PT92092A - Processo para a preparacao de um sistema fornecedor de resina de permuta anionica comestivel - Google Patents
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Description
Descrição referente à patente ãe invenção de WARNER-LAMBERT COMPANY, norte--americana, industrial e comercial, estabelecida em 201 Tabor Road, Morris Plains, New Jersey 07950, Estados Unidos da América, (inventor; Michael James Killeen, residente nos E.U.A.I, para "PROCESSO PARA ã preparação de um SISTEMA FORNECEDOR DE RESINA DE PERMUTA ANIÓNICA COMESTÍVEL».
Descrição
ÂMBITO DA INVENÇÃO A presente invenção refere-se genericamente a um processo para a preparação de um sistema fornecedor de resina de permuta aniónica básica. Mais especificamente a presente invenção refere-se a um processo para misturar grânulos de resina de permuta aniónica comestíveis revestidos com lecitina e um substrato de gelatina e aromas seleccionados. A presente invenção é particularmente útil, mas não exclusivamente, para a preparação de um sistema fornecedor que possa ser ingerido por um paciente para se introduzir no sistema do paciente uma resina de permuta aniónica comestível para reduzir o nível de colesterol do paciente.
ANTECEDENTES DA INVENÇÃO É amplamente sabido que os níveis elevados de colesterol podem provocar diversas complicações à saúde. Por exemplo, os elevados níveis de colesterol estão directamente associados a bloqueios das artérias restringindo e impedindo o fluxo do sangue para os orgãos vitais do corpo* Além disso sabe-se que o colesterol está presente nos cálculos biliares, em diversos ANA · - 1 - 1
quistos e no tecido carcinomatoso* Por estas e por outras razões é desejável a redução dos desnecessariamente elevados níveis de colesterol.
Sem dúvida, na vasta maioria de casos a via mais eficaz para a redução dos níveis de colesterol é uma dieta adequada. Infelizmente nem todos são capazes ou possuem vontade para impor a si próprios uma disciplina no sentido de manter essa dieta. Por outro lado pode suceder que a dieta isoladamente seja ineficaz para reduzir o colesterol no sistema para o nível desejado. Deste modo, nos casos em que foram identificados elevados níveis de colesterol como problema potencial para a saúde e atendendo a que a dieta é indesejável ou ineficaz, têm sido praticadas diversas alternativas à abordagem estrita pela via da dieta para enfrentar o problema* Por exemplo, as fibras dietéticas tais como a chitina e o chitosano têm sido bem sucedidas na tentativa de reduzir os níveis do colesterol sanguíneo em animais de laboratório. Estes fármacos demonstraram também algum sucesso em experiências com seres humanos.
Verificou-se que outra fibra dietética, a colestirami-na e uma resina de permuta aniónica comestível é particularmente eficaz para baixar os níveis de colesterol nos seres humanos quando ingerida de acordo com um regime prescrito.
As resinas de permuta aniónica comestíveis tais como a colestiramina, colestipol e semelhantes são produtos químicos que se combinam com os ácidos da bílis e com o colesterol no estômago e nos intestinos. Assim, em vez de serem absorvidos pelo sistema sanguíneo corporal, o colesterol ligado e os ácidos da bílis ligados são excretados e eliminados do corpo sem produzirem qualquer efeito. Todavia, essas resinas possuem um sabor muito desagradável quando ingeridos isoladamente. Além disso, as resinas ingeriveis possuem uma consistência semelhante à da areia o que torna difícil a sua preparação para consumo. Ao longo da presente Memória Descritiva pode utilizar-se colestipol em vez de colestiramina, sendo ambos intermutáveis.
Actualmente, no sentido de incutir à colestiramina um sabor agradável é necessário misturar os grânulos de colestiramina com um veículo tal como o sumo de laranja. Todavia esse - 2 -
sistema de fornecimento exige preparação e planeamento uma vez que a colestiramina deve ser agitada no sumo e ingerida antes de se depositar* Isto pode exigir esforços repetidos e pode ser bastante incómodo.
Como ê evidente pode-se propor a utilização de veículos de fornecimento diferentes do sumo de laranja. Contudo, devido à constituição semelhante à da areia possuída pela colestiramina, não é fácil processar este material* Na realidade, a característica de consistência semelhante à da areia apresentada pela colestiramina origina que a sua mistura com alguns substratos apresente um comportamento idêntico ao de um plástico de "Bingham*·. Em consequência temos uma composição que é muito resistente â mistura ou à agitação. Apesar disso, na presente invenção reconhece-se que a colestiramina pode ser misturada com um componente de gelatina, de acordo com procedimentos se-leccionados para proporcionar um sistema de fornecimento aceitável, pese embora o facto de existirem dificuldades de processamento do material.
De acordo com a presente invenção este sistema de fornecimento pode assemelhar-se às bem conhecidas e familiares barras de confeitaria. A presente invenção proporciona um processo para a preparação de um sistema de fornecimento à base de resina de permuta aniónica comestível o qual é aceitável para ingestão por um ser humano. Além disso, a presente invenção descreve um processo para a preparação de um sistema de fornecimento de colestiramina apresentando um sabor agradável e que é fácil de ingerir e simultaneamente proporciona facilidade e eficácia de ingestão de resinas de permuta aniónica comestíveis, sem nenhuma ou com muito pouca preparação de pré-ingestão. Descreve-se também um procedimento eficaz e de custo reduzido para a preparação de um sistema de fornecimento à base de permuta de resina aniónica comestível e o qual pode ser utilizado eficazmente apesar da tendência desse sistema de fornecimento para exibir as características de um plástico "Bingham**. A colestiramina agora utilizada é representativa de uma classe de compostos conhecidos como resinas de permuta anió- - 3 - ϊ ϊ
nica comestíveis. Esta classe âe compostos é útil na presente invenção. As resinas âe permuta aniónica úteis na presente invenção englobam as resinas de permuta aniónica que possuem propriedades anti-colesteréraícas e as quais proporcionam uma redução dos níveis de colesterol no sangue* As resinas de permuta aniónica preferidas englobam a eolestiramina, o colestipol e as resinas de permuta aniónica que possuam o grupo imidazólio como grupo funcional. As resinas preferidas do tipo imidazólio encontram-se descritas na Patente Norte-Americana ns. 4557930, fazendo-se aqui referência ao seu conteúdo global*
SUMÁRIO DA INVENÇÃO O processo preferido para a preparação de um sistema de fornecimento de eolestiramina engloba o passo de revestimento de grânulos de resina de eolestiramina com lecitina para disfarçar o sabor desagradável da eolestiramina. Prepara-se sepa-radamente uma solução de gelatina e mistura-se com os edulcoran-tes e agentes expansores seleccionados. Os grânulos de eolestiramina revestidos com lecitina são adicionados depois ao substrato de gelatina, fazendo-se a mistura com esse substrato até os grânulos ficarem uniformemente em suspensão. Pode adicionar--se a esta mistura aromatizantes e agentes gelificantes adicionais, conforme desejado, para melhorar a aceitação do sistema de fornecimento por parte do consumidor.
Depois coloca-se a mistura final do sistema de fornecimento de eolestiramina num ambiente controlado onde fica em repouso. Utiliza-se de preferência recipientes estanques ao ar e de temperatura regulada para proporcionar este ambiente controlado.
Os novos aspectos da presente invenção e bem assim a própria invenção, tanto no que diz respeito â sua estrutura como ao seu modo de funcionamento, serão melhor compreendidos a partir dos desenhos anexos considerados em conjunto com a descrição anexa, em que os caraeteres de referências idênticas se referem a partes idênticas e em quet - 4 - ί 1
DESCRIÇÃO DOS DESENHOS A Figura 1 representa ura diagrama de blocos do processo utilizado para a preparação de um sistema de fornecimento de eolestiramina * A Figura 2 representa uma perspectiva de dois misturadores em série utilizados para a preparação do sistema de fornecimento de eolestiramina de acordo com a presente invençãoj A Figura 3 representa uma perspectiva do interior de um misturador do tipo ilustrado na Figura 2; A Figura 4 representa uma perspectiva do interior de uma versão alternativa de um misturador utilizado para a preparação do sistema de fornecimento de eolestiramina de acordo com a presente invenção.
DESCRIÇÃO DA FORNA DE REALIZAÇÃO PREFERIDA
Tomando como referência inicialmente a figura 1, apre-senta-se um diagrama de blocos processual para o processo da presente invenção genericamente designado por 10, Como conceito geral este processo engloba os passos necessários para a preparação e mistura de grânulos de eolestiramina revestidos com lecitina, com um substrato de gelatina para criar um sistema de fornecimento de eolestiramina comestível. Para aumentar a aceitabilidade do sistema de fornecimento pode adicionar-se diversos aromatizantes e modificadores de textura, A mistura final destes ingredientes é depois armazenada sob condições controladas até poder ser repartida e dimensionada para proporcionar um produto comercialmente viável* 0 procedimento geral para a preparação do sistema de fornecimento de eolestiramina de acordo com a presente invenção é clarificado quando se faz a leitura do diagrama 10 da Figura 1, de cima para baixo* Em primeiro lugar faz-se notar que se utiliza preferencialmente uma resina de eolestiramina USP a qual se encontra comercialmente disponível na forma de grânulos que possuem uma consistência idêntica ã da areia fina. Uma vez que . a eolestiramina possui um sabor desagradável a peixe, como pri-] meiro passo de processo faz-se o revestimento dos grânulos de - 5 - 1
colestiramina com um agente tal como a lecitina o qual dissimula ou disfarça esta característica desagradável da colestirami-na. Esta parte do procedimento está indicada pelo descritor funcional apresentado no ractângulo 14. Preferencialmente utiliza-se lecitina (Alcolec-495) para este objectivo. Conforme estabelecido pela presente invenção, este revestimento é conseguido pelos efeitos mecânicos e térmicos provocados por uma lâmina cortante que se move rapidamente através do material. Se-guidamente apresenta-se uma descrição completa do equipamento necessário e da sua utilização para executar os diversos passos deste procedimento. Por agora é suficiente reconhecer que os grânulos de colestiramina revestidos com lecitina são preparados como um ingrediente designado por resina de pré-mistura, na Figura 1.
De preferência, ao preparar-se a pré-mistura de resina de colestiramina e de lecitina faz-se a sua combinação numa proporção de cinco (5) partes de colestiramina para uma parte (1) de lecitina. Devido essencialmente à natureza relativamente instável da lecitina na resina de pré-mistura, o processo completo para a preparação do sistema de fornecimento de colestiramina deve ser ininterrupto e completado tão rapidamente quanto possível. No entanto, se a resina pré-mistura não poder ser utilizada com relativa rapidez e necessitar algum tempo de armazenamento, faz-se notar que durante esse período de armazenamento a resina de pré-mistura deverá ser protegida contra o calor, contra a luz e contra a acção do ar no sentido de evitar a sua danificação. É também importante referir que o período de tempo de armazenamento para a resina de pré-mistura é limitado. Â temperatura ambiente a resina de pré-mistura possui um período de vida útil de aproximadamente vinte e quatro (24) horas. Este período de vida átil pode ser prolongado aproximadamente para setenta e duas <72) horas se a temperatura for diminuída para quatro (4) graus Celsius ou se a pré-mistura for armazenada sob uma atmosfera de azoto.
Numa operação distinta da operação de preparação da pré-mistura procede-se à liquefação de uma gelatina, tal como os grânulos de gelatina USP, em água desionizada, conforme indi- - 6
fc cacto pelo descritor funcional representada no rectângulo 16. Depois aaiciona-se glicerina, por exemplo glicerina anidra USP a 99,5% , para dissolver a gelatina. No caso de se utilizar um misturador "Stephan" para este processo, por uma forma adiante descrita, introduz-se vapor na mistura para aumentar a liquefação dos constituintes dessa mistura a qual se encontra referida na Figura 1 como uma solução de gelatina. De preferência, as fases proporcionais de água, gelatina e glicerina na solução de gelatina são respectivaraente de doze (12) partes, uma (1) parte e cinco (5) partes.
Conforme indicado na Figura 1, os edulcorantes e os agentes expansores são dissolvidos na solução de gelatina confor-· me representado pelo descritor funcional no rectângulo IS. De preferência os edulcorantes e os agentes expansores são Frutose NF e sorbitol tal como o Sorbitoi Cristalino na forma Gama* Durante este passo de dissolução agita-se a mistura ao mesmo tempo que a gelatina inicia a decantação. Como resultado obtem-se um substrato texturizado macio· É importante referir que este substrato deve ser suficientemente viscoso para manter em suspensão a resina de pré-mistura e, uma vez que esse substrato de gelatina começa a decantar no momento em que está a ser preparado, não se pode fazer o seu armazenamento durante um período de tempo prolongado. Em consequência é necessário misturá-lo com a resina de pré-mistura imediatamente após a sua preparação.
Para se preparar a mistura final adiciona-se o substrato tão rapidamente quanto possível â resina de pré-mistura e faz-se a combinação. Depois adiciona-se Pectina, por exemplo do tipo XSS100 (Qualidade 150) para desempenhar a função de estrutura adicional para a mistura final e adiciona-se um agente aromatizante seleccionado para melhorar o sabor e a aceitação do produto.
Como é evidente é possível utilizar diversos agentes aromatizantes· A este respeito pode afirmar-se que são particularmente adequados os sabores a café, caramelo, ananás, morango e framboesa. • à mistura dos diversos ingredientes numa composição . final, conforme indicado no rectângulo 20 da Figura 1, apresenta - 7 - algumas dificuldades únicas devidas ao facto de a mistura final apresentar a característica de um fluido não newtoniano» Mais especificamente, a mistura final comporta-se como um plástico de Bingham. Basicamente isto significa que no domínio das operações práticas a mistura da composição final deve ser efectua-da a velocidade de agitação relativamente baixas no sentido de evitar as forças de resistência ao corte bastante elevadas que ocorrem à custa de apenas ligeiros acréscimos da velocidade de agitação. Infelizmente, mesmo para velocidades de agitação relativamente baixas pode ocorrer a destruição do aparelho de mistura. Isto é assim porque para os níveis da tensão de corte em funcionamento a inclinação da curva de débito (isto é, uma variação na tensão de corte por variação na velocidade de corte) é muito elevada. Em consequência o intervalo de funcionamento para se misturar a colestiramina está efeetivamente confinado a uma zona bastante inferior à do ponto de deformação plástica da mistura de colestiramina, conforme mais adiante se verá, é possível manipular com precisão equipamentos seleccionados para ultrapassar ou para tornear as dificuldades causadas pela característica física adversa da mistura final.
Conforme indicado pelo descritor funcional do reetân-gulo 22 da Figura 1, o armazenamento adequado constitui um passo necessário e final para a preparação do sistema de fornecimento de colestiramina antes de se lhe proporcionar uma configuração e embalagens adequadas para efeitos comerciais. É necessário algum tempo de armazenamento da mistura final no sentido de permitir que a mistura estabilize para facilitar o manuseamento subsequente e a extrusão do produto final. Preferencialmente faz-se o armazenamento da mistura final em caixas vedadas ou em tambores forrados a plástico em que a mistura final pode ser protegida do ar e do calor. Quando armazenada adequadamente a mistura final pode ser conservada durante um período de tempo da ordem de dez (10) dias. A composição representativa seguinte pretende ser apenas um exemplo* Não se pretende de forma alguma restringir o âmbito efectivo da presente invenção. Todas as percentagens referidas na composição representativa são calculadas relativamen- - 8 -
Ti te ao peso total da mistura final*
Descrição dos Ingredientes Fórmula %
Fructose N.F, 43,76
Sorbitol Cristalino na forma gama 12,00
Agua desionizada 12,00
Grânulos de Gelatina USP 1,00
Glicerina Anidra OSP a 99,5% 5,00
Resina de Colestiramina 20,00
Lecitina (Alcolec - 495) 4,00
Pectina: Tipo XSS100 (Qualidade 150) 1,44
Aroma de café, Artificial F-20590 0,80 TOTAL 100,00
Tomando agora como referência a Figura 2, apresenta--se um sistema de equipamentos genericamente designado por 24 para a preparação dos ingredientes e para efectuar a mistura da composição final para um sistema de fornecimento de colestiramina. Essencialmente o sistema 24 é constituído por um misturador 26 e por um misturador 28 os quais se encontram associados de modo a poderem funcionar em série. Mais especificamente, o misturador 26 encontra-se colocado sobre o misturador 28 com um objectivo que adiante se descreverá* Conforme se observa na Figura 2 existe uma tremonha 30 para conter diversos ingredientes antes da sua transferência para o misturador 26, a qual está liga ao misturador 26 por um tubo de união 32. A tremonha 30 pode incorporar um agitador (não representado) o qual pode ser activado por um motor 34 sempre que os ingredientes da tremonha necessitem de ser agitados.
Existe um tubo de distribuição 36 para controlar o fluxo de material através do tubo de união 32 para o misturador 26.
De modo idêntico o tubo de distribuição 36 pode controlar a velocidade de entrada do material no misturador 26 através da entrada 38. Pode preparar-se outro acesso ao interior da câmara do misturador 26 através das entradas 40 e 42. Para permitir a entrada controlada de fluido através das entradas 40 e 42 existem respectivamente as válvulas 44 e 46. - 9 *
Existe um motor 48 para accionar um veio 50. Conforme mais adiante se verá, o veio 50 cies tina-se a fazer girar um aparelho (não representado na Figura 2) para misturar os materiais introduzidos no misturador 26. Existe também um motor 52 e o seu aparelho associado (também não representado na Figura 2) para desempenharem um objectivo idêntico,
Conforme se observa na Figura 2, o misturador 26 está ligado em série ao misturador 28 por um tubo 54, Existe um tubo distribuidor 56 associado funcionalmente com o tubo vertical 54 e que está colocado de modo a controlar o fluxo de material desde o misturador 25 até ao misturador 28, Existe uma tremonha 58 que se encontra directamente ligada ao misturador 28 através de um tubo inclinado 60. Um motor 62 está associado funcionalmente ã tremonha 60 para activar o aparelho (não representado) no interior da tremonha 58 no caso de ser necessário agitar os materiais ali existentes.
Deste modo faz-se notar que os materiais do misturador 26 podem ser adicionados ao misturador 28 através do tubo 54 e que os materiais da tremonha 58 podem ser adicionados ao misturador 28 através do tubo inclinado 60. Também é possível adicionar material Bianualmente ao misturador 28 através de uma abertura existente no misturador 28 a qual se encontra coberta pela porta de carga 64.
Dm motor 66 está ligado ao veio 68 para fazer rodar o aparelho (não apresentado na Figura 2) no interior do misturador 28, O próprio misturador 28 ê constituído por ura compartimento 70 que possui uma porta anterior articulada 72 e que se encontra funcionalmente associada com o compartimento 70 através de um trinco 74. Existe um motor 76 montado sobre a porta anterior 72 e que está funcionalmente ligado ao aparelho (não apresentado) para fazer rodar ou girar esse aparelho no interior do compartimento 70. Existe também uma saída 78 colocada sobre a porta anterior 72 para permitir a remoção do material do compartimento 70 quando a porta 72 estiver fechada. O misturador 28 está também dotado com um alçapão (não apresentado) existente sobre o fundo desse misturador 28. De preferência remove-se por esse alçapão do misturador 28 a mistura final do material - 10 -
de colestiramina depois de processado pelo misturador 20.
Com exeepção da diferença de configurações de entrada e de saída, o misturador 26 e o misturador 28 são essencialmente idêntico em todos os aspectos funcionais importantes. Os misturadores 26 e 28 possuem meios motrizes de rotação independentes os quais podem funcionar separada ou conj ugadamente.
Além disso os misturadores 26 e 28 possuem compartimentos com portas anteriores articuladas que podem ser fechadas e trancadas durante o funcionamento e qualquer deles possui mecanismos de controlo remoto 80 e 82 respectivamente, os quais facilitam a abertura e o fecho das diversas entradas e saídas. A presente descrição incorpora implicitamente um misturador de Stephan do tipo comercialmente disponível e conhecido como o modelo “Stephan Combicut TC/SK'1. Este misturador é eficaz para utilização tanto no misturador 26 como no misturador 28* Pode apreciar-se mais pormenorizadamente esta máquina tomando como referência a Figura 3.
Na Figura 3 apresenta-se o misturador 28 com a porta anterior 72 aberta, vê-se claramente uma diversidade de lâminas segadeiras 84a, 84b e 84c acopladas fixamente ao veio 50 por quaisquer meios bem conhecidos na especialidade*
Observa-se também que o compartimento 70 ê definido por uma parede posterior 86 e por uma parede lateral circular 88 que confere ao compartimento 70 a forma de uma taça cilíndrica oca. Além disso faz-se notar que o veio 50 continua excentricamente para o interior do compartimento 70 através da parede posterior 86* A rotação do veio 50 devido à acção do motor 48 provoca a rotação consequente das lâminas 84 segundo o sentido indicado pela seta 90· A Figura 3 mostra também a existência de um eixo curto 92 montado de modo a poder girar no centro da porta anterior 72, sendo accionado pelo motor 52 e girando no sentido indicado pela seta 94. Existe um braço 96 que se estende desde o eixo curto 92 até à raspadora 98 que está colocada perpendicularmente ao braço 96, conforme a representação da Figura,
Faz-se notar a um especialista na matéria que no caso - 11 -
de a porta 72 estar fechada a raspadora 98 se encontra colocada no interior do compartimento 70 para se movimentar ao lenço da superfície curva da parede lateral 88» Além disso faz-se notar que as lâminas 84a, 84b e 84c giram em torno do eixo 50 em sentido contrário ao da rotação da raspadora 98» Consequentemente as lâminas 84 cortam ou misturam qualquer material que esteja contido no interior do compartimento 70, a raspadora 98 removerá qualquer material que adira ou que fique preso â parede lateral 88 e devolve esse material para o centro do compartimento 70 para aí sofrer a aeção adicional das lâminas 84. Recorda-se que os motores 66 e 76 funcionam independentemente um do outro» Deste modo a raspadora 98 pode ficar estacionária enquanto se faz girar as lâminas 84 ou reeiprocamente* Esta facilidade permite o funcionamento simultâneo das lâminas 84 e da raspadora 98 a velocidades diferentes.
De acordo com uma versão alternativa, um misturador adequado para utilização com a presente invenção ê o modelo GRAL 75L que se ilustra na Figura 4, Resuraidamente, o misturador GRAL é constituído por ura compartimento 100 com a forma de uma taça redonda em cujo interior se coloca o material que se pretende misturar ou processar. Uma cobertura circular 102 tapa o compartimento 100 e os eixos giratórios 104 e 106 prolonga-se através da cobertura 102 para posicionamento no interior cio compartimento lOO.
Conforme se observa o veio 104 está montado concentri-camente na cobertura 102 ao passo que o veio 106 está ali montado excentricamente e é paralelo ao veio 104. A Figura 4 mostra também que a lâmina 108 está ligada ao veio 104 e que é acciona-da por esse veio no interior do compartimento 100. De modo idêntico as lâminas cortantes 110a, 110b, 110c e HOd são accio-nadas giratoriamente pelo veio 106 no compartimento 100. Embora a Figura 4 não os mostre, existem motores que fazem rodar os eixos 104 e 106» Faz-se observar a qualquer especialista na matéria que esse tipo de operação pode ser desempenhado por qualquer processo adequado bem conhecido na especialidade* Para os objectivos da presente invenção basta reconhecer que o material no interior do compartimento 100 pode ser agitado eficientemente 12 -
_ por uro dispositivo desse tipo. A prática do procedimento aateriormente descrito para a preparação de um sistema de fornecimento de colestiramina utilizando o equipamento aateriormente descrito é melhor compreendida comparando a Figura 1 com a Figura 2. Analisando simultaneamente as duas Figuras far-se-á de seguida a descrição genérica do procedimento utilizando o misturador de Stephen. Quaisquer diferenças processuais que sejam necessárias ao utilizar·--se o misturador "GRAL" serão analisadas depois da descrição relativa ao misturador de Stephen.
Tipicamente inicia-se o processo fazendo a preparação da resina de pré-mistura. Para se fazer isto coloca-se grânulos as resina de colestiraroina na treaionha 30 e depois faz-se a transferência dessa tremonha para o misturador 26, conforme desejado. Adiciona-se lecitina rapidamente à resina de coles-tiramina granulada no misturador 26 e procede-se à agitação dos ingredientes devido à rotação do veio 50 à velocidade aproximada de 1750 rotações por minuto, durante um (1) minuto. Normal-mente esta operação originará um acréscimo de temperatura da mistura para valores compreendidos aproximadamente entre quarenta (40) e cinquenta e cinco (55) graus Celsius. Esta subida de temperatura é suficiente para obrigar a lecitina a revestir os grânulos de colestiramina. Esta pré-mistura que é constituída peles grânulos de resina de colestiramina revestidos por lecitina é mantida temporariamente no misturador 26.
Introduz-se no misturador 28 água desionizada à temperatura ambiente. Depois adiciona-se sequencialmente gelatina e glicerina no misturador 28 e faz-se a liquefação na água desionizada. A seguir introduz-se vapor no misturador 28 para dissolver melhor os constituintes os quais estão misturados em conjunto «través da acção consertada das lâminas 84 que são ac-cionadas giratoriamente pelo motor 66 a 1750 rotações por minuto e de uma raspadeira 98 que é accionada giratoriamente pelo motor 66 a 24 rotações por minuto. Esta mistura necessita de dois (2) minutos. Fica assim preparada a solução de gelatina que é depois mantida no interior do misturador 28 para utiliza-• çãc posterior no processo. - 13 -
Uma vez preparada a pré-mistura e estando a solução de gelatina conservada no misturador 28, introduz-se nesse misturador os ingredientes frutose e sorbitol. A combinação da solução de gelatina, frutose e sorbitol é agitada durante três (3) minutos no interior do misturando 28 por acção do motor 66 o qual faz girar as lâminas 84a, 84b e 84c a 1750 rotações por minuto e por acção consertada do motor 76 que faz girar a raspadora 98 a 24 rotações por minuto. O resultado desta operação é o substrato de textura macia.
Depois adiciona-se ao conteúdo do misturador 28 a pré--mistura, a pectina e os agentes aromatizantes seleccionados. Especificamente, introduz-se a prê-mistura no misturador 28 através do tubo vertical 54 e a pectina e os agentes aromatizantes são adicionados através do tubo inclinado 60 ou manualmente através da porta de carga 64. Esta composição global é agitada violentamente no interior do misturador 28 durante um (1) minuto devido â rotação das lâminas 84 a 1750 rotações por minuto e devido à rotação da raspadeira 98 a 24 rotações por minuto. Depois remove-se o produto do misturador 28 e armazena-se pelo menos durante doze (12) horas antes de se repartir e configurar em produtos finais comerciais.
Pode conceber-se equipamento alternativo para a preparação de um sistema de fornecimento de colestiramina fazendo a comparação simultânea da Figura 1 e da Figura 4. Esta comparação simultânea das duas figuras permitirá descrever genericamente o procedimento utilizando o misturador de “Gral".
Tal como sucedia anteriormente inicia-se o processo fazendo a preparação da resina de pré-mistura. Para fazer isso coloca-se a resina de colestiramina dentro do compartimento 100. Acciona-se um motor (não representado) para fazer girar a lâmina 108 a uma velocidade relativamente baixa. Simultaneamente com o início da rotação da lâmina 108 adiciona-se rapidamente ao interior do compartimento 100 a lecitina que havia sido pre-viamente aquecida a uma temperatura próxima de quarente e cinco (45) graus Celsius para facilitar a bombagem. A resina de colestiramina é revestida com a lecitina devido à rotação simultâ-. nea da lâmina 108 ã velocidade aproximada de 300 rotações por 14 minuto e devido à rotação das lâminas cortantes 110a, 110b# 110c e HOd, por acção de um motor (não representado) à velocidade aproximada de 1750 rotações por minuto durante dez (10) minutos* Normalmente esta operação originará um acréscimo de temperatura da mistura para valores aproximadamente compreendidos entre quarenta e cinco (45) graus e cinquenta e cinco (55) graus Celsius. Esta pré-mistura que é constituída por grânulos de resina de colestiramina revestidos por lecitina é depois removida do compartimento 100 e armazenada temporariamente*
Introduz-se num tanque (não representado) equipado com um agitador, água quente desionizada, isto é, água a uma temperatura entre setenta e cinco (75) graus e oitenta (80) graus Celsius, Introduz-se no tanque grânulos de gelatina os quais são dissolvidos agitando a mistura até se criar uma solução de gelatina. Depois de a resina de pré-mistura ter sido removida do compartimento 100 e de este ter sido limpo adequadamente adiciona-se a esse compartimento 100 fructose e sorbitol. Depois mistura-se a solução de gelatina com esses agentes expan-sores e edulcorantes durante dois minutos e meio (2,5) â velocidade de 200 rotações por minuto. A seguir abre-se o compartimento 100 e raspa-se manualmente esse compartimento e a lâmina 108 para remover qualquer solução ainda não misturada existente no centro do compartimento 100, para se fazer uma mistura adicional. Fecha-se novamente o compartimento 100 e faz-se girar a lâmina 108 durante mais dois minutos e meio (2,5) à velocidade de 200 rotações por minuto.
Depois adiciona-se rapidamente a resina de pré-mistura, a pectina e os agentes aromatizantes seleccionados ao substrato no compartimento 100 e faz-se rodar a lâmina 108 a uma velocidade relativamente baixa. As lâminas cortantes 110a, 110b( 110c e HOd giram a 1750 rotações por minuto durante um curto período de tempo para removerem qualquer aglomeração. A seguir abre-se o compartimento 100 e raspa-se manualmente a lâmina 108 para efectuar uma mistura completa. Depois fecha-se o compartimento e faz-se girar a lâmina 108 durante mais um curto período de tempo para melhorar a uniformidade do material. Depois o produto é manualmente removido do compartimento 100 e armazenado - 15
Claims (1)
- pelo menos durante doze (12) horas antes de se repartir e configurar em produtos finais comerciais. Embora o processo particular para a preparação de um sistema de fornecimento de eolestiramina conforme agora descrito a apresentado em pormenor seja totalmente capaz de proporcionar as vantagens anteriormente especificadas, deve subentender--se que ê simplesmente ilustrativo das versões actualmente preferidas da presente invenção e que não existem limitações impostas pelos pormenores de construção ou de projecto agora apresentados, para além daquilo que se define nas reivindicações anexas. REIVINDICAÇÕES - lã - Processo para a preparação de um sistema de fornecimento de resina de permuta aniónica comestível caracteri-zado por: (A) se colocar grânulos de resina de permuta aniónica comestíveis e um substrato de gelatina num compartimento de mistura. (B) se mover uma lâmina no interior do referido compartimento de mistura para se proceder à combinação dos referidos grânulos com aquele substrato para proporcionar a sua mistura; e (C) se remover a referida mistura daquele compartimento de mistura antes do substrato de gelatina consolidar. - 2â - Processo de acordo com a reivindicação 1 carac-terizado por se revestir com lecitina os grânulos de resina de permuta aniónica comestíveis. - 16 - Processo de acordo cora a reivindicação 2, carácter izado por: (A) se misturar gelatina, água e glicerina para proporcionar uma solução de gelatina; (B) se adicionar edulcorantes e agentes expansores à referida solução; e (C) se agitarem os ingredientes para proporcionar um substrato de textura macia. - 4a - Processo para a preparação de um sistema de fornecimento de acordo com a reivindicação 3 caracterizado por: (A) se permitir que aquela mistura repouse pelo menos 12 horas; e (B) se conferir à referida mistura a forma de barras, - 5ã - Processo para a preparação ou um sistema de fornecimento caracterizado por: (A) se preparar um substrato num compartimento de mistura com a configuração cilíndrica e oco, possuindo o referido compartimento, uma parte superior, uma parte inferior e uma parede lateral circular separando as duas; (B) se introduzir no interior do referido compartimento um material de resina de permuta aniónica comestível; (C) se fazer rodar um conjunto de lâminas no interior do referido compartimento em torno do eixo longitudinal desse compartimento e situado num plano perpendicular, para misturar a resina com o substrato; e (D) se mover uma lâmina raspadora ao longo da referida parede lateral circular para devolver a mistura de resina e de 17 -substrato ao interior do compartimento para contactar novamente com as lâminas rotativas· — 6ã — Processo de acordo com a reivindicação 5 ca-racterizado por se revestir com lecitina os grânulos da resina de permuta aniónica comestíveis. — 71 - Processo de acordo com a reivindicação 6 ca-racterizado pelo facto de a preparação do referido substrato englobar os passos seguintes; (A) liquefação de uma gelatina e de uma glicerina com água desionizada no referido compartimento para proporcionar uma solução de gelatina; (B) dissolução dos edulcorantes e dos agentes expansores na referida solução de gelatina; e (C) agitação do conteúdo do referido compartimento. — 81 — Processo de acordo com a reivindicação 7 ca-racterizado por se alinhar o eixo longitudinal do referido compartimento segundo uma orientação essencialmente horizontal. - 91 - Processo de acordo com a reivindicação 1 carácter izado pelo facto de se seleecionar a resina de permuta aniónica comestível entre o grupo constituído por colestiramina, colestipol e resinas de permuta aniónica que possuam um grupo imidazólio como grupo funcional. 18 - 101 - ifProcesso de acordo com a reivindicação 1 ca-racterizado pelo facto de a resina de permuta aniónica comestível ser a colestiramina. - lli - Processo de acordo com a reivindicação 1 ca-racterizado pelo facto de a resina de permuta aniónica comestível ser colestipol. — 12â — Processo de resina de permuta aniónica comestível caracterizado por; (&} se preparar um substrato num compartimento de mistura de configuração hemisférica e oco, possuindo esse compartimento uma parte superior e uma parede hemisférica; (B) se adicionar a esse compartimento resina de permuta aniónica comestível; (c) se fazer girar uma lâmina no interior desse compartimento ao longo de um eixo vertical do referido compartimento, alinhado concentricamente e situado num plano perpendicular, para misturar a resina com o referido substrato* e (D) se fazer girar uma lâmina cortante no interior do referido compartimento ao longo de um eixo vertical alinhado excentricamente e situado num plano perpendicular, para desagregar a referida mistura de resina e de substrato. - 13ã - Processo de acordo com a reivindicação 12, caracterizado pelo facto de se revestir com lecitina os referidos grânulos de resina. - 14ã - - 19 - * r+ \ Processo de acordo com a reivindicação 12 ca» racterizado por a preparação do referido substrato englobar os passos seguintes: (A) liquefação de uma gelatina e de uma glicerina com água desionizada no referido compartimento para formar uma solução de gelatina; (B) dissolução dos edulcorantes e dos agentes expansores na referida solução de gelatina; (C) agitação do conteúdo do referido compartimento. — 15â - Processo de acordo com a reivindicação 12 ca-racterizado pelo facto de a resina de permuta aniónica comestível ser a colestiramina. — 16§ — Processo de acordo com a reivindicação 12 ca-racterizado pelo facto de a resina de permuta aniónica comestível ser o colestipol. - 17 â - Processo de acordo com a reivindicação 12 ca-raeterizado pelo facto de a resina de permuta aniónica comestível ser uma resina de permuta aniónica que possui o grupo imi-dazólio como grupo funcional. A requerente reivindica a prioridade do pedido norte-americano apresentado em 28 de Outubro de 1988, sob o Número de Série 263,846. Lisboa, 25 de Outubro de 1989 © ASMISB OMCMJL ®A ΙΡΒφΡΕΕΒΒΔΙΒ EíttEJgfMAIi- 20
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