PT1476162E - Síntese controlada de ziprasidona. - Google Patents

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PT1476162E PT03702918T PT03702918T PT1476162E PT 1476162 E PT1476162 E PT 1476162E PT 03702918 T PT03702918 T PT 03702918T PT 03702918 T PT03702918 T PT 03702918T PT 1476162 E PT1476162 E PT 1476162E
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Adam Worth Grobin
Harry Ralph Howard Jr
Kyle Robert Leeman
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Description

ΡΕ1476162 1 DESCRIÇÃO "SÍNTESE CONTROLADA DE ZIPRASIDONA"
Antecedentes da Invenção
Realizaram-se esforços para preparar produtos farmacêuticos de qualidade elevada e com quantidades minimas de impurezas presentes. 0 controlo das impurezas requer um estudo de várias opções para decidir quais as condições reaccionais e protocolos de ensaio necessários para assegurar que os fármacos que são administrados ao público são puros.
Orientações fornecidas pelas entidades reguladoras, incluindo a Food and Drug Administration (FDA) dos Estados Unidos da América, sugere que sejam identificadas as impurezas nos fármacos, se presentes, desde que se encontrem a teores de 0,1% (isto é, 1000 ppm) ou superiores para substâncias fármacos doseadas a 2 g/dia ou doses mais baixas. (Notar que ppm significa partes por milhão, de tal modo que 1% = 10 000 ppm; 0,1% = 1000 ppm; 0,001% = 100 ppm; e 0,001% = 10 ppm). Por exemplo, a FDA indicou que a identificação de impurezas abaixo de teores aparentes de 0,1% para substâncias fármacos é geralmente considerada não necessária (Federal Register Vol. 65, No. 140, pp. 45085- 2 ΡΕ1476162 45090, 45086 e 45089 (20 de Julho, 2000)). Contudo, a FDA também indica que controlos mais apertados podem ser necessários para algumas impurezas, dependendo das suas propriedades especificas (Id. em 45086). Além disso, sao recomendados estudos para obter informação segura sobre uma quantidade proposta de uma impureza se a quantidade proposta excede uma valor limite de 0,005% (500 ppm para uma substância fármaco doseada a 2g/dia) ou mais abaixo (Id. em 45087 e 45089) . A ziprasidona (5-(2-(4-(1,2-benzisotiazol-3-il-l-piperazinil)-etil)-6-cloro-l,3-di-hidro-2-(1H)-indol-2-ona) é um agente antipsicótico potente útil para o tratamento de várias perturbações incluindo esquizofrenia, ansiedade e enxaqueca. A ziprasidona foi aprovada pela FDA para tratamento da esquizofrenia e tem o nome comercial de Geodon™ nos Estados Unidos. A ziprasidona foi também indicada como útil para tratamento do Síndroma de Tourette (Patente dos Estados Unidos da América 6,127,373), glaucoma e retinopatia isquémica (EP 985414 A2), e condições psiquiátricas incluindo demência do tipo Alzheimer, desordens bipolares, perturbações de humor, estados de pânico, agorafobia, fobia social, perturbações por stress pós-traumático, crises agudas de stress, crise de ansiedade induzida por stress, perturbações de ansiedade induzidas por substâncias, crises de ansiedade de origem não especificada, discinésias e manifestações comportamentais de retardação mental, desordens da conduta e desordem autística (Patente dos Estados Unidos 6,245,766). 3 ΡΕ1476162 A Patente dos Estados Unidos 4,831,031 descreve um género de compostos que abrangem a ziprasidona e a sínetse de tais compostos. Outro método para sintetizar ziprasidona é descrito na Patente dos Estados Unidos 5,206,366. Um método para sintetizar especificamente o cloridrato mono-hidrato de ziprasidona é descrito na Patente dos Estados Unidos 5,312,925. Um método para sintetizar o mesilato di-hidrato de ziprasidona é descrito na Patente dos Estados Unidos 6,245,765; e um método para sintetizar mesilato tri-hidrato de ziprasidona é descrito na Patente dos Estados Unidos 6,110,918. As Patentes dos Estados Unidos 5,338,846; 5,359,068; e 6,111,105 também descreve métodos para sintetizar ziprasidona e/ou intermediários resultantes. A estrutura de ziprasidona pode ser esquematizada como se segue:
(H. Howard, et al., "Ziprasidone Hydrochloride", Druqs of the Future, 1994, 19(6): 560-563. Tal como pode ser visto a partir da estrutura acima, o composto ziprasidina contem um átomo de cloro). 4 ΡΕ1476162 Métodos para introdução de halogénios em compostos orgânicos estão resumidas em muitos livros de texto de química orgânica. Por exemplo, J. March, Advanced Organic Chemistry, 4th Edition, pp.587-591, e referências ali citadas, apresenta uma discussão da química de halogenação. Mais especificamente, a formação de compostos cloro-aromáticos ocorre frequentemente por uma variedade de métodos também bem conhecidos dos peritos na técnica, e novamente sumariadas em J. March, Advanced Organic Chemistry, 4th Edition, Capítulo 11, "Substituição Aromática Electrofílica." A química para adicionar um halogénio, ou mais especif icamente um cloro, a um grupo aromático é consequentemente bem conhecida para os peritos na técnica. É também conhecido que tal química resulta habitualmente em algumas misturas de moléculas, uma das quais é geralmente o material de partida por reagir que não contem o átomo de cloro. Posteriormente, a cloração total é um problema bem conhecido dos peritos na técnica; é comum a formação de algumas impurezas de composto diclorado quando é desejado o monoclorado e alguma simpurezas de composto triclorado quando se pretende o composto diclorado. A sobrecloração é tipicamente controlada pela limitação da quantidade do reagente clorado utilizado. Infelizmente, on controlo de análogos sobreclorados na substância fármaco por limitação da quantidade de reagente de cloração utilizado na introdução do substituinte cloro aromático seria de esperar que resultasse em mais de uma impureza desclorada (material de partida por reagir não contendo o átomo de cloro). 5 ΡΕ1476162
Sumário da Invenção 0 análogo des-cloro de ziprasidona é 5— [2— [4 — (1,2-benzisotiazol-3-il)-1-piperazinil]-etil]-1,3-di-hidro-2-(1H)-indol-2-ona (aqui a seguir descloro-ziprasidona). Com base nos métodos conhecidos para sintetizar compostos aromáticos halogenados acima referidos, qualquer lote sintetizado de fármaco ziprasidona compreenderá alguma quantidade de uma impureza de descloro-ziprasidona. Seria de esperar que o controlo dos análogos sobreclorados na substância fármaco através da limitação da quantidade de reagente clorado utilizado na introdução do substituinte cloro aromático resultasse em mais quantidade da impureza descloro-ziprasidona. 0 tema da invenção diz respeito às técnicas que foram desenvolvidas para controlar a sintese da substância fármaco ziprasidona a fim de assegurar que aqueles teores de descloro-ziprasidona se situam a teores baixos. Na substância particular aqui referida para utilização em composições farmacêuticas, é consistentemente encontrado um teor não superior a cerca de de 100 ppm de descloro ziprasidona. Contudo, esta invenção inclui um método para a obtenção de composições de ziprasidona que contêm teores de ziprasidona até valores que não são superiores a cerca de 1000 ppm e métodos para controlar os teores de descloro ziprasidona até valores não superiores a cerca de 1000 ppm numa composição de ziprasidona. 6 ΡΕ1476162
Deste modo a invenção proporciona um método de síntese de uma composição de ziprasidona que compreende uma quantidade de descloro-ziprasidona seleccionada a partir de não superior a cerca de: A) 1000 ppm B) não superior a cerca de 500 ppm, e C) não superior a cerca de 100 ppm em que o método consiste em: a) obter uma ou mais amostras de um ou mais lotes de β-cloro-l, 3-di-hidro-2fí-indol-2-ona; b) medir o teor de impureza de oxindole em cada uma das amostras de a); c) seleccionar um lote de 6-cloro-l, 3-di-hidro-2ií-indol-2-ona que consiste num teor de oxindole de para (A), não superior a cerca de 0,3% com base na medida ou medidas conduzidas em b); para (B), não superior a cerca de 0,15% com base na medida ou medidas conduzidas em b); para (C), não superior a cerca de 0,03% com base na medida ou medidas conduzidas em b); e d) utilizar o lote seleccionado em (c) para sintetizar a referida composição de ziprasidona.
Tal como utilizado aqui e a não ser que de outro modo indicado, o termo "ziprasidona" inclui a base livre ziprasidona e sais farmaceuticamente aceitáveis de ziprasidona. Um ensinamento genérico da preparação de sais farmaceuticamente aceitáveis de um género de compostos que 7 ΡΕ1476162 inclui a ziprasidona está publicado na Patente dos Estados Unidos 4,831,031 (ver, por exemplo, sua Coluna 3). Numa forma de realização, a ziprasidona na composição da presente invenção é base livre ziprasidona. Noutra forma de realização da invenção, a ziprasidona na composição da presente invenção é mono-hidrato de cloridrato de ziprasidona. Noutra forma de realização, a ziprasidona é di-hidrato de mesilato de ziprasidona, e noutra forma de realização, a ziprasidona é tri-hidrato de mesilato de ziprasidona, e ainda noutra forma de realização, a ziprasidona é tri-hidrato de mesilato de ziprasidona. O termo "fármaco substância ziprasidona," tal como utilizado aqui e a não ser que de outro modo indicado, refere-se a uma composição de ziprasidona, tal como definido acima, que é utilizada na formulação de uma composição farmacêutica. Tal composição farmacêutica pode conter veiculos farmacêuticos, excipientes, aromatizantes, e outros ingredientes que são conhecidos e utilizados em composições farmacêuticas tal como descrito mais pormenorizadamente abaixo. A composição farmacêutica obtida pelo método da invenção é para tratamento de um mamífero, incluindo um humano, uma desordem ou condição seleccionada entre esquizofrenia, ansiedade, enxaqueca, Síndroma de Tourette, glau-coma, retinopatia isquémica, demência do tipo Alzheimer, uma desordem bipolar, perturbações do humor, agorafobia, fobia social, crises de pânico, perturbações por stress ΡΕ1476162 pós-traumático, crises agudas de stress, crise de ansiedade induzida por stress, perturbações de ansiedade induzidas por substâncias, crises de ansiedade de origem não especificada (NOS), discinésias e manifestações comporta-mentais de retardação mental, desordens da conduta e desordem autistica comprendendo uma quantidade de uma substância fármaco ziprasidona que é uma composição consistindo de ziprasidona e uma quantidade de descloro-ziprasidona não superior a cerca de 1000 ppm, uma qunatidade de substância fármaco ziprasidona que é eficaz no tratamento da referida perturbação ou condição, e um veiculo farmaceuticamente aceitável.
Numa forma de realização da invenção, a quantidade de substância fármaco descloro-ziprasidona não é superior a cerca de 500 ppm. Numa forma de realização preferida, a quantidade de descloro-ziprasidona na substância fármaco ziprasidona não é superior a cerca de 100 ppm de descloro-ziprasidona.
Numa forma de realização, a quantidade de descloro-ziprasidona na substância fármaco ziprasidona não é superior a cerca de 500 ppm. Numa forma de realização preferida, a quantidade de descloro-ziprasidona na substância fármaco ziprasidona não é superior a cerca de 100 ppm de descloro-ziprasidona.
Esta invenção também proporciona um método de síntese de uma composição de ziprasidona que compreende uma 9 ΡΕ1476162 quantidade de descloro-ziprasidona não superior a cerca de 1000 ppm, em que o método consiste em começar com uma composição de um reagente clorado contendo um teor suficientemente baixo de uma impureza não clorada para sintetizar a referida composição de ziprasidona. Numa forma de realização, o reagente clorado é uma composição de 6-cloro-oxindole (6-cloro-l, 3-di-hidro-2iJ-indol-2-ona) .
Embora haja muitas vias para 6-cloro-oxindole, os materiais de partida são por isso tipicamente 4-cloro-tolueno substituído ou 1,4-dicloro-nitrobenzeno (ver, G.J. Qualich and P.M. Morrisey, Synthesis, 1993, 51-53; e referências ali citadas; e F. R.Busch e R. J. Shine, "Development of an Efficient Process to 6-Chlorooxindole," apresentado ao 208° National Meeting da ACS em Washington D.C. no Symposium on Technical Achievements in Orqanic Chemistry, 1994, (talk #126). Contudo, o conceito de controlo de isómeros clorados, sobrecloração, ou impurezas descloradas para a síntese de 6-cloro-oxindole não está descrito na técnica anterior. Outros métodos de sínetse de 6-cloro-oxindole podem ser determinados por um perito de conhecimentos vulgares na técnica, e tais métodos são incluídos no passo de obtenção de um lote de 6-cloro-oxindole para o método acima descrito desta invenção. Além disso, um lote de 6-cloro-oxindole pode ser obtido comercialmente aos fabricantes de produtos químicos orgânicos, por exemplo Plaistow, Ltd., Little island, County Cork, Ireland or Finorga, Route de Givors, 38670 Chasse-Sur-Rhone, France. 10 ΡΕ1476162
Tal como utilizado aqui, um "lote de 6-cloro-oxindole" é uma composição consistindo essencialmente de 6-cloro-oxindole, em que a composição pode conter baixos teores de impurezas, uma das quais pode ser oxindole. O teor de impureza oxindole numa amostra de um lote de β-cloro-oxindole pode ser determinado utilizando técnicas analíticas de referência conhecidas dos peritos na técnica. Por exemplo, o teor da impureza oxindole pode ser determinado por HPLC de fase normal, HPLC de fase reversa, ou métodos de cromatografia gasosa.
Um método específico para determinação do teor de oxindole numa amostra de um lote de 6-cloro-oxindole é referido aqui como "Método de Detecção B" e é fornecido na Secção "Descrição Pormenorizada da Invenção" deste pedido abaixo.
Esta invenção também fornece um método de síntese de uma composição de ziprasidona que compreende uma quantidade de descloro-ziprasidona não superior a 1000 ppm, em que o método consiste em: a) acilação de uma composição consistindo em 6-cloro- 1.3- di-hidro-2fí-indol-2-ona e uma impureza de oxindole com cloreto de cloroacetilo através da Acilação de Friedel-Crafts para sintetizar uma composição consistindo em 6-cloro-(5-(cloroacetil)- 1.3- di-hidro-2#-indol-2-ona; 11 ΡΕ1476162 b) tratamento da composição resultante de (a) para reduzir o grupo oxo a cloroacetilo e assim formar uma composição consistindo de 6-cloro-(5-(cloroetil)-1,3-di-hidro-2fí-indol-2-ona e de impureza 5— (2 — cloroetil) -1,3-di-hidro-2fl-indol-2-ona. c) isolamento de uma amostra da composição resultante de (b) ; d) medição da quantidade de impureza 5-(2-cloroetil)-1,3-di-hidro-2H-indol-2-ona na amostra isolada de (c) ; e) determinação para avaliar se a quantidade em (d) não é superior a cerca de 0,28%;e f) purificação por recristalização e/ou trituração da composição resultante de (b) se a quantidade medida em (d) é superior a cerca de 0,28% até a quantidade de impureza 5-(2-(cloroetil)-1,3-di-hidro-2H-indol-2-ona não ser superior a cerca de 0,28%, e síntese de uma composição de ziprasidona a partir da composição assim purificada; g) se a quantidade em (d) não for superior a cerca de 0,28%, sintetizando uma composição de ziprasidona a partir da composição de (b).
Numa forma de realização preferida, a composição de ziprasidona preeparada de acordo com o método no parágrafo precedente consiste numa quantidade de descloro-ziprasidona não superior a cerca de 500 ppm, com o valor de 0,28% fornecida nos passos (e) e (f) sendo ajustado em conformidade até cerca de 0,14%. 12 ΡΕ1476162
Numa forma de realização mais preferida, a composição de ziprasidona preparada de acordo com o método no parágrafo precedente consiste numa quantidade de descloro-ziprasidona não superior a 100 ppm, com o valor de 0,28% nos passos (e) e (f) sendo ajustado em conformidade até cerca de 0,28%. A medição de 5-(2-cloroetil)-1,3-di-hidro-2H-indol-2-ona, tal como descrito no passo (d) no método descrito nos parágrafos precedentes, pode ser conduzida por técnicas de química analítica de referência, por exemplo HPLC de fase reversa ou outros métodos cromatográficos adequados.
Contudo, numa forma de realização preferida, a 5-(2-cloroetil) -1,3-di-hidro-2fí-indol-2-ona é medida no passo (b) pelo Método de Detecção A, descrito abaixo.
Numa forma de realização, a purificação de uma composição consistindo de 6-cloro-5-(2-(cloroetil)-1,3-di-hidro-2fí-indol-2-ona no passo (f) realiza-se por trituração. A trituração é um processo semelhante à recrista-lização, mas onde nem todo o material está completamente dissolvido. A composição consistindo em 6-cloro-5-(2-cloroetil)-1,3-di-hidro-2H-indol-2-ona no passo (f) pode contudo ser purificada por recristalização, trituração, ou uma combinação de ambos os processos. Um método preferido de purificação de 6-cloro-5-(2-cloroetil) -1,3-di-hidro-2i7- 13 ΡΕ1476162 indol-2-ona consiste na recristalização e/ou trituração num solvente miscível aquoso, preferivelmente acetonitri-lo/água.
Esta invenção também fornece um método de HPLC, chamado "Método de Detecção A", utilizando HPLC para medir a quantidade de 5-(2-cloroetil)-1,3-di-hidro-2H-indol-2-ona numa composição consistindo de 6-cloro-5-(2-cloroetil)-1,3-di-hidro-2fí-indol-2-ona, em que o método consiste em a) preparação de uma solução de amostra a partir da referida composição consistindo em 6-cloro-5-(2-cloroetil)-1,3-di-hidro-2i7-indol-2-ona por dissolução de uma porção da referida composição num solvente orgânico, seguida de diluição com um solvente orgânico da porção dissolvida de tal modo que é obtida a concentração (peso/volume), baseada no peso da referida porção e volume de solvente, de cerca de 1 mg/mL; b) eluição da solução de amostra através de uma coluna de HPLC compreendendo uma fase estacionária consistindo essencialmente numa fase ligada a ciano utilizando uma fase móvel consistindo essencialmente de (75:13-17:8-12 v/v/v) 0,05 M KH2P04, pH = desde 5,5-6,5; Acetonitrilo:Metanol; a uma temperatura de coluna desde 30°C a 40°C; com detecção por radiação UV a 254 nm no UV; c) detecção do aparecimento de um pico entre 8 a 10 minutos num cromatograma resultando de (b); d) medição da área do pico (designada Ac) do pico detectado em (c); 14 ΡΕ1476162 e) preparação de um padrão a partir de uma composição consistindo essencialmente de 5-(2-(cloroetil)-1,3-di-hidro-2fí-indol-2-ona através da dissolução e diluição de uma porção da referida composição num solvente orgânico de tal modo que a concentração (peso/volume) de 5-(2-(cloroetil)-1,3-di-hidro-2H-indol-2-ona, com base no peso da porção e volume do solvente, que é praticamente igual ao valor da fracção seleccionada ou acima do qual é desejada a detecção de 5-(2-cloroetil)-1,3-di-hidro-2i7-indol-2-ona na composição consistindo de 6-cloro-5-(2-cloroetil) -1,3-di-hidro-2i7-indol-2-ona; f) eluição de um padrão através de uma coluna de HPLC de ligação estável ciano utilizando uma fase móvel consistindo essencialmente de (75:13-17:8-12 v/v/v) 0,05 M KH2P04, pH = desde 5,5-6,5; Acetoni-trilo:Metanol; a uma temperatura de coluna desde 30°C a 40°C; com detecção por radiação a 254 nm no UV; g) medição da área do pico (designada Ac) do pico detectado num cromatograma resultando de (f); e h) cálculo da quantidade de 5-(2-cloroetil)-1,3-di-hidro-2H-indol-2-ona na composição compreendendo 6-cloro-5- (2-cloroetil) -1,3-di-hidro-2íí-indol-2-ona através de i) cálculo do Factor de Resposta para 5-(2-cloroetil)-1,3-di-hidro-2A-indol-2-ona de acordo com a seguinte fórmula: 15 ΡΕ1476162
Rpur 1 = (Apuri) (DF) /Wpuri) (PF) em que: Apuri é como definido acima;
Wpuri = peso da composição no padrão PF = factor de potência para 5—(2— cloroetil) -1,3-di-hidro-2/í-indol-2-ona; e DF = factor de diluição para o padrão; e ii) cálculo da %p/p de 5-(2-cloroetil)-1, 3-di-hidro- 2fí-indol-2-ona de acordo com a seguinte fórmula: %P/P = (A0) (DF) (100)/(RpUrl) (WS2) em que: Ac é tal como definido acima;
Rpuri= Factor de Resposta calculado em (h) (i) acima;
Ws2= peso da porção da composição utilizado no passo (a); e DF = factor de diluição para a solução da amostra.
Solventes orgânicos que são úteis nos passos (a) e (e) incluem, mas não estão limitados a THF (tetra-hidrofurano), metanol, acetonitrilo, ou a fase móvel descrita no passo (a) . Outros solventes orgânicos podem também ser úteis neste método. Numa forma de realização preferida o método de HPLC descrito no parágrafo precedente, a solução de amostra é dissolvida em THF e é 16 ΡΕ1476162 subsequentemente diluída utilizando a fase móvel. Noutra forma de realização preferida, o padrão é preparado por diluição da composição consistindo essencialmente de 5 — (2 — cloroetil)-1, 3-di-hidro-2fí-indol-2-ona em THF .
Noutra forma preferida de realização, é utilizada um caudal de cerca de 1,0 mL/min no método de HPLC. Noutra forma de realização preferida,são utilizadas as injecções de volumes do padrão e da solução amostra de pelo menos cerca de 20 μ]!,, mais preferivelmente cerca de 20 pL.
Noutra forma de realização preferida do método de HPLC acima descrito, a temperatura da coluna é 35°C. Noutra forma de realização preferida, a razão de KH2P04:aceto-nitrilormetanol é 75:15:10. Noutra forma de realização preferida, o pH de KH2P04 é 6,0.
Uma "coluna ciano estável", tal como utilizada aqui, significa uma coluna de HPLC consistindo numa fase estacionária que por sua vez consiste essencialmente de uma fase com um grupo ciano ligado. São conhecidas dos peritos na técnica com conhecimentos vulgares as colunas com grupos ciano ligados estáveis disponíveis comercialmente, por exemplo a coluna de HPLC Zorbax™ (Mac-Mod Analytical, P.O.Box 2600, 127 Commons Court, Pennsylvania 19317, USA). O "Factor de Potência" utilizado no cálculo no passo (h) no método acima descrito refere-se à pureza da composição consistindo essencialmente de 5-(2-cloroetil)- 17 ΡΕ1476162 1, 3-di-hidro-2fí-indol-2-ona com respeito à de 5 — (2 — cloroetil)-1, 3-di-hidro-2íf-indol-2-ona aqui referida. 0 Factor de Potência pode ser determinado por um pessoa de conhecimentos vulgares na técnica através da dedução das quantidades, se algumas, de substâncias para as quais a detecção é tipicamente conduzida por um perito de conhecimentos vulgares quando se analiza a pureza de uma determinada composição orgânica. Tais substâncias incluem, por exemplo, água, solvente ou solventes, e "resíduo na ignição" (i.e., matéria inorgânica, por exemplo sódio ou potássio). A detecção e quantificação de tal substância pode ser determinada por um perito de conhecimentos vulgares na técnica. Consequentemente, tendo em consideração tais substâncias, um Factor de Potência para uma composição consistindo essencialmente de 5-(2-cloroetil)-1,3-di-hidro-2íí-indol-2-ona pode ser, por exemplo, 98% de 5-(2-cloroetil)-l, 3-di-hidro-2fí-indol-2-ona.
Os "Factores de Diluição" (para a solução amostra e para o padrão) utilizados no cálculo no passo (h) no método acima descrito refere-se à quantidade pela qual a composição a ser analizada e a composição consistindo essencialmente de 5-(2-cloroetil)-1,3-di-hidro-2i7-indol-2-ona foi diluída nos passos (a) e (e), respectivamente. Portanto, o Factor de Diluição para a solução amostra será o volume de solvente utilizado para preparar a solução amostra no passo (a), do método. Por exemplo, se 80 mg de uma composição consistindo de 6-cloro-5-(2-cloroetil)-1,3-di-hidro-2il-indol-2-ona é utilizado no passo (a), e 80 mL 18 ΡΕ1476162 de solvente em conformidade, de seguida o Factor de Diluição será 80. O Factor de Diluição para o Padrão A dependerá do valor seleccionado no passo (e) . Por exemplo, se for seleccionada a detecção de 5-(2-cloroetil)-1,3-di-hidro-2fl-indol-2-ona a 100 ppm ou acima deste valor, então a concentração da 5-(2-cloroetil) -1,3-di-hidro-2/í-indol-2-ona no padrão será de cerca de 0,0001. Se, por exemplo, 20 mg da composição consistindo essencialmente de 5 — (2 — cloroetil)-1,3-di-hidro-2H-indol-2-ona for utilizada no passo (e), então o Factor de Diluição para o padrão é 20/0,0001, ou 2xl05. Como outro exemplo, se for seleccionada a detecção de 5-(2-cloroetil)-1, 3-di-hidro-2ií-indol-2-ona a 500 ppm ou acima, então a concentração da 5-(2-cloroetil) -1,3-di-hidro-2fí-indol-2-ona no padrão será de cerca de 0, 0005. Se, por exemplo, 20 mg da composição consistindo essencialmente de 5-(2-cloroetil)-1,3-di-hidro-2H-indol-2-ona for utilizada no passo (e), então o Factor de Diluição para o padrão será de 20/0,0005, ou 4xl04. Como outro exemplo, se a detecção de 5-(2-cloroetil)-1,3-di-hidro-2H-indol-2-ona a 1000 ppm ou acima, então a concentração da 5-(2-cloroetil)-1, 3-di-hidro-2ií-indol-2-ona no padrão será de cerca de 0,001. Se, por exemplo, 20 mg da composição consistindo essencialmente de 5-(2-cloroetil)-1,3—di-hidro—2H—indol—2—ona for utilizada no passo (e), então o Factor de Diluição para o padrão será de 20/0,001, ou 2xl04.
Esta invenção também fornece um método de síntese da composição de ziprasidona que compreende uma quantidade 19 ΡΕ1476162 de descloro-ziprasidona não superior a 1000 ppm, em que o método consiste em: a) redução de uma composição consistindo de 6-cloro-5-(cloroacetil)-1, 3-di-hidro-2fí-indol-2-ona e uma impureza 5- (cloroacetil) -1,3-di-hidro-2ií-indol-2-ona por tratamento com trietilsilano na presença de um ácido forte para obter uma composição consistindo de 6-cloro-5- (2-cloroetil) -1,3-di-hidro-2fí-indol-2-ona e uma impureza 5-(2-cloroetil)-1, 3-di-hidro-2fí-indol-2-ona; e b) síntese de uma composição consistindo de ziprasidona a partir da composição resultando de (a). Numa forma de realização preferida, o ácido forte no passo (a) consiste em ácido trifluoroacético ou ácido metanossulfónico.
Noutra forma de realização preferida, o método ainda compreende as seguintes etapas: i) isolar antes do passo (b) uma amostra da composição a partir de (a), e medição da quantidade de impureza 5- (2-cloroetil) -1,3-di-hidro-2tf-indol-2-ona na referida amostra; ii) determinar se a quantidade em (i) é ou não superior a cerca de 0,28%; e iii) purificar por recristalização e/ou trituração a composição a partir de (a) se a quantidade em (i) é superior a cerca de 0,28% até que a quantidade de impureza 5- (2-cloroetil) -1,3-di-hidro-2/í-indol-2-ona não seja superior a cerca de 0,28%, e então 20 ΡΕ1476162 seguindo para o passo (b) utilizando a composição a partir de (a) assim purificada; ou iv) se a quantidade em (i) não for superior a cerca de 0,28%, então segue-se para o passo (b).
Noutra forma de realização, o método é para sintetizar uma composição de ziprasidona não superior a 500 ppm de descloro-ziprasidona. O valor de 0,28% utilizado para análise da amostra do passo (a) pode ser ajustado em concordância a 0,14%. Noutra forma de realização da invenção, o método atrás mencionado é para sintetizar uma composição de ziprasidona contendo não mais de 100 ppm. O valor de 0,28% utilizado para análise do método pode do mesmo modo ser ajustado em conformidade para 280 ppm.
Noutra forma de realização deste método, a quantidade de 5-(2-cloroetil) -1, 3-di-hidro-2fí-indol-2-ona na amostra da composição consistindo em 6-cloro-5-(2-cloroetil) -1,3-di-hidro-2ff-indol-2-ona é medida por um método que consiste no Método de Detecção A. A purificação da composição consistindo em 6-cloro-5-(2-cloroetil)-1,3-di-hidro-2ií-indol-2-ona no passo (a)(ii) do método acima descrito realiza-se por trituração e/ou recristalização. A recristalização e/ou trituração ocorrem numa mistura de solventes adequada, preferivelmente um solvente miscível com a água, e mais preferivelmente uma mistura de acetonitrilo/água. 21 ΡΕ1476162
Esta invenção também fornece um método de síntese de uma composição de ziprasidona que compreende uma quantidade de descloro-ziprasidona não superior a 1000 ppm, em que o método consiste em: a) purificar uma composição consistindo em 6-cloro-5-(2-cloroetil)-1,3-di-hidro-2H-indol-2-ona e impureza oxindole até ser obtida uma composição consistindo em quantidades de oxindole não superiores a cerca de 0,3% da referida impureza oxindole; e b) utilizar a composição resultante de (a) para sintetizar uma composição de ziprasidona.
Numa forma de realização, a composição em (a) é purificada até ser obtida uma composição contendo não mais de cerca de 0,15% de impureza oxindole, sendo sintetizada uma composição que consiste numa quantidade de descloro-ziprasidona não superior a cerca de 500 ppm.
Numa outra forma de realização, a composição em (a) é purificada até ser obtida uma composição contendo não mais de cerca de 0,03% de impureza oxindole, sendo sintetizada uma composição que consiste numa quantidade de descloro-ziprasidona não superior a cerca de 100 ppm. Métodos de purificação da composição contendo 6-cloro-5-(2-cloroetil)-1,3-di-hidro-2H-indol-2-ona e impureza oxindole que podem ser utilizados nesta invenção incluem a extracção e/ou recristalização e/ou trituração. Numa forma de realização a purificação é por recris- 22 ΡΕ1476162 talização e/ou trituração a partir de solventes orgânicos. Ver, por exemplo, G.J. Qualich e P. M. Morrisey, supra, e referências ali citadas; e F.R. Busch e R.J. Shine, supra.
Esta invenção também providencia um método de síntese de composição de ziprasidona que compreende uma quantidade de descloro-ziprasidona não superior a cerca de 1000 ppm, em que o método consiste em: a) recristalização e/ou trituração de uma composição consistindo em 6-cloro-5-(2-cloroetil)-1,3-di-hidro-2H-indol-2-ona e uma impureza 5-(2-cloroetil)-1,3-di-hidro-2H-indol-2-ona até ser obtida uma composição contendo não mais de cerca de 0,3% da referida impureza 5-(2-cloroetil)-1,3-di-hidro-2H-indol-2-ona; e b) utilização da composição resultante de (a) para sintetizar uma composição de ziprasidona.
Numa forma de realização, a composição em (a) é recristalizada e/ou triturada até ser obtida uma composição contendo não mais de cerca de 0,15% da referida impureza 5-(2-cloroetil)-1,3-di-hidro-2H-indol-2-ona, sendo sintetizada uma composição que consiste numa quantidade de descloro-ziprasidona não superior a cerca de 500 ppm.
Noutra forma de realização, a composição em (a) é recristalizada e/ou triturada até ser obtida uma composição contendo não mais de cerca de 0,03% da referida impureza 5-(2-cloroetil)-1,3-di-hidro-2H-indol-2-ona, sendo sinteti- 23 ΡΕ1476162 zada uma composição que consiste numa quantidade de descloro-ziprasidona não superior a cerca de 100 ppm.
Numa forma de realização preferida, as condições de recristalização/trituração no paso (a) deste método utilizam solventes orgânicos polares e/ou solventes orgânicos polares misturados com um pequeno volume de água. Preferivelmente, a recristalização e/ou trituração é com um solvente miscivel com água, por exemplo acetonitrilo/água.
Os termos "tratar", "tratamento", e semelhantes, referem-se a reverter, aliviar, ou inibir o progresso de uma doença ou condição à qual tal termo se aplica, ou um ou mais sintomas de tal desordem ou condição. Tal como utilizados aqui, estes termos também abrangem, dependendo da condição do paciente, impedir o estabelecimento de uma desordem ou condição, ou de sintomas associados a uma deseordem ou condição, incoluindo a redução do grau de severidade de uma desordem ou condição ou sintomas subsequentemente relacionados com a desordem ou condição previamente a uma doença. "Tratar" abrange assim a prevenção da recorrência de uma desordem ou condição ou de sintomas a ela associados. "Mamifero," tal como utilizado aqui, e a não ser que de outro modo indicado, significa qualquer mamifero. O termo "mamífero" inclui, por exemplo e sem limitação, cães, gatos, e humanos. 24 ΡΕ1476162 0 termo "cerca de", quando utilizado aqui em, por exemplo, "menos do que 'cerca' de 1000 ppm" significa dentro de um limite de mais ou menos 10% do valor ao qual o termo está a ser aplicado.
Descrição Pormenorizada da Invenção
Um método de síntese de ziprasidona, tal como salientado acima, é ensinado na Patente dos Estados Unidos 5,206,366, que foi incorporada aqui por referência. Esta patente ensina que a ziprasidona pode ser sintetizada de acordo com o método descrito no Esquema 1, abaixo. O Esquema 2, abaixo, ilustra o mecanismo pelo qual a ziprasidona se forma a partir de qualquer impureza oxindole no reagente de partida se for conduzida uma síntese de acordo com o Esquema 1. "IPO" nos esquemas seguintes indica álcool isopropílico: ESQUEMA 1
Passo 1
ΡΕ1476162 25
Passo 2
Passo 3
1) H20/Na2C03 2 ) Trituração com IPO 3 ) Recristalização com THF
5 p.M. = 41 2,94
Passo 4
26 ΡΕ1476162
Uma estratégia de controlo determinada consiste na eliminação das impurezas descloradas durante a síntese química de ziprasidona, e colocando então limites suficientes na qualidade do reagente de partida utilizado na síntese de ziprasidona. Durante a síntese de ziprasidona, um ou mais intermediários é submetida a extracção e cristalização durante o tratamento da mistura reaccional. Embora cada intermediário e suas correspondentes impurezas descloradas sejam estruturalmente semelhantes e apresentem solubilidades comparáveis, há pequenas diferenças nas propriedades fisico-químicas. Assim, conduziram-se experiências de purificação por eliminação das impurezas para determinar a quantidade de impureza desclorada que é removida pelas operações de processamento de extracção e recristalização.
Em relação aos Esquemas 1 e 2, o Composto 6, oxindole, uma potencial impureza num lote de material de 27 ΡΕ1476162 partida, Composto 1, 6-cloro-oxindole, pode prosseguir sob condições reaccionais para resultar no Composto 9, descloro-ziprasidona. Surpreendentemente, descobriu-se um método melhor que a eliminação tripla do Composto 6 e seus subsequentes análogos durante as condições de reacção e isolamento do processo sintético. Portanto, aquisições comerciais de Composto 1 contendo até 0,03% de composto 6 resultarão na substância fármaco ziprasidona contendo menos de 0,01% (100 ppm) de Composto 9. O controlo de um limite máximo de cerca de 0,03% (300 ppm) de Composto 6 em Composto 1 comercialmente disponível é justificado com base nos teores de Composto 6 detectado em lotes prévios de Composto 1, eliminando a informação obtida durante o desenvolvimento de síntese, e as medições obtidas durante o processamento destes intermediários.
Como referido acima, oxindole pode ser detectado por técnicas de química analítica de referência. Um método específico descoberto para determinação de oxindole em uma composição consistindo em 6-cloro-oxindole é como se segue e será referido aqui como "Método de Detecção B": MÉTODO DE DETECÇÃO B: PRINCÍPIO: A cromatografia líquida de fase normal (LC) é utilizada para separar o Composto 1 das suas potenciais 28 ΡΕ1476162 impurezas. A comparação das áreas dos picos e dos tempos de retenção para as amostras e o padrão de trabalho do Composto 1 proporciona uma análise quantitativa e um teste de identificação para o Composto 1. A comparação das áreas dos picos das impurezas especificadas, se presentes, contra soluções diluidas das impurezas, proporciona uma medida quantitativa da sua abundância. APARELHAGEM: 1. Equipamento de laboratório de referência. 2. Cromatografo liquido adequado a. Bomba - entrega de fluxo constante b. Detector de UV - 254 nm c. Injector com capacidade para injectar 50μΕ d. Sistema de aquisição de dados 3. Coluna:
Coluna de sílica Waters Associates Nova-Pak, partículas 4 microns, 150 x 3,9 mm (i.d.). (2 colunas colocadas em série ou de comprimento equivalente de 300 mm), ou equivalente 4. balança com capacidade de pesar 50 mg ± 0,1 mg - e.g. Mettler AE240 REAGENTES:
1. Hexano - qualidade para HPLC 2. Tetra-hidrofurano (THF)
3. isopropanol (IPO) - qualidade para HPLC 29 ΡΕ1476162 4. 15-coroa-5(1,4,7,10,13-penta-oxaciclopentade-cano) 5. Padrão de trabalho de Composto 6 (oxindole) CONDIÇÕES CROMATOGRÁFICAS: 1. Caudal: 1,5 mL/min 2. Volume de Injecção: 50 μΕ 3. Comprimento de Onda de Detecção: 254 nm 4. Fase Móvel: hexano/isopropanol/tetra-hidrofurano/15-coroa-5 1000/9/9/0.5 (v/v/v/v) 5. Temperatura da Coluna: ambiente (aproximada-mente 23°C)
Sob as condições citadas acima, o Composto 6 eluirá entre 15-19 minutos. O tempo de eluição do Composto 1 é entre 17-21 minutos. PREPARAÇÃO DA FASE MÓVEL:
Num balão de 2 litros, adicionar pela seguinte ordem: 1000 mL de hexano, 9 mL de isopropanol, 9 mL de tetra-hidrofurano, e 0,5 mL de 15-coroa-5. Misturar bem e desgaseificar sob vácuo com ultra-sons ou agitação durante cerca de 20 segundos. PREPARAÇÃO DE AMOSTRAS E PADRÕES: 1. Preparação da amostra de Composto 1 e padrão de trabalho: 30 ΡΕ1476162
Pesar (em duplicado), com precisão de 0,1 mg, cerca de 20 mg de padrão de trabalho e amostras de Composto 1 e adicionar em balões individuais de 100 mL. As pesagens em duplicado devem ser preparadas para o padrão de trabalho e cada lote de amostra. Pipetar 10 mL de THF para cada balão, sonicar durante cerca de 1 minuto, adicionar suficiente fase móvel até encher cada balão com aproxima-damente 80% de capacidade, agitar, e permitir equilibrar até à temperatura ambiente. Diluir até ao volume (QB) com fase móvel. (Ver nota do operador #1). Designar a solução padrão de trabalho como POTl. Designar a solução amostra como Al. 2. Preparação do padrão de trabalho para o
Composto 6
COMPOSTO CÓDIGO PESO DA AMOSTRA BALÃO
Composto 6 Ox 10 mg 100 mL
Pipetar 10 mL de THF para o balão, sonicar durante 1 minuto, adicionar suficiente fase móvel até encher o balão com aproximadamente 80% de capacidade, agitar, e permitir o arrefecimento até à temperatura ambiente. Diluir até ao volume com fase móvel adicional e etiquetar como PUR1. B. Adicionalmente diluir a solução PURl para produzir soluções PUR2 como se segue: 31 ΡΕ1476162
Etiquetar o balão como solução PUR2.
COMPOSTO CÓDIGO VOLUME TRANSFERIDO TAMANHO BALÃO
Composto 6 Ox 2 ml PUR1 100 mL
Diluir o balão de solução (PUR2) até ao volume com fase móvel. C. Preparar a concentração final de oxindole impuro por diluição da solução PUR2 para produzir a solução PUR3.
COMPOSTO CÓDIGO VOLUME TRANSFERIDO TAMANHO BALÃO
Composto 6 Ox 2 mL PUR2 100 ml
Pipetar o volume indicado de solução PUR2 para o balão e adicionar 10 mL de THF. Encher cada balão até aproximadamente 80% de capacidade com fase móvel, e permitir o arrefecimento até à temperatura ambiente. Diluir até ao volume com fase móvel. Etiquetar o balão como solução PUR3. FIABILIDADE DO SISTEMA:
Uma completa fiabilidade do sistema deve ser determinada antes do ensaio inicial e depois de qualquer mudança significativa no sistema. Para estes critérios, ver a secção de fiabilidade do sistema que se segue neste procedimento. 32 ΡΕ1476162 FIABILIDADE DO SISTEMA ANTERIOR A CADA ANÁLISE:
Os critérios seguintes devem ser alcançados antes de efectuadas todas as análises com este procedimento. 1. Calcular a resolução entre Composto 1 e Composto 6 utilizando as preparações especificadas na secção de FIABILIDADE DO SISTEMA. 2. Verificar que um limite adequado de quantificação (LOQ) é alcançado. Utilizando a solução PUR3, executar 2 injecções duplicadas. As áreas dos picos do Composto 6 devem concordar dentro de 25%. Calcular a % área concordante como se segue: % área concordante = 2(A-B)X 100
A+B em que: A = Área do pico de oxindole (Composto 6) na injecção 1. B = Área do pico de oxindole (Composto 6) na injecção 2. 3. Para a solução padrão de trabalho de Composto 1 POTl medir o tempo de retenção para o Composto 1. O tempo de retenção deve se encontrar dentro do intervalo 17-21 minutos. PROCEDIMENTO: 1. Injectar padrões puros de PUR3, quatro amostras (A), PUR3, quatro amostras, etc. Não mais de 33 ΡΕ1476162 quatro amostras devem ser injectadas entre padrões. Para o padrão puro (PUR3), medir as áreas dos picos e o tempo de retenção de cada impureza especificada. Para cada injecção de amostra, medir o tempo de retenção e a área cromatográfica do pico de cada pico observado (ver nota do operador #3). TESTE DE IDENTIDADE: 0 teste é satisfatoriamente atendido se a solução amostra (A) de Composto 1 entre os testes exibe um pico máximo cujo tempo de retenção é idêntico (±2%) ao da solução padrão de trabalho (P0T1) de Composto 1. CÁLCULOS: 1. Para cada amostra, estabelecer a presença de oxindole, se algum, de acordo com o tempo de retenção relativo indicado na tabela encontrada na secção das CONDIÇÕES CROMATOGRÁFICAS, e por comparação ao tempo de retenção dos picos no respectivo padrão puro (PUR3). As suas identidades são estabelecidas se o tempo de retenção não diferir mais de 2% (pico de amostra versus pico no padrão impureza especificado). As impurezas especificadas serão quantificadas com o padrão puro (PUR3). 2. Calcular o factor de resposta padrão para oxindole: (Ai) (DF) / (Wi) (PFi) SRi = 34 ΡΕ1476162 em que: SRi = Factor de resposta padrão de oxindole
Ai = Área da impureza especificada no PUR3 Wi = Peso (mg) de oxindole PF i = Factor de potência do padrão de trabalho de oxindole (e.g., 0,993). DF = Factor de diluição para oxindole = 250,000. 3. Calcular a percentagem de oxindole da seguinte maneira: % oxindole = (A(s) (DF) (100) / (SRj. (avg) ) (Ws) em que: SRi(avg) = Resposta padrão média para o padrão de trabalho de oxindole. W3 = Peso da amostra de oxindole em mg. A(s) = Área do oxindole na amostra. DF = Factor de diluição = 100 100 = Conversão para % FIABILIDADE DO SISTEMA: O critério realçado abaixo estabelece condições cromatográficas que asseguram que o sistema está a operar de um modo conveniente de modo a executar o procedimento. Se algum destes falhar, devem ser feitos ajustes apropriados antes do procedimento. A fiabilidade do sistema deve ser avaliada antes da primeira análise do sistema ou 35 ΡΕ1476162 depois de alguma mudança significativa (e.g. substituição de coluna, reparação do autoinjector, etc.). 1. Reprodutibilidade
Executar cinco injecções duplicadas da solução padrão de trabalho de Composto 1. Medir a área do pico para o Composto 1. 0 desvio padrão relativo (coeficiente de variação) das áreas dos picos para o Composto 1 não deve exceder 2,0%.
Executar seis injecções duplicadas da solução padrão pura (PUR3) contendo Composto 6. Medir a área do pico para o Composto 6. O desvio padrão relativo (coeficiente de variação) das áreas dos picos para o Composto 6 não deve exceder 15%. 2. Eficiência
Calcular o número de pratos teóricos (N) para a coluna cromatográfica utilizando uma injecção representativa da solução padrão de trabalho de Composto 1. N = 16 (t/W)2 3. Assimetria do Pico
Calcular a assimetria do pico (T) para o pico de Composto 1 utilizando uma injecção representativa da 36 ΡΕ1476162 solução padrão de trabalho. A assimetria do pico não deve ser maior de 2,0. T = (Wo,os/2f) 4. Resolução
Calcular a resolução (R) entre Composto 1 e Composto 6 preparando uma amostra de Composto 1 reforçada com 0,1% (p/p) de Composto 6 como se segue:
Preparar uma solução de Composto 1 como apontado acima sob o passo #1 da PREPARAÇÃO DE AMOSTRAS E PADRÕES. Antes de diluir até ao volume, adicionar 10 mL da solução PUR2 preparada no passo B da secção de preparação de padrões de impureza acima. A resolução entre Composto 1 e Composto 6 deve ser >1,0. R = (2(12—11) )/(Wz+Wx) 5. As definições dos termos utilizados nesta secção são: t = Tempo de retenção medido desde o tempo de injecção até ao tempo de eluição do pico máximo. W = largura do pico medido por extrapolação aos lados da linha de base (as linhas rectas em relação à linha de base) 37 ΡΕ1476162 NOTAS DO OPERADOR: 1. O tempo necessário para estabilizar uma coluna de fase normal é geralmente maior que para uma coluna de fase reversa. Uma coluna nova deve ser inicialmente lavada com 4 litros de fase móvel. O último par de picos a ser resolvido durante a estabilização são de Composto 6 e Composto 1. Fazer várias injecções de referência para estabilização. 2. Preparação da Referência e da Amostra (diluir e aquecer até à temperatura ambiente) devem ser ao mesmo tempo para assegurar que os volumes são iguais. 3. Um branco de THF (10 mL THF até ao volume com fase móvel) deve ser corrido para assegurar que não há interferências com algum dos picos de interesse.
Como descrito acima, esta invenção também proporciona um método adicional para controlar a baixa concentração de descloro-ziprasidona assegurando o baixo teor do intermediário desclorado do passo 2 (Composto 8 do Esquema 2, 5-(2-cloro-etil)-oxindole) . Isto é um importante ponto de controlo, devido à oportunidade de controlar o processo seguindo a redução do carbonilo. As condições também resultam em hidrodesalogenação, e assim na sintese retratada no Esquema 1 a perda do cloro desejado na posição C-6 .
A metodologia analítica, o método de HPLC 38 ΡΕ1476162 descrito acima, foi desenvolvido para avaliar 6-cloro-5-(2-cloroetil)-1,3-di-hidro-2H-indol-2-ona, Composto 3 do Esquema 1, em ensaios e pureza. Uma importante função desta metodologia, é a de detectar teores ppm de composto 8; a impureza desclorada, no material isolado. 0 procedimento "Método de Detecção A" realçado abaixo exemplifica como um analista pode especificamente aplicar este método de detecção de hplc para quantificar teores baixos de Composto 8 sem interferência de outras impurezas relacionadas com o processo. Este exemplo não pretende e não deve ser interpretado para limitar a invenção descrita mais completamente aqui e reivindicada em baixo: MÉTODO DE DETECÇÃO A:
Seguindo o teste de fiabilidade do sistema, o método analítico cromatográfico HPLC pode ser utilizado para quantificar os teores de descloração (Composto 8) no Composto 3. APARELHAGEM: 1. HPLC conveniente, equipado com equipamento de referência. 2. Coluna de aquecimento, capaz de operar a 35°C e.g., BAS controlador de temperatura Modelo LC22A. 3. Bloco de fase móvel pré-aquecido (bloco de pré-aquecimento da fase móvel): e.g., Bioanalytical
Systems, Inc. (BAS), Cat # EW8146. 39 ΡΕ1476162
Nota: Isto é necessário para aumentar a eficiência de coluna. 4. Coluna - Zorbax-SB-CN (Catalog No.883975.905) 15 cm comprimento x 4,6 mm I.D. (disponível em Mac Mod Analytical, Chadds Ford, PA.) REAGENTES: 1. fosfato de potássio monobásico (KH2P04) 0,05 M, pH = 6,0 solução tampão.
Dissolver 6,8 g KH2P04 em um litro de água purificada. Ajustar o pH da solução a 6,0 ± 0,1 com 5 N solução de hidróxido de potássio. Podem ser preparados grandes volumes se necessário. 2. Fase Móvel: (75 : 15 : 10 v/v/v) KH2P04 0,05 M, pH= 6,0 : Acetonitrilo: Metanol
Filtrar e desgaseificar sob pressão reduzida com agitação ou agitação ultrassónica durante cerca de 5 minutos. Podem ser preparados grandes volumes de fase móvel utilizando a quantidade apropriada dos componentes. CONDIÇÕES CROMATOGRÂFICAS:
PARÂMETROS VALOR MEDIDO VARIAÇÃO Fase Móvel - como acima ± 2 % ACN e MeOH Temperatura da Coluna — 35 °C ± 5 °C 40 ΡΕ1476162
Detecção UV, 254 nm + 5 % Velocidade de Fluxo 1,0 mL/min ±0,1 mL/min Volume de Injecção 20 μΙ. admissível Método de Quantificação - Área - Tempo de Execução 60 minutos Aproximadamente Sob as condições citadas acima o Composto 8 eluirá em aproximadamente 8-10 minutos. Os tempos de retenção relativos das impurezas especificadas estão tabelados abaixo.
Composto Rr Composto 1 0,36 Composto 2 0,45 Composto 8 0,49 Composto 3 1,00
Nota: tempo de retenção relativo (Rr) = tempo de retenção do pico impureza especifica relativo ao tempo de retenção de Composto 3. PREPARAÇÃO DAS SOLUÇÕES DE REFERÊNCIA DO PADRÃO: Composto 8 Padrão: Composto 8 padrão num balão volumétrico de 200 mL. 41 ΡΕ1476162
Adicionar aproximadamente 20 mL THF e sonicar até a amostra estar completamente dissolvida (approx. 1 min.). Diluir até ao volume com metanol. Misturar bem com agitações adicionais e inversões. Identificar esta como solução Fl de Composto 8. A concentração de Composto 8 na solução Fl é de cerca de 0,1 mg/mL.
Diluir 2 mL de Fl para 100 mL com metanol e misturar bem. Identificar esta como solução F2 de Composto A concentração de Composto 8 na solução F2 é de cerca de 0,002 mg/mL. PREPARAÇÃO DAS SOLUÇÕES AMOSTRA:
Amostra de Composto 3 (para determinação de Composto 8):
Preparar uma solução teste por amostra. Pesar aproximadamente 50 mg (registe ao mais próximo de 0,1 mg) de amostra de composto 3 em balões volumétricos de 50 mL. Adicionar aproximadamente 20 mL de THF e sonicar até a amostra estar completamente dissolvida (aprox. 2 min.). Diluir até ao volume com fase móvel. Misturar bem com agitações adicionais e inversões, identificar esta como Composto 3, Solução I (Solução Amostra I). A concentração da solução I (Solução Amostra I) é de cerca de 1,0 mg/mL. 42 ΡΕ1476162 NOTA: A solução I é estável por mais de 24 horas sob condições normais de laboratório. FIABILIDADE DO SISTEMA:
Uma completa fiabilidade do sistema deve ser determinada antes do ensaio inicial e depois de qualquer mudança significativa no sistema. Para estes critérios, ver a secção de FIABILIDADE DO SISTEMA no final deste procedimento.
FIABILIDADE DO SISTEMA VERIFICADA ANTES DE CADA ANÁLISE:
Os critérios seguintes devem ser alcançados antes de efectuadas todas as análises com este procedimento. 1. Calcular a resolução (R) entre Composto 2 e Composto 8 utilizando o padrão PURl. A resolução entre este par de picos deve ser > 1,0. 2. Verificar que um limite adequado de quantificação (LOQ) é alcançado. Utilizando a solução PURl, executar 2 injecções duplicadas. As áreas dos picos do Composto 8 devem concordar dentro de ± 20%. Calcular a % área de concordância como se segue: % área concordante = 2(A-B)X 100
A+B 43 ΡΕ1476162 em que: A = Área do pico do Composto 8 na primeira injecção. B = Área do pico do Composto 8 na segunda injecção. 3. Para a solução padrão de trabalho do Composto 3 Al medir o tempo de retenção para o Composto 3. 0 tempo de retenção deve se encontrar dentro do intervalo 16-24 minutos. PROCEDIMENTO:
Determinar a fiabilidade do sistema de HPLC utilizando as orientações e procedimentos para a execução da fiabilidade do sistema apresentada mais tarde neste procedimento teste. LOQ, testes de resolução e tempos de retenção, como descritos nas secções de fiabilidade do SISTEMA VERIFICADA ANTES DE CADA ANÁLISE, deve ser executado cada vez que o sistema é utilizado. 0 restante critério para a fiabilidade do sistema deve ser determinada antes do primeiro ensaio e depois de qualquer mudança significativa no sistema. AVALIAÇÃO DO TEOR DE COMPOSTO 8 NA AMOSTRA DE COMPOSTO 3: (Solução (I)) injectar alíquotas de 20 μΐ de solução amostra (I) . Medir a área dos picos cromatográficos de Composto 8 de cada injecção. Determinar os teores de Composto 8 44 ΡΕ1476162 presentes na amostra teste (I) como descrito na secção de CÁLCULOS. CÁLCULOS: Cálculo do teor de COMPOSTO 8: 1. Determinação do factor de resposta para o composto 8 como se segue:
Rpurl = ApUri X DF Wpurl X PF em que: Apuri = área do pico da impureza (COMPOSTO 8) em PUR1
Wpuri = peso da impureza (COMPOSTO 8) em PURl PF = factor de potência para composto 8 ou COMPOSTO 2 (e.g., 0,993) DF = factor de diluição- COMPOSTO 8=> 2 x 105 2. Determinação do teor de COMPOSTO 8 como se segue: %p/p= Ac x 50 x 100
Rpur! X Ws2 em que: Ac = Area do pico do COMPOSTO 8
em amostra I
Rpuri = Factor de Resposta para o COMPOSTO 8 no padrão* ΡΕ1476162 45
Ws2 = Peso do COMPOSTO 3 na amostra I em mg 50 = Factor de diluição 100 = conversão para percentagem *utilizar o factor de resposta médio para todas as injecções PURl realizadas durante todas as análises. FIABILIDADE DO SISTEMA: O critério realçado abaixo estabelece condições cromatográficas que asseguram que o sistema está a operar de um modo conveniente de modo a executar o procedimento. Se algum destes falhar, devem ser feitos ajustes apropriados antes do procedimento. A fiabilidade do sistema deve ser avaliada antes da primeira análise no sistema ou depois de alguma mudança significativa (e.g. substituição de coluna, reparação do autoinjector, etc.). 1. Precisão da injecção
Ensaio: Executar 5 injecções em duplicado do padrão Al de COMPOSTO 3. Medir a área de cada pico de COMPOSTO 3. O desvio padrão relativo das áreas dos picos não deve exceder 1,0%.
Avaliação da Pureza: Executar 6 injecções em duplicado da solução padrão PURl. Medir a área de cada pico de COMPOSTO 8. O desvio padrão relativo das áreas dos picos não deve exceder 10%. 46 ΡΕ1476162 2. Eficiência
Calcular o número de pratos teóricos (N) para a coluna cromatográfica utilizando o pico do COMPOSTO 3 no padrão Al. 0 número de pratos teóricos não deve ser menor que 5000 quando calculado pelo método da tangente. N = 16 ( t / W )2 t = tempo de retenção medido desde o tempo de injecção até ao tempo de eluição do pico máximo. W = largura do pico medido por extrapolação aos lados da linha de base (os lados relativamente rectos em relação à linha de base). 3. Tempo de Retenção
Medir o tempo de retenção para o pico de COMPOSTO 3 no padrão Al. O tempo de retenção para o pico do COMPOSTO 3 deve se encontrar dentro do intervalo 16-24 minutos. 4. Assimetria do Pico
Calcular a assimetria do pico (T) para o pico de COMPOSTO 3 no padrão Al. A assimetria do pico não deve ser maior que 2,0. T — Wo, 05 2f 47 ΡΕ1476162 Τ = Factor de cauda Wo,05 = Largura do pico a 5% de altura f = Distância do pico máximo à borda principal do pico, medida a 5% da altura do pico 5. Resolução
Calcular a resolução (R) entre o COMPOSTO 2 e COMPOSTO 8 em PURl. A resolução entre este par de picos deve ser >1,0. R = (2 (t2-tl))/(W1+W2) t = tempo de retenção do pico W = Largura do pico na linha de base (medida por extrapolação à linha de base das tangentes nos ponto de inflexão, para cada um dos componentes)
Como parte do desenvolvimento desta química, foram analisados múltiplos métodos sintéticos alternativos para a redução do composto 2 em composto 3 no Esquema 1 acima. Por exemplo, hidrogenações catalíticas do carbonilo do composto 2 foram testadas utilizando 5% de paládio em carbono, paládio em alumina, platina em carbono, ou platina em alumina. As experiências com paládio foram repetidas em 10% de carga de catalisador, e em cada caso a desalogenação 48 ΡΕ1476162 foi um problema. Descobriu-se que trietilsilano (TES) na presença de um ácido forte origina redução do carbonilo, sem contaminar a hidrodesalogenação. Portanto, este tipo de redução é preferida na produção do Composto 3. Mais adiante, ácido trifluoroacético ou ácido metanossulfónico foram descobertos como ácidos fortes preferidos nesta química, devido a impedirem a formação de impurezas de descloração tais como o Composto 8. A purificação foi desenvolvida para reaproveitar lotes em que foram considerados elevados os teores em análogos desclorados. Os processos foram desenvolvidos para recuperar os Compostos 1 ou 3. Projectou-se e conduziu-se um programa experimental testando purificações de material de partida, de cada intermediário e de fármaco final para determinar o ponto mais eficiente na síntese de ziprasidona para remover compostos desclorados se presentes. Descobriu-se que é mais eficiente remover as impurezas por recristalização e/ou trituração dos Compostos 1 ou 3. A recristalização dos compostos 2, 4, ou do fármaco final foi muito ineficiente, originando pequenas reduções nos teores de impurezas descloradas.
Especificamente, foram testadas muitas condições para purificar o Composto 3 incluindo, acetonitrilo, diclorometano/tolueno, acetato de etilo/hexanos, álcool isopropílico, tolueno, THF, álcool isopropílico/DMAC (dimetilacetamida), metanol, álcool isopropílico/ácido 49 ΡΕ1476162 acético, e acetonitrilo/água. As experiências de purificação para averiguar a recristalização preferida e as condições de trituração do Composto 3 estão sumariadas na Tabela 1, abaixo. A grande maioria dos solventes testados foi ineficiente a remover o Composto 6 do Composto 3. A recristalização/trituração de acetonitrilo/água foi superior aos outros procedimentos testados, originando uma redução nos teores de impureza de -1300 ppm a -300 ppm. Assim esta recristalização e/ou trituração é preferida no controlo da impureza desclorada 5-(2-cloroetil)-1,3-di-hidro-2fí-indol-2-ona.
Tabela 1: Purificação do Composto 3
Condições Rendimento Cor Composto 8 (ppm) Acetonitrilo lOv 92,0% Quase branco 870 CH2Cl2/Tolueno 5:5 94,5% Quase branco 1200 EtOAc dest. adição Hexano 98,0% Branco 1100 Álcool isopropílico 20 vol 89,3% Quase branco 770 Tolueno 20 vol 96, 7% Quase branco 930 CH3CN/H20 9:1, V4 h 92,7% Quase branco 500 CH3CN 112 vol, 5% Darco 90,5% Quase branco 430 THF, Darco KB-B 76,6% Branco 780 THF 81,2% Branco 720 CH3CN/H20 9:1, 4h 94,5% Branco 440 IPO/DMAC 7:3 78,5% Branco 480 10 vol CH3OH 94,8% Branco 840 IPO/HOAc 4:2 92,5% Rosa 540 CH3CN/H20 8:2, 18h 95,8% Branco 240 CH3CN/H20 9:1, 18h 94,3% Branco 230 50 ΡΕ1476162 A substância fármaco ziprasidona desta invenção pode ser administrada como agente neuroléptico como indicada aqui e como descrita em, por exemplo, Patente dos Estados Unidos da América 4,831,031, supra. A administração a um mamifero, incluindo um humano, pode ser isolada, ou preferencialmente, em combinação com um veiculo farmaceuticamente aceitável ou diluente numa composição farmacêutica, de acordo com práticas farmacêuticas de referência. A composição farmacêutica pode ser administrada oralmente ou parentericamente incluindo intravenosamente ou intramuscularmente. Um veiculo farmaceuticamente aceitável inclui diluentes sólidos ou de enchimento, e soluções aquosas estéreis e vários solventes orgânicos. As composições farmacêuticas são depois rapidamente administradas numa variedade de formas de dosagem, tais como comprimidos, pós, pastilhas, xaropes, e soluções injectáveis. Estas composições farmacêuticas, se desejável, podem conter ingredientes adicionais tais como aromas, aglutinantes e excipientes. Assim, com o propósito de administração oral, comprimidos contendo vários excipientes tais como citrato de sódio, carbonato de cálcio e fosfato de cálcio podem ser empregues juntamente com vários desagregantes tais como amido, ácido alginico e certos complexos de silicatos, juntamente com agentes ligantes tais como polivinilpirrolidona, sacarose, gelatina e acácia. Adicionalmente, agentes lubrificantes tais como estearato de magnésio, laurilsulfato de sódio e talco são frequentemente úteis com o propósito de compressão. 51 ΡΕ1476162
Materiais sólidos de tipo semelhante também podem ser empregues como enchimento em cápsulas moles ou duras cheias de gelatina. Os materiais preferidos para estoobjectivo incluem lactose ou açúcares de leite e polietilenoglicóis de elevado peso molecular. Quando são desejáveis suspensões aquosas ou elixires para a administração oral, a substância fármaco ziprasidona poderá ser combinada com vários adoçantes ou agentes aromatizantes, substâncias corantes ou pigmentos e, se desejado, agentes emulsionantes ou de suspensão, juntamente com diluentes tais como água, etanol, propileno glicol, glicerina e combinações resultantes.
Para a administração parenteral, podem ser empregues soluções ou suspensões da substância fármaco ziprasidona em óleo de sésamo ou amendoim, propilenoglicol aquoso, ou em soluções aquosas estéreis. Tais soluções aquosas devem ser convenientemente tamponadas se necessário e o liquido diluente deve primeiro ser isotónico com solução salina ou glucose suficiente. Estas soluções aquosas particulares são especificamente convenientes para a administração intravenosa, intramuscular, subcutânea e intraperitoneal. 0 meio aquoso estéril empregue está todo rapidamente disponível por técnicas de referência conhecidas pelos peritos na técnica. A dosagem eficaz de ziprasidona, como geralmente conhecida, depende da via pretendida de administração e de outros factores tais como a indicação a ser tratada e a 52 ΡΕ1476162 idade e o peso do sujeito. Em geral a dosagem diária encontra-se dentro do intervalo de cerca de 0,5 mg de substância fármaco ziprasidona a cerca de 500 mg, numa dose simples ou dividida, preferencialmente de cerca de 10 mg a cerca de 200 mg por dia. Presentemente, Geodon™ está aprovado nos Estados Unidos da América para o tratamento de esquizofrenia na forma de cápsulas para administração oral compreendendo a forma cloridrato mono-hidrato de ziprasidona. As cápsulas estão disponíveis em 20, 40, 60 e 80 mg de formas de dosagem de substância fármaco ziprasidona. A dose diária típica no tratamento de esquizofrenia com base no peso de aproximadamente 70 kg para um paciente é preferivelmente de cerca de 20 mg duas vezes por dia a cerca de 100 mg de substância fármaco ziprasidona duas vezes por dia, mais preferivelmente cerca de 20 mg duas vezes por dia a cerca de 80 mg duas vezes por dia. Contudo, é apreciável que a dose e o regime de dosagem da substância fármaco ziprasidona pode ser variada dos intervalos supracitados por um médico ou um perito habilitado na técnica, dependendo das circunstâncias particulares de algum paciente específico.
Os exemplos que se seguem ilustram a presente invenção. É entendido, no entanto, que a invenção completamente descrita aqui e recitada nas revindicações, não pretende ser limitada pelos detalhes dos exemplos que se seguem. ΡΕ1476162 53
EXEMPLOS
Exemplo 1: Síntese de ziprasidona
Passo 1: Acilação de Friedel-Crafts de 6-cloro-1,3-di-hidro-2fl-indol-2-ona
Foram adicionados diclorometano (310L) e cloreto de alumínio (172,3 kg). Foi adicionado cloreto de cloroacetilo (66,7 kg), e a mistura resultante foi agitada durante 45 minutos. Foi adicionado 6-cloro-l, 3-di-hidro-2fí-indol-2-ona (61,8 kg). A mistura reaccional ficou sob agitação de 28 a 32°C durante 19,5 horas e depois foi arrefecida até 15 a 20°C. Água (805 L) foi arrefecida até 5 a 10 °C. A reacção foi tratada com a adição lenta da mistura reaccional à água arrefecida. Depois do tratamento da reacção, a mistura foi aquecida até ao refluxo, e o diclorometano foi removido por destilação à pressão atmosférica de 43 a 57°C. A mistura resultante foi arrefecida até 15 a 20°C e agitada durante 1 hora. O sólido foi isolado por filtração e lavado com água (114 L) seguida por metanol (114 L). Os sólidos foram secos numa estufa conveniente. 6-clor o-(5-( cloroacetil) -1,3-di-hidro-2fí-indol-2-ona, peso: 91,3 kg (101,4 %) . Nota: Foi obtido um rendimento em peso superior a 100% devido a pequenas quantidades de sais residuais que foram removidos no passo seguinte. 54 ΡΕ1476162 A 6-cloro-(5-(cloroacetil)-1, 3-di-hidro-2i7-indol-2-ona resultante foi utilizada no passo seguinte em proporções, uma delas é pormenorizada em baixo.
Passo 2: Redução com ácido trifluoroacético/ si-lano de 6-cloro-(5-(cloroacetil)-1,3-di-hidro-2H-indol-2-ona
Foram combinados ácido trifluoroacético (278 kg) e (74,2 kg) e agitados lentamente de 24 a 28°C. Trietilsilano (77,9) foi adicionado à mistura em agitação. À temperatura da reacção foi permitida uma subida por ser levemente exotérmica durante a adição e foi mantida entre 50 a 62°C durante o período reaccional. A mistura reaccional foi agitada durante 8 horas, arrefecida até 38°C, e amostrada para a conclusão da reacção. A mistura reaccional foi agitada de 50 a 54°C adicionalmente durante 3 horas. Depois de determinado o final da reacção, a mistura reaccional foi arrefecida até 18°C, e tratada com água (594 L). O líquido pastoso resultante ficou sob agitação durante 30 minutos entre 10 a 15°C, e os sólidos foram isolados por filtração. O produto foi lavado do tanque e o bolo de produto lavado com água (83 L) seguida de metanol (76 L).
Em cada um dos lotes de igual tamanho, tetra-hidrofurano (742 L), Darco KB-B (1,9 kg), e o bolo de produto molhado foram combinados e aquecidos até ao 55 ΡΕ1476162 refluxo. A mistura resultante foi agitada ao refluxo durante 30 minutos e filtrada por um filtro poroso (pré-revestido com auxiliar de filtração) de 50 a 60aC para remover o carbono. O tanque e o filtro poroso foram lavados com tetra-hidrofurano quente (38 L). Depois da filtração os dois lotes foram combinados. A solução foi concentrada no vácuo e agitada entre 4 a 5°C durante 1 hora. Os sólidos foram isolados por filtração e lavados com tetra-hidrofurano frio (38 L). Os sólidos foram secos no vácuo de 45°C a 73°C até se alcançar uma perda de secagem de 0,45%, originando 6-cloro-5-(2-cloroetil)-1,3-di-hidro-2H-indol-2-ona, peso: 60,1 kg (85,9%). A 6-cloro-5-(2-cloroetil)-1,3-di-hidro-2h-indol-2-ona resultante foi combinada com o material de qualidade comparável e utilizada no próximo passo.
Passo 3: Acoplamento de 6-cloro-5-(2-cloroetil)-1,3-di-hidro-2H-indol-2-ona e monocloridrato de 3 —(1 — piperazinil)-1,2-benzisotiazole Água (780 L) e carbonato de sódio (126,0 kg) foram combinados e a mistura agitada para dissolução. Monocloridrato de 3-(1-piperazinil)-1,2-benzisotiazole (155,0 kg) e 6-cloro-5-(2-cloroetil)-1,3-di-hidro-2H-indol-2-ona (150,4 kg) foram adicionados, e a mistura reaccional foi aquecida até ao refluxo (~100°C). Depois de 24 a 28 horas, o liquido pastoso reaccional foi amostrado para o ensaio de conclusão de reacção. O final da reacção foi determinado 56 ΡΕ1476162 depois do ensaio da segunda amostragem. Água (1251 L) foi adicionada e o liquido pastoso arrefecido até temperaturas de 18 a 22°C. Os sólidos foram isolados por filtração e lavados com água (302 L). Os sólidos molhados de água foram combinados com isopropanol (940 L) e a mistura resultante agitada durante aproximadamente 2 horas à temperatura ambiente. Os sólidos foram isolados por filtração, lavados com isopropanol (89 L), e secos no vácuo a menos de 43°C, originando 5-[2-[4-(2,3-benzisotiazol-3-il)-1-piperazinil]-etil]-6-cloro-l, 3-di-hidro-2iJ-indol-2-ona, peso: 202,8 kg (80,8%). A 5-[2-[4-(2,3-benzisotiazol-3-il)-1-piperazi-nil]etil]-β-cloro-l, 3-di-hidro-2H-indol-2-ona resultante foi dividida em duas porções. Estes lotes foram utilizados separadamente até à purificação adicional seguinte e resultaram em material de qualidade comparável. O processamento de um destes lotes está pormenorizado em baixo.
Passo 3R: Purificação de 5-[2-[4-(2,3-benziso-tiazol-3-il)-1-piperazinil]etil]-6-cloro-l,3-di-hidro-2H- indol-2-ona 5-[2-[4-(2,3-benzisotiazol-3-il)-1-piperazinil]-etil] -6-cloro-l, 3-di-hidro-2fí-indol-2-ona (51 kg), auxiliar de filtração (4 kg) e tetra-hidrofurano (2678 L) foram combinados. A mistura foi aquecida até ao refluxo (—650C) durante 1 hora, filtrada mantendo a temperatura acima de 55°C, e lavada com tetra-hidrofurano (570 L) . O filtrado 57 ΡΕ1476162 rico em produto foi parcialmente concentrado no vácuo. 5-[2-[4-(2,3-benzisotiazol-3-il)-1-piperazinil]etil]-6-cloro-1,3-di-hidro-2H-indol-2-ona (51 kg), auxiliar de filtração (4 kg) e tetra-hidrofurano foram combinados. A mistura foi aquecida até ao refluxo (~65°C) durante 1 hora, filtrada mantendo a temperatura acima de 55°C, e lavada com tetra-hidrofurano (560 L). O filtrado rico em produto foi parcialmente concentrado no vácuo. A mistura resultante foi arrefecida até 0 a 5°C. Os sólidos foram isolados por filtração, lavados com tetra-hidrofurano filtrado (113 L), e secos no vácuo a menos de 41°C, originando ziprasidona, base livre, peso: 79,3 (77,7%).
Uma porção do lote foi combinada com material de qualidade comparável que tinha sido recristalizado separadamente e o lote foi utilizado no passo seguinte.
Exemplo 2: Formação por cristalização do sal de cloridrato mono-hidratado de ziprasidona
Tetra-hidrofurano (2715 L), água (307 L), e 5 —[2 — [4-(2,3-benzisotiazol-3-il)-1-piperazinil]etil]-6-cloro-1,3-di-hidro-2fí-indol-2-ona (100,0 kg) foram combinados, aquecidos até ao refluxo (~64°C), e agitados durante ~30 minutos. A solução foi filtrada e lavada com tetra-hidrofurano (358 L) .
Água (203 L) e ácido clorídrico concentrado (29 L) foram combinados e agitados à temperatura ambiente. A 58 ΡΕ1476162 solução aquosa de ácido clorídrico resultante foi adicionada à solução de 5-[2-[4-(2,3-benzisotiazol-3-il)-1-pipe-razinil] etil] -6-cloro-l, 3-di-hidro-2£f-indol-2-ona durante um período 27 minutos. A mistura reaccional foi arrefecida até às temperaturas entre 1 e 5°C sobre um período de ~2 horas. A mistura foi agitada entre 1 e 5°C durante ~10 horas. Os sólidos foram isolados por filtração, lavados com tetra-hidrofurano frio (358 L), e secos até obter um teor de água de 4,1%.
Cloridrato mono-hidratado de ziprasidona, peso: 108,6 kg (96,0% rendimento).
Os sólidos foram moídos num moinho Bauermeister.
Exemplo 3: Purificação de 6-cloro-5-(2-cloro-etil)-1,3-di-hidro-2fl-indol-2-ona para remover 5-(2-cloro-etil)-1,3-di-hidro-2fl-indol-2-ona
Um balão de 100 mL de fundo redondo equipado com um agitador magnético e um condensador de refluxo foi carregado com 4,0 g (17,4 mmoles) de 6-cloro-5-(2-cloroetil)-1,3-di-hidro-2h-indol-2-ona (Composto 3) e 36 mL de acetonitrilo e 4,0 mL de água foram adicionados. O líquido pastoso foi suavemente aquecido e agitado durante a noite (~18 hr a ~78°C). O aquecimento foi depois removido e o líquido pastoso arrefecido até 0 a 5°C, e adicionalmente agitado por uma hora. O produto foi recolhido por filtração, lavado com uma pequena porção de acetonitrilo e 59 ΡΕ1476162 o produto seco sob vácuo a 50°C, para originar 3,77 g (94,35% rendimento) de 6-cloro-5-(2-cloroetil)-1,3-di-hidro-2ií-indol-2-ona. 0 teor das impurezas de descloração foi reduzido de 1280 ppm para 230 ppm.
Exemplo 4: Determinação experimental do factor de eliminação para o composto 6 (1, 3-di-hidro-2i7-indol-2-ona)
Foi seleccionado um lote de 6-cloro-l,3-di-hidro-2H-indol-2-ona que continha um alto teor de 1,3-di-hidro-2H-indol-2-ona. Este foi intencionalmente seleccionado uma vez que elevados teores de impurezas seriam mais fáceis de medir, e de determinar o factor de eliminação para esta impureza. Uma razão adicional para a estratégia de começar com material que era bastante elevado em impurezas com o propósito de determinar o factor de eliminação da impureza foi para evitar ter a eliminação do material menor que o limite de detecção analítico durante a síntese; resultando assim num valor zero no produto final. Como o factor de eliminação é uma razão, não é significativo dividir por um resultado zero. (o material com o mais alto teor de impurezas foi utilizado para esta experiência mas NÃO foi subsequentemente utilizado em nenhum estudo com humanos). Um lote de 6-cloro-l, 3-di-hidro-2i7-indol-2-ona o qual continha 4000 ppm de 1,3-di-hidro-2ff-indol-2-ona foi processado pelo processo sintético convencional de acordo com os exemplos 1 e 2 acima. 60 ΡΕ1476162
Seguindo os primeiros dois passos de síntese, mediu-se o teor de impurezas descloradas, utilizando o método descrito. Descobriu-se que 1700 ppm de 5— (2 — cloroetil)-1, 3-di-hidro-2fí-indol-2-ona (Composto 8 do Esquema 2, acima) estava presente em 6-cloro-5-(2-cloro-etil)-1, 3-di-hidro-2fí-indol-2-ona (Composto 3 do Esquema 1, acima). O processamento foi continuado para o cloridrato mono-hidratado de 5-[2-[4-(1,2)-benzisotiazol-3-il)-1-pipe-razinil] etil]-6-cloro-l, 3-di-hidro-2fí-indol-2-ona, em que foi determinado que estavam presentes 600 ppm de 5-[2-[4-(1,2)-benzisotiazol-3-il)-1-piperazinil]etil]-1,3-di-hidro-2H-indol-2-ona (Composto 9 do esquema 2, acima).
Assim o factor de eliminação da síntese completa para os análogos desclorados foi desde 4000 ppm até 600 ppm, ou aproximadamente uma diminuição um factor de 6 sobre o dobro do valor. Corridas pequenas a variações de corrida no processamento pode levar a pequenas diferenças no rendimento e na qualidade do produto produzido. Um erro de 20% na reprodutibilidade da formação de impurezas, que acontece se se esperar 500 ppm numa corrida e ser permitido entre 400 e 600 ppm nas outras experiências. No caso da síntese descrita nos Exemplos 1 e 2, com 5 passos de processamento, pode resultar um erro experimental aditivo tanto como uma diferença de dois valores do dobro no teor de impurezas. Assim, com o propósito de colocar o limite máximo, onde o fármaco será utilizado por humanos foi utilizado um factor de eliminação conservativo de 3 sobre o 61 ΡΕ1476162 dobro. Portanto, para assegurar que o produto produzido não conteria mais de 100 ppm de 5-[2-[4-(1,2)-benzisotiazol-3-il)-1-piperazinil]etil]-1,3-di-hidro-2i7-indol-2-ona (Composto 9), foi determinado um limite de 300 ppm de 1,3-di-hidro-2i!-indol-2-ona (Composto 6) em 6-cloro-l,3-di-hidro-2H-indol-2-ona (Composto 1).
Lisboa, 14 de Junho de 2007

Claims (7)

  1. ΡΕ1476162 1 REIVINDICAÇÕES 1. Um método de síntese de uma composição de ziprasidona que compreende uma quantidade de descloro-ziprasidona seleccionada a partir de não superior a cerca de: A) 1000 ppm B) não superior a cerca de 500 ppm, e C) não superior a cerca de 100 ppm em que o método consiste em: a) obter uma ou mais amostras de um ou mais lotes de 6-cloro-l, 3-di-hidro-2tf-indol-2-ona; b) medir o teor de impureza de oxindole em cada uma das amostras de a); c) seleccionar um lote de 6-cloro-l,3-di-hidro-2H-indol-2-ona que consiste num teor de oxindole de para (A), não superior a cerca de 0,3% com base na medida ou medidas conduzidas em b); para (B), não superior a cerca de 0,15% com base na medida ou medidas conduzidas em b); para (C), não superior a cerca de 0,03% com base na medida ou medidas conduzidas em b); e d) utilizar o lote seleccionado em (c) para sintetizar a referida composição de ziprasidona.
  2. 2. Um método de síntese de uma composição de ziprasidona que compreende uma quantidade de descloro-ziprasidona não superior a cerca de 1000 ppm, em que o método consiste em: 2 ΡΕ1476162 a) acilação de uma composição consistindo em 6-cloro-1,3-di-hidro-2A-indol-2-ona e uma impureza de oxindole com cloreto de cloroacetilo através da Acilação de Friedel-Crafts para sintetizar uma composição consistindo em 6-cloro-(5-(cloroacetil)-1,3-di-hidro-2f?-indol-2-ona; b) tratamento da composição resultante de (a) para reduzir o grupo oxo a cloroacetilo e assim formar uma composição consistindo de 6-cloro-(5-(2-cloroetil)-1,3-di-hidro-2A-indol-2-ona e de impureza 5-(2-cloroetil)-1,3-di-hidro-2A-indol-2-ona. c) isolamento de uma amostra da composição resultante de (b); d) medição da quantidade de impureza 5-(2-cloroetil) -1,3-di-hidro-2H-indol-2-ona na amostra isolada de (c) ; e) determinação para avaliar ou não se a quantidade em (d) não é superior a cerca de 0,28%; e f) purificação por recristalização e/ou trituração da composição resultante de (b) se a quantidade medida em (d) é superior a cerca de 0,28% até a quantidade de impureza 5-(2-(cloroetil)-1,3-di-hidro-2H-indol-2-ona não ser superior a cerca de 0,28%, e sintese de uma composição de ziprasidona a partir da composição assim purificada; ou, g) se a quantidade em (d) não for superior a cerca de 0,28%, sintetizando uma composição de ziprasidona a partir da composição de (b).
  3. 3. Um método utilizando HPLC para medir a quantidade de 5-(2-cloroetil)-1,3-di-hidro-2A-indol-2-ona 3 ΡΕ1476162 numa composição consistindo de 6-cloro-5-(2-cloroetil)-1,3-di-hidro-2H-indol-2-ona, em que o método consiste em a) preparar uma solução de amostra a partir da referida composição consistindo em 6-cloro-5-(2-cloroetil)-1,3-di-hidro-2i7-indol-2-ona por dissolução de uma porção da referida composição num solvente orgânico, seguida de diluição com um solvente orgânico da porção dissolvida de tal modo que é obtida a concentração (peso/volume), baseada no peso da referida porção e volume de solvente, de cerca de 1 mg/mL; b) correndo a solução de amostra através de uma coluna de HPLC compreendendo uma fase estacionária consistindo essencialmente numa fase ligada a ciano utilizando uma fase móvel consistindo essencialmente de (75:13-17:8-12 v/v/v) 0,05 Μ KH2PO4, pH = desde 5,5-6,5; Acetonitri-lo:Metanol; a uma temperatura de coluna desde 30°C a 40°C; com detecção por radiação a 254 nm no UV; c) detecção do aparecimento de um pico desde entre 8 a 10 minutos num cromatograma resultando de (b); d) medição da área do pico (designada Ac) do pico detectado em (c); e) preparar um padrão a partir de uma composição consistindo essencialmente de 5-(2-(cloroetil)-1,3-di-hidro-2íí-indol-2-ona através da dissolução e diluição de uma porção da referida composição num solvente orgânico de tal modo que a concentração (peso/volume) de 5-(2-(cloroetil)-1,3-di-hidro-2i7-indol-2-ona, com base no peso da porção e volume do solvente, que é praticamente igual ao valor da fracção seleccionada ou acima do qual é desejada a 4 ΡΕ1476162 detecção de 5-(2-cloroetil)-1,3-di-hidro-2fí-indol-2-ona na composição consistindo de 6-cloro-5-(2-cloroetil)-l,3-di-hidro-2£f-indol-2-ona; f) corrida de um padrão através de uma coluna de HPLC de ligação estável ciano utilizando uma fase móvel consistindo essencialmente de (75:13-17:8-12 v/v/v) 0,05 M KH2P04, pH = desde 5,5-6,5; Acetonitrilo:Metanol; a uma temperatura de coluna desde 30°C a 40°C; com detecção por radiação UV a 254 nm no UV; g) medição da área do pico (designada Ac) do pico detectado num cromatograma resultando de (f); e h) cálculo da quantidade de 5-(2-cloroetil)-1,3-di-hidro-2H-indol-2-ona na composição compreendendo 6-cloro-5-(2-cloroetil)-1, 3-di-hidro-2fí-indol-2-ona através de i) cálculo do Factor de Resposta para 5-(2-cloroetil)-1, 3-di-hidro-2fí-indol-2-ona de acordo com a seguinte fórmula: Rpurl — (Apuri) (DF)/Wpurl) (PF) em que: Apuri é como definido acima; WPuri = peso da composição no padrão PF = factor de potência para 5 —(2 — cloroetil)-1,3-di-hidro-2A-indol-2-ona; e DF = factor de diluição para o padrão; e ii) cálculo da %p/p de 5-(2-cloroetil)-1,3-di-hidro-2H-indol-2-ona de acordo com a seguinte fórmula: ΡΕ1476162 5 %p/p= (Ac)(DF)(100)/( Rpurl ) (ws2) em que: em (h)(i)acima; utilizado no passo (a); Ac é tal como definido acima; RPuri= Factor de Resposta calculado WS2= peso da porção da composição e DF = factor de diluição para a solução da amostra.
  4. 4. Método de sintese de uma composição de ziprasidona que compreende uma quantidade de descloro-ziprasidona não superior a 1000 ppm, em que o método consiste em: a) redução de uma composição consistindo de 6-cloro-5-(cloroacetil)-1,3-di-hidro-2fí-indol-2-ona e uma impureza 5-(cloroacetil)-1,3-di-hidro-2fí-indol-2-ona por tratamento com trietilsilano na presença de um ácido forte para obter uma composição consistindo de 6-cloro-5-(2-cloroetil)-1, 3-di-hidro-2íí-indol-2-ona e uma impureza 5-(2-cloroetil)-1,3-di-hidro-2fí-indol-2-ona; e b) sintese de uma composição consistindo de ziprasidona a partir da composição resultando de (a).
  5. 5. Método de acordo com a revindicação 4, ainda compreende: i) isolar antes do passo (b) de uma amostra da composição a partir de (a), e medição da quantidade de impureza 5-(2-cloroetil)-1,3-di-hidro-2#-indol-2-ona na referida amostra; 6 ΡΕ1476162 ii) determinar se a quantidade em (i) é ou não superior a cerca de 0,28%; e iii) purificar por recristalização e/ou trituração a composição a partir de (a) se a quantidade em (i) é superior a cerca de 0,28% até que a quantidade de impureza 5-(2-cloroetil)-1,3-di-hidro-2H-indol-2-ona não seja superior a cerca de 0,28%, e então sequindo para o passo (b) utilizando a composição a partir de (a) assim purificada; ou iv) se a quantidade em (i) não for superior a cerca de 0,28%, então seguir para o passo (b).
  6. 6. Um método de síntese de uma composição de ziprasidona que compreende uma quantidade de descloro-ziprasidona não superior a uma quantidade que consiste de A) Cerca de 1000 ppm B) Cerca de 500 ppm, e C) Cerca de 500 ppm, em que o método consiste em: a) purificar uma composição consistindo em 6-cloro-1,3-di-hidro-2i!-indol-2-ona e uma impureza oxindole até ser obtida uma composição consistindo em quantidades da referida impureza oxindole de para (A), cerca de 0,3% para (B), cerca de 0,15%, e para (C), cerca de 0,03%; e b) utilizar a composição resultante de (a) para sintetizar uma composição de ziprasidona. 7 ΡΕ1476162
  7. 7. Um método de síntese de composição de ziprasidona que compreende uma quantidade de descloro-ziprasidona não superior a cerca de A) 1000 ppm, B) 500 ppm, ou C) 100 ppm; em que o método consiste em: a) recristalização e/ou trituração de uma composição consistindo em 6-cloro-5-(2-cloroetil) -1,3-di-hidro-2.fi-indol-2-ona e uma impureza 5-(2-cloroetil) -1,3-di-hidro-2i7-indol-2-ona até ser obtida uma composição contendo não mais de cerca de para (A), 0,3%, para (B), 0,15%, e para (C), 0,03% da referida impureza 5-(2-cloroetil)-1,3-di-hidro-2H-indol-2-ona; e b) utilização da composição resultante de (a) para sintetizar uma composição de ziprasidona. Lisboa, 14 de Junho de 2007
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