PT88134B - Processo para a preparacao de um produto de goma de mascar estabilizado - Google Patents

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Description

Descrição da patente de invenção de WARNER-LAMBERT COMPANY, nortè-americana, industrial e comercial, com domicilio em 201 Tabor Road, Morris Plains, New Jersey 07950, Estados Unidos da América, (inventores: Zdravko Dokuzovic e Zoltan Bodor, residentes no Canadá), para: PROCESSO PARA A PREPARAÇÃO DE
UM PRODUTO DE GOMA DE MASCAR
ESTABILIZADO
Descrição
A presente invenção refere-se à preparação de produtos de goma de mascar com estabilidade superior para os edulcorantes derivados do ácido L-aspártico.
Mais particularmente, a presente invenção refere-se a um produto de goma com uma estabilidade global aumentada devido à coextrusão ou colaminação de pelo menos duas partes diferentes, que são separadas por uma barreira impermeável a aroraatizantes e/ou humidade.
GSP *
Nos anos recentes, tem-se utilizado o Aspartamo como edulcorante artificial com poucas calorias, em composições de gomas de mascar. Coiihudo, as composições de gomas de mascar, utilizando Aspartamo, têm apresentado característicaaente níveis impraticáveis de instabilidade. A insta- 1 gAD OFUG*NAL u
bilidade pode manifestar-se de várias maneiras diferentes, como por exemplo fissuração e por alterações, na textura, gosto, cor e propriedades semelhantes. A instabilidade das composições de goma de mascar contendo Aspartamo, é em primeiro lugar atribuída à instabilidade do próprio Aspartamo em ambientes heterogéneos que incluem, entre outras coisas aromatizantes, especialmente aromatizantes com base am aldeído, e componentes de humidade. Assim, um problema encontrado pelos especialistas de composições de gomas de mascar sem açúcar que utilizam Aspartamo como edulcorante é a degradação do Agpartamo devido à presença de aldeídos, que são utilizados como aromatizantes, componentes de humidade, e níveis de pH em que o Asmartamo apresenta instabilidade, como por exemplo, acima de cerca de 4,5. Esta instabilidade e outros problemas associados com o Aspartamo, são devidos à molhabilidade do cristal de Aspartamo, bem como à sua configuração morfológica. Mais especificamente, a hidrólise do Aspartamo resulta na formação de Bases de Schiff. Além disso, o Aspartamo decompõe-se em fenilalanina e d icetopiperazina (DKP) na presença de aldeídos.
Tem sido referidas várias tentativas para estabilizar o Aspartamo em composições de goma de mascar. Uma tentativa para estabilizar o Aspartamo é através da sua encapsulação com vários revestimentos formulados. Por exemplo, a Patente Norte-Americana NS 4 590 075 de Wei e col. refere um sistema de libertação de aroma e edulcorante compreendendendo agentes edulcorantes, um dos quais é o Aspartamo, encapsulado numa matriz compreendendo pelo menos um elastómero; pelo menos um solvente de elastómero; pelo menos um sistema de cera; um excipiente escolhido no grupo consistindo em carbohidratos, álcoois polihídricos e suas misturas, e, opcionalmente, partículas esféricas com canais microporosos.
A Patente Norte-Americana N2
556 565 de Arima e col. refere uma composição edulcorante encapsulada do éster metílico da L-aspartil-L-fenilalanina (APM) utilizando numa base de goma de mascar para formar uma
BAD ORIGINAL
composição de goma de mascar. A composição de goma de mascar também inclui hidrolizado de amido hidrogenado e/ou maltose hidrogenada e um álcool de açúcar, enquanto a base de goma exclui o carbonato de cálcio e o talco e inclui celulose microcristalina em seu lugar.
A Patente Norte-Americana N2 4 485 118 de Carrol e col. refere uma composição de goma e um processo de obte-la, que contém um sistema de libertação sequencial de vários aromas que compreende diferentes aromas. Um dos aromas é encapsulado num revestimento insolúvel na água. Interoduz-se um aroma líquido separado individualmente que está disponível para libertação imediata.
A Patente Norte-Americana Ne 4 384 004 de Cea e col. refere a encapsulação do edulcorante artificial éster metílico da L-aspartina-L-fenilalanina (APí-i) com um material de revestimento incluindo éteres de celulose, ésteres de celulose, certos polímeros de vinilo, gelatina e zeina, numa proporção de material de revestimento para APM de 1:1 ou menos. 0 APM estabilizado é particularmente adequado para incorporação nas formulações de goma de mascar.
A Patente Norte-Americana Ne 4 139 639 de Baboshy e col. refere a fixação ou encapsulação do éster metílico da L-aspartil-L-fenilalanina (APM) para retardar e/ou evitar a conversão de APM em dicetopiperazina (DKP), em certas condições de humidade, temperatura e pH que pode efectar. um sistema de goma de mascar.
A Pgtente Norte-Americana N2 4 004 039, Patente Norte Americana N2 3 956 507 e Patente Norte-Americana N2 3 928 633, cada uma de Shoof e col, referem uma composição edulcorante em que o APM é discretamente dispersado através de uma matriz criada fundindo uma massa fusível e subdividindo-se de forma a encapsular nela o APM. A composição edulcorante das apresentações são aplicáveis em misturas
BAD ORIGINAL ds alimentos e autores das patentes não estão particularmente preocupados com composições de gomas de mascar.
A Patente Norte-Americana N2 3 962 463 de Witzel refere uma goma de mascar possuindo um aroma aceitável mas com um teor substancialmente reduzido de ingredientes aromatizantes, obtidos impregnando ou depositando partículas sólidas de aroma, como por exemplo partículas de aroma microencapsuladas ou aromas absorvidas de uma substância alimentar à superfície da goma.
Embora a encapsulação ou revestimento de Aspartamo estabilizado tenha sido feita com sucesso num grau limitado, ela sofre de várias desvantagens, dado que o - aromas de aldeído ainda penetram no encapsulado e desestabilizam o Agpartamo. S3be-se gue o Aspartamo tem a forma de varões agulhas ou dendrites. Gomo resultado, é muito difícil revestir o Aspartamo utilizando técnicas de mistura ou çulverização ordinárias. Para serem eficazes como barreiras protectoras, os revestimentos devem ser susceptiveis de molhar e aderirem à superfície cristalina, incluindo as pontas do tipo agulha e outras variações de forma do Aspartamo. A^icionalmente, o revestimento deve ser susceptível de ser aplicado numa película com uma espessura uniforme suficiente para ser uma barreira contra factores de degradação como por exemplo humidade. , alterações de pH, alterações de temperatura e reagentes químicos. Os revestimentos, para além de serem barreiras protectoras, devem ser suficientemente flexíveis para se adaptarem às irregularidades de superfície e à configuração geométrica sem fissuração devida a tensões mecânicas a gue está submetido durante a incorporação do edulcorante nos produtos específicos.
Verificou-se gue a mistura simples de materiais conhecidos como por exemplo gorduras, com certos outros materiais de núcleo, como por exemplo Aspartamo, não dá protecção adequada para manter o material do núcleo num
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estado estabilizado. As gorduras não são materiais de revestimento adequados nem o são materiais de revestimento como por exemplo amido e certos outros materiais como por exemplo ceras. Muitos destes materiais necessitam solventes e humidade para aplicação, que tem efeitos adversos na estabilidade de materiais hidrofílicos instáveis, como por exemplo Aspartamo. Por exemplo, a mistura simples de Aspartamo em misturas líquidas de materiais de revestimento tradicionais, como por exemplo, gordura e lecitina, resultou numa fraca molhabilidade, revestimento salpicado e protecção inadequada contra humidade e produtos químicos. O resultado é a degradação do Aspartamo por exposição e estas condições. As alterações no pH e na temperatura catalisam estas acções degradantes.
Outras desvantagens associadas com encapsulados é que as composições de goma em que elas são utilizadas são inicialmente e do ponto de vista organoléptico insuficientes, dado que os encapsulados separam o edulcorante, isto é, o Aspartamo da língua do consumidor.
Outras tentativas para estabilizar o Aspartamo em composições de gomas de mascar são referidas na Patente Norte-Americana N2 4 374 858 de Glass e col. em que se aumenta a estabilidade de doçura de uma goma de mascar adoçada com Aspartamo revestindo o Aspartamo à superfície do pedaço de goma de mascar; a Patente Norte-Americana N2 4 246 286 de Kiose e col. refere uma composição de goma de mascar adoçada que contém o éster metílico da L-aspartil-L·-fenilalanina (APM) em quantidades até 1,5% em peso do produtc total. O aperfeiçoamento referido compreende uma goma que tem um pH entre 5,0 e 7,0 de modo que a degradação do APM pare dicetopiperazina é minimizada e a capacidade de armazenagem da goma é aumentada; e a Patente Norte Americana N2 4 122 195 de Bahoshy e col. refere um produto e um processo em que se fixa o éster metílico da L-aspartil-L-fenilalanina no produto de reacção de um composto contendo um ião metálico polivalente com um éster ácido de amido não gelatinizado de um ácido
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carboxílico substituido em que a taxa de decomposição do í éster metílico da L-aspartil-L-fenilalanina quando utili- j zado numa goma de mascar é reduzido. i
O Pedido de Patente Britânico com ο N2 de série GB 2 177 587 A, refere um produto de goma de mascar ' estruturado em forma de camada, estando todos os componentes ! da formulação sensíveis a agua colocados numa parte central [ e encamisados por camadas externas de materiais insensíveis ,1 à égua. É também referido que se podem utilizar um ou mais aromatizantes na base de goma utilizada nas camadas exteriores, e que o material do núcleo pode conter um ou mais aroma- j
I tizantes.
Num pedido copendente refere-se um produto de goma em que se protege o Aspartamo colocando-o numa parte de goma separada. Não se forma qualquer medida para evitar a migração de ingredientes ou para evitar a degradação na interface,
Por outro lado, o produto da goma de mascar da presente invenção inclui uma goma coextrudida ou ccjlaminada incluindo pelo menos duas partes separadas, que são fisicamente separadas uma da outra por uma barreira protectora que é substancialmente impermeável a aromatizantes e/ou humidade. Assim, no presente produto de goma, o Aspartamo, está, além de ser colocado numa parte separada e afastada dos componentes que o degradavam, como por exemplo aromatizantes com base em aldeído e componentes de humidade, também fisicamente separado desses componentes pele película que forma a barreira protectora.
SUMÁRIO DA INVENÇÃO
O produto de goma de mascar estabilizado da presente invenção inclui uma primeira parte de composição de goma de mascar compreendendo uma base de goma e um edulcorante derivado do ácido L-aspártico, pelo menos uma segunda _ 6 BAD ORIGINAL i
parte de composição de goma de mascar compreendendo uma base de goma e pelo menos um aromatizante e, uma película de barreira protectora colocada entre a primeira parte e a segunda parte de modo a gue a primeira parte e a segunda parte estejam em lados opostos da película de barreira protectora de modo a que o edulcorante derivado do ácido L-aspártico esteja presente no produto de goma substancialmente fora do contacto com os agentes aromatizantes da segunda parte. As partes podem ser camadas de composição de goma ou outras partes de goma distintas gue mantêm a integri dade do produto de goma. A disposição do produto da goma da presente invenção aumenta a estabilidade dos edulcorantes de rivados do ácido L-aspártico e, consequentemente, do produto final de goma.
O processo de conformar o produto de goma de mascar estabilidado da presente invenção inclui partir-se de uma primeira composição de goma de mascar compreendendo uma base de goma e um edulcorante derivado do ácido L-aspártico na ausência de adição de agentes aromatizantes com base em aldeído, desde que pelo menos uma segunda parte de composições de goma de mascar compreendendo uma base de goma e aromatizantes, colocando a primeira parte num dos lados da barreira, e colocando a segunda parte no lado oposto da barreira, de modo gue a barreira esteja interposta entre a primeira parte e a segunda parte, em que o(s) edulcorante(s) derivado(s) do ácido L-aspártico no produto seja(m) estabilizado(s) evitando o contacto mútuo entre o(s) edulcorante(s) derivado(s) do ácido L-aspartícó da primeira parte e os aromatizantes da segunda parte.
produto de goma de mascar da presenta invenção apresenta várias vantagens resultantes do modo melhc rado em que se estabilizam os edulcorantes derivados do ácido L-aspártico.
Por exemplo, não são necessárias quantidades adicionais do éster metílicó da L-aspartil-L-fenilala7
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nina (AK-i) para sarem adicionadas quando se formula o produto ί de goma de modo a compensar a desestabilização do APM.
Assim, guando se consome o produto de goma, a concentração estará disponível na composição de goma.
i i
Adicional mente, o produto de goma pode ter um teor de humidade normal e/ou elevado sem ocorrer I a desestabilização do APM. De modo semelhante, o presente produto de goma pode incluir aromatizantes com bases em aldeído sem ocorrer a desestabilização do APM.
3e desejado, pode utilizar-se o APM livre como edulcorante sem APM encapsulado. Como tal, o custo associado com a formalação da presente composição de goma será relativamente minimo.
Além disso o presente produto de goma é organolepticamente satisfatório para o consumidor, dado gue pode libertar imediatamsnte a doçura bem como ter uma | doçura controlada quando, por exemplo, se utilizam também edulcorantes encapsulados.
i i
fara uma melhor compreensão da presen-; te invenção, juntamente com outros objectivos adicionais, faz-se referência à seguinte descrição, tomada em conjunto com os desenhos anexos, em que o seu âmbito será detalhado nas reivindicações anexas.
DESCRIÇÃO DOS DESENHOS ' í
I
I
A Figura 1 é uma vista em perspectiva do presente produto de goma em forma de placa;
A Figura 2 é uma vista em secção do presente produto de goma tirada ao longo das linhas 2-2 da Figura 1;
BAD ORIGINAL
A Figura 3 é uma vista em secção do presente produto de goma tomada ao longo das linhas 3-3 da j Figura 1; |
I
I
A Figura 4 é uma vista em perspectiva I i
de uma concretização alternativa da presente invenção na forma cilíndrica;
A Figura 5 é ainda outra concretização !
alternativa do presente produto de goma na forma de barra; | i
!
t
A Figura 6 ilustra graficamente representações de primeira ordem da estabilidade do APM no presente j
I produto de goma de mascar e num produto de goma de mascar ι \ o 1 convencional, a temperatura ambiente e a 37 C; e [
Ϊ
A Figura 7 ilustra graficamente as representações do logaritmo da estabilidade do APM nos produtos de goma de mascar da Figura 6 em função do tempo.
í i
DESCRIÇÃO PORMENORIZADA DA FORMA DE REALIZAÇÃO ί i
Descrição da Parte Contendo o Edulcorante Derivado do Ácido
L-Aspártico
A composição de goma de mascar da primeira parte, isto é, a parte contendo edulcorante, bem como a composição da goma de mascar da parte que contém os aromatizantes é, de preferência, substancialmente anidra. Por substancialmente anidra, pretende-se significar que existe j menos de 2% em peso de humidade nessa parte. Composições de goma de mascar adequadas com um teor relativamente baixo de humidade, são descritas na Patente Norte-Americana N2 4 514 422 de Yang e col. atribuída em 30 de Abril de 1985; a Patente Norte-Americana N2 4 579 738 de Cherukuri e col. atribuída em 1 de Abril de 1986; a Patente Norte-Americana N2 4 587 125 de Cherukuri e col. atribuída em 6 de Maio de
- 9 &AD ORIGINAL
1986; cujo conteúdo é aqui incorporado por referencia. j j
i
A base da goma utilizada pode ser qual- j quer base de goma insolúvel em agua bem conhecida. Exemplos : ilustrativos de polímeros adequados em bases de goma incluem alastómeros e borrachas, naturais e sintéticas. ?or exemplo os polímeros que são adequados em bases de goma incluem sem i limitação, substâncias de origem vegetal, como por exemplo chicle, borracha natural, jelutong, balata, guta percha, lechi> caspi, sorva, gutacai, perilo, goma coroa e suas misturas.
São particularmente úteis os elastómeros sintéticos como por exemplo copolimeros de butadieno-estireno, copolimeros de isobutileno-isopreno, polietileno, poliisobutileno e acetato de polivinilo e suas misturas.
A base de goma pode conter solventes de elastómero para auxiliar o amaciamento do componente de borracha. Esses solventes de elastómero podem compreender éster de metilo, glicerol ou peneritritol de resinas ou resinas modificadas, como por exemplo resinas hidrogenadas, dimerizadas ou polimerizadas ou suas misturas. Exemplos de solventes de elastómero adequados para utilização nesta invenção incluem ! z ί o ester de pentaeritritol de resina de madeira ou gom; parcial, I mente hidrogenada, ester de penta eritritol de resina de madeira ou goma, éster de glicerol de resina de madeira ou goma, éster de glicerol de resina parcialmente dimerizada, éster de glicerol de resina polimerizada, éster de glicerol de resina de óleo elevado, éster de glicerol de resina de madeira ou goma e resina de madeira ou goma parcialmente hidrogenada e éster de metilo de resina parcialmente hidrogenada, como por exemplo polímeros de alfa-pineno ou beta-pineno; !
i as resinas de terpeno incluem politerpeno e suas misturas. 0 i , ί solvente de elastómero pode ser utilizado numa quantidade variando de cerca de 10% a cerca de 75% e, preferivelmente, cerca de 45% a cerca de 70% em peso da base de goma.
Podem incorporar-se vários ingredientes tradicionais na base de goma, como por exemplo plastificantes • ’
- 10 - BAD ORIGINAL
ou amaciadores. Exemplos desses ingredientes incluem lanolina, ácido esteárico, estearato de sócio, estearato de potássio, triacetato de glicerilo, glicerina, lecitina, monoestearato de glicerilo e produtos semelhantes. As ceras naturais, as ceras do petróleo, ceras de poliuretano, ceras de parafina e ceras microcristalinas podem também ser incorporadas na base de goma para se obterem várias texturas e propriedades de consistência desejáveis. Estão também incluídas as misturas destes ingredientes tradicionais. Estes ingredientes tradicionais são geralmente utilizados em quantidades até cerca de 30% em peso e, preferivelmente, em quantidades de cerca de 3% a cerca de 20% em peso do produto fina de goma de mascar.
A parte contendo edulcorante do presente produto de goma de mascar pode incluir adicionalmente os aditivos convencionais de agentes corantes como por exemplo dióxi^ do de titânio; emulsificantes como por exemplo lecitina e monoestearato de glicerilo; e cargas adicionais como por exemplo dióxido de alumínio, alumina, silicatos de alumínio, carbonato de cálcio, fosfato de cálcio, talco, e suas combi- ! nações. Estas cargas podem também ser utilizadas na base !
de goma em várias quantidades. Geralmente,quando presentes, !
estas cargas são utilizadas em quantidades até cerca de !
30% em peso do produto em goma referido. A quantidade de cargas, guando utilizadas, variará, preferivelmente, entre cerca de 4% a eerca de 30% em peso do produto final de goma de mascar. j
A base de goma utilizada no edulcorante derivado do ácido L-aspártico pode ser utilizado em quantidades entre cerca de 5% e cerca de 50%, preferivelmente entre cerca de 15% a cerca de 40% e, mais preferivelmente entre j cerca de 20% e cerca de 30% em peso do produto final de goma de mascar. I
I
A parte contendo edulcorante do presente produto de goma de mascar contém um eduldorante derivado do
BAD ORIGINAI.
ácido L-aspártico numa quantidade eficaz para dar o nível de doçura pretendido. A concretização preferida inclue o éster metílico da L-aspirtil-L-fenilalanina (APM) como edulcorante cuja preparação é apresentada na Patente Norte-Americana N2 3 492 121 que aqui se incorpora por referência. Outros exemplos de edulcorantes derivados do ácido L-aspártico incluem o hidrato de L-oc-aspartil-N-(2, 2, 4, 4-tetrametil-3-tietanil) -D-aláninamido; ésteres metílicos da L-aspartil -L-fenilglicina e L-aspartil-L-2-S, dihidrofenilglicina; L-aspartil -2, 5-dihidro-Lr-fenilalanina; L-aspartil-L- (1-ciclohexil-en)alanina; e produtos semelhantes.
problema do APM é que o APM apresenta sensibilidade quando é exposto a temperaturas e humidade elevadas, certas condições de pH e certos outros ingredientes alimentares, incluindo aromatizantes, especialmente aromatizantes com base em aldeído. Essa exposição provoca a decomposição do APM para a dicetopiperazina (DKP) correspondente, o que é evidenciado por uma diminuição proporcional na doçura.
O APM, ou outros edulcorantes derivados do ácido L-aspártico, podem ser utilizados na composição de goma contendo edulcorantes, como edulcorante livre quer usado isoladamente quer em combinação com outros edulcorantes e/ou APM encpasulado. G APM livre ou outro edulcorante derivado do ácido L-aspártico, pode ser utilizado em quantidades de cerca de 0,01% a cerca de 2,0% em peso do produto de goma de mascar final. Utiliza-se, de preferência, o APM numa quantidade de cerca de 0,01% a cerca de 1,0% e, mais preferivelmente numa quantidade de cerca de 0,01% a cerca de 0,4% do produto final de goma de mascar. Podem utilizar-se edulcorantes auxiliares para complementarem o APM e podem utilizar-se em quantidades convencionais com base no peso total do produto de goma de mascar, como é normal na prática. Por exemplo refere-se uma preparação de edulcorantes contendo APM na Patente Norte-americana N2 4 556 565 de Arima e col. Contudo, a presente invenção distingue-se da descoberta da Patente Norte-americana N2 4 556 565 que descreve uma composição con- 12 BAD ORIGINAL i
tendo APM em que se faz uma tentativa para estabilizar o I
APM substituido o c arbonato de cálcio por pó da celulose mi- crocristalina.
O-oCionalmente, podem utilizar-se outros agentes edulcorantes (edulcorantes) juntamente com o APM ou outros edulcorantes derivados do ácido L-aspártico em quantidades suficientes para completar a doçura do APM ou outros ! edulcorantes derivados do ácido L-aspártico. Está também contemplado que estes edulcorantes podem ser utilizados em quantidades suficientes para darem o nível pretendido de doçura aumentando-se o nível de doçura pela quantidade utilizada de APM ou outros edulcorantes derivados do ácido L-aspártico. Estes outros edulcorantes corantes incluem agentes edulcorantes solúveis em água, agentes edulcorantes artificiais solúveis em água, agentes edulcorantes solúveis em água derivados de edulcorantes solúveis em água de ocorrência natural, edulcorantes com base em proteínas, suas misturas e produtos semelhantes. Sem nos limitarmos a edulcorantes particulares, os i exemplos representativos destes outros edulcorantes incluem: j
A, Agentes edulcorantes solúveis em água, como por exem- 1 pio monossacáridos, dissacáridos e polissacáridos, I i
como por exemplo xilose, ribose, glicose (dextrose), ί manose, galactose, frutose (levulose), sacarose (açúcar), maltose, açúcar invertido (uma mistura de frutose e glicose derivada da sacarose) amido parcial- i mente hidrolisado, xaropes de milho, dihidrocalcolonas, ) monelina, esteviósidos, glicirrizina, e álcoois de açúcar como por exemplo sorbitol, xilitol, manitol, maltitol, hidrolisado de amido hidrogenado e suas misturas;
B. Edulcorantes artificiais solúveis em água como por exemplo sais solúveis da sacarina, isto é, sais de sódib ou de cálcio da sacarina, sais de ciclamato, acessulfamo-K e produtos semelhantes, e a forma de ácido livre da sacarina;
BAD ORIGINAL
C. Edulcorantes solúveis em água derivados de edulcoran- I tes solúveis em água de ocorrência natural, como por exemplo derivados clorado do açúcar ordinário (sacarose) conhecido, por exemplo, com o nome de sucralose;
e
D. Edulcorantes com base em proteínas como por exemplo , a taumatina.
Estes outros edulcorantes, guando utilizados, são utilizados em quantidades eficazes para darem o produto final pretendido, e essas quantidades podem variar com o edulcorante escolhido. Por exemplo, para um edulcorante de fácil extracção as quantidades podem variar de cerca de 0,01% a cerca de 90% em peso do produto de goma de mascar. Os edulcorantes solúveis em água na categoria A descrita acima podem ser utilizados em quantidades ate cercade 75% em peso do produto final de goma de mascar sendo adequado cerca de 25% a cerca de 75%. Alguns dos edulcorantes da categoria A (por exemplo glicirrizina) podem ser utilizados nas quantidades estabelecidas para as categorias B-D a seguir indj.cad.as devido a capacidade edulcorante conhecida dos edulcorantes. Os edulcorantes das categorias 3-D podem ser utilizados am quantidades de cerca de 0,005% a cerca de 5,0% e, preferivelmente, c erca de 0,05% a cerca de 2,5% em peso do produto final de goma de mascar. As quantidades escolhidas para uso em ligações com os edulcorantes derivados do ácido L-aspártico são as que dão o nível desejado de doçura independente do nível de aroma conseguido com os aromatizantes utilizados.
j
A parte contendo edulcorante do presente produto de goma de mascar pode também conter um edulcorante de APM encapsulado utilizado isoladamente ou em cooperação com o APM livre. O APM pode ser encapsulado por várias técnicas de revestimento, incluindo secagem por atomização, coacervação e técnicas semelhantes. De preferência, o APM é
BAD ORIC .% !.
encacsulado por um processo gue opera de modo semelhante aos processos de revestimento por leito fluidizado, em gue se suspendem as partículas de APM num dispositivo que cria uma forte corrente ascendente de ar em que se movem as partículas A corrente passa através de uma zona de gotículas finamente atomizadas do material de revestimento ou encapsulante, após o que as partículas assim revestidas saiem cia corrente ascendente e passam para baixo numa condição fluidizada em contra corrente para uma corrente de gás aquecido fluidizado na qual são arejadas, e podem reentrar na zona de revestimento que se move para cima para uma aplicação de revestimento discreta posterior. O processo antecedente e o dispositivo associado são conhecidos como Processo Wurster. O Processo Wurster e o seu dispositivo associado são descritos com detalhes na seguinte Patente Norte-americanas; Fatente Norte-Americana Ne. 3 196 827; Pgtente Norte-Americana N2. 3 241 520; e Patente Norte-Americana Ne. 3 253 944.
Doscricão da Parte que Gnntém os Aromatizantes
Esta parte particular do presente produto de goma de mascar também inclui uma base de goma. A descrição anterior com respeito à base de goma utilizada na parte contendo o edulcorante derivado do ácido L-aspártico aplica-se igualmente também aqui.
Assim, recordando um pouco, a base de goma é em primeiro lugar fabricada a partir dos polímeros ade quados descritos. A^icionalmente, como previamente descrito, a base de goma pode também conter solventes de elastómeros, plast ificantes, amaciadores, corantes, emulsionantes e carga s de enchimento.
Tal como acima referido, a composição de goma de mascar desta parte é de preferência essencialmente anidra, contudo, para esta parte pode conter menos de cerca de 5% em peso, com base no peso desta parte, de água.
BAD ORIGIN' _
Esta parte particular do presente j produto de goma de mascar também inclui componentes aromatizar! tes. Os aromatizantes utilizados nesta parte incluem os conhecidos dos especialistas, como, por exemplo, aromas naturai^ e artificais. Estes aromatizantes podem ser escolhidos de óleos aromatizantes sintéticos de aromáticos, e/ou óleos, resinas de óleos e extractos derivados de plantas, folhas, flores, frutos e outros produtos e suas combinações. Os óleos aromatizantes representativos incluem: óleo de hortelã, óleo de canela, óleo de gualtéria (salicilato de metilo), óleo de hortelã pimenta, óleo de alho, óleo de louro, óleo de anis, óleo de eucalipto, óleo de tomilho, óleo de folha de cedro, óleo de nóz moscada, óleo de salva, óleo de amêndoas amargas, e óleo de cassia. São também uteis aromas artificiais, naturais ou sintéticos, de frutos, como por exemplo, de baunilha e óleo de citrino, incluindo limão, lauanja, uva, lima e toranja, e essencia de frutos, como por exemplo maçã, pera, pêssego, morango, framboesa, cereja, ameixa, ananás, alperce e outros. Estes aromatizantes podem ser utilizados individual mente ou em mistura. Os aromas vulgarmente utilizados incluem aromas de hortelã pimenta, mentol, baunilha artificial, derivados de canela, e vários aromas de frutos, utilizados individualmente ou em mistura. Os aromatizantes são geralmente utilizados em quantidades que variarn dependendo do aroma individual e podem, por exemplo, variar em quantidade de cerca de 0,005% a cerca de 5% em peso da composição final de goma de mascar e, preferivelmente, cerca de 0,2% a cerca de 3% em peso e mais preferivelmente de cerca de 0,4% a cerca de 2, 5 em peso.
A separação do edulcorante derivado do ácido L-aspártico numa parte e dos aromatizantes noutra parte e a interposição de uma barreira protectora entre as duas partes respectivas, como acima referido, resulta numa superior estabilidade do edulcorante derivado do ácico L-aspártico. Sm particular, demonstra-se a superior estabilidade quando se utilizam aromas com base em aldeído (aromas), que se sabe de- 16 BAD ORIGIN' _
gradarem o ácido L-aspártico.
Exemplos de aromas de aldeído adequados incluem, mas não se limitam a: acetaldeído (maçã): benzaldeído (cereja, amêndoa); aldeído anísico (alcaçuz, aniz); aldeído cinâmico (canela); citral, isto é alfa citral (limão, lima); neral isto é beta citral (limão, lima); decanal (laranja, limão); etil vanilina (baunilha, creme); heliotropina, isto é, piperanol (baunilha, creme); vanilina (baunilha, creme); alfa-amil cinamaldeído (aromas fortes de frutos); butiraldeído (manteiga, queijo); valeraldeído (manteiga, queijo); citronelal (modificador, vários tipos); decanal (frutos citrinos); aldeído C-8 (frutos citrinos); aldeído C-9 (frutos citrinos); aldeído C-12 (frutos citrinos); 2-etil butiraldeído (frutos com bagos); hexenal, isto é, trans-2 (frutos com bagos); tolil aldeído (cereja, mendoa); veratraldeído (baunilha); 2,6-dimetil-5-heptenal, isto é, melonal (melão); 2,6-dimetiloctanol (frutos verdes); e 2-dodecenal (frutos, mandarina).
Preparação da Barreira Protectora
No produto final de goma de mascar, é interposta uma película de barreira entre a parte contendo o edulcorante derivado do ácido L-aspártico e a parte que contém os aromatizantes, Esta película actua como barreira protectora, isto é, evita que qualquer dos aromas de aldeído ou quaisquer outros aromas, migrem de uma parte que está isenta do edulcorante de ácido L-aspártico para a parte que contém o edulcorante, evitando assim o efeito deteriorante que os aromas teriam no edulcorante e, como resultado, o produto final de goma de mascar.
A película de barreira protectora pode ser fabricada de quaisquer materiais formadores de películas conhecidas, em quantidades eficazes para formarem uma película que dê propriedades hidrofílicas às película assim obtida. A película essencialmente impermeável aos
aromatizantes utilizados de modo a evitar a passagem de quaisquer óleos aromatizantes ou aromatizantes de aldeído através da película de barreira. Geralmente, os materiais utilizados para formar a película são solúveis em água ou em álcool (etanol) e formadores de gel, Assim, os materiais são dissolvidos numa quantidade suficiente de solvente (água ou álcool) para subilizarem o material, geralmente é suficiente cerca de 5$ a cerca de 90$ em peso da solução da película em água.
Apenas de forma ilustrativa, pode obter-se a barreira protectora de película a partir de materiais escolhidos no grupo consistindo em: gelatina; goma Acácia; Ágar; Algina e Derivados; Carragenina e seus sais; Arabinogalactano; Fungo de Padeiro Glicano; Carboximetilcelulose; Goma de Sementes de Alfarroba; Goma de Celulose; Purcelarano e seus sais; Goma Guar; Goma Arábica; Hidroxipropil Celulose; Hidroxipropil Metil Celulose; Gelose de Musgo Irlandês; Goma Caraia; Metilcelulose; Metiletil Celulose; Pectina; Alginato de Propileno Glicol; Ster de Propileno Glicol de Metil Celulose; Carboxi Metil Celulose de Sódio; Goma Tragacanto; Goma de Xantano; laca; e suas misturas.
Outros requisitos que se referem aos materiais utilizados para fabricarem a película protectora são de que devem ser comestíveis, mastigáveis e não podem ser organoleticamente insatisfatórios.
A película pode ser obtida de qualquer modo convencional. Assim, por exemplo, a película pode ser obtida por extrusão, pulverização, escovagem, por quaisquer misturas de solventes de qualquer dos materiais acima enumerados ou suas misturas.
Logo que eeteja formada a película ela pode ser incorporada no produto final de goma em quantidades eficazes para formar uma barreira.entre a parte con- 18 -
tendo o edulcorante derivado do ácido L-aspártico e a parte isenta do mesmo, isto é, a parte contendo os aromatizantes. Geralmente, a quantidade de película de barreira protectora disposta entre as partes depende das caracteristicas do material formador de película utilizado. Por exemplo, a película de barreira protectora pode estar presente em quantidades até cerca de 10% em peso da composição final de goma de mascar sendo preferido então entre 5% a cerca de 10%.
Preparação do Produto de Goma de Mascar presente produto de goma de mascar é obtido preparando em primeiro lugar separadamente cada uma das partes acima descritas, nomeadamente, a parte contendo o edulcorantecderivado do ácido L-aspártico, a parte contendo os aromatizantes e a película de barreira protectora. Deve entender-se que foram descritas apenas duas partes separadas, isto é, a parte que contém o edulcorante derivado do ácido L-aspártico e a parte que contém os aromatii zantes, e o presente produto de goma de mascar deve conter ambas as partes com um valor mínimo. Podem incluir-se outras partes no produto final de goma. Cada parte adicional pode obviamente ser obtida com uma composição adequada para dar os resultados pretendidos. Deve ainda entender-se que a película de barreira protectora pode ser interposta entre cada parte adicional.
Após cada uma das partes respectivas terem sido preparadas separadamente de uma maneira que será melhor compreendida a seguir referindo-se aos exemplos que se seguem, as partes podem ser mutuamente aplicadas aos lados opostos da película protectora de barreira, isto é, podem ser colaminadas ou coextrudidas nos lados opostos da película de barreira protectora.
Referindo agora os desenhos em que se designam semelhantes por números de referência semelhantes,
ilustram-se na Figura 1, 4 e 5 várias concretizações cio presente produto de goma da mascar. Referindo particularmente às Figuras 1-3, o produto de goma 10 inclui uma parte superior 12, uma parte inferior 14 θ uma película de barreira protectora 16 que está interposta entre a parte superior 12 e a parte inferior 14.
Referindo agora às Figuras 4 e 5, apresentam-se ilustrações de concretização alternativas da presente goma, nomeadamente, um produto de goma em forma cilindrica (Fig. 4) e um produto de goma em forma de barra (Fig. 5). Estas concretizações alternativas incluem uma parte superior 12, uma parte inferior 14 e uma película de barreira protectora 16.
Embora os desenhos ilustrem o presente produto de goma em forma de placa, em forma cilíndrica e forma de barra, deve entender-se que se podem utilizar outras configurações de acordo com a presente invenção.
Os seguintes exemplos servem para apreciar melhor a invenção mas não pretendem de qualquer modo restringir o âmbito efectivo da invenção. Assim, embora a descrição precedente e os exemplos seguintes foquem uma composição de goma em bicamada, deve entender-se que a presente invenção também se refere a um produto de goma possuindo mais do que duas partes que pode tomar a forma de camadas ou outras configurações, como por exemplo tubos com a forma quadrada ou redonda, etc.
Nos exemplos que se seguem utilizaram-se composições de goma de mascar essencialmente anidras.
Exemplos 1 e 2
Preparou-se uma amostra do presente produto de goma no Exemplo 1, utilizando os ingredientes referidos na Tabela I em quantidades correspondentes às
percentagens em peso indicadas. No Exemplo 2, preparou-se uma composição de goma de mascar adoçada de forma convencional ou artificial, de modo a que os ingredientes estão todos colocados num ambiente homogéneo. Assim, no produto de goma de mascar do Exemplo 2 o aroma e o APM foram distribuídos uniformemente no pedaço global de goma. No Exemplo 1, utilizaram-se a mesma quantidade de aromatizantes e de APM tal como no Exemplo 2, contudo, no Exemplo 1, o APM e os aromatizantes foram cada um distribuidos em duas partes separadas e distintas de acordo com a presente composição de goma de mascar.
Na Tabela I, a camada A representa a camada ou a parte que está isenta de qualquer edulcorante derivado do ácido L-aspártico, a camada B representa a camada ou a parte que contém o edulcorante derivado do ácido L-aspártico, e a camada C representa a camada ou a parte utilizada como película de barreira protectora.
Tabela I camada
INGREDIENTE A B C
Base de Goma 28 28 -
Lecitina - 1.0 -
Manitol 12.0 12.0 -
Sorbitol 41.92 35,4 -
Xilitol 10o0 10.0 -
Glicerina 5.0 12.0 85.0
Aroma de canela 3.0 - -
Cor APM 0.08 - -
(Pó livre)* - 0.6 -
Oleo vegetal - 1.6 -
Gelatina Gran 150 - - 10.0
Água 5.0
* Utilizou-se pó de APM livre em vez de APM encapsulado para melhor ensaiar a estabilidade superior do APM no presente produto de goma de que se separa fisicamente do ApM dos aromas. Contudo, deve entender-se que a utilização de APM encapsulado está dentro do âmbito da presente invenção e é de facto preferido.
Verificou-se que o nível de doçura no Exemplo 1 da invenção era mantido a um elevado nível durante um período mais longo de tempo do que o produto do ^xemplo 2.
Os produtos de goma dos Exemplos 1 e 2 foram cada um armazenados a duas temperaturas diferentes, (22°C e 37°C) durante 28 dias. A concentração de APM para cada produto de goma foi determinada inicialmente, determinada após 18 dias e em seguida de novo após 28 dias. A partir das três medidas de concentração e para cada temperatura (22°C e 37°C) fizeram-se as primeiras representações gráficas e os resultados são apresentados na Pigura 6. Como demonstra esta ilustração gráfica, a concentração de APM no produto de goma do Exemplo 1 era superior à concentração do APM no produto de goma do Exemplo 2. Estes gráficos foram a seguir convertidos em gráficos de log /APM_/ em função do tempo e os resultados obtidos são apresentados na Pig. 7. 0 log da concentração de APM no produto de goma do Exemplo 1 era superior ao log da concentração do produto de goma do ^Exemplo 2. As constantes de primeira ordem, que representam a taxa de degradação de APM, foram obtidas a partir das declives das linhas rectas resultantes e aparecem na parte inferior da Tabela II
- 22 Tabela II
CONSTANTES DE VELOCIDADE DE PRIMEIRA ORDEM
k(DIAS)
TEMPERATURA K (EXEMPLO 1) K (EXEMPLO 2)
Temp.ambiente 0.011 0.057 5.2
57°C 0.015 0.075 5.0
Como estes dados demonstram a taxa de degradação de APM no produto de goma do Exemplo 2 é cerca de 5 vezes a taxa de degradação do APM no Exemplo 1.
Os especialistas notarão que, a menos que seja indicado o contrário, todas as percentagens aqui indicadas são percentagens em peso da composição finai de goma de mascar (produto). Além disso, a quantidade total de todos os ingredientes (componentes) ntiizados nas composições de goasm de mascar da presente invenção igualam 100%.
Assim, embora se tenham descrito o que presentemente se pensa serem as concretizações preferidas da invenção, os especialistas compreenderão que podem ser feitas alterações e modificações sem se afastar do espírito da invenção, a pretende-se reivindicar todas essas alterações e modificações como caindo dentro do verdadeiro âmbito da invenção.

Claims (1)

  1. REIVINDICAÇÕES
    - lã Processo para a preparatão de um produto de goma de mascar estabilizado contendo um edulcorante derivado do acido L-aspártico caracterizado por se incorporar: uma primeira parte de composição de goma de mascar substancial mente anidra compreendendo uma base de goma e um edulcorante derivado do ácido L-aspártico, pelo menos uma segunda parte de composição de goma de mascar compreendendo uma base de goma e pelo menos um agente aromatizante contendo menos do que cerca de 5% em peso, com base no peso da segunda parte, de água, e uma película de barreira protectora colocada entre a referida primeira parte e a referida segunda parte, em que o edulcorante derivado do ácido L-aspártico da referida primeira parte está essencialmente fora do contacto com o agente aromatizante aumentando assim a estabilidade do edulcorante derivado do ácido L-aspártico no produto de goma de mascar.
    - 2â Processo de acordo com a reivindicação 1, caracterizado por o referido edulcorante derivado do ácido L-aspártico estar na forma livre.
    - 3â Processo de acordo com a reivindicação 1, caracterizado por o referido edulcorante derivado do ácido L-aspártico ser o APM.
    Processo de acordo com a reivindicação 1, caracterizado por a referida película de barreira protectora ser fabricada de um material escolhido no grupo consistindo em: Gelatina, Goma, Acácia, Algina e Derivados, Carragenina e seus sais, Arabinogalactano, Fermento de Padeiro Glicano, C^rboximetilcelulose, Goma de Semente de Alfarroba, Goma de Celulose, Fulcelarano seus sais, Goma Guar, Goma Arábica, Hidroxipropil Celulose, Hidroxipropil Metil Celulose, Gelose de Musgo Irlandês, Goma de Caraia, Metilcelulose, Metiletil Celulose, Pectina, Alginato de Propileno Glicol, éter de Propileno Glicol de Metil Celulose, Carboxi-Metil-Celulose de sódio, Goma de Tragacanto, Goma de Xantano, laca e suas misturas.
    - 5ã Processo de acordo com a reivindicação 1, caracterizado por a referida composição de goma de mascar da referida primeira parte ser uma composição de goma de mascar anidra.
    - 63 _
    Processo de acordo com a reivindicação 1, caracterizado por a base de goma incluir um elastómero escolhido no grupo consistindo em chicle, jelutong, guta percha, goma coroa, copolímeros de butadieno-estireno, copolímeros de isobutil-isopreno, polietileno, poliisobutileno, poliacetato de vinilo e suas misturas.
    processo de acordo com a reivindica;ão 1, caracterizado por a referida base de goma incluir um ou mais solventes de elastómeros.
    - 8ã Processo de acordo com. a reivindicação 7, caracterizado por se utilizar um ou mais solventes de elas tóm.eros numa quantidade de cerca de 10% a cerca de 75% em peso da referida base de goma.
    - Sã Processo de acordo com. a reivindicação 7 caracterizado por se ucilizar um ou mais solventes de elastómeros numa quantidade de cerca de 45% a cerca de 70% em peso da referida' base de goma.
    - 103 Processo de acordo com a reivindicação 1, caracterizado por se utilizar a referida base de goma rta primeira parte e pelo menos na segunda parte, numa quantidade de cerca de 5% a cerca de 50%, em peso do produto final de goma de mascar.
    - 11- Processo de acordo com a reivindicação 1, caracterizado por se utilizar a referida base de goma na referida primeira parte e pelo menos na segunda parte, numa
    26· - quantidade de cerca de 15% a cerca de 40% em peso do produto final de goma de mascar.
    - 12s Processo de acordo com a reivindicação 1 caractdrizado por se utilizar o referido edulcorante derivado do ácido L-aspártico na primeira parte numa quantidade de cerca de 0,01% a cerca de 2,0% em peso do produto bruto de goma de mascar.
    - 135 _
    Processo de acordo com a reivindicação 1, caracterizado por se utilizar o referido edulcorante derivado do ácido L-aspártico na primeira parte numa quantidade de cerca da 1,0% em peso do produto de goma de mascar.
    - 145 _
    Processo de acordo com a reivindicação 1, caracterizado por se utilizar o edulcorante derivado do ácido L-aspártico na primeira parte, numa quantidade de cerca de 0,4% em peso do produto de goma de mascar.
    Processo de acordo com a reivindicação 1, caracterizado por a primeira parte incluir edulcorantes auxiliares utilizados como complemento do edulcorante derivado do ácido L-aspártico.
    - 27. -
    16â
    Processo de acordo com a reivindncação 3, caracterizado por o APM ser encapsulado.
    Processo de acordo com a reivindicação 15 caracterizado por os edulcorantes auxiliares serem encapsulados.
    Processo de acordo com a reivindicação 15, caracterizado por os edulcorantês auxiliares serem escolhidos no grupo consistindo em manitol, sorbitol, xilitol, sacarina, ciclamato, dinidrocalcolona, glicirrizina, esteviósido, hidrolisado de amido hidrogenado, acesulfamo-K, monelina, hidrato de L-d-aspartil-N-( 2, 2, 4, 4-tetrametil-3-dietanil)-D-alaninamida, um derivado clorado de sacarose e suas misturas.
    - 19ã Processo de acordo com a reivindicação 1, caracterizado por o edulcorante derivado do ácido L-aspártico ser preparado em condições essencialmente anidras.
    - 20^ Processo de acordo com a reivindicação 1, caracterizado por se escolherem os aromatizantes no grupo consistindo em hortelã-pimenta, mentol, baunilha artificial, derivados de canela, aromas de frutos e suas misturas.
    - 21- Processo cie acordo com a reivindicação 1, caracterizado por os aromatizantes na segunda parte serem aromatizantes com base em aldeído.
    - 22â _
    Processo de acordo com a reivindicação 21, caracterizado por se escolherem os aromatizantes com base em aldeído no grupo consistindo em acetaldeído, benzaldeído, aldeído anísico, aldeído cinâmico, citral, neral, décanal, etil, vasilina, heliotropina, vanilina, alfa-amil, cinamaldeído, butiraldeído, valeraldeído, citronelal, aldeído C-3, aldeído C-9, aldeído C-12, 2-etil, butiraldeído, hexenal, tolil aldeído, veratraldeído, 2,6-dimetil-5-heptenol, 2,6-dimetiloctanol, 2-dodecenal e suas misturas.
    - 23^ Processo de acordo com a reivindicação 1, caracterizado por se incluirem os aromatizantes, pelo menos na segunda parte numa quantidade de cerca de 0,005% a cerca de 5% em peso do produto de goma de mascar.
    - 243 _
    Processo de acordo com a reivindicação 1, caracterizado por se incluirem os aromatizantes pelo menos na segunda parte, numa quantidade de cerca de 0,4% a cerca de 2,5% em peso do produto de goma de mascar.
    25^
    Processo de acordo com a reivindicação 1, caracterizado por se incorporarem adicionalmente material escolhidos no grupo consistindo em cargas, emulsionantes, corantes, plastiricantes, amaciadores, ceras, agentes espessantes e suas misturas.
    - 26â Processo de acordo com a reivindicação 25, caracterizado por se utilizarem os materiais incorporados em quantidades até cerca de 30% em peso do produto de goma.
    - 27â Processo de acordo com a reivindicação 1, caracterizado por compreender adicionalmente mais de duas camadas.
    - 28s Processo para conformar um produto de goma de mascar estabilizado possuindo um edulcorante deri vado do ácido L-aspártico caracterizado por:
    partir-se uma primeira parte de composição de goma de mascar substancialmente anidra compreendendo uma base de goma e um edulcorante derivado do ácido L-aspártico, partir-se uma segunda parte de composição de goma de mascar compreendendo uma base de goma e aromatizantes, possuindo a segunda parte da composição menos do que 5% em peso, com base no peso da segunda composição, de água, e colocar-se uma barreira entre a primeira e a segunda partes, em que a estabilidade do referido edulcorante derivado do ácido L-aspártico livre é substancialmente aumentada por se
    - 3Q evitar o contacto mútuo entre o referido edulcorante derivado do ácido L-aspártico da primeira parte e os aromatizantes da segunda parte.
    - 29^ Processo de acordo com a reivindicação 28 caracterizado por a barreira ser obtida por coextrusão das partes em lados opostos da barreira para se obter o produto de goma.
    - 30 s _
    Processo de acordo com a reivindicação 28, caracterizado por o referido edulcorante derivado do ácido L-aspártico estar sob a forma livre.
    A requerente declara que o primeiro pedido desta patente foi apresentado nos Sgtados Unidos da América em 30 de Julho de 1987, sob o número de série 078,361.
    Lisboa, 28 de Julho de 1988 5 AGENTE OFieiAL *A PSOFRIEOAOt INBUSTfll*.
PT88134A 1987-07-30 1988-07-28 Processo para a preparacao de um produto de goma de mascar estabilizado PT88134B (pt)

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