PT83814B - Aparelho medico para a mao - Google Patents

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Description

MEMÓRIA DESCRITIVA
A presente invenção refere-se a um aparelho médico e, mais particularmente, a um aparelho pa ra a aplicação local de uma pressão a uma parte da mão com a finalidade de estimular a circulação sanguínea mediante um aumento do fluxo de retorno venoso.
São conhecidos aparelhos médicos deste género que compreendem um invólucro com parede dupla adaptado para se ajustar a um membro, por exemplo a um braço ou à barriga da perna e ao pé a tratar, e uma bomba disposta por forma a encher e esvaziar ciclicamente o invólucro, para assim aplicar uma acção de bombagem ao membro, e auxiliar assim o fluxo do sangue venoso no mesmo.
Um inconveniente particular de tais dispositivos conhecidos é que não podem ser usados quando o membro a tratar também tem de ser engessado. São também inerentemente dispositivos com um grande volume, cobrindo o membro implicado numa grande superfície, de modo que a sua acção exerce-se em todo o membro; é necessária uma bomba de grande capacidade para a aplicação de um ciclo de enchimento/esvaziamento e pode ser activada simultaneamente mais de uma zona da bomba, em prejuizo de se obter um fluxo de retomo venoso ópti mo. Em particular, estes dispositivos conhecidos não permitem a aplicação localizada das pressões da bomba.
Na patente da mesma Requeren- * te, também pendente, Ns. 763 686, depositada em 2 de Agosto de • 1985, apresenta-se uma certa variedade de dispositivos infláveis com uma capacidade volumétrica relativamente pequena e es
60;$ ¢)01
pecificamente adaptada para estimular o fluxo de retorno venoso numa perna humana, por acção localizada por baixo da zona metatársica do pé, de modo que periodicamente é apertada uma acumulação local de sangue, pára forçar ou aumentar a força* do fluxo de retorno venoso. A natureza local destes dispositivos infláveis permite que os mesmos sejam encerrados num molde de gesso, se necessário, ficando os dedos do pé sempre expostos, permitindo assim a inspecção dá circulação, a sudação, a reacção nervosa e outros indícios do progresso do tratamento.
SUMÍRIO DA INVENÇÃO
Descobrimos que existe um mecanismo de bombagem venosa, na zona da mão que se limita essencialmente as falanges proximais do dedo polegar e dos restantes dedos, e à zona adjacente da palmaj este mecanismo é naturalmente posto em acção dobrando firmemente o pulso, donde resulta um fluxo de retomo venoso a partir de todo o braço. Um pulso firme comprime esta região, que é um local principal de acumulação de sangue, isto e, pronto para retomo venoso através do braço. E verificou-se que comprimindo periodicamente esta zona, sem que seja necessário que o paciente dobre o pulso, isto é, pela aplicação exterior da pressão de compressão de maneira subs tancialmente localizada nesta zona, pode ser estimulado de maneira eficaz o fluxo de retomo venoso, mesmo no caso de uma certa obstrução venosa no pulso ou noutro local no braço em questão.
É por conseguinte um objecto da presente invenção proporcionar um processo aperfeiçoado e meios de estimulação do fluxo do sangue num braço humano.
Um objecto específico da presente invenção consiste em proporcionar um dispositivo por meio do qual uma aplicação periódica de pressão numa zona relativamente limitada e localizada da mão pode estimular eficazmente ou auxiliar o fluxo de retomo venoso no braço em questão.
Um outro objecto específico da presente invenção consiste em atingir os objectivos anteriores com uma estrutura que permitirá a exposição contínua das extremidades do dedo polegar e dos restantes dedos da mão em questão, sem interromper ou prejudicar a terapêutica correspondente à aplicação periódica da pressão.
Segundo a presente invenção os objectos atrás mencionados conseguem-se localizando a aplicação periódica da força de compressão substanI
i.
cialmente limitada à falange do polegar e dos restantes dedos e â zona adjacente da palma da mão. Eara isso, e no caso das formas de realização que adiante se descrevem, aplica-se uma mitene inflável às referidas falanges proximais e zonas adjacentes, com as extremidades dos dedos projectadas para além da mitene. A mitene pode ser envolvida com um tecido apropriado, por exemplo uma gaza ou musselina cirúrgicas, para proporcionar uma ligação periférica das zonas infláveis, proporcionando a ligação uma referência da tensão anular para a aplicação, para dentro, de um ciclo de pressão de aperto/relaxação, sendo a compressão aplicada, em sincronismo, perifericamente em torno de cada um dos dedos (incluindo o polegar) individuais na zona da falange. Em alternativa, a mitene pode ser embebida numa moldação ortopédica, sem prejudicar a aplicação da pressão periódica localmente à zona indicada; neste caso, a ligação periférica é proporcionada pelo molde de gesso.
DESCRIÇÃO PORMEKORIZAM
Descrevem-se a seguir várias formas de realização em pormenor, com referência aos desenhos anexos, cujas figuras representam:
A fig.l é na generalidade uma vista em planta, vista do lado da palma de uma mão que foi introduzida numa mitene inflável segundo a presente invenção;
A fig.2, uma vista em planta da mitene da fig.l, espalmada antes da introdução da mão;
A fig.2A, uma vista em corte parcial, feito pela linha (2A-2A) da fig.2, quando a mitene está expandida;
A fig.5, uma vista semelhante à da fig.l, depois de envolver a mitene com gaza ou musselina, portanto pronta para uso terapêutico;
A fig.4, uma vista em planta de outra forma de realização inflavel, na condição espalmada, antes da utilização;
A fig.5, wna vista semelhante à da fig.l, mas destinada a mostrar a introdução da mão na forma de realização da fig.4j
A fig.6, uma vista em planta ainda de outra forma de realização da mitene inflável na condição espalmada;
A fig.7> um gráfico simples da pressão em função do tempo, para ajudar a explicação da utilização da presente invenção; e
As fig.8 e 9, vistas semelhantes de duas outras formas de realização da presente invenção.
Referindo primeiro as fig.l a 5, a presente invenção esta ilustrada na aplicação a uma mitene inflável (10) que compreende dois sacos infláveis iguais (11) e (12), de material flexível, fixados um ao outro apenas êm certos pontos, sendo cada um dos sacos servido pelo seu tubo próprio cu ligação própria (13) e (14)· Estas ligações (13) e (14) são servidas, uma de cada vez, em sincronismo por meio de um aparelho de bombagem único (15), com capacidade suficiente e com controlo suficiente para fornecer fluido sob pressão com aplicação plena da pressão de compressão na zona de bombagem da não, em um segundo ou menos, como será discutido com mais pormenor em li^ção com a fig.l· 0 fluido sob pressão e de maneira apropriada o ar.
Os sacos (11) e (12) podem ser a imagem repetida um do outro. Como está representado, o saco (11) compreende painéis interior e exterior (16) e (17) com contornos periféricos idênticos, ligados de maneira contínua em tomo da periferia e ao tubo (13) de ligação do fluido de compressão. Uma vedação contínua feita pelo calor, entalhada devido à compressão local para um maior reforço da ligação, segue um percurso periférico (18), a ponteado no desenho.
A peça inicial na qual é cortado cada um dos painéis (16) e (17) segue um contorno (19) dianteiro ou distai que é desenhado para se sobrepor aos ossos das primeiras falanges e, de uma maneira geral, ajusta-se ao alinhamento das uniões entre os ossos da primeira e segunda falanges de uma mão espalmada, de modo que ambos os painéis (16) e (17) cobrem a falange dos dedos da mão (isto é, os primeiros ossos das falanges de todos os dedos) . 0 contorno dianteiro (19) une-se com um contorno do lado do polear ou contorno lateral (20), que se sobrepõe ou atravessa a união entre as falanges do polegar; o contorno dianteiro (19) une-se na sua outra extremidade com um contorno do lado oposto ou contorno lateral (21), que se estende para a junção proximal-lateral com o tubo de alimentação (13) e amboe os contornos laterais (20) e (21) unem-se com um contorno transversal proximal (22), que também se estende para a junção lateral com 0 tubo (13). Como está representado, umas formações ou apêndices ligados (23) e (24) dos painéis (16) e (17) estendem-se lateralmente em sentidos opostos a partir de regiões proximais dos contornos laterais (20) e (21).
Ο trajecto periférico (18) da vedação contínua de reforço dos painéis (16) e (17) é caracterizado pela proximidade longitudinal limitada do tubo (15) em (A) (fig.2), o truncariento do apêndice (25) em (B), um primeiro lobo reenterante em (C) entre o dedo polegar e o indicador, lobos semelhantes, mas mais estreitos, (D), (E) e (F), entre os dedos adjacentes, o truncamento do apêndice (24) em (G) e finalmente pela proximidade longitudinal limitada do tubo (13) em (H). Pequenas áreas de ligação triangulares (25) e ^26) junto da zona (A) e entre a vedação (18) e 0 contorno proximal (22) e entre 0 lobo (C) e 0 contorno lateral <2u), estão representadas com aberturas (27) e (28) que, como pode ver-se, proporcionam um alinhamento com pernos de guia ^não representados) para a montagem de produção dos painéis ç]6) e <17), antes da ligação permanente e das fases de vedação no fabrico.
υ painel interior <16; pode ser de material poroso ou pode ser perfurado, para um escape limitado do fluido de inflação durante os intervalos entre os impulsos de inflação, produzindo assim uma acção de arrefecimento na pele adjacente e, como um conforto adicional para 0 paciente, a superfície do painel (16) em contacto com a pele é de preferência revestida
d.e flocos, como está sugerido pelo ponteado em (29) na fig.2A.
Como atrás se indicou, o outro saco (12) pode ter uma construção idêntica à do saco (11); mas, no caso de uma superfície (29') do saco (12) em contacto com a pele revestida de flocos, a identidade de construção e uma simetria de construção. Deram-se as mesmas referências numéricas às partes do saco (12) correspondentes às dos sacos (11), mas com uma plica.
A mitene (10) torna-se um produto unitário colocando os dois sacos (11) e (12) como 0 objecto e sua imagem num espelho, adjacentes e com as aberturas de posicionamento (27) e (28) dos respectivos sacos alinhadas. Feito este alinhamento, efectua-se a vedação pelo calor, por compressão marginalmente fora do percurso (18) da vedação, localmente em (B1) e em (C), (D1), (E'), (F*) e (G‘), estabelecendo assim espaços intermédios não selados (entre os sacos (11) e (12)), que permitem a passagem individual do polegar e dos restantes dedos para estabelecer a condição representada na fig. 1, com a mao introduzida. Compreender-se-a que a distancia entre as extremidades distais adjacentes das vedações (B') e (C) têm que ser suficientes para abraçar perifericamente o dedo polear, enquanto as distancias distais adjacentes das vedações (C') e (D’), das vedações (D') e (E*), das vedações (E*) e (F') e de (F*) e (G*), têm também de ser suficientes para abraçar perifericamente os
I |i OffbitefrE - J dedos respectivos, que passam indi.vidualnien.te através dos respectivos espaços.
Sn utilização, a mitene das fig.l a 5 θ escolhida com dimensões apropriadas para a dimensão da mão e para a condição da mão do paciente. Por exemplo, uma mao muito inchada pode exigir uma mitene de dimensões maiores que as que o paciente necessitaria noutras condições. Depois de introduzir a mão, o aspecto será o ilustrado na fig.l, com os alinhamentos das vedações (C·), (D*), (E*) e (F*) estendendo-se profundamente para o interior de cada um dos espaços em ângulo agudo entre o polegar e o indicador e entre cada dois dos outros dedos. Depois puxam-se um para o outro os apêndices (25) e (24) do saco (11), fixando-se os apêndices de maneira adesiva ao painel <17), por exemplo removendo primeiramente as tiras protectoras locais (25) e (24) para expor um revestimento local de adesivo presso-sensível, e depois puxa-se o apêndice para dentro para estreitar efectivamente a abertura proximal ou do lado do pulso da mitene. Uma fixação local semelhante dos apêndices correspondentes (25') e (24’) do saco (12) ao painel exterior (17*) do saco <12; ajudara a adaptação da abertura ao pulso ao paciente. Pode então desenvolver-se uma ligação periférica, usando as técnicas das moldações ortopédicas, se necessário, em torno'de toda ou de parte da mitene, assegurando-se de que as ligações dos tubos (15) e (14) ficam acessíveis exteriormente para a ligação de serviço aos meios de inflação pulsatória (15)· Porém, na forma representada, supõe-se que não é necessária a referida moldação, pelo menos na zona da mitene, e ha fig.5 está ilustrado que pode enrolar-se gaza ou musselina cirúrgicas (30) em tomo da palma e das costas da mão e na zona das falanges dôs dedos, incluindo o polear, estabelecendo assim uma liép.ção periférica em tomo da zona de bombagem da mãoj em alternativa, se os painéis exteriores (17) e (17’) dos sacos (11) e (12) forem de um material relativamente não extensível, estes painéis (17) e (17*) podem em alguns casos proporcionar uma ligação periférica suficiente.
A ligação periférica delimitará, como se compreende, efectivamente os sacos (16) e (17) contra a expansão para fora do ciclo de inflação/deflação e ao mesmo tempo limita substancialmente os requisitos volumétricos para o fornecimento reciclado do fluido sob pressão no ciclo de inflação/deflação. Como questão prática, a pressão de aperto na falange está efectivamente localizada na periferia do dedo polegar, na periferia dos restantes dedos e nas zonas adjacentes da palma e das costas da mão, e toda aacumulação — 6
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de sangue nas veias dentro desta zona limitada ^falange e adjacente à palma da mão) é apertada simultaneamente, numa imitação da actuaçao de fecho firme do pulso da zona de bombagem da mão. De maneira importante, o polegar e os restantes dedos ficam expostos, por exemplo para a inspecção periódica da circulação, para a verificação da reacção nervosa e para a inspecção do progresso da terapêutica na redução do inchaço.
As fig.4 e 5 ilustram uma outra forma de realização na qual um saco inflável único (40) está concebido de forma a proporcionar a acção de inflação/deflação na falangs' indicada e nas áreas adjacentes das costas e da palma da mão. Especificamente, 0 saco (40) compreende dois painéis iguais (41) e (42) com um contorno na generalidade rectangular, no qual quatro aberturas para os dedos (45), (44), (45) e (46) estão dispostas transversalmente afastadas umas das outras no eixo médio longitudinal do contorno rectangular. Desviadas longitudinalmente e transversalmente da disposição (45), (44), (45) e (46), e situadas simetricamente, há duas outras aberturas (47) β (48), cada uma das quais dimensionada para receber o dedo polegar. Uma fiada (49) de vedação unida estende-se em tomo de toda a periferia rectangular e é completada por uma ligação (50) do tubo de inflação; esta fiada de vedação está indicada a ponteado, tal como sucede com uma vedação completa perifericaménte dos painéis (41) a (42), entre si, em tomo das aberturas para o dedo polegar e para os restantes dedos (45) a (4θ)· De preferência, o painel (41) que deve ser aplicado junto da pele é revestido com flocos, para maior conforto, e este painel pode também serporoso, perfurado ou permeável, para ventilação do fluido sob pressão durante os períodos entre as inflações pulsatórias do saco.
ae for a mao direita a ser tratada com o dispositivo de fig.4 então os dedos (que não 0 polegar) são introduzidos através de aberturas (45) a (46), entrando o polegar na abertura (47); e se for a mão esquerda a tratar os dedos (que não 0 polegar) são servidos pelas mesmas aberturas, enquanto o polegar passa pela abertura (4θ)· Depois da introdução da mão, as metades separadas do saco são dobradas para as zonas de sobreposição das costas e da palma da mão adjacentes às falanges do polegar e dos restantes dedos. Os bordos laterais (51) e (52) do saco são depois sobrepostos, como sugere a fig .5 para o caso da mão esquerda. Uma fita adesiva pode reter o invólucro enrolado quando se utiliza uma moldação ortopédica, ou pode fazer-se uma li^tção peri7
férica, enrolando gaza ou. musselina da maneira descrita em ligação com a fig. 3. fode ver-se que os ciclos pulsatérios da acção de inflação/deflação focam o aperto e as forças locais de compressão das veias simultaneamente em torno do polegar e de cada um dos outros dedos, na falange e nas zonas adjacentes da palma da mão.
A forma de realização da fig. 6 proporciona uma acção de estimulação semelhante à proporcionada pela forma de realização das fig·.4 e 5» mas com maior economia de material da folha do painel. Especificamente, o saco inflável (6u) da fig.6 compreende dois painéis iguais (61) e {62) de material de folha flexível que são unidos e vedados perifericamente um com o outro, e com uma ligação (63) para o fluido sob pressão, estando a fiada da vedação periférica representada a ponteado. Quatro aberturas para os dedos (64), (65), (66) e (67) estão dispostas separadas umas das outras numa disposição arqueada e uma outra abertura (6õ) para 0 polegar está separada das primeiras, sendo cada uma destas aberturas sede de uma vedação periférica local para unir os painéis (61) e (62) entre si, como se sugere pelo ponteado. 0 perfil periférico é caracterizado por um bordo proximal (L), na generalidade rectilíneo,e por um contorno (Μ-N) com dois lobos ou apêndices divergentes, ao longo do bordo oposto, para além das aberturas dos dedos.
De preferência, ambos os painéis (61) e (62) têm superfícies exteriores revestidas de flocos, de modo que uma mão direita pode ser servida pelas introduções do polegar e dos restantes dedos pelo lado do painel (61) do saco e de modo que uma mão esquerda é servida analogamente através do lado do painel (62). Uma vez introduzidos os dedos, dobram-se para tras as formações (M) e (n) sobre as costas da mão em questão e uma fita adesiva retém temporariamente a aplicação enrolada de ^.za, musselina e/ou o desenrvolvimento de uma moldação ortopédica de uma ligação periférica.
Um dispositivo inflável do tipo descrito relativamente a qualquer das formas de realização, em conjunção com a sua ligação periférica, nunca exige uma grande variação de volume durante um ciclo de inflação/deflação. 0 volume máximo de inflação é da ordem de 200 cm3 e na deflação pode esperar-se que ó volume se reduza a 75·“10θ θκ5. Assim, o equipamento (15) de fornecimento do fluido sub pressão pode ser relativamente pequeno e conveniente para ser montado no tampo de uma mesa ou numa prateleira, com um tubo flexível e uma união, desli^vel, com o tubo de entrada (13-14,50,65) s
isso é verdade se os meios (15) de alimentação e controlo forem simplesmente válvulas com tempos de actuação controlados para assegurar o fornecimento pro gramado de um fluido, tal como oxigénio, a partir de um depósito de alimentação disponível localmente, ou os meios (15) incorporam o seu próprio mecanismo de bombãgem e/ou acumulador para proporcionar o fluido sob pressão necessário. ãeja qual for a alternativa, dispositivos temporizadores e as suas possibilidades de regulação são meios bem conhecidos, e portanto os meios de alimentação (15) podem ter uma certa variedade de formas diferentes de realização fisica. 0 que porém é importante é que o fornecimento do fluido sob pressão para a entrada (lj-14,5O,6j) e o escoamento do fluido através dos poros e/ou das aberturas e/σα das válvulas na fase de deflação devem obedecer ε. determinados critérios. Os critérios presentemente preferidos serão estabelecidos no contexto da fig.7, que representa a pressão P que deve ser desenvolvida rapidamente na fase de inflação (a) e dissipada de uma maneira mais ou menos exponencial, na fase de deflação (b).
Embora tenha sido estabelecido anteriormente que o dispositivo inflável deve ser inflado num tempo de um segundo ou inferior, é talvez mais exacto estabelecer que, na nossa experiência presente, a inflação deve ser o mais rápida possível, para simular a velocidade com que as veias em questão são apertadas quando se fecha rapidamente o pulso. Uma tal inflação rápida imprime uma sacudidela ou acção pulsatória aguda ao fluxo de retomo dó sangue e supõe-se que uma tal acção auxilie a redução do inchaço e da dor. Admite-se que a velocidade máxima, embora transitória depois da excitação pul, satória, é mais importante qúe o fluxo total de sangue. As veias possuem formações quê constituem válvulas de retenção, sendo a face de jusante de cada válvula de retenção um local de retenção para a acumulação indesejável de sólidos ou trombos que de putro modo poderão não ser impelidos através do sistema de retomo venoso j crê-se que com a inflação do saco o mais rápida possível a fase de abertura de cada válvula de retenção é correspondeútemente rá pida, agitando assim localmente o sangue do fluxo de retomo retido e reduzin do a probabilidade de constrições das passagens de retomo por coágulos.
A pressão máxima (P) para qualquer impulso de inflação fornecido deve ser tal que seja” suficiente para produzir o impulso venoso apropria do, mas não muito inconfortável para que o paciente possa suportá-lo. Isso si gnificará naturalmente uma pressão P máxima que pode ser variável de acordo com cada paciente particular e com o sêu sofrimento.Porém pode dizer-se quem
60*00 iaiuuM
nossa experiência actual, será satisfatória uma pressão maxima no interior do dispositivo inflável de 200 a 220 mm de mercúrio. Uma tal pressão maxima produziu uma actuação confortável da bomba da mão do paciente, no caso de o aparelho de alimentação (15) ter proporcionado um fornecimento, estabelecido em tempos determinados, de oxigénio proveniente de um depósito sob pressão e, em alternativa, no caso de o aparelho alimentador (15) ter gerado o seu proprio fornecimento de impulsos de pressão de ar local; em ambos os casos, o tempo de inflação (a) foi de aproximadamente 0,4 segundos.
período total (a+b) do ciclo de inflação/deflação será também variável, dependendo da condição patológica em presença e, em particular, dã severidade da obstrução venosa e de quão rapidamente a bomba venosa fisiológica se enche. Como guia grosseiro, pode dizer-se que, em condiçoes de obstrução venosa severa, por exemplo num membro com um inchaço marcado, o período do ciclo pode ser tão frequente como 10 segundos. No caso de um inchaço moderado, 50 segundos seria provavelmente mais adequado, enquanto que para fins de manutenção seria suficiente um período de 60 segundos. A frequência dos ciclos pode ser seguida auditivamente pelo médico escutando o fluxo nas veias posteriores do rádio ou do cúbito, com um monitor Doppler.
Embora o intervalo entre os impulsos de inflação seja muito maior que o tempo (a) de inflação rápida indicado, a nossa experiência ulterior mostrou que o tempo de deflação deve ser o mais curto possível, começando a deflação automaticamente quando se atinge uma pressão máxima pré-determinada. Assim, recomendamos correntemente uma certa fuga no saco, ou qualquez outro tipo de alivio da inflação numa medida em que, por exemplo, para uma pressão máxima de 210mm de mercúrio, a deflação para JOmm de mercúrio se verifique em cerca de um segundo e para 20mm de mercúrio em cerca de 1,9 segundos. Um distribuidor de tempos no interior do aparelho (15) reiinicia o ciclo após um tempo de espera igual ao intervalo (b).
Na forma de realização da fig.8, proporciona-se uma mitene inflável por meio de uma luva interior (80) dentro de uma luva exterior (81), sendo as pontas do polegar e dos restantes dedos truncadas em ambas as luvas para permitir a exposição dessas extremidades da mão quando a mitene está a ser usada. Estas luvas são seladas uma na outra, através das vedações periféricas contínuas (82), (85), (84), (85) e (86) em torno’das aberturas do polegar e dos restantes dedos, e por uma outra vedação (87) em torno da abertura do pulso. Está indicado um remendo de reforço (88) que protege a ponta do
tubo (89) de inflação para a zona do saco definida pelas luvas (80) e (81) seladas e entre as mesmas. Se a luva exterior (81) for de material relativamente não extensível, em comparação com a natureza relativamente flexível e extensível da luva interior (80), então a luva exterior (81) em alguns casos pode proporcionar uma ligação periférica apropriada? no entanto, geralmente é preferida uma ligadura de gaza, como na fig. 3» para uma maior limitaçao do volume de inflação necessário.
A forma de realização da fig. 9 será facilmente considerada como semelhante à da fig.8, tendo por isso sido usados os mesmos numeros de referência, sempre que seja adequado. A diferença na fig. 9 é que se desenvolveu uma vedação contínua periférica (90) entre as luvas (80) e (81) em torno das costas e da palma da mao, a fim de limitar ainda mais a inflaçao necessária do dispositivo. Do lado proximal ou lado do pulso da vedação (90) as luvas (80) e (81) podem ser simplesmente laminadas uma na outra. Quer na fig.8, quer na fig.9» os procedimentos de inflação/deflação são os escritos para outras formas de realização.
Embora a presente invenção tenha sido descrita em pormenor em ligação com as formas de realização dadas como exemplos, compreender-se-á que podem introduzir-se modificações sem nos afastarmos da presente invenção Por exemplo, no caso da fig.6, os painéis (61) e (62) podem ser ligados um ao outro dentro de toda a área das formações dos apêndices (M) e (H), isto é, fora de um perímetro de’inflação vedado que segue a tira (70) ilustrada pelas linhas a tracejado, a uma distância pequena na vizinhança das aberturas dos dedos (64) a (67). Se for esse o caso, as formações dos apêndices (M) e (K) não fazem parte do volume inflável, mas podem ser dobradas para trás sobre as costas da mão e integradas por adesão ou por outro processo no desenvolvimento da ligação periférica. Deve notar-se que neste caso as pressões pulsatérias são aplicadas com uma eficiência pelo menos igual, peri fericamente e individualmente em tomo das falanges proximais do polegar e dos restantes dedos, e à zona adjacente da palma da mão. Este resultado é conseguido sem aplicar a pressão de inflação directamente contra as costas da mão? porém, em reacção ao desenvolvimento da pressão de inflação directamente sobre a zona interessada do lado da palma da mão, as costas da mão recebem uma aplicação indirecta da pressão através da tensão anular da ligação periférica.

Claims (1)

  1. REIVINDICAÇÕES
    Aparelho médico, caracterizado por compreender dois sacos infláveis de material flexível, tendo cada um dos referidos sacos dois painéis iguais selados entre si perifericamente e tendo ambos os sacos um contorno periférico semelhante adaptado para se estender entre os limites laterais de uma mão humana em sobreposição substancialmente apenas com a falange proximal do dedo polear e dos restantes dedos da mão bem como com as zonas adjacentes da palma e dasjcostas da mão, com as zonas da mão sobrepostas ensanrduichadas entre os sacos respectivos, estando os referidos sacos ligados localmente entre si: l2 entre locais das bainhas do polegar e dos outros dedos e 2a nos referidos limites laterais, definindo assim uma mitene inflável que, quando em inflação aplica uma acção de aperto essencialmente limitada às veias das referidas falanges proximais e às regiões adjacentes, tendo ós referidos sacos meios para a admissão e a libertação selectivas do fluido de inflação sob pressão,
    - 2» Aparelho medico de acordo com a reivindicação 1, caracterizado por os painéis de cada um’ dos referidos sacos e sti rem ligados entre si localmente dentro do referido contorno periférico e nas zonas locais em que os referidos sacos estão fixados entre si.
    - 5à -
    Aparelho medico de acordo com a reivindicação 1, caracterizado por os meios definidos em último lugar incluírem uma ligação ao tubo de alimentação aos sacos respectivos.
    - 4a -
    Aparelho médico de acordo com a reivindicação 1, caracterizado por a fixação local dos referidos sacos um ao outro entre os locais das bainhas do polear e dos restantes dedos ser ao longo de alinhamentos que se estendem para dentro a partir da periferia numa extensão suficiente para ter o mesmo comprimento que as primeiras falanges adjacentes.
    - 5a -
    Aparelho medico de acordo com a reivindicação 1, caracterizado i
    por o painel interior de cada saco ter vários orifícios para a ventilação do fluido sob pressão.
    — —
    Aparelho medico de acordo com a reivindicação 1, caracterizado por ter uma superfície com pelos fibrosos para conforto no contacto com a pele.
    - 7“ -
    Aparelho médico, caracterizado por compreender um só saco inflável de material flexível, tendo o referido saco dois painéis iguais com umcontomo periférico na generalidade rectangular e vedados perifericamente entre si, tendo oreferido contorno pelo menos uma dimensão adaptada para se estender entre os limites laterais de uma mão humana na zona das falanges proximais do polegar e dos restantes dedos da mão, tendo o referido saco uma série de cinco aberturas individuais distribuídas na generalidade ao longo da referida dimensão e afastadas para dentro ém relação a periferia vedada, sendo os referidos painéis vedados continuamente entre si em tomo de cada uma das referidas aberturas, tendo as referidas aberturas dimensões para permitir a introdução do polegar e de todos os dedos através das aberturas individuais e tendo o referido saco meios desviados das referidas aberturas para a admissão e a libertação selectivas de fluido de inflação sob pressão.
    - 8® -
    Aparelho médico de acordo com a reivindicação 7, caracterizado por quatro das referidas aberturas estarem em geral no alinhamento da referida dimensão e por a quinta abertura estar afastada lateralmente do referido alinhamento geral, de modo que o referido aparelho poderá receber igualmente a introdução do polegar e dos restantes dedos de uma das mãos através de um dos painéis e, em alternativa, o polegar e os restantes dedos da outra mão através do outro painel.
    - 9a -
    Aparelho médico de acordo com a reivindicação 7, caracterizado por os referidos painéis terem uma superfície exterior com pelos fibrosos para maior conforto no contacto com a pele.
    - 10® -
    Aparelho medico de acordo com a reivindicação 7, caracterizado por um dos referidos painéis ter uma superfície exterior compelos fibrosos
    -15 r i
    para maior conforto no contacto com a pele e por uma sexta abertura em tomo da qual os referidos painéis estão vedados continuamente entre si estar desviada do referido alinhamento geral mas no sentido oposto ao da quinta abertura, de modo que o painel confortável para o contacto com a pele do referido aparelho pode ser aplicado a qualquer das mãos.
    - lia -
    Aparelho médico, caracterizado por compreender um saco inflável de material flexível, tendo o referido saco dois painéis iguais vedados perifericamente entre si e com contorno periférico adaptado para se estender entre os limites laterais de uma mão humana em sobreposição essencialmente apenas com as falanges proximais do dedo polegar e de todos os restantes dedos, bem como as zonas adjacentes da palma e das costas da mão, e vm outro painel de material flexível de contorno periférico análogo adaptado para se estender entre os limites laterais da mão em sobreposição com as falanges proximais de todos os dedos da mão bem como das zonas adjacentes referidas, de modo que as zonas sobrepostas da mão podem ficar ensanduichadas entre o referido saco e o referido outro painel, estando os referidos sacos e painel fixados entre si localmente: l2 entre os locais das bainhas do polegar e dos restantes dedos e 2a nos referidos limites laterais, definindo assim uma mitene inflável que, quando em inflação aplicará uma acção local de aperto subs tancialmente limitada às veias das referidas falanges proximais e zonas adjacentes, tendo o referido saco meios para a admissão e a libertação selectivas do fluido sob pressão.
    - 12& -
    Brocesso para promover o fluxo de retorno venoso num braço humano, caracterizado por compreender as fases de:
    a) aplicaçao de uma pressão de aperto transitoriamente às falanges próxima?3 do dedo polegar e dos restantes dedos da mão, sendo a referida pressão de aperto aplicada perifericamente ao polegar e aos restantes dedos e sendo a referida pressão de aperto aplicada simultaneamente ao polegar e a todos os outros dedos, comprimindo assim simultânea e transitoriamente substancialmente apenas os locais das veias e as zonas junto das falanges proximais,
    b) relaxação da pressão de aperto durante um intervalo de tempo que é relativamente grande conçparado com a duração da aplicação transitória da referida pressão de aperto, e
    - 14 ί\
    c) repetição cíclica da referida aplicação transitória, em alternância com o referido período relativamente grande de relaxação da pressão.
    - 13* -
    Processo para promover o fluxo de retorno venoso num braço humano, caracterizado por compreender:
    a) a aplicação de uma pressão de aperto transitória nas falanges proximais do dedo polegar e dos restantes dedos da mão e à zona adjacente da palma da não, sendo a referida pressão de aperto aplicada perifericamente em relação a cada dedo, incluindo o polegar, e à referida zona adjacente, comprimindo simultânea e transitoriamente apenas substancialmente o local das veias junto das falanges proximais;
    b) a relaxação da pressão de aperto durante um intervalo de tempo relativamente grande quando comparado com a duração da referida pressão de aperto transitória; e
    c) a repetição cíclica da referida aplicação transitória, alternando com o referido intervalo de tempo relativamente grande de relaxação da pressão.
    - 14a - frocesso para promover 0 fluxo de retomo venoso num braço humano, caracterizado por compreender:
    a) 0 estabelecimento de uma zona inflável, vedada e limitada flexivelmente, que envolve de maneira contínua cada um dos dedos incluindo o polegar, bem como zonas adjacentes da palma e das costas da mão, sendo esse envolvimento substancialmente limitado à falange proximal do polegar e dos restantes dedos e as referidas zonas adjacentes;
    b) 0 estabelecimento de uma ligação periférica da mão em tomo da referida zona inflável;
    c) a aplicação de um impulso de inflação relativamente curto de um fluido sob pressão dentro da referida zona, comprimindo desse modo o local das veias das falanges nas e junto das referidas zonas adjacentes!
    d) a relaxação da pressão de inflação durante um intervalo de tempo que é reLativamente grande comparado com a duração do referido impulso; e
    a) a repetição cíclica do referido dimpulso relativamente curto em alternância som o referido intervalo de tempo relativamente grande de relaxação da pressão.
    - 15 - 15“
    Aparelho médico, caracterizado por compreender duas luvas de material flexível, uma no interior da outra, tendo as referidas luvas formações truncadas correspondentes ao polegar e aos restantes dedos que se estendem para além das áreas da palma e das costas da mão ligadas perifericamente, sendo as referidas luvas vedadas perifericamente uma com a outra em tomo de cada uma das referidas formações truncadas e sendo as referidas luvas vedadas continuamente na periferia uma na outra através das áreas da palma e das costas da mão, definindo-se assim um espaço fechado vedado entre as ligações vedadas das referidas luvas uma na outra, tendo o referido espaço fechado meios para admissão e libertação selectivas de fluido sob pressão.
    - 16& _
    Aparelho de acordo com a reivindicação 15, caracterizado por a referida segunda vedaçao das luvas uma na outra se fazer junto do bordo proximal das zonas da palma e das costas da mão.
    - 17a Aparelho de acordo com a reivindicação 15, caracterizado por a referida segunda vedação das ditas luvas uma na outra se fazer junto do limite distai das areas da palma e das costas da mão mas pelo menos com um certo desvio de cada uma das formações para o polegar e para os restantes dedos.
    A requerente declara que o primeiro pedido desta patente foi depositado nos Estados Unidos da América em 16 de Dezembro de 1985, sob o número de série 809,590.
PT8381486A 1985-12-16 1986-11-26 Aparelho medico para a mao PT83814B (pt)

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Application Number Priority Date Filing Date Title
US80959085A 1985-12-16 1985-12-16

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PT83814A PT83814A (en) 1986-12-01
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ID=25201701

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PT8381486A PT83814B (pt) 1985-12-16 1986-11-26 Aparelho medico para a mao

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GR862883B (en) 1987-04-27
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ES2007024A6 (es) 1989-06-01
EP0228768A2 (en) 1987-07-15
EP0228768B1 (en) 1991-12-11
DK591386D0 (da) 1986-12-09
IE862654L (en) 1987-06-16
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DK591386A (da) 1987-06-17
EP0228768A3 (en) 1987-09-09
DK167335B1 (da) 1993-10-18

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