PT688413E - Isqueiro de actuacao selectiva - Google Patents
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Description
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DESCRICÃO “Isqueiro de actuação selectiva”
Antecedentes do invento
Referência cmzada a aplicações relacionadas
Esta é uma continuação em parte do pedido de patente US n°. de série 07/723 989 (patente US n°. 5 456 598) apresentado em 01 de Julho de 1191, intitulado “Isqueiro de actuação selectiva”, que é uma continuação em parte do pedido de patente US n°. de série 07/609 668 apresentado em 06 de Novembro de 1990, intitulado “Isqueiro de actuação selectiva”, abandonado, que é uma continuação do n°. de Série 07/239 734 apresentado em 02 de Setembro de 1988, intitulado “Isqueiro de actuação selectiva”, que foi concedido em 26 de Março de 1991 como a patente US n°. 5 002 482. Este é também uma continuação em parte do pedido de patente US n°. de série 07/912 421, apresentado em 10 de Julho de 1992, intitulado “Isqueiro de actuação selectiva”, que é uma continuação do pedido de patente US n°. de série 07/609 668.
Este pedido está também relacionada com a patente US n°. 5 125 829, intitulada “Isqueiro de actuação selectiva bidireccional” que foi concedida em 30 de Junho de 1992, e com a patente US n°. 5 092 764, intitulada “Isqueiro de actuação selectiva com tampa de válvula de bloqueio” que foi concedida em 03 de Março de 1992. Âmbito técnico
Este invento refere-se, em geral, a isqueiros que consomem combustível tal como, por exemplo, gás butano que é armazenado num reservatório num estado líquido, depois passado através de meios de válvula e finalmente inflamado por meio de uma faísca ou outros meios semelhantes. Mais em particular, o invento refere-se a um isqueiro de cigarros de gás butano que tem uma característica, a qual interfere com a depressão de um actuador de válvula e que por sua vez impede a expulsão de combustível de um pulverizador de válvula (isto é, pulverizador de combustível) e/ou a geração de faíscas, tornando, desse modo, a operação do isqueiro pelas crianças ainda mais difícil. Vantajosamente, esta característica do isqueiro pode ser desactivada movendo um trinco para uma
84 812 ΕΡ Ο 688 413/ΡΤ 2 posição de não interferência, que facilita assim a produção da chama.
Descrição da arte São conhecidos numerosos isqueiros, incluindo alguns características que são concebidas para tornar o funcionamento do isqueiro mais difícil para certos utilizadores. Algumas de tais características referem-se a mecanismos que são concebidos para evitar a ignição de uma fonte de combustível, a menos que o isqueiro seja orientado adequadamente, mecanismos que são concebidos para automaticamente desligarem uma válvula de abastecimento da fonte de combustível, e disposições de protecção de violação.
Mais recentemente, a atenção tem sido orientada para a prevenção de actuação fácil de tais isqueiros por pessoas que normalmente não são capazes de avaliar o perigo potencial da chama. Os indivíduos normalmente contemplados por estes esforços são as crianças menores, com idades inferiores a cinco anos. A patente US n°. 4 784 601 de Nitta refere-se a um isqueiro a gás, que tem um obturador deslizável em forma de L, o qual pode ser posicionado para evitar a descida de uma alavanca de gás que controla o escoamento de combustível. O isqueiro é tornado funcional movimentando o obturador para fora de modo que a sua perna vertical seja deslocada da superfície de topo do alojamento do isqueiro. O obturador deslizável em forma de L deve ser movido manualmente para a sua posição de bloqueio de cada vez que é desejado bloquear o isqueiro. A patente US n°. 4 784 602 de Nitta refere-se a um isqueiro a gás que tem um obturador deslizável em forma de L, o qual pode ser posicionado para evitar a descida de uma alavanca de gás que controla o escoamento de combustível. O isqueiro é tornado funcional movendo o obturador para dentro, de modo que o seu perno vertical engata uma perfuração na superfície do alojamento do isqueiro. O obturador deslizável em forma de L deve ser movido manualmente para a sua posição de bloqueio de cada vez que é desejado bloquear o isqueiro. A patente US 4 786 248 de Nitta refere-se a um isqueiro piezoeléctrico, equipado com um trinco de polegar, montado de modo a deslizar dentro de um alojamento do isqueiro. O trinco de polegar pode ser feito deslizar manualmente para dentro e para fora de uma posição, a qual interfere com a depressão de um impulsor de polegar. O isqueiro é tornado funcional, fazendo deslizar manualmente
84 812 ΕΡ Ο 688 413/ΡΤ 3 ο trinco de polegar para uma posição de desbloqueio. Depois do funcionamento do isqueiro um utilizador deve fazer deslizar manualmente o trinco de polegar para a sua posição de bloqueio para bloquear o isqueiro. A patente n°. 4 904 180 de Nitta refere-se a um isqueiro piezoeléctrico, equipado com meios de bloqueio, os quais retornam automaticamente para uma posição bloqueada, depois da utilização do isqueiro. Os meios de bloqueio incluem um obturador e uma lâmina de mola, que mantém o obturador pressionado para o guarda-vento. O isqueiro pode apenas ser operado depois do obturador ser arrastado para trás, afastando-se do guarda-vento. O isqueiro não pode manter o obturador na posição puxada para trás, sem a aplicação de uma força constante por um utilizador. Isto é, não são proporcionados meios para manter o isqueiro numa configuração de desbloqueio. A patente US n°. 1 895 032 de Fisher refere-se a um isqueiro, no qual os meios de controlo manuais podem ser movidos para fora do engate com uma porção de ressalto do isqueiro, de modo a permitir que os meios de controlo manuais sejam deprimidos, provocando, desse modo, que o isqueiro funcione. Os meios de controlo retornam à sua posição de engate na porção de ressalto, depois da utilização do isqueiro. O isqueiro não pode manter os meios de controlo na sua posição fora de engate sem a aplicação de uma força constante por um utilizador. A patente US n°. 4 830 603 de Cirami refere-se a um isqueiro de cigarros, no qual é proporcionado um mecanismo de bloqueio, parcialmente sob um botão de pressão de actuação de válvula e prolonga-se dentro de um compartimento anexo, mas distinto de um compartimento de combustível. O mecanismo de bloqueio volta a bloquear-se a si próprio depois de cada depressão do botão de pressão. Em particular, uma extremidade de um arame de aço de mola flexível e resistente é retida firmemente no lugar no compartimento. Uma outra extremidade do arame de aço de mola forma uma sonda, que se prolonga para dentro de um canal proporcionado no lado de baixo do botão de pressão. O arame de aço de mola, numa configuração de bloqueio, evita a depressão do botão de pressão engatando num tecto baixo no lado inferior do botão de pressão. Uma porção do arame de aço de mola, com a forma de um laço, que se prolonga para fora do isqueiro é acessível a um operador e pode ser movida, adequadamente, pelo operador, provocando, desse modo, a sonda a mover-se dentro do canal no lado de baixo do botão de pressão. 84 812 ΕΡ Ο 688 413/ΡΤ 4
A patente US η°. 4 832 596 de Sr. Morris, refere-se a um isqueiro de cigarros, que tem um componente de batente, montado de modo a deslizar no mesmo para engatar, de modo libertável, numa alavanca de actuação da válvula de gás. Em particular, um componente de batente pressionado por mola está montado de modo deslizável numa porção de topo de um isqueiro de cigarros descartável convencional. O componente batente é pressionado de modo a colocar uma das suas extremidades sob a alavanca de actuação da válvula de gás do isqueiro, de modo a evitar o movimento da alavanca num sentido, no qual pode abrir a válvula de gás. A alavanca pode ser actuada logo que o componente batente é empurrado num sentido oposto à força de pressão da mola, de modo a deslizar a extremidade, a qual está sob a válvula de gás do isqueiro, para fora. A patente US n°. 4 717 335 de Loveless refere-se a um isqueiro de cigarros, no qual a rotação de uma roda de produção de faíscas é limitada. Em particular, a roda de produção de faíscas pode ser rodada num sentido, para fornecer uma faísca a um pulverizador, através do qual passa o combustível gasoso, provocando, desse modo, a ignição do combustível e o funcionamento do isqueiro. A rotação da roda de produção de faíscas no outro sentido pode fornecer uma faísca que se afasta do pulverizador. A roda de produção de faíscas tem uma estrutura em forma de perno, fixa à mesma, que serve para limitar a rotação da roda a menos de 360°, pelo contacto com a estrutura do alojamento. Assim, se uma faísca é de facto produzida, a mesma depende do sentido da tentativa de rotação e da posição da estrutura em forma de perno, em relação à estrutura do alojamento. Em teoria, logo que o isqueiro operado e o combustível inflamado, e a estrutura em forma de perno atravessou todo o seu percurso de deslocamento, o funcionamento subsequente do isqueiro é impedido, uma vez que a estrutura em forma de perno entra em contacto com o alojamento, evitando a ocorrência de uma faísca na vizinhança do pulverizador de combustível.
As patentes n°s. 4 028 043 e 4 049 370 cada uma delas de Neuret referem-se a mecanismos de protecção de violação antes da venda, que circundam parcialmente uma roda de produção de faíscas, um pulverizador de combustível ou um componente de actuação de válvula de deprimir de um isqueiro. Estes mecanismos de protecção de violação antes da venda estão ligados ao alojamento do isqueiro por meio de faixas quebráveis e são removidas por um comprador depois da venda do isqueiro, para expor a roda de produção de faíscas, o pulverizador de combustível e/ou o componente de actuação de válvula deprimível. Contudo, um tal mecanismo de protecção de violação antes da venda é de valor 4 5 84 812 ΕΡ Ο 688 413/ΡΤ limitado uma vez que for inicialmente removido por um comprador.
As patentes US n°s. 3 547 566 de Tamarin e 3 899 286 de Lockwood e outros referem-se a isqueiros, que têm mecanismos sensores de orientação, que impedem ou evitam a actuação do isqueiro numa posição invertida. Infelizmente, tais mecanismos podem não proporcionar um grau suficiente de resistência a crianças jovens uma vez que violam o isqueiro, uma vez que os mesmos apenas impedem o funcionamento nas orientações prescritas. A patente US n°. 4 921 420 segundo Johnston refere-se a um isqueiro descartável, que tem meios de libertação, que estão fisicamente separados dos meios de acender convencionais. O isqueiro pode apenas ser posto em funcionamento logo que os meios de libertação sejam libertos. A distância que separa os meios de libertação e os meios de acender convencionais pretende-se que seja suficientemente grande, de modo a tornar difícil para as crianças pequenas porem o isqueiro em funcionamento. A patente US n°. 5 074 781 de Fujita refere-se a um isqueiro de cigarros, que tem um componente de bloqueio, o qual deve ser rodado num sentido específico para um lado do isqueiro, de modo a permitir que um actuador de válvula deprimível ser deprimido e o isqueiro funcionar. A patente n°. 5 076 783 de Fremund refere-se a um isqueiro, que tem um actuador de válvula deprimível, o qual está acoplado a uma haste vertical, a qual se prolonga para uma extremidade oposta do isqueiro, onde a mesma contacta com um componente de bloqueio. O componente de bloqueio deve primeiro ser deslocado, de modo a permitir a depressão do actuador de válvula. A patente US n°. 5 090 893 de Floriot refere-se a um isqueiro, que tem um componente deslizante saliente, o qual, quando numa primeira posição, evita a depressão de um actuador de válvula. O componente deslizante é móvel de modo deslizante para uma segunda posição, em que o actuador de válvula pode ser deprimido. O componente de deslizar está retido em cada uma das primeira e segunda posições por meio da sua interacção com o alojamento do isqueiro e configuração relativa ao mesmo. O componente deslizante é inicialmente movido da sua segunda posição para a sua primeira posição, pelas forças aplicadas directamente a partir do actuador de válvula. O componente deslizante não é capaz de movimento vertical.
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Muitos mecanismos, que são concebidos para tornar o funcionamento do isqueiro mais difícil por certos utilizadores são desnecessariamente complicados, apresentam dificuldades no seu fabrico e/ou apresentam uma probabilidade elevada de avaria mecânica durante a utilização. Uma outra desvantagem encontrada em alguns dispositivos é que a construção particular empregue limita a forma e o tamanho do alojamento do isqueiro, devido ao requisito do alojamento ser suficientemente grande para acomodar tal (is) mecanismo (s). As desvantagens adicionais referem-se à relativa facilidade com que alguns mecanismos podem ser vencidos e a fiabilidade dos mecanismos. Por exemplo, alguns mecanismos podem ser ultrapassados ou removidos com relativa facilidade. Além disso, alguns dispositivos não são igualmente adaptáveis para utilização por utilizadores tanto destros como canhotos, e alguns incluem alavancas inconvenientemente conformadas, ou posicionadas, ou botões que necessitam de ser actuados por um utilizador para por em funcionamento o isqueiro. De modo semelhante, alguns dispositivos, que podem de facto ser igualmente adaptáveis a utilizadores tanto destros como canhotos, empregam um mecanismo que é actuado de modo diferente e/ou movido para posições diferentes, dependendo se o utilizador é destro ou canhoto. Além disso, alguns desses dispositivos requerem o reposicionamento do isqueiro na mão de um operador, depois da actuação do mecanismo e antes do isqueiro ser posto em funcionamento para produzir uma chama. Por exemplo, alguns isqueiros incluem um mecanismo, localizado suficientemente afastado dos meios de actuador de válvula, ou num outro lado do isqueiro que não o dos meios de actuador de válvula, de modo a resultar num funcionamento desastroso do isqueiro. Além disso, alguns dispositivos requerem um número excessivo de componentes enquanto alguns dispositivos incluem componentes que são configurados de modo a requererem uma força excessiva para actuar um actuador de válvulas de baixar. Por exemplo, alguns dispositivos incluem um trinco que requer uma quantidade excessiva de força no actuador de válvula para automaticamente retornar o trinco para o sua posição normalmente trancada depois do isqueiro ser operado. Alguns dispositivos incluem um trinco que tem uma saliência evidente de cobertura que é muito facilmente movida para uma posição de não interferência. Além disso, uma porção de um tal trinco ou saliência é quebrada muito facilmente ou de outro modo removida por um utilizador, tornando assim o isqueiro quer permanentemente trancado e não funcional, ou tornando o fecho efectivamente numa posição destrancada permanente e assim permanentemente ultrapassada.
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Embora seja conhecido evitar ou impedir a actuação antes da venda de um componente de actuação de válvula deprimívei ou a actuação de um isqueiro numa orientação específica, nenhum dos isqueiros acima descritos proporciona um mecanismo fiável, relativamente pequeno, fabricável de modo eficiente para evitar a actuação do componente de actuação de válvula deprimívei e igualmente adaptável para utilização por utilizadores tanto destros como canhotos e que seja actuado de modo semelhante por utilizadores tanto destros como canhotos.
Como será apreciado, o desenvolvimento de um isqueiro “à prova de crianças” per si é provavelmente inviável. No melhor dos casos, pode ser tentado razoavelmente conseguir criar um isqueiro que tenha características que melhorem a sua capacidade de resistência a crianças, mas quanto um isqueiro será “resistente a criança” depende de muitos factores e circunstâncias. Todavia, qualquer isqueiro que tenha características que melhorem a sua capacidade de resistência a crianças terá limitações reiativamente a crianças jovens, e estes isqueiros não devem proporcionar aos pais ou adultos uma falsa sensação de segurança, de modo que eles se tornem menos cautelosos na manipulação do isqueiro ou em permitir que crianças jovens tenham acesso ao isqueiro. Além disso, tais isqueiros não devem ser feitos tão difíceis de acender, que obriguem os adultos a utilizar formas alternativas de acender, isto é, fósforos, que são geralmente considerados potencialmente mais perigosos. O presente invento é dirigido a um isqueiro de produção de chama fiável que seja selectivamente actuável de uma maneira tal que proporcione um grau substancial de dificuldade para crianças jovens - mais novas do que cinco anos -para actuar o isqueiro e produzir uma chama, sendo amigo do utilizador e capaz de ser actuado por adultos.
Sumário do invento
Este invento refere-se a um isqueiro de produção de chama de actuação selectiva que tem meios de trinco, que compreendem um trinco que está normalmente numa posição trancada e que é móvel para uma posição de destrancada ou de não interferência, na qual o isqueiro pode ser posto a funcionar. O trinco está, de preferência, montado à face em relação ao alojamento do isqueiro, quando na sua posição normalmente trancada e não inclui porções ou saliências, as quais são facilmente removidas geralmente capazes de movimento inadvertido para uma posição de não interferência. Além disso, o trinco não está, 84 812 ΕΡ Ο 688 413/ΡΤ 8
de preferência, sob qualquer carga ou tensão, quando na sua posição trancada, e é retido nessas posições por meio da sua interacção com o actuador de válvula e a configuração relativa ao mesmo. Uma vez na sua posição de desbloqueio, a depressão do actuador de válvula resulta no movimento para baixo de parte do actuador, bem como do trinco. O trinco é, de preferência, movido inicialmente da sua posição destrancada para a sua posição trancada por meio de forças aplicadas directamente a partir de meios de excêntrico associado com o alojamento do isqueiro.
Vantajosamente, o trinco pode ser operado com o mesmo dedo ou, uma unha do mesmo dedo, que um utilizador emprega para deprimir uma alavanca de actuador de válvula, sem requerer o reposicíonamento do isqueiro na mão dos utilizador. O isqueiro está adaptado para utilização por utilizadores tanto destros como canhotos com a mesma facilidade relativa. O isqueiro é, de preferência, actuado de modo semelhante por utilizadores tanto destros como canhotos, sem diminuir a eficácia da capacidade de resistência do isqueiro a crianças. Isto é, o trinco é, de preferência, móvel ao longo apenas de um único percurso a partir da sua posição trancada para a sua posição de destrancada, se posto a funcionar por utilizadores destros ou canhotos.
Um aspecto do invento proporciona um isqueiro que compreende um alojamento, que define um reservatório de combustível, meios de válvula para libertação do combustível do dito reservatório de combustível, meios para ignição do combustível libertado, meios de actuador engatados funcionalmente nos ditos meios de válvula, de tal modo que o combustível é libertado, quando os ditos meios de actuador são deprimidos ao longo de um eixo longitudinal do dito alojamento, em que: são posicionados meios de interferência em relação ao dito alojamento e aos ditos meios de actuador, para evitar o movimento dos ditos meios de actuador ao longo do eixo longitudinal do dito alojamento, quando numa posição fechada, sendo os ditos meios de interferência selectivamente móveis para dentro para do eixo longitudinal para uma posição aberta, fora da interferência com os ditos meios de actuador, permitindo, desse modo, que os ditos meios de actuador sejam baixados, e incluindo os ditos meios de interferência uma porção prolongada e deformável de modo resiliente, que coopera com um elemento de encaixe nos ditos meios de actuador para segurar os ditos meios de interferência na dita posição aberta, em que a dita porção deformável está numa condição relaxada e não
84 812 ΕΡ Ο 688 413/ΡΤ 9 deformada na dita posição aberta, a dita porção deformável é deformada pelo dito elemento de encaixe, quando os ditos meios de interferência são movido para dentro, e a dita porção deformável retorna para a condição não deformada e está sem carga, quando os ditos meios de interferência estão na dita posição fechada; e meios de excêntrico, associados ao dito alojamento e que engatam funcionalmente nos ditos meios de interferência, quando os ditos meios de actuador são deprimidos para mover os ditos meios de interferência para fora do dito eixo longitudinal e dentro da dita posição fechada, sendo a dita posição deformável deformada por meio do dito elemento de encaixe, durante tal movimento para fora. O isqueiro inclui, de preferência, meios de retenção dos meios de prevenção de actuação de válvula na segunda posição, retendo assim o isqueiro numa configuração destrancada. Tais meios de retenção podem incluir porções do alojamento e/ou porções dos meios de prevenção de actuação da válvula e/ou porções do actuador de válvula. Além disso, os meio para prevenção da actuação da válvula do isqueiro são, de preferência, constrangidos apenas a mover-se ao longo de um único percurso a partir da sua posição trancada, ou normal, para a segunda posição, ou destrancada. Os meios de prevenção de actuação de válvula estão, de preferência, sem carga, quando em cada uma das suas posições trancada bem como destrancada.
Os meios de interferência de actuação de válvula são normalmente retidos numa posição de interferência de actuação de válvula, sendo o movimento dos mesmos para a posição fora da interferência dos meios de actuador de válvula proporcionado de modo resiliente. Vantajosamente, o movimento resiliente dos meios de interferência de actuação de válvula facilita o retorno dos meios de interferência de actuação de válvula à sua posição de interferência logo que o actuador de válvula seja liberto, evitando assim a abertura do pulverizador da válvula. Ilustrativamente, os meios de actuação de válvula podem ser retidos nas suas posições trancada e destrancada pela sua interacção com os meios de actuador. Além disso, os meios de interferência de actuação de válvula estão, de preferência, fixos ao actuador de válvula, tal como por meio de um dispositivo deslizável.
Os meios de interferência de actuação de válvula podem tomar uma variedade de conformações, tal como meios de trinco, um trinco ou um
84 812 ΕΡ Ο 688 413/ΡΤ 10 componente de interferência.
Os meios de produção de faíscas do isqueiro incluem, de preferência, material de pedra de isqueiro e uma roda de produção de faíscas, que tem uma superfície dentada, posicionada e disposta, para de modo selectivo contactar por fricção o material de pedra de isqueiro. Em alternativa, os meios para produção selectiva de faíscas podem ser meios de produção de faíscas eléctricos, tal como meios de produção de faíscas piezoeléctricos.
Um outro aspecto do invento proporciona um isqueiro, mantido normalmente numa configuração trancada, compreendendo o dito isqueiro um alojamento, que tem um eixo longitudinal, meios de abastecimento de combustível, para abastecimento do combustível a ser inflamado, meios de ignição, para ignição do dito combustível, e meios de válvula para controlo do escoamento do dito combustível, e um actuador de válvula, em que: o dito actuador de válvula evita o escoamento do dito combustível quando numa primeira posição e é deprimível ao longo do dito eixo longitudinal para dentro de uma segunda posição para permitir o escoamento de combustível; um componente de trinco separado do dito actuador de válvula é posicionado, pelo menos, parcialmente por debaixo do dito actuador de válvula numa primeira posição, que evita normalmente que o dito actuador de válvula seja deprimido dentro da dita segunda posição interferindo com o movimento do mesmo ao longo do eixo longitudinal do dito alojamento; o movimento para dentro do dito trinco, para do eixo longitudinal do dito alojamento, permite que uma porção de interferência, do dito trinco, fique alinhada com uma cavidade no dito alojamento, tendo a dita cavidade tamanho suficiente para acomodar a dita porção de interferência, de modo a permitir ao dito actuador de válvula ser deprimido; e os meios de excêntrico, que compreendem uma superfície vertical do dito alojamento do isqueiro, estão dispostos para interferirem com o dito componente de trinco na configuração destrancada, quando o dito actuador de válvula é deprimido e o dito componente de trinco é movido para baixo ao longo de um sentido paralelo ao eixo longitudinal e em contacto com a dita superfície vertical, forçando ditos meios de excêntrico o dito componente de trinco para fora do dito
84 812 ΕΡ Ο 688 413/ΡΤ 11 eixo longitudinal dentro da sua primeira porção e dito isqueiro para fora da sua configuração destrancada, quando o dito actuador de válvula é baixado.
Numa concretização, o dito actuador de válvula é um actuador de que é deprimível pelo dedo polegar engatado funcionalmente nos ditos meios de válvula, de tal modo que, quando o dito actuador de válvula é deprimido ao longo de um eixo longitudinal do dito alojamento, o combustível é libertado; o dito actuador de válvula tem saliências em ambos os lados do mesmo; o dito componente de trinco é um trinco em forma de U, disposto entre o dito actuador de válvula e uma porção do dito alojamento, para evitar que o dito actuador de válvula seja deprimido, encostando-se, pelo menos, à dita porção do dito alojamento; o dito componente de trinco tem entalhes em ambos os lados do mesmo; o dito componente de trinco é móvel selectivamente para dentro para do eixo longitudinal do dito alojamento, de modo que as ditas saliências engatam e coincidem com os ditos entalhes, retendo, desse modo, o dito componente de trinco para dentro; e o dito movimento para dentro do dito componente de trinco produz um vazio entre o dito componente de trinco e dito alojamento de tamanho suficiente para permitir o dito actuador de válvula ser deprimido, de modo a permitir ao combustível ser libertado dos ditos meios de abastecimento. O funcionamento do isqueiro requer uma certa quantidade de destreza e a aplicação de forças concentradas, bem como a aplicação de uma pluralidade de forças em sentidos múltiplas e numa sequência específica. Além disso, o funcionamento do isqueiro requer um certo nível de capacidade cognitiva.
Além disso, o isqueiro do presente invento é um isqueiro de trancar passivo. Vantajosamente, o isqueiro retorna automaticamente à sua configuração trancada, logo que o actuador de válvula deprimido seja liberto. Assim, o isqueiro é mantido numa configuração de descanso ou pré-definida, a qual é trancada evitando, desse modo, o escoamento de combustível e a produção de uma chama.
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Vantajosamente, ο isqueiro está adaptado para utilização por utilizadores destros, bem como canhotos com a mesma facilidade relativa, e é actuado de modo semelhante por utilizadores tanto destros como canhotos. Além disso, o utilizador pode operar o mecanismo de trinco com o mesmo dedo utilizado para deprimir o actuador de válvula, não requerendo que o utilizador reposicione o isqueiro na sua mão.
BREVE DESCRICAO DOS DESENHOS
Estes e outros objectivos, características, e vantagens do presente invento tornar-se-á mais rapidamente visível a partir da descrição detalhada seguinte do invento em que: a Fig. 1 é uma vista em perspectiva parcial de uma concretização preferida de um isqueiro de actuação selectiva do presente invento numa configuração trancada; a Fig. 2 é uma vista em corte transversal parcial do isqueiro da Fig. 1, representando o trinco numa configuração trancada; a Fig. 3 é uma vista explodida do actuador de válvula e do trinco, representados nas Figs. 1 e 2. a Fig. 4 é uma vista de fundo do actuador de válvula, representado na Fig. 3. a Fig. 5 é uma vista de fundo do trinco representado na Fig. 3; a Fig. 6 é uma vista em corte transversal do actuador de válvula e trinco representados na Fig. 3, quando na sua configuração trancada, evitando, desse modo, a depressão e actuação do actuador de válvula; a Fig. 7 é uma vista em corte do actuador de válvula e do trinco, representados na Fig. 3, quando na sua configuração destrancada, permitindo, desse modo, a depressão e actuação do actuador de válvula; a Fig. 8 é uma vista em corte transversal do actuador de válvula e trinco, representado na Fig. 3, quando numa configuração que é temporalmente intermédia em relação às configurações destrancada e trancada;
84 812 ΕΡ Ο 688 413/ΡΤ 13 a Fig. 9 é um diagrama esquemático que representa um aparelho de isqueiro piezoeléctrico, em que o presente invento pode ser empregue e que tem um interruptor opcional, representado na posição aberta e meios de trinco, representados na posição trancada para evitar a produção de faíscas e o escoamento de combustível; a Fig. 10 é um diagrama esquemático que representa o isqueiro piezoeléctrico da Fig. 9, com o interruptor representado na posição fechada e os meios de trinco representados na posição destrancada e representando uma chama; a Fig. 11 é uma vista em perspectiva do isqueiro da Fig. 1 numa configuração destrancada, em que o trinco está na sua posição destrancada permitindo, desse modo, a depressão do actuador de válvula, de modo a permitir a abertura de uma válvula e a libertação do gás através de um pulverizador de combustível; a Fig. 12 é uma vista em perspectiva do isqueiro da Fig. 11, com o actuador de válvula numa posição deprimida e a válvula aberta e representando uma chama; a Fig. 13 é uma vista em corte transversal parcial do isqueiro da Fig. 1 na sua configuração trancada, evitando a depressão e a actuação do actuador de válvula; a Fig. 14 é uma vista em corte transversal parcial do isqueiro da Fig. 13 na sua configuração destrancada e o actuador de válvula não deprimido, e o isqueiro pronto para actuação; a Fig. 15 é uma vista em corte transversal parcial do isqueiro da Fig. 14 na sua configuração destrancada e o actuador de válvula totalmente deprimido, de modo a permitir o escoamento de combustível; a Fig. 16 é uma vista em corte transversal parcial do isqueiro da Fig. 15 com mais pormenor; a Fig. 17 é uma vista em corte transversal parcial do isqueiro da Fig. 15,
84 812 ΕΡ Ο 688 413/ΡΤ 14 depois do actuador de válvula ter sido totalmente deprimido e liberto; a Fig. 18 é uma vista em perspectiva de uma outra concretização preferida de um isqueiro de actuação selectiva do presente invento, numa configuração trancada; a Fig. 19 é uma vista em corte transversal parcial do isqueiro da Fig. 18, representando o trinco numa configuração trancada; a Fig. 20 é uma vista explodida do actuador de válvula e do trinco representados nas Figs. 18 e 19; a Fig. 21 é uma vista de fundo do actuador de válvula, representado na Fig. 20; a Fig. 22 é um vista de fundo do trinco representado na Fig. 20; a Fig. 23 é uma vista em corte transversal do actuador da válvula e do trinco, representados na Fig. 20, quando na sua configuração trancada evitando, desse modo, a depressão e actuação do actuador de válvula; a Fig. 24 é uma vista em corte transversal do actuador de válvula e do trinco, representados na Fig. 20, quando na sua configuração destrancada, permitindo, desse modo, a depressão e actuação do actuador de válvula; a Fig. 25 é uma vista em corte transversal do actuador de válvula e do trinco, representados na Fig. 20, quando numa configuração, a qual é temporalmente intermédia em relação às configurações destrancada e trancada; a Fig. 26 é uma vista em perspectiva do isqueiro da Fig. 18 numa configuração destrancada, em que o trinco está na sua posição destrancada permitindo, desse modo, a depressão do actuador de válvula, de modo a permitir a abertura de uma válvula e a libertação gás, através de um pulverizador de combustível; a Fig. 27 é uma vista em perspectiva do isqueiro da Fig. 26, com o actuador de válvula numa posição deprimida e a válvula aberta, e representando uma chama;
84 812 ΕΡ Ο 688 413/ΡΤ 15 a Fig. 28 é uma vista em corte transversal parcial do isqueiro da Fig. 18, na sua configuração trancada, evitando, desse modo, a depressão e actuação do actuador de válvula; a Fig. 29 é uma vista em corte transversal do isqueiro da Fig. 28 na sua configuração destrancada e o actuador de válvula não deprimido, e o isqueiro pronto para actuação; a Fig. 30 é uma vista em corte transversal parcial do isqueiro da Fig. 29, na sua configuração parcialmente destrancada e o actuador de válvula totalmente deprimido, de modo a permitir o escoamento de combustível; a Fig. 31 é uma vista em corte transversal parcial do isqueiro da Fig. 30 com mais pormenor; e a Fig. 32 é uma vista em corte transversal parcial do isqueiro de Fig. 30, depois do actuador de válvula ter sido totalmente deprimido e liberto.
Descrição detalhada da concretização preferida
Referindo inicialmente a Fig. 1, o isqueiro 10 do presente invento está representado, numa configuração de descanso ou pré-definida, que compreende uma porção de corpo principal 12, um actuador de válvula deprimível14, um trinco 16 e um conjunto de roda de produção de faíscas 18, que inclui uma superfície dentada 19. Vantajosamente, a configuração pré-definida é também uma configuração trancada, em que o actuador de válvula 14 não pode ser deprimido, devido à interferência, representada pelo trinco 16. A depressão do actuador de válvula 14 permite ao combustível escoar-se através de um pulverizador de combustível e ser inflamado por meio das faíscas produzidas pela superfície dentada 19 do conjunto de roda de produção de faíscas 18, que engata com fricção numa pedra de isqueiro. Vantajosamente, a não ser que o trinco 16 seja posicionado afastado da sua posição, representada em descanso ou pré-definida e numa posição de não interferência, qualquer tentativa de depressão do actuador de válvula 14 não resultará no escoamento de combustível e o isqueiro estará não funcional. A posição do trinco 16 como mostrado nas Figs. 1 e 2 pode ser melhor caracterizada como uma “posição pré-definida” em condições normais. 84 812 ΕΡ Ο 688 413/ΡΤ 16
Como será apreciado, existe uma variedade de configurações, formas e posições relativas para o actuador de válvula e os meios de trinco, nos quais o trinco é móvel, relativamente ao actuador de válvula, entre uma posição de interferência ou trancada e uma posição de não interferência ou destrancada. O invento será descrito em termos de uma concretização preferida, em que um trinco ilustrativo interfere normalmente com a depressão do actuador de válvula, quando numa posição trancada, e é móvel para uma posição destrancada, em que o actuador de válvula pode ser deprimido. De preferência, o trinco é movido da sua posição trancada para a sua posição destrancada ao longo de um único percurso, que é igualmente adequado para utilizadores destros bem como canhotos. Tal movimento é ilustrativamente num sentido para dentro seguido por um sentido para baixo. Em alternativa, tal movimento pode ser num sentido para dentro seguido por um sentido para cima. Como será apreciado, para facilidade de compreensão, assume-se que tal movimento para dentro do trinco inclui qualquer movimento para dentro, ou componente do mesmo, de qualquer porção do trinco. De modo semelhante, assume-se que tal movimento para cima do trinco inclui qualquer movimento para cima, ou componente do mesmo, de qualquer porção do trinco, e assume-se que tal movimento para baixo do trinco inclui qualquer movimento para baixo, ou componente do mesmo, de qualquer porção do trinco. Além disso, ainda que um primeiro movimento possa ser descrito como sendo seguido por um movimento separado num sentido diferente, será apreciado que tais movimentos, ou porções dos mesmos, podem ocorrer simultaneamente, ou ser sobrepostos entre sistema, como no caso de um movimento em diagonal, que tem um componente para dentro, bem como para cima, ou para baixo. O trinco é, de preferência, mantido na sua posição destrancada depois de ser movido por um utilizador, e, de preferência, retorna automaticamente à sua posição trancada, uma vez que um utilizador deprima e liberte o actuador de válvula.
Um utilizador segura tipicamente a porção de corpo principal de um isqueiro convencional na sua mão, roda com o seu polegar a roda de produção de faíscas num sentido geralmente para a superfície deprimível do actuador de válvula para produzir uma faísca, e deprime o actuador de válvula para permitir ao combustível passar através da válvula ou pulverizador de combustível. A faísca produzida pela roda inflama o combustível. Esta é uma estrutura relativamente convencional para a maioria dos isqueiros, incluindo os isqueiros descartáveis.
Referindo agora a Figura 2, está representado um corte transversal do isqueiro da Figura 1, numa configuração trancada. Mais particularmente, o
84 812 ΕΡ Ο 688 413/ΡΤ 17 actuador de válvula 14 está montado entre as porções de parede lateral 13 (ver Fig. 1), que compreende ilustrativamente prolongamentos das paredes laterais da porção de corpo 12. Ilustrativamente, o actuador de válvula 14 está montado articuladamente nas porções de paredes laterais 13. O actuador de válvula 14 está ligado ao pulverizador de combustível oco 20, suportado de modo deslizável dentro de um alojamento de válvula 28. O pulverizador de combustível oco 20 está fixo dentro de uma abertura, tal como uma perfuração no actuador de válvula 14 pela flange 21, pelos meios de mola de compensação 11 e pelo prolongamento de flange 23A. A flange 21 e o prolongamento de flange 23A têm, cada um deles, um tamanho suficiente e são configurados para evitar o escorregamento do pulverizador 20 através da perfuração no actuador de válvula 14. Além disso, os meios de mola 11 são retidos, como mostrado na Fig. 2, por uma flange 23, que está ligada ao pulverizador de combustível 20, como é o caso da flange 21. Os meios de mola comprimidos 30 estão dispostos por debaixo do actuador de válvula 14 e provocam que o pulverizador de combustível 20 seja pressionado para baixo dentro do alojamento da válvula 28 e da porção de corpo 12. Em particular, a mola comprimida 30 provoca que o actuador de válvula 14 aplique força aos meios de mola 11, os quais fornecem a força à flange 23, forçando, desse modo, o pulverizador 20 para baixo dentro do alojamento da válvula 28 e da porção de corpo 12 e evitando o escoamento de combustível através do pulverizador 20. Além disso, o movimento para baixo do actuador de válvula 14, na vizinhança do pulverizador 20, é limitado pelo contacto entre o lado inferior do actuador de válvula 14 e o prolongamento de flange 23A. Numa tal concretização, o actuador de válvula 14 é empregue para levantar o pulverizador 20, pela aplicação de força à flange 21, a fim de expelir o combustível. Um conjunto de válvula (não totalmente mostrado) está localizado próximo da extremidade rebaixada do pulverizador 20 e permite ao combustível escoar-se através do pulverizador 20, apenas quando o actuador de válvula 14 é deprimido e o pulverizador 20 levantado.
Como será apreciado, a actuação do actuador de válvula 14 resulta, geralmente, em movimento para cima do actuador de válvula, na vizinhança do pulverizador 20. Contudo, na concretização representada na Fig. 2, o pulverizador 20 permanece para baixo, durante o movimento para cima inicial do actuador de válvula 14, na vizinhança do pulverizador 20, devido à acção da mola compensadora 11. Mais especificamente, o pulverizador 20 apenas se move para cima logo que o actuador de válvula, na vizinhança do pulverizador 20, se move para cima de uma amplitude suficiente, de tal modo que uma superfície de topo do actuador de válvula 14, na vizinhança do pulverizador 20, contacta com a flange
84 812 ΕΡ Ο 688 413/ΡΤ 18 21. Vantajosamente, a depressão do actuador de válvula, enquanto o isqueiro está na sua configuração trancada, embora possivelmente obrigue o actuador de válvula, na vizinhança do pulverizador 20, a mover-se para cima, devido, por exemplo, a uma folga entre a porção que interfere no actuador de válvula 16B e a porção que interfere no alojamento 12B, não resultará em qualquer movimento para cima do pulverizador de combustível. Por conseguinte, o combustível não será liberto, na eventualidade do actuador de válvula ser deprimido, enquanto o isqueiro está numa configuração trancada. Como será apreciado, é desejável a utilização de uma mola compensadora em isqueiros, que incluem uma folga que permite alguma depressão de um actuador de válvula trancado, que de outro modo poderia libertar o combustível, devido a uma tal depressão. O isqueiro 10 compreende, além disso, uma pedra de isqueiro de produção de faíscas 22, montada dentro de uma perfuração 24, definida pela pedra de isqueiro e o alojamento da mola 29 no corpo principal 12. A pedra de isqueiro 22 é pressionada para a superfície dentada 19 do conjunto de roda 18 pela mola 26. O conjunto de roda de produção de faíscas 18, que inclui a superfície dentada 19 que é, de preferência, adequadamente endurecida e contra a qual a pedra de isqueiro 22 é pressionada, está montada para rotação entre as porções de prolongamento de parede lateral 13, de uma maneira convencional. A superfície dentada 19 inclui recortes adequados que definem os dentes, de tal modo que, quando o conjunto de roda de produção de faíscas 18 é rodado, a superfície dentada 19, corta a pedra de isqueiro 22, provocando a geração de faíscas de ignição. Além disso, o conjunto de roda de produção de faíscas 18 inclui recortes adequados 17, os quais facilitam a rotação do conjunto de roda de produção de faíscas 18, por meio de um dedo de operador. O corpo principal 12 define uma câmara interna 15, a qual é cheia com um combustível 9, tal como combustível butano, capaz de se vaporizar de uma maneira convencional, para produzir um meio gasoso, que passa através do pulverizador de combustível 20 sob o controlo de uma válvula. O corpo principal 12 é construído de qualquer material, ou materiais, estrutural adequado, e é, de preferência, construído a partir de um material de plástico. É proporcionada uma protecção 32, de preferência, construída em metal, que funciona como um guarda-vento em torno da chama, ajudando, desse modo, a ignição do combustível.
Como será apreciado, o corpo principal 12 envolve qualquer parte, porção, estrutura ou subestrutura do isqueiro, excepto o actuador de válvula e de mola, o 84 812 ΕΡ Ο 688 413/ΡΤ 19
conjunto de roda de produção de faíscas, a pedra de isqueiro e a mola, o conjunto de válvula, e os meios de trinco. Por conseguinte, assume-se que, o que será descrito como a porção de interferência no alojamento 12B, inclui qualquer tal peça, porção, etc.
Como representado nas Figs. 1 e 2, é proporcionada uma abertura entalhada 25 na porção de corpo 12 para acomodar o actuador de válvula 14 e o trinco 16 e, em particular, o movimento vertical do actuador de válvula 14 e o movimento para dentro, bem como o movimento vertical do trinco 16. Como será apreciado, as Figs. 1 e 2 representam o isqueiro numa configuração trancada, isto é, uma configuração pré-definida. Nesta configuração trancada, o trinco 16 é posicionado entre o actuador de válvula 14 e alojamento 12 e evita a depressão do actuador de válvula 14, evitando, desse modo, a actuação dos meios de válvula e assim a libertação de combustível.
Referindo agora a Fig. 2, o trinco 16 está representado na sua configuração trancada, em que uma porção de interferência 16A do trinco 16 está posicionada e configurada, de modo a interferir com a depressão do actuador de válvula 14 e evitar a mesma. Mais especificamente, uma porção de interferência 14A do actuador de válvula 14 contacta a porção de interferência 16A do trinco 16, quando da tentativa de depressão do actuador de válvula 14, evitando assim a libertação de combustível do pulverizador de combustível 20. Nesta configuração trancada, o trinco 16 é impedido de qualquer percurso para baixo pelo contacto entre a porção de interferência 16B do trinco 16 e a porção de interferência 12B do corpo principal 12. Em alternativa, qualquer percurso para baixo do actuador de válvula 14 pode ser evitado por uma outra porção do trinco 16, que contacta uma outra porção do corpo 12 ou uma outra porção do trinco 16, que contacta outra porção do actuador de válvula 14. Como será explicado em pormenor, em conjunção com as Figs. 3-8, o trinco 16 é móvel para dentro e para baixo, após o que a porção de interferência de trinco 16B já não fica alinhada com a porção de interferência de alojamento 12B, e a porção de interferência de trinco 16A é separada da porção de interferência do actuador de válvula 14B, permitindo assim a depressão do actuador de válvula 14. Especificamente, a porção de interferência de trinco 16B é movida para dentro e para baixo, pelo menos, parcialmente dentro de um entalhe ou cavidade 27, conformada adequadamente para receber uma porção de trinco 16, que inclui uma porção de ponta, a qual por sua vez inclui a porção de interferência 16B. De preferência, a cavidade 27 é conformada de modo a acomodar a porção de ponta do trinco 16, que inclui a porção de interferência 16B.
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Um utilizador que deseja actuar no isqueiro deve, em primeiro lugar, forçar a porção de ponta do trinco 16, e assim a porção de interferência 16B, para fora da interferência com a porção de interferência 12B do corpo 12. Isto é conseguido por um utilizador que move o trinco 16 para dentro, de modo que a porção de interferência 16B é movida, pelo menos, parcialmente para dentro da cavidade 27. Especificamente, um utilizador aplica uma componente de força a uma porção de actuação por dedo do trinco 16, de modo a forçar a sua porção de ponta para dentro e para baixo dentro da cavidade 27. Como será explicado em conjunção com as Figs. 3 a 8, logo que um utilizador move o trinco 16, suficientemente para dentro e para baixo na sua posição destrancada, o trinco permanecerá na sua posição destrancada até um utilizador deprimir e libertar o actuador de válvula.
Referindo agora a Fig. 3, o actuador de válvula 14 e o trinco 16 estão representados com mais pormenor. O actuador de válvula 14 compreende uma superfície deprimível por dedo 31, prolongamentos 36, uma abertura de pulverização, tal como uma perfuração 38, e meios de retenção 37. Tais meios de retenção compreendem ilustrativamente dois canais, um localizado em cada um dos dois lados do actuador de válvula. As prolongamentos 36 são proporcionadas para engatar por encaixe em perfurações nas porções de parede lateral 13 da porção de corpo 12 para proporcionar o movimento de articulação do actuador de válvula, em torno dos prolongamentos 36. A perfuração 38 está adaptada para receber e apertar uma porção do pulverizador de combustível 20 entre as flanges 21 e 23. O actuador de válvula 14 é construído em material, que tem estabilidade dimensional suficiente e rigidez para continuamente, durante a vida do isqueiro, assegurar o posicionamento relativo adequado entre a porção de interferência 14A do actuador de válvula 14 e a porção de interferência 16A do trinco 16, e/ou entre a porção de interferência 16B do trinco 16 e porção de interferência 12B do alojamento 12. O actuador 14 é, de preferência, construída em zinco ou polieterimida com enchimento de vidro. Outros materiais ilustrativos, em que o actuador de válvula 14 pode ser construído são o alumínio e outros polímeros com enchimento de vidro, tais como polietersulfona ou semelhante, bem como combinações destes materiais. O trinco 16 inclui a estrutura de encaixe 39.Tal estrutura de encaixe 39 é conformada, configurada, posicionada e adaptada para coincidir (isto é, engatar e desengatar). Ilustrativamente, tal estrutura de encaixe de trinco compreende dois
84 812 ΕΡ Ο 688 413/ΡΤ 21 entalhes, um localizado em respectivas superfícies interiores, um localizado em respectivas superfícies interiores em cada um dos dois lados do trinco.
Como será apreciado, as estruturas de encaixe 37 e 39 podem tomar uma variedade de formas, posições e configurações. A sua estrutura específica não é crítica para o presente invento. Além disso, cada das estruturas 37 e 39 pode compreender qualquer número razoável (incluindo um) de estruturas separadas. Por exemplo, a estrutura de encaixe de actuador de válvula 37 pode compreender a concretização representada nas Figs. 3 a 8, embora a estrutura de encaixe de trinco 39 possa compreender quatro entalhes, dois localizados nas respectivas superfícies internas de cada um dos dois lados do trinco. Numa tal concretização, a estrutura de encaixe de actuador de válvula 37 engataria em dois entalhes da estrutura de encaixe de trinco 39 quando numa configuração trancada, bem como quando numa configuração destrancada. Como será descrito em conjunção com as Figs. 6 a 8, uma concretização preferida do isqueiro terá a estrutura 37 encaixando na estrutura 39, quando o isqueiro está na sua configuração destrancada. O trinco 16 é, de preferência, construído em material rígido e algo flexível, que seja suficíentemente resiliente para permitir o alargamento temporário da distância entre as duas saliências 39 do trinco 16, quando tais saliências deslizam dentro de canais 37 durante o movimento do trinco 16, entre a sua posição trancada e a sua posição destrancada. O trinco 16 é, de preferência, construído em qualquer plástico ou metal suficientemente resiliente, embora, uma grande variedade de outros materiais adequados com um grau suficiente de rigidez e memória elástica, possam ser empregues
Na configuração trancada ou fechada (Figs. 1 e 2), uma superfície superior da porção de interferência 16A do trinco 16 encosta-se a uma superfície inferior da porção de interferência 14A do actuador de válvula 14, e uma superfície inferior da porção de interferência 16B do trinco 16 encosta-se a uma superfície superior da porção de interferência 12B do corpo 12, evitando, desse modo, a depressão do actuador de válvula 14. Em alternativa, pode ser proporcionada um pequeno intervalo (Figs. 1 e 2) entre o trinco 16 e o actuador de válvula 14, ou entre o trinco 16 e o alojamento 12. Por exemplo, pode ser proporcionada um intervalo entre a superfície inferior da porção de interferência 16B do trinco 16 e a superfície superior da porção de interferência 12B do trinco 12.
Referindo de novo a Fig. 3, o trinco 16 é ligado de modo deslizável ao
84 812 ΕΡ Ο 688 413/ΡΤ 22 actuador de válvula 14 por meio da ranhura 33 formada no actuador 14. Tal ligação deslizável, assim bem como as formas relativas e configurações da ranhura 33 e da porção de trinco 16 que desliza dentro da ranhura 33, permite o trinco 16 mover-se para fora relativamente ao actuador de válvula 14, mas evita o movimento vertical do trinco 16 relativamente ao actuador de válvula 14.
Referindo agora a Fig. 4, está representada uma vista do lado inferior do actuador de válvula 14 da Fig. 3. Uma porção 35 do actuador de válvula 14 é adaptada para receber a mola 30, como representado na Fig. 2, e pode tomar uma variedade de formas, tais como um componente saliente ou, em alternativa, um entalhe ou perfuração parcialmente dentro do actuador de válvula 14. O pulverizador de combustível é mantido ilustrativamente na perfuração 38 pelas flanges do pulverizador de combustível 21 e 23 e meios de mola 11 (Fig. 2), os quais têm um diâmetro maior do que o de uma porção correspondente da perfuração 38. A Fig. 5 representa o lado de baixo do trinco 16 da Fig. 3. O tamanho, a conformação e a configuração do trinco 16 facilita a retenção do isqueiro numa configuração destrancada, bem como a estabilização do trinco 16 dentro do isqueiro, e assegura o posicionamento adequado e a retenção do trinco 16 na abertura entalhada 25 especialmente quando o trinco é movido. A porção de actuação por dedo 16C do trinco 16 é empregue por um utilizador para mover o trinco e, em particular, mover a sua porção de interferência 16B, para dentro de modo a ficar alinhada com a cavidade 27 do alojamento 12.
As Figs. 6, 7 e 8 são cada um delas vistas em corte transversal do actuador de válvula e do trinco da Fig. 3, quando nas suas configurações trancada (Fig. 6), destrancada (Fig. 7) e intermédia (Fig. 8). Mais especificamente, a Fig. 6 representa o trinco 16 na sua posição trancada na qual os meios de retenção de trinco 39 são mantidos nos canais de actuador de válvula 37, nas suas posições de descanso ou trancada. Além disso, a porção de engate de trinco 16D é separada do recorte 14C por um pequeno intervalo. Como será apreciado, o trinco 16 está, de preferência, sem qualquer carga como está representado na Fig. 6. A Fig. 7 representa o trinco 16 na sua posição destrancada em que a estrutura de encaixe de trinco 39 está engatada na estrutura de encaixe do actuador de válvula 37, ou encaixada na mesma. Como será apreciado, o trinco 16 está, de preferência, sem carga, como está representado na Fig. 7.
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Vantajosamente, ο trinco 16 pode apenas ser movido da sua posição trancada para a sua posição destrancada por meio de uma força externa, isto é, uma força aplicada por um utilizador ao trinco 16. Tal força deve ser suficiente para provocar que a distância entre os dois entalhes da estrutura 39 do trinco 16 aumente, de modo que as estruturas 37 e 39 engatem. Por conseguinte, na ausência da aplicação de tal força, o isqueiro do presente invento é normalmente mantido na sua configuração trancada.
Como será apreciado, o trinco 16 está sob carga apenas durante a transição entre a sua posição trancada e a sua posição destrancada. Por conseguinte, o trinco 16 pode ser construído a partir de uma escolha relativamente grande de materiais, os quais não têm necessariamente de ser capazes de suportar uma carga constante. Além disso, devido aos materiais relativos a partir dos quais o actuador de válvula 14 e trinco 16 são construídos, e devido às suas formas e configurações relativas, apenas o trinco 16 é deformado durante a transição entre as suas posições trancada e destrancada. Na concretização preferida ilustrada nas Figs. 6-8, tal deformação compreende um alargamento temporário da distância entre os dois entalhes da estrutura de encaixe 39. Contudo, o trinco 16 não pode ser colocado numa posição e manter uma posição, a qual é intermédia das posições trancada e destrancada.
Referindo agora a Fig. 8, o actuador de válvula 14 e o trinco 16 são representados numa configuração, a qual é intermédia da configuração trancada da Fig. 6 e da configuração destrancada da Fig. 7. Como representado na Fig. 8, o trinco 16 está sob carga e é temporariamente deformado. A configuração representada na Fig. 8 ocorre durante um período de tempo breve, quando o trinco 16 é movido da sua posição trancada para a sua posição destrancada, e a partir da sua posição destrancada para a sua posição trancada. Como será apreciado, a configuração representada na Fig. 8 não pode manter-se por sistema mesma. Especificamente, devido ao componente de força exercido pelo actuador de válvula no trinco, o trinco é pressionado para a direita da Fig. 8, para fora do actuador de válvula e para a sua posição trancada. Por outras palavras, o trinco 16 é apertado para fora do actuador de válvula 14 na configuração representada na Fig. 8. Tal pressão permite ao isqueiro retornar automaticamente à sua configuração trancada, logo que o isqueiro tiver sido actuado. Evidentemente, não existe tal pressão na configuração representada nas Figs 6 ou 7, uma vez que o trinco 16 não está sob qualquer carga nas suas posições trancada (Fig. 6) e destrancada
84 812 ΕΡ Ο 688 413/ΡΤ (Fig.7).
Vantajosamente, os materiais e as configurações do actuador de válvula 14 e do trinco 16, bem como as suas conformações provocam que o actuador de válvula 14 force o trinco 16 para fora do actuador 14 para todas as posições do trinco, entre as duas posições extremas representadas nas Figs. 6 e 7 pressionando, desse modo, o trinco dentro da sua posição trancada uma vez o mesmo desengate o actuador. Além disso, tais materiais, configurações e conformações facilitam a retenção do isqueiro e, em particular, o trinco 16, numa posição ou configuração destrancada ou de não interferência, logo que o trinco for colocado numa tal posição ou configuração destrancada, e até o actuador de válvula 14 ser premido e liberto. A Fig. 9 representa esquematicamente um isqueiro do tipo piezoeléctrico, em que o presente invento pode ser empregue. O isqueiro piezoeléctrico compreende meios de percutor e de libertação de combustível 64, meios de produção de faíscas 66, interruptor de corte eléctrico opcional 68, meios de trinco 70 e meios de válvula 71. O isqueiro piezoeléctrico opera numa maneira convencional excepto para depressão dos meios de percutor 64, os quais são evitados por meio da inclusão dos meios de trinco 70 funcionais de acordo com o presente invento. Ilustrativamente, tais meios de trinco compreendem um trinco, o qual evita a produção de faíscas. Em particular, os meios de trinco 70 podem evitar a produção de faíscas, isolando eléctrica e/ou mecanicamente uma fonte de energia dos meios de produção de faíscas. Em alternativa, os meios de trinco podem ser dispostos para evitarem selectivamente apenas o escoamento de combustível ou podem ser dispostos para selectivamente evitarem não só a produção de faíscas mas também o escoamento de combustível. Como representado na Fig. 9, o isqueiro está numa configuração trancada, logo que os meios de trinco 70 são posicionados de modo a evitar a actuação dos meios de percutor 64. Além disso, o interruptor 68 está representado numa posição aberta ou desligada. Como será apreciado, a incorporação do interruptor opcional 68 requer que o mesmo seja fechado e que os meios de trinco 70 sejam destrancados, para o combustível ser inflamado. A Fig. 10 representa esquematicamente o isqueiro do tipo piezoeléctrico da Fig. 9 numa configuração destrancada. Em particular, os meios de trinco 70 são posicionados de modo a permitir a actuação do meio de percutor 64. Além disso, o interruptor 68 está representado numa posição fechada ou ligada. Como será
84 812 ΕΡ Ο 688 413/ΡΤ 25 apreciado, a incorporação do interruptor opcional 68 requer que o mesmo seja fechado e que os meios de trinco 70 sejam destrancados, para o combustível ser inflamado.
As Figuras 9 e 10 são apenas ilustrações esquemáticas de uma aplicação do presente invento a isqueiros piezoeléctricos. O movimento do trinco mostrado nas Figs. 9 e 10 não representa necessariamente o movimento do trinco como definido nas reivindicações.
Vantajosamente, o invento presente faz retornar automaticamente o trinco para a sua posição trancada, depois do isqueiro ter sido activado e, em particular, depois do actuador de válvula ter sido deprimido e liberto. A força de pressão descrita em conjunção com a Fig. 8 facilita tal retorno automático, como o fazem os meios de excêntrico 5, que estão representados nas Figs. 1, 11 e 12, como uma rampa em cada lado do isqueiro. As rampas são de preferência integralmente formadas no alojamento 12. Tal retorno automático será agora descrito ainda em conjunção com as Figs. 1, 11 e 12.
No funcionamento do presente invento, e como representado nas Figs. 1,11 e 12, um utilizador deve, em primeiro lugar mover o trinco 16 num sentido para dentro (Fig. 11), de modo a deslocar suficientemente a porção de interferência 16B do trinco 16, fora da interferência com a porção de interferência 12B do alojamento 12, e, pelo menos, parcialmente alinhada com a porção de interferência 16B do trinco 16 com a cavidade 27 no alojamento 12, de modo a finalmente permitir a depressão do actuador de válvula 14 e o movimento para baixo do trinco. Para facilitar a retenção do trinco 16 numa posição de não interferência, o trinco 16 é deslocado suficientemente para dentro, de modo que a estrutura do trinco 39 engate na estrutura do actuador de válvula 37. (ver também as Figs. 6 a 8).
Além disso, logo que o trinco for deslocado, de modo a provocar que as estruturas 37 e 39 engatem, uma porção do trinco encostar-se-á ou encostar-se-á aproximadamente aos meios de excêntrico, como melhor visto na Fig. 11. Por conseguinte, os meios de excêntrico 5 pode também funcionar como um componente de batente para limitar o movimento para dentro do trinco 16 e proporciona informação de retorno a um utilizador. Tal deslocamento do trinco 16 coloca o isqueiro numa configuração destrancada, como representado na Fig. 11. A depressão do actuador de válvula 14 neste ponto e a rotação adequada do conjunto de roda de produção de faíscas 18 obrigará o isqueiro a funcionar, e
84 812 ΕΡ Ο 688 413/ΡΤ 26 obrigará também ο actuador de válvula 14, bem como o trinco 16 a deslocarem-se para baixo como indicado na Fig. 12. Em particular, as faíscas assim produzidas inflamarão o combustível gasoso, o qual pode ser expelido do pulverizador de combustível, quando o actuador de válvula 14 levanta o pulverizador, actuando, desse modo, a válvula. A acção de levantamento do actuador de válvula 14 numa vizinhança próxima do pulverizador liberta combustível da câmara de combustível, permitindo, desse modo, o escoamento de combustível como um meio gasoso através do pulverizador e a subsequente queima de tal combustível.
Além disso, a depressão do actuador de válvula 14 obriga o trinco 16 a desengatar do actuador de válvula 14 e assim a mover-se para fora para a sua posição trancada. Mais especificamente, como o actuador 14 força o trinco 16 para baixo, os meios de excêntrico 5 forçam o trinco 16 para fora relativamente ao actuador de válvula 14. Por conseguinte, tal movimento para baixo força a estrutura do trinco 39 a desengatar da estrutura do actuador 37 e o trinco 16 mover-se para fora para a sua posição trancada. Além disso, e.como descrito em conjunção com as Figs. 6 a 8, o movimento para fora do trinco 16 é também devido às conformações, materiais e configurações relativas do actuador de válvula 14 e do trinco 16, que provoca que o actuador de válvula 14 force o trinco 16 para fora. O movimento para fora do trinco 16 a partir da sua posição destrancada (Fig. 11) para a sua posição trancada (Fig. 1), na concretização preferida, pode, em geral, ser considerada como sendo inicialmente devida aos meios de excêntrico 5, que servem para desengatar o trinco 16 e actuador 14, e depois devido às forças exercidas pelo actuador 14 sobre o trinco 16.
Assim, a concretização presentemente preferida do invento pode ser colocada numa configuração destrancada, a partir da sua configuração trancada pré-definida, pelo deslocamento suficiente da porção de interferência 16B relativamente à porção de interferência 12B. Isto pode ser conseguido movimentando a porção de interferência 16B para engate na cavidade 27. Vantajosamente, o percurso definido por tal movimento é o mesmo para utilizadores destros e canhotos, e cada um destes utilizadores pode desbloquear o isqueiro com a mesma facilidade relativa. Assim, o isqueiro do presente invento permite a cada utilizador, destro ou esquerdo, actuar o isqueiro pressionando adequadamente o trinco para fora da interferência com o corpo do isqueiro, e não requer percursos separados ou estruturas para se adaptar a utilizadores destros e canhotos.
Mais especificamente, proporcionando um único percurso para o trinco 16 seguir, quando o isqueiro é reconfigurado da configuração trancada para a configuração destrancada, percurso que não favorece qualquer dos utilizadores destros e canhotos mais do que o outro, embora ambos estes utilizadores empreguem o mesmo percurso, estes utilizadores sentir-se-ão igualmente confortáveis na actuação do isqueiro sem porem em causa a eficácia do trinco do isqueiro.
As Figs. 13 a 17 representam a sequência das operações requeridas para destrancar o isqueiro pelo posicionamento da porção de interferência 16B na cavidade 27 do alojamento 12. Em particular, a Fig. 13 representa o trinco 16 e o actuador de válvula 14 na configuração pré-definida ou trancada. Como será apreciado, cada das Figs. 6 e 13 representam o trinco e o actuador de válvula na mesma configuração trancada. Nesta configuração, a depressão do actuador de válvula 14 por pressão do dedo sobre a superfície 31 é evitada pelo contacto entre a porção de interferência 14A do actuador de válvula 14 e a porção de interferência 16A do trinco 16, bem como o contacto entre a porção de interferência 16B do trinco 16 e a porção de interferência 12B do alojamento 12. Como representado na Fig. 13, o actuador de válvula 14 e trinco 16 são privados de qualquer movimento para baixo adicional, logo que a porção de interferência 16B do trinco 16 se encosta na porção de interferência 12B do corpo 12, excepto para um pequeno intervalo entre si. Para facilidade de representação, o intervalo entre as porções 16B e 12B nas figuras não está necessariamente desenhado à escala. Além disso, um tal intervalo não é necessário para o funcionamento adequado do invento. A Fig. 14 representa o trinco 16 e o actuador de válvula 14 numa configuração destrancada pronta para depressão do actuador de válvula 14. Como será apreciado, cada uma das Figs. 7 e 14 representa o trinco e o actuador de válvula na mesma configuração destrancada. O trinco 16, que inclui a sua porção de interferência 16B, foi movido para dentro como indicado pela seta dentro do alinhamento com a cavidade 27, que é ilustrativamente formada no alojamento 12. Vantajosamente, devido ao engate da estrutura de encaixe do actuador de válvula 37 com a estrutura de encaixe de trinco 39 (Fig. 7), quando o trinco 16 é movido suficientemente para dentro, a remoção da pressão de fixação da porção de actuação por dedo 16C não resultará no trinco 16 deslizando para a sua posição trancada, mas manterá o isqueiro na configuração destrancada representada na Fig. 14, até o actuador de válvula 14 ser deprimido. Por outras palavras, o isqueiro pode estar pronto para actuação e produção de chama pela aplicação de força
84 812 ΕΡ Ο 688 413/ΡΤ 28 adequada à porção de actuação por dedo 16C para mover o trinco 16, que inclui a porção de interferência 16B, num sentido para dentro de modo a provocar que a estrutura de encaixe do actuador de válvula 37 engate na estrutura de encaixe do trinco 39, colocando, desse modo, a porção de interferência 16B alinhada com a cavidade 27. A aplicação da pressão do dedo à superfície deprimivel por dedo do actuador de válvula 14, como representado na Fig. 14, produzirá a configuração representada na Fig. 15, em que o actuador de válvula 14 foi deprimido, permitindo, desse modo, ao combustível escoar-se através da válvula e do pulverizador de combustível (não mostrado). Em particular, e como mais claramente representado na Fig. 16, tal depressão do actuador de válvula 14 provocará a compressão da mola 30 e forçará o pulverizador de combustível 20 para cima e parcialmente fora do alojamento da válvula 28 e da porção de corpo 12. Tal levantamento do pulverizador de combustível 20 para cima permitirá ao combustível escoar-se da câmara 15 através da válvula e para fora do pulverizador 20, após o que será inflamado pelas faíscas produzidas pela pedra de isqueiro 22 e pela superfície dentada 19 da roda do conjunto de produção de faíscas 18. Tal combustível continuará a escoar-se e a queimar, enquanto for mantida pressão suficiente sobre o actuador de válvula 14. O movimento para baixo do actuador de válvula 14 é limitado pela porção de interferência de trinco 16B que contacta uma porção do alojamento 12 na vizinhança geral da cavidade 27 e adjacente à porção de interferência do alojamento 12B, como representado nas Figs. 15 e 16.
Como observado nas Figs. 15 e 16, a depressão do actuador de válvula 14 pressiona o actuador de válvula para baixo, bem como para for a para a sua posição trancada. Enquanto o actuador de válvula 14 permanecer deprimido, tal movimento para fora é limitado por meio do contacto entre o trinco 16 e o alojamento 12, na vizinhança geral das porções 12B e 16B. Tal movimento para fora é inicialmente devido ao contacto entre o trinco 16 e os meios de excêntrico 5 (Figs. 1, 11, 12), quando o trinco é movido para baixo. Tal contacto obriga o trinco 16 a desengatar do actuador 14, pelo desengate da estrutura de trinco 39 da estrutura do actuador 37, fazendo com que o trinco 16 se mova para fora. O movimento para fora do trinco 16 é também devido às conformações, materiais e configurações relativas do actuador de válvula 14 e do trinco 16 que provocam que o actuador 14 force o trinco 16 para for a, como descrito em conjunção com as Figs. 6 a 8. Por conseguinte, o trinco 16 é pressionado para fora pelos meios de excêntrico 5, bem como o actuador de válvula 14. 29 84 812 ΕΡ Ο 688 413/ΡΤ
Como representado na Fig. 17, uma vez removida a pressão do actuador de válvula 14, o actuador de válvula mover-se-á para cima devido à força de pressão proporcionada pela mola 30, e a chama será extinta. Vantajosamente, quando o actuador de válvula 14 se move para cima, o trinco 16 move-se para cima para a sua posição trancada. Além disso, quando o actuador de válvula 14 se move para cima e o trinco 16 faz o mesmo, devido à porção do trinco 16, a qual está dentro da ranhura 33 do actuador de válvula 14 (Fig. 3). Como descrito em conjunção com as Figs. 15 e 16, a depressão do actuador de válvula 14 provoca que o trinco 16 se mova para fora e desengate do actuador 14, pelo desengate da estrutura de trinco 39 da estrutura de actuador 37. Contudo, mesmo quando o actuador de válvula 14 está totalmente deprimido, o trinco 16 não está totalmente para for a e não está totalmente trancado, devido à interferência entre o trinco e o alojamento na vizinhança da porção de interferência 12B e a porção de interferência de trinco 16B, como melhor visto nas Figs. 15 e 16. O trinco 16 entrará na sua posição totalmente trancada apenas quando o actuador de válvula é movido totalmente para cima, permitindo assim que o trinco se mova totalmente para fora. Como descrito em conjugação com as Figs. 6 a 8, bem como com as Figs. 15 e 16, as conformações, materiais e configurações relativas do actuador de válvula 13 e do trinco 16 provocam que o actuador 14 force o trinco 16 totalmente para fora.
Embora seja evidente que o invento aqui descrito está bem adaptado para satisfazer os objectos estabelecidos acima, será apreciado que numerosas modificações e concretizações podem ser imaginadas por os especialistas na arte.
Mais especificamente, os meios de trinco e o isqueiro descritos e reivindicados aqui, não estão limitados à utilização em isqueiros descartáveis. Para além disso, o presente invento não está limitado aos meios de trinco, nos quais um trinco é movido apenas num sentido para dentro para uma posição destrancada. De modo semelhante, o trinco pode ser posicionado noutras localizações dentro do corpo do isqueiro, de modo a evitar a depressão do actuador de válvula, interferindo com as outras porções do actuador de válvula.
Lisboa, -9. JUN. I*. t
Por BIC CORPORATION - O AGENTE OFICIAL -
V Τνϊονιο joàl
O ADJUNTO
DA CUwnA FERREIRA
Ag. Uj. r^r. Ind.
Ruo des Flores, 74 - 4.* ieOQ LISBOA
Claims (20)
- 84 812 ΕΡ Ο 688 413/ΡΤ 1/5 REIVINDICAÇÕES1 - Isqueiro (10) que compreende um alojamento (12), que define um reservatório de combustível (15), meios de válvula (20, 21, 23, 23A, 71), para libertação de combustível do dito reservatório de combustível (15), meios para ignição o combustível libertado (17, 18, 19, 22, 66), meios de actuador (14, 64), engatado funcionalmente nos ditos meios de válvula (20, 21,23, 23A, 71) de modo que o combustível seja liberto, quando os ditos meios de actuador (14, 64) são deprimidos ao longo de um eixo longitudinal do dito alojamento (12), em que os meios de interferência (16, 70) são posicionados relativamente ao dito alojamento (12) e os ditos meios de actuador (14, 64) para evitar o movimento dos ditos meios de actuador (14, 64) ao longo do eixo longitudinal do dito alojamento (12), quando numa posição fechada, sendo os ditos meios de interferência (16, 70) selectivamente móveis para dentro para do eixo longitudinal para uma posição aberta fora da interferência com os ditos meios de actuador (14, 64), permitindo, desse modo, aos ditos meios de actuador (14, 64) serem deprimidos, e incluindo os ditos meios de interferência (16, 70) uma porção prolongada deformável de modo resiliente que coopera com um elemento de encaixe (37) nos ditos meios de actuador (14, 64), para segurar os ditos meios de interferência (16, 70) na dita posição aberta, em que a dita porção deformável está numa condição relaxada e não deformada na dita posição aberta, a dita porção deformável é deformada pelo dito elemento de encaixe (37), quando os ditos meios de interferência (16, 70) são movidos para dentro, e a dita porção deformável retorna à condição não deformada e está sem carga quando os ditos meios de interferência (16, 70) estão na dita posição fechada; e meios de excêntrico (5), associados ao dito alojamento (12) e que engatam funcionalmente nos ditos meios de interferência (16, 70), quando os ditos meios de actuador (14, 64) são deprimidos para mover os ditos meios de interferência (16, 70) para fora do dito eixo longitudinal e para dentro da dita posição fechada, sendo a dita porção deformável deformada pelo dito elemento de encaixe (37) durante tal movimento para fora.
- 2 - Isqueiro de acordo com a reivindicação 1, em que os ditos meios de actuador (14, 70) incluem meios salientes (37) em ambos os lados do mesmo, que formam o dito elemento de encaixe (37), e os ditos meios de interferência (16, 70) incluem meios de entalhe (39), formados na dita porção deformável de modo84 812 ΕΡ Ο 688 413/ΡΤ 2/5 resiliente, para encaixe nos ditos meios salientes (37), sendo os ditos meios de interferência (16, 70) retidos normalmente na dita posição fechada por interferência de modo resiliente com os ditos meios de actuador (14, 64).
- 3 - Isqueiro de acordo com a reivindicação 2, em que os ditos meios de interferência (16, 70) são retidos na dita posição aberta pelos ditos meios salientes (37) que se encaixam de modo resiliente nos ditos meios de entalhe (39).
- 4 - Isqueiro, de acordo com a reivindicação 3, em que os ditos meios de interferência (16, 70) consistem um trinco, que tem uma porção de interferência (16B), a qual é móvel para dentro para o eixo longitudinal do dito alojamento (12) dentro do alinhamento com uma cavidade (27) no dito alojamento (12).
- 5 - Isqueiro de acordo com a reivindicação 4, em que o dito trinco (16, 70) está montado de modo deslizável nos ditos meios de actuador (14, 64).
- 6 - Isqueiro de acordo com a reivindicação 3, em que os ditos meios para ignição (17, 18, 19, 22) compreendem material de pedra de isqueiro (22) e uma roda de produção de faíscas (18), que tem uma superfície dentada (19), posicionada e disposta para contactar selectivamente por fricção com o dito material de pedra de isqueiro (22).
- 7 - Isqueiro de acordo com a reivindicação 3, em que os ditos meios para ignição (66) compreendem meios de produção de faíscas eléctricos.
- 8 - Isqueiro de acordo com a reivindicação 3, em que os ditos meios para ignição (66) compreendem meios de produção de faíscas piezoeléctricos.
- 9 - Isqueiro de acordo com a reivindicação 1, em que os ditos meios de interferência (16, 70) são móveis ao longo apenas de um único percurso da dita posição fechada para a dita posição aberta.
- 10 - Isqueiro (10) mantido normalmente numa configuração trancada, compreendendo o dito isqueiro (10) um alojamento (12), que tem um eixo longitudinal, meios de abastecimento de combustível (15), para abastecimento de combustível, meios de ignição (17, 18, 19, 22, 66) para ignição do dito combustível, meios de válvula (20, 21, 23, 23A, 64, 71) para controlo do escoamento do dito combustível, e um actuador de válvula (12, 64), funcionalmente engatado nos ditos84 812 ΕΡ Ο 688 413/ΡΤ 3/5 meios de válvula (20, 21,23, 23Α, 64, 71), em que o dito actuador de válvula (14, 64) evita o escoamento do dito combustível, quando numa primeira posição e é deprimível ao longo do dito eixo longitudinal dentro de uma segunda posição para permitir o escoamento do combustível; um componente de trinco (16, 70), separado do dito actuador de válvula (14, 64), é posicionado, pelo menos, parcialmente por debaixo do dito actuador de válvula (14, 64) numa primeira posição, que impede normalmente que o dito actuador de válvula (14, 64) seja deprimido para dentro da dita segunda posição, por interferência com o movimento do mesmo ao longo do eixo longitudinal do dito alojamento (12); o movimento para dentro do dito componente de trinco (16, 70), para o eixo do dito alojamento (12), permite que uma porção de interferência (16B) do dito componente de trinco (16, 70), fique alinhada com uma cavidade (27) no dito alojamento (12), e coloca o dito isqueiro (10) numa configuração destrancada, tendo dita cavidade (27) tamanho suficiente para acomodar a dita porção de interferência (16B), de modo a permitir o dito actuador de válvula (14, 64) seja deprimido; e os meios de excêntrico (5), que compreendem uma superfície vertical do dito alojamento de isqueiro (12), estão dispostos para interferirem com o dito componente de trinco (16, 70) na configuração destrancada, quando o dito actuador de válvula (14, 64) é deprimido e o dito componente de trinco (16, 70) é movido para baixo ao longo de um sentido paralelo ao eixo longitudinal e em contacto com a dita superfície vertical, forçando os ditos meios de excêntrico (5) o dito componente de trinco (16, 70) para fora do dito eixo longitudinal dentro da sua primeira posição e o dito isqueiro (10) fora da sua configuração destrancada, quando o dito actuador de válvula (14, 64) é deprimido.
- 11 - Isqueiro (10) de acordo com a reivindicação 10, em que os ditos meios de ignição (17, 18, 19, 22) compreendem uma roda de produção de faíscas (18) e uma pedra de isqueiro (22), pressionada contra a dita roda (18), e em que as faíscas são produzidas pela rotação da dita roda (18).
- 12 - Isqueiro (10) de acordo com a reivindicação 10, em que os ditos meios de ignição (66) compreendem meios de produção de faíscas eléctricos.84 812 ΕΡ Ο 688 413/ΡΤ 4/5
- 13 - Isqueiro (10) de acordo com a reivindicação 10, em que os ditos meios de ignição (66) compreendem meios de produção de faíscas piezoeléctricos.
- 14 - Isqueiro (10) de acordo com a reivindicação 10, em que o dito componente de trinco (16, 70) é constrangido para mover-se ao longo apenas de um único percurso, quando o dito isqueiro (10) é configurado a partir da dita configuração trancada para a dita configuração destrancada.
- 15 - Isqueiro (10) de acordo com a reivindicação 10, em que o dito isqueiro (10) é mantido em cada das ditas configurações trancada e destrancada por meio da interacção entre o dito componente de trinco (16, 70) e o dito actuador de válvula (14, 64).
- 16 - Isqueiro (10) de acordo com a reivindicação 10, em que o dito componente de trinco (16, 70) é ligado de modo deslizável ao dito actuador de válvula (14, 64) entre as ditas configurações trancada e destrancada.
- 17 - Isqueiro (10) de acordo com a reivindicação 16, em que o dito componente de trinco (16, 70) está sem carga em cada das ditas configurações trancada e destrancada.
- 18 - Isqueiro (10) de acordo com a reivindicação 10, em que: o dito actuador de válvula (14, 64) é um actuador que é deprimível pelo dedo polegar funcionalmente engatado nos ditos meios de válvula (20, 21, 23, 23A, 64, 71), de modo que quando o dito actuador de válvula (14, 64) é deprimido ao longo de um eixo longitudinal do dito alojamento (12), é liberto o combustível; o dito actuador de válvula (14, 64) tem saliências (37) em ambos os lados do mesmo; o dito componente de trinco (16, 70) é um trinco em forma de U, disposto entre o dito actuador de válvula (14, 64) e uma porção (12B) do dito alojamento (12), para evitar que o dito actuador de válvula (14, 64) de seja deprimido por encosto, pelo menos, na dita porção (12B) do dito alojamento (12); o dito componente de trinco (16, 70) tem entalhes (39) em ambos os lados do mesmo; 84 812 ΕΡ Ο 688 413/ΡΤ 5/5 ο dito componente de trinco (16, 70) é selectivamente móvel para dentro para o eixo longitudinal do dito alojamento (12), de tal modo que as ditas saliências (37) engatam e encaixam-se nos ditos entalhes (39), retendo, desse modo, o dito componente de trinco (16, 70) para dentro; e o dito movimento para dentro do dito componente de trinco (16, 70) produz um espaço vazio entre o dito componente de trinco (16, 70) e o dito alojamento (12), de tamanho suficiente para permitir que o dito actuador de válvula (14, 64) seja deprimido, de modo a permitir ao combustível ser liberto dos ditos meios de abastecimento de combustível (15).
- 19 - Isqueiro de acordo com a reivindicação 10, em que o dito componente de trinco (16, 70) é fixo de modo deslizável ao dito actuador de válvula (14, 64).
- 20 - Isqueiro de acordo com a reivindicação 10, em que os ditos meios de ignição (17, 18, 19, 22) incluem um material de pedra de isqueiro (22) e uma roda de produção de faíscas rotativa (18), que tem uma superfície dentada (19), posicionada e disposta para contactar selectivamente com fricção o dito material de pedra de isqueiro (22). Lisboa, _9 Ά 2ϋϋυ Por BIC CORPORATION -O AGENTE OFICIAL-ÊMG.· ANTÔNIO JOÃO l DA CUNHA fERRElRA j Ag. O), rr. mo. ftus das Flores, 74-4. . 1 S O O LlSBi O ADJUMTO
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