PT92996B - Solucao de alto conteudo salino para desinfeccao rapida de lentes de contacto contendo um alquileno c3-c8-glicol, sua utilizacao e processo para a sua preparacao - Google Patents

Solucao de alto conteudo salino para desinfeccao rapida de lentes de contacto contendo um alquileno c3-c8-glicol, sua utilizacao e processo para a sua preparacao Download PDF

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Description

invento situa-se na área dos produtos para cuidar de lentes de contacto, especialmente soluções utilizadas para limpeza e desinfecção de lentes de contacto.
Desde que as lentes de contacto ficaram disponíveis para o público tem sido utilizadas soluções para desinfecção das referidas lentes. Existe uma grande diversidade na preparação das diversas soluções conhecidas em primeiro lugar devido ao facto de, até hoje, não ter sido encontrada, uma solução que sõ por si satisfaça todos os parâmetros desejados. Por exemplo, as soluções habitualmente disponíveis no mercado como ReNu Desinfectant (Bausch & Lamb). Optisoft (Alcon), e Optifree (Alcon) que apresentam baixo índice de irritabilidade e/ou hipersensibilidade exigem a permanência na solução de pelo menos quatro horas para que se verifique a desinfecção. As soluções como Flexcare contêm timerosol que se tem revelado especialmente problemático como agente desinfectante ou conservante. Por estes motivos tem sido tentado evitar o uso de timerosol como agente antimicrobial.
Uma segunda consideração e não inferior, refere-se à compatibilidade entre a substância da lente e a solução. A desinfecção térmica não é uma alternativa prática para utilização com lentes de contacto macias com alto teor em água. Algumas lentes captam ou reagem com diversos componentes da solução de desinfecção tornando impossível utilizar tais soluções com essas lente* de contacto. Por este motivo é essencial um conveniente acoro do utilizador com as directivas lente/solução, para manter as lentes de contacto adequadamente. De facto a experiência tem mostrado que o cumprimento, pelo utilizador, das directivas fornecidas pelos fabricantes das lentes e das soluções não se verifica num número significativo de casos, embora reduzido da população de utilizadores. As
sim tem havido um esforço para desenvolver uma solução desinfectante que seja genericamente útil para a maioria, se não para a totalidade das lentes de contacto habitualmente disponíveis.
Em último lugar, nem todas as soluções desinfectantes são convenientemente eficazes no combate à totalidade da gama dos micróbios que provocam preocupação no domínio das lentes de contacto. Um dos organismos em que os desinfectantes e conservantes têm tido um sucesso limitado é o Aconthamoeba. A solução deste invento é eficaz contra o cisto, assim como o estádio trofózito destes protozoários.
A EP A 358 447 divulga um sistema de limpeza, condicionamento, armazenamento e humedecimento para lentes de contacto em que se usa uma solução de limpeza, condicionamento e armazenamento e uma solução separada de humedecimento contendo cada uma álcool benzílico ou ácido ascórbico de pureza elevada. A solução de humedecimento têm de preferência uma tonicidade de cerca de 0,91 a 1,65, ao passo que o cloreto de sódio pode estar presente na solução numa quantidade de até cerca de 2,0%. Não são divulgadas tonicidades mais elevadas.
A US A 4.510.065 divulga um sistema de preservação das lentes de contacto e um produto de limpeza profiláctico compreendendo trimetoprima e bactericidas adjuvantes incluindo EDTA ou um seu sal solúvel na água e ácido sórbico. Embora estas soluções possam ser suavemente hipertónicas, o uso de elevadas concentrações de cloreto de sódio não é recomendado, uma vez que esse método é nocivo para as lentes pelo facto de se verificar o riscar da superfície das mesmas. Por isso, a tonicidade recomendada da composição de limpeza aquosa é de cerca de 1.0 a cerca de 2,0.
A EP A 001 888 divulga uma solução de esterilização aquosa compreendendo um sal fisiologicamente aceitável numa concentração de pelo menos 5% p/p, de preferência cloreto de sódio, um álcool fisiologicamente aceitável, de preferência etanol, um agente de desnaturação de proteínas, fisiologicamente aceitável e solúvel na água, de preferencia ureia. Esta solução permite a esterilização rápida de, por exemplo, lentes de contacto. No entanto, a esterilização rápida que é divulgada dura pelo menos 30 minutos.
A US A 3.367.878 divulga produtos de limpeza alcalinos à base de água, compreendendo um certo número de ingredientes destinados a limpar superfícies de aeronaves por imersão, pulverização, escovamento ou, de preferência, com o auxílio de uma máquina de limpeza por hidro-vapor. Estes produtos de limpeza compreendem quantidades reduzidas de surfactantes, tais como de 0,34% a 1,5%.
Considerando a técnica anterior atrás mencionada e considerando os produtos actualmente comercializados verifica-se existir ainda a necessidade de uma solução de uma solução de desinfecção e de limpeza rápida eficaz, em especial uma solução deste tipo para lentes de contacto.
Um dos objectos do invento é o de apresentar uma solução de desinfecção para lentes de contacto que não seja irritante para o paciente depois de este ter seguido um regime de desinfecção simples e fácil de levar a cabo.
Um segundo objecto do invento é o de fornecer uma solução de
-6limpeza e desinfecção num só passo que corresponda ao objecto acima mencionado.
Um terceiro objecto é o de fornecer uma solução de desinfecção para lentes de contacto que seja compatível com essencialmente compatível com todas as lentes correntemente disponíveis.
Um quarto objecto do invento é o de fornecer uma solução de desinfecção que seja eficaz contra uma vasta gama de patogénios oculares, incluindo a Acanthamoeba.
Surpreendentemente, os objectos precedentes e outros são alcançados através de uma solução de limpeza e de desinfecção para lentes de contacto compreendendo:
a) x% em peso de um alquileno C3.8-glicol, e y% em peso de um alcanol C2.6 em que x é de zero a 50 e y é de zero a 30, com a condição de x/10+y/2>l,0;
b) uma quantidade de um promotor de tonicidade suficiente para elevar a tonicidade da solução até um valor equivalente ao de uma solução de cloreto de sódio a 5 até 20% em peso;
c) de 2 até 25% em peso de um surfactante compatível com o material do dispositivo oftálmico;
d) de 0 até 2% em peso de um agente para regular ou ajustar o pH;
e) de 0% até uma quantidade suficiente para elevar a viscosidade da solução até 100 cps de um promotor da viscosidade; e
-7 f) a parte restante de um solvente adequado, que é de preferência água.
O modelos de realização preferidos do invento são divulgados nas reivindicações 2 a 15.
Deverá sublinhar-se aqui que o invento também é aplicável fora do âmbito da desinfecção das lentes de contacto e do campo da conservação e poderá ser usado em qualquer caso em que um tratamento com uma solução desinfectante ou uma solução conservada possa ser útil, com a única condição de que o material a ser submetido a tratamento não seja adversamente afectado pelos componentes da solução. Para tal finalidade, a solução do invento não precisa de ser compatível com lentes de contacto ou mesmo farmaceuticamente aceitável. As aplicações típicas não desinfectantes de lentes de contacto em que essas soluções são úteis incluem: produto desinfectante e de limpeza de estojos de lentes, composição médica tópica, cosmética, produto de limpeza facial, produto de limpeza para as mãos, sabonetes desinfectantes, tais como sabonete cirúrgico, champô, desinfectante doméstico e desinfectante industrial, desinfectante de laboratório, desinfectante de equipamento dentário e médico, tratamentos de desinfecção e limpeza do acne, desinfecção das picadas de insectos, para comichões e erupções cutâneas menores e para aplicações no tratamento de feridas. O invento é também adequado para um regime de desinfecção /limpeza de lentes de contacto rápido, efectuado no local de trabalho.
Podem também estar presentes outros componentes que são típicos para o tipo de formulação adequada ao fim para que a solução inventiva
-8é proposta. Assim, se a solução está destinada a ser um produto de limpeza em que o riscar das superfícies não constitui uma preocupação, então poderão estar igualmente presentes agentes tais como o dióxido de silício.
As formulações do invento são usadas, tipicamente, pondo-se em contacto a superfície a ser tratada com as formulações, esfregando a formulação sobre a superfície durante 5-30 segundos e enxaguando a superfície tratada. Em termos do uso preferido, ou seja da desinfecção de lentes de contacto, a solução é colocada sobre a lente do mesmo modo que qualquer outro produto de limpeza ou desinfectante para lentes de contacto, levemente esfregada durante 5-30 segundos e enxaguada com água ou com salina normal, tal como for mais apropriado.
Na formulação típica do invento alquileno C3.8-glicol está presente de 10% até 50% em peso, de preferência de 15% até 40% em peso, melhor ainda de 17% até 25% em peso e sobretudo 21% em peso do total da formulação.
O alquileno C3_8-glicol é seleccionado, de preferência entre os
1.2- ou alfa,ómega-glicóis tais como, 1,2-propilenoglicol, 1,2-butilenoglicol,
1.2- pentilenoglicol, 1,2-hexilenoglicol, 1,3-propilenoglicol, 1,4-butilenoglicol, 1,5-pentilenoglicol e 1,6-hexileno glicol. Também de preferência, os alquileno Gj-g-glicóis são alquileno C3 ou C4-glicóis tais como 1,2-propilenoglicol,
1.3- propilenoglicol, 1,2-butilenoglicol, 1,3-butilenoglicol, 1,4-butilenoglicol,
2.3- butilenoglicol, 2-metil-1,2-propilenoglicol e 2-metil-1,3-propilenoglicol. Prefere-se sobretudo que o alquileno C3.a-glicol seja 1,2-propilenoglicol ou 1,3propilenoglicol. Outro glicol frequentemente preferido é o 1,6-hexilenoglicol.
-9O alcanol inferior, quando se encontra presente, pode ser usado em quantidades de até 50% em peso, mas encontra-se geralmente presente de 2% até 30% em peso, de preferência de 10% até 20% em peso e sobretudo 16% em peso da totalidade da formulação. O alcanol inferior é seleccionado entre alcanóis C,.7, de preferência CM, de cadeia linear ou ramificada, tais como metanol, etanol, n-propanol, isopropanol, n-butanol, s-butanol e t-butanol, melhor ainda isopropanol ou etanol e sobretudo isopropanol.
Quando se encontram presentes tanto os componentes glicol como como alcanol, eles podem estar presentes individualmente em quantidades inferiores aos mínimos precedentes, na condição de a soma da fracção da % dos dois totais ser inferior a 1,0. A fracção da % é definida como a % efectiva presente dividida pela % mínima previamente indicada (10% para o glicol e 2% para o alcanol inferior). Por exemplo, uma solução contendo 1% de alcanol tem uma fracção da % de 0,5 (l%/2%) para o alcanol. Uma tal solução requereria então pelo menos uma fracção da % de glicol de 0,5 ou de pelo menos 5% do componente glicol na solução. Similarmente, uma solução contendo 1% de glicol, contendo uma fracção da % de 0,1 (l%/10%), requereria pelo menos uma fracção da % de alcanol de 0,9 ou de 1,8% de alcanol.De um modo mais simples, se o glicol estiver presente a x% e o alcanol a y%, então os mínimos das gamas seriam soluções correspondendo à equação _y%_ mínimo de alcanol sozinho _x%_ mínimo de glicol sozinho £1,0
O promotor de tonicidade está presente numa quantidade que
- 10eleva a tonicidade da solução até um valor equivalente ao de uma solução a 5% até 20% de cloreto de sódio (% em p/v), de preferência até uma tonicidade na gama dos 8,5% até 17,5% de cloreto de sódio, melhor ainda de 10% até 15% de cloreto de sódio e, sobretudo, 12,5% de cloreto de sódio. O composto que é sobretudo preferido para se usar como promotor de tonicidade é o cloreto de sódio, embora qualquer sal orgânico ou inorgânico compatível (ocularmente compatível se a utilização pretendida for a desinfecção de dispositivos oftálmicos) que não interfira com os outros componentes possa ser usado.
A tonicidade geral da solução deverá, de preferência ser equivalente à do NaCl aquoso a 7,5% - 12,5%, ou melhor ainda a 10%. As quantidades de promotor de tonicidade requeridas podem ser ajustadas por aqueles que tenham conhecimentos técnicos correntes de modo a que a solução atinja esses limites gerais que são os que sobretudo se preferem. Os promotores de tonicidade típicos incluem haletos, fosfatos, carbonatos, sulfatos, etc. de metais alcalinos ou de metais alcalino-terrosos. O promotor de tonicidade preferido é o cloreto de sódio.
O surfactante encontra-se presente numa quantidade de 2 até 25% em peso, mas em regra está presente numa quantidade de 2% até 15% em peso, de preferência de 3% até 12% em peso e, sobretudo, de 5% em peso até 10% em peso da totalidade da formulação. O surfactante é seleccionado entre virtualmente qualquer surfactante ocularmente aceitável, incluindo surfactantes não-iónicos, aniónicos e anfotéricos e, além disso, caso o uso final não seja oftálmico, os componentes não necessitam de ser farmaceuticamente aceitáveis. Contudo, será preferível seleccionar a partir de ca) compostos de fórmula I
(AmSur-0)3-P=0 (I) em que o grupo AmSur ê de fórmula
Z-N-(CH2)m-N-(CH2)n-CHCH2(IA)
R3 R2 em que cada R1 e Rg é independentemente alquilo inferior, hi droxi-alquilo inferior, ou carboxi-alquilo inferior, R^ é hidrogénio, alquilo inferior, hidroxi-alquilo inferior, ou carboxi-alquilo inferior, Z ê um alcanol de 6-18 átomos de carbono ou Z em conjunto com R1 e R2 é um carbono substituído com alquilo C5_í7; e n e m são, cada, um independentemente, valores de 1 a 4. Quando AmSur contiver uma carga total diferente de zero, estão presente, em quantidade adequada, um contra-ião adequado, ocularmente aceitável, como um halogeneto, p.e. cloreto. Os três radicais AmSur podem ser o mesmo ou ser diferentes, mas, de preferência, os três radicais AmSur numa molécula são idênticos.
cb) compostos de fórmula po
R9-R13-N®-R12-COOe
Rn (VII)
em que Rg é alquilo com 5-17 átomos clècarbono ou um alcanoilamino 0θ_2θ;
cada R10 e R^ ê, independentemente, alquilo inferior, hidroxi-alquilo inferior, ou carboxi-alquilo inferior; R12 é um alfa, omega-alquileno de 1 a 6 átomos de carbono que pode ser não-substituido ou substituído com alquilo inferior, hidroxi, ou hidroxi-alquilo inferior; e R13 é um alfa, omega-alquileno Cj_5;
cc) compostos de fórmulas (R14)3C-Ri5-C(Ri6)2 V-O(Rn).-H (Vin) em que cada R14 e cada R1g é, independentemente, um alquilo C1-4* R15 é um alfa» omega-alquileno C1-4; -cada R17 é independentemente -CHgCHgO-, -CHgCHgCHgO-, OU CH3
-CH2Íh-0-; e a Ó 3-18; e cd) compostos de fórmula
(IX) em que B ê um alfa, omega-alquileno C1-4; p é um inteiro de
a {d-1); b é um inteiro igual a (à-ρ-ΐ); d é 4 a 7; cada é indepentemente H ou um alquilo não substituído com pelo menos um Rig; cada Rig é, independentemente, hidroxi livre, eterificado com R2q ou esterificado com R21; cada R20 ê um oxi-alquileno linear ou ramificado C2-4 ou poli(oxi-alquileno linear ou ramificado), estando o oxigénio terminal ligado a um H ou r21; e cada R2j ê indepentemente um acilo de ãcido alcanóico C2_24 ou um ácido alcenóico desde que em cada composto de fórmula IX exista, pelo menos, um grupo hidróxido livre e, pelo menos, um grupo R21. Os compostos de fórmula VII são habitualmente fornecidos por
D D
Miranol sob as designações Mirataine e Miranol ; os compostos da fórmula VIII encontram-se disponíveis sob as designaR RR ções Igepal CA , Poiytergent e Triton X ; e os compostos
D D sob as designações Span e Tween .
c
Até aqui e daqui em diante inferior, como em alquilo inferior refere-se a resíduos possuindo até 7 átomos de carbono , de preferência até 4 átomos de carbono.
Os compostos de fórmula I são de preferência escolhidos entre caa)
R5 OH
I I
Ra em que Rg e Rg são cada umalquilo
-P=O (Π) e Z é alcanollo C
6-18;
HO-CH2-CH2-N φ . n-ch2 chch2o- - P=o (ΠΙ) em que R4 é um átomo de carbono substituído com alquilo C5-17 e as a tracejado indicam que existe uma ligação dupla entre R4 e um dos átomos de azoto ligados a R4; e cac)
R7 oh
Zs-NH-ÍCH^-^-CHjCHCHjOJ-P^ (IV)
em que Z2 ê alcanoílo um de R7 e R8 ê carboxi-alquilo inferior e 0 outro de entre R? e Rg é hidroxi alquilo inferior.
Os compostos de fórmulas II-IV são fornecidos por Mona Industries, New Jersey sob as marcas
D registadas Monagnat -P. Os compostos de fórmulas II-IV mais
preferidos são caaa) /Z1-NH-(CH2)3N+(CH3)2-CH2CH(0H)CH2073-P=0.3Cl“ (v) em que Z1 é alcanoílo Cg_17 (disponível sob a designação MonaquatR P-TC) ou alcanoílo c^2-14 (disponível sob a dfesignação MonaquatR P-TD);
cata) compostos de fórmula III,
D disponíveis sob a designação Monaquat P-TZ; e caca) i2COOe
Z2-NH(CH2)2-Ne-CH2CH(OH)C^2( (CH^OH
ÇH2
-P=O (VI) J3 em que Z ê alcanoílo C12-14* disnlvel sob 3 designação MonaquatP-TL. 0 composto das séries MonaquatRP mais prefep rido para utilização no presente invento é Monaquat P-TL,
i.e., compostos de fórmula VI. Os compostos incluindo na fórmula II estão em geral revelados em US Patents 4.209.449 e 4.336.385, cujas revelações aqui se incluem por referência.
Um outro grupo de surfactantes in clui poloxameros, poloxameros invertidos, meroxapóis, poloxaminas, polietileno-glicóis, polipropileno-glicóis, polipropileno-glicôis-butetos oleatos de polipropileno-glicol
0o1ipropileno-panetos, tetra-hidroxipropi1-etileno-diamina, cetearetos, sais NTA, sais EDTA, e sais pentetato.
Dentro deste grupo são particularmente úteis:
poloxameros 101, 105, 108, 122, 123, 124, 181, 182, 183,
184, 185, 188, 212, 215, 217, 231, 234, 235, 237, 238, 282, 288, 331, 333, 334, 335, 338, 401, 402, 403, e 407; meroxapóis 105, 108, 171, 172, 174, 178, 251, 252, 254, 255, 258, 311, 312, e 314; pctoxaminas 304, 504, 701, 702, 704, 707, 901, 904, 908, 1101, 1102, 1104, 1107, 1301, 1302,
1304, 1307, 1501, 1502, 1504 e 1508;
polietileno-glicôis seleccionados entre
PEGs, 4, 6, 8, 12, 20, 32, 40, 75, 150 e éter metílico PEG6; polipropileno-glicôis seleccionados entre PPGs 9, 12, 17, e 30;
pdipropileno-glicol-butetos escolhidos entre ppg-5-buteto-7, ppg-7-buteto-10, ppg-12-buteto-16; ppg-20-buteto-30;
ppg-28-buteto-35, e ppg-33-buteto-45;
ppg-26-oleato;
ppg-6-paneto;
tetra-hidroxipropiltilenodiamina;
ceteareto 27 e 55;
NTA trissôdico;
EDTA trissôdico e EDTA tetrassôdico;
EDTA; e pentetato pentassôdico. Cada um destes compostos pode ser encontrado no C.T.F.A. Ingredient Dictionary.
componente para regulação do pH, quando presente, pode ser adicionado como tampão previamente preparado ou pode formar-se in situ. Se o pH da solução sem este componente fôr adequado não se torna necessário a sua inclusão, embora a sua presença seja desejável.
Qualquer sistema tampão, qualquer ácido'ou qualquer base orgânicas ou inorgânicas, ocularmente compatível pode ser utilizado. Os sistemas, tampão característicos incluem os bem conhecidos sistemas, fosfato e boratos. Outros sistemas tampão orgânicos adequados, incluem, sem limitação os sistemas lactato, piruvato, citrato, tartrato, acetato e laurato. 0 referido agente de regulação ou ajuste do pH ê escolhido entre i) ãcido fosfórico, ácido bórico, ácido láctico e ácido cítrico, ii) um seu sal oftalmolôgicament.e aceitável, iii) uma nistura do referido ácido e do referido sal do mencionado ácido, iv) um ácido inorgânico oftalmológicamente aceitável e v) uma base inorgânica oftalmológicamente aceitável.
sistema tampão mais preferido terá um pH na gama do pH para minimizar a capacidade tamponizadora. 0 sistema tampão mais preferido ê acido láctico que é de preferência formado in situ pela adição apenas,do ácido láctico. No caso da utilização do ácido láctico/lactato como agentes de ajuste do pH (i.e. tampão o ácido láctico e o lactato combinados estão, de preferência presentes de cerca de 0,5 a cerca de 2%, em peso de solução com base no ião lactato, com mais preferência de 0,75 a cerca de 1,5%, com a maior preferência e cerca de 1,1% da solução.
pH da solução final pode com vantagem, estar no intervalo de 3 a 7,0, de preferência de 5 a 7, com mais preferência de cerca de 5,5 a cerca de 6.
Os valores de pH inferiores, sendoadequados, apresentam vantagem pelo facto do tempo mínimo de desinfecção ser reduzido relativamente ao de composições equivalentes com pH mais e,levados, mas apresenta a desvantagem de ser necessário restabelecer um ph neutro antes da lente voltar a ser colocada no olho.
promotordeviscosidade, quando presente, destina-se a apoiar o aumento da viscosidade da solução para valores de preferência não superiores a 100 cps, com mais preferência para valores não superiores a 80 cps, ainda com maior preferência não superiores a 30 cps, com a maior preferência não superiores a 10 cps.
Qualquer promotor de viscosidade não-iónico, ou amónio quaternário ocularmente compatível ê adequado. Nos exemplos de promotores de viscosidade não-iónicos que podem, ser utilizados no presente invento incluem-se alquilo inferior-celulose (i.e. meti l-<Elulose, eti1-celulose, etc.), hidroxi-alquilo inferior-celuloses (i.e. hidroxi-meti1-celulose, hidroxi-eti1-celulose, hidroxipropi1-celulose, etc.), hidroxi-alcanoílo inferior-celulose, alcanoílo inferior-celulose, e carboxi-alquilo inferior-celulose, poloxameros, poloxameros invertidos, etileno-diaminas-etoxiladas, etc.
promotor de viscosidade ê, de preferência, um éter celulósico, com maior preferência hidroxi-alqui lo inferior-celulose, com a maior preferência hidroxi-eti1-celulose, como HECQP 4400 fornecido pela Union Carbide. Numa solução da maior preferência, o promotor de viscosidade é hidroxi-eti1-celulose e encontra-se numa quantidade de cerca de 0,1% do peso da solução.
Um outro grupo de agentes promotores de viscosidade inclui poloxameros, poloxameros invertidos, meroxapóis, poloxaminas, polietileno-glicóis, polipropileno-glicóis, polipropileno-glicol-butetos, oleatos de, polipropileno-glicol, polipropileno-panetos, tetra-hidroxipropiletilenodiaminas, cetearetos, sais NTA, sais EDTA e sais pentetato.
Dentro deste grupo são particu-19-
larmente úteis:
poloxameros 101, 105, 108, 122, 123, 124, 181, 182, 183,
184, 185, 188, 212, 215, 217, 231, 234, 235, 237, 238, 282, 288, 331, 333, 334, 335, 338. 401, 402, 403, e 407; meroxapõís 105, 108, 171, 172. 174, 178, 251, 252, 254, 255, 25d, 311, 312, e 314; pcfaxaminas 304, 504, 701, 702, 704, 707, 901, 904, 908, 1101, 1102, 1104, 1107, 1301, 1302,
1304, 1307, 1501, 1502, 1504 e 1508;
polietiieno-glicôis seleccíonados entre
PEGs. 4, 5, 8. 12, 20, 32, 40, 75, 150 e Ôter metllico PEG6; polipropileno-glicôis seleccíonados entre PPGs 9, 12, 17, e 30;
pdipropileno-glicol-butetos escolhidos entre ppg-5-buteto-7, ppg-7-buteto-10, ppg-12-buteto-16; ppg-20-buteto-30;
ppg-28-buteto-35, e ppg-33-buteto-45;
ppg-26-oleato;
ppg-6-paneto;
tetra-hldroxipropiltilenodiamina;
ceteareto 27 e 55;
NTA tríssódico;
EDTA trissõdico e EDTA tetrassôdico;
EDTA; e pentetato pentassôdico. Cada um destes compostos pode ser encontrado no C.T.F.A. Ingredlent Dictionary.
A solução do invento pode ser formulada a partir dos componentes anteriores por qualquer dos processos conhecidos na arte. Os componentes sólidos podem, por exemplo, ser directamente dissolvidos na âgua, em simultâneo Ou sequêncialmente, sendo os componentes líquidos aí adicionados quer antes quer após os componentes sólidos.
Em alternativa os componentes sólidos podem ser triturados com um ou mais componentes líquidos nãoaquosos e a mistura diluida com uma quantidade de água adequada. E possível dissolver todos os componentes (excepto 0 promotor de viscosidade) em primeiro lugar e em seguida misturar o promotor de viscosidade com a solução. Outras formas de proceder tornar-se-ão óbvias ao formulador habitualmente experiente.
As soluçóes presentes são soluçóes para desinfecção e limpeza rápidas de uma larga gama de lentes de contacto e outras substâncias. Habitualmente aplicam-se algumas gotas da solução à substância da lennte e fricciona-se durante 5 a 30 segundos, de preferência de 10 a 20 segundos, com mais preferência durante cerca de 15 segundos. Este procedimento é repetido na fase aguda. A lente é então lavada em água ou numa solução salina normal durante pelo menos 5 segundos, de preferência durante 10 a 20 segundos, com maior preferência durante 15 segundos, e guardada numa solução salina normal durante pelo menos 20 segundos, de preferência durante um período de 30 segundos a 1,5 minutos, com maior preferência durante cerca de 1 minuto. Tempos de permanência na solução são aceitáveis, mas não necessários. A presente solução pode ser utilizada, segundo o método anterior , para todos os tipos de lentes de contacto; lentes macias, lentes duras e lentes rígidas permeáveis ao gás. As substâncias das lentes para as quais a presente solução pode ser utilizada incluem bufilcon A,
-21cabufocan A, crofilcon A, deltafilcon A, deltafilcon B, dimefílcon A, droxifilcon, etafilcon A, hefilcon A, hefilcon B, itafocon A, lidofilcon A, mafilcon A, ocuficon A, ocufilcon B, oftacril 60, pasifocol A, parifocan B, pasifocan C, parfilcon A, phemfilcon A, polymacon, porofocan B, silafilcon A, silafocan A, tefilcon, tetrafilcon A, vifilcon A, PMMA, silicone/copolímero MMA, MMA/copolímero metacrilato de gliceril, e poli t-butil estireno. Para os peritos haverá outras que poderão ser incluídas.
Tendo descrito totalmente o invento, apresentam-se os Exemplos seguintes que não-deverão ser considerados limitação.
Exemplo 1: Dissolveram-se em 49,3 g de água (desíonizada) 15,72 g de álcool isopropllico, 10,00 g de cloreto de sódio 10,00 g de Pluronic F-127 (poloxamero 407) , e 15,00 g de Miranol H2M (Concentrado tendo aproximadamente 50% de sólido) e ajustou-se o pH comHCl concentrado para originar uma solução de acordo com o invento tendo um pH de 6,0. Os dados microbiolôgicos encontram-se no exemplo 32.
Exemplo 2: Segue-se o Exemplo 1 com excepção de serem utilizados 20,00 g de Miranol H2M e 44,3 g de água. Os dados microbiolôgicos encontram-se na Tabela 5.
Exemplos 3 a 16: Os exemplos 3-16 preparam-se do mesmo modo que o exemplo 1, mas utilizando as quantidades que contam na Tabela 1 seguinte. Em cada um destes exemplos utilizam-se 15,7 g de álcool isopropflico e o pH é 6,0. Os dados microbiológicos encontram-se na Tabela 5.
TABELAI;
Exemplo No. NaCl (δ) Pluronic F-127 (g) Miranol H2M (g) h2o (g)
3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 10,0 10.0 1ΟΌ 70 70 7T0 7,0 7'0 70 70 70 70 50 10,0 5,0 5,0 5.0 15.0 15,0 15,0 100 100 100 50 5,0 5,0 15,0 15,0 10,0 15,0 20,0 100 150 200 100 150 20,0 100 150 20,0 10,0 10,0 59,3 543 493 523 473 423 573 523 473 623 573 523 543 493
Exemplos 17-19: Os exemplos 17-19 preparam-se de acordo com o exemplo 1 com excepção da utilização de 16 g de álcool isopropílico, O pH é 6,0 e as quantidades apresentadas na tabela 2 foram as utilizadas.
TABEL/2:
Exemplo' NaCl Pluronic F-127 Miranol H2M h2o
No. (g) (g) (g) (g)
17 12,0 10,0 10,0 52,0
18 12,0 15,0 10,0 47,3
19 10,0 10,0 10,0 49,3
Exemplo 20: 0 exemplo 20 é idêntico ao exemplo 19 excepto no facto de se utilizarem 20 g de álcool isopropi1ico.
Exemplo 21-23: Os exemplos 21 a 23 preparam-se da forma referida no exemplo 1 utilizando hexi lenoglicol no lugar de Miranol H2M. Em vez de ácido, plurdnico e do pH do exemplo 1, utilizando-se 1 g de Pluronic L-31 e 2 g de ácido láctico e o pH é 3,0. Os ingredientes restantes são uti lizados nas quantidades referidas na Tabela 3.
Tabela 3:
Exemplo No. AlcOOl Isopropilico NaCl (9) .
21 20 10
22 30 10
23 40 10
Exemplos 24-31: Os exemplos 24-31 preparam-se em concordância com o exemplo 1, com excepção da utilização de 1 g de Betaina, com ou sem hexileno-glicol como consta na Tabela 3, em vez de Miranol H2M, sendo o ácido láctico (2 G) utilizado no lugar do ácido clorídrico e sendo o pH 3,0.
Em cada um dos exemplos 24-31 encontram-se 10 g de Pluronic F127. Os restantes ingredientes encontram-se na Tabela 4.
A solução é ajustada a 100 g por adição de água.
TABELAfc
Exemplo 1 Bexileno ALCOOL NaCl (g)
No. Q’icol (g) Esopropil: (g)co
24 0 20 10
25 0 30 10
26 0 40 10
27 30 10 10
28 30 0 12
29 30 0 10
30 0 20 12
31 0 30 12
Exemplo 32: Testam-se as soluções dos exemplos 1 a 16 no que se refere à sua eficácia contra S.epidermidis da seguin te forma: O organismo é cultivado em caldo nutriente até p
uma densidade de 10 /ml. Pipetam-se 0,01 ml da referida cultura para cada um dos lados de uma lente de contacto macia de vifilcon A (55% de água) e mantem-se o contacto durante 5 minutos. A lente assim preparada é então mergulhada em 2 ml de cada uma das soluções testafes durante 0,5 a 1 minuto e determina-se resultados encontram-se na Tabela 5 que a seguir se apresenta.
TABELA5:
Solução lixample No. of Surviving Viable Organisms (S. epidermidis) % Rcduc ão contaminarão
1 5,45 x 102 99.94 %
2 8.65 x 102 99,91 %
3 0 100%
4 50 99,995 %
5 50 99,995 %
6 6.6 xlO2 99,934 %
7 lxlO2 99 99 %
8 6.2 x 102 99,94 %
9 0 100%
10 0 100%
11 10 99,999 %
12 0 100%
13 25 99.997 %
14 1.5 x 102 99 98 %
15 7.6 xlO2 99,92 %
16 0 100%
Exemplo 33: Testa-se a eficiência das soluções apresentadas nos exemplos anterioress contra o cisto Acanthamoeba castelanii di seguinte modo: Dissolve-se um grânulo de 107 isto em 10 ml de solução a testar para obter uma concentração de 10®cyst/ml na solução teste. Nos instantes a seguir especificados, retira-se 1 ml e dilui-se com 49 ml de solu-26-
X ção salina para dar origem a uma concentração de 2x104 cisto/ml. Em seguida adiciona-se 0,1 ml desta solução diluída a 10 ml de meio nutriente de forma que a totalidade do meio nutriente comece com população de 2x10 cistos.
meio nutriente inoculado é mantido em cultura durante 3 semanas ao fim das quais a eficiência é avaliada como (a) monte total (-) ou (b) monte parcial ou inexistente de monte (+). Os resultados encontram-se na Tabela 6 que se segue.
TABELA 6:
Solução do 3xemplo No. TEMPO DE EXPQSI (min.)
1 ÇAO 2 3 4 5
9 + - - -
19 + . - - -
17 - . - -
21 + -
22 + -
23 +
24 +
25 +
26 + -
27 -
28 -
29 + -
30 + -
31 + -

Claims (14)

  1. REIVINDICAÇÕES
    1. Uma solução para desinfecção e limpeza de lentes de contacto, caracterizado por compreender:
    a) x% em peso de um alquileno C3_8-glicol, e y% em peso de um alcanol C2^ em que x é de zero a 50 e y é de zero a 30, com a condição de x/10+y/2>l,0;
    b) uma quantidade de um promotor de tonicidade suficiente para elevar a tonicidade da solução até um valor equivalente ao de uma solução de cloreto de sódio a 5 até 20% em peso;
    c) de 2 até 25% em peso de um surfactante compatível com o material do dispositivo oftálmico;
    d) de 0 até 2% em peso de um agente para regular ou ajustar o pH;
    e) de 0% até uma quantidade suficiente para elevar a viscosidade da solução até 0,1 Pas de um promotor da viscosidade; e
    f) a parte restante de um solvente adequado, que é de preferência água.
  2. 2. Solução de acordo com a reivindicação 1, caracterizada por compreender:
    a) de 10% até 50% em peso de um alquileno-C3-C8-glicol e de 2% até 30% em peso de um alcanol C2.6.
    b) uma quantidade de haleto fosfato, carbonato ou sulfato de metal alcalino ou alcalino-terroso oftalmologicamente aceitável, que seja
    -2sufíciente para elevar a tonicidade da solução até um valor equivalente ao de uma solução de cloreto de sódio a 5% até 20% em peso;
    c) de 2% até 15% de um surfactante compatível com o material do dispositivo oftálmico seleccionado de entre ca) compostos de formula I (AmSur-O)3-P=O (I) em que cada grupo AmSur é independentemente de fórmula
    Z-N-fCHjíJy-íCHJ^CHCHr r3 r2 (IA) em que cada um de R, e R2 é independentemente alquilo inferior, hidroxi-alquilo inferior, ou carboxi-alquilo inferior, Z é um alcanoílo de 6-18 átomos de carbono ou Z em conjunto com R, e R2 é um átomos de carbono substituído com alquilo C5_17; e n e m tomam, cada um independentemente, valores de 1 a 4;
    cb) compostos de fórmula
    R9-R13-N®-R12-COOe (VII) em que Rg é alquilo com 5-17 átomos de carbono ou alcanoilamino C^; cada um dos R10 e Rn é independentemente alquilo inferior, hidroxi-alquilo inferior, ou carboxi-alquilo inferior; R12 é um alfa, omega-alquileno, com 1 a 6 átomos de carbono, substituído ou não-substituído com alquilo inferior, hidroxi ou hidroxi-alquilo inferior; e R13 é alfa, omega-alquileno CV5;
    cc) compostos de formula (Ri4)3C-Ri5-C(R16)2 —X—O(R17),-H \=/ (VIII) em que cada R14 e cada R16 são independentemente alquilo
    CM; R15 é alfa, omega-alquileno Cw; cada R17 é independentemente -CH2CH2O-,
    CH3
    -CH2CH2CH2O-, -CH2CH-O; eaé3-18; e cd) compostos de formula em que B é um alfa, omega-alquileno CM; p é um inteiro de zero a (d-1); b é um inteiro igual a (d-p-1); d é de 4 a 7; cada R18 é independentemente H ou um alquilo não
    -4substituído ou substituído com pelo menos um Rig; cada Rig é independentemente hidroxi livre, eterificado com ou esterificado com R21; cada R20 é um oxialquileno C2^ ramificado ou linear ou poli(oxi-alquileno C2^ ramificado ou linear), estando ao oxigénio terminal ligado um H ou R21; e cada R21 é independentemente um acilo de um ácido alcanóico C2.24 ou um ácido alcenoico C^; desde que em cada composto de fórmula IX exista pelo menos um grupo hidroxi livre e pelo menos um grupo R21;
    ou poloxâmeros, poloxâmeros reversos, meroxapois, poloxaminas, polietilenoglicóis, polipropilenoglicois, polipropilenoglicol-butetos, oleatos de polipropilenoglicol, polipropileno-paretetos, tetra-hidroxipropiletilenodiamina, cetearetos, sais de NTA, sais de EDTA, e sais pentetato.
    d) de 0% até cerca de 20% em peso de um agente para regular ou ajustar 0 pH seleccionado de entre i) ácido fosfórico, ácido bórico, ácido láctico e ácido cítrico, ii) um seu sal oftalmologicamente aceitável, iii) uma mistura do referido ácido e de sal do referido ácido, iv) um ácido inorgânico oftalmologicamente aceitável e v) uma base inorgânica oftalmologicamente aceitavel;
    e) de 0% até uma quantidade suficiente para levar a viscosidade da solução até 0,1 Pas de um agente promotor de viscosidade seleccionado de entre hidroxi-alquil inferior-celulose, hidroxi-alcanoil inferior-celulose, alquil inferior-celulose, alcanoil inferior-celulose, carboxi-alquil inferior-celulose, poloxâmeros, polâxameros reversos, meroxafois, poloxaminas, polietilenoglicóis, polipropilenoglicois, polipropilenoglicol-butetos, oleatos de polipropileno-glicol,
    -5polipropileno-paretetos, tetra-hidroxipropiletilenodiamina, cetearetos, sais de NTA, sais de EDTA; e sais pentetato; e
    f) água
  3. 3. Solução de acordo com a reivindicação 2, caracterizada por o alquilenoglicol ser omitido.
  4. 4. Solução de acordo com a reivindicação 1, caracterizada por:
    o referido alquileno C3-C8-glicol ser propileno-glicol ou hexileno-glicol;
    o referido alcanol C2_g ser etanol ou isopropanol;
    o referido promotor de tonicidade ser um haleto, fosfato, carbonato ou sulfato de metal alcalino ou alcalino-terroso, oftalmicamente aceitável;
    o referido surfactante ser de fórmula
    OH
    I
    Z-N-ÍCHíVN-íCH^-CHCHíC r3 r2
    -P=O
    -*3 em que cada um de R-, e R2 é, independentemente, alquilo inferior, hidroxi-alquilo inferior, ou carboxi-alquilo inferior, R3 é hidrogénio, alquilo inferior, hidroxi-alquilo inferior, ou carboxi-alquilo inferior, Z é alcanoílo Ce_18 ou Z, em conjunto com R., e R2, é um carbono substituído com alquilo e n e m são, cada um, um número compreendido entre 1 e 4, em associação com suficientes iões de carga contrária, para resultar numa carga total do composto
    -6igual a zero;
    o referido agente para regular ou ajustar o pH ser seleccionado de entre i) ácido fosfórico, ácido bórico, ácido láctico e, ácido citrico; ii) um sal seu oftalmicamente aceitável, iii) uma mistura do referido ácido e do referido sal do referido ácido, iv) um ácido inorgânico oftalmicamente aceitável, e v) uma base inorgânica oftalmicamente aceitável;
    o referido promotor de viscosidade ser seleccionado de então hidroxi-alquil inferior-celulose, hidroxi-alcanoil inferior-celulose, alquil inferior-celulose, alcanoil inferior-celulose, e carboxi-alquil inferior-celulose.
  5. 5. Solução de acordo com a reivindicação 2, caracterizada por:
    o referido alquiieno C3_8-glicol ser propileno-glicol ou hexileno-glicol;
    o referido alcanol C2_6 ser etanol ou isopropanol;
    o referido promotor de tonicidade ser cloreto de sódio;
    o referido surfactante ser de fórmula
    OH
    Z-N-(CH2)m-N-(CH2)n-CHCH2OR-i R->
    -P=O em que cada e R2 é, independentemente, hidroxi-alquilo inferior, ou carboxi-alquilo inferior, R3 é hidrogénio, alquilo inferior, hidroxi-alquilo inferior, ou carboxi-alquilo inferior, Z é alcanoílo Cg_18 ou Z, em conjunto com R1 e R2, é um carbono substituído com alquilo Cs_17, e n e m são cada um número de 1 a 4, em associação com iões de carga contrária suficientes para originar um composto de carga global zero;
    o referido agente para ajustar o pH ser seleccionado entre o ácido láctico ou clorídrico;
    e o referido promotor de viscosidade ser seleccionado entre poloxâmero 407 e poloxâmero 101.
  6. 6. Solução de acordo com a reivindicação 3, caracterizada por:
    o referido alcanol C2_6 ser etanol ou isopropanol;
    o referido promotor de tonicidade ser cloreto de sódio;
    o referido surfactante ser de fórmula
    OH
    Z-N-(CH2)m-N-(CH2)n-CHCH2OP=O em que cada e R2 é independentemente alquilo inferior, hidroxi-alquilo inferior, ou carboxi-alquilo inferior, R3 é hidrogénio, alquilo inferior, hidroxi-alquilo inferior ou carboxi-alquilo inferior, Z é alcanoílo C6_18, ou Z, em conjunto com R1 e R2, é um carbono substituído com alquilo Cg.^, e n e m são, cada um, um numero de 1 a 4, em associação com suficientes iões de carga contraria para originar um composto de carga global nula;
    o referido agente para ajustar o pH ser seleccionado de entre o ácido láctico ou clorídrico;
    e o referido promotor de viscosidade ser seleccionado de entre poloxâmero 407 e poloxâmero 101.
  7. 7. Soluçãode acordo com a reivindicação 5, caracterizada por o referido surfactante ser de fórmula
    P=O.
  8. 8. Solução de acordo com a reivindicação 1, caracterizada por:
    o referido alquileno C3.8-glicol ser propileno-glicol;
    o referido alcanol inferior ser álcool isopropílico;
    o referido promotor de tonicidade ser cloreto de sódio;
    o referido surfactante ser de fórmula
    -9CH2COO®
    Cii-Cualquil-C-NHCCH^-l^-C^CHíOHjCH/
    -P=O;
    (CH^OH o referido agente para ajustar ou regular o pH ser ácido láctico;
    e o referido promotor de viscosidade ser hidroxi-etil-celulose
  9. 9. Solução de acordo com a reivindicação 4, caracterizada por o referido alquileno C3.8-glicol estar presente numa quantidade de 21% em peso; o referido alcanol inferior estar presente numa quantidade de 16% em peso; o referido surfactante estar presente numa quantidade de 6% em peso; o referido agente para regular ou ajustar o pH estar presente numa quantidade de 1,1% em peso; e o referido promotor de tonicidade estar presente numa quantidade de 0,1% em peso.
  10. 10. Solução de acordo com a reivindicação 4, caracterizada por compreender de 0 a 30% de hexileno-glicol, 15 a 20% de isopropanol, de 7 a 12% de cloreto de sódio, de 5 a 10% de Miranol, de 5 a 15% de poloxâmero 407 ou 101 e água.
  11. 11. Método para desinfectar e limpar um lente de contacto, caracterizado por se esfregar a superfície da referida lente de contacto com uma quantidade da solução da reivindicação 1 eficaz na desinfecção e limpeza, durante um período de 5 até 30 segundos, seguido pelo enxaguamento da referida lente de contacto com água ou solução salina normal.
    - ΙΟΙ 2. Método de acordo com a reivindicação 11, caracterizado por cada superfície do referida lente de contacto ser esfregada com a referida solução durante 15 segundos, e, em seguida, a referida lente completa ser enxaguada com solução salina normal durante 10 segundos.
  12. 13. Método de acordo com a reivindicação 12, caracterizado por o referido passo de enxaguamento ser seguido pelo armazenamento da referida lente de contacto em solução salina normal durante cerca de 1 minuto.
  13. 14. Utilização de uma solução de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 10, caracterizada por por a referida solução ser empregue na desinfecção e limpeza de uma lente de contacto.
  14. 15. Processo para a preparação de uma solução de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 10, caracterizado por se misturarem convenientemente os componentes individuais.
    Pede a V.Exa se digne conceder-lhe a respectiva patente de invenção
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