PT90580B - Processo para a pulverizacao por explusao de material celular de origem animal ou vegetal - Google Patents
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Description
A invenção refere-se a um processo para a pulverização por explosão de material celular de origem animal ou vegetal, no qual se introduz o material numa câmara sob pressão, se submete aí â acção de gás sob pressão e, em seguida, se descarrega da câmara sob pressão semelhante a explosão de encontro a uma superfície de embate.
Um processo deste tipo e os dispositivos apropriados para a sua realização são descritos na Memória Descritiva Publicada para inspecção pública do Pedido de Patente Alemã DE-OS 26 32 0^5. De acordo com essa memória descritiva, sabe—se que para a afloração do material celular pode promover-se de tal forma que o material final se obtém por descarga e expansão de encontro a uma superfície de embate.
De acordo com os conhecimentos que servem de base à presente invenção, o embate sobre a superfície de em bate confere âs partículas um impulso mecânico que frequentemente apenas provoca o processo de rebentamento que reali
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za a pulverização. No início do processo de expansão e de descarga, as partículas embatem sobre a parede livre e dura da superfície de enbate e obtêm de facto o impulso mecânico. No decurso do processo de expansão e de esvaziamento forma-se no entanto sobre a superfície de enbate uma camada de partículas pulverizadas que faz com que as partículas subse quentes embatam nesta camada comparativamente mais macia sobre a superfície de enbate e nao obtenham o impulso mecânico que provoca o processo de rebentamento e, além disso, por causa do subsequente esvaziamento da câmara sob pressão e da consequente redução da diferença de pressão deixem de possuir o impulso das partículas que Inicialmente embatem nela. Isto tem como consequência que o processo de redução de tamanho das partículas não se realize uniformemente e se obtenha um material que, juntamente com as partículas finas, também possua partículas grosseiras.
Agora, no entanto, a recuperação das substan cias contidas num material é tanto mais fácil quanto menor for a proporção de partículas grossas. Além disso, frequente mente não se pretende um material com uma distribuição demasiadamente larga dos tamanhos das partículas, Por consequência, nos processos de acordo com o estado da técnica, o material grosseiro foi separado do material fino, por exemplo, por peneiração e novamente submetido a uma pulverização por exmploção. Isso exige correspondentes despesas e está eventu almente associado com perdas de materiais valiosos. Mesmo por reciclagem repetida da parte grosseira não pode conseguir-se a completa pulverização do material empregado. Isso é explicado pelo facto de o material reciclado ser estruturalmente danificado e na expansão da pressão o equilíbrio de pressão se realizar sem o processo de rebentamento e, por consequência, sem a pretendida acção de pulverização. Se se experimentar evitar a proporção de material grosseiro por elevação da pressão, obtém-se um material tão fino que o processamento subsequente pode ser dificultado por causa da for
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mação de pó muito fino, entupimento de filtros, etc.
objecto da presente invenção é proporcionar um processo aperfeiçoado para a pulverização por explosão que resolve os inconvenientes dos processos conhecidos.
Isso consegue-se de acordo com a presente in venção descarregando ou expandindo o material em pequenas porções contra o dispositivo de moagem de um moinho que serve como superfície de embate.
A vantagem de uma tal maneira de proceder re side no facto de que, não obstante seja de prever que na pul verização por explosão, ainda se obtenha imediatamente a saí da do moinho material grosseiro, na realidade finalmente não se obtenha absolutamente nenhum material grosseiro, e, por consequência, pode não realizar-se uma separação ou reciclagem. Além disso, os dispositivos de moagem do moinho que se movimentam em conjunção com as pequenas porções que lhes são alimentadas proporcionam que o material que embate encontre as superfícies de embate, nomeadamente as partes móveis do moinho, duras permanentemente livres, na medida em que o processo de rebentamento não foi provocado por si próprio, é provocado pelo impulso mecânico conferido no choque contra as partes do moinho. Por pequenas porções entendem-se porções que podem ser absorvidas ou processadas pelo moinho utilizado nos respectivos intervalos de tempo que não necessita de partículas de material só rebentado para equilibrar instantaneamente a diferença de pressões entre o interior da célula e a atmosfera exterior na saída da câmara de pressão. Este intervalo de tempo é diferente de material para material, mas no entanto é em geral da ordem de grandeza de um minuto. No sentido utilizado na presente memória descritiva, a expressão pequenas porções significa assim porções em que podem atravessar o moinho utilizado durante o intervalo de tempo necessário para o equilíbrio das pressões das partículas de material não móídas.
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Os moinhos apropriados que podem ser empregados no processo de acordo com a presente invenção são em si conhecidos. São preferidos moinhos com grandes capacidades. São especialmente apropriados os moinhos de discos, de modo particular, moinhos de discos com dentes.
Em geral, é desejável que o material constituído por células de origem ani al ou vegetal e pulverizar não entre os contactos com ar ou com oxigénio e/ou com humidade. De acordo com uma variante preferida, o processo de acordo com a presente invenção prevê portanto que o material seja descarregado ou expandido numa atmosfera de um gás inerte ou contra uma atmosfera de gás inerte. Isso consegue-se da maneira mais simples se a ligação entre a câmara de pressão e o moinho for estanque a gás. Desta forma, a entrada de ar ou de oxigénio e/ou de humidade é activamente exclt ida. Isto e' especialmente o caso em que, de acordo com um posterior aperfeiçoamento da presente invenção, como gases sob pressão se empregam gases como dióxido de carbono, azoto, monóxido de diazoto, gases raros assim como misturas destes gases, de preferência, dióxido de carbono. Estes gases actuam como gases inertes, expressão que de acordo com a presente invenção significa gases que não originam nenhumas reacções químicas nem enzimáticas com o material das células e/ou com as substâncias contidas.
De acordo com um outro aperfeiçoamento do processo de acordo com a presente invenção, prevê-se ainda que o material a pulverizar seja adicionalmente arrefecido. Este arrefecimento pode por exemplo evitar a perda de compo nentes de baixo ponto de ebulição e, por consequência, os componentes aromáticos facilmente voláteis do material das células na pulverização por explosão. A maneira como se efej tua o arrefecimento do material a pulverizar é em si conhecida pelos especialistas no assunto, por exemplo, por meio da Memória Descritica publicada para inspecçâo publicada pa § A λ π/ίΛ
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BCP/PE-1675 ra inspecção pública da Patente Alemã DE-OS 33 47 152.
Na verdade, o arrefecimento pode realizar-se indirectamente, por exemplo, por prévia armazenagem do material celular a pulverizar em dispositivos de arrefecimento e/ou por arrefecimento de partes do dispositivo por meio de meios de arrefecimento em si conhecidos. Ainda se pode prever um arrefecimento das peças de moagem do moinho etc.
arrefecimento directo do material a pulverizar è no entanto o preferido. Ele realiza-se de preferencia por contacto directo do material celular a pulverizar com um neic frigorífico inerte, de preferência, com dióxido de carbono ou com azoto frio. Neste caso utiliza-se o meio de arrefecimento numa quantidade compreendida entre cerca de 0,1 e cerca de 40% em peso em relação ao material das células.
meio de arrefecimento inerte pode ser empregado sob a forma de fase gasosa ou, de preferência, sob a forma de fase condensada, por exemplo, como azoto ou dióxido de carbono liquefeitos. Prefere-se a utilização de dióxido de carbono sob a forma sólida.
Como dióxido de carbono sólido pode empregar-se tanto neve carbónica como também dióxido de carbono sólido sob a forma de comprimidos (grânulos de dióxido de carbono).
O meio de arrefecimento utilizado para o arrefecimento directo pode ser alimentado ao material a pulverizar antes da e/ou na câmara sob pressão ou na câmara de carga sob pressão por alimentadores separados.
gás sob pressão, que no processo de acordo com a presente invenção depois do esvaziamento ou da expansão do material a pulverizar de encontro ãs peças de moagem de um moinho é libertado, pode - eventualmente depois
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de libertado dos componentes voláteis retirados do materialser descarregado para o ar ambiente. No entanto, de acordo com uma variante preferida do processo de acordo com a presente invenção, o gás sob pressão é reciclado, eventualmente depois da separação dos componentes voláteis arrastados por ele.
A maneira como se realiza a separação dos componentes voláteis arrastados pelo material é conhecida pelos peritos no assunto. Por exemplo, o gás sob pressão po de ser feito passar através de um meio de absorção apropria do para a separação e em seguida ser reciclado. É também possível provocar uma condensação dos componentes voláteis em dispositivos de separação mediante alterações da pressão e da temperatura.
gás sob pressão, eventualmente libertado dos componentes voláteis arrastados, pode ser alimentado a um reservatório de armazenagem de gás e depois ser reutilizado como gás sob pressão ou como meio de arrefecimento.
O gás sob pressão - eventualmente sob a forma de uma corrente parcial em derivação - servir para a lavagem do material celular a pulverizar, de tubagens, de partes da instalação, de máquinas de embalagem e/ou para a produção da atmosfera de gás inerte de encontro à qual o ma terial é expandido. O contacto do material celular com ar ou com oxigénio e/ou com humidade pode ser activamente reduzido por meio desta maneira de proceder eventualmente em combinação com a realização estanque a gases das partes de ligação da instalação utilizada.
processo de acordo com a presente invenção pode por exemplo realizar—se de maneira mais simples introduzindo o material a pulverizar em porções medidas de acordo com a presente invenção numa câmara resistente a pressão, aí levantá-lo com gás sob pressão e esvasiando ou expandindo todo o conteúdo da câmara sob pressão de encon6
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tro a peça de moagem de um moinho. Esta maneira de proceder especialmente simples é no entanto pouco preferida no proces so de acordo com a presente invenção. Nomeadamente, verificou-se em ensaios que, no processo de expansão da pressão a acção de pulverização é especialmente boa se o levantamento do material com o gás sob pressão durar um certo número de intervalos de tempo. Este intervalo de tempo depende do material celular a pulverizar. Os materiais macios com grande proporção de líquido necessitam de tempo mais curtos, enquanto materiais duros com menor proporção de líquido precisam dí intervalos de tempo ligeiramente maiores. Em geral, os tempos de permanência iguais a cerca de 1 minuto sâo suficientes para materiais celulares de estruturas mais diferentes. Este tempo de permanência no entanto condiciona, na maneira de pre ceder simples anteriormente esclarecido um determinado tempo de esvaziamento do moinho porque o moinho sp e embatido com material durante a fase de esvaziamento ou de expansão da ca mara sob pressão e, pelo contrário, isso não deve acontecer nas outras duas condições que a câmara sob pressão deve suportar, de submissão à pressão e do tempo de detensão.
Uma outra variante consiste em recolher o material a pulverizar em grandes porções numa câmara sob prej são correspondentemente de grandes dimensões, submetê-lo à acção do gás sob pressão e descarregar e expandir em pequenas porções de encontro ao mecanismo de moagem de um moinho. Essa divisão em pequenas porções prevê—se que por exemplo se faça com válvulas que possuem um tempo de abertura muito cur to e só deixam passar porções medidas de acordo com a presente invenção que em seguida embatem de encontro ao dispositivo de moagem do moinho. Nesta variante, o tempo de permanên cia só precisa de ser empregado uma vez para a grande porção armazenada.
Uma terceira variante finalmente consiste em dispor uma multiplicidade de câmaras sob pressão para um
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moinho e submeter ciclicamente umas a seguir às outras as câmaras sob pressão à acção do gás sob pressão, deixar decor rer o tempo de permanência e descarregar ou expandir o conjunto de encontro ao mecanismo de moagem do moinho. Como pa ra o processo de expansão e para o atravessamento de uma porção são precisos cerca de 15 segundos no processo de acordo com a presente invenção, o ternpo para a aplicação da pressão pode ser desprezado, prevêem-se para um tempo de permanência de cerca de 1 minuto 4 câmaras sob pressão para um moinho, para que este moinho seja descarregado.
Uma outra variante preferida do processo de acordo com a presente invenção caracteriza-se pelo facto de se introduzir o material a pulverizar numa câmara de carregamento sob pressão, submetê-lo à acção do gás sob pressão nesta, transferi-lo para uma câmara sob pressão mantendo o valor correcto da pressão e descarregá—lo ou expandi-lo a partir desta. Convenientemente, neste saso, procede-se introduzindp o material na câmara de carregamento sob pressão em quantidade reiativamente grande e, a partir desta, transferindo-o para a câmara sob pressão em várias porções, por exemplo, por intermédio de válvulas apropriadas. Também nes te caso, o tempo de esvaziamento do moinho é essencialmente independente do tempo de permanência.
De acordo com uma variante especialmente preferida prevê-se que o material celular a pulverizar seja introduzido numa câmara de carregamento sob pressão, a parti^ da qual é transferido ciclicamente e sucessivamente uma multiplicidade de câmaras sob pressão e, a partir destas, é ciclicamente e sucessivamente descarregado e expandido. Esta variante permite uma elevada capacidade de passagem de material através do moinho com tempos de descarregamento especialmente curtos.
Uma variante muito especialmente preferida do processo de acordo com a presente invenção caracteriza-se
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pelo facto de se submeter o material a pulverizar à acção de gás sob pressão numa válvula rotativa para sólidos e se trans ferir para uma ou várias câmaras sob pressão mantendo a pressão. Se as correntes de material que são respectivamente alimentadas â câmara de carregamento através da válvula rotativa e é retirada da câmara de carregamento para alimentar a câmara sob pressão ou as câmaras sob pressão, corresponderem uma â outra, é possível uma realização do processo contínua. Uma tal realização contínua do processo garante a utilização ópti^ ma do dispositivo.
intervalo de pressão em que o processo de acordo com a presente invenção trabalha depende principalmente do material celular e do grau de pulverização pretendido. 0 respectivo intervalo de pressão favorável pode ser determinado por meio de ensaios simples. Por exemplo, se se empregar CO^ como gás sob pressão e café como material celular a pulverizar, trabalha-se de preferência a cerca de 25 a 35 bares absolutos.
Como uma multiplicidade de camaras de carregamento sob pressão ou de câmaras sob pressão, no processo de acordo com a presente invenção, entendem-se 2, 4, 4, 5, 6 ou mais câmaras. 0 numero conveniente de câmaras sob pressão a prever pode ser facilmente determinado por qualquer perito no assunto eventualmente por meio de ensaios de orientação.
influenciado entre outros parâmetros pelo débito pretendido de material, pela capacidade das câmaras sob pressão utili zadas, pelo tipo e pela capacidade do moinho utilizado, pelo material respectivamente alimentado, pelo valor da diferença de pressão na expansão, pelo espaço à disposição para a montagem da instalação, etc.
No processo de acordo com a presente invenção, como gás sob pressão, pode utilizar-se ar eventualmente pre— viamente preparado, por exemplo, esterilizado desde que não se verifiquem influências prejudiciais sobre o material a
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Mod. 71 - 10 000 ex - 4-87 pulverizar ou elas sejam desprezáveis. No entanto, de preferência, utiliza-se um gás inerte como dióxido de carbono, azoto, monóxido de diazoto, gases raros ou misturas destes gases. Como gas sob pressão, prefere-se o dióxido de carbono Em relação aos outros gases sob pressão utilizáveis, o dióxido de carbono caracteriza-se por exemplo por ser inerte em relação aos materiais a pulverizar, actividade bacteriostãtica e inofensibilidade real para as substâncias alimentares .
A medição das porções em que o material no processo de acordo com a presente invenção é descarregado ou expandido de encontro ao dispositivo de moagem de um moinho pode ser facilmente determinada pelo especialista mediante simples ensaios de orientação tendo em consideração marginais anteriormente mencionadas, por exemplo, do material celular a pulverizar, da pressão com que o material é tratado, tipo e capacidade do moinho utilizado, máxima proporção de grossos permitida, etc . É decisivo que, para uma parte essencial do material, o intervalo de tempo entre a saída da câmara sob pressão e o embate e entrada no dispositivo de moagem não seja maior do que o periodo de tempo necessário para a compensação de pressão de partículas não fendidas, por exemplo 60 segundos.
processo de acordo com a presente invenção pode ser utilizado para pulverizar material celular de natureza animal ou vegetal.
O material celular de origem animal pode ser constituído por células ou conjunto de células de micro-organismos ou de partes de tecidos ou de orgãos de animais.
Como material celular de natureza vegetal interessam de maneira especial não só partes de plantas que crescan por baixo do solo como raizes ou legumes mas também partes de plantas que se desenvolvem acima do chão, das quais se mencionam especialmente flores, frutos e/ou sementes.
Como material celular interessa empregar
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de preferência o que contém substâncias que actuam farmacêutica e/ou cosmeticamente ou gorduras, óleos ou ceras ou aromas .
Como material celular que contém substâncias que actuam farmacêutica e/ou cosmeticamente interessam de maneira muito especial partes de plantas que se sabe serem plantas medicinais ou curativas, das quais se podem mencionar por exemplo o funcho, o espinheiro alvar, o sene, a genciana, a papoila ou a valeriana.
material celular que contém gordura, óleo ou cera, abrange em especial frutos ou sementes de plantas cultivadas. Estas contêm misturas de ésteres ou glicéridos saturados ou nâo saturados que são conhecidos como óleos de coco, oléo de amendoim, óleo de linhaça, óleo de soja, óleo de semente de girassol ou óleo de jojoba.
Como material celular que contém aromas ou componentes apaladantes e/ou aromatizantes empregam-se de preferência partes de plantas, em especial, folhas, frutos, flores e/ou sementes que são utilizadas depois da sua preparação como condimentos ou estimulantes ou para a sua preparação. Como exemplos pode-se mencionar estragão, coentros, cominho, manjerona, noz moscada, pimenta, pimentão, baunilha, canela, assim como grãos de café como agente estimulan te. De preferência, o processo de acordo com a presente invenção é usado para a pulverização de café torrado.
processo de acordo com a presente invenção possui vantagens surpreendentes em relação aos processos conhecidos de acordo com o estado actual da técnica. A_s sim, no processo de acordo com a presente invenção, reduz-se de maneira essencial a proporção de material grosso que até agora tinha de ser peneirado e recirculado, o que provoca custos adicionais e originava perda das substâncias activas. As forças de rebentamento no processo de pulverização por explosão são muito melhor aproveitadas em virtude da
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descarga às porções do material a pulverizar de encontro aos dispositivos de moagem continuamente livres do moinho, de maneira surpreendente, do que nos processos tradicionais. Se se tratar de um moinho de disco denteado, além da grande capacidade de moagem, verifica-se a vantagem adicional de existir a possibilidade de, mediante a correspondente afinação do moinho, se fixar o limite superior do tamanho das par tículas do material final de acordo com as necessidades.
Uma outra vantagem reside no facto de se poder processar o material celular com utilização de um gás inerte, de preferência, CO^, como gás sob pressão com exclusão de ar/humidade. Esta atmosfera de gás inerte pode produzir—se-de maneira especialmente economica por utilização do gás de descarga - já em operações de tratamento eventualmente previamente realizadas como classificação, peneiração, se cagem, torrefacção, etc. e manter-se durante a operação de pulverização por explosão até à operação de embalagem.
A acção do processo de acordo com a presente invenção é especialmente surpreendente. Enquanto nomeadamente se submete o material celular a uma pulverização por explosão depois de um tratamento pela maneira tradicional, c material grosso é peneirado eventualmente depois de várias reciclagens e é moído em qualquer altura posterior, a acção de pulverização — independentemente da perda das substâncias contidas - do moinho é menor do que o processo de acordo con a presente invenção. Se se procede de maneira que em primeiro lugar se moi e se submete depois o material moído a uma pulverização com explosão, obtêm-se resultados completamente pouco satisfatórios. A surpreendente acção do processo de acordo com a presente invenção não é explicável com uma simples combinação da pulverização por explosão com uma moagem termédio de ra 1 anexa,
Em seguida, esclarece-se a invenção por in um exemplo de realização em conjunto com a Figu sem se limitar o seu âmbito. Escolheu-se uma va
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riante do processo em que o material é introduzido numa câmara de carregamento sob pressão por intermédio de uma válvula rotativa para sólidos, a partir da qual foi introduzido uma multiplicidade de câmaras sob pressão sucessivamente de maneira célica e destas foi expandido ou descarregado tambérr de maneira cíclica sucessivamente na alimentação de um moinho de disco denteado, em que se utiliza uma corrente parcial do gás de saída depois da condensação das substâncias arrastadas para a lavagem das tubagens de recirculação, câmaras de armazenagem, câmara de carregamento sob pressão assin como dos dispositivos em embalagem e a parte restante foi alimentada a um compressor de gás para reutilização como gás sob pressão. Como material a pulverizar escolheu-se café e como gás sob pressão CC^. A variação desta forma de realização, por exemplo, por suspensão da válvula rotativa, adição ou suspensão de câmaras de carregamento sob pressão, de câmaras sob pressão, utilização de outros materiais celulares, de outro gás sob pressão, de outros moinhos, de trabalho a outra pressão, etc. é facilmente realizada pelos especialistas depois de conhecer a presente invenção.
Exemplo de realização da pulverização de café torrado fresco
Depois de se lavar toda a instalação com dióxido de carbono para se conseguir obter uma atmosfera de gás inerte, introduziu-se café torrado fresco através de umé tubagem (L l) num reservatório de café torrado (R). 0 reser vatório (R) está ligado com uma válvula rotativa de sólidos (s) através de uma válvula (V l). A válvula rotativa com uma câmara de carregamento sob pressão (d) através de uma válvula (V2). Uma válvula (V 3) liga a válvula rotativa (s) com um reservatório de gás (GB) e uma válvula (V 4) e uma tubagem (L 2) com um reservatório de gás fresco (F). Do reservatório (R) que se encontra â pressão normal retiraram—se cerca de 12,5 kg de grãos de café recentemente torrado e transportaram-se para a válvula rotativa (S) através da
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válvula (V l) aberta; as válvulas (V 2), (v 3) e (V 4) estavam fechadas. Em seguida, fechou-se (V l), abriu-se (V 3) e submeteram-se os grãos de café à acção de gás sob pressão proveniente do reservatório de gás (GB) até atingirem uma pressão igual a cerca de 30 bares (absolutos). Depois de se fechar (V 3), abriu-se a válvula (V 2) e transportou-se o conteúdo da válvula rotativa (s) para a câmara de carregamento sob pressão (D), em que igualmente reinava uma pressão de cerca de 30 bares (absoluta). Em seguida a válvula (V 2) foi fechada de novo e a válvula rotativa de novo cheiê tendo-se previamente baixado a sobrepressão reinante na válvula rotativa em relação ao reservatório por intermédio de um meio não representado, por exemplo, uma tubagem para um compreesor de gás (G V). Repetiu-se o processo para enchimento e esvaziamento da válvula rotativa aproximadamente de 3 em 3 minutos. A câmara de carregamento sob pressão (d) possui uma capacidade de armazenagem de cerca de 500 mitros Ela é ligada por intermédio de quatro válvulas (V 5) com quatro câmaras sob pressão (BD) que possuem uma capacidade de armazenagem de cerca de 1 litro. Cada uma das câmaras sob pressão (BD) está ligada por intermédio de uma válvula (V 6) e de uma tubagem (L 4) com o recipiente de gás (GB) e, por intermédio de uma válvula de esfera (V 7) comutável com a entrada de um moinho de disco dentado (z). No desenho está representada apenas uma parte das válvulas (V 5), das tubagens (L 4) e da válvula de esfera (V 7).
Primeiramente, todas as válvulas (V 5, V6) das câmaras de pressão (DB) assim como as válvulas de esfera (V 7) estavam fechadas. Por aberturas da válvula (V 6) os recipientes sob pressão (DB) foram submetidos ao gás sob pressão através das tubagens (l 4) até terem atingido respectivamente uma pressão de cerca de 30 bar (absoluta). Depois de se fechar a válvula (V 6), abriu-se em primeiro lugar uma das válvulas (V 5) e o café torrado da câmara de carregamento sob pressão (d) numa porção igual a cerca de
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250 gramas foi transferido para a correspondente câmara sob pressão (BD), depois do que a válvula (V 5) foi de novo fechada. De forma correspondente, introduziram-se ciclicamente e sucessivamente cerca de 250 gramas de café torrado respectivamente em todas as câmaras sob pressão (DB). Depois da in trodução do café torrado e de se fechar a válvula (V 5), ligou-se a válvula de esfera (V 7) da primeira câmara sob pres são (DB) para a posição de dar passagem e o seu conteúdo foi descarregado de maneira semelhante à explosão para a entrada do moinho de disco com dentes (z). Dessa mesma maneira, todas as câmaras sob pressão (DB) foram descarregadas de encon tro â entrada do moinho de disco com dentes.
Por correspondente abertura e fechamento das respectivas válvulas, repetiu-se ciclicamente e de manei ra contínua o processo de aplicação de gás sob pressão às ca maras sob pressão, introdução do café torrado e descarga para o moinho de disco com dentes. Ao fim de cerca de um minuto, encheram-se desta maneira as câmaras sob pressão quatro vezes e descarregaram-se de novo.
moinho de disco com dentes e a entrada são ligados um com o outro assim como com a válvula de esfera (V 7) de maneira estanque a gás, para evitar a penetração de ar. 0 material encerrado na entrada do moinho com disco denteado atravessou completamente o mecanismo de moagem do moinho no intervalo de cerca de 15 segundos. 0 material moído M, que estava isenta das proporções de grossos indesejados, foi alimentada a uma instalação de embalagem através de uma tubagem (L 5) que foi mantida sob uma atmosfera de CO^. 0 CC>2 que se libertou na expansão foi conduzido através de uma tubagem (L 6) a partir do moinho primeiramente a um separador (AK) para a condensação dos componentes aromáticos 0 gás isento do condensado foi alimentado ao compressor de gás (GV) e reciclado, tendo sido uma corrente parcial utilizada para a lavagem do reservatório do café (r) com gás e para a lavagem da tubagem (L l) com gás, por intermédio de
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uma tubagem (L 7). Inevitavelmente, pequenas perdas de gás sob pressão foram complementadas por gás fresco através das tubagens (L 2) e (L 8). 0 condensado de materiais aromáticos provenientes de (AK) foi adicionado ao material moído antes de este ser embalado.
depósito do primeiro pedido para o invento acima descrito foi efectuado na República Federal da Alemanha em 3 de Junho de 1988 sob o N? Ρ 3θ 1θ 915.1·
Claims (9)
- -REIVINDICAÇÕES 1® _ Processo para a pulverização por explosão de material celular de origem animal ou vegetal, no qual o material é introduzido numa câmara sob pressão, aí é submetido à acção de gás sob pressão e em seguida é descarregado da câmara sob pressão de encontro a uma superfície sobre a qual embate após expansão semelhante a explosão, caracteri zado pelo facto de o material em pequenas porçães ser descarregado ou expandido de encontro a um dispositivo de moagem de um moinho como superfície de embate.
- 2? - Processo de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo facto de o material ser descarregado ou ser expandido de encontro ao dispositivo de moagem de um moinho de discos, de preferência, de um moinho de discos dentados.
- 3? - Processo de acordo com as reivindicações 1 ou 2, caracterizado pelo facto de o material ser de_s carregado ou expandido no seio de uma atmosfera de gás iner te ou contra uma atmosfera de gás inerte.
- 4? - Processo de acordo com as reivindicações 1 a 3, caracterizado pelo facto de se arrefecer adicic)- 16 60.822BCP/PE-1675 nalmente o material.
- 5â. - Processo de acordo com as reivindicações 1 a 4, caracterizado pelo facto de se recircular o gás sob pressão, eventualmente de\ pois de se separar do material os componentes voláteis arrastados.
- 6â. - Processo de acordo com uma das reivindicações anteriores, caracterizado pelo facto de se introduzir o material numa câmara de carregamento sob pressão, se submeter aí ã acção de um gás sob pressão, a partir desta se fazer passar para uma câmara sob pressão enquanto se mantém a pressão e depois se descarregar ou expandir a partir desta.
- 7ã. - Processo de acordo com. a reivindicação 6, caracterizado pelo facto de ciclicamente se fazer passar o material proveniente da câmara de carregamento sob pressão sucessivamente através de uma multiplicidade de câmaras sob pressão e ser descarregado ou expandido a partir destas ciclicamente.
- 8â. - Processo de acordo com uma das reivindicações anteriores, caracterizado pelo facto de, como gás inerte sob pressão, se empregar diõxido de carbono, azoto, monóxido de diazoto, gases raros ou misturas destes gases, de preferência, dióxido de carbono.
- 9â. - Processo de acordo com uma das reivindicações anteriores, caracterizado pelo facto de se introduzir o material continuamente numa centrífuga, se submeter á acção de gás sob pressão e, conservando a pressão, se introduzir na câmara de armazenagem sob pressão ou na multiplicidade de câmaras de armazenagem sob pressão.
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