PT98624B - Processo para a fabricacao de fechos para recipientes de embalagem e recipiente contendo esse fecho - Google Patents

Processo para a fabricacao de fechos para recipientes de embalagem e recipiente contendo esse fecho Download PDF

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Description

objecto da presente invenção é um processo para a fabricação de fechos para o fecho estanque de recipientes de embalagem, no qual se aplica sobre a face interna do fecho uma massa vedante que se submete a tratamento térmico.
A invenção refere-se também a fechos para recipientes de embalagem nos quais se aplica sobre a face interna do fecho uma massa vedante que se submeteu a tratamento térmico, bem como a recipientes de embalagem com estes fechos.
A finalidade dos diversos materiais de embalagem é o isolamento hermético do produto embalado de influências ambientais , e nomeadamente também sob condições extremas, como as que se verificam por exemplo na esterilização por calor de produtos alimentares. Para garantir este isolamento dos produtos embalados relativamente ao meio envolvente aplicam-se nas tampas e fechos com que se fecham os recipientes de embalagem massas vedantes apropriadas. As massas vedantes comerciais para fechos, isto é, as que são economicamente satisfatórias, têm que possu-
ir uma diversidade de propriedades críticas, razão pela qual se trata de substâncias e composições altamente especializadas.
Além disso as propriedades exigidas às massas de vedação devem também ser satisfeitas pelo próprio artigo de embalagem.
Assim, nas embalagens de produtos alimentares assume grande importância especialmente a estabilidade das massas vedantes relativamente aos bens embalados na esterilização ou pasteurização, assim como na armazenagem dos bens embalados, que frequentemente se prolonga por alguns anos. No caso de embalagens técnicas trata-se frequentemente de conteúdos quimicamente bastante reactivos ou agressivos, relativamente aos quais as massas vedantes devem igualmente ser estáveis. Habitualmente para os fechos e tampas de recipientes de embalagem de vidro e metal utilizam-se massas vedantes de plastisois de PVC plastificado, como se encontram descritas, no caso de fechos de recipientes de vidro, por exemplo na Especificação DE-AS 2 003 693·
Os plastisois de PVC utilizados como massas de vedação consistem em regra num policloreto de vinilo transformável numa pasta, que se distingue especialmente por um poder de absorção de plastificante definido, num ou vários plastitificantes e eventualmente cargas, estabilizadores, pigmentos e substâncias auxiliares de processamento do policloreto de vinilo.
A formulação de plastisois de PVC plastificado, a sua preparação e processamento estão minuciosamente descritos em K. Weinmann, Beschichten mit Lacken und Kunststoffen”, 1967, Verlag W. A. Colomb, Estugarda.
Sabe-se que nestas massas vedantes de PVC, sob a influência do conteúdo, especialmente por acção de gorduras e óleos, e nos tratamentos térmicos (pasteurização, esterilização) praticamente não se pode evitar uma migração do plastificante da massa vedante, bem como uma acção de dissolução e extracção das massas vedantes no caso de conteúdos contendo dissolventes .
A migração do plastificante pode exceder, quantitativamente, os valores legalmente estabelecidos para produtos ali2
mentares, que se encontram na discussão e actualmente considerados convenientes. Além disso a migração do plastificante, em determinadas circunstâncias, causa uma perda de vácuo em embalagens pasteurizadas e esterilizadas, bem como uma perda de dissolventes por uma maior permeabilidade aos gases no caso de embalagens técnicas. Neste último caso das embalagens técnicas surge também basicamente o problema das impurezas do produto embalado devidas à migração do plastificante e ao entumescimento ou dissolução do policloreto de vinilo. Um outro inconveniente destas massas vedantes é o facto de a eliminação de resíduos contendo PVC se tornar cada vez mais difícil e com custos sempre crescentes.
Além das massas vedantes de PVC correntemente utilizadas, são também conhecidas ainda massas vedantes à base de poliuretano. Assim, por exemplo, na Patente Americana 3 971 785 e na Patente Britânica 1 374 745 são descritas massas vedantes para recipientes de embalagem que contêm pré-polímeros de poliisocianato - eventualmente bloqueados - e com aminas bloqueadas com dióxido de carbono como recticulante. Das Especificações DE-OS 1 957 827 e DE-OS 2 203 730 são conhecidas massas vedantes que contêm polímeros com grupos hidroxilo e poliisocianatos, ou pré-polímeros bloqueados, bem como um activador com polímeros contendo hidroxilo e compostos de silicato de alumínio.
Finalmente, no Pedido de Patente Alemã ainda não divulgado P 3 905 545.0 descrevem-se massas vedantes para o fecho de recipientes de embalagem que contêm um diisocianato bloqueado líquido, uma diamina e/ou poliamina líquida como endurecedor, bem como eventualmente outros aditivos correntes. Estas massas vedantes distinguem-se por uma migração excepcionalmente reduzida na presença de conteúdos contendo dissolventes e/ou gorduras. Carece de aperfeiçoamento sobretudo o comportamento à migração relativamente aos conteúdos aquosos.
A presente invenção resulta pois do problema de se dispor de um processo para a produção de fechos para o fecho estanque de recipientes de embalagem, no qual as massas vedantes aplicadas sobre a face interna dos fechos, em comparação
- 3 com as massas vedantes à base de plastisois de PVC habitualmente utilizadas, não apresentem qualquer migração de plastificante, isto é, as massas vedantes, na presença de conteúdos contendo dissolventes e/ou gorduras, devem possuir uma taxa de migração o mais reduzida possível. Além disso, no entanto, as massas vedantes devem também possuir uma migração o mais reduzida possível relativamente a outros constituintes do material de vedação no produto embalado. No caso de embalagens para produtos alimentares a massa vedante deve ser estável especialmente nas condições da esterilização e pasteurização, e não alterar o produto embalado. Para as embalagens técnicas exige-se espeeialmente uma boa estabilidade química.
Simultaneamente o processo deve ser realizável de forma o mais simples possível e apenas com baixos custos. Assim, as massas vedantes devem ser susceptiveis de ser utilizadas nas mesmas instalações de aplicação que os plastisois de PVC convencionais. Para o manuseamento sem problemas deve tratar-se de um sistema de um só componente termorreactivo, isento de dissolventes, com boa estabilidade à armazenagem. Finalmente as massas vedantes devem também possuir uma boa aderência sobre o fecho, que tanto pode ser revestido com um verniz comum na indústria de embalagens, como também não ser revestido.
Surpreendentemente, este problema é solucionado por um processo para a produção de fechos para o fecho estanque de recipientes de embalagem no qual se aplica sobre a face interna do fecho uma massa vedante que é submetida a tratamento térmico. 0 processo é caracterizado por se aplicar uma massa vedante que contém
A) 20 a 95$ em peso de pelo menos um composto tendo em média mais que 2 grupos isocianato por molécula e/ou de um pré-polímero à base de um diisocianato e de um agente de prolongamento de cadeia, estando cada um dos grupos isocianato bloqueado,
B) 1,5 a 30$ em peso de pelo menos uma diamina e/ou poliamina,
C) 0 a 78,5$ em peso de pelo menos um polímero orgânico plástico e/ou elástico e/ou reactivo,
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D) 0 a 60$ em peso de pigmentos e/ou cargas,
E) 0 a 50$ em peso de um ou mais diluentes reactivos e
F) 0 a 20$ em peso de substâncias auxiliares e aditivos, sendo a soma das partes em peso dos componentes A a F sempre 100$ em peso.
São também objeoto da presente invenção os fechos produzidos de acordo com o processo da invenção e os recipientes de embalagem contendo estes fechos.
São actualmente conhecidos da Especificação DE-OS 1 644 813 nomeadamente vernizes para secagem em estufa, que são formados à base de toluenodiisocianato bloqueado e um recticulador aminado, mas esta Especificação não dá qualquer indicação para utilização destes vernizes como massas de vedação. Os especialistas também não encontram ali qualquer elemento para a solução do problema de base da presente invenção. A Especificação DE-OS 1 644 813 resulta antes do problema de se dispor de um processo para a preparação de soluções de verniz estáveis à armazenagem.
Além disso sabe-se também da informação de produto DesmodurK ' BL 1100 da Firma Bayer que com este isocianato DesmodurBL 1100 - um poliisocianato líquido aromático bloqueado - se podem produzir filmes com carácter elástico de borracha em combinação com diaminas cicloalifáticas utilizadas como parceiros de reacção. Mas também esta publicação não dá nem indicações sobre a utilização destes sistemas como massas vedantes na preparação de fechos para recipientes de embalagem, nem indicações para os técnicos comuns para a solução dos problemas da presente invenção. Pelo contrário, a má estabilidade aos dissolventes ali citada para as massas de vedação exclui a utilização destes sistemas como massas de vedação de fechos para recipientes de embalagem.
Serão a seguir elucidadas mais pormenorizadamente primeiro as massas de vedação utilizadas no processo da presente invenção.
Como componente A das massas de vedação prestam-se
todos os compostos que possuam em média mais do que dois grupos isocianato por molécula, assim como pré-polímeros tendo pelo menos dois grupos NCO por molécula, que foram preparados por reacção de um diisocianato com um agente de prolongamento de cadeia, não estando os grupos isocianato do componente A livres mas sim numa forma bloqueada. São utilizados de preferência isocianatos bloqueados que sejam líquidos à temperatura ambiente. Além disso tem que se garantir, no caso das embalagens de produtos alimentares que ocorra uma taxa de migração o mais baixa possível dos componentes estruturais do composto de isocianato, como por exemplo o agente de bloqueio, para o produto embalado.
Os exemplos para agentes de bloqueio apropriados do componente A são especialmente compostos legalmente aceitáveis para utilização com produtos alimentares, como por exemplo aminoácidos, aminoácidos cíclicos e açúcares, mas também por exemplo ácido malónico e malonatos.
Outros agentes de bloqueio possíveis são também oximas, como por exemplo acetoxima, dietilcetoxima, acetofenonaoxima, ciclohexanonaoxima, ciclopentanonaoxima, formaldoxima, acetaldoxima, bem como fenois e caprolactames. No caso da utilização destes agentes de bloqueio, porém, deve ter-se em atenção que não surja qualquer problema causado por uma migração dos resíduos dos agentes de bloqueio para o produto embalado.
Como componente isocianato prestam-se todos os isocianatos cujo produto da reacção completa eom um dos agentes de bloqueio acima mencionados seja de preferência líquido e que conduza a sistemas que possuem de preferência durezas Shore-A (DIN 53 505) compreendidas entre 20 e 80. Adicionalmente, o componente isocianato não deve ser facilmente volátil à temperatura ambiente.
Como exemplos de isocianatos apropriados citam-se dímeros e/ou trímeros de 2,4- e 2,6-toluileno-diisocianato, dímeros e/ou trímeros de hexametileno-diisocianato, eventualmente em mistura com pequenas quantidades de toluileno-diisocianato ou de hexametileno-diisocianato monoméricos. São ainda apropri- 6 ados diisocianatos de cadeia prolongada, especialmente toluileno-diisocianato ou hexametileno-diisocianato de cadeia prolongada. Como agentes de prolongamento de cadeia interessam diois e/ou triois e/ou poliois, bem como misturas de diois e triois e /ou poliois. Utiliza-se preferivelmente toluileno-diisocianato dímero e/ou trímero ou de cadeia prolongada com um diol e/ou triol.
componente A é utilizado nas massas de vedação numa quantidade compreendida desde 20 a 95% em peso, de preferência de 50 a 90% em peso, em ambos os casos referida ao peso total da massa de vedação.
Os compostos apropriados para a recticulação do isooianato bloqueado (componente B) que são utilizados numa quantidade desde 1,5 até 30% em peso e de preferência desde 1,5 a 20% em peso, em ambos os casos referida ao peso total das massas de vedação, são diaminas e/ou poliaminas, especialmente diaminas cicloalifáticas líquidas, como por exemplo 4,4-diamino-3,3-dimetil-diciclohexilmetano, 4,4-diamino-diciclohexilmetano, polioxipropileno-triamina com um peso molecular médio Mw de 400 até 450, assim como poliaminoamidas líquidas, como por exemplo o produto comercial Versamid 100” da Firma Schering AG, e poliaminoamidas líquidas preparadas por condensação de dímeros e trímeros de ácidos gordos com aminas alifáticas, assim como aminas com um baixo ponto de fusão. Os grupos amino dos compostos de amino utilizados são de natureza primária e/ou secundária.
Como outros constituintes as massas de vedação podem conter ainda eventualmente pelo menos um polímero orgânico plástico e/ou elástico e/ou reactivo, líquido e/ou na forma de pó. Este componente C é utilizado nas massas de vedação numa quantidade compreendida desde 0 a 78,5% em peso, de preferência desde 8,5 a 30% em peso, em ambos os casos referida ao peso total da massa de vedação.
Os exemplos de agentes de modificação apropriados (componente C) são polímeros mistos estireno-butadieno, borracha de estireno-butadieno-estireno, homopolímero e copolímeros
de polietileno, eopolímeros etileno-acetato de vinilo, copolímeros acetato de vinilo-etileno, poliestireno, álcool polivinílico, poliamidas, polímeros de acrilato, borracha de nitrilo, pré-condensados de poliuretano, resinas epóxido, poiiésteres, açúcares, etc, excluindo-se o policloreto de vinilo.
Através da escolha da natureza e da quantidade destes agentes de modificação podem controlar-se conforme pretendido as propriedades das massas de vedação, como por exemplo a flexibilidade. Tal é porém do domínio dos especialistas e a quantidade e natureza destes agentes modificadores mais favoráveis para cada caso podem ser facilmente determinadas com auxílio de alguns ensaios de rotina.
As massas de vedação contêm ainda como outros constituintes 0 a 60% em peso, de preferência 0 a 30% em peso, em ambos os casos referido ao peso total da massa de vedação, de pig. mentos e/ou cargas, como por exemplo dióxido de titânio, óxidos de ferro sintéticos, pigmentos orgânicos, como por exemplo ftalocianinas, tartrazina, azul ultramar, pigmento amarelo 83, pigmento laranja 43, pigmento laranja 5, pigmento vermelho 4, assim como silicatos de magnésio e alumínio, sílica amorfa e pirogénea, sulfato de bário, negro de fumo, talco, caolino e cré (componente D).
Para o ajustamento de uma viscosidade favorável para a aplicação as massas vedantes podem conter ainda 0 a 50% em peso e de preferência 0 a 20% em peso, referidas sempre ao peso total da massa de vedação, de um ou mais diluentes reactivos (componente E).
São exemplos de compostos apropriados preferivelmente aminas polifuncionais, especialmente diaminas cicloalifáticas, como por exemplo ciclohexilpropileno-diamina, etc.
Além destas podem, todavia, utilizar-se também poliois, como por exemplo propilenoglicol e dietilenoglicol, bem como óleos reactivos, como por exemplo óleos vegetais contendo grupos hidroxilo, como diluentes reactivos. Estes possuem contudo o inconveniente de uma menor reactividade em comparação com as poliaminas. Finalmente as massas de vedação utilizadas
de acordo com a presente invenção podem conter ainda 0 a 20% em peso, de preferência 0 a 855 em peso, referidos ao peso total das massas de vedação, de outras substâncias auxiliares e aditivos (componente F). São exemplos destes os lubrificantes para ajustamento do binário de rotação correcto em fechos de enroscar ou de rodar. Os lubrificantes apropriados incluem ácidos gordos, tais como ácido esteárico e ácido oleico, óleos de silicones, como dimetilpolissiloxano e metilhidrogeno-polissiloxano. São ainda utilizáveis como componente F ceras e sílicas para a obtenção de determinados comportamentos de escoamento (agentes de tixotropia) e no caso de massas de vedação espumadas também agentes de espumação, como por exemplo azodicarbonamida ou sulfohidrazida. As massas de vedação, no caso da utilização em recipientes de vidro e frascos, são empregues principalmente como massas de vedação espumadas. Genericamente a espumaçâo das massas de vedação origina uma redução da dureza Shore-A (medida de acordo com a Norma DIN 53 505) um aumento da flexibilidade, uma relação peso-volume mais favorável, assim como a obtenção de uma melhor acção de vedação devido a uma melhor capacidade de deformação.
A preparação das massas de vedação é realizada por mistura dos componentes individuais, adicionando-se eventualmente primeiro os componentes insolúveis, por exemplo pigmentos ao componente A e - sempre que necessário - dispersando com os agregados de dispersão utilizados corrente na indústria de vernizes. Na preparação de massas de vedação não espumadas a mistura ou dispersão é realizada geralmente sob vácuo. As massas de vedação assim produzidas possuem em geral durezas Shore-A (DIN 53 505) compreendidas entre 20 e 80, de preferência entre 25 e 70.
A quantidade aplicada das massas de vedação depende da geometria da peça de fecho, da finalidade de utilização da embalagem, assim como do facto de a massa de vedação ser ou não espumada.
Para a produção de fechos de acordo com o processo da presente invenção as massas de vedação descritas acima são a- 9 -
plicadas na face interna dos fechos, de preferência por meio do chamado processo de vasão interior conhecido. Neste processo a massa de vedação, a uma temperatura ligeiramente elevada, geralmente cerca de 40°C, num estado pastoso não endurecido, é aplicada por pressão ou injectada, por meio de um ou vários bicos, nas peças de fecho que são solicitadas em rotação com elevada velocidade de rotação, com as faces internas para cima, sobre uma eampânula de aspiração ou dispositivo semelhante. Devido à força centrífuga, a massa de vedação é aplicada no contorno e local pretendidos. Depois desta injecção estar completa tem lugar o endurecimento das massas de vedação a temperaturas compreendidas entre 170°C e 230°C durante um período de secagem de 1 a 5 minutos. A secagem e os dispositivos utilizados na sua realização são igualmente conhecidos e por conseguinte não precisam ser aqui descritos com mais pormenor.
Por fechos que podem ser revestidos com as massas de vedação entendem-se todas as partes dos materiais de embalagem que estão associadas ao corpo das embalagens, por exemplo tampas de pressão, por exemplo para garrafas de cerveja, de sumos de frutos e bebidas gasosas, tampas roscadas de alumínio e plásticos para frascos e garrafas, bem como outros fechos utilizados correntemente na indústria de embalagens para latas, baldes, diversos recipientes, etc. Estes fechos podem ser metálicos, por exemplo de alumínio, de chapa zincada, de folha de flandres e de diversas ligas de ferro, que estão eventualmente dotadas de uma eamada de passivação á base de compostos de níquel, de crómio e de estanho. As massas de vedação podem ser aplicadas segundo o processo da invenção sobre fechos quer não revestidos, quer revestidos. Como agentes de revestimento na indústria de embalagens interessam vernizes comuns à base de resina epóxido-fenol, à base de resinas de acrilato, à base de poliésteres ou organosois. Todavia, estes vernizes são já conhecidos (ver por exemplo H. Kittel, Lehrbuch der Lacke und Beschichtungen, vol IV, Lack- und Beschichtungssysteme, Formulierung, Verlag W.A. Colomb in der H. Heenemann GmbH, Berlin-Ober- schwandorf 1976) e por conseguinte não se torna necessário descrevê-los aqui com mais pormenor.
Além do envernizamento numa só camada, especialmente para os conteúdos contendo ácidos e no caso do conteúdo ser carne, utilizam-se também envernizamentos em duas camadas com uma camada de base à base de resina epoxi-fenol, e uma camada de cobertura de organosol, poliéster ou acrilato.
Os fechos fabricados segundo o processo de acordo com a presente invenção possuem especialmente a vantagem de as massas de vedação, em comparação com as massas vedantes de PVC correntes, não apresentarem migração do plastificante e possuírem uma boa estabilidade aos dissolventes e agentes químicos, boa estabilidade nas condições da pasteurização e esterilização, assim como boa aderência especialmente em substratos correntes revestidos, mas também não revestidos.
A invenção será elucidada a seguir mais pormenorizadamente com base em exemplos de realização. Desde que não seja expressamente indicado o contrário, todas as indicações sobre partes e percentagens referem-se a valores ponderais.
Preparam-se primeiro por mistura as massas vedantes A a F, a partir dos componentes indicados no quadro 1. Nestas massas vedantes A a F medem-se a viscosidade com auxílio de um copo de escoamento DIN de 8 mm (com base na norma DIN 53 211), assim como a dureza Shore A (norma DIN 53 505) sobre provetes de ensaio. Os resultados destes ensaios estão igualmente indicados no quadro 1.
Para o ensaio do comportamento de migração das massas de vedação de acordo com a invenção, em comparação com massas de vedação à base de plastisois de PVC, aplicou-se primeiro a massa de vedação E sobre uma ohapa metálica numa só camada que corresponde ao peso de aplicação normal em fechos (ver quadros 6 a 10) e procedeu-se ao endurecimento durante 5 minutos a 190° C. Para os testes de migração pês-se em contacto em cada caso 1 cm da superfície da massa vedante com 2 ml da solução de ensaio. A quantidade de substâncias estranhas transferidas foi avaliada como migrado global na forma do resíduo seco. Determinou-se igualmente a fracção solúvel em clorofórmio do resíduo seco. Os resultados destes ensaios estão indicados no quadro 3·
Os migrados foram também ensaiados qualitativa e quantitativamente quanto ao azoto orgânico ligado, fenol, formaldeído e metais pesados. Os resultados são indicados no quadro 4.
Além disso realizou-se ainda uma prova sensorial fazendo-se actuar em cada caso 10 ml ou 2 ml de diversas soluções de ensaio (água corrente, água mineral, sumo de maçã) sobre, em cada caso, 1 cm da superfície das massas de vedação, nas condições indicadas no quadro 4. As soluções de ensaio foram avaliadas sensorialmente por diversos provadores, independentemente uns dos outros, em testes triangulares em relação a soluções padrão que não tinham estado em contacto com os materiais de vedação. A avaliação foi realizada com base na norma DIN 10 955. Os resultados dos ensaios estão indicados no quadro 5.
Para comparação ensaiou-se também, analogamente às massas de vedação A a Ε, a massa de vedação V à base de um plastisol de PVC plastificado. A composição desta massa vedante V está indicada no quadro 2 e os resultados dos ensaios estão indicados nos quadros 3 a 5.
Adicionalmente as massas de vedação foram ainda ensaiadas, no que se refere à sua estabilidade, propriedades de aderência e acção de vedação no caso da utilização em tampas de encaixe por pressão (ver quadros 6 e 7) em fechos de rodar de garrafas (ver quadro 8) e em tampas de garrafas (ver quadros 9 e 10), para diversas solicitações (por exemplo esterilização). Para isso a massa de vedação é primeiramente aplicada na quantidade indicada para cada caso, por meio de um dispositivo automático de injecção utilizado correntemente na indústria de recipientes de embalagem, e é seca 5 minutos a 190°C. Para o ensaio das propriedades no caso de embalagens de produtos alimentares, cada um dos recipientes (frascos, garrafas, etc, consoante a peça de fecho) é cheio com diversas soluções de ensaio (água, solução de cloreto de sódio a 3$5 solução de cloreto de sódio a 2% e ácido acético a 3%, soluções de ácido láctico a e 2$, solução de ácido oxálico a 4% e solução de 0,5 g de cisteina em 1 litro de água) e procede-se à esterilização durante 45 minutos a 120°C. Em seguida ensaiam-se e avaliam-se os com12
ponentes das massas de vedação, a aderência e a acção de vedação.
A seguir descrevem-se mais minuciosamente os diversos métodos de ensaios
Ensaio de aderência
A massa vedante é riscada e procura-se eliminar manualmente a massa vedante:
boa aderência: a massa vedante só é separável com destruição aderência utilizável: a massa vedante é destacável com muito custo (grande resistência) como um anel ou em pequenos pedaços má aderência: eliminação fácil da massa vedante de fechos revestidos ou não revestidos.
Ensaio da função de vedação
Comprova-se se depois da solicitação o vácuo permanece ou se há expulsão do conteúdo.
Ensaio de qualidade
Avalia-se se a massa vedante se mantém funcional e/ou se se torna quebradiça, fissurada ou intumescida, ou se o substrato (chapa) é visível.

Claims (5)

  1. (chapa) é visível.
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    Quadro 1: Massas vedantes ensaiadas ra
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    Quadro
  2. 2
    Composição de uma massa vedg.nse V à base de um plastisol de PVC plastificado
    43,0 partes de K de 701) 31,5 partes de 7,7 partes de 1,5 partes de 1,0 partes de 8,8 partes de 3,1 partes de 0,4 partes de 1,7 partes de 1,3 partes de
    pólicloreto de vinilo (PVC) com um valor ftalato de dioctilo óleo de soja epoxidado octanoato dióxido de titânio sulfato de bário silicato de alumínio estearato de cálcio/zinco amida gorda óleo de silicone
    1) determinado de acordo com a norma DIN 53 726
    Quadro
  3. 3: resultados do teste de migração
    Massa vedante Massa vedante
    V E
    TR1 CA2) TR CA ãgua destilada 10 d 40°C 4,4 1,4 15,1 4,1 3% ácido acético 10 d 40°C 3,5 1,3 7,7 4,3 15% Etanol 10 d 40°C n-Heptano 3,2 1,9 38,8 8,2 2 h/50°C - - 53,1 17,4 2 h/65°C 778 761 - - 1) TR: resíduo seco do migrado (mg/100 cm >2) 2) CA: fracção solúvel em clorofórmio do resíduo seco
    Quadro
  4. 4; Ensaio dos migrados (2 h 70°C)
    Substância ensaiada Solução de ensaio Massa vedante V E azoto orgânico ligado água destilada 0, 16 1,8 (mg/100 cm^) 3% ácido acético 0,15 2,3 15% Etanol 0,13 1,5 Fenol água destilada n.d.D n.d. 3% ácido acético n.d. n.d. Formaldeído água destilada n.d. n.d. 3$ ácido acético n.d. n.d. Chumbo, Arsénio, água destilada n.d. n.d. Antimónio 3# ácido acético n.d. n.d. Zinco água destilada n.d. n.d. 3$ ácido acético 0,07 n.d.
    n.d. = não determinável
    17 PQ
    Quadro 5; Resultados das provas sensoriais
    o O o O o Ο O o O > \ \ \ \ \ \ '3 • •s o O o O o ο o o o Ή 3 O X Φ 3 O Sm 3 x o o o O o ο o o o O. -P 3 \ \ \ \ \ \ eti 3 3 o o o o o ο o o o Φ bO Φ O Φ -P 3 ra 3 o o o o o ο o o o Φ 3 es \ \ \ \ ε Oi CM o o o o o ο o o o eti 3 ε ε Φ o •rl 3 \ Φ o '•rl «M •rl o o o o o ο o o o ε •rl 3 \ \ Ό Ώ o o o o o ο o o o eti 3 Ol II Φ CM 3 ε Φ Φ o o o o o o ο o o o Sm X \ \ \ \ \ \ \ Φ • •X o o o o o o ο o o o <m 3 0 •rl •ri X !3 3 Ό •rl O ra 3 3 o o o o o ο o o o II 'rl rd φ \ X \ \ \ 3 O o o o o o ο o o o r— ra φ 3 X • es o> Φ 1—t 3 X O Φ Φ !3 > 3 rd O> o Sm o Sm o Sm 'eti Φ ε 3 +5 o eti -P o eti -P o eti •rl Cm ι—1 o SL. Ό o Sm Ό o Sm Ό O •rl o O φ •ri eti Φ Ή eti Φ Ή eti Φ X m a Φ ι—1 Λ Φ r—i a Φ ι-1 Sm ra X! eti ra XI cd ra X eti a II aa φ 3 o Pm ο Pm <=t! ο Pm eti o X cr, X eti 3 I—1 o> • es O ε • a aa 0 3 •ri o ο Φ o X CM 0 ο Sm 3 3 o ο ο Φ 3 •rl II •=r •=t ο «M ç_, ο •rl 3 0 Ί3 σ m Ό 3 O X O-> 1—1 3 o ο X eti 3 .3 O r- τ— ε Φ > •rl CM 3 3 X φ .. XI Φ O 3 •P ι—1 icd 3 Cm 3 •rl 0 eti θ’ Φ •ri •rl φ Sm eti 3 X Φ 3 3 Φ ε ε O 3 0 II II •ri rH o Ή Φ 3 3 o S Ό O CM a > eti eti O 3 2 ε aa bO bO 3 '3 'eti οϋ T”
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    r » propriedades das massas vedantes de tampas de frascos depois da esterilização (45 minutos, 125°C)
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    REIVINDICAÇÕES
    - lã Processo para a fabricação de fechos para o fecho estanque de recipientes de embalagem, no qual se aplica sobre a face interna do feoho uma massa vedante que se submete a tratamento térmico, caracterizado por se aplicar uma massa vedante que contém
    A) 20 a 95$ em peso de pelo menos um composto tendo em média mais do que dois grupos isocianato por molécula e/ou de um pré-polímero à base de um diisocianato e de um agente de prolongamento de cadeia, estando cada um dos grupos isocianato bloqueado,
    B) 1,5 a 30$ em peso de pelo menos uma diamina e/ou poliamina,
    C) 0 a 78,5$ em peso de pelo menos um polímero orgânico plástico e/ou elástico e/ou reactivo,
    D) 0 a 60$ em peso de pigmentos e/ou cargas,
    E) 0 a 50$ em peso de um ou mais diluentes reactivos e
    F) 0 a 20$ em peso de substâncias auxiliares e aditivos, sendo a soma das partes em peso dos componentes A a F sempre 100$ em peso.
    - 2^ Recipiente de embalagem com um fecho no qual foi aplicada sobre a faee interna do fecho uma massa vedante que foi submetido a tratamento térmico, caracterizado por a massa vedante conter
    A) 20 a 95$ em peso de pelo menos um composto tendo em média mais do que dois grupos isocianato por molécula e/ou de um pré-polímero à base de um diisocianato e de um agente de prolongamento de cadeia, estando os grupos isocianato bloqueados ,
    B) 1,5 a 30$ em peso de pelo menos uma diamina e/ou poliamina
    C) 0 a 78,5$ em peso de pelo menos um polímero orgânico plástico e/ou elástico e/ou reactivo,
    D) 0 a 60$ em peso de pigmentos e/ou cargas,
    E) 0 a 50$ em peso de um ou mais diluentes reactivos e
    F) 0 a 20$ em peso de substâncias auxiliares e aditivos, sendo a soma das partes em peso dos componentes A a F sempre 100$ em peso.
    - 3- Processo ou recipiente de embalagem de acordo com qualquer das reivindicações 1 ou 2 caracterizado por a massa vedante conter
    A) 50 a 90$ em peso de pelo menos um composto tendo em média mais do que dois grupos isocianato por molécula e/ou de um pré-polímero à base de um diisocianato ou um agente de prolongamento de cadeia, estando os grupos isocianato bloqueados ,
    Β) 1,5 a 20$ em peso de pelo menos uma diamina e/ou poliamina,
    C) 8,5 a 30$ em peso de pelo menos um polímero orgânico plástico e/ou elástico e/ou reactivo,
    D) 0 a 30$ em peso de pigmentos e/ou cargas,
    E) 0 a 20$ em peso de um ou mais diluentes reactivos e
    F) 0 a 8$ em peso de substâncias auxiliares e aditivos, sendo a soma das partes em peso dos componentes A a F sempre 100$ em peso.
    - 4^ Processo ou recipiente de embalagem de acordo com qualquer das reivindicações 1 a 3 caracterizados por se utilizar como componente B 4,4-diamino-3,3-dimetil-diciclohexilmetano e/ou polioxipropilenotriamina com um peso molecular médio Μττ de 400 a 450. w
  5. 5- Processo ou recipiente de embalagem de acordo com qualquer das reivindicações 1 a 4 caracterizados por se utilizar como componente A isocianatos líquidos e/ou como componente B poliaminas líquidas.
    - Processo ou recipiente de embalagem de acordo com qualquer das reivindicações 1 a 5 caracterizados por se utilizar como componente A compostos à base de diisocianato de toluileno.
    - 7ã _
    Processo ou recipiente de embalagem de acordo com qualquer das reivindicações 1 a 6 caracterizados por se utilizar como componente E poliaminas.
    - 8§ Processo ou recipiente de embalagem de acordo com qualquer das reivindicações 1 a 7 caracterizados por o fecho ser primeiramente coberto com um verniz antes de a massa vedante ser aplicada e submetida ao tratamento térmico.
    - 9- Fecho para recipiente de embalagem caracterizado por ter sido fabricado de harmonia com um processo de acordo com as reivindicações 1 ou 3 a 8.
    A requerente reivindica a prioridade do pe dido de patente alemão apresentado em 10 de Agosto de 1990,
    - 26 ·*. 1 sob ο N2. Ρ 40 25 327.9.
PT98624A 1990-08-10 1991-08-09 Processo para a fabricacao de fechos para recipientes de embalagem e recipiente contendo esse fecho PT98624B (pt)

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