PT752857E - Processo aperfeicoado de sintese para 6,9-bis¬(2-aminoetil)-amino|-benzo¬g|isoquinolina-5,10-diona e o seu sal dimaleato - Google Patents

Processo aperfeicoado de sintese para 6,9-bis¬(2-aminoetil)-amino|-benzo¬g|isoquinolina-5,10-diona e o seu sal dimaleato Download PDF

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Description

1
q-5Z ^7-
Descrição “Processo aperfeiçoado de síntese para 6,9-bis[(2-aminoetil)-amino]--benzo[g]isoquinolina-5,10-diona e o seu sal dimaleato”
ANTECEDENTES DA INVENÇÃO
CAMPO DA INVENÇÃO A mitoxantrona (Mitox), uma 1,4-bis(aminoalquilamino)-antraceno-9,10--diona antitumor, encontra-se presentemente a ganhar um lugar importante na gestão clínica de leucemias e linfomas bem como na terapia de combinação de cancros adiantados da mama e dos ovários. Muito embora a Mitox seja dotada de um perfil de tolerabilidade melhorada em comparação com a doxorubicina (DX) e com outras antraciclinas, este fármaco não se encontra desprovido de efeitos secundários tóxicos significativos, especialmente os que se encontram associados com a mielossupressão e cardiotoxicidade. Em particular, o colapso cardíaco congestivo constitui uma preocupação clínica séria em pacientes tratados previamente com antraciclinas (para uma revisão recente do perfil terapêutico e toxicológico de mitoxantrona ver: Faulds, D.; Balfour, J.A.; Chrisp, P.; Langtry, H.D. “Mitoxantrone, a Review of its Pharmacodynamic and Pharmacokinetic Properties, and Therapeutic Potential in the Chemotherapy of Câncer”, Drugs 1991,41, 400-449).
Os mecanismos da destruição celular de Mitox são provavelmente multimodais quanto à sua natureza: muitos estudos sugerem a intercalação no ADN como um evento celular principal. A compactação do ácido nucleico e a interferência com a actividade de ADN-Topoisomerase II, que tem como resultado uma ruptura do cordão da proteína associada com o ADN tem também sido proposta como acontecimentos críticos que conduzem à morte das células induzida pela
Mitox. A destruição celular pelas antraceno-9,10-dionas antitumor, incluindo a Mitox, tem também sido atribuída a um metabolismo oxidativo que tem como resultado a formação de radicais livres susceptíveis da alquilação do ADN e/ou da cisão do ADN, originando rupturas dos cordões de ADN associados a não proteínas. Porém, julga-se, na generalidade, que o ciclo redox do radical quinona é provavelmente mais afim para os efeitos secundários cardiotóxicos de Mitox do que o mecanismo da sua actividade antitumor. A cardiotoxicidade de Mitox e DX tem também sido associada com a capacidade quelante do metal dos grupos adjacentes hidroxilo e quinona. A formação de complexos fármaco-metal podia melhorar o ciclo de oxidação-redução por uma reacção de tipo catalisada por metal (Shipp, N.G., Dorr, R.T.; Alberts, D.S.; Dawson, B.V.; Hendrix, M. “Characterization of experimental mitoxantrone cardiotoxicity and partial inhibition by ICRF-187 in cultured neonatal rat heart cells”, Câncer Res. 1993, 53, 550-556). A actividade clínica significativa de Mitox toma o desenvolvimento de uma segunda geração de congéneres da antracenodiona uma área de investigação atractiva. Até à data, tem sido devotada muito pesquisa à exploração de variações na natureza das cadeias laterais e ao reposicionamento dos substituintes hidroxi e/ou das cadeias secundárias laterais. A introdução de heteroátomos no cromóforo de antraquinona é uma aproximação relativamente pouco explorada, mas uma tal modificação poderia afectar de maneira significativa a interacção das moléculas com os alvos biológicos. Em particular, os análogos heterocíclicos de antraquinonas a) devem reter basicamente as mesmas características espaciais e planares que os fármacos principais para o reconhecimento molecular do hospedeiro tal como a intercalação 3 7S4 do ADN, e b) podem introduzir ligações de hidrogénio adicionais ou sítios básicos, qualquer deles podendo aumentar a afinidade do fármaco para o ADN e/ou afectar a interacção com a Topoisomerase II. Além disso, os heteroanálogos podem estar dotados de propriedades redox alteradas. Têm sido preparados diversos análogos aza e foram objecto de despistagem (Krapcho, A.P., “6,9-bis(amido substituído)-benzo[g]isoquinolina-5,10-dionas. WO 92/15300, 17 de Setembro de 1992; A. P. Krapcho et al.: “6,9-bis(2-aminoalquilV -aminobenzorglisoquinolina-5,10-dionas. A novel class of chromophore-modified antitumor anthracene-9,10-diones: svnthesis and antitumor evaluation; J. Med. Chem. (1994), no prelo.
De entre esses compostos, o sal dimaleato de 6,9-bis[(2-aminoetil)-amino]--benzo[g]isoquinolina-5,10-diona emergiu como sendo o mais activo em modelos experimentais antitumor. O sal dimaleato de 6,9-bis[(2-aminoetil)-ammo]-benzo[g]isoquinolina-5,10--diona, além disso, encontra-se desprovido de qualquer efeito tóxico significativo sobre o tecido cardíaco, após tanto um tratamento simples como múltiplo, respectivamente no rato e no murganho. Após tratamento simples no rato com doses aproximadamente iguais a DL]0 e DL50, o composto sal dimaleato de 6,9-bis[(2--aminoetil)-amino]-benzo[g]isoquinolina-5,10-diona induziu menos eritropenia e trombocitopenia do que a Mitox. Este perfil favorável foi confirmado em murganhos após tratamentos repetidos em comparação com a Mitoxantrona para doses equiactivas sobre modelos de leucemia murina.
Infelizmente, o desenvolvimento químico do composto deparou com problemas inesperados devidos ao baixo nível de pureza do composto (pureza baixa 4 da ordem de 96%). O desenvolvimento analítico do composto, além disso, revelou a presença de impurezas desconhecidas que se formam durante a última fase do processo de preparação e que não podem ser removidas do composto com qualquer método de purificação correntemente disponível. Devido ao facto de as impurezas desconhecidas contarem para mais do que 2%, e uma dessas impurezas desconhecida só por si contar para 1,3%, o desenvolvimento do composto é seriamente posto em risco visto que as autoridades reguladoras exigem investigações extensivas das impurezas desconhecidas se estas mais tarde se encontrarem presentes em uma tal quantidade significativa.
SUMÁRIO DA INVENÇÃO A Requerente descobriu novos processos aperfeiçoados de síntese para a 6,9--bis[(2-aminoetil)-amino]-benzo[g]isoquinolina-5,10-diona e o seu sal dimaleato. Pelos novos processos aperfeiçoados de síntese de acordo com a presente invenção, é possível obter este composto com uma pureza superior a 99%.
DESCRICÂO RESUMIDA DOS DESENHOS
Figura 1 : análise de HPLC que refere uma mistura do composto de acordo com a presente invenção, pico 6, e.as impurezas identificadas.
Figura 2: análise de HPLC de uma amostra actual do composto de acordo com a invenção preparado pelo método da técnica anterior J. Med. Chem. ou WO 92/15300 para o bis-maleato. Os picos para os tempos de retenção longos, picos 7, 8 e 9, são impurezas desconhecidas.
Figura 3: análise de HPLC do composto da invenção preparado de acordo com o processo A da invenção.
Figura 4: análise de HPLC do composto da invenção preparado de acordo 5
com o processo B da invenção.
SÍNTESE DO COMPOSTO DA INVENÇÃO
Prepara-se o composto da invenção, 6,9-bis[(2-aminoetil)-amino]-benzo[g]-isoquinolina-5,10-diona ou o seu sal dimaleato, recorrendo a dois processos aperfeiçoados que resultam na produção do composto com uma pureza muito elevada. A 6,9-bis[(2-aminoetil)-amino]-benzo[g]isoquinolina-5,10-diona sob a forma de base livre não é estável uma vez que se cicliza muito rapidamente em solução conduzindo aos compostos la e lb que em HPLC formam dois picos diferentes devidos a qualquer dos compostos (cfr Figura 1).
Além disso, a base livre é muito solúvel em água; por consequência, pode ser dificilmente extraída com solventes orgânicos e é muito difícil de manipular e purificar.
Além disso, outros sais de 6,9-bis[(2-aminoetil)-amino]-benzo[g]isoquinoli-na-5,10-diona, tais como o sal dicloridrato, decompõem-se em repouso uma vez que são intrinsecamente demasiado ácidos. De facto, o composto 6,9-bis[(2-aminoetil)--amino]-benzo[g]isoquinolina-5,10-diona a pH ácido (inferior a 2,5) decompõem-se com formação dos compostos 2a e 2b em que uma cadeia lateral se perdeu. Os compostos 2a e 2b são indistinguíveis em HPLC e formam um pico único (cfr 6 2$ί
Figura 1). Todos os produtos de decomposição referidos anteriormente se encontram presentes como impurezas em 6,9-bis[(2-aminoetil)-amino]-benzo[g]isoquinolina--5,10-diona (cfr Fig. 2 picos 3, 4 e 5). O sal dimaleato, pelo contrário, encontra-se dotado com uma excelente estabilidade intrínseca.
Os processos da técnica anterior que referem a síntese da 6,9-bis[(2--aminoetil)-amino]-benzo[g]isoquinolina-5,10-diona e do seu sal dimaleato encontram-se referidos em: 1) WO 92/15300 e 2) A. P. Krapcho et aí. “6,9-bis[(2-aminoalquil)-amíno]--benzo[g]isoquinolina-5,10-dionas. A novel class of chromophore-modifíed antitumor anthracene-9,10-diones: synthesis and antitumor evaluations”, J. Med. Chem. (1994), no prelo.
Os processos de síntese referidos usam, como intermediário chave, a 6,9--difluorobenzo[g]isoquinolina-5,10-diona. Faz-se reagir este composto com etileno--diamina que produz a 6,9-bis[(2-aminoetil)-amino]-benzo[g]isoquinolina-5,10--diona desejada.
Refere-se um outro processo que envolve a reacção de 6,9-difluorobenzo- [g]isoquilonina-5,10-diona com mono-t-butoxicarbonil-etileno-diamina (BOC--etileno-diamina) e a remoção subsequente do grupo protector BOC com HC1 anidro conduzindo ao sal dicloridrato de 6,9-bis[(2-aminoetil)-amino]-benzo[g]isoquinoli-na-5,10-diona. A conversão do sal cloridrato no sal dimaleato estável não é exequível uma vez que o HC1 não se permuta com o ácido maleico menos acídico. Além disso, o sal de HC1, uma vez dissolvido em água, decompõe-se.
Além disso, os processos de síntese da técnica anterior 1) não conduzem à preparação de 6,9-bis[(2-aminoetil)-amino]-benzo[g]isoquinolina-5,10-diona ou o 7 7$7 seu sal dimaleato com uma pureza superior a 96,1%, e 2) não evitam a presença de impurezas não identificadas que se formam durante a última fase do processo. A Fig. 2 refere as análises de HPLC de um lote típico de sal dimaleato de 6,9-bis[(2--aminoetil)-amino]-benzo[g]isoquinolma-5,10-diona preparado de acordo com o processo da técnica anterior: encontram-se presentes três impurezas desconhecias (cfr picos 7, 8 e 9) que contam para mais do que 2% e de entre as quais uma delas (i.e. pico 8) é igual a cerca de 1,3%. A pureza do composto não pode ser aumentada e a presença de impurezas desconhecidas não pode ser evitada: - pela suspensão ou cristalização repetidas em solventes ou misturas de solventes diferentes uma vez que a quantidade das impurezas desconhecidas se mantém constante, - por cromatografia de coluna, - ou mediante realização da última fase do processo de síntese em diferentes solventes e a diferentes temperaturas.
Além disso, de acordo com os processos da técnica anterior, durante a realização da última fase, obtém-se a precipitação do composto sob a forma de sal de dimaleato na presença de uma suspensão do difluoridrato bruto. Nunca se consegue uma solução completa. No topo do processo, esta suspensão podia conduzir a um produto não homogéneo que podia fixar outros sais e/ou conter materiais indesejáveis (isto é, materiais insolúveis, impurezas). A dissolução completa do produto final, pelo menos uma vez durante a fase final, constitui um pré-requisito importante para a obtenção de um composto químico que se destina a ser utilizado em terapia de mamíferos.
Estes inconvenientes típicos dos processos de síntese da técnica anterior constituem um obstáculo sério para a produção e o desenvolvimento do composto de acordo com a presente invenção. As autoridades reguladoras não permitem habitualmente a introdução em tratamentos humanos de fármacos com o ingrediente de princípio activo com uma pureza inferior a 96%, particularmente se impurezas desconhecidas que contam para mais do que 2% se encontrarem presentes. E altamente preferível evitar a presença de qualquer impureza presente em quantidades superiores a 0,5%.
Proporcionou-se agora, com surpresa, novos processos que permitem a obtenção da 6,9-bis[(2-aminoetil)-amino]-benzo[g]isoquinolina-5,10-diona e do seu sal dimaleato com uma pureza superior a 97%, e de preferência superior a 99%, com cada uma das impurezas contidas presente em quantidades inferiores a 0,5%, e com cada uma das impurezas desconhecidas presentes em quantidades inferiores a 0,2%, isto é, no limite de detecção do método analítico. A formação de 6,9-bis[(2-aminoetil)-amino]-benzo[g]isoquinolina-5,10--diona e do seu sal dimaleato pode ser conseguida recorrendo a qualquer dos processos seguintes:
Processo A : Que incluí as seguintes novas características: - realiza-se a reacção da 6,9-difluorobenzo[g]isoquinolina-5,10-diona com etileno-diamina mediante adição inversa isto é, por adição lenta da 6,9--difluorobenzo[g]isoquinolina-5,10-diona a uma solução de um grande excesso da diamina em THF. - dissolve-se completamente o difluoridrato bruto de 6,9-bis[(2-aminoetil)--amino]-benzo[g]isoquinolina-5,10-diona obtida a partir da mistura reaccional em água e em ácido acético a pH = 5; filtra-se então a solução e a 9 partir da solução anterior cristaliza o sal dimaleato por adição de uma solução de ácido maleico em água. A adição inversa e a velocidade da adição propriamente dita são críticas para a pureza elevada do produto e permite a obtenção de rendimentos muito elevados (92%). Também muito importante é a escolha do solvente: o uso de THF em vez de piridina melhora o rendimento. A dissolução do difluoridrato bruto é importante para a pureza elevada e a homogeneidade do produto final. Além disso, o pH ao qual se realiza a dissolução é crítico a fim de evitar a formação de outras impurezas indesejadas. O processo completo encontra-se descrito no Exemplo 1, mais abaixo. Processo B : Que inclui as seguintes novas características: - faz-se reagir o intermediário 6,9-difluorobenzo[g]isoquinolina-5,10-diona com mono-BOC-etilenodiamina e trata-se o intermediário resultante 6,9--bis[2-[[N(t-butoxicarbonil)-amino]-etil]-amino]-benzo[g]isoquinolina--5,10-diona com ácido trifluoroacético para se obter o sal trifluoroacetato bruto de 6,9-bis[(2-aminoetil)-amino]-benzo[g]isoquinolina-5,10-diona que se dissolve então completamente em água, ajustando-se o pH a 4,2 com NaOH, e filtra-se; - trata-se a solução anterior no sal trifluoroacetato bruto com uma solução aquosa de ácido maleico que conduz à cristalização do sal dimaleato puro de 6,9-bis[(2-aminoetil)-amino]-benzo[g]isoquinolina-5,10-diona. 0 processo completo encontra-se descrito no Exemplo 4, mais abaixo.
Descobriu-se, com surpresa, que o dimaleato desejado de 6,9-bis[(2--aminoetil)-amino]-benzo[g]isoquinolina-5,l 0-diona pode ser obtido por deslocamento do trifluoroacetato bruto correspondente que pode ser obtido por remoção dos grupos protectores BOC com ácido trifluoroacético.
Pode conseguir-se a preparação do intermediário chave 6,9--difluorobenzo[g]isoquinolina-5,10-diona por um processo em fases múltiplas aperfeiçoado. Os aperfeiçoamentos podem ser introduzidos de modo a melhorar os rendimentos e de modo a permitir um aumento do processo que é essencial para o desenvolvimento farmacêutico da 6,9-bis[(2-aminoetil)-amino]benzo[g]isoquinoli-na-5,10-diona. A reacção do 1,4-difluorobenzeno com anidrido piridina-3,4-dicarboxílico, na presença de cloreto de alumínio que conduz a uma mistura de ácido 4-(2’,5’--difluorobenzoíl)-nicotínico e de ácido 3-(2’,5’-difluorobenzoíl)-isonicotínico tem lugar conforme descrito com a modificação de se diluir a mistura reaccional com nitrobenzeno após a recuperação do 1,4-difluorobenzeno em excesso e então despeja-se lentamente em água. O processo de acordo com a técnica anterior requeria a adição de água à mistura reaccional semi-sólida como um todo, após a recuperação do 1,4-difluorobenzeno em excesso: este processo é extremamente arriscado e não é apropriado para ser reproduzido em grande escala devido à reacção altamente exotérmica do cloreto de alumínio com a água. O novo processo permite a adição lenta de uma solução dos complexos de alumínio remanescentes e do cloreto em excesso a um grande excesso de água. A mistura resultante de ácido 4-(2 ’ ,5 ’-difluorobenzoíl)-mcotínico e de ácido 3-(2,,5’-difluorobenzoíl)-isonicotínico é então submetida a uma reacção de ciclização em ácido sulfurico fumante a 20% com o melhoramento de que a adição gradual ainda de mais ácido sulfurico fumante a 20% permite aumentar os rendimentos até 81%. 11
Exemplo Preparativo 1: preparação do anidrido do ácido 3.4-piridina-dicarboxílico
Sob atmosfera de azoto aquece-se a refluxo uma suspensão de ácido 3,4--piridina-dicarboxílico (152 g, 0,88 mol) com 97% de pureza em 450 ml de anidrido acético e obtém-se uma solução completa. Uma vez atingida a temperatura de refluxo, remove-se o solvente mediante destilação à pressão atmosférica (recolhem--se cerca de 400 ml) durante um intervalo de tempo de cerca de 1 hora. Observou-se que a temperatura dos vapores aumentava desde cerca de 132°C para 140°C e interrompeu-se a destilação quando a temperatura interior atingiu 150-155°C. Arrefeceu-se a mistura reaccional até 70°C e adicionou-se gota a gota com agitação terc.-BuOMe (450 ml). Precipitou um sólido cinzento escuro a cerca de 40°C enquanto se deixou a temperatura atingir espontaneamente 20-25°C. Arrefeceu-se ainda a suspensão até 0-5°C e agitou-se durante duas horas. Sob atmosfera de azoto recolheu-se o precipitado cinzento escuro mediante filtração, lavou-se com terc --BuOMe (100 ml) e secou-se sob vazio (20 torr; 30°C, 2 h) para se obter o anidrido do ácido 3,4-piridina-dicarboxílico (100 g; rendimento 76%) que se utilizou directamente na fase seguinte. O anidrido do ácido 3,4-piridina-dicarboxílico é altamente sensível à humidade atmosférica de modo que deve ser manuseado sob atmosfera de azoto e armazenado sob P2O5.
P.F.: 72-74°C
Exemplo Preparativo 2:
Acido 4-(2’.5,-difluorobenzoíl)-nicotinico e ácido 3-(2\5’-difluorobenzoíl)- 12
-isonicotínico
Adicionou-se anidrido do ácido 3,4-piridina-dicarboxílico (95,7 g, 0,67 mol) e A1C13 (367,3 g, 2,67 mol) simultaneamente, mas separadamente, em cinco porções (uma em cada 15 minutos) a 1,4-difluorobenzeno (650 ml, 90°C) à ebulição. Decorrida cerca de 1 hora a partir da última adição, removeu-se a maior parte do 1,4-difluorobenzeno mediante destilação à pressão normal até se obter uma massa espessa. Baixou-se a temperatura para 80°C e adicionou-se 150 ml de nitrobenzeno de modo a dissolver a massa residual. Enquanto ainda quente, extinguiu-se cautelosamente a solução resultante em água arrefecida com gelo e agitada (1000 g de gelo e 530 g de água desmineralizada) (isto é, gotejamento lento da solução em água gelada). Em seguida, adicionou-se HC1 concentrado (37%, 160 ml) à mistura vazada à temperatura de 0-5°C e prosseguiu-se a agitação durante cerca de 3 horas. Recolheu-se o precipitado bege gorduroso (cerca de 150 g húmido) mediante filtração enquanto se separou a camada aquosa a partir do nitrobenzeno e se extraiu com AcOEt (6 x 500 ml). Diluiu-se a camada de nitrobenzeno com éter de petróleo (400 ml) e recolheu-se uma pequena quantidade do precipitado resultante mediante filtração (cerca de 2 g). Concentraram-se os extractos reunidos sob vazio e suspendeu-se o sólido bruto residual (cerca de 45 g), conjuntamente com os precipitados recolhidos anteriormente, numa mistura de AcOEt/éter de petróleo (1/1) (600 ml). Decorridas cerca de 2 horas à temperatura ambiente filtrou-se a suspensão e secou-se sob vazio para se obter uma mistura do ácido 4-(2’,5’-difluorobenzoíl)--nicotínico e do ácido 3-(2’,5,-difluorobenzoíl)-isonicotínico (147,3 g, rendimento 84%) sob a forma de um sólido bege pálido. 13
P.F.: 214-216°C
Exemplo Preparativo 3: 6.9-difluorobenzorg1isoauínoíina-5,1 Q-diona
Aqueceu-se à temperatura de 140°C uma solução da mistura do ácido 4--(2\5’-difhiorobenzoíl)-nicotínico e do ácido 3 -(2 ’, 5'-difluorobenzoí 1 )-isonicotímco (120 g, 0,456 mol) em 180 ml de H2SO4 fumante a 20%. Decorridos cerca de 30 minutos, adicionou-se mais 120 ml de ácido sulfurico fumante a 20% à mistura reaccional quente em quatro porções de 30 ml cada, de 20 em 20 minutos. Vinte minutos após a última adição arrefeceu-se a mistura reaccional a cerca de 80°C e despejou-se então em água desmineralizada gelada (3000 g de gelo e 3000 ml de água). Ajustou-se 0 pH da mistura reaccional extinta até 1 com 850 ml de NaOH a 40% e observou-se a formação de um precipitado amarelo-castanho. Decorrida cerca de 1 hora à temperatura de 0-5°C filtrou-se o precipitado bruto e secou-se sob vazio para se obter a 6,9-difluorobenzo[g]isoquinolina-5,10-diona bruta (98,5 g). Dissolveu-se a mistura reaccional bruta em THF à ebulição (1000 ml) e descolorou--se a solução quente com (9 g) de carvão activado, filtrou-se e concentrou-se até um volume de cerca de 300 ml. Após arrefecimento até 0-5°C durante cerca de 2 horas recolheu-se um sólido amarelo mediante filtração para se obter a 6,9--difluorobenzo[g]isoquinolina-5,10-diona analiticamente pura (90,6 g, rendimento 81%).
P.F.: 197-199°C
Exemplo 1 :
Dimaleato de 6.9-bisr(2-aminoetil)-aminol-benzorglisoquinolina-5,10-diona A uma solução quente (55°C) de etilenodiamina (154,4 ml, 2,29 mol) em THF (1400 ml), adicionou-se gota a gota 6,9-difluorobenzo[g]isoquinolina-5,10-diona (70,1 g, 0,29 mol) no decurso de um intervalo de tempo de 2,5 horas (cerca de 4,6 g/10 minutos cada porção). Agitou-se a mistura durante 3 horas à mesma temperatura e formou-se gradualmente um precipitado azul. Após uma noite sob agitação à temperatura de 25°C, filtrou-se a suspensão sob atmosfera de azoto, lavou-se com THF (200 ml) e secou-se sob vazio (15 torr, 60°C, 3 h) para se obter a 6,9-bis[(2-aminoetil)-ammo]-benzo[g]isoquinolina-5,10-diona bruta sob a forma do sal difluoridrato (117 g).
Dissolveu-se directamente o produto bruto numa mistura de água (2340 ml) e AcOH (40 ml) a fim de se obter uma solução azul escura, cujo pH era igual a cerca de 5, que se filtrou sobre um filtro de fibra de vidro. Este valor do pH é muito importante para prevenir qualquer degradação do produto da reacção. Tratou-se gradualmente a solução filtrada à temperatura ambiente com uma solução filtrada aquosa 3M de 585 ml de ácido maleico para se atingir um pH igual a 3,5. Decorridos cerca de 30 minutos à temperatura de 40°C, agitou-se a suspensão durante a noite à temperatura ambiente. Filtrou-se o precipitado azul e lavou-se com mais água (3 x 80 ml) e EtOH (3 x 100 ml) e secou-se então sob vazio (15 torr, 60°C, 4 h) para se obter o dimaleato bruto de 6,9-bis[(2-aminoetil)-amino]-benzo[gJisoquinolina-5,10--diona (168 g).
Suspendeu-se o sal de dimaleato bruto em 3180 ml e aqueceu-se à temperatura de 50°C durante 30 minutos. Após uma noite sob agitação à temperatura de 25 °C, filtrou-se novamente a suspensão, lavou-se o precipitado azul 15
com mais água (3 x 100 ml) e voltou a suspender-se este material húmido em 2400 ml e manteve sob agitação à temperatura durante cerca de 40 h.
Filtrou-se o sal de dimaleato, lavou-se com mais água (3 x 100 ml) e EtOH (3 x 100 ml) e secou-se então sob vazio (15 torr, 60°C, 4 h, depois 40°C, durante a noite) para se obter o dimaleato de 6,9-bis[(2-aminoetil)-amino]-benzo[g]isoquinoli-na-5,10-diona (146,7 g, rendimento 92%). análise de HPLC (Waters, UV/Vis detector 486, Pump 510): coluna : Lichrospher Cl8 (5 pm) t.a. eluente : H20/CH3CN/dioxano 75/20/5 heptano-sulfato de sódio (20 mMol) pH 3,0 com H3P04 caudal: 1 ml/min detector : UV (245 nm) t.a. : 12min pureza HPLC (área %) = 99,586%; cfr Fig. 3, pico n ° 4 análises de RMN (espectrómetro de Brucker 200 MHz, os desvios químicos (δ) são referidos em partes por milhão abaixo do padrão interno Me4Si). (δ; D20) : 3,30 (m, 4H); 3,70 (m, 4H); 6,05 (s, 4H); 7,05 (s, 2H); 7,70 (d, 1H); 8,70 (d, 1H); 8,95 (s, 1H).
Exemplo 2
Sob atmosfera de azoto adicionou-se lentamente uma solução de dicarbonato de di-t-butilo (290,8 g, 1,32 mol) em 1200 ml de THF anidrido no decurso de um intervalo de tempo de cerca de 3 h a uma solução agitada e arrefecida (0°C) de 1,2- 16
-etileno-diamina (268 ml, 4 mol) em THF (3600 ml). Decorridas 3 horas à temperatura de 10°C e cerca de 16 horas à temperatura ambiente, removeu-se o solvente sob vazio. Dissolveu-se o óleo amarelo residual (cerca de 230 g) em 460 ml de éter isopropílico e lavou-se com 50 ml de salmoura. Após secagem sobre 50 g de sulfato de sódio concentrou-se a solução orgânica até um pequeno volume e destilou-se sob pressão reduzida (8 torr, 119-121°C) para se obter a N-t--butoxicarbonil-l,2-etileno-diamina (161 g, rendimento 76% relativamente ao di-t--butildicarbonato). RMN (CDCL3, δ) 1,3 (s, 2H, permuta com D20), 1,4 (s, 9H), 2,7 (bt, 2H), 3,1 (dd, 2H), 5,4 (bs, 1H) Exemplo 3
Sob atmosfera de azoto, aqueceu-se à temperatura de 60°C uma solução de 6,9-difluorobenzo[g]isoquinolina-5,10-diona (15 g, 0,061 mol) e N-t-butoxicarbonil--1,2-etilenodiamina (49 g, 0,305 mol) em 300 ml de N-metilpirrolidona. Decorridas cerca de 4,5 horas, arrefeceu-se ligeiramente a mistura reaccional (50°C) e despejou--se em 1500 ml de água desmineralizada agitada. Prosseguiu-se a agitação durante 2 horas à temperatura ambiente e recolheu-se o sólido precipitado azul escuro mediante filtração e lavou-se com água. Voltou a suspender-se o precipitado filtrado bruto em 1500 ml de água, filtrou-se e secou-se sob vazio. Dissolveu-se a mistura reaccional bruta numa mistura quente de cloreto de metileno e metanol (1/1, 500 ml), filtrou-se a solução quente num filtro de fibra de vidro e arrefeceu-se até 10--15°C durante duas horas. Decorridas mais 16 horas à temperatura ambiente recolheu-se o produto cristalizado azul escuro mediante filtração e secou-se para se 17
obter 27 g de 6,9-bis-[(2-N-t-butoxicarbonilaminoetil)-amino]-benzo[g]isoquinoli-na-5,10-diona (rendimento 84%). RMN (CDC13, δ): 1,4 (s, 18H), 3,4-3,7 (m, 8H), 5,4 (m, 2H), 7,3 (s, 2H), 8 (d, J=6 Hz, 1H), 8,85 (d, J=6 Hz, 1H), 9,5 (s, 1H), 11 (m, 2H)
Exemplo 4
Adicionou-se ácido trifluoroacético (32 ml, 0,42 mol) a uma solução de 6,9--bis-[(2-N-terc.-butoxicarbonilaminoetilo)-amino]-benzo[g]isoquinolina-5,10-diona (22 g, 0,042 mol) em 330 ml de cloreto de metileno. Após agitação durante cerca de 16 horas à temperatura ambiente, diluiu-se a mistura reaccional com 100 ml de EtOH e concentrou-se sob vazio. Diluiu-se de novo o óleo residual com 300 ml de etanol e concentrou-se de novo até um pequeno volume. Adicionou-se 220 ml de água desmineralizada ao resíduo oleoso e ajustou-se o pH a 4,2 unidades com KOH aquoso a 20% (45 ml). Filtrou-se a solução azul escura obtida num filtro de fibra de vidro e misturou-se com uma solução aquosa 3M de ácido maleico (45 ml, 0,135 mol). Voltou a ajustar-se o pH da solução a 3,4 unidades com 24 ml de KOH a 20% e agitou-se a mistura à temperatura ambiente durante 40 horas. Recolheu-se o maleato bruto mediante filtração e voltou a suspender-se em 200 ml de água desmineralizada, aqueceu-se até 50°C durante 1 hora e manteve-se sob agitação durante mais 16 horas à temperatura ambiente. Filtrou-se um sólido azul escuro, lavou-se com água (2 x 50 ml) e com etanol (2 x 50 ml) e secou-se sob vazio para se obter 18,6 g de um sal dimaleato de 6,9-bis[(2-aminoetil)-amino]--benzo[g]isoquinolina-5,10-diona (rendimento 80%). análise de HPLC (Waters, UV/Vis detector 486, Pump 510): coluna : Lichrospher Cl8 (5 pm) t.a. 18
eluente : H20/CH,CN/dioxano 75/20/5 heptano-sulfato de sódio (20 mMol) pH 3,0 com H3P04 caudal: 1 ml/min detector : UV (245 nm) t.a. : 12min pureza HPLC (área %) = 99,285%; cfr Fig. 4, pico n.° 3 análises de RMN 1H (espectrómetro de Brucker 200 MHz, os desvios químicos (δ) são referidos em partes por milhão abaixo do padrão interno
Me4Si). (δ; D20) ; 3,30 (m, 4H); 3,70 (m, 4H); 6,05 (s, 4H); 7,05 (s, 2H); 7,70 (d, 1H); 8,70 (d, 1H); 8,95 (s, 1H).
TRATAMENTO
Pode utilizar-se o composto de acordo com a presente invenção como ingrediente activo de composições terapêuticas para induzir a regressão e/ou paliação de cancros em mamíferos quando administrado em quantidades compreendidas entre cerca de 1 mg e cerca de 0,4 g/quilograma de peso do corpo. Um regime de dosagem preferido estaria compreendido entre cerca de 1 mg e cerca de 50 mg por quilograma de peso do corpo por dia. Pode empregar-se a dosagem unitária de modo que entre cerca de 70 mg e cerca de 3,5 g do composto activo para um indivíduo com cerca de 70 kg de peso do corpo seja administrado durante um intervalo de tempo de 24 horas. Pode ajustar-se a dosagem de modo a ser compatível com outros regimes de tratamento, tal como a terapia de radiação.
As composições farmacêuticas podem apresentar-se sob a forma de comprimidos, cápsulas, cápsulas de gelatina, supositórios, pós liofilizados e soluções para administração intravenosa.
Lisboa, 23 de Agosto de 2001 â O Agdhte Oficial da Propriedade industrial
Rua do Salitre, 195, r/c-Drt. 1269-0133 LISBOA

Claims (14)

1 Reivindicações 1. Processo para a síntese do dimaleato de 6,9-bis[(2-aminoetil)-amino]- -benzo[g]-isoquinohna-5,10-diona com uma pureza superior a 99%, processo esse que compreende: a) a uma solução quente (55°C) de etilenodiamina em THF, adiciona-se gradualmente 6,9-difluorobenzo[g]isoqumolina-5,10-diona durante um intervalo de tempo de 2,5 horas em que a diamina se encontra presente em um grande excesso em relação à diona para formar o sal difluoridrato; b) agita-se a mistura durante 3 horas à mesma temperatura e forma-se gradualmente um precipitado azul; c) após uma noite sob agitação à temperatura de 25°C, filtra-se a suspensão sob atmosfera de azoto, lava-se com THF e seca-se sob vazio para se obter a 6,9-bis[(2-aminoetil)-amino]-benzo[g]isoquinolina-5,l 0-diona bruta sob a forma do sal difluoridrato; d) dissolve-se directamente o produto bruto numa mistura de água e de AcOH a fim de se obter uma solução azul escura, cujo pH é igual acerca de 5, que se filtra num filtro de fibra de vidro, e) trata-se gradualmente a solução filtrada à temperatura ambiente com uma solução filtrada aquosa 3M de ácido maleico para atmgir pH 3,5; f) decorridos cerca de 30 minutos à temperatura de 40°C, agita-se a suspensão durante a noite à temperatura ambiente; g) lava-se o precipitado azul com mais água e EtOH, seca-se então sob vazio para se obter o dimaleato bruto de 6,9-bis[(2-aminoetil)-amino]-benzo[g]- 2
isoquinolina-5,10-diona; h) suspende-se o sal dimaleato bruto em água e aquece-se à temperatura de 50°C durante 30 minutos; i) após uma noite sob agitação à temperatura de 25°C, filtra-se de novo a suspensão, lava-se o precipitado azul com mais água e volta a suspender-se este material húmido em água e mantém-se sob agitação à temperatura ambiente durante cerca de 40 horas; j) filtra-se o sal dimaleato, lava-se com mais água e EtOH e seca-se então sob vazio, para se obter o dimaleato de 6,9-bis[(2-aminoetil)-amino]-benzo[g]-isoquinolina-5,10-diona.
2. Processo para a síntese do dimaleato de 6,9-bis[(2-aminoetil)-amino]- -benzo[g]-isoquinolina-5,l0-diona com uma pureza superior a 99%, processo esse que compreende: a) a adição do ácido trifluoroacético a uma suspensão de 6,9--bis[(2-N-terc. -butoxicarbonilaminoetil)-aminoJ-benzo[g]-isoquinolina-5,10--diona em cloreto de metileno; b) após agitação durante 16 horas à temperatura ambiente, dilui-se a mistura reaccional com EtOH e concentra-se sob vazio; c) dilui-se novamente o óleo residual com etanol e concentra-se de novo até a um pequeno volume; d) adiciona-se a água desmineralizada ao resíduo oleoso e ajusta-se o pH a 4,2 unidades com KOH aquoso a 20%; e) filtra-se a solução azul escura obtida num filtro de fibra de vidro e mistura-se com uma solução aquosa 3M de ácido maleico; f) volta a ajustar-se o pH da solução a 3,4 unidades com KOH a 20% e agita-se a mistura à temperatura ambiente durante cerca de 40 horas; g) recolhe-se o maleato bruto mediante filtração e volta a suspender-se em água desmineralizada, aquece-se a 50°C durante 1 hora e mantém-se sob agitação durante mais 16 horas à temperatura ambiente; h) filtra-se um sólido azul escuro, lava-se com água e com etanol e seca-se sob vazio para se obter o sal dimaleato de 6,9-bis[(2-aminoetil)-amino]-benzo[g]-isoquinolina-5,10-diona.
3. Processo aperfeiçoado para a síntese da 6,9-difluorobenzo[g]- isoquinolina-5,10-diona, compreendendo o referido processo as fases seguintes; a) aquece-se à temperatura de 140°C uma solução da mistura do ácido 4--(2’,5’difluorobenzoíl)-mcotímco e do ácido 3-(2’,5’-difluorobenzoíl)--isonicotínico em ácido sulfurico fumante a 20%; b) decorridos cerca de 30 minutos, adiciona-se mais ácido sulfurico fumante a 20% à mistura reaccional quente em quatro porções, de 20 em 20 minutos; c) 20 minutos após a última adição, arrefece-se a mistura reaccional até cerca de 80°C e despeja-se sobre água desmineralizada gelada; d) ajusta-se o pH da mistura reaccional extinta a 1 com NaOH a 40% e forma-se o precipitado amarelo-castanho; e) após cerca de 1 hora a uma temperatura compreendida entre 0-5°C filtra-se o precipitado bruto e seca-se sob vazio para se obter a 6,9-difluorobenzo[g]-isoquinolina-5,10-diona bruta; f) dissolve-se a mistura reaccional bruta em THF à ebulição e descolora-se a 4
solução quente com carvão activado, filtra-se e concentra-se; e g) após arrefecimento a uma temperatura compreendida entre 0 e 5°C durante cerca de 2 horas recolhe-se um sólido amarelo mediante filtração para se obter a 6,9-difluorobenzo[g]isoquinolina-5,10-diona analiticamente pura.
4. O composto dimaleato de 6,9-bis[(2-aminoetil)-amino]-benzo[g]--isoquinolina-5,10-diona com uma pureza superior a 97%.
5. 0 composto de acordo com a reivindicação 4 com uma pureza superior a 99%.
6. Uma composição farmacêutica que compreende um composto de acordo com a reivindicação 4 e um excipiente aceitável sob o ponto de vista farmacêutico.
7. O composto de acordo com a reivindicação 4 em que nenhuma das impurezas contidas excede 0,5%.
8. O composto de acordo com a reivindicação 4 em que nenhuma das impurezas contidas desconhecidas excede 0,2%.
9. Processo para a preparação do dimaleato de 6,9-bis[2-aminoetil)--amino]-benzo[g]isoquinolina-5,10-diona com uma pureza superior a 99%, processo esse que compreende: a) a reacção da 6,9-difluorobenzo[g]isoquinolina-5,10-diona com etilenodiami-na mediante adição lenta da 6,9-difhiorobenzo[g]isoquinolina-5,10--diona a uma solução da diamina em tetra-hidrofurano (THF) em que a diamina se encontra presente em um grande excesso em relação à diona para formar o sal difluoridrato de 6,9-bis[(2-aminoetil)-amino]-benzo[g]-isoquinolina-5,10-diona; 5
b) a dissolução do sal difluoridrato de 6,9-bis[(2-aminoetil)-amino]-benzo[g]-isoquinolina-5,10-diona em água e em ácido acético a um pH substancialmente igual a 5; c) a filtração da solução da fase b) e d) a adição de uma solução de ácido maleico em água à solução filtrada na fase c) para formar o sal dimaleato cristalizado.
10. Processo para a preparação do dimaleato de 6,9-bis[(2-aminoetil)--amino]-benzo[g]isoquinolina-5,l 0-diona com uma pureza superior a 99% que compreende: a) proporcionar a 6,9-bis[(2-N-t-butoxicarbonilaminoetil)-amino]-benzo[g]-isoquinolina-5; 10-diona; b) desproteger a 6,9-bis-[(2-N-t-butoxicarbonilamino-etil)-amino]-benzo[g]-isoquinolina-5,10-diona com ácido trifluoroacético para formar o sal trifluoroacetato de 6,9-bis[(2-aminoetil)-amino]-benzo[g]-isoquinolina-5,10--diona; c) permutar o sal trifluoroacetato de 6,9-bis[(2-aminoetil)-amino]-benzo[g]-isoquinolma-5,10-diona com ácido maleico mediante tratamento do sal trifluoroacetato com uma solução aquosa de ácido maleico para formar o sal dimaleato cristalizado de 6,9-bis[(2-N-t-butoxicarbonilamino-etil)-amino]--benzo[g]isoquinolina-5,10-diona.
11. Processo para a preparação do dimaleato de 6,9-bis-[(2-N-t-butoxicar-bonilamino-etil)-amino]-benzo[g]isoquinolina-5,l 0-diona com uma pureza superior a 99% que compreende: a) proporcionar o sal trifluoroacetato de 6,9-bis[(2-N-t-butoxicarbomlamino- 6
-etil)-amino]-benzo[g]isoquinolma-5,10-diona; b) dissolver o sal trifluoroacetato de 6,9-bis-[(2-N-t-butoxicarbonilamino-etil)--amino]-benzo[g]isoquinolina-5,l0-diona em água; c) ajustar o pH da solução da fase b) até um pH acídico maior do 2,5; d) filtrar a solução da fase c); e e) permutar o sal trifluoroacetato da fase d) com o sal dimaleato mediante tratamento do sal trifluoroacetato com uma solução aquosa de ácido maleico para formar o sal dimaleato cristalizado de 6,9-bis-[(2-N-t-butoxicarbonilamino-etil)--amino]-benzo[g]isoquinolina-5,10-diona.
12. Processo de acordo com a reivindicação 11 em que o pH é ajustado a cerca de 4,2.
13. Processo de acordo com a reivindicação 11 em que o pH é ajustado com um hidróxido de metal alcalino.
14. Processo para a preparação de 6,9-difluorobenzeno[g]isoquinolina--5,10-diona que compreende: a) a acilação de Friedel-Crafis do 1,4-difluorobenzeno com anidrido 3,4--piridina-dicarboxílico para se obter o ácido 4-(2’,5,-difluorobenzoíl)--nicotínico e o ácido 3-(2,,5,-difluorobenzoíl)-isonicotínico e a remoção do 1,4-difluorobenzeno em excesso. b) a dissolução do precipitado sólido em nitrobenzeno e o vazamento da solução em água gelada; c) a ciclização da mistura com ácido sulfurico fumante a temperatura elevada para se obter a 6,9-difluorobenzo[g]isoquinolina-5,l 0-diona. Lisboa, rí
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