PT100087B - Novos esteres de esteroides - Google Patents
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Description
DESCRIÇÃO
DA
PATENTE DE INVENÇÃO
N.° 100.087
REQUERENTE:AKTIEBOLAGET ASTRA, sueca, com sede em S-151 85 Sodertalje, Suécia
EPÍGRAFE: Novos ésteres de esteroides
INVENTORES:Bengt Ingemar Axelsson,
Ralph. Lennart Brattsand, Lei£ Arne Kallstrom, Arne Bror Thalén,
Reivindicação do direito de prioridade ao abrigo do artigo 4.° da Convenção de Paris de 20 de Março de 1883.
Suécia, 4 de Fevereiro de 1991, sob ο N2.: 9100342-6
INPI. MOD. 113 RF 16732
NOVOS ÉSTERES DE ESTERÓIDES
Campo da invenção
A presente invenção diz respeito a novos compostos com acções anti-inflamatória e anti-alérgica e a processos para a preparação dos mesmos. A presente invenção diz também respeito a composições farmacêuticas que contêm estes compostos e a métodos para a sua utilização farmacológica.
objectivo da presente invenção consiste em proporcionar glucocorticosteróides com acções anti-inflamatória, imunossupressora e anti-alérgica e composições farmacêuticas que os contêm, com intensa acção no local de admi nistração como, por exemplo, o tracto respiratório, a pele, o tracto intestinal, articulações ou olhos, dirigindo o fármaco para a área alvo pretendida, diminuindo assim os efeitos sistémicos dos glucocorticóides.
Ainda um outro objectivo da presente invenção consiste em proporcionar composições farmacêuticas que contêm lipossomas que incluem um éster esteróide de um ácido gordo, activo sob o ponto de vista farmacológico e de acordo com a presente invenção, de modo a melhorar a libertação do fármaco e a minimizar os efeitos secundários da terapêutica.
Antecedentes da invenção
Os glucocorticosteróides (GCS) são os fármacos mais importantes utilizados para alívio em situações de asma e de rinite. Na generalidade, aceita-se que os GCS exercem a sua eficácia terapêutica mediante acções anti-infla matória e anti-anafiláctica nas vias aéreas e no tecido pulmonar. A administração oral prolongada de GCS é dificultada pelos graves efeitos secundários exteriores á região pulmonar. Consequentemente, apenas uma pequena parte de doentes com asma ou rinite se submetem a tratamento oral com GCS. Mediante administração de GCS por inalação obtem-se uma inocuidade superior. Contudo, também potentes glucocorticosteróides amplamente utilizados em clínica médica, mediante inalação - o 17o(,21-dipropionato de beclometasona e o budesonido exibem uma margem de segurança muito estreita, tendo sido relatadas, para ambos os compostos, acções indesejáveis na circulação geral características de GCS, relativamente às doses mais elevadas recomendadas para inalação.
Lipossomas são vesículas semelhantes a membranas constituídas por uma série de camadas duplas lipídicas concêntricas que alternam com compartimentos hidrófilos. Os lipossomas têm sido utilizados como veículos de diferentes tipos de compostos activos sob o ponto de vista farmacêutico, de modo a melhorar a libertação do composto e a minimizar os efeitos secundários da terapêutica.
Os glucocorticosteróides são incorporados
- 3 nos lipossomas apenas em concentrações muito baixas e são fracamente retidos nas vesículas. A esterificação de GCS na posição 21 com ácidos gordos aumenta o grau de incorporação e a retenção do esteróide nas vesículas. Demonstrou-se que a cadeia do ácido gordo actua como uma âncora hidrófoba que une o núcleo esteróide aos principais grupos polares hidratados do fosfolipido e, consequentemente, melhora a interacção entre o glucocorticosteróide e o lipossoma. M. de Silva et al., Lancet, 8130 (1979) 1320 descreveram glucocorticosteróides encapsulados em lipossomas para utilização tera pêutica, relatando a memória descritiva da patente de invenção norte-americana N9 4 693 999 composições farmacêuticas de lipossomas que contêm glucocorticosteróides, para inalação .
Descrição da invenção
Um dos objectivos da presente invenção consiste em proporcionar novos GCS. Estes novos compostos caracterizam-se por elevada capacidade anti-inflamatória, imunossupressora e anti-anafiláctica no local de aplicação e por exibirem uma relação acentuadamente melhorada entre esta capacidade e a aptidão para provocarem acções características dos GCS exteriormente à região tratada. Quando o local de aplicação são as vias aéreas, estes novos compostos administram-se, de preferência, por inalação.
Um outro objectivo da presente invenção consiste em proporcionar composições farmacêuticas anti-infla
- 4 matérias e anti-alérgicas que contêm lipossomas de ésteres de esteróides para administração local, principalmente no tracto respiratório. Estas composições farmacêuticas permitem melhorar as propriedades terapêuticas do éster de esteróide mediante o prolongamento da retenção local nas vias aéreas e a orientação do fármaco para células alvo específicas.
pela
Os compostos de acordo com a presente infórmula geral
na qual a posição 1,2 se apresenta saturada ou apresenta uma ligação dupla;
representa um átomo de hidrogénio ou uma cadeia hidrocarbonada linear ou ramificada com 1 a 4 átomos de carbono;
- 5 R2 representa um átomo de hidrogénio ou uma cadeia hidrocarbonada linear ou ramificada com 1 a 10 átomos de carbono;
R^ representa um grupo acilo com uma cadeia hidrocarbonada eventualmente saturada, linear ou rami ficada, com 1 a 20 átomos de carbono; e X1 e X2 representam, cada um, nio ou de halogéneo, um átomo de hidrogécom a condição de
1)
R^ e &2 n^° representarem átomo de hidrogénio, simultaneamente um
2) e X^ não representarem átomo de hidrogénio, simultaneamente um
3) simultaneamente grupo s metilo quando a posição 1,2 apresenta uma ligarepresentar um grupo acilo com 11 a 20 de carbono quando a posição 1,2 apresenta átomos uma ligação dupla, representa um átomo de hidrogénio e representa uma cadeia hidrocarbonada linear ou ramificada com 1 a 10 átomos de carbono grupo acilo deriva de;
CH^COOH:
ácido acético;
CoH_C00H:
5 ácido propionico;
| C^H^COOH: | ácido | butírico; |
| C^COOH: | ácido | valérico; |
| C_HniCOOH: 5 J-J- | ácido | hexanóico; |
| CxH.COOH: o 13 | ácido | heptanoico; |
| C_H COOH: 7 15 | ácido | octanóico; |
| CgH17COOHí | acido | nonanóico; |
| C9HigCOOH: | ácido | decanóico; |
| cioh19COOH: | ácido | capnco; |
| C11H23COOH! | ácido | láurico; |
| C„H„COOH: <<5 | ácido | tridecanóico; |
| C13H27COOH: | ácido | mirístico; |
| C14H29C00H! | ácido | pentadecanóico; |
| C.. eHo1C00H: 15 31 | ácido | palmítico; |
| C16H33COOH: | ácido | heptadecanóico; |
| c17h35cooh: | ácido | esteárico; |
| c17h33cooh·. | ácido | oleíco; |
| C17H31COOH: | ácido | linólico; |
| C17H29COOH; | ácido | linolénico; |
| C18H37COOH: | ácido | nonadecanóico; |
| Ci9h39co°Hí | ácido | icosanóico |
Os grupos acilo preferidos derivam des
| C11H23 C00Hí | ácido láurico; |
| C13H27COOH; | ácido mirístico; |
| Cn „HonC00H: 15 Ji | ácido palmítico; |
| Cn„H„_COOHs 17 J5 | ácido esteárico; |
| C^H COOHí | ácido oleíco; |
| C1_Ho1C00Hs 1 í J1 | ácido linolico; |
| c17h29coohí | ácido linolénico; |
e especialmente do ácido palmítico.
Uma cadeia hidrocarbonada linear ou ramificada com 1 a 4 átomos de carbono é, de preferência, um grupo alquilo
especialmente um grupo metilo.
Uma cadeia hidrocarbonada linear ou ramificada com 1 a 10 átomos de carbono é, de preferência, um grupo alquilo especialmente um grupo metilo ou propilo.
Nesta memória descritiva um átomo de halogéneo significa um átomo de flúor, cloro ou bromo, de preferência um átomo de flúor.
Os compostos preferidos de acordo com a presente invenção são os compostos de fórmula geral I na qual:
a posição 1,2 se apresenta saturada,
R^ representa um átomo de hidrogénio ou uma cadeia
hidrocarbonada linear ou ramificada com 1 a 4 átomos de carbono,
Rg representa um átomo de hidrogénio ou uma cadeia hidrocarbonada linear ou ramificada com 1 a 10 átomos de carbono, representa um grupo acilo com uma cadeia hidrocarbonada eventualmente saturada, linear ou ramificada, com 1 a 20 átomos de carbono, e X2 representam, cada um, um átomo de hidrogénio ou de halogéneo, com a condição des
1) e R2 não representarem simultaneamente um átomo de hidrogénio; e
2) Χχ e Xg não representarem simultaneamente um átomo de hidrogénio.
Especialmente preferidos são os compostos de acordo com a presente invenção e de fórmula geral I na qual:
a posição 1,2 se apresenta saturada, E1 representa um átomo de hidrogénio E2 representa um grupo propilo, representa um grupo acilo com 11 a 20 átomos de carbono; e
X^ e X2 representam, cada um, um átomo de flúor.
Os compostos mais preferidos de acordo com a presente invenção são os compostos de fórmula geral I na qual;
a posição 1,2 apresenta uma ligação dupla;
R1 representa um átomo de hidrogénio;
R2 representa um grupo propilo;
R3 representa um grupo palmitoílo; e e representam, cada um, um átomo de flúor composto mais preferido entre todos os compostos de acordo com a presente invenção tem a fórmula
O
CH2oi!(CH2)lltCH3
aspecto preferido da presente invenção é uma composição farmacêutica que contem um composto prefe10 rido de acordo com a presente invenção, em associação com lipossomas
Quando o objectivo da consiste em proporcionar uma composição farmacêutica que contem lipossomas, o composto activo dessa composição deve ser um composto de fórmula geral I na qual R^ represente um grucom 11 a 20 átomos de carbono.
po acilo
Quando o objectivo da presente invenção consiste em proporcionar uma composição farmacêutica sem lipo_s somas, o composto activo dessa composição deve ser um com· fórmula geral I posto de na qual representa um grupo acilo com 1 a 10 átomos de carbono, de preferência com 5 a 10 áto mos de carbono.
Os componentes esteroisoméricos individuais presentes em uma mistura de um esteróide de fórmula geral I podem ser ilustrados do seguinte modo devido à quiralidade no átomo de carbono em posição 22 e relativamente ao substituinte representado pelo símbolo R^:
- 11 ch2or3
ch2or3
apresenta a configuração 22R
Métodos de preparação
Os ésteres de esteróides de fórmula geral
II
St - OCR.
na qual
St representa um grupo de fórmula geral CH2
I
na qual X1, X2, R1 e R2 têm os significados definidos antes e a posição 1,2 apresenta-se saturada ou apresenta uma ligação dupla; e representa um grupo alquilo eventualmente saturado de cadeia linear ou ramificada, com 1 a 19 átomos de carbono, preparam-se utilizando um dos seguintes métodos alternativos:
A. Reacção de um composto de fórmula geral
St-OH na qual
St tem o significado definido antes, com um composto de fórmula geral
II
R^COH na qual
R^ tem o significado definido antes.
A esterificação do composto 21-hidroxilado pode realizar-se de um modo convencional, por exemplo, fazen do reagir o esteróide inicial 21-hidroxilado com o ácido carboxílico apropriado, vantajosamente na presença de anidrido trifluoroacétioo e, de preferência, na presença de um catalisador ácido como, por exemplo, o ácido jj-toluenossulfónico.
Esta reacção realiza-se vantajosamente no seio de um dissolvente, tal como o benzeno ou o cloreto de metileno, a uma temperatura compreendida entre 20° e 100°C.
B. Reacção de um composto de fórmula geral
St-OH na qual
St tem o significado definido antes, com um composto de fórmula geral
II
-O-C-R^ na qual
R^ tem o significado definido antes e X representa um átomo de halogéneo, tal como um átomo de cloro, bromo, iodo ou flúor, ou um grupo de fór0
II mula geral O-C-R^ na qual tem o significado definido antes.
Pode fazer-se reagir o composto inicial 21-hidroxilado com o anidrido ou o halogeneto do ácido carboxílico apropriado, de preferência no seio de um dissolvente, tal como um hidrocarboneto halogenado, por exemplo, o cloreto de metileno ou éteres, por exemplo, o dioxano na pr«s sença de uma base, tal como a trietilamina ou a piridina, de preferência a uma temperatura baixa compreendida entre -5° e +30° C.
C. Reacção de um composto de formula geral
St-Y na qual
St tem o significado definido antes e Y representa um átomo de halogéneo, por exemplo, um átomo de cloro, bromo, ou iodo, ou um grupo mesilato ou £-toluenossulfonato, com um composto de fórmula geral r4co©a©
na qual
R^ tem o significado definido antes, e A representa um catião.
Pode fazer-se reagir um sal derivado do ácido carboxílico apropriado e de um metal alcalino como, por exemplo, lítio, sódio ou potássio, ou um sal de trietila mónio ou de tributilamónio com o agente de alquilação apropriado de fórmula geral St-Y. Esta reacção realiza-se, de preferência, no seio de um dissolvente polar, tal como a ace tona, a metiletilcetona, a dimetilformamida ou o dimetilsulfóxido, apropriadamente a uma temperatura compreendida entre 25° e 100° C.
Em qualquer dos métodos A a C pode ser necessário realizar um passo reaccional final de modo a resolver uma mistura epimérica nos seus componentes, quando se pretende um epímero puro.
Composições farmacêuticas
Dependendo do local inflamado, os compostos de acordo com a presente invenção podem administrar-se por diferentes vias como, por exemplo, percutânea ou parentérica ou aplicar-se localmente no tracto respiratório por inalação. Um importante objectivo da fórmula concebida consiste em alcançar a biodisponibilidade óptima do esterói^ de activo utilizado como princípio activo. Nas composições para administração percutânea este objectivo alcança-se de
um modo vantajoso quando o esteróide .se dissolve no veículo com uma elevada actividade termodinâmica. Esta situação é atingida mediante a utilização de dissolventes ou um sistema de dissolventes apropriados que incluam glicóis apropriados como, por exemplo, propilenoglicol ou 1,3-butanodiol, quer individualmente quer em associação com água.
á também possível dissolver o esteróide, quer totalmente quer parcialmente, em uma fase lipofíli^ ca com a ajuda de um agente tensioactivo como solubilizante. As composições farmacêuticas para administração percutânea podem apresentar-se sob a forma de pomada, creme do tipo óleo-em-água ou do tipo água-em-óleo ou loção. Nos veículos utilizados para preparar a emulsão o sistema que inclui o componente activo dissolvido pode constituir tanto a fase dispersa como a fase contínua. 0 esteróide pode existir tam bém nas composições citadas antes sob a forma de uma substância sólida micronizada.
Os aerossoles pressurizados contendo esteróides destinam-se a administração oral ou a inalação nasal. 0 sistema de aerossol é concebido de modo a que cada dose libertada contenha 10 a 100 jug, de preferência 20 a 250 PS do esteróide activo. Os esteróides mais activos administram-se em doses correspondentes aos valores mais baixos dos intervalos citados. 0 esteróide micronizado á constituído por partículas com dimensões substancialmente inferiores a 5 pm» Que se suspendem em uma mistura propulsora ί
com ο auxílio de um agente dispersante, tal como o trioleato de sorbitano, o ácido oleico, alecitina ou o sal de sódio do ácido dioctilsulfossuccínico, esteróide pode também administrar-se sob a forma de um pó anidro para inalação.
Uma possibilidade consiste em misturar o esteróide micronizado com um veículo como, por exemplo, a lactose ou a glucose. A mistura em pó é dispensada em cápsu las de gelatina dura, contendo cada uma a dose pretendida do esteróide. Coloca-se depois a cápsula em um inalador que permite ao doente a inalação do pó através das vias respira tórias.
Outra possibilidade consiste em transformar o pó micronizado em esferas que se desfazem durante o procedimento de dosagem. Acondiciona-se o pó sob a forma de esferas no reservatório destinado ao fármaco em um inala dor de doses múltiplas como, por exemplo, um Turbuhaler (turbuinalador). Uma unidade doseadora mede a dose pretendida que é depois inalada pelo doente. Com este sistema ad ministra-se o esteróide ao doente, com ou sem o auxílio de um veículo.
esteróide também pode ser incluído em composições farmacêuticas para tratamento de doenças inflamatórias do intestino, quer para administração oral quer para administração rectal. As composições farmacêuticas pa ra administração oral devem ser concebidas de tal modo que o esteróide seja libertado nas zonas inflamadas do intestino, o que se consegue mediante associações diferentes de princípios de libertação entérica e/ou lenta ou controlada. Para aplicação rectal a composição farmacêutica apropriada é a do tipo enema.
Preparação de composições com lipossomas
As lecitinas utilizadas na presente in venção têm cadeias de ácidos gordos de diferentes comprimen tos e, consequentemente, apresentam diferentes temperaturas de transição de fase. São exemplos de lecitinas utilizadas as provenientes do ovo e da soja, bem como lecitinas sintéticas como, por exemplo, a dimiristoil-fosfatidilcolina (DMPC), a dipalmitoil-fosfatidilcolina (DPPC) e a diestearoil-difosfatidilcolina (DSPC). Mediante manipulação das le_ citinas da estrutura podem preparar-se veículos estáveis com propriedades biodegradáveis variáveis, o que permitirá prolongar a libertação do éster de esteróide retido.
grau de interacção do éster de esteróide com, por exemplo, vesículas de dipalmitoil-fosfatidilcolina (DPPC) depende do comprimento da cadeia do éster, observando-se intensificação da interacção quando a cadeia aumenta.
A inclusão de colesterol ou de derivados do colesterol em composições que contêm lipossomas tor nou-se muito frequente devido à capacidade destes compostos para aumentar a estabilidade do lipossoma.
Os passos iniciais da preparação de li. possomas, de acordo com a presente invenção, podem ser adequadamente efectuados segundo as técnicas descritas na lite^ ratura da especialidade, isto é, dissolvendo os componentes em um dissolvente como, por exemplo, o etanol ou o clorofór mio, que se evapora seguidamente. Dispersa-se seguidamente a camada lipídica resultante no meio aquoso seleccionado, depois do que se agita a solução ou se submete a ultra-sons. Os lipossomas de acordo com a presente invenção exibem, de preferência, um diâmetro compreendido entre 0,1 e 10 pm.
Adicionalmente ao(s) principal(is) lípidos capaz(es) de formar(em) lipossomas, que na generalidade é/são (um) fosfolípido(s), podem incluir-se outros lípidos (por exemplo, colesterol ou estearato de colesterol) em uma quantidade compreendida entre 0 e hcrfo (p/p) dos lípidos totais, para modificar a estrutura da membrana do lipossoma. Para optimizar a captação do lipossoma incorpora-se, eventual, mente, um terceiro componente com uma carga negativa (por exemplo, dipalmitoil-fosfatidil-glicerol) ou uma carga positiva (por exemplo, acetato de estearilamina ou cloreto de ce
Dependendo do lípido e das condições utilizadas, pode utilizar-se, durante a formação de liposs£ mas, uma larga gama de proporções entre o éster de esteróide
e o lípido. A secagem (liofilização ou secagem por atomização) dos lipossomas na presença de lactose pode ser utilizada com um teor em lactose compreendido entre 0 e 95$ da composição final.
As composições de acordo com a presente invenção contêm, preferencialmente, lipossomas e a (22R)-16cH, 17 (X -butilidenodioxi-ó , 9 &-difluoro-11 β-hidroxi-21-palmi toiloxipregn-4-eno-3,20-diona. As vias de administração impli cam a utilização de aerossoles em pó, soluções para instilação ou nebulização e aerossoles sob pressão.
Exemplos práticos
Os exemplos seguintes não limitativos concorrem para uma maior elucidação da presente invenção. Nes_ tes exemplos utiliza-se nos ensaios de cromatografia prepara tiva um caudal de 2,5 ml/cm 1í~ , Em todos os exemplos deter minaram-se os pesos moleculares por espectrometria de massa de ionização química (metano como gás reagente) e os pontos de fusão utilizando um microcópio de platina quente de Leitz Wetzlar. As análises de HPLC (Cromatografia Líquida de Alta Resolução) realizaram-se utilizando uma coluna pBondapK C1g (300 x 3,9 ™ d.i.) com um caudal de 1,0 ml/minuto utilizan do como fase móvel etanol/água em proporções compreendidas entre 4θ:6θ ou Ó0s40, caso não seja fornecida qualquer outra indicação.
Exemplo 1. ( 22r) -16 # , 17 SX -butilidenodioxi-6 õf, 9 -difluoro-11 β -hidroxi-21-palmitoiloxipne,gn-4—eno-3.20-diona,
Gota a gota, adicionou-se uma solução de 1,2 g de cloreto de palmitoilo em 10 ml de dioxano a uma solução de 200 mg de (22r)-16°^, 17 -búcãlidenodioxi-6 o( , 9 o( -difluoro-11φ, 21-di-hidroxipregn-4-eno-3,20-diona em 25 ml de piridina. Agitou-se a mistura reaccional durante 16 horas à temperatura ambiente. Adicionaram-se 150 ml de cloreto de metileno e lavou-se a solução com ácido clorídrico 1M, uma solução aquosa a 5% de carbonato de potássio e com água e s£ cou-se. Após evaporação purificou-se o produto bruto por cro matografia numa coluna de Sephadex LH-20 (87 x 2,5 cm) utili zando como fase móvel clorofórmio. Recolheu-se a fracção cor respondente a 210-255 ml θ evaporou-se, obtendo-se 203 mg de (22R)-16CX , 17 íX -butilidenodioxi-6, 9 &-difluoro-11 β -hidroxi-21-palmitoiloxipregn-4-eno-3,20-diona, P.F. 87°-9O° C. Peso molecular 70ó (calculado 7θ7,θ). Pureza: 96% (análise por HPLC).
Exemplo 2. (22R)-16 d, 17 d-butilidenodioxi-6 tf, 9 ^-difluoro-11 &-hidroxi-21-palmitoiloxipregn-4—eno-3,20-diona.
A uma solução de 5θ mg de (22R)-16 , «( -butilidenodioxi-6 , 9 R -dif luoro-11 β , 21-di-hidroxipregn-4-eno-3»20-diona e 35 mg de cloreto de palmatoilo em 10 ml de cloreto de metileno adicionou-se, gota a gota, uma solução de 13 mg de trietilamina em 2 ml de cloreto de meti
Λ leno. Agitou-se a mistura reaccional durante 2 horas a temperatura ambiente. Adicionaram-se mais 50 ml de cloreto de metileno e processou-se a mistura reaccional de acordo com a técnica descrita no Exemplo 1. Purificou-se o produto bruto numa coluna de Sephadex LH-20 (85 x 2,5 cm) utilizando como fase móvel clorofórmio. Recolheu-se a fracção correspondente a 210 - 25O ml e evaporou-se, obtendo-se 34 mg de (22R)-16c/, 17W-butilidenodioxi-Ó0Í, 9o(-dxfluoro-llp-hidroxi-21-palmitoiloxipregn-4-eno-3,20-diona. Peso molecular 706 (calculado 7O7,O). Pureza; 95$> (análise por HPLC).
Exemplo 3 · (22S)-16fl(, 17d-butilidenodioxi-6oí, 9^(-difluoro-llfi -hidroxi-21-palmitoiloxipregn-4-eno-3«20-diona.
Gota a gota, adicionou-se uma solução de 0,4 ml de cloreto de palmitoilo em 10 ml de dioxano a uma solução de 70 mg de (22S)-16o(, 17í/-butilidenodioxi-6o(, 9íK~ -difluoro-HJÔ, 21-di-hidroxipregn-4-eno-3,20-diona em 25 ml de piridina. Agitou-se a mistura reaccional durante 16 horas à temperatura ambiente e processou-se de acordo com a técnica descrita no Exemplo 1. Purificou-se o produto bruto numa coluna de Sephadex LH-20 (87 x 2,5 cm) utilizando como fase móvel clorofórmio. Recolheu-se a fracção correspondente a 225 - 265 ml e evaporou-se, obtendo-se 92 mg de (22s)-16tf, 17d-butilidenodioxi-&t, 9^-difluoro-ll£-hidroxi-21-palmitoiloxipregn-4-eno-3,20-diona sob a forma de um óleo. Peso molecular 706 (calculado 7θ7,θ)· Pureza; 97/° (análise por HPLC) .
- 23 Exemplo 4. (22R)-16^, 17<Á-butilidenodioxi-60(, 9o(-dif luoro-ll^-hidroxi-21-iniristoiloxipregn-4-eno-3» 20-diona.
Submetendo a refluxo 7,0 g de ácido mirístico e 9 ml de cloreto de tionilo em 100 ml de tricloroetileno, durante 3 horas, sintetizou-se o cloreto de miris toilo. Evaporou-se seguidamente o dissolvente.
A uma solução de 51 mg de (22R)-16®< , 17d-butilidenodioxi-6<Á, 9&-difluoro-llÊ-21-di-hidroxipregn-4-eno-3,20-diona em 10 ml de cloreto de métiléno adicionaram-se 32 mg de cloreto de miristõilo e depois 13 mg de trietilamina dissolvidos em 5 ml de cloreto de métiléno. Agitou -se a mistura reaccional durante 4 horas à temperatura ambien te. Adicionou-se depois mais cloreto de métiléno e lavou-se a mistura, sucessivamente, com ácido clorídrico O,1M e 3 x 50 ml de água. Após a secagem e evaporação purificou-se o resíduo por oromatografia sobre Kieselgel 60 da Merck utilizando como fase móvel heptano/acetona (6:4). Obtiveram-se 27 mg de (22R)-lóK, 17&-butilidenodioxi-6fl(, 9í(-difluoro-lip-hidroxi-21-miristoiloxipregn-4-eno-3,20-diona. Peso molecular 678 (calculado 678,9)· Pureza: 96,8% (análise por HPLC). Exemplo 5· (22R)-164,< 17tl-butilidenodioxi-6(X, 9$-difluoro-llfl-hidroxi-21-lauroiloxipregn-4-eno-3,20-diona.
A uma solução de 51 mg de (22R)-16^(, 17o(-butilidenodioxi-6Q[ , 9&-difluoro-110,21-di-hidroxipregn-4-eno-3»20-diona em 5 ml de cloreto de métiléno adicionaram
-se 28 mg de cloreto de lauroilo e depois 13 mg de trietilamina dissolvidos em 2 ml de cloreto de metileno. Agitou-se a mistura reaccional durante 3 horas a temperatura ambiente, depois do que se adicionou mais cloreto de metileno e se lavou a fase orgânica, sucessivamente, com ácido clorídrico O,1M e 3 x 30 ml de água. Após secagem e evaporação purificou-se o resíduo por cromatografia Kieselgel 60 da Merck utilizando como fase móvel hexano/acetona (6:4). Purificou-se mais o produto resultante mediante uma segunda cromatograf ia utilizando como fase móvel éter de petróleo/acetato de etilo (3:2). Obtiveram-se 33 mg de (22R)-lófil, 17d-butilidenodioxi-ófii, 9&-difluoro-ll$-hidroxi-21-lauroiloxipregn-4-eno-3»20-diona. Peso molecular 650 (calculado 650,8). Pureza: 96,9% (análise por HPLC).
Exemplo 6. (22R)-lóq(, 17dk-butilidenodioxi-6(i(, 9tf>~difluoro-ll$-hidroxi-21-palmitoiloxipregna-l,4-dieno-3,20-diona.
Gota a gota, adicionou-se uma solução de 2,3 ml de cloreto de palmitoilo em 15 ml de dioxano a uma solução de 700 mg de (22r)-16$, 17tf-butilidenodioxi-6dí, 9t(-difluoro-llp, 21-di-hidroxipregna-l, 4-dieno-3 j 20-diona em 30 ml de piridina. Agitou-se a mistura reaccional durante toda a noite à temperatura ambiente e processou-se de acordo com a técnica descrita no Exemplo 1. Purificou-se o produto bruto numa coluna de Sephadex LH-20 (76 x 6,3 cm) utilizando como fase móvel uma mistura de heptano/clorofórmio/etanol (20:20:1). Recolheu-se a fracção correspondente a 1020-1350 ml e evaporou-se, obtendo-se 752 mg de (22R)-16<^, 17d-butilidenodioxi-6$, 9<Á-difluoro-ll^-hidroxi-21-palmi^giloxipregna-l,4-dieno-3,20-diona. P.F. 141° - 1^5° C; /ÕÇ_7D = + 71,6° (c = 0,204, cloreto de metileno); peso molecular 70^ (calculado 704,9). Pureza: 99% (análise por HPLC).
Exemplo 7· (22S)-16^, 17c(-butilidenodioxi-6íÁ< 9iÀ-difluoroχΐΐβ -hidroxi-21-palmitoiloxipregna-l,4-dieno-3.20-diona.
Gota a gota, adicionou-se uma solução de 0,5 ml de cloreto de palmitoilo em 5 ml de dioxano a uma solução de 150 mg (22S)-lód, 17âk-butilidenodioxi-6(A, $^(-difluoro-llB, 21-di-hidroxipregna-l,4-dieno-3,20-diona em 10 ml de piridina. Agitou-se a mistura reaccional durante toda a noite à temperatura ambiente e processou-se de acordo com a técnica descrita no Exemplo 1. Purificou-se o produto bruto numa coluna de Sephadex LH-20 (89 x 2,5 cm) utilizando como fase móvel heptano/clorofórmio/etanol (20:20:1). Recolheu-se a fracção correspondente a 215 - 315 ml e evaporou-se, obtendo-se 132 mg de (22S)-lód, 17c<-butilidenodioxi-6d, 9^-dif luoro-llfJ-hidroxi-21-palmitoiloxipregna-l, 4£5 -dieno-3,20-diona. P.F. 176° - 180°C; /cfg = + 47,5° (c= =0,19θ, cloreto de metileno); peso molecular 70^ (calculado 704,9). Pureza: 99% (análise por HPLC).
Exemplo 8. (22R)-21-acetoxi-16c<, 17d-butilidenodioxi-6g<,
9d-difluoro-llS -hidroxipregn-4-eno-3,20-diona.
Gota a gota, adicionou-se uma solução de 38 mg de cloreto de acetilo em 5 ml de dioxano a uma solução de 75 mg de (22r)-16o(, 17^-butilidenodioxi-6<K, !M-difluoro-110, 2l-di-hidroxipregn-4-eno-3,20-diona em 5 ml de piridina. Agitou-se a mistura reaccional durante 16 horas à temperatura ambiente. Após a evaporação adicionaram-se 75 ml de cloreto de metileno e lavou-se a solução com uma solução aquosa a 5$ de carbonato de potássio e uma solução saturada de cloreto de sódio. Após a evaporação purificou-se o produto bruto por cromatografia numa coluna de Sephadex LH-20 (85 x 2,5 cm) utilizando como fase móvel clorofórmio. Recolheu-se a fracção correspondente a 365 - 420 ml e evaporou-se, obtendo-se 57 mg de (22R)-21-acetoxi-16ft(, 17d-butili denodioxi-á^, 9^-difluoro-llP-hidroxipregn-4-eno-3,20-diona.
2.5
P.F. 182° - 189°C. [dJ-Q = + 112,0° (c = 0,225, cloreto de metileno); peso molecular 510 (calculado 510,6). Purezas 99,O^a (análise por HPLC).
Exemplo 9. (22R)-16o(, 17d-butilidenodioxi-6tf, 9o(-difluoro-11B -hidroxi-21-valeroiloxipregn-4-eno-3,20-diona.
Gota a gota, adicionou-se uma solução de 60 mg de cloreto de valeroilo em 5 ml de dioxano a uma solução de 75 mg de (22R)-16$, 17íÀ-butilidenodioxi-6&, 9^-difluoro- 11|, 21-di-hidroxipregn-4-eno-3,20-diona em 5 ml de piridina. Agitou-se a mistura reaccional durante 16 horas à temperatura ambiente. Após a evaporação adicionaram-se 75 ml de cloreto de metileno e lavou-se a solução com uma solução aquosa a 5$ de carbonato de potássio fria e uma solução saturada de cloreto de sódio. Após a evaporação purificou-se o produto bruto por cromatografia numa coluna de Sephadex LH-20 (85 x 2,5 cm) utilizando como fase móvel clorofórmio. Recolheu-se a fracção correspondente a 265 - 325 ml e evaporou-se, obtendo-se 50 mg de (22R)-16á, l^X-butilidenodioxi-6â, <M“difluoro- 110 -hidroxi-21-valeroiloxipregn25 -4-eno-3,20-diona. P.F. 181° - 185 ° c· = + 109,4o (c = 0,212, cloreto de metileno); peso molecular 552 (calculado 552,7)· Pureza: 99,8$ (análise por HPLC).
Exemplo 10 . (22R)-16e<, 17(A-butilidenodioxi-6X, 9$(-dif luoro-llP-hidroxi-21-capriloxipregna-l,4-dieno-3,20-diona.
Gota a gota, adicionou-se uma solução de 0,2 ml de cloreto de decanoilo em 3 ml de dioxano a uma solução de 100 mg de (22R)-ló&, 17<À-butilidenodioxi-óoQ, 9ok” -difluoro-110, 21-di-hidroxipregna-l,4-dieno-3,20-diona em 6 ml de piridina. Agitou-se a mistura reaccional durante toda a noite à temperatura ambiente e processou-se de acordo com a técnica descrita no Exemplo 1. Purificou-se o produto bruto numa coluna de Sephadex LH-20 (71 x 6,3 cm) utilizando como fase móvel clorofórmio. Recolheu-se a fracção corres pondente a 1470-1725 ml e evaporou-se, obtendo-se 113 mg de
- 28/
V ίϊ '4^ (22r)-16 Λ , 17 Λ -butilidenodioxi-6®l , 9 Λ -dif luoro-11 β -hidroxi-21-capriloxipregna-l,4-dieno-3,20-diona. P.F. 182°- 184° c. ζ-«-7υ5 = +71,5° (c=O,186, cloreto de metileno). Peso molecular 620 (calculado 620,9)· Pureza: 97,7% (análise por HPLC).
Exemplo 11. 6d,9 o(-dif luoro-11 β . 21-di-hidroxi-16 o( . 17°i “Z (1-metiletilideno )bis(oxij]pregn-4-eno-3,20-diona.
À temperatura ambiente e sob pressão atmosférica hidrogenou-se durante 4-5 minutos uma suspensão de 0,9 g de cloreto de tris(trifenilfosfina)ródio em 250 ml de tolueno desgaseifiçado. Adicionou-se uma solução de 1,0 g de 16 o( , 17 o( -acetonido de fluocinolona em 100 ml de etanol absoluto e prosseguiu-se a hidrogenação durante mais 4-0 horas. Evaporou-se o produto reaccional e purificou-se o re síduo por cromatografia rápida sobre sílica utilizando como fase móvel uma mistura de acetona/éter de petróleo para remover a maior parte do catalisador. Evaporou-se o eluído e purificou-se mais o resíduo por cromatografia numa coluna de Sephadex LH-20 (72,5 X 6,3 cm) utilizando como fase móvel clorofórmio. Recolheu-se a fracção correspondente a 3555-^125 ml e evaporou-se, obtendo-se 0,61 g de 6θ(, 9°í-dif luoro-11 β , 21-di-hidroxi-16 , 17$-Z (1-metiletilide^ no)bis(oxi£7pregn~^“enO“3,20-diona. P.F. 146°-151° C.
= +124,5° (c=0,220, cloreto de metileno). Peso mol.e cular 454 (calculado 45^,6). Pureza: 98,5% (análise por HPLC).
Exemplo 12, 6^, 9 &-difluoro-11-hidroxi-16 β, 17 o(-Z (1-metiletilideno)bis(oxi)./-21-palmitoiloxipregn-4-eno-3,20-diona.
Gota a gota, adicionou-se uma solução de 2,1 ml de cloreto de palmitoilo em 15 ml de dioxano a uma solução de 310 mg de 6 ô( , 9 oí -difluoro-11 β , 21-di-hidroxi-16 oC, 17<X-Z (1 -metiletilideno)bis(oxij7pregn-4-eno-3,20-diona em 3θ ml de piridina. Agitou-se a mistura reaccional durante toda a noite à temperatura ambiente e proces^ sou-se de acordo com a técnica descrita no Exemplo 1. Purifi cou-se o produto bruto numa coluna de Sephadex LH-20 (76 x x 6,3 cm) utilizando como fase móvel uma mistura de heptano/ /clorofórmio/etanol (20:20:1). Recolheu-se a fracção correspondente a 1O35-12ÓO ml e evaporou-se, obtendo-se 158 mg de 6«, 9 $-difluoro-11 β-hidroxi-16 , 17 ~Z (1-me tiletilideno ) bis ( oxij7-21-palmitoiloxipregn-4-eno-3120-diona. P.F. 82°-86° C. Z = *θ5>3° (c=0,232; cloreto de metileno).
Peso molecular 692 (calculado 692,9). Pureza: 98,6$ (análise por HPLC).
Exemplo 13. (22R)- e (22S)-21-acetoxi-16fr* . 17^ -butilidenodioxi-6 A-fluoro-11β -hidroxipregn-U-eno-3.20-diona.
Em 1 ml de piridina dissolveram-se 68 mg de (22RS)-16a< , 17°( -butilidenodioxi-6 «X-fluoro-11β , 21-di-hidroxipregn-4-eno-3,20-diona. Adicionou-se 1 ml de anidrido acético e agitou-se a mistura reaccional durante 1 hora
- 30 à temperatura ambiente, verteu-se sobre uma mistura de água e gelo e extraíu-se com 3 X 25 ml de cloreto de metileno. Secou-se o extracto e evaporou-se. Resolveu-se a mistura de 22RS residual por cromatografia numa coluna de Sephadex LH-20 (89 x 2,5 cm) utilizando como fase movei uma mistura de heptano/clorofórmio/etanol (20:20:1). Recolheram-se as fracções correspondentes a 380-400 ml (a) e 420-440 ml (B) e eva poraram-se.
Após precipitação em uma mistura de cloreto de metileno/éter de petróleo, a fracção A deu 14 mg de (22S)-21-acetoxi-ló (X , 17 0<-butilidenodioxi-6o(-fluoro-11β -hidroxipregn-4-eno-3,20-diona. P.F. 179°-1θ6° C.
= +86,2° (c=O,188, cloreto de metileno). Peso mole cular 492 (calculado 492,6). Pureza: 97,5% (análise por
HPLC).
A fracção B deu após precipitação 20 mg de (22R)-21-acetoxi-16 , 17c*-butilidenodioxi-6c<-fluoro-11β-hidroxipregn-4-eno-3,20-diona. P.F. 169°~172° 0. / °í_ = +139,0° (c=0,200, cloreto de metileno). Peso molecular 492 (calculado 492,6). Pureza: 97,9% (análise por HPLC).
Exemplo 14. (22RS)-16# , 17 e<-butilidenodioxi-6 ¢(-fluoro-11β-hidroxi-21-palmitoiloxipregn-4-eno-3.2Q-diona.
A uma suspensão de 1,4 g de cloreto de tris(trifenil-fosfina)ródio em 3θθ ml de tolueno adicionou-se uma solução de 1170 mg de 6 -fluoro-11 β , 16$ , 17$,
21-tetra-hidroxipregna-l,4-dieno-3,20-diona em 250 ml de eta nol absoluto. Hidrogenou-se a mistura durante 22 horas à tem peratura ambiente e sob pressão atmosférica e evaporou-se. Precipitou-se o resíduo em uma mistura de acetona/clorofórmio, obtendo-se 661 mg de 6o(-fluoro-11 β , 16 ot, 17c^ , 21-t£ tra-hidroxipregn-4-eno-3,20-diona. Peso molecular 396 (calcu lado 390,5). Pureza: 96,6$ (análise por HPLC).
Pouco a pouco, adicionaram-se de 308 mg de 6 tX-fluoro-11 β , 16 cX, 17 OC , 21-tetra-hidroxipregn-4-eno-3,20-diona a uma solução de 115 mg de butanal e 0,2 ml de ácido perclárico a 70$ em 50 ml de dioxano. Agitou-se a mistura reaccional durante 6 horas à temperatura ambiente. Adicionaram-se 200 ml de cloreto de metileno e lavou-se a solução com uma solução aquosa a 10$ de carbonato de potássio e com água e secou-se. Após evaporação purificou-se o re síduo numa coluna de Sephadex LH-20 (87 x 2,5 cm) utilizando como fase móvel clorofórmio. Recolheu-se a fracção correspon dente a 420-500 ml e evaporou-se, obtendo-se 248 mg de (22RS)-16 Oi , 17 ^-butilidenodioxi-6 íX-fluoro- 11β , 21-di-hidroxi— pregn-4-eno-3,20-diona. P.F. 85°-96° C. / = +119,8° (c= =0,192, cloreto de metileno). Peso molecular 450 (calculado 450,6). Pureza! 96,1$ (análise por HPLC). A distribuição en tre os epímeros 22R e 22S foi 59/41 (análise por HPLC).
G-ota a gota, adicionou-se uma solução de 0,21 ml de cloreto de palmitoilo em 3 ml de dioxano a uma solução de 50 mg de (22RS)-16o< , 17 <K-butilidenodioxi-6 0Ç/ 32 -fluoro-ΙΙβ, 21-di-hidroxipregn-4-eno-3,20-diona em 6 ml de piridina. Agitou-se a mistura reaccional durante toda a noite à temperatura ambiente e processou-se de acordo com a técnica descrita no Exemplo 1. Purificou-se o produto bruto numa coluna de Sephadex LH-20 (89 x 2,5 cm) utilizando como fase móvel uma mistura de heptano/clorofórmio/etanol (20s20:l). Recolheu-se a fracção correspondente a 185 - 230 ml e evaporou-se, obtendo-se 4-2 mg de (22RS)-lóc<, 17^-butilidenodioxi-6<L-f luoro-lip-hidroxi-21-palmitoiloxipregn-4-eno-3,20-diona sob a forma de um óleo. Peso molecular 688 (calculado 688,97)· Purezas 99»0%, tendo a distribuição entre os epímeros 22R e 22S sido 15/85 (análise por HPLC).
Exemplo 15» (22R) -16t\, 17d-butilidenodioxi-6ti-f luoro-ΐΐβ-hidroxi-21-palmitoiloxipregn-4—eno-3.20-diona.
Pouco a pouco, resolveram-se 225 mg de (22RS)-lós4, 17^-butilidenodioxi-6íí(-fluoro-llj5, 21-di-hidroxipregn-4-eno-3»20-diona por HPLC preparativa numa coluna jiBondapak C18 (150 x 19 mm) utilizando como fase móvel uma mistura de etanol/água (4O:6o). Recolheram-se as fracções cujas partes médias correspondiam a 265 ml (a) e 310ml.(B) e evaporaram-se. Após precipitação em uma mistura de cloreto de metileno/éter de petróleo, a fracção A deu 68 mg de (22 r)-16o< ,17(X -butilidenodioxi-6 p(-fluoro-lly0 j21-di-hidroxi-pregne-4-eno-3,20-diona. P. F. 180° - 192°C, = = + 138,9° ( c = 0,144, cloreto de metileno). Peso molecular 450 (calculado 450,6). Purezas 99»4 $ (Análise por HPLC).
A fracção B deu após precipitação mg de (22S)-16c\ , 17 °<-butilidenodioxi-6 -fluoro-11/^,
2l-di-hidroxipregn-4-eno-3,20-diona. P.F. 168°-175°θ· . 7 = + 1O3»7 (c = 0,216, cloreto de metileno).
d
Peso molecular 450 (calculado 450,6 ). Pureza: 99»5 $ (análise por HPLC).
Gota a gota, adicionou-se uma solução de 0,22 ml de cloreto de palmitoilo em 5 ml de dioxano a uma solução de 32 mg de (22R)-16©^,17oC-butilidenodioxi-6 ©<, fluoro-11/3,2l-di-hidroxipregn-4-eno-3, 20-diona em 10 ml de piridina. Agitou-se a mistura reaccional durante toda a noite à temperatura ambiente e processou-se de acordo com a técnica descrita no Exemplo 1. Purificou-se o produto bruto numa coluna de Sephadex LH-20 (87 x 2,5 cm) utilizando como fase móvel o clorofórmio. Recolheu-se a fracção correspondente a 215-250 ml e evaporou-se, obtendo-se 38 mg de (22R)-ló cX, 17<X-butilidenodioxi-6 fluoro-ll/$ -hidroxi-21-palmitoiloxipregn-4-eno-3,20-diona sob a forma de um óleo. Peso molecular 688 (calculado 688,97). Pureza: 96,0 $ (análise por HPLC).
Exemplo 16 . (22S)-lóo< , 17e< -butilidenodioxi-6 o(-fluoro-11/3-hidroxi-21-palmitoiloxipregn-4-eno-3,20-diona
Em 1 ml de piridina dissolveram-se mg de (22RS)-16 o< , 17<X-butilidenodioxi-6 c<-fluoro-11^,
- 34 21-di-hidroxipregn-4-eno-3,20-diona. Adicionou-se 1 ml de ani drido acético e agitou-se a mistura reaccional durante 1 hora à temperatura ambiente, verteu-se sobre uma mistura de água e gelo e extraiu-se com 3 * 25 ml de cloreto de metileno. Secou-se o extracto e evaporou-se. Resolveu-se a mistura epimérica de 22RS residual por cromatografia numa coluna de Sephadex LH-20 (89 x 2,5 cm) utilizando como fase móvel uma mistura de heptano/clorofórmio/etanol (20:20:1). Recolheram-se as fracções correspondentes a 380-4-00 ml (a) e 420-440 ml (B) e evaporaram-se.
uma mistura de
Após precipitação em cloreto de metileno/éter de petróleo, a fracção A deu 14 mg de (22S)-21-acetoxi-ló , 17 ^-butilidenodioxi-óCX -fluoro-11 P-hidroxipregn-4-eno-3,20-diona. P.F. 179°-1θ6° C.
Z«7d5 · +86,2° (c=0,188, cloreto de metileno). Peso molecu lar 492 (calculado 492,6). Purezaj 97,5$ (análise por HPLC).
Após precipitação a fracção B deu 20 mg de (22R)-21-acetoxi-ló ®í , 17 ** -butilidenodioxi-6(X-fluoro-11 β-hidroxipregn-4-eno-3,20-diona. P.F. 169°-172° C.
= +139,0° (c=0,200, cloreto de metileno). Peso molecular 492 (calculado 492,6). Purezaí 97,9$ (análise por HPLC).
A uma solução de 14 mg de (22S)-21-ace toxi-16<X , 17d -butilidenodioxi-6 (X-f luoro-11 β-hidroxipregn-4-eno-3,20-diona em 2 ml de etanol, adicionaram-se 2 ml de ácido clorídrico 2m. Após agitação durante 5 horas à temperatu
ra de 60° C neutralizou-se a mistura reaccional com uma solu ção aquosa saturada de hidrogenocarbonato de sódio e extraiu -se com 3 x 25 ml de cloreto de metileno. Lavaram-se os extractos reunidos com água, secaram-se e evaporaram-se. Purificou-se o resíduo numa coluna de Sephadex LH-20 (87 x 2,5 cm) utilizando como fase móvel clorofórmio. Recolheu-se a fracção correspondente a 455 - 510 ml e evaporou-se, obtendo-se 7 mg de (22s)-16ô(, 17e^-butilidenodioxi-6cl(-fluoro-ll^,21— -di-hidroxipregn-4-eno-3j20-diona. Peso molecular 450 (calculado 450,6). Pureza: 96,6$.
Gota a gota, adicionou-se uma solução de 195 mg de cloreto de palmitoilo em 5 ml de dioxano a uma solução de 32 mg de (22S)-16a(, lT^-butilidenodioxi-ópÇ-fluoro— 110, 21-di-hidroxipregn-4-eno-3,20-diona em 10 ml de piridina. Agitou-se a mistura reaccional durante toda a noite à temperatura ambiente e processou-se de acordo com a técnica descrita no Exemplo 1. Purificou-se o produto bruto numa coluna de Sephadex LH-20 (89 x 2,5 cm) utilizando como fase móvel uma mistura de heptano/clorofórmio/etanol (20:20:1). Recolheu-se a fracção correspondente a 205 - 245 ml e evaporou-se, obtendo-se 37 mg de (22S)-16ol, 17^-butilidenodioxi-6d-fluoro- 11$ -hidroxi-21-palmitoiloxipregn-4-eno-3,20-diona sob a forma de um oleo, Peso molecular 688 (calculado 688,97)· Pureza: 96,4$ (análise por HPLC).
Exemplo 17. (22RS)-16 <X , 17-butilidenodioxi-6 <X-fluoro-11½ -hidroxi-21-lauroiloxipregn-4-eno-3 <20-diona.
Gota a gota, adicionou-se uma solução de 0,4 ml de cloreto de lauroilo em 3 ml de dioxano a uma solução de 50 mg de (22RS)-lóo<, 17oC-butilidenodioxi-óo(-fluoro-11J? ,21-di-hidroxipregn-4-eno-3,20-diona em 6 ml de piridina. Agitou-se a mistura reaccional durante toda a noite à temperatura ambiente e processou-se de acordo com a técnica descrita no Exemplo 1. Purificou-se o produto bruto numa coluna de Sephadex LH-20 (89 x 2,5 cm) utilizando como fase móvel uma mistura de heptano/clorofórmio/etanol (20:20:1). Recolheu-se a fracção correspondente a 215 “ 250 ml e evaporou-se, obtendo-se 15 mg de (22RS)-16o( , 17^í -butilidenodioxi-6& -fluoro-ΐΐβ -hidroxi-21-lauroiloxipregn-4-eno-3,20-diona. P.F. 125°-143° C. fs +92,8° (c=0,208, cloreto de
D metileno). Peso molecular 632 (calculado 632,9). Pureza: 96,2^a (análise por HPLC). A distribuição entre os epxmeros 22R e 22S foi 5θ/^2 (análise por HPLC).
Exemplo 18. (22R)-16O< « 17^ -butilidenodioxi-6 -fluoro-11 β -hidroxi-21-palmitoiloxipregna-l,4-dieno-3» 20-diona,
Pouco a pouco, adicionaram-se 400 mg de 6 (X-fluoro-11 B , 16 «X , 17cf , 21-tetra-hidroxipregna-l,4-dieno-3,20-diona a uma solução de 0,18 ml de butanal e 0,2 ml de ácido perclórico a 70/° em 50 ml de dioxano. Agitou-se a mistura reaccional durante 16 horas à temperatura ambiente. Adicionaram-se 200 ml de cloreto de metileno e lavou-se a solução com uma solução aquosa a 10$ de carbonato de potássio e com água e secou-se. Após evaporação purificou-se o resíduo numa coluna de Sephadex LH-20 (75 x 6,3 cm) utilizando como fase móvel clorofórmio. Recolheu-se a fracção correspondente a 2880-3300 ml e evaporou-se, obtendo-se 1209 mg de (22RS)-16 , 17 & -butilidenodioxi-6 (X -fluoro-ΙΙβ , 21-di-hidroxipregna-l,4-dieno-3,20-diona. Peso molecular 448 (calculado
448,5)· Purezas 95,7$, sendo a distribuição entre os epímeros 22R e 22S de 55/45 (análise por HPLC).
Numa coluna de Sephadex LH-20 (89 x x 2,5 cm) utilizando como fase móvel uma mistura de heptano/ /clorofórmio/etanol (20:20:1) cromatografaram-se 36 mg de (22RS)-16©(' , 17 K -butilidenodioxi-6tx' -fluoro-11 β , 21-di-hidroxipregna-1,4-dieno-3,20-diona. Recolheram-se as fracções correspondentes a 1720-1800 ml (a) e 1960-2025 ml (b) e evapo raram-se. Precipitaram-se os dois produtos em uma mistura de cloreto de metileno/éter de petróleo. Identificou-se o produto proveniente da fracção A (12 mg) por RMN ^H e espectrometria de massa como sendo a (22S)-160(, 17o(-butilidenodioxi-6 o(-fluoro-11β , 2i-di-hidroxipregna-l,4-dieno-3,20-diona e o produto proveniente da fracção B (10 mg) como sendo epímero 22R.
Os epímeros apresentavam as proprieda—
(c=0,132, cloreto de metileno); peso molecular 448 (calculado
448.5) . Epímero 22R: P.F. 95°-106° C. = +105,9° (c= =0,152, cloreto de metileno); peso molecular 448 (calculado
448.5) · Determinou-se a pureza dos epímeros por HPLC. Obteve-se 98,9% para o epímero 22S e 97,7% para o epímero 22R.
Gota a gota, adicionou-se uma solução de 172 mg de cloreto de palmitôilo em 5 ml de dioxano a uma solução de 56 mg de (22R)-ló<X , 17 & -butilidenodioxi-6 -fluo ro-11$, 21-di-hidroxipregna-l,4-dieno-3,20-diona em 10 ml de piridina. Agitou-se a mistura reaccional durante toda a noite à temperatura ambiente e processou-se de acordo com a técnica descrita no Exemplo 1. Purificou-se o produto bruto numa colu na de Sephadex LH-20 (89 x 2,5 cm) utilizando como fase móvel uma mistura de heptano/clorofórmio/etanol (20:20:1). Recolheu -se a fracção correspondente a 22^-285 ml e evaporou-se, obtendo-se 31 mg de (22r)-16°< ,17^ -butilidenodioxi-6 -fluoro-11p-hidroxi-21-palmitoiloxipregn-4-eno-3,20-diona. P.F. 95°“ -100° C. Z = +68,0° Çc=0,200, cloreto de metileno). Pe.
so molecular 686 (calculado 686,95). Pureza 97»7% (análise por HPLC).
Exemplo 19· (22s)-16o< , 17g< -butilidenodioxi-60/ -fluoro-ll£>-hidroxi-21-palmitoiloxipregna-1.4-dieno-3·20-diona.
Gota a gota, adicionou-se uma solução de 110 mg de cloreto de palmitoilo em 5 ml de dioxano a uma solução de 46 mg de (22S)-16oí, 17«X -butilidenodioxi-6ô( -fluo / ·:
ro-ll/J , 21-di-hidroxipregna-l,4-dieno-3,20-diona em 10 ml de piridina. Agitou-se a mistura reaccional durante toda a noite à temperatura ambiente e processou-se de acordo com a técnica descrita no Exemplo 1, Purificou-se o produto bruto numa colu na de Sephadex LH-20 (89 x 2,5 cm) utilizando como fase móvel uma mistura de heptano/clorofórmio/etanol (20:20:1). Recolheu -se a fracção correspondente a 185-225 ml e evaporou-se, obtendo-se 37 mg de (223)-16^, 17°(-butilidenodioxi-6 0<-fluoroi -11 j^-hidroxi-21-palmitoiloxipregn-U-eno-3,20-diona. P.F. 65°-68° c. Z“<_7|5 = +53,0° (c=0,200, cloreto de metileno). Pje so molecular 686 (calculado 686,95)· Pureza 95,9% (análise por HPLC).
Exemplo 20. 6 c<>-f luoro-11 β , 21-di-hidroxi-16 . 17 o<-/ (1-metiletilideno)bis(oxi)7-pregn-4-eno-3,2Q-diona.
À temperatura ambiente e sob pressão atmosférica hidrogenou-se durante 4-5 minutos uma suspensão de 2,1 g de cloreto de tris(trifenilfosfina)ródio em 500 ml de tolueno na presença de um catalisador. Adicionou—se uma solução de 2,0 g de 6 -fluoro-ΐΐβ , 21-di-hidrõxi-16 «ai, , 17<K ~Z (1-metiletilideno )bis( οχϊ^ΡΓθδ113·”1,4-dieno-3,20-diona em 1000 ml de etanol absoluto e prosseguiu-se a hidrogenação durante mais 65 horas. Evaporou-se a mistura reaccional e purificou-se o resíduo numa coluna Sephadex LH-20 (71 xó,3 cm) utilizando como fase móvel clorofórmio. Recolheu-se a fracção correspondente a 2010 - 2445 ml e evaporou-se, obten do-se 1,51 S de 6o( -fluoro-11^ , 21-di-hidroxi-16 o( , 170( y 4o -Zd -metiletilideno)bis(oxi_)7pregn-4-eno-3» 20-diona. P.F. 209° - 219° C. +133,5° (c=O,23O, cloreto de metileno). Peso molecular 436 (calculado 436,5). Pureza: 99,6$ (análise por HPLC).
Exemplo 21. 6 0<-fluoro-11 β -hidroxi-16 <X , 17θζ -/ (1-metiletilideno)bis(oxi)7-21-palmitoiloxipregn-4-eno-3,20-diona.
Gota a gota, adicionou-se uma solução de 0,21 ml de cloreto de palmitoilo em 3 ml de dioxano a uma solução de 6©<-fluoro-11 β , 21-di-hidroxi-16Λ, 17 «X ~Z (1-metiletilideno)bis(oxiJ^>regn-4-eno-3,20-diona em 6 ml de piridina. Agitou-se a mistura reaccional durante toda a noite à temperatura ambiente e processou-se de acordo com a técnica descrita no Exemplo 1. Purificou-se o produto bruto numa coluna de Sephadex LH-20 (76 x 6,3 cm) utilizando como fase móvel uma mistura de heptano/clorofórmio/etanol (20:20: 1). Recolheu-se a fracção correspondente a 1035 - 1230 ml e evaporou-se, obtendo-se 63 mg de 6 (X -fluoro-11 $ -hidroxi-16 y , 17X -Z (l-metiletilideno)bis( oxi 17 -21-palmitoiloxipregn-4-eno-3,20-diona. P.F. 99° - 101° C. 1*7/ = +89,8° (c=0,206, cloreto de metileno). Peso molecular 674 (calculado 674,94). Pureza: 97,9$ (análise por HPLC).
Exemplo 22. 9 -fluoro-llS , 21-di-hidroxi-16l&< , 17íá-Z (1-metiletilideno)bis(oxi)7pregn-4-eno-3,20-diona.
X temperatura ambiente e sob pressão atmosférica hidrogenou-se durante 45 minutos uma suspensão de 675 mg de cloreto de tris(trifenilfosfina)ródio em 250 ml de tolueno. Adicionou-se uma solução de 1 g de 16(X , 17®(-acetonido de triamcinolona em 100 ml de etanol absoluto e prosseguiu-se a hidrogenação durante mais 4o horas. Evaporou-se a mistura reaccional e retirou-se a maior parte do catalisador por cromatografia rápida utilizando como fase móvel uma mistura de acetona/éter de petróleo (4θ:6θ; p.e. 40° - 60°C).
Purificou-se mais o produto bruto numa coluna de Sephadex LH-20 (72,5 x 6,3 cm) utilizando como fase móvel clorofórmio. Recolheu-se a fracção correspondente a 2746 - 3195 ml e evaporou-se, obtendo-se 404 mg de 9Λ-fluoro- ,21-di-hidroxi-16c( , 17°^ -£ (l-metilètilideno)bis(oxi}7pregn-4-eno-3,20-diona. P.F. 238o - 241° C. = +145,2° (c=0,288, cloreto de metileno). Peso molecular 436 (calculado 436,5). Pureza: 99% (análise por HPLC).
Exemplo 23. 9 d-fluoro- 11£ -hidroxi-16 ck . 17^-Z (1-metiletilideno)bis(oxi )7-21-palmitoiloxipregn-4-eno-3,20-diona.
Gota a gota, adicionou-se uma solução de 0,69 ml de cloreto de palmitoilo em 10 ml de dioxano a uma solução de 9 -f luoro-llj2 ,21-di-hidroxi-16 , 17^( (142
-metiletilideno)bis(oxiJi7pregn-4- eno-3,20-diona em 20 ml de piridina. Agitou-se a mistura reaccional durante toda a noite à temperatura ambiente e processou-se de acordo com a técnica descrita no Exemplo 1. Purificou-se o produto bruto numa coluna de Sephadex LH-20 (89 x 2,5 cm) utilizando como fase móvel uma mistura de heptano/clorofórmio/etanol (20:20:1). Recolheu-se a fracção correspondente a 24θ - 3θ5 ml ® evaporou-se, obtendo-se 102 mg de 6¾ -fluoro-ll-hidroxi-16 oL , 17&-2, (l-metiletilideno)bis(oxij7-21-palmitoiloxipregn-4-eno-3j20-diona sob a forma de um óleo. Peso molecular 674 (calculado 674,94). Pureza: 98$ (análise por HPLC).
Exemplo 24. (22RS)-lóol , 17 -butilidenodioxi-9 <X-f luoro-11 β -hidroxi-21-palmitoiloxrpregn-4-eno-3.20-diona.
A uma solução de 100 mg de butanal recentemente destilado e 0,2 ml de ácido perclórico a 70$ em 50 ml de dioxano purificado e seco adicionaram-se, pouco a pouco e com agitação durante 20 minutos, 3^θ mg de 9<A~flujO ro-llj?, 16 (A , 17Ok ,21-tetra-hidroxipregn-4-eno-3,20-diona. Agitou-se a mistura reaccional durante mais 5 horas à temperatura ambiente. Adicionaram-se 200 ml de cloreto de metileno e lavou-se a solução com uma solução aquosa de carbonato de potássio e com água e secou-se sobre sulfato de magnésio anidro. Após evaporação purificou-se o produto bruto obtido numa coluna de Sephadex LH-20 (72,5 x 6,3 cm) utilizando como fase móvel clorofórmio. Recolheu-se a fracção correspondente
a 27ÓO - 3195 ml e evaporou-se, obtendo-se 215 mg de (22RS)-16 & , 17 -butilidenodioxi-9 -fluoro-11 β , 21-di-hidroxipregn-4-eno-3,20-diona, Peso molecular 4-50 (calculado 450,6). Pureza: 97,4$ (análise por HPLC).
Gota a gota, adicionou—se uma solução de 0,13 ml de cloreto de palmitoilo em 2,5 ml de dioxano a uma solução de 40 mg de (22RS)-lóo(, 17-butilidenodioxi-9-fluoro-ll^ ,21-di-hidroxipregn-4-eno-3,20-diona em 5 ml de piridina. Agitou-se a mistura reaccional durante toda a noite á temperatura ambiente e processou-se de acordo com a técnica descrita no Exemplo 1. Purificou-se o produto bruto numa coluna de Sephadex LH-20 (87 x 2,5 cm) utilizando como fase móvel clorofórmio. Recolheu—se a fracção correspondente a 220 - 300 ml e evaporou-se, obtendo-se 42 mg de (22RS)-16(A, •17 «4 -butilidenodioxi-9 íA -fluoro- 11# -hidroxi-21-palmitoiloxipregn-4-eno-3,20-diona sob a forma de um óleo. Peso molecular 688 (calculado 688,97). A distribuição entre os epímeros 22R e 22S foi 61/39 (análise por HPLC).
Exemplo 25. (22R)-16at , 17a( -butilidenodioxi-9 -fluoro-lll? -hidroxi-21-palmitoiloxipregn-4-eno-3,20-diona.
Resolveram-se 200 mg de (22RS)-16A, 17(À -butilidenodioxi-9 w»-fluoro-ll/? ,21-di-hidroxipregn-4-eno-3,20-diona por cromatografia numa coluna de Sephadex LH-20 (76 x 6,3 cm) utilizando como fase móvel uma mistura de heptano/clorofórmio/etanol (20:20:1). Recolheram-se as fracções correspondentes a 7560 - 8835 ml (a) e 8836 - 9360 ml (B) e evaporaram-se. Identificou-se o produto proveniente da fracção A (128 mg) por RMN e espectrometria de massa como sendo a (22S)-16í\, 17 -butilidenodioxi-9 -fluoro-11^ , 2l-di-hidroxipregn-4-eno-3,20-diona e o produto proveniente da fracção B (50 mg) como sendo o epímero 22R.
Estes epímeros apresentavam as propriedades seguintes; Epímero 22Ss = +105,6° (c=0,214, cloreto lar 450 (calculado 450,6). Epímero
P.F. 180° - 190° C.
de metileno); peso molecu22Rj P.F. 147° - 151° C.
Z°í7d5 = +133,7° (0=0,196, cloreto de metileno); peso molecular 450 (calculado 450,6). Determinou-se a pureza dos epíme ros por HPLC tendo-se encontrado os valores de 95,6$ para o epímero 22S e 98,2$ para o epímero 22R.
Gota a gota, adicionou-se uma solução de 0,34 ml de cloreto de palmitoilo em 5 ml de dioxano a uma solução de 50 mg de (22R)-16 CX , 17(A -butilidenodioxi-95(-fluoro- 11β ,21-di-hidroxipregn-4-eno-3,20-diona em 10 ml de piridina. Agitou-se a mistura reaccional durante toda a noite à temperatura ambiente e processou-se de acordo com a técnica descrita no Exemplo 1. Purificou-se o produto bruto numa coluna de Sephadex LH-20 (89 x 2,5 cm) utilizando como fase móvel uma mistura de heptano/clorofórmio/etanol (20:20:1). Re colheu-se a fracção correspondente a 180 - 205 ml e evaporou-se, obtendo-se 36 mg de (22R)-16 rX , 17 (X -butilidenodioxi-9 & -fluoro-ΐΐβ -hidroxi-21-palmitoiloxipregn-4-eno-3,20-diona. Peso molecular 688 (calculado 688,97)· Pureza 96,3$ (análise por HPLC).
Exemplo 26. (22S)-16^ , 17 ¢(, -butilidenodioxi-9 &-fluoro-110 -hidroxi-21-palniitoiloxipregrL-4-eiio-3,20-diona.
Gota a gota, adicionou-se uma solução de 0,14 ml de cloreto de palmitoilo em 15 ml de dioxano a uma solução de 41 mg de (22S)-ló ¢( , 17 -butilidenodioxi-9 <Á-fluoro- 11 β ,21-di-hidroxipregn-4-eno-3,20-diona em 3 ml de piridina. Agitou-se a mistura reaccional durante toda a noite à temperatura ambiente e processou-se de acordo com a técnica descrita no Exemplo 1. Purificou-se o produto bruto numa coluna de Sephadex LH-20 (89 x 2,5 cm) utilizando como fase móvel uma mistura de heptano/clorofórmio/etanol (20:20:1). Recolheu-se a fracção correspondente a 215 - 260 ml e evaporou-se, obtendo-se 26 mg de (223)-16 ÍÀ. , 17 -butilidenodioxi-9 -fluoro- 110 -hidroxi-21-palmitoiloxipregn-4-eno-3»20-diona sob a forma de um óleo. Peso molecular 688 (calculado 688,97)· Purezas 91» 4% (análise por HPLC),
Exemplo 27. (22R)-16 & , 17Pt -butilidenodioxi-9 ·Χ-fluoro-llB-hidroxi-21-palmitoiloxipregna-l,4-dieno-3.20-diona.
Gota a gota, adicionou-se uma solução de 75 mg de cloreto de palmitoilo em 2,5 ml de dioxano a uma solução de 25 mg de (22R)-16 ÍX , 17 X -butilidenodioxi-9—fluo ro-ΐΐβ , 21-di-hidroxipregna-l,4-dieno-3j20-diona em 5 ml de piridina. Agitou-se a mistura reaccional durante toda a noite
- 46 à temperatura ambiente e processou-se de acordo com a técnica descrita no Exemplo 1, Purificou-se o produto bruto numa coluna de Sephadex LH-20 (85 x 2,5 cm) utilizando como fase móvel clorofórmio. Recolheu-se a fracção correspondente a 235 ~ 285 ml e evaporou-se, obtendo-se 27 mg de (22R)-16<X, 17Οζ -butilidenodioxi-9 «À-fluoro-lljB -hidroxi-21-palmitoiloxipregna-1,4-dieno-3.20-diona. P.F. 116° - 121° C. Z17d5 = — +67,4° (c=O,172, cloreto de metileno). Peso molecular 686 (calculado 687,0). Pureza: 96,5$ (análise por HPLC).
Exemplo 28. Composições farmacêuticas
Os exemplos seguintes não limitativos ilustram diversas formas destinadas a aplicação tópica. A quantidade de esteróide activo nas composições para aplicação percutânea está, na generalidade, compreendida entre 0,001 e 0,2$ (p/p), de preferencia entre 0,01 e 0,1$ (p/p).
Composição 1, Pomada Esteróide micronizado Parafina líquida Vaselina q.b.p.
Composição 2, Pomada
Esteróide
Propilenoglicol
Sesquioleato de sorbitano
0,025 g
10,0 g
100,0 g
0,025 g
5,0 g
5,0 g
| Parafina líquida | 10,0 g |
| Vaselina q.b.p* | 100,0 g |
Composição 3, creme do tipo óleo-em-água
| Esteróide | 0,025 g |
| Cetanol | 5,0 g |
| Monoestearato de glicerol | 5,0 g |
| Parafina líquida | 10,0 g |
| Cetomacrogol 1000 | 2,0 g |
| Ácido cítrico | 0,1 g |
| Citrato de sódio | 0,2 g |
| Propilenoglicol | 35,0 g |
| Água q.b.p. | 100,0 g |
Composição 4« creme do tipo óleo-em-água
| Esteróide micronizado | 0,025 g |
| Vaselina | 15,0 g |
| Parafina líquida | 5,0 g |
| Cetanol | 5,0 g |
| Estearato de sorbimacrogol | 2,0 g |
| Monoestearato de sorbitano | 0,5 g |
| Ácido sórbico | 0,2 g |
| Ácido cítrico | 0,1 g |
Citrato de sódio
0,2 g z— 48
Água q.b.p.
Composição 5, creme do tipo agua-em-oleo
Esteróide
Vaselina
35,0 g
Parafina líquida
5,0 g
Sesquioleato de sorbitano
5,0 g
Ácido sórbico
0,2 g
Ácido cítrico
0,1 g
Citrato de sódio
0,2 g
Água q.b.p.
100,0 g
Composição 6, loção
Esteróide
0,25 mg
Isopropanol
0,5 ml
Polímero de Carboxivinilo mg
Hidróxido de sódio
q. s.
Água q.b.p.
1,0 g
Composição 7, suspensão injectável
Esteróide micronizado
Carboximetilcelulose sódica
0,05-10 mg mg
Cloreto de sodio mg
Monooleato de polioxietileno (20)-sorbitano 0,5 mg
Fenil-carbinol
Água estéril q.b.p.
mg
1,0 ml
| Composição 8, aerosol para | inalação oral e nasal | ||
| Esteróide micronizado | 0,1 | % | p/p |
| Trioleato de sorbitano | 0,7 | % | p/p |
| Triclorofluorometano | 24,8 | % | p/p |
| Diclorotetrafluorometano | 24,8 | % | p/p |
| Diclorodifluorometano | 49,6 | % | p/p |
| Composição 9. solução para | atomização | ||
| Esteróide | 7,0 | mg | |
| Propilenoglicol | 5,0 | g | |
| Água q.b.p. | 10,0 | g |
Composição 10, pó para inalação
Em uma cápsula de gelatina acondicona-se uma mistura de
Esteróide micronizado
0,1 mg
Lactose mg pó é inalado utilizando um dispositivo apropriado
Composição 11, pó para inalação
Em um inalador apropriado para acondicionar doses múltiplas acondiciona-se um pó sob a forma de pequenas esferas. Cada dose contem
Esteróide micronizado
0,1 mg
Composição 12, pó para inalação
Utilizando um inalador apropriado para doses múltiplas acondiciona-se um pó sob a forma de pequenas esferas. Cada dose contem
Esteróide micronizado
Lactose micronizada
0,1 mg mg
Composição 13, cápsulas para o tratamento do intestino
| Esteróide | 1,0 | mg |
| Esferas de açúcar | 321 | mg |
| Aquacoat ECD 30 | 6,6 | mg |
| Citrato de acetil-tributilo | 0,5 | mg |
| Polissorbato 80 | 0,1 | mg |
| Eudragit L1OO-55 | 17,5 | mg |
| Citrato de trietilo | 1,8 | mg |
| Talco | 8,8 | mg |
| Anti-espuma MMS | 0,01 | mg |
| Composição 14, cápsulas para o | tratamento do intestino gro | |
| Esteróide | 2,0 | mg |
| Esferas de açúcar | 305 | mg |
| Aquacoat ECD 3° | 5,0 | mg |
| Citrato de acetil-tributilo | 0,4 | mg |
| Polissorbato 80 | 0,14 | mg |
| Eudragit NE30 D | 12,6 | mg |
| Eudragit S100 | 12,6 | mg |
| Talco | 12,6 | mg |
| Composição 15. clister | ||
| Esteróide | 0,02 | mg |
| Carboximetilcelulose sódica | 25 | mg |
| Edetato de dissódio | 0,5 | mg |
| p-hidroxibenzoato de metilo | 0,8 | mg |
| g-hidroxibenzoato de propilo | 0,2 | mg |
| Cloreto de sódio | 7,0 | mg |
| Ácido cítrico anidro | 1,8 | mg |
| Polissorbato 80 | 0,01 | mg |
| Água purificada q.b.p. | 1,0 | ml |
/ - 52 Composição 16, composição contendo um esteróide ligado a um lipossoma
A. Preparação de uma composição para instilação
Em um tubo de vidro misturam-se 45 mg de dipalmitoil-fosfatidilcolina sintética, 7 mg de dimiristoil-fosfatidilcolina, 1 mg de dipalmitoil-fosfatidilglicerol e 5 mg de (22R)-16^, 170^ -butilidenodioxi-6íX , 9 &-difluoro- 11J5 -hidroxi-21-palmitoiloxipregn-4-eno-3,20-diona. Dissolvem-se todos os componentes em clorofórmio. Evapora-se a maior parte de dissolvente com o auxílio de azoto e depois sob pressão reduzida, o que permite a formação de uma fina pelicula dos componentes lipídicos sobre a superfície do tubo de vidro. A estes lipidos adiciona-se uma solução aquosa (cloreto de sódio a 0,9$). A formação dos lipossomas obtem-se a uma temperatura superior à temperatura de transição de fase dos lipidos. Os lipossomas formam-se agitando ou submetendo a ultra-sons a solução com a sonda de um dispositivo de ultra-sons. A solução resultante contem lipossomas com dimensões que variam entre vesículas muito pequenas e 2 pm.
B. Preparação de uma composição para inalação
A preparação dos lipossomas realiza-se de acordo com a técnica descrita no Exemplo A, contendo a solução aquosa 10$ de lactose. A proporção entre a lactose e o lípido é 7’3· Congela-se a suspensão de lipossomas utilizando neve carbónica e liofiliza-se, Microniza-se o produto
seco obtendo-se partículas com um diâmetro aerodinâmico médio de massa (MMAD) de aproximadamente 2 fim.
Farmacologia
A selectividade para uma acção anti-inflamatória pode ser exemplificada utilizando o seguihte modelo de vias respiratórias;
Na faringe deposita-se uma fracção considerável de um glucocorticosteróide (GCS) inalado que depois é engolida atingindo o intestino. Esta fracção contri bui para os efeitos secundários dos esteróides, uma vez que a sua actuação se observa exteriormente a área que se preten de tratar (o pulmão). Consequentemente, é conveniente utilizar um GCS com intensa acção anti-inflamatória local no pulmão, mas com escassos efeitos induzidos pelo mesmo esteróide após captação por via oral. Consequentemente, realizaram-se ensaios para determinar os efeitos induzidos pelo GCS após aplicação local nos pulmões,í bem como após administração per oral e avaliou-se a diferenciação entre as acções devidas a glucocorticosteróides na região pulmonar tratada e exteriormente à mesma, seguindo-se a técnica seguinte:
Exemplos de ensaios
A) Ensaio para avaliar a acção anti-inflamatória local pretendida sobre a mucosa das vias aéreas (lóbulo do pulmão esquerdo)
Anestesiaram-se ligeiramente ratos
Sprague Dawley pesando 250 g, com Ephrane e instilou-se
0,5 ml/kg da composição em ensaio contendo o glucocorticosteróide (suspenso em soro fisiológico) precisamente no lóbulo do pulmão esquerdo. Decorridas 2 horas, instilou-se uma suspensão de Sephadex (5 mg/kg em um volume de 1 ml/kg), sob ligeira anestesia, na traqueia, bastante acima da bifurcação, de tal modo que a suspensão atingiu ambos os lóbulos pulmonares, esquerdo e direito. Decorridas 20 horas, sacrificaram-se os ratos e dissecaram-se os lóbulos pulmonares esquerdos e pesaram-se. Nos grupos de controlo instilou-se o veículo em vez da composição contendo um glucocorticosteróide e solução de cloreto de sódio em vez da suspensão de Sephadex, para determinar o peso do edema provocado por Sephadex não tratado com o fármaco e o peso normal do pulmão.
B) Ensaio para avaliar a acção sistémica indesejável provocada por glucocorticosteróides absorvidos por via oral
Anestesiaram-se ligeiramente ratos Sprague Dawley pesando 250 g, com Ephrane, após o que se administrou por via oral 1,0 ml/kg da composição em ensaio contendo o GCS. Decorridas 2 horas, instilou-se uma suspensão de Sephadex (5 mg/kg em um volume de 1 ml/kg) na traqueia bastante acima da bifurcação, de tal modo que a suspensão atingiu ambos os lóbulos pulmonares, esquerdo e direito. Decorridas 20 horas, sacrificaram-se os ratos e pesaram-se os lóbulos pulmonares. Aos grupos de controlo administrou-se o veículo em vez da composição contendo um glucocorticosteróide e solução de cloreto de sódio em vez da suspensão de
Sephadex, para determinar o peso do edema provocado por Sephadex não tratado com o fármaco e o peso normal.
No Quadro 1, podem observar-se os resultados do estudo comparativo. Comparou-se o perfil farmacológico dos compostos de acordo com .a presente invenção com o do budesonido 21-palmitato e do flumetasona-21-palmitato em lipossomas. Todos os esteróides de acordo com a presente invenção exibem uma acção anti-inflamatória local superior à do budesonido-21-palmitato em lipossomas. Os resul tados demonstram ainda uma maior selectividade pulmonar dos compostos de acordo com a presente invenção ensaiados relativamente aos compostos da técnica anterior, uma vez que a dose necessária para inibir o edema pulmonar
mediante admi nistraçao oral dos compostos citados antes é 158 (Exemplo 3),
247 (Exemplo 7) e 559 (Exemplo 1) vezes superior e a do budesonido-21-palmitato é 66 vezes superior e a do flumetasona-21-palmitato é 8 vezes superior à dose necessária para inibir o edema pulmonar mediante aplicação local dos compostos no pulmão.
Podemos assim concluir que os compo.s tos de acordo com a presente invenção servem perfeitamente para o tratamento local de doenças inflamatórias da pele e de diversas cavidades do corpo (por exemplo, pulmões, narizes, intestinos e articulações).
| Η | 0 | |
| cd | cd | |
| Ρ 51 | Φ | |
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| Φ | cd | |
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| •Η | Φ | 73 |
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| E | E | 73 | cd | 3 | cd |
| o | o | 3 | cu | rri | cu |
| O | 0 | CQ | 1 | 1 |
Γ- Ό
CA Η
Claims (16)
1) e R2 não representarem simultaneamente um átomo de hidrogénio;
1.- Compostos de fórmula geral
X2 (I) ou os seus componentes estereoisoméricos, caracterizados pelo facto de a posição 1,2 se apresentar saturada ou representar
-57uma ligação dupla;
representar um átomo de hidrogénio ou uma cadeia hidrocarbonada linear ou ramificada com 1 a 4 átomos de carbono;
R2 representar um átomo de hidrogénio ou uma cadeia hi drocarbonada linear ou ramificada com 1 a 10 átomos de carbono;
R3 representar um grupo acilo comportando uma cadeia hidrocarbonada eventualmente saturada de cadeia linear ou ramificada com 1 a 20 átomos de carbono; e
X^ e X2 representarem, cada um, um átomo de hidrogénio ou de halogéneo;
com a condição de
2. - Compostos de acordo com a reivindicação 1, caracterizados pelo facto de a posição 1,2 se apresentar saturada; R^ representar um átomo de hidrogénio ou uma cadeia hidrocarbçj nada linear ou ramificada com 1 a 4 átomos de carbono; R2 re presentar um átomo de hidrogénio ou uma cadeia hidrocarbonada linear ou ramificada com 1 a 10 átomos de carbono; representar um grupo acilo comportando uma cadeia hidrocarbonada eventualmente saturada linear ou ramificada com 1 a 20 átomos; e X^ e X2 representarem, cada um, um átomo de hidrogénio ou de halogéneo; com a condição de 1) e R2 não representarem simultaneamente um átomo de hidrogénio; e 2) e X2 não representarem simultaneamente um átomo de hidrogénio.
2) X^ e X2 não representarem simultaneamente um átomo de hidrogénio;
3. - Compostos de acordo com uma qualquer das reivindicações 1 e 2, caracterizados pelo facto de R^ representar um grupo acilo com 11 a 20 átomos de carbono.
3) R^ e R2 não representarem simultaneamente grupos metilo quando a posição 1,2 representa uma ligação dupla;
4. - Compostos de acordo com uma qualquer das reivindicações 1 e 2, caracterizados pelo facto de representar um grupo acilo com 1 a 10 átomos de carbono.
4) Rg representar um grupo acilo com 11 a 20 átomos de carbono quando a posição 1,2 representa uma li. gação dupla, R^ representa um átomo de hidrogénio e R2 representa uma cadeia hidrocarbonada linear ou ramificada com 1 a 10 átomos de carbono.
5. - Compostos de acordo com a reivindicação 3, caracterizados pelo facto de a posição 1,2 se apresentar saturada; R^ representar um átomo de hidrogénio; R2 representar um grupo propilo e e X2 representarem, cada um, um átomo de flúor.
6.- Compostos de acordo com a reivindicação 1, caracterizados pelo facto de a posição 1,2 representar uma ligação dupla, R-^ representa um átomo de hidrogénio, R2 representa um grupo propilo, representar um grupo palmitoílo e X^ e X2 representarem, cada um, um átomo de flúor.
7.- Composto de acordo com a reivindicação 1, carac- terizado pelo facto de apresentar a fórmula o
CH2OC(CH2)|4CH3 ‘ch2ch2ch3
8.- Processo para a preparação de compostos de fórmula geral I de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo facto (a) de se fazer reagir um composto de fórmula geral ζ60/
Χζ na qual
R-p R£, X-^ e X£ têm os significados definidos na reivindicação 1;
com um composto de fórmula geral
R^COOH na qual
R^ representa um grupo alquilo eventualmente satura do de cadeia linear ou ramificada com 1 a 19 átomos de carbono; ou (b) de se fazer reagir um composto de fórmula geral na qual
Rp R£, e X2 têm os significados definidos na reivindicação 1;
com um composto de fórmula geral
R, COX na qual tem os significados definidos antes; e
X representa um átomo de halogéneo ou um grupo de fórmula geral -OOCR^; ou (c) de se fazer reagir um composto de fórmula geral
CH2-Υ
I
Xz
CR;R2 na qual
Rp Rg, X^ e Xg os significados definidos na reivindicação 1; e
Y representa um átomo de halogéneo ou um grupo mesilato ou p-tolueno-sulfonato;
com um composto de fórmula geral
R, COO ©A® na qual tem os significados definidos antes; e
A^-7 representa um catiao;
e de se separar a mistura de epimeros correspondente ao compos. to resultante nos seus componentes estereoisoméricos quando se pretende um epímero puro.
9. - Processo de acordo com a reivindicação 8, caracterizado pelo facto de se obterem compostos de acordo com uma qualquer das reivindicações 2 a 7.
10. - Composições farmacêuticas, caracterizadas pelo facto de incluírem como princípio activo um composto de acordo com uma qualquer das reivindicações 1 a 7.
11. - Composições farmacêuticas de acordo com a reivindicação 10, caracterizadas pelo facto de conterem lipossomas que incluem um composto farmacologicamente activo de acordo com a reivindicação 3.
12. - Composições farmacêuticas de acordo com as rei_ vindicações 10 e 11, caracterizadas pelo facto de se apresenta rem sob uma forma de dosagem unitária.
13. - Composições farmacêuticas de acordo com as reivindicações 10 a 12, caracterizadas pelo facto de incluírem o princípio activo em associação com um veículo aceitável em farmácia.
14. - Compostos de acordo com uma qualquer das reivin dicações 1 a 7, caracterizados pelo facto de se utilizarem como substancias activas sob o ponto de vista terapêutico.
15. - Utilização de compostos de acordo com uma qual quer das reivindicações 1 a 7, caracterizada pelo facto de se prepararem medicamentos com acções anti-inflamatória e antialér gica.
16, - Método para o tratamento de situações inflamatórias e alérgicas em mamíferos, incluindo o homem, caracterizado pelo facto de se administrar a um doente uma quantidade eficaz de um composto de acordo com uma qualquer das reivindicações 1 a 7.
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