada da porção de corpo. Além disso, tem-se o posicionamento de uma válvula unidirecional junto à porção de corpo em uma localização que se encontra próxima ao ilhó. A finalidade desta válvula unidirecional é de vir a estabelecer acesso seletivo a um trajeto de fluxo de fluido passando através do conjunto de seringa de vidro de Luer a partir de uma extremidade próxima da porção de corpo e através da cânula.
[008] Conforme mencionado anteriormente, em adição ao cabo e ao conjunto de seringa de vidro de Luer, o cateter de segurança inclui ainda um conjunto de lançadeira. Em termos estruturais, o conjunto de lançadeira inclui um corpo de lançadeira em formato substancial- mente tubular, oco moldado a partir de plástico transparente. O corpo de lançadeira apresenta uma extremidade próxima e uma extremidade afastada, e apresenta uma superfície externa que é formada com lâminas diametralmente opostas localizadas nas proximidades da extremidade afastada do corpo de lançadeira. Além disso, o corpo de lançadeira inclui um estilete oco contendo uma extremidade afastada chanfrada e tendo uma extremidade próxima sendo ligada à extremidade afastada do corpo de lançadeira.
[009] Em termos funcionais, o conjunto de lançadeira é instalado no cabo para a movimentação a partir de uma primeira localização, através da câmara do corpo de cabo, até uma segunda localização no interior da câmara. Na primeira localização, o conjunto de lançadeira é encaixado tanto com o conjunto de seringa de vidro de Luer quanto com o cabo. Em termos específicos, o estilete do conjunto de lançadeira é inserido através do lúmen da cânula do conjunto de seringa de vidro de Luer de modo a enrijecer a cânula. Além disso, o conjunto de seringa de vidro de Luer é ajustado com o cabo vindo de encontro às palhetas resilientes para a solicitação das palhetas do cabo de encontro às lâminas do conjunto de lançadeira. Isto vem a manter o conjunto de lançadeira junto à primeira localização com a cânula enrijecida se prolongando em uma direção afastada do cabo. Por consequência, a cânula enrijecida (cateter) do conjunto de seringa de vidro de Luar pode vir a ser posicionada no sistema de vascularização de um paciente.
[010] Para a remoção do estilete (ou seja, do conjunto de lançadeira) da cânula (ou seja, do conjunto de seringa de vidro de Luer), e daí influenciar na movimentação do conjunto de lançadeira da primeira para a segunda localização, o conjunto de seringa de vidro de Luer é separado tão simplesmente do cabo. Esta separação ativa um mecanismo de mola presente no interior do cabo. E um maior detalhamento da estrutura tem-se que o conjunto de lançadeira é formado com um lábio, com o cabo sendo formado com uma escora. Com a lançadeira se encontrando em sua primeira localização, tem-se a compressão de uma mola entre o lábio do conjunto de lançadeira e a escora do cabo. Quando o conjunto de seringa de vidro de Luer vem a ser separado do cabo, entretanto, as palhetas do cabo são liberadas do conjunto de lançadeira, com a mola sendo posteriormente descomprimida. Conforme vá se dando a expansão da mola, o conjunto de lançadeira é reposicionado para a segunda localização no interior da câmara. Com esta separação do cabo e do conjunto de lançadeira do conjunto de seringa de vidro de Luer, o conjunto de seringa de vidro de Luer é deixado posicionado na vascularização.
[011] Antes de se fazer uso do cateter de segurança da presente invenção tem- se o encaixe de uma blindagem junto ao cabo. Assim, quando o conjunto de lançadeira se encontra na primeira localização, esta blindagem fornece proteção ao conjunto de seringa de vidro de Luer. Esta consiste de uma medida de proteção.
BREVE DESCRIÇÃO DOS DESENHOS
[012] As características novas desta invenção, assim como a própria invenção, tanto nos seus aspectos estruturais quanto operacionais, serão mais bem compreendidas a partir dos desenhos de acompanhamento, considerados conjuntamente com a parte descritiva acompanhante, onde os numerais referenciais estão a indicar partes semelhantes, em que: a pig. 1 consiste de uma vista lateral direta de um cateter de segurança da presente invenção; a pig. 2 consiste de uma vista de um conjunto de seringa de vidro de Luer do cate- ter de segurança mostrado no seu ambiente operacional com o conjunto de seringa de vidro de Luer estando posicionado para o estabelecimento de um local de acesso a fluido no interior do sistema de vascularização de um paciente; a Fig. 3 consiste de uma vista em perspectiva detalhada do dispositivo mostrado na Fig- 1", a Fig. 4 consiste de uma vista da seção transversal de um conjunto de seringa de vidro de Luer do dispositivo conforme poderia ser observado ao longo da linha 4-4 na Fig- 3; a Fig- 5 consiste de uma vista da seção transversal de um conjunto de lançadeira do dispositivo conforme poderia ser observado ao longo da linha 5-5 na Fig. 3; a Fig. 6 consiste de uma vista da seção transversal de um conjunto de cabo do dispositivo conforme poderia ser observado ao longo da linha 6-6 na Fig. 3; a Fig. 7 consiste de uma vista da seção transversal de uma combinação dos conjuntos respectivos mostrados nas Figs. 4, 5 e 6; a Fig. 8 apresenta uma configuração em referência ao dispositivo da presente invenção contendo o conjunto de lançadeira junto a uma primeira localização no conjunto de cabo; e a Fig. 9 apresenta uma vista da seção transversal de uma configuração para a presente invenção com o conjunto de lançadeira na segunda localização no conjunto de cabo.
DESCRIÇÃO DAS MODALIDADES PREFERIDAS
[013] Tendo-se como referência inicialmente a Fig. 1, um cateter de segurança de acordo com a presente invenção é mostrado com a designação genérica 10. Em termos mais específicos, o cateter de segurança 10 é mostrado incluindo um cabo 12 apresentando uma superfície composta, e uma blindagem 14 (tampa). Na Fig. 1, a blindagem 14 é mostrada encaixada com o cabo 12. Através deste encaixe, as nervuras (não mostradas) que se encontram localizadas no interior da blindagem 14 auxiliam na estabilização dos componentes do cateter de segurança 10 antes de sua utilização. Para um uso operacional do cateter de segurança 10, contudo, a blindagem 14 é removida do cabo 12.
[014] Na Fig. 2, um conjunto de seringa de vidro de Luer 16, consistindo de um componente essencial do cateter de segurança 10, é apresentado posicionado para o estabeleci- mento de comunicação fluida com a vascularização de um paciente 18. Para as finalidades da presente invenção, tem-se que o conjunto de seringa de vidro de Luer 16 é utilizado para estabelecer um local de acesso simples a fluido para a infusão de medicamentos fluidos de forma repetitiva ou sequenciada dentro do sistema de vascularização de um paciente 18 a partir de uma fonte de fluido (não mostrada).
[015] A vista detalhada do cateter de segurança 10, mostrada na Fig. 3, ilustra as diversas partes de componentes que são precisas para a construção e instalação do cateter 10. Conforme mostrado, em acréscimo a blindagem 14, o cateter de segurança 10 inclui uma porção de corpo oca 20, uma cânula 22, um ilhó 24, e uma válvula unidirecional 26. Quando combinadas essas partes particulares estabelecem o conjunto de seringa de vidro de Luer 16. Além disso, pode-se observar ainda que a porção de corpo 20 contém guias 28 forma- das na porção oca do corpo 20.
[016] De modo a se instalar o conjunto de seringa de vidro de Luer, as Figs. 3 e 4 mostram que a extremidade próxima 30 da cânula 22 é ligada ao ilhó 24. O ilhó 24 é ajustado em seguida na porção oca do corpo 20 de modo que a cânula 22 se prolongue da extremidade afastada 32 da porção de corpo 20, com a sua extremidade afastada 34 ficando exposta. Além disso, conforme mostrado na Fig. 4, o conjunto de seringa de vidro de Luar 16 inclui uma válvula unidirecional 26 posicionada junto a uma localização interna da porção oca do corpo 20, nas proximidades do ilhó 24. Para os propósitos da presente invenção, a cânula 22 é feita, preferencialmente, a partir de um material elastomérico flexível, biocompatível.
[017] Fazendo-se breve menção a Fig. 3, pode-se observar que o cateter de segurança 10 inclui ainda um estilete 30 e um corpo de lançadeira 38. Além disso, na Fig. 5 pode-se observar que um plugue de filtro 40 vem a estar posicionado no interior do corpo de lançadeira 38. Pode-se observar ainda pela Fig. 5 que a ponta afastada 42 do estilete 36 é chanfrada para ocorrer a penetração no tecido do paciente 18 pela extremidade pontiaguda. E, a extremidade próxima 44 do estilete 38 é ligada à extremidade afastada 46 do corpo de lançadeira 38. A Fig. 5 ainda apresenta a formação da extremidade afastada 46 do corpo de lançadeira 38 contendo lâminas diametralmente opostas 48a e 48b. Em conjunto, e de acordo com a apresentação na Fig. 5, o estilete 36 e o corpo de lançadeira 38, em combinação com o plugue de lançadeira 38 do conjunto de lançadeira 50 é concebido, preferencialmente de um material de plástico transparente.
[018] Com referência a Fig. 3, pode-se apreciar que o cabo 12 do cateter de segurança 10 inclui um corpo de cabo 52 e um topo de corpo 54. Em termos estruturais, a extremidade próxima 56 do topo de corpo 54 é ligada à extremidade afastada 58 do corpo de cabo 52. Além disso, conforme pode ser visto pela Fig. 6, o corpo de cabo 52 é formado com uma câmara interna 60. Além disso, o topo de corpo 54 é formado com uma abertura 62 localiza- da entre a extremidade próxima 56 e a extremidade afastada 64 do topo de corpo 54. Relevantemente, o topo de corpo 54 vem a ser formado com um par de palhetas resilientes 66a e 66b se prolongando em uma direção afastada da extremidade afastada 64 do topo de corpo 54. Cada uma das palhetas resilientes 66a e 66b vem a serem formadas com.um respectivo cisalhamento 68a e 68b. Além disso, uma lâmina de registro é formada junto a extremidade afastada 64 impedindo a rotação do cabo 12 quando do seu engate com a blindagem 14 (tampa). Preferencialmente, o topo de corpo 54 é feito de um material de plástico transparente.
[019] A Fig. 3 apresenta ainda o cateter de segurança 10 incluído uma mola 70. Em termos mais específicos, quando da instalação do cateter de segurança 10, a mola 70 é posicionada entre um lábio 72 formado junto ao corpo da lançadeira 38 (veja a Fig. 5) e uma escora 74 formada no interior do topo de corpo 54 (veja a Fig. 6). De acordo com os propósitos da presente invenção, a mola 70 é empregada para proporcionar com uma força motora seletiva que irá vir a alterar a configuração do cateter de segurança 10 durante a sua operação.
OPERAÇÃO
[020] Na operação do cateter de segurança 10 da presente invenção, faz-se necessário que o conjunto de lançadeira 50 seja movido de uma primeira localização junto ao cabo 12, para uma segunda localização no interior da câmara 60 do cabo 12. Em termos mais específicos, com o conjunto de lançadeira 50 na sua primeira localização no cabo 12, o cateter de segurança 10 pode ser usado para estabelecer acesso a fluido para o conjunto de seringa de vidro de Luer 16 ao interior do sistema de vascularização do paciente 18. Para a manutenção deste local de acesso a fluido, o conjunto de seringa de vidro de Luer 16 necessita de vir a ser efetivamente separado do restante do cateter de segurança 10. Isto é feito através da movimentação do conjunto de lançadeira 50 para a sua segunda localização no interior do cabo 12. Além disso, com o conjunto de lançadeira 50 na sua segunda localização, a ponta pontiaguda afastada 42 do estilete 36 é efetivamente guarnecida no interior da câmara 60 do cabo 12 impedindo o surgimento de "pontadas" inoportunas ou acidentais por parte do estilete 36.
[021] Com referência agora a Fig. 7, quando o conjunto de lançadeira 50 se encontra na sua primeira localização, o conjunto de seringa de vidro de Luer 16, o conjunto de lançadeira 50 e o cabo 12 estão a interagir conjuntamente entre si. Em maiores detalhes, com o encaixe do conjunto de lançadeira 50 com o conjunto de seringa de vidro de Luer 16, o estilete 36 do conjunto de lançadeira 50 se prolonga através do lúmen na cânula 22 do conjunto de seringa de vidro de Luer 16. Este procedimento enrijece a cânula 22. Ao mesmo tempo, os guias 28 presentes na porção oca do corpo 20 do conjunto de seringa de vidro de Luer 16 contatam o estilete 36 do conjunto de lançadeira 50 com o conjunto de seringa de vidro de Luer 14. Além disso, conforme a porção oca do corpo 20 do conjunto de seringa de vidro de Luer 16 venha a se apresentar posicionada sobre as palhetas resilientes 66a e 66b do topo de corpo 54, as respectivas nervuras 68a e 68b são alinhadas com as lâminas 48a e 48b do corpo de lançadeira 38 por meio das guias 28 do conjunto de seringa de vidro de Luer 18. Esta interação entre o conjunto de seringa de vidro de Luer 16 e o cabo 12 mantém efetiva- mente o conjunto de lançadeira 50 na sua primeira localização junto ao cabo 12. Apresenta-se na Fig. 8, uma visualização do cateter de segurança 10 quando o conjunto de lançadeira 50 se encontra na sua primeira localização junto ao cabo 12. Pode-se observar que a cânula enrijecida 22 (ou seja, conforme esta vá sendo enrijecida pelo estilete 36) se prolonga em afastamento do cabo 12 através da introdução da cânula 22 no interior do sistema de vascularização de um paciente 18 (veja a Fig. 2). Deve ser observado ainda que, conforme mostrado na Fig. 7, enquanto o conjunto de lançadeira 50 se encontra na sua primeira localização, a mola 70 vem a ser comprimida entre o lábio 72 junto ao corpo de lançadeira 38 e a escora 74 junto ao topo de corpo 54.
[022] Para a confirmação de que o cateter de segurança 10 tenha sido devidamente posicionado (ou seja, que o conjunto de seringa de vidro de Luer 16 se encontra em comunicação fluida com a vascularização do paciente 18), pode-se observar uma "descarga" de sangue através da abertura 62. O plugue de filtragem 40 confina a entrada do sangue no interior do conjunto de lançadeira 50 com esta "descarga", impedindo a aparição de patogenias ligadas ao sangue de virem para fora do cateter de segurança 10. A esta altura, o conjunto de seringa de vidro de Luer 16 pode vir a ser desencaixado do cabo 12. Para fazer isto, a porção oca de corpo 20 do conjunto de seringa de vidro de Luer 16 é deslocada e removida das palhetas resilientes 66a e 66b do corpo de lançadeira 38. Por sua vez, isto leva a que as palhetas resilientes 66a e 66b do cabo 12 venham a ser deslocadas das lâminas 48a e 48b. Esta ação desengata o topo do corpo 54 do cabo 12 do conjunto de lançadeira 50. A esta altura, a mola comprimida 70 não se apresenta mais em condição restringida. A expansão da mola 70 movimenta então o conjunto de lançadeira 50 através da câmara interna 60 para a sua segunda localização junto ao cabo 12 (veja a Fig. 9). Relevantemente, como uma consequência da funcionalidade descrita anteriormente, o conjunto de seringa de vidro de Luer 16 permanece posicionado em comunicação fluida com a vascularização do paciente 18 (veja a Fig. 2). Além disso, conforme pode ser apreciado com referência a Fig. 9, a ponta afastada 42 do estilete 36 pode ser observada através da abertura 62 quando o conjunto de lançadeira 50 houver sido devidamente guarnecido no interior da câmara 60 do cabo 12.
[023] Enquanto o Cateter de Segurança particular apresentado e descrito no presente relatório em detalhes se encontra plenamente capacitado a alcançar os objetivos e proporcionar com as vantagens mencionadas anteriormente, deve-se compreender que o mesmo consiste de uma mera ilustração das modalidades presentemente preferidas da invenção e que não existe pretensão a quaisquer limitações quanto aos detalhes de construção ou em referência ao modelo apresentado além do que consta na descrição do quadro de reivindicações apenso.