PT2094593E - Suporte de peças para o transporte de uma peça a envernizar - Google Patents
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Description
DESCRIÇÃO "SUPORTE DE PEÇAS PARA O TRANSPORTE DE UMA PEÇA A ENVERNIZAR" A presente invenção refere-se a um suporte de peças para o transporte de uma peça a envernizar, em especial de uma carroçaria de veiculo, através de pelo menos um banho de envernizamento por electrof orese e por meio de pelo menos um dispositivo transportador que se segue ao banho de envernizamento por electroforese, que compreende pelo menos um dispositivo de contacto eléctrico para a introdução de uma corrente de revestimento na peça a trabalhar, aquando do transporte da peça a trabalhar através do banho de envernizamento por electroforese e pelo menos uma superfície de contacto, na qual o suporte de peças entra em contacto com o dispositivo transportador que se segue ao banho de envernizamento por electroforese.
Tais suportes de peças são conhecidos a partir do estado da técnica e podem estar realizados, em especial, como armações deslizantes.
Por uma "armação deslizante" deve entender-se, neste caso, um suporte de peças que compreende pelo menos dois patins deslizantes, os quais estão alinhados ao longo da direcção de transporte da peça a trabalhar e afastados um do outro transversalmente à direcção de transporte da peça a trabalhar, sendo que cada patim deslizante apresenta uma superfície de contacto para o apoio da armação deslizante no dispositivo transportador. 1
Neste caso, os patins deslizantes da armação deslizante podem ser montados directamente na peça a trabalhar, de modo que a peça a trabalhar assume ela própria a ligação dos patins deslizantes uns com os outros. 0 conceito de "armação deslizante" tal como é utilizado nesta descrição e nas reivindicações anexas, compreende também uma tal configuração, na qual os patins deslizantes são montados directamente na peça a trabalhar, sem estarem ligados uns aos outros através de travessões.
Se para o transporte de carroçarias de veículos, através dos banhos de tratamento preliminar e do banho de envernizamento por electroforese de uma instalação de envernizamento, for utilizada um técnica de transporte por deslizamento, então cada carroçaria de veículo, aquando da entrada na zona do tratamento preliminar ou já na construção em esboço, é colocada numa armação deslizante de imersão e atravessa então sobre esta armação deslizante os banhos de tratamento preliminar, o banho de envernizamento por electroforese e mesmo o dispositivo de secagem que se segue ao banho de envernizamento por electroforese. Depois verifica-se uma mudança da carroçaria de veículo para uma outra armação deslizante, sobre a qual a carroçaria de veículo é transportada através de uma secção de envernizamento por pulverização, subsequente da instalação de envernizamento. A armação deslizante de imersão, sobre a qual a carroçaria de veículo é transportada através do banho de envernizamento por electroforese, é fabricada normalmente de aço normalizado negro. Com a entrada em funcionamento destas armações deslizantes, as mesmas atravessam os banhos de tratamento preliminar e o banho 2 de envernizamento por electroforese, bem como o dispositivo de secagem do verniz de imersão. Neste caso a armação deslizante é revestida com verniz de imersão. No dispositivo de secagem do verniz de imersão esta camada de verniz é endurecida e serve então como protecção contra a corrosão para a armação deslizante.
Esta camada de protecção de verniz é mantida sobre a armação deslizante, excepto revestimento das superfícies de contacto nos patins deslizantes e excepto pontos dos mecanismos de travamento, entre a armação deslizante e a carroçaria de veículo. 0 revestimento de verniz dos patins deslizantes é desgastado por atrito, através da técnica de transporte, colocada entre a saída da instalação de envernizamento por electroforese e a entrada no dispositivo de secagem, nos pontos onde ocorre um contacto entre a técnica de transporte e a armação deslizante. 0 tempo de permanência nesta secção perfaz aproximadamente 15 minutos, para permitir ao verniz tempo suficiente para escorrer para fora de fendas da carroçaria de veículo. 0 verniz desgastado por atrito pelos patins deslizantes, nesta secção de transporte, ainda não endurecido e pegajoso, é disperso desta maneira na totalidade da técnica de transporte que liga o banho de envernizamento por electroforese ao dispositivo de secagem e deve ser limpo manualmente, em pausas de funcionamento da instalação de envernizamento, por exemplo, no fim-de-semana.
Esta contaminação com verniz desgastado por atrito pode-se encontrar até ainda na zona fria do dispositivo de secagem, após endurecimento bem sucedido do verniz na carroçaria de veículo. Enquanto o verniz à superfície da carroçaria de veículo se encontra à temperatura de secagem completa durante um tempo 3 suficientemente longo, o lado inferior dos patins deslizantes, por um lado, não está exposto à circulação do ar quente, no dispositivo de secagem do verniz de imersão e, por outro lado, devido à grande massa dos patins deslizantes, pode não ser aquecido suficientemente depressa, de modo que o verniz no lado inferior dos patins deslizantes deixa o dispositivo de secagem ainda não consistente. 0 documento DE 102004011254 AI divulga um suporte de peças de acordo com o conceito genérico da reivindicação 1.
Cabe à presente invenção o objectivo de criar um suporte de peças do género referido na introdução, no qual seja evitado um desgaste por atrito do verniz de imersão, no dispositivo transportador que se segue ao banho de envernizamento por electroforese.
Este objectivo é resolvido através de um suporte de peças de acordo com a reivindicação 1.
Através do isolamento eléctrico da superfície de contacto do dispositivo de contacto, por meio do qual a corrente de revestimento é introduzida na peça a trabalhar, aquando do transporte desta através do banho de envernizamento por electroforese, consegue-se que nenhuma corrente de revestimento chegue à superfície de contacto, de modo que, na superfície de contacto onde vai ocorrer mais tarde um contacto com atrito entre o suporte de peças e a técnica de transporte, não existe qualquer acumulação de verniz de imersão, que possa ser desgastada por atrito pela técnica de transporte. 4
Através da solução de acordo com a invenção, é evitado um desgaste por atrito do verniz de imersão, pelo suporte de peças, no dispositivo transportador que se segue ao banho de envernizamento por electroforese e é supérflua a limpeza trabalhosa de grandes zonas da técnica de transporte que liga o banho de envernizamento por electroforese, ao dispositivo de secagem do verniz de imersão, em pausas de funcionamento da instalação de envernizamento. 0 suporte de peças de acordo com a invenção compreende uma zona de colocação da peça a trabalhar, na qual a peça a trabalhar é fixada e uma zona de contacto do dispositivo transportador, que apresenta pelo menos uma superfície de contacto, na qual o suporte de peças entra em contacto com o dispositivo transportador que se segue ao banho de envernizamento por electroforese.
Em princípio, pode estar previsto que a superfície de contacto da zona de contacto do dispositivo transportador seja formada por um material sem condutividade eléctrica, de modo que a superfície de contacto já está desse modo isolada electricamente do dispositivo de contacto eléctrico do suporte de peças e, por conseguinte, não é revestida no banho de envernizamento por electroforese.
Em alternativa ou em complemento a isso, pode, no entanto, também estar previsto que a zona de colocação da peça a trabalhar e a zona de contacto do dispositivo transportador com a superfície de contacto estejam isoladas electricamente uma da outra. 5
Neste caso, a zona de contacto do dispositivo transportador com a superfície de contacto pode ser formada inteiramente por um material com condutividade eléctrica, uma vez que uma introdução da corrente de revestimento na superfície de contacto é impedida através do isolamento eléctrico, entre a zona de colocação da peça a trabalhar e a zona de contacto do dispositivo transportador.
Em especial, pode estar previsto que a zona de contacto do dispositivo transportador compreenda um material metálico, de um modo preferido, que seja formada completamente por um material metálico.
Uma vez que a zona de contacto do dispositivo transportador não está revestida por uma camada de protecção de verniz de imersão, é uma vantagem se a zona de contacto do dispositivo transportador compreende um material resistente à corrosão no banho de envernizamento por electroforese.
Além disso, é favorável se o material da zona de contacto do dispositivo transportador é resistente à corrosão, também nos banhos de tratamento preliminar anteriores ao banho de envernizamento por electroforese. É especialmente favorável se a zona de contacto do dispositivo transportador compreende um material de aço inoxidável, de um modo preferido, se é formada completamente por um material de aço inoxidável.
No caso de uma configuração preferida da invenção, está previsto que o suporte de peças esteja realizado como uma armação deslizante e que a zona de contacto do dispositivo 6 transportador compreenda pelo menos uma superfície de apoio de um patim deslizante.
Também a zona de colocação da peça a trabalhar do suporte de peças pode compreender um material metálico, de um modo preferido, ser formada completamente por um material metálico. É uma vantagem se a zona de colocação da peça a trabalhar compreende um material que pode ser revestido no banho de envernizamento por electroforese, uma vez que, neste caso, a zona de colocação da peça a trabalhar, no banho de envernizamento por electroforese, está provida de uma camada de protecção de verniz de imersão e, através desta camada de protecção, está protegida contra a corrosão nos banhos de tratamento preliminar e no banho de envernizamento por electroforese. É especialmente favorável se a zona de colocação da peça a trabalhar compreende um material de aço.
No caso deste material de aço, pode tratar-se de um aço normalizado.
Para poder suspender o suporte de peças num dispositivo transportador, por exemplo, num transportador pendular, é favorável se a zona de colocação da peça a trabalhar compreende pelo menos um dispositivo de suspensão em forma de sino.
Para impedir que uma deformação da zona de contacto do suporte de peças do dispositivo transportador tenha uma influência negativa sobre a de colocação da peça a trabalhar, 7 compreenda inclua pelo menos duas secções de colocaçao da peça a trabalhar, separadas uma da outra.
Estas secções de colocação da peça a trabalhar, separadas uma da outra, estão ligadas uma à outra através de um elemento de ligação com condutividade eléctrica, de modo que apenas uma das secções de colocação da peça a trabalhar tem de estar provida de um dispositivo de contacto eléctrico, para a introdução da corrente de revestimento. É especialmente favorável se o elemento de ligação com condutividade eléctrica está realizado com comprimento variável, uma vez que, desta maneira, através de uma alteração do comprimento do elemento de ligação com condutividade eléctrica entre as secções de colocação da peça a trabalhar, é evitado um encalcamento das secções de colocação da peça a trabalhar, em caso de uma deformação da zona de contacto do dispositivo transportador.
Para conseguir o isolamento eléctrico da superfície de contacto, que é pelo menos uma, do dispositivo de contacto, que é pelo menos um, pode estar previsto que o suporte de peças compreenda pelo menos um isolamento eléctrico, o qual compreende um material cerâmico.
Em alternativa ou em complemento a isso, pode também estar previsto que o suporte de peças compreenda pelo menos um isolamento eléctrico, o qual compreende um material sintético sem condutividade eléctrica.
Em especial, pode estar previsto que o suporte de peças compreenda pelo menos um isolamento eléctrico, o qual compreende um material de sulfureto de polifenileno.
Um tal material é conhecido sob a designação comercial "Ryton".
De um modo preferido, o suporte de peças compreende pelo menos um isolamento eléctrico, que é resistente ao banho de envernizamento por electroforese e a uma estufa que se segue ao banho de envernizamento por electroforese. É especialmente favorável se o isolamento eléctrico é resistente também aos banhos de tratamento preliminar anteriores ao banho de envernizamento por electroforese. 0 suporte de peças de acordo com a invenção é adequado, em especial, para a utilização numa instalação de envernizamento para o envernizamento de peças a trabalhar, em especial de carroçarias de veículos, que compreende pelo menos um banho de envernizamento por electroforese, pelo menos um dispositivo transportador que se segue ao banho de envernizamento por electroforese e pelo menos um suporte de peças de acordo com a invenção.
Uma tal instalação de envernizamento pode, além disso, compreender um dispositivo de secagem, que, de um modo preferido, se segue ao dispositivo transportador.
Além disso, uma tal instalação de envernizamento pode compreender pelo menos um banho de tratamento preliminar. 9 0 dispositivo transportador de uma tal instalação de envernizamento, que se segue ao banho de envernizamento por electroforese, pode estar realizado, em especial, como um tapete rolante. A presente invenção refere-se, além disso, a um processo para o envernizamento de uma peça a trabalhar, em especial de uma carroçaria de veiculo, que compreende as seguintes fases do processo: - Fixação da peça a trabalhar, num suporte de peças; - Transporte da peça a trabalhar, fixada no suporte de peças, através de pelo menos um banho de envernizamento por electroforese, sendo que uma corrente de revestimento é introduzida na peça a trabalhar, através de pelo menos um dispositivo de contacto eléctrico do suporte de peças; Transporte subsequente da peça a trabalhar fixada no suporte de peças, por meio de um dispositivo transportador, com o qual o suporte de peças entra em contacto, em pelo menos uma superfície de contacto.
Cabe à presente invenção o objectivo adicional de criar um processo do género referido anteriormente, no qual seja evitado um desgaste por atrito do verniz de imersão, pelo suporte de peças, no dispositivo transportador que se segue ao banho de envernizamento por electroforese.
Este objectivo é resolvido através de um processo de acordo com a reivindicação 20.
Algumas configurações especiais do processo de acordo com a invenção são objecto das reivindicações 21 a 37, cujas vantagens 10 foram já explicadas anteriormente, no contexto de configurações especiais do suporte de peças de acordo com a invenção.
Outras características e vantagens da invenção são objecto da descrição que se segue e da representação pictográfica de um exemplo de realização.
Nos desenhos mostram:
Fig. 1 uma representação esquemática em perspectiva de uma armação deslizante, com uma zona de contacto do dispositivo transportador e uma zona de colocação da peça a trabalhar, dividida em duas secções separadas; Fig. 2 um corte vertical esquemático através de um isolamento eléctrico da armação deslizante da fig. 1; Fig. 3 uma vista lateral esquemática de um banho de envernizamento por electroforese e de um transportador pendular, o qual desloca carroçarias de veiculo fixadas a armações deslizantes, através do banho de envernizamento por electroforese; e Fig. 4 uma vista lateral esquemática de uma secção de um tapete rolante que se segue ao banho de envernizamento por electroforese da fig. 3, no qual a armação deslizante se apoia, com os seus patins deslizantes. 11
Os elementos idênticos ou funcionalmente equivalentes são designados em todas as figuras com os mesmos números de referência.
Uma instalação de envernizamento, designada no seu conjunto por 100 e representada por secções nas figs. 1 a 4, para o envernizamento de carroçarias 102 de veículos, compreende um banho 104 de envernizamento por electroforese, representado esquematicamente na fig. 3, um transportador 106 pendular para o transporte das carroçarias 102 de veículos para dentro do banho 104 de envernizamento por electroforese, através do banho 104 de envernizamento por electroforese e do banho 104 de envernizamento por electroforese novamente para fora, um dispositivo 110 transportador, realizado como tapete 108 rolante e representado por secções na fig. 4, o qual liga a saída do banho 104 de envernizamento por electrof orese a uma entrada de um dispositivo de secagem (não representada) para a secagem das carroçarias 102 de veículos envernizadas, o dispositivo de secagem (não representada) para a secagem das carroçarias 102 de veículos envernizadas, bem como vários banhos de tratamento preliminar (não representados), em especial um banho de desengorduramento e um banho de fosfatização, situados na direcção de transporte das carroçarias 102 de veículos, antes do banho 104 de envernizamento por electroforese.
Para o transporte das carroçarias 102 de veículos através da instalação 100 de envernizamento, cada carroçaria 102 de veículo é colocada, respectivamente, sobre um transportador 110 de peças, representado em pormenor nas figs. 1 e 2, sob a forma de uma armação 112 deslizante. 12
Cada uma destas armações 112 deslizantes compreende uma zona 114 de contacto do dispositivo transportador, a qual, por sua vez, compreende dois patins 120 deslizantes, orientados paralelamente à direcção 116 longitudinal da armação 112 deslizante e afastados um do outro na direcção 118 transversal da armação 112 deslizante, cujos lados inferiores formam superfícies 122 de contacto, com as quais a armação 112 deslizante assenta nas calotes 124 superiores dos rolos 126 do tapete 108 rolante, de modo que a armação 112 deslizante entra em contacto com o tapete 108 rolante nestas superfícies 122 de contacto.
Os dois patins 120 deslizantes estão ligados um ao outro por meio de vários, por exemplo, três travessões 128, que correm na direcção 118 transversal da armação 112 deslizante e afastados uns dos outros na direcção 116 longitudinal da armação 112 deslizante, de modo que os patins 120 deslizantes e os travessões 128 formam uma armação 130 coesa.
Além disso, cada armação 112 deslizante compreende uma zona 132 de colocação da peça a trabalhar, a qual, por seu lado, compreende várias, por exemplo, duas secções 134a e 134b de colocação da peça a trabalhar, as quais estão afastadas uma da outra na direcção 116 longitudinal da armação 112 deslizante e ligadas uma à outra através de um elemento 136 de ligação com condutividade eléctrica. O elemento 136 de ligação está realizado de modo que o seu comprimento, ao longo da direcção 116 longitudinal da armação 112 deslizante, é variável dentro de certos limites e pode adaptar-se a uma distância que varia entre a secção 134a 13 anterior de colocaçao da peça a trabalhar e a secção 134b posterior de colocação da peça a trabalhar.
Esta variabilidade no comprimento pode ser conseguida, por exemplo, por o elemento 136 de ligação compreender uma peça 138 dobrada em forma angular, cujas duas hastes 140 podem bascular uma contra a outra, de modo que a distância d das linhas 142 de referência das hastes 140, que se afastam uma da outra, pode ser aumentada, em caso de um esforço de tracção do elemento 136 de ligação e pode ser reduzida, em caso de um esforço de compressão do elemento 136 de ligação.
Cada uma das secções 134 de colocação da peça a trabalhar compreende, respectivamente, uma armação 144 de colocação, que é constituída por vigas 146 longitudinais, que correm paralelamente à direcção 116 longitudinal da armação 112 deslizante e por vigas 148 transversais, que ligam uma à outra, respectivamente, duas vigas 146 longitudinais e correm paralelamente à direcção 118 transversal da armação 112 deslizante.
Em cada uma das vigas 146 longitudinais das secções 134 de colocação da peça a trabalhar está colocado pelo menos um suporte 150 de carroçaria, respectivamente, os quais servem para a retenção da carroçaria 102 de veículo na zona 132 de colocação da peça a trabalhar e para o estabelecimento de um contacto eléctrico entre a carroçaria 102 de veículo e a zona 132 de colocação da peça a trabalhar da armação 112 deslizante.
Neste caso podem estar previstos na zona 132 de colocação da peça a trabalhar, em princípio, tantos quantos suportes 150 da carroçarias se quiser, nas posições que se quiser, para poder 14 fixar carroçarias 102 de veículos com dimensões diferentes, em especial numa mesma armação 112 deslizante.
Para poder suspender do transportador 106 pendular a armação 112 deslizante para o transporte da carroçaria 102 de veículo, através dos banhos de tratamento preliminar e do banho 104 de envernizamento por electroforese, as secções 134a, 134b de colocação da peça a trabalhar estão providas nas suas vigas 146 longitudinais, respectivamente, de um dispositivo 152 de suspensão em forma de sino, como está descrito, por exemplo, no documento DE 19839725 Cl, para o qual é feita aqui expressamente referência, quanto à estrutura deste dispositivo 152 de suspensão em forma de sino.
Como se pode deduzir da fig. 3, o transportador 106 pendular compreende para cada armação 112 deslizante, respectivamente, dois guinchos 156 de suspensão de transporte, sob a forma de pêndulos 158, afastados um do outro na direcção 154 de transporte, que estão ligados, respectivamente, a uma corrente transportadora rotativa do transportador 106 pendular, de modo a poder oscilar em torno de eixos 160 superiores de oscilação, que correm na horizontal e transversalmente à direcção 154 de transporte.
Cada armação 112 deslizante está, neste caso, suspensa com os seus dispositivos 152 de suspensão, nas extremidades inferiores de dois pêndulos 158.
Os dispositivos 152a de suspensão, que se situam à frente na direcção 154 de transporte, servem aqui, ao mesmo tempo, como dispositivos 162 de contacto eléctrico, em forma de sino, os quais estão em contacto, com condutividade eléctrica, com 15 dispositivos de contacto eléctrico do lado do pêndulo, respectivamente, nos pêndulos 158a, que se situam à frente, na direcção 154 de transporte e, deste modo, tornam possível a introdução de uma corrente de revestimento na secção 134a anterior de colocação da peça a trabalhar e dali, também para a secção 134b posterior de colocação da peça a trabalhar, através do elemento 136 de ligação com condutividade eléctrica. A partir das duas secções 134a, 134b de colocação da peça a trabalhar, a corrente de revestimento é introduzida na carroçaria 102 de veículo, situada, respectivamente, na armação 112 deslizante, através do suporte 150 de carroçaria. A zona 132 de colocação da peça a trabalhar da armação 112 deslizante é fixada por meio de consolas 164, colocadas, respectivamente, nos quatro cantos de cada secção 134a, 134b de colocação da peça a trabalhar, que se afastam das vigas 146 longitudinais das secções 134a, 134b de colocação da peça a trabalhar, em consolas 166, que se afastam dos patins 120 deslizantes da zona 114 de contacto do dispositivo transportador da armação 112 deslizante, sendo que, entre as consolas 166 da zona 114 de contacto do dispositivo transportador e as consolas 164 da zona 132 de colocação da peça a trabalhar, está situado, respectivamente, um isolamento 168 eléctrico, o qual compreende uma placa 170 de isolamento, montada entre as consolas 164 e 166 (ver fig. 2) .
As consolas 164, 166 e as placas 170 de isolamento estão fixadas umas às outras por meio de parafusos 172 de fixação, cujas espigas 174 atravessam, respectivamente, um casquilho 178 de um material isolante eléctrico, provido de uma gola 176 e que, na sua extremidade inferior, estão fixadas, respectivamente, por meio de uma porca 182, apertada numa rosca 180. 16 0 material sem condutividade eléctrica das placas 170 de isolamento e dos casquilhos 178 pode ser, por exemplo, um material cerâmico ou um material sintético sem condutividade eléctrica, por exemplo, sulfureto de polifenileno (PPS; nome comercial "Ryton"). O material isolante eléctrico das placas 170 de isolamento e dos casquilhos 178 deve ser resistente, quer às diferentes condições dos banhos de tratamento preliminar e do banho de envernizamento por electroforese, quer também ao dispositivo de secagem, atravessada após o envernizamento por imersão (com temperaturas máximas de aproximadamente 200 °C) .
Como se pode deduzir da fig. 2, entre a cabeça 184 do parafuso e a gola 176 de cada casquilho 178 está colocada, respectivamente, uma anilha 186 plana.
Além disso, entre cada porca 182 e a extremidade inferior do casquilho 178 ou o lado inferior da consola 166 está igualmente colocada, respectivamente, uma anilha 188 plana.
As anilhas 186 e 188 planas podem ser feitas de um material com condutividade eléctrica, em especial de um material de aço, uma vez que o isolamento eléctrico necessário entre a zona 132 de colocação da peça a trabalhar, por um lado e a zona 114 de contacto do dispositivo transportador, por outro lado, está já garantido na zona de cada parafuso 172 de fixação, através do casquilho 178 com gola 176 de material isolante eléctrico. A zona 114 de contacto do dispositivo transportador da armação 112 deslizante é feita, de um modo preferido, de um 17 material metálico que seja quimicamente estável e não sofra corrosão, quer nos banhos de tratamento preliminar, quer também no banho 104 de envernizamento por electroforese.
Os meios químicos destes banhos são, em especial, os seguintes:
Banho de tratamento preliminar de desengorduramento, com uma temperatura de até O O kO C e um valor do pH de aproximadamente 11; Banho de tratamento preliminar de fosfatização, com uma temperatura de até 60 °c e um valor do pH de aproximadamente 2,6; Banho de envernizamento por electroforese, com uma temperatura de até 32 °C e um valor do PH de aproximadamente 6,8.
Um material metálico adequado, o qual é estável nos meios químicos acima referidos e não é corroído é, em especial, um material de aço inoxidável.
Um tal material de aço inoxidável pode conter, em especial, pelo menos aproximadamente 10% em peso de crómio.
Um material de aço inoxidável adequado é, por exemplo, o aço inoxidável com o número de material 1.4301 de acordo com a norma EN 10088-3. A composição deste material de aço inoxidável é, por exemplo, como se no máximo 0,07% em peso de C; o resto é ferro. A zona 132 de colocação da peça a trabalhar da armação 112 deslizante é boa condutora da corrente no banho 104 de 18 envernizamento por electroforese, de modo que às superfícies da zona 132 de colocação da peça a trabalhar se verifica uma precipitação de verniz, que, após a secagem completa no dispositivo de secagem, protege contra a corrosão o material subjacente. A zona 132 de colocação da peça a trabalhar não deve, por conseguinte, ser fabricada a partir de um material de aço inoxidável, mas antes pode ser feita de um aço normal.
Um tal aço normal pode ser, em especial, um aço não ligado ou com baixo teor de liga.
Como aço normal para a zona 132 de colocação da peça a trabalhar pode ser utilizado, em especial, o aço com o número de material 1.0037 de acordo com a norma EN 10025, que é também conhecido sob as designações "St 37-2" de acordo com a norma DIN 17100 ou "S235JR" de acordo com a norma DIN EN 10025. Este material de aço apresenta, por exemplo, a seguinte composição: no máximo 1,4% em peso de Mn; no máximo 0,20% em peso de C; no máximo 0,30% em peso de Si; no máximo 0,050% em peso de P; no máximo 0,050% em peso de S; no máximo 0, 009% em peso de N; o resto é ferro. O tapete 108 rolante que se segue ao banho 104 de envernizamento por electroforese, o qual transporta as carroçarias 102 de veículos para o dispositivo de secagem (não representado), compreende rolos 126, apoiados de modo a poder rodar em torno de eixos 192 horizontais de rotação, num chassis 190 em forma de armação, rolos sobre os quais assentam calotes 124 superiores de cada armação 112 deslizante, com as suas superfícies 122 de contacto. 19
Os rolos 126 podem ser accionados para um movimento de rotação em torno dos seus eixos 192 de rotação, por meio de um motor 194 de accionamento e de uma transmissão por correia, a qual compreende correias 196 dentadas, facto pelo qual a respectiva armação 112 deslizante colocada sobre o tapete 108 rolante é transportada ao longo da direcção 154 de transporte. O chassis 190, no qual os rolos 126 estão apoiados de modo a poder rodar, apoia-se sobre pés 198 de suporte, numa base 200. A instalação 100 de envernizamento acima descrita, para o envernizamento por electroforese de carroçarias 102 de veículos, funciona como se segue:
Numa estação de carga (não representada) , que se situa antes do primeiro banho de tratamento preliminar, na direcção 154 de transporte, cada carroçaria 102 de veículo é assente sobre a zona 132 de colocação da peça a trabalhar de uma armação 112 deslizante e retida na mesma zona. A armação 112 deslizante, com a carroçaria 102 de veículo nela retida, é suspensa, respectivamente, em dois pêndulos 158 do transportador 106 pendular.
Em seguida, a armação 112 deslizante, com a carroçaria 102 de veículo nela retida, é transportada primeiro através dos banhos de tratamento preliminar e, em seguida, através do banho 104 de envernizamento por electroforese representado na fig. 3, sendo a carroçaria 102 de veículo e a armação 112 deslizante, respectivamente, imersas completamente nos banhos de tratamento preliminar e no banho 104 de envernizamento por electroforese. 20
Através, do pêndulo 158a que se situa respectivamente, à frente na direcção 154 de transporte, os dispositivos 162 de contacto eléctrico na secção 134a anterior de colocação da peça a trabalhar, o elemento 136 de ligação com condutividade eléctrica e a secção 134b posterior de colocação da peça a trabalhar, bem como o suporte 150 de carroçaria, a carroçaria 102 de veiculo fica em contacto eléctrico e, ao atravessar o banho 104 de envernizamento por electroforese, é levada até à tensão de revestimento pretendida.
Se no banho 104 de envernizamento por electroforese for realizada um envernizamento por cataforese por imersão (KTL), então cada carroçaria 102 de veiculo é colocada num potencial negativo, enquanto que os eléctrodos (não representados) situados no banho 104 de envernizamento por electroforese, ao longo do trajecto de transporte das carroçarias 102 de veículos, são colocados no potencial positivo oposto.
Uma vez que a corrente de revestimento é introduzida na zona 132 de colocação da peça a trabalhar da armação 112 deslizante através dos dispositivos 162 de contacto eléctrico, a zona 132 de colocação da peça a trabalhar é igualmente tão condutora da corrente como a carroçaria 102 de veículo, de modo que as superfícies da zona 132 de colocação da peça a trabalhar são revestidas com uma camada de verniz protector.
Uma vez que o revestimento da zona 132 de colocação da peça a trabalhar não é desgastado novamente através de contacto com um dispositivo transportador, a espessura da camada aumenta nas superfícies da zona 132 de colocação da peça a trabalhar, até que este revestimento da zona 132 de colocação da peça a trabalhar esteja concluído, a partir de uma determinada 21 espessura da camada, devido à resistência eléctrica demasiado elevada que lhe está associada.
Na zona 114 de contacto do dispositivo transportador da armação 112 deslizante, isolada electricamente da zona 132 de colocação da peça a trabalhar e, por conseguinte, do dispositivo 162 de contacto eléctrico, através dos isolamentos 168 eléctricos, pelo contrário, não é introduzida qualquer corrente de revestimento, de modo que às superfícies da zona 114 de contacto do dispositivo transportador da armação 112 deslizante não se verifica qualquer revestimento, no banho 104 de envernizamento por electroforese.
Depois do levantamento da carroçaria 102 de veículo, colocada na armação 112 deslizante, para fora do banho 104 de envernizamento por electroforese, a armação 112 deslizante é removida dos pêndulos 158 do transportador 106 pendular e assente sobre o tapete 108 rolante, representado por secções na fig. 4, o qual transporta a armação 112 deslizante, com a carroçaria 102 de veículo nela retida, para o dispositivo de secagem do verniz de imersão.
Apenas as superfícies 122 de contacto nos lados inferiores dos patins 120 deslizantes ficam, neste caso, em contacto com os rolos 126 do tapete 108 rolante. Uma vez que estas superfícies 122 de contacto, que fazem parte da zona 114 de contacto do dispositivo transportador, no entanto, não foram revestidas no banho 104 de envernizamento por electroforese, também não existe qualquer revestimento nestas superfícies 122 de contacto, que poderia ser desgastado através de contacto com o tapete 108 rolante e, deste modo, ser disperso no tapete 108 rolante ou no dispositivo de secagem que se lhe segue. 22 A zona 132 de colocação da peça a trabalhar da armação 112 deslizante, revestida com verniz de imersão, aquando do transporte através do tapete 108 rolante, não entra em contacto com o tapete 108 rolante, de modo que o revestimento de verniz existente na zona 132 de colocação da peça a trabalhar não pode ser desgastado.
Desta maneira é evitado eficazmente que, nos pontos da armação 112 deslizante onde se verifica um contacto com atrito, entre a armação 112 deslizante e a técnica de transporte, exista uma estrutura envernizada, que poderia ser desgastada pela técnica de transporte.
Através da divisão em duas da zona 132 de colocação da peça a trabalhar em várias secções, em especial numa secção 134a anterior de colocação da peça a trabalhar e numa secção 134b posterior de colocação da peça a trabalhar, consegue-se que uma deformação da armação 130 da zona 114 de contacto do dispositivo transportador da armação 112 deslizante não tenha qualquer influência negativa sobre as armações 144 de colocação das secções 134a, 134b de colocação da peça a trabalhar.
Em especial, não ocorre qualquer encalcamento das armações 144 de colocação das secções 134a, 134b de colocação da peça a trabalhar, uma vez que, através de uma alteração de comprimento do elemento 136 de ligação com condutividade eléctrica, entre as secções 134a, 134b de colocação da peça a trabalhar, é impedido um encalcamento das secções 134a e 134b de colocação da peça a trabalhar.
Lisboa, 26 de Agosto de 2010 23
Claims (37)
- REIVINDICAÇÕES 1. Suporte de peças para o transporte de uma peça a envernizar, em especial de uma carroçaria (102) de veiculo, através de pelo menos um banho (104) de envernizamento por electroforese e por meio de pelo menos um dispositivo transportador que se segue ao banho (104) de envernizamento por electroforese, compreendendo pelo menos um dispositivo (162) de contacto eléctrico para a introdução de uma corrente de revestimento na peça a trabalhar, aquando do transporte da peça a trabalhar através do banho (104) de envernizamento por electroforese e pelo menos uma superfície (122) de contacto, na qual o suporte (110) de peças entra em contacto com o dispositivo transportador que se segue ao banho (104) de envernizamento por electroforese, sendo que pelo menos uma superfície (122) de contacto do dispositivo (162) de contacto, que é pelo menos um, está isolada electricamente e sendo que o suporte (110) de peças compreende uma zona (132) de colocação da peça a trabalhar, na qual a peça a trabalhar é fixada e apresenta uma zona (114) de contacto do dispositivo transportador da superfície (122) de contacto, que é pelo menos uma, na qual o suporte (110) de peças entra em contacto com o dispositivo transportador que se segue ao banho (104) de envernizamento por electroforese, caracterizado por a zona (132) de colocação da peça a trabalhar compreender pelo menos duas secções (134a, 134b) de colocação da peça a trabalhar separadas uma da outra, que estão ligadas uma à outra através de um elemento (136) de ligação com condutividade eléctrica e que estão afastadas uma da outra na direcção (116) longitudinal do suporte (110) de peças. 1
- 2. Suporte de peças de acordo com a reivindicação 1, caracterizado por a zona (132) de colocação da peça a trabalhar e a zona (114) de contacto do dispositivo transportador estarem isoladas electricamente uma da outra.
- 3. Suporte de peças de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 ou 2, caracterizado por a zona (114) de contacto do dispositivo transportador compreender um material metálico.
- 4 . Suporte de peças de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 3, caracterizado por a zona (114) de contacto do dispositivo transportador compreender um material resistente à corrosão no banho (104) de envernizamento por electroforese.
- 5 . Suporte de peças de acordo com qualquer uma das reivindicações 3 ou 4, caracterizado por a zona (114) de contacto do dispositivo transportador compreender um material de aço inoxidável.
- 6 . Suporte de peças de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 5, caracterizado por o suporte (110) de peças estar realizado como uma armação (112) deslizante e por a zona (114) de contacto do dispositivo transportador compreender pelo menos uma superfície de apoio de um patim (120) deslizante.
- 7. Suporte de peças de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 6, caracterizado por a zona (132) de 2 colocação da peça a trabalhar compreender um material metálico.
- 8. Suporte de peças de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 7, caracterizado por a zona (132) de colocação da peça a trabalhar compreender um material que pode ser revestido no banho (104) de envernizamento por electroforese.
- 9. Suporte de peças de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 8, caracterizado por a zona (132) de colocação da peça a trabalhar compreender um material de aço inoxidável.
- 10. Suporte de peças de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 9, caracterizado por a zona (132) de colocação da peça a trabalhar compreender pelo menos um dispositivo (152) de suspensão em forma de sino.
- 11. Suporte de peças de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 10, caracterizado por o elemento (136) de ligação com condutividade eléctrica estar realizado com comprimento variável.
- 12. Suporte de peças de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 11, caracterizado por o suporte (110) de peças compreender pelo menos um isolamento (168) eléctrico, o qual compreende um material cerâmico.
- 13. Suporte de peças de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 12, caracterizado por o suporte (110) de peças compreender pelo menos um isolamento (168) eléctrico, 3 o qual compreende um material sintético sem condutividade eléctrica.
- 14. Suporte de peças de acordo com a reivindicação 13, caracterizado por o suporte (110) de peças compreender pelo menos um isolamento (168) eléctrico, o qual compreende um material de sulfureto de polifenileno.
- 15. Suporte de peças de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 14, caracterizado por o suporte (110) de peças compreender pelo menos um isolamento (168) eléctrico, que é resistente ao banho (104) de envernizamento por electroforese e a um dispositivo de secagem que se segue ao banho (104) de envernizamento por electroforese.
- 16. Instalação de envernizamento para o envernizamento de peças a trabalhar, em especial de carroçarias (102) de veículos, compreendendo pelo menos um banho (104) de envernizamento por electroforese, pelo menos um dispositivo transportador que se segue ao banho (104) de envernizamento por electroforese e pelo menos um suporte de peças de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 15.
- 17. Instalação de envernizamento de acordo com a reivindicação 16, caracterizada por a instalação (100) de envernizamento compreender, além disso, um dispositivo de secagem.
- 18. Instalação de envernizamento de acordo com qualquer uma das reivindicações 16 ou 17, caracterizada por a instalação (100) de envernizamento compreender pelo menos um banho de tratamento preliminar. 4
- 19. Instalação de envernizamento de acordo com qualquer uma das reivindicações 16 a 18, caracterizada por o dispositivo transportador que se segue ao banho (104) de envernizamento por electroforese estar realizado como um tapete (108) rolante.
- 20. Processo para o envernizamento de uma peça a trabalhar, em especial de uma carroçaria (102) de veiculo, compreendendo as seguintes fases do processo: - Fixação da peça a trabalhar, num suporte (110) de peças; - Transporte da peça a trabalhar, fixada no suporte (110) de peças, através de pelo menos um banho (104) de envernizamento por electroforese, sendo que uma corrente de revestimento é introduzida na peça a trabalhar, através de pelo menos um dispositivo (162) de contacto eléctrico do suporte (110) de peças; Transporte subsequente da peça a trabalhar fixada no suporte (110) de peças, por meio de um dispositivo transportador, com o qual o suporte (110) de peças entra em contacto, em pelo menos uma superfície (122) de contacto; sendo utilizado um suporte (110) de peças no qual pelo menos uma superfície (122) de contacto do dispositivo (162) de contacto eléctrico, que é pelo menos um, está isolada electricamente e que compreende a zona (132) de colocação da peça a trabalhar, na qual está fixada a peça a trabalhar e uma zona (114) de contacto do dispositivo transportador, que apresenta pelo menos uma superfície (122) de contacto, na qual o suporte (110) de peças entra em contacto com o 5 dispositivo transportador que se segue ao banho (104) de envernizamento por electroforese, caracterizado por ser utilizada uma zona (132) de colocação da peça a trabalhar que compreende pelo menos duas secções (134a, 134b) de colocação da peça a trabalhar, separadas uma da outra, que estão ligadas uma à outra através de um elemento (136) de ligação com condutividade eléctrica e estão afastadas uma da outra na direcção (116) longitudinal do suporte (110) de peças.
- 21. Processo de acordo com a reivindicação 20, caracterizado por a zona (132) de colocação da peça a trabalhar e a zona (114) de contacto do dispositivo transportador estarem isoladas electricamente uma da outra.
- 22. Processo de acordo com qualquer uma das reivindicações 20 ou 21, caracterizado por a zona (114) de contacto do dispositivo transportador compreender um material metálico.
- 23. Processo de acordo com qualquer uma das reivindicações 20 a 22, caracterizado por a zona (114) de contacto do dispositivo transportador incluir um material resistente à corrosão no banho (104) de envernizamento por electroforese.
- 24. Processo de acordo com qualquer uma das reivindicações 22 ou 23, caracterizado por a zona (114) de contacto do dispositivo transportador compreender um material de aço inoxidável. 6
- 25. Processo de acordo com qualquer uma das reivindicações 20 a 24, caracterizado por ser utilizado um suporte (110) de peças realizado como uma armação (112) deslizante e por a zona (114) de contacto do dispositivo transportador compreender pelo menos uma superfície de apoio de um patim (120) deslizante.
- 26. Processo de acordo com qualquer uma das reivindicações 20 a 25, caracterizado por a zona (132) de colocação da peça a trabalhar compreender um material metálico.
- 27. Processo de acordo com qualquer uma das reivindicações 20 a 26, caracterizado por a zona (132) de colocação da peça a trabalhar ser revestida, pelo menos parcialmente, no banho (104) de envernizamento por electroforese.
- 28. Processo de acordo com qualquer uma das reivindicações 20 a 27, caracterizado por a zona (132) de colocação da peça a trabalhar compreender um material de aço.
- 29. Processo de acordo com qualquer uma das reivindicações 20 a 28, caracterizado por a zona (132) de colocação da peça a trabalhar compreender pelo menos um dispositivo (152) de suspensão em forma de sino.
- 30. Processo de acordo com qualquer uma das reivindicações 20 a 29, caracterizado por ser utilizado um elemento (136) de ligação com condutividade eléctrica, de comprimento variável.
- 31. Processo de acordo com qualquer uma das reivindicações 20 a 30, caracterizado por o suporte (110) de peças compreender 7 pelo menos um isolamento (168) eléctrico, o qual compreende um material cerâmico.
- 32. Processo de acordo com qualquer uma das reivindicações 20 a 31, caracterizado por o suporte (110) de peças compreender pelo menos um isolamento (168) eléctrico, o qual compreende um material sintético sem condutividade eléctrica.
- 33. Processo de acordo com a reivindicação compreender incluir pelo menos um isolamento (168) eléctrico, o qual compreende um material de sulfureto de polifenileno.
- 34. Processo de acordo com qualquer uma das reivindicações 20 a 33, caracterizado por o suporte (110) de peças compreender pelo menos um isolamento (168) eléctrico, que é resistente ao banho (104) de envernizamento por electroforese e num dispositivo de secagem que se segue ao banho (104) de envernizamento por electroforese.
- 35. Processo de acordo com qualquer uma das reivindicações 20 a 34, caracterizado por as peças a trabalhar fixadas no suporte (110) de peças serem transportadas para um dispositivo de secagem que se segue ao banho (104) de envernizamento por electroforese, por meio do dispositivo transportador, com o qual o suporte (110) de peças entra em contacto, em pelo menos uma superfície (122) de contacto.
- 36. Processo de acordo com qualquer uma das reivindicações 20 a 35, caracterizado por a peça a trabalhar fixada no suporte (110) de peças ser transportada através de pelo menos um banho de tratamento preliminar, antes da passagem pelo banho (104) de envernizamento por electroforese. 8
- 37. Processo de acordo com qualquer uma das reivindicações 20 a 36, caracterizado por a peça a trabalhar fixada no suporte (110) de peças ser transportada por meio de um tapete (108) rolante, após a passagem pelo banho (104) de envernizamento por electroforese. Lisboa, 26 de Agosto de 2010 9
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