PT1013778E - Processo e instalacao para a producao de metal a partir de minerios metaliferos - Google Patents
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Description
DESCRIÇÃO "PROCESSSO E INSTALAÇÃO PARA A PRODUÇÃO DE METAL A PARTIR DE MINÉRIOS METALÍFEROS" A invenção refere-se a um processo e a uma instalação para a produção de metal a partir de minérios metaliferos, nomeadamente de ferro gusa a partir de minério de ferro, em que o minério contendo óxidos metálicos é levado ao contacto por reacção com um gás redutor contendo carbono e/ou hidrogénio (bem como eventualmente compostos dos mesmos), gás esse que previamente foi obtido a partir de substâncias sólidas contendo carbono e/ou hidrocarbonetos. É do conhecimento geral a necessidade de submeter o minério, composto na maior parte por óxidos metálicos (que são diversos, mesmo tratando-se de ferro), a um processo de redução antes de poder obter o metal. Esta redução efectua-se com o auxilio do carbono e eventualmente do hidrogénio ou também de compostos dos mesmos, que estão contidos num gás redutor que é levado ao contacto com o minério metalifero. O minério metalifero sujeito a um processo de redução entra então em fusão. 0 gás necessário à redução é obtido na própria zona do processo de redução e de fusão, para o que se adicionam substâncias contendo carbono (por exemplo coque, carvão, óleo, gás natural) à zona do metal já reduzido e aquecido, o que faz com que pela adição de oxigénio (do ar) se realize uma dissociação ou uma conversão em gás contendo carbono, que é aduzido ao processo de redução, que antecede a fusão. É bem conhecido o processo tradicional de alto-forno, de acordo com o qual se realiza no alto-forno, de forma continua e
de cima para baixo, não só a redução do minério metalífero como também a formação do gás de redução, bem como a subsequente passagem ao estado liquido do metal, por fusão do mesmo. Neste processo de alto-forno adicionam-se eventualmente ao minério de ferro substâncias aditivas, tais como o coque, que serve para veicular o carbono. Para um melhor controlo do processo de alto-forno e para poupar coque é também conhecida a insuflação, através de lanças, de óleo ou de carbono na corrente de ar junto da zona da soleira do alto-forno, o que reduz o consumo de coque. Este material adicionalmente insuflado (óleo ou pó de carvão) deve ser introduzido de forma finamente pulverizada, para assegurar uma gaseificação limpa e com um bom rendimento. Um apanhado do processo de insuflação de carvão em pó em altos fornos está contido em dois artigos da revista "Stahl und Eisen" (Aço e ferro), N°. 4, de 25 de Fevereiro de 1985, páginas 211 a 220. A insuflação de carvão em pó ficou nomeadamente a dever-se à subida do preço do petróleo. Verificou-se que durante a insuflação só era possível obter bons resultados, isto é, uma gaseificação quase completa do carvão em pó dentro do tempo disponível, que é de cerca de 10 ms, quando a granulometria for inferior a 0,1 mm, se bem que os ensaios realizados em algumas instalações também tenham tido êxito com grãos de maiores dimensões.
Também já foi proposto que em vez da injecção de óleo e de pó de carvão sejam introduzidos outros desperdícios contendo carbono, como por exemplo lodo de clarificação previamente seco ou outros resíduos contendo carbono, tais como detritos sólidos, papéis velhos, lignite, bem como resíduos de madeira, de matéria sintética, de borracha ou outros (patente DE-A 29 35 544). Os cncaios ou resultados efectuados no âmbito desta patente só resultaram em pareceres sobre a maneira como estes materiais devem ser introduzidos no alto-forno. Também na patente DE-A 41 04 252 se propõe a insuflação num alto-forno de resíduos do tipo atrás referido, contendo matérias sintéticas, com granulometria fina e em forma de pó, sendo referido como exemplo a introdução de lodo 2
de r.larificacão (sob a forma de pó de escoamento fácil) . Também em relação a este processo se faz especial menção da necessidade de o material a insuflar ser de granulometria fina.
Na patente ΕΡ-Ά-0 622 465 propõe-se a insuflação no alto-forno de matéria sintética fluidificada, sob a forma de um aglomerado com uma grande superfície por unidade de volume.
Tomando como base o processo conhecido e de início referido a invenção tem o objectivo de tornar aproveitável, como fornecedor dos materiais que integram o gás de redução, os resíduos de matéria sintética, mesmo que estes estejam contaminados por matéria orgânica e/ou inorgânica. Os resíduos de matéria sintética acumulam-se constantemente em grandes quantidades e representam um grave problema de eliminação ecológica. Esta matéria tem na maioria dos casos e mesmo quase exclusivamente uma forma sólida, podendo apresentar-se sob a forma de resíduos de embalagens, frequentemente fortemente contaminados, ou sob a forma de desperdícios no âmbito da produção de peças de matéria sintética.
Em virtude disso a invenção prevê que as substâncias contendo carbono e/ou hidrocarbonetos, aduzidas no processo do tipo de início referido para a obtenção do gás de redução, sejam insufladas na corrente de ar da soleira do forno de cuba metalúrgico, designadamente num alto-forno, pelo menos em parte sob a forma de matéria sintética, fragmentada e fluidificada, constituindo um aglomerado. Esta insuflação efectua-se através de lanças que penetram no interior do forno de cuba e que estão ligadas a uma conduta de transporte. Através desta conduta de transporte a matéria sintética a insuflar é levada até às lanças. Para o caso de, contrariamente ao que se espera, haver obstruções ou entrada de ar quente, a partir do alto-forno, na lança e deste modo na conduta de transporte, propõe-se a instalação de vários dispositivos de corte na conduta de transporte, para que esta não só fique protegida mas também para que seja possível 3
uma imediata recolocacão em serviço da instalação no seu todo e a retoma da insuflação de matérias sintéticas. Para resolver o problema das obstruções provocadas por matéria sintética na conduta de transporte, prevêem-se um primeiro e um terceiro órgãos de corte. Para impedir o retrocesso de matéria sintética ou o rebatimento dos gases quentes do alto-forno para dentro da conduta de transporte, encontra-se configurado um segundo órgão de corte. 0 funcionamento destes órgãos é explicado mais em pormenor nas reivindicações, mas em especial também na descrição relativa às figuras.
Para resolver o problema das obstruções na conduta de transporte a invenção faz uso do facto de no interior da conduta de transporte reinar uma pressão que é quatro a seis vezes superior à pressão atmosférica. Se a pressão na parte interior da conduta de transporte for portanto posta em comunicação, através de uma abertura de evacuação de ar, com a pressão atmosférica (cerca de 1 bar) , fica a incidir sobre as obstruções um forte efeito de pressão e de aspiração, obstruções essas que são então desagregadas e eliminadas do sistema através da conduta de transporte.
Para que as lanças, que penetram no interior do alto-forno, não sofram um sobreaquecimento durante a paragem da instalação de insuflação, prevê-se uma ligação de ar comprimido, que é ac-tivada neste caso.
Aperfeiçoamentos vantajosos da invenção encontram-se expostos nas reivindicações secundárias. A invenção é de seguida explicada mais em pormenor mediante um exemplo de realização, em conjugação com os desenhos anexados. As figuras dos desenhos mostram: 4
Fig. 1 uma representação esquemática de um alto-forno, incluindo os respectivos equipamentos para a adução de matéria sintética fluidificada e incluindo os respectivos equipamentos para a adução de uma corrente de ar aquecida,
Fig. 2 uma forma de realização alternativa do processo,
Fig. 3 um conjunto de tubeira e lança para a insuflação de maté ria sintética fluidificada no alcaraviz ou nas tubeiras de um alto-forno,
Fig. 4 uma representação ampliada da conduta de transporte para a adução da matéria sintética à lança. A fig. 1 mostra um alto-forno 1 com a estrutura habitual, que na parte inferior da soleira apresenta uma multiplicidade de tubeiras ou de alcaravizes 20 (ver fig. 3) , uniformemente distribuídos pela periferia do forno, aos quais é aduzido ar aquecido 3 através de uma conduta 5 e de uma conduta anular 2. Além disso o ar 3 pode ser ainda enriquecido de oxigénio 3a (02) . Para maior clareza só se encontra esboçada na fig. 1 uma das tubeiras 20.
Algumas ou todas as tubeiras 20 comportam uma ou várias lanças 18, através das quais é possível insuflar combustível adicional. Nos altos fornos até agora conhecidos este combustível era o pó de carvão ou o óleo, o que permitia obter um melhor comportamento em serviço do alto-forno 1 e uma poupança de coque. 0 número habitual de tubeiras 20 do conjunto de alcaravizes c por exemplo de 32, tendo cada tubeira um diâmetro de por exemplo 140 mm. Tratando-se da adução de carvão em pó ou de óleo, prevêem-se na maioria dos casos duas lanças, que têm um diâmetro típico de 12 ou 8 mm, respectivamente. No presente caso prevê-se em cada tubeira 20 uma só lança 18 para a adução de matéria sin- 5 tética fluidificada, tendo esta lança por exemplo um diâmetro de 28 mm.
Dentro do conjunto de alcaravizes é possível alimentar todas as lanças 18 com matéria sintética fluidificada ou então há dois tipos de tubeiras 20, isto è, algumas tubeiras apresentam por exemplo duas lanças de óleo, enquanto que outras tubeiras 20 só estão equipadas de uma lança 18 para matéria sintética. É no entanto conveniente efectuar a distribuição das lanças de matéria sintética 18 e das lanças de óleo de maneira equidistante entre si e uniformemente em torno do perímetro do conjunto de alcaravizes.
No presente exemplo de realização a preparação da matéria sintética efectua-se da seguinte maneira: A partir de uma instalação de preparação de matéria sintética 6 aduz-se a um silo 7 matéria sintética fragmentada, sob a forma de um aglomerado com uma grande superfície por unidade de volume e com uma granulometria compreendida entre 1 e 10 mm, sendo esta no entanto de preferência de 5 mm. Verificou-se que dava boa conta da sua eficácia uma matéria sintética que resulta num aglomerado com um peso específico aparente superior a 0,35. Prestam-se para este fim embalagens de matéria sintética sob a forma de copos ou outros recipientes similares, enquanto que por exemplo as folhas de matéria sintética fazem com que durante a fragmentação se obtenha um peso especifico aparente menor, de modo que se torna necessário, antes da insuflação ou durante a mesma, tomar medidas especiais para poder insuflar quantidades suficientemente grandes.
Na fig. 1 encontra-se ainda representado um recipiente de insuflação 8, no qual o aglomerado de matéria sintética entra através de um filtro grosseiro 14, sendo a matéria sintética fluidificada por meio da insuflação de um gás de fluidificaçáo
f impelido por um soprador 11 através das condutas 12 e 13. Para um recipiente de insuflação com um volume de por exemplo 3 m3 torna-se necessário prever um volume de gás de fluidificação de cerca de 2 a 25 m3/h. Seguidamente a matéria sintética fluidificada é doseada num dispositivo de dosagem separado 9, por exemplo um dispositivo de dosagem mecânico de parafuso sem-fim ou um dispositivo de dosagem de roda celular, e aduzido uniformemente, através de uma conduta 10, às correspondentes lanças 18 do conjunto de alcaravizes. 0 transporte das partículas de matéria sintética efectua-se por arrastamento na corrente de ar, isto é, com uma proporção de gás elevada, por exemplo numa relação de 5 a 30 kg de matéria sintética por cada quilo de gás de fluidifi-cação. 0 gás de fluidificação utilizado no presente exemplo é o ar comprimido, uma vez que em virtude do tamanho das partículas de matéria sintética, que é de 1 a 10 mm, não existe qualquer perigo de explosão. A quantidade de matéria sintética insuflável pode variar dentro de largos limites (por exemplo 30 a 150 kg de matéria sintética/t RE) . Verificou-se além disso que para um mesmo grau de gaseificação se pode insuflar uma quantidade de matéria sintética 1,5 vezes superior à de óleo. Se a quantidade de matéria sintética insuflada for superior a 70 kg/t RE, será conveniente adicionar oxigénio à corrente de ar, para obter um bom grau de gaseificação, como já atrás se referiu. Por cada quilo de matéria sintética/t RE situado acima do valor de 70 kg/t RE a corrente de ar deve então ser enriquecida com 0,05 a 0,1 % de O2, de preferência com 0,08 % de O2. Para uma boa gaseificação a temperatura da corrente de ar mista proveniente do recuperador de calor 4 situa-se acima dos 1.100 °C. A pressão de insuflação das lanças 18 será de maneira conveniente superior em 0,5 x 105 Pa a 1,5 x 105 Pa à pressão reinante no alto-forno 1.
Uma vez que, contrariamente ao que acontece com o pó de carvão ou com o óleo, a matéria sintética funde quando a tempe- 7 tí ratura sobe, há o perigo de a matéria sintética se aglomerar antes de sair pela lança de insuflação 18, devido à reverberação de calor a partir da tubeira. Por este motivo é necessário que a velocidade do gás contendo partículas de matéria sintética em suspensão seja suficientemente elevada, quando posta em relação com a área da secção do tubo da lança 18, para impedir uma fusão ou um início de fusão, e deste modo uma obstrução da matéria sintética no interior da lança 18, devido à reverberação de calor. Uma relação apropriada entre a velocidade dos gases e a área da secção da lança situa-se na gama de 20 000 a 40 000 1/s x m, sendo de preferência da ordem de grandeza de 25 000 1/s x m. Se este valor for demasiado baixo, há o perigo de a matéria sintética aglutinar, se, em vez disso, o valor for demasiado alto, há um desgaste demasiado grande das lanças 18. Além disso devem evitar-se em todas as condutas de transporte, nomeadamente também na zona da ligação 18a das lanças 18, irregularidades e estrangulamentos no trajecto do fluxo, bem como raios de curvatura inferiores a 1 m.
Na disposição de acordo com a fig. 1 a dosagem efectua-se por intermédio de um dispositivo de dosagem 9 separado. Uma outra solução é a que a fig. 2 mostra, podendo a mesma consistir em fluidificar e dosear o material de uma só vez. Para este efeito prevê-se na zona de baixo do recipiente de insuflação uma torneira de macho esférico 19, que serve de dispositivo de dosagem. 0 ajuste fino efectua-se através da regulação da pressão e da quantidade de gás de fluidificação. Esta solução requer no entanto uma regulação precisa e rápida da alimentação de ar comprimido na conduta superior 13 do recipiente de insuflação 8, regulação essa que se realiza na dependência da pressão interior variável do alto-forno 1. Para este efeito deve portanto prever-se num local apropriado do alto-forno 1 um sensor de pressão, que através de um anel de regulação 17 efectua o controlo rápido de uma válvula intercalada na conduta 13, para deste modo conseguir uma dosagem precisa. 8
A fluidificacão e a dosagem das partículas de matéria sintética podem também efectuar-se por intermédio de um doseador de roda celular hermética. Neste caso pode prescindir-se do recipiente de insuflação 8. A fig. 4 mostra 'numa representação ampliada um troço da conduta 10, que nas fig. 1 e 2 é designado por I, através do qual as matérias sintéticas a insuflar no alto-forno 1, designa-damente os resíduos de matéria sintética na sua forma aglomerada, são transportadas até à lança 18. Esta conduta de transporte 10 é formada por um troço de tubo flexível 21, que se segue aos equipamentos da torre de insuflação (estes equipamentos abrangem por exemplo o dispositivo de dosagem 9, mas também por exemplo a ligação de ar comprimido ou a alimentação de ar de lava-gem/azoto). A este tubo segue-se um bloco de corte 22 da conduta de transporte 10 e a esse bloco segue-se por sua vez, na direc-ção da lança de insuflação 18, uma parte essencial do equipamento da lança 23, incluindo a lança de insuflação 18. O bloco de corte 22 abrange, para servir de primeiro dispositivo de corte 24, uma válvula de corte, que é fechada para eliminar as obstruções (esta válvula será descrita mais adiante) . No bloco de corte parte além disso da conduta de transporte 10 uma conduta de evacuação de ar 25 (ou abertura de evacuação de ar), que integra uma válvula de corte 26.
Ao bloco de corte segue-se a parte da conduta de transporte 10, que a seguir é também designada por parte de equipamento 23 da lança. Faz parte deste equipamento 23 um troço de tubo elástico 27, que liga a conduta de transporte 10 do bloco de corte à válvula de corte de calor 28, que é o segundo órgão de corte. A este segundo órgão de corte segue-se um terceiro órgão de corte 29, para fecho da ligação à lança 18. A seguir ao terceiro órgão de corte (visto a partir do bloco de corte) encontra-se situado um bocal 30, através do qual, por meio de uma peça de ligação 9
31 , se insufla ar comprimido na lança 18 e deste modo também no alto-forno 1. O modo de funcionamento do conjunto atrás referido é o seguinte: se por um motivo qualquer não for insuflada matéria sintética ou um outro produto redutor no alto-torno, fecha-se o órgão de corte 29, abrindo-se a ligação 31, sendo então soprado ar comprimido para dentro da lança quando a instalação de insuflação estiver parada. A insuflação deste ar comprimido efectua-se manualmente ou então de forma automática, sempre que o transporte de matéria sintética até à lança estiver interrompido. A insuflação deste ar comprimido impede que a lança de insuflação seja aquecida de maneira indesejada, prevenindo-se assim danos resultantes da incidência do calor. A ligação 31 para a alimentação de ar comprimido à lança é aberta sempre que a adução de matéria sintética à lança for interrompida através do fecho do terceiro órgão de corte. A peça de ligação 31 propriamente dita é no essencial constituída por uma válvula ligada a um reservatório de ar sob pressão.
Para, perante as variações de pressão na tubeira, que de maneira indesejada surgem constantemente, impedir o refluxo de gás quente a partir da tubeira (alto-forno) para o interior da lança e do sistema de insuflação a montante da mesma, a válvula de corte de calor configurada à maneira de uma válvula anti-retorno tem a função de um segundo órgão de corte. Esta válvula de corte de calor pode ser uma simples comporta, que permite o transporte de material e de ar no sentido da lança (abrindo portanto) , fechando no entanto automaticamente no sentido contrário quando houver refluxo de material e de gás.
Os aglomerados de matéria sintética a insuflar no alto-forno 1 têm tendência, conforme a sua granulometria e a geometria dos grãos, mas também conforme a sua composição específica, a provocar a obstrução da conduta 10, o que, como já atrás se 10 referiu, deverá ser impedido. Se uma obstrução deste género (entupimento) ocorrer apesar disso, torna-se necessário prever uma eliminação rápida da obstrução. 0 bloco de corte encontra-se configurado para este efeito. Neste bloco é aberto, no caso de ocorrer uma obstrução, um acessório de evacuação de ar ou a válvula de evacuação de ar 2b, e isto após o fecho das válvulas de corte (primeiro e/ou terceiro órgão de corte). Esta evacuação realiza-se para a atmosfera exterior, com a consequência de na conduta de transporte 10 se verificar na parte afectada e por intermédio da conduta de evacuação de ar 25 uma queda de pressão de praticamente 4 a 6 bar, enquanto que a queda de pressão total ao longo da conduta, desde os órgãos de insuflação até à lança de insuflação, só é de cerca de 0,5 a 0,8 bar. Esta forte queda da pressão de ar exerce uma pressão considerável sobre a massa de matéria sintética que está a obstruir a conduta, provocando uma descarga brusca das obstruções para dentro da conduta de transporte, de modo que esta se encontra seguidamente, após fecho da válvula 26, de novo disponível para a insuflação de matérias sintéticas aglomeradas.
Lisboa, 31 de Maio de 2001 o agente oficial da propriedade industrial
11
Claims (14)
- t REIVINDICAÇÕES 1. Processo para a produção de metal a partir de minérios meta-líferos, tratando-se nomeadamente da produção de ferro gusa a partir de minério de ferro, em que o minério que contém óxidos metálicos ê levado ao contacto por reacção com um yàs redutor contendo carbono e/ou hidrogénio (bem como eventualmente compostos dos mesmos), gás esse que previamente foi obtido a partir de substâncias sólidas contendo carbono e/ou hidro-carbonetos, insuflando-se matéria sintética fragmentada e fluidificada sob a forma de um aglomerado na corrente de ar da soleira de um forno de cuba metalúrgico, designadamente de um alto-forno (1), através de lanças (18) montadas nas tubei-ras de ar do forno de cuba, sendo essa matéria sintética impelida para as lanças (18) por intermédio de uma conduta de transporte (10), caracterizado por na conduta de transporte de matéria sintética (10) estarem previstos um primeiro órgão de corte (24), um segundo órgão de corte (28) e um terceiro órgão de corte (29) e por além disso se encontrarem configurados na conduta de transporte ou na lança meios (31) para a injecção de ar comprimido, por o primeiro órgão de corte (24) ser fechado quando ocorrerem obstruções de matéria sintética na conduta de transporte (10) ou na lança (18), por o segundo órgão de corte (28) ser fechado quando através da lança de insuflação (18) entrar ar quente na conduta de transporte (10) e/ou na lança (18) no sentido contrário ao sentido habitual de transporte (RT) e por o terceiro órgão de corte (29) ser fechado quando se introduz ar comprimido na lança de insuflação (18), para arrefecimento da mesma.
- 2. Processo de acordo com a reivindicação 1, caracterizado por entre o primeiro e o segundo órgãos de corte estar prevista na conduta de transporte (10) uma abertura de evacuação de ar (26) e por em caso de obstrução da conduta de transporte por matéria sintética o primeiro órgão de corte (24) bloquear a 1 continuação do transporte de matéria sintética e ser aberta uma abertura de evacuação (26) na conduta (10), para que as partículas de matéria sintética que estão a obstruir a conduta de transporte (10) possam ser removidas para fora da mesma .Processo de acordo com qualquer das reivindicações 1 ou 2, caracterizado por o segundo órgão de corte (28) ser uma válvula de corte de calor, com a função de uma válvula anti-retorno, que permite o transporte de matéria sintética no sentido predefinido da conduta de transporte, mas que fecha sempre que haja partículas de matéria sintética ou gás em movimento no sentido contrário ao predefinido para o transporte .
- 4. Processo de acordo com qualquer das reivindicações anteriores, caracterizado por o terceiro órgão de corte (29) ser ac-tivado quando não se insufla matéria sintética e por nessas circunstâncias se insuflar simultaneamente ar comprimido para o arrefecimento da lança (18)„Processo de acordo com qualquer das reivindicações anteriores, caracterizado por a matéria sintética a insuflar ser lançada a partir de um reservatório de matéria sintética para a conduta de transporte, passando por uma comporta.
- 6. Processo de acordo com qualquer das reivindicações anteriores, caracterizado por a queda de pressão ao longo da conduta de transporte até ao alto-forno ser de cerca de 0,3 a 1 bar e por a diferença de pressão entre a parte interior da conduta de transporte e a atmosfera exterior ser de cerca de 4 a 6 bar.
- 7. Processo de acordo com qualquer das reivindicações anteriores, caracterizado por a matéria sintética se apresentar sob 2 U a forma de um aglomerado com uma grande superfície por unidade de volume e com uma granulometria de cerca de 3 a 25 mm e um peso específico aparente superior a 0,25.
- 8. Processo de acordo com qualquer das reivindicações anteriores, caracterizado por a pressão de insuflação nas lanças ser superior à pressão no alto-forno em 0,5 x 105 a 1,5 x 105 Pa.
- 9. Processo de acordo com qualquer das reivindicações anteriores, caracterizado por as partículas de matéria sintética serem sucessivamente fluidificadas e doseadas em equipamentos distintos, antes de serem insuflados na conduta de transporte .
- 10. Processo de acordo com qualquer das reivindicações anteriores, caracterizado por as partículas de matéria sintética serem fluidificadas e doseadas num equipamento combinado de fluidificaçâo e de dosagem, sendo a pressão de insuflação permanentemente regulada na dependência da pressão do forno por meio de um anel de regulação rápida (17).
- 11. Processo de acordo com a reivindicação 10, caracterizado por se utilizar, para servir de equipamento combinado de fluidi-ficação e de dosagem, um doseador de roda celular.
- 12. Instalação para a realização do processo de acordo com qualquer das reivindicações anteriores, comportando uma lança (18) por meio da qual se pode insuflar matéria sintética fragmentada e fluidificada, sob a forma de um aglomerado, na corrente de ar da soleira de um forno de cuba metalúrgico, designadamente de um alto-forno (1), sendo a lança (18) alimentada com matéria sintética ou um outro agente redutor através de uma conduta de transporte (10), caracterizada por na conduta de transporte (10) estarem previstos um primeiro órgão de corte (24), um segundo órgão de corte (28) e um ter- 3ceiro órgão de corte (29), por além disso se prever uma ligação (31) para a entrada de ar na conduta de transporte (10) e/ou na lança (18), por o primeiro órgão de corte (24) ser activado quando ocorrer uma obstrução de matéria sintética na conduta de transporte (10), por o segundo órgão de corte (28) ser activado quando houver matéria sintética ou gãs que flui no sentido contrário ao sentido de transporte previsto e por o terceiro órgão de corte (29) ser activado quando não há insuflação de matéria sintética e por nessas circunstâncias se insuflar através da ligação (31) um gás para o arrefecimento das lanças (19).
- 13. Instalação de acordo com a reivindicação 12, caracterizada por entre o primeiro e o segundo órgãos de corte estar prevista na conduta de transporte uma abertura de evacuação (26) e por no caso de haver uma obstrução da conduta de transporte (10) com matéria sintética o primeiro órgão de corte (24) bloquear a continuação do transporte da matéria sintética, sendo a abertura de evacuação (26) aberta, para que as partículas de matéria sintética que obstruem a conduta de transporte (10) possam ser evacuadas na mesma.
- 14. Instalação de acordo com qualquer das reivindicações 12 ou 13, caracterizada por o segundo órgão de corte (28) ser uma válvula de corte de calor, com a função de uma válvula anti-retorno, que permite o transporte da matéria sintética no sentido predefinido (Rt) da conduta de transporte (10), mas que fecha quando a matéria sintética ou o gás se movem no sentido contrário ao previsto para o transporte.
- 15. Instalação de acordo com qualquer das reivindicações 12, 13 ou 14, caracterizada por o terceiro órgão de corte (29) ser activado quando não houver insuflação de matéria sintética e por nessas circunstâncias se insuflar ar comprimido para o arrefecimento da lança. 4
- 16. Alto-forno para a produção de metal a partir de minérios metal i feros, tratando-se nomeadamente da produção de ferro gusa a partir de minério de ferro, em que o minério contendo óxidos metálicos é levado ao contacto por reacção com um gás redutor contendo carbono e/ou hidrogénio (bem como eventualmente compostos dos mesmos), gás esse que previamente foi obtido a partir de substâncias sólidas contendo carbono e/ou hidro-carbonetos, comportando esse forno uma instalação para a insuflação de matéria sintética fragmentada e fluidificada, sob a forma de um aglomerado, na corrente de ar da soleira do alto-forno, sendo a matéria sintética insuflada na corrente de ar através de lanças (18) montadas nas tubeiras de ar do alto-forno e sendo essa matéria sintética impelida para as lanças (18) através de uma conduta de transporte (10), carac-terizado por na conduta de transporte de matéria sintética (10) estarem previstos um primeiro órgão de corte (24), um segundo órgão de corte (28) e um terceiro órgão de corte (29) e por além disso se encontrarem configurados na conduta de transporte (10) ou na lança (18) meios (31) para a injecção de ar comprimido, por o primeiro órgão de corte (24) ser fechado quando houver obstruções de matéria sintética na conduta de transporte (10) ou na lança (18), por o segundo órgão de corte (28) ser fechado quando através da lança de insuflação entrar ar quente/matéria sintética na conduta de transporte no sentido contrário ao sentido habitual de transporte e por o terceiro órgão de corte (29) ser fechado quando se introduz ar comprimido na lança de insuflação (18) , para arrefecimento da mesma. Lisboa, .31 de Maio de 2001 0 AGENTE OFICIAL DA PROPRIEDADE INDUSTRIAL5
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