BRPI0417818B1 - processo para reduzir obstrução de equipamento de processamento de óleo comestível em escala industrial - Google Patents

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P. Staller Kerry
L. Berkshire Thomas
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Abstract

"processo para aperfeiçoar desengomagem enzimática de óleos vegetais e reduzir obstrução de equipamento de processamento a jusante". um processo controla as características de desengomagem enzimática que causam obstrução do equipamento pós-reator do processamento em escala industrial de óleos comestíveis. um agente anti-obstrução incluindo um ácido orgânico ou mineral é adicionado após o reator e antes de qualquer equipamento pós-reator tais como trocadores de calor e centrífugas. tipicamente, o agente anti-obstrução é adicionado em mais do que aproximadamente 100 ppm do óleo, e tipicamente o ph da fase aquosa do óleo está entre aproximadamente 3.5 e 4.2.

Description

PROCESSO PARA REDUZIR OBSTRUÇÃO DE EQUIPAMENTO DE PROCESSAMENTO DE ÓLEO COMESTÍVEL EM ESCALA INDUSTRIAL
CAMPO DA INVENÇÃO [0001] Esta invenção se refere genericamente aos processos para aperfeiçoar a desengomagem enzimática de óleos vegetais. O processo reduz a obstrução em equipamento pós-reação. A invenção é especialmente adequada para uso em linhas de produção onde o óleo comestível é tratado para preparar óleo comestível com a qualidade de óleo para saladas. Mais especificamente, a invenção se refere aos aperfeiçoamentos de processo que criam condições no óleo sendo processado para minimizar acúmulos no equipamento através do qual passa o óleo tratado.
DESCRIÇÃO DA TÉCNICA CORRELATA [0002] Óleos comestíveis de origem vegetal há muito têm sido processados em óleos para salada. Um procedimento principal em tal processamento é o assim chamado processo cáustico. Em tal processo, o óleo vegetal cru pode ou não ser filtrado ou pode ou não ter a goma removida mediante ácido ou água. A filtração de óleo cru é utilizada somente quando lecitina de qualidade alimentícia “clara e brilhante” é produzida a partir de um processo de desengomagem mediante água. A desengomagem de óleo cru com o auxílio de um ácido, queima a lecitina produzindo um produto que não é desejável. No processo de desengomagem mediante água, óleo cru é combinado com água e o óleo cru com a goma removida é preparado, com as gomas sendo removidas e colocadas como desejado. A desengomagem mediante água pode remover aproximadamente dois terços das gomas presentes no óleo cru. Tipicamente, ácido fosfórico é injetado no óleo cru desengomado, seguido de hidróxido de sódio para proporcionar óleo tratado com cáustica, com a matéria-prima de sabão sendo removida e coletada como desejado. A seguir, sílica é adicionada ao óleo tratado com cáustica, a sílica usada é removida. Óxido metálico de branqueamento é então adicionado ao óleo tratado com sílica para prover óleo branqueado, argila usada sendo removida. Então água é adicionada ao óleo branqueado em um processo de desodorização, com um destilado sendo separado. Um empecilho de tais processos cáusticos é representado pelos rendimentos relativamente baixos, acrescido das múltiplas etapas que são realizadas posteriormente para se obter o óleo com qualidade de óleo para salada desejado. [0003] A função do ácido fosfórico é a de tratar os componentes de lecitina no óleo. Esse processo inclui uma neutralização adicional do ácido fosfórico que é necessária para neutralizar os ácidos graxos livres, produzindo sabões de sódio que se separam. É reconhecido que realizar uma abordagem diferente do refino de óleo com cáustica poderia ter vantagens na indústria de processamento de óleo. [0004] Foram propostas abordagens através das quais os produtos de óleo comestível são processados em produtos de óleo para salada mediante uma abordagem enzimática durante a qual os ácidos graxos permanecem no óleo mais propriamente do que seguir a abordagem de separação de refino cáustico, e o teor de ácido graxo é transformado e permanece no óleo vegetal até que ele é separado, tal como mediante centrifugação. [0005] Na técnica de refino de óleo, referências tais como Aalrust et al. Patente US 5.264.367, incorporado aqui como referência, ensina o tratamento enzimático de óleos comestíveis. Em tais abordagens, componentes contendo fósforo de um óleo vegetal ou animal comestível que foi refinado a úmido são reduzidos mediante decomposição enzimática mediante contato do óleo com uma solução aquosa de fosfolipases Α1, A2 ou B e, então, separando a fase aquosa a partir do óleo tratado. Diz-se que isso reduz o nível de fósforo no óleo a um grau substancial. Embora processos de tratamento enzimático mostrem um bom potencial, a presente invenção consegue aperfeiçoamentos em relação a esses processos. Esta invenção provê meios para aperfeiçoar os processos de desengomagem de óleo. [0006] A presente invenção provê um tipo novo de processo que facilita o uso de enzimas no refino de óleo comestível, incluindo operações de desengomagem. A invenção incorpora uma adição pós-reação para reduzir obstrução. Mais especificamente, um componente antiobstrução é adicionado prontamente a jusante do reator de enzima. O componente antiobstrução transmite propriedades aperfeiçoadas de processamento ao óleo que teve a goma removida. [0007] A técnica de desengomagem enzimática desenvolvida para prover, por exemplo, a capacidade de hidratar locais selecionados de divagem de uma lecitina ou componente de óleo natural de ácido graxo que precisa ter a goma removida. Essas enzimas tendo uma característica A1 clivam no local A1 da molécula de triglicéridos, enzimas tendo uma característica A2 clivam no local A2 ou B, ou local do meio, e aquelas de uma característica C clivam no local A3, as quais nesses tipos de triglicéridos têm o átomo de fósforo indesejável. [0008] Até o presente, não foi considerado que as operações de desengomagem enzimática desse tipo tragam junto um acúmulo indesejável de resíduo nas lâminas e outras superfícies de trabalho de equipamento a jusante tal como permutadores de calor e equipamento de centrífuga. A combinação de adição de um pós-reator de um componente antiobstrução e a abordagem de refino enzimático resulta, de acordo com a invenção, em elevado rendimento e operação regular das instalações de processamento de óleo comestível em escala industrial.
SUMARIO DA INVENÇÃO [0009] De acordo com a presente invenção, são providos processos que apresentam características para aperfeiçoar a desengomagem enzimática de óleos vegetais. Esses processos têm como um componente principal o uso de um componente antiobstrução ou aditivo após a reação de desengomagem primária, isto é após a enzima e o óleo comestível serem reagidos de modo a clivar de acordo com as características específicas da enzima. O aditivo antiobstrução preferido é um ácido de qualidade comestível. [0010] Um objetivo e aspecto geral da presente invenção é o de prover um processo o qual aperfeiçoa as características operacionais até um grau considerável e sem variação substancial em operações de desengomagem de óleo comestível em escala industrial que incorpora abordagens de reação de enzima muito vantajosas. [0011] Um outro aspecto ou objetivo desta invenção é que a mesma proporciona óleos comestíveis com goma removida de uma maneira eficiente e reduz o tempo de paralisação que é causado pela abordagem enzimática que proporciona vantagens de rendimento. [0012] Um outro aspecto ou objetivo desta invenção é que a mesma provê óleos comestíveis com qualidade de óleo para salada através de uma abordagem de desengomagem enzimática, resolvendo um sério problema de processamento através da redução significativa de obstrução em equipamento de processamento pós-reator. [0013] Outros aspectos, objetivos e vantagens da presente invenção, incluindo os diversos recursos usados em várias combinações, serão entendidos a partir da descrição seguinte de acordo com as modalidades preferidas da presente invenção, consideradas em conjunto com os desenhos nos quais certas características específicas são mostradas.
DESCRIÇÃO RESUMIDA DOS DESENHOS [0014] A Figura 1 é uma ilustração esquemática de uma seqüência de processamento global de acordo com a técnica anterior, começando com o óleo comestível na câmara de reação ou tanque de contenção; [0015] A Figura 2 é um fluxograma de um processo em escala industrial típico que acompanha a presente invenção; [0016] A Figura 3 é uma vista em perspectiva, parcialmente destacada, de um reator de elevado cisalhamento o qual é especialmente adequado para reagir enzima com o óleo comestível de uma forma muito eficiente e vantajosa; [0017] A Figura 4 é uma vista em perspectiva, parcialmente destacada, de um dispositivo de misturar operacional e abordagem que pode ser preferida para uso no processo, mostrando detalhes operacionais e interação de fluxo; e [0018] A Figura 5 é uma ilustração esquemática de uma seqüência de processamento adequada para incorporar a invenção.
DESCRIÇÃO DAS MODALIDADES PREFERIDAS [0019] Como exigido, modalidades detalhadas da presente invenção são reveladas aqui; contudo, deve ser entendido que as modalidades reveladas são simplesmente exemplares da invenção, a qual pode ser incorporada de várias formas. Portanto, detalhes específicos aqui revelados não devem ser interpretados como limitadores, mas simplesmente como uma base para as reivindicações e como uma base representativa para ensinar aqueles versados na técnica a empregar de forma diversa a presente invenção virtualmente de qualquer maneira apropriada. [0020] A presente invenção é dirigida ao refino de óleos comestíveis mediante um procedimento que inclui uma operação de desengomagem. A produção inclui divagem em locais hidratados mediante uma reação de enzima e subsequente manipulação do óleo de uma maneira para controlar o acúmulo indesejado que reduz a eficiência operacional do equipamento a jusante. [0021] Na desengomagem enzimática, unidades de troca de calor e equipamento de centrífuga a jusante do reator de retenção são rapidamente obstruídos com os sais de cálcio e magnésio liberados ou sabões. O pH natural da reação enzimática contribui para a rápida obstrução. Mediante injeção de uma quantidade relativamente pequena de componente antiobstrução após o reator e antes do equipamento a jusante, por exemplo, nos trocadores de calor, a obstrução é eliminada ou, pelo menos, muito significativamente reduzida. [0022] A desengomagem enzimática de óleo vegetal com certas versões de fosfolipase A-1 exige um pH de reação de entre 4,0 e 5,0. O pH ótimo para essa reação está entre 4,5 e 5,0. Contudo, na faixa ótima de pH, cálcio e/ou magnésio liberado durante a reação enzimática combina com os ácidos de compensação ou quelação utilizados para controlar as condições de reação, tipicamente conduzindo à formação de sal e à obstrução de equipamento que entra em contato com os mesmos. [0023] Sem o benefício da presente invenção, os sais de cálcio e magnésio combinados precipitariam sobre superfícies quentes tais como trocadores de calor e pilhas de discos de centrífuga. Para os trocadores de calor, se essa obstrução não for impedida, várias horas de lavagem com uma solução quente forte de ácido seriam exigidas para desobstruir os depósitos. Para a centrífuga, o acúmulo teria que ser removido manualmente mediante desmontagem da unidade e raspando-se fisicamente cada disco. O processo de limpeza para a centrífuga tipicamente pode exigir 40 horas-operário para ser concluída. [0024] Pode ser considerado que a obstrução pode ser muito menor se a reação for realizada mais próxima de um pH 4,0. Contudo, isso traz consigo a desvantagem considerável de que a taxa de reação é mais lenta em níveis inferiores de pH. Adicionalmente, é difícil impedir que o pH desça abaixo de 4,0 em tais situações, em cujo caso a reação cessa completamente. Desse modo, uma adição direta de meio acídico para diminuir os níveis de pH apresenta sérios problemas de produção. [0025] A invenção permite que a reação enzimática ocorra em seu pH ótimo para desempenho, na maioria dos casos entre 4,5 e 5,0. Após sair do reator de desengomagem enzimática, o agente antiobstrução é adicionado, tal adição sendo logo após o fluxo de óleo para o equipamento pós-reator. A injeção pós-reator do agente ou componente antiobstrução proporciona um óleo com goma removida de enzima e mistura de agente tendo um pH que é diminuído até um nível inferior após a reação de desengomagem estar concluída. Descobriu-se que esse nível é um nível de não-obstrução. [0026] Com relação ao agente ou componente antiobstrução, o mesmo preferivelmente é um ácido orgânico ou mineral que é adequado para uso no processamento de alimentos. Os ácidos devem diminuir o pH para 4,5 ou inferior e podem atuar como um quelador de metal. Exemplos incluem ácido cítrico, ácido maleico, ácido málico, ácido fosfórico, e assim por diante. [0027] Um ácido orgânico ou mineral compatível com o óleo vegetal e tendo um pKa inferior a 4,0 é preferido. Esse agente ou componente antiobstrução é injetado na linha e sai do reator enzimático antes da mistura entrar no(s) permutador(es) de calor e/ou centrífuga(s) ou outro equipamento a jusante. 10028] O fluxo é controlado para ser proporcional ao fluxo de óleo e trazer a fase aquosa da mistura a jusante do reator para um pH entre aproximadamente 2 e 4,5, preferivelmente entre aproximadamente 3,5 e 4,2, mais preferivelmente entre aproximadamente 3,8 e aproximadamente 4,0. Em muitos casos, manter a fase aquosa em um pH de aproximadamente 4,0 é um alvo muito adequado, índices de pH inferiores também conseguirão o efeito desejado, mas significam desperdício de ácido e de agentes neutralizadores a jusante. 10029] Com relação ao agente antiobstrução, é preferido utilizar ácido cítrico para controlar o pH no fluxo a partir do reator de desengomagem de enzima. Tal ácido é vantajoso para esse propósito e frequentemente está facilmente disponível em instalações de processamento de óleo em escala industrial. Outros ácidos compatíveis de óleo vegetal tal como ácido fosfórico, ácido málico e ácido maleico também poderíam ser utilizados, dependendo do custo e da disponibilidade. O ácido deve ser suficientemente forte para diminuir o pH da fase aquosa da mistura até abaixo de 4,5, tipicamente em 4,0 ou exatamente abaixo, mas não danificar o óleo mediante ataque reativo ou oxidativo. 10030] Com referência à atividade de enzima que pode prosseguir dentro do reator, um modo de ação de fosfolipase em locais diferentes de divagem pode ser resumido como a seguir: 10031] Ο X substituínte pode ser qualquer um dentre hidrogênio, colina, etanolamina, serína, inositol, e semelhante. [0032] Um modo de ação de enzima para lecitina é mostrado na sequência de reação seguinte, Lecitina Llso*Lecitina FFA [0033] Isso ilustra um modo de ação de enzima geral o qual é típico dos processos de reação de enzima com relação aos quais a presente invenção é praticada, Essa ilustração específica mostra uma reação de enzima de lecitina em liso-lecitina e ácido graxo livre, [0034] Estruturas de lipídios, isto é, lecitina e gorduras em geral» podem ser mostradas como a seguir, em que cada um dentre R1,R2 e R3 etc. representam diferentes cadeias de ácido graxo, e em que X representa hidrogênio, colina, etanolamina, serina, inositol, e semelhante. Locais de reação estão disponíveis nessas estruturas.
Lecitina Gordura [0035] Uma sequência de reação de enzima típica da técnica anterior é mostrada na Figura 1. Um suprimento de óleo com goma removida é representado pelo recipiente 11. Um agente, tal como ácido cítrico, é introduzido em 12, e o fluxo continua através de um misturador intensivo 19a tal como um modelo MX-90 de Alpha Lavai. Esse então flui para um local de retenção de ácido 13. O fluxo então é para um trocador de calor 14, conhecido na indústria como um “economizador”. Adição de cáustica é mostrada no introdutor 15, seguido pelo fluxo através de um outro misturador intensivo 19b. A água pode ser adicionada em 16 antes de fluir para dentro de um esfriador 17 para prover ação de troca de calor. A adição de enzima é mostrada em 18 para desengomagem do óleo com o auxílio do dispersor 21. O dispersor pode ser um Reator Dispax™ de dispersor em linha de multiestágio, disponível através da IKA. Nessa abordagem da técnica anterior, o ácido (tipicamente um ácido orgânico) introduzido em 12 e a cáustica (tipicamente hidróxido de sódio) introduzida em 15 compõe uma solução de compensação em um pH de 4,5 a 5,2. Essa faixa de pH compensado é valiosa para se obter desempenho ótimo de enzima quando a mesma é adicionada em 18. Tipicamente a cáustica é adicionada em aproximadamente equivalentes de 1,5 molar do ácido adicionado. [0036] A Figura 2 ilustra uma linha de incorporação de processamento de uma modalidade preferida da presente invenção. A descrição acima com relação à Figura 1 é aplicável aos detalhes da Figura 2 através do fluxo para o dispersor 21. Um dispersor típico tal como um Reator Dispax™ da IKA é ilustrado na Figura 3 e na Figura 4. Dispersores preferidos são misturadores de cisalhamento mecânico de elevada potência, tal como um Reator Dispax™ de 100 cavalos-vapor da IKA. O mesmo produz uma emulsão mecânica muito estável e nenhum emulsificador é exigido devido à elevada força de cisalhamento mecânico utilizada. A emulsão permite que a enzima reaja com os fosfolipídios, transformando os mesmos em liso-fosfolipídios solúveis em água. Após tal fluxo do dispersor, a enzima e o óleo podem estar dentro de um tanque 22, o qual pode ser denominado tanque de retenção ou tanque de reação. [0037] De acordo com a invenção, o agente ou componente antiobstrução é acrescentado em 23 mediante um mecanismo de injeção adequado. Essa adição diminui o pH para patamar inferior a 4,5 como discutido aqui em outro lugar, tal diminuição ocorrendo antes do fluxo de óleo atingir o equipamento a jusante, tipicamente um ou mais trocadores de calor, centrífugas e outro equipamento de processamento de óleo. Na modalidade preferida ilustrada, a condição de pH reduzido está presente quando o óleo flui através do trocador de calor ou economizador 14, através de um pré-aquecedor 24, e para dentro e através de uma centrífuga 25. Acredita-se que pelo menos o economizador e o pré-aquecedor auxiliem em misturar e/ou dispersar o agente antiobstrução no óleo. O fluxo para fora da centrífuga a jusante será a onda de óleo vegetal refinado 26 através de um canal, que é separado da matéria-prima de sabão e/ou gomas secundárias 27. [0038] Sem esse aspecto de adicionar o agente antiobstrução em tal local, no montante dos trocadores de calor e centrífuga, foi experimentada obstrução desses componentes pós-reação. Tal obstrução resultava em momentos dramáticos em contrapressão dentro desses componentes. Experiência com essa condição foi tão grave que a centrífuga ou as centrífugas começaram a se tornar desequilibradas, causando vibração. A experiência também indica que a adição de agente ou componente antiobstrução antes do local da centrífuga, mas após os trocadores de calor, tal como o pré-aquecedor e economizador, não proporcionavam uma solução para o problema de obstrução. Em vez disso, a centrífuga e os trocadores de calor de chapa e quadro experimentavam obstrução inaceitável. [0039] Determinou-se que a eficácia da adição do componente ou agente antiobstrução variará de acordo com a concentração desse agente ou componente. Tipicamente, a concentração de agente antiobstrução deve ser de pelo menos 100 ppm. Um valor tão elevado quanto 300 ppm funciona adequadamente, mas não é eficaz em termos de custo como os níveis inferiores. Uma faixa operacional razoável está entre aproximadamente 100 ppm e aproximadamente 200 ppm, uma faixa preferida estando entre aproximadamente 125 ppm e aproximadamente 175 ppm. Entre aproximadamente 140 ppm e aproximadamente 160 ppm é especialmente preferido para considerações de eficácia e custo. [0040] Um outro componente para se obter um efeito antiobstrução é a extensão de tempo em que o agente antiobstrução está no óleo antes desse fluxo de óleo atingir a centrífuga. A travessia dessa seção de trajetória de fluxo deve ser concluída em não mais do que aproximadamente 1 minuto, preferivelmente não mais do que aproximadamente 45 segundos, mais preferivelmente não mais do que aproximadamente 30 segundos. [0041] A adição de agente antiobstrução é realizada tipicamente com uma bomba. Preferivelmente o fluxo a partir da bomba combina com o fluxo contínuo de óleo para acrescentar concentrações corretas do agente antiobstrução de modo que a queda de pH necessária ocorre até uma faixa onde os componentes de obstrução potencial são solúveis. Por exemplo, quando ácido cítrico é o agente antiobstrução, citratos de cálcio e magnésio permanecem solúveis. [0042] Descobriu-se que a presente invenção será vantajosa independente da enzima específica usada na operação. Fosfolipases podem ser usadas, incluindo A-1, A-2, B, C e D. A quantidade de enzima dependerá da concentração da enzima uma vez que a mesma é fornecida a partir de seu fabricante, assim como da atividade da enzima. Uma quantidade máxima típica seria de aproximadamente 1% em peso. A concentração de enzima é fundamentalmente uma função da enzima e o óleo não é particularmente relevante para a ação do agente antiobstrução e processo. [0043] Um fluxograma global para um processo de acordo com a invenção é encontrado na Figura 5. Com a presente invenção, a enzima é tipicamente dosada em um nível na ordem de entre aproximadamente 20 ppm e aproximadamente 60 ppm utilizando um misturador de elevado cisalhamento, tal como mostrado nos desenhos, para misturar a enzima com o óleo. O óleo então é mantido em uma temperatura de aproximadamente 45°C. Um teor de água baixo de somente 2% é tudo que é exigido do óleo sendo processado por essa abordagem de processamento físico. Isso reduz os custos de secagem. [0044] Através do uso do agente ou componente antiobstrução de acordo com a invenção, o pH é mantido vantajosamente baixo. Isso impede que os citratos de cálcio sejam formados e se precipitem. Tais depósitos de citrato de cálcio e outros possíveis sais formados formarão depósitos indesejáveis a jusante. Por exemplo, depósitos de citrato de outro modo se formarão sobre os componentes de trabalho do equipamento a jusante. [0045] O óleo acabado tem um teor de fósforo que é tipicamente abaixo de 2 ppm. Após essa desengomagem enzimática e refino físico, o óleo tem um teor de fósforo não superior a entre aproximadamente 2 e aproximadamente 5 ppm. Em comparação, o refino químico por intermédio do processo com cáustica observado acima deixa um teor de fósforo da ordem de não inferior a 8 até 10 ppm. Desse modo o processo praticado com o auxílio da presente invenção tem a vantagem de exigir menos sílica, tal como tipicamente sendo incorporada para adsorver o fósforo restante após a desengomagem. [0046] Será entendido que as modalidades da presente invenção que foram descritas são ilustrativas de algumas das aplicações dos princípios da presente invenção. Diversas modificações podem ser feitas por aqueles versados na técnica sem se afastar do verdadeiro espírito e escopo da invenção, incluindo aquelas combinações de características que são individualmente reveladas ou reivindicadas aqui.

Claims (9)

1. PROCESSO PARA REDUZIR OBSTRUÇÃO DE EQUIPAMENTO DE PROCESSAMENTO DE ÓLEO COMESTÍVEL EM ESCALA INDUSTRIAL, caracterizado por compreender: - reagir uma fonte de óleo vegetal bruto de óleo vegetal comestível com uma enzima, de modo a clivar os componentes graxos da fonte de óleo vegetal bruto, para prover locais cl iva dos e hidratados do fosfolípído, para produzir um óleo comestível reagido, que é um óleo comestível tratado enzimatícamente; - em seguida, adicionar um componente antiobstruçâo pós-reação ao óleo comestível reagido, para prover uma mistura de pós-reação do mesmo, onde referido componente antiobstruçâo é um ácido orgânico ou mineral, adequado para uso com alimentos para consumo humano, adicionado em uma quantidade entre 100 ppm e 300 ppm, e reduz o pH da referida fase aquosa do óleo comestível reagido, não superior a pH 4,5; - passar um fluxo da referida mistura pós-reação do óleo comestível reagido e componente antiobstruçâo para dentro e através do equipamento de pós-reação; e - desse modo, reduzindo ou impedindo a obstrução de citratos de cálcio ou de magnésio em superfícies de trabalho do equipamento de pós-reação, através da ação do referido componente antiobstruçâo, presente no referido óleo comestível reagido da mistura de pós-reação, enquanto a mistura de pós-reação estiver dentro do equipamento de pós-reação.
2. PROCESSO, de acordo com a reivindicação 1, caracterizado por o componente antiobstruçâo ser ácido cítrico, ácido fosfórico, ácido maleico ou ácido málíco-
3. PROCESSO, de acordo com a reivindicação 1, caracterizado por a fase aquosa do óleo comestível reagido ser reduzida a um pH entre 3,5 e 4,2.
4. PROCESSO, de acordo com a reivindicação 1, caracterizado por a reação ser diferenciada por mistura de cisalhamento.
5. PROCESSO, de acordo com a reivindicação 1, caracterizado por o componente antiobstrução estar presente em um nível de pelo menos 100 ppm.
6. PROCESSO, de acordo com a reivindicação 5, caracterizado por o nível do componente antiobstrução estar entre 100 ppm e 200 ppm.
7. PROCESSO, de acordo com a reivindicação 1, caracterizado por a passagem para o equipamento de processamento a jusante ser concluída em mais do que 1 minuto após a adição do componente antiobstrução.
8. PROCESSO, de acordo com a reivindicação 1, caracterizado por a enzima da etapa de reação ser selecionada do grupo consistindo em fosfolipase A-1, A-2, B, Ce D.
9. PROCESSO, de acordo com a reivindicação 1, caracterizado por a passagem para o equipamento de pós-reação estar completa, em não mais de 45 segundos, após a referida adição do componente antiobstrução.
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